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Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Direitos de Personalidade x Liberdade de Imprensa e Liberdade de Expressão Constituição Federal Artigo 5º, IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; Artigo 220 - A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição. § 1º Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV. Imprensa??? COLISÃO TECNICA DA PONDERAÇÃO O Tribunal de origem, amparado nas provas dos autos, entendeu pela prática de ilícito consubstanciado no abuso de direito de informar, ao se veicular notícia em programa de rádio que desvirtuou a realidade dos fatos, induzindo a opinião pública a uma visão distorcida deles, causando danos à parte envolvida, violando o direito à integridade moral. A revisão desse entendimento e do dever de indenizar encontra óbice na Súmula 7/STJ. AGRG NO AG 1.335.108/PR Súmula 221 do STJ: São civilmente responsáveis pelo ressarcimento de dano, decorrente de publicação pela imprensa, tanto o autor do escrito quanto o proprietário do veículo de divulgação. Regra: Liberdade de expressão HATE SPEECH – pensamentos ilimitados com declarações de ódio, intolerância, desprezo e outros. Roberta Queiroz RECURSO ESPECIAL. CIVIL. DANOS MORAIS. MATÉRIA JORNALÍSTICA OFENSIVA. LEI DE IMPRENSA (LEI 5.250/67). ADPF N. 130/DF. EFEITO VINCULANTE. OBSERVÂNCIA. LIBERDADE DE IMPRENSA E DE INFORMAÇÃO (CF, ARTS. 5º, IV, IX E XIV, E 220, CAPUT, §§ 1º E 2º). CRÍTICA JORNALÍSTICA. OFENSAS À IMAGEM E À HONRA DE MAGISTRADO (CF, ART. 5º, V E X). ABUSO DO EXERCÍCIO DA LIBERDADE DE IMPRENSA NÃOCONFIGURADO. RECURSO PROVIDO. ... 6. Tratando-se de imagem de multidão, de pessoa famosa ou ocupante de cargo público, deve ser ponderado se, dadas as circunstâncias, a exposição da imagem é ofensiva à privacidade ou à intimidade do retratado, o que poderia ensejar algum dano patrimonial ou extrapatrimonial. Há, nessas hipóteses, em regra, presunção de consentimento do uso da imagem, desde que preservada a vida privada ... 7. Em se tratando de pessoa ocupante de cargo público, de notória importância social, como o é o de magistrado, fica Tais restrito o âmbito de reconhecimento do dano à imagem e sua extensão, mormente quando utilizada a fotografia para ilustrar matéria jornalística pertinente, sem invasão da vida privada do retratado. ... 10. Assim, em princípio, não caracteriza hipótese de responsabilidade civil a publicação de matéria jornalística que narre fatos verídicos ou verossímeis, embora eivados de opiniões severas, irônicas ou impiedosas, sobretudo quando se trate de figuras públicas que exerçam atividades tipicamente estatais, gerindo interesses da coletividade, e a notícia e crítica referirem-se a fatos de interesse geral relacionados à atividade pública desenvolvida pela pessoa noticiada. Nessas hipóteses, principalmente, a liberdade de expressão é prevalente, atraindo verdadeira excludente anímica, a afastar o intuito doloso de ofender a honra da pessoa a que se refere a reportagem. Nesse sentido, precedentes do egrégio Supremo Tribunal Federal: ADPF 130/DF, de relatoria do Ministro CARLOS BRITTO; AgRg no AI 690.841/SP, de relatoria do Ministro CELSO DE MELLO. 11. A análise relativa à ocorrência de abuso no exercício da liberdade de expressão jornalística a ensejar reparação civil por dano moral a direitos da personalidade depende do exame de cada caso concreto, máxime quando atingida pessoa investida de autoridade pública, pois, em tese, sopesados os valores em conflito, mostra-se recomendável que se dê prevalência à liberdade de informação e de crítica, como preço que se paga por viver num Estado Democrático. 12. Na espécie, embora não se possa duvidar do sofrimento experimentado pelo recorrido, a revelar a presença de dano moral, este não se mostra indenizável, por não estar caracterizado o abuso ofensivo na crítica exercida pela recorrente no exercício da liberdade de expressão jornalística, o que afasta o dever de indenização. Trata-se de dano moral não indenizável, dadas as circunstâncias do caso, por força daquela "imperiosa cláusula de modicidade“ subjacente a que alude a eg. Suprema Corte no julgamento da ADPF 130/DF. RECURSO ESPECIAL Nº 801.109 - DF O desembargador XXXX ajuizou contra a EDITORA ABRIL S/A ação indenizatória, em decorrência de publicação de matéria na Revista Veja, na edição de 8 de dezembro de 1999, sob o título "O Doutor Milhão", na qual se fez incursão nas conclusões do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito denominada "CPI do Judiciário", na qual foi investigado, em sua atuação no âmbito do Poder Judiciário do Distrito Federal. Roberta Queiroz BIOGRAFIAS NÃO AUTORIZADAS Por unanimidade, o STF julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4815 e declarou inexigível a autorização prévia para a publicação de biografias. Seguindo o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, a decisão dá interpretação conforme a Constituição da República aos artigos 20 e 21 do Código Civil, em consonância com os direitos fundamentais à liberdade de expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença de pessoa biografada, relativamente a obras biográficas literárias ou audiovisuais (ou de seus familiares, em caso de pessoas falecidas). Na ADI 4815, a Associação Nacional dos Editores de Livros (ANEL) sustentava que os artigos 20 e 21 do Código Civil conteriam regras incompatíveis com a liberdade de expressão e de informação. O tema foi objeto de audiência pública convocada pela relatora em novembro de 2013, com a participação de 17 expositores. Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes. Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma. O caso envolve uma tensão entre a liberdade de expressão e o direito à informação, de um lado, e os direitos da personalidade (privacidade, imagem e honra), do outro – e, no caso, o Código Civil ponderou essa tensão em desfavor da liberdade de expressão, que tem posição preferencial dentro do sistema constitucional. Ministro Luís Barroso Roberta Queiroz DIREITO AO ESQUECIMENTO “Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos” Eduardo Galeano “Após o lançamento da fita [no cinema], ocorrido em 1982, a 2ª Autora [Xuxa] se projetou, nacional e internacionalmente, com programas infantis na televisão, criando uma imagem que muito justamente não quer ver atingida, cuja vulgarização atingiria não só ela própria como a das crianças que são o seu público, ao qual se apresenta como símbolo da liberdade infantil, de bons hábitos e costumes, e da responsabilidade das pessoas.” (TJRJ, Apelação Cível nº 3819/91,rel. Des. Thiago Ribas Filho, julgada em 27.02.92; fls. 802). Caso XUXA Garantia contra o superinformacionismo midiático CESPE: A exagerada e indefinida exploração midiática de crimes e tragédias privadas deve ser impedida, a fim de se respeitar o direito ao esquecimento das vítimas de crimes e, assim, preservar a dignidade da pessoa humana. Técnica da Ponderação dos Interesses Enunciado 531 JDC – A tutela da dignidade da pessoa humana na sociedade da informação inclui o direito ao esquecimento. Roberta Queiroz Caso AIDA CURI RECURSO ESPECIAL. DIREITO CIVIL-CONSTITUCIONAL. LIBERDADE DE IMPRENSA VS. DIREITOS DA PERSONALIDADE. LITÍGIO DE SOLUÇÃO TRANSVERSAL. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DOCUMENTÁRIO EXIBIDO EM REDE NACIONAL. LINHA DIRETA-JUSTIÇA. HOMICÍDIO DE REPERCUSSÃO NACIONAL OCORRIDO NO ANO DE 1958. CASO "AIDA CURI". VEICULAÇÃO, MEIO SÉCULO DEPOIS DO FATO, DO NOME E IMAGEM DA VÍTIMA. NÃO CONSENTIMENTO DOS FAMILIARES. DIREITO AO ESQUECIMENTO. ACOLHIMENTO. NÃO APLICAÇÃO NO CASO CONCRETO. RECONHECIMENTO DA HISTORICIDADE DO FATO PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE DESVINCULAÇÃO DO NOME DA VÍTIMA. ADEMAIS, INEXISTÊNCIA, NO CASO CONCRETO, DE DANO MORAL INDENIZÁVEL. VIOLAÇÃO AO DIREITO DE IMAGEM. SÚMULA N. 403/STJ. NÃO INCIDÊNCIA. (RESP 1.335.153/RJ) Assim como os condenados que cumpriram pena e os absolvidos que se envolveram em processo-crime (REsp. n. 1.334/097/RJ), as vítimas de crimes e seus familiares têm direito ao esquecimento - se assim desejarem -, direito esse consistente em não se submeterem a desnecessárias lembranças de fatos passados que lhes causaram, por si, inesquecíveis feridas. Caso contrário, chegar-se-ia à antipática e desumana solução de reconhecer esse direito ao ofensor (que está relacionado com sua ressocialização) e retirá-lo dos ofendidos, permitindo que os canais de informação se enriqueçam mediante a indefinida exploração das desgraças privadas pelas quais passaram. A reportagem contra a qual se insurgiram os autores foi ao ar 50 (cinquenta) anos depois da morte de Aida Curi, circunstância da qual se conclui não ter havido abalo moral apto a gerar responsabilidade civil. Nesse particular, fazendo-se a indispensável ponderação de valores, o acolhimento do direito ao esquecimento, no caso, com a consequente indenização, consubstancia desproporcional corte à liberdade de imprensa, se comparado ao desconforto gerado pela lembrança. NO STF: ARE 833.248 REPERCUSSÃO GERAL EM 20/02/2015 Roberta Queiroz Caso CHACINA DA CANDELÁRIA RECURSO ESPECIAL. DIREITO CIVIL-CONSTITUCIONAL. LIBERDADE DE IMPRENSA VS. DIREITOS DA PERSONALIDADE. LITÍGIO DE SOLUÇÃO TRANSVERSAL. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DOCUMENTÁRIO EXIBIDO EM REDE NACIONAL. LINHA DIRETA-JUSTIÇA . SEQUÊNCIA DE HOMICÍDIOS CONHECIDA COMO CHACINA DA CANDELÁRIA. REPORTAGEM QUE REACENDE O TEMA TREZE ANOS DEPOIS DO FATO. VEICULAÇÃO INCONSENTIDA DE NOME E IMAGEM DE INDICIADO NOS CRIMES. ABSOLVIÇÃO POSTERIOR POR NEGATIVA DE AUTORIA. DIREITO AO ESQUECIMENTO DOS CONDENADOS QUE CUMPRIRAM PENA E DOS ABSOLVIDOS. ACOLHIMENTO. DECORRÊNCIA DA PROTEÇÃO LEGAL E CONSTITUCIONAL DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E DAS LIMITAÇÕES POSITIVADAS À ATIVIDADE INFORMATIVA. PRESUNÇÃO LEGAL E CONSTITUCIONAL DE RESSOCIALIZAÇÃO DA PESSOA. PONDERAÇÃO DE VALORES. PRECEDENTES DE DIREITO COMPARADO. Não há dúvida de que a história da sociedade é patrimônio imaterial do povo e nela se inserem os mais variados acontecimentos e personagens capazes de revelar, para o futuro, os traços políticos, sociais ou culturais de determinada época. Todavia, a historicidade da notícia jornalística, em se tratando de jornalismo policial, há de ser vista com cautela. Há, de fato, crimes históricos e criminosos famosos; mas também há crimes e criminosos que se tornaram artificialmente históricos e famosos, obra da exploração midiática exacerbada e de um populismo penal satisfativo dos prazeres primários das multidões, que simplifica o fenômeno criminal às estigmatizadas figuras do "bandido" vs. "cidadão de bem" Com efeito, o reconhecimento do direito ao esquecimento dos condenados que cumpriram integralmente a pena e, sobretudo, dos que foram absolvidos em processo criminal, além de sinalizar uma evolução cultural da sociedade, confere concretude a um ordenamento jurídico que, entre a memória – que é a conexão do presente com o passado – e a esperança – que é o vínculo do futuro com o presente –, fez clara opção pela segunda. E é por essa ótica que o direito ao esquecimento revela sua maior nobreza, pois afirma-se, na verdade, como um direito à esperança, em absoluta sintonia com a presunção legal e constitucional de regenerabilidade da pessoa humana. Roberta Queiroz DIREITO A VIDA A MISTANASIA ou EUTANASIA SOCIAL é a morte miserável fora e antes da hora, que ocorre quando: a) uma grande massa de doentes e deficientes não ingressam no sistema de saúde por ser ausente ou precário (mistanásia passiva); ou ainda, quando do extermínio de pessoas indesejáveis como ocorreu na Segunda Guerra Mundial nos campos nazistas de concentração; b) doentes crônicos ou terminais são vítimas de erro médico, como por exemplo, diagnóstico errôneo; c) pacientes são vítimas de má prática por motivos econômicos, científicos ou sociopolíticos, por exemplo, quando um médico intencionalmente retira órgão vital de indivíduo com esperança de vida. Maria Helena Diniz CF - ARTIGO 1º: A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (...) III - a dignidade da pessoa humana A defesa da vida com dignidade é o objetivo constitucionalmente assegurado pelo Poder Público. Por isso, funciona como verdadeira cláusula geral, que serve como motor de impulsão de tudo o que vem expresso na ordem constitucional ou mesmo infraconstitucional. Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald Direito à vida reflete um direito à morte digna Roberta Queiroz INTEGRIDADE FÍSICA Proteção do corpo humano em sua integridade, tanto corpo vivo quanto o corpo morto Violação do corpo vivo: DANO ESTÉTICO – sem sequelas (RESP 575.576/PR) – súmula 387 do STJ – cumulação dano moral Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes. Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma estabelecida em lei especial. Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo. Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. Bodyart ou bodymodification – bons costumes – tatuagem – concurso público – RE 898.450 Lutadores de MMA e outras artes marciais – diminuição sem intervenção médica – autonomia da vontade Direito ao cadáver – transplante de órgãos – lei 9434/97 En. JDC - 276 - O art. 13 do Código Civil, ao permitir a disposição do próprio corpo por exigência médica, autoriza as cirurgias de transgenitalização, em conformidade com os procedimentos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina, e a conseqüente alteração do prenome e do sexo no Registro Civil En. 277 JDC– Art.14. O art. 14 do Código Civil, ao afirmar a validade da disposição gratuita do próprio corpo, com objetivo científico ou altruístico, para depois da morte, determinou que a manifestação expressa do doador de órgãos em vida prevalece sobre a vontade dos familiares, portanto, a aplicação do art. 4º da Lei n. 9.434/97 ficou restrita à hipótese de silêncio do potencial doador. Roberta Queiroz ATO DE DISPOSIÇÃO DO PRÓPRIO CORPO REGRA: é possível praticar atos de disposição que não ocasionem diminuição permanente “Disponibilidade limitada dos direitos de personalidade”Leonardo Zanini Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes. Ponderação reflexiva: mesmo que não seja permanente, o ato de restrição do próprio corpo não pode ofender a dignidade da pessoa humana – implantes de chips em funcionários Ponderação reflexiva: não há possibilidade de diminuição somente por exigência médica Caso Wannabes – Robert Smith Transtorno de Identidade da Integridade Corporal (TIIC) Em 1977, o termo "apotemnofilia" foi criado por John Money, que descreveu o caso de duas pessoas que se excitavam sexualmente com a ideia de ser amputadas. Em 1997, um paciente procurou o Dr. Robert Smith em seu consultório, pedindo-lhe que removesse a parte inferior da perna esquerda. Demorou 18 meses para tomar a decisão, mas Smith cedeu. "Foi a operação mais gratificante que já realizei. Não tenho dúvida de que fiz o correto", disse numa coletiva de imprensa. Mas, antes de amputar seu 3ª paciente com TIIC, o caso se tornou escândalo no Reino Unido, e seu hospital impediu que continuasse esse tipo de cirurgia. (informações Revista Super Interessante) Documentário: whole Roberta Queiroz 28 LEI N° 8.501, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1992 Dispõe sobre a utilização de cadáver não reclamado, para fins de estudos ou pesquisas científica e dá outras providências. Art. 2° O cadáver não reclamado junto às autoridades públicas, no prazo de trinta dias, poderá ser destinado às escolas de medicina, para fins de ensino e de pesquisa de caráter científico. Art. 3° Será destinado para estudo, na forma do artigo anterior, o cadáver: I -- sem qualquer documentação; II -- identificado, sobre o qual inexistem informações relativas a endereços de parentes ou responsáveis legais. § 1° Na hipótese do inciso II deste artigo, a autoridade competente fará publicar, nos principais jornais da cidade, a título de utilidade pública, pelo menos dez dias, a notícia do falecimento. § 2° Se a morte resultar de causa não natural, o corpo será, obrigatoriamente, submetido à necropsia no órgão competente. § 3° É defeso encaminhar o cadáver para fins de estudo, quando houver indício de que a morte tenha resultado de ação criminosa. § 4° Para fins de reconhecimento, a autoridade ou instituição responsável manterá, sobre o falecido: a) os dados relativos às características gerais; b) a identificação; c) as fotos do corpo; d) a ficha datiloscópica; e) o resultado da necropsia, se efetuada; e f) outros dados e documentos julgados pertinentes. Art. 4° Cumpridas as exigências estabelecidas nos artigos anteriores, o cadáver poderá ser liberado para fins de estudo. Art. 5° A qualquer tempo, os familiares ou representantes legais terão acesso aos elementos de que trata o § 4° do art. 3° desta Lei. REsp 1.693.718 Em julgamento inédito no STJ a 3ª turma reconheceu o direito de preservação do corpo de um brasileiro em procedimento de criogenia, nos Estados Unidos. A técnica da criogenia após a morte foi realizada a pedido de uma de suas filhas, na esperança de que ele possa ser ressuscitado no futuro. De forma unânime, o colegiado considerou que a legislação brasileira, apesar de não haver previsão, não impede a realização do procedimento. Além disso, a turma levou em consideração a própria manifestação de vontade do falecido, transmitida à sua filha mais próxima, que conviveu com ele por mais de 30 anos. “Na falta de manifestação expressa deixada pelo indivíduo em vida acerca da destinação de seu corpo após a morte, presume-se que sua vontade seja aquela apresentada por seus familiares mais próximos”, apontou o relator, ministro Marco Aurélio Bellizze. Roberta Queiroz TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS Artigo 199 - § 4º, CF: A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de transplante, pesquisa e tratamento, bem como a coleta, processamento e transfusão de sangue e seus derivados, sendo vedado todo tipo de comercialização. Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Transplantes entre VIVOS: consentimento do titular que pode ser revogável; se incapaz deve haver autorização judicial com oitiva do MP. Pauta é a solidariedade; permissão de escolha de quem será beneficiário se for da própria família. Médico comunica o transplante ao MP que instaura processo administrativo de investigação dos requisitos legais (evitar comércio) Se não for pessoa da família deve haver autorização judicial – lei 9434/97, para verificar se há comércio, salvo transplante de medula Transplantes MORTOS: consentimento dos familiares, vedada a comercialização e a escolha do beneficiário. (não se admite doação presumida – artigo 4° da lei 9434/97) Redação original: Art. 4º Salvo manifestação de vontade em contrário, nos termos desta Lei, presume-se autorizada a doação de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano, para finalidade de transplantes ou terapêutica post mortem. Art. 4o A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra finalidade terapêutica, dependerá da autorização do cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até o segundo grau inclusive, firmada em documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte. (Redação dada pela Lei nº 10.211, de 23.3.2001) Central de notificação, captação e distribuição de órgão – CNCDOS Morte encefálica (resolução 1.480/97 do CFM) comprovada por dois médicos que não sejam integrantes da equipe de retirada. 