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QUESTÕES GABARITADAS PMMG DE ACORDO COM OS TÓPICOS DO EDITAL DRH/CRS Nº 
11/2022 CONCURSO PÚBLICO PARA ADMISSÃO NO CURSO DE FORMAÇÃO DE SOLDADOS 
(CFSD – 2023) 
 
 
 
TEXTO 1 
 
Uma em cada três pessoas sente-se sozinha na sociedade da hiperconexão e das redes 
sociais. 
 
Qualquer um pode sofrer com solidão crônica: uma criança de 12 anos que muda de escola; 
um jovem que depois de crescer em uma pequena comunidade sente-se perdido em uma 
grande cidade; uma executiva que está ocupada demais com sua carreira para manter boas 
relações com seus familiares e amigos; um idoso que sobreviveu a sua parceira e cuja saúde 
fraca dificulta fazer visitas. A generalização do sentimento de solidão é surpreendente. 
Vários estudos internacionais indicam que mais de uma em cada três pessoas nos países 
ocidentais sente-se sozinha habitualmente ou com frequência. (...) 
 
A maioria dessas pessoas talvez não seja solitária por natureza, mas sente-se socialmente 
isolada, embora esteja rodeada de gente. O sentimento de solidão, no começo, faz com que 
a pessoa tente estabelecer relações com outras, mas, com o tempo, a solidão pode acabar 
em reclusão, porque parece uma alternativa melhor que a dor, a rejeição, a traição ou a 
vergonha. 
 
Uma pessoa que se sente sozinha geralmente está mais angustiada, deprimida e hostil, e 
tem menos probabilidades de realizar atividades físicas. Como as pessoas solitárias tendem a 
ter mais relações negativas com os outros, o sentimento pode ser contagioso. Os testes 
biológicos realizados mostram que a solidão tem várias consequências físicas: elevam-se os 
níveis de cortisol – o hormônio do estresse –, a resistência à circulação de sangue aumenta e 
certos aspectos da imunidade diminuem. E os efeitos prejudiciais da solidão não terminam 
quando se apaga a luz: a solidão é uma doença que não descansa, que aumenta a frequência 
dos pequenos despertares durante o sono, e faz com que a pessoa acorde esgotada. (...) 
 
Uma análise recente – de 70 estudos combinados, com mais de três milhões de participantes 
– demonstra que a solidão aumenta o risco de morte em 26%, aproximadamente o mesmo 
que a obesidade. (...) 
 
Quando uma pessoa está triste e irritável, talvez esteja pedindo, em silêncio, que alguém a 
ajude e se conecte com ela. A paciência, a empatia, o apoio de amigos e familiares, 
compartilhar bons momentos com eles, tudo isso pode fazer com que seja mais fácil 
recuperar a confiança e os vínculos e, por fim, reduzir a solidão crônica. Infelizmente, para 
muitos, falar com sinceridade sobre a solidão continua sendo difícil, porque é uma condição 
mal compreendida e estigmatizada. No entanto, dadas sua frequência e suas repercussões 
na saúde, teria que ser reconhecida como um problema de saúde pública. Deveria receber 
mais atenção nas escolas, nos sistemas de saúde, nas faculdades de medicina e em asilos 
 
 
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para garantir que os professores, os profissionais de saúde, os trabalhadores de creches e de 
abrigos de terceira idade saibam identificá-la e abordá-la. 
 
As redes sociais podem abrir novas vias para conectar-se com os demais? Depende de como 
forem utilizadas. Quando as pessoas usam as redes para enriquecer as interações pessoais, 
isso pode ajudar a diminuir a solidão. Mas, quando servem de substitutas de uma autêntica 
relação humana, causam o resultado inverso. Imagine um carro. Se uma pessoa o conduz 
para compartilhar um passeio com amigos, que, em geral, é agradável, certamente se sentirá 
menos sozinha; se dirige sozinho para cumprimentá-los de longe e ver como os demais estão 
se divertindo, sua solidão certamente seguirá igual ou até mesmo pior. (...) 
 
Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/06/ciencia/1459949778_182740.html> 
 
1. Em “Como as pessoas solitárias tendem a ter mais relações negativas com os outros, o 
sentimento pode ser contagioso.”, a oração destacada, nesse período, apresenta valor de: 
 
A) causa. 
B) finalidade. 
C) comparação. 
D) conformidade. 
 
 
TEXTO 2 
 
Deu ruim pro Uber? 
 
Tenho ouvido essa pergunta com muita frequência, desde o início do ano. Há a noção de que 
o app, antes adorado, entrou numa ladeira, em ponto morto 
 
Comecemos com o popular termômetro do Facebook. Há um ano, entrava em meu perfil e 
via uma penca de pessoas louvando o Uber. E não exagero com o “louvar”. Pois era 
exagerada a reação da multidão facebookiana. 
 
Ao Uber era atribuída uma, nada mais, nada menos, revolução no transporte urbano. Era o 
início dos tempos de motoristas particulares bem-vestidos e com água gelada e balinha no 
carro. Desde o início do ano, o cenário mudou. Agora, o exagero é o oposto. Há todo tipo de 
reclamação contra o Uber. 
 
Nas últimas duas semanas, deparei-me com queixas de mais de dez pessoas, de meu círculo 
de amigos no Facebook. Isso sem correr atrás dos lamentos; apenas como observador, um 
receptor passivo. Fora do ambiente virtual, outros quatro clientes vieram me perguntar algo 
como: “por que o Uber tá tão ruim?”. Todos haviam passado por problemas recentes com o 
aplicativo. A reclamação mais comum, e que reproduz uma situação pela qual passei três 
vezes (a última, em maio): motoristas cancelarem a corrida, sem avisar, sem perguntar, por 
vezes próximos ao local de partida, aparentemente por 1. Não quererem aquela viagem 
específica ou 2. Calcularem que vale mais a pena fazer o usuário pagar uma “multa” pelo 
https://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/06/ciencia/1459949778_182740.html
 
 
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cancelamento. 
 
Mas voltemos à pergunta inicial: o que aconteceu com o Uber? 
 
