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Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Direitos de Personalidade x Liberdade de 
Imprensa e Liberdade de Expressão
Constituição Federal
Artigo 5º, IX - é livre a expressão da atividade
intelectual, artística, científica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença;
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo
vedado o anonimato;
Artigo 220 - A manifestação do pensamento, a
criação, a expressão e a informação, sob qualquer
forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer
restrição, observado o disposto nesta
Constituição.
§ 1º Nenhuma lei conterá dispositivo que possa
constituir embaraço à plena liberdade de
informação jornalística em qualquer veículo de
comunicação social, observado o disposto no art.
5º, IV, V, X, XIII e XIV.
Imprensa???
COLISÃO TECNICA DA PONDERAÇÃO 
O Tribunal de origem, amparado nas provas dos autos, entendeu pela
prática de ilícito consubstanciado no abuso de direito de informar, ao
se veicular notícia em programa de rádio que desvirtuou a realidade
dos fatos, induzindo a opinião pública a uma visão distorcida deles,
causando danos à parte envolvida, violando o direito à integridade
moral. A revisão desse entendimento e do dever de indenizar encontra
óbice na Súmula 7/STJ.
AGRG NO AG 1.335.108/PR
Súmula 221 do STJ: São civilmente responsáveis pelo
ressarcimento de dano, decorrente de publicação pela
imprensa, tanto o autor do escrito quanto o proprietário do
veículo de divulgação.
Regra: Liberdade de expressão 
HATE SPEECH – pensamentos ilimitados com declarações de ódio, 
intolerância, desprezo e outros.
Roberta Queiroz
RECURSO ESPECIAL. CIVIL. DANOS MORAIS. MATÉRIA JORNALÍSTICA OFENSIVA. LEI
DE IMPRENSA (LEI 5.250/67). ADPF N. 130/DF. EFEITO VINCULANTE. OBSERVÂNCIA.
LIBERDADE DE IMPRENSA E DE INFORMAÇÃO (CF, ARTS. 5º, IV, IX E XIV, E 220,
CAPUT, §§ 1º E 2º). CRÍTICA JORNALÍSTICA. OFENSAS À IMAGEM E À HONRA DE
MAGISTRADO (CF, ART. 5º, V E X). ABUSO DO EXERCÍCIO DA LIBERDADE DE
IMPRENSA NÃOCONFIGURADO. RECURSO PROVIDO.
...
6. Tratando-se de imagem de multidão, de pessoa famosa ou
ocupante de cargo público, deve ser ponderado se, dadas as
circunstâncias, a exposição da imagem é ofensiva à
privacidade ou à intimidade do retratado, o que poderia
ensejar algum dano patrimonial ou extrapatrimonial. Há,
nessas hipóteses, em regra, presunção de consentimento do
uso da imagem, desde que preservada a vida privada
...
7. Em se tratando de pessoa ocupante de cargo público, de
notória importância social, como o é o de magistrado, fica
Tais restrito o âmbito de reconhecimento do dano à imagem e
sua extensão, mormente quando utilizada a fotografia para
ilustrar matéria jornalística pertinente, sem invasão da vida
privada do retratado.
...
10. Assim, em princípio, não caracteriza hipótese de responsabilidade civil a
publicação de matéria jornalística que narre fatos verídicos ou verossímeis,
embora eivados de opiniões severas, irônicas ou impiedosas, sobretudo quando
se trate de figuras públicas que exerçam atividades tipicamente estatais, gerindo
interesses da coletividade, e a notícia e crítica referirem-se a fatos de interesse
geral relacionados à atividade pública desenvolvida pela pessoa noticiada.
Nessas hipóteses, principalmente, a liberdade de expressão é prevalente,
atraindo verdadeira excludente anímica, a afastar o intuito doloso de ofender a
honra da pessoa a que se refere a reportagem. Nesse sentido, precedentes do
egrégio Supremo Tribunal Federal: ADPF 130/DF, de relatoria do Ministro
CARLOS BRITTO; AgRg no AI 690.841/SP, de relatoria do Ministro CELSO DE
MELLO.
11. A análise relativa à ocorrência de abuso no exercício da liberdade de
expressão jornalística a ensejar reparação civil por dano moral a direitos da
personalidade depende do exame de cada caso concreto, máxime quando
atingida pessoa investida de autoridade pública, pois, em tese, sopesados os
valores em conflito, mostra-se recomendável que se dê prevalência à liberdade
de informação e de crítica, como preço que se paga por viver num Estado
Democrático.
12. Na espécie, embora não se possa duvidar do sofrimento experimentado pelo
recorrido, a revelar a presença de dano moral, este não se mostra indenizável,
por não estar caracterizado o abuso ofensivo na crítica exercida pela recorrente
no exercício da liberdade de expressão jornalística, o que afasta o dever de
indenização. Trata-se de dano moral não indenizável, dadas as circunstâncias do
caso, por força daquela "imperiosa cláusula de modicidade“ subjacente a que
alude a eg. Suprema Corte no julgamento da ADPF 130/DF.
RECURSO ESPECIAL Nº 801.109 - DF
O desembargador XXXX ajuizou contra a EDITORA ABRIL S/A ação
indenizatória, em decorrência de publicação de matéria na Revista
Veja, na edição de 8 de dezembro de 1999, sob o título "O Doutor
Milhão", na qual se fez incursão nas conclusões do relatório final da
Comissão Parlamentar de Inquérito denominada "CPI do Judiciário", na
qual foi investigado, em sua atuação no âmbito do Poder Judiciário do
Distrito Federal.
Roberta Queiroz
BIOGRAFIAS NÃO AUTORIZADAS
Por unanimidade, o STF julgou procedente a Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI) 4815 e declarou inexigível a
autorização prévia para a publicação de biografias. Seguindo o
voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, a decisão dá
interpretação conforme a Constituição da República aos artigos
20 e 21 do Código Civil, em consonância com os direitos
fundamentais à liberdade de expressão da atividade
intelectual, artística, científica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença de pessoa
biografada, relativamente a obras biográficas literárias ou
audiovisuais (ou de seus familiares, em caso de pessoas
falecidas).
Na ADI 4815, a Associação Nacional dos Editores de Livros
(ANEL) sustentava que os artigos 20 e 21 do Código Civil
conteriam regras incompatíveis com a liberdade de expressão e
de informação. O tema foi objeto de audiência pública
convocada pela relatora em novembro de 2013, com a
participação de 17 expositores.
Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração
da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de
escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição
ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser
proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização
que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a
respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.
Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são
partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os
ascendentes ou os descendentes.
Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a
requerimento do interessado, adotará as providências
necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta
norma.
O caso envolve uma tensão entre a liberdade de
expressão e o direito à informação, de um lado, e os
direitos da personalidade (privacidade, imagem e
honra), do outro – e, no caso, o Código Civil
ponderou essa tensão em desfavor da liberdade de
expressão, que tem posição preferencial dentro do
sistema constitucional.