277 – Art.14. O art. 14 do Código Civil, ao afirmar a validade da disposição gratuita do próprio corpo, com objetivo científico ou altruístico, para depois da morte, determinou que a manifestação expressa do doador de órgãos em vida prevalece sobre a vontade dos familiares, portanto, a aplicação do art. 4º da Lei n. 9.434/97 ficou restrita à hipótese de silêncio do potencial doador. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10211.htm#art1 Roberta Queiroz TRANSGENITALIZAÇÃO Terminologias: - Homossexual - Bissexual - Travesti - Transexual é aquele que tem uma divergência entre o físico e o psíquico. 276 – Art.13. O art. 13 do Código Civil, ao permitir a disposição do próprio corpo por exigência médica, autoriza as cirurgias de transgenitalização, em conformidade com os procedimentos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina, e a conseqüente alteração do prenome e do sexo no Registro Civil Maria Berenice Dias: não é um processo passageiro. É a busca consiste de integração física, emocional, social, espiritual e sexual, conquistada com muito esforço e sacrifícios por pessoas que vivem infelizes e muitas vezes depressivas quanto ao próprio sexo. Resolução do CFM: - 1.652/02: permitia cirurgia após autorização judicial - 1955/10: permite a cirurgia independentemente de autorização judicial Art. 3º Que a definição de transexualismo obedecerá, no mínimo, aos critérios abaixo enumerados: 1) Desconforto com o sexo anatômico natural; 2) Desejo expresso de eliminar os genitais, perder as características primárias e secundárias do próprio sexo e ganhar as do sexo oposto; 3) Permanência desses distúrbios de forma contínua e consistente por, no mínimo, dois anos; 4) Ausência de transtornos mentais. Art. 4º Que a seleção dos pacientes para cirurgia de transgenitalismo obedecerá a avaliação de equipe multidisciplinar constituída por médico psiquiatra, cirurgião, endocrinologista, psicólogo e assistente social, obedecendo os critérios a seguir definidos, após, no mínimo, dois anos de acompanhamento conjunto: 1) Diagnóstico médico de transgenitalismo; 2) Maior de 21 (vinte e um) anos; 3) Ausência de características físicas inapropriadas para a cirurgia. Roberta Queiroz 34 Roberta Queiroz GESTAÇÃO EM ÚTERO ALHEIO Resolução 1957/10 do CFM As clínicas,centros ou serviços de reprodução humana podem usar técnicas de RA para criarem a situação identificada como gestação de substituição, desde que exista um problema médico que impeça ou contraindique a gestação na doadora genética. 1 - As doadoras temporárias do útero devem pertencer à família da doadora genética, num parentesco até o segundo grau, sendo os demais casos sujeitos à autorização do Conselho Regional de Medicina. 2 - A doação temporária do útero não poderá ter caráter lucrativo ou comercial. Roberta Queiroz TESTEMUNHAS DE JEOVÁ Justificativa: Gênesis / Levítico / Atos Não admite transfusão sanguínea Artigo 15 do CC: Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. • Direitos de personalidade - Direito à vida digna - Direito à integridade física • Direito à liberdade de crença Decisões Favoráveis à transfusão: Decisões desfavoráveis à transfusão: Prevalência pela liberdade Religiosa PROCESSO Nº 2009.35.00.003277-7 – 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Goiás – TRF1 Juíza Federal Luciana Laurenti Gheller, 18.02.09). APELAÇÃO CÍVEL. TRANSFUSÃO DE SANGUE. TESTEMUNHA DE JEOVÁ. RECUSA DE TRATAMENTO. INTERESSE EM AGIR. Carece de interesse processual o hospital ao ajuizar demanda no intuito de obter provimento jurisdicional que determine à paciente que se submeta à transfusão de sangue.Não há necessidade de intervenção judicial, pois o profissional de saúde tem o dever de, havendo iminente perigo de vida, empreender todas as diligências necessárias ao tratamento da paciente, independentemente do consentimento dela ou de seus familiares.Recurso desprovido. (Apelação Cível Nº 70020868162, Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Umberto Guaspari Sudbrack, Julgado em 22/08/2007) Enunciado 403 JDC: O Direito à inviolabilidade de consciência e de crença, previsto no art. 5º, VI, da Constituição Federal, aplica-se também à pessoa que se nega a tratamento médico, inclusive transfusão de sangue, com ou sem risco de morte, em razão do tratamento ou da falta dele, desde que observados os seguintes critérios: a) capacidade civil plena, excluído o suprimento pelo representante ou assistente; b) manifestação de vontade livre, consciente e informada; e c) oposição que diga respeito exclusivamente à própria pessoa do declarante. Roberta Queiroz INTEGRIDADE PSÍQUICA HONRA / LIBERDADE / IMAGEM / VIDA PRIVADA / NOME 1. IMAGEM "Pasmam subitamente os juízes deslumbrados Leões, pelo calmo olhar de um domador, curvados Nua e branca, de pé, patente à luz do dia Todo o corpo ideal de Frinéia reluzia Diante da multidão atônita e surpresa No triunfo imortal da carne e da beleza". Olavo Bilac (caso Frineia por Hipérides) Exteriorização da personalidade Individualização do sujeito IMAGEM – RETRATO / IMAGEM - VOZ / IMAGEM - ATRIBUTO Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. Mesmo sem violação de outro direito de personalidade – interpretação conforme a CF. Súmula 403 do STJ: Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada de imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais. Roberta Queiroz DIREITO DE ARENA – transmissões esportivas – imagem do atleta mesmo sem anuência expressa, por ser inerente ao exercício da profissão. Lei Pelé (Lei 9615/1998) Art. 42. Pertence às entidades de prática desportiva o direito de arena, consistente na prerrogativa exclusiva de negociar, autorizar ou proibir a captação, a fixação, a emissão, a transmissão, a retransmissão ou a reprodução de imagens, por qualquer meio ou processo, de espetáculo desportivo de que participem. (Redação dada pela Lei nº 12.395, de 2011). § 1º Salvo convenção coletiva de trabalho em contrário, 5% (cinco por cento) da receita proveniente da exploração de direitos desportivos audiovisuais serão repassados aos sindicatos de atletas profissionais, e estes distribuirão, em