Parece que, quando surgiu, em 2009, e até o ano passado, a empresa americana era 
encarada como uma criança talentosa; e, sim, estava em seu início, em sua infância. Todos 
(ou quase todos) se admiravam com os talentos dessa jovem (e inovadora) criança. Agora, o 
Uber entrou na fase da adolescência, cheio de problemas. É comum que esse 
amadurecimento venha às companhias, ainda mais às que se autoproclamam inovadoras. O 
Google, por exemplo, era criticado na virada dos anos 2000 e, depois, em meados da década 
passada (chegou a se ver como protagonista de uma CPI da Pedofilia no Brasil). O Facebook 
tem sofrido duras repressões da mídia, e de usuários, pela proliferação de fake news, de 
vídeos violentos, e de outras coisas, digamos, duvidosas, pela rede social. Essas duas 
empresas souberam amadurecer e dar a volta por cima. Reagiram, ao menos por enquanto, 
de forma – na lógica que coloquei acima – adulta. Será que o Uber conseguirá o mesmo? 
 
Já era para o Uber? 
 
Sim, a empresa entrou numa ladeira, em ponto morto. Mas ainda dá tempo de frear, dar a 
volta e engatar a primeira marcha. Todas as gigantes do Vale do Silício, ou as já mais 
estabelecidas, tiveram de encarar momentos chave para suas histórias, nos quais quaisquer 
deslizes poderiam levar a uma quebradeira geral. Foi assim com a Apple, cuja falência era 
tida como quase certa no fim dos anos 90 (e, veja só, agora é a bola da vez). E com Twitter, 
Google, Facebook… todas. Faz parte do processo de amadurecimento. A pergunta que fica: 
será que o Uber conseguirá ultrapassar os obstáculos que ele próprio parece ter criado para 
si e, assim, virará “adulto”? Ainda não se sabe qual será o destino final dessa corrida. 
 
Adaptado de http://veja.abril.com.br/blog/a-origem-dos-bytes/deu -ruim-pro-uber/. Publicado em 22 jun 
2017, 18h54 
 
2. Assinale a alternativa em que a acentuação gráfica das duas palavras se justifica por 
regras diferentes: 
 
A) Frequência – início. 
B) Últimas – círculo. 
C) Já – será. 
D) Três – só. 
 
 
3. No que se refere às regras de colocação pronominal, assinale a alternativa em que a 
posição do termo destacado pode ser alterada: 
 
A) ...que se opõeà internação dos doentes mentais. 
B) ... mas ao custo de ser por ele agredido ou vê-lo por fim à própria vida, jogando-se da 
janela do apartamento... 
C) ... como o Natal se aproximava... 
http://veja.abril.com.br/blog/a-origem-dos-bytes/deu
 
 
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D) ...isso se deve à invenção dos remédios neurolépticos... 
 
 
4. Em relação à concordância verbal, assinale a alternativa em que o verbo em destaque 
está corretamente conjugado: 
 
A) Precisa-se de médicos que compreendam as diferenças das doenças mentais. 
B) Estuda-se novos modos de tratamento psiquiátrico para pacientes em estágio avançado. 
C) Necessitam-se de métodos de internação que visem ao atendimento personalizado. 
D) Constata-se diferentes formas de avaliar o paciente com doenças mentais. 
 
 
5. Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas abaixo: 
I. A proibição não se referia _____ pessoas idosas. 
II. A Fantasia foi inspirada _____ Luís XV. 
III. Os tripulantes da embarcação desceram _____ terra. 
IV. Sempre falei _____ pessoas que necessitavam de conselhos. 
 
A) as / a / a / à 
B) às / à / a / à 
C) às / à / a / a 
D) as / à / a / à 
 
 
TEXTO 3 
 
Rita 
 
No meio da noite despertei sonhando com minha filha Rita. E a via nitidamente, na graça de 
seus cinco anos. 
 
Seus cabelos castanhos – a fita azul – o nariz reto, correto, os olhos de água, o riso fino, 
engraçado, brusco... 
 
Depois de um instante de seriedade; minha filha Rita encarando a vida sem medo, mas séria, 
com dignidade. 
 
Rita ouvindo música; vendo campos, mares, montanhas; ouvindo de seu pai o pouco, o nada 
que ele sabe das coisas, mas pegando dele seu jeito de amar 
 
– sério, quieto, devagar. 
 
Eu lhe traria cajus amarelos e vermelhos, seus olhos brilhariam de prazer. Eu lhe ensinaria a 
palavra cica, e também a amar os bichos tristes, a anta e a pequena cutia; e o córrego; e a 
nuvem tangida pela viração. 
 
 
 
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Minha filha Rita em meu sonho me sorria – com pena deste seu pai, que nunca a teve. 
 
(BRAGA, Rubem. O verão e as mulheres. São Paulo: Editora Record, 2008, p.108) 
 
 
6. O texto é marcado por forte caráter descritivo. Na descrição, adjetivos podem ser 
empregados revelando maior objetividade ou subjetividade do enunciador. Assinale a 
alternativa em que se tem um exemplo de adjetivação objetiva: 
 
A) “nariz reto, correto”. 
B) “olhos de água”. 
C) “riso fino”. 
D) “cajus amarelos”. 
 
 
7. Há normas que orientam para o correto uso dos pronomes pessoais em frases e textos. 
Eles podem ser usados antes, no meio ou após o verbo da oração. A este respeito, assinale 
a alternativa CORRETA: 
 
A) Segue-se a norma da Ênclise quando a oração estiver na negativa. Exemplo: “Não se 
incomode demais”. 
B) Segue-se a norma da Próclise quando a oração for iniciada por verbo. Exemplo: “Cortou-
se sem querer”. 
C) Segue-se a norma da Próclise quando o verbo estiver no gerúndio. Exemplo: “Correu ao 
seu encontro, abraçando-o fortemente”. 
D) Segue-se a norma da Mesóclise quando o verbo estiver no futuro do presente e não 
houver palavras que exijam o uso da Próclise. Exemplo: “Encontrar-te-ei mais tarde”. 
 
 
8. Analise os compostos, locuções e encadeamentos vocabulares das alternativas a seguir 
e assinale a alternativa que apresenta o correto emprego do hífen em todos os termos: 
 
A) Abaixo-assinado, belo-horizontino, Advocacia Geral da União, bem estar, aquém-mar 
B) Decreto lei, porto-riquenho, Procurador-Geral, mal-estar, recém casado, cor de café com 
leite. 
C) Matéria-prima, norte-americano, Diretor-Geral, bem-alinhado, sem-cerimônia, sem-
número. 
D) Ponta-pé, rio grandense do norte, Secretaria-Executiva, mal-alinhado, além-mar, aquém-
Pireneus, fim-de-semana. 
 