Ministro Luís Barroso
Roberta Queiroz
DIREITO AO ESQUECIMENTO 
“Somos o que fazemos, mas
somos, principalmente, o
que fazemos para mudar o
que somos”
Eduardo Galeano
“Após o lançamento da fita [no cinema], ocorrido em 1982, a
2ª Autora [Xuxa] se projetou, nacional e internacionalmente,
com programas infantis na televisão, criando uma imagem que
muito justamente não quer ver atingida, cuja vulgarização
atingiria não só ela própria como a das crianças que são o seu
público, ao qual se apresenta como símbolo da liberdade
infantil, de bons hábitos e costumes, e da responsabilidade
das pessoas.”
(TJRJ, Apelação Cível nº 3819/91,rel. Des. Thiago Ribas Filho, julgada em
27.02.92; fls. 802).
Caso XUXA
Garantia contra o superinformacionismo midiático 
CESPE: A exagerada e indefinida exploração midiática de crimes
e tragédias privadas deve ser impedida, a fim de se respeitar o
direito ao esquecimento das vítimas de crimes e, assim,
preservar a dignidade da pessoa humana.
Técnica da 
Ponderação 
dos 
Interesses 
Enunciado 531 JDC – A tutela da dignidade da pessoa humana
na sociedade da informação inclui o direito ao esquecimento.
Roberta Queiroz
Caso AIDA CURI RECURSO ESPECIAL. DIREITO CIVIL-CONSTITUCIONAL. LIBERDADE DE IMPRENSA VS. DIREITOS DA
PERSONALIDADE. LITÍGIO DE SOLUÇÃO TRANSVERSAL. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA. DOCUMENTÁRIO EXIBIDO EM REDE NACIONAL. LINHA DIRETA-JUSTIÇA. HOMICÍDIO DE
REPERCUSSÃO NACIONAL OCORRIDO NO ANO DE 1958. CASO "AIDA CURI". VEICULAÇÃO, MEIO SÉCULO
DEPOIS DO FATO, DO NOME E IMAGEM DA VÍTIMA. NÃO CONSENTIMENTO DOS FAMILIARES. DIREITO AO
ESQUECIMENTO. ACOLHIMENTO. NÃO APLICAÇÃO NO CASO CONCRETO. RECONHECIMENTO DA
HISTORICIDADE DO FATO PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE DESVINCULAÇÃO DO
NOME DA VÍTIMA. ADEMAIS, INEXISTÊNCIA, NO CASO CONCRETO, DE DANO MORAL INDENIZÁVEL.
VIOLAÇÃO AO DIREITO DE IMAGEM. SÚMULA N. 403/STJ. NÃO INCIDÊNCIA. (RESP 1.335.153/RJ)
Assim como os condenados que cumpriram pena e os absolvidos que se envolveram em processo-crime (REsp. n. 1.334/097/RJ), as
vítimas de crimes e seus familiares têm direito ao esquecimento - se assim desejarem -, direito esse consistente em não se submeterem a
desnecessárias lembranças de fatos passados que lhes causaram, por si, inesquecíveis feridas. Caso contrário, chegar-se-ia à antipática e
desumana solução de reconhecer esse direito ao ofensor (que está relacionado com sua ressocialização) e retirá-lo dos ofendidos,
permitindo que os canais de informação se enriqueçam mediante a indefinida exploração das desgraças privadas pelas quais passaram.
A reportagem contra a qual se insurgiram os autores foi ao ar 50 (cinquenta) anos depois
da morte de Aida Curi, circunstância da qual se conclui não ter havido abalo moral apto a
gerar responsabilidade civil. Nesse particular, fazendo-se a indispensável ponderação de
valores, o acolhimento do direito ao esquecimento, no caso, com a consequente
indenização, consubstancia desproporcional corte à liberdade de imprensa, se comparado
ao desconforto gerado pela lembrança.
NO STF:
ARE 833.248
REPERCUSSÃO GERAL EM 20/02/2015
Roberta Queiroz
Caso CHACINA DA 
CANDELÁRIA
RECURSO ESPECIAL. DIREITO CIVIL-CONSTITUCIONAL. LIBERDADE DE IMPRENSA VS. DIREITOS DA
PERSONALIDADE. LITÍGIO DE SOLUÇÃO TRANSVERSAL. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.
DOCUMENTÁRIO EXIBIDO EM REDE NACIONAL. LINHA DIRETA-JUSTIÇA . SEQUÊNCIA DE HOMICÍDIOS
CONHECIDA COMO CHACINA DA CANDELÁRIA. REPORTAGEM QUE REACENDE O TEMA TREZE ANOS DEPOIS
DO FATO. VEICULAÇÃO INCONSENTIDA DE NOME E IMAGEM DE INDICIADO NOS CRIMES. ABSOLVIÇÃO
POSTERIOR POR NEGATIVA DE AUTORIA. DIREITO AO ESQUECIMENTO DOS CONDENADOS QUE
CUMPRIRAM PENA E DOS ABSOLVIDOS.
ACOLHIMENTO. DECORRÊNCIA DA PROTEÇÃO LEGAL E CONSTITUCIONAL DA DIGNIDADE DA PESSOA
HUMANA E DAS LIMITAÇÕES POSITIVADAS À ATIVIDADE INFORMATIVA. PRESUNÇÃO LEGAL E
CONSTITUCIONAL DE RESSOCIALIZAÇÃO DA PESSOA. PONDERAÇÃO DE VALORES. PRECEDENTES DE
DIREITO COMPARADO.
Não há dúvida de que a história da sociedade é patrimônio imaterial do
povo e nela se inserem os mais variados acontecimentos e personagens
capazes de revelar, para o futuro, os traços políticos, sociais ou culturais
de determinada época. Todavia, a historicidade da notícia jornalística,
em se tratando de jornalismo policial, há de ser vista com cautela. Há,
de fato, crimes históricos e criminosos famosos; mas também há crimes
e criminosos que se tornaram artificialmente históricos e famosos, obra
da exploração midiática exacerbada e de um populismo penal
satisfativo dos prazeres primários das multidões, que simplifica o
fenômeno criminal às estigmatizadas figuras do "bandido" vs. "cidadão
de bem"
Com efeito, o reconhecimento do direito ao esquecimento dos
condenados que cumpriram integralmente a pena e, sobretudo, dos
que foram absolvidos em processo criminal, além de sinalizar uma
evolução cultural da sociedade, confere concretude a um ordenamento
jurídico que, entre a memória – que é a conexão do presente com o
passado – e a esperança – que é o vínculo do futuro com o presente –,
fez clara opção pela segunda. E é por essa ótica que o direito ao
esquecimento revela sua maior nobreza, pois afirma-se, na verdade,
como um direito à esperança, em absoluta sintonia com a presunção
legal e constitucional de regenerabilidade da pessoa humana.
Roberta Queiroz
DIREITO A VIDA 
A MISTANASIA ou EUTANASIA SOCIAL é a morte miserável fora
e antes da hora, que ocorre quando:
a) uma grande massa de doentes e deficientes não ingressam
no sistema de saúde por ser ausente ou precário (mistanásia
passiva); ou ainda, quando do extermínio de pessoas
indesejáveis como ocorreu na Segunda Guerra Mundial nos
campos nazistas de concentração;
b) doentes crônicos ou terminais são vítimas de erro médico,
como por exemplo, diagnóstico errôneo;
c) pacientes são vítimas de má prática por motivos econômicos,
científicos ou sociopolíticos, por exemplo, quando um médico
intencionalmente retira órgão vital de indivíduo com esperança
de vida.
