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Cap 1. Com o mal ao meu lado.
A lei do pecado nos impulsiona a fazer aquilo que não glorifica a Deus. (Rm 7.21, 23, 24). O sacrifício de Cristo foi completo. Ele nos purificou dos nossos pecados e pagou o preço dele na cruz. Um preço que não poderíamos pagar. Nos libertou do domínio do pecado, da servidão dele onde antes éramos escravos. Porém o pecado continua em nossa natureza. Ele sempre estará lá até sermos Glorificados com Cristo.
Paulo mesmo buscando a Deus se via preso ao pecado. Ele afirma que ama a lei de Deus de todo o seu coração, porém, a lei do pecado o torna escravo. Somente Cristo pode nos libertar dessa escravidão e vencer essa batalha espiritual. (Rm 7.25). Por isso é importante vigiarmos e guardarmos nossa alma e também conhecer o pecado que habita em nós, assim lutando melhor contra ele, com a ajuda do Espírito Santo. Mesmo quando minhas intenções são boas, o pecado está ali, esperando para entrar e estragar tudo. É possível fazer a coisa certa da maneira errada se não estiver atento ao pecado.
Cap 2.	O longo abraço da lei.
O pecado pode fortemente se opor a nós quando buscarmos fazer cosas louváveis a Deus, e mais, o pecado nos oferece “recompensas” para nos seduzir ainda mais. 
Moisés enfrentou maus tratos por se negar a inclinar perante o pecado (Hb 11.24-26) enquanto o pecado oferecia a ele honras entre os egípcios, riqueza e tudo o que quisesse. Porém ele sabia o que fazer, temia a Deus e fugiu dos prazeres dessa vida. Devemos tomar nossa cruz, e não nos rendermos ao pecado, pois a recompensa não se mede pelo ato pecaminoso, mas sim pelos méritos que temos em Cristo e em Sua cruz. A aliança da graça nos faz entendermos o pecado e lutarmos contra ele, sabendo que Cristo já pagou seu preço.
O pecado está dentro de nós, é forte (como um rinoceronte) e faz morada em nós, por isso, devemos lutar diariamente contra ele, buscando integralmente mais a Deus de forma que não vacilemos e ele, estejamos sempre atentos e prontos para fugir ao pecado e nos apegar as coisas de Deus assim como Moisés fez, ao deixar as luxurias da vida e seguir Deus. Devemos nos lembrar que nenhuma riqueza no mundo se compara a Quem Deus é e o que Ele fez por nós. Quando pensamentos e julgamentos errados vierem a mente, devemos nos firmar em Deus, não importando o quanto que a carne faça o pecado parecer bom, o pecado é uma afronta contra Deus.
Cap3.	A casa mal-assombrada.
O pecado habita em nós e esconde muitas coisas horríveis em nossos corações, como em uma casa mal-assombrada, só que dentro de nós. Somos instáveis, inconstantes, murmuradores e fazemos coisas horríveis, também em pensamento e palavras que comprovam isso. Mesmo quando queremos buscar as coisas do alto, o mundo se põe a nossa frente e acabamos levados por ele. A fonte de tudo é o coração, a caverna escura em que o pecado vive e se esconde dentro de cada um. (Ec 9.3; Mt 15.19; Lc 6.45). Nele também estão os pensamentos, planos, escolhas, ações, desejos, sonhos, imaginação, o senso de certo e errado. Basicamente a mente, vontade, afeição e consciência, segundo a bíblia, compõe o coração. 
