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Estratégia e Decisões estratégicas: Orientação a longo prazo de uma organização;• O alcance das atividades da organização;• Vantagem da organização sobre seus concorrentes;• Adaptação/Mudanças estratégicas do ambiente de negócios;• Recursos e competências da organização;• Os valores e expectativas de atores poderosos dentre e em torno da organização.(valores e expectativas dos stakeholders) • Desse modo, as decisões estratégicas devem: Ser de natureza complexa;• Ser tomadas em situações de incerteza;• Afetar decisões operacionais;• Exigir uma abordagem integrada(dentro e fora da organização);• Envolver mudanças importantes.• Estratégia é a orientação e o alcance de uma organização a longo prazo, que conquista vantagens num ambiente inconstante por meio da configuração de recursos e competências com o intuito de atender às expectativas dos stakeholders. Níveis de estratégia: O nível superior é a estratégia em nível corporativo, que diz respeito ao alcance total de uma organização e que determina o valor das diferentes divisões (unidades de negócios) da organização. Pode incluir questões de cobertura geográfica, diversidade de produtos/serviços ou de unidades de negócios e como os recursos devem ser alocados entre as diversas divisões da organização. • O segundo nível é a estratégia em nível de negócios, referente a como os vários negócios incluídos na estratégia corporativa devem concorrer em seus mercados específicos (por esta razão, a estratégia em nível de negócios é às vezes chamada de “estratégia competitiva”), ou seja, refere-se a como competir de forma bem-sucedida num mercado específico. São as decisões sobre as maneiras como as unidades devem fornecer os melhores serviços. Isso geralmente envolve questões como estratégia de preços, inovação ou diferenciação seja por meio de melhor qualidade ou por um canal de distribuição diferenciado. Uma unidade estratégica de negócios é uma divisão de uma organização para a qual há um mercado externo diferenciado para produtos ou serviços, o qual é diferente para outra unidade estratégica de negócios. • O terceiro nível são as estratégias operacionais que versam sobre como as divisões que compõem uma organização realmente executam as estratégias em nível corporativo – e de negócios – em termos de recursos, processos e pessoal. • Gestão estratégica Inclui a compreensão da posição estratégica da organização, as escolhas estratégicas para o futuro e o gerenciamento da estratégia em ação. A estratégia envolve pessoas, principalmente os gerentes que a implementam. A gestão estratégica pode ser pensada como a combinação de 3 elementos principais: Entender a posição estratégica de uma organização;1. Fazer escolhas estratégicas para o futuro;2. Gerenciar a estratégia em ação.3. |Posição Estratégica| Significa identificar o impacto causado pelo ambiente externo, pela capacidade estratégica de uma organização (recursos e competências) e pelas expectativas e influências dos stakeholders na estratégia. |Escolhas Estratégicas| Envolvem as opções de estratégia em termos de direções que podem ser tomadas e de métodos que podem ser adotados. Envolvem os fundamentos básicos da estratégia futura para unidades de negócio e níveis corporativos, bem como as opções para aperfeiçoamento de estratégias em termos de direções e de métodos de desenvolvimento. |Estratégia em Ação| Significa assegurar que as estratégias escolhidas sejam de fato colocadas em prática. Processo de desenvolvimento da estratégia Há duas amplas explicações sobre o desenvolvimento da estratégia: A visão racional-analítica do desenvolvimento da estratégia é a explicação convencional. Nela as estratégias são desenvolvidas por processos racionais e analíticos, geralmente conduzidos pelos gerentes de mais alto nível. 1. A visão da estratégia emergente é uma visão alternativa sobre o desenvolvimento da estratégia. De acordo com ela, as estratégias geralmente não se desenvolvem de acordo com o proposto ou planejado, mas tendem a emergir nas organizações após o fim dos prazos, como resultado de ações ad hoc, incrementais ou mesmo acidentais. 2. TERMO DEFINIÇÃO EXEMPLO PESSOAL Missão Um propósito dominante alinhado aos valores ou às expectativas dos stakeholders. Conservar-se saudável e em boa forma física. Visão ou plano estratégico Estágio futuro, aspiração que a organização deseja. Correr a Maratona de Londres. Objetivo Declaração geral de um alvo ou objetivo. Perder peso e tonificar os músculos. Meta A quantificação (se possível) ou uma declaração mais específica sobre a meta. Perder 5 kg até 1º de setembro e correr a maratona no próximo ano. Capacidade estratégica Recursos, atividades e processos. Alguns serão exclusivos e darão “vantagens competitivas” . Proximidade de uma academia, uma dieta bem- sucedida. Estratégias Orientações de longo prazo. Exercitar-se regularmente, competir numa maratona nas proximidades, manter uma dieta adequada. Modelo de Negócios O modo como produtos, serviços e informações “fluem” entre as partes participantes. Associar-se com uma rede de colaboradores (participar de um grupo de corridas, por exemplo). Controle A monitoração das etapas de ação para: avaliar a eficiência de estratégias e ações; • modificar estratégias e/ou ações, se necessário. • Controlar o peso corporal, os quilômetros e o tempo da corrida; se o progresso for satisfatório, evitar outra ação; se não for, pensar em outras estratégias e ações. Dica do professor Plano estratégico: -Quando e por que se faz necessária a adoção de uma estratégia? O plano estratégico não é indicado em um ambiente organizacional de baixa competitividade. -Fatores que influenciam na escolha da estratégia: Complexidade: Para qualquer segmento há muita complexidade; Incerteza: Com a mudança constante de cenários o que vemos são alterações nas Questões 1. A definição da “missão da empresa”, isto é, o estabelecimento da razão de existência da organização, será fundamental para as decisões estratégicas dessa empresa, que deverão ser: Orientadas para o longo prazo, focado no core business da empresa, compreendendo os seus diferenciais competitivos, suas competências e, sobretudo, as expectativas dos stakeholders. Na construção das decisões estratégicas, que serão transformadas num plano estratégico, os pontos listados aqui devem ser observados e seguidos o tempo inteiro para garantir esse alinhamento. 2. (TRE-PE, 2011- Adaptado) O Tribunal Superior Eleitoral tem como MISSÃO " Garantir a legitimidade do processo eleitoral e o livre exercício do direito de votar e ser votado, a fim de fortalecer a democracia". Pode-se dizer que esta missão: Consiste na declaração da razão de ser da instituição, explicitando o que faz e para que faz. A missão, de forma sucinta, descreve o porquê, como e para que aquela instituição existe. 3. Quanto à estratégia, uma empresa deve buscar diferenciais competitivos. Todas as Fundamentos de Estratégia terça-feira, 4 de outubro de 2022 09:13 Página 1 de Semana 1 O plano estratégico não é indicado em um ambiente organizacional de baixa competitividade. -Fatores que influenciam na escolha da estratégia: Complexidade: Para qualquer segmento há muita complexidade; Incerteza: Com a mudança constante de cenários o que vemos são alterações nas tendências que geram diversos novos caminhos. O plano estratégico deve ser institucional e permear toda a organização; É importante saber as diferenças entre os planos estratégico, tático e o operacional de uma empresa. | O plano tático | está atrelado aos objetivos específicos de uma área da empresa; | O plano operacional | está atrelado a uma função e suas responsabilidades; | O plano estratégico | depende da integração de todos para o sucesso. Normalmente, o plano estratégicoirá acarretar em mudanças radicais. Ex.: novos produtos, mudar canais de distribuição, novas unidades e novos negócios. A cada dia que passa, as corporações buscam ser mais competitivas; As empresas buscam os chamados "oceanos azuis", onde a concorrência ainda não chegou; O ciclo de vida de qualquer empresa ou produto precisa ser reciclado continuamente. fortalecer a democracia". Pode-se dizer que esta missão: Consiste na declaração da razão de ser da instituição, explicitando o que faz e para que faz. A missão, de forma sucinta, descreve o porquê, como e para que aquela instituição existe. 3. Quanto à estratégia, uma empresa deve buscar diferenciais competitivos. Todas as afirmações abaixo podem ser consideradas como diferenciais, EXCETO: A empresa acompanha o mercado e busca reagir o mais rápido possível para evitar que seus consumidores busquem o competidor. A posição reativa no mercado não representa um diferencial competitivo, mas sim um risco competitivo, visto que se o monitoramento não for eficiente, principalmente com os entrantes, a empresa corre sérios riscos de declínio. 4. Uma empresa vem se destacando por ser referência em seu segmento, reconhecida no mercado por sua estratégia por competências. O que significa isso, afinal? A empresa investe, treina e retém profissionais para as competências-chave da organização, conforme a sua estratégia. Para isso, a empresa tem planos de desenvolvimento, políticas de remuneração específicas para os especialistas e monitora oportunidades constantemente no mercado. 5. Quando falamos que uma estratégia bem estruturada deve atender às expectativas dos stakeholders, o que isto significa, de fato? Deve-se levar em consideração as expectativas de todos os impactados: clientes, fornecedores, investidores, funcionários e sociedade. Como estratégia, mais uma vez deve ser construída uma visão ampla que envolva todos os influenciados por esta empresa e as expectativas de cada frente a esta organização, o que pode representar um balanceamento dessas entregas a cada um deles. Planejamentos estratégico, tático e operacional: | Planejamento Estratégico | Para Maximiniano (2000), o planejamento estratégico é de responsabilidade dos executivos pertencentes aos níveis mais altos da hierarquia organizacional e está associado às tomadas de decisões globais sobre produtos e serviços que a organização pretender oferecer, bem como os clientes e mercados que pretende atingir. Para Oliveira(2003), o planejamento estratégico está relacionado aos objetivos de toda a empresa, existindo diversas maneiras e estratégias de conquistá-los a longo prazo. Segundo Oliveira, é necessário dividi-lo em fases: Diagnóstico estratégico - Envolve a análise e verificação de pontos essenciais à realidade externa e interna da empresa; 1. Missão da empresa - Razão de ser da empresa;2. Instrumentos prescritivos e quantitativos - Cria a análise para a empresa alcançar os objetivos esperados; 3. Controle e avaliação - Garante a realização dos objetivos, das estratégias e projetos já estabelecidos. 4. | Planejamento Tático | Traçam-se objetivos a médio prazo. Tem a finalidade de usar recursos disponíveis para alcançar os objetivos esperados. Nível intermediário da organização. | Planejamento Operacional | Desenvolvido a curto prazo. Foco nas atividades do dia a dia da empresa, envolvendo a disponibilização de documentos escritos e métodos de implantação prática. Nesse tipo de planejamento, são atribuídos planos de ação com intensidade mais restrita e com menor risco. Visão macro de atuação da empresa a longo prazo. Atua colocando os planos em ação diariamente. Conforme Campos (1996), o planejamento estratégico abrange os seguintes planos: Plano de longo prazo, com horizonte de 5 a 10 anos, em que se definem estratégias (meios) para se atingir a visão de futuro (fins) idealizada pela empresa; • Plano de médio prazo, com horizonte de 3 anos, em que são estabelecidas metas sobre as estratégias de longo prazo e feitas projeções financeiras que suportem as medidas para o atingimento das metas; • Plano anual, em que é feito o detalhamento do primeiro ano dos planos de longo e médio prazos, com metas concretas, até o ponto de se obter os planos de ação e o orçamento anual. • Segundo Sobral e Peci (2010) o planejamento estratégico tem 2 objetivos: Definir o propósito, as intenções ou estados futuros;1. Buscar atingir esses objetivos;2. Para garantir uma boa saúde financeira, usa-se as 4 perspectivas do balanced scorecard (BSC) que faz um balanço entre os objetivos de curto, médio e longo prazos: Processo de gestão operacional;▪ Processo de gestão de clientes;▪ Processo de inovação;▪ Página 2 de Semana 1 Processo de inovação;▪ Processos regulatórios.▪ Projeções das situações econômico-financeira e patrimonial da empresa Gestão Organizacional -> São as diversas formas de avaliar o desempenho de uma empresa em um espaço de tempo, seja pela qualidade de seus produtos, pela responsabilidade social, pela força de sua marca ou pelo sucesso ou insucesso. ✓ Questão Financeira -> Oferece uma série de dados sobre a empresa, de acordo com as regras contábeis. A partir desses dados, apura-se e interpreta os diagnósticos financeiros para uma melhor tomada de decisão. ✓ Análise de balanços -> Visa relatar, com base nas informações contábeis, a posição econômico-financeira atual, as causas que determinaram a evolução apresentada e as tendências futuras. Ou seja, extraem-se informações sobre a posição passada, presente e futura da empresa. ✓ Demonstração Financeira (demonstração do resultado) -> É a principal demonstração. É visto a qualidade das informações e o volume. ✓ Relatórios Contábeis -> Obrigatórios e não obrigatórios: Relatório Obrigatório | Aqueles definidos pela legislação;○ Relatório não Obrigatório | Não fazem parte da estrutura básica das demonstrações contábeis. ○ ✓ A interpretação dos dados apresentados nos balanços/demonstrativos contábeis se dará por meio de análises específicas, como: Análise Financeira - É o estudo da liquidez, suas condições financeiras de cumprir com todas as obrigações; ▪ Análise econômica - É uma avaliação de rentabilidade e lucratividade; ▪ Análise Administrativa - Tem o intuito de avaliar a capacidade da administração do capital de giro. ▪ Índices de Liquidez -> Avaliam a capacidade de pagamento da empresa frente às suas obrigações. Liquidez Imediata | Indica o percentual de dívidas de curto prazo. ○ Liquidez Corrente | Relação entre ativo circulante e passivo circulante. ○ Liquidez Seca | Indica o percentual de dívidas de curto prazo. ○ Liquidez Geral | Detecta condições financeiras a longo prazo. ○ ✓ Grau de endividamento da empresa -> Mostra a política de obtenção de recursos da empresa, ou seja, se a empresa vem financiando o seu ativo com recursos próprios ou de terceiros. Participação de capital de terceiros | Indica o nível de endividamento da empresa; ○ Composição do endividamento | Representa quanto de obrigações vencem a curto prazo; ○ Imobilização de patrimônio líquido | Indica quanto a empresa tem aplicado de capital próprio em bens permanentes. ○ Imobilização do patrimônio líquido com capital de terceiros a longo prazo | Indica quanto a empresa tem aplicado de capital próprio com capital de terceiros a longo prazo em bens permanentes. ○ ✓ Questões: 1. O planejamento estratégico está inteiramente relacionado aos objetivos de toda a organização e interligado com diferentes estratégias para que sejam alcançadas as metas determinadas. De acordo com Oliveira, o planejamento precisa se dividir em fases para que apresente melhor desempenho. Quais são essas fases? Diagnóstico estratégico, missão da empresa, instrumentos prescritivos e quantitativos e controle e avaliação. O planejamento é executado com o objetivo de se atingir um alvo pré- determinadoe, para que se alcance esse alvo, é necessário passar por algumas fases, como: avaliar estrategicamente os dados da empresa em relação ao seu desempenho, a sua missão se está sendo realizada, normas, descritivos de atuação, comandos bem orientados, com fácil entendimento de todos envolvidos no desenvolvimento e crescimento da organização. 2. Qual é a finalidade do planejamento tático para a organização e a sua importância? Sua finalidade é estar alinhado ao planejamento estratégico e desdobrá-lo de forma eficiente dos gerentes até os funcionários, visando à melhor utilização dos recursos disponíveis para alcançar os objetivos determinados. Sendo assim, esse planejamento é de fundamental importância no decorrer do desenvolvimento estratégico. Sua finalidade consiste em desdobrar os comandos de atuação da alta direção para os níveis táticos, que são formados por líderes de níveis intermediários, na busca da melhor utilização dos recursos de pessoas de operação de suas equipes, sendo de grande importância para atingir o resultado desejado. 3. O planejamento estratégico normalmente determina um espaço de tempo para a execução, o desenvolvimento e a avaliação das entregas; normalmente ele é composto de planos de longo, médio e curto prazos. O detalhamento dos planos de longo e médio prazos acontece em qual fase e para quê? O detalhamento dos planos de longo e médio prazos é feito na fase do plano anual, o qual descreve metas concretas, até o ponto de serem obtidos os planos de ação e o orçamento anual. O detalhamento do plano de médio e longo prazos é realizado na fase global de determinação das metas da empresa no ano futuro, alinhado ao plano de ação que será praticado pela empresa. 4. Na busca pela saúde financeira equilibrada da organização, os seus gestores precisam se atentar a três passos. Quais são esses passos? A estratégia da empresa deve consistir em portfólios que envolvam horizontes diferentes de tempo; as empresas necessitam de processos organizacionais que tenham foco tanto no desempenho como na saúde financeira; as empresas necessitam mudar a natureza de seu diálogo com seus stakeholders principais, particularmente os mercados de capitais e os empregados. A estratégia da empresa deve consistir em portfólio de seus produtos que apresentem valor em diferentes espaços de tempo; alinhados ao fluxo de desenvolvimento organizacional ao seu demonstrativo financeiro; proporcionando um canal de comunicação claro e objetivo com seus stakeholders e mercado em que está inserido. 