Maria Helena Diniz
CF - ARTIGO 1º: A República Federativa do Brasil,
formada pela união indissolúvel dos Estados e
Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em
Estado Democrático de Direito e tem como
fundamentos:
(...)
III - a dignidade da pessoa humana
A defesa da vida com dignidade é o objetivo
constitucionalmente assegurado pelo Poder Público.
Por isso, funciona como verdadeira cláusula geral,
que serve como motor de impulsão de tudo o que
vem expresso na ordem constitucional ou mesmo
infraconstitucional.
Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald
Direito à vida reflete um direito 
à morte digna
Roberta Queiroz
INTEGRIDADE FÍSICA 
Proteção do corpo humano em sua integridade,
tanto corpo vivo quanto o corpo morto
Violação do corpo vivo: DANO ESTÉTICO – sem sequelas (RESP 575.576/PR) – súmula 387 do STJ – cumulação dano moral
Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente
da integridade física, ou contrariar os bons costumes.
Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma estabelecida em lei especial.
Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para
depois da morte.
Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo.
Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.
Bodyart ou bodymodification – bons costumes – tatuagem – concurso público – RE 898.450
Lutadores de MMA e outras artes marciais – diminuição sem intervenção médica – autonomia da vontade
Direito ao cadáver – transplante de órgãos – lei 9434/97
En. JDC - 276 - O art. 13 do Código Civil, ao permitir a disposição do próprio corpo por exigência médica, autoriza as cirurgias
de transgenitalização, em conformidade com os procedimentos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina, e a
conseqüente alteração do prenome e do sexo no Registro Civil
En. 277 JDC– Art.14. O art. 14 do Código Civil, ao afirmar a validade da disposição gratuita do próprio corpo, com objetivo 
científico ou altruístico, para depois da morte, determinou que a manifestação expressa do doador de órgãos em vida 
prevalece sobre a vontade dos familiares, portanto, a aplicação do art. 4º da Lei n. 9.434/97 ficou restrita à hipótese de 
silêncio do potencial doador.
Roberta Queiroz
ATO DE DISPOSIÇÃO DO PRÓPRIO CORPO
REGRA: é possível praticar atos de disposição que não 
ocasionem diminuição permanente
“Disponibilidade limitada dos direitos de personalidade”Leonardo Zanini
Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de
disposição do próprio corpo, quando importar
diminuição permanente da integridade física, ou
contrariar os bons costumes.
Ponderação reflexiva: mesmo que não seja permanente, 
o ato de restrição do próprio corpo não pode ofender a 
dignidade da pessoa humana – implantes de chips em 
funcionários
Ponderação reflexiva: não há possibilidade de
diminuição somente por exigência médica
Caso Wannabes – Robert Smith
Transtorno de Identidade da Integridade Corporal (TIIC)
Em 1977, o termo "apotemnofilia" foi criado por John Money,
que descreveu o caso de duas pessoas que se excitavam
sexualmente com a ideia de ser amputadas.
Em 1997, um paciente procurou o Dr. Robert Smith em seu
consultório, pedindo-lhe que removesse a parte inferior da
perna esquerda. Demorou 18 meses para tomar a decisão,
mas Smith cedeu. "Foi a operação mais gratificante que já
realizei. Não tenho dúvida de que fiz o correto", disse numa
coletiva de imprensa. Mas, antes de amputar seu 3ª paciente
com TIIC, o caso se tornou escândalo no Reino Unido, e seu
hospital impediu que continuasse esse tipo de cirurgia.
(informações Revista Super Interessante)
Documentário: whole
Roberta Queiroz
28
LEI N° 8.501, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1992
Dispõe sobre a utilização de cadáver não reclamado, para fins de estudos ou 
pesquisas científica e dá outras providências.
Art. 2° O cadáver não reclamado junto às autoridades públicas, no prazo de trinta dias, poderá 
ser destinado às escolas de medicina, para fins de ensino e de pesquisa de caráter científico.
Art. 3° Será destinado para estudo, na forma do artigo anterior, o cadáver:
I -- sem qualquer documentação;
II -- identificado, sobre o qual inexistem informações relativas a endereços de parentes ou 
responsáveis legais.
§ 1° Na hipótese do inciso II deste artigo, a autoridade competente fará publicar, nos principais 
jornais da cidade, a título de utilidade pública, pelo menos dez dias, a notícia do falecimento.
§ 2° Se a morte resultar de causa não natural, o corpo será, obrigatoriamente, submetido à 
necropsia no órgão competente.
§ 3° É defeso encaminhar o cadáver para fins de estudo, quando houver indício de que a morte 
tenha resultado de ação criminosa.
§ 4° Para fins de reconhecimento, a autoridade ou instituição responsável manterá, sobre o 
falecido:
a) os dados relativos às características gerais;
b) a identificação;
c) as fotos do corpo;
d) a ficha datiloscópica;
e) o resultado da necropsia, se efetuada; e
f) outros dados e documentos julgados pertinentes.
Art. 4° Cumpridas as exigências estabelecidas nos artigos anteriores, o cadáver poderá ser 
liberado para fins de estudo.
Art. 5° A qualquer tempo, os familiares ou representantes legais terão acesso aos elementos 
de que trata o § 4° do art. 3° desta Lei.
REsp 1.693.718
Em julgamento inédito no STJ a 3ª turma 
reconheceu o direito de preservação do corpo de 
um brasileiro em procedimento de criogenia, nos 
Estados Unidos.
A técnica da criogenia após a morte foi realizada a 
pedido de uma de suas filhas, na esperança de que 
ele possa ser ressuscitado no futuro. De forma 
unânime, o colegiado considerou que a legislação 
brasileira, apesar de não haver previsão, não 
impede a realização do procedimento. Além disso, 
a turma levou em consideração a própria 
manifestação de vontade do falecido, transmitida à 
sua filha mais próxima, que conviveu com ele por 
mais de 30 anos.
“Na falta de manifestação expressa deixada pelo 
indivíduo em vida acerca da destinação de seu 
corpo após a morte, presume-se que sua vontade 
seja aquela apresentada por seus familiares mais 
próximos”, apontou o relator, ministro Marco 
Aurélio Bellizze.
Roberta Queiroz
TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS 
Artigo 199 - § 4º, CF: A lei disporá sobre as condições e
os requisitos que facilitem a remoção de órgãos,
tecidos e substâncias humanas para fins de transplante,
pesquisa e tratamento, bem como a coleta,
processamento e transfusão de sangue e seus
derivados, sendo vedado todo tipo de comercialização.
Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição
gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da
morte.
Transplantes entre VIVOS: consentimento do titular que
pode ser revogável; se incapaz deve haver autorização
judicial com oitiva do MP.
Pauta é a solidariedade; permissão de escolha de quem
será beneficiário se for da própria família.
