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Patrícia Mendes - 2024/1
Motilidade Gastrointestinal
Fisiologia 1
Motilidade Gastrointestinal
• As paredes das vias GI são musculares e capazes de efetuar movimentos com 
ações diretas sobre a ingesta na luz intestinal. Há diversas funções dos movimentos 
GI: 
•  
• (1)  empurrar a ingesta de um local para diante
• (2)  reter ingesta em determinado local para digestão, absorção, estocagem
• (3)  quebrar fisicamente o alimento e misturá-lo às secreções digestivas
• (4) circular a ingesta de forma que todas as porções entrem em contato com 
superfícies absortivas
• Dinâmica do movimento não é bem compreendida como no coração 
• O movimento pode ser de natureza propulsiva, retentora ou de mistura;
• O tempo que o material leva para ir de uma porção a outra do intestino é 
denominado tempo de trânsito
• Ex: Um aumento na motilidade propulsiva diminui o tempo de trânsito. 
• A motilidade retentora aumentada e a motilidade propulsiva reduzida são 
aspectos importantes da terapêutica da diarreia
Ritmo
• Células musculares da camada longitudinal e circular -> feixes 
intercomunicantes -> ondas elétricas (como no coração)
Motilidade
• Fibra muscular lisa
• Célula excitável 
• Diferença de potencial elétrico 
• Despolarização e Hiperpolarização 
Motilidade
• As ondas de despolarização parcial são lentas
• Intestino: 20 por minuto
• Cólon e estômago: 5 por minuto;
• Presentes em todo o trato gastrointestinal
• Regulações nervosas e endócrinas de frequência 
e amplitude 
• Movimento sentido ao anus: Aboral 
• Movimento sentido a boca: oral
Motilidade
• As ondas lentas sincronizam a contração muscular lisa do TGI
• Contrair o alimento
• Não há conexão direta do SN com a musculatura lisa 
• Sistema nervoso > neuro reguladores -> potencial de ação -> onda lenta -> 
contração 
• Prepara para a contração 
Motilidade
• Nervos motores estimuladores da musculatura intestinal elevam a linha 
básica e a amplitude das ondas lentas, ao passo que os nervos inibidores as 
reduzem
• O estímulo parassimpático, em sinergismo com o SNI, eleva a linha básica de 
onda lenta e estimula a atividade muscular no intestino, ao passo que o 
simpático inibe
• Você em situação de emergência 
Apreensão
• Os animais quadrúpedes para ingerir o alimento, precisam primeiro agarrá-lo com os lábios, dentes ou 
língua, o que envolve atividade  coordenada de músculos esqueléticos pequenos e voluntários. 
•  
• A apreensão do alimento varia entre diferentes espécies:
• - cavalos usam mais os lábios
• - ovinos usam os lábios e dentes 
• - bovinos usam mais a língua 
• Em todos os animais domésticos, a apreensão envolve controle direto do SNC 
◦ (nervos cranianos facial, glossofaríngeo e ramo motor do trigêmeo)  
Apreensão
• Anormalidades nos dentes, mandíbulas, músculo da língua e da face, nervos 
cranianos ou SNC, provocam problemas de apreensão
• Os dentes são a causa mais comum de distúrbios digestivos
Doença periodontal grave
Neoplásicas
Acidentais
• Laceração Língua;
Acidentais
Acidentais
Mastigação
• Processo de quebra das partículas alimentares no tamanho que passe pelo 
esôfago, com mistura e lubrificação do alimento com a saliva. É o primeiro 
ato da digestão e envolve as ações das mandíbulas, língua e bochechas.
Deglutição
• A deglutição é um reflexo com fase voluntária e involuntária:
•  - fase voluntária: o alimento é uniformizado sob a forma de bolo pela língua 
e, empurrado para a faringe, onde terminações nervosas sensoriais detectam 
sua presença e iniciam a fase involuntária (quero engolir)
• - fase involuntária: ocorre primariamente na faringe e no esôfago (não tem 
volta)
• Lembrando: a faringe é uma abertura comum ao sistema digestivo e 
respiratório com função fisiológica de assegurar que apenas o ar, adentre o 
respiratório e só o alimento e a água, adentrem o digestivo.
Deglutição
• A respiração cessa momentaneamente
• o palato mole se eleva, fecha a abertura faríngea da nasofaringe e impede que o alimento adentre 
pelas aberturas internas das narinas
• A língua fica comprimida contra o palato duro, fecha a abertura oral da faringe
• O osso hióide e a faringe são empurrados para a frente o que empurra a glote sob a epiglote, 
fechando a abertura laríngea
• As cartilagens aritenóides se constringem, fecham mais a abertura da laringe e impedem o 
movimento do alimento para  o sistema respiratório
• Quando todas as aberturas da faringe estão fechadas, uma onda de constrição muscular passa 
pelas paredes do órgão, empurrando o bolo de alimento para a abertura do esôfago e à medida 
que o alimento atinge o esôfago, o esfíncter esofágico superior relaxa para aceitar o material
Deglutição
• https://www.youtube.com/watch?v=5KgAcG3b5JU
https://www.youtube.com/watch?v=5KgAcG3b5JU
• https://www.youtube.com/watch?v=gXhkkKPavjk
https://www.youtube.com/watch?v=gXhkkKPavjk
Deglutição
• A deglutição é controlada pelos nervos motores inferiores, localizados em 
centros do tronco cerebral, cujas fibras nervosas eferentes percorrem os 
nervo facial, vago, hipoglosso, glossofaríngeo e ramo motor do trigêmeo. 
• Problemas ligados a apreensão, a mastigação e a deglutição costumam 
estar relacionados com lesões neurológicas periféricas nos nervos 
cranianos ou centrais, no tronco cerebral
Motilidade do Esôfago
Esôfago
• O esôfago possui uma camada muscular externa longitudinal e uma interna 
circular
• Único do TGI com fibras musculares esqueléticas estriadas
Esôfago
• Na maioria dos animais domésticos todo o comprimento da musculatura esofágica é 
estriado 
• Mas em equinos, primatas e gatos, uma porção do esôfago distal é de músculo liso. 
• A musculatura estriada está sob controle dos neurônios motores somáticos no nervo vago, 
e as porções de músculo liso estão sob controle direto do SNI e controle indireto do SNA
• No músculo estriado o plexo mioentérico é sensorial 
• Age coordenando os movimentos da porção de musculatura estriada com os segmentos 
musculares lisos esofágicos e o estômago.
Esôfago
• Em relação a atividade motora, o esôfago pode ser dividido em esfíncter 
superior, corpo e esfíncter inferior. 
• O esfíncter superior é o músculo cricofaríngeo (ligado à cartilagem cricóide 
da laringe) que durante a deglutição relaxa e permite que a laringe seja 
empurrada para frente, o que tende a abrir passivamente o orifício esofágico 
superior.
• O corpo esofágico é um conduto simples que transfere rapidamente o 
alimento da faringe para o estômago em ações propulsivas conhecidas como 
peristaltismo
Esôfago
• Os anéis começam na extremidade cranial e progridem em direção ao 
estômago, empurrando o bolo de alimento, com constrição dos músculos 
circulares e alguma contração de músculos longitudinais que aumentam o 
tamanho do lúmen esofágico, para acomodar o bolo alimentar que está 
avançando
Esôfago
Reflexo Peristáltico
• Nervos inibidores dominam o músculo circular
• O músculo longitudinal acima do bolo contrai-se sob influência excitatória 
• O abaixo ao bolo relaxa-se pela inibição do excitatório
Como funciona?
• Durante a deglutição, o esfíncter esofágico superior se relaxa quando a faringe 
se fecha e o alimento é empurrado para o corpo esofágico. Uma onda 
peristáltica empurra o material na direção do estômago. Á medida que o bolo 
alimentar atinge a extremidade distal do esôfago, o esfíncter inferior se relaxa e a 
matéria ingerida adentra o estômago. 
• Se o esôfago não estiver livre de material alimentar na onda primária de 
peristaltismo, são geradas ondas secundárias (1 ou 2 ondas secundárias quase 
sempre limpam o esôfago). Se o conteúdo permanecer no esôfago, ondas 
secundárias podem levar a espasmos de músculos ao redor do material alojado.
• Quando não está havendo deglutição, o corpo esofágico se relaxa, mas os 
esfíncteres superior e inferior permanecem constritos.
Como funciona?
Continuando..
• Pressãoinspiratória (do esôfago): 
• A porção torácica do esôfago tem a pressão menor do que a porção 
intrabdominal - se os dois esfíncteres não estiverem fechados pode ocorrer 
refluxo de ingesta do estômago no corpo esofágico
• A porção torácica do esôfago tem a pressão menor do que a a atmosfera 
- se os dois esfíncteres não estiverem fechados, a inspiração pode causar 
deglutição do ar da faringe
Como funciona?
Continuando..
• O esôfago adentra obliquamente o estômago
• Permitindo que a distensão gástrica bloqueie a abertura esofágica
• Mas durante a deglutição, o músculo longitudinal se contrai, encurta o 
esôfago e abre a válvula na junção com o estômago. 
Por que o cavalo não vomita?
• Esôfago se encontra com o estômago em um ângulo que dificulta o refluxo, 
principalmente quando o estômago do cavalo está inchado (alimento ou gás)
• *O esfíncter esofágico proximal (cárdia) é extremamente potente
• Não possuem centro do vômito. 
• https://www.youtube.com/watch?v=RiyVtLYdBpo
https://www.youtube.com/watch?v=RiyVtLYdBpo
Estômago
Estômago
• Cães e Gatos: Apenas estômago glandular
• Equinos, ruminantes e suínos: Pré estômago não glandular e estômago glandular
• Ruminantes: Pré estômago dividido em rúmen, retículo e omaso e o estômago 
glandular corresponde ao abomaso. 
• Função: Servir o alimento ao intestino delgado
• - Armazenamento e controle da velocidade do aporte de alimento
• - Moedor e peneira para disponibilizar o alimento para a digestão
Estômago
• É dividido em porções funcionais:
• A região proximal, na extremidade esofágica do estômago: armazenamento
• A função distal age como moedor e peneira para serem disponibilizadas ao 
intestino
Estômago proximal
• Na parte proximal do estômago as contrações musculares fracas e 
contínuas, se adaptam a parede gástrica ao seu conteúdo e fornecem 
propulsão suave de material para a parte distal. 
• Aqui nos deparamos com o reflexo de relaxamento adaptativo, para que haja 
mais espaço e se adeque à quantidade de alimento que está por vir.
Estômago distal
• Conhecido como antro, há uma atividade de ondas lentas e as contrações 
musculares são frequentes. 
• As ondas de peristaltismo iniciam-se na metade do estômago e migram, com 
ondas lentas, em direção ao piloro. O piloro se constringe bloqueando a 
saída gástrica (exceto partículas pequenas) 
•
Controle da motilidade gástrica proximal e distal
• A motilidade do estômago está sob controle nervoso e endócrino. As fibras do vago 
fazem sinapses nos corpos celulares nervosos do plexo gástrico mioentérico, 
produzindo efeitos opostos sobre as regiões: 
•  
• - no estômago proximal, inibe as contrações musculares e leva ao relaxamento 
adaptativo (mediador- um peptídio inibidor vascular- PIV)
• - no estômago distal, provoca intensa atividade peristáltica (Acetilcolina) 
• Reações vindas do SNC: Fase cefálica
Motilidade gástrica
• Os hormônios GI regulam a motilidade gástrica:
• - A gastrina, secretada no antro gástrico, facilita a motilidade gástrica. 
• - A colecistocinina (CCK), a secretina e o peptídio inibidor gástrico* (PIG) 
parecem suprimir a motilidade gástrica, pelo menos no cão. 
• * Pouco elucidado 
A velocidade de esvaziamento gástrico
• A velocidade com que o alimento deixa o estômago precisa igualar-se àquela 
que será digerida e absorvida pelo intestino delgado.
• Alguns alimentos podem ser digeridos e absorvidos mais rapidamente que 
outros, mas a velocidade com que o estômago se esvazia tem que ser 
regulada pelo conteúdo do intestino delgado. 
Reflexos
• O esvaziamento gástrico é sinalizado por reflexos.
• Existem vários reflexos no TGI, seus nomes geralmente condizem com o local de 
origem do estímulo aferente e o local de resposta eferente.
• O esvaziamento gástrico pelo duodeno é referido por Reflexo enterogástrico.
• Este reflexo envolve também fibras aferentes do nervo vago que recebem estímulos 
no duodeno, que estão integrados no tronco cerebral e a resposta é mediada pelas 
fibras eferentes vagais para o estômago.
Reflexo enterogástrico
Motilidade gástrica
• O material líquido deixa o estômago mais rapidamente do que o material 
sólido, e a sua liberação depende mais da motilidade do estômago proximal.
• No estômago proximal há pouca mistura, por isso os líquidos e sólidos 
tendem a se separar 
Motilidade gástrica
• Os líquidos para a periferia e os sólidos para o centro do corpo do 
estômago. 
• A tensão aumentada na parede do corpo gástrico força a saída do líquido, no 
entanto esta tensão exerce pouco efeito no transporte do material sólido, 
assim não deixa o corpo gástrico até que haja espaço suficiente no antro 
(distal)
• Portanto, a motilidade do corpo do estômago é primariamente responsável 
pela velocidade de esvaziamento de líquidos, e a motilidade do antro pelo 
esvaziamento de sólido
Curiosidade
• A velocidade de esvaziamento de um líquido do estômago é exponencial e 
depende do volume inicial da refeição líquida: no cão possui meia-vida de 18 
minutos e é completa depois de uma hora
• O material sólido é esvaziado mais lentamente, e sua velocidade depende do 
seu conteúdo de gordura, dietas com baixo teor de gordura se esvaziam em 
três a quatro horas
Depuração do material indigerível no estômago
• - Não são divididos em partículas menores.
• O padrão para limpar o estômago de restos indigeríveis denominado complexo de 
motilidade interdigestiva, que  ocorre entre as refeições
• Ele ocorre com intervalos de uma hora durante os períodos em que o estômago está 
relativamente vazio de material digerível
•  
• Comer interrompe o complexo e provoca a retomada do padrão de motilidade digestiva. 
• Nos herbívoros, que comem quase constantemente, o complexo de motilidade 
interdigestiva ocorre em intervalos de uma hora, mesmo com alimento digerível presente 
no estômago.
Vômito
• O vômito é uma atividade reflexa com sua integração ou coordenação 
centralizada no tronco cerebral e está associado às seguintes ações:
•  
• 1. Relaxamento dos músculos do estômago e do esfíncter esofágico 
inferior e fechamento do piloro
• 2. contração da musculatura abdominal (↑ da pressão intra-abdominal)
• 3. expansão cavidade torácica c/a glote fechada ↓ pressão 
intratorácica
• 4. abertura dos esfíncteres esofágicos
Vômito
•  O reflexo do vômito envolve nervos motores periféricos, o estímulo aferente 
de mecanorreceptores na faringe e a tensão dos quimiorreceptores na 
mucosa gástrica e duodenal, que vão ao centro do vômito no tronco cerebral
Vômito
• O centro do vômito recebe ainda influxos aferentes de estruturas fora do GI - 
logo, vomitar nem sempre é indício de um problema primário GI:
• Uma área do tronco cerebral, chamada zona quimiorreceptora de disparo 
(ZQD), sensível à presença de drogas e toxinas no sangue
• - Dos canais semicirculares do ouvido interno 
• - De outros locais no corpo (sinal não-descritivo de doença)
Intestino delgado
• Duas fases: Período digestivo e Período Inter digestivo (pouco alimento 
restante)
• - Digestiva: Propulsiva e não propulsiva 
• Propulsiva encaminha o alimento (movimentos curtos). 
• Não propulsiva é a mistura do alimento. 
• Quando as porções constritas se relaxam, novas áreas se constringem, o que 
movimenta o conteúdo intestinal para trás e para diante (vai e vem), 
misturando-o com sucos digestivos e circulando-o pela superfície da mucosa 
absortiva
Intestino delgado
• - Fase Interdigestiva: ondas de contrações peristálticas poderosas, que 
percorrem grande extensão do intestino delgado, algumas vezes 
atravessando-o por inteiro, conhecidas como complexo de motilidade 
migratória. 