Todo salvo tem um novo coração, que faz o que agrada ao Senhor e deseja as coisas Dele. (Ef 4.24; 2Co 5.2). Contudo, a obra ainda não está completa (1 Jo3.2), caminha na estrada da santificação, mas ainda não é completamente santa. O pecado continua em nós, impulsionando desejos contrários a esse novo coração, assim, não podemos nunca nos render ou descansar, pois o pecado sempre está em nosso coração, mesmo que nossa vida com Deus esteja boa, ainda podemos cair em pecado, como no caso de Davi. Devemos buscar a Deus incansavelmente a todo momento, mesmo quando estamos cercados pelo pecado e ele domina nossa mente, pois somente o Espírito Santo para nos mostrar os pecados e intenções escondidas em nosso coração escuro e nos guardar santos e irrepreensíveis até Sua volta. (Sl 139.23, 24; 1Ts 5.23)
Cap 4.	Diferenças irreconciliáveis.
A carne é inimizade com Deus (Rm 8.7). É o oposto, é ódio, contrapõe quem Deus é! 
Se a carne é o oposto de Deus (santo x pecado), então os dois são irreconciliáveis. Não tem paz entre o que é santo e o que não é. Não existe comunhão entre luz e trevas. É impossível tal coisa. 
É necessário que o pecado morra, seja destruído, aniquilado, extinguido! Mesmo um cristão como Paulo precisava mortificar a carne diariamente (Rm 7.24)
A esperança se encontra na glorificação, quando teremos corpos glorificados e não mais pecaremos. Talvez a glória da eternidade, além da presença de Deus, seja a ausência do pecado. Viveremos eternamente glorificando a Deus, fazendo o que fomos criados a fazer, de forma infinita, e o pecado não estará lá para nos puxar para baixo, desanimar, desmotivar. Estaremos plenamente santos em uma natureza glorificada servindo inteiramente e santificadamente ao Senhor.
Até que Cristo volte, precisamos nos preparar para a guerra contra o pecado. Não é como um inimigo que se você dá o que ele deseja e o mesmo para de guerrear. Muito pelo contrário! Nossa luta contra o pecado deve ser constante e cautelosa, jamais procurando satisfazer os desejos da carne, pois é o mesmo que tentar apagar o fogo com gasolina. (Rm 13.14)
A carne não é somente nossa inimiga, mas inimiga de Deus. Ela se opõe a tudo que Deus é, faz e o que glorifica a Ele. Isso de certa forma deve nos deixar irados com essa carne, pois ela nos afasta do único que é Santo! Precisamos buscar a santidade (Hb 12.14) com todas as nossas forças. Meditar no que é o pecado e no que é a santidade de Deus e como isso nos afasta Dele, meditar no que a Bíblia nos diz sobre sermos santos, meditar no sacrifício de Cristo na cruz que nos possibilita isso deve aumentar muito nossa estima pela busca da santidade.
Cap. 5	Os truques do negócio.
“Fazer alguém acreditar que as coisas são diferentes do que realmente são, de modo que ele fara alguma coisa de que outra maneira jamais faria” – assim a carne atua em nós. ILUSÃO! A ilusão está presente desde o Édem. Eva viu que o fruto era bom, pois a serpente a havia seduzido, e depois adão, e assim é até hoje.
A carne fará de tudo para parecer que pecar é algo bom. Tentara nos convencer a fazer o que é errado e muitas vezes caímos nessas ciladas. (Tg 1.14-15). As vezes as consequências parecem ser menos duras do que de fato serão (omissão), ou o pecado em si parecerá inofensivo se comparado a outros, mas isso é uma das formas de atuação dela. Sabendo isso precisamos fugir do pecado, não flertar com ele ou ficar pensando muito sobre o que poderia ser ou não. 
A mente é arrastada dos deveres pelo pecado. As feições são atraídas e confundidas. O consentimento da vontade se torna pecaminoso. A vida começa a ser degenerada pelo modo de viver pecaminoso. E por fim, o sentimento de pecado não existe mais (incredulidade/não salvos.)