Médico comunica o transplante ao MP que instaura
processo administrativo de investigação dos requisitos
legais (evitar comércio)
Se não for pessoa da família deve haver autorização
judicial – lei 9434/97, para verificar se há comércio,
salvo transplante de medula
Transplantes MORTOS: consentimento dos familiares, vedada a
comercialização e a escolha do beneficiário. (não se admite doação
presumida – artigo 4° da lei 9434/97)
Redação original: Art. 4º Salvo manifestação de vontade em contrário, nos
termos desta Lei, presume-se autorizada a doação de tecidos, órgãos ou partes
do corpo humano, para finalidade de transplantes ou terapêutica post mortem.
Art. 4o A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para
transplantes ou outra finalidade terapêutica, dependerá da autorização do cônjuge ou
parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até o segundo
grau inclusive, firmada em documento subscrito por duas testemunhas presentes à
verificação da morte. (Redação dada pela Lei nº 10.211, de 23.3.2001)
Central de notificação, captação e distribuição de órgão – CNCDOS
Morte encefálica (resolução 1.480/97 do CFM) comprovada por
dois médicos que não sejam integrantes da equipe de retirada.
277 – Art.14. O art. 14 do Código Civil, ao afirmar a validade da disposição gratuita do
próprio corpo, com objetivo científico ou altruístico, para depois da morte, determinou
que a manifestação expressa do doador de órgãos em vida prevalece sobre a vontade
dos familiares, portanto, a aplicação do art. 4º da Lei n. 9.434/97 ficou restrita à
hipótese de silêncio do potencial doador.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10211.htm#art1
Roberta Queiroz
TRANSGENITALIZAÇÃO 
Terminologias:
- Homossexual
- Bissexual
- Travesti
- Transexual é aquele que tem uma divergência 
entre o físico e o psíquico.
276 – Art.13. O art. 13 do Código Civil, ao permitir a disposição do
próprio corpo por exigência médica, autoriza as cirurgias de
transgenitalização, em conformidade com os procedimentos
estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina, e a
conseqüente alteração do prenome e do sexo no Registro Civil
Maria Berenice Dias: não é um processo passageiro. É a busca
consiste de integração física, emocional, social, espiritual e
sexual, conquistada com muito esforço e sacrifícios por pessoas
que vivem infelizes e muitas vezes depressivas quanto ao
próprio sexo.
Resolução do CFM:
- 1.652/02: permitia cirurgia após autorização judicial
- 1955/10: permite a cirurgia independentemente de
autorização judicial
Art. 3º Que a definição de transexualismo obedecerá, no mínimo, aos
critérios abaixo enumerados:
1) Desconforto com o sexo anatômico natural;
2) Desejo expresso de eliminar os genitais, perder as características
primárias e secundárias do próprio sexo e ganhar as do sexo oposto;
3) Permanência desses distúrbios de forma contínua e consistente por,
no mínimo, dois anos;
4) Ausência de transtornos mentais.
Art. 4º Que a seleção dos pacientes para cirurgia de transgenitalismo
obedecerá a avaliação de equipe multidisciplinar constituída por
médico psiquiatra, cirurgião, endocrinologista, psicólogo e assistente
social, obedecendo os critérios a seguir definidos, após, no mínimo,
dois anos de acompanhamento conjunto:
1) Diagnóstico médico de transgenitalismo;
2) Maior de 21 (vinte e um) anos;
3) Ausência de características físicas inapropriadas para a cirurgia.
Roberta Queiroz
34
Roberta Queiroz
GESTAÇÃO EM ÚTERO 
ALHEIO 
Resolução 1957/10 do CFM
As clínicas,centros ou serviços de reprodução humana podem usar técnicas de RA para criarem a situação identificada
como gestação de substituição, desde que exista um problema médico que impeça ou contraindique a gestação na
doadora genética.
1 - As doadoras temporárias do útero devem pertencer à família da doadora genética, num parentesco até o segundo
grau, sendo os demais casos sujeitos à autorização do Conselho Regional de Medicina.
2 - A doação temporária do útero não poderá ter caráter lucrativo ou comercial.
Roberta Queiroz
TESTEMUNHAS DE JEOVÁ 
Justificativa: Gênesis / Levítico / Atos 
Não admite transfusão sanguínea 
Artigo 15 do CC: Ninguém pode ser
constrangido a submeter-se, com
risco de vida, a tratamento médico
ou a intervenção cirúrgica.
• Direitos de personalidade 
- Direito à vida digna 
- Direito à integridade física 
• Direito à liberdade de crença
Decisões Favoráveis à transfusão: 
Decisões desfavoráveis à transfusão: 
Prevalência pela liberdade Religiosa 
PROCESSO Nº 2009.35.00.003277-7 – 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Goiás – TRF1
Juíza Federal Luciana Laurenti Gheller, 18.02.09). 
APELAÇÃO CÍVEL. TRANSFUSÃO DE SANGUE. TESTEMUNHA DE JEOVÁ. RECUSA DE TRATAMENTO. INTERESSE
EM AGIR. Carece de interesse processual o hospital ao ajuizar demanda no intuito de obter provimento
jurisdicional que determine à paciente que se submeta à transfusão de sangue.Não há necessidade de
intervenção judicial, pois o profissional de saúde tem o dever de, havendo iminente perigo de vida,
empreender todas as diligências necessárias ao tratamento da paciente, independentemente do
consentimento dela ou de seus familiares.Recurso desprovido. (Apelação Cível Nº 70020868162, Quinta
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Umberto Guaspari Sudbrack, Julgado em 22/08/2007)
Enunciado 403 JDC: O Direito à inviolabilidade de consciência e de crença, previsto
no art. 5º, VI, da Constituição Federal, aplica-se também à pessoa que se nega a
tratamento médico, inclusive transfusão de sangue, com ou sem risco de morte, em
razão do tratamento ou da falta dele, desde que observados os seguintes critérios:
a) capacidade civil plena, excluído o suprimento pelo representante ou assistente; b)
manifestação de vontade livre, consciente e informada; e c) oposição que diga
respeito exclusivamente à própria pessoa do declarante.
Roberta Queiroz
INTEGRIDADE PSÍQUICA HONRA / LIBERDADE / IMAGEM / VIDA PRIVADA / NOME 
1. IMAGEM 
"Pasmam subitamente os juízes deslumbrados
Leões, pelo calmo olhar de um domador, curvados
Nua e branca, de pé, patente à luz do dia
Todo o corpo ideal de Frinéia reluzia
Diante da multidão atônita e surpresa
No triunfo imortal da carne e da beleza".
Olavo Bilac
(caso Frineia por Hipérides) 
Exteriorização da personalidade
Individualização do sujeito IMAGEM – RETRATO / IMAGEM - VOZ / IMAGEM - ATRIBUTO
Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração 
da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de 
escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição 
ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser 
proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização 
que couber, 
se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou 
se se destinarem a fins comerciais. 
Mesmo sem violação de outro 
direito de personalidade –
interpretação conforme a CF. 
Súmula 403 do STJ:
Independe de prova do prejuízo a indenização pela 
publicação não autorizada de imagem de pessoa com fins 
econômicos ou comerciais.
Roberta Queiroz
DIREITO DE ARENA – transmissões esportivas –
imagem do atleta mesmo sem anuência expressa, por
ser inerente ao exercício da profissão.
