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Fluido terapia e desidratação
 
Objetivo 
O objetivo da fluido terapia é saber qual a porcentagem de 
desidratação do paciente. 
Como calcula a fluido terapia do paciete 
E qual a vida de administração da fluido 
Aspectos fisiológicos: 
60% do líquido corporal da nossa paciente é agua e se esse 
paciente tiver uma perda de volume grande não tem um 
funcionamento correto, e se tem uma perda importante precisa 
ser monitorada com alguns parâmetros 
Na geriatria tem menor porcentagem de água corporal. 
E os neonatos possuem maior porcentagem de agua corporal (70% 
- 80% total) 
Filhotes possuem 60 -80% e os adultos 60% do peso corporal 
adulto 
Líquido intracelular: 40% do peso corporal (2/3) 
Líquido extracelular: 20% do peso corporal (1/3), 15% é interstício 
e 5% plasma (intravascular) 
o O mais importante para entender disso é que 1 
organismos tem 60% de agua 
o Se o animal está com vomito e diarreia, ele tem 5% de 
desidratação 
 
 
Quando tem o equilíbrio hídrico natural, se tem perdas involuntárias 
Os pacientes não fazem muita liberação de perda de calor através 
de glândulas, não se ver cachorro suando. 
As perdas insensíveis são muito pela respiração (22ml/kg/dia) 
Já as sensíveis são pela urina e fezes (40ml/kg/dia). 
É importante saber que o paciente já tem a perde naturalmente 
por perdas sensíveis ou insensíveis e sem vim a ficar doente a 
perda é maior 
 
 
O objetivo da hidratação é restaurar o volume e a composição de 
líquidos corporais, fazendo ajustes dos distúrbios eletrolíticos, 
equilíbrio ácido-base 
O tratamento de suporte ele não engloba so a hidratação. A 
hidratação corrigi os distúrbios eletrólito, e vai se iniciar fazendo 
um diagnóstico e tratando a doença de causa base 
EX: diarreia de origem bacteriana e precisa entrar usando um 
antibiótico, precisa além de restaurar o volume e composição do 
liquido corporal, entrar com antibioticoterapia 
Ter cuidado com o manejo do paciente doente, na cirurgia por ex 
o animal precisa se manter no transoperatório na hidratação e 
entra om fármacos e o paciente não tem volume e pode agravar 
o caso 
Categorias: Manutenção, Reposição e Emergencial 
 Essas categorias são de quando se faz uma reposição de 
um cálculo, não se pega o volume inicial e coloca como 24h, precisa 
avaliar a reposição. 
Ex: pega um paciente hoje pra avaliar o nível de desidratação dele 
é preciso fazer um calculo de reposição, ai dar o volume que o 
paciente precisa chegar no nível de hidratação. Mais se o animal 
ta com vomito vai continuar vomitando e perdendo, e por isso 
calcula a manutenção 
 Quando faz a reposição, as vezes o volume é muito 
grande e se continuar dando esse volume pro paciente durante 
24 – 36h esse paciente encharca, ele acaba tendo excesso de 
volume, e por isso é calculado em categorias 
 A categoria emergencial é a do paciente que chegou com 
um nível de desidratação que nem a pressão arterial dele tem. Ou 
seja, é feito um cálculo simples de manutenção desse paciente que 
está em choque que não tem nem a pressão arterial? Não é feito 
 
 
É indicado para hemorragias que são controladas 
Hipovolemia é o menor volume de fluidos no sistema vascular com 
ou sem depressão de fluido corporal total 
Quando tem uma perda de volume grande seja ela por 
desidratação ou até por hemorragias, é preciso repor esse volume 
Líquido corporal 
Equilíbrio hídrico na saúde 
Indicação para fluido terapia 
Fluidoterapia 
A desidratação é o que avaliamos sendo a perda de água no meio 
intravascular e intersticial 
A terapia de liquido é em 3 fases: reanimação. Reidratação e 
manutenção 
Quando for calcular sempre vai fazer a terapia em 3 fases 
A fase de distribuição ou reidratação é aquela em que o líquido se 
desloca para o meio intravascular e se equilibra no meio intracelular 
 
 
Gatos: 20 – 50 mL/kg/dia 
− Fórmula: 80 x peso corporal (kg) 0.75 
− Regra geral: 2- 3 mL/kg/hr 
Cães: 20 – 60 mL/kg/dia 
− Fórmula: 132 x peso corporal (kg)0,72 
− Regra geral: 2 – 6 mL/kg/hr 
 
