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🩺 Caso 1 — Diarreia Secretora Paciente: Lucas, 25 anos, bancário. Queixa: Diarreia há 2 dias. História: Lucas viajou recentemente para o litoral e consumiu frutos do mar crus. Desde então, apresenta diarreia volumosa, aquosa, que persiste mesmo em jejum. Não há sangue nas fezes. Sente-se fraco pela perda de líquidos, mas sem dor abdominal intensa. ✅ Explicação: Enterotoxinas bacterianas (ex.: Vibrio cholerae) estimulam secreção ativa de água e eletrólitos para o lúmen → diarreia secretora. 🩺 Caso 2 — Diarreia Osmótica Paciente: Ana, 30 anos, professora. Queixa: Distensão abdominal e diarreia após refeições. História: Ana refere diarreia líquida após comer sorvetes e doces. Diz que melhora quando fica em jejum. Queixa-se de flatulência intensa e "barriga inchada" após refeições. ✅ Explicação: Intolerância à lactose ➔ a lactose não digerida acumula no intestino ➔ aumenta a osmolaridade ➔ puxa água ➔ diarreia osmótica. 🩺 Caso 3 — Diarreia Disabsortiva Paciente: Marcos, 45 anos, engenheiro. Queixa: Perda de peso e fezes gordurosas. História: Marcos relata fezes volumosas, brilhantes, com cheiro fétido (esteatorreia), associadas a perda de peso importante. Ele foi diagnosticado com doença celíaca recentemente. ✅ Explicação: Lesão da mucosa do intestino delgado (atrofia das vilosidades) ➔ má absorção de nutrientes ➔ diarreia disabsortiva. 1 🩺 Caso 4 — Diarreia Inflamatória Paciente: Paula, 28 anos, advogada. Queixa: Diarreia com sangue há 1 semana. História: Paula refere febre, cólicas abdominais e diarreia com presença de sangue e muco. Sente vontade urgente de evacuar (tenesmo). Relata que o quadro iniciou após viagem para o interior. ✅ Explicação: Provavelmente uma colite infecciosa (ex.: Shigella) ou início de uma doença inflamatória intestinal ➔ lesão da mucosa ➔ extravasamento de sangue, muco e pus ➔ diarreia inflamatória. 🩺 Caso 5 — Diarreia Motora/Funcional Paciente: Carolina, 22 anos, estudante. Queixa: Alternância de diarreia e constipação. História: Carolina relata diarreia intercalada com constipação, associada a dor abdominal que melhora depois de evacuar. Relata que o quadro piora com estresse. Não há sangue nas fezes. ✅ Explicação: Síndrome do Intestino Irritável (SII) ➔ alteração da motilidade intestinal ➔ diarreia motora/funcional, sem inflamação nem infecção. 🩺 CASO CLÍNICO – SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL Paciente: Juliana, 26 anos, estudante de direito Queixa: Dor abdominal crônica e diarreia intercalada com constipação há meses. História clínica: Juliana relata dor abdominal tipo cólica, principalmente no quadrante inferior esquerdo, há mais de 6 meses. A dor melhora após evacuar. Ela percebe também alteração do hábito intestinal, alternando entre diarreia e prisão de ventre, com períodos de fezes pastosas e, às vezes, endurecidas. Relata sensação de distensão abdominal, flatulência e urgência para evacuar em algumas situações, especialmente quando está estressada ou nervosa. Nega sangue nas fezes, febre, emagrecimento ou sintomas noturnos. 2 Exame físico: ● Abdome: levemente distendido, com ruídos normais e sensibilidade difusa à palpação profunda, sem sinais de defesa. ● Sem sinais de alarme (sem massa palpável, sem linfadenomegalia). Exames laboratoriais: ● Hemograma, PCR e função tireoidiana normais. ● Sorologia negativa para doença celíaca. ● Calprotectina fecal dentro dos valores normais. ● Colonoscopia: normal. 