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Direito Processual Penal 
Aplicação da Lei Processual 
Professor Anna Rafaela Lessa | www.profissaopolicial.com.br 
 
1 
 
Direito Processual Penal 
Professor Anna Rafaela Lessa 
 
 
 
Sumário 
 
1 INTRODUÇÃO SOBRE A MATÉRIA ........................................................................................................... 2 
2 APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL NO ESPAÇO .......................................................................................... 2 
3 APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL NO TEMPO ........................................................................................... 5 
4 APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL EM RELAÇÃO ÀS PESSOAS ..................................................................... 7 
5 SÚMULAS E INFORMATIVOS REFERENTES AO TEMA .............................................................................. 10 
6 QUESTÕES DE RENDIMENTO ................................................................................................................ 12 
7 GABARITO ........................................................................................................................................... 21 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Direito Processual Penal 
Aplicação da Lei Processual 
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1 INTRODUÇÃO SOBRE A MATÉRIA 
 
Vamos para mais uma aula, aluno (a)? Este tema é relativamente pequeno e as 
questões se baseiam, quase que totalmente, na literalidade da lei. Não deixe a lei seca 
para trás!!! 
 
 
 
2 APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL NO ESPAÇO 
 
Enquanto o código penal possui várias regras e normativas sobre a questão 
espacial, o direito processual penal aplica, em regra, o princípio da territorialidade. O 
artigo 1º do Código Processual Penal dispõe sobre a aplicabilidade deste diploma 
normativo com relação ao espaço: 
 
 
 
Direito Processual Penal 
Aplicação da Lei Processual 
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3 
Art. 1o O processo penal reger-se-á, em todo o território 
brasileiro, por este Código, ressalvados: 
 
I - os tratados, as convenções e regras de direito internacional; 
 
II - as prerrogativas constitucionais do Presidente da 
República, dos ministros de Estado, nos crimes conexos com os 
do Presidente da República, e dos ministros do Supremo 
Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade; 
 
III - os processos da competência da Justiça Militar; 
 
IV - os processos da competência do tribunal especial; 
 
V - os processos por crimes de imprensa; 
 
Parágrafo único. Aplicar-se-á, entretanto, este Código aos 
processos referidos nos incisos IV e V, quando as leis especiais 
que os regulam não dispuserem de modo diverso. 
 
 
 O princípio da territorialidade é aplicado tendo em vista a soberania de cada país. 
Nesse sentido, se fosse possível aplicar a lei processual brasileiras em outros Estados 
soberanos, seria uma afronta a soberania destes de definir seus próprios regramentos 
processuais. 
Direito Processual Penal 
Aplicação da Lei Processual 
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4 
 
 Aury Lopes traz um exemplo interessante: 
No cumprimento de uma carta rogatória expedida pelo tribunal de justiça 
brasileiro, o Juiz que cumprirá a carta em outro país seguirá os regramentos do seu 
próprio país, e não do Código Processual Brasileiro. Tudo isso visando o respeito à 
soberania e a territorialidade (LOPES, 2019). 
 
 
 
 
 
 Link com a matéria de Direito Constitucional: os crimes de imprensa não foram 
recepcionados pela Constituição Federal de 88, conforme declarado pelo Supremo 
Tribunal Federal ao julgar a ADPF 130/DF. 
 
Observação: 
Alguns doutrinadores falam sobre hipóteses de extraterritorialidade da lei 
processual penal, como nos casos de território nullius (terra de ninguém); nos territórios 
ocupados em tempo de guerra e com autorização de um país para realização deste ato. 
Porém, é mais uma questão doutrinária mais cobrada em concursos jurídicos. 
 
 
 
 
 
Direito Processual Penal 
Aplicação da Lei Processual 
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3 APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL NO TEMPO 
 
A expressão “tempus regit actum” (o tempo rege o ato) é o que define, 
basicamente, a aplicação da lei processual no tempo. Isso significa que, a lei processual 
nova aplicar-se-á aos atos futuros. Assim, ela não retroage nem mesmo em benefício 
do réu (como ocorre no direito penal). Vejamos a redação do Código Processual Penal: 
 
Art. 2º A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem 
prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei 
anterior. 
 
