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Cinesioterapia 
Profª Ana Pamela
O exercício isométrico é aquele no qual o músculo se contrai, porém não existe movimento articular e o comprimento do músculo permanece inalterado. Um exemplo desse tipo de exercício para o bíceps braquial é quando se apoia a mão embaixo de uma mesa e é realizada a flexão do cotovelo contra sua resistência.
O exercício isotônico é aquele no qual existe a contração muscular juntamente com o movimento
articular. Existem dois tipos de exercício isotônico: concêntrico e excêntrico.
O exercício isotônico concêntrico ocorre quando a força interna é maior que a força externa e, dessa
forma, o músculo sofre um encurtamento. 
exercícios
No exercício isotônico excêntrico a força externa ultrapassa a força interna e o comprimento do músculo torna-se maior.
Um exemplo da contração isotônica para o bíceps braquial ocorre quando, a partir da posição anatômica, realizam-se a flexão e extensão do cotovelo com um halter na mão. Durante a flexão do cotovelo o bíceps braquial se contrai de forma concêntrica e, durante a extensão do cotovelo (retorno à posição inicial), o bíceps braquial se contrai de forma excêntrica.
O exercício isocinético é uma forma de exercício dinâmico em que a velocidade de encurtamento ou alongamento do músculo é controlada. Esse tipo de exercício é realizado com o auxílio de um dinamômetro, aparelho que permite um ajuste da velocidade e da resistência ao movimento.
COMPLEXO ARTICULAR DO OMBRO
O ombro é um conjunto anatômico e funcional que tem por finalidade unir o membro superior ao tórax. Essa articulação permite grande mobilidade do membro no espaço e, ao mesmo tempo, estabilidade, quando é necessária força para a realização de alguma ação. Entretanto, esses dois componentes não têm a mesma medida.
Qualquer alteração na mobilidade da articulação do ombro pode resultar em prejuízo funcional e até envolver todo o membro superior. Por exemplo, uma pessoa que apresente diminuição dos movimentos do ombro pode ter dificuldade para levar alimentos à boca, pentear o cabelo ou ainda pendurar roupas no varal. É de extrema relevância conhecer o funcionamento da articulação do ombro para que, em casos de desordem nesse complexo, saibamos intervir da forma mais correta.
O complexo do ombro é formado pelos ossos úmero, escápula, clavícula e esterno e compreende cinco articulações: glenoumeral, acromioclavicular, esternoclavicular, escapulotorácica e subdeltoideana 
Osteologia e artrologia do ombro
As três primeiras são consideradas articulações verdadeiras (ou anatômicas, já que existe contato entre duas superfícies ósseas) e as duas últimas são falsas (ou funcionais, já que existem elementos que se interpõem entre os ossos, como os músculos). Todas essas articulações atuam em conjunto para que haja sincronia do movimento do ombro. De forma isolada, as amplitudes articulares não
seriam completas.
A articulação glenoumeral (articulação do ombro) é classificada, de acordo com seu formato, como sinovial do tipo esferoidal. Nessa articulação existe contato da cabeça do úmero junto à cavidade glenoidal. A cabeça do úmero corresponde a um terço de uma esfera e fica voltada para cima, para dentro e para trás. O seu eixo forma com o eixo diafisário um ângulo de “inclinação” de 135º. Já a cavidade glenoidal, estrutura côncava localizada na extremidade da escápula, orienta-se para fora, para a frente e levemente para cima, sendo que a sua superfície é menor do que a da cabeça umeral. Para que o contato entre as superfícies seja ampliado, existe a presença de um anel de fibrocartilagem, o lábio glenoidal, que se fixa à margem da cavidade glenoidal. Mesmo havendo a presença dessa estrutura, o encaixe entre esses ossos é pequeno, o que torna essa articulação suscetível a deslocamentos.
A articulação esternoclavicular é anatomicamente considerada sinovial do tipo selar (biaxial), entretanto funcionalmente permite movimento ao redor de três eixos, sendo considerada a partir desse aspecto, triaxial. Nessa articulação, há contato da extremidade esternal da clavícula, que é côncava, com a incisura clavicular do manúbrio do esterno, estrutura convexa. Os movimentos existentes são o de protração/retração, elevação/depressão, e rotação anterior e posterior da clavícula .Tais movimentos são produzidos automaticamente, quando a escápula se move. Durante a protração e retração a clavícula se move para frente e para trás, no plano transversal e ao redor do eixo longitudinal. Durante a elevação e depressão, a clavícula move-se, respectivamente, para cima e para baixo, no plano frontal, ao redor do eixo ântero posterior. Já a rotação da clavícula ocorre no plano sagital ao redor de um eixo que passa no centro da clavícula.
A articulação acromioclavicular é classificada, de acordo com seu formato, como sinovial do tipo plana. As superfícies ósseas em contato são a extremidade acromial da clavícula e o acrômio. Nessa articulação ocorrem apenas deslizamentos entre as superfícies, que ocorrem em razão dos movimentos da escápula e clavícula. Os movimentos da escápula são dependentes da posição e movimento da clavícula, ocorrendo em direções opostas. Isso significa, por exemplo, que, quando ocorre elevação na articulação acromioclavicular, uma depressão na articulação esternoclavicular é observada, e assim por diante.
 A articulação escapulo torácica não é uma articulação anatômica propriamente dita, pois existem elementos que se interpõem aos ossos envolvidos. A escápula faz contato com o tórax e, entre estes ossos, existe a presença dos músculos serrátil anterior e subescapular
A articulação subdeltóidea é considerada uma articulação funcional (não anatômica), assim como a articulação escápulo torácica. Ela compreende o espaço entre a cabeça do úmero e o arco coracoacromial, arco formado anteriormente pelo processo coracoide, superiormente pelo ligamento coracoacromial e posteriormente pelo acrômio.
A partir da posição anatômica é possível movimentar a articulação do ombro ao redor dos três eixos de movimento, látero-lateral, ântero-posterior e longitudinal o que caracteriza a articulação como triaxial ou com três graus de liberdade. O movimento de flexão ocorre quando o membro superior se eleva anteriormente e apresenta amplitude de 180º. Já o movimento de extensão ocorre quando o membro superior se desloca para trás e apresenta amplitude de aproximadamente 50º. Ambos os movimentos ocorrem no plano sagital e ao redor do eixo látero lateral.
 Movimentos do ombro
O movimento de abdução ocorre quando há afastamento do braço em relação ao corpo e tem amplitude de 180º, mesma amplitude da flexão máxima. 
A adução ocorre quando o braço se aproxima da linha média do corpo e pode ocorrer com o braço à frente do corpo, com amplitude de aproximadamente 30º ou ocorrer com o braço atrás do corpo, situação na qual a amplitude é muito pequena. Esses movimentos ocorrem no plano frontal e ao redor do eixo ântero-posterior.
Os movimentos de rotação interna e rotação externa: ocorrem quando a superfície anterior do úmero se desloca para dentro ou para fora, respectivamente. A amplitude de rotação externa é de 80º e a de rotação interna alcança 95º, quando passamos o braço atrás do corpo. Esses movimentos ocorrem no plano transversal e ao redor do eixo longitudinal.

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