🧠 Interpretação Clínica e Diagnóstico: Juliana apresenta os critérios de Roma IV: ● Dor abdominal recorrente, 1x/semana nos últimos 3 meses, associada a pelo menos 2 dos seguintes: 1. Relação com evacuação ✅ 2. Mudança na frequência das evacuações ✅ 3. Mudança na forma das fezes ✅ ✅ Diagnóstico: Síndrome do Intestino Irritável (SII) tipo mista (constipação e diarreia alternadas) 🔬 Fisiopatologia (em linguagem simples): ● Motilidade alterada: intestino funciona mais rápido ou mais devagar. ● Hipersensibilidade visceral: Juliana sente dor mesmo com distensão leve. ● Alterações do eixo intestino-cérebro: estresse piora o quadro. ● Disbiose intestinal e baixa tolerância a FODMAPs podem contribuir. 🚨 Sinais de Alarme (que Juliana não tem): ● Sangue nas fezes ● Febre ● Perda de peso ● Anemia ● Início após os 50 anos ● Massa palpável 3 💊 Conduta: ● Explicação e tranquilização da paciente ● Dieta com restrição de FODMAPs ● Atividade física e manejo do estresse ● Em casos com sintomas intensos: ○ Antiespasmódicos para dor (ex: escopolamina) ○ Loperamida para episódios de diarreia ○ Laxantes suaves para constipação (psyllium) ○ Antidepressivos tricíclicos ou ISRS, se dor intensa ou ansiedade 🩺 CASO CLÍNICO — DOENÇA CELÍACA Paciente: Camila, 32 anos, nutricionista. Queixa principal: Diarreia crônica, emagrecimento e fraqueza. História clínica: Camila relata diarreia intermitente há mais de 6 meses, com episódios de fezes volumosas, amolecidas, brilhantes e de odor muito forte. Também refere flatulência frequente, distensão abdominal após refeições e perda de 5 kg nos últimos meses, mesmo comendo normalmente. Sente-se muito cansada e recentemente descobriu uma anemia ferropriva resistente à reposição oral. Nega febre, sangue nas fezes, vômitos ou dor abdominal intensa. Refere histórico familiar de tireoidite autoimune. Exame físico: ● Emagrecida, pele pálida, unhas frágeis ● Abdome: globoso, com ruídos aumentados à ausculta ● Sem visceromegalias, sem dor à palpação Exames laboratoriais: ● Hemograma: anemia microcítica hipocrômica ● Ferritina: baixa ● Anticorpo antitransglutaminase IgA: positivo ● IgA total: normal ● EDA com biópsia duodenal: atrofia de vilosidades, hiperplasia de criptas e linfocitose intraepitelial (Marsh III) 4 🧠 Diagnóstico: Doença celíaca clássica — enteropatia imune induzida pelo glúten, com má absorção, autoanticorpos positivos e histologia compatível. 🔬 Fisiopatologia (resumo claro): 1. A gliadina (proteína do glúten) é resistente à digestão. 2. Ela entra na mucosa intestinal e é modificada pela enzima transglutaminase tecidual. 3. A gliadina desaminada é apresentada via HLA-DQ2/DQ8 às células T CD4 +, que produzem citocinas inflamatórias. 4. Isso gera lesão dos enterócitos, atrofia vilositária e síndrome de má absorção. 5. Há também produção de anticorpos (anti-transglutaminase, antiendomísio, antigliadina). 