partes iguais, aos atletas profissionais participantes do espetáculo, como parcela de natureza civil. (Redação dada pela Lei nº 12.395, de 2011). Relativização direito de imagem En. JDC - 279 – A proteção à imagem deve ser ponderada com outros interesses constitucionalmente tutelados, especialmente em face do direito de amplo acesso à informação e da liberdade de imprensa. Em caso de colisão, levar-se-á em conta a notoriedade do retratado e dos fatos abordados, bem como a veracidade destes e, ainda, as características de sua utilização (comercial, informativa, biográfica), privilegiando-se medidas que não restrinjam a divulgação de informações “O direito de imagem, no desporto, diz respeito à representação do perfil social da pessoa” “O direito de arena, por sua vez, é limitado a um grupo de atletas que efetivamente tem sua imagem transmitida em razão de sua participação nas partidas de futebol. Conforme fixa a legislação, os participantes do evento têm direito ao recebimento de 5% do valor negociado entre a entidade de prática desportiva (clube, federação ou confederação de futebol) e os canais de distribuição das imagens do jogo (emissoras de televisão, rádio, internet, etc.). ” Ministro Alexandre Agra. Roberta Queiroz É possível que haja responsabilidade civil da pessoa famosa que participe de publicidade de determinado produto? Caso: Maitê Proença e o anticoncepcional Microvlar A celebridade assume a posição de garante perante o consumidor. Paulo Jorge Scartezzini "Responsabilidade civil. Direito à imagem. Sentença de procedência. Recurso das partes. A dispensa de testemunha, que não tenha conhecimento sobre os fatos da causa, não configura cerceamento de defesa, estando na linha de condução do processo pelo julgador. Agravo retido desprovido. Valoração do dano moral não especificada nem delimitado ao menos um patamar mínimo. Falta de interesse em recorrer da parte que formulou o pedido naqueles termos. Recurso da autora, de que não se conhece. Campanha publicitária de reabilitação de produto medicamentoso junto ao público feminino, por atriz, mediante contrato com cláusula de caráter testemunhal a respeito de seu relançamento sob outra apresentação. Novos incidentes com o remédio, que acarretaram a suspensão da campanha. Dano moral à imagem da autora, todavia, não configurado, porquanto a matéria se reconduz ao plano dos direitos autorais, uma vez que cedeu ela o direito à imagem e à utilização da voz na propaganda, em contrapartida de remuneração. Por sua condição de atriz, leiga, não estava vinculada a garantir propriedades do medicamento, que não resultaram comprometidas, passando a faltar apenas uma cápsula em cada cartela. Imagem dela, atriz famosa, ornada de atributos, que já participou de campanhas e desfruta de prestígio junto ao público, que não resultou afetada. Não lhe era exigível nem estava adstrita a garantir a integridade do medicamento, mas a de anunciar que era relançado sob diversa apresentação. Recurso da ré, no mérito, provido para julgar-se improcedente a ação." TJRJ – citado no acórdão do Resp 578.777 Roberta Queiroz 2. DIREITO À PRIVACIDADE Delimitação do tema depende de cultural local, tradições, costumes... Vida pessoal da pessoa! É o refúgio impenetrável pela coletividade, merecendo proteção. Ou seja, é o direito de viver a sua própria vida em isolamento, não sendo submetido à publicidade que não provocou, nem desejou. Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald DIREITO À PRIVACIDADE INTIMIDADE SEGREDO sigilo “O direito à vida privada posiciona-se como gênero ao qual pertencem o direito à intimidade e o direito ao segredo. A vida privada é esfera que concentra, em escala decrescente, outros direitosrelativos à restrição de vida pessoal de cada um.” Gilberto Haddad Jabur Direitos que devem ser protegidos de outras pessoas, informações que dizem respeito somente ao titular. Não divulgação de fatos da vida do titular. Nem toda informação privada é íntima, embora toda intimidade seja privada. Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma. Roberta Queiroz 3. DIREITO À HONRA Projeção social da respeitabilidade e estima conquistada pelo indivíduo no seu ambiente e na sociedade. Luiz Almeida Reputação Boa fama Autoestima Respeitabilidade ----------------------------------------------------- Meio social; profissional; familiar; acadêmico... Honra objetiva: aspectos relacionados a terceiros – Reputação; boa fama - externa Honra subjetiva: valoração da pessoa sobre si mesma – Autoestima - interna Roberta Queiroz INTEGRIDADE INTELECTUAL Proteção das criações intelectuais do indivíduo “Neste aspecto é a proteção jurídica às obras de inteligência do indivíduo” Francisco Amaral DIREITO AUTORAL Lei 9610/98 – LEI DOS DIREITOS AUTORAIS Objeto: criação DIREITOS MORAIS DO AUTOR: personalíssima – não admite cessão – projeção da personalidade do autor – direito à paternidade da obra (adquirido com a criação e não com registro - facultativo) DIREITOS PATRIMONIAIS DO AUTOR: material – direito à exploração autoral, utilizar, fruir, dispor da obra – admite-se transmissão ECAD – músicas Súmula 63 do STJ: são devidos direitos autorais pela retransmissão radiofônica de músicas em estabelecimentos comerciais. Roberta Queiroz NOME CIVIL Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome. NOME = PRENOME + SOBRENOME PROTEÇÃO PSEUDÔNIMO Codinome ou heterônimo Artigo 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome. Sílvio Santos – Senor Abravanel Di Cavalcante – Emiliano de Albuquerque Melo Garrincha - Manoel Francisco dos Santos Pelé - Edson Arantes do Nascimento Zico - Arthur Antunes Coimbra Greta Garbo - Greta Lovisa Gustafsson Lady Gaga - Stefani Joanne Angelina Germanotta Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória. Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial. Etiqueta identificadora LRP: Art. 52. São obrigados a fazer declaração de nascimento: §1° O pai ou a mãe, isoladamente ou em conjunto, observado o disposto no § 2o do art. 54; (Redação dada pela Lei nº 13.112, de 2015) LRP: Art. 54. § 2o O nome do pai constante da Declaração de Nascido Vivo não constitui prova ou presunção da paternidade, somente podendo ser lançado no registro de nascimento quando verificado nos termos da legislação civil vigente. (Incluído pela Lei nº 12.662, de 2012) Prenome: nome de batismo Sobrenome ou nome patronímico: apelido familiar ou patronímico Agnome: aponta grau de parentesco (Júnior, Neto...) Hipocorístico: redução do nome original (Beto, Chico ) LRP: Art. 55. Quando o declarante não indicar o nome completo, o oficial lançará adiante do prenome escolhido o nome do pai, e na falta, o da mãe, se forem conhecidos e não o impedir a condição de ilegitimidade, salvo reconhecimento no ato. Parágrafo único. Os oficiais do registro civil não registrarão prenomes suscetíveis de expor ao ridículo os seus portadores. Quando os pais não se conformarem com a recusa do oficial, este submeterá por escrito o caso, independente da cobrança de quaisquer emolumentos, à decisão do Juiz competente. Roberta Queiroz É POSSÍVEL ALTERAÇÃO DO NOME? REGRA: INALTERABILIDADE RELATIVA – artigo 58 LRP Alteração em casos excepcionais 1. Expuser a pessoa ao ridículo; 2. Maioridade em prazo decadencial de 1 ano – LRP - Art. 56. O interessado, no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil, poderá, pessoalmente ou por procurador bastante, alterar o nome, desde que não prejudique os apelidos de família, averbando-se a alteração que será publicada pela imprensa. 3. Houver erro gráfico; 4. Para inclusão de apelido notório, hipocorístico – acréscimo de alcunha designativa; 5. Adoção 6. Uso prolongado de nome diverso; 7. Adaptação de tradução do nome em caso de língua estrangeira; 8. Homonímia depreciativa; 9. Proteção a testemunha – LRP - artigo 58, Parágrafo único. A substituição do prenome será ainda admitida em razão de fundada coação ou ameaça decorrente da colaboração com a apuração de crime, por determinação, em sentença, de juiz competente, ouvido o Ministério Público. É POSSÍVEL ALTERAÇÃO DO SOBRENOME? 1. Adoção; 2. Casamento; 3. Divórcio ou nulidade de casamento; 4. Inclusão de sobrenome de ascendente – sobrenome avoengo; 5. União estável ou homoafetiva; 6. Lei 11.924/09 – Lei Clodovil – autoriza acréscimo de sobrenome do padrasto ou madrasta pelo enteado(a) ROL ADMITE INTERPRETAÇÃO CIVIL. REGISTRO PÚBLICO. NOME CIVIL. PRENOME. RETIFICAÇÃO. POSSIBILIDADE. MOTIVAÇÃO SUFICIENTE. PERMISSÃO LEGAL. LEI 6.015/1973, ART. 57. HERMENEUTICA. EVOLUÇÃO DA DOUTRINA E DA JURISPRUDENCIA. RECURSO PROVIDO. I - O NOME PODE SER MODIFICADO DESDE QUE MOTIVADAMENTE JUSTIFICADO. NO CASO, ALEM DO ABANDONO PELO PAI, O AUTOR SEMPRE FOI CONHECIDO POR OUTRO PATRONIMICO. II - A JURISPRUDENCIA, COMO REGISTROU xxxxxx, AO BUSCAR A CORRETA INTELIGENCIA DA LEI, AFINADA COM A "LOGICA DO RAZOAVEL", TEM SIDO SENSIVEL AO ENTENDIMENTO DE QUE O QUE SE PRETENDE COM O NOME CIVIL E A REAL INDIVIDUALIZAÇÃO DA PESSOA PERANTE A FAMÍLIA E A SOCIEDADE Resp 66.643 - STJ Roberta Queiroz COMBATE AO BULLYING - lei 13.185/15 Artigo 1°: considera-se intimidação sistemática (bullying) todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. Artigo 2°: Caracteriza-se a intimidação sistemática (bullying) quando há violência física ou psicológica em atos de intimidação, humilhação ou discriminação e, ainda: I - ataques físicos; II - insultos pessoais; III - comentários sistemáticos e apelidos pejorativos; IV - ameaças por quaisquer meios; V - grafites depreciativos; VI - expressões preconceituosas; VII - isolamento social consciente e premeditado; VIII - pilhérias. Há intimidação sistemática na rede mundial de computadores (cyberbullying), quando se usarem os instrumentos que lhe são próprios para depreciar, incitar a violência, adulterar fotos e dados pessoais com o intuito de criar meios de constrangimento psicossocial. Artigo 3°: A intimidação sistemática (bullying) pode ser classificada, conforme as ações praticadas, como: I - VERBAL: insultar, xingar e apelidar pejorativamente; II - MORAL: difamar, caluniar, disseminar rumores; III - SEXUAL: assediar, induzir e/ou abusar; IV - SOCIAL: ignorar, isolar e excluir; V - PSICOLÓGICA: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, manipular, chantagear e infernizar; VI - FÍSICO: socar, chutar, bater; VII - MATERIAL: furtar, roubar, destruir pertences de outrem; VIII - VIRTUAL: depreciar, enviar mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento psicológico e social. Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituiçãodas pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro. Requisitos para criação: VONTADE HUMANA CRIADORA OBJETO LÍCITO ATO CONSTITUTIVO AQUISIÇÃO DA PERSONALIDADE PELA PESSOA JURÍDICA ATO CONSTITUTIVO REGISTRO PERSONALIDADE NATUREZA CONSTITUTIVA REGISTRO O registro deve conter os seguintes elementos: a denominação, os fins, a sede, o tempo de duração e o fundo social (quando houver); o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores e dos diretores; forma de administração e representação ativa e passiva, judicial e extrajudicial; possibilidade e modo de reforma do estatuto social; previsão da responsabilidade subsidiária dos sócios pelas obrigações sociais; condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio. Roberta Queiroz REGISTRO DO ATO CONSTITUTIVO CARTÓRIO DE REGISTRO DE PESSOA JURIDICA JUNTA COMERCIAL ASSOCIAÇÕES E FUNDAÇÕES ESTATUTOS SOCIEDADES SIMPLES CONTRATO SOCIAL SOCIEDADES EMPRESÁRIAS CONTRATO SOCIAL COOPERATIVAS E SOCIEDADES ANÔNIMAS ESTATUTOS REGISTRO ESPECIAL PATIIDOS POLÍTICOS TSE SINDICATOS MINISTÉRIO DA JUSTIÇA Roberta Queiroz ESPÉCIES DE PESSOA JURÍDICA – CÓDIGO CIVIL Roberta Queiroz Roberta Queiroz Pessoa Jurídica Pessoa Jurídica Direito Público Pessoa Jurídica Direito Privado Interno Externo ADM D ENTES POLÍTICOS ADM I ENTIDADE ADM UNIÃO ESTADOS DF MUNÍCIPIOS AUTARQUIAS Associações Fundações Sociedades Organizações religiosas Partidos políticos Eireli 142 – Art. 44: Os partidos políticos, os sindicatos e as associações religiosas possuem natureza associativa, aplicando-lhes o Código Civil. 143 – Art. 44: A liberdade de funcionamento das organizações religiosas não afasta o controle de legalidade e legitimidade constitucional de seu registro, nem a possibilidade de reexame pelo Judiciário da compatibilidade de seus atos com a lei e com seus estatutos. 144 – Art. 44: A relação das pessoas jurídicas de Direito Privado, constante do art. 44, incs. I a V, do Código Civil, não é exaustiva. Roberta Queiroz PRESENTAÇÃO Por não poder atuar por si própria, a pessoa jurídica, como ente da criação da lei, deve ser presentada por uma pessoa natural, exteriorizando sua vontade, nos atos judiciais ou extrajudiciais. O art. 47, CC, todos os atos negociais exercidos pelo presentante, dentro dos limites de seus poderes estabelecidos no estatuto social, obrigam a pessoa jurídica, que deverá cumpri-los. Contudo, se o presentante extrapolar estes poderes, responderá pessoalmente por este excesso. Em regra essa pessoa é a indicada no ato constitutivo da Pessoa Jurídica. Na sua omissão, a presentação será exercida por seus diretores. Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva, as decisões serão tomadas pela maioria dos votos, salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diverso (art. 48, CC). Dispositivos relevantes: arts. 46, inciso V e 47 do CC e art. 12, incisos I e II (para as Pessoas Jurídicas de Direito Público) e inciso VI (para as Pessoas Jurídicas de Direito Privado) do CPC. Roberta Queiroz PESSOA JURÍDICA PODE SOFRER DANO MORAL?? A posição que deve prevalecer no ordenamento jurídico brasileiro, consolidada em diversos julgados (Resp 752.672/RS; AgRG no Resp 865.658/RJ), bem como na súmula 227 do STJ, bem como nos termos do artigo 52 do CC. Súmula: 227 A pessoa jurídica pode sofrer dano moral. Enunciado 286 da IV JDC: Art. 52. Os direitos da personalidade são direitos inerentes e essenciais à pessoa humana, decorrentes de sua dignidade, não sendo as pessoas jurídicas titulares de tais direitos. Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade. A PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO PODE SOFRER DANO MORAL? A pessoa jurídica de direito público não tem direito à indenização por danos morais relacionados à violação da honra ou imagem. Resp 1.258.389/PB Roberta Queiroz 18 Associações Fundações Roberta Queiroz Associações Fundações PJDPRIVADO – artigo 53 CC Conjunto de pessoas Fins não econômicos (termo impróprio – fins não lucrativos) - altruísticos, científicos, artísticos, beneficentes, religiosos, educativos, culturais, políticos, esportivos ou recreativos Pode ter ou não fim social/ assistencial – entidade de interesse social CF garante a liberdade de associação para fins lícitos (direito positivo) CF garante que ninguém é obrigado a manter-se associado (direito negativo) Artigo 54 CC: Estatuto deve ter, sob pena de nulidade, os requisitos de admissão, demissão e exclusão de associado. Associados tem direitos iguais QUADRO: DIREITORIA E ASSEMBLEIA GERAL Para dissolução, os bens remanescentes serão destinados à outra instituição similar prevista no estatuto ou, se omisso, para instituição pública. Alteração do estatuto é livre e a aquisição de bens é livre RE 201.819 (expulsão do associado – artigo 57) PJDPRIVADO – artigo 62 CC Conjunto de bens Fins não econômicos(termo impróprio – fins não lucrativos) Deve ter fim social Podem ser privadas ou públicas Elementos formadores: patrimônio + fim Ato de dotação dos bens por escritura publica ou disposição de ultima vontade Elaboração do Estatuto: direta ou fiduciária (tem prazo e se omisso 180 dias se não MP faz) MP aprova o estatuto – indefere requerimentos de fundação com finalidade fútil ou voltada para interesse particular de pessoas Extinção da fundação se o fim se tornar ilícito ou vencimento de prazo de sua existência QUADRO: CONSELHO DE CURADOR chamado CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO OU CONSELHO SUPERIOR / DIRETORIA EXECUTIVA/ CONSELHO FISCAL (facultativo) Alteração do Estatuto após oitiva do MP Roberta Queiroz 24 PAUSA PARA LEITURA DO CÓDIGO CIVIL Roberta Queiroz 26 Roberta Queiroz DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA Termos usados: disregard of the legal entity (desconsideração da pessoa jurídica) ou disregard doctrine (doutrina da desconsideração), outpiercing the corporate veil (perfurando ou rasgando o véu da corporação ou da personalidade jurídica) outlifting the corporate veil (levantando ou desvelando o véu da corporação). Origem: Inglaterra e EUA Princípio da Continuidade da Empresa ≠ Despersonificação Caso inglês do final do século XIX: Salomon x Salomon Company Trata-se de uma doutrina que pretende o afastamento temporário da personalidade da pessoa jurídica com o objetivo de atingir o patrimônio pessoal do sócio ou administrador que cometeu o ato abusivo. O que é teoria “ultra vires societatis”? Segundo esta teoria, de origem anglo-saxônica, regulada no Art. 1.015 CC, é nulo o ato praticado pelo sócio que extrapole os poderes que lhe foram concedidos pelo contrato social. Vale dizer, o ato praticado não vincula a sociedade. CC-1916: não havia previsão Rubens Requião defendia a existência na década de 60 CDC em 1990: primeira lei a prever a possibilidade de desconsideração da personalidade jurídica no Brasil (art. 28). Lei nº 8.884/94 (antiga Lei Antitruste) Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais): Código Civil de 2002: art. 50. Lei nº 12.529⁄2011: desconsideração em caso de infrações da ordem econômica (art. 34). Roberta Queiroz DOUTRINA POSITIVADA ARTIGO 28 DO CDC ARTIGO 50 CC Desconsideração direta – responsabilidade dos sócios pelas dívidas da pessoa jurídica. Desconsideração inversa ou invertida – a responsabilidade da pessoa jurídica por dívidas dos sócios e administradores. É admitida pela doutrina conforme enunciado 283 da IV JDC, bem como no INFORMATIVO 440 do STJ. Teorias definidas: 1. Teoria MAIOR: abuso da personalidade jurídica cometido pelo sócio administrador, como desvio de finalidade ou confusão patrimonial + prejuízo ao credor (artigo 50 do CC) – requerida pelo interessado ou MP em ação judicial. 2. Teoria MENOR: mais fácil de ser aplicada, contenta-se simplesmente com a demonstração de insolvênciada pessoa jurídica; o prejuízo ao credor – artigo 28 do CDC (REsp 744.107 SP). Também requerida pelo interessado ou MP em ação judicial. Roberta Queiroz 29 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DO INCIDENTE DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA Art. 133. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido da parte ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir no processo. § 1o O pedido de desconsideração da personalidade jurídica observará os pressupostos previstos em lei. § 2o Aplica-se o disposto neste Capítulo à hipótese de desconsideração inversa da personalidade jurídica. Art. 134. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial. § 1o A instauração do incidente será imediatamente comunicada ao distribuidor para as anotações devidas. § 2o Dispensa-se a instauração do incidente se a desconsideração da personalidade jurídica for requerida na petição inicial, hipótese em que será citado o sócio ou a pessoa jurídica. § 3o A instauração do incidente suspenderá o processo, salvo na hipótese do § 2o. § 4o O requerimento deve demonstrar o preenchimento dos pressupostos legais específicos para desconsideração da personalidade jurídica. Art. 135. Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e requerer as provas cabíveis no prazo de 15 (quinze) dias. Art. 136. Concluída a instrução, se necessária, o incidente será resolvido por decisão interlocutória. Parágrafo único. Se a decisão for proferida pelo relator, cabe agravo interno. Art. 137. Acolhido o pedido de desconsideração, a alienação ou a oneração de bens, havida em fraude de execução, será ineficaz em relação ao requerente. Roberta Queiroz Enunciado 7: só se aplica a desconsideração da personalidade jurídica quando houver a prática de ato irregular e limitadamente aos administradores ou sócios que nela hajam incorrido. Enunciado 51: quanto à desconsideração ficam mantidos os parâmetros existentes nos microssistemas legais e na construção jurídica sobre o tema Enunciado 146: nas relações civis interpretam-se restritivamente os parâmetros da desconsideração (desvio de finalidade e confusão patrimonial). Devem ser provados por quem os alegar. Enunciado 281: a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica prescinde a demonstração de insolvência da pessoa jurídica. Ou seja, não há necessidade de falência da pessoa jurídica. Enunciado 282: o encerramento irregular das atividades da pessoa jurídica, por si só, não basta para caracterizar o abuso de personalidade. Súmula 435 do STJ: presume-se dissolvida irregularmente a empresa que deixar de funcionar no seu domicílio sem comunicação aos órgãos competentes, legitimando o redirecionamento da execução fiscal para o sócio-gerente”. Roberta Queiroz Enunciado 284: As pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos ou de fins não-econômicos estão abrangidas no conceito de abuso da personalidade jurídica. Enunciado 285: A teoria da desconsideração, prevista no art. 50 do Código Civil, pode ser invocada pela pessoa jurídica em seu favor. Enunciado 470: O patrimônio da empresa individual de responsabilidade limitada responderá pelas dívidas da pessoa jurídica, não se confundindo com o patrimônio da pessoa natural que a constitui, sem prejuízo da aplicação do instituto da desconsideração da personalidade jurídica. Questões práticas processuais 1. Ao desconsiderar a personalidade jurídica haverá ampliação subjetiva passiva da demanda; 2. A medida de defesa dos sócios são por embargos à execução, por serem réus. (Flávio Tartuce); embargos de terceiros?? Roberta Queiroz 32 Roberta Queiroz 33 PESSOA JURÍDICA. NATUREZA FILANTRÓPICA. JUSTIÇA GRATUITA. A Corte Especial, por maioria, conheceu dos embargos e lhes deu provimento, sufragando a tese de que, no caso das pessoas jurídicas sem fins lucrativos, de natureza filantrópica, benemerência etc., basta, como as pessoas físicas, a simples declaração da hipossuficiência coberta pela presunção juris tantum para a concessão da Justiça gratuita. EREsp 1.055.037-MG, Rel. Min. Hamilton Carvalhido, julgados em 15/4/2009 – INFO 390/STJ Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Art. 104. A validade do negócio jurídico requer: I - agente capaz; II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável; III - forma prescrita ou não defesa em lei. Roberta Queiroz Art. 110. A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva mental de não querer o que manifestou, salvo se dela o destinatário tinha conhecimento. Art. 111. O silêncio importa anuência, quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem, e não for necessária a declaração de vontade expressa. Roberta Queiroz Art. 104. A validade do negócio jurídico requer: I - agente capaz; II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável; III - forma prescrita ou não defesa em lei. Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz PRAZO CASO 1 ano I - a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no próprio estabelecimento, para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos; II - a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o prazo: a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que é citado para responder à ação de indenização proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que a este indeniza, com a anuência do segurador; b) quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão; III - a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela percepção de emolumentos, custas e honorários; IV - a pretensão contra os peritos, pela avaliação dos bens que entraram para a formação do capital de sociedade anônima, contado da publicação da ata da assembléia que aprovar o laudo; V - a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade. 2 anos a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem. 3 anos I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos; II - a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias; III - a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações acessórias, pagáveis, em períodos não maiores de um ano, com capitalização ou sem ela; IV - a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa; V - a pretensão de reparação civil; VI - a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, correndo o prazo da data em que foi deliberada a distribuição; VII - a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei ou do estatuto, contado o prazo: a) para os fundadores, da publicação dos atos constitutivos da sociedade anônima; b) para os administradores, ou fiscais, da apresentação, aos sócios, do balanço referente ao exercício em que a violação tenha sido praticada, ou da reunião ou assembléia geral que dela deva tomar conhecimento; c) para os liquidantes, da primeira assembléia semestral posterior à violação; VIII - a pretensão para haver o pagamento de título de crédito, a contar do vencimento, ressalvadas as disposições de lei especial;IX - a pretensão do beneficiário contra o segurador, e a do terceiro prejudicado, no caso de seguro de responsabilidade civil obrigatório. 4 anos pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas. 5 anos I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular; II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato; III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz Roberta Queiroz