Por isso são tão necessárias as barreiras (criar barreiras), para que o pecado não avance em nenhum desses pontos. Quanto antes pararmos, podarmos o pecado, menos ele crescera e se desenvolvera em nós e continuaremos a ser guardados pelo Espírito Santo, irrepreensíveis. Assim como em uma corrente de peças de dominó em que se derruba a primeira peça e todas as outras vão sendo derrubadas à medida que a fileira é desfeita, é o pecado com nós. Não podemos derrubar a primeira peça achando que o estrago será pequeno, pois certamente existirão outras consequências a frente, e talvez mais e mais pecados.
Cap 6.	Sentindo fortes emoções.
As tentações do pecado podem ser muito fortes. Embora Deus não nos dará um fardo maior do que possamos suportar, o pecado pode ser muito astuto e pesado em determinados momentos de nossas vidas, como foi para José (Gn 39). Ele arriscou sua vida, mas não pecou. Tinha em mente a podridão do pecado e a graça e santidade de Deus, e buscou servir seu Senhor.
A mente é a sentinela da alma, por isso ela deve estar sã e de acordo com as leis de Deus, para que julguem corretamente o que agrada a Ele. A mente deve se fixar em Deus (2Co 5.14), em Sua graça e Seu favor, no amor que Ele tempor nós que nos impulsiona e nos estimula a mortificarmos o pecado. Deus é nossa fonte e inspiração para a luta contra o pecado. Mesmo quando sobrevier situações pesadas como o caso de José, nossa mente deve estar alicerçada em Deus para não fraquejarmos e, mediante a ajuda do Espírito, conseguirmos não pecar.
Afaste pensamentos que menosprezem a graça de Deus. A graça é algo muito caro, de valor inestimável. Pensamentos de quem “Deus já pagou meus pecados então posso fazer o que quiser” deve estar muito longe da mente de um cristão, pois menospreza toda a maravilhosa obra de Deus. Um entendimento correto sobre a graça leva a uma vida humilde e grata a Deus por tudo o que Ele faz, mesmo em meio a circunstancias difíceis, a graça nos sustenta, pois ela é maior que tudo. O pecado não é pior ou melhor porque creio nisso. Todo e qualquer pecado é suficiente para me condenar ao inferno, me afastar de Deus. Tendo em vista que o pecado é algo horrível e que nos mata pouco a pouco, mais se procurara a Deus como refúgio santo e mortificaremos o pecado. Quanto mais alta e extensa minha visão sobre o pecado, tanto mais será minha visão da graça.
Essa estratégia da carne pode aparecer muito sutil em nossas vidas, então, devemos sempre nos lembrar e meditar que a graça de Deus é para que tenhamos uma vida salva e santa, não para que se tenha uma vida de libertinagem e “tudo bem, você será perdoado”. Pensamentos são recorrentes em áreas de maior luta, onde sei que provavelmente irei cair.
Ao olhar para a cruz e meditar nela devo lembrar do sacrifício de Cristo, que somente Ele pode me libertar dos pecados escravizadores da carne. A cruz nos constrange pois é por causa de nosso pecado que ela existe. É por minha culpa que Cristo deu Sua vida lá. Devo entender meu pecado e a graça baseado em Cristo e sua Cruz, não em sentimentos ou no que acho melhor, pois até mesmo nisso a carne me iludirá.
Cap 7	Mente opressora.
Nosso trabalho é mortificar o pecado a cada dia, pois ele nos afasta de Deus e tira a glória que deve ser somente a Ele, a força com que executamos esse trabalho é o Espírito Santo e as ferramentas são meditação e oração particular. A carne também tentara resistir a essas ferramentas, como uma fera que está em uma cirurgia sem anestesia. 
Devemos meditar sobre Deus. Quem Ele é (santo, imutável, perfeito, misericordioso, amor, pacífico, gracioso, generoso, justo), o que Ele faz e o que Ele já fez por nós. (Sl 119; Is 43). Não uma meditação rápida ou impulsiva, mas uma meditação intencional, que nos esmeremos em refletir e aprender por meio da Palavra quem Ele é.