O estado clínico do paciente 
É avaliado se o paciente tem um desequilíbrio hídrico e eletrolítico, 
e isso é avaliado dosando no exame de sangue 
Chega um paciente com exame físico não é possível afirmar que 
ele tem um desequilíbrio eletrolítico. 
A gente avalia o desequilíbrio hídrico avaliando exame físico na 
desidratação. Distúrbio eletrolítico so é avaliado fazendo exame de 
sangue 
So tem como saber se o paciente tem desequilíbrio eletrolítico se 
dosar 
Clinicamente é reconhecida por diminuição da elasticidade da pele 
(turgor da pele), mucosas ressecadas (TPC é avaliado) e sem brilho, 
posição mais aprofundada dos olhos nas órbitas (enoftalmia) e 
perda significante do peso corporal 
É importante pesar o animal 2x ao dia pra ajustar a fluidoterapia 
Classificada em função da osmolaridade do líquido corporal 
remanescente como hipotônico, isotônico e hipertônico 
Tipos de Desidratação 
HIPERTONICA: Paciente perde água com redução das perdas de 
eletrólitos. Exercícios intensos, diabetes, paciente poliúrico perde 
eletrólitos juntos. E só sabe se perdeu com exame de sangue 
ISOTONICA: Perda de água e sais na mesma proporção, que é o 
que encontramos na rotina como: vômitos, diarreias e anorexia 
HIPOTONICA: Perda superior de eletrólitos em relação à água. 
Excesso de diuréticos ou insuficiência adrenocortical 
Avaliação da Desidratação 
Anamnese: é quando a gente consegue tirar do tutor tudo que 
precisamos de informação, e isso cabe a gente conseguir porque 
os tutores não chegam falando tudo que queremos saber. 
Na conversa é importante perguntar sobre - Comportamento, 
vômito, diarreia, micção e ingestão de água 
Avaliação clínica: 
− Apatia 
− Turgor cutâneo, afundamento dos olhos, ressecamento 
das mucosas e o TPC, taquicardia 
− Obesos X Emaciados 
− Clinicamente perceptível acima de 5% 
o Essa porcentagem da desidratação é a base do 
nosso cálculo. 
Avaliação laboratorial: 
− VG e PT: O VG sobe quando o animal estar desidratado 
porque fica mais concentrado 
− Urinálise: é analisado coloração, odor 
o Se o animal chega com uma densidade urinaria 
de 1,010 (baixo) e ele ta desidratado, tem que 
desconfiar de doença. E se o animal chega com 
uma densidade urinaria muito alta ele está 
urinando pouco e concentrando muito 
o Se o paciente no consultório urina branco é pra 
desconfiar de algo, mas se ele urina bem 
concentrado e cheiro forte é pra repor 
− Confirmatório da avaliação clínica 
 
Fluidoterapia de manutenção 
Desidratação 
 
Ex: interna o paciente e faz o cálculo, so que o hematócrito caiu 
muito, ele entrou com 30 e agora esta em 20, será se errou? 
Não, o que acontece é que estar repondo volume do paciente e 
dilui o sangue dele 
Azotemia = aumento de ureia e creatinina na corrente sanguínea 
Paciente que tem sangue viscoso, ele tem aumento de ureia e 
creatinina porque ele está desidratado. Se internou o paciente e 
ele não melhorou a azotemia e se sabe que calculou certo, o que 
pode estar acontecendo é que esse paciente tem uma disfunção 
renal 
 
Qual tipo de fluido utilizar? 
Por qual via administrar esse fluido? 
Qual quantidade de fluido deve ser administrada? 
Quando interromper a fluidoterapia? 
 