 
9. Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas: 
 
______________ da vizinhança, nesta manhã, os meninos que ____________juntos. Nem o 
dono do mercado, nem a feirante _________________ onde eles foram. 
 
 
 
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A) Desapareceu / brincam / viu. 
B) Desapareceram / brincavam / viram. 
C) Desapareceram / brincarão / viu. 
D) Desapareceu / brincavam / viram. 
 
 
10. Assinale a alternativa em que a crase foi empregada de maneira INCORRETA: 
 
A) Ele foi embora às pressas. 
B) Viramos repentinamente à esquerda. 
C) Cheguei àquele município. 
D) Sempre comprou à prazo. 
 
 
11. Assinale a alternativa que apresenta uma palavra grafada de forma INCORRETA: 
 
A) A mesa de pingue-pongue está desmontada. 
B) Há de ser um super-homem para dar conta de tudo isto. 
C) O exército nacional decidiu contra-atacar. 
D) É preciso ser muito cara-de-pau para fingir tão bem. 
 
 
12. De acordo com a regência verbal e nominal, analise o trecho abaixo e assinale a 
alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas: 
 
Os valores _____ que o contador se referiu na reunião são compatíveis _____ investimentos 
feitos pela empresa. 
 
A) a / pelos. 
B) de / aos. 
C) por / com os. 
D) a / com os. 
 
 
13. Quanto à classificação gramatical das palavras, assinale a alternativa CORRETA: 
 
A) ''Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!'' Rui 
Barbosa. As palavras em destaque são substantivo concreto e advérbio de negação, 
respectivamente. 
B) ''Difícil é ganhar um amigo em uma hora; fácil é ofendê-lo em um minuto.'' Provérbio 
Chinês. As palavras em destaque são artigo definido e adjetivo, respectivamente. 
C) ''O medo de perder tira a vontade de ganhar.'' Wanderley Luxemburgo. As palavras em 
destaque são preposição e substantivo comum, respectivamente. 
D) ''Arriscamo-nos a perder quando queremos ganhar demais.'' Jean de La Fontaine. As 
palavras em destaque são pronome oblíquo e conjunção, respectivamente. 
 
 
 
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TEXTO 4 
 
Segurança 
 
O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as mais belas casas, 
os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança. Toda a área era 
cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos guardas que controlavam 
tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no condomínio os proprietários e 
visitantes devidamente identificados e crachados. Mas os assaltos começaram assim mesmo. 
Os ladrões pulavam os muros. Os condôminos decidiram colocar torres com guardas ao 
longo do muro alto. Nos quatro lados. [...] Agora não só os visitantes eram obrigados a usar 
crachá. Os proprietários e seus familiares também. Não passava ninguém pelo portão sem se 
identificar para a guarda. Nem as babás. Nem os bebês. Mas os assaltos continuaram. 
Decidiram eletrificar os muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais 
importante era a segurança. Quem tocasse no fio de alta tensão em cima do muro morreria 
eletrocutado. Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com ordens de 
atirar para matar. Mas os assaltos continuaram. 
 
Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem os 
altos muros, [...] não conseguiriam entrar nas casas. Todas as janelas foram engradadas. Mas 
os assaltos continuaram. Foi feito um apelo para que as pessoas saíssem de casa o mínimo 
possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no banco de trás do carro de um 
proprietário, com um revólver apontado para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram 
no carro roubado, com crachás roubados. [...] 
 
Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses, com 
mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de segurança 
máxima. E foi tomada uma medida extrema. Ninguém pode entrar no condomínio. Ninguém. 
Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua severa vigilância e por curtos 
períodos. E ninguém podesair. Agora, a segurança é completa. Não tem havido mais 
assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio. Os ladrões que passam pela calçada 
só conseguem espiar através do grande portão de ferro e talvez avistar um ou outro 
condômino agarrado às grades da sua casa, olhando melancolicamente para a rua. [...] 
Luis Fernando Veríssimo. 
 
14. Observe o enunciado extraído do texto: “Nem as babás. Nem os bebês”. Assinale a 
alternativa que apresenta a correta classificação da conjunção em destaque: 
 
A) coordenativa negativa. 
B) coordenativa explicativa. 
C) coordenativa conclusiva. 
D) coordenativa aditiva. 
 
 
15. Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). 
 
 
 
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( ) Alfredo, filho de dona Arlinda, alumiou o caminho. O vocábulo em destaque é uma 
variação do verbo ''iluminar'' e está no pretérito imperfeito. 
( ) Mário e eu fomos os melhores do time, no oitavo ano. O vocábulo em destaque é a forma 
conjugada do verbo ''ser'' e está no pretérito mais-que-perfeito. 
( ) Quando ela vir os anúncios, poderá escolher o que melhor lhe convier. O vocábulo em 
destaque é a forma conjugada do verbo ''ver'' no futuro do subjuntivo. 
( ) O anfitrião da festa foi homenageado pelos convidados. O vocábulo em destaque é a 
forma conjugada do verbo ''ir'' no pretérito perfeito. 
 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. 
 
A) F, F, V, F. 
B) V, F, F, F. 
C) F, V, V, V. 
D) V, V, F, V. 
 
 
16. Quanto às normas para o uso do acento grave, assinale a alternativa correta: 
 
A) Os médicos atenderão nas salas de 1 à 5. 
B) Desde às duas horas estou no ponto. 
C) Eu assisti à cerimônia do casamento de minha sobrinha. 
D) As encomendas já foram repassadas à todas as escolas. 
 
 
 
TEXTO 5 
 
Democracia 
 
O conceito de democracia como “poder do povo” surgiu na Grécia antiga, aproximadamente 
no século V a.C. O termo demokratia é composto dos vocábulos demos, “povo”, e kratos, 
“poder”. A democracia é, assim, um regime político que pressupõe a existência de um 
governo direto ou indireto da população mediante eleições regulares para os cargos 
administrativos do país, do estado ou do município. 
 
