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2. Entenda as indicações e as vantagens e desvantagens dos tipos de parto, bem como a fisiologia do parto vaginal espontâneo. (índice de Bishop, sinais do
trabalho de parto, ILA) 1
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2. Entenda as indicações e as vantagens e 
desvantagens dos tipos de parto, bem como a 
fisiologia do parto vaginal espontâneo. (índice de 
Bishop, sinais do trabalho de parto, ILA)
Tipos de parto
Cesárea
Entre as vantagens e comodidades que a cesária proporciona, podemos citar:
Possibilidade de escolher previamente a data exata do nascimento
Ajuda a reduzir o estresse materno durante o parto por passar a ideia de um ambiente plenamente controlado, onde tudo ocorre de 
forma previamente estipulada.
O trabalho de parto é curto e com duração previsível.
Garante que o obstetra da gestante estará disponível no dia do parto.
Impede a ocorrência de nascimentos pós-termo (com mais de 42 semanas de gestação), o que está associado a um maior risco de 
problemas para o neonato.
Elimina o risco de complicações relacionadas ao processo de trabalho parto vaginal, como lesão do plexo braquial relacionado a 
distocia de ombro, traumas ósseos (fratura de clavícula, crânio e úmero) ou asfixia provocada por complicações intra parto.
Reduz o risco a longo prazo de prolapso uterino ou de bexiga e incontinência urinária na mãe.
Entre as complicações que a gestante fica exposta podemos citar:
Maior risco de infecções.
Maior risco de trombose dos membros inferiores.
Maior risco de hemorragias.
Maior risco de reações aos anestésicos.
Recuperação mais prolongada após o trabalho de parto.
Maior incidência de dor no pós operatório.
Em relação ao bebê, o parto cesariano acarreta um maior risco de problemas respiratórios no pós-parto imediado, como a taquipneia 
transitória do neonato. Este risco é minimizado se a gestante já tiver pelo menos 39 semanas de gravidez e se for permitido que ela 
entre espontaneamente em trabalho de parto antes da cesária ser realizada.
Além dos problemas imediatos da cesária, há também as consequências a longo prazo. 
A cada cesariana feita, a mulher passa a ter maior risco de implantação anormal da placenta, principalmente casos de placenta prévia, 
nas gravidezes 
subsequentes. 
Outro problema é o maior risco de ruptura uterina na gravidez seguinte, caso o parto, desta vez, seja por via vaginal. 
Indicações de cesárea:
Quando o bebê está na posição errada, de lado ou com a cabeça para cima.
Quando o bebê é muito grande, havendo desproporção entre o seu tamanho e a pelve da mãe, o que dificulta a sua saída pelo canal
vaginal.
Gravidez gemelar.
Quando a placenta está implantada de forma anormal, como nos casos de placenta prévia.
Mulheres que já tiveram mais de uma cesariana anteriormente.
2. Entenda as indicações e as vantagens e desvantagens dos tipos de parto, bem como a fisiologia do parto vaginal espontâneo. (índice de Bishop, sinais do
trabalho de parto, ILA) 2
Mulheres que tiveram parto cesariano recentemente.
Mães infectadas com doenças que se transmitem durante o parto, como herpes genital ou HIV.
Suspeita de anomalia genética do bebê.
Mioma volumoso que possa obstruir a passagem do bebê.
Cirurgia uterina prévia, como remoção de miomas.
Entre as situações médicas que indicam a mudança para cesariana durante um trabalho de parto normal já iniciado, podemos 
citar:
Trabalho de parto que não evolui como deveria, apesar das contrações já terem se iniciado há horas.
Sinais de sofrimento fetal imediatamente antes ou durante o parto, como redução da frequência cardíaca do bebê.
Hemorragia intensa por descolamento prematuro da placenta.
Posição inadequada do bebê, não reconhecida antes do início do trabalho de parto.
Protusão do cordão umbilical para fora do útero antes do bebê sair.