Orar, falar com Deus, se relacionar com Ele o tempo todo, em todas as circunstancias também é fundamental. Deus sabe de tudo o que precisamos, Ele é nosso Pai querido que cuida de nós e está pronto a nos oferecer aquilo de que necessitamos. Mas a oração também deve ser em gratidão, agradecendo por todas as coisas que Deus faz a nós como sustentar no seminário, nos dar amizades, momentos de descontração e etc.
A oração e a meditação sondam a alma, chegam a lugares de difícil acesso, lugares escuros dentro de nós que muitas vezes não temos conhecimento ou não queremos conhecer, que julgamos que é melhor deixar tudo do jeito que está (afinal aparentemente nada mudaria se tudo continuar como está) e nos constrange a sermos melhores pois Ele é melhor, pois Ele é nossa medida.
Se falta tempo para dedicar à piedade, então é necessário reavaliar as prioridades. Provavelmente existem coisas a mais que tomam nosso tempo que na verdade não levam a lugar algum, ou até são coisas louváveis, porém que não deviam ocupar tanto espaço na vida e que na verdade está ocupando o lugar de momentos de comunhão com o Senhor.
Apêndice.	Amando a Deus com toda a sua mente.
A mente, como já foi dito, é a sentinela da alma. É ela que deve avistar o perigo ao longe e armar as devidas medidas contraofensivas ao pecado, assim, ela deve ser bem treinada para identificar tais perigos, estar sóbria a discernir possíveis sinais de pecados e estar alicerçada em Deus. Também deve estar sempre alerta. Não existe descaso na guerra contra o pecado, e a mente precisa estar com os ensinos da Palavra, meditando constantemente sobre eles, olhando para eles como um mapa que sinaliza possíveis perigos e avaliar se eles estão a vista no horizonte. (Hb 5.14).
Devemos obediência a Deus em todas as áreas, aspectos e formas possíveis, embora tenha como se fazer o certo da maneira errada. 
É possível que coisas boas se tornem pecaminosas, se não forem feitas de acordo com as regras de Deus. Tem como os estudos glorificarem a Deus, mas existe como os estudos tomarem maior importância na vida que Deus e assim afasta-lo de Deus. Tudo o que fizermos necessita passar pelo crivo de Deus. Será que isso glorifica a Deus? Será que Deus se agrada disso? Jesus faria o mesmo? O que a bíblia nos ensina sobre determinada área? Será que se eu seguir meus planos estarei seguindo os planos de Deus? E se nada der certo, qual será minha reação? Será que eu me frustraria se as coisas não forem do jeito que eu quero? Tudo deve ser de acordo com o que Deus quer. Ele É o início de tudo (Gn 1.1).
Porém Deus não quer somente obediência. Deus procura obediência de coração, obediência sincera e constante, não meia boca, fazer por fazer, mas uma obediência completa, integral (Gl 2.20) e a maneira Dele.
Todo pecado é cometido contra Deus, um Deus santo, que abomina o pecado e nos ajuda contra ele, e justo, onde a pena para tal coisa é a morte eterna, o juízo de Deus, tormento, lagrimas, ranger de dentes, um lugar com tormentos absurdos que jamais terminarão. Meditar nisso é algo saldável contra o pecado, pois nos lembramos o que ele produz e o que merecemos por todo pecados que cometemos. O amor de Deus é imensurável. Diversos salmos exaltam a Deus nesse sentido. Nós devemos também refletir sobre o que é o amor de Deus, por meio de tudo que Ele fez e faz por cada um de nós. Seu amor vai muito além do que imaginamos, muito mais do que podemos esperar pois Ele é infinito, nós, porém, finitos.
Cap. 8	Fisgado.
