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Memorex PM DF – Soldado – RODADA 05 
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 2 
 
 
 
Parabéns por ter dado esse passo importante na sua preparação, meu amigo(a). Temos 
TOTAL certeza de que este material vai te fazer ganhar muitas questões e garantir a sua 
aprovação. 
Você está tendo acesso agora à Rodada 05. A última rodada será disponibilizada na sua 
área de membros conforme o cronograma abaixo: 
 
Material Data 
Rodada 01 Disponível imediatamente 
Rodada 02 Disponível imediatamente 
Rodada 03 Disponível imediatamente 
Rodada 04 Disponível imediatamente 
Rodada 05 Disponível imediatamente 
Rodada 06 02/03/2023 
 
Convém mencionar que todos que adquirirem o material completo irão receber TODAS AS 
RODADAS já disponíveis, independente da data de compra. 
 
Nesse material focamos também nos temas mais simples e com mais DECOREBA, pois, 
muitas vezes, os deixamos de lado e isso pode, infelizmente, custar inúmeras posições no 
resultado final. 
 
Lembre-se: uma boa revisão é o segredo da APROVAÇÃO. 
 
Portanto, utilize o nosso material com todo o seu esforço, estudando e aprofundando cada 
uma das dicas. 
 
Se houver qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando suas dúvidas 
para: atendimento@pensarconcursos.com 
 
 
 
 
 
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ÍNDICE 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA ..................................................................................................... 4 
LÍNGUA INGLESA .............................................................................................................. 13 
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO .................................. 15 
ATUALIDADES ..................................................................................................................... 18 
LEGISLAÇÃO ........................................................................................................................ 21 
DIREITO CONSTITUCIONAL E DIREITOS HUMANOS ................................... 27 
DIREITO ADMINISTRATIVO ....................................................................................... 33 
DIREITO PENAL ................................................................................................................. 40 
DIREITO PROCESSUAL PENAL .................................................................................. 46 
DIREITO PENAL MILITAR ............................................................................................ 49 
DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR ............................................................. 53 
CRIMINOLOGIA ................................................................................................................. 60 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LÍNGUA PORTUGUESA 
 
DICA 01 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
A concordância nominal faz com que substantivos concordem com pronomes, numerais e 
adjetivos etc. 
 Regras: 
 ADJETIVO + SUBSTANTIVO: 
O adjetivo deverá concordar com substantivo em gênero e número. 
 Ex.: Que homem elegante! 
 
 DOIS OU + SUBSTANTIVOS E UM ADJETIVO: 
Adjetivo concorda com o substantivo mais próximo. 
 Ex.: Que maravilhosa carne e frango! 
Adjetivo vier depois do substantivo, concordará com o substantivo + próximo ou com os 
todos. 
DICA 02 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 Regra Geral: concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem. 
 Exemplos: 
Esta caneta velha. Veja que “esta” e “velha” concordam com a “caneta”. 
Estas canetas velhas. Veja que, neste caso, como “canetas” está no plural, “estas” e 
“velhas” ficaram no plural também. 
 
ATENÇÃO! 
Quando há mais de um vocábulo determinado, o adjetivo pode concordar com os 
dois substantivos ou o adjetivo pode concordar com o substantivo mais próximo. 
 Ex.: O sapato e a bolsa novos. 
 O sapato e a bolsa nova. 
 Quando o substantivo é determinado por mais de um adjetivo, os adjetivos devem 
concordar com o substantivo. 
 Ex.: A bolsa nova e confortável. 
 As bolsas novas e confortáveis. 
 
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QUESTÃO, 2010. 
No trecho “Metade dos voluntários teve de escrever, antes da experiência, um pequeno 
texto falando sobre o amor que tinha por seu parceiro", que termo licencia a 
concordância no singular? 
a) Parceiro. 
b) Metade. 
c) Amor. 
d) Voluntários. 
Gabarito: Letra b. “Quem teve de escrever?” Metade. 
DICA 03 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
ATENÇÃO! 
No caso de “é bom, é necessário, é proibido” à Ficará no masculino se o sujeito 
estiver com sentido genérico. Haverá variação se o sujeito vier precedido de artigo 
ou outro determinante. 
 Exemplos: Água é bom. / A água é boa. 
 É proibido entrada. / É proibida a entrada. 
 Persistência é necessário. / A persistência é necessária. 
 No caso de “meio, bastante, pouco, muito, caro, longe...”: 
 Quando advérbio: será invariável. 
 Ex.: Os atletas correm bastante. 
 
 Quando adjetivo: será variável. 
 Ex.: Há bastantes motivos para ele ficar comigo. 
 Exemplos: A entrada é cara. à Adjetivo, pois caracteriza a “entrada”. 
A entrada custa caro. à Advérbio, pois modifica o verbo “custar”. 
 
No caso de “incluso” e “anexo” à por serem adjetivos, irão concordar com o substantivo 
a que se referem. 
 Exemplos: Os cupons de desconto estão inclusos. 
As passagens aéreas estão inclusas no pagamento. 
As fotos do passeio estão anexas ao e-mail. 
O material da aula vai anexo ao e-mail. 
 
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 6 
DICA 04 
COLOCAÇÃO PRONOMINAL 
 Próclise: É o uso do pronome oblíquo junto ao verbo. 
Quando o pronome oblíquo é usado junto ao verbo, significa que ele está sendo usado para 
substituir um substantivo. 
Há regras para o uso do pronome oblíquo antes, no meio ou depois do verbo. Isso é 
colocação pronominal. 
PRÓCLISE: PRONOME ANTES DO VERBO. 
 A próclise é aplicada quando (alguns casos importantes): 
 O verbo estiver precedido de pronome relativo: 
 Ex.: Aquelas são as meninas que se jogaram na piscina. 
 OBS: Veja que o “que” é um pronome relativo e está antes do verbo “jogar”. 
Então, o “se” virá antes do verbo. 
 
 O verbo estiver precedido de advérbios: 
 Ex.: Nunca te amarei. 
 OBS: Veja que o advérbio “nunca” puxa o “te”, o qual virá antes do verbo “amar”. 
 
 O verbo estiver precedido de conjunções subordinativas: 
 Ex.: Ele não quis o casaco, embora lhe agradasse. 
 OBS.: Veja que “embora” é uma conjunção subordinativa e, portanto, puxa o “lhe”, o 
qual virá antes do verbo “agradar”. 
DICA 05 
PRÓCLISE 
 Outros casos de próclise: 
 É utilizada a próclise com o gerúndio precedido da preposição “em”: 
 Ex.: Em se tratando de doenças, a Diabetes é uma das piores. 
 OBS: Veja que estaria errado “Em tratando-se...”. É um erro muito comum. 
 
 É utilizada a próclise em orações iniciadas por palavras interrogativas: 
 Ex.: Quem te fez a encomenda? 
 
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 É utilizada a próclise em orações iniciadas por palavras exclamativas: 
 Ex.: Quanto se ofendem por pouca coisa!É utilizada a próclise com pronomes indefinidos e demonstrativos: 
 Ex.: Tudo me incomoda nessa casa. 
 OBS: Veja que “tudo” é um pronome indefinido e puxa o “me”. Portanto, o “me” virá 
antes do verbo “incomodar”. 
 Ex.: Isso me deixa contente. 
 OBS: “Isso” é um pronome demonstrativo e, portanto, puxa o “me”, o qual Virá antes 
do verbo “deixar”. 
DICA 06 
MESÓCLISE E ÊNCLISE 
 Mesóclise: Pronome no meio do verbo. 
 Casos de mesóclise: 
→ Verbo flexionado no futuro do pretérito ou futuro do presente com o pronome 
no meio do verbo. 
 Ex.: Far-lhe-ei uma ótima pergunta. (futuro do presente) 
 Ex.: Comemorar-se-ia a aprovação ao ar-livre se não chovesse. (futuro do pretérito) 
 
 Ênclise: Pronome depois do verbo. 
 Casos de ênclise: 
→ O verbo iniciar a oração. 
 Ex.: Falaram-me que o teste será difícil. 
 
→ Verbo no infinitivo impessoal regido da preposição “a”. 
 Ex.: As meninas passaram a amar-se. 
 
→ Verbo no gerúndio. 
 Ex.: Fiquei chocado, lembrando-me dos incríveis acontecimentos. 
 
→ Vírgula ou pontuação antes do verbo. 
 Ex.: Se passar em um concurso em Canoas/RS, mudo-me imediatamente. 
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DICA 07 
PROIBIÇÕES GERAIS 
 
INICIAR ORAÇÃO COM PRONOME 
OBLÍQUO 
→ Me dá um pedaço de bolo. 
(ERRADO) 
 
→ Dá-me um pouco de água, pois estou 
com sede. (CERTO, há ênclise) 
 
 
 
INSERIR PRONOME ÁTONO DEPOIS 
DE FUTURO E PARTICÍPIO 
→ Darei-te uma boneca que fala. 
(ERRADO) 
 
→ Dar-te-ei uma boneca que fala. (CERTO, 
há mesóclise) 
 
→ Tinha emprestado-lhe um anel de ouro. 
(ERRADO) 
 
→ Tinha lhe emprestado um anel de ouro. 
(CERTO, há próclise) 
DICA 08 
REGÊNCIA VERBAL 
A regência é a relação entre o verbo e o nome e os termos os quais se ligam a eles. 
 Saber quando o verbo pede preposição (e qual preposição) é o que se estuda na 
regência verbal. Abaixo, uma tabela com os verbos que são mais cobrados em prova: 
CHEGAR (lugar) 
 Com esse verbo se usa a preposição “a” e não a preposição “em”. 
 Ex.: Mari chegou a São Paulo. 
OBEDECER ou DESOBEDECER 
 Usa-se a preposição “a”. 
 Ex.: Os filhos de Marcos obedecem aos avós. 
NAMORAR 
 Não se usa com preposição. 
 Ex.: Paula namora o Carlos. 
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 9 
PREFERIR 
 Usa-se dois complementos. Um é usado sem preposição, e o outro com a 
preposição “a”. 
 Ex.: Prefiro estudar Português a estudar Matemática. 
 
CUIDADO! É errado usar este verbo com as palavras: antes, mais... 
 Ex.: Prefiro mais estudar Português a estudar Matemática. (ERRADO) 
ESQUECER 
 Quando não forem pronominais → sem preposição. 
 Ex.: Mauro esqueceu o livro. 
 Quando forem pronominais → preposição “de”. 
 Ex.: Lembrei-me do nome livro de Machado de Assis. 
DICA 09 
REGÊNCIA VERBAL 
 Chegar/ ir: CUIDADO! à deve vir com a preposição A. NÃO é correto falar “chegar 
em”. 
 Ex.: Cheguei a Porto Alegre/RS. 
 
 Namorar: NÃO se “namora com” alguém. Se “namora” alguém. Não se usa com 
preposição. 
 Ex.: Lorena namora Alisson. (CERTO) 
 Lorena namora com Alisson. (ERRADO) 
 
 Morar/ residir: Alguém mora/reside EM algum lugar. É utilizada a preposição EM. 
 Ex.: Paula mora em Porto Seguro. 
 Laura reside em Floripa. 
 
 Simpatizar/ antipatizar: São verbos que precisam da preposição COM. 
 Ex.: Simpatizo com Ana. 
 Antipatizo com meu professor da academia. 
 
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 10 
 Preferir: exige dois complementos. Portanto, um é usado SEM preposição e o outro 
COM a preposição A. 
 Ex.: Prefiro caminhar a correr na praça. 
 
 Obedecer/desobedecer: Precisa da preposição A. 
 Ex.: Os filhos obedecem aos pais. 
 A aluna Maria desobedeceu ao professor de Geografia. 
DICA 10 
REGÊNCIA NOMINAL 
Geralmente, a relação entre o nome (substantivo, adjetivo e advérbio) e o seu complemento 
é estabelecida por preposição. Deve-se identificar a preposição correta a cada caso. 
 Exemplos de regência nominal: adepto de; alheio a; ansioso por/para; apto 
a/para; ciente de; contente com/por/de; desprezo a/por; favorável a; impróprio para; 
imune a/de; junto a/de; paralelo a; próximo a/de; referente a; relativo a; simpatia 
a/por; união com/entre/a; etc. 
DICA 11 
REGÊNCIA NOMINAL 
 Geralmente, a relação entre o nome (substantivo, adjetivo e advérbio) e o seu 
complemento é estabelecida por preposição. Deve-se identificar a preposição correta a 
cada caso. Abaixo, algumas regências importantes: 
NOMES QUE EXIGEM O USO DA PREPOSIÇÃO “A”: 
Acessível, adaptado, agradável, alheio, alusão, apto, atento, atenção, benéfico, benefício, 
caro, compreensível, contrário, desfavorável, equivalente, favorável, fiel, grato, horror, 
imune, indiferente, inerente, junto, leal, necessário, obediente, ódio, posterior, preferível, 
prejudicial, propenso, propício, próximo. 
NOMES QUE EXIGEM O USO DA PREPOSIÇÃO “SOBRE”: 
Opinião, discurso, dúvida, informação, preponderante. 
NOMES QUE EXIGEM O USO DA PREPOSIÇÃO “DE”: 
Capaz, certo, descendente, desejoso, diferente, escasso, imbuído, impossível, incapaz, 
indigno, isento, junto, livre, longe, medo, orgulhoso, passível, seguro, suspeito. 
NOMES QUE EXIGEM O USO DA PREPOSIÇÃO “EM”: 
Atento, bacharel, constante, doutor, inconstante, indeciso, negligente, perito, sábio. 
NOMES QUE EXIGEM O USO DA PREPOSIÇÃO “CONTRA”: 
Atentado, combate, declaração, luta, litígio, protesto, reclamação, representação. 
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DICA 12 
EXEMPLOS DE REGÊNCIA NOMINAL 
Adepto de 
Alheio a 
Ansioso por, para 
Apto a, para 
Aversão a, por 
Benéfico a, para 
Ciente de 
Composto por, de 
Contente com, por, de 
Desprezo a, por 
Favorável a 
Feliz de, por, em, com 
Impróprio para 
Imune a, de 
Inofensivo a, para 
Inútil a, para 
Junto a, de 
Livre de 
Paralelo a 
Próximo a, de 
Referente a 
Relativo a 
Residente em 
Rigoroso com, em 
Simpatia a, por 
Último a, em 
União com, entre, a 
Vazio de 
Vizinho a, de 
Vulnerável a 
DICA 13 
RELAÇÕES DE SINONÍMIA E ANTONÍMIA 
 Sinônimo e Antônimo: 
 Sinônimas são palavras que possuem sentido semelhante. 
 Ex.: felino/gato; carro/automóvel; cão/cachorro; problema/adversidade. 
 Antônimos são palavras que têm sentido contrário. 
 Ex.: ativo/inativo; rico/pobre; bom/mau. 
QUESTÃO ADAPTADA. 
Em "’Eu não teria desenhado a aurora se eu tivesse um lápis e um papel à mão. Foi a 
luminosidade da tela que me incitou’", a palavra “aurora” funciona como um mecanismo 
de coesão por estabelecer uma relação de 
A) antecipação do termo lexical “janela”. 
B) encadeamento da oração iniciada por “Eu” à oração subordinada. 
C) subordinação da oração condicional iniciada por “se”. 
D) retomada por sinônimo da expressão “nascer do sol”. 
Gabarito: Letra d. 
Comentário: A alternativa d está correta, uma vez que “Aurora” é sinônimo de “nascer 
do sol”. 
 