5. Nas projeções econômico-financeiras, é fundamental saber interpretar os dados apresentados nos balanços/demonstrativos contábeis. A interpretação por meio de índices facilita o entendimento e a escolha da ação mais adequada em relação aos dados. Quais são as principais análises que podemos fazer nesse caso? Análise financeira, econômica e administrativa. As principais análises são: dos dados numéricos, de desempenho e eficácia dos funcionários e da empresa. Vídeo professor Nível Institucional -> Planejamento estratégico -> Organização como um todo Nível Intermediário -> Planejamento tático -> Divisão ou unidade de negócio Nível Operacional -> Planejamento Operacional -> Cada tarefa ou operação Os principais fundamentos de um bom planejamento são: Definição dos objetivos da organização;○ Concepção de planos para alcançar os objetivos definidos.○ Os fatos essenciais de um bom planejamento são: Senso de direção;○ Maximização da eficiência;○ Redução dos impactos ambientais;○ Definição de parâmetros de controle administrativo;○ Potencialização do autoconhecimento organizacional.○ Principais características da matriz ANSOFF são: Determinação de oportunidades de crescimento da empresa;○ Focada em produtos e mercados atuais ou potenciais.○ Principais fatores de análise da matriz ANSOFF são: Produtos existentes;○ Produtos novos;○ Mercados existentes;○ Mercados novos.○ Penetração de mercado | Crescer nos mesmos segmentos de mercado, com os mesmos produtos/serviços, tentando aumentar a cota de participação no mercado; ex.: Promoção relâmpago para ganho de cota de mercado. 1. Desenvolvimento de produtos | A empresa tenta crescer desenvolver novos produtos e dirigindo-se aos mercados atuais existentes; ex.: Uma empresa de jogos lança um aparelho de captação de movimentos, ou seja, uma nova funcionalidade é acionada a um modelo já existente e estabelecido num mercado definido. 2. Desenvolvimento de mercado | A empresa foca na conquista de novos mercados, com produtos já existentes; ex.: Abertura de uma loja em uma cidade diferente. 3. Diversificação | Estratégias mais arriscadas;4. A empresa normalmente foca na comunicação, explicando por que está entrando em novos mercados, com novos produtos, visando a ganhar credibilidade. Ex.: Uma agência de publicidade brasileira passa a atuar no mercado português, oferecendo serviços de marketing digital. Página 3 de Semana 1 Estratégias Organizacionais : A estratégia organizacional, segundo Oliveira (2015) e Maximiano (2014), é a arte de planejar e colocar o plano em ação, com o intuito de alcançar o objetivo proposto pela empresa, levando em consideração os fatores internos (forças e fraquezas) e os externos (ameaças e oportunidades). Oliveira (2015) : Se o desempenho relativo é superior ao desempenho dos concorrentes, há vantagem competitiva. Fatores que contribuem para vantagem competitiva: Recursos humanos com elevada qualificação;• Equipe de gestão eficaz;• Cultura organizacional que promova o desempenho conjunto dos trabalhadores; • Tecnologias que permitam vantagens nos custos.• Serra e Oliveira (2014/2015) : Para evoluir conforme o esperado, é necessária uma direção nítida frente as seguintes perguntas: Em qual estado estamos na atual conjuntura/cenário/ambiente? 1. Em qual estado desejamos estar no futuro da empresa?2. O que faremos para passar do estado em que estamos para o estado em que desejamos estar? 3. Em resumo, as estratégicas organizacionais se interessam por: Diagnosticar a situação atual;✓ Estabelecer metas ou objetivos;✓ Adotar estratégias para atingir as metas ou objetivos estabelecidos ✓ Para se tornarem ações concretas, as diretrizes estabelecidas no planejamento estratégico devem ser desmembradas em planos de ação. Estabelecendo indicadores com o intuito de controlar se o caminho escolhido funciona conforme os indicadores. Referencial Estratégico: Responsável por identificar e analisar as variáveis estratégicas controláveis e as incontroláveis da empresa. Almeida(2010) : Os referenciais não devem ater-se somente à organização em nível macro, devem integrar todos os níveis estratégicos ( negócio, missão, visão e valores). Negócio : Definição do negócio, que corresponde as ações que a empresa pretende executar;❖ Descrição de passo a passo para que todas as estratégias sejam alcançadas com os menores riscos. Organizam-se e relacionam-se as informações a oportunidades, riscos, características, possibilidades, necessidades e diferenciais das futuras ações da empresa. Missão : A razão de ser da organização / O propósito do negócio. Seu objetivo é demonstrar (externo e interno) o papel que a empresa desempenha nas suas atividades, assim como quais são seus propósitos. ❖ Visão : Define objetivos concretos e mede o sucesso que a organização almeja / Desejo da organização sintetizado em projeções de oportunidades. ❖ Filosofia, Princípios e Valores : São os padrões nos quais a empresa acredita e pratica. Aspectos que norteiam as atitudes dos colaboradores da empresa. ❖ Variáveis Estratégicas: Elaboração de estratégias nítidas para apresentar as suas ofertas ao mercado e colaborar com a análise de fatores. Variáveis controláveis / Microambiente são aquelas sobre as quais a empresa pode decidir e gerenciar em busca de ações táticas que determinam o comportamento da empresa no que tange a concorrentes,clientes e fornecedores. Variáveis incontroláveis / Macroambiente caracterizam-se por ocorrências que impedem as ações da empresa e provocam alterações substanciais no mercado. Gestores não possuem domínio dos fatores externos. Variáveis imprevisíveis atuam nesse ambiente (política, econômico, ambiental e tecnológico). Dica do Professor |Estratégias Organizacionais| Permite, à empresa, formar um conhecimento aprofundado e amplo sobre seu próprio negócio e sobre o mercado. A partir desse conhecimento, e tendo em vista aquilo que se espera alcançar, elabora- se uma estratégia, um meio, um caminho para alcançá-los. A medida que a empresa implementa a sua estratégia, a organização precisa rastrear os resultados e monitorar os novos desenvolvimentos nos ambientes interno e externo. Estão embasadas diretamente no planejamento estratégico e este por sua vez, é considerado o processo que definirá os objetivos de uma organização. Por meio dele, elabora-se as determinações das: Políticas;○ Programas estratégicos necessários, para;○ Atingir os objetivos específicos, rumo ao alcance das metas.○ É por meio da estratégia organizacional que são definidas as ações que serão realizadas, bem como as que não devem ser colocadas em prática, além disso, a E.O, deve definir o momento no qual essas ações serão realizadas e de que forma serão executadas. Deve-se analisar as Oportunidades e Ameaças relacionadas as variáveis incontroláveis, bem como as forças e fraquezas relevantes, ou seja, variáveis Questões 1. Os fatores que contribuem para uma vantagem competitiva estratégica nas empresas podem residir em várias informações, como, por exemplo: Na cultura organizacional, que promove o desempenho conjunto dos trabalhadores. Observa-se que os fatores que contribuem para uma vantagem competitiva podem residir em várias informações, como, por exemplo: - nos recursos humanos de elevada qualidade e qualificação; - na equipe de gestão eficaz; - na cultura organizacional, que promove o desempenho conjunto dos trabalhadores; - nas tecnologias, que permitem vantagens nos custos; - entre outros. 2. As estratégias organizacionais tratam de: Diagnosticar a situação atual da empresa, definir metas e objetivos, bem como identificar estratégias a serem adotadas para atingir esses objetivos e metas. As estratégias organizacionais tratam de: - diagnosticar a situação atual; - definir metas/objetivos; - identificar quais estratégias serão adotadas para chegar a esses objetivos e metas. 3. Os principais referenciais estratégicos de uma empresa são: Estratégia sexta-feira, 7 de outubro de 2022 18:52 Página 4 de Semana 2 Atingir os objetivos específicos, rumo ao alcance das metas.○ É por meio da estratégia organizacional que são definidas as ações que serão realizadas, bem como as que não devem ser colocadas em prática, além disso, a E.O, deve definir o momento no qual essas ações serão realizadas e de que forma serão executadas. Deve-se analisar as Oportunidades e Ameaças relacionadas as variáveis incontroláveis, bem como as forças e fraquezas relevantes, ou seja, variáveis controláveis. Com base nessas variáveis, é possível estabelecer os objetivos a serem alcançados. serem adotadas para atingir esses objetivos e metas. As estratégias organizacionais tratam de: - diagnosticar a situação atual; - definir metas/objetivos; - identificar quais estratégias serão adotadas para chegar a esses objetivos e metas. 3. Os principais referenciais estratégicos de uma empresa são: Negócio, missão, visão e valores (princípios e filosofia da empresa). 4. As variáveis estratégicas podem ser: Controláveis ou incontroláveis. As variáveis estratégicas podem ser controláveis ou incontroláveis, e estão relacionadas à análise dos ambientes externo (macroambiente) e interno (microambiente) da empresa. 5.Sobre microambiente e macroambiente, é possível afirmar que: O microambiente consiste em ações internas á empresa, já o macroambiente, em ações externas à empresa. O microambiente consiste em ações internas á empresa, ações que afetam sua capacidade de servir os clientes; já o macroambiente consiste em ações externas à empresa, as quais os gestores não têm domínio, porém, quando conseguem minimizar as ameaças e aproveitar as oportunidades, fazem com que a empresa aumente seu diferencial competitivo. Formulação da estratégia competitiva Matriz Ansoff(Produto/Mercado) Tem como característica ser analítica, o que possibilita identificar de forma estratégica oportunidades de crescimento na organização. Estratégia = Processo formulado passo a passo em um método cascata de decisões, que se inicia com escolhas mais agregadas e encaminha-se a decisões mais específicas. A matriz Ansoff é uma forma de aprimorar os negócios de determinada organização por meio de quatro estratégias distintas: Estratégia de crescimento Descrição Penetração de mercado Foco no aumento da participação de mercado com a venda dos produtos ou serviços com o intuito de adquirir regularidade de clientes até a sua fidelização. Desenvolvimento de mercado Foco no desenvolvimento de novos mercados para conquistar novos clientes e inserir novas marcas ou segmentos de mercado. Desenvolvimento de produto Foco no desenvolvimento de novos produtos ou serviços para os clientes e no investimento dos canais de comunicação e distribuição já existentes no mercado de atuação. Diversificação pura Foco no desenvolvimento de novos produtos ou serviços para novos mercados com vistas a demonstrar a todos os mercados, inclusive aos que já estão inseridos, o diferencial e o potencial desses novos produtos por meio dos seus canais de comunicação, primando pela proposta já existente da empresa para conceder credibilidade aos produtos ou serviços oferecidos. Faz-se necessário para esclarecer o desenvolvimento da empresa em função do mercado e a análise de riscos. Estratégia de penetração de mercado - 4 opções que possuem risco de menor grau para as organizações: Reter ou aumentar a participação de mercado — investir em publicidade, canais de comunicação e promoções para os clientes. • Estar à frente de mercados em crescimento — inserir-se em novos nichos de mercado ou públicos-alvo. • Posicionar-se à frente dos concorrentes — enfocar estratégias de preço mais agressivas por meio de promoções, por exemplo, com o objetivo de fidelizar os clientes. • Acréscimo de clientes — aprimorar o produto quanto à sua utilização pelos clientes, assim como no que tange à adesão contínua e permanente deles por meio do valor agregado. • Estratégia de desenvolvimento de mercado - 4 opções que possuem risco de menor grau para as organizações: Novos planos geográficos — buscar novas regiões de amplitude negócios caso existam canais de distribuição previamente acordados e negociados. • Novas propostas de produtos ou serviços — atualizar produto e planos de marketing e vendas, além de promover uma abordagem mais ampla de novos mercados. • Novos canais de distribuição de produtos ou serviços — por exemplo, criar um endereço eletrônico específico para o marketing, sites responsivos e vendas pela Internet. • Novos mercados — apresentar um diferencial de preços com o intuito de atingir diferentes mercados. • Estratégia de desenvolvimento do produto - 3 opções que possuem risco de médio grau para as organizações: Pesquisa e desenvolvimento de produtos — fazer uso de novas tecnologias, insumos e atualização do portfólio para atualizá-lo ao contexto. • Pesquisa de satisfação dos clientes — coletar informações para o aprimoramento do produto ou serviço no momento da sua entrega aos consumidores. • Expansão da marca — ampliar e aprimorar o portfólio de produtos em categorias e segmentos distintos com o aproveitamento do referencial já existente. • Estratégia de diversificação do produto - 4 opções que possuem risco de maior grau paraas organizações: Análise de riscos — avaliar todas as variáveis importantes no que diz respeito a custos e as suas consequências e impactos na implementação da estratégia. • Acesso e disponibilização de capital de risco — verificar o capital de giro e, caso necessário, buscar investimentos externos para subsidiar a criação de novos capitais em outros setores de mercado. • Análise de expectativas e viabilidades — analisar as viabilidades de novos investimentos e as perspectivas de ganhos ou lucro futuros. • Análise de equilíbrio de investimentos — reunir dados suficientemente consistentes para o desenvolvimento da estratégia pela mensuração e pela avaliação dos indicadores pesquisados no mercado, junto à realidade interna, verificando impactos e resultados positivos transformados em lucro operacional. • Esquematização das opções de crescimento estratégico com indicações dos seus respectivos graus de riscos de implementação. Modelo Porter: estratégias genéricas de competição Mintzberg et al. (2006, p. 15) afirmam que “ As estratégias têm duas características comuns: são criadas antes das ações as quais vão se aplicar, e 1. são desenvolvidas consciente e propositalmente”2. Página 5 de Semana 2 A formulação de uma estratégia bem-sucedida requer uma avaliação objetiva, clara e preditiva dos ambientes interno e externo da organização. A partir do estabelecimento do escopo competitivo e das perspectivas apresentadas pelos cenários macro ambientais, devem resultar análises dos relacionamentos e do ambiente competitivo que permitam explorar oportunidades, neutralizar ou minimizar as ameaças presentes e futuras para a atuação da organização, bem como identificar e estabelecer meios para a materialização dos relacionamentos desejados. Já a implementação dessa estratégia resulta de processos, pessoas e recursos da organização, desenvolvidos para apoiar o intercâmbio aberto e frequente de informações, assim como a tomada de decisões orientadas para o estabelecimento de estratégias competitivas. Segundo as estratégias genéricas do modelo Poter, temos o seguinte: Liderança de custo - Identifica as fontes de vantagem de custo que dependem da estrutura ou porte e variam de empresa para empresa. Resulta na aplicação de um sistema de controle rígido, na minimização de despesas indiretas, na busca de economias de escala e na dedicação à curva de aprendizagem, além de inovações tecnológicas, disciplina e atenção aos detalhes. Todavia, um líder de custo também deve atentar às bases de diferenciação. Diferenciação — Acontece em termos relativos e deve ser comparada ao valor proporcionado por concorrentes para, assim, tornar-se uma vantagem competitiva de fato. Exige que a empresa escolha os atributos pelos quais diferenciará os seus produtos das ofertas dos concorrentes. Deve procurar todas as oportunidades de diferenciação que não sejam dispendiosas ou que possuam um significado que justifique a alteração que provocará nos custos. As fontes de conquistas desse tipo de vantagem são: Cultura organizacional em prol da inovação;• Trabalho tanto em equipe quanto individual;• Propensão a assumir riscos.• Enfoque - A empresa opta por atuar em um ambiente competitivo restrito com duas variantes: uma base de redução no custo do seu segmento alvo, de modo a manter-se na diferenciação; ou uma diferenciação maior, de modo a manter o custo ou diminuir a variação na diferenciação por um custo inferior. A empresa pode reduzir custos até o ponto em que eles não sacrifiquem a diferenciação, pois a vantagem de diferenciação no seu segmento é a tônica para que esse tipo de estratégia obtenha êxito. Vantagens sustentáveis podem ser: Rapidez em inovar ou acessar e adotar inovações tecnológicas, ✓ Acesso privilegiado a fontes de suprimentos, ✓ Acesso superior a canais de distribuição e consumidores, e ✓ Conquistas de menores custos ou maior diferenciação.