No entanto, o exato significado de “poder do povo” depende do período histórico e da 
sociedade que se tem como referência, assim como de diferenças conceituais e ideológicas. 
Por exemplo, ao longo da história, o atributo de cidadão já foi exclusivo de proprietários de 
terras, de homens brancos, de homens letrados, de homens e mulheres adultos etc. 
 
Em nossos dias, existem diferentes concepções de democracia presentes na sociedade. Há 
os que defendem a ideia de democracia como algo que diz respeito apenas à esfera política 
(votar e ser votado, por exemplo). Outras a aplicam também a áreas da vida econômica 
(como participar na definição do orçamento público de certa localidade), social (decidir 
sobre leis que tratem da vida privada, como questões ligadas à sexualidade ou à reprodução, 
 
 
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como ocorre em relação ao aborto), cultural (opinar sobre que aparatos de cultura, como 
teatros e cinemas, e de lazer, por exemplo, parques e praças, serão instalados, em que 
quantidade e onde). 
 
Essas diferenças indicam que as concepções de democracia sofrem influência de diferentes 
matizes ideológicos. Nas sociedades em que a participação popular nas decisões 
governamentais é significativa, o alcance da ideia de democracia perpassa as diferentes 
esferas da vida social. Há ainda casos de nações que pretendem impor seu sistema de 
democracia a outros povos, como ocorre nas intervenções armadas estadunidenses em 
outros países. 
 
Quais seriam, então, as características necessárias para um governo democrático? É 
bastante difundida, em nossa sociedade, a ideia de que todos os indivíduos devem ter 
direitos e deveres iguais, quaisquer que sejam sua classe social, seu gênero, sua etnia. Mas o 
que parece tão óbvio é, na verdade, um dilema das sociedades contemporâneas e uma luta 
de diversos segmentos, que buscam reconhecimento e aceitação, bem como o atendimento 
de seus interesses. 
 
O conceito de povo como coletividade que compartilha direitos e deveres considerados 
essenciais surgiu no período histórico denominado Idade Contemporânea (que começa com 
a Revolução Francesa, no fim do século XVIII). A partir do momento em que os seres 
humanos passam a ser vistos como juridicamente iguais é que se pode pensar em 
democracia, em um governo de todos, “do povo, pelo povo e para o povo”. 
 
A democracia, no entanto, não foi o sistema político predominante na história. Desde sua 
formação, em Atenas, até o século XIX, poucos governos adotaram e, nos últimos séculos, a 
ampliação da participação popular sempre ocorreu em resposta à luta dos diferentes grupos 
excluídos do processo de tomada de decisão política. Portanto, ela sempre foi uma 
conquista das sociedades, não uma concessão das classes dominantes. 
 
(Sociologia em movimento. – 2ª ed. – São Paulo: Moderna, 2016. Vários autores.) 
 
17. “Há os que defendem a ideia de democracia como algo que diz respeito apenas à 
esfera política (votar e ser votado, por exemplo).” (3º§) Em relação à estrutura anterior, 
pode-se afirmar que: 
 
A) Caso a expressão “diz respeito” fosse substituída por “faz referência”, o emprego da 
crase seria facultativo. 
B) O verbo “haver” pode ser reconhecido como verbo impessoal podendo ser substituído 
pelo verbo “ter”, no uso coloquial. 
C) O vocábulo “apenas” atua como modalizador discursivo cuja carga semântica remete à 
ideia de exclusão versus inclusão. 
D) A forma verbal “defendem” constitui, com o verbo “haver”, uma locução verbal cuja 
concordância é estabelecida com o pronome que promove a manutenção do referente. 
 
 
 
 
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“Nossas necessidades são muitas, mas nossos desejos são incontáveis”. 
 
18. Nessa frase, o segundo termo sublinhado mostra uma intensificação do primeiro. 
 
Assinale a opção em que essa estratégia se repete: 
 
A) “Livros trazem a vantagem de podermos estar sós e acompanhados.” 
B) “Documentários são tão verdadeiros ou tão mentirosos quanto a ficção.” 
C) “O escritor não escreve o que ouve, nem o que houve. Escreve o que sente.” 
D) “Quando você possui um livro com mente e espírito, você enriquece. Mas quando você o 
passa adiante, enriquece triplamente.” 
 
 
19. As frases a seguir mostram orações reduzidas, que foram (I) nominalizadas ou (II) 
modificadas para orações desenvolvidas. 
 
Assinale a opção em que isso não foi feito de forma adequada: 
 
A) Não se pode descobrir novas terras sem aceitar perder de vista a costa por um longo 
tempo. / (I) sem a aceitação; (II) sem que se aceite. 
B) Não se pode descobrir novas terras sem aceitar perder de vista a costa por um longo 
tempo. / (I) sem a perca; (II) sem que se perca. 
C) A viagem da descoberta consiste não em achar novas paisagens, mas em ver com novos 
olhos. / (I) no achado de; (II) em que se ache. 
D) A viagem da descoberta consiste não em achar novas paisagens, mas em ver com novos 
olhos. / (I) na visão; (II) em que se veja. 
 
 
20. As frases a seguir foram retiradas de um dicionário de citações. Assinale a frase que 
apresenta um erro gramatical. 
 
A) Sempre que ensinares, ensine também a duvidar do que se ensina. 
B) As nações mais avançadas são sempre as que mais navegam. 
C) O progresso é um grande atraso. 
D) O automóvel resolve os problemas dos homens, mas estes não resolvem os problemas 
dos automóveis. 
 
 
21. A frase “Dada a causa, a natureza produz o efeito no modo mais breve em que pode 
ser produzido” mostra uma relação de causa e efeito. 
 
Assinale a opção que apresenta a mesma relação entre seus componentes. 
 
A) O mundo é como um camponês embriagado; basta ajudá-lo a montar sobre a sela de um 
lado para ele cairdo outro logo em seguida. 
B) No universo tudo procede por vias indiretas. Não existem linhas retas./ pois. 
 
 
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C) Sempre que alguém quer esgotar um assunto, esgota a paciência do leitor. 
D) Cuidado ao ler livros sobre saúde, pois você pode morrer de um erro de impressão. 
 
“As pessoas de classe deixam à plebe tanto a preocupação de pensar, quanto o temor de 
pensar erroneamente.” 
 