 A lei nova é aplicada, inclusive, nos processos em andamento. Esse é o 
procedimento adotado com as leis processuais puras, ou seja, que só dizem respeito ao 
processo. Porém, muito cuidado com as leis mistas, pessoal: 
 
Por fim, existem as leis mistas, ou seja, aquelas que possuem caracteres penais e 
processuais. Nesse caso, aplica-se a regra do Direito Penal, ou seja, a lei mais benigna é 
retroativa e a mais gravosa não. Alguns autores chamam de normas mistas com 
prevalentes caracteres penais 121, eis que disciplinam um ato realizado no processo, 
mas que diz respeito ao poder punitivo e à extinção da punibilidade. 
 
Exemplo: as normas que regulam a representação, ação penal, queixa-crime, 
perdão, renúncia, perempção etc. (LOPES, 2019). 
Direito Processual Penal 
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 Vejamos alguns exemplos de leis mistas: 
 
São exemplos de normas processuais penais mistas: a) a Lei nº 8.884/94, que 
alterou o art. 312 do CPP, possibilitando a prisão preventiva como garantia da ordem 
econômica; b) a Lei nº 9.271/96, que alterou o art. 366 do CPP, permitindo a suspensão 
do processo (conteúdo processual penal) e do curso do prazo prescricional (conteúdo 
penal), bem como a prisão preventiva do acusado (conteúdo misto) e a produção 
antecipada de provas (conteúdo processual penal), caso o réu citado por edital não 
compareça ao feito nem constitua procurador. 
 
Para esta lei, o efeito de suspensão do processo era benéfico ao réu, mas os 
demais efeitos lhe eram prejudiciais. Após intensa polêmica, prevaleceu na 
jurisprudência do STF e do STJ o entendimento de que ela não teria aplicação imediata 
a casos já em andamento, só sendo atingidos por ela os fatos ocorridos após a sua 
vigência, tendo em vista a impossibilidade de cisão da norma processual penal híbrida 
(ALVES, 2023). 
 
 Portanto, a regra é que as leis processuais penais se aplicam desde já. As leis 
penais, ao revés, não retroagem, salvo para beneficiar o réu (art. 5, XL da CF/88). 
 
 Às leis mistas (que possuem conteúdo processual e penal), aplicam-se as 
normativas do direito penal (lei benéfica retroage, lei maléfica não retroage). 
 
Direito Processual Penal 
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 Perceba que o direito processual adota o sistema do isolamento dos atos 
processuais/efeito imediato. A lei processual nova passa a vigorar desde logo, 
aplicando-a inclusive nos processos em cursos. Todavia, os atos realizados 
anteriormente pela lei anterior permanecem válidas. 
 
 
 
 
4 APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL EM RELAÇÃO ÀS PESSOAS 
 
Aqui, trataremos das imunidades processuais. O artigo 1º do Código Processual 
Penal determina as hipóteses em que não serão aplicados os regramentos do CPP. 
 
 Imunidade diplomática: O Brasil é um dos países que ratificaram a Convenção de 
Viena em 1961. Através dela, foi concedida imunidade aos diplomatas. Assim, nas 
palavras de NUCCI (2020): “concedendo imunidade de jurisdição aos diplomatas, razão 
pela qual se qualquer deles cometer um crime em solo nacional, aqui não será punido,o que representa a inaplicabilidade do disposto no Código de Processo Penal”. 
 
 Observação: As embaixadas são invioláveis, porém não são consideradas 
extensão dos territórios de seus países. Lembre-se do princípio da soberania, que 
inclusive é um dos fundamentos da república federativa brasileira. 
 
Direito Processual Penal 
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 Imunidades dos parlamentares brasileiros: A previsão vem da própria Carta 
Maior, e é bem estudada no material de direito constitucional: 
 
Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e 
penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. 
 
§ 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do 
diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo 
Tribunal Federal. 
 
§ 2º Desde a expedição do diploma, os membros do 
Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante 
de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos 
dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo 
voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. 
 
§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, 
por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal 
Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de 
partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus 
membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da 
ação. 
 