✓ A organização precisa ater-se aos seguintes passos para estabelecer estratégias genéricas: Foco no consumidor — atender ao que o cliente busca, isto é, traduzir as suas demandas em produtos e serviços. • Excelência operacional — relacionar da melhor forma possível qualidade e preço. • Cultura de inovação — buscar inovações em produtos e processos para aumentar a satisfação dos clientes no seu consumo ou uso. • Ênfase no capital intelectual — reconhecer que o conhecimento é a mola propulsora de todos os aspectos citados e que ela se materializa nas pessoas. • Cadeia de valor e formulação da estratégia organizacional O planejamento é um processo de transformar o conhecimento em ação, com o suporte de recursos. Refere-se a uma estimativa de impacto que as ações adotadas no presente possam ter no futuro. O conceito de cadeia de valor parte da suposição de que a compreensão da vantagem competitiva requer a decomposição das atividades desenvolvidas por meio dos relacionamentos mantidos pela organização. Cadeia de valor refere-se a atividades externa e internas. As diferenças entre as cadeias de valor e organizações concorrentes são fontes básicas de vantagens competitivas. Valor corresponde ao montante que os compradores estão dispostos a pagar por aquilo que uma organização fornece e é medido pela receita total, que resulta do preço que o produto alcança e da quantidade que a empresa é capaz de vender. Assim, uma empresa é rentável se o valor alcançado pelo produto ultrapassa os custos envolvidos na criação. As atividades de valor são atividades físicas e tecnologicamente distintas por meio das quais uma empresa adiciona valor aos seus produtos, o que pode proporcionar rivalidade entre concorrentes, conforme cita Porter (1986, p. 34): “A rivalidade ocorre porque um ou mais concorrentes sentem-se pressionados ou percebem a possibilidade de melhorar sua posição”. Esses concorrentes valem- se dessa estratégia com uma abordagem mais agressiva e competitiva. Existem pelo menos três maneiras como a integração interna pode fortalecer a cadeia de valor da empresa: 1. Melhorar a qualidade dos produtos e serviços entregues e reduzir os custos do processo. 2. Reduzir o ciclo de operações ou de tempo na entrega do produto ou serviço ao consumidor. 3. Reduzir o tempo necessário para o desenvolvimento de novos produtos, desde o conceito até a comercialização. A integração interna também diz respeito à associação da cadeia de valor da empresa com a cadeia de valor de fornecedores, stakeholders, outros parceiros de negócios e clientes. Questões 1. Ansoff, na década de 1950, percebeu que as organizações passaram a se preocupar com o ambiente e a aplicação que já existia da matriz SWOT na análise organizacional. Com isso, elaborou quatro estratégias para compatibilizar as variáveis de SWOT com os objetivos voltados para o crescimento da organização. Quais são elas? Penetração de mercado, desenvolvimento de mercado, desenvolvimento do produto e diversificação do produto. As quatro estratégias são: penetração de mercado, desenvolvimento de mercado, desenvolvimento do produto e diversificação do produto. Elas vêm proporcionar um maior aprofundamento quanto à visão do produto/mercado, tomando como referência sua abordagem, suas possibilidades de variedades e sua evolução. 2. Na estratégia de diversificação do produto, podem ser evidenciadas quatro opções para sua implementação, tendo riscos de maior grau para as organizações no processo de formulação da estratégia. Quais são essas opções? Análise de riscos, acesso ao capital de risco, análise de viabilidade e análise de equilíbrio dos investimentos. As opções são: análise de riscos, acesso ao capital de risco, análise de viabilidade e análise de equilíbrio dos investimentos. Quando se propõe diversificar o portfólio de produtos, os riscos se tornam maiores e deve-se estar atento, antes de sua implementação, na avaliação de todas as variáveis importantes somadas aos custos, suas consequênciase seus impactos; na verificação do capital de giro e na busca, se necessário, de investimento externo para subsidiar a criação de novos em novos setores de mercado; na análise das viabilidades dos novos investimentos e nas perspectivas de lucro; além de buscar dados e avaliação dos indicadores pesquisados no mercado junto à realidade interna. 3.Porter põe luz sobre as estratégias genéricas, pois acredita que cada uma delas implica em qualificações e exigências diferentes para seu sucesso na organização. Mediante esse entendimento, quais são os fundamentos das suas estratégias genéricas que buscam ser trabalhados no desenvolvimento da sua formulação? Liderança de custo, diferenciação e enfoque competitivo. Os fundamentos são: liderança de custo, que identifica as fontes de vantagem financeira que dependem de estrutura, porte e variação da empresa; diferenciação, que procura por todas as oportunidades de variedades que não sejam dispendiosas ou que tenham um significado maior do que a alteração nos custos que provocará; e enfoque competitivo, isto é, a escolha de atuação em um ambiente competitivo restrito com base de redução no custo do seu segmento alvo. Página 6 de Semana 2 4.O conceito de cadeia de valores, desenvolvido por Porter, parte da suposição de que a compreensão da vantagem competitiva requer a decomposição das atividades desenvolvidas por meio dos relacionamentos mantidos pela organização. Com base nisso, a integração torna-se o principal eixo para que essa cadeia se desenvolva e tenha êxito. Indique quais são as três maneiras pelas quais a integração interna pode fortalecer a cadeia de valores de uma organização. Na melhoria contínua da qualidade dos produtos e serviços, na otimização do ciclo de operações ou de tempo para entrega do produto e na redução do tempo para o desenvolvimento de novos produtos. A integração interna pode fortalecer a cadeia de valores da empresa por meio da melhoria contínua da qualidade dos produtos e serviços, da otimização do ciclo de operações ou de tempo para entrega do produto e da redução do tempo para o desenvolvimento de novos produtos. 5.Quais são as duas formas que criam elos na organização, por meio de um sistema de atividades interdependentes que compõe a cadeia de valores, e que podem resultar em vantagem competitiva? Otimização e coordenação. As duas formas são: a otimização, ou seja, a excelência das atividades e operações; e a coordenação, ou seja, o controle e direcionamento das atividades de forma eficaz e eficiente, para o melhor resultado entregue. Página 7 de Semana 2 O método PCDA deve ser empregado não só para buscar resultados, Mas também para manter os já alcançados. Planejar - Executar - Verificar - Agir(ação corretiva) |Planejamento| Compreende a definição das metas e os métodos para serem utilizados buscando melhores resultados operacionais. |Execução| Compreende a educação e o treinamento dos colaboradores segundo os métodos definidos, a realização do trabalho e a coleta de dados. |Verificação| Compreende a comparação dos dados coletados para verificar se os resultados alcançados estão de acordo com as metas planejadas. |Ação| Compreende a atuação no processo em função dos resultados obtidos com vistas a atingir as metas planejadas. O ativo do conhecimento e o ativo do capital O ativo do capital -> Está relacionado com a capacidade da organização adquirir tecnologias de processos, equipamentos e instalações. Melhora sua produção a curto prazo. O ativo do conhecimento -> Está relacionado com pessoas e com sua capacidade de adquirir e desenvolver conhecimento por meio de treinamentos, melhorando-as, e melhorando os métodos utilizados, o que ocorre a médio e longo prazos. Para a obtenção de resultados sólidos e permanentes, é preciso que, na construção do ativo do conhecimento, os participantes desenvolvam certas habilidades: a) Humildade e empatia, reconhecendo que não se sabe tudo e que o conhecimento dos demais participantes pode contribuir para o aumento do conhecimento global. b) Criatividade e comunicação, evidenciando a necessidade do diálogo e da criatividade para que o conhecimento seja disseminado em toda a organização. c) Trabalho em grupo, evidenciando que a troca de experiências entre os participantes, aliada às habilidades anteriores, desenvolve o trabalho em grupo de forma que o ativo do conhecimento aumente coletivamente na organização. Ao desenvolver uma cultura voltada para o aumento do Ativo do Conhecimento, a organização tende a se tornar uma organização de aprendizagem, deixando seus colaboradores habilitados para a assimilação de novas tecnologias e novos métodos de gestão, o que contribui para a competitividade e sobrevivência da empresa. O método dos métodos: o PDCA Ao rodar de forma contínua e simultânea o método PDCA para a realização de melhorias e para a manutenção de melhorias, estabelece-se na empresa o ciclo da melhoria contínua. O ciclo do conhecimento O método PDCA, segundo Falconi (2009), permite: a) A participação de todas as pessoas da empresa em seu efetivo gerenciamento (melhoria e estabilização dos resultados). b) A uniformização da linguagem e a melhoria da comunicação. c) O entendimento do papel de cada um no esforço empresarial. d) O aprendizado contínuo. e) A utilização de várias áreas da ciência para a obtenção de resultados. f) A melhoria da absorção das melhores práticas empresariais. SDCA é para manter os resultados já alcançados! S = Padronizar Questões 1. O CEO de uma fundição de grande porte está preocupado com a análise dos indicadores de desempenho, os quais tendem a piorar em função das mudanças do mercado. Ele deseja estimular seus gerentes com vistas ao aumento da produtividade e à redução de custos, buscando inverter a tendência dos indicadores de desempenho. Para tanto, ele desafia seus gerentes a proporem uma nova forma de gestão. Dentre as alternativas a seguir, assinale a que estiver CORRETA. Realizar a coleta de dados por um período determinado para, a partir disso, realizar uma reunião com os colaboradores envolvidos a fim de planejar as ações a serem tomadas para eliminação dos problemas, implantá-las e monitorá-las, fazendo as devidas correções quando necessário. 2.Alternativas corretas : A etapa de atuação corretiva do ciclo PDCA corresponde à ação no processo de produção para corrigir eventuais distorções e direcionar o processo para o atingimento da meta da empresa. ✓ A acurácia dos dados coletados é importante para a etapa de verificação do ciclo PDCA, por possibilitar a análise correta dos dados em relação às metas estabelecidas na empresa. ✓ O ciclo PDCA | SWOT quarta-feira, 19 de outubro de 2022 20:06 Página 8 de Semana 3 estabelecidas na empresa. A educação e o treinamento dos colaboradores de uma empresa são parte da etapa de execução do ciclo PDCA. ✓ Na etapa de planejamento do ciclo PDCA, são definidos metas e métodos para obtenção de melhores resultados organizacionais. ✓ Incorreta: × A etapa de planejamento do ciclo PDCA é a mais importante. Todas as etapas são importantes e devem ser realizadas na sequência proposta. 3. O método dos métodos, como é conhecido o ciclo PDCA, tem como objetivo buscar resultados organizacionais por meio da implantação de melhorias e mantê-los ao longo do tempo. Assinale abaixo a alternativa que NÃO corresponde à realidade. Uma vez aplicado o ciclo PDCA e padronizados os procedimentos e ações de melhorias implantados, não há necessidade de repetição frequente do ciclo. O ciclo PDCA deve ser constantemente aplicado para alcançar a maior eficiência possível no sistema produtivo. 4. Com relação ao ciclo PDCA, assinale verdadeiro ou falso. (F) Dependendo do ramo de atividade da empresa, ela só deve aplicar a etapa de planejamento do ciclo PDCA. (V) O ciclo PDCA é um método utilizado para gerenciar os processos, objetivando a melhoria dos resultadospor meio da manutenção de padrões existentes ou criação de novos padrões. (F) O ciclo PDCA só se aplica em organizações da área do comércio ou da indústria, pois é focado em ferramentas estatísticas que não se aplicam em outras áreas. (F) O ciclo PDCA é composto por quatro etapas, sendo que a empresa deve escolher e aplicar a etapa que melhor se adapta a sua realidade e metas organizacionais. O ciclo PDCA é um método utilizado para gerenciar os processos, objetivando a melhoria dos resultados por meio da manutenção de padrões existentes ou criação de novos padrões. 5. Pode-se afirmar que a frase “Diga-me como gerencias a tua fábrica que eu te direi o que ela produzirá” é verdadeira, uma vez que o resultado organizacional é função direta da forma como é feita a gestão de uma empresa. Dentre as alternativas a seguir, assinale a forma de gestão que NÃO está alinhada com os objetivos organizacionais. Um gerente deve estar sempre disponível para apagar incêndios. Essa forma de gestão evidencia que a gerência não dispõe de um método de análise e solução de problemas, como o ciclo PDCA, para atuar sobre os problemas existentes em seu ambiente de trabalho. Matriz Swot Página 9 de Semana 3 SWOT Strengths,▪ Weaknesses,▪ Opportunities,▪ Threats.▪ Traduzindo para o Português ... FOFA Forças,▪ Fraquezas,▪ Oportunidades,▪ Ameaças.▪ Para construí-la, deve atentar-se para o ambiente: interno x externo. Interno = Forças e Fraquezas. Externo = Questões que a organização que não consegue controlar e elaborar estratégias para enfrentá-las. Conforme Oliveira (2007), a análise SWOT é composta pelos seguintes elementos: Ponto forte — trata-se da diferenciação alcançada pela organização, sendo uma variável controlável, que oportuniza uma vantagem operacional no ambiente empresarial. ➢ Ponto fraco — compreende as circunstâncias inadequadas da organização, sendo uma variável controlável, que propicia uma desvantagem operacional no ambiente empresarial. ➢ Oportunidade — abrange a força ambiental incontrolável pela organização, que pode beneficiar sua atividade estratégica, desde que conhecida e usufruída corretamente enquanto existente. ➢ Ameaça — trata-se da força ambiental incontrolável pela organização, que concebe obstáculos à sua atividade estratégica, podendo ou não ser evitada, caso seja identificada rapidamente. ➢ Por meio da análise SWOT, as organizações têm a possibilidade de controlar o seu ambiente interno. Ao constatar um ponto forte, poderá incentivá-lo para que se intensifique ainda mais; já ao verificar um ponto fraco, a empresa poderá realizar atividades para minimizá-lo. Em relação ao ambiente externo, a empresa não dispõe de controle sobre ele. Assim, deverá estar sempre alerta, monitorando-o com uma frequência alta, para que seja possível aproveitar-se das oportunidades disponíveis e esquivar-se das possíveis ameaças. Kotler (2005) afirma que a análise SWOT é um estudo que procura relacionar as forças e fraquezas internas da organização com as oportunidades e ameaças externas à empresa, de tal maneira que as suas forças sejam exaltadas e fortalecidas, suas fraquezas suavizadas, as oportunidades asseguradas e as ameaças protegidas. Trata-se, portanto, de um método que procura amparar o planejamento estratégico da organização, de maneira a possibilitar à empresa buscar oportunidades e fugir de ameaças, por meio do suporte de suas forças e fraquezas conhecidas. A Figura 1 resume e esquematiza os elementos da análise SWOT. A matriz SWOT proporciona os seguintes benefícios à organização: Auxilia na identificação de possíveis circunstâncias negativas e faz com que a empresa consiga resolvê-las antes de aumentarem ainda mais; ▪ Ajuda na visualização de oportunidades que poderiam passar despercebidas caso o líder não estivesse alerta; ▪ Auxilia os líderes a realizarem uma reflexão sobre os pontos da organização que muitas vezes não possuem tempo de realizar; ▪ Prevê possíveis ameaças; ▪ Auxilia a elaborar planos de contingência.▪ Ambiente Interno: Forças e Fraquezas Interno = Elementos que pertencem à organização, de fácil intervenção, caso necessário, como: vendas; tecnologias; filiais; Investimentos; Máquinas; Cultura Organizacional... Forças São elementos que concebem à organização destaque diante das demais. Trazem benefícios para a empresa e estão sob controle dos empreendedores e líderes. Exemplos de forças: marca consolidada no mercado, instituição de ensino com professores altamente qualificados, clínica médica com os equipamentos mais modernos do mercado, empresa de tecnologia com uma equipe muito unida, escola de inglês com uma boa quantidade de ativos, supermercado com um modelo de cobrança eficaz, agropecuária com um bom relacionamento estratégico. Fraquezas Trata-se dos pontos fracos de uma empresa, ou seja, tudo o que atrapalha seu crescimento, necessitando ser amenizado. Apesar de a empresa conseguir controlar tais Ambiente Externo : Oportunidades e Ameaças Externo = Fatores que a empresa não consegue controlar, como: Juros; Legislação; Crises econômicas; Câmbio; Desastres naturais... Mas influenciam sobre ela. Oportunidades Referem-se a um cenário positivo para a organização. Por exemplo, uma rede de hotéis é beneficiada com um grande evento (olimpíadas, copa do mundo, convenções, etc.) no país, estado ou cidade em que desempenha as suas atividades. Outro exemplo é uma organização que presta serviços de exportação ser é favorecida pelas taxas de câmbio elevadas. As leis que favorecem a organização, o lançamento de bens e/ou serviços complementares e, o acesso a novas tecnologias também poderão gerar vantagens para a empresa. Apesar de não ser possível controlar esses elementos, a organização poderá planejar-se e preparar-se para usufruir das oportunidades. Página 10 de Semana 3 de inglês com uma boa quantidade de ativos, supermercado com um modelo de cobrança eficaz, agropecuária com um bom relacionamento estratégico. Fraquezas Trata-se dos pontos fracos de uma empresa, ou seja, tudo o que atrapalha seu crescimento, necessitando ser amenizado. Apesar de a empresa conseguir controlar tais aspectos, as fraquezas dificultam a realização da missão da organização. Exemplos de fraquezas: falta de insumos, itens perecíveis, dificuldade no processo de entrega, equipe pouco qualificada, tecnologia ultrapassada. Uma empresa que realiza a venda de produtos perecíveis e está longe dos indivíduos que compram esse item possui uma fraqueza, assim como as organizações que trabalham com construção civil e têm máquinas desgastadas. Existem soluções para essas questões, mas muitas vezes estas são adiadas, seja por falta de dinheiro ou planejamento. lançamento de bens e/ou serviços complementares e, o acesso a novas tecnologias também poderão gerar vantagens para a empresa. Apesar de não ser possível controlar esses elementos, a organização poderá planejar-se e preparar-se para usufruir das oportunidades. Ameaças Esse cenário não é benéfico para a organização, ocasionando diversos problemas caso não seja contornado. Por exemplo, uma rede de hotéis na praia no decorrer de uma temporada de mau tempo (chuvas, temporais), ou uma organização que tem o valor de seu principal insumo elevado por forças incontroláveis. A escassez de mão de obra qualificada, a entrada de novas empresas concorrentes no mercado e as mudanças na lei são outros exemplos possíveis de ameaças. Acima de tudo, os líderes ou empreendedores não deverão ter medo dessas ameaças, e sim prevê-las e contorná-las da melhor maneira possível, conforme aponta Egestor (2018). Questões 1. Segundo Ulrich (2002), a análise SWOT é um dos métodos mais utilizados em investigação social, seja no desenvolvimento de diagnósticos, no estudo organizacional ou na elaboração de planos. Ela auxilia as empresasno desenvolvimento do planejamento estratégico. Para que esse estudo auxilie as organizações, quais são os elementos que as empresas deverão descrever nos quatro quadrantes presentes na matriz SWOT? Forças, oportunidades, fraquezas e ameaças. A análise SWOT - strengths, weaknesses, opportunities e threats —, conhecida no Brasil como FOFA – forças, oportunidades, fraquezas e ameaças, trata-se de um método utilizado para o planejamento e a gestão das organizações, independentemente do seu tamanho ou porte. 