 
 
 
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 12 
DICA 14 
CORRESPONDÊNCIA OFICIAL (CONFORME MANUAL DE REDAÇÃO DA 
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA) - ASPECTOS GERAIS - PRINCÍPIOS DA REDAÇÃO 
OFICIAL 
 A redação oficial possui alguns princípios (também são chamados de atributos), os quais 
se baseiam nos princípios previstos na Constituição Federal de 1988: 
CLAREZA E PRECISÃO 
OBJETIVIDADE 
CONCISÃO 
COESÃO E COERÊNCIA 
IMPESSOALIDADE 
FORMALIDADE E PADRONIZAÇÃO 
USO DA NORMA PADRÃO 
 
 Portanto, os princípios da redação oficial encontram fundamentono artigo 37 da 
Constituição Federal: 
 
Art. 37, CF: “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de 
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao 
seguinte... 
 Este é um tópico muito cobrado pelas bancas em concursos públicos. Portanto, 
veremos cada um destes princípios e atributos da redação oficial a seguir. 
DICA 15 
GÊNEROS TEXTUAIS DA REDAÇÃO OFICIAL - OFÍCIO, MEMORANDO E AVISO 
 Ofício: o ofício caracteriza-se por ser uma comunicação administrativa entre autoridades 
ou entre autoridades e particulares. O foco é tratar de assunto oficial. 
 
 Memorando: o memorando caracteriza-se por ser uma comunicação oficial interna entre 
as unidades administrativas de um mesmo órgão. 
 
 Aviso: o aviso é a comunicação expedida de forma exclusiva por Ministros de Estado, 
para autoridades da mesma hierarquia. 
ATENÇÃO! 
O novo Manual de Redação Oficial da Presidência da República unificou o ofício, o 
memorando e o aviso, adotando uma nomenclatura única, que se chama de padrão 
ofício. Portanto, foi abolida a distinção entre ofício, aviso e memorando, e passou-se a 
utilizar o termo ofício nas três hipóteses. 
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 13 
LÍNGUA INGLESA 
DICA 16 
INTERPRETANDO TEXTOS 
 Interpretar texto é de extrema importância para a execução da sua prova. Leia com 
bastante atenção o texto: 
China's population falls for first time since 1961 
China's population has fallen for the first time in 60 years, with the national birth rate hitting 
a record low - 6.77 births per 1,000 people. 
The population in 2022 - 1.4118 billion - fell by 850,000 from 2021. 
China's birth rate has been declining for years, prompting a slew of policies to try to slow 
the trend. 
But seven years after scrapping the one-child policy, it has entered what one official 
described as an "era of negative population growth". 
The birth rate in 2022 was also down from 7.52 in 2021, according to China's National 
Bureau of Statistics, which released the figures on Tuesday. 
In comparison, in 2021, the United States recorded 11.06 births per 1,000 people, and the 
United Kingdom, 10.08 births. The birth rate for the same year in India, which is poised to 
overtake China as the world's most populous country, was 16.42. 
(Disponível: https://www.bbc.com/news/world-asia-china-64300190) 
 E se este texto caísse em sua prova? O que você marcaria? 
QUESTÃO SIMULADA. 
(a) Afirmar que a população chinesa não para de crescer desde a década de 60 
(b) Afirmar que a população de Xangai não para de crescer desde a década de 60 
(c) Afirmar que população coreana não para de crescer desde a década de 60 
(d) Afirmar que a taxa de mortalidade na China é a maior de todo o mundo 
(e) Afirmar que a população da China caiu pela primeira vez em 60 anos 
Gabarito: Letra e. 
DICA 17 
PREFIXOS EM INGLÊS 
 Prefixos negativos: 
 Exemplos: 
→ anti- → il- 
→ dis- → un- 
→ in- → non- 
→ im- 
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 14 
DICA 18 
PREFIXOS EM INGLÊS 
 Prefixos de excesso e falta (exemplos): 
→ over- 
→ out- 
→ under- 
 
 Prefixo de duplicação: 
→ Bi (exemplo: bilateral – bilateral) 
DICA 19 
SUFIXOS EM INGLÊS 
 Sufixos (exemplos): 
 Hood: estado de pertencimento a algo ou a alguém 
→ Childhood – infância 
 Ly: forma advérbios 
→ Happily – felizmente 
DICA 20 
SUFIXOS EM INGLÊS 
 Est: o que é mais 
 Ex.: fastest – mais rápido 
→ ity, -ty, -ness: formam substantivos abstratos a partir de adjetivos 
 Ex.: infinity – infinidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 15 
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO 
DICA 21 
REGRA DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTA 
Deve-se sempre perguntar se as grandezas são diretamente ou inversamente 
proporcionais. Isso acontece, pois, o procedimento para multiplicação para quando elas 
forem inversamente proporcionais é diferente; 
 Ex.: Sabendo-se que 4 operários fazem a limpeza de certo terreno em 45 minutos, ao 
todo, quanto tempo 3 operários demorariam para fazer a limpeza desse mesmo terreno: 
 Quanto mais funcionários trabalhando na limpeza, menor será o tempo necessário. Logo, 
número de funcionários e tempo são grandezas inversamente proporcionais: 
 4 operários------------------45 minutos 
3 operários-------------------X; 
 Como são inversamente proporcionais, multiplica-se em linha: 
445= 3X → 180= 3X → X=60 minutos; 
Na Regra de Três Composta relaciona-se três ou mais grandezas; 
 Ex.: Se 4 servidores, igualmente eficientes, limpam 30 salas de aula em exatamente 5 
horas, então, 8 servidores, trabalhando com a mesma eficiência dos primeiros, limparão 36 
salas em exatamente em quantas horas: 
Quanto maior o número de servidores, menor será o tempo gasto para limpar. Assim, tempo 
e número de servidores são inversamente proporcionais (em linha). Agora, quanto mais 
quantidades de salas de aula houver para limpar, maior vai ser o tempo gasto para essa 
tarefa. Com isso, temos que quantidade de salas e tempo gasto são diretamente 
proporcionais (cruz). 
4 servidores-----------30 salas----------------5 horas 
8 servidores-----------36 salas-----------------X; 
Então, X308=5364 → X240=720 → X= 3 Horas; 
DICA 22 
REGRA DE TRÊS COMPOSTA 
 Em uma fábrica de doces, 10 empregados igualmente eficientes, operando 3 máquinas 
igualmente produtivas, produzem, em 8 horas por dia, 200 ovos de Páscoa. A demanda da 
fábrica aumentou para 425 ovos por dia. Em razão dessa demanda, a fábrica adquiriu mais 
uma máquina, igual às antigas, e contratou mais 5 empregados, tão eficientes quanto os 
outros 10. Nessa situação, para atender à nova demanda, os 15 empregados, operando as 
4 máquinas, deverão trabalhar durante quanto tempo: 
10 empregados-----------3 máquinas--------8 horas---------200 ovos 
15 empregados-----------4 máquinas--------X horas---------425 ovos; 
 Quanto maior o número de empregados, precisa-se de um tempo menor, daí grandeza 
inversamente proporcional (em linha); 
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 16 
 Quanto maior o número de máquinas, precisa-se de um tempo menor, daí grandeza 
inversamente proporcional (em linha); 
 Quanto maior o número de ovos produzidos, precisa-se de um tempo maior, daí grandeza 
diretamente proporcional (em cruz); 
Então, X200415=8425310 → X12.000=102.000 → X=8,5 horas ou X=8 horas e 30 
minutos. 
DICA 23 
REGRA DE TRÊS COMPOSTA 
Precisamos isolar a coluna da variável igualando ao produto das demais colunas 
numéricas, mas continuando a aplicar os 3 passos acima visto na regra de três simples. 
 Ex.: Duas máquinas produzem 32 peças de certo produto em 4 dias. Quantas peças 
produzirão 5 máquinas iguais às primeiras em 3 dias? 
 
→ Na regra de três com mais de duas colunas, compara-se cada coluna isoladamente com 
a coluna do “x”. Não deixe que a coluna que não está sendo comparada, interfira no seu 
raciocínio. 
→A pergunta para saber se uma grandeza é DIRETA ou INVERSA a outra grandeza será 
sempre da coluna da variável para uma coluna numérica, nunca entre duas numéricas. 
DICA 24 
REGRA DE TRÊS SIMPLES 
Quando o problema envolve somente duas grandezas. 
 Ex.: Velocidade e tempo, produção e horas por dia, etc. 
Dependendo da relação existente entre as grandezas, podemos chamar a regra de três de 
direta ou inversa. 
 COMO MONTAR UMA REGRA DE TRÊS: 
1° passo: Arruma-se as grandezas em colunas na ordem de leitura. 
 
2° passo: 
 
Façaa pergunta de cada coluna numérica com a coluna onde 
existe a variável, sabendo que cada coluna numérica comparada 
funciona como se as demais não existisse, isto é, são 
independentes 
 
 
3° passo: 
Na sua pregunta é preciso verificar a proporcionalidade (direta ou 
inversa) aplicando a dica: 
+ / + e - / - = são grandezas diretas 
+ / - e - / + = são grandezas inversas 
+ = AUMENTA 
- = DIMINUI 
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 17 
DICA 25 
PORCENTAGEM 
O termo porcento é derivado do latim per centum, que significa por cem ou às centenas. 
Porcentagem, então, representa uma razão em que o denominador é igual a 100; 
 Então: K%=K/100; 
15% (forma percentual) =15/100 (forma fracionária) =0,15 (forma unitária); 
36,3%=36,3/100=0,363; 
100% = 100/100=1; 
2%=2/100=0,02; 
Para calcular a porcentagem de um valor, multiplicamos a razão centesimal 
correspondente à porcentagem por este valor (15% de 600= (15/100) x600=90. 
DICA BÔNUS 
PORCENTAGEM 
 Um Banco Popular paga uma taxa de juros de 0,38% ao mês para depósitos nas suas 
cadernetas de poupança. Claudio tem uma caderneta de poupança no Banco Popular com 
um saldo R$ 1.000,00 reais. Qual o valor de juros que foi creditado na sua conta de 
poupança no final de um mês: 
 Ex.: 1000 x (0,38/100) = 10 x 0,38 =3,8, ou seja, será creditado R$ 3,8 por mês; 
 
 Em certo evento, havia um público de 1.600 pessoas. Sabendo-se que 40% são 
homens e que 35% das mulheres presentes são casadas, ao todo, quantas mulheres 
casadas estão presentes nesse evento: 
Se 40% de 1600 são homens, então 60% de 1600 são mulheres (Casadas e solteiras), 
logo (60/100) x 1600=960 são mulheres. Dessas 960 mulheres, 35% são casadas, então 
(35/100) x960= 336 são mulheres casadas; 
Pedro aplicou 25% de suas reservas em um investimento financeiro e ainda sobraram R$ 
3.240. Nessa situação, antes da aplicação, as reservas de Pedro somavam: 
Se Pedro tinha X reais de reservas, e aplicou (25/100) X em um investimento, então sobrou 
(75/100)X que é igual a R$ 3.240. Logo, (75/100) X=3.240 → 75X=324.000 → 
X=324.000/75 → X=4.320. 
 
 
 
 
 
 
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 18 
ATUALIDADES 
DICA 26 
DADOS DA TERCEIRA COMUNICAÇÃO NACIONAL (TCN) 
Atendendo ao compromisso de país integrante da Convenção-Quadro das Nações Unidas 
sobre Mudança do Clima (UNFCCC em inglês), o Brasil elaborou a Terceira Comunicação 
Nacional do Brasil (TCN) que atualiza e provê à Conferência das Partes inventários 
nacionais de emissões antrópicas por fontes e remoções por sumidouros de todos os gases 
de efeito estufa (GEE) não controlados pelo Protocolo de Montreal. 
DICA 27 
DADOS DA TERCEIRA COMUNICAÇÃO NACIONAL (TCN) 
Além disso, apresenta os avanços científicos sobre a modelagem regional da mudança do 
clima e o atual estágio das políticas públicas voltadas para a mitigação das emissões de GEE 
e para a adaptação do país à mudança climática. 
DICA 28 
DADOS DA TERCEIRA COMUNICAÇÃO NACIONAL (TCN) 
A Terceira Comunicação Nacional (TCN) foi subsidiada pelo desenvolvimento de cenários 
climáticos por meio de modelagem matemática, isto é, métodos de downscaling ou 
regionalização (redução de escala e consequente aumento da resolução) a partir de modelos 
globais, para o aprimoramento da projeção dos cenários onde, seguindo a tendência de 
aumento de resolução espacial dos modelos globais, o modelo regional Eta (Chou et al., 
2014a) maximizou a resolução espacial de 40 km para 20 km, cobrindo uma área ainda 
maior, que alcança toda a América do Sul e América Central. 
DICA 29 
DADOS DA TERCEIRA COMUNICAÇÃO NACIONAL (TCN) 
De acordo com a Terceira Comunicação Nacional, o conhecimento atual das dimensões 
regionais da mudança global do clima no Brasil é ainda muito fragmentado, o que requer 
mais estudos e o desenvolvimento de modelos de mudança do clima de longo prazo com 
resolução espacial adequada para análise regional, o que oferta as melhores condições para 
a elaboração de possíveis cenários futuros de mudança do clima, com distintas 
concentrações de CO2 na atmosfera, e análise mais acurada dos impactos da mudança 
global do clima sobre o Brasil. (TCN, 2016. Volume II). 
DICA 30 
DETECÇÃO DA MUDANÇA CLIMÁTICA NO DF E RIDE (INMET) 
Os índices de monitoramento e detecção utilizados são parte do conjunto de dados obtidos 
junto às estações de monitoramento do INMET e analisados por ALMEIDA (2012) em sua 
dissertação de mestrado “Índices de Monitoramento e Detecção de Mudanças Climáticas na 
Região Centro-Oeste do Brasil”. 
 