🚨 Manifestações clínicas possíveis: ● Intestinais: diarreia, esteatorreia, dor abdominal, distensão, flatulência ● Extraintestinais: anemia ferropriva, osteopenia, dermatite herpetiforme, fadiga, infertilidade ● Doenças associadas: DM tipo 1, tireoidite, síndrome de Sjögren 🔬 Confirmação diagnóstica: ● Anticorpos positivos (anti-TTG IgA) ● EDA com biópsia duodenal confirmando alterações histológicas ● Paciente deve estar em dieta com glúten para a sorologia ser confiável 💊 Tratamento: ● Dieta sem glúten para o resto da vida (evitar trigo, centeio, cevada) ● Acompanhamento com nutricionista e gastroenterologista ● Suplementação de ferro, cálcio, vitamina D ou B12 se necessário ● Monitoramento com sorologia para acompanhar resposta 🎓 Dica de Prova: A presença de diarreia crônica + esteatorreia + anemia ferropriva que não melhora com ferro oral deve sempre levantar a suspeita de doença celíaca. 5 🩺 CASO CLÍNICO GERAL – ABDOME AGUDO Paciente: Carlos, 52 anos, pedreiro Queixa principal: Dor abdominal súbita e intensa há 6 horas História clínica: Carlos refere que a dor começou de forma súbita na parte superior do abdome, em pontada forte, que depois se espalhou para todo o abdome. Está com náuseas, vômitos e febre baixa. Relata que tomou AINEs por 2 semanas para dor lombar. Não evacua nem elimina gases desde ontem. Exame físico: ● Abdome distendido, rígido, muito doloroso à palpação. ● Defesa abdominal difusa. ● Sinal de Blumberg positivo.● Ruídos hidroaéreos abolidos. Interpretação: Dor súbita, sinais de irritação peritoneal e rigidez abdominal sugerem abdome agudo perfurativo com peritonite secundária (ex: úlcera péptica perfurada). 🩺 CASO 1 – ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO Paciente: Maria, 24 anos Queixa: Dor abdominal no quadrante inferior direito há 1 dia História: Dor iniciou de forma leve ao redor do umbigo, migrando após 12 horas para a FID. Há anorexia, náuseas e febre baixa. Sente dor ao caminhar ou tossir. Exame físico: ● Sinal de Blumberg positivo ● Sinal de McBurney presente ● Leucocitose com desvio à esquerda ✅ Suspeita: Apendicite aguda 6 🩺 CASO 2 – ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO Paciente: João, 67 anos Queixa: Dor abdominal em cólica, distensão e vômitos fecalóides História: Refere cirurgia abdominal há 10 anos. Está há 3 dias com distensão, sem evacuar ou eliminar gases. Vômitos com cheiro forte. Exame físico: ● Abdome distendido, timpânico ● RHA aumentados (peristaltismo de luta) ● Dor difusa ✅ Suspeita: Obstrução intestinal por bridas (aderências pós-operatórias) 🩺 CASO 3 – ABDOME AGUDO PERFURATIVO Paciente: Alberto, 48 anos Queixa: Dor epigástrica súbita e intensa após refeição História: Dor tipo facada. Usa AINEs por hérnia de disco. Após o início da dor, ficou taquicárdico e sudorético. Exame físico: ● Abdome em tábua ● Sinal de Jobert (hipertimpanismo no hipocôndrio D) ● RHA diminuídos ✅ Suspeita: Úlcera duodenal perfurada com pneumoperitônio 7 🩺 CASO 4 – ABDOME AGUDO HEMORRÁGICO Paciente: Fernanda, 33 anos Queixa: Dor abdominal súbita com palidez e síncope História: Ginecologista acompanha gestação ectópica em trompa. Hoje, súbito início de dor intensa com queda de pressão. Exame físico: ● Abdome doloroso com sinais de irritação peritoneal ● Sinal de Cullen e Gray-Turner ● PA 80/40 mmHg, FC 120 bpm ✅ Suspeita: Gravidez ectópica rota com hemoperitônio (abdome hemorrágico) 🩺 CASO 5 – ABDOME AGUDO VASCULAR / ISQUÊMICO Paciente: Francisco, 70 anos, hipertenso, FA crônica Queixa: Dor abdominal desproporcional ao exame físico História: Dor difusa intensa há 6 horas, piora progressiva. Sem diarreia, sem sangue visível. Nega febre. História de FA sem anticoagulação. Exame físico: ● Abdome doloroso, mas sem defesa ou sinais peritonite ● FC 110, PA normal ● Lactato aumentado ✅ Suspeita: Isquemia mesentérica por