22. Na frase acima, o termo sublinhado traz implícito um adjetivo (alta classe). 
 
Assinale a opção em que a expressão sublinhada não mostra a mesma situação: 
 
A) Meu pai sempre aconselhava que procurássemos uma menina de família para casar. 
B) Sempre devemos respeitar as pessoas de idade. 
C) As pessoas do interior são mais francas. 
D) A empregada trouxe do mercado um pacote de manteiga de qualidade. 
 
 
23. Assinale a opção em que a preposição de traz uma contribuição semântica para a frase, 
não sendo uma exigência de um termo anterior (valor gramatical). 
 
A) Amigo é aquele que sabe tudo a seu respeito e, mesmo assim, ainda gosta de você. 
B) Nunca chegarás a convencer um rato de que um gato traz boa sorte. 
C) Perdoe seus inimigos, mas não se esqueça de seus nomes. 
D) Sempre há um pouco de loucura no amor. 
 
 
24. Analise a frase a seguir. 
 
“O conceito ‘bom’ tem muitos significados. Por exemplo, se um homem acertasse sua avó a 
uma boa distância, ele seria um bom atirador, mas não necessariamente um bom homem.” 
 
 Assinale a opção que apresenta uma característica da linguagem dessa frase: 
 
A) a polissemia. 
B) a ambiguidade. 
C) a redundância. 
D) o paralelismo. 
 
 
 
25. Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam hiato. 
 
A) Afiado – igual – sei – pátria. 
B) Juízes – herói – moeda – viu. 
C) Elogio – hiato – saúde – gênio. 
D) Noite – jeito – quão – Uruguai. 
 
 
 
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TEXTO 6 
 
Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava 
eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à 
missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite. 
A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em 
primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe 
desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a 
estudar preparatórios. Vivia tranquilo, naquela casa assobradada da rua do Senado, com os 
meus livros, poucas relações, alguns passeios. 
ASSIS, Machado de. Missa do Galo. Disponível em: http:// 
www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/ 
conteudo/MachadodeAssis/missadogalo.htm. Acesso em: 20 ago. 2022. 
26. A oração destacada no texto pode ser classificada sintaticamente como: 
A) subordinada adjetiva restritiva. 
B) subordinada adjetiva explicativa. 
C) subordinada completiva nominal. 
D) subordinada substantiva subjetiva. 
 
 
“...Vivendo de folia e caos 
Quebrando tudo, pra variar 
Vivendo entre o sim e o não 
Levando tudo na moral...” 
 
(Jota Quest. Na moral. Composição: Marco Túlio Lara / Play / Jota Quest / Emmanuel 
Horvilleur / Dante Spinetta). 
 
 
27. A música do Jota Quest traz a expressão “na moral”, tanto no título, quanto ao longo 
da letra. “Na moral” é uma gíria brasileira que pode ter diversas interpretações, 
dependendo da região em que é utilizada, como: “por favor”, “sem problemas”, 
“tranquilo” ou “de boa”. 
 
As gírias são criadas no intuito de substituir termos formais da língua, ou seja, não podem 
ser interpretadas de maneira literal e sim em seu sentido: 
 
A) denotativo. 
B) conotativo. 
C) pejorativo. 
D) Impróprio. 
 
 
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27. “As pessoas de classe deixam à plebe tanto a preocupação de pensar, quanto o temor 
de pensarerroneamente.” 
Na frase acima, o termo sublinhado traz implícito um adjetivo (alta classe). 
Assinale a opção em que a expressão sublinhada não mostra a mesma situação. 
A) Meu pai sempre aconselhava que procurássemos uma menina de família para casar. 
B) Sempre devemos respeitar as pessoas de idade. 
C) As pessoas do interior são mais francas. 
D) A empregada trouxe do mercado um pacote de manteiga de qualidade. 
 
 
Analise o trecho a seguir: 
 
“O assunto, boca ______ boca, corria solto pela 
cidade: era uma pintura ______ Leonardo da Vinci. 
Eu pessoalmente fui ver ______ tela e confesso: não 
cheguei ______ nenhuma conclusão.” 
 
 
28. Assinale a alternativa que completa CORRETA e respectivamente as lacunas: 
 
A) A – À – A – A. 
B) À – À – A – À. 
C) À – A – A – A. 
D) À – A – À – À. 
 
 
29. Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE: 
 
A secretária mencionou outro ____________ da mudança de horário. 
 
A) pôr que 
B) porque 
C) por quê 
D) porquê 
 
 
“Quando a gente entra nas serrarias, vê dezenasde caminhões parados”, revelou o 
analistaambiental Geraldo Motta. 
 
 
30. Substituindo-se Quando por Se, os verbos sublinhados devem sofrer as seguintes 
alterações: 
 
 
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A) entrar − vira 
B) entrava − tinha visto 
C) entrasse − veria 
D) entraria – veria 
 
 
31. A oração “Não se verificou, todavia, uma transplantação integral de gosto e de estilo” 
tem valor: 
 
A) conclusivo 
B) adversativo 
C) concessivo 
D) explicativo 
 
 
32. “Estudamos, logo deveremos passar nos exames”. A oração em destaque é: 
 
A) coordenada explicativa 
B) coordenada adversativa 
C) coordenada assindética 
D) coordenada conclusiva 
 
 
33. Com base na colocação pronominal, há um caso de pronome solto no meio da locução 
na seguinte alternativa: 
 
A) Os homens se devem amar uns aos outros. 
B) Os homens devem-se amar uns aos outros. 
C) Os homens devem amar-se uns aos outros. 
D) Os homens devem se amar uns aos outros. 
 
 
34. A partícula “que” destacada foi emprega como partícula expletiva ou de realce na 
seguinte alternativa: 
 
A) “O padre atirou, mas parece que desta vez que errou o tiro.” (Mário Barreto) 
B) Quê! Já são dez horas da noite! 
C) Ainda há muito que fazer para levantar a casa. 
D) Que felicidade tremenda sentia no peito o nosso personagem. 
 
 
 
 
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35. O vocábulo patrimônio (quadro 1 acima) possui: 
 
A) 7 fonemas. 
B) 8 fonemas. 
C) 9 fonemas. 
D) 10 fonemas. 
 