2. Como você sabe, conhecer os fatores internos e externos é indispensável para a organização visualizar a realidade em que opera, possibilitando planejar melhor o seu futuro. Afinal, quais são os elementos que a empresa precisará descrever na matriz SWOT, referente ao seu ambiente interno? Forças e fraquezas. O ambiente interno trata-se daquele cenário em que os líderes conseguem entender, controlar e administrar as forças e fraquezas, que deverão ser analisadas constantemente, todavia as circunstâncias se alteram rapidamente. 3. As oportunidades de uma organização são fatores que esta não consegue controlar, entretanto poderá planejar-se e preparar-se para usufruir de suas vantagens. Você sabe em qual ambiente a organização deverá estudar suas possíveis oportunidades? Ambiente externo. As oportunidades e ameaças existem no ambiente externo da organização. As oportunidades são circunstâncias com alta tendência de ocorrer ou fenômenos externos, atuais ou potenciais, que podem colaborar para a efetivação dos objetivos estratégicos. 4. Imagine que você acaba de adquirir uma loja de produtos orgânicos. A maioria dos produtos que você comercializa é perecível, e seus principais consumidores residem a uma distância longa de seu estabelecimento. Em sua matriz SWOT, qual seria o local correto para apontar essa situação e tentar revertê-la ou amenizá-la? Fraqueza. A fraqueza apresenta os pontos fracos de uma empresa, ou seja, tudo que atrapalha seu crescimento e que necessita ser amenizado. Apesar de a organização conseguir controlar tais aspectos, as fraquezas dificultam a realização da missão da organização. Por isso, após o entendimento sobre tal situação, estratégias deverão ser desenvolvidas para contornar o problema. 5. Você é proprietário de uma rede de hotéis no litoral de São Paulo. Há algumas semanas, sua região vem enfrentando fortes temporais, fazendo com que várias reservas fossem canceladas. Ao realizar sua matriz SWOT, onde você apontará essa situação? Ameaça. A ameaça compreende cenários que não são benéficos para a organização, ocasionando diversos problemas caso não seja contornada. Acima de tudo, os líderes ou empreendedores não deverão ter medo dessas ameaças, e, sim, prevê-las e contorná-las da melhor maneira possível. Página 11 de Semana 3 Página 12 de Semana 3 Tem o objetivo de auxiliar a definição estratégica da empresa levando em consideração os ambientes externos e internos. O modelo de Porter tem como base a forma de lidar com a concorrência, não atrelando a competição apenas aos concorrentes estabelecidos de um setor e sim à economia implícita que este está inserido, e avaliando o seu estado de competição por meio de forças competitivas básicas que estão vinculadas aos pilares: clientes, fornecedores, potenciais entrantes, produtos substitutos e vendedores. O coletivo destas forças definirá o potencial de lucro e desempenho de um determinado setor e auxiliará as empresas no desenvolvimento de estratégias competitivas. Ameaça de novos entrantes A dificuldade encontrada pelos novos entrantes está relacionada às barreiras impostas pelos competidores já estabelecidos; quanto maiores as dificuldades impostas, mais complexa será a entrada de novas empresas no setor. Poder de negociação entre comprador e vendedor Está atrelado à pressão dos consumidores de um setor para reduzir preços, obter maior qualidade dos produtos/serviços, melhor prestação de serviços e condições de pagamento mais favoráveis. Poder de negociação entre fornecedor e o vendedor A pressão dos fornecedores é geralmente relacionada ao aumento de preço dos produtos, redução na qualidade, piora na prestação de serviço, condições de pagamento desfavoráveis para o vendedor e, até mesmo, a recusa de fornecimento de suprimentos. Ameaça de produtos/serviços substitutos Um produto ou serviço pode ser considerado substituto dentro de um setor quando ele desperta os mesmos desejos e as mesmas necessidades do consumidor. Embora com características diferentes, ele é capaz de satisfazer quem o consome. Rivalidade entre empresas existentes Os concorrentes poderão responder com manobras estratégicas ofensivas, tornando esse um ambiente dinâmico em que haverá empresas ganhando e outras perdendo em relação aos concorrentes. As táticas de concorrência mais comuns entre empresas de um mesmo setor estão relacionadas a preço, a introdução de produtos e a promoção publicitária. Cinco forças para construção da estratégia A estratégia é o direcionamento e as manobras para alcançar vantagem competitiva, graças ao conhecimento da cadeia de valor. O sucesso da estratégia está atrelado à capacidade da empresa de adequar todas suas atividades para se diferenciar dos rivais. Os mercados com alta pressão são mais complexos e, consequentemente, menos lucrativos. Já os mercados com um conjunto das cinco forças mais equilibrado ou fraco será mais lucrativo e promissor. Cinco forças no contexto organizacional As cinco forças competitivas facilitam o diagnóstico do setor e servem como guia para conquistar vantagem no mercado. Cadeia de valor É a representação detalhada e sistemática do conjunto de atividades de uma empresa. Estas atividades são divididas em primárias e de apoio. As atividades primárias estão relacionadas aos processos de produção, vendas, financeiros, pesquisa e desenvolvimento e prestação de serviços. Já as atividades de apoio servem para auxiliar de forma direta ou indireta a execução das atividades primárias; estas são relacionadas à gestão de recursos humanos, infraestrutura e desenvolvimento tecnológico. O contexto que a empresa está inserida determinará o subsídio de cada atividade para aumentar a excelência na prestação de serviço ou produção de produto, resultado em satisfação do cliente e da percepção de valor do produto. Questões As cinco forças competitivas de Porter são:1. Ameaça de novos entrantes; poder de negociação entre comprador e vendedor; poder de negociação entre fornecedor e vendedor; ameaça de produtos/serviços substitutos; rivalidade entre empresas existentes. De acordo com o modelo proposto por Porter, as cinco forças competitivas estão relacionadas às pressões que exercem em um setor e servem como referência para identificar se determinado mercado é lucrativo, isto é, se o investimento para entrar ou se manter nessa indústria é inferior ao lucro adquirido pelas empresas. As forças competitivas são: ameaça de novos entrantes; poder de negociação entre comprador e vendedor; poder de negociação entre fornecedor e vendedor; ameaça de produtos/serviços substitutos; rivalidade entre empresas existentes. Sobre a força ameaça de produtos/serviços substitutos, é correto afirmar que:2. Os produtos/serviços substitutos têm características diferentes dos produtos ofertados em um determinado setor, mas despertam os mesmos desejos e necessidades do consumidor. Muitas vezes, as empresas que estão estabelecidas em determinado mercado não conseguem identificar quais são os produtos ou serviços substitutos dos que elas ofertam, pois estes têm características diferentes dos seus produtos, mas despertam os mesmos desejos e necessidades de quem consome. O setor com intensidade alta para força de produtos As 5 Forças de Porter sexta-feira, 28 de outubro de 2022 16:18 Página 13 de Semana 4 quem consome. O setor com intensidade alta paraforça de produtos substitutos tem sua atratividade baixa, devido ao teto de preços que os produtos substitutos estabelecem para o setor, pressionando as empresas a reduzirem suas margens de lucro, tendo que investir em melhorias dos seus produtos sem aumentar seus preços. Assinale a alternativa em que todos os fatores apresentados correspondem a aspectos que fomentam a alta rivalidade entre empresas do mesmo setor: 3. Queda do crescimento de compra ( demanda ) e produtos padronizados. Setores com alta rivalidade são mais dinâmicos, em decorrência das constantes manobras estratégicas das empresas para conquistar maior participação do mercado. Queda do crescimento de compra (demanda), crescimento lento do setor, produtos padronizados (sem diferenciação), mudança de marca, não apresentando grande prejuízo para o consumidor (clientes não fidelizados) – estes são alguns dos fatores que definem a alta rivalidade entre empresas do mesmo setor. Sobre o poder de negociação entre fornecedor e vendedor, é correto afirmar que:4. O fornecedor se torna mais poderoso em ambientes em que seu produto é único ou diferenciado da concorrência. É normal pensarmos que o vendedor tem vantagem sobre o fornecedor, afinal ele está mais próximo do cliente final. Porém, isso nem sempre é verdade, pois existem situações em que essa relação se inverte e o poder passa para as mãos do fornecedor. O fornecedor se torna mais poderoso em função de questões como diferenciação dos seus produtos, reduzido número de fornecedores para um tipo de item, exclusividade de venda para determinado setor, falta de seus insumos, etc., questões estas que podem impactar o desempenho das empresas. Para a construção de sua estratégia, a empresa precisa:5. Conhecer todas as pressões das forças do seu setor e mudanças do mercado e, com isso, identificar seus pontos fortes e fracos para definir suas ações de forma estratégica. Agir de forma estratégica vai além de conhecer seus concorrentes diretos e reagir a todas as suas ações, ou ter a visão externa do mercado e não ser capaz de identificar seus aspectos internos (pontos fortes e fracos). Para a construção da estratégia, a empresa precisa analisar o setor em que está inserida, avaliando o impacto das pressões das forças competitivas e as mudanças do mercado; com isso, conseguirá fazer sua análise interna e, de posse de tal panorama, definirá estrategicamente suas ações. Página 14 de Semana 4 Plano de ação e 5W2H De acordo com Mintzberg, Ahlstrand e Lampel (2010), a escola do planejamento se apoia em três premissas básicas: As estratégias resultam de um planejamento formal e delineiam-se em etapas distintas, que são apoiadas por checklists e técnicas. O executivo principal é o responsável pela execução de todo processo de planejamento. Depois de fixadas, as estratégias devem ser explicitadas para que, assim, possam ser implementadas. O que significa 5W2H? Esse método consiste em responder perguntas direcionadas a mapear informações necessárias para que um projeto ou plano alcance êxito e não seja interrompido durante o seu andamento, de modo a proporcionar uma leitura objetiva dele e das suas responsabilidades. Trata-se dos seguintes questionamentos: What? — O que será feito? (etapas) Why? — Por que será feito? (justificativas) Who? — Por quem será feito? (responsabilidade) Where? — Onde será feito? (local) When? — Quando será feito? (momento) How? — Como será feito? (método) How much? — Quanto custará para fazer? (custo) A importância da ferramenta 5W2H reside no alinhamento entre membros da equipe e gestores e na visualização dos resultados implementados, de modo a reduzir a ociosidade, a baixa produtividade, bem como promover a agilidade e ajustar os prazos à realidade em função da eficiência. Também é necessário atentar às etapas desse método: Início, planejamento, execução, monitoramento e encerramento. No início, o gestor deve analisar todo o projeto, identificar possíveis dificuldades na execução das atividades e manter, de forma preventiva, em standby propostas substitutivas ou possibilidades de ajustes. Ele também deve definir prazos e custos para cada atividade, em práticas que se mostram como modo pró-ativo de agir segundo aquilo a que se propôs. ➢ No planejamento, o cronograma do andamento do projeto ou plano e os responsáveis por cada uma das suas fases são definidos. ➢ Na etapa de execução, a atenção precisa ser redobrada, pois é o momento em que tudo acontece, o que exige uma postura comprometida, que busque eficiência e cumprimento dos prazos, por parte de todos os envolvidos. ➢ No monitoramento, o gestor deve acompanhar os níveis de produtividade e eficácia em todas as fases do projeto ou plano, conforme determinado no cronograma elaborado no planejamento, o que significa agir rápido na solução dos problemas identificados, reajustando soluções e apresentando novas propostas. ➢ O Encerramento corresponde à fase em que tudo já foi realizado e os resultados são apresentados aos envolvidos. ➢ Indicadores-chave de desempenho e desdobramento das estratégias O sucesso no desenvolvimento e na utilização de indicadores-chave de desempenho no trabalho é determinado pela presença ou pela ausência de quatro peças fundamentais: parceria com equipe operacional, sindicatos, principais fornecedores e clientes; transferência de poder para a linha de frente da empresa; integração de atividades de mensuração, relatórios e melhorias de desempenho; conexão entre as medidas de desempenho e a estratégia. Os indicadores-chave de desempenho (em língua inglesa, key performance indicators, ou KPIs) são ferramentas de gestão que servem para medir e verificar o nível de desempenho e os resultados cruciais para o sucesso atual e futuro de uma organização em termos tático, operacional e estratégico. São capazes de potencializar todas as áreas por intermédio dos seguintes tipos de indicadores: Eficiência — indicadores que possibilitam medir os resultados e perceber a otimização dos recursos investidos por meio dos resultados alcançados. Eficácia — indicadores cujo foco é o produto ou o serviço oferecido pela empresa e que evidenciam os pontos a serem otimizados para alcançar-se os melhores aproveitamento e lucro possíveis. Capacidade — indicadores que revelam de forma quantitativa o resultado esperado pela empresa ao longo de determinado período. Produtividade — indicadores que demonstram os resultados das atividades desenvolvidas ou a quantidade de recursos empregados em um período para a devida avaliação. Qualidade — indicadores que manifestam com excelência a forma como o produto é apresentado para o público ou para um cliente específico. Lucratividade — indicadores que ilustram os percentuais de lucro em relação às vendas totais realizadas e que podem basear-se, por exemplo, na seguinte fórmula: Lucratividade = (lucro líquido/receita bruta) × 100 Esses são apenas alguns modelos de indicadores que podem ser criados para facilitar a visualização e, por conseguinte, a percepção do quadro geral da empresa frente ao objetivo de alcançar melhores resultados, respaldados em dados e fatos consistentes acerca do seu desempenho. Eles correspondem a uma avaliação sólida e realista do trabalho realizado, que deve somar-se a iniciativas, atitudes e ações que contribuam para o atendimento e a superação das expectativas dos clientes quanto à mensagem veiculada e pregada pela empresa. Perspectivas do balanced scorecard Kaplan e Norton (1997) ressaltam que empresas inovadoras adotam a filosofia do BSC para viabilizar processos gerenciais críticos: estabelecer e traduzir a visão estratégia; comunicar e associar objetivos e medidas estratégicas; planejar, estabelecer metas e alinhar iniciativas estratégicas; melhorar o feedback e o aprendizado estratégico. Em plena era da informação, o BSC é compreendidocomo um sistema de gestão pelos executivos, pois preenche uma lacuna existente na maioria dos sistemas gerenciais: a falta de processos sistemáticos para a implementação e a obtenção de feedback acerca das estratégias organizacionais. O BSC é uma ferramenta que não considera apenas indicadores financeiros oriundos da estratégia da organização, tendo como diferencial a capacidade de traduzir a visão e a estratégia da empresa por meio de indicadores de desempenho originários de objetivos estratégicos e metas que interagem em meio a uma estrutura lógica de causa e efeito, o que proporciona subsídios suficientes para a melhoria contínua dos resultados. Perspectiva financeira — demonstra se a execução da estratégia agrega valor aos resultados financeiros, ao lucro líquido, ao retorno sobre o investimento, à criação de valor econômico e à geração de caixa. Nesse contexto, a organização procura responder a um diagnóstico prévio acerca do modo como é percebida por indivíduos ou interessados nos seus Questões Para compreender todo o processo de construção da implementação e do controle estratégico na empresa, vale ressaltar a escola em que ele está inserido. Nisso, Mintzberg declara que a escola do planejamento se apoia em três premissas básicas. Quais são elas? 1. As estratégias subdivididas em etapas apoiadas em checklist e técnicas próprias, o papel desempenhado pelo gestor ou líder responsável pela execução de todo planejamento e a comunicação de forma clara e explícita para que possam ser implementadas. O avanço do mercado e, consequentemente, das organizações influenciou no planejamento e em suas premissas básicas: quanto a ter maior ênfase na aplicabilidade, como planejamento de cenários, opções reais, atividades relacionadas às rotinas diárias, uma liderança forte e ativa com suas equipes, utilizando uma relação e comunicação objetiva e fluída estrategicamente. Qual o método ou a ferramenta de qualidade que pode ser utilizado no processo de implementação e controle estratégico, que busca responder e subsidiar informações necessárias para que um projeto/plano encontre êxito e não pare no decorrer de seu andamento, proporcionando uma leitura clara de suas responsabilidades: 2. 