Trabalho de parto
O parto é caracterizado por contrações das fibras miometriais, cujas principais funções são a dilatação cervical e a expulsão do feto 
através do canal de parto. Essas contrações são dolorosas.
Antes do seu início, o útero sofre modificações fisiológicas e bioquímicas locais concomitantes ao aumento da frequência de 
contrações indolores (contrações de Braxton Hicks ), até que o verdadeiro trabalho de parto seja deflagrado.
O processo fisiológico que regula tais modificações não possui um marco bem definido como as fases clínicas do parto, contudo, pode 
ser dividido em quatro etapas:
Quiescência (fase 1)
A quiescência (fase 1) é caracterizada por relativa ausência de resposta a agentes que determinam a contratilidade uterina. Ela se inicia 
com a implantação do zigoto e perdura por quase toda a gestação. Apesar de algumas poucas contrações serem observadas nesse 
período, elas não modificam a estrutura cervical nem 
causam dilatação do colo uterino.
Ativação (fase 2)
A ativação (fase 2) prepara o útero e o canal cervical para o trabalho de parto e dura aproximadamente 6 a 8 semanas. Esta preparação 
determina algumas modificações cervicais e caracteriza-se pela descida do fundo uterino.
Estimulação (fase 3)
A estimulação (fase 3), pode ser clinicamente dividida em três períodos (dilatação, expulsão e dequitação) e cujo fenômeno mais 
importante são as contrações uterinas efetivas. Para um adequado trabalho de parto, essas contrações devem apresentar uma 
frequência regular entre duas e cinco contrações a cada 10 minutos, intensidade de 20 a 60 mmHg (média de 40 mmHg) e duração 
entre 30 e 90 segundos (média de 60 segundos).
Involução (fase 4)
A involução (fase 4) destaca-se pelo retorno ao estado pré-gravídico (puerpério). Seu início ocorre após a dequitação e é caracterizado 
por uma contração persistente que promove a involução uterina.
Diagnóstico de trabalho de parto
O diagnóstico de trabalho de parto está condicionado à presença de contrações uterinas com ritmo e características peculiares, 
combinadas a alterações progressivas no colo uterino (esvaecimento e dilatação) e à formação da bolsa das águas. Dessa forma, 
nesse diagnóstico não se deve considerar isoladamente a presença de contrações ou mesmo quantificar a dilatação cervical, mas 
sim todo o conjunto: a presença de contrações uterinas (pelo menos duas em 10 minutos) associada a dilatação cervical 
(pelo menos 2 cm), esvaecimento cervical e/ou modificações progressivas no colo uterino.
O tampão mucoso (ou rolha de Schröder) é uma substância produzida pelo colo do útero durante os primeiros meses de gravidez. 
O seu objetivo é evitar que bactérias e outros microrganismos atinjam o útero e interfiram com o desenvolvimento do bebê. 
A sua função é proteger o colo do útero durante a gravidez, criando uma barreira físico-química e imunológica, vedando o acesso 
impedido a entrada de infecções.
2. Entenda as indicações e as vantagens e desvantagens dos tipos de parto, bem como a fisiologia do parto vaginal espontâneo. (índice de Bishop, sinais do
trabalho de parto, ILA) 3
Para isso o tampão está localizado no canal cervical. O canal cervical é o orifício que existe no colo do útero. É por onde 
entra o espermatozóide para fecundar o óvulo e por onde sai a menstruação quando a mulher não está grávida. Ele fica logo 
após o canal vaginal.
Normalmente o tampão mucoso sai quando as contrações tornam-se mais intensas a ponto de provocar alguma alteração no 
colo uterino. A saída do tampão mucoso é considerado por muitos como um sinal de que o trabalho de parto está próximo.
✏obs.: A mãe poderá perder o tampão mucoso e ainda assim levar muitos dias para o início do trabalho de parto
Dilatação - Primeiro período
A fase de dilatação, ou primeiro período, inicia-se com as primeiras contrações dolorosas, cuja principal ação é a modificação da 
cérvix. Assim, esse período começa com as primeiras modificações cervicais e termina com a dilatação completa do colo uterino 
(10 cm), de modo a permitir a passagem fetal.
Essas modificações abrangem dois fenômenos distintos: o esvaecimento do colo e a dilatação cervical propriamente dita.
Nas primíparas, ocorrem nessa ordem, sucessivamente: primeiro o esvaecimento, decima para baixo, e depois a dilatação do 
orifício externo. 
Nas multíparas, são simultâneos.
O esvaecimento ou apagamento do canal cervical consiste na incorporação do colo à cavidade uterina, terminando com a 
formação de um degrau ao centro da abóbada cervical. Esse processo ativo é decorrente de alterações bioquímicas que levam à 
fragmentação e à redisposição das fibras de colágeno e à alteração na concentração de glicosaminoglicanas.
Próximo ao termo, ocorre aumento de infiltrado inflamatório no canal cervical decorrente de mudanças locais que promovem a 
maturação cervical e da lise de fibras de colágeno. 
A dilatação do orifício externo do colo tem como principal finalidade ampliar o canal de parto e completar a continuidade entre 
útero e vagina.
A medida que a dilatação cervical progride, surge um espaço entre o polo cefálico e as membranas ovulares (âmnio e cório), no 
qual ficará coletado o líquido amniótico (bolsa das águas), cuja função é auxiliar as contrações uterinas no deslocamento do 
istmo.
2. Entenda as indicações e as vantagens e desvantagens dos tipos de parto, bem como a fisiologia do parto vaginal espontâneo. (índice de Bishop, sinais do
trabalho de parto, ILA) 4
A bolsa das águas se forma no polo inferior do ovo no decorrer do trabalho de parto, e sua rotura causa a saída parcial do seu 
conteúdo líquido, ocorrendo, via de regra, no período em que a dilatação cervical é maior que 6 cm. Todavia, essa rotura pode ser 
precoce (no início do trabalho de parto).
✏obs.: Quando a rotura ocorre contemporânea à expulsão do feto, é denominada nascimento de feto empelicado.
A dilatação cervical é representada por uma curva sigmoide dividida em fase latente e fase ativa, sendo esta última composta de 
três subdivisões:
Aceleração: em que a velocidade de dilatação começa a modificar-se e a curva se eleva.
Dilatação ou aceleração máxima: quando a dilatação passa de 2 a 3 cm para 8 a 9 cm.
Desaceleração: que precede a dilatação completa.
Fase Latente
A fase latente apresenta como característica contrações mais eficazes (em termos de coordenação e intensidade) sem determinar 
modificações significativas na dilatação cervical.
Apesar de ser difícil estabelecer exatamente a duração fisiológica do parto, o tempo é um dos parâmetros mais importantes para 
identificar alterações na sua evolução.
Assim, de forma geral, a fase latente normalmente dura 8 horas, porém com variações conforme a paridade e mesmo entre gestantes 
de mesma paridade.
A dilatação nessa fase é em torno de 0,35 cm/h, e sua evolução e duração dependem das modificações que ocorrem nas duas semanas 
que precedem o parto.
Todavia, a fase latente será considerada prolongada quando durar mais que 20 horas em primíparas e mais que 14 em multíparas.
Fase Ativa
A fase ativa normalmente se inicia com dilatação cervical de 4 cm e dura em média 6 horas nas primíparas, com velocidade de 
dilatação de cerca de 1,2 cm/h, e 3 horas nas multíparas, com velocidade de dilatação de 1,5 cm/h.
2. Entenda as indicações e as vantagens e desvantagens dos tipos de parto, bem como a fisiologia do parto vaginal espontâneo. (índice de Bishop, sinais do
trabalho de parto, ILA) 5
Expulsão - Segundo período
Na segunda fase do parto, denominada expulsão ou segundo período, o feto é expelido do útero através do canal de parto por meio da 
ação conjugada das contrações uterinas e das contrações voluntárias dos músculos abdominais (puxos).