 
36 Assinale a alternativa CORRETA para sinonímia, antonímia, homonímia, paronímia. 
 
I- Duradouro sucesso – efêmero. 
II- Estrato e extrato. 
III-Emergir = vir à tona- imergir = mergulhar 
 
A) A assertiva I é considerada uma antonímia,a assertiva II é considerada uma homonímia, e 
a assertiva III é considerada sinonímia. 
B) A assertiva I é considerada uma antonímia, a assertiva II é considerada uma sinonímia,e a 
assertiva III é considerada homonímia. 
C) A assertiva I é considerada uma sinonímia a assertiva II é considerada uma homonímia, e a 
assertiva III é considerada paronímia. 
D) Nenhuma das alternativas. 
 
 
Disponível em:<www.google.com.br/search?q=ilustrações+revoltadas&tbm> 
 
 
37. Os recursos da linguagem verbal e não verbal utilizados na tira indicam o princípio de 
alinhamento e harmonia na relação texto/imagem. No texto, essa relação é apresentada 
 
 
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pelo autor através da tradução do conceito de: 
 
A) homonímia. 
B) denotação. 
C) antonímia. 
D) paronímia. 
 
 
 
 
38. Dadas as afirmativas sobre o vocábulo saia no texto: 
 
I. Pode ser classificado como “saia” = substantivo;“saia” = verbo. 
II. É chamado de homônimo perfeito, pois apresentauma mesma grafia e uma mesma 
pronúncia. 
III. Possui polissemia. 
 
Verifica-se que esta(ão) CORRETA(S): 
 
A) I, II e III. 
B) II e III, apenas. 
C) I e III, apenas. 
D) II, apenas. 
 
 
39. Leia o texto para responder à questão a seguir. 
 
TEXTO 7Muito antes de haver história, já havia seres humanos. Animais bastante similares aos 
humanos modernos surgiram por volta de 2,5 milhões de anos atrás. Mas, por incontáveis 
gerações, eles não se destacaram da miríade de outros organismos com os quais partilhavam 
seu habitat. Em um passeio pela África Oriental de 2 milhões de anos atrás, você poderia 
muito bem observar certas características humanas familiares: mães ansiosas acariciando 
seus bebês e bandos de crianças despreocupadas brincando na lama; jovens 
temperamentais rebelando-se contra as regras da sociedade e idosos cansados que só 
queriam ficar em paz; machos orgulhosos tentando impressionar as beldades locais e velhas 
 
 
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matriarcas sábias que já tinham visto de tudo. Esses humanos arcaicos amavam, brincavam, 
formavam laços fortes de amizade e competiam por status e poder – mas os chimpanzés, os 
babuínos e os elefantes também. Não havia nada de especial nos humanos. Ninguém, muito 
menos eles próprios, tinha qualquer suspeita de que seus descendentes um dia viajariam à 
Lua, dividiriam o átomo, mapeariam o código genético e escreveriam livros de história. A 
coisa mais importante a saber acerca dos humanos pré-históricos é que eles eram animais 
insignificantes, cujo impacto sobre o ambiente não era maior que o de gorilas, vaga-lumes 
ou águas- vivas. 
(Yuval Noah Harari. Sapiens: uma breve história da humanidade. Trad. Janaína 
Marcoantonio, Porto Alegre, L&PM, 2015, p. 08-09). 
 
 
A ideia central do texto é: 
 
A) conviveram no passado. 
B) os humanos arcaicos não possuíam habilidadesque permitissem prever as conquistas 
futuras denossa espécie. 
C) os seres humanos distinguiam-se dos demaisanimais na pré-história no modo como 
interagiamentre si. 
D) os humanos pré-históricos conviviampacificamente entre si, e isso lhes permitia dominar 
os outros animais.~ 
 
 
40. Leia o texto para responder à questão a seguir. 
 
[...] 
É preciso amar as pessoas 
Como se não houvesse amanhã 
Porque se você parar pra pensar 
Na verdade não há 
 
Sou uma gota d'água 
Sou um grão de areia 
Você me diz que seus pais não entendem 
Mas você não entende seus pais 
Você culpa seus pais por tudo Isso é absurdo 
São crianças como você 
O que você vai ser 
Quando você crescer 
Disponível em: https://www.vagalume.com.br/ 
 
Releia os versos: 
 
Sou uma gota d'água 
Sou um grão de areia. 
Você me diz que seus pais não entendem. Mas você não entende seus pais você culpa seus 
 
 
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pais por tudo Isso é absurdo São crianças como você O que você vai ser Quando você 
crescer. 
 
A figura de linguagem presente nos versos destacados é: 
 
A) Metáfora. 
B) Hipérbole. 
C) Prosopopeia. 
D) Comparação. 
 
 
 
41. Leia o texto para responder as questões a seguir. 
 
TEXTO 8 
 
A inveja 
 
Todo mundo conhece os sete pecados capitais e, por séculos, muita gente viveu sob 
o pêndulo da censura e da condenação moral por eventual cometimento de um desses 
pecados. Hoje em dia, quase ninguém mais dá tanta importância a eles, que mais parecem 
uma herança esquecida no passado medieval. Mas, ainda assim, um dos sete pecados 
encontra-se presente em quase todos nós; em uns mais, em outros menos: a inveja. 
Melanie Klein, uma das figuras centrais da história da psicanálise, realizou estudos 
sobre esse assunto e concluiu que a inveja é um sentimento negativo que o ser humano 
começa a desenvolver 
desde os primeiros tempos da infância e que, como regra geral, acompanha a pessoa por 
toda a vida. Ninguém gosta de admitir, mas todos nós, em algum momento, sentimos inveja 
de alguém, por uma razão ou outra. Segundo os especialistas, isso é natural. 
O problema são aquelas pessoas que, de tão invejosas, acabam por ficar cegas para 
as suas próprias potencialidades. São pessoas que dedicam a sua existência a admirar e 
desejar intensamente 
tudo o que pertence aos outros. Como não conseguem tomar para si as coisas ou qualidades 
dos outros, passam a desejar a destruição daquilo que tanto admiram. Daí a negatividade da 
inveja. 
Entre os inúmeros ditados que falam sobre a inveja, há um bem interessante: “Não 
grite a sua felicidade, pois a inveja tem sono leve”. 
(João Francisco Neto. Diário da Região,19.10.2019. Adaptado) 
 
 
O ditado citado pelo autor expressa a ideia de que: 
 
A) não é possível esconder a inveja, pois ela nunca está adormecida por completo. 
B) a felicidade é um bem incompatível com manifestações da inveja alheia. 
C) é impossível esconder a felicidade quando os invejosos estão à espreita. 
D) não se deve alardear o próprio bem-estar para não despertar a inveja em outrem. 
 