PERTINÊNCIA 
TEMÁTICA 
Direito Processual Penal 
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 Os parlamentares gozam de imunidade material e formal. A primeira diz respeito 
às suas palavras e votos. A formal, por sua vez, se relaciona à prisão e ao processo (Art. 
53, §2º da CF/88). 
 
 Observação: O Supremo Tribunal Federal possui decisões no sentido que a 
imunidade material leva à atipicidade da conduta: 
 
 
“A cláusula da inviolabilidade parlamentar qualifica-se como causa de exclusão 
constitucional da tipicidade penal da conduta do congressista em tema de delitos contra 
a honra, afastando, por isso mesmo, a própria natureza delituosa do comportamento 
em que tenha incidido”. (Pet 5875 AgR / DF, Rel. Min. Celso de Mello). 
 
 Nota: Os tribunais estão tendendo a restringir o foro por prerrogativa de função. 
Observe: 
 
Informativo 900 do STF - O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos 
crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções 
desempenhadas. Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho 
de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e 
julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar 
outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo. 
 
E os Vereadores? Excelente temática para prova!!! 
 
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 De acordo com o artigo 29 da Constituição, aos vereadores são asseguradas 
somente à imunidade MATERIAL, no limite da circunscrição do município daquele 
vereador: 
 
VIII - inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões, palavras e votos no 
exercício do mandato e na circunscrição do Município; 
 
 
 Nota: Os vereadores NÃO gozam de imunidade formal (quanto à prisão e quanto 
ao processo). 
 
“Nos limites da circunscrição do município e havendo pertinência com o exercício 
do mandato, garante-se a imunidade do vereador”. STF. Plenário. RE 600063, Rel. para 
acórdão Min. Roberto Barroso. 
 
 
 
 
5 SÚMULAS E INFORMATIVOS REFERENTES AO TEMA 
 
Súmula 245 do STF - A imunidade parlamentar não se estende ao co-réu sem essa 
prerrogativa. 
 
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Informativo 1026 do STF: “É inconstitucional norma de constituição estadual que 
estende o foro por prerrogativa de função a autoridades não contempladas pela 
Constituição Federal de forma expressa ou por simetria.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6 QUESTÕES DE RENDIMENTO 
 
 
 
 
 
1) (CESPE | 2023 | Soldado da Polícia Militar do Pará) 
 
A lei processual penal no tempo, no espaço e em relação às pessoas 
 
a) permite aplicação analógica. 
 
b) não se sujeita a tratados, convenções ou regras de direito internacional. 
 
c) não permite interpretação extensiva. 
 
d) não permite suplemento dos princípios gerais do direito. 
 
e) aplica-se retroativamente sempre que favorecer o réu. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2) (CESPE | 2024 | Agente da Polícia Civil do Estado do Pernambuco) 
 
Assinale a opção correta em relação às normas gerais do processo penal. 
 
a) Os crimes militares são apurados segundo as regras do Código de Processo Penal 
(CPP), sendo o Código de Processo Penal Militar aplicado de forma subsidiária. 
 
b) A superveniência de nova lei processual invalida os atos processuais praticados 
na vigência da lei anterior, salvo se houver ratificação. 
 
c) Em regra, a nova lei processual só alcança as ações penais referentes a crimes 
praticados após a sua vigência, sob pena de violação ao princípio da 
irretroatividade. 
 
d) É vedada a interpretação extensiva das normas processuais penais, uma vez que 
vigora o princípio da estrita legalidade. 
 
e) Admite-se a aplicação analógica de leis processuais penais, bem como a 
suplementação pelos princípios gerais do direito. 
 
 
 
 
 
 
 
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3) (CESPE | 2023 | Soldado da Polícia Militar do Estado de Santa Catarina) 
 
No que se refere à aplicação da lei processual penal no tempo, assinale a opção 
correta. 
 
a) Nova lei processual penal, mesmo que favorável ao agente de crime, é aplicável 
aos fatos anteriores a ela, ainda que já haja decisão a respeito desses fatos em 
sentença condenatória transitada em julgado. 
 
b) Nova lei processual penal tem aplicação imediata em processos que já estejam 
em andamento. 
 
c) A lei processual penal não admite interpretação extensiva nem aplicação 
analógica, por força do princípio da legalidade. 
 
d) Nova lei processual penal tem aplicação imediata, o que impõe a necessidade 
de renovação dos atos praticados de acordo com a lei anterior, para que estejam 
em conformidade com a nova legislação. 
 
e) A lei processual penal será aplicada exclusivamente aos processos iniciados 
durante sua vigência. 
 