Lei Pelé (Lei 9615/1998)
Art. 42. Pertence às entidades de prática desportiva o direito de arena,
consistente na prerrogativa exclusiva de negociar, autorizar ou proibir a captação,
a fixação, a emissão, a transmissão, a retransmissão ou a reprodução de imagens,
por qualquer meio ou processo, de espetáculo desportivo de que participem.
(Redação dada pela Lei nº 12.395, de 2011).
§ 1º Salvo convenção coletiva de trabalho em contrário, 5% (cinco por cento) da
receita proveniente da exploração de direitos desportivos audiovisuais serão
repassados aos sindicatos de atletas profissionais, e estes distribuirão, em partes
iguais, aos atletas profissionais participantes do espetáculo, como parcela de
natureza civil. (Redação dada pela Lei nº 12.395, de 2011).
Relativização direito de imagem 
En. JDC - 279 – A proteção à imagem deve ser ponderada com
outros interesses constitucionalmente tutelados,
especialmente em face do direito de amplo acesso à
informação e da liberdade de imprensa. Em caso de colisão,
levar-se-á em conta a notoriedade do retratado e dos fatos
abordados, bem como a veracidade destes e, ainda, as
características de sua utilização (comercial, informativa,
biográfica), privilegiando-se medidas que não restrinjam a
divulgação de informações
“O direito de imagem, no desporto, diz respeito à
representação do perfil social da pessoa”
“O direito de arena, por sua vez, é limitado a um grupo de
atletas que efetivamente tem sua imagem transmitida em
razão de sua participação nas partidas de futebol.
Conforme fixa a legislação, os participantes do evento têm
direito ao recebimento de 5% do valor negociado entre a
entidade de prática desportiva (clube, federação ou
confederação de futebol) e os canais de distribuição das
imagens do jogo (emissoras de televisão, rádio, internet,
etc.). ”
Ministro Alexandre Agra.
Roberta Queiroz
É possível que haja responsabilidade civil da
pessoa famosa que participe de publicidade de
determinado produto?
Caso: Maitê Proença e o anticoncepcional
Microvlar
A celebridade assume a posição de garante
perante o consumidor.
Paulo Jorge Scartezzini
"Responsabilidade civil. Direito à imagem. Sentença de procedência.
Recurso das partes. A dispensa de testemunha, que não tenha
conhecimento sobre os fatos da causa, não configura cerceamento de
defesa, estando na linha de condução do processo pelo julgador.
Agravo retido desprovido. Valoração do dano moral não especificada
nem delimitado ao menos um patamar mínimo. Falta de interesse em
recorrer da parte que formulou o pedido naqueles termos. Recurso da
autora, de que não se conhece. Campanha publicitária de reabilitação
de produto medicamentoso junto ao público feminino, por atriz,
mediante contrato com cláusula de caráter testemunhal a respeito de
seu relançamento sob outra apresentação. Novos incidentes com o
remédio, que acarretaram a suspensão da campanha. Dano moral à
imagem da autora, todavia, não configurado, porquanto a matéria se
reconduz ao plano dos direitos autorais, uma vez que cedeu ela o
direito à imagem e à utilização da voz na propaganda, em
contrapartida de remuneração. Por sua condição de atriz, leiga, não
estava vinculada a garantir propriedades do medicamento, que não
resultaram comprometidas, passando a faltar apenas uma cápsula em
cada cartela. Imagem dela, atriz famosa, ornada de atributos, que já
participou de campanhas e desfruta de prestígio junto ao público, que
não resultou afetada. Não lhe era exigível nem estava adstrita a garantir
a integridade do medicamento, mas a de anunciar que era relançado
sob diversa apresentação. Recurso da ré, no mérito, provido para
julgar-se improcedente a ação."
TJRJ – citado no acórdão do Resp 578.777
Roberta Queiroz
2. DIREITO À PRIVACIDADE 
Delimitação do tema depende de 
cultural local, tradições, costumes...
Vida pessoal da pessoa!
É o refúgio impenetrável pela coletividade, merecendo proteção.
Ou seja, é o direito de viver a sua própria vida em isolamento, não 
sendo submetido à publicidade que não provocou, nem desejou.
Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald
DIREITO À PRIVACIDADE 
INTIMIDADE
SEGREDO
sigilo
“O direito à vida privada posiciona-se como gênero ao qual
pertencem o direito à intimidade e o direito ao segredo. A vida
privada é esfera que concentra, em escala decrescente, outros
direitosrelativos à restrição de vida pessoal de cada um.”
Gilberto Haddad Jabur
Direitos que devem ser protegidos de outras pessoas, informações que 
dizem respeito somente ao titular.
Não divulgação de fatos da vida do titular.
Nem toda informação privada é íntima, embora toda intimidade seja
privada.
Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald
Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e
o juiz, a requerimento do interessado, adotará as
providências necessárias para impedir ou fazer cessar
ato contrário a esta norma.
Roberta Queiroz
3. DIREITO À HONRA 
Projeção social da respeitabilidade e estima 
conquistada pelo indivíduo no seu ambiente e na 
sociedade. 
Luiz Almeida
Reputação
Boa fama
Autoestima 
Respeitabilidade 
-----------------------------------------------------
Meio social; profissional; familiar; 
acadêmico...
Honra objetiva: aspectos relacionados a terceiros – Reputação; boa fama 
- externa
Honra subjetiva: valoração da pessoa sobre si mesma – Autoestima -
interna
Roberta Queiroz
INTEGRIDADE INTELECTUAL 
Proteção das criações 
intelectuais do indivíduo
“Neste aspecto é a proteção jurídica às
obras de inteligência do indivíduo”
Francisco Amaral
DIREITO AUTORAL
Lei 9610/98 – LEI DOS DIREITOS AUTORAIS
Objeto: criação
DIREITOS MORAIS DO AUTOR: personalíssima – não admite cessão – projeção da personalidade do autor – direito à
paternidade da obra (adquirido com a criação e não com registro - facultativo)
DIREITOS PATRIMONIAIS DO AUTOR: material – direito à exploração autoral, utilizar, fruir, dispor da obra – admite-se
transmissão
ECAD – músicas
Súmula 63 do STJ: são devidos direitos autorais pela retransmissão radiofônica de músicas em estabelecimentos comerciais.
Roberta Queiroz
NOME CIVIL Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o 
sobrenome.
NOME = PRENOME + SOBRENOME
PROTEÇÃO 
PSEUDÔNIMO 
Codinome ou heterônimo
Artigo 19. O pseudônimo adotado para 
atividades lícitas goza da proteção que se dá 
ao nome. 
Sílvio Santos – Senor Abravanel
Di Cavalcante – Emiliano de Albuquerque Melo
Garrincha - Manoel Francisco dos Santos
Pelé - Edson Arantes do Nascimento
Zico - Arthur Antunes Coimbra
Greta Garbo - Greta Lovisa Gustafsson
Lady Gaga - Stefani Joanne Angelina Germanotta
Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou 
representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja 
intenção difamatória.
Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial.