Nesse período, ocorre a maioria dos fenômenos mecânicos do parto e o canal de parto é completamente formado, ou seja, o segmento 
inferior do útero, o canal cervical totalmente dilatado e a vagina formam uma única cavidade.
Assim, o segundo período tem início com a dilatação completa e se encerra com a saída do feto.
Uma vez completada a dilatação, o útero fica imobilizado pela ação de contenção dos ligamentos largo (lateralmente), redondo 
(superiormente) e uterossacro (posteriormente). A resultante de força das contrações miometriais converge sobre o orifício interno do 
colo uterino, contra o qual a apresentação fetal é impelida.
A descida do polo cefálico pelo canal de parto é representada por uma curva hiperbólica e compreende duas fases bem definidas: 
fase pélvica e fase perineal.
A fase pélvica caracteriza-se pela dilatação completa do colo uterino e pela apresentação acima do plano +3 de De Lee
A fase perineal apresenta a cabeça rodada e em um plano inferior a +3 de De Lee.
2. Entenda as indicações e as vantagens e desvantagens dos tipos de parto, bem como a fisiologia do parto vaginal espontâneo. (índice de Bishop, sinais do
trabalho de parto, ILA) 6
A duração do período de expulsão está condicionada à proporção cefalopélvica e à eficiência contrátil do útero e da musculatura 
abdominal. Assim, pode durar em média 30 minutos nas multíparas e 60 minutos nas primíparas.
O American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) e a Society for Maternal-Fetal Medicine (SMFM) apontam que é 
difícil determinar o intervalo máximo de tempo que seria seguro para a duração do segundo período (fase de expulsão). 
Avaliam que diante de vitalidade fetal normal o período expulsivo pode se prolongar por um tempo maior e consideram período 
expulsivo prolongado quando ultrapassa, em primíparas, 3 horas sem analgesia e, em multíparas, 2 horas sem analgesia. Relatam, 
ainda, que a duração do segundo estágio teria acréscimo 
de 1 hora em sua duração caso fosse realizada analgesia epidural.
💡 A epidural é um procedimento de anestesia que alivia a dor durante o trabalho de parto e parto bloqueando os sinais de dor 
dos nervos na parte inferior da coluna para o cérebro. Isso resulta em ausência substancial ou completa de dor (analgesia) 
durante o trabalho de parto e parto nas áreas do útero, 
vagina e pelve.
Dequitação
Nesse período, também chamado secundamento ou dequitadura, o útero expele a placenta e as membranas (após o nascimento do 
feto). 
Assim, após descolamento de seu leito uterino, a placenta desce através do canal de parto e é expelida pela rima vulvar.
Seu descolamento ocorre em virtude da diminuição do volume uterino depois da expulsão fetal, associada às contrações uterinas 
vigorosas e indolores.
Há dois tipos clássicos de descolamento, o central (também chamado de descolamento de Baudelocque--Schultze) e o marginal ou 
periférico (também chamado de descolamento de Baudelocque-Duncan), definidos, respectivamente, quando começam no centro ou 
lateralmente.
2. Entenda as indicações e as vantagens e desvantagens dos tipos de parto, bem como a fisiologia do parto vaginal espontâneo. (índice de Bishop, sinais do
trabalho de parto, ILA) 7
Classicamente, no descolamento central, a primeira face placentária visualizada na rima vulvar é a face fetal, e no periférico visualiza-
se na rima a face materna.
O primeiro é mais frequente e apresenta sangramento após a dequitação, com formação de hematoma retroplacentário.
O segundo, menos comum, tem escoamento de sangue antes da total expulsão da placenta.
A dequitação ocorre entre 10 minutos e 1 hora após o parto. Fisiologicamente, sabe-se que ela deve ocorrer dentro de 20 a, no 
máximo, 30 minutos. Porém, em 80% dos partos a dequitação se dá nos primeiros 10 minutos.

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