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Fisiologia da mastigação, deglutição e derivados do Intestino anterior Prof. Diego Albuquerque Objetivos • Conhecer as estruturas anatômicas envolvidas na mastigação e deglutição; • Entender a localização e funcionamento das Glândulas salivares; • Compreender a anatomia e fisiologia dos derivados do intestino anterior: faringe, esôfago, estômago e duodeno; • Compreender o controle da motilidade e esvaziamento gástrico. Ingestão de Alimentos • A quantidade de alimento ingerido é controlada, em grande parte, pelo desejo por alimento chamado fome. • O tipo de alimento que a pessoa prefere é determinado pelo apetite. • Mecanismos de ingestão – Mastigação e deglutição Anatomia e Fisiologia da Mastigação e Deglutição O QUE É MASTIGAÇÃO ??? Anatomia e Fisiologia da Mastigação e Deglutição É o conjunto de fenômenos estomatognáticos que visa a degradação mecânica dos alimentos, isto é, à trituração e moagem dos alimentos, degradando-os em partículas pequenas que, logo após, ligam-se entre si pela ação misturadora da saliva, obtendo-se o bolo alimentar, apto para ser deglutido. • Mastigar previne distúrbios morfofuncionais do SE. • Função aprendida; • 5º mês inicia a mastigação vertical (Língua amassando o palato); • 1 ano mastigação efetiva. Mastigação • Ela é a porta de entrada para todos os alimentos que ingerimos ao longo da vida e tem a função de mastigar e triturar bem as refeições para que o resto do processo seja bem feito. • Glândulas salivares Parótida, Sublingual e Submandibular • Função: • Produção da saliva. • Composição química: 99,5% (água) e 0,5% (solutos) • Solutos: enzimas (amilase e lisozima). • Controle Nervoso: estimulação parassimpática • Nervos Facial (VII) e Glossofaríngeo (IX) Glândulas salivares Mastigação • Todos os músculos da mandíbula, em conjuntos, conseguem aproximar os dentes com força de até 25kg nos incisivos e 91 kg nos molares Mastigação MUSCULATURA DO CICLO MASTIGATÓRIO • MÚSCULOS LEVANTADORES DA MANDÍBULA: • MÚSCULOS ABAIXADORES DA MANDÍBULA: • MASSÉTER • TEMPORAL • PTERIGÓIDE MEDIAL • PTERIGÓIDE LATERAL • DIGÁSTRICO • MILO-HIOIDEO • GÊNIO-HIOIDEO Nervos Cranianos • TRIGÊMIO: (Músculo Mastigatórios) • FACIAL: (“Lábios e Bochechas”) • HIPOGLOSSO: (Língua) • VAGO: (Palato Mole) Inervação dos Músculos da Mastigação • A estimulação nos centros do paladar do TE, causa movimentos de mastigação rítmicos. • Além disso, a estimulação de áreas no hipotálamo, na amigdala e até mesmo no córtex cerebral, próxima às áreas sensoriais do paladar e do olfato, pode causar mastigação. Importância da Mastigação • A mastigação é importante para a digestão de todos os alimentos, mas especialmente importante para a maioria das frutas e dos vegetais crus, com membrana de celulose indigeríveis ao redor das porções nutrientes, que precisam ser rompidas para que o alimento possa ser digerido. Mastigação • CICLO MASTIGATÓRIO FASE DE ABERTURA DA BOCA FASE DE FECHAMENTO DA BOCA FASE OCLUSAL ANATOMIA E FISIOLOGIA DA MASTIGAÇÃO • FASES MECÂNICAS DO CICLO DA MASTIGAÇÃO 1ª - INCISÃO 2ª - TRITURAÇÃO 3ª - PULVERIZAÇÃO ANATOMIA E FISIOLOGIA DA MASTIGAÇÃO • FASES MECÂNICAS DO CICLO DA MASTIGAÇÃO 1ª - INCISÃO 2ª - TRITURAÇÃO 3ª - PULVERIZAÇÃO • Contração da mandíbula; • Corte do alimento; • Esta fase dura aproximadamente 5-10% do tempo total do ciclo mastigatório. ANATOMIA E FISIOLOGIA DA MASTIGAÇÃO • FASES MECÂNICAS DO CICLO DA MASTIGAÇÃO INCISÃO TRITURAÇÃO PULVERIZAÇÃO • Transformação mecânica das partes grandes do alimento em menores; • Dura ao redor de 65-70% do tempo total; ANATOMIA E FISIOLOGIA DA MASTIGAÇÃO • FASES MECÂNICAS DO CICLO DA MASTIGAÇÃO INCISÃO TRITURAÇÃO PULVERIZAÇÃO • É a moenda das partículas pequenas; • Dura por volta de 25-30% do tempo total do ciclo mastigatório. ANATOMIA E FISIOLOGIA DA MASTIGAÇÃO • TIPOS DE MASTIGAÇÃO • MASTIGAÇÃO BILATERAL ALTERNADA: • MASTIGAÇÃO BILATERAL SIMULTÂNEA: • MASTIGAÇÃO UNILATERAL: • MASTIGAÇÃO SEM VEDAMENTO LABIAL: ANATOMIA E FISIOLOGIA DA MASTIGAÇÃO • PARTICIPAÇÃO DA LÍNGUA E MÚSCULOS DA MÍMICA FACIAL • LÍNGUA • BUCINADOR • ORBICULAR DA BOCA Deglutição • Um estágio oral (voluntário); • Um estágio faríngeo (involuntário); • Um estágio esofágico (involuntário); Fase Faríngea (involuntária) O palato mole é empurrado para cima, fechando a parte posterior