 
 
 
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 19 
DICA 31 
DETECÇÃO DA MUDANÇA CLIMÁTICA NO DF E RIDE (INMET) 
 Temperatura Mínima Média (Tmin): Ao analisar o comportamento anual do índice de 
mudança climática baseado na temperatura mínima média (Tmin), observou-se que existe 
tendência positiva (aumento) de 1,85°C ao longo da série histórica de dados (50 anos) e 
que, esta tendência é extremamente significante. 
DICA 32 
DETECÇÃO DA MUDANÇA CLIMÁTICA NO DF E RIDE (INMET) 
 Máxima Temperatura Mínima (TminX): Em termos quantitativos, a máxima 
temperatura mínima anual aumentou 2,3°C (ao longo da série histórica) . 
Enquanto que sazonalmente, o aumento foi de 2,6°C no verão, 1,55°C no outono, 1,85°C 
no inverno e 2,55°C na primavera. Em ambos os casos, as tendências apresentaram 
extrema significância estatística. 
DICA 33 
DETECÇÃO DA MUDANÇA CLIMÁTICA NO DF E RIDE (INMET) 
 Número de dias consecutivos secos (CDD): Ao analisar o comportamento do índice 
de mudança climática baseado no número de dias consecutivos secos (CDD) se observou 
que, embora predominantemente exista tendência positiva (aumento) tanto anualmente 
quanto sazonalmente, essa não apresenta significância estatística ao nível de 10%. 
DICA 34 
PROJEÇÕES DE MUDANÇAS NA PRECIPITAÇÃO 
A redução de precipitação ocorre em toda região da RIDE, em praticamente todas as 
estações do ano, em todos os períodos futuros. 
A região à noroeste da RIDE apresenta as maiores reduções de precipitação. A estação de 
verão, DJF, é o período chuvoso da região, e também a região em que as reduções são 
mais intensas. 
DICA 35 
PROJEÇÕES DE MUDANÇAS NA PRECIPITAÇÃO 
A estação de inverno, é o período de estiagem, e, assim sendo, não se percebe mudanças 
claras na precipitação média. 
A estação da primavera, SON, é a estação em que o período chuvoso retorna, geralmente 
no mês de outubro. A redução destas chuvas pode acarretar em atraso no início da estação 
chuvosa ou chuvas em menor intensidade. Uma avaliação mais detalhada é necessária para 
melhor caracterizar as mudanças no regime das chuvas. 
DICA 36 
ENFRENTAMENTO DA MUDANÇA CLIMÁTICA 
O enfrentamento da mudança climática só será eficaz se baseado em evidências científicas 
produzidas pela melhor ciência disponível – e, intransigentemente, na escala local de 
formulação de políticas públicas e tomadas de decisão. 
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 20 
 Estratégias de enfrentamento da mudança climática incluem: 
 a mitigação dos gases de efeito estufa; 
 a adaptação dos sistemas humanos e naturais às mudanças do clima; 
 estratégias integradas de mitigação e adaptação para a gestão do risco climático. 
DICA 37 
ENFRENTAMENTO DA MUDANÇA CLIMÁTICA 
Do campo da governança, as estratégias de enfrentamento da mudança do clima devem 
ser observadas como parte de toda estratégia de desenvolvimento local. 
Em outras palavras, mitigação, adaptação e gestão do risco climático devem ser 
consideradas como transversais e adicionais às políticas públicas de desenvolvimento.DICA 38 
FORMULADORES DE POLÍTICAS PÚBLICAS E TOMADORES DE DECISÃO 
Formuladores de políticas públicas e tomadores de decisão liderarão a conquista do 
desenvolvimento sustentável e resiliente ao clima no DF e RIDE se coordenarem a revisão 
dos objetivos atuais e tendenciais de desenvolvimento, adequando-os em resposta aos 
desafios impostos pela mudança do clima. 
DICA 39 
CONCEITOS IMPORTANTES 
Ameaça, Perigo, Hazard: A possível ocorrência de um evento físico, natural ou 
induzido pelo homem, ou tendência ou impacto físico que pode causar perda de vida, 
ferimentos ou outros impactos na saúde, bem como perdas e danos à propriedade, 
infraestrutura, meios de subsistência, provisão de serviços, ecossistemas e recursos 
ambientais. O termo perigo usualmente se refere ao evento físico relacionado ao clima ou 
tendência ou seus impactos físicos. 
DICA 40 
CONCEITOS IMPORTANTES 
Aquecimento Global: O aquecimento global refere-se à tendência de aumento da 
temperatura em toda a Terra desde o início do século 20, e, mais perceptivelmente, desde 
o final da década de 1970, devido ao aumento das emissões de combustíveis fósseis a partir 
da revolução industrial. 
Em todo o mundo, desde 1880, a temperatura média da superfície subiu cerca de 0,8° C 
(1,4° F), em relação à linha de base de meados do século 20 (1951-1980). 
 
 
 
 
 
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 21 
LEGISLAÇÃO 
DICA 41 
LEI Nº 7.289/1984 - DISPÕE SOBRE OS MILITARES DA POLÍCIA MILITAR DO 
DISTRITO FEDERAL E DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL- 
DAS PROMOÇÕES 
 Promoção: É ato administrativo e tem como finalidade básica a ascensão seletiva aos 
postos e graduações superiores, com base nos interstícios de cada grau hierárquico. 
 OBS: Interstício é o tempo mínimo que cada policial militar deverá cumprir no posto ou 
graduação. 
Destaca-se que cumpridas as demais exigências estabelecidas para a promoção, o 
interstício poderá ser reduzido em até 50% (cinquenta por cento), sempre que houver 
vagas não preenchidas por esta condição. 
DICA 42 
REDUÇÃO DE INTERSTÍCIO 
 A redução de interstício será efetivada mediante ato: 
 do Governador do Distrito Federal, por proposta do Comandante-Geral, para as 
promoções de Oficiais; e 
 do Comandante-Geral, por proposta do titular do órgão de gestão de pessoal, para as 
promoções de Praças. 
 Vejamos como esse assunto já foi cobrado em provas: 
QUESTÃO, 2018. 
A finalidade básica da promoção é a ascensão seletiva aos postos e às graduações 
superiores. Com base na Lei n° 12.086/2009, assinale a alternativa correta. 
Alternativas 
a) O tempo mínimo que cada policial-militar deverá cumprir no posto ou na graduação 
poderá ser reduzido em até 50%, sempre que houver vagas não preenchidas por essa 
condição. 
b) Não poderá ocorrer a promoção por ressarcimento de preterição em razão de ter 
cessado a situação de desertor do policial-militar. 
c) As vagas provenientes de licenciamento não podem ser consideradas para as 
promoções. 
d) A promoção por merecimento é pautada, exclusivamente, no conjunto de atributos e 
qualidades que distingue e realça o valor do oficial entre os respectivos pares. 
e) Os atos de nomeação e de promoção de oficiais são editados pelo comandante-geral 
da Corporação. 
Gabarito: Letra a. 
 
 
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 22 
DICA 43 
DAS PROMOÇÕES 
 No âmbito da Polícia Militar do Distrito Federal, as promoções ocorrem pelos seguintes 
critérios: 
 Antiguidade; 
 Merecimento; 
 Ato de bravura; 
 Post mortem. 
O que é a promoção por antiguidade? 
É aquela que se baseia na precedência hierárquica de um policial militar sobre os demais 
de igual grau hierárquico, dentro do mesmo Quadro, Especialidade, Qualificação ou 
Grupamento. 
DICA 44 
PROMOÇÃO POR MERECIMENTO 
 A promoção por merecimento é aquela que se baseia: 
 na ordem de classificação obtida ao final dos cursos iniciais de cada Quadro; e 
 no conjunto de atributos e qualidades que distingue e realça o valor do Oficial 
entre seus pares, avaliado no decurso da Carreira e no desempenho de cargos, funções, 
missões e comissões exercidas, em particular no posto que ocupe ao ser cogitado para a 
promoção. 
DICA 45 
PROMOÇÃO POR ATO DE BRAVURA 
A promoção por ato de bravura é aquela que resulta de ato não comum de coragem e 
audácia, que, ultrapassando os limites normais do cumprimento do dever, representa feito 
heróico indispensável ou relevante às operações policiais militares ou à sociedade, pelos 
resultados alcançados ou pelo exemplo positivo deles emanado. 
Destaca-se que os atos de bravura serão analisados pelas competentes comissões de 
promoção, com base em processo administrativo autuado para este fim. 
 IMPORTANTE! 
A solicitação de promoção por ato de bravura poderá ser feita pelo interessado, no prazo de 
até 120 (cento e vinte) dias da data do fato. 
 Vejamos como esse assunto foi cobrado em prova: 
QUESTÃO, 2018. 
Segundo a Lei n° 12.086/2009, a qual dispõe quanto aos militares da Polícia Militar do 
Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, assinale a alternativa 
correta referente à promoção por ato de bravura. 
 
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 23 
 
a) Os atos de bravura, que podem ensejar promoção, serão analisados pelas competentes 
comissões de promoção, com base em processo administrativo autuado para esse fim. 
b) A promoção por ato de bravura ocorre a qualquer tempo, porém os respectivos efeitos 
não serão retroativos à data do fato que motivou a promoção. 
c) A promoção por ato de bravura é aquela que se baseia no conjunto de atributos e 
qualidades que distingue e realça o valor do oficial entre seus pares, avaliado no decurso 
da carreira e no desempenho de cargos, funções, missões e comissões exercidas, em 
particular no posto que ocupe ao ser cogitado para a promoção. 
d) A promoção por ato de bravura não exclui, em caso de falecimento, a promoção post 
mortem. 
e) A solicitação de promoção por ato de bravura não pode ser realizada pelo próprio 
interessado. 
Gabarito: Letra a. 
DICA 46 
PROMOÇÃO POST MORTEM 
A promoção post mortem, como o próprio nome já remete, é aquela que visa a expressar o 
reconhecimento ao policial militar morto no cumprimento do dever ou em consequência 
disto, ou a reconhecer direito que lhe cabia, não efetivado por motivo de óbito. 
 Para sua prova da PM DF é importante destacar que esse tipo de promoção será realizada 
quando o policial militar falecer em uma das seguintes situações: 
 em ação de manutenção e preservação da ordem pública, ou em ato ou consequência de 
atividade militar; 
 em consequência de ferimento, doença, moléstia ou enfermidade contraída em ação de 
manutenção e preservação da ordem pública, ou em ato ou consequência de atividade 
militar, ou que nela tenham sua causa eficiente; ou 
 em acidente em serviço ou em consequência de doença, moléstia ou enfermidade que 
nele tenham sua causa eficiente. 
 
Destaca-se que todas essas situações mencionadas deverão ser devidamente analisadas 
pelas competentes comissões de promoção, com base em processo administrativo 
autuado para este fim. 
 Por fim, lembre-se que a promoção post mortem será efetivada ao grau hierárquico 
imediatamente superior do Quadro, Especialidade, Qualificação ou Grupamento a que 
pertencia o militar. 
DICA 47 
DAS PROMOÇÕES 
É importante destacar que é o de competência do Governador do Distrito Federal editar 
os atos de nomeação e promoção de Oficiais. 
 
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 24IMPORTANTE! 
Os atos de declaração e promoção de Praças são efetivados em ato do Comandante-Geral 
da Corporação. 
 Vejamos como esse assunto caiu em prova: 
QUESTÃO, 2017. 
A Lei n° 12.086/2009 dispõe quanto aos militares da Polícia Militar do Distrito Federal e 
do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. De acordo com esse dispositivo legal, 
ao Comandante-Geral compete 
a) especificar as atividades desenvolvidas pelos integrantes dos quadros da Polícia Militar 
do Distrito Federal. 
b) editar os atos de nomeação e de promoção de oficiais. 
c) estabelecer critérios objetivos para a avaliação dos conceitos profissional e moral no 
âmbito da Corporação. 
d) efetivar os atos de declaração e de promoção de praças. 
e) estabelecer o cronograma e o processamento das promoções dos militares. 
Gabarito: Letra d. 
DICA 48 
DAS PROMOÇÕES 
 Nos diferentes quadros, as vagas a serem consideradas para as promoções serão 
provenientes de: 
 promoção ao grau hierárquico superior imediato; 
 agregação; 
 demissão, licenciamento ou exclusão do serviço ativo; 
 aumento de efetivos; e 
 falecimento. 
DICA 49 
DO PROCESSAMENTO DAS PROMOÇÕES E COMISSÃO DE PROMOÇÃO DE OFICIAIS 
E A COMISSÃO DE PROMOÇÃO DE PRAÇAS, DE CARÁTER PERMANENTE 
O processamento das promoções será iniciado com a abertura de processo administrativo, 
devidamente autuado, protocolado e numerado, ao qual serão juntados, oportunamente, os 
documentos comprobatórios que justifiquem a composição do Quadro de Acesso. 
E o que é a comissão de Promoção de Oficiais e a Comissão de Promoção de Praças, 
de caráter permanente? 
 São órgãos de processamento das promoções, sendo constituídas por membros 
natos e efetivos, tendo as seguintes competências: 
 proceder à investigação sumária dos atos motivadores de promoção por ato de bravura 
e post mortem; 
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 25 
 consolidar juízo de valor, em caráter provisório, quanto ao conceito moral do bombeiro 
militar; 
 assessorar o Comandante-Geral da Corporação na coordenação, acompanhamento e 
fiscalização da gestão do processamento das promoções; 
 julgar recursos, em primeira instância; 
 encaminhar os processos de promoção ao Comandante-Geral da Corporação com 
pronunciamento conclusivo para os atos decorrentes; e 
 proceder à avaliação do desempenho e quantificação do mérito para o processamento 
das promoções por merecimento aos postos definidos, conforme dispõem os incisos I a III 
do § 2o do art. 71. 
QUESTÃO ADAPTADA. 
Nos termos da Lei nº 12.086/09, a Comissão de Promoção de Oficiais e a Comissão de 
Promoção de Praças, de caráter permanente, são órgãos de processamento das 
promoções, sendo constituídas por membros natos e efetivos, tendo as seguintes 
competências, EXCETO: 
Alternativas 
a) Assessorar o Comandante‐Geral da Corporação no processamento das promoções. 
b) Consolidar juízo de valor, em caráter definitivo, quanto ao conceito moral do bombeiro 
militar. 
c) Proceder à avaliação do desempenho e quantificação do mérito para as promoções por 
merecimento. 
d) Proceder à investigação sumária dos atos motivadores de promoção por ato de bravura 
e post mortem. 
e) julgar recursos, em primeira instância. 
Gabarito: Letra b. 
DICA 50 
COMISSÃO DE PROMOÇÃO DE OFICIAIS E A COMISSÃO DE PROMOÇÃO DE PRAÇAS, 
DE CARÁTER PERMANENTE – COMPOSIÇÃO 
 Compõem a Comissão de Promoção de Oficiais: 
 O Comandante-Geral, que a presidirá, o Subcomandante-Geral, o Chefe do Estado-
Maior-Geral e o titular do órgão de direção-geral de pessoal, como membros natos; 
 3 (três) Coronéis do Quadro de Oficiais Combatentes, designados pelo Comandante-
Geral pelo prazo de 1 (um) ano, podendo ser reconduzidos por igual período, como membros 
efetivos. 
 