Etiqueta identificadora
LRP: Art. 52. São obrigados a fazer declaração de nascimento:
§1° O pai ou a mãe, isoladamente ou em conjunto, observado o disposto no § 2o do art. 54;
(Redação dada pela Lei nº 13.112, de 2015)
LRP: Art. 54. § 2o O nome do pai constante da Declaração de Nascido Vivo não constitui prova ou
presunção da paternidade, somente podendo ser lançado no registro de nascimento quando
verificado nos termos da legislação civil vigente. (Incluído pela Lei nº 12.662, de 2012)
Prenome: nome de batismo
Sobrenome ou nome patronímico: apelido
familiar ou patronímico
Agnome: aponta grau de parentesco
(Júnior, Neto...)
Hipocorístico: redução do nome original
(Beto, Chico )
LRP: Art. 55. Quando o declarante não indicar o nome completo, o oficial lançará adiante do prenome escolhido o
nome do pai, e na falta, o da mãe, se forem conhecidos e não o impedir a condição de ilegitimidade, salvo
reconhecimento no ato. Parágrafo único. Os oficiais do registro civil não registrarão prenomes suscetíveis de expor
ao ridículo os seus portadores. Quando os pais não se conformarem com a recusa do oficial, este submeterá por
escrito o caso, independente da cobrança de quaisquer emolumentos, à decisão do Juiz competente.
Roberta Queiroz
É POSSÍVEL ALTERAÇÃO DO NOME?
REGRA: INALTERABILIDADE RELATIVA – artigo 58
LRP
Alteração em casos excepcionais 
1. Expuser a pessoa ao ridículo;
2. Maioridade em prazo decadencial de 1 ano – LRP - Art. 56. O
interessado, no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil, poderá,
pessoalmente ou por procurador bastante, alterar o nome, desde que não prejudique
os apelidos de família, averbando-se a alteração que será publicada pela imprensa.
3. Houver erro gráfico;
4. Para inclusão de apelido notório, hipocorístico –
acréscimo de alcunha designativa;
5. Adoção
6. Uso prolongado de nome diverso;
7. Adaptação de tradução do nome em caso de língua
estrangeira;
8. Homonímia depreciativa;
9. Proteção a testemunha – LRP - artigo 58, Parágrafo único. A substituição
do prenome será ainda admitida em razão de fundada coação ou ameaça decorrente
da colaboração com a apuração de crime, por determinação, em sentença, de juiz
competente, ouvido o Ministério Público.
É POSSÍVEL ALTERAÇÃO DO SOBRENOME?
1. Adoção;
2. Casamento;
3. Divórcio ou nulidade de casamento;
4. Inclusão de sobrenome de ascendente – sobrenome 
avoengo;
5. União estável ou homoafetiva; 
6. Lei 11.924/09 – Lei Clodovil – autoriza acréscimo de 
sobrenome do padrasto ou madrasta pelo enteado(a)
ROL ADMITE INTERPRETAÇÃO
CIVIL. REGISTRO PÚBLICO. NOME CIVIL. PRENOME. RETIFICAÇÃO. POSSIBILIDADE.
MOTIVAÇÃO SUFICIENTE. PERMISSÃO LEGAL. LEI 6.015/1973, ART. 57. HERMENEUTICA.
EVOLUÇÃO DA DOUTRINA E DA JURISPRUDENCIA. RECURSO PROVIDO.
I - O NOME PODE SER MODIFICADO DESDE QUE MOTIVADAMENTE JUSTIFICADO. NO CASO,
ALEM DO ABANDONO PELO PAI, O AUTOR SEMPRE FOI CONHECIDO POR OUTRO
PATRONIMICO.
II - A JURISPRUDENCIA, COMO REGISTROU xxxxxx, AO BUSCAR A CORRETA INTELIGENCIA
DA LEI, AFINADA COM A "LOGICA DO RAZOAVEL", TEM SIDO SENSIVEL AO ENTENDIMENTO
DE QUE O QUE SE PRETENDE COM O NOME CIVIL E A REAL INDIVIDUALIZAÇÃO DA PESSOA
PERANTE A FAMÍLIA E A SOCIEDADE
Resp 66.643 - STJ
Roberta Queiroz
COMBATE AO BULLYING - lei 13.185/15
Artigo 1°: considera-se intimidação sistemática
(bullying) todo ato de violência física ou psicológica,
intencional e repetitivo que ocorre sem motivação
evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma
ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou
agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma
relação de desequilíbrio de poder entre as partes
envolvidas.
Artigo 2°: Caracteriza-se a intimidação sistemática
(bullying) quando há violência física ou psicológica em
atos de intimidação, humilhação ou discriminação e,
ainda:
I - ataques físicos;
II - insultos pessoais;
III - comentários sistemáticos e apelidos pejorativos;
IV - ameaças por quaisquer meios;
V - grafites depreciativos;
VI - expressões preconceituosas;
VII - isolamento social consciente e premeditado;
VIII - pilhérias.
Há intimidação sistemática na rede mundial de computadores
(cyberbullying), quando se usarem os instrumentos que lhe são
próprios para depreciar, incitar a violência, adulterar fotos e dados
pessoais com o intuito de criar meios de constrangimento psicossocial.
Artigo 3°: A intimidação sistemática (bullying) pode ser 
classificada, conforme as ações praticadas, como:
I - VERBAL: insultar, xingar e apelidar pejorativamente;
II - MORAL: difamar, caluniar, disseminar rumores;
III - SEXUAL: assediar, induzir e/ou abusar;
IV - SOCIAL: ignorar, isolar e excluir;
V - PSICOLÓGICA: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, 
dominar, manipular, chantagear e infernizar;
VI - FÍSICO: socar, chutar, bater;
VII - MATERIAL: furtar, roubar, destruir pertences de outrem;
VIII - VIRTUAL: depreciar, enviar mensagens intrusivas da 
intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que 
resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de 
constrangimento psicológico e social.
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato
constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação
do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato
constitutivo.
Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituiçãodas pessoas jurídicas de
direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no
registro.
Requisitos para 
criação: 
VONTADE HUMANA 
CRIADORA 
OBJETO LÍCITO
ATO CONSTITUTIVO
AQUISIÇÃO DA PERSONALIDADE PELA PESSOA JURÍDICA
ATO CONSTITUTIVO REGISTRO PERSONALIDADE
NATUREZA CONSTITUTIVA
REGISTRO
O registro deve conter os seguintes elementos: 
a denominação, os fins, a sede, o tempo de duração e o fundo social (quando houver); 
o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores e dos diretores; 
forma de administração e representação ativa e passiva, judicial e extrajudicial; 
possibilidade e modo de reforma do estatuto social; 
previsão da responsabilidade subsidiária dos sócios pelas obrigações sociais; 
condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio. 
Roberta Queiroz
REGISTRO DO ATO 
CONSTITUTIVO
CARTÓRIO DE REGISTRO DE 
PESSOA JURIDICA
JUNTA COMERCIAL 
ASSOCIAÇÕES E FUNDAÇÕES 
ESTATUTOS
SOCIEDADES SIMPLES
CONTRATO SOCIAL
SOCIEDADES EMPRESÁRIAS 
CONTRATO SOCIAL
COOPERATIVAS E SOCIEDADES 
ANÔNIMAS
ESTATUTOS
REGISTRO ESPECIAL PATIIDOS POLÍTICOS 
TSE
SINDICATOS 
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
Roberta Queiroz
ESPÉCIES DE PESSOA JURÍDICA – CÓDIGO CIVIL
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Pessoa Jurídica 
Pessoa Jurídica 
Direito Público 
Pessoa Jurídica
Direito Privado 
Interno Externo 
ADM D
ENTES 
POLÍTICOS
ADM I
ENTIDADE 
ADM
UNIÃO 
ESTADOS 
DF
MUNÍCIPIOS
AUTARQUIAS 
Associações 
Fundações 
Sociedades 
Organizações religiosas
Partidos políticos
Eireli
142 – Art. 44: Os partidos políticos, os sindicatos e as associações religiosas possuem natureza associativa, aplicando-lhes o Código Civil.
