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Maria Vitória Videira São João 
 
→ as estruturas do SNC são muito relacionadas 
anatômica e funcionalmente, por exemplo, o 
hipotálamo controla as ações da hipófise 
→ formada por tecido epitelial – o hipotálamo produz 
e secreta hormônios que integare com receptores 
presentes na adeno-hipófise, a estimulando a 
produzir e secretar seus próprios hormônios, que 
interagirão com receptores nas células-alvo 
 Principais hormônios 
 
→ formada por tecido neural – neurônios 
hipotalâmicos projetam axônios sobre a neuro-
hipófise, de modo que esta secreta hormônios 
produzidos pelo hipotálamo (neuro-hipófise não 
produz hormônios!) 
→ a vasopressina é um hormônio presente na neuro-
hipófise, nos corpos de herring, isso significa que eles 
são produzidos pelo hipotálamo, uma vez que a neuro 
hipófise apenas armazena-os 
→ esses hormônios que chegam na neuro-hipófise 
através de projeções dos axônios, são armazenados 
em vesículas sinápticas próximas das terminações 
nervosas desses neurônios. quando há o estímulo, 
ocorre a exocitose das vesículas e liberação dos 
hormônios que foram sintetizados pelos corpos 
celulares hipotalâmicos 
 Função 
→ a vasopressina também é chamada de hormônio 
antidiurético e sua principal função é regular a 
osmolalidade dos líquidos corporais. para isso ela age 
sobre as células principais nos ductos coletores renais, 
aumentando a expressão de aquaporinas na 
membrana apical dessas células e promove o 
aumento na reabsorção de água, diminuindo a 
excreção da mesma 
Outras funções fora do sistema renal 
→ sistema cardiovascular - vasoconstrição 
→ controle da secreção de ACTH pela adeno-hipófise 
→ SNC - frequência cardíaca, PA, frequência 
respiratória e padrões do sono 
→ controle da produção de fatores da coagulação 
→ ação sobre agregação plaquetária 
 Receptores da vasopressina 
Receptores V1 (V1a e V1b) 
→ são acopladps à proteína Gq 
→ a vasopressina se liga ao receptor de membrana 
(V1) e isso permite com que a proteína G se aproxime 
do receptor 
→ essa aproximação permite a subunidade alfa trocar 
GDP por GTP, aumentando sua estimulação 
energética, se deslocando das outras subunidades e 
“caminha” pela membrana para procurar a proteína 
efetora (fosfolipase C) 
→ a fosfolipase C promove a degradação do PIP2 em 
DAG e IP3 
→ o DAG promove a ativação de proteínas quinases C 
(PKC), e o IP3 vai nas reservas de cálcio da célula do 
reticulo sarcoplasmático e irá liberá-lo para o 
citoplasma, ficando na forma de cálcio livre e 
promovendo a ativação de proteínas que resulta no 
efeito biológico 
 
Efeitos biológicos – não renais 
→ vasoconstrição 
→ glicogenólise 
→ agregação plaquetária 
→ liberação de ACTH 
Efeitos biológicos – renais 
→ aumenta a contração de musculatura lisa nos vasos 
retos e arteríolas eferentes 
→ diminui fluxo sanguíneo para a medula renal 
→ aumenta a síntese de prostaglandinas e diminui o 
fluxo de água nas células principais dos ductos 
Farmacologia 
“O vai e vem do SUS” 
 
Maria Vitória Videira São João 
 
coletores - contrabalanceando a atividade 
antidiurética mediada pelos receptores v2 
Receptores V2 
→ são acoplados a proteína Gs estimulatória 
→ estão presentes nas células principais dos ductos 
coletores, das células endoteliais vasculares e das 
células epiteliais do ramo espesso ascendente 
→ o ADH interage com o receptor transmembrana e 
se liga a ele 
→ essa ligação permite que a proteína G seja 
estimulada a chegar perto do complexo 
→ quando o complexo se aproxima do receptor, a 
subunidade alfa é estimulada a trocar um GDP por 
GTP ficando mais estimulada energeticamente, se 
deslocando das outras subunidades e se movimenta 
pela membrana, procurando sua proteína efetora 
(adenilil- ciclase) 
→ a adenilil-ciclase produz AMPcíclico, promovendo a 
ativação de cascatas de enzimas quinases, 
aumentando a expressão de aquaporinas na 
membrana 
 