1) % de desidratação 
2) Corrigir desidratação 
 
3) Necessidade de manutenção 
4) Perdas contínuas 
 
Grau de desidratação (%) x peso (kg) x 10 = quantidade (ml) 
Exemplo 1: Cão de 10kg e com 8% de desidratação 
Volume de reposição (mL): 8% x 10kg x 10 
Volume de reposição (ml) = 800 dividi por 6hr = 133,33hr 
(REIDRATAÇÃO) 
133,33 dividi por 10 (que é o peso) = 13 kg/hr 
 Faz a divisão de 4 a 6 horas = normalmente fazer em 
6horas porque não conhecemos o paciente 
Perdas contínuas: 
 
 
 
Esses valores acima (tabela 1) são adicionados no cálculo de 
manutenção. O cálculo de manutenção é feito na regra eai o 
paciente não para de vomitar, será se esse cálculo vai ser 
suficiente pra manter ele hidratado pro 24h? Provavelmente não 
porque o paciente está perdendo mais 
So que usar por episódio do muito trabalho e ai outros autores 
colocaram que podem ser usado os valores da tabela 2 
1) Cálculo de fluidoterapia = Peso x % desidatraçaõ x 10 
2) MANUTENÇÃO: 20 – 60 ml/kg/dia – cao 
MANUTENÇÃO: 20 – 50 ml/Kg/ dia – gato 
CÁLCULO DE FLUIDOTERAPIA 
 
 O de manutenção já é pré-determinado e é amplo de 20 – 60 
mL/Kg/dia. No segundo coloca na fórmula de 20 ou 60 e multiplica 
pelo peso do animal. Esse valor de 20 a 60 tem que ser avaliado 
como o animal estar pra escolher 
 
CÁLCULO DE GOTEJAMENTO 
Macrogotas  1 mL = 20 gotas 
Microgotas  60 gotas 
O equipo escolhido varia pelo paciente. Paciente com peso ate 10kg 
usa microgotas, pacientes com peso acima de 10kg usa o 
macrogotas. 
No cálculo abaixo já esta iniciando com o volume que precisa. Os 60 
é = minuto 
Esse calculo é o volume que precisa de manutenção do paciente de 
20kg, onde a velocidade vai ser 5 gotas em 15s 
Elaboração de um protocolo 
Reposição de Fluidoterapia 
Repor em de 4 – 6 horas 
Administrar nas horas restantes 
Vômito 2,5 mL/Kg/ episodio 
Diarreia 5mL/Kg/episodio 
Vômito 40 mL/Kg 
Diarreia 50mL/Kg 
Ambos: 60mL/Kg 
 
 
 
Aula 06/03/2023 
 
O que se tem na bomba de infusão é o que tem por hora. 
Quando não tem a bomba o paciente precisa ser monitorado 
 
 
 ORAL: 
− Mais fisiologica 
− Preparações calóricas 
− Contraindicados em pacientes inconscientes ou com 
võmito/intubação 
− A via oral é dada em paciente que urinou no consultório 
bem concentrado e não com vomito 
 Precisamos ensinar o tutor a dar água: Limpeza da água = trocar 
a água dos potes pelo menos 1x ao dia. O gato beber água por 
oportunidade 
 
SUBCUTÂNEA: 
Paciente chega em choque e não consegue canular e nem a 
intravenosa, ai se faz subcutânea 
− Contraindicada em desidratações significativas ou no 
choque 
− Correções de desidratações leves 
− Manutenções em doenças crônicas 
− Volumes variados de acordo com o animal 
 
INTRAVENOSA 
Cânular é fazer o cateter na veia. So pode cânula se fizer a 
tricotomia (raspar o pelo) para não dar o abcesso, se o tutor não 
quiser tem que assinar um termo 
Precisão e velocidade 
Cuidados com o cateterismo do vaso 
– Antissepsia 
– Bandagens e limpeza diária 
Seleção do vaso 
– Calibre, trombose e estenoses, hemólise, etc 
Clara SRD - 30kg 
Desidratação = 8% e 
vomito 
 - Precisa saber nesse 
cálculo o volume de cada 
etapa e a velocidade de 
infusão 
 Regra geral: 
Gato: 2 – 3 ml/kg/hr 
Cão: 2 – 6 ml/kg/hr 
Bomba de infusão 
Vias de administração de líquidos 
Dissecção da veia 
– Condições de choque ou impossibilidade de canular o 
vaso 
 
INTRA – ÓSSEA 
pacientes muito jovens ou cujas veias colapsaram. Muito comum 
me jovens neonatos 
Fêmur, tíbia e úmero = ossos longos 
Mesmos líquidos da via intravenosa 
 
Qual vai utilizar? 
 