 
 
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 26 
 Compõem a Comissão de Promoção de Praças: 
 O Subcomandante-Geral, que a presidirá, os titulares dos órgãos de direção-geral de 
pessoal e operacional e o Controlador como membros natos; e 
 3 (três) oficiais superiores designados pelo Comandante-Geral, pelo prazo de 1 (um) 
ano, podendo ser reconduzidos por igual período, como membros efetivos. 
 IMPORTANTE! 
As regras de funcionamento e as competências das Comissões de Promoção serão 
estabelecidas pelo Poder Executivo Federal. 
DICA BÔNUS 
DOS RECURSOS 
 O bombeiro militar que se julgar prejudicado em consequência de composição de 
Quadro de Acesso ou em seu direito de promoção poderá impetrar recurso, como última 
instância na esfera administrativa, ao: 
 Governador do Distrito Federal, se o recorrente postular à patente de Oficial; ou 
 Comandante-Geral da Corporação, se o recorrente postular à graduação de Praça. 
 IMPORTANTE! 
O recurso referente à composição do Quadro de Acesso e à promoção deverá ser 
solucionado, respectivamente, no prazo máximo de 10 (dez) e 60 (sessenta) dias corridos, 
a partir da data de recebimento do recurso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 27 
DIREITO CONSTITUCIONAL E DIREITOS HUMANOS 
DICA 51 
INTERVENÇÃO 
O art. 18, caput, da CF/88 traz a chamada organização político administrativa da República 
Federativa do Brasil que engloba a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, 
todos estes autônomos. Entretanto, excepcionalmente, a Constituição normatiza 
situações (de anormalidade) em que existirá a intervenção, suprimindo-se, de maneira 
temporária, esta autonomia. As hipóteses, por trazerem regras de anormalidade e exceção, 
devem ser interpretadas restritivamente, estando estas em um rol taxativo. 
DICA 52 
INTERVENÇÃO 
 Intervenção Federal: União → nos Estados, Distrito Federal (hipóteses do art. 34) e 
nos Municípios localizados em território federal (hipótese do art. 35); 
 Intervenção Estadual: Estados → em seus Municípios (art. 35). 
DICA 53 
INTERVENÇÃO 
 Intervenção federal: As hipóteses de intervenção federal nos Estados e no Distrito 
Federal estão de forma taxativa no art. 34: 
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: 
I - manter a integridade nacional; 
II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra; 
III - por termo a grave comprometimento da ordem pública; 
IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; 
V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que: 
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo 
motivo de força maior; 
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição dentro 
dos prazos estabelecidos em lei; 
VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial; VII - assegurar a 
observância dos seguintes princípios constitucionais: 
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; 
b) direitos da pessoa humana; 
c) autonomia municipal; 
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta. 
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, 
compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do 
ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. 
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 28 
DICA 54 
INTERVENÇÃO FEDERAL 
 Espécies de Intervenção Federal 
 Espontânea; 
 Provocada por solicitação; 
 Provocada por requisição; 
 Provocada, dependendo de provimento de representação; 
DICA 55 
INTERVENÇÃO ESTADUAL 
A decretação e execução da intervenção estadual é de competência privativa do Governador 
de Estado, por intermédiode um decreto de intervenção, que especificará a amplitude, o 
prazo e as condições da execução e, quando couber, nomeará o interventor. 
No caso do controle exercido pelo legislativo, a nossa Constituição normatiza a realização 
de controle político a ser exercido pelo Legislativo, devendo o decreto de intervenção ser 
submetido à apreciação da Assembleia Legislativa, no prazo de 24 horas. Na hipótese de 
não estar funcionando, haverá convocação extraordinária, também no prazo de 24 horas. 
DICA 56 
AFASTAMENTO DAS AUTORIDADES ENVOLVIDAS 
No decreto interventivo que mostrará a amplitude, prazo e condições de execução, o 
Governador de Estado nomeará, se necessário, o chamado interventor, afastando as 
autoridades envolvidas. 
Findados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes 
voltarão, salvo impedimento legal (art. 36, § 4.º). 
DICA 57 
INTERVENÇÃO NO DISTRITO FEDERAL 
Novidade fresquinha: Intervenção na segurança pública do DF. O motivo de tal intervenção, 
feita por intermédio do Decreto 11.377, de 2023, depois da invasão e depredação dos 
edifícios onde funcionam o Congresso Nacional, a Presidência da República (Palácio do 
Planalto) e o Supremo Tribunal Federal (STF). 
A intervenção durou até o dia 31 de janeiro de 2023. 
DICA 58 
INTERVENÇÃO NO DISTRITO FEDERAL 
Como já vimos, ela durou até o dia 31/01/23. O objetivo desta intervenção foi pôr termo 
ao grave comprometimento da ordem pública no Distrito Federal, marcado por atos de 
violência e invasão de prédios públicos. 
Segundo o decreto, o Interventor poderá requisitar a quaisquer órgãos, civis e militares, da 
administração pública federal, os meios necessários para consecução do objetivo da 
intervenção. 
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 29 
O interventor foi Ricardo Cappelli, nomeado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, 
Flávio Dino. 
DICA 59 
HIPÓTESES DE INTERVENÇÃO ESTADUAL E INTERVENÇÃO FEDERAL NOS 
MUNICÍPIOS LOCALIZADOS EM TERRITÓRIOS FEDERAIS 
 As hipóteses de intervenção estadual e federal (nos Municípios localizados em Territórios 
Federais) estão de forma taxativa normatiza no art. 35, sendo cabíveis quando: 
 deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida 
fundada; 
 não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; 
 não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e 
desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; 
 o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de 
princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem 
ou de decisão judicial. 
DICA 60 
INTERVENÇÃO E A DEFESA DO PAÍS 
 A intervenção tem, dentre outras hipóteses, pela defesa do país: 
 para manter a integridade nacional (art. 34, I, CF); 
 para repelir invasão estrangeira (art. 34, II, CF). 
DICA 61 
CONSTITUIÇÃO ESTADUAL PODE AMPLIAR AS HIPÓTESES DE INTERVENÇÃO 
ESTADUAL EM MUNICÍPIOS? 
Recentemente o STF decidiu na ADI 6617/PB, em 08/03/2021, o STF considerou 
inconstitucional dispositivo da Constituição do Estado Paraíba que ampliava as hipóteses de 
intervenção do Estado em seus municípios. 
O STF julgou, que a intervenção está restrita às hipóteses excepcionais taxativamente 
previstas no art. 35 da CF/88. 
DICA 62 
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: ACESSO 
Conforme o artigo 37, inciso I, da CF/88, os cargos, empregos e funções públicas são 
acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como 
aos estrangeiros, na forma da lei. 
Os editais de concurso público não podem estabelecer restrição a pessoas com tatuagem, 
salvo em situações excepcionais em razão de conteúdo que viole valores 
constitucionais. Assim, caso uma pessoa que tenha uma tatuagem que faça apologia ao 
nazismo por exemplo, será excluída do certame público. 
Os requisitos para acesso aos cargos públicos devem ser comprovados na data da POSSE. 
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 30 
ATENÇÃO! 
Nos concursos para magistratura e Ministério Público, o requisito da atividade jurídica 
deve ser comprovado na data da inscrição definitiva. 
DICA 63 
CARGOS ACESSÍVEIS AOS BRASILEIROS E ESTRANGEIROS 
Conforme o artigo 37, inciso I, da CF/88, os cargos, empregos e funções públicas são 
acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como 
aos estrangeiros, na forma da lei. 
Os editais de concurso público não podem estabelecer restrição a pessoas com tatuagem, 
salvo em situações excepcionais em razão de conteúdo que viole valores 
constitucionais. Assim, caso uma pessoa que tenha uma tatuagem que faça apologia ao 
nazismo por exemplo, será excluída do certame público. 
Os requisitos para acesso aos cargos públicos devem ser comprovados na data da POSSE. 
ATENÇÃO! 
Nos concursos para magistratura e Ministério Público, o requisito da atividade 
jurídica deve ser comprovado na data da inscrição definitiva. 
DICA 64 
INTERVENÇÃO FEDERAL NA DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS 
No caso de violação dos Direitos Humanos, a intervenção é um mecanismo de defesa. 
Possui como previsão o art. 34, inciso VII, alínea b, da Constituição Federal. 
A União poderá intervir nos Estados e no Distrito Federal, para assegurar a observância de 
princípios fundamentais, entre eles os diretos da pessoa humana. 
 É uma exceção, pois a regra é a independência da União, dos Estados e do Distrito 
Federal. 
 Será necessária uma avaliação em relação a adequação, necessidade e 
proporcionalidade da medida, as vantagens devem superar as desvantagens. 
DICA 65 
FORÇAS ARMADAS 
As Forças Armadas são compostas pelo: Exercito + Aeronáutica + Marinha. 
O Presidente da República exerce o comando sobre as Forças Armadas. Sendo ele o 
detentor de competência privativa para legislar sobre as matérias relacionadas às Forças 
Armadas, tais como leis que modifiquem ou fixem os efetivos. 
Só é possível a cumulação de cargos se da área da saúde. 
 
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 31 
DICA 66 
GRUPOS VULNERÁVEIS E OS DIREITOS HUMANOS 
No âmbito nacional e no internacional, existem Convenções gerais ou específicas 
voltadas para grupos especiais, que necessitam de um tratamento diferenciado. 
A Constituição Federal, no art. 68 do ADCT prevê a propriedade definitiva das terras 
ocupadas por comunidades quilombolas, devem ser emitidas pelos Estados, em prol dos 
remanescentes quilombolas, por razões históricas e necessidade de manutenção desses 
grupos. 
DICA 67 
GRUPOS VULNERÁVEIS E OS DIREITOS HUMANOS 
Além dos quilombolas, outros grupos merecem a proteção seja por razões históricas, por 
causa da vulnerabilidade ou até mesmo por conta da discriminação, é o caso das pessoas 
com deficiência, idosos, mulheres, crianças, LGBTQIA+ e os índios. 
DICA 68 
LEI Nº 13.060/2014 
 Os órgãos de segurança pública deverão priorizar a utilização dos instrumentos de menor 
potencial ofensivo, desde que o seu uso não coloque em risco a integridade física ou psíquica 
dos policiais, e deverão obedecer aos seguintes princípios: 
 legalidade; 
 necessidade; 
 razoabilidade e proporcionalidade. 
DICA 69 
LEI Nº 13.060/2014 
 Não é legítimo o uso de arma de fogo: 
 contra pessoa em fuga que esteja desarmada ou que não represente risco imediato de 
morte ou de lesão aos agentes de segurança pública ou a terceiros; e 
 contra veículo que desrespeite bloqueio policial em via pública, exceto quando o ato 
represente risco de morte ou lesão aos agentes de segurança pública ou a terceiros. 
DICA 70 
LEI Nº 13.060/2014 
Os cursos de formação e capacitação dos agentes de segurança pública deverão incluirconteúdo programático que os habilite ao uso dos instrumentos não letais. 
Para os efeitos desta Lei, consideram-se instrumentos de menor potencial ofensivo aqueles 
projetados especificamente para, com baixa probabilidade de causar mortes ou lesões 
permanentes, conter, debilitar ou incapacitar temporariamente pessoas. 
 
 
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 32 
DICA BÔNUS 
LEI Nº 13.060/2014 
O poder público tem o dever de fornecer a todo agente de segurança pública instrumentos 
de menor potencial ofensivo para o uso racional da força. Sempre que do uso da força 
praticada pelos agentes de segurança pública decorrerem ferimentos em pessoas, deverá 
ser assegurada a imediata prestação de assistência e socorro médico aos feridos, bem como 
a comunicação do ocorrido à família ou à pessoa por eles indicada. 
O Poder Executivo editará regulamento classificando e disciplinando a utilização dos 
instrumentos não letais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 33 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
DICA 71 
DO ACESSO E DA DIVULGAÇÃO 
O Poder Público deve assegurar: 
 A gestão transparente da informação, propiciando amplo acesso a ela e sua divulgação; 
 A proteção da informação, garantindo-se sua disponibilidade, autenticidade e 
integridade; 
 A proteção da informação sigilosa e da informação pessoal, observada a sua 
disponibilidade, autenticidade, integridade e eventual restrição de acesso. 
O Poder Público deve ainda, garantir o direito à informação sobre atividades exercidas 
pelos seus órgãos e entidades, inclusive as relativas à sua política, organização e serviços. 
DICA 72 
DO PROCEDIMENTO DO ACESSO A INFORMAÇÕES 
A LAI tornou obrigatória a disponibilização de um serviço de atendimento e fornecimento 
de informações aos cidadãos. Em geral, cada órgão atribuiu esta competência a 
determinada área da entidade, sendo muito comum, por exemplo, a área de Ouvidoria 
prestar este serviço. 
DO PEDIDO DE ACESSO 
Qualquer interessado poderá apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos e 
entidade, por qualquer meio legítimo, devendo o pedido conter a identificação do 
requerente e a especificação da informação requerida. 
Para o acesso a informações de interesse público, a identificação do requerente não pode 
conter exigências que inviabilizem a solicitação. 
São vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da solicitação de 
informações de interesse público. 
Qualquer cidadão pode apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos públicos, 
bastando que se identifique e indique a informação desejada. O órgão público não pode 
questionar o motivo que leva o cidadão a solicitar aquela informação. 
 IMPORTANTE! 
Os órgãos e entidades do poder público devem viabilizar alternativa de encaminhamento de 
pedidos de acesso por meio de seus sítios oficiais na internet. 
 