 
 
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4) (CESPE | 2022 | Delegado da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) 
 
Em janeiro de 2017, policiais militares em serviço apreenderam fuzis e 
revenderam para traficantes de drogas, de modo que foi instaurado inquérito para 
apurar crime de comércio ilegal de arma de fogo (art. 17, caput, da Lei n.º 10.826/2003). 
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta com base no advento 
da Lei n.º 13.491/2017 e na jurisprudência majoritária do Superior Tribunal de Justiça. 
 
a) A autoridade policial deve declinar de imediato da sua atribuição e remeter ao 
órgão com atribuição perante a Justiça Militar, porém se desentranhando os 
atos investigatórios anteriormente praticados, que devem ser refeitos devido 
ao princípio constitucional da irretroatividade da lei mais gravosa 
 
b) A autoridade policial deve declinar de imediato da sua atribuição, remeter ao 
órgão com atribuiçãoperante a Justiça Militar, e os atos investigatórios 
praticados anteriormente permanecem válidos, não se aplicando o princípio 
constitucional da irretroatividade da lei mais gravosa. 
 
c) A autoridade policial deve prosseguir com as investigações, mas os atos 
investigatórios praticados anteriormente devem ser refeitos devido ao princípio 
constitucional da irretroatividade da lei mais gravosa. 
 
d) A autoridade policial deve prosseguir com as investigações, pois a Lei n.º 
13.491/2017 não se aplica aos policiais militares, mas tão somente aos militares 
das Forças Armadas. 
 
e) A autoridade policial deve prosseguir com as investigações, e os atos 
investigatórios praticados anteriormente permanecem válidos, não se 
aplicando o princípio constitucional da irretroatividade da lei mais gravosa. 
 
 
 
 
 
 
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5) (Instituto AOCP | 2018 | Oficial da PMSC) 
 
Sobre competência, questões e processos incidentes regidos no Código de Processo 
Penal, assinale a alternativa correta. 
 
a) Haverá conflito de jurisdição apenas se duas ou mais autoridades judiciárias de 
uma mesma comarca se considerarem competentes, ou incompetentes, para 
conhecer do mesmo fato criminoso. 
 
b) As coisas apreendidas não poderão ser restituídas enquanto não houver 
trânsito em julgado da sentença penal condenatória. 
 
c) Quando houver dúvida sobre a integridade mental do acusado, o juiz ordenará, 
de ofício ou a requerimento do Ministério Público, do defensor, do curador, do 
ascendente, descendente, irmão ou cônjuge do acusado, seja este submetido a 
exame médico-legal. 
 
d) Em caso de dúvida sobre quem seja o verdadeiro dono de coisa apreendida no 
âmbito de processo penal, o juiz determinará que sejam avaliadas e levadas a 
leilão público, depositando-se o dinheiro apurado para instituições do terceiro 
setor da economia. 
 
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e) Caberá o sequestro dos bens imóveis, adquiridos pelo indiciado com os 
proventos da infração, ainda que já tenham sido transferidos a terceiro, 
bastando a existência de indícios mínimos da proveniência ilícita dos bens. 
 
 
 
6) (CESPE | 2021 | Agente da Polícia Civil do Distrito Federal) 
 
Acerca da aplicação das normas processuais penais, julgue os itens subsequentes. 
Uma norma processual penal só terá aplicabilidade aos crimes que forem praticados 
após sua entrada em vigor. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
 
 
7) (CESPE | 2021 | Escrivão da Polícia do Estado do Alagoas) 
 
Lei nova mais benéfica, quando modifica procedimentos no processo penal, 
retroage e impõe a renovação dos atos já praticados. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
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8) (IDECAN | 2023 | Auxiliar de Perícia) 
 