5W2H. O método é o modelo japonês, que apresenta com muita clareza e simplicidade os passos a serem seguidos no decorrer do plano de ação e no seu desenvolvimento, facilitando o planejamento para proporcionar melhorias contínuas nos resultados organizacionais. O sucesso no desenvolvimento e na utilização de indicadores-chave de desempenho (Kpis) no trabalho é determinado pela presença ou ausência de quatro peças fundamentais. Quais são elas? 3. Parceria com a equipe, sindicato e stakeholders; transferência de poder para linha de frente; integração de atividades de mensuração, relatórios e melhorias de desempenho; conexão entre as medidas de desempenho e a estratégia. Para o sucesso organizacional, quatro peças são fundamentais: busca pela harmonização dos relacionamentos, com diferentes agentes envolvidos no processo estratégico; referenciando os papéis desempenhados, dada a sua importância para o negócio; sua integração plena para a melhoria contínua dos resultados e o futuro da organização; e na fidelização do público -alvo. Quais são as quatro perspectivas traçadas por Norton e Kaplan para o BSC, no desenvolvimento do planejamento estratégico, utilizado como um sistema de informação importante para a implementação e o controle de ações estratégicas na empresa? 4. Perspectiva financeira, dos clientes, dos processos internos e para inovação e aprendizado. As quatro perspectivas têm vieses de demonstração da essência organizacional, seja por meio da execução da estratégia como meio para agregar valor aos resultados financeiros, seja na proposta de valor para o cliente, seja na busca pela excelência operacional, para satisfação e superação das expectativas do seu público, ou seja pelo caráter inovador e de estimulação e retenção de competências primordiais à organização. Kaplan e Norton (1997) enfatizam que medir é importante: “o que não é medido não é gerenciado”, e isso se tornou uma tônica no meio corporativo, devido à sua verdade. Os autores ainda ressaltam que as empresas inovadoras adotam a filosofia do Scorecard para viabilizar processos gerenciais críticos. Quais são eles: 5. Estabelecer e desdobrar a visão estratégica para todos; comunicar e associar objetivos e medidas estratégicas; planejar, determinar metas e alinhá-las a estratégia e melhorar o feedback e o aprendizado estratégico. O BSC se utiliza de processos gerenciais pautados como um sistema de gestão para os executivos na era da informação, pois preenche uma lacuna existente na maioria dos sistemas gerenciais, por falta de processos sistemáticos para a implementação e obtenção de feedback sobre a estratégia. Deixa claro, dessa forma, que a comunicação clara e objetiva, somada ao desdobramento estratégico, auxiliará nos processos gerenciais, a partir do scorecard, no alinhamento da implementação da estratégia de longo prazo. 5W2H Visão global de todos os acontecimentos no percurso do andamento do plano; ○ Indicadores para mensuração dos resultados durante cada fase de seu desenvolvimento; ○ Implementação e Controle da Estratégia sábado, 29 de outubro de 2022 11:03 Página 15 de Semana 4 do modo como é percebida por indivíduos ou interessados nos seus resultados (stakeholders, sobretudo acionistas). Perspectiva dos clientes — avalia se a proposta de valor da empresa para os clientes reflete os resultados esperados em termos da satisfação, conquista, retenção e lucratividade. Trata-se da forma como os clientes veem a empresa e a preocupação centra-se em fatores internos, como, por exemplo, tempo de atendimento, qualidade dos produtos e dos serviços inovadores, desempenho e custos. É necessário converter essas preocupações em indicadores específicos para que sejam medidos e avaliados quanta à resposta solicitada. Perspectiva dos processos internos — identifica os processos internos nos quais a empresa deve alcançar excelência e verifica se contribuem para a geração de valor percebido pelos clientes. Pode-se identificar no que é preciso investir em excelência, por exemplo, de modo que a preocupação essencial consiste em determinar os aspectos a serem superados. No entanto, deve medir o que a empresa precisa realizar no âmbito interno para satisfazer e, sempre que possível, superar as necessidades e as expectativas dos clientes para também promover vantagem competitiva frente aos concorrentes. Perspectiva de inovação e aprendizado — identifica a infraestrutura que a empresa deve ter para gerar crescimento e melhorias a longo prazo. Deve constatar se o capital intelectual interno está propenso à aprendizagem, à obtenção de novos conhecimentos e ao domínio de competências individuais e coletivas, que são a base de sustentação das demais perspectivas. Página 16 de Semana 4 Histórico sobre planejamento estratégico O autor Almeida (2003) afirma que o planejamento estratégico é uma atividade que, por meio do ambiente de uma organização, cria a consciência de suas oportunidades e ameaças para o cumprimento de sua missão e auxilia a alta direção nos passos a seguir para aproveitar essas oportunidades e evitar os riscos eminentes para o alcance dos objetivos. Assim, as estratégias têm a função principal de definir os objetivos, as regras e os planos para o melhor desempenho de seus processos, além da identificação dos fatores externos, também irá trabalhar com os fatores internos, como os recursos que a empresa dispõe para a realização de suas tarefas, por exemplo, pessoas, máquinas e tecnologia, bem como a combinação desses recursos da melhor forma. Planejamento estratégico de tecnologia da informação O planejamento estratégico focado na área de TI pode ser chamado de PETI. Ele, assimcomo a área de tecnologia, é um processo rápido e dinâmico, que utiliza da velocidade de processamento de informações para o auxilio e confecção do restante do planejamento organizacional. Ele vem de dois caminhos distintos, sendo originário do planejamento estratégico de informações (PESI), que era apenas conhecido com o portfólio de sistemas disponíveis para a obtenção de informações; e do plano diretor de informática (PDI), que tratava apenas da parte de infraestrutura básica que a empresa devia montar e manter para o processamento de dados, sendo os equipamentos de uso, processamento de informações e armazenagem, incluindo a parte de transmissão e segurança de dados. Etapas do planejamento estratégico de tecnologia da informação Analisando os autores e as vertentes que atualmente o termo planejamento empresarial segue para o contexto da TI, foi escolhido o formato do autor Amboni (2002), por conter um bom fluxo de construção dessa etapa tão importante para as organizações, incluindo os melhores conceitos sobre o tema. Lembre-se da premissa de que sempre a alta direção deve estar compromissada com o planejamento de TI e demais áreas, garantindo, assim, sua execução. Etapa 1: Sensibilização❖ Dentro da empresa, a primeira etapa trata da sensibilização das pessoas sobre a utilização da ferramenta de planejamento para orientar as ações. A alta direção deve mobilizar as pessoas para que colaborem de forma efetiva para a construção desse modelo de atuação, afinal, em certos momentos, há uma necessidade de mudança e como essa mudança vai acabar por acontecer em todos os setores da empresa, nada mais adequado do que sensibilizar todos os envolvidos. Na área da TI, devem ser sensibilizadas as pessoas para que já comecem a pensar no apoio tecnológico que terão de utilizar para as melhorias, como opções de software e hardware. O planejamento irá atuar em toda base corporativa, nos 3 níveis, o estratégico, o tático e o operacional. Etapa 2: Diagnóstico Estratégico❖ Essa etapa pode ser desenvolvida pelos colaboradores da própria organização ou serem chamados especialistas de fora para o auxílio. Tanto na área administrativa como na área de TI essa premissa é verdadeira, nela será diagnosticado como a empresa se encontra, ou seja, o momento atual, tanto na área interna como na percepção do mercado e demais componentes da área externa. Nesse momento, é utilizada uma ferramenta chamada Matriz SWOT, que irá verificar os pontos fortes e fracos internamente e as ameaças e as oportunidades do ambiente externo da organização. Aqui constarão todos os aspectos relacionados à empresa, como sua cultura; as atividades que realiza; os públicos com os quais se relaciona; seus colaboradores; seus recursos financeiros e não financeiros; como é sua gestão; na TI como é o formato de proteção de dados e informações, qual o nível de segurança dessas informações e como é a capacidade de processamento das informações; quais seus produtos e serviços; como os clientes veem a empresa; quais as estratégias que a empresa toma para o curto, médio e longo prazo; quais os sistemas de gestão, informação e avaliação de indicadores; enfim todos os sistemas envolvidos pela organização, chegando até os subsistemas administrativos (comercial, administrativo, vendas, finanças, TI, suprimentos, recursos humanos e marketing), abordando os assuntos mais relevantes deles. O planejamento estratégico, mais do que a busca de um plano formal, é um rico processo de discussão de oportunidades e de análise da realidade da empresa. Trata-se de uma grande oportunidade para construir, rever ou desenvolver a leitura da realidade de uma organização, em que a leitura deverá ser crítica, coerente, completa, inteira, sistemática e compreensível, devendo ainda gerar confiança, segurança e clareza sobre o papel que a empresa quer assumir no mercado. As empresas devem adotar o planejamento estratégico para implantar organização, direcionamento e controle; maximizar seus objetivos; minimizar suas deficiências; e proporcionar eficiência (SEBRAE, 2017). Etapa 3: definições – negócio, missão, visão e valores❖ Aqui são definidas as bases do planejamento. Missão: Irá ser a razão pela qual a empresa existe. Visão: Irá projetar o estado desejado da empresa. Valores: Serão os definidos pelos colaboradores. Etapa 4: objetivos estratégicos❖ Após determinar as bases do planejamento, devem ser traçados os objetivos a serem percorridos pela empresa, que serão o guia para orientar as ações em todos os níveis organizacionais. Nesta etapa, os indicadores vão ser utilizados para balizar esses objetivos. Etapa 5: definição das bases estratégicas❖ Nesta etapa devem ser ajustados os procedimentos a serem adotados pelos níveis organizacionais táticos e operacionais, sendo tratadas as ações que irão ser utilizadas pelos colaboradores para o desempenho de suas funções, que serão formuladas pela ferramenta “plano de ação”, que define o objetivo a ser alcançado, quem irá fazer a ação, como fará, porque fará, quanto custará e onde e em que tempo deverá executar a ação. Nesse momento, surge a ferramenta matriz GUT, que determina a gravidade, a urgência e a tendência sobre as ações e procedimentos a serem feitos. Etapa 6: planos de contingência e requisitos mínimos para rodar os planos estratégicos ❖ Devem constar nas etapas do planejamento os planos de contingência, caso ocorram problemas ou alterações de cenários internos ou externos, por exemplo, em uma instalação de um novo sistema de informações a TI, deve ter um plano B caso ocorram problemas de aderência à nova ferramenta. Etapa 7: Implementação❖ O dia “D”, o dia de comunicar os objetivos, as consequências e os benefícios da base estratégica organizacional rodar nos três níveis organizacionais, é o lançamento do planejamento e o começo do desenvolvimento dos planos. Devem ser passados a todos os colaboradores o formato de trabalho e a forma de medição na qual irão ser controlados e avaliados. É o mesmo processo na TI, quando da virada de chave de um sistema operacional para outro, com os mesmos cuidados e as mesmas facilidades e dificuldades que o momento requer. Etapa 8: controlar, monitorar e avaliar❖ Um planejamento estratégico empresarial ou de TI não é algo que é feito e não necessita mais se consultado ou ajustado. Ele é um organismo “vivo” dentro de uma empresa, sempre será controlado, avaliado e mensurado, para que possam ser tomadas ações de correção ou de melhoria, promovendo um crescimento do conhecimento empresarial. Há casos em que as empresas se utilizam de um comitê diretivo de TI, que estabelece as medidas de desempenho para os departamentos de TI, observando seu cumprimento. Nessa etapa, a TI está em muito auxiliando as ações de planejamento, afinal com a utilização dos sistemas de informação, as empresas ganham velocidade nas análises e tomadas de decisão, ficando mais confortáveis para o atingimento de seus objetivos e metas. A 5W2H surgiu no Japão, criada por profissionais da indústria automobilística durante os estudos de qualidade total. É considerada uma das técnicas mais eficazes em relação ao planejamento de atividades e elaboração de projetos. A 5W2H possui uma implementação muito simples, sendo necessária apenas a elaboração de uma tabela para discutir as principais questões que fazem parte da análise. As perguntas são feitas com base nas seguintes questões: o quê – objetivo da atividade; quando – data para que o plano de ação entre em ação; quem – as pessoas envolvidas na atividade; por que – os motivos para a realização da atividade; onde – definição do local de ação; como – maneira a ser executada; e quanto – define custo do processo (SILVA, 2016). Profissionais de tecnologia da informação para o planejamento A governança de TI vai cuidar de cinco áreas fundamentais: Alinhamento estratégico:para garantir que haja uma performance em conjunto com os demais planejamentos. • Entrega de valor: assegurar que o setor de TI seja eficaz, eficiente e efetivo. • Gerenciamento de riscos: garantir que a empresa tenha um mapa dos riscos e as ferramentas para minimizá-los. • Gerenciamento de recursos: para que os recursos humanos e tecnológicos sejam bem otimizados pela organização. • Gestão de desempenho: para que os indicadores permitam a verificação da performance dos recursos utilizados em prol do alcance dos objetivos organizacionais. • No planejamento devem ficar definidos os tipos de usuários e os controles de acesso desses usuários para consultar e modificar os dados. Para o gerenciamento desses processos surgiu uma função no mercado que caracteriza o profissional que irá planejar essa e as demais ações da TI em uma empresa, trata-se do Chief Information Officer (CIO) ou o gestor principal de TI em uma organização. Esse profissional irá ter uma visão alinhada ao planejamento da empresa, promovendo Planejamento Estratégico de TI segunda-feira, 31 de outubro de 2022 15:26 Página 17 de Semana 5 performance dos recursos utilizados em prol do alcance dos objetivos organizacionais. No planejamento devem ficar definidos os tipos de usuários e os controles de acesso desses usuários para consultar e modificar os dados. Para o gerenciamento desses processos surgiu uma função no mercado que caracteriza o profissional que irá planejar essa e as demais ações da TI em uma empresa, trata-se do Chief Information Officer (CIO) ou o gestor principal de TI em uma organização. Esse profissional irá ter uma visão alinhada ao planejamento da empresa, promovendo ações para que os sistemas de informação gerenciais (SIG) e os sistemas de apoio à decisão (SAD) tenham suas funções e objetivos claramente identificados e que fiquem operacionais para a empresa. Ele vai trabalhar junto à alta direção no que chamamos de confecção da política de TI ou governança de TI, ou seja, ira traçar as diretrizes estratégicas de TI que farão parte da empresa, alinhadas as melhores práticas do mercado na mesma área, realizando a integração dessas política com as demais áreas da empresa. O CIO ou gestor de TI irá auxiliar de forma decisiva nos níveis organizacionais, sendo que, no nível estratégico, atuará no planejamento estratégico, na definição de arquitetura de TI e planejando e controlando a área dentro da empresa. No nível tático vai auxiliar e acompanhar o planejamento e o desenvolvimento de aplicações, gerenciamento de dados, utilização de sistemas e desenvolvimento de projetos, assim como no monitoramento e planejamento dos sistemas gerenciais da empresa, assim como a utilização da TI e seus sistemas nas demais áreas da empresa, como a área comercial, marketing e auditorias. No nível operacional, atuará no controle do desenvolvimento e manutenção de projetos, controle de recursos utilizados e demais utilizações dos recursos de TI para atender ao nível de serviço desejado na organização. Existem nove áreas de conhecimento (DEVMEDIA, c2017): Integração: descreve os processos que integram elementos do gerenciamento de projetos. • Escopo: descreve os processos envolvidos na verificação de que o projeto inclui todo o trabalho necessário e apenas o trabalho necessário, para que seja concluído com sucesso. • Tempo: descreve os processos relativos ao término do projeto no prazo correto. • Custo: descreve os processos envolvidos em planejamento, estimativa, orçamentação e controle de custos, de modo que o projeto termine dentro do orçamento aprovado. • Qualidade: descreve os processos envolvidos na garantia de que o projeto irá satisfazer os objetivos para os quais foi realizado. • Recursos humanos: descreve os processos que organizam e gerenciam a equipe do projeto. • Comunicações: descreve os processos relativos à geração, coleta, disseminação, armazenamento e destinação final das informações do projeto, de forma oportuna e adequada. • Riscos: descreve os processos relativos à realização do gerenciamento de riscos em um projeto. Temos cinco processos de planejamento e um de controle. • Aquisições: descreve os