143 – Art. 44: A liberdade de funcionamento das organizações religiosas não afasta o controle de legalidade e legitimidade constitucional de
seu registro, nem a possibilidade de reexame pelo Judiciário da compatibilidade de seus atos com a lei e com seus estatutos.
144 – Art. 44: A relação das pessoas jurídicas de Direito Privado, constante do art. 44, incs. I a V, do Código Civil, não é exaustiva.
Roberta Queiroz
PRESENTAÇÃO
Por não poder atuar por si própria, a pessoa jurídica, como ente da criação da lei, deve ser presentada por uma pessoa natural,
exteriorizando sua vontade, nos atos judiciais ou extrajudiciais. O art. 47, CC, todos os atos negociais exercidos pelo presentante,
dentro dos limites de seus poderes estabelecidos no estatuto social, obrigam a pessoa jurídica, que deverá cumpri-los. Contudo,
se o presentante extrapolar estes poderes, responderá pessoalmente por este excesso.
Em regra essa pessoa é a indicada no ato constitutivo da Pessoa Jurídica. Na sua omissão, a presentação será exercida por seus diretores.
Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva, as decisões serão tomadas pela maioria dos votos, salvo se o ato constitutivo
dispuser de modo diverso (art. 48, CC).
Dispositivos relevantes: arts. 46, inciso V e 47 do CC e art. 12, incisos I e II (para as Pessoas Jurídicas de Direito Público) e inciso VI (para as
Pessoas Jurídicas de Direito Privado) do CPC.
Roberta Queiroz
PESSOA 
JURÍDICA PODE 
SOFRER DANO 
MORAL??
A posição que deve prevalecer no ordenamento jurídico brasileiro,
consolidada em diversos julgados (Resp 752.672/RS; AgRG no Resp
865.658/RJ), bem como na súmula 227 do STJ, bem como nos termos do
artigo 52 do CC.
Súmula: 227
A pessoa jurídica pode sofrer dano moral.
Enunciado 286 da IV JDC: Art. 52. Os direitos da personalidade são direitos inerentes e
essenciais à pessoa humana, decorrentes de sua dignidade, não sendo as pessoas
jurídicas titulares de tais direitos.
Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no 
que couber, a proteção dos direitos da 
personalidade.
A PESSOA JURÍDICA DE DIREITO 
PÚBLICO PODE SOFRER DANO 
MORAL?
A pessoa jurídica de direito público não tem direito à indenização por 
danos morais relacionados à violação da honra ou imagem.
Resp 1.258.389/PB
Roberta Queiroz
18
Associações Fundações
Roberta Queiroz
Associações Fundações
PJDPRIVADO – artigo 53 CC
Conjunto de pessoas
Fins não econômicos (termo impróprio – fins não 
lucrativos) - altruísticos, científicos, artísticos, 
beneficentes, religiosos, educativos, culturais, 
políticos, esportivos ou recreativos
Pode ter ou não fim social/ assistencial – entidade de 
interesse social 
CF garante a liberdade de associação para fins lícitos 
(direito positivo)
CF garante que ninguém é obrigado a manter-se 
associado (direito negativo)
Artigo 54 CC: Estatuto deve ter, sob pena de nulidade, os 
requisitos de admissão, demissão e exclusão de 
associado.
Associados tem direitos iguais
QUADRO: DIREITORIA E ASSEMBLEIA GERAL
Para dissolução, os bens remanescentes serão 
destinados à outra instituição similar prevista no 
estatuto ou, se omisso, para instituição pública.
Alteração do estatuto é livre e a aquisição de bens é livre
RE 201.819 
(expulsão do associado – artigo 57)
PJDPRIVADO – artigo 62 CC
Conjunto de bens
Fins não econômicos(termo impróprio – fins não 
lucrativos) 
Deve ter fim social
Podem ser privadas ou públicas
Elementos formadores: patrimônio + fim
Ato de dotação dos bens por escritura publica ou 
disposição de ultima vontade
Elaboração do Estatuto: direta ou fiduciária (tem prazo e 
se omisso 180 dias se não MP faz)
MP aprova o estatuto – indefere requerimentos de 
fundação com finalidade fútil ou voltada para 
interesse particular de pessoas
Extinção da fundação se o fim se tornar ilícito ou 
vencimento de prazo de sua existência 
QUADRO: CONSELHO DE CURADOR chamado 
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO OU CONSELHO 
SUPERIOR / DIRETORIA EXECUTIVA/ CONSELHO 
FISCAL (facultativo)
Alteração do Estatuto após oitiva do MP
Roberta Queiroz
24
PAUSA PARA LEITURA DO 
CÓDIGO CIVIL 
Roberta Queiroz
26
Roberta Queiroz
DESCONSIDERAÇÃO 
DA PERSONALIDADE 
JURÍDICA 
Termos usados: disregard of the legal
entity (desconsideração da pessoa
jurídica) ou disregard doctrine (doutrina
da desconsideração), outpiercing the
corporate veil (perfurando ou rasgando
o véu da corporação ou da
personalidade jurídica) outlifting the
corporate veil (levantando ou
desvelando o véu da corporação).
Origem: Inglaterra e EUA
Princípio da Continuidade da Empresa ≠ Despersonificação
Caso inglês do final do século XIX: Salomon x 
Salomon Company
Trata-se de uma doutrina que pretende o afastamento temporário da personalidade da pessoa jurídica com o
objetivo de atingir o patrimônio pessoal do sócio ou administrador que cometeu o ato abusivo.
O que é teoria “ultra vires societatis”?
Segundo esta teoria, de origem anglo-saxônica, regulada no Art. 1.015 CC, é nulo
o ato praticado pelo sócio que extrapole os poderes que lhe foram concedidos
pelo contrato social. Vale dizer, o ato praticado não vincula a sociedade.
CC-1916: não havia previsão
Rubens Requião defendia a existência na década de 60
CDC em 1990: primeira lei a prever a possibilidade de 
desconsideração da personalidade jurídica no Brasil (art. 28).
Lei nº 8.884/94 (antiga Lei Antitruste)
Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais):
Código Civil de 2002: art. 50.
Lei nº 12.529⁄2011: desconsideração em caso de infrações da 
ordem econômica (art. 34).
Roberta Queiroz
DOUTRINA POSITIVADA
ARTIGO 28 DO CDC
ARTIGO 50 CC
Desconsideração direta – responsabilidade dos sócios pelas dívidas da pessoa
jurídica.
Desconsideração inversa ou invertida – a responsabilidade da pessoa jurídica por
dívidas dos sócios e administradores. É admitida pela doutrina conforme
enunciado 283 da IV JDC, bem como no INFORMATIVO 440 do STJ.
