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Lesão Celular Reversível � ISQUEMIA: perda do suprimento sanguíneo: falta de oxigênio e nutrientes. � HIPÓXIA: falta de oxigênio - Ambos agentes agressores diminuem a geração de ATP: � Diminuem a atividade da bomba de Na+/K+: leva ao acúmulo de Na+ intracelular com difusão de K+ para fora da célula; � O ganho final de sódio resulta na entrada de água na tentativa de equilibrar o potencial hidroeletrolítico celular; � Metabolismo energético celular é alterado: cessa a fosforilação oxidativa e as células dependem da glicólise (respiração anaeróbica) para produção de energia; � O aumento na concentração de AMP ativa a fosfofrutoquinase, iniciando a glicólise anaeróbica; � Diminui o pH celular: acúmulo de ácido lático: ocorre condensação da cromatina nuclear e desnaturação de proteínas intracelulares; � Isso não ocorre na isquemia devido a falta de nutrientes: a lesão celular torna-se então mais rápida do que na condição de hipóxia; � Ruptura estrutural do aparelho de síntese protéica: o acúmulo de água provoca desprendimento dos ribossomos do RER e dissociação dos polissomos; � Ocorre redução da síntese de proteínas; � Manifestam-se as conseqüências funcionais; � Se o oxigênio for restaurado, todas essas perturbações são reversíveis. Lesão Celular Reversível �� DEGENERADEGENERAÇÇÃO HIDRÃO HIDRÓÓPICA OU TUMEFAPICA OU TUMEFAÇÇÃO ÃO CELULARCELULAR � Alteração hidrópica, edema celular ou degeneração vacuolar � É a primeira manifestação de quase todas as formas de lesão celular; � É uma lesão reversível que se caracteriza pelo acúmulo de água no citoplasma da célula que se torna volumoso. � Macroscopia: � Perda do brilho ou palidez: compressão dos capilares e sinusóides; � Aumento de volume e peso: pelo acúmulo de água. � Microscopia: � Células tumefeitas com vacúolos pequenos e claros e pequenas granulações eosinofílicas no citoplasma; � Anisocitose: células de diferentes tamanhos. � Ultra-estrutura: � Retículo endoplasmático e complexo de Golgi com membranas distendidas pelo acúmulo de água; � Ribossomos dispersos no citoplasma e perda da basofilia; � Membrana plasmática distorcida; � Mitocôndrias com volume aumentado (inchamento de baixa amplitude); � Núcleo com cromatina condensada – basofilia aumentada. Lesão Celular Irreversível MORTE CELULAR MORTE CELULAR –– O PONTO SEM RETORNOO PONTO SEM RETORNO � Após retirado o estímulo agressor, não se consegue mais resgatar a célula lesada. � Em que estágio a célula de fato morre? � Qual o evento bioquímico fundamental (o golpe fatal) responsável pelo ponto sem retorno? �� Incapacidade de reverter a funIncapacidade de reverter a funçção mitocondrial: lesão ão mitocondrial: lesão mitocondrial irreversmitocondrial irreversíível vel �� depledepleçção total de ATPão total de ATP � Fosfolipases são ativadas pelo Ca++ citosólico; � Danos diretos a mitocôndria por toxinas bacterianas, virais, fúngicas ou agentes químicos: cianeto; � Estresse oxidativo – geração de radicais livres �� PerturbaPerturbaçções profundas na funões profundas na funçção da membrana ão da membrana plasmplasmááticatica � Ativação de fosfolipases pelo Ca++, estresse oxidativo; � Danos diretos a membrana plasmática: ruptura por agentes físicos (traumatismo mecânico, queimadura), toxinas bacterianas, virais, fúngicas, componentes do sistema imunológico (fatores do sistema complemento, leucócitos). Caso não ocorra danos diretos às membranas celulares ou a ação importante de radicais livres, o evento marcante da morte celular é a PERDA DA HOMEOSTASIA DO CÁLCIO. Perda da Homeostasia do Cálcio �� Em condiEm condiçções homeostões homeostááticas:ticas: � O cálcio livre no citossol é mantido em concentrações baixíssimas em comparação com os níveis extracelulares. � A maior parte do cálcio intracelular está seqüestrado nas membranas mitocondriais e no RE. � Os gradientes de cálcio são modulados pelos canais de cálcio: Ca++/Mg++/ATPase – dependentes de energia; associados a membrana plasmática. � A diminuição do ATP eleva o cálcio citosólico. � A capacidade das mitocôndrias e do RE em seqüestrar o Ca++ é limitada. � Quando a homeostasia celular é comprometida: � A falta de ATP provoca elevações continuadas de cálcio citoplasmático. � O limite de captação de cálcio pelas membranas é vencido e o Ca++ fica livre no citoplasma. � O aumento do cálcio livre resulta em aumentos inespecíficos da permeabilidade da membrana plasmática resultando em perda continuada de metabólitos celulares, proteínas, enzimas, coenzimas e ácido ribonucléico através da membrana. � Ocorre mais entrada de água, com tumefação profunda das organelas celulares: mitocôndrias, lisossomos Perda da Homeostasia do Cálcio �� O influxo maciO influxo maciçço de co de cáálcio ativa enzimas celulares:lcio ativa enzimas celulares: � Fosfolipases: digestão de membranas – PONTO DE MORTE CELULAR; � Proteases: degradação de proteínas celulares e do citoesqueleto celular; � ATPases: aceleram a depleção de ATP; � Endonucleases: degradação da cromatina. � Os lisossomos tumefeitos e com permeabilidade aumentada perdem suas enzimas – hidrolases hidrolases áácidascidas – para o citoplasma sendo ativadas pelo pH ativadas pelo pH áácidocido: ocorre digestão dos componentes celulares. � RNAses � DNAses � Proteases � Fosfatases � Glicosidases � A degradação do citoesqueleto pelas proteases: Ruptura da célula � Figuras de mielina: Restos amorfos de membrana plasmática A hipA hipóóxia afeta a respiraxia afeta a respiraçção celular e assim, afeta a ão celular e assim, afeta a ssííntese de suprimentos vitais de ATP. ntese de suprimentos vitais de ATP. A lesão a membrana plasmA lesão a membrana plasmáática tica éé crucial para o crucial para o desenvolvimento da lesão celular letal e, o cdesenvolvimento da lesão celular letal e, o cáálcio lcio desenvolve um papel chave nas alteradesenvolve um papel chave nas alteraçções bioquões bioquíímicas e micas e morfolmorfolóógicas que levam a morte celular.gicas que levam a morte celular.