 
 
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 34 
DICA 73 
FORMAS DE ACESSO 
 O acesso a informações públicas será assegurado mediante: 
 Criação de serviço de informações ao cidadão (no caso o SIC do Tribunal Superior do 
Trabalho), nos órgãos e entidades do poder público, em local com condições apropriadas 
para: 
→ Atender e orientar o público quanto ao acesso a informações; 
→ Informar sobre a tramitação de documentos nas suas respectivas unidades; 
→ Protocolizar documentos e requerimentos de acesso a informações; e 
→ Realização de audiências ou consultas públicas, incentivo à participação popular ou 
a outras formas de divulgação. 
 Veja como foi cobrado em prova! 
QUESTÃO. 
O Serviço de Informações ao Cidadão − SIC do Tribunal Superior do Trabalho, instituído 
nos termos da Lei n° 12.527, de 18 de novembro de 2011, não poderá indeferir pedidos 
que recaiam sobre: 
Alternativas 
a) processos que tramitam em segredo de justiça. 
b) atividades administrativas do Tribunal. 
c) autores de ações ajuizadas perante a Justiça do Trabalho. 
d) a vida privada e a intimidade das pessoas. 
e) ações protegidas por sigilo fiscal. 
Gabarito: Letra b. 
 OBS: É garantido o direito de se obter informação sobre atividades exercidas pelos 
órgãos e entidades, inclusive as relativas à sua política, organização e serviços. 
DICA 74 
DAS CLASSIFICAÇÕES DA INFORMAÇÃO 
A informação em poder dos órgãos e entidades públicas, observado o seu teor e em razão 
de sua imprescindibilidade à segurança da sociedade ou do Estado, poderá ser classificada 
como ultrassecreta, secreta ou reservada. 
 Os prazos máximos de restrição de acesso à informação, conforme a classificação 
prevista no caput, vigoram a partir da data de sua produção e são os seguintes: 
 Ultrassecreta: 25 anos 
 Secreta: 15 anos 
 Reservada: 5 anos 
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 35 
DICA 75 
DOS CRITÉRIOS DA CLASSIFICAÇÕES DA INFORMAÇÃO 
 Para a classificação da informação em determinado grau de sigilo, deverá ser 
observado o interesse público da informação e utilizado o critério menos restritivo possível, 
considerados: 
 A gravidade do risco ou dano à segurança da sociedade e do Estado; e 
 O prazo máximo de restrição de acesso ou o evento que defina seu termo final. 
DICA 76 
DOS CRITÉRIOS DAS CLASSIFICAÇÕES DA INFORMAÇÃO 
ATENÇÃO! 
As informações que puderem colocar em risco a segurança do Presidente e Vice-
Presidente da República e respectivos cônjuges e filhos serão classificadas como 
reservadas e ficarão sob sigilo até o término do mandato em exercício ou do último 
mandato, em caso de reeleição. 
DICA 77 
DOS GRAUS DE SIGILO DA INFORMAÇÃO 
 
ULTRASSECRETO 
 é dado aos assuntos que requeiram excepcional grau de 
segurança e cujo teor ou características só devem ser do 
conhecimento de pessoas intimamente ligadas ao seu estudo ou 
manuseio. 
 
SECRETO 
é dado aos assuntos que requeiram alto grau de segurança 
e cujo teor ou características podem ser do conhecimento de 
pessoas que, sem estarem intimamente ligadas ao estudo ou 
manuseio, sejam autorizadas a deles tomar conhecimento, 
funcionalmente. 
 
CONFIDENCIAL 
é dado aos assuntos que, embora não requeiram alto grau de 
segurança, seu conhecimento por pessoa não autorizada pode 
ser prejudicial a um indivíduo ou entidade ou criar embaraço 
administrativo. 
RESERVADO é dado aos assuntos que não devam ser do conhecimento do 
público em geral. 
 
 
 
 
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 36 
DICA 78 
DAS CLASSIFICAÇÕES DA INFORMAÇÃO 
 A classificação do sigilo de informações no âmbito da administração pública federal é de 
competência: 
 
 
ULTRASSECRETO 
a) Presidente da República 
b) Vice-Presidente da República 
c) Ministros de Estado e autoridades com as mesmas 
prerrogativas 
d) Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica; 
e) Chefes de Missões Diplomáticas e Consulares 
permanentes no exterior 
SECRETO dos titulares de autarquias, fundações ou empresas públicas 
e sociedades de economia mista 
 
RESERVADO 
Das autoridades das que exerçam funções de direção, 
comando ou chefia, nível DAS 101.5, ou superior, do Grupo-
Direção e Assessoramento Superiores, ou de hierarquia 
equivalente. 
DICA 79 
DO TRATAMENTO DAS INFORMAÇÕES PESSOAIS 
 De acordo com a Lei de acesso à informação (LAI), o tratamento das informações 
pessoais deve ser feito de forma transparente e com respeito à intimidade, vida privada, 
honra e imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais. Asinformações pessoais relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem: 
 Terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo e pelo prazo 
máximo de 100 (cem) anos a contar da sua data de produção, a agentes públicos 
legalmente autorizados e à pessoa a que elas se referirem; 
 Poderão ter autorizada sua divulgação ou acesso por terceiros diante de previsão legal 
ou consentimento expresso da pessoa a que elas se referirem. 
DICA 80 
NÃO SERÃO RESTRIÇÃO DE ACESSO 
A Lei de acesso à informação (LAI) traz que as informações ou documentos que versem 
sobre condutas que impliquem violação dos direitos humanos praticada por agentes públicos 
ou a mando de autoridades públicas não poderão ser objeto de restrição de acesso. 
 
 
 
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 37 
 Veja como foi cobrado em prova! 
QUESTÃO FCC, 2017. 
De acordo com a Lei n° 12.527/2011 − Lei de Acesso à Informação, 
a) as informações que versem sobre violação dos direitos humanos praticada por agentes 
públicos não poderão ser objeto de restrição de acesso. 
b) a classificação das informações não poderá ser reavaliada pela autoridade 
classificadora, qualquer que seja o grau de sigilo anteriormente aplicado. 
c) a restrição de acesso a informações relativas à vida privada, honra e imagem da pessoa 
terá prevalência no caso de apuração de irregulares em que o titular das informações 
estiver envolvido. 
d) o prazo máximo de restrição de acesso às informações, na categoria ultrassecreta, é 
de vinte anos, prorrogáveis por igual tempo a pedido dos interessados. 
e) para o acesso a informações de interesse público, o requerente deve apresentar 
atestado de antecedentes e justificar sua pretensão. 
Gabarito: Letra a. 
DICA 81 
BENS PÚBLICOS 
 Classificação dos quanto à destinação: O artigo 99 do Código Civil utilizou o critério 
da destinação do bem para conceituar os bens públicos. 
 Bens de uso comum: são aqueles destinados ao uso indistinto de toda a população. 
 Ex.: Mar, rio, rua, praça, estradas, parques (art. 99, I do CC) 
 Bens de uso especial: são aqueles destinados a uma finalidade específica. Ex: 
Bibliotecas, teatros, escolas, fóruns, quartel, museu, repartições públicas em geral (art. 99, 
II do CC). 
 Bens dominicais (ou dominiais): não estão destinados nem a uma finalidade comum 
e nem a uma especial. “Constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, 
como objeto de direito pessoal ou real, de cada uma dessas entidades” (art. 99, III do CC). 
DICA 82 
BENS PÚBLICOS 
 São Bens Públicos (conforme o artigo 99 do Código Civil): 
 os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; 
 os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou 
estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de 
suas autarquias; 
 os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, 
como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 
 Titularidade dos bens: os bens públicos pertencem às pessoas jurídicas, e NÃO a 
órgãos públicos. 
 Domínio público: é expressão que comporta vários sentidos. Pode se confundir com 
propriedade pública, pode alcançar os bens inapropriáveis e pode tratar de todo o poder do 
Estado sobre qualquer patrimônio. Nesse último sentido, o domínio público abrange não só 
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 38 
os bens das pessoas jurídicas de Direito Público Interno, mas, também, os demais que, por 
sua utilidade coletiva, merecem a proteção do Direito Público, tais como as águas, as jazidas 
e as florestas. 
 Domínio público eminente: é o poder político pelo qual o Estado submete à sua 
vontade todas as coisas de seu território. É manifestação da soberania sobre quaisquer 
bens, privados ou públicos. É um poder de dominação ou de regulamentação que o Estado 
exerce sobre todos os bens ou coisas inapropriáveis de seu território. 
DICA 83 
ALIENAÇÃO DE BENS PÚBLICOS 
 Requisitos para alienação de bens públicos 
 motivação do ato administrativo; 
 desafetação (por decreto); 
 autorização legislativa (para bens imóveis); 
avaliação prévia; 
 licitação na modalidade de concorrência ou leilão. 
A alienação de bem público é possível, desde que o bem esteja desafetado, ou seja, 
não vinculado a nenhuma finalidade pública específica. Neste caso, o bem é considerado 
dominical e pode ser alienado. 
 Bem imóvel: deverá passar por autorização legislativa e avaliação prévia. 
 Bem móvel: necessita-se apenas de avaliação prévia e licitação na modalidade 
leilão, dispensada a autorização legislativa específica, bastando a genérica. 
 FORMAS DE ALIENAÇÃO DE BENS PÚBLICOS: 
VENDA: A alienação direta de bens imóveis; 
PERMUTA: A permuta de bens imóveis da União só é admitida no caso de outro imóvel 
que atenda a requisitos previstos em lei; 
DOAÇÃO: A doação, para os bens imóveis da União, só é permitida, EXCLUSIVAMENTE, 
para outro órgão ou entidade da administração pública, de qualquer esfera de governo. 
Por esta razão, também dispensa a licitação; 
AQUISIÇÃO DERIVADA DE PROCEDIMENTOS JUDICIAIS OU DE DAÇÃO EM 
PAGAMENTO: É o caso, por exemplo, dos imóveis adquiridos por herança jacente. Estes 
imóveis PODEM ser alienados por ato da autoridade competente, observadas as regras 
previstas em lei; 
INVESTIDURA: É a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área 
remanescente ou resultante de obra pública, área esta que se tornar inaproveitável 
isoladamente, por preço nunca inferior ao da avaliação. A investidura, por sua natureza, 
também dispensa licitação, mas imprescinde da autorização da autoridade competente; 
RETROCESSÃO: Retorno do bem expropriado ao antigo proprietário. Dispensa 
autorização legislativa específica (está no CC) e licitação (inviável a competição) e o ex-
proprietário deve pagar o preço atual da coisa. 
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 DICA 84 
BENS PÚBLICOS 
 Meios para aquisição de bens públicos: 
Contratos de Direito Privado; 
Usucapião; 
Desapropriação (intervenção do Estado na propriedade); 
Acessão (passa a pertencer ao proprietário aquilo o que aderir à propriedade (ilhas, 
aluvião, avulsão, obras, plantações, etc.); 
Aquisição causa mortis (ausência de sucessores ou sua renúncia: art. 1844, CC/2002); 
Arrematação (Pessoas Jurídicas de Direito Público podem participar de leilões, 
praceamento, etc.); 
Adjudicação (decorrente de penhora, em caso de interesse do credor, por preço não 
inferior ao da avaliação); 
Resgate na enfiteuse; 
Aquisição decorrente da lei (por exemplo, a disposição de que, feitos loteamentos, ainda 
que particulares, passam a integrar o patrimônio público, automaticamente, as ruas, 
praças, etc.). 
DICA 85 
CARACTERÍSTICAS DOS BENS DE USO COMUM E DE USO PESSOAL 
 Características dos bens de uso comum e de uso pessoal: 
 Inalienabilidade: enquanto estiverem afetados ao uso comum ou especial, os bens 
públicos não podem ser objeto de alienação; 
 Imprescritibilidade: Não corre prazo prescricional contra esses bens, ou seja, NÃO se 
admite usucapião dos bens públicos; 
 Impenhorabilidade: os bens não podem ser penhorados para garantir o pagamento 
de dívidas que por ventura sejam contraídas pelo Poder Público, haja vista a Constituição 
Federal garantir que os créditos contra a Fazenda Pública se submetem ao regime dos 
precatórios ou das requisições de pequeno valor, conforme preconiza o artigo 100, da 
Carta Magna: “Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, Estaduais, 
Distrital e Municipais, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão EXCLUSIVAMENTE na 
ordem cronológica de apresentaçãodos precatórios e à conta dos créditos respectivos, 
proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos 
adicionais abertos para este fim”. 
 Impossibilidade de oneração: na mesma vertente da impenhorabilidade, esses 
bens também não podem ser ofertados como garantia na obtenção de empréstimos, 
pela mesma garantia constitucional. 
 