da cavidade nasal, evitando o refluxo do alimento As pregas palatofaríngeas em cada lado da faringe são empurradas medialmente de forma a se aproximarem. As Pregas vocais da laringe se aproximam, mantendo se unidas (músculos do pescoço) e a epiglote se aproxima e fecha a abertura da laringe O movimento de elevação da laringe também puxa e dilata a abertura do esôfago Relaxamento do esfíncter esofágico superior para facilitar a descida do bolo alimentar Ocorre a elevação da laringe e começa uma onda contrátil propulsionando o alimento até o estômago Fase Faríngea (involuntária) Estômago • Função de Armazenamento, mistura e trituração do alimento, propulsão peristáltica e regulação da velocidade de esvaziamento. Reflexo vagovagal para relaxamento do esfíncter pilórico – 0,8 a 1,5L. Motilidade Gástrica 1. Relaxamento do esfíncter esofágico inferior concomitante ao relaxamento do fundo do estômago (relaxamento receptivo). 2. Mistura do bolo alimentar com as secreções gástricas, formando o quimo, através de ondas peristálticas do corpo para o antro. 3. Essas ondas peristálticas do corpo para o antro, promovem o relaxamento do piloro que permite a passagem de pequenas quantidades de quimo para o duodeno. Entretanto, ele se contrai rapidamente, induzindo uma onda peristáltica do antro para o corpo, gerando a trituração do alimento (evento chamado de sístole antral/ movimento de retropulsão). Estômago • Pregas gástricas Quimo • Uma vez que os alimentos são misturados as secreções gástricas, o produto resultante que circula até o intestino recebe o nome de quimo. • O quimo é uma substância semilíquida de aspecto transparente esverdeado (alimento digerido + secreções gástricas). Contrações de Fome • Trata-se de contrações peristálticas rítmicas do corpo do estômago. Quando estas contrações sucessivas são muito potente, podem se fundir e provocar uma contração tetânica contínua e que dura de 2 a 3 minutos. Contrações de Fome • São mais frequentes em jovens e pessoas saudáveis • Só aparecem em pessoas com níveis baixos de glicose sérica • As contrações de fome geram dores leves no estômago que só aparecem de 12h a 24h depois da última ingestão. • A dor alcança a força máximo entre os 3 e 4 dias em jejum. Esvaziamento Gástrico • O esfíncter pilórico permanece ligeiramente contraído a maior parte do tempo. Esta contração normalmente impede a passagem de partículas de alimentos que não se transformou em quimo, adquirindo uma consistência semi-líquida. Esvaziamento Gástrico – Inibiçao • O esvaziamento gástrico pode ser inibido por reflexos enterogástricos provenientes do duodeno. • Quando o quimo penetra o duodeno, as paredes deste desencadeiam múltiplos reflexos nervosos que regressão ao estômago, onde reduzem o esvaziamento gástrico, através da contração ainda mais forte do esfíncter pilórico e inibição do peristaltismo do estômago. Esvaziamento Gástrico – Estímulo Fatores que estimulam o esvaziamento gástrico: 1. Aumento do volume de alimento no estômago; 2. A presença de gástrina por seu provável efeito motor gástrico; Esvaziamento Gástrico – Inibição • Fatores que Inibem o esvaziamento gástrico: 1. Grau de distensão do duodeno 2. Presença de irritação na mucosa duodenal 3. Grau de acidez do quimo duodenal 4. Grau de osmolaridade do quimo 5. Presença de produtos de degradação de proteínas e gorduras. A Colecistocinina (CCK) inibe o esvaziamento gástrico • A colecistocinina é liberada pela mucosa intestinal em resposta a presença das substâncias do quimo. • Sãonecessárias entre 3 e 5 horas para que o quimo passe do piloro até a válvula ileocecal. Sinais Hormonais • A gastrina, a CCK e a insulina são liberadas após alimentação e podem estimular a motilidade intestinal. • A secretina e glucagon inibem a motilidade do intestino delgado. • GIP (peptídeo inibidor gástrico) Movimentos de segmentação do Intestino Delgado - HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall tratado de fisiologia médica. 13ª edição - TORTORA, G.J. Princípios de Anatomia Humana. 10ª edição, ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2007. - DOUGLAS, Carlos Roberto. Fisiologia aplicada à fonoaudiologia. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. - MEDEIROS, Andréa Monteiro Correia; MEDEIROS, Marcelo. Motricidade Orofacial. Lovise , São Paulo, 2006. Referências