processos que compram ou adquirem produtos, serviços ou resultados, além dos processos de gerenciamento de contratos. • Questões A estratégia de TI orienta decisões de investimento e decisões sobre como os sistemas de informação serão desenvolvidos, adquiridos e/ou m l m t s l m r s . N rm lm t , s str tég s TI s s m u s t g r s m s “ s l m t t r ” “ s l m t t r r z ”. A r m r l s z r s t à x u t r lgum tr b lh TI ( r x m l , rodução de um software). A segunda categoria consiste na realização de um trabalho por terceiros, contratados especificamente para este fim. Em determinados casos, as empresas utilizam combinações dessas estratégias de TI com o objetivo de adequá-las, da melhor maneira possível, às suas necessidades. Analise as afirmativas relacionadas com o desenvolvimento terceirizado (ou terceirização) e marque a CORRETA: 1. Opções recentes de terceirização envolvem a computação em nuvem e o software como um serviço (SaaS) para locar ou comprar a T I como serviço. Essas modernas tecnologias permitem a redução de custos fixos da estrutura de TI pelas empresas, sendo consideradas como excelentes opções para, efetivamente, promover o alinhamento das tecnologias com a estratégia de negócios da organização. A terceirização offshoring ocorre fora do país da empresa contratante. Por outro lado, as empresas que têm múltiplas terceiriza das apresentam diversos problemas de gestão, além de terem maiores custos operacionais. O SLA é um contrato assinado entre a empresa contratante e a empresa terceirizada que contém diversas informações sobre o nível e a qualidade do serviço a ser pre stado. A principal preocupação da governança de TI está relacionada à garantia de que os investimentos da empresa em tecnologia realmente agreguem valor aos negócios. Nesse sentido, a gestão de desempenho de TI corresponde à maior parte da governança, sendo que suas funções incluem tarefas como a verificação do alcance dos objetivos estratégicos da TI, a revisão do desempenho e a avaliação do nível de contribuição da TI aos negócios. Analise as afirmações a seguir que tratam dos três objetivos que devem ser cumpridos para que a TI agregue o valor esperado: 2. I - A TI precisa estar totalmente alinhada com as estratégias de negócios. II - Os riscos secundários devem ser identificados e controlados. III - O cumprimento das leis, das regras da indústria e das agências reguladoras deve ser demonstrados. Está CORRETO o que se afirma somente em: I e III. Na verdade, a gestão do relacionamento com múltiplas empresas terceirizadas é, frequentemente, fonte de problemas nas organizações. Algumas organizações, inclusive, chegam a contratar empresas especializadas em gestão de relacionamento com terceirizadas para diminuir esses atritos, enquanto que os riscos principais (e não os secundários) são os que precisam ser identificados e controlados. A governança de TI faz parte de uma atividade de governança corporativa mais ampla, mas que tem seu foco próprio e específico . Os benefícios de uma governança de TI eficazes são a redução de custos e de danos causados por falhas de TI, mais trabalho em equipe e mais confiança no uso da TI e nas pessoas que fornecem tais serviços. Em relação às cinco áreas fundamentais controladas pela governança de TI, marque a alternativa CORRETA. 3. A gestão de desempenho de TI verifica a realização de seus objetivos estratégicos. Esta área também é responsável pela medição do desempenho da TI e de sua contribuição aos negócios da organização, já suporte a estratégia, gestão de recursos, agregação de valor e gestão de riscos são os termos utilizados para indicar a área que possuiesta responsabilidade. É importante que as empresas determinem o uso, o valor e o impacto de TI para identificar oportunidades que criem valor e suportem a visão estratégica. As vantagens competitivas são obtidas por empresas ao fornecer valor real ou valor percebido aos clientes. Para determinar como a TI pode proporcionar a vantagem competitiva, a empresa precisa, principalmente, saber como as tecnologias podem agregar valor a suas diversas áreas de negócio. É neste contexto que entra a ideia de alinhamento entre a TI e a estratégia de negócios da empresa. Este alinhamento é uma atividade de gestão, que tem sua complexidade aumentada de acordo com as mudanças estruturais das organizações e com a intensidade do uso de tecnologias. Analise os itens a seguir, que são considerados fatores para melhorar o alinhamento da TI com a estratégia de negócios da empresa: 4. I - Compromisso da alta administração com o planejamento de TI. II -Cultura de centralização e comunicação horizontal. III - Elo exclusivo entre planos de negócios e planos de TI no nível estratégico. Está CORRETO o que se afirma somente em: I. O compromisso da alta administração com o planejamento de TI, independente da amplitude deste, é fundamental para o seu sucesso. A cultura deve ser mais voltada ao compartilhamento e não centralizada em pessoas ou setores. Além disso, a comunicação precisa ser aberta, frequente e eficaz, envolvendo o máximo possível de indivíduos da organização. É importante que sejam construídos elos multiníveis, ou seja, que vinculem planos de negócios e planos de TI não apenas ao nível estratégico, mas também aos níveis tático e operacional. O planejamento estratégico de TI pode ser realizado em diversas períodos, tais como anual, trimestral ou semestral. Entretanto, é importante que este planejamento seja elaborado seguindo orientações padronizadas de um processo definido para a organização, garantindo, assim, o alinhamento da TI. Além disso, a empresa precisa reexaminar com frequência sua estratégia de TI, porque os objetivos estratégicos sofrem diversas mudanças com o tempo, precisando que seja mantido o alinhamento da TI à estratégia de negócios. O processo de planejamento de TI gera, como resultado principal, uma estratégia formal ou uma reavaliação do portfólio de recursos de TI já existente, de acordo com a periodicidade definida. Em relação ao processo de planejamento estratégico de TI, marque a alternativa CORRETA. 5. Uma importante tarefa dos comitês diretivos de TI é o estabelecimento de medidas de desempenho para o departamento de tecnologias e a observação do seu cumprimento. Esta atividade de avaliação de medida de desempenho precisa ser frequentemente realizada, considerando, inclusive, os contratos de nível de serviço celebrados entre a empresa e seus parceiros. A definição de um comitê diretivo não é um requisito que impeça a execução do planejamento estratégico de TI, e as metas, objetivos e a posição estratégica são definidas pela alta direção da empresa, enquanto que as prioridades podem ser determinadas pelo Diretor de TI, ou alto executivo ou mesmo pelas políticas da empresa. Os recursos dos projetos fazem parte na realidade do portfólio de projetos. Página 18 de Semana 5 Habilidades e papeis gerenciais Hoje, aspectos como produtividade, iniciativa, criatividade, conhecimento e inovação são vistos como diferenciais competitivos, e o indivíduo é olhado como o vetor de criação de valor na organização. Sendo assim, as empresas voltaram o olhar para seu capital humano com foco nas competências (conhecimentos, habilidades e atitudes), tendo como desafio promover ações e instrumentos capazes de interferir e direcionar o comportamento humano no ambiente de trabalho. O trabalho de um gerente compreende desempenhar funções administrativas e alcançar objetivos e vantagens competitivas. No entanto, para que ele tenha sucesso em suas funções, é necessária uma série de habilidades, ou seja, conhecimentos específicos, informação, prática e aptidão (BATEMANN; SNELL, 1998). Veja a seguir as definições de habilidades de acordo com alguns autores: Habilidades gerenciais sob o olhar de Katz (1955 apud MAXIMIANO, 2012).➢ Habilidade técnica: diz respeito à atividade específica do gerente. São os conhecimentos que ele possui para a realização das atividades organizacionais que estão sob sua competência. - Habilidade humana: está relacionada à capacidade de se relacionar com as pessoas, entendendo seus anseios e necessidades. É a capacidade de trabalhar com elas e liderá - las. - Habilidade conceitual: refere-se à capacidade de lidar com a complexidade da organização, usando a inteligência para a formulação de estratégias. Fatores como planejamento, raciocínio e criatividade são exemplos de habilidade conceitual. - O autor afirma que quanto maior for a posição hierárquica, menor a necessidade da habilidade técnica e maior a necessidade da habilidade conceitual. Habilidades gerenciais sob o olhar de Mintzberg (1973 apud MAXIMIANO, 2012). ➢ Habilidade de relacionamento com os colegas: é a capacidade de manter relações formais e informais, principalmente com os colegas do mesmo nível hierárquico. - Habilidade de liderança: capacidade de orientar, estimular, treinar sua equipe e exercer sua autoridade. - Habilidade de resolução de conflitos: capacidade de julgar e tomar decisões na resolução de conflitos. Nesse contexto, exige também a habilidade de tolerância a tensões. - Habilidade de processamento de informações: capacidade de comunicação, sabendo expressar suas ideias e representando oficialmente a empresa. - Habilidade de tomar decisões em condições de ambiguidade: capacidade de tomar inúmeras decisões frente ao inesperado, ao imprevisto. - Habilidade de alocação de recursos: capacidade de alocar os recursos limitados para a concretização de atividades, definindo prioridades. - Habilidade de empreendedor: capacidade de buscar oportunidades e implementar mudanças. - Habilidade de introspecção: capacidade de refletir e de autoanálise, de compreender sua atuação e o impacto de sua prática, na organização. - Quatro habilidades que Motta (1999) considera que os gerentes devem desenvolver: ➢ habilidade cognitiva; - habilidade analítica; - habilidade comportamental; - habilidade de ação.- Papéis Gerenciais Na visão de Maximiano (2011, p. 15), “todas as pessoas que administram qualquer conjunto de recursos são administradores, gerentes ou gestores”. Nas organizações, especificamente, o trabalho gerencial consiste em tomar decisões e levar sua equipe a desempenhar seu papel, em busca da realização dos objetivos organizacionais. Para Chiavenato (2014, p. 325), “o termo gerência surgiu a partir das primeiras noções de administração como tentativa de ciência. Quase sempre o termo significa basicamente supervisionar pessoas dentro dos padrões tradicionais”. Para Drucker (2001), o trabalho gerencial consiste em fazer com que os outros trabalhem, utilizando todo o conhecimento necessário para alcançar eficiência e resultados. Na visão tradicional de gerência, a função do gerente é vista como racional e padronizada, e ele, visto como alguém que, além de planejar, organizar, dirigir e controlar, também decide, coordena e supervisiona as atividades organizacionais. No entanto, em uma visão mais moderna, além de todas as funções já citadas, os gerentes possuem outras responsabilidades. Os papéis desempenhados pelos gerentes são (MAXIMIANO, 2011): ➢ Símbolo (imagem do chefe) ou figura de proa: o gerente representa a organização desempenhando atividades como falar em público, representar a empresa em eventos e solenidades e manter relacionamentos com autoridades. - Líder: o gerente desempenha tarefas de liderança que envolve motivação, negociação, influência e todas as demais atividades permeadas pelas relações humanas. - Ligação: o gerente desempenha atividadesde intercâmbio de recursos e de informações que facilitam seu trabalho, e cria vínculos entre sua equipe com outras equipes. - Ao trabalhar com a informação, o gerente desempenha os seguintes papéis (MAXIMIANO, 2011): ➢ Monitor: o gerente busca informações sobre tudo o que acontece na organização e no ambiente externo, trabalha com ampla variedade de dados e busca saber mais em fontes técnicas e até mesmo na “rádio peão”. - Disseminador: o gerente é o responsável por disseminar informações internas, de um colaborador para outro, e de informações externas para o interior da organização. - Porta-voz: o papel do gerente aqui é o de levar informações internas para fora da organização. Nesta função, o gerente fala oficialmente em nome da organização. - O papel de decisão diz respeito à tomada de decisão, essência do trabalho de administrar. Esses papéis são os seguintes: ➢ Empreendedor: nesse papel, o gerente identifica e aproveita oportunidades e planeja e toma a iniciativa para implementar as mudanças que deseja, visando melhorias para a organização. - Controlador de distúrbios: nesse papel, o gerente necessita lidar com crises, conflitos e situações inesperadas. - Administrador de recursos: aqui, o gerente precisa administrar o próprio tempo, - (Mintzberg, 1973 apud MAXIMIANO, 2012, p. 140): 1) Há três aspectos básicos no trabalho de qualquer gerente: decisões, relações interpessoais e processamento de informações. ( 2) O trabalho dos gerentes varia de acordo com o nível hierárquico, especialidade, tamanho da empresa, conjuntura econômica e outros fatores. A personalidade e os valores do gerente também influenciam a maneira como ele trabalha. 3) O trabalho do gerente não consiste apenas em planejar, organizar, dirigir e controlar. Essas funções do processo administrativo diluem-se e combinam- -se com o desempenho dos papéis, especialmente com os que envolvem a administração de recursos e tomada de decisões. Os papéis interpessoais referem-se às relações dos gerentes com pessoas de dentro e de fora da organização, como funcionários, colegas, fornecedores, diretores etc. Os papéis de informação dizem respeito à obtenção e transmissão de informações que os gerentes necessitam para exercer atividades como tomada de decisão, análise e elaboração de relatórios, avaliação de desempenho e outras atividades administrativas. O trabalho gerencial possui uma dimensão objetiva e subjetiva: Objetiva = é a gerencia como algo científico e racional, marcada pela previsibilidade de ações planejadas e a racionalidade das decisões, essência do trabalho do administrador. Subjetiva = é marcado pela imprevisibilidade das relações humanas, o que lhe confere um perfil mais ilógico e irracional, tornando o trabalho mais complexo e exigindo dos gerentes maior intuição, espontaneidade e habilidade emocional. TI, Habilidades e Papéis Gerenciais sexta-feira, 4 de novembro de 2022 16:07 Página 19 de Semana 5 Administrador de recursos: aqui, o gerente precisa administrar o próprio tempo, programar o trabalho de sua equipe e autorizar decisões tomadas por terceiros. A maioria das decisões tomadas pelo gerente envolve a alocação de recursos. - Negociador: nesse papel, o gerente representa a empresa em negociações não rotineiras com sindicatos, clientes, outras organizações e funcionários. - Competências requeridas para uma gerência eficaz Conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para o desenvolvimento das atribuições e responsabilidades do indivíduo em seu ambiente de trabalho. É importante lembrar que as competências também podem ser desenvolvidas por meio da educação formal e informal, da experiência profissional e até mesmo com as relações familiares e sociais. competências mais importantes para o desempenho de um gerente, veja (MAXIMIANO, 2011): ➢ Competências intelectuais: referem-se às formas de raciocínio, utilizado para a elaboração de relatórios, análises, planejamento, definição de estratégia e tomadas de decisão. Duas competências específicas aqui são a habilidade de pensar de forma racional e a habilidade conceitual, que é a capacidade de pensamento abstrato, ou seja, aquele que se manifesta intuitivamente, por meio da imaginação e criatividade e que não necessita de informações concretas sobre a realidade. - Competências interpessoais: são aquelas utilizadas pelo gerente para lidar com sua equipe, colegas de trabalho, superiores e demais pessoas envolvidas no universo organizacional. Muitas vezes, dependendo da posição ocupada pelo indivíduo, essa competência tem maior valor que a competência técnica. São competências interpessoais importantes a capacidade de lidar com a diversidade de singularidade das pessoas; capacidade de estimular a motivação nas pessoas, considerando as diferenças entre elas e a capacidade de comunicação. - Competências técnicas: referem-se aos conhecimentos específicos de cada profissão. O indivíduo precisa conhecer profundamente as técnicas relacionadas à sua profissão e ao seu ramo de negócio. Essa competência pode ser adquirida nas escolas, universidades e no exercício da profissão. - Competência intrapessoal: refere-se à capacidade de autoanálise, automotivação, autocontrole, de organização e administração do tempo. As competências intrapessoais importantes são a capacidade de entendimento sobre o cargo exercido e o impacto dele na organização; capacidade de refletir sobre a própria prática, comportamento e emoções; capacidade de entender as emoções e comportamentos do próximo; capacidade de aprender com a própria experiência e a dos outros e capacidade de identificar, refletir e desenvolver as próprias potencialidades e reconhecer e superar as limitações. - Perfil gerencial contemporâneo e a Tecnologia da Informação Saber adequar novas ideias e projetos à realidade da organização; exercitar -se na busca de soluções para os problemas que surgirem; trabalhar na busca de novas oportunidades; articular, agregar e processar continuamente ideias e alternativas de ação; debater e divulgar problemas, alternativas e objetivos de forma compartilhada, adotando a gestão participativa; possibilitar o desenvolvimento de sua equipe por meio de treinamentos, recompensas e incentivos; estimular a criatividade por meio de atividades desafiadoras; ter visão de futuro. Além dessas, outras habilidades necessárias aos gerentes nos dias atuais são a capacidade de inovar, ter flexibilidade, liderar pessoas e construir relações interpessoais, comunicar, ouvir, dar e receber feedback, trabalhar em equipe, estabelecer limites, negociar, planejar, organizar e analisar e ter controle nas decisões; compreensão de si e dos outros; comunicação eficaz; construção de equipes; uso do processo decisório participativo; administração de conflito; monitoramento do desempenho individual; análise de informações com pensamento crítico; gerenciamento de projetos; planejamento do trabalho; estabelecimento de metas e objetivos; planejamento e organização; construção de um ambiente agradável; gerenciamento do tempo e do estresse; pensamento criativo e gerenciamento da mudança ( BOOG, 2002; QUINN et al., 2003). Questões 1. O trabalho de um gerente compreende desempenhar funções administrativas e alcançar objetivos e vantagem competitiva. No entanto, para que ele tenha sucesso em suas funções, é necessária uma série de habilidades. De acordo com Katz, a habilidade referente à capacidade de usar a inteligência para formulação de estratégias é: Habilidade conceitual. A habilidade conceitual, além da capacidade de usar a inteligência para a formulação de estratégia, é importante para a elaboração de planejamento, raciocínio e criatividade e para lidar com a complexidade das organizações. 