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 40 
DIREITO PENAL 
DICA 86 
DAS PENAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DICA 87 
DAS PENAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE
ESPÉCIES
RECLUSÃO
DETENÇÃO
PRISÃO SIMPLES
REGIMES
FECHADO
SEMIABERTO
ABERTO
Pena cumprida em 
estabelecimento de segurança 
máxima ou média.
Pena é cumprida em colônia 
agrícola industrial ou 
estabelecimento similar.
Pena é cumprida em casa de 
albergado ou estabelecimento 
adequado.
SANÇÃO PENAL (gênero)
MEDIDA DE 
SEGURANÇA(espécie)
DETENTIVA: ocorre a internação no 
hospital de custódia e tratamento 
psiquiátrico.
RESTRITIVA: ocorre a sujeição do 
agente à tratamento ambulatorial.
A finalidade é EXCLUSIVAMENTE
preventiva.
PENA 
(espécie)
Privativas de liberdade.
Restritivas de direito.
Multa.
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 41 
DICA 88 
DAS PENAS 
 
DICA 89 
PUNIBILIDADE E SUAS CAUSAS DE EXTINÇÃO 
A punibilidade é a possibilidade jurídica de o Estado impor a sanção penal. Assim, como 
consequência da prática de um crime, surge o jus puniendi. 
 Extinção da Punibilidade: Em qualquer fase do processo, o juiz, se reconhecer 
extinta a punibilidade, deverá declará-lo de ofício (art. 61, CPP). 
EFEITOS: 
ANTES DA SENTENÇA: 
Atinge o jus puniendi; 
Não persiste qualquer efeito do processo ou da sentença. 
DEPOIS DA SENTENÇA: 
Em regra, atingem a execução ou alguns de seus efeitos, como a pena; 
Excepcionalmente, pode atingir todos os efeitos, como no caso da anistia e da 
abolitio criminis. 
CAUSAS DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE: 
Art. 107, CP; (ROL EXEMPLIFICATIVO). 
PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE - FIXAÇÃO DA PENA
1ª FASE
(art. 59, CP)
2ª FASE
(art. 61 e 65, CP)
3ª FASE
Fixará a PENA BASE, tendo o juiz de 
considerar as circunstâncias judiciais. 
Não podendo o juiz reduzir a pena além 
do mínimo previsto e nem autmenta-la 
além do máximo previsto no tipo legal.
O juiz analisará as circunstâncias 
legais em que fará apuração das 
situações ATENUANTES e 
AGRAVANTES.
AUMENTO e DIMINUIÇÃO de 
pena.
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 42 
DICA 90 
DOS CRIMES CONTRA A PESSOA - DOS CRIMES CONTRA A VIDA - CRIMES CONTRA 
A VIDA - HOMICÍDIO QUALIFICADO 
O homicídio qualificado é hediondo (exceção: o homicídio qualificado-privilegiado não é 
hediondo) e tem pena de 12 a 30 anos. 
 São hipóteses de homicídio qualificado: 
 mediante paga ou promessa de recompensa; 
 motivo torpe; 
 motivo fútil: é o motivo insignificante. 
 
 IMPORTANTE: a ausência de motivo não é considerada motivo fútil, ou seja, é melhor 
matar por “nada” do que por “pouco”; 
 emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, 
ou de que possa resultar perigo comum: o emprego de veneno, para qualificar o crime, 
deve ser dado para a vítima de forma astuciosa, ou seja, sem que ela saiba! Se a vítima 
souber que está sendo envenenada poderá restar configurado o motivo cruel; 
 traição, emboscada, mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne 
impossível a defesa do ofendido. 
 Ex.: vítima amarrada, algemada, de costas, dormindo, muito embriagada e etc; 
 para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime. 
 Ex.: matar a testemunha de um roubo semanas depois do crime; 
 com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido (MUITA ATENÇÃO 
pois essa hipótese é novidade trazida com o pacote anticrime, mas cuidado, não é 
qualquer arma de fogo, somente as de uso restrito ou proibido); 
 a premeditação, por si só, não qualifica o homicídio. 
DICA 91 
FEMINICÍDIO 
 O feminicídio é outra hipótese de homicídio qualificado. Mas o que é o feminicídio? É 
o homicídio de MULHER em uma dessas duas hipóteses: 
 em situação de violência doméstica e familiar OU; 
 em menosprezo à condição da mulher (essas situações são chamadas de condições do 
sexo feminino); 
 
 
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 43 
 O crime terá a pena aumentada de 1/3 até a metade se praticado: 
durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores ao parto; 
contra pessoa menor de 14 (catorze) anos; 
contra maior de 60 (sessenta) anos 
 CUIDADO, pois não é contra o IDOSO, pois idoso é todo aquele com 60 anos ou mais 
e para aumentar a pena no feminicídio é preciso que a vítima tenha mais de 60 anos; 
pessoa com deficiência ou portadora de doenças degenerativas que acarretem condição 
limitante ou de vulnerabilidade física ou mental; 
na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima; 
em descumprimento das medidas protetivas de urgência. 
DICA 92 
HOMICÍDIO FUNCIONAL 
 Outra hipótese de homicídio qualificado é o crime cometido contra: 
 integrantes da Marinha, Exército ou Aeronáutica; 
 integrantes das polícias: federal, rodoviária federal, ferroviária federal, civis, militares 
e corpos de bombeiros militares, penais federal, estaduais e distrital. 
 integrantes do sistema prisional; 
 integrantes da Força Nacional de Segurança Pública; 
 quando estiverem no exercício da função ou em decorrência dela 
 ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em 
razão dessa condição; 
 CUIDADO! 
 Se o agente estiver de férias ou de licença a qualificadora se aplicará, MAS se estiver 
exonerado ou aposentado, não mais se aplicará, pois estará encerrado o vínculo com 
o Estado; 
 A lei trouxe que a qualificadora abrange apenas os parentes consanguíneos, ou seja, 
ainda que seja injusto, não se aplica a filhos adotivos, por exemplo. 
 Parentes até terceiro grau atinge, por exemplo: avô e bisavô, tios e tias, irmãos, 
filhos, netos. não abrange, contudo, os primos, que são parentes de quarto grau. 
 
 
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DICA 93 
 HOMICÍDIO PRIVILEGIADO 
O homicídio privilegiado é na verdade uma causa de diminuição de pena, de 1/6 a 1/3 da 
pena. 
 Vejamos alguns pontos importantes para a sua prova: 
 para que esteja configurado o agente deve agir impelido por motivo de relevante valor 
social ou moral; 
 relevante valor social é aquele que inspira clamor social, como por exemplo, alguém 
que matasse o criminoso Lázaro, que vinha aterrorizando a população no centro do País; 
 relevante valor moral é aquele relacionado a interesse privado do agente, como por 
exemplo aquele que mata o estuprador de sua filha; 
 além das hipóteses, o agente deve agir sob o domínio de violenta emoção e logo após 
injusta provocação da vítima; 
 provocação não se confunde com agressão. Se for agressão será legítima defesa; 
 ATENÇÃO! 
O agente deve estar sob o domínio da violenta emoção; se a questão trouxer sob a 
influência, não será hipótese de homicídio privilegiado, mas de homicídio simples com 
circunstância atenuante. 
 DICA 94 
PERDÃO JUDICIAL 
 O perdão judicial consiste em uma causa de extinção de punibilidade. Vejamos alguns 
pontos importantes: 
 Chamado de princípio da bagatela imprópria; 
 A sentença tem natureza declaratória, consoantesúmula do STJ; 
 O perdão judicial, contudo, não se estende às vítimas que não tenham uma ligação 
afetiva com o agente; 
 Ex.: o pai que dá carona para o amigo do filho e causa um acidente em que as duas 
crianças morrem. Nesse caso o perdão judicial não se estende ao amigo do filho. 
DICA 95 
CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA - CRIMES FUNCIONAIS 
Os crimes funcionais são os próprios que exigem a condição de funcionário público para 
figurar como sujeito ativo (autor do crime). 
 Apenas dois crimes contra a fé pública são próprios de funcionário público: 
 Falso reconhecimento de firma ou letra - Art. 300, CP 
 Certidão ou atestado ideologicamente falso - Art. 301, CP 
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ATENÇÃO!! 
Não confunda com o crime de falsidade ideológica, que é um crime COMUM. 
 CUIDADO: todos os crimes contra a fé pública são dolosos, ou sejam, só podem ser 
praticados com intenção do agente; 
Logo, qualquer alternativa que traga um crime contra a fé pública que tenha sido praticado 
por negligência, imprudência ou imperícia estará ERRADA! 
DICA BÔNUS 
PAPÉIS PÚBLICOS 
 Não confunda o crime de falsificação de documento público com o crime de falsificação 
de papel público. 
 SÃO PAPÉIS PÚBLICOS: 
Selo tributário 
Crédito Público (exceto moeda de curso legal) 
Cautela de penhor 
Caderneta da Caixa Econômica 
Papel de arrecadação de renda pública 
 Ex.: alvará, guia judicial 
Passe estudantil (predileção da Vunesp) 
Vale-postal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DIREITO PROCESSUAL PENAL 
DICA 96 
MEIOS DE PROVA E MEIOS DE OBTENÇÃO DE PROVAS EM ESPÉCIE 
 CORPO DE DELITO: 
 O exame de corpo de delito é importantíssimo para a prova de vocês. 
 Visando esquematizar as informações postadas acima, no intuito de facilitar ainda mais 
o estudo de vocês, consolidei as principais informações abaixo: 
 
DICA 97 
CADEIA DE CUSTÓDIA DA PROVA 
 ESSA É MUITO IMPORTANTE! VAI CAIR!!!! 
Trata-se de inovação do Pacote Anticrime. 
O que é a cadeia de custódia? 
É um conjunto de procedimentos que garantem a autenticidade das evidências 
coletadas e examinadas, de forma que não haja lugar para qualquer tipo de adulteração. 
De acordo com o art. 158-A do CPP, considera-se cadeia de custódia o conjunto de 
procedimentos utilizados para manter e documentar a história cronológica do vestígio 
coletado em locais ou em vítimas de crimes, para rastrear sua posse e manuseio a partir de 
seu reconhecimento até o descarte. 
DICA 98 
MEDIDAS CAUTELARES DE NATUREZA PESSOAL - ASPECTOS GERAIS; PRISÕES E 
MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO 
 As medidas cautelares deverão ser aplicadas observando-se a: 
 Necessidade para aplicação da lei penal, para a investigação ou a instrução criminal e, 
nos casos expressamente previstos, para evitar a prática de infrações penais; 
 Adequação da medida à gravidade do crime, circunstâncias do fato e condições pessoais 
do indiciado ou acusado. 
•É obrigatório nas infrações não transeuntes (que deixam
vestígios).
•A confissão do acusado não pode supri-lo.
•A prova testemunhal pode suprir, quando os vestígios tiverem
desaparecido
•Nos Juizados, o exame de corpo de delito é dispensado, se a inicial
vier acompanhada de boletim médico ou prova equivalente.
•Juiz não fica adstrito ao laudo pericial.
•Deve ser realizado por UM perito oficial ou DOIS peritos não
oficiais.
•Laudo pericial: prazo de 10 dias, prorrogável a requerimento do
•O exame pode ser realizado em qualquer dia e a qualquer hora.
Exame de 
corpo de 
delito
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 47 
 FIQUE ATENTO (A)! 
As medidas cautelares poderão ser aplicadas isolada OU cumulativamente. 
DICA 99 
MEDIDAS CAUTELARES 
As medidas cautelares serão decretadas pelo juiz a requerimento das partes ou, quando 
no curso da investigação criminal, por representação da autoridade policial ou mediante 
requerimento do Ministério Público. 
Ressalvados os casos de urgência ou de perigo de ineficácia da medida, o juiz, ao 
receber o pedido de medida cautelar, determinará a intimação da parte contrária, para 
se manifestar no prazo de 5 dias, acompanhada de cópia do requerimento e das peças 
necessárias, permanecendo os autos em juízo. 
 TOME NOTA! 
Os casos de urgência ou de perigo deverão ser justificados e fundamentados em 
decisão que contenha elementos do caso concreto que justifiquem essa medida excepcional. 
DICA 100 
DESCUMPRIMENTO DE QUALQUER DAS OBRIGAÇÕES IMPOSTAS 
 No caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas, o juiz, mediante 
requerimento do Ministério Público, de seu assistente ou do querelante, poderá substituir 
a medida, impor outra em cumulação, ou, em último caso, decretar a prisão preventiva. 
TOME NOTA! 
O juiz poderá, de ofício ou a pedido das partes, revogar a medida cautelar ou substituí-
la quando verificar a falta de motivo para que subsista, bem como voltar a decretá-la, se 
sobrevierem razões que a justifiquem, consoante dispõe o § 5º, art. 282 do CPP – redação 
dada pelo pacote anticrime. 
DICA BÔNUS 
MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO 
 São medidas cautelares diversas da prisão: 
Comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz, para 
informar e justificar atividades; 
Proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando, por circunstâncias 
relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para 
evitar o risco de novas infrações; 
Proibição de manter contato com pessoa determinada quando, por circunstâncias 
relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante; 
Proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência seja conveniente ou 
necessária para a investigação ou instrução; 
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Recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado ou 
acusado tenha residência e trabalho fixos; 
Suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica ou 
financeira quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais; 
Internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados com violência ou 
grave ameaça, quando os peritos concluírem ser inimputável ou semi-imputável (art. 26 
do Código Penal) e houver risco de reiteração; 
Fiança, nas infrações que a admitem, para assegurar o comparecimento a atos do 
processo, evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada à 
ordem judicial; 
Monitoração eletrônica. 
 FIQUE ATENTO (A)! 
A proibição de ausentar-se do País será comunicada pelo juiz às autoridades 
encarregadas de fiscalizar as saídas do território nacional, intimando-se o indiciado ou 
acusado para entregar o passaporte, no prazo de 24 horas. 
DICA BÔNUS 
PROCEDIMENTO COMUM: ORDINÁRIO, SUMÁRIO E SUMARÍSSIMO 
O procedimento poderá ser comum ou especial. 
 O procedimento comum poderá ser: 
 ORDINÁRIO: pena máxima igual ou superior a 4 anos; 
 SUMÁRIO: pena máxima superior a 2 anos e inferior a 4 anos (ou seja, quase sempre 
3 anos); 
 SUMARÍSSIMO: crimes com pena máxima até 2 anos e contravenções penais; 
 JURI: crimes dolosos contra a vida (homicídio, auxílio ao suicídio ou automutilação, 
infanticídio e aborto), independente da pena. 
ATENÇÃO! 
No processo civil o procedimento sumário foi extinto, mas segue existindo no 
processo penal. 
 
 
 
 
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DIREITO PENAL MILITAR 
DICA 101 
DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA 
 A execução da pena privativa da liberdade, não superior a 2 (dois) anos, pode ser 
suspensa, por 2 (dois) anos a 6 (seis) anos, desde que: 
 o sentenciado não haja sofrido no País ou no estrangeiro, condenação irrecorrível por 
outro crime a pena privativa da liberdade, salvo o disposto no 1º do art. 71; 
 os seus antecedentes e personalidade, os motivos e as circunstâncias do crime, bem 
como sua conduta posterior, autorizem a presunção de que não tornará a delinquir. 
DICA 102 
DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA 
A suspensão não se estende às penas de reforma, suspensão do exercício do posto, 
graduação ou função ou à pena acessória, nem exclui a aplicação de medida de 
segurança não detentiva. 
Condições: Quanto às condições, a sentença deve especificar as condições a que fica 
subordinada a suspensão. 
DICA 103 
DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA 
 Revogação Obrigatória da Suspensão: 
 A suspensão é revogada se, no curso do prazo, o beneficiário: 
 é condenado, por sentença irrecorrível, na Justiça Militar ou na comum, em razão de 
crime, ou de contravenção reveladora de má índole ou a que tenha sido imposta pena 
privativa de liberdade; 
 não efetua, sem motivo justificado, a reparação do dano; 
 sendo militar, é punido por infração disciplinar considerada grave. 
DICA 104 
DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA 
 Revogação Facultativa: 
A suspensão pode ser também revogada, se o condenado deixa de cumprir qualquer das 
obrigações constantes da sentença. 
Quando facultativa a revogação, o juiz pode, ao invés de decretá-la, prorrogar o período de 
prova até o máximo, se este não foi o fixado. 
Por fim, se o beneficiário está respondendo a processo que, no caso de condenação, pode 
acarretar a revogação, considera-se prorrogado o prazo da suspensão até o julgamento 
definitivo. 
 