Efeito biológico – renais 
→ aumento na expressão de aquaporinas na 
membrana dessas células - isso ocorre através de 
exocitose. A aquaporina é permeável à água, 
aumentando a captação de água 
→ aumento no transporte de ureia nos ductos 
coletores 
→ aumento da excreção de sódio no ramo espesso 
ascendente da alça de henle e nos ductos coletores 
→ é produzida pelos corpos celulares de neurônios 
magnocelulares, localizados nos núcleos supraóptico 
e paraventricular do hipotálamo 
→ a vasopressina também é sintetizada pelo coração 
(o estresse elevado da parede aumenta a síntese de 
vasopressina podendo contribuir para o 
comprometimento do relaxamento ventricular e da 
vasoconstrição coronariana) e pela glândula 
suprarrenal (estimula a secreção de catecolaminas e 
de aldosterona) 
 Pré-pró-hormônio 
→ a vasopressina é sintetizada como pré-pró-
hormonio AVP (humano), inicia-se nos corpos 
celulares do hipotálamo e posteriormente são 
secretados nos terminais axonais localizados na 
neuro-hipófise e armazenados em vesículas 
→ quando há estimulação da secreção de 
vasopressina, ocorre uma série de reações 
enzimáticas que divide esse pré-pró-hormônio em 
seus domínios 
-> vasopressina 
-> vasopressina-glicopeptídeo 
-> vasopressina-neurofisina 
→ o pré-pró-hormônio perde o peptídeo sinalizador 
transformando-se em pró-hormônio, o qual é 
empacotado em vesículas do complexo de golgi, para 
posteriormente ser transportado do corpo celular do 
neurônio para as terminações nervosas 
→ os domínios são separados e constantemente 
reutilizados na síntese de vasopressina, visto que não 
são liberados nas correntes sanguíneas 
 Estimulação 
→ vincristina 
→ antidepressivos tricíclicos 
→ adrenalina 
→ lítio 
→ nicotina 
→ altas doses de morfina 
 Inibição 
→ fenitoína 
→ baixas doses de morfina 
→ carmazepina 
→ etanol 
→ vasopressina sintética – solução aquosa disponível 
para administração E.V., S.C., I.M., intranasa 
→ desmopressina – solução aquosa disponível para 
administração E.V., S.C., intranasal e compromidos de 
uso oral 
→ representantes – tolvaptana (seletivo para V2) e 
conivaptana (não-seletivo) 
→ usos clínicos – hiponatremia e insuficiência 
cardíaca aguda. 
Ligadas por meio de um sinal 
de processamento ARG 
 
Maria Vitória Videira São João 
 
→ tem o funcionamento análago a vasopressina, 
porém é seletivo para receptores V2, ou seja, não 
causa efeitos gerados por ligação em V1 
→ são acoplados a proteína Gs estimulatória 
→ estão presentes nas células principais dos ductos 
coletores, das células endoteliais vasculares e das 
células epiteliais do ramo espesso ascendente 
→ o ADH interage com o receptor transmembrana e 
se liga a ele 
→ essa ligação permite que a proteína G seja 
estimulada a chegar perto do complexo 
→ quando o complexo se aproxima do receptor, a 
subunidade alfa é estimulada a trocar um GDP por 
GTP ficando mais estimulada energeticamente, se 
deslocando das outras subunidades e se movimenta 
pela membrana, procurando sua proteína efetora 
(adenilil- ciclase) 
→ a adenilil-ciclase produz AMPcíclico, promovendo a 
ativação de cascatas de enzimas quinases, 
aumentando a expressão de aquaporinas na 
membrana 
 Absorção 
→ absorção rápida, com alta biodisponibilidade – 
precisam ser ativadas por ação da enzima tripsina 
 Distribuição 
→ boa para a maioria dos tecidos 
 Metabolização 
→ hepática e renal – sofre inativação por enzimas 
peptidases 
 Eliminação 
→ t1/2 vasopressina = 17 a 35 minutos 
→ t1/2 desmopressina = 1 a 3,5 h 
 Efeitos adversos 
→ relacionados ao receptor V1 (vasoconstrição – 
atenção à pacientes com doenças cardiovasculares) 
→ relacionadas ao receptor V2 (intoxicação por 
excesso de água)

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