Estamos em um mar. A carne é a pescadora e tenta nos fisgar, seduzir com iscas. A sedução começa em nossas mentes, quando deixamos pensamentos correrem soltos, sonhando com os prazeres da carne, com coisas que não glorificam a Deus. Pensar é diferente de fazer tais coisas, mas não significa que seja mais certo que de fato fazer, pois se estamos pensando em tias coisas já estamos violando barreiras e fazendo concessões em nosso coração, dando brecha para o pecado, baixando a guarda me meio a guerra. Muitas vezes sutilmente começamos a fazer isso e nem sequer percebemos no que estamos nos metendo. Imaginar essas ilusões e satisfações carnais é tão perigoso quanto realiza-las. Deus não nos dotou de intelecto e imaginação para que usássemos tais capacidades para isso, nossa mente não é um mundo virtual em que podemos viver livremente como se não existissem consequências nele. Esse não é o plano de Deus e não glorifica a Ele. Devemos cuidar de nossos pensamentos pois eles, além de não glorificarem a Deus e nos iludirem, deixam a desejar com que tornemos eles reais, pois se na imaginação tais coisas são prazerosas, então elas de fato devem ser no mundo real, e se já estou pensando nisso, porque não fazê-lo agora? 
É extremamente necessário protegermo-nos dessa sedução guardando nossa mente de tais pensamentos (Rm 13.14). Sabemos que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23), assim, quando avistamos as iscas da carne, por mais que estejam belamente enfeitadas, conseguimos ver, de uma forma ou de outra, o leve brilho prateado do anzol por baixo da plástica isca.
Devemos guardar nosso coração para não sermos seduzidos por iscas (Pv 4.23). Guardarmos o coração em Deus. Se nos gloriarmos em Deus e não no mundo as iscas parecerão cada vez mais de plástico, cada vez mais falsas. A verdade joga luz na escuridão mostrando suas falhas, sua podridão e seus enganos. O mundo já foi vencido e deve estar crucificado para nós (Gl 6.14) de formaque as doces e belas enganações mundanas devem cada vez mais parecer-nos horríveis e grotescas, pois nosso padrão de beleza, do que é certo e errado, do que glorifica ou não a Deus é o próprio Deus, não o que o mundo nos impõe. Nossa glorificação deve ser em Cristo e Sua cruz e em nada mais. Deus tem que ser o centro do nosso pensamento. Ao invés de ficar maquinando a concepção de pecados, no que poderia ser, em como tal coisa parece agradável, a mente do cristão deve se ocupar com o pensamento do alto, de Deus, buscar o que agrada a Ele (Ef 5.10).
Ao exercitarmos a oração contínua na vida estaremos com o pensamento nas coisas de Deus. A oração nos exercita na piedade, nos lembra que Deus está o tempo todo conosco, nos ouve e nos ajuda. A oração nos relaciona com o Pai por meio do Filho de forma nossa alma se apazigua e encontra consolo em meio ao agito do mar. “A oração é refrigério para a alma do cristão” – João Calvino.
O coração deve estar sempre nas coisas celestiais e não nas coisas terrenas. O mundo já não tem mais poder escravizador sobre nós. Fomos salvos e resgatados do império das trevas para a maravilhosa luz de Deus. Somos peregrinos nesse mundo aguardando Cristo nos levar para casa.
Cap. 9	Concepção maculada.
A carne acaba por deturpar nossos sentidos de forma que nossa consciência seja cauterizada, ou aplacada. As Escrituras começam a parecer arcaicas e antigas demais para nos dizer respeito. Um versículo fora de seu contexto parece nos consolar e nos motivar a pecarmos mais, uma vez que Cristo já aplacou a ira de Deus e pagou por nossos pecados. Se a história de um homem perverso aparece na Palavra de Deus então Ele já sabe que iremos pecar de qualquer forma, talvez até podendo seguir o exemplo do pecado de determinado personagem, aliás, Deus perdoou ele... Ou então determinado pecado pode parecer menos grave do que realmente é, até mesmo comparado com pecados maiores que podemos ver serem citados na Bíblia. Ele é errado, porém não é algo tão errado assim, é algo até bom dependendo de como se olha para ele...