Em caso de alteração legislativa no Código de Processo Penal, que traga apenas 
disposições de direito processual, é correto afirmar que referida alteração legislativa 
será aplicada 
 
a) com ressalvas, respeitando-se a irretroatividade maligna. 
 
b) apenas quando se iniciar uma nova fase processual, sendo certo que as fases 
são: postulatória, instrutória, decisória e recursal. 
 
c) a depender do caso concreto, podendo as partes solicitar a manutenção do 
regramento anterior se este se revelar mais eficiente ao caso já em andamento. 
 
d) a lei nova se revelar mais benéfica, ocasião em que deverá retroagir. 
 
e) desde logo, sem prejuízo dos atos praticados sob a égide de lei processual penal 
anterior. 
 
 
 
 
 
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9) (CESPE | 2018 | Investigador da Polícia Civil do Estado do Maranhão) 
 
Acerca da aplicação da lei processual no tempo e no espaço e em relação às 
pessoas, julgue os itens a seguir. 
 
I O Brasil adota, no tocante à aplicação da lei processual penal no tempo, o 
sistema da unidade processual. 
 
II Em caso de normas processuais materiais — mistas ou híbridas —, aplica-se a 
retroatividade da lei mais benéfica. 
 
III Para o regular processamento judicial de governador de estado ou do Distrito 
Federal, é necessária a autorização da respectiva casa legislativa — assembleia 
legislativa ou câmara distrital. 
 
Assinale a opção correta. 
 
a) Apenas o item I está certo. 
b) Apenas o item II está certo. 
c) Apenas os itens I e III estão certos. 
d) Apenas os itens II e III estão certos. 
e) Todos os itens estão certos. 
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10) (CESPE | 2013 | Oficial de Justiça Avaliador Federal) 
 
As imunidades formais ou processuais estão relacionadas à qualidade do fato 
perpetrado pelo agente público detentor de imunidades; por essa razão, no caso de 
crimes comuns praticados por essas autoridades, após a diplomação, a instauração de 
processo depende de prévia autorização da casa legislativa, havendo possibilidade de 
suspensão do processo e do prazo prescricional por decisão do Senado Federal e da 
Câmara Federal ou das casas legislativas estadual e municipal, conforme a autoridade 
processada. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7 GABARITO 
 
 
 
1) LETRA A. 
 
Art. 3º do Código de Processo Penal → A lei processual penal admitirá 
interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios 
gerais de direito. 
 
2) LETRA E. 
 
A regra é aplicar o CPP nos casos omissos do Código Penal Militar. 
 
 Art. 2o A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade 
dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. 
 
 Art. 3o A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação 
analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito. 
 
2) LETRA C. 
 
 Art. 2o A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade 
dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. 
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 Art. 3o A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação 
analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito. 
 
4) LETRA B. 
 
O sistema de isolamento dos atos processuais faz com que os atos já praticados 
permaneçam válidos. 
 
 Art. 2o A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade 
dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. 
 
5) LETRA B. 
 
No início do material, descrevi que o aluno deve ter atenção quanto às normas 
híbridas: pois se aplica a regra do direito penal, ou seja, retroagem apenas se 
beneficiarem o réu. 
 
Com relação a letra A, trata-se de uma exceção à teoria do isolamento dos atos 
processuais prevista na lei de introdução do CPP: 
 
Art. 3º “O prazo já iniciado, inclusive o estabelecido para a interposição de 
recurso, será regulado pela lei anterior, se esta não prescrever prazo menor do que o 
fixado no Código de Processo Penal”. Ou seja: 
 
Direito Processual Penal 
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“Assim, se um determinado prazo já estiver andamento, incluindo prazo recursal, 
valerá o prazo da lei anterior se o prazo da nova lei for menor do que aquele outro. 
Exemplo: certo prazo recursal, na lei anterior, era de 5 (cinco) dias; esse prazo começa 
a transcorrer; no curso do prazo, começa aviger uma nova lei que reduz o prazo recursal 
para 2 (dois) dias; nessa hipótese, continua sendo aplicado o prazo recursal anterior de 
5 (cinco) dias”. (ALVES, 2023). 
 
Com relação a letra C, há discussão doutrinária sobre hipóteses de 
extraterritorialidade, conforme dito no início deste material. Cuidado com alternativas 
que restringem com “nunca/jamais”. 
 