embolia da artéria mesentérica superior 🩺 CASO CLÍNICO – APENDICITE AGUDA Paciente: Rafael, 20 anos, estudante Queixa principal: Dor abdominal há 18 horas História clínica: Rafael relata que a dor começou de forma difusa no abdome, especialmente na região periumbilical. Após algumas horas, a dor migrava para o quadrante inferior direito (FID), tornando-se mais 8 intensa e localizada. Refere náuseas, hiporexia (falta de apetite) e 1 episódio de vômito. Está com febre baixa (37,8 °C) e sente dor ao andar e tossir. Exame físico: ● Sinal de Blumberg positivo (dor à descompressão brusca da FID) ● Sinal de Rovsing positivo (compressão na FIE causa dor na FID) ● Sinal de McBurney positivo ● FC: 96 bpm | PA: 120/75 mmHg | Temp: 37,9 °C ● Ruídos hidroaéreos levemente diminuídos Exames complementares: ● Leucocitose com desvio à esquerda ● PCR moderadamente elevada ● USG de abdome: apêndice aumentado de calibre, com parede espessada, sem sinais de perfuração ● Beta-HCG negativo 🔍 Diagnóstico: ✅ Apendicite aguda não complicada (fase flegmonosa) 🧠 Fisiopatologia (resumo claro): 1. Algo obstrui o lúmen do apêndice (fecalito, hiperplasia linfoide etc.) 2. Isso leva a acúmulo de secreção e aumento da pressão 3. Com isso, ocorre isquemia da mucosa, inflamação e proliferação bacteriana 4. Se não tratado, pode evoluir para necrose e perfuração 🔬 Fases da apendicite: 9 💊 Conduta: ● Internação hospitalar ● Apendicectomia laparoscópica (preferencial) ● Antibióticos profiláticos (ex: cefalosporina + metronidazol) ● Analgesia e hidratação venosa ❗ Diferenciais importantes: ● Gastroenterite ● ITU ● Doença inflamatória pélvica ● Gravidez ectópica ● Rotura de cisto ovariano 🩺 CASO CLÍNICO – LITÍASE BILIAR (COLELITÍASE) Paciente: Daniela, 39 anos, professora. Queixa principal: Dor abdominal após as refeições. História clínica: Daniela refere episódios de dor no hipocôndrio direito, que surgem geralmente após refeições gordurosas, como pizza ou feijoada. A dor é em peso, intensa, e irradia para a escápula direita. Dura cerca de 1 a 2 horas, melhora espontaneamente e não está associada a febre. Também sente náuseas e distensão abdominal nesses momentos. Relata que isso já aconteceu algumas vezes nos últimos 2 meses. Nega vômitos, febre, icterícia ou alteração das fezes. Sem histórico de cirurgias abdominais. Exame físico: ● Abdome sem defesa ou rigidez ● Leve desconforto à palpação profunda no hipocôndrio direito 10 ● Sem sinal de Murphy ● Sem icterícia Exames complementares: ● USG abdominal: presença de cálculos móveis na vesícula biliar, com sombra acústica posterior e sem espessamento da parede vesicular. ● Exames laboratoriais: normais (leucograma, bilirrubinas, enzimas hepáticas e PCR dentro dos valores de referência) ✅ Diagnóstico: Colelitíase (litíase biliar não complicada) → Presença de cálculos na vesícula biliar sem sinais de inflamação ou obstrução. 🧠 Fisiopatologia resumida: 1. Supersaturação da bile com colesterol 2. Hipomotilidade da vesícula (ex: jejum, gestação, obesidade) 3. Formação de cristais ➝ cálculo 4. Quando um cálculo impacta o ducto cístico ou o infundíbulo, ocorre cólica biliar 🎯 Fatores de risco (regra dos 5 F’s): ● Female (mulher) ● Fat (obesidade) ● Fertile (múltiplas gestações) ● Forty (idade > 40 anos) ● Fair (raça branca) Outros: uso de estrogênios, dieta rica em gordura, jejum prolongado, perda de peso rápida. 