Com erros sutis vamos concebendo o pecado em nós, o padrão de certo e errado acaba sendo minimizado gradativamente dando grandes brechas na santidade. Para pecar basta ignorarmos as medidas divinas e todas as advertências Dele sobre o pecado, pois nossa natureza já é pecaminosa, estamos no pecado, vamos pecar até o dia em que formos glorificados em Cristo. Porém o único que pode nos ajudar é o Espírito Santo. Ele está conosco o tempo todo na luta contra o pecado. Deus não nos permitirá situações mais pesadas do que podemos suportar, sempre nos dando meios de escapar, fugir, suportar o pecado e não cair nele (1Co 10.13).
Deus nos adverte sobre os perigos do pecado, das consequências dele e seus frutos, para que fujamos disso. Da mesma forma que quando um médico te adverte de uma enfermidade que você tem, a descreve e explica o que ela faz, quais sintomas e reações, prescreve medicamentos e tudo o mais, ele o faz para o bem do paciente. Deus nos mostra o que o pecado é para que entendamos seus danos em nossas vidas e também a nossa comunhão com Ele. Mas Deus não somente prescreve o medicamento como o providencia. A morte de Cristo é o remédio único e eficaz contra o pecado. Cristo nos dá o antidoto e o Espírito Santo o aplica em nós.
Estudar a Bíblia é de grande proveito e de enorme ajuda. Quanto mais certos estivermos a respeito do que a Bíblia nos ensina, menos cairemos nessas armadilhas. Devocional diária também é de grande proveito, uma vez que estamos nos relacionando com o Criador. Toda a prática que conduz a piedade é bem-vinda na batalha contra o pecado, principalmente quando a carne procura distorcer nossa concepção das coisas. Mais do que como um óculos de visão noturna em um quarto escuro, essas práticas são como verdadeira luz em meio a escuridão, iluminando toda sorte de falhas e erros que as vezes nos ficam um pouco encobertos pela carne, da mesma forma como uma isca no anzol. A carne nos quer puxar e manter nas trevas a todo custo. Somente Deus pode nos ajudar eficazmente nessa luta, pois em todo tempo recebemos esses ataques e muitas das vezes nem percebemos que estamos sendo levemente tragado pelas trevas. É nesse momento em que nosso conhecimento acerca da Bíblia e Deus entrará em vigor, onde o Espírito Santo iluminará nossa mente com a verdade, expondo as armadilhas que poderíamos cair (Sl 119.105).
Cap. 10 Deslizando sem controle.
O amor de Deus é muito mais do que podemos imaginar. Suas misericórdias se renovam a cada dia, seu amor se mostra cada vez mais específico e indizível uma vez que a cada dia Deus continua a nos surpreender magnificamente com bênçãos sobre bênçãos. O amor de Deus é suficiente para acabar com a carne. Quando conhecemos melhor a Deus e Seu amor por nós, consequentemente amamos a Ele. A santidade de Deus constrange nosso pecado e nossa mente, pois não merecemos tamanha graça, e tudo isso nos leva a ama-Lo imensamente.
Esse imenso amor deve nos prender a Cristo, assim como os apóstolos que permaneceram com Cristo quando outros o abandonaram (Jo 6.68). O que vale os prazeres e confortos do mundo quando se conhece a verdade e tudo aquilo de que se precisa para viver? Qual o sentido de continuar apegado ás coisas do mundo quando se conhece as coisas do céu? Cristo é suficiente para nós, somente Ele pode nos libertar e proporcionar aquilo de que nossas almas almejam. 