As letras D e E são respondidas com a literalidade do CPP: 
 
Art. 1o O processo penal reger-se-á, em todo o território brasileiro, por este 
Código, ressalvados: 
 
I - os tratados, as convenções e regras de direito internacional; 
 
II - as prerrogativas constitucionais do Presidente da República, dos ministros de 
Estado, nos crimes conexos com os do Presidente da República, e dos ministros do 
Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade; 
 
III - os processos da competência da Justiça Militar; 
 
Direito Processual Penal 
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24 
 
IV - os processos da competência do tribunal especial; 
 
V - os processos por crimes de imprensa; 
 
Parágrafo único. Aplicar-se-á, entretanto, este Código aos processos referidos 
nos nos. IV e V, quando as leis especiais que os regulam não dispuserem de modo 
diverso. 
 
6) ERRADO. 
 
A lei processual penal tem aplicação imediata, em face da teoria dos isolamento 
dos atos processuais. 
 
Art. 2º A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade 
dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. 
 
7) ERRADO. 
 
A lei processual penal tem aplicação imediata, em face da teoria dos isolamento 
dos atos processuais. 
 
Art. 2º A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade 
dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. 
 
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Observe que as questões sobre o tema tendem a ser repetitivas. 
 
8) LETRA E. 
 
A lei processual penal tem aplicação imediata, em face da teoria dos isolamento 
dos atos processuais. 
 
Art. 2º A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade 
dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. 
 
Não se aplica a teoria adotada no direito penal, que veda a retroatividade 
maléfica. 
 
9) LETRA B. 
 
O Brasil adota o sistema do isolamento dos atos processuais, consoante art. 2º do 
CPP. Como explicado no material, às leis mistas se aplicam a retroatividade mais 
benéfica ao réu. 
 
Informativo 863 do STF - Não há necessidade de prévia autorização da assembleia 
legislativa para o recebimento de denúncia ou queixa e instauração de ação penal contra 
governador de Estado, por crime comum, cabendo ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), 
no ato de recebimento ou no curso do processo, dispor, fundamentadamente, sobre a 
aplicação de medidas cautelares penais, inclusive afastamento do cargo. 
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10) ERRADA. 
 
Desde a EC 35/01, não há mais necessidade de autorização para ser instaurado 
processo criminal contra parlamentar: 
 
Art. 1º O art. 53 da Constituição Federal passa a vigorar com as seguintes 
alterações: 
 
"Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por 
quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. 
 
§ 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos 
a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. 
 
§ 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não 
poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão 
remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da 
maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. 
 
§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após 
a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por 
iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, 
poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. 
 
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§ 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo 
improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. 
 
§ 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. 
 
§ 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre 
informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as 
pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. 
 
§ 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores, embora 
militares e ainda que em tempo de guerra, dependerá de prévia licença da Casa 
respectiva. 
 
§ 8º As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de 
sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa 
respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que 
sejam incompatíveis com a execução da medida." 
 
Informativo 863 do STF - Não há necessidade de prévia autorização da assembleia 
legislativa para o recebimento de denúncia ou queixa e instauração de ação penal contra 
governador de Estado, por crime comum, cabendo ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), 
no ato de recebimento ou no curso do processo, dispor, fundamentadamente, sobre a 
aplicação de medidas cautelares penais, inclusive afastamento do cargo. 
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(…) Destacou que a Emenda Constitucional (EC) 35/2001 alterou a redação do art. 53, § 
1º, da CF e aboliu a exigência de autorização prévia das casas legislativas para o 
processamento e julgamento de deputados federais e estaduais. 
 
Além disso, o Art. 29 da CF apenas garantiu imunidade material aos vereadores, 
sendo vedada, pelo princípio da simetria, que a Constituição Federal crie imunidades 
formais a eles. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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	1 introdução sobre a matéria
	2 aplicação da lei processual no espaço
	3 aplicação da lei processual no tempo
	4 aplicação da lei processual em relação às pessoas
	5 súmulas e informativos referentes ao tema
	6 QUESTÕES DE RENDIMENTO
	7 gabarito

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