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DICA 105 
NÃO APLICAÇÃO DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA 
 A suspensão condicional da pena não se aplica: 
 ao condenado por crime cometido em tempo de guerra; 
 em tempo de paz: 
→ por crime contra a segurança nacional, de aliciação e incitamento, de violência contra 
superior, oficial de dia, de serviço ou de quarto, sentinela, vigia ou plantão, de 
desrespeito a superior, de insubordinação, ou de deserção; 
→ pelos crimes previstos nos arts. 160, 161, 162, 235, 291 e seu parágrafo único, ns. I 
a IV. 
DICA 106 
DO LIVRAMENTO CONDICIONAL 
 Requisitos: O condenado a pena de reclusão ou de detenção por tempo igual ou superior 
a dois anos pode ser liberado condicionalmente, desde que: 
 tenha cumprido: 
a) metade da pena, se primário; 
b) dois terços, se reincidente; 
 tenha reparado, salvo impossibilidade de fazê-lo, o dano causado pelo crime; 
 sua boa conduta durante a execução da pena, sua adaptação ao trabalho e às 
circunstâncias atinentes a sua personalidade, ao meio social e à sua vida pregressa 
permitem supor que não voltará a delinquir. 
DICA 107 
DO LIVRAMENTO CONDICIONAL - REVOGAÇÃO OBRIGATÓRIA 
 Revoga-se o livramento, se o liberado vem a ser condenado, em sentença irrecorrível, a 
penal privativa de liberdade: 
 por infração penal cometida durante a vigência do benefício; 
 por infração penal anterior, salvo se, tendo de ser unificadas as penas, não fica 
prejudicado o requisito do art. 89, nº I, letra a. 
DICA 108 
DO LIVRAMENTO CONDICIONAL - REVOGAÇÃO FACULTATIVA 
O juiz pode, também, revogar o livramento se o liberado deixa de cumprir qualquer das 
obrigações constantes da sentença ou é irrecorrivelmente condenado, por motivo de 
contravenção, a pena que não seja privativa de liberdade; ou, se militar, sofre penalidade 
por transgressão disciplinar considerada grave. 
 
 
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 51 
DICA 109 
DO LIVRAMENTO CONDICIONAL - EFEITOS DA REVOGAÇÃO 
Revogado o livramento, não pode ser novamente concedido e, salvo quando a revogação 
resulta de condenação por infração penal anterior ao benefício, não se desconta na pena o 
tempo em que esteve solto o condenado. 
 INFORMAÇÃO BÔNUS: 
 Não aplicação do livramento condicional: O livramento condicional não se aplica 
ao condenado por crime cometido em tempo de guerra. 
DICA 110 
CASOS ESPECIAIS DO LIVRAMENTO CONDICIONAL 
Em tempo de paz, o livramento condicional por crime contra a segurança externa do país, 
ou de revolta, motim, aliciação e incitamento, violência contra superior ou militar de serviço, 
só será concedido após o cumprimento de dois terços da pena, observado ainda o disposto 
no art. 89, preâmbulo, seus números II e III e §§ 1º e 2º. 
DICA 111 
DOS EFEITOS DA CONDENAÇÃO 
OBRIGAÇÃO DE REPARAR O DANO 
 São efeitos da condenação: 
 tornar certa a obrigação de reparar o dano resultante do crime; 
PERDA EM FAVOR DA FAZENDA NACIONAL 
 a perda, em favor da Fazenda Nacional, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro 
de boa-fé: 
 dos instrumentos do crime, desde que consistam em coisas cujo fabrico, alienação, 
uso, porte ou detenção constitua fato ilícito; 
 do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo 
agente com a sua prática. 
DICA 112 
CASSAÇÃO DE LICENÇA PARA DIRIGIR VEÍCULOS MOTORIZADOS 
Ao condenado por crime cometido na direção ou relacionadamente à direção de veículos 
motorizados, deve ser cassada a licença para tal fim, pelo prazo mínimo de um ano, se as 
circunstâncias do caso e os antecedentes do condenado revelam a sua inaptidão para essa 
atividade e consequente perigo para a incolumidade alheia. 
O prazo da interdição se conta do dia em que termina a execução da pena privativa de 
liberdade ou da medida de segurança detentiva, ou da data da suspensão condicional da 
pena ou da concessão do livramento ou desinternação condicionais. 
 
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 IMPORTANTE: Se, antes de expirado o prazo estabelecido, é averiguada a cessação do 
perigo condicionante da interdição, esta é revogada; mas, se o perigo persiste ao termo do 
prazo, prorroga-se este enquanto não cessa aquele. A cassação da licença deve ser 
determinada ainda no caso de absolvição do réu em razão de inimputabilidade. 
DICA 113 
AÇÃO PENAL 
A ação penal somente pode ser promovida por denúncia do Ministério Público da Justiça 
Militar. 
 IMPORTANTE: O Ministério Público é o órgão de acusação no processo penal militar, 
cabendo ao procurador-geral exercê-la nas ações de competência originária no Superior 
Tribunal Militar e aos procuradores nas ações perante os órgãos judiciários de primeira 
instância. 
DICA 114 
TERMO INICIAL DA PRESCRIÇÃO DA AÇÃO PENAL 
 A prescrição da ação penal começa a correr: 
 do dia em que o crime se consumou; 
 no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa; 
 nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência; 
 nos crimes de falsidade, da data em que o fato se tornou conhecido. 
DICA 115 
MOTIM 
Para saber da tipicidade indireta deste crime deve-se observar o inciso I do art. 9º do CPM, 
que normatiza o entendimento de que, para a subsunção do fato a este delito, basta que 
sejam encontrados os elementos grafados no tipo penal da Parte Especial. 
A norma impõe como autores militares ou assemelhados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 53 
DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR 
 
DICA 116 
DOS PROCESSOS EM ESPÉCIES - DO PROCESSO ORDINÁRIO:DA PREFERÊNCIA 
PARA A INSTRUÇÃO CRIMINAL 
 De acordo com o art. 384 do CPPM, terão preferência para a instrução criminal: 
 os processos, a que respondam os acusados presos; 
 dentre os presos, os de prisão mais antiga; 
 dentre os acusados soltos e os revéis, os de prioridade de processo. 
Destaca-se que a ordem de preferência poderá ser alterada por conveniência da justiça 
ou da ordem militar. 
DICA 117 
DO INÍCIO DO PROCESSO ORDINÁRIO 
O processo ordinário inicia-se com o recebimento da denúncia. 
Se o procurador (promotor) entender que os autos do inquérito ou as peças de informação 
não ministram os elementos indispensáveis ao oferecimento da denúncia, requererá ao 
auditor que os mande arquivar. Se este concordar com o pedido, determinará o 
arquivamento; se dele discordar, remeterá os autos ao procurador-geral. 
Se o procurador-geral entender que há elementos para a ação penal, designará outro 
procurador (promotor), a fim de promovê-la; em caso contrário, mandará arquivar o 
processo. 
A mesma designação poderá fazer, avocando o processo, sempre que tiver conhecimento 
de que, existindo em determinado caso elementos para a ação penal, esta não foi 
promovida. 
O procurador (promotor) antes de oferecer a denúncia, poderá alegar a incompetência do 
juízo. 
DICA 118 
DA INSTALAÇÃO DO CONSELHO DE JUSTIÇA E DAS PROVIDÊNCIAS DO AUDITOR 
 Recebida a denúncia, o auditor: 
 providenciará, conforme o caso, o sorteio do Conselho Especial ou a convocação do 
Conselho Permanente, de Justiça; 
 designará dia, lugar e hora para a instalação do Conselho de Justiça; 
 determinará a citação do acusado, de acordo com o art. 277, para assistir a todos os 
termos do processo até decisão final, nos dias, lugar e horas que forem designados, sob 
pena de revelia, bem como a intimação do representante do Ministério Público; 
 determinará a intimação das testemunhas arroladas na denúncia, para comparecerem 
no lugar, dia e hora que lhes for designado, sob as penas de lei; e se couber, a notificação 
do ofendido, para os fins dos arts. 311 e 312. 
 
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 54 
DICA 119 
DO COMPROMISSO LEGAL 
 Prescreve o art. 400 do CPPM que tendo à sua direita o auditor, à sua esquerda o 
oficial de posto mais elevado ou mais antigo e, nos outros lugares, alternadamente, os 
demais juízes, conforme os seus postos ou antiguidade, ficando o escrivão em mesa próxima 
ao auditor e o procurador em mesa que lhe é reservada — o presidente, na primeira reunião 
do Conselho de Justiça, prestará em voz alta, de pé, descoberto, o seguinte compromisso: 
"Prometo apreciar com imparcial atenção os fatos que me forem submetidos e julgá-los de 
acordo com a lei e a prova dos autos." Esse compromisso será também prestado pelos 
demais juízes, sob a fórmula: "Assim o prometo. 
 Desse ato, o escrivão lavrará certidão nos autos. 
DICA 120 
DA CONCLUSÃO DOS AUTOS AO AUDITOR 
Prevê o art. 427 do CPPM que, após a inquirição da última testemunha de defesa, os 
autos irão conclusos ao auditor, que deles determinará vista em cartório às partes, por 
5 dias, para requererem, se não o tiverem feito, o que for de direito. 
Findo o prazo aludido no artigo 427 e se não tiver havido requerimento ou despacho para 
os fins nele previstos, o auditor determinará ao escrivão abertura de vista dos autos 
para alegações escritas, sucessivamente, por 8 dias, ao representante do 
Ministério Público e ao advogado do acusado. Se houver assistente, constituído até o 
encerramento da instrução criminal, ser-lhe-á dada vista dos autos, se o requerer, por 5 
dias, imediatamente após as alegações apresentadas pelo representante do Ministério 
Público. 
Se ao processo responderem mais de 5 acusados e diferentes forem os advogados, o prazo 
de vista será de 12 dias, correndo em cartório e em comum para todos. O mesmo prazo 
terá o representante do Ministério Público. 
O escrivão certificará, com a declaração do dia e hora, o recebimento das alegações escritas, 
à medida da apresentação. Se recebidas fora do prazo, o auditor mandará desentranhá-las 
dos autos, salvo prova imediata de que a demora resultou de óbice irremovível 
materialmente. 
DICA 121 
DO PROCESSO DE RESTAURAÇÃO DE AUTOS 
Previsto no art. 481, que prevê que os autos originais de processo penal militar extraviados 
ou destruídos, em primeira ou segunda instância, serão restaurados. 
 Se existir e for exibida cópia autêntica ou certidão do processo, será uma ou outra 
considerada como original. Na falta de cópia autêntica ou certidão do processo, o juiz 
mandará, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, que: 
 o escrivão certifique o estado do processo, segundo a sua lembrança, e reproduza o que 
houver a respeito em seus protocolos e registros; 
 sejam requisitadas cópias do que constar a respeito do processo no Instituto Médico 
Legal, no Instituto de Identificação e Estatística, ou em estabelecimentos congêneres, 
repartições públicas, penitenciárias, presídios ou estabelecimentos militares; 
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 sejam citadas as partes pessoalmente ou, se não forem encontradas, por edital, 
com o prazo de 10 dias, para o processo de restauração. 
Proceder-se-á à restauração em primeira instância, ainda que os autos se tenham 
extraviado na segunda, salvo em se tratando de processo originário do Superior 
Tribunal Militar, ou que nele transite em grau de recurso. O processo de restauração 
correrá em primeira instância perante o auditor, na Auditoria onde se iniciou. 
No dia designado, as partes serão ouvidas, mencionando-se em termo circunstanciado os 
pontos em que estiverem acordes e a exibição e a conferência das certidões e mais 
reproduções do processo, apresentadas e conferidas. 
O juiz determinará as diligências necessárias para a restauração, observando-se o 
seguinte: 
caso ainda não tenha sido proferida a sentença, reinquirir-se-ão as testemunhas, 
podendo ser substituídas as que tiverem falecido ou se encontrarem em lugar não sabido; 
os exames periciais, quando possível, serão repetidos, e de preferência pelos mesmos 
peritos; 
a prova documental será reproduzida por meio de cópia autêntica ou, quando impossível, 
por meio de testemunhas; 
poderão também ser inquiridas, sobre os autos do processo em restauração, as 
autoridades, os serventuários, os peritos e mais pessoas que tenham nele funcionado; 
o Ministério Público e as partes poderão oferecer testemunhas e produzir documentos, 
para provar o teor do processo extraviado ou destruído. 
DICA 122 
DO PROCESSO DE RESTAURAÇÃO DE AUTOS 
Realizadas as diligências que, salvo motivo de força maior, deverão terminar dentro 
em 40 dias, serão os autos conclusos para julgamento. 
No curso do processo e depois de subirem os autos conclusos para sentença, o juiz poderá, 
dentro de 5 dias, requisitar de autoridades ou repartições todos os esclarecimentos 
necessários à restauração. 
Julgada a restauração, os autos respectivos valerão pelos originais. Se no curso da 
restauração aparecerem os autos originais, nestes continuará o processo, sendo a eles 
apensos os da restauração. 
Até a decisão que julgue restaurados os autos, a sentença condenatória em execução 
continuará a produzir efeito, desde que conste da respectiva guia arquivada na prisão onde 
o réu estiver cumprindo pena, ou de registro que torne inequívoca a sua existência. 
A restauração perante o Superior Tribunal Militar caberá ao relator do processo em 
andamento, ou a ministro que for sorteado para aquele fim, no caso de não haver relator. 
 O causador do extravio ou destruição responderá criminalmente pelo fato, nos termos 
do art. 352 e seu parágrafo único, do Código Penal Militar. 
 