Porém a carne também luta contra isso. Ela busca tirar Deus do nosso foco, porém é sutil como a Serpente (Se come um elefante um bocado de cada vez), fazendo leves mudanças em nossa forma de pensar, em nossas avaliações sobre o pecado ou mudando a motivação daquilo que estamos fazendo. É possível estudar muito a Bíblia, ler livros teológicos, ser muito inteligente, e a carne fazer com que todo esse conhecimento a respeito de Deus não desça ao coração, não promova uma mudança prática na vida da pessoa. A carne também colocará você na frente de Deus. Nosso ego nos persegue desde a queda do homem, todo pecado visa tirar a glória que deve ser somente dada a Deus e atribuí-la a si mesmo, como alguém cantando louvores a Deus de forma fervorosa, porém, pensando se as pessoas irão reparar na “espiritualidade” dele, ou até mesmo em uma mentira contada para que a pessoa se favoreça de alguma forma. O que importa não é o que as pessoas verão ou pensarão (salvo situações de preservação da imagem pessoal), mas o que Deus vê no coração de cada um. O importante não é o que nós achamos, mas o que Deus acha, ou seja, o que Deus diz que é a verdade.
Precisamos ter comunhão intensa com Deus. “Duas pessoas que se amam, mas que nunca falam uma com a outra, não são duas pessoas que se amam”. Se dizemos que amamos a Deus precisamos conversar com Ele. Também podemos pedir para que Ele nos ajude contra os deslizes que a carne tenta nos derrubar, como nosso ego. Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes (Tg 4.6), Deus quer que sejamos humildes em reconhecer também nossos pecados e irá nos ajudar em todas as batalhas e nos lembrar do primeiro amor.
Meditar em textos como Ap 2.4-5 podem ser de grande ajuda quando nos esquecermos ou nos afastarmos do amor de Deus. Seu amor deve estar sempre vivo e ardente em nossos corações, assim como o treinamento de um soldado é essencial para suas batalhas na guerra.
Cap. 11 Um transplante de medula
Como já foi dito, Deus concede graça aos humildes (Tg 4.6). Deus tem prazer em nossa humilhação. Não uma humilhação de lixamento da pessoa, mas uma humilhação de reconhecermos nosso devido lugar, reconhecer quem de fato somos, atribuirmos a medida certa a nós mesmos (Rm 12.3) onde estaremos anestesiando a carne e mortificando o ego.
Deus é infinitamente santo e majestoso, enquanto nós somos pecadores e falhos. A Bíblia nos conta de homens que viram ou sentiram de algum modo a presença do Senhor (Is 6.1-6; Jó 42.6; Hb 3.16) e ficaram arrasados e temerosos. Deus é muito mais do que podemos suportar. Nossa natureza pecaminosa e falha não suporta a santidade,perfeição, majestade e glória de Deus. Podemos encontrar esses atributos Divinos meditando e estudando mais a Palavra em textos como Rm 11.34-35; Pv 30.2-4, que exaltam a Deus. 
Mesmo tendo o cânon das Escrituras completo, a obra de Cristo já consumada, diversas profecias cumpridas, testemunhos Bíblicos da glória de Dele e Seus feitos, ainda assim temos uma visão incompleta acerca de Deus. Iremos conhece-lo em Sua completude somente quando formos glorificados em Cristo, na vida eterna ao lado Dele.
Nossa mente não pode compreende-lo inteiramente, pois mal compreendemos nosso mundo ao redor, quanto mais seu Criador. A ciência busca essa compreensão do nosso redor, porém se mostra falha nessa tarefa. Não se pode conhecer por completo uma casa sem se conhecer o arquiteto. Não se pode compreender completamente o funcionamento de um carro sem se conhecer o designer e o engenheiro que o projetaram. O máximo que pode se chegar é em algumas deduções e poucas afirmações, pois o observador não é o detentor de todo conhecimento do objeto observado, ele apenas aprenderá o que o Criador quiser que ele aprenda observando Sua obra.
Deus é muito mais que nós podemos processar. A única forma de conhecermos Ele verdadeiramente é se Ele quiser nos ensinar através do Santo Espírito. Meditar em tudo isso quebra nosso coração e transborda nossa mente nos levando de joelhos ao Único detentor de toda a verdade, de todo o conhecimento, de todo o amor, de toda a misericórdia, de toda a graça. O Único verdadeiramente santo e poderoso contra O qual nada pode contra. O próprio Ser de Deus nos constrange e nos humilha, pois que somos nós? (Rm 11.34-35). A carne não pode resistir a Ele.