💡 Quadro típico de cólica biliar: ● Dor no HD, tipo cólica, irradiando para dorso ou escápula ● Início súbito, geralmente após alimentação rica em gordura ● Náuseas e plenitude ● Sem febre, sem icterícia 11 💊 Conduta: ● Assintomática: geralmente, não opera (exceto casos selecionados, como diabéticos ou imunossuprimidos) ● Sintomática: colecistectomia laparoscópica eletiva ● Analgésicos e orientação dietética até a cirurgia 🧪 Diagnóstico diferencial: ● Úlcera péptica ● Pancreatite ● Nefrolitíase ● Gastrite ● IAM (em mulheres, pode simular dor abdominal) 🩺 CASO CLÍNICO – COLECISTITE AGUDA Paciente: Joana, 42 anos, secretária Queixa principal: Dor intensa no lado direito do abdome há 24 horas História clínica: Joana relata dor no hipocôndrio direito, contínua, que começou subitamente há 1 dia, após uma refeição gordurosa. A dor se intensificou com o passar das horas e irradia para a região interescapular. Refere náuseas, vômitos e febre (38,5 °C). Já teve episódios anteriores de dor semelhante, mas nunca com essa intensidade ou duração. Exame físico: ● FC: 102 bpm | PA: 120/80 mmHg | Temp: 38,4 °C ● Icterícia: ausente ● Sinal de Murphy positivo (dor com interrupção da inspiração à palpação do hipocôndrio direito) ● Dor à palpação profunda em QSD ● Leve distensão abdominal, sem rigidez ● Sem peritonite Exames laboratoriais: ● Leucocitose com desvio à esquerda 12 ● PCR elevada ● AST/ALT normais ● Bilirrubinas normais ou levemente elevadas ● Amilase/lipase normais Ultrassonografia abdominal: ● Vesícula distendida com espessamento da parede (> 4 mm) ● Presença de cálculo impactado no colo ou ducto cístico ● Líquido pericolecístico ● Sinal de Murphy ultrassonográfico positivo ✅ Diagnóstico: Colecistite aguda calculosa → Inflamação da vesícula biliar, geralmente causada por impacto de cálculo no ducto cístico. 🧠 Fisiopatologia simplificada: 1. Cálculo obstrui o ducto cístico 2. A bile fica retida e a pressão na vesícula aumenta 3. Isso geraisquemia da parede, inflamação e possível infecção secundária 4. Pode evoluir para necrose, perfuração ou abscesso 🧪 Diagnóstico clínico (Critérios de Tóquio): ● A (sinais locais): dor QSD, sinal de Murphy ● B (sinais sistêmicos): febre, leucocitose, PCR aumentada ● C (imagem): espessamento da parede, cálculo impactado, líquido ao redor ✅ Diagnóstico definitivo = A + B + C ⚠ Complicações possíveis: ● Empiema da vesícula ● Perfuração com peritonite ● Colangite ● Pancreatite ● Síndrome de Mirizzi (compressão do colédoco) 💊 Conduta: 13 1. Internação + antibioticoterapia empírica ○ (Ex: ceftriaxona + metronidazol) 2. Jejum + hidratação venosa + analgesia 3. Colecistectomia laparoscópica precoce (ideal em até 72h) ○ Em casos graves ou com alto risco cirúrgico: drenagem percutânea (colecistostomia) 🩺 CASO CLÍNICO – COLEDOCOLITÍASE Paciente: Marta, 58 anos, dona de casa Queixa principal: Icterícia e dor abdominal há 2 dias História clínica: Marta relata dor abdominal em hipocôndrio direito, com início súbito, tipo cólica, irradiando para o dorso. A dor veio acompanhada de náuseas, vômitos e colúria (urina escura). Percebeu pele e olhos amarelados (icterícia). Refere histórico prévio de litíase biliar diagnosticada há 6 meses, mas não realizou cirurgia. Exame físico: ● Ictérica + escleras amareladas ● FC: 98 bpm | PA: 125/75 mmHg | Temp: 37,8 °C ● Abdome: dor à palpação profunda no QSD, sem defesa ● Sinal de Murphy negativo ● Sem peritonite Exames laboratoriais: ● Bilirrubina total: 6,5 mg/dL (direta predominante) ● Fosfatase alcalina aumentada ● GGT elevada ● AST/ALT discretamente elevadas ● Leucocitose leve ● Amilase e lipase normais Ultrassonografia abdominal: ● Vesícula com cálculos ● Dilatação do ducto colédoco (> 6 mm) ● Sem líquido pericolecístico ● Não visualiza cálculo no colédoco com clareza ✅ Diagnóstico: 14 Coledocolitíase → Obstrução do ducto colédoco por cálculo biliar, gerando colestase obstrutiva. 