1 – Paciente ta em casa com uma leve diarreia e não esta 
vomitando, so que consegue estimular a via oral, e muitas vezes é 
usado agua de coco pra estimular essas via. A agua de coco é rica 
em glicose, eletrólitos 
2 – não usar glicose via subcutâneo. EX: paciente ta recebendo 
reposição de glicose via Ive o cachorro mexe o braço e sai do 
acesso e você não ver e quando volta o braço estar edemaciado. 
O que aconteceu? Continuou descendo o soro, a veia estourou, 
extravasou pro SC todo liquido, e se fluido ta rica em glicose vai 
causar uma inflamação no subcutâneo podendo causar também 
necrose no membro. 
Se for usar glicose no IV tem que ficar monitorando porque tem 
chance de perde o acesso/veia estourar e ir parar no subcutâneo. 
Na via SC não é para suplementar, apenas fornecer soro isotônico 
4 – A central é o cateter intravenoso central que é colocado na 
jugular. Geralmente são pacientes de UTI 
 
 
 
CRISTALOIDES X COLOIDES 
 
Capacidade de penetrar nos compartimentos orgânicos (20 a 30 
minutos após a infusão = rápidos) 
Efetivos na expansão plasmática 
Baixo peso molecular 
contêm solutos eletrolíticos e não eletrolíticos 
soluções: manutenção, reposição, hipertônicas e de glicose em água 
É dividido em: 
1) Soluções de manutenção 
2) Soluções de reposição: 
a. NaCl 0,9% = Solução fisiológica. Aacidificadora 
e com ph de 5 
b. Glicofisiologico (glicose a 5% e NaCl 0,9%) 
Acidificantes e com ph de 4 
Ringer simples  Levemente acidificante com pH 
de 5,5 e possui K e Ca (potássio e cálcio) 
Ringer com lactato  Mais próximo do pH orgânico 
(6,5) e possui lactato, K e Ca 
É o tipo de fluido escolhido para pacientes que tende 
a fazer acidose metabólica, pois é o que mais chega 
ao PH fisiológico orgânico do paciente 
Doenças que podem causar acidose: diarreia porque 
perde eletrólitos, diabetes e doença renal que perde 
bicabornato 
3) Outras soluções: Soluções que são utilizadas em 
momentos específicos, sem apresentarem 
características de manutenção ou reposição 
− Glicose a 5%/50% 
− Gluconato de Cálcio 
− Manitol a 20% = diurético 
− Cloreto de potássio 
− Bicabornato de sódio 
− Vitaminas do complexo B 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A OSMOLARIDADE: 
290 mOsm/L 
Hipotônica: menor osmolalidade que o LEC à Nacl 0,45%; Dextrose 
Solução oral caseira (“Soro 
caseiro) – via oral 
Água de coco – via ora 
Tipos de fluidos 
Isotônica: osmolalidade igual ao LEC à Nacl 0,9%/RLS 
Hipertônica: osmolalidade maior que o LEC à NacL 7,5% 
DEXTROSE 5% 
1g glicose à 0,6ml de água 
Não possui eletrólitos (hipotônica) 
 
 
 
Indicações: 
Manutenção quando suplementa potássio; 
Para pacientes com retenção de sódio (ICC/hepatopatia) 
Contra-indicação: terapia de reposição; aplicação subcutânea; 
animais desidratados 
RINGER LACTATO DE SÓDIO 
Isotônica Composição semelhante ao plasma 
indicação: Acidose metabólica; reposição volêmica 
Contra-indicação: Não administrar junto com hemoderivados – 
precipitação de cálcio com o anticoagulante – hipercalcemia 
SOLUÇOES SALINA ISOTÔNICA 
Contém cloro, sódio e água. Não é balanceada e é acidificante 
Indicações: hipoadrenocorticismo; alcalose metabólica; 
hipercalcemia 
Contraindicação: acidose metabólica 
SOLUÇOES SALINA HIPERTONICA 
EXPANSÃO VOLÊMICA RÁPIDA à 2/3 DE SALINA E 1/3 DE 
CLORETO DE SÓDIO 20% 
HIPOTENSOS: 
− Aumenta a contratilidade do miocárdio 
− débito cardíaco 
− débito urinário 
− perfusão mesentérica e coronária 
− efeitos em 15 a 60 minutos 
Não usar: desidratados; hemorragias não controladas; 
hipernatremia; hipotérmicos 
Indicado: hemorragia controlada; queimaduras; hipovolemia; choque 
Em animais com choque hipovolêmico hemorrágico como 
reanimação de baixo volume e ação rápida. As doses de choque de 
solução salinam hipertônica são 4–5 ml/kg (cães) e 2–4 ml/kg 
(gatos) 
 