Cap. 12 Paz difícil
Deus nos proporciona Sua paz em momentos difíceis em que precisamos de refrigério e consolo (Sl 23). Ele nos proporciona sossego dessa vida agitada de intrigas, brigas, depravação e pecados. A paz de Deus excede todo o entendimento e é algo que nós do podemos glorificar a Ele por tamanha dádiva que o Senhor nos dá, pois não merecemos nada e até a paz nesse mundo Deus nos dá. 
A carne procurará nos iludir com uma falsa paz, uma paz que nós mesmos produzimos. Uma ilusão e distorção de conceitos a respeito de quem Deus é, visando somente nos consolar de forma errada e pecaminosa. Essa paz não produz em nós aversão ao pecado, ela não nos constrange pelo que fazemos de errado, mas nos consola pela bondade de Deus. Não buscamos corrigir o erro mas aceita-lo, afinal, somos falhos, pecadores e Cristo já morreu por nossos pecados. A paz de Deus nos constrange e causa repulsa, aversão ao pecado, ao mesmo tempo sabemos que somos filhos Dele, já fomos perdoados, mas não para vivermos como quisermos, mas para vivermos em santidade e glória a Deus. O consolo divino nos ajudará contra os desânimos e as difíceis tentações que o pecado nos impõe, nos erguendo rugo à santidade. A paz de Deus muda a vida para melhor, não nos encobrindo de pecados, mas com a tranquilidade de saber que Deus nos ama e está conosco mesmo quando caímos, não para que continuemos no chão, mas para levantarmos e seguirmos em frente com Ele. (1Ts 5.23)
Cap. 13 Fé letal
A fé é a certeza daquilo que não vemos (Hb 1.1). Nós conhecemos a Deus por meio da fé, somos salvos por meio da fé e devemos viver pela fé. A fé é a única coisa que destrói a carne, porque é Deus quem fará isso, não somente nós ou por nossas próprias forças. Pela fé devemos encher nossa mete com pensamentos do alto, nos lembrarmos que nossa fé é sustentada pelo sacrifício do filho de Deus. O coração do cristianismo reside nisso. Não podemos ser libertos da carne por nós mesmos, antes somente pela fé. A graça de Deus é suficiente para produzir em nós toda sorte de boas obras segundo a vontade Dele
Quando caímos Deus nos dá o arrependimento (At 5.31). O arrependimento deve ser verdadeiro e genuíno reconhecendo o que é o pecado, causando em nós verdadeiro constrangimento. Deus se agrada com corações contritos. Ser irrepreensível não é ser perfeito, mas reconhecer seus erros e buscar corrigi-los. Portanto, nas horas em que precisarmos de ajuda temos como nos recorrer a Cristo, nosso salvador, que pela fé nos ajudará (Hb 4.15-16).
O Espírito, por Sua vez, convencerá nosso coração do pecado que cometemos, expondo-o a luz, claramente. É o Espírito quem mortifica o pecado em nós (Rm 8.13), Ele que nos ensina sobre Cristo (1Co 2.8-10), acalma nosso coração (2Co 1.21-22), fixa a cruz em nosso coração. Graças a Deus que a obra de santificação é de Deus, matar a carne é dever nosso, mas obra Dele. (Ef 3.16-19). 
Assim podemos descansar na paz de Deus de que a obra continuará a ser efetuada em nós e continuarmos sempre vigilantes contra as ciladas da carne através de oração, meditação, estudo, quebrantamento, reconhecimento e fé em um Deus tão maravilhoso que suporta Seus filhos tão amavelmente e nos ajuda com tantos recursos para sermos a imagem do Filhos santo e unigênito Dele.

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