Teorias definidas:
1. Teoria MAIOR: abuso da personalidade jurídica cometido pelo sócio administrador, como desvio de finalidade ou
confusão patrimonial + prejuízo ao credor (artigo 50 do CC) – requerida pelo interessado ou MP em ação judicial.
2. Teoria MENOR: mais fácil de ser aplicada, contenta-se simplesmente com a demonstração de insolvênciada pessoa
jurídica; o prejuízo ao credor – artigo 28 do CDC (REsp 744.107 SP). Também requerida pelo interessado ou MP em ação
judicial.
Roberta Queiroz
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CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL 
DO INCIDENTE DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA
Art. 133. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido da parte ou do Ministério Público,
quando lhe couber intervir no processo.
§ 1o O pedido de desconsideração da personalidade jurídica observará os pressupostos previstos em lei.
§ 2o Aplica-se o disposto neste Capítulo à hipótese de desconsideração inversa da personalidade jurídica.
Art. 134. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de conhecimento, no cumprimento de
sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial.
§ 1o A instauração do incidente será imediatamente comunicada ao distribuidor para as anotações devidas.
§ 2o Dispensa-se a instauração do incidente se a desconsideração da personalidade jurídica for requerida na petição inicial,
hipótese em que será citado o sócio ou a pessoa jurídica.
§ 3o A instauração do incidente suspenderá o processo, salvo na hipótese do § 2o.
§ 4o O requerimento deve demonstrar o preenchimento dos pressupostos legais específicos para desconsideração da
personalidade jurídica.
Art. 135. Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa jurídica será citado para manifestar-se e requerer as provas cabíveis no
prazo de 15 (quinze) dias.
Art. 136. Concluída a instrução, se necessária, o incidente será resolvido por decisão interlocutória.
Parágrafo único. Se a decisão for proferida pelo relator, cabe agravo interno.
Art. 137. Acolhido o pedido de desconsideração, a alienação ou a oneração de bens, havida em fraude de execução, será ineficaz
em relação ao requerente.
Roberta Queiroz
Enunciado 7: só se aplica a desconsideração da personalidade jurídica quando houver a prática de ato irregular e 
limitadamente aos administradores ou sócios que nela hajam incorrido.
Enunciado 51: quanto à desconsideração ficam mantidos os parâmetros existentes nos microssistemas legais e na
construção jurídica sobre o tema
Enunciado 146: nas relações civis interpretam-se restritivamente os parâmetros da desconsideração (desvio de finalidade
e confusão patrimonial). Devem ser provados por quem os alegar.
Enunciado 281: a aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica prescinde a demonstração de
insolvência da pessoa jurídica. Ou seja, não há necessidade de falência da pessoa jurídica.
Enunciado 282: o encerramento irregular das atividades da pessoa jurídica, por si só, não basta para caracterizar o abuso
de personalidade.
Súmula 435 do STJ: presume-se dissolvida irregularmente a empresa que deixar de funcionar
no seu domicílio sem comunicação aos órgãos competentes, legitimando o redirecionamento
da execução fiscal para o sócio-gerente”.
Roberta Queiroz
Enunciado 284: As pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos ou de fins não-econômicos estão abrangidas no
conceito de abuso da personalidade jurídica.
Enunciado 285: A teoria da desconsideração, prevista no art. 50 do Código Civil, pode ser invocada pela pessoa jurídica em 
seu favor.
Enunciado 470: O patrimônio da empresa individual de responsabilidade limitada
responderá pelas dívidas da pessoa jurídica, não se confundindo com o
patrimônio da pessoa natural que a constitui, sem prejuízo da aplicação do
instituto da desconsideração da personalidade jurídica.
Questões práticas processuais
1. Ao desconsiderar a personalidade jurídica haverá ampliação subjetiva passiva da demanda;
2. A medida de defesa dos sócios são por embargos à execução, por serem réus. (Flávio Tartuce); embargos de 
terceiros??
Roberta Queiroz
32
Roberta Queiroz
33
PESSOA JURÍDICA. NATUREZA FILANTRÓPICA. JUSTIÇA GRATUITA.
A Corte Especial, por maioria, conheceu dos embargos e lhes deu provimento, 
sufragando a tese de que, no caso das pessoas jurídicas sem fins lucrativos, de 
natureza filantrópica, benemerência etc., basta, como as pessoas físicas, a 
simples declaração da hipossuficiência coberta pela presunção juris tantum para 
a concessão da Justiça gratuita. EREsp 1.055.037-MG, Rel. Min. Hamilton 
Carvalhido, julgados em 15/4/2009 – INFO 390/STJ
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Roberta Queiroz
Art. 104. A validade do
negócio jurídico requer:
I - agente capaz;
II - objeto lícito, possível,
determinado ou determinável;
III - forma prescrita ou não
defesa em lei.
Roberta Queiroz
Art. 110. A manifestação de 
vontade subsiste ainda que o 
seu autor haja feito a reserva 
mental de não querer o que 
manifestou, salvo se dela o 
destinatário tinha 
conhecimento.
Art. 111. O silêncio importa 
anuência, quando as 
circunstâncias ou os usos o 
autorizarem, e não for 
necessária a declaração de 
vontade expressa.
Roberta Queiroz
Art. 104. A validade do
negócio jurídico requer:
I - agente capaz;
II - objeto lícito, possível,
determinado ou determinável;
III - forma prescrita ou não
defesa em lei.
Roberta Queiroz
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PRAZO CASO
1 ano I - a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no próprio estabelecimento, para o pagamento da hospedagem ou dos
alimentos;
II - a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o prazo:
a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que é citado para responder à ação de indenização proposta pelo terceiro
prejudicado, ou da data que a este indeniza, com a anuência do segurador;
b) quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão;
III - a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela percepção de emolumentos, custas e honorários;
IV - a pretensão contra os peritos, pela avaliação dos bens que entraram para a formação do capital de sociedade anônima, contado da publicação da ata da
assembléia que aprovar o laudo;
V - a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da
sociedade.
2 anos a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem.
3 anos I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos;
II - a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias;
III - a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações acessórias, pagáveis, em períodos não maiores de um ano, com capitalização ou sem ela;
IV - a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa;
V - a pretensão de reparação civil;
VI - a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, correndo o prazo da data em que foi deliberada a distribuição;
VII - a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei ou do estatuto, contado o prazo:
a) para os fundadores, da publicação dos atos constitutivos da sociedade anônima;
b) para os administradores, ou fiscais, da apresentação, aos sócios, do balanço referente ao exercício em que a violação tenha sido praticada, ou da reunião ou 
assembléia geral que dela deva tomar conhecimento;
c) para os liquidantes, da primeira assembléia semestral posterior à violação;
VIII - a pretensão para haver o pagamento de título de crédito, a contar do vencimento, ressalvadas as disposições de lei especial;IX - a pretensão do beneficiário contra o segurador, e a do terceiro prejudicado, no caso de seguro de responsabilidade civil obrigatório.
4 anos pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas.
5 anos I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular;
II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos 
serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato;
III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo.
Roberta Queiroz
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