🧠 Fisiopatologia resumida: 1. Cálculo migra da vesícula para o colédoco 2. Ocorre obstrução do fluxo biliar para o intestino 3. A bile reflui → bilirrubina direta aumenta, gerando icterícia 4. Pode haver crescimento bacteriano e evolução para colangite ou pancreatite ⚠ Clínica clássica da coledocolitíase: ● Dor tipo cólica no hipocôndrio direito ● Icterícia ● Fezes hipocólicas (claras) ● Colúria (urina escura) (Sem febre importante ou rebaixamento do estado geral → se houver, pensar em colangite!) 🧪 Exames complementares úteis: ● USG: vê cálculos na vesícula e dilatação do colédoco ● CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica): diagnóstico e tratamento ● Colangiorressonância (RM de vias biliares): diagnóstico preciso ● TC: se suspeita de complicações ● Lab: padrão colestático (↑ FA, ↑ GGT, ↑ bilirrubina direta) 💊 Conduta: 1. Internação 2. Jejum, hidratação venosa, analgesia 3. CPRE para retirada do cálculo (preferencial em casos com icterícia ou dilatação de colédoco) 4. Antibiótico profilático, se houver suspeita de infecção (colangite) 5. Após resolução da coledocolitíase → colecistectomia eletiva para evitar novos episódios 🧠 Diagnóstico diferencial: ● Hepatite viral (AST/ALT muito mais elevadas, sem obstrução) ● Síndrome de Mirizzi (compressão extrínseca do colédoco) ● Colangite (febre, icterícia, dor → tríade de Charcot) ● Pancreatite biliar 15 🩺 Caso 1 — Diarreia Secretora 🩺 Caso 2 — Diarreia Osmótica 🩺 Caso 3 — Diarreia Disabsortiva 🩺 Caso 4 — Diarreia Inflamatória 🩺 Caso 5 — Diarreia Motora/Funcional 🩺 CASO CLÍNICO – SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL 🧠 Interpretação Clínica e Diagnóstico: 🔬 Fisiopatologia (em linguagem simples): 🚨 Sinais de Alarme (que Juliana não tem): 💊 Conduta: 🩺 CASO CLÍNICO — DOENÇA CELÍACA 🧠 Diagnóstico: 🔬 Fisiopatologia (resumo claro): 🚨 Manifestações clínicas possíveis: 🔬 Confirmação diagnóstica: 💊 Tratamento: 🎓 Dica de Prova: 🩺 CASO CLÍNICO GERAL – ABDOME AGUDO 🩺 CASO 1 – ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO 🩺 CASO 2 – ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO 🩺 CASO 3 – ABDOME AGUDO PERFURATIVO 🩺 CASO 4 – ABDOME AGUDO HEMORRÁGICO 🩺 CASO 5 – ABDOME AGUDO VASCULAR / ISQUÊMICO 🩺 CASO CLÍNICO – APENDICITE AGUDA 🔍 Diagnóstico: 🧠 Fisiopatologia (resumo claro): 🔬 Fases da apendicite: 💊 Conduta: ❗ Diferenciais importantes: 🩺 CASO CLÍNICO – LITÍASE BILIAR (COLELITÍASE) ✅ Diagnóstico: 🧠 Fisiopatologia resumida: 🎯 Fatores de risco (regra dos 5 F’s): 💡 Quadro típico de cólica biliar: 💊 Conduta: 🧪 Diagnóstico diferencial: 🩺 CASO CLÍNICO – COLECISTITE AGUDA ✅ Diagnóstico: 🧠 Fisiopatologia simplificada: 🧪 Diagnóstico clínico (Critérios de Tóquio): ⚠️ Complicações possíveis: 💊 Conduta: 🩺 CASO CLÍNICO – COLEDOCOLITÍASE ✅ Diagnóstico: 🧠 Fisiopatologia resumida: ⚠️ Clínica clássica da coledocolitíase: 🧪 Exames complementares úteis: 💊 Conduta: 🧠 Diagnóstico diferencial: