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Estudo radiológico do tórax RX simples- métodos de avaliação A radiografia é o exame mais pedido no mundo, não necessariamente apenas por pneumologistas. Dois tipos de raio X: a) Filme convencional (Câmera fotografia dos anos 2000) • Fácil manuseio; • Alta sensibilidade; • Boa uniformidade; • Baixo custo; • Informação diagnóstica; • Informação diagnóstica limitada (pequena variação de exposição). b) Digital (câmera de celular) • Qualidade da imagem superior (>resolução); • Imagens digitais que podem ser armazenadas e transmitidas; • Alto custo (isso ao longo do tempo vai normalizando); • Dose de radiação (maior dose de radiação e por isso é considerado uma desvantagem). Metodologia de avaliação • Ambiente adequado: negatoscopio; • Luminosidade adequada; • Avaliação ocular limitada (verificar nuance de cores); • Técnica adequada (melhor descartar e realizar novamente do que se esforçar fazendo uma interpretação de uma radiografia mal feita ). • Análise global, segmentar e comparativa (campos pulmonares). Sempre comparar um lado do tórax com o outro. Etiqueta de identificação: fora dos campos pulmonares. Sempre feita do lado direito, ou embaixo. Se pegar um raio X sem identificação, não confie, solicite outro. 1) Itens da técnica • Posicionamento: PA ou AP. Vamos preferir PA, vamos solicitar no pedido do Raio-X que seja feito em PA. • Centralização: centrado. Se o paciente está torto, algumas regiões podem ficar tortas e esconder algumas estruturas. • Inspiração ou expiração. De preferência inspirado, vamos querer ver o pulmão insuflado e enxergar tudo que está dentro. • Penetração (somente para RX convencional). Quantidade de raio que o técnico colocou no raio-X, se ele colocar muito raio queima algumas estruturas. 1) POSICIONAMENTO • PA e perfil (padrão): perfil é um complemento do PA. • AP somente em situações que o paciente não consegue ficar em ortostase. • Decúbito lateral com raios horizontais: derrame pleural. • Oblíqua anterior: favorece a visualização das costelas (Suspeita de fratura nas costela). • Apico-lordotica: ápices pulmonares. Todos os pacientes que conseguem ficar em pé, vamos pedir para que seja feito em ortostase PA. A: PA melhor raio-X. B: perfil, colocar o paciente do lado esquerdo do filme e o raio passa pelo lado direito. C: oblíquo (fratura de costela verificar o gradil costal). E: AP apenas quando o paciente está acamado, o filme nas costas do paciente. PA e perfil Toda vez que vamos ver o Raio-X estamos vendo o paciente de frente para nós. O lado direito é sempre o do paciente, não o meu. Pneumologia Desvantagem do raio-X em relação a tomografia é a profundidade, pegamos uma pessoa que tem 3 dimensões e colocamos em 2 dimensões. Existe uma grande diferença entre a PA e AP, na AP as estruturas ficam menos visíveis e menos nítidas, como se houvesse uma sombra. No primeiro RX o coração do paciente está aparentemente normal, no segundo em AP podemos dizer que ele tem cardiomegalia. 2) Raio- X centrado Vamos pegar as duas clavículas e dividir no meio, o paciente centrado vai ser na coluna nos processos espinhosos, mas devemos tomar cuidado com pessoas com coluna torta. Se o paciente estiver corretamente centrado, as clavículas vão estar equidistante do meio. Se o paciente está torto, o paciente esta rodado, o lado que a clavícula estiver mais afastada, significa que o paciente rodou para aquele lado. Ex: a clavícula direita está mais distante do centro, logo, digo que a clavícula rodou para a direita. 3) Expiração X inspiração Sempre na inspiração. O padrão do parênquima pulmonar não vai apresentar diferença. No primeiro na expiração, e o segundo na inspiração, apresentando o tórax e o pulmão mais alargado. 4) Penetração Quanto mais penetrado vamos ver mais osso, e as estruturas delicadas do pulmão podem ser perdidas (alvéolos). A imagem fica queimada. O adequado é a visualização de no máximo 4 corpos vertebrais, e depois podemos ver apenas a silhueta da coluna. Análise das estruturas Seguindo uma lógica de análise. Vamos verificar de fora para dentro, como se fosse uma dissecação. • Na parte mais externa, temos pele e tecido subcutânea (ultrassom é mais utilizado para observação externa); • Arcabouços ósseo, se quisermos verificar ossos mesmo, deve-se fazer o Raio-X na posição oblíqua (verificar o gradil costal); • Mediastino: traqueia, carina, botão (arco aórtico)- hilos pulmonares e área cardíaca. Vamos ver de cima para baixo; • Cúpulas diafragmaticas; • Seios costo-frênico ; • Parenquima pulmonar. Sempre comparativo. Partes moles: verificar coisas estranhas, projetil de revólver, ar, pode formar enfisema subcutâneo. Partes ósseas: ver todas as costelas, clavícula e os arcos costais. No digital vai aparecer todos os arcos costais. Mediastino: estruturas no meio do tórax, delimitado pelas pleuras. Podemos dividir o mediastino em anterior, médio e posterior. De cima para baixo Traqueia: Verificar o brônquio fonte direito e o esquerdo. Arco aórtico: estrutura mais dessa e por isso fica branco. Hilos pulmonares: onde estão entrando os brônquios fontes e as artérias pulmonares. O hilo direito é mais bem apresentado, e o esquerdo é mais disforme. Lembrar que o brônquio fonte direito é mais vertical e mais fino (risco de aspiração), e o esquerdo mais horizontal e mais calibroso. Lembrar do desnível, o lado direito é mais elevado que o lado esquerdo na altura do diafragma. Hilos alterados: hilos largos de hipertensao pulmonar. Coração: área cardíaca no terço inferior do tórax. Verificar o tamanho do coração em relação ao tórax. Chamado de índice cardiotorácico: <0,5. Tamanho do coração em cm ex:12cm, e o tamanho do tórax de uma costela a outra ex:28cm. Então o tamanho do coração não pode ser mais do que a metade do tamanho do tórax. Se estiver maior, considera que o paciente esta com cardiomegalia. Cúpulas diafragmaticas: visíveis, com formato côncavo para baixo, lembrando que a cúpula esquerda é mais baixa que a cúpula direita devido a presença do coração. Seio costofrenico: verificar alterações, a imagem em condições normais deve estar hiperdensa. Parênquima pulmonar: porção superior, porção média e as bases. Olhar os lados comparativamente. Nas bases temos as mamas e anatomicamente em cima é mais transparente que na base. E por último avaliar tudo para verificar se não esqueceu nada. Descrição geral: em PA não vamos observar as escapulas, além disso, verifica-se o fundo do estômago vai ficar branco, formando uma bolha gástrica (uma imagem escura), isso é uma dica de que o paciente estava em ortostase. As escápulas fora dos campos pulmonares são mais fidedignas. Verificar se o raio x foi feito em inspiração, contando os arcos costais anteriores, verificar se o 7 arco anterior estiver passando no meio do diafragma. E verificar se está muito penetrado quando convencional se há o visualização de mais de 4 arcos vertebrais. Tórax em PA, centrado, inspirado. Ótimo do ponto de vista técnico. Não verifica-se penetração porque e digital. Partes moles: sem alterações. Parte ósseas: sem alterações. Mediastino: traqueia visível, centralizada, carina visível bronquio fonte direito e esquerdo visível. Arco aórtico visível sem alterações. Hilos visíveis e sem alterações. Área cardíaca: sem alterações. Cúpulas diafragmaticas: visíveis sem alterações. Recesso costofrenico: visíveis e sem alterações. Utilizar o termo: seios costofrenicos livres. Parênquima pulmonar: Terço superior: sem alteracoes. Terço médio: sem alteracoes. Bases: sem alteracoes. Conclusão radiológicas ou diagnóstico radiológico: Raio-X de tórax sem alterações. Alterações patológicas Pneumotórax: hipertransparencia. Tudo preto. Congestão: opacidade, lesãomais densa que o ar. Mais branca. 1) Opacidade alveolar. 2) Nódulo. 3) Massa. Que são coisas completamente diferente. Descrever a opacidade: opacidade na base direita, sem limites precisos, heterogênea. Sinal: broncograma aéreo, os processos patológicos estão ocupando dentro dos alvéolos. O ar vai aparecer sempre preto, e líquidos, consolidação, e outros vão aparecer branco. São linhas escuras dentro da opacidade que são os brônquios que estão com ar e quando os alvéolos estão preenchidos ficando branco. Nesse sentido, quando temos broncograma aéreo temos uma opacidade alveolar. Podemos ter uma opacidade bem delimitada, é bem homogênea, não verificada o broncograma aéreo, não é grande, e tem um tamanho menor que 3cm, então vai ser chamada de nódulo. É obrigatório a dizer que não tem broncograma aéreo. Opacidade bem delimitada, homogênea, sem broncograma aéreo, maior que 3cm, considerado massa. Essas são as 3 lesões mais frequentes de um raio-X. Noções de espirometria Colaboração do paciente para realizar o exame, o aparelho deve estar calibrado. Atualmente é um aparelho bem simples. O paciente deve soprar e o aparelho com software deve fazer a análise dos dados. A função pulmonar (volumes e capacidade). Vai aumentando dos 6 aos 14 anos, sendo influenciada pela estatura do paciente. Não tem relação com peso nem quantidade de músculo. Até os 20 (sexo feminino) e 25 (sexo masculino) vai poder aumentar a força muscular através de exercícios físicos ou até soprador de instrumentos musicais pode elevar a capacidade mas, não é tão significativo quanto o aumento da estatura. Os volumes não vão aumentar até os 35 anos ficam estacionados, e depois dessa idade, o pulmão vai encolhendo, vai ser uma perda pulmonar fisiológica, que vai perdendo músculos e ossos. Podemos medir essa perda fisiológica pelo VF1 (volume expiratório forcado no primeiro segundo). Situações adversas: os fumantes suscetíveis, perdem em media 60ml/ano de VEF1. Mas, fumante masculino de 50 anos e com VEF1 previsto de 3,6l e VEF1 encontrado de 2,16l, perdeu teoricamente 0,84 litros de VEF1 por efeito do cigarro, o que significa 30 anos a mais na capacidade pulmonar se a perda usual de 28ml/ano. Pode-se contar ao doente que sua idade pulmonar estimada é de 80 anos. Utilidade do exame: é um exame útil, fecha diagnóstico de algumas doenças, ou para definir o tratamento da doença, e para acompanhar a progressão da doença. Paciente que tem indicação a espirometria, são os pacientes com tosse crônica (mais de 8 semanas). Em asma, DPOC, ICC (pede espirometria porque coração e pulmão estão interligados). Podemos fazer como triagem, para pacientes que são tabagistas ou que já foram tabagistas. Validade do exame: o ícone de fluxo é bem precoce, significando que o esforço inicial foi satisfatório. O traçado deve estar livre de oscilações abrupta. O exame inicialmente deve ter uma curva maior que a metade dos quadrados, e uma curva que chegue até 6 segundos expiratórios, menor que isso pode ser considerado um exame mal feito, além disso, deve ser uma curva linear sem alterações. Com base na espirometria podemos classificar em: normal sem alterações, ou pode ter um distúrbio ventilatorio. São classificados em 5 grupos: não deve considerar o diagnóstico que vem escrito na espirometria, a maioria dos diagnósticos vem errados. Podemos classificar os distúrbios ventilatorios em: • Restritivo • Obstrutivo • Obstrutivo com capacidade vital reduzida • Misto ou combinado • Inespecífico CPT (capacidade pulmonar total): pega os dois lados do pulmão, e encher de ar, a quantidade total que o pulmão infla ou insufla, para cada indivíduo é determinada por sexo, idade e estatura. Só que isso não é possível de avaliar. Por mais que eu assopre o máximo, sempre ficara um volume residual para o pulmão não colabar. CVF (capacidade vital forçada): vai ser a capacidade total do indivíduo, menos o volume residual que não é possível de medir. Vai ser bastante aproximada. O valor para cada indivíduo tem um número normal dependendo de idade, sexo e estatura. Vamos trabalhar com média de normalidade. E vamos comparar o valor do paciente com a média. Vai ser então, a capacidade pulmonar total menos o volume residual. Normal: > ou igual a 80% do preditivo. VEF1: volume expiratório forçado no 1° segundo. Na CNTP, se o indivíduo não tem uma doença, todo indivíduo quando realiza essa manobra, 70% da capacidade pulmonar total, consegue esvaziar tudo no primeiro segundo. E isso é uma constante. VEF1/CVF: existe a relação. O VEF1 normal é 70% da CVF, a relação do VEF1 e da CVF, essa proporção deve ser cerca de 70%, aproximadamente. Hoje existem parâmetros fidedignos. Estimou-se, com base em populações semelhantes, um valor de corte, conhecido como limite inferior da normalidade (LIN). Assim, esse LIN não vem descrito, sendo necessário considerar 0,7 como valor normal. Caso o paciente apresente um LIN abaixo do esperados ou um resultado abaixo de 0,7 ele possui um distúrbio obstrutivo (paciente consegue expirar todo o volume, mas, esse processo é mais demorado). <LIN= obstrução. Uma relação VEF1/CVF menor que 70% vai ser um distúrbio obstrutivo. CVF= CPT – VR Situação 1 1) Relação normal. LIN > ou igual a 0,7 2) Pula a etapa 2 (VEF1 isolado). 3) Avalia CVF • Normal ou sem distúrbios até o momento. • <80% do preditivo: distúrbio restritivo. A partir de uma tabela vamos avaliar se esse distúrbio é leve, moderado ou grave. 4) Resposta a BD: não deve existir se restrição verdadeira. Situação 2 1) Relação= obstrução. Distúrbio obstrutivo relação <0,7. 2) Avaliar o valor de VEF1 (% do predito) para classificar o grau da obstrução: leve, moderada, severa (conforme o quadro de classificação). 3) Avaliar CVF: se normal > 80% do preditivo. 4) Avaliar a resposta a BD: olhar VEF1 antes e depois ou CVF antes e depois. Aumento >200ml no pos em relação ao pre e >12% de aumento= resposta positiva. Situação 3 1) Relação= obstrução. LIN <0,7 2) Avaliar valor de VEF1 (%do predito) para classificar o grau da obstrução: leve, moderada ou severa (conforme quadro de classificação). 3) CVF < 80% do predito. Avaliar CVF% - VEF1% • Se > ou igual a 25= aprisionamento aéreo (obstrução pura) = distúrbio obstrutivos com aprisionamento aéreo. • Se < 12 existe restrição também = distúrbio misto (obstrução + restrição). Se estiver entre 24 e 13, vou escrever que tem distúrbio obstrutivo (leve, moderado ou grave) e a CVF esta reduzida. 4) Avaliar resposta a BD. Situação 4 1) Relação normal. 2) Pula etapa 2 (VEF1) 3) CVF normal. 4) Resposta a BD normal. Classificação: Distúrbio VEF1 (%) CVF (%) VEF1/CVF (%) LEVE >60 >60 >60 MODERADO 41-59 51-59 41-59 SEVERA <40 <50 <40 Verificando se o exame foi feito corretamente: Verificar primeiro a coluna volume-tempo, o paciente tem que expirar por pelo menos 6 segundos, e a curva tem que ser lisa, não pode ter alterações, a curva faz um platô e depois fica estável. Verificar a curva fluxo-volume, avaliar a curva do gráfico, e a curva deve pegar metade dos quadrados da graduação, isso significa que o paciente teve força pra expirar. Para resposta a broncodilatador deve se olhar o CVF ou VEF1. Resposta a broncodilatador positiva: deve escrever assim. Asma Obstrução do fluxo aéreo com uma hiperreatividade dos brônquios, o paciente pode ter sibilo, pode ter tosse e aperto no peito. São características variáveis, e os brônquios podem estar mais fechados ou menos fechados, e com isso, a sintomatologia vai ser diferente, essa situação pode se resolver normalmente ou com o uso de medicações específicas. A asma é definida como uma doença inflamatória crônica das vias aéreas em que várias células e elementos celulares participam.Epidemiologia: grande prevalência mundial, mais ou menos 10% da população mundial tem asma, ou até 20%. Os países que apresentam maior prevalência são: Seguir a sequência: 0) Avaliar se a técnica do exame esta adequada. 1) Avaliar o VEF1/CVF: <0,7 Se normal avançar direto para o passo 3. Se obstrução: prosseguir para o passo 2. 2) Avaliar o valor de VEF1 isolado para quantificar a obstrução quando relação alterada: usar o quadro de classificação. 3) Avaliar o CVF (se alterado, deve quantificar), > ou igual 80%. 4) Avaliar resposta a broncodilatador, pode olhar CVF ou VEF1. Brasil, EUA, Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia. Atualmente há aumento dos números, mas não porque estão nascendo mais pessoas com asma e sim porque estão fazendo mais diagnósticos. Etiologia: resultado de interação de fatores genéticos, ambientais e outros fatores específicos que provocam e mantem a inflamação brônquica e, por consequência, os sintomas da doença. Fatores, ocorrência e manifestação da asma: genética, genes que predispõe a alergias, está no mesmo local das doenças alérgicas, mas não é 100% a mesma coisa, porque existem asmáticos que não tem alergias. Fatores do hospedeiro que podem influenciar a asma, obesidade, as pessoas que tem genética para a asma e tem obesidade, tem maior predisposição de desenvolver ela, devido a obesidade criar um estado inflamatório. Sexo, muito mais mulheres manifestando a doença, devido a questões hormonais na infância ou na idade adulta. Fatores ambientais, os alergenos principalmente domiciliares, ácaros, fungos, mofos, animais, insetos como barata (libera um pó da asa), pólen no Brasil não falamos muito disso, mas na Europa e nos EUA o período de primavera tem maior quantidade de pólen, poeira ambiental de cidades mais poluídas. Infecções virais (gripes, resfriados, COVID), fatores ocupacionais, fumaça do cigarro, tabagismo (asmático) substâncias do cigarro, alimentos e medicamentos (AINE e AAS, como diclofenaco, cataflam e nimesulida) podem desencadear. Vamos ter uma inflamação em toda a via aérea, incluindo o trato respiratório superior, e a maioria dos pacientes vão ter rinite, que são locais de inflamação e sítios de inflamação diferentes. O processo inflamatório ocorre nos brônquios de médio e pequeno calibre. A inflamação está sempre presente em quem é asmático, mesmo nos casos clinicamente intermitente. Durante os episódios vamos ter a redução do calibre das vias aéreas, vai ter uma hiperatividade brônquica, estreitamento das vias aéreas em resposta a estímulos que seriam inócuos em uma pessoa normal. Para ser asma tem que ter obrigatoriamente a hiperreatividade brônquica. Ao longo do tempo se tiver muita inflamação, pode ocorrer alterações estruturais permanentes de tanto processo inflamatório ao longo da vida, as vias aéreas vão ficando espessadas, e isso pode tornar-se permanente, essa situação vai ser chamada de asma com remodelamento. O processo inflamatório vai contar com as citocinas: IL- 1beta, IL-4, IL-5, IL-13 que vem dos linfocitos Th2. Através dessas citocinas ocorre a ampliação do processo inflamatório, ativando outras células para o processo inflamatório como leucotrienos, quimiocinas, histamina e óxido nítrico. Para asmas de caracter muito grave temos remédios para atuar nessas citocinas e inibi-las. Quadro clínico: dispneia, tosse, sibilância torácica. Opressão ou desconforto torácico. Forma episódica com crises recorrentes. Sintomas mais intensos durante a noite ou nas primeiras horas do dia. Melhora espontaneamente ou pelo uso de medicações específicas como broncodilatadores e anti- inflamatórios hormonais (corticoide típico ou sistêmico), período intercrise geralmente assintomática ou oligossintomatico. Lembrar: aumento das crises a noite e de madrugada devido a menor quantidade de cortisol (anti- inflamatório), AINE pode prejudicar, deve-se usar anti- inflamatórios esteroidais inalatorios. Não existe cura para asma, uma vez asmático, será asmático para sempre. AINES: não inibem toda a cascata inflamatória, eles diminuem as prostaglandina mas aumentam leucotrienos, e os leucotrienos podem causar broncoconstrição. Fatores precipitantes ou agravantes: infecção respiratória viral, exposição a alergenos ambientais ou ocupacionais (pólens, fungos, ácaros, pelos de animais, fibras de tecidos), exposição a irritantes (fumo, poluição do ar, aerossóis), drogas (aspirina, anti- inflamatórios não hormonais, beta bloqueadores), alterações climáticas, ar frio, alterações emocionais (riso e ansiedade), exercícios físicos (faz bem para o controle da doença mesmo que seja precipitante para asma, e quanto mais praticar exercício físico melhora o quadro, vai fazendo com que o indivíduo asmático, vá diminuindo o processo inflamatório, mas em um primeiro momento eu vou hiperventilar e os brônquios fecham, e ao longo do tempo os brônquios vão entendendo que não devem fazer hiperreatividade). Taquifilaxia: ex vasoconstritor para rinite, para de fazer efeito depois de um tempo, cada vez vai precisar usar maiores doses. Diagnóstico: fundamentação na história clínica, não são todos os pacientes que cursam com apresentação clínica. Avaliação da função pulmonar: identificação do distúrbio obstrutivo e sua reversibilidade (pacientes sem tratamento instituído), paciente já em uso de medicações (broncodilatador, corticoide): ideal suspender a medicação para aviação funcional. PFE: (pic flow) pode ser útil no diagnóstico, asmáticos apresentam uma diferença percentual média entre o PFE matinal e o noturno superior a 20%. É uma garrafinha que o paciente sopra. RX de tórax: excluir outras patologias associadas, nas crises, nos casos graves é de visualização possível. Teste de broncoprovocação: se eu não tiver um diagnóstico concluído nem com a espirometria, posso usar a broncoprovocação. Avalia a hiperresponsividade brônquica, se for negativo, o diagnóstico de asma pode ser praticamente excluído (cuidado com falso negativo). Por outro lado, a identificação de hiperresponsividade não permite afirmar com toda certeza que o paciente tem asma (atópicos, rinite, DPOC, fumantes idosos podem ter). Muito útil quando tem resultado negativo, serve para excluir. Quadro para classificar a clínica da asma Não ficam mais graduando os indivíduos em leve, moderada ou grave. O que realmente importa é se a asma está controlada, não controlada ou levemente controlada. O questionário é formado por quatro perguntas. O período é do momento que eu avaliei ou diagnostiquei até os dias de hoje. 1) Você tem sintoma de asma pelo menos 2 vezes por semana, e não pode estar relacionado com a prática do exercício. 2) Despertar noturno pela asma. Acorda durante a noite por crise de asma. 3) Pode usar 2 medicação para alívio por semana. 4) Verificar se tem limitação de atividade, ou seja deixar de fazer alguma coisa por conta da asma. Verificar, a classificação (se é controlada, moderadamente controlada e não controlada). Também existe o teste de controle da asma (ACT) um questionário que o paciente responde, avaliando as últimas 4 semanas, para estar bem controlada deve estar acima de 20 pontos. Outro questionário é o do controle de asma, de uma semana, se tiver uma pontuação <0,75 uma asma controlada. >1,5 não controlada e no intervalo parcialmente controlada. Tratamento: 2 pilares: medicamentos e educação. Educação Evitar fatores desencadeante (fungos, medicamentos, poluição, tabagismo). Influenza: deve-se vacinar anualmente. A alergia alimentar não é um fator considerado importante na asma. A não ser que seja uma alergia muito específica que o paciente vai relatar. Utilizar preferencialmente a via inalatória para a administração das medicações no tratamento da asma. Porque inalatório? Possibilidade de se obter maiorefeito terapêutico com menos efeitos sistêmicos. Além disso, a droga atua diretamente sobre a mucosa respiratória, permitindo a utilização de dosagens relativamente pequenas (30 vezes menores do que por via oral), e, por consequência, em baixas concentrações séricas. A via inalatória permite um inicio de ação muito mais rápidos que quando se emprega de vias sistêmicas. Medicamentos Temos a escada preferencial e a alternativa. A alternativa existe porque as vezes não temos recursos disponíveis. Step 1-2: asmáticos não tão graves, vamos medicar não fixo, não contínuo, vai deixar o medicamento conforme a necessidade. O medicamento sob demanda. Ex: só usa quando tem crise e são poucas vezes. Corticoide inalatório+ formoterol (Beta-2 de longa duração). Step 3: asma clinicamente não controlada ou moderadamente controlada. Medicação todos os dias. Vai ser corticoide inalatório + formoterol (todos os dias). Doses fixas em quantidades pequenas. Se o paciente estiver controlado, podemos descer o step, ou se descompensar, pode subir o step para cima. Antes de subir, temos que reavaliar o diagnóstico (é realmente asma?) e a exposição aos alergenos. Step 4: mesmo remédio mas, em doses maiores e doses fixas. E quando tiver mais sintomas, ou crises, ele pode usar o mesmo remédio para barrar as crises. Quando isso não estiver dando certo, podemos associar anticolinérgico de longa ação (LAMA) ou antileucotrieno ou HDMslit (tratamento imunoterápico). Step 5: centro de referência ou pneumologia, uso de corticoide sistêmico, com efeitos colaterais ruins ou imunobiológicos para as citocinas. Nem todo mundo tem dinheiro para comprar o corticoide nasal e formoterol, tem no SUS nas farmácias de alto custo, mas apenas disponível para pessoas que usam doses fixas, e deve enviar uma espirometria. O medicamento custa cerca de 100 reais. Se o paciente tiver crises, e for uma asma controlada, e não tem dinheiro para comprar o Alenia para as crises episódicas, vai usar Salbutamol nos postos (SABA) beta-2 de curta ou inalação. Mas nos postos de São Paulo, em alguns postos específicos, as UBS vão ter Alenia. Vamos dar preferência ao tratamento principal, mas não devemos esquecer do controle alternativo. Medicamentos • Corticoides inalatórios: Beclometasona, ciclosenida, budesonida, fluticasona, mometasona. • Beta agonista de longa duração: formoterol, Salmeterol, Vilanterol, Olodaterol (para DPOC). • Anticolinérgico de longa duração: tiotrópio, umeclidino, glicopirronico. Utilizado para DPOC (principalmente) • Beta 2 agonista de curta duração: fenoterol, salbutamol, terbutalina. DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) Prevalência da DPOC Um estudo em SP que recrutava pessoas com mais de 40 anos e realizavam uma espirometria, no centro da cidade. Prevalência de 15,6% das pessoas tinham alterações espirometricas sugestivas de DPOC. 18% nos homens. 14% nas mulheres. Definição Doença comum, previnivel e tratável. Sintomas persistentes e limitação ao fluxo aéreo. Causado por anormalidades na via aérea e ou no alvéolo. Causado por gases e partículas nocivas. Lembrar acometimento no parenquima pulmonar. Fatores de risco Exposição a gases e partículas nocivas, por tabagismo, ambiente (queima de biomassa), ocupacional e poluição ambiental. Prevalência 90% das pessoas que tem DPOC, foram expostas a partículas nocivas, e tabagismo, como cigarro, cigarro eletrônico, narguilé. O cigarro comum já é sabido que faz muito mal, a DPOC vai estar muito relacionada a carga tabagica. A partir de 10 anos maço, é uma carga tabagica relevante para desenvolver doenças pulmonares. Para DPOC 20 anos maço, essa carga tabagica, é uma média que a pessoa vai estar totalmente vulnerável a ser DPOCitica. Narguilé: 100 milhões de indivíduos no mundo são usuários, no Brasil a partir de 2008 cerca de 300 mil indivíduos (acima de 15 anos). De 2008 a 2013 o uso dobrou em cinco anos, foi de 2,3% até 5,5% aumento de 139%. Fumaça Cigarro Tradicional X Narguilé Exposição equivalente ao volume de fumaça de 100 a 200 cigarros por sessão. Significa que fumou 5 maços de cigarro com narguilé, isso em 1hora a 1,5hora. Narguilé e riscos a saúde Compartilhamento da mesma piteira: risco de contrair diversas doenças infecto contagiosas. Aumenta a taxa de influenza, herpes labial, associação sugestiva com TB e sem associação positiva com hepatite C. Cigarro eletrônico Tem uma quantidade maior de nicotina que o cigarro convencional. Uma modalidade viciante. Do que é composta a fumaça dos cigarros eletrônicos? Porque não é apenas vapor de água? A composição do aerosol do cigarro eletrônico é determinada pela temperatura persistente no líquido. As mais comuns são glicerina, propilenoglicol, nicotina em concentrações variadas, agentes de sabor e outros, além de dezenas de compostos tóxicos. Três substâncias químicas industriais e um pesticida foram reconhecidas. A cafeína, cujo efeitos de forma inalada não são conhecidas. Presença de 5 metais como ferro, níquel, chumbo, cobre e zinco. O problema dessas substâncias no nosso organismo, diminuição da função pulmonar, bronquite crônica, destrói o revestimento nasal, corrimento nasal e problemas de respiração, como asma, tosse, falta de ar. Titânio pode dar fibrose pulmonar, e risco carcinogênico. Alumínio pode desenvolver Alzheimer. Uma vez a pessoa exposta ao tabagismo e substâncias nocivas, temos: Processo inflamatório, com espessamento irreversível, obstrução irreversível, com maior produção de muco, e rompimento de septos alveolares, que também é irreversível (enfisema). A partir do momento que lesa a membrana do alvéolo, ela vai ter a doença DPOC, ao longo do tempo vai aprisionando o ar, com um pulmão que não consegue expandir direito. O DPOC pode morrer na exacerbação. A pessoa vai fazer menos atividade, e com isso ela vai ficando mais descondicionada, e com isso tolera menos ainda as atividades, levando a uma baixa qualidade de vida. Do ponto de vista da espirometria: Respirando normal sentado: volume corrente. Temos uma capacidade de reserva inspiratória e expiratória, e com isso, o volume pulmonar vai aumentar. O paciente vai ter uma dispneia cada vez maior. E tem tosse crônica de vias aéreas obstruídas de secreção. O paciente com DPOC já tem uma obstrução maior. O pulmão do paciente não consegue inspirar e expirar. O paciente as vezes não cessa os estímulos do tabagismo, causando exacerbação, e em alguma exacerbação ele pode acabar morrendo. Espirometria do paciente com DPOC: Podemos ter comorbidades como a depressão devido a alteração de neurotransmissores e a hipoxia, ter sarcopenia porque não oxigenam os músculos e pode desenvolver sarcopenia. Enfisema É uma alteração anatomopatológica. Mas bronquite crônica vai ser uma síndrome crônica. Para ser doente precisa ter obstrução pulmonar. Dentro das pessoas DPOC podemos ter pacientes com muito mais alterações de enfisema, que é o aspecto do pink puffer, que vai ter mais dispneia e o indivíduo é magro e de tórax em tonel. Ele é mais rosado porque ainda consegue oxigenar bem os tecidos. Bronquite crônica Blue bloater, que tem muito mais bronquite, muita secreção, que interfere muito nas trocas gasosas, faz cor pulmonale, sobrecarga da câmaras cardíacas do lado direito, e começa a fazer edema. Teoricamente esse paciente é mais grave. Raio- X Sinais de hiperinsulflacao: hipertransparencia generalizada. Cúpula pode ficar retificada ou até abaulada, o coração e o mediastino mais alargado (coação em gota), alargamento do diâmetro ântero- superior (perfil), e vemos uma aérea de ar atrás do esterno, essa área vai aumentando e ficando mais preto. Espirometria Obstrução. Vamos ter relação menor que 0,7. Sem resposta a broncodilatador, mas podemos ter no mundo dos DPOCiticosque respondem aos broncodilatores, pode ser um paciente que tem asma e DPOC. Diagnóstico Para diagnosticar de DPOC: alteração radiológicas, na espirometria temos que ter uma relação VEF1 CVF pós broncodilatador menor que 0,7, junto com o contexto clínico e radiológico. Exacerbação aguda Piora da dispneia, aumenta da secreção, alterações da coloração da secreção. Que pode ocorrer por infecções virais, pneumotórax, TEP, descompensação cardíaca. Tratamento Espirometria: obrigatória para fechar diagnóstico. VEF1 CVF menor que 0,7 pos BD. Classificar o DPOC pela escala, conforme a função pulmonar. I: Leve II: Moderado III: Grave IV: Muito Grave VEF1: >80% VEF1: <80% >50% VEF1 <50% >30% VEF1 <30% Essa classificação está relacionada com o risco futuro, mas não para escolha de tratamento. Fenótipo exacerbador: evitar ao máximo a exacerbação. Risco de morte por exacerbação. Escala de medir dispneia (MRC) Colar a escala aqui Tratamento Suspeita de DPPOC- faz a espirometria – obstrução da via aérea- avaliar os sintomas e exacerbação. Dois critérios clínicos: baseado no MRC. Pouco sintoma A: escala de MRC 0-1. Muito sintoma B: MRC>2. A: pacientes com pouco sintomas que não exacerbam. B: paciente com muitos sintomas e que não exacerbam. E: pacientes exacerbadores, sem importar se tem muito ou pouco sintomas. • Para pacientes do grupo A: broncodilatador. Cessar o tabagismo, atividade física e vacinação contra pneumococo, COVID e outros. • Para pacientes do grupo B: LAMA e LABA. Cessar o tabagismo, atividade física e vacinação contra pneumococo, COVID e outros. • Para pacientes do grupo E: LAMA e LABA com corticoide inalatorio se necessário (exacerbação) para pacientes com eosinófilo acima de 320. Cessar o tabagismo, atividade física, vacinação contra pneumococo, COVID e outros. Pacientes com DPOC e pneumonia, não vamos dar corticoide, que aumenta risco dessa pneumonia. Aumenta o risco também em tuberculose. Se eu tenho um paciente com LABA ou LAMA, e exacerbou mesmo na associação das duas drogas, pode dar corticoide inalatorio, caso de corticoide ainda não faça efeito vamos dar esses medicamentos: Ruflumilast: muito efeito colateral. Inibidor da fosfodisesterase 4. Azitromicina segunda, quarta e sexta, reduz a inflamação. Vai ser contraindicado em cardiopatia grave, porque tem risco de aumentar o intervalo QT. O paciente deve cessar o tabagismo, mesmo com tratamento medicamentoso. Indicar atividade física, vacinação contra influenza, contra pneumococo, para a tosse comprida, COVID, varicela zoster. Podemos até fazer fisioterapia respiratória. Fornecer oxigênio vai ser avaliado independente de todos os exames. Na oximetria, menor que 90%,colhe gasometria. E se der uma PO2 menor que 55mHg ou saturação de <88%. PO2 <60mmHg ou saturação de 89% Pneumonia adquirida na comunidade (PAC) Infecção aguda do parênquima pulmonar (brônquios e bronquiolos, alvéolos ou interstício) em um indivíduo que a adquiriu na comunidade. É aquela que se manifesta clinicamente na comunidade ou dentro das primeiras 48 horas de internação. Alguns autores dizem sobre um tempo de 72hs. Doença bem prevalente. É uma doença potencialmente grave. Metade das pessoas que vão para a UTI acabam morrendo. Pneumonia não é doença infectocontagiosa. Epidemiologia: incidência da PAC é grande, mas varia de acordo com a faixa etária, sendo maior nos externos de idade. Fisiopatologia Ocorre principalmente por um desequilíbrio entre ataque e defesa das vias respiratórias. Depende de alguns fatores como a chegada do agente etiológico ao trato respiratório. • Por aspiração de secreções da orofaringe (são germes que vivem no nosso TRS), inalação de aerossóis, disseminação hematogênica, disseminação a partir de um foco contíguo ou reativação local. • Também vai depender da virulência alta do patógeno. • Mecanismos de defesa como o fechamento da glote, o reflexo da tosse, muco brônquico que tem mecanismos de defesa, fatores humorais presentes no muco, atividade ciliar do epitelio respiratório, macrófagos e imunoglobulinas alveolares. As pessoas acabam tendo pneumonia quando esses mecanismos de defesa falham. Vai ser sempre um quadro agudo. Manifestações clínicas: Tríade da PAC: tosse, dor torácica pleuritica e febre. • Tosse: pode ser seca ou apresentar expectoração, geralmente de aspecto purulento. • Dor torácica pleuritica: é localizada, em pontada e piora com a tosse e inspiração profunda. Muito relatada, mas pode estar ausente em um número significativo de casos, nas pneumonias de base pulmonar a dor pode ser referida no abdome ou na região escapular. • Dispneia: grande extensão do parênquima pulmonar vai ser um sintoma mais frequente. Não é tão importante. • Febre: sintoma mais prevalente. Está presente na maioria dos casos, a exceção de idosos debilitados e pacientes imunossuprimidos. • Adinamia: sintoma muito frequente na pneumonia. As vezes com prostração acentuada. • Sintomas gerais: mialgia, sudorese, diarreia. Exame físico: frêmito aumentado, percussão macicez e submacicez, murmúrio reduzido com estertores e sopro tubário. Ausculta da voz: broncofonia (voz muito mais nítida) pectoriloquia (fônica e afônica). Vai ser mais comum na área de estertor. Taquipneia, principalmente se acima de 30 incursões por minuto. Associado a maior gravidade. Diagnóstico Pela história clínica e exame radiológico (a não ser que esteja trabalhando em um local totalmente sem recurso). Achados radiológicos: opacidade alveolar (com presença de broncograma aéreo), consolidação, intersticiais (reticulares ou reticulonodulares), forma tumoral (pneumonia redonda). Escavação e a presença de derrame pleural concomitante são sinais maior gravidade. Exames complementares: Uma raio X que confirma não precisa solicitar mais exames. Eles são indicados para casos graves ou com pneumonia que serão internados em regime hospitalar. • Hemograma, glicemia, ureia, creatinina, eletrólitos, proteínas, tempo de tromboplastina, gasometria arterial, hemocultura, estudo do escarro, toracocentese (se tiver derrame), escarro de traqueia. Pacientes que vão para UTI deve fazer todos os exames para identificar qual é a bactéria. A investigação etiológica da PAC só é realizada em pacientes que passaram por falência terapêutica, que apresentaram casos graves ou que são internados em UTI. Uma vez dado o diagnóstico vamos avaliar a gravidade da pneumonia (ver se trata em casa ou se trata no hospital e mudança de antibioticos). Normalmente não fazemos identificação do agente etiológico, para o tratamento, apenas quando há falha, pneumonia de UTI, falha terapêutica. Determinação da gravidade da doença (verificar se o tratamento é domiciliar ou hospitalar) Score CURB 65 C: presença de confusão mental. U: ureia acima de 50mg/dl. R: frequência respiratória maior ou igual a 30irpm. B: pressão arterial sistólica menor que 90mmHg ou diastólica menor ou igual 60mmHg. 65 anos idade igual ou maior. Para cada critério faz 1 ponto 0-1 quando a idade pontua. Candidato a tratar em casa. Mas tem que continuar avaliando o COX. COX Esse avalia três aspectos, sendo que, se um paciente apresentar qualquer um deles positivo, seu tratamento torna-se obrigatoriamente hospitalar. 1) Presença de comorbidades descompensadas. 2) São O2% menor que 90%. 3) RX com sinais de gravidade radiologica (pneumonias multilobares, derrame pleural e escavações). E na terceira avaliação PSO: critérios psicossociais (morador de rua não dá para mandar para a rua, ou indivíduos que tem doença psiquiátrica que não consegue ingerir o comprimido oral, julgamento clínico). Se eu achar que o paciente vai embora e não vai fazer o tratamento eu posso internar, mas devosaber dos riscos de colocar esse paciente no hospital. Para que um paciente possa realizar tratamento ambulatorial, ele precisa obrigatoriamente passar no CURB 65, no COX e no PSO, além de ser entendido como um indivíduo capaz de realizar esse modelo de terapêutica pelo julgamento clínico. Ex: pacientes com PAC podem ser internados se o médico julgar que esses não irão aderir ao tratamento. Além desses critérios, existem os critérios que fazem com que o paciente vá para UTI (1 critério maior ou 3 menores). Critérios maiores Critérios menores Necessidade de ventilação mecânica FR maior ou igual a 30irpm Choque séptico com necessidade de drogas vasopressoras PaO2 menor ou igual a 250mmHg Opacidade multilobares Confusão mental Ureia maior que 50mg/dl Leucopenia (menos que 400 células) Plaquetopenia (menos que 10000) Hipotermia (menos que 36°C) Hipotensão necessitando de ressucitacao volemia vigorosa. Na maioria dos casos não precisamos fazer exame para saber qual a bactéria que é responsável e com isso o tratamento vai ser empírico. Streptococcus pneumoniae (pneumococo) agente mais comum e Mycoplasma pneumoniae, Clamydia e Legionella. Tratamento: O tratamento da PAC tem duração de 7 a 10 dias para casos menos grave e de 14 a 21 para casos mais graves. Os fármacos variam bastante conforme a gravidade. A. Paciente sem critério de gravidade, hígido: macrolideos (Azitromicina 500mg 24/24hs e Claritromicina 500mg 12/12hs ou Eritromicina VO 500mg 6/6hs), betalactamico (Amoxicilina + Clavulanato) VO, os betalactamicos tem mais falha que os macrolideos para pneumonia. B. Paciente com CURB e COX negativo, mas tem comorbidades (que não está descompensada) ou é um indivíduo que usou algum antibiótico nos últimos 3 meses. Temos que ser mais agressivos no tratamento. Quinolona respiratória (Moxifloxacino 400mg 24/24hs Levofloxscino 750mg 24/24h ou Gemifloxacino 320mg 24/24hs) ou beta lactamico + macrolideos (amoxicilina 1g 8/8hs, Amoxicilina-clavulanato 2g 12/12hs, Ceftriaxona 1g 12/12hs, Cefpodoxima 400mg 12/12hs ou Cefuroxima 500mg 12/12hs + Azitromicina 500mg 24/24hs, Claritromicina 500mg 12/12hs ou Eritromicina 500mg 6/6hs) C. Pacientes internados (CURB 65 ou COX ou PSO) (quinolona respiratório) ou beta lactamico e macrolideo. Utilizam nos hospitais uma ceftriaxona com ampicilina. Mas sem gravidade de ir para a UTI. D. Paciente que vai para UTI (critérios maiores ou menores), devemos ter uma ação mais forte, com o resultado da bactéria temos que usar determinados medicamentos. Vai depender do agente etiológico. Precisa decorar as doses. Duração do tratamento 7 a 10 dias nos quadros menos graves. Normalmente só da 7 dias para não causar resistência as bactérias. 14 a 21 dias os quadros mais graves. Até internado o tratamento é de 7 dias. Avaliar o processo terapêutico Podemos ter: Falha precoce: não respondeu nada ou piorou nas 48hs ou 72 horas de tratamento. Falha tardia: parece que está respondendo bem e depois de 3 dias (72hs) ele piora tudo de novo. Caso ele esteja em casa, vamos ter que internar ele. Quando dar alta aos internados: quando o paciente mostrar que está melhorando e consegue tomar medicamentos VO. E depois se ele estiver com temperatura < 38°C, frequência cardíaca <100bpm, frequência respiratória <24irpm, PA >90mmHg podemos dar alta para o paciente. E devemos continuar o tratamento com o mesmo antibiótico que ele tomava no hospital, só que agora em casa. Se o paciente tiver uma piora podemos pedir o raio x, mas o ideal não e pedir, porque demora para aparecer novas consolidações e alteracoes em 6 semanas. O ideal é 6 semanas para verificar se normalizou. A evolução vai ser clínica. Avaliação de prognóstico: Fazer PCR no dia que internou (proteína C reativa), e depois de 3 a 4 dias faz de novo, para verificar se caiu cerca de 50% do valor inicial, se a PCR está elevada ainda isso pode surgiria que a pneumonia não está respondendo tão bem ao tratamento, significa que a infecção não está melhorando. Bronquiectasias Definição: dilatações ou distorções irreversíveis dos brônquios, com destruição dos componentes elásticos e musculares de suas paredes. Essas alterações estruturais geram comprometimento da passagem de ar pelas vias respiratórias. Epidemiologia: a bronquiectasia é uma patologia muito subnotificada e tem prevalência mundial variada, sendo encontrada em maior frequência nos países que apresentam alta prevalência de infecções respiratórias. A prevalência aumenta com a idade, além de ser muito maior em mulheres do que em homens. Pacientes com bronquiectasia utiliza muito os serviços dos sistemas de saúde. Causas: o que está por trás causando a bronquiectasia, devemos bloquear esse processo. • Congênita: deficiência dos elementos da parede brônquica. • Obstrução brônquica: corpo estranho, neoplasias (obstrução pelo crescimento da massa), adenopatias hilar, impactação mucoide (produzindo muito catarro como na UT quando está entubado), DPOC ou asma. • Pneumonite inflamatória: pode broncoaspirar o conteúdo gástrico, ou substâncias cáusticas (acidentes ou tentativas de suicídio), inalação de gases tóxicos. • Resposta imunológica exacerbada dos indivíduos. Como por Asperigilose broncopulmonares alérgica (ABPA) Aspergillus tem em qualquer lugar, vai ser bem problemático para pacientes imunossuprimidos. Os indivíduos asmáticos que apresentam hiperreatividade brônquica, quando na presença do fungo na via aérea, desperta a hiperreatividade do indivíduo, e isso vai deflagar um processo inflamatório intenso, e no local que o Aspergilus está pode ocorrer degradação das paredes, causando dilatação dos brônquios com torção. Deve-se suspeitar dessa patologia quando um paciente asmático que estava controlado começa a apresentar muitas crises e seu RX evidencia uma bronquiectasia central que não estava presente até então. • Resposta imune exacerbada em pacientes pos transplante como em transplante de pulmões, e doenças autoimunes como artrite reumatoide. • Deficiência imunológica mucociliar: hipogamaglubulinemia, deficiência de IGA, AIDs, neoplasia. A falta de imunidade não consegue combater micro-organismos que eventualmente descem na via aérea. Essas partículas podem gerar processo inflamatório que esses pacientes não são capazes de combater. • Deficiência da depuração mucociliar: como acontece em duas importantes patologias: a fibrose cística (doença autossômica recessiva que faz com que o indivíduo tenha uma alteração das glândulas exócrinas (deficiência nas glândulas exócrinas): a criança apresenta distúrbios não absortivos, o pâncreas exócrino não libera as enzimas e a criança tem uma desnutrição grave, suor salgado devido ao defeito nas glândulas sudoríparas a criança não consegue eliminar o suor e defeito nas células caliciformes, o que implica na formação de um muco viscoso e de fibrose pulmonar que causa inflamação, obstrução na parede dos brônquios, na imagem radiológica vão aparecer cistos cercados de fibrose por isso recebeu a nomenclatura de fibrose cística, mormente é identificado na infância) e a discinesia ciliar primária (doença genética que faz com que o indivíduo tenha cílios imóveis e, portanto, não consiga expulsar os micro-organismos do epitélio respiratório, visto que o muco fica parado, esses pacientes costumam ser clinicamente marcado pela síndrome de Kartagener (situs inversos (dextrocardia) + sinusite + bronquiectasia + infertilidade (devido a ausência do flagelo no espermatozoide e dos cílios das trompas de Falopio). • Pós infecciosa: bactérias, vírus, fungos, protozoários, mas sua etiologia mais frequente são tuberculoses. • Idiopática. Fisiopatologia: evento inicial (que pode ser todas as causas citadas acima), vai causar lesão do sistema muco-ciliar,vamos acumular nas vias aéreas muco e bactérias, vamos ter bactérias que vão viver nos brônquios, ficando adaptadas e com isso mais virulentas, isso vai gerar um processo inflamatório crônico nas vias aéreas, diminuindo mais ainda a depuração mucociliar, vamos ter infecções de repetição, mais processo inflamatório, mais bactérias e maior dificuldade de limpeza pulmonar, causando lesão na parede brônquica, causando lesão com dilatação e torção dos brônquios. É um processo cíclico, sendo importante que o paciente evite novas exposições e fatores que gerem inflamação das vias para evitar a formação de novas bronquiectasias. Classificação De acordo com a etiologia: • Congênita • Adquirida De acordo com a localização: • Cilíndricas: bronquio inteiro é dilatado. • Císticas: brônquios dilatados somente em determinado ponto do seu diâmetro. • Varicosa. Outra classificação quanto a localização • Localizada: são aquelas que acometem brônquios específicos, sendo comumente geradas por infecções. • Difusas: são aquelas que acometem os brônquios como um todo, sendo frequentemente geradas, por doenças genéticas. Na prática clínica utilizamos mais a forma de classificação relacionada a localização. Pode ser uma pneumonia, ou uma tuberculose quando é mais localizada. Quando temos uma causa difusa, vamos pensar em causas genéticas como fibrose cística Quadro clínico: tosse produtiva (acumula secreção depuração muco-ciliar), muita expectoração (diária), fadiga (sempre tossindo ficam cansados), se queixam de rinossinusite, dispneia, hemoptise (os brônquios dilatados defeituosos), dor torácica, vamos verificar estertores (depende da área, pode ser grosso ou fino), podemos ter roncos e sibilos e pode ter baqueteamento digital quando o paciente tem hipoxemia crônica. Diagnóstico: alteração anatômica, precisamos ver anatomicamente a alteração, pode ser por radiografia de tórax ou tomografia. Uma vez que a clínica é apenas tosse crônica com muito catarro que abre uma gama de possibilidade. O melhor exame para confirmas uma suspeita clínica é a bronquiectasia é a tomografia de tórax. O raio-X não tem boa sensibilidade para avaliar a presença de bronquiectasias, devendo ser utilizando apenas quando a TC não estiver disponível, é importante entender, no entanto, que um RX normal não exclui a possibilidade de o paciente apresentar essa patologia. Vemos brônquios dilatados com impactação mucoide, mas esse raio-X é um que veio positivo. Nessa raio-X poderíamos pensar em uma condição sem alterações, mas ao olhar a tomografia vemos uma grande bronquiectasia. Temos as bronquiectasias císticas e podemos ter as varicosas que não são em formato de císticos. E temos as bronquiectasias cilíndricas, que é o bronquio bem aberto, como indica as setas. Tratamento: identificar e remover o fator causal. Como é uma doença irreversível, o principal objetivo do tratamento dessa condição é minimizar os sintomas do paciente e evitar ao máximo a formação de novas dilatações. ➢ Tratamento não farmacológico: remoção do fator causal, tratamento de todas as infeções, prevenção da ocorrência de exacerbações no indivíduo, potencialização da higiene das vias aéreas, fisioterapia respiratória, vacinação (para diminuir infecções), uso continuo de antibióticos (macrolideos principalmente) já que esses exercem efeito imunomodulador. ➢ Tratamento farmacológico: esse é realizado com medicações inalatorias (corticoides, agonistas beta 2 de longa ação ou antibioticos preferencialmente os macrolideos) ➢ Tratamento cirúrgico: esse pode ser realizado em alguns pacientes, sendo que aqueles que apresentam bronquiectasias mais localizadas podem realizar correções cirúrgicas, enquanto que aquelas que tiveram as formais mais difusas da doença podem ser indicados para transplante pulmonar (deve ter indicação para transplante). Micose fúngica Aspergilose pulmonar invasiva Pacientes imunodeprimidos muito grave, quadro de insuficiência respiratória. Neutropenia prolongada (<500 células), ou pessoas que fizeram quimioterapia ou transplante de medula. Paciente com neutropenia persistente, geralmente superior a 10 dias, que apresenta quadro de febre persistente apesar da antibioticoterapia de amplo espectro. Exames complementares: Exames de imagens. TC de tórax com sinal do halo (cercado pela imagem de vidro fosco). Cultura com crescimento de fungo (com secreção respiratória) ou fazer broncoscopia e lavado broncoalveolar. Detecção da galactomanana (marcador da antigenemia). É um polissacarídeo da parede do Aspergillus. Na tomografia: vamos ver um nódulo, com um esfumaçado ao redor. Tratamento: antifúngico, de preferência Vorizonazol. Os pacientes com DPOC tem maior exposição aos Aspergillus. Aspergiloma pulmonar (bola fúngica) Um pulmão com uma cavidade (lesão residual) uma caverna que não cicatrizou. Podem desenvolver o aspergiloma 3 anos depois, o indivíduo normalmente não vai ter sintomas, porque não é uma infecção, é uma colonização. Ele vai formando uma bola com um aglomerado de fungo. Alguns podem ter hemoptise, rompendo alguma estrutura. Tem um caverna, e a bola fúngica se instala. Tratamento: cirúrgico. Em alguns casos, opta-se por tratamento clínico (antotericina B) tentando injetar isso na cavitação. Aspergilose broncopulmonar alérgica (ABPA) As vezes a apresentação pode ser diferente em alguns casos. De modo geral, critérios verdadeiramente mínimos são os mais usados na pratica para dar o diagnostico. Asma IgE sérica maior que >1000 Reação cutânea mediata para aspergillus. IgA ou IgG para Aspergillus sérico. BC na ausência de bronquiectasia distal. Radiografia: vamos verificar infiltrados migratórios. Paciente asmático, que esta exacerbando, mas pode aparecer na radiografia como pneumonia mas esse paciente vai piorar novamente, e vamos fazer a radiografia e a opacidade trocou de lugar, sendo característico de ABPA. Vamos verificar na tomografia um dedo de luva, uma impactação com muito muco, e as broncoequitasias centrais. Dedo de luva é a broncocoaptacao mucoide. Tratamento: controlar asma, dar corticoide sistêmico, associar antifúngico (itraconazol). Cerca de 3-6 meses ou até um ano. Criptococose Micose sistêmica cosmopolita, de evolução subaguda ou crônica, quadro arrastado, pode acometer qualquer órgão ou sistema. Tirando o pulmão, constitui a doença mais frequente no sistema nervoso central. Cryptococcus neoformans e o Gatti. A neoformans está encontrada em pombos, e o gatti em floresta fechada e úmida, encontrada em regiao tropical e subtropical, com madeira podre. O fungo é inalado, vai para o pulmão, pode ir para o SNC. Quadro clínico: tosse seca, pouca febre, dor pleural, hemoptise e emagrecimento. Raio-X: pode dar exame de massa pulmonar, uma imagem grande de opacidade parenquimatosa sem broncograma aéreo. Tratamento: vai depender do sitio da lesão. Histoplasmose Micose sistêmica, granulomatosa, com predileção pelo pulmão e órgãos do sistema imunológico. O agente etiológico é um fungo pequeno, Histoplasma capsulatum. Solo rico em fezes em fezes de pássaros e de morcegos. Pode ser encontrado: isolado em cavernas, galinheiros, oco de árvores, velhas construções abandonadas e foros, sótão e porões de casas. Porta de entrada: via respiratória. Os microconideos penetram pelas vias aéreas e chegando aos alvéolos, são fagocitados e multiplicam- se na forma parasitaria dentro dos macrofagos alveolares, originando a pneumonite focal ou de inoculação. Sintomas: assintomáticos ou poucos sintomas. Histoplasmose pulmonar aguda ou epidêmica. Sintomas: febre, tosse pouco produtiva persistente, cefaleia, astenia, dor retroesternal e prostração intensa. A palidez cutânea é sinal marcante. Aumento dos gânglios linfáticos superficiais e hematoesplenomegaliasão achados característico. Chamada de oportunista, compromete os indivíduos portadores de espaços aéreos anormais, notadamente os portadores de enfisema pulmonar centro-lobular e enfisema bolhoso, favorecendo… Imagem radiologica: Pode aparecer como um nódulo pulmonar. Diagnóstico: Exames mitológicos. PCR Sorologia (Elisa) Biopsia. Estudo histopatologico. Tratamento: anfotericina B ou itraconazol. Paracoccidioidomicose Doença granulomatosa sistêmica, de caráter crônico e subaguda, causado pelo fungo dimórfico. Paracoccidioidomicose brasiliensis. A via de entrada é inalatoria. Propágulo da fase micelial do fungo atingem porções distais dos pulmões. Aguda: menos frequente. Manifestações digestivas e osteoarticulares e manifestações cutâneas. Lesões mucosas são raras na fase aguda. Infecção mais sistêmica, as infeções nos pulmões são menos frequentes. Crônica: lesão em mucosa. 90% dos pacientes. Forma lenta, se a tuberculose é lenta, essa é bem mais lenta e arrastada. Emagrecimento mais grave. São meses de sintomas de tosse, com expectoração, dispneia que evolui muito lentamente. Lesões de mucosas como lábios. Manifestação digestiva, rouquidão e odinofagia. A literatura diz que é frequente em pessoas de área rural que ficam mascando gravetos. Raio-X: asa de morcego ou asa de borboleta, é uma lesão bilateral. Diagnóstico de certeza: obtido pela visualização do agente etiológico em material biológico proveniente do órgão infectado, por meio do exame direto , cultura ou exame anatomopatológico de peça cirúrgica. Diagnóstico diferencial: tuberculose Tratamento: anfotericina B, sulfas e azolicos. Síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) É uma síndrome de vias aéreas superiores, não é uma patologia de pulmão. O paciente reduz o fluxo aéreos, e faz apneia e quanto mais intensa for essas apneias o paciente vai desaturando. Em indivíduos que tem muita retenção pode ter hipercapnia (aumento da pressão parcial de CO2). E vai ter estímulos cerebrais para o despertar (microdespertar). Superficializacao do sono para reestabelecer o fluxo aéreo, e isso vai acontecendo durante o sono. Episódios recorrentes de obstrução parcial ou total das vias aéreas superiores durante o sono, associado aos sintomas e sinais clínicos. Redução parcial do fluxo aéreo (hipopneia), cessação completa do fluxo aéreo (apneia) apesar da manutenção dos esforços inspiratórios. Ocorre desnaturação da oxi- hemoglobina em casos graves (eventos prolongados) hipercapnia. Prevalência maior em homens do que mulheres, tem relações com questões hormonais (testosterona envolvida com o processo de apneia, mulheres que tomam testosterona vão ter maior prevalência de apneia). Tem relação com a distribuição da gordura corporal e a concentração de gordura em algumas localizações. Fisiopatologia: relaxamento da musculatura esquelética durante o sono e de estruturas ligadas a musculatura (cartilagens da VAS), vai ficar mais móvel, além disso, alguns indivíduos já tem muita quantidade de tecido mole, nessa região, somado a musculatura relaxada, e vai cair para dentro da cavidade reduzindo o calibre da via aérea. E o paciente vai continuar fazendo esforço para respirar, e não entra ar, e isso ativa o SNC, o paciente tem microdespertar, para voltar a respirar. Fatores de risco: • Obesidade: pode ocorrer em indivíduos magros. Mas ocorre principalmente em quem tem o aumento da circunferência abdominal e cervical, maior tecido mole nessa região. • Anormalidade crânio-faciais: tamanho da mandíbula e maxila. • Anormalidade dos tecidos moles da nasofaringe ou da orofaringe: amígdalas aumentadas, aumento da mucosa, hipertrofia de amígdala, desvio de septo e outros. • Hereditariedade • Tabagismo. • Qualquer problema de congestão nasal: por rinossinusite ou apenas por infecções respiratórias. • Drogas sedativas. • Álcool. Quadro clínico: Sintomas noturnos: Normalmente o paciente não vai perceber seus sintomas, é percebido pelo indivíduo que dorme com ele. O ronco é o sintoma predominante, mas, nem todos os pacientes com SAOS vão roncar, as vezes percebem predominante a apneia. As vezes o paciente pode acordar com o próprio ronco, mas a grande maioria das vezes não percebem. Quanto mais prevalente e presente os sintomas noturnos pode ter sintomas diurnos. o Roncos o Pausas respiratórias. (Apneia ou hipopneia) Sintomas diurnos: o Sonolência excessiva diurna. o Prejuízo das funções cognitivas. Perda de raciocínio, dificuldade de raciocínio. o Alteração de humor. Oscilação de humor durante o dia. Escala de sonolência de Epworth: devemos saber a pontuação desses questionários. Vai verificar se o paciente tem sonolência diurna excessiva. São as chances do paciente dormir em determinadas situações de 0-3. Isso vai indicar se o paciente tem ou não sonolência excessiva diurna. Pontuação acima de 10: denota sonolência diurna excessiva. Pontuação acima de 16: surge fortemente um processo patológico (SAOS, narcolepsia). Exame físico: alguns dado do exame físico pode ser sugestivo de SAOS. 1. Aumento da circunferência cervical. H> 42,5cm e M>37,5 cm. 2. Cavidade nasal: hipertrofia dos cornetos nasais. 3. Cavidade oral: tonsilas palatinas, palato (Mallampati) e úvula, alterações da oclusão dentária, anatomia desproporcional da cavidade oral (volume da língua). Temos os graus das tonsilas: quanto maior a amígdala maior a obstrução. Quanto maior a classe, mais difícil vai ser a IOT devido a maior quantidade de tecido mole. Classe II: não conseguimos verificar todas as estruturas Classe IV: totalmente fechado, e maior risco de ter as vias fechadas. Temos as classes de posição da mandíbula e da maxila, qual o encaixe da arcada dentaria. Classe I: mais esperados pelos dentistas. Classe II: a mandíbula é mais para trás. É a classe que tem maior risco de apneia. Porque todo tecido mole da mandíbula vai ser empurrado para trás. Vai ser chamado de retrognatico. Classe III: prognatismo, um queixo empurrado para frente, não tem muito problema de apneia, mas vai ter maior problemas de ATM. Macroglossia (volume da língua maior proporcionalmente pela cavidade oral), pensamos nisso quando a língua fica toda marcada pela arcada dentária. Bruxismo: ranger os dentes na hora de dormir. Diagnóstico: • Critérios diagnósticos: C+ (A ou B) A. Sonolência excessiva diurna. B. Dois ou mais dos seguintes sinais e sintomas, não explicados por outras condições: Companheiro relata ronco alto. Asfixia ou respiração difícil durante o sono. Despertar noturnos recorrentes. Sensação de sono não reparador. Fadiga diurna. Dificuldade de concentração. C. Polissonografia: sempre deve ter o exame para confirmar. Os critérios clínicos só vão promover suspeita. O melhor exame é o feito no laboratório porque tem as condições neurológicas do paciente. Mas atualmente temos o aparelho que podem ser levados para casa. Monitorização durante a noite inteira, demostrando 5 ou mais apneias ou hipopneia e ou despertares relacionados a esforços respiratórios, por hora de sono. Polissonografia (PSG): Estágios do sono Esforço respiratório Fluxo de ar pela via aérea Saturação arterial de oxigênio. Ritmo é frequência cardíaca. Posição corporal. Movimento dos membros. Temos até informações do eletroencefalograma. Vai aparecer um ECG com atividade cardíaca. É com o fluxo aéreo que vamos fazer o diagnóstico do paciente. Porque apneia central o paciente vai ter alterações neurológicas. A apneia obstrutiva vai ser apenas alterações do fluxo respiratório. . Gravidade de apneia Grau leve: 5-14 por hora. Grau moderado: 15-29 por hora. Grau acentuado: > 30 por hora. Consequências da SAOS Fator de risco independente para HAS. Pode contribuir para: ArritmiasInsuficiência coronariana Insuficiência cardiaca AVE Acidentes automobilísticos e de trabalho. Diminuição da capacidade profissional. Tratamento Medidas comportamentais o Perda de peso. o Evita dormir em DDH (evitar dormir de barriga pra cima). o Retirada de medicamentos sedativos (se possível) e álcool. Medidas de higiene do sono (ambiente próprio e adequado para dormir). Tratar DRGE e otorrinolaringologicas. Reposição combinadas de estrógeno e progesterona em mulheres no climatério. Reposição hormonal de estrógeno e a progesterona, para evitar o aumento de testosterona que tem relação íntima com a SAOS. CPAP: Método não invasivo de aplicação de pressão positiva continua de ar na via aérea. Pressão na via aérea superior e impede que haja o fechamento das vias aéreas. ➢ Coxim pneumático: dilata a área de secreção de toda a faringe. ➢ Baixa adesão: pouca explicação ao usuário sobre as vantagens terapêuticas, adaptação deficiente da máscara facial, problemas nasais e faríngeo, claustrofobia. ➢ Adaptação: trás um benéfico maior, umidificação, programas de educação dos usuários (vídeos, apostilas) , tratamento da obstrucao nasal, diferentes máscara nasais e oronasais, uso de rampa pressórica (quando o paciente coloca a máscara para dormir, o aparelho sopra bem devagar, se soprar muito forte o paciente fica ouvindo e não consegue dormir, e depois que o paciente entrou no sono, ele tem um aumento do fluxo de ar, e sobe a pressão mas, o paciente já esta dormindo). A maior dificuldade do aparelho são os custos. O aparelho custa de 4 a 8 mil. Aparelhos intra-orais: Placas para dormir. Dispositivos usados na cavidade oral para tentar abrir mais a garganta, puxando a mandíbula para frente, mas devem ser usados com muito cuidado. Não devemos usar os genéricos que vendem na internet, porque podem ter prejuízos das articulações e da arcada dentária. Deve-se passar em dentistas para avaliação. Indicações: • Ronco primário • SAOS leve • SAOS moderada e grave com intolerância ao CPAP. Procedimentos cirúrgicos: Indicados para adaptação do CPAP. Modificam os tecidos moles da orofaringe e abordam o esqueleto facial. Uvulopalatofaringoplastia com avanço do músculo gênioglosso e miotomia do osso hioide, nos pacientes com quadros leves. Professor disse que isso não serve para nada. Avanço maxilo-mandibular, nos casos falha e rejeição do CPAP. Não existe cirurgia direta para apneia. Lembrar que quando tratamos SAOS de um paciente, acabamos melhorando a qualidade de vida de 2 pacientes.