2. Você viu que as habilidades gerenciais podem ser aprendidas e desenvolvidas e que isso é possível pormeio de processos educacionais ou mesmo no dia a dia, enquanto o gerente exerce suas atividades e enfrenta problemas e mudanças organizacionais. Nesse aprendizado a aquisição de conhecimentos sobre administração, definição de objetivos e formulação de políticas diz respeito a qual habilidade gerencial? Habilidade cognitiva. No desenvolvimento da habilidade cognitiva, além dos conhecimentos sobre administração, definição de objetivos e formulação de políticas, o gerente também deve conhecer sobre a estrutura, os processos e comportamentos organizacionais. 3. Na visão tradicional de gerência, a função do gerente é vista como racional e padronizada, e ele, visto como alguém que, além de planejar, organizar, dirigir e controlar, também decide, coordena e supervisiona as atividades organizacionais. Mintzberg definiu dez papéis para os gerentes. Ao buscar informações sobre tudo o que acontece na organização e no ambiente externo, o gerente está exercendo qual papel? Papel de monitor. O gerente está desempenhando papel de monitor. Além de buscar informações sobre tudo o que acontece na organização e no ambiente externo em fontes técnicas e informais, como a rádio peão, ele trabalha com ampla variedade de informação. 4. Em seus estudos, Mintzberg concluiu que o trabalho dos gerentes varia de acordo com o nível hierárquico, especialidade, tamanho da empresa, conjuntura econômica e que, fatores como a personalidade e os valores do gerente também influenciam na forma como ele trabalha. No papel de empreendedor quais são as atividades requeridas para o gerente? Identificar e aproveitar oportunidades e planejar e tomar iniciativas para implementar as mudanças que deseja, visando melhorias para a organização. O papel de empreendedor é identificar e aproveitar oportunidades e planejar e tomar iniciativas para implementar as mudanças que deseja, visando melhorias para a organização. 5. As competências, além de agregar valor social para o indivíduo, agregam também IDEOGRAMA CHA Ele tem sido muito utilizado pelas empresas e profissionais de gestão de pessoas para designar conhecimentos, habilidades e atitudes, que buscam definir o conceito de competências, muito mais amplo do que o conceito utilizado no passado, onde alguém que dominava um conhecimento era um profissional eficiente. Página 20 de Semana 5 Identificar e aproveitar oportunidades e planejar e tomar iniciativas para implementar as mudanças que deseja, visando melhorias para a organização. O papel de empreendedor é identificar e aproveitar oportunidades e planejar e tomar iniciativas para implementar as mudanças que deseja, visando melhorias para a organização. 5. As competências, além de agregar valor social para o indivíduo, agregam também valor econômico para a organização, visto que estão diretamente ligadas à área estratégica da empresa. Competência pode ser definida como um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para o desenvolvimento das atribuições e responsabilidades do indivíduo em seu ambiente de trabalho. A capacidade de entender sobre o cargo exercido e o impacto dele na organização e de aprender com a própria experiência e a dos outros fazem parte de qual tipo de competência? Competência intrapessoal. A competência intrapessoal refere-se à capacidade de identificar, refletir e desenvolver as próprias potencialidades e reconhecer e superar as limitações. Refere-se, ainda, à capacidade de autoanálise, automotivação e autocontrole, além da capacidade de entender sobre o cargo exercido e o impacto dele na organização e de aprender com a própria experiência e a dos outros. Página 21 de Semana 5 Princípios da governança de TI e da governança corporativa “A Governança de TI tem como foco o direcionamento e monitoramento das práticas de gestão e uso da TI de uma organização, tendo como indutor e principal beneficiário a alta administração da instituição.” (BRASIL, c2017). De acordo com IBGC, os princípios da governança corporativa são (INSTITUTO BRASILEIRO DE GOVERNANÇA CORPORATIVA, c2017): Transparência: obrigação e desejo de informar resultados e ações. • Equidade: tratamento igual para todos os acionistas. • Prestação de Contas: os agentes da governança corporativa prestam contas e são responsáveis pelos seus atos e omissões. • Responsabilidade Corporativa: os agentes de governança devem zelar pela sustentabilidade das organizações, visando à sua longevidade, incorporando considerações de ordem social e ambiental na definição dos negócios e operações. • A governança de TI ajuda a gerir os riscos tanto do negócio quanto do uso inadequado dos recursos tecnológicos dentro da corporação pois a adequada utilização da TI traz diversos benefícios, contudo, em contrapartida, se houver mau uso dos recursos, o risco pode ser incalculável. A governança depresarial é um sistema pelo qual as entidades são dirigidas e controladas. Os problemas referentes à governança não podem ser resolvidos sem a TI, uma vez que o negócio é altamente dependente da tecnologia. A governança depresarial deve, portanto, dirigir e contribuir para o estabelecimento da governança de TI. A TI, por sua vez, pode influenciar as oportunidades estratégicas da empresa, fornecendo informações valiosas para a elaboração de planos estratégicos. Dessa forma, a governança de TI ajuda a empresa a tirar o máximo proveito da informação e é vista como um fator propulsor da governança depresarial (SANTOS; BARUQUE, 2010, p. 17). As metas da governança de TI De acordo com Fernandes e Abreu (2012, p. 15), o principal objetivo da governança de TI é alinhar a TI aos requisitos do negócio, considerando soluções de apoio, assim como a garantia da continuidade dos serviços e a minimização da exposição do negócio aos riscos de TI. Propósitos da governança de TI:❖ Promover o posicionamento mais claro e consistente da TI em relação às demais áreas de negócios da empresa. ○ Possibilitar o alinhamento e a priorização das iniciativas de TI com a estratégia do negócio. ○ Promover o alinhamento da arquitetura de TI, sua infraestrutura e aplicações às necessidades do negócio, em termos de presente e futuro. ○ Prover a TI da estrutura de processos que possibilite a gestão do seu risco e compliance para a continuidade operacional da empresa. ○ Promover o emprego de regras claras para as responsabilidades sobre decisões e ações relativas à TI no âmbito da empresa. ○ Conforme o Board Briefing on IT Governance (IT GOVERNANCE INSTITUTE, 2003), o Banco de Assentamentos Internacionais (BIS) define a governança como arranjos que abrangem o conjunto de relações entre a gestão da entidade e seu órgão de governo, seus proprietários e suas outras partes interessadas, as quais devem fornecer a estrutura da seguinte maneira: definição dos objetivos gerais da entidade; ▪ estabelecimento do método a ser usado para atingir os objetivos; ▪ descrição da maneira como o desempenho será monitorado. ▪ Como o objetivo da governança de TI é dirigir os esforços de TI. O desempenho atende aos seguintes objetivos: alinhamento da TI com a empresa e realização dos benefícios definidos; ▪ uso da TI para permitir que a empresa explore oportunidades e maximize os benefícios; ▪ emprego responsável dos recursos de TI; ▪ gerenciamento apropriado de riscos relacionados à TI.▪ Regulamentos e boas práticas da governança De acordo com Fernandes e Abreu (2012, p. 27), o principal modelo norteador da estruturação de sistemas de controles internos e de gestão de risco é o COSO - The Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (Comitê das Organizações Patrocinadoras). Os autores citam as seguintes informações sobre este comitê (FERNANDES; ABREU, 2012). O COSO é uma entidade sem fins lucrativos dedicada à melhoria dos relatórios financeiros através da ética, efetividade dos controles internos e governança corporativa, a qual foicriada por iniciativa do setor privado para estudar as causas de ocorrências de fraudes em relatórios financeiros e contábeis e desenvolver recomendações para empresas de capital aberto e para instituições de ensino (ibdem). ▪ Em 1992, o COSO publicou um trabalho intitulado Internal Control Integrated Framework (Controle Interno – Um Modelo Integrado), que se tornou referência para as organizações do mundo todo para a estruturação de seus sistemas de controle interno. De acordo com o COSO (COMMITTEE OF SPONSORING ORGANIZATIONS OF THE TREADWAY COMMISSION, 2012), o controle interno é um processo efetuado pelo conselho de administração, executivos ou qualquer outro funcionário de uma organização, com a finalidade de possibilitar o máximo de garantia nas seguintes categorias: ▪ eficiência e eficácia das operações - salvaguarda de seus ativos e prevenção e detecção de fraudes e erros; ▪ confiabilidade das demonstrações financeiras - exatidão, integridade e confiabilidade dos registros financeiros e contábeis; ▪ conformidade com as leis e regulamentos vigentes - aderência às normas administrativas, às políticas da empresa e à legislação à qual está subordinada. ▪ A alta administração e o conselho dos diretores passam a ter uma segurança razoável quanto à organização que: alcança objetivos operacionais quando padrões e critérios são estabelecidos por legisladores, reguladores e ajustes padrão; ▪ entende até que ponto as operações são gerenciadas de forma eficaz e eficiente quando os padrões externos não existem; ▪ prepara relatórios de acordo com regras, regulamentos e padrões estabelecidos por legisladores, reguladores e configurações padrão, e tem seus objetivos especificados e políticas relacionadas com o intuito de cumprir as leis e regulamentos aplicáveis. ▪ No geral, a governança de TI abrange gerenciamento de recursos, em que todos os stakeholders definem um alinhamento estratégico, que gera valor de Tecnologia da Informação e, consequentemente, um gerenciamento de riscos e performance. Ou seja, esse gerenciamento agrupa todos esses contextos em um só, que é o da governança definida de acordo com o âmbito do negócio. A seguir, estão listados outros marcos regulatórios no contexto da governança de TI: Sarbanes-Oxley (SOX): surgiu em meados de agosto de 2002 com o intuito de dar suporte a investidores da bolsa de valores, com o objetivo de evitar fraudes contábeis. ▪ Basileia III: envolve o capital mínimo das instituições. o Banco Central é regulamentador desse marco no Brasil. O termo “Basileia” se refere a uma cidade na Suíça, situada em um ponto financeiramente estratégico. O acordo de Basileia III, a última versão publicada em 2010, referemse a um conjunto de propostas de reforma da regulamentação bancária. ▪ ISO/IEC 38.500 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2009, p. 7): propõe um modelo para governança de TI que prevê a gestão da TI por meio de três atividades principais –avaliar o uso corrente e futuro da TI; dirigir a preparação e implementação de planos e políticas para assegurar que o uso da TI cumpra os objetivos empresariais; e monitorar a conformidade com as políticas e com o desempenho, em relação ao que foi planejado. ▪ GESTÃO DE TI GOVERNANÇA DE TI Gestão de acordos de nível de serviço. Reunião mensal com a área de negócio, para discussão dos resultados dos acordos de nível de serviço. Planejamento Orçamentário da área de TI definido pelos gestores. Responsável pelo planejamento orçamentário da área de TI definido por um comitê de TI e de negócios. Toma decisões específicas de TI Define quem dentro da empresa participará dos processos de tomada de decisão em TI. Projeta, desenvolve e entrega as soluções tecnológicas que suportam as diretrizes advindas do alinhamento estratégico. Define quem deve contribuir de forma sistêmica para esse processo. Garante o compliance com a missão, a visão e os valores da organização. Governança de TI Identificar as partes interessadas dentro e fora do negócio;• Mapear os graus de tomada de decisão em relação à TI;• Estimular, através de padrões e frameworks, o bom uso de TI.• Os principais interessados em governar TI: Entidades reguladoras;• Acionistas;• Governo;• Partes interessadas em alto escalão.• Objetivos da Governança de TI segunda-feira, 7 de novembro de 2022 17:24 Página 22 de Semana 6 Questões Tem como objetivo as práticas que gerem o negócio e o uso da tecnologia da informação em uma organização. Assinale a alternativa que complementa o conceito citado anteriormente. 1. Governança de TI. A governança traz discussões acerca da gestão dos processos e de suas relações com os recursos tecnológicos. A governança de TI, especificamente, trabalha sempre com o contexto de alto escalão da organização. Podemos afirmar que a governança corporativa tem algumas convicções diante do contexto onde é inserida. Selecione a opção que traz alguns desses princípios. 2. Não há distinção entre os acionistas; prestação de contas. A governança corporativa visa à transparência, em que todos os seus agentes são responsabilizados pelas suas ações dentro dos princípios da governança. Os acionistas são tratados com equidade. Para Fernandes et al. (2012, .15), “ r l bj t g r TI é l h r TI s r qu s t s gó , s r soluções de apoio ao negócio, assim como a garantia da continuidade dos serviços e a minimização da exposição do negócio aos r s s TI”. D t ss f , ss l lt r t qu t m l um bj t g r . 3. Promover o alinhamento de arquitetura de TI, visando trazer aspectos que remetem à infraestrutura não só das aplicações, mas também de todos os recursos de TI. As aplicações também são analisadas, não apenas pela questão tecnológica, mas também pelo aspecto de relacionamento com o contexto do negócio, ou seja, se ela está adequada para ser utilizada dentro de determinados contextos. Ao ser inserida em uma organização, a transparência traz obrigação e desempenho para que os resultados obtidos e as ações realizadas sejam expostos. Diante desse conceito, assinale a alternativa que apresenta o contexto no qual essa prática é apli cada. 4. Governança corporativa. A governança corporativa se refere ao alinhamento de interesses empresariais diante da otimização e da valorização da organização. Alguns marcos regulamentam o modo de execução e aplicação de diversas metodologias e práticas. Assinale a alternativa que traz o marco regulatório, surgido com o intuito de oferecer suporte às operações existentes na bolsa de valores quanto ao quesito de prevenção de fraudes. 