Expansores plasmáticos 
Corrigir hipovolemia/choque 
Manutenção da pressão intravascular/pressão oncótica 
(hipoalbuminemia grave) 
Alto peso molecular: Elevação da pressão plasmática 
Maior quantidade de solução administrada permanece no plasma 
Menor risco de edema (em pacientes com endotélio íntegro) 
Exemplos: 
− Sangue total ou plasma 
− Dextranos 
− Polímeros de Gelatina 
− Hemoglobina livre = Oxyglobin® 
 
 
HIPOCALEMIA 
Potássio normal: 3,5 a 5,5 mEq/L (cães e gatos) 
Causas: 
− Perdas gastrointestinais (diarreia, vômito; enema) 
− Anorexia prolongada 
− Perdas renais (diuréticos, poliúria) 
− Hiperglicemia 
o Por que paciente com hiperglicemia pode fazer 
perda de potássio? Porque quando se tem 
muito potássio na corrente sanguínea faz 
suplementação de glicose por causa da troca, 
pois a glicose na corrente sanguínea 
transporta o potássio para as células 
− Glicose na fluidoterapia 
Sintomas: diminuição da motilidade gastrointestinal; fraqueza 
muscular generalizadas;arritmias cardíacas 
 
 
Desequilíbrios eletrolíticos 
 
 
 
Quando dosa o potássio e ele esta abaixo de 2 ao lado na tabela 
tem a orientação de quanto mEq/l de potássio pra adicionar em 
um frasco de 250ml. 
No mercado existe 2 concentração de ampola de potássio no 
mercado sendo de 10% e 19%, e a de 19% é a mais comum 
 
Aula 13/03/2023 
HIPERCALEMIA 
Potássio normal: 3,5 a 5,5 mEq/L (cães e gatos) 
Causas: 
− Excesso de administração de potássio; (errar a 
quantidade e faz reposição inadequada) 
− Diminuição da excreção renal (oligúria) 
− Obstrução uretral* 
o As vezes tem paciente que tem suspeita que não ta 
produzindo urina, e quando dosa o potássio desse animal 
estar baixo. E a única forma que tem de perde potássio 
e ele estar baixo e precisar de repor, é ele perde pelas 
vias urinarias 
o Se tem uma diminuição da produção de urina e o animal 
estar obstruído, ai tem uma hipercalemia 
o Quando vem um animal com potássio aumentado, 
bradicardico que são sinais da hipercalemia, a primeira 
coisa a fazer é uma palpação abdominal pra ver se esse 
paciente não tem líquido livre, se não estar obstruído, se 
não tem dor, sensibilidade abdominal e histórico do tutor 
EX: o animal estar urinando? Ah não vi ele urinando no 
último dia. Com isso, tem que ser trato como 
urgência/emergência, tem que fazer US na hora, se o 
animal tiver obstruído tem que desobstruir 
Sinais clínicos: fraqueza muscular; anormalidade na condução 
cardíaca (bradicardia) 
o Histórico de atropelamento: O paciente pode romper a 
bexiga e com isso não elimina a urina, fazendo com que 
esse animal fique com o potássio auto 
 