 
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42. Na expressão “pêndulo da censura e da condenação moral”, o termo destacado está 
empregado em sentido: 
 
A) figurado e associado à ideia de desejo. 
B) figurado e associado à ideia de ameaça. 
C) próprio e associado à ideia de certeza. 
D) próprio e associado à ideia de oscilação. 
 
 
43. A alternativa que reescreve passagem do texto empregando o sinal indicativo de crase 
de acordo com a norma-padrão é: 
 
A) Hoje em dia, quase ninguém mais dá tanta atenção à eles... 
B) Chegou à uma conclusão: a inveja é um sentimento negativo... 
C) O problema são aquelas pessoas que, de tão invejosas, chegam à ficar cegas... 
D) Entre os inúmeros ditados que fazem referência à inveja... 
 
 
 
Prezado candidato, o texto infra deverá ser utilizado para responder as questões de 44 a 
50. 
 
“Nóis Mudemo” Fidêncio Bogo 
 
O ônibus da Transbrasiliana deslizava manso pela Belém- -Brasília rumo a Porto Nacional. Era 
abril, mês das derradeiras chuvas. No céu, uma luazona enorme pra namorado nenhum 
botar defeito. Sob o luar generoso, o cerrado verdejante era um presépio, todo poesia e 
misticismo. Mas minha alma estava profundamente amargurada. O encontro daquela tarde, 
a visão daquele jovem marcado pelo sofrimento, precocemente envelhecido, a crua 
recordação de um episódio que parecia tão banal... Tentei dormir. Inútil. Meus olhos 
percorriam a paisagem enluarada, mas ela nada mais era para mim que o pano de fundo de 
um drama estúpido e trágico. As aulas tinham começado numa segunda-feira. Escola de 
periferia, classes heterogêneas, retardatários. Entre eles, uma criança crescida, quase um 
rapaz. - Por que você faltou esses dias todos? - É que nóis mudemoonti, fessora. Nóis veio da 
fazenda. Risadinhas da turma. - Não se diz “nóis mudemo”, menino! A gente deve dizer: “nós 
mudamos”, tá? -Tá, fessora! No recreio, as chacotas dos colegas: “Oi, nóis mudemo!” “Até 
amanhã, nóis mudemo!” No dia seguinte, a mesma coisa: risadinhas, cochichos, gozações. - 
Pai, não vô mais pra escola -Oxente! Modi quê? Ouvida a história, o pai coçou a cabeça e 
disse: - Meu fio, num deixa a escola por uma bobagem dessa! Não liga pras gozações da 
meninada! Logo eles esquece. Não esqueceram. Na quarta-feira, dei pela falta do menino. 
Ele não apareceu no resto da semana, nem na segunda-feira seguinte. Aí me dei conta de 
que eu nem sabia o nome dele. Procurei no diário de classe e soube que se chamava Lúcio - 
Lúcio Rodrigues Barbosa. Achei o endereço. Longe, um dos últimos casebres do bairro. Fui lá, 
uma tarde. O rapazola tinha partido no dia anterior para a casa de um tio, no sul do Pará. -É, 
 
 
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professora, meu fio não aguentou as gozação da meninada. Eu tentei fazê ele continua, mas 
não teve jeito. Ele tava chateado demais. Bosta de vida! Eu devia dité ficado na fazenda côa 
famia. Na cidade nóis não tem veis. Nóis fala tudo errado. Inexperiente, confusa, sem saber 
o que dizer, engoli em seco e me despedi. O episódio ocorrera há dezessete anos e tinha 
caído em total esquecimento, ao menos de minha parte. Uma tarde, num povoado à beira 
da Belém-Brasília, eu ia pegar o ônibus, quando alguém me chamou. Olhei e vi, acenando 
para mim, um rapazpobremente vestido, magro, com aparência doentia. - O que é, moço? - 
A senhora não se lembra de mim, fessora? Olhei para ele, dei tratos à bola. Reconstituí num 
momento meus longos anos de sacerdócio, digo, de magistério. Tudo escuro. - Não me 
lembro não, moço. Você me conhece? De onde? Foi meu aluno? Como se chama? Para 
tantas perguntas, uma resposta lacônica: - Eu sou “Nóis mudemo”, lembra? Comecei a 
tremer. - Sim, moço. Agora lembro. Como era mesmo seu nome? - Lúcio - Lúcio Rodrigues 
Barbosa. - O que aconteceu com você? - O que aconteceu? Ah! fessora! É mais fácil dizê o 
que não aconteceu. Comi o pão que o diabo amasso. E êta diabo bom de padaria! Fui 
garimpeiro, fui bóia-fria, um “gato” me arrecadou e levou num caminhão pruma fazenda no 
meio da mata. Lá trabaiei como escravo, passei fome, fui baleado quando consegui fugi. 
Peguei tudo quanto é doença. Até na cadeia já fui pará. Nóis ignorante às veisfais coisa sem 
querê fazé. A escola fais uma farta danada. Eu não devia de té saído daquele jeito, fessora, 
mas não aguentei as gozação da turma. Eu vi logo que nunca ia consegui fala direito. Ainda 
hoje não sei. - Meu Deus! Aquela revelação me virou pelo avesso. Foi demais para mim. 
Descontrolada, comecei a soluçar convulsivamente. Como eu podia ter sido tão burra e má? 
E abracei o rapaz, o que restava do rapaz, que me olhava atarantado. O ônibus buzinou com 
insistência. O rapaz afastou-me de mim suavemente. - Chora não, fessora! A senhora não 
tem curpa. - Como? Eu não tenho culpa? Deus do céu! Entrei no ônibus apinhado. Cem olhos 
eram cem flechas vingadoras apontadas para mim. O ônibus partiu. Pensei na minha sala de 
aula. Eu era uma assassina a caminho da guilhotina. Hoje tenho raiva da gramática. Eu 
mudo, tu mudas, ele muda, nós mudamos, mudamos, mudaamoos, mudaaamooos... Super 
usada, mal usada, abusada, ela é uma guilhotina dentro da escola. A gramática faz gato e 
sapato da língua materna - a língua que a criança aprendeu com seus pais, irmãos e colegas - 
e se torna o terror dos alunos. Em vez de estimular e fazer crescer, comunicando, ela 
reprime e oprime, cobrando centenas de regrinhas estúpidas para aquela idade. E os lúcios 
da vida, os milhares de lúcios da periferia e do interior, barrados nas salas de aula: “Não é 
assim que se diz, menino!” Como se o professor quisesse dizer: “Você está errado! Os seus 
pais estão errados! Seus irmãos e amigos e vizinhos estão errados! A certa sou eu! Imite- -
me! Copie-me! Fale como eu! Você não seja você! Renegue suas raízes! Diminua-se! 
Desfigure-se! Fique no seu lugar! Seja uma sombra! E siga desarmado pelo matadouro da 
vida... 
” Fonte do texto: http://euterlucia.vilabol.uol.com.br/texto4.html 
www.recantodasletras.com.br/pensamentos/3045465 
 