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DICA 123 
DAS NULIDADES 
Nenhum ato judicial será declarado nulo se da nulidade não resultar prejuízo para a 
acusação ou para a defesa. 
A nulidade ocorrerá nos seguintes casos: 
por incompetência, impedimento, suspeição ou suborno do juiz; 
por ilegitimidade de parte; 
por preterição das fórmulas ou termos seguintes: 
→ a denúncia; 
→ o exame de corpo de delito nos crimes que deixam vestígios, ressalvado o disposto 
no parágrafo único do art. 328 (impossibilidade do exame); 
→ a citação do acusado para ver-se processar e o seu interrogatório, quando presente; 
→ os prazos concedidos à acusação e à defesa; 
→ a intervenção do Ministério Público em todos os termos da ação penal; 
→ a nomeação de defensor ao réu presente que não o tiver, ou de curador ao ausente e 
ao menor de dezoito anos; 
→ a intimação das testemunhas arroladas na denúncia; 
→ o sorteio dos juízes militares e seu compromisso; 
→ a acusação e a defesa nos termos estabelecidos por este Código; 
→ a notificação do réu ou seu defensor para a sessão de julgamento; 
→ a intimação das partes para a ciência da sentença ou decisão de que caiba recurso. 
por omissão de formalidade que constitua elemento essencial do processo. 
DICA 124 
DO IMPEDIMENTO PARA A ARGUIÇÃO DA NULIDADE 
Nenhuma das partes poderá arguir a nulidade a que tenha dado causa ou para que tenha 
concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interessa, é o 
que estipula o art. 501 do CPPM. 
De igual modo, não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na 
apuração da verdade substancial ou na decisão da causa. 
A falta ou a nulidade da citação, da intimação ou notificação ficará sanada com o 
comparecimento do interessado antes de o ato consumar-se, embora declare que o faz com 
o único fim de argui-la. O juiz ordenará, todavia, a suspensão ou adiamento do ato, quando 
reconhecer que a irregularidade poderá prejudicar o direito da parte. 
 
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DICA 125 
DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO E SEU CABIMENTO 
 As hipóteses de cabimento do Recurso em Sentido Estrito estão elencadas no rol do art. 
516 do CPPM, o qual prevê que caberá recurso em sentido estrito da decisão ou sentença 
que: 
reconhecer a inexistência de crime militar, em tese; 
indeferir o pedido de arquivamento, ou a devolução do inquérito à autoridade 
administrativa; 
absolver o réu no caso do art. 48 do Código Penal Militar; 
não receber a denúncia no todo ou em parte, ou seu aditamento; 
concluir pela incompetência da Justiça Militar, do auditor ou do Conselho de Justiça; 
julgar procedente a exceção, salvo de suspeição; 
julgar improcedente o corpo de delito ou outros exames; 
decretar, ou não, a prisão preventiva, ou revogá-la; 
conceder ou negar a menagem; 
decretar a prescrição, ou julgar, por outro modo, extinta a punibilidade; 
indeferir o pedido de reconhecimento da prescrição ou de outra causa extintiva da 
punibilidade; 
conceder, negar, ou revogar o livramento condicional ou a suspensão condicional da 
pena; 
anular, no todo ou em parte, o processo da instrução criminal; 
decidir sobre a unificação das penas; 
decretar, ou não, a medida de segurança; 
não receber a apelação ou recurso. 
 O recurso em sentido estrito não terá efeito suspensivo, salvo os interpostos das 
decisões sobre matéria de competência, das que julgarem extinta a ação penal, ou 
decidirem pela concessão do livramento condicional. 
DICA 126 
DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 
O prazo para interposição do recurso em sentido estrito é de 3 dias e para a apresentação 
das razões e contrarrazões é de 5 dias. 
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 58 
Quanto a legitimidade, a interposição deste recurso pode se dar tanto pela defesa quanto 
pela acusação. 
Com a resposta do recorrido ou sem ela, o auditor ou o Conselho de Justiça, dentro de 
5 dias, poderá reformar a decisão (juízo de retratação) se corrida ou mandar juntar 
ao recurso o traslado das peças dos autos, que julgar convenientes para a sustentação dela. 
Se reformada a decisão recorrida, poderá a parte prejudicada, por simples petição, recorrer 
da nova decisão, quando, por sua natureza, dela caiba recurso. Neste caso, os autos subirão 
imediatamente à instância superior, assinado o termo de recurso independentemente de 
novas razões. 
O recurso será remetido ao Tribunal dentro de 5 dias, contados da sustentação da decisão. 
O recurso em sentido estrito possui os efeitos devolutivo, regressivo e suspensivo (esse 
apenas nos casos que digam respeito à competência, extinção da ação penal militar e 
concessão de livramento condicional. 
DICA 127 
DA APELAÇÃO E SEU CABIMENTO 
 A apelação é o recurso cabível para combater sentença: condenatória ou absolutória; 
definitiva ou com força de definitiva, nos casos não previstos para o recurso em sentido 
estrito (RESE). 
 Neste sentido é o art. 526: 
Cabe apelação: 
da sentença definitiva de condenação ou de absolvição; 
de sentença definitiva ou com força de definitiva, nos casos não previstos no capítulo 
anterior. 
Quando cabível a apelação, não poderá ser usado o recurso em sentido estrito, ainda que 
somente de parte da decisão se recorra. 
DICA 128 
DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO DE APELAÇÃO 
A apelação será interposta por petição escrita, dentro do prazo de 5 dias, contados da data 
da intimação da sentença ou da sua leitura em pública audiência, na presença das partes 
ou seus procuradores. 
Recebida a apelação, será aberta vista dos autos, sucessivamente, ao apelante e ao apelado 
pelo prazo de 10 dias, a cada um, para oferecimento de razões. 
 
PARA MEMORIZAR: 
Interposição: 5 dias 
Razões e Contrarrazões: 10 dias 
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 59 
Se houver assistente, poderá este arrazoar, no prazo de 3 dias, após o Ministério Público. 
E se for mais de um apelante? 
Quando forem dois ou mais os apelantes, ou apelados, os prazos serão comuns. 
Por fim, destaca-se que tanto a defesa quanto a acusação possuem legitimidade para apelar. 
DICA 129 
DOS EFEITOS DA APELAÇÃO 
 O recurso de apelação, possui como efeitos: 
 Devolutivo; 
 Suspensivo, apenas nos casos de sentença condenatória, aplicação provisória de medida 
de segurança e decisão sobre sursis. 
 Note-se que, ao contrário do Recurso em Sentido Estrito (RESE), na apelação não há 
o chamado efeito regressivo, também conhecido como juízo de retratação, efeito iterativo 
ou efeito diferido. 
DICA 130 
DOS EMBARGOS 
Nos termos do art. 538 do CPPM, o Ministério Público e o réu poderão opor embargos de 
nulidade, infringentes do julgado e de declaração, às sentenças finais proferidas pelo 
Superior Tribunal Militar. 
Os embargos de nulidade ou infringentes do julgado serão oferecidos juntamente com a 
petição, quando articulados, podendo ser acompanhados de documentos. 
Nos embargos de declaração indicará a parte os pontos em que entende ser o acórdão 
ambíguo, obscuro, contraditório ou omisso. 
Os embargos serão oferecidos por petição dirigida ao presidente, dentro do prazo de 5 
dias, contados da data da intimação do acórdão. 
 Possui os efeitos Devolutivo, Regressivo e o Suspensivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CRIMINOLOGIA 
 
DICA 131 
TERZA SCUOLA 
 A Terza Scuola Italiana, no qual os expoentes foram Manuel Carnevale, Bernardino 
Alimena e JoãoImpallomeni, fixou os seguintes postulados criminológicos: 
 distinção entre imputáveis e inimputáveis; 
 responsabilidade moral baseada no determinismo (quem não tiver a capacidade de se 
levar pelos motivos, deverá receber uma medida de segurança); 
 crime como fenômeno social e individual; 
 pena com caráter aflitivo, cuja finalidade é a defesa social. 
DICA 132 
ESTUDO ESQUEMÁTICO DA TERZA SCUOLA 
 Terza Scuola (Princípios Principais): 
 Manuel Carnevale, Bernardino Alimena e João Impallomeni 
 Crime como um fenômeno individual e social 
 Pena aflitiva como defesa social 
 Diferença entre imputáveis e inimputáveis 
DICA 133 
ESCOLAS CRIMINOLÓGICAS - TERCEIRA ESCOLA ITALIANA 
 Terceira Escola Italiana: Escola intermediária da Clássica e da Positiva. Nasceu no 
século XX. Seus defensores foram Bernadino Alimena, Giuseppe Impallomeni e Manuel 
Carnevale. 
 Seu marco principal se deu com a publicação do artigo “Una Terza Scuola di Diritto 
Penale in Italia”, de Carnevale. Alguns pilares da Terza Scuola Italiana: 
Distingue os imputáveis dos inimputáveis; 
O crime é um fenômeno social e individual; 
A finalidade da pena é de defesa social e possui caráter aflitivo; 
O Direito Penal é autônomo; 
É considerada uma Escola eclética; 
É conhecida como Escola crítica; 
Seu objetivo era superar os extremismos da Escola Clássica e da Positivista; 
Para essa Escola, a responsabilidade penal é baseada na imputabilidade moral. 
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 61 
DICA 134 
ESCOLAS CRIMINOLÓGICAS: ESCOLA POSITIVISTA 
 Escola Positivista: Escola Positiva ou Criminologia Positivista. Os principais autores são 
Cesare Lombroso, Enrico Ferri e Rafaelle Garofalo. Surge como resposta às limitações 
da Escola Clássica, no século XIX, sob influência dos estudos da biologia, da sociologia. 
Segundo a Escola Positivista, o crime se origina da vida em sociedade, ou seja, é um 
fato natural e o criminoso é considerado anormal sob as óticas psíquica e biológica. Assumia 
uma concepção patológica da criminalidade. O criminoso não possui livre arbítrio. A pena é 
para prevenção. Nesta fase, a Criminologia é uma verdadeira ciência. 
DICA 135 
ESCOLAS CRIMINOLÓGICAS: ESCOLA POSITIVISTA 
 A Escola Positivista tem três fases, cada uma com uma característica própria e um autor 
de referência: fase antropológica, fase sociológica e fase jurídica. 
FASE ANTROPOLÓGICA: 
LOMBROSO. Nesta fase, Lombroso, por meio de seus estudos com um método 
experimental, conclui a existência de um criminoso nato, levando em consideração 
características físicas (perfil padronizado). 
FASE SOCIOLÓGICA: 
FERRI. Nesta fase, segundo o autor, o criminoso estaria propenso ao cometimento 
de crimes em razão do meio em que está inserido (sem livre arbítrio). Ferri chega a 
quatro formas de repressão do crime: meios preventivos, reparatórios, 
repressivos e excludentes. 
FASE JURÍDICA: 
GAROFALO. Este autor normatizou as ideias da Escola Positivista, transformando as 
ideias positivistas em entendimentos e leis. 
DICA 136 
ESCOLAS CRIMINOLÓGICAS: ESCOLA POSITIVISTA 
 Cesare Lombroso: Lombroso ganhou o título de pai da criminologia. Sua principal 
obra foi “O Homem Delinquente”. Este autor utilizou o método indutivo-experimental 
na Criminologia. 
 Segundo Lombroso, existia o criminoso nato (expressão criada por Enrico Ferri): 
aquele que já nascia criminoso em razão de malformação do crânio e outras 
características físicas (crânio assimétrico, canhotismo, maçãs no rosto grandes, lábios 
finos, entre outras). Ocorre que, ao considerar que com essas anomalias o criminoso 
escolheria o crime, é aceitável a aplicação da pena antes do cometimento do delito. 
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 62 
 Para Lombroso, o criminoso se divide nesses tipos: criminoso nato, pseudodelinquentes 
e criminaloides. 
 O Criminoso Nato é o real criminoso → atavismo → o criminoso herdava as qualidades 
de criminoso de seus ancestrais. 
 Pseudodelinquentes → criminosos ocasionais e passionais. 
 Criminalóides → “meio delinquentes” ou “meio loucos”, ou seja, são os semi-
imputáveis. 
DICA 137 
ESCOLAS CRIMINOLÓGICAS - ESCOLA POSITIVISTA 
 Enrico Ferri: Sua principal obra foi “Sociologia Criminal”. Ferrei defendia a tese de 
que os fatores antropológicos, aliados aos fatos físicos e sociais, originavam a criminalidade. 
Desse modo, o criminoso estaria propenso ao cometimento de delitos por motivos do meio 
em que vive, sem o livre-arbítrio. Ferri dizia que a responsabilidade penal era fundamentada 
na responsabilidade social. Ferri foi o idealizador da Lei da Saturação Criminal. 
Para o autor, são causas do crime: causas antropológicas, causas físicas e causas sociais. 
As causas antropológicas seriam a psique, organismo individual, sexo, raça, entre outros. 
As causas físicas seriam a temperatura, por exemplo. As causas sociais seriam o trabalho, 
a família, as amizades, as crenças, entre outras. 
DICA 138 
ESCOLAS CRIMINOLÓGICAS - ESCOLA POSITIVISTA 
 Raffaele Garófalo: Sua visão da criminologia era mais técnica, por ser jurista e 
Ministro da Corte de Apelação da cidade de Nápoles, na Itália. Sua principal obra foi 
“Criminologia”. Acreditava que havia o criminoso nato e que existiam duas espécies de 
delito: legal e natural. Os delitos legais eram cometidos em regiões ou locais específicos e 
não ofendiam o senso de moralidade comum, como os delitos tributários. Os delitos naturais 
eram os crimes como o homicídio, por exemplo, e eram cometidos em qualquer local ou 
região. 
DICA 139 
POSTULADOS DA ESCOLA POSITIVA 
 O direito penal é obra humana; 
 A responsabilidade social decorre do determinismo social; 
 O delito é um fenômeno natural e social (fatores biológicos, físicos e sociais); 
 A pena é um instrumento de defesa social (prevenção geral); 
 Método indutivo-experimental; 
 Os objetos de estudo da ciência penal são o crime, o criminoso, a pena e o processo 
 
 
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 63 
DICA 140 
RAFFAELE GAROFALO E SUAS CLASSIFICAÇÕES DE CRIMINOSOS 
Ele natos (instintivos), fortuitos (de ocasião) ou pelo defeito moral especial 
(ASSASSINOS, VIOLENTOS, ÍMPROBOS E CÍNICOS), propugnando pela pena de morte aos 
primeiros. 
 IMPORTANTE: Seu grande trabalho foi criar a ideia de delito natural (violação dos 
sentimentos altruísticos de piedade e probidade). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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