(O que não foi digerido “manda embora”)
•
Esfíncter ileocecal
• - Junção entre o intestino delgado e o grosso e impede o movimento do 
conteúdo do cólon de forma retrógrada para o íleo.
Intestino grosso
• Motilidade do cólon 
- Absorção de água e eletrólitos
- Estocagemde fezes  
- Fermentação de matéria orgânica que escapa da digestão e da absorção no 
intestino delgado. 
Motilidade do cólon
• O tamanho do cólon é importante na fermentação colônica para as 
necessidades energéticas do animal. 
• O coelho e o cavalo, possuem um cólon complexo e fazem uso dos 
produtos de fermentação para as necessidades nutricionais 
• O cão e o gato, não contam com produtos de fermentação e possuem cólon 
relativamente simples. 
• As diferenças na anatomia do cólon entre quatro espécies com necessidades 
diferentes de fermentação digestiva estão ilustradas a seguir 
Motilidade do cólon
• A motilidade do cólon tem como função a mistura, a retropulsão e a 
propulsão da ingesta e, apesar da diversidade anatômica, existe semelhança 
nos padrões de motilidade do cólon.
• O cólon do cão e do gato é um órgão simples, um ceco curto, parte 
ascendente, parte transversa e parte descendente, que durante a fase de 
repouso, apresenta um “marcapasso” entre o cólon transverso e o cólon 
descendente. Sua função é de absorção e estocagem.
Motilidade do cólon
• O material que entra no cólon dos carnívoros é de consistência líquida
• Sofre absorção de água e eletrólitos no cólon ascendente e transverso
• Quando a ingesta atinge o cólon descendente, o material está semi-sólido e 
começa a ter aspecto de fezes.
Padrões de motilidade
• A motilidade no ceco consiste em segmentação ativa - mistura e transfere 
grandes quantidades de ingesta para o cólon. 
•  
• A motilidade no cólon consiste em segmentação, antiperistaltismo e 
peristaltismo. 
• Na flexura pélvica do cólon existe um “marcapasso” que cria uma área de 
resistência que retém o material.  
• A forma característica de bola das fezes eqüinas representa intensa motilidade 
de segmentação do pequeno cólon, onde as fezes se formam. 
Esfíncter anal
• A abertura anal se constringe por dois esfíncteres: um esfíncter interno de 
músculo liso, que é uma extensão direta da camada muscular circular do 
reto, e um esfíncter externo de músculo estriado. 
Esfíncter anal
• O esfíncter anal interno permanece tonicamente constrito a maior parte do 
tempo e é o principal responsável pela continência anal. 
• Recebe inervação parassimpática do n. pélvico (relaxamento), e inervação 
simpática do n. hipogástrico (constrição do esfíncter).
• O esfíncter externo mantém algum grau de contração tônica
• Inervado por fibras somáticas gerais que correm no nervo pudendo.
Reflexo retoesfinctérico
• A entrada de fezes no reto que se acompanha de relaxamento do reflexo do 
esfíncter anal interno, seguido por contrações peristálticas do reto, é 
conhecido como reflexo retoesfinctérico.  
• O reflexo normalmente resulta em defecação, mas em animais treinados  
pode ser bloqueado pela constrição voluntária do esfíncter anal externo e 
neste caso, o reto se relaxa para acomodar o bolo fecal e o esfíncter anal 
interno recupera o tônus. 
Reflexo retoesfinctérico
• Em cães, gatos e seres humanos, o relaxamento do reto e a constrição do 
esfíncter anal interno estão associados ao desaparecimento gradual da 
necessidade de defecar, até que um outro bolo de fezes entre no reto.
• Alguns animais respondem à presença de fezes no reto com um certo 
número de ações voluntárias associados à defecação. 
• Nos carnívoros, o diafragma e os músculos abdominais se contraem para 
aumentar a pressão intra-abdominal, e os músculos do canal anal se relaxam 
à medida que o animal assume a posição de defecação.

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