Dados do autor Nome: Fidêncio Bogo Professor, escritor e poeta Catarinense viveu no 
Estado de Tocantins de 1976 até a sua morte, ocorrida em 2014. Trabalhou com educação 
durante muitos anos e, por esse trabalho, recebeu o título de cidadão Tocantinense em 
2009. Publicou 5 livros, foi padre, professor universitário, diretor de faculdade, diretor de 
escolas de ensino fundamental e médio, conselheiro e presidente de conselhos estadual (TO) 
e municipal (TO) de educação, entre outros cargos voltados à educação. 
 
 
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44. Assinale a alternativa CORRETA, cuja coesão referencial é estabelecida por meio do uso 
de pronomes em substituição a substantivos: 
 
A) O episódio ocorrera há dezessete anos e tinha caído em total esquecimento. 
B) No recreio as chacotas dos colegas: Oi, nóis mudemo! Até amanhã, nóis mudemo! 
C) No dia seguinte, a mesma coisa: risadinhas, cochichos, gozações. 
D) Na quarta-feira, dei pela falta do menino. Ele não apareceu no resto da semana, nem na 
segunda-feira seguinte. 
 
 
“É, professora, meu fio não aguentou as gozações da mininada. Eu tentei fazê ele continuá, 
mas não teve jeito. Ele tava chateado demais. Bosta de vida! Eu devia ditê ficado na fazenda 
coa famia. Na cidade nóis não tem veis. Nóis fala tudo errado”. 
 
45. De acordo com o excerto, marque a alternativa CORRETA: 
 
A) Escolas com excesso de alunos por sala de aula e hospitais superlotados são obstáculos 
para inserção da população rural. 
B) A população rural é sempre caracterizada pela habitação espalhada, baixos níveis de 
miséria, escolaridade e capacidade de compra. 
C) Os migrantes rurais ficam expostos a todo tipo de violência e acabam perdendo até a 
identidade. 
D) Os resultados obtidos são modestos até o momento 
para promover a fixação do homem no campo. 
 
“No recreio as chacotas dos colegas: Oi, nóis mudemo! Até 
amanhã, nóis mudemo! No dia seguinte, a mesma coisa: risadinhas, cochichos, gozações”. 
 
 
46. Marque a alternativa que revela a intenção dos colegas de classe ao proferirem 
palavras em tom de brincadeira ao aluno Lúcio: 
 
A) Menoscabar. 
B) Atordoar. 
C) Valorizar. 
D) Execrar. 
 
 
47. Após o aluno Lúcio ter sido hostilizado pelos colegas de classe, ele disse ao seu pai que 
não queria mais frequentar a escola. Marque a alternativa CORRETA que corresponda ao 
posicionamento do pai de Lúcio diante da postura do filho: 
 
A) Lúcio deveria deixar a escola, pois a zombaria dos colegas de classe não poderia chegar ao 
fim em pouco tempo. 
 
 
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B) Lúcio deveria deixar a escola, pois a zombaria dos colegas de classe poderia chegar ao fim 
em pouco tempo. 
C) Lúcio não deveria deixar a escola, pois a zombaria dos colegas de classe poderia chegar ao 
fim em pouco tempo. 
D) Lúcio não deveria preocupar em deixar a escola, pois a zombaria dos colegas de classe 
não poderia chegar ao fim em pouco tempo. 
 
 
48. Leia o excerto a seguir: “Fui bóia-fria, um “gato” me arrecadou e levou num caminhão 
pruma fazenda no meio da mata. “ Quanto a interpretação, marque a alternativa 
CORRETA: 
 
A) O personagem não teria sido trabalhador rural e um agenciador de trabalho escravo não 
o teria levado para uma fazenda distante da civilização. 
B) O personagem teria sido trabalhador rural e um agenciador de trabalho escravo o teria 
levado para uma fazenda distante da civilização. 
C) O personagem teria sido trabalhador rural e um agenciador de trabalho regular o teria 
levado para uma fazenda no perímetro urbano. 
D) O personagem teria sido trabalhador urbano e um agenciador de trabalho lícito o teria 
levado para uma fazenda de fácil acesso, próximo da civilização. 
 
 
49. Depois de refletir sobre a vida do aluno Lúcio, a professora se posicionou acerca do uso 
da língua e, sobretudo, o emprego da gramática normativa. Escolha a alternativa CORRETA 
em relação ao posicionamento da professora: 
 
A) A gramática é prescritiva, mas considera a língua em uso pelo aluno no âmbito familiar. 
B) A gramática é prescritiva e não considera a língua em uso pelo aluno no âmbito familiar. 
C) A gramática não é prescritiva, mas considera a língua em uso pelo aluno no âmbito 
familiar. 
D) A gramática não é prescritiva e concebe também como correta a língua em uso pelo aluno 
no âmbito familiar. 
 
 
50. Assinale a alternativa CORRETA que corresponda ao período do dia em que ocorreu o 
reencontro da professora com o aluno Lúcio, que havia abandonado a escola há 17 anos: 
 
A) Matutino. 
B) Noturno. 
C) Matinal. 
D) Vespertino.

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