Tratamento: 
o Paciente tem que estar internado e monitorado, não 
pode ir para casa monitorar a hipocalemia. Quando 
detecta que o animal é hipocalemia, faz o exame com o 
laboratório, interna, hidratada, e faz monitoramento e 
depois de 3/4h repete o exame pra ver se ta tudo 
certo 
Objetivo: transferir potássio do LEC para o LIC; aumentar a 
excreção renal de potássio 
o Esse objetivo é secundário a causa base, EX: tem um 
quadro de obstrução, o objetivo é ficar transloucando o 
potássio pra dentro da célula ou desobstruir o paciente? 
É desobstruir, so que enquanto isso o que posso fazer 
pro paciente não morrer de arritmia? Essa a ideia 
o O tratamento da hipocalemia é transitório ate você 
corrigir a causa base 
o EX: paciente rompe a bexiga e precisa entrar em 
procedimento cirúrgico so que vai demorar 2h, e o que 
faço? Ai faz esse tratamento abaixo: 
Fluido com baixa concentração de K (RL) ou sem K (Nacl 
0,9% e Nacl 0,45%) 
Glicose 5%; 10% ou 1-2ml de glicose 50%/kg - expansão 
de volemia e insulina R: 0,55U – 1,1 UI/kg 
o a glicose ajuda na transferencia do potássio do liquido 
extracelular pro liquido intracelular, so que é pouco e as 
vezes não consegue o suficiente e entra com a insulina 
e faz a mesma coisa e transcola o potássio 
HIPERNATREMIA 
Clinicamente silenciosa 
o É quando tem o paciente super desidratado. Os pacientes 
chegam com 10% de desidratação e é feito o perfil 
eletrolítico e pega o sódio aumentado, e quando faz a 
reposição de volume, se tem a normalidade do sódio 
Causas: 
− perda de água livre (privação de água) 
Elaboração de um protocolo 
− iatrogênica (por meio do uso de longo prazo) 
− toxicidade do sal (por meio da ingestão oral de materiais 
com alto teor de sal) 
A causa e a duração da hipernatremia clínica ditarão a taxa na qual 
os níveis de não podem ser reduzidos sem causar edema cerebral. 
Não exceda as alterações nos níveis de Na de 1 mmol / h em casos 
agudos ou 0,5 mmol / h em casos crônicos devido ao risco de 
edema cerebral 
HIPONATREMIA 
Causas: cetoacidose diabética e intoxicação por água 
As alterações nos níveis séricos de Na devem ocorrer lentamente, 
como ocorre com a hipernatremia. Monitore os níveis de eletrólitos 
com frequência e use um fluido com teor de Na semelhante ao Na 
plasmático medido para manter a taxa de variação em um nível 
apropriado 
 
Qual tipo de fluido utilizar? Por qual via administrar esse fluido? Qual 
quantidade de fluido deve ser administrada? Quando interromper 
a fluidoterapia? 
 
 
Avaliações seriadas ao longo do dia: Minimiza erros nos cálculos 
Avaliação errôneas da desidratação: 
− Normalização do turgor cutâneo 
− Umedecimento das mucosas 
− Fortalecimento do pulso 
− Redução do TPC 
− Estado de alerta e consciência 
− Monitoramento dos eletrólitos 
 
 
− Tempo de recarga capilar 
− Cor da membrana mucosa 
− Frequência respiratória e esforço 
− Sons pulmonares 
− Taxa de pulso e qualidade 
− Temperatura de extremidade 
− Turgor cutâneo 
− Peso corporal (fazer antes e depois da reidratação) 2x 
ao dia fazer a pesagem 
− Estado mental 
− Pressão arterial 
− Produção de urina/débito 
− VG = paciente quando desidratado o vg sobe por conta 
de hemoconcentração 
− Proteína total 
− Ureia sérica 
− Creatinina 
− Saturação de O2 
− Lactato sérico 
− Eletrólitos 
− Gasometria venosa ou arterial 
 
 
A fluido tem que ser monitorada e ter cuidado por conta da Hiper 
– hidratação 
 pressão hidrostática e pode ter extravasamento de líquido para 
o interstício se não fizer uma fluiidoterapia calculada 
 
Edema: Mais comum pelas vias parenterais ou associado à doenças 
renais oligúricas (IRA = injuria renal aguda) 
Sinais clínicos: 
− Edema de subcutâneo em partes específicas do corpo 
− Secreção nasal e ocular serosa 
− Quemose 
− Efusões (efusão pleural) e ascite 
− Taquipnéia e edema (sons pulmonares) 
 
 
TRATAMENTO 
Monitoração da eficácia da 
fluidoterapia 
Avaliação do paciente em 
fluidoterapia 
Fluidoterapia → Cuidado 
Suspender toda infusão intravenosa 
Diuréticos: entrar com furosemida (2 a 4mg/kg) Efeito esperado 
em 15 minutos repetir a dose caso necessário 
MONITORAÇÃO CONSTANTE 
Monitoração hora a hora: 
Cardiopatas: 
− Retém sódio e maior risco de edema 
− Menor velocidade de infusão 
− 30 a 40 ml/kg/dia (menor taxa de infusão) 
o Se for usar a taxa de 2 a 6 ml/kg/h não ultrapassa 
4ml/kg/h nos cardiopatas 
PACIENTES EM INJÚRIA RENAL AGUDA (IRA)

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