5. Sarbanes-Oxley Act. A Sarbanes-Oxley Act surgiu com o intuito de atuar em empresas de capital aberto, com ações nas bolsas de valores norte - americanas. No Brasil, atinge algumas empresas de capital majoritariamente nacional e as subsidiárias de empresas transnacionais. Página 23 de Semana 6 Fatores do Planejamento O planejamento é basicamente a primeira etapa após a empresa decidir inserir a governança em TI em suas atividades. As principais etapas do seu ciclo são: Alinhamento estratégico e compliance;1. Decisão;2. Estrutura e processos;3. Gestão de valor e de desempenho.4. Os autores definem ESTRATÉGIA relacionando-a diretamente ao comportamento, ao tempo, ou seja, a um planejamento de metas para o futuro, e até mesmo como algo decisório e com objetivos em resultados posteriores. Modelo de planejamento estratégico em movimento Modelo de planejamento proposto por Boar. Representa esse movimento pelas direções e concentrações de esforços na continuidade dos negócios em áreas estratégicas. A figura expressa muitos fatores do planejamento, e até a visão para o futuro do negócio, o qual é oriundo das ações do presente. Áreas do planejamento da governança em TI Planejamento estratégico e etapas da governança em TI = Sãoelas que devem possuir o foco no planejamento. ✓ O planejamento da governança de TI é, basicamente, o reconhecimento das práticas vinculadas ao planejamento estratégico e os recursos tecnológicos. A governança em TI possui 4 fases (alinhamento estratégico e compliance, Decisão, Estrutura e processos, Gestão de valor e de desempenho) e dentro dessas etapas, temos outros componentes, que são típicos da governança em TI: Fernandes e Abreu (2012): Riscos e compliance: consiste na definição da tolerância de riscos da organização e na avaliação conjunta dos riscos com o negócio. ▪ Avaliação independente: baseia-se na promoção de auditorias independentes para que haja a verificação das ações conforme as leis vigentes. ▪ Gestão da mudança organizacional: fundamenta-se no processo de avaliar a prontidão para a mudança das áreas de TI em relação às possibilidades de inovações e mudanças. ▪ Alinhamento estratégico: integra a interação sa TI e com a alta administração com o objetivo de auxiliar na tomada de decisões importantes para o negócio. ▪ Entrega de valor: representa o gerenciamento dos programas e projetos. ▪ Gestão do desempenho: significa a definição de indicadores, mecanismos de coleta e análise de indicadores de resultado (metas) e de desempenho da TI. ▪ Comunicação: traduz-se pela comunicação do valor entregue pela TI ao negócio e em relação ao seu desempenho no atendimento dos níveis de serviços e das metas estabelecidas pelo planejamento estratégico. ▪ Gerenciamento de recursos: resume-se na supervisão do investimento, entre outros. ▪ De acordo com Fernandes e Abreu (2012, p. 43), a estruturação de funções e responsabilidades sobre a governança em TI na organização é o ponto inicial de partida. A forma como será realizada depende de organização para organização. Geralmente, é estabelecida uma área ou um grupo de pessoas com a responsabilidade pela implantação da governança em TI. Outros pontos importantes são os componentes de gestão e de operação, os quais listamos a seguir: Estratégia do negócio: abrange todos os detalhes relacionados à estratégia do negócio, os quais abordam objetivos, planos, etc. ▪ Estratégia de TI: é norteada pela concepção do plano de TI, o qual pode conter até mesmo o mapa estratégico e o Balanced Scorecard (BSC) da TI. O plano de TI pode estar relacionado ao negócio, em que todos os aspectos são totalmente voltados para o negócio, e pode estar associado também a assuntos internos, como projetos e inovações que a TI deve implantar para atender ao plano de TI. ▪ Mecanismos de decisão: consistem na definição dos meios para se tomarem decisões sobre a TI. ▪ Portfólio de TI: representa o estabelecimento do Portfólio de TI aprovado a partir da priorização e os mecanismos de seu gerenciamento. ▪ Clientes/usuários: respalda-se nos processos de relacionamento da TI com os seus clientes e usuários. ▪ Operações de serviços: abrange o gerenciamento e a execução dos projetos, serviços e inovações de TI para o negócio e para a própria TI. ▪ Fornecedores: compõe-se do gerenciamento de contratos e serviços fornecidos por terceiros. ▪ Resultados da TI: constitui-se dos indicadores de desempenho e de resultados da TI em relação ao que foi proposto no planejamento em torno dos serviços e a outros detalhes definidos. ▪ Resultados para o negócio: consiste nos resultados obtidos em termos de apoio ao aumento da rentabilidade, ou seja, à redução de custo, ao lançamento de novos produtos, ao aumento de participação no mercado, à expansão física do negócio, entre outros. ▪ Comunicação e reporte de resultados: traduz-se na comunicação às partes interessadas (geralmente os executivos de negócio e a alta administração) sobre o desempenho da TI, no atendimento aos níveis de serviços acordados e aos objetivos do negócio. ▪ Planejando o programa de governança em TI terça-feira, 8 de novembro de 2022 18:54 Página 24 de Semana 6 apoio ao aumento da rentabilidade, ou seja, à redução de custo, ao lançamento de novos produtos, ao aumento de participação no mercado, à expansão física do negócio, entre outros. Comunicação e reporte de resultados: traduz-se na comunicação às partes interessadas (geralmente os executivos de negócio e a alta administração) sobre o desempenho da TI, no atendimento aos níveis de serviços acordados e aos objetivos do negócio. ▪ Objetivos do planejamento da governança em TI Um planejamento em geral possui 3 pontos relevantes:❖ Independentemente do foco do planejamento, conforme Turban e Volonino (2013, p. 258), deve haver os seguintes níveis: operacional, de gestão ou administrativo e estratégico. Cada nível de administração possui suas próprias necessidades de dados, responsabilidades nas tomadas de decisão e horizontes temporais diferentes. No nível estratégico, o plano de gestão sênior ou superior e a tomada de decisões organizam ou causam impacto em longo prazo em toda a organização. Essas decisões são visionárias e pensadas para o futuro, definindo a missão, os objetivos e a estratégia. Os dados externos sobre economia, concorrência e tendências de negócio são fundamentais para a gestão da análise SWOT (análise com o intuito de conhecer as forças, oportunidades, fraquezas e ameaças) do planejamento e das decisões. ▪ No nível administrativo ou de gestão, gestores de nível médio tomam decisões táticas que focam em questões intermediárias a fim de cumprir com a missão, os objetivos e as estratégias da empresa. O controle encontra-se nesse nível. Gestores de nível médio estabelecem objetivos para seus departamentos ou unidades de negócio que são consistentes com os objetivos organizacionais da empresa estabelecidos pelo gestor sênior. Dados externos e internos são importantes para as tomadas de decisão, que muitas vezes duram de um a três anos. ▪ No nível operacional, gestores de nível baixo, supervisores e trabalhadores precisam de dados detalhados, em tempo real ou quase em tempo real, e devem ter a capacidade de responder a partir do que aprenderam do Sistema de Informação (SI) funcional. ▪ Assim como todo planejamento, o da governança em TI tem um objetivo principal bem óbvio, que é o de obter sucesso nas etapas posteriores, como a da implementação e a do gerenciamento. Com isso, devemos elencar os objetivos de aspectos relacionadas à governança em TI de forma individualizada. Aproveitando os componentes destacados por Fernandes e Abreu (2012), podemos focar, agora, em algo além de suas definições, ou seja, em seus objetivos dentro do planejamento. Riscos e compliance: o planejamento nesse fator deve trazer métricas, já que a gestão de riscos busca preparar a empresa para as possibilidades de algum processo falhar. No planejamento, esse reforço relacionado aos riscos está ligado diretamente ao limite de tolerância da empresa a imprevistos. Outro ponto importante nesse aspecto é que deve primar pelo alinhamento com as leis vigentes, não só nacionais, mas também internacionais. ▪ Gestão da mudança organizacional: o planejamento deve trazer possibilidades para possíveis mudanças, as quais estão relacionadas, além das operações internas, também com as inovações. ▪ Alinhamento estratégico: o planejamento desse domínio deve buscar meios para que haja a interação entre a Tecnologia da Informação e o alto escalão da empresa, ou seja, dos executivos responsáveis pelas tomadas de decisão mais importantes. ▪ Entrega de valor: deve dispor de metodologias para possibilitar o gerenciamento dos programas e projetos. Está relacionado também ao gerenciamento do portfólio de TI. ▪ Gestão do desempenho: o planejamento dessa etapa tem foco nos indicadores, dessa forma, o planejamento deve conter meios para que esses indicadores sejam selecionados, e, consequentemente, as informações possam ser retiradas desses dados escolhidos.O desempenho da TI também deve constar no planejamento. ▪ Comunicação: o planejamento dessa etapa possui o desafio de conseguir expor as informações de maneira clara e concisa, já que consiste na comunicação do valor entregue pela TI ao negócio e em relação ao seu desempenho no atendimento dos níveis de serviços e das metas estabelecidas pelo planejamento estratégico. ▪ Gerenciamento de recursos: consiste na supervisão do investimento. Por esse motivo, esses quesitos devem ser inseridos no planejamento da governança em TI. ▪ Dica do professor: Um dos focos principais da governança de TI é estar alinhada com a visão estratégica do negócio. Comunicar a visão aos integrantes da empresa quase sempre significa colocar por escrito "que direção desejamos seguir e por que", distribuir a declaração por toda a empresa e fazer os executivos explicarem-na e justificarem-na pessoalmente para o maior número de colaboradores possível. Benefícios de uma visão estratégica efetiva:✓ Esclarece as visões dos próprios executivos sobre a direção que a empresa tomará em longo prazo; ○ Reduz risco de tomada de decisão ao acaso, por gestores em todos os níveis hierárquicos; ○ É uma ferramenta para ganhar o apoio dos colaboradores, que ○ Página 25 de Semana 6 Benefícios de uma visão estratégica efetiva:✓ Esclarece as visões dos próprios executivos sobre a direção que a empresa tomará em longo prazo; ○ Reduz risco de tomada de decisão ao acaso, por gestores em todos os níveis hierárquicos; ○ É uma ferramenta para ganhar o apoio dos colaboradores, que ajudarão a tornar a visão uma realidade; ○ Fornece inspiração para os gestores menos graduados formularem missões de departamento; ○ Ajuda e empresa a se preparar para o futuro.○ Os objetivos refletem as aspirações dos dirigentes quanto ao desempenho da empresa à luz das condições econômicas e competitivas vigentes do setor e das competências internas da empresa. Os objetivos bem definidos são quantificáveis ou mensuráveis, e têm um prazo para serem alcançados. Os objetivos concretos, mensuráveis, são valiosos do ponto de vista gerencial, porque servem como uma medida para acompanhar o desempenho da empresa e seu progresso em direção à visão. A finalidade empresarial do estabelecimento de objetivos é converter a visão estratégica em metas específicas de desempenho. Questões O planejamento da Governança de TI está totalmente ligado ao alinhamento estratégico, assinale a alternativa que traz a definição do termo estratégia. 1. Traz as iniciativas e abordagens desenvolvidas por uma empresa para atingir seus objetivos. É por meio da estratégia que toda ação dentro da empresa é voltada para atingir os objetivos propostos. Assinale a alternativa que traz o ponto de destaque do planejamento da Governança de TI onde temos o plano de TI, o qual está relacionado ao negócio e inovações de TI. 2. Estratégia de TI. Traz uma visão interna, a qual representa projetos e inovações que a TI deve implantar para atender seus clientes e usuários. O planejamento deve conter a obtenção dos direcionadores e objetivos de negócio que irão afetar a TI, bem como a sua contribuição para a operação e objetivos do negócio. Estas são funções de qual domínio da Governança de TI? 3. Alinhamento estratégico. Em seu planejamento deve conter meios para que haja a interação entre a TI e a alta administração, no sentido de estabelecer os mecanismos de direitos decisórios, dentre outros. Em um modelo de planejamento estratégico, a execução é composta por quais atividades?4. Projetos, aprendizado e vigilância. Estão sempre em mudança, ou seja, em evolução, tendo como base os planos de mudança e de comportamento. Assinale a alternativa, onde na fase de planejamento deve haver supervisão da alocação dos recursos de TI, além de avaliações periódicas das operações de TI. 5. Gerenciamento de recursos. Visa assegurar a existência de recursos suficientes e o alinhamento com os objetivos estratégicos referentes aos negócios. Página 26 de Semana 6 Plano de Tecnologia da Informação Tem como propósito detalhar os meios fundamentais para que os recursos tecnológicos sejam utilizados, como processos, estruturas, materiais, e até recursos humanos. Para Turban e Volonino(2013,p.30), os sistemas de informação podem ser classificados em 2 categorias: Suporte de gestão ou Suporte Operacional. Os dados organizacionais são processados por um sistema de processamento de transação(SPT) - Pedidos de venda, folha de pagamento, contabilidade, financeiro, marketing, compra, controle de estoque... Ainda sob o ponto de vista dos autores, as transações podem ser (TURBAN; VOLONINO, 2013): Internas – originam-se ou ocorrem dentro da organização, por exemplo a folha de pagamento, a ordem de compra, entre outros. • Externas – são geradas fora da organização, por exemplo, a partir de clientes, fornecedores, órgãos reguladores, etc. • A tecnologia está inserida no contexto corporativo com o intuito de auxiliar os processos existentes. Conforme Fernandes e Abreu (2012, p. 41), a governança de TI é composta por alguns aspectos principais, descritos a seguir. Riscos e compliance: consiste na definição da tolerância de riscos da organização e na avaliação conjunta dos riscos com o negócio, assim como na garantia de que a TI está aderente com requisitos de compliance externos e internos (por meio dos controles internos aplicáveis). • Avaliação independente: baseia-se na promoção de avaliações (auditorias) independentes para verificar a conformidade da TI com requisitos de compliance externos e com os controles internos aos quais está submetida. 40 Alinhar as decisões da TI e do negócio • Gestão da mudança organizacional: traduz-se pelo processo de avaliar a prontidão para a mudança das áreas de TI, em função da implantação de inovações em processos de gestão e de operação, do planejamento da mudança, do estabelecimento de mecanismos de recompensas para a mudança e do gerenciamento da implantação da mudança. • Alinhamento estratégico: apoia-se na interação da TI e da alta administração no sentido de estabelecer os mecanismos de direitos decisórios, assim como a obtenção dos direcionadores estratégicos e objetivos de negócio que afetarão a TI, bem como a sua contribuição para a operação e os objetivos do negócio. • Entrega de valor: constitui-se do gerenciamento dos programas e projetos, da avaliação do valor entregue e do gerenciamento disciplinado do portfólio de TI. • Gestão do desempenho: abarca a definição de indicadores, mecanismos de coleta e análise de indicadores de resultado (metas) e de desempenho da TI. • Comunicação: representa a comunicação do valor entregue pela TI ao negócio e em relação ao seu desempenho no atendimento dos níveis de serviços e das metas estabelecidas pelo planejamento estratégico. • Gerenciamento de recursos: compreende a supervisão do investimento, o uso e a alocação dos recursos de TI por meio de avaliações periódicas das iniciativas e operações de TI, visando assegurar a existência de recursos suficientes e o alinhamento com objetivos estratégicos e necessidades de negócios, atuais e futuras. • Podemos observar que os sistemas contemplam grande parte dos principais aspectos de uma organização, que se resumem basicamente no suporte à gestão e à operação. Abrangem o Sistema de Informação Gerencial, o qual envolve referências importantes das atividades desempenhadas pelas empresas com o intuito de trazer eficácia aos processos executados. Podemos dizer que são responsáveis pela prestação de auxílio em importantes definições de propósitos relacionados ao negócio organizacional. O Sistema de Processamento de Transação, por sua vez, oferece suporte em nível operacional, ou seja, remete às atividades cotidianas da organização. Diante desses fatores, também há o Suporte de Decisão, que auxilia as tomadasde decisões consideradas importantes para a empresa, as quais definirão o rumo das atividades em questão. E o Sistema de Controle de Processos, o qual, como o próprio nome sugere, controlará todos os processos existentes na corporação, independentemente de qual tipo. Os demais aspectos contribuem para que a governança possa agir diante de seus objetivos dentro do contexto corporativo. Alinhamento estratégico de TI Sistemas de informação classificados de acordo com o tipo de suporte De acordo com ), as organizações têm diversos tipos de sistemas de informação que coletam e processam dados, distribuem relatórios e dão suporte a tomadas de decisão e processos de negócios. omeçando pelas transações que acontecem em uma interface (tirar dinheiro de um cai a automático, p. e .), um sistema de processamento de transação (S ) processa os dados (verifica o fundo dispon vel, subtrai a quantidade de dinheiro retirada) e, então, armazena ou atualiza esses dados no banco de dados. Os dados são e tra dos do banco de dados e organizados em relatórios utilizando um sistema de informação gerencial (SI ). Os SI s são os sistemas básicos de geração de relatório que convertem dados brutos em informação significativa, que é a informação empregada de fato por gestores e funcionários. A informação é um dos ativos mais importantes de uma empresa, perdendo apenas para as pessoas. Alinhar as decisões da TI e do negócio quinta-feira, 24 de novembro de 2022 20:55 Página 27 de Semana 7 Alinhamento estratégico de TI Alguns dos conceitos mais significativos sobre alinhamento estratégico entre planejamento estratégico de negócios (PEN) e planejamento estratégico de tecnologia de informação (PETI) encontrados na literatura estão listados a seguir. O ou, a , entre N e I é alcançado quando o conjunto de estratégias de sistemas de informação (SI), composto de sistemas, objetivos, obrigações e estratégias, é derivado do conjunto estratégico organizacional, composto de missão, objetivos e estratégias. • O elo entre PEN e PETI corresponde ao grau no qual a missão, os objetivos e os planos de TI refletem e são suportados pela missão, pelos objetivos e pelos planos de negócio. • O entre N e I corresponde à adequação estratégica e à integração funcional entre os ambientes e terno (mercados) e interno (estrutura administrativa e recursos financeiros, tecnológicos e humanos) para desenvolver as competências e ma imizar a performance organizacional. • O entre N e I é a adequação entre a orientação estratégica do negócio e a orientação estratégica de I. • Os modelos de alinhamento estratégico entre PEN e PETI apresentados pela literatura estudam, basicamente, o seu impacto na performance, traduzida por eficiência e eficácia organizacional. • Conforme Fernandes e Abreu (2012, p. 45), a estruturação de funções e responsabilidades sobre a Governança de TI na organização é o ponto inicial de partida. o alinhamento estratégico é o ponto de partida para a área de TI criar valor para o negócio e garantir a aderência a requisitos de compliance. O primeiro evento de alinhamento é o que chamamos de “alinhamento estático”, pois deriva de algum momento em que a empresa planeja o seu futuro. A partir dos objetivos e das estratégias do negócio (de curto, médio e longo prazos), originam-se iniciativas estratégicas de TI, que são transformadas em projetos e serviços e, possivelmente, o Plano de Tecnologia da Informação, que está no mesmo nível de outros planos funcionais da organização (que também são derivados de objetivos estratégicos dos Planos de Marketing, Vendas, Produção, Logística, etc.).Os princípios de TI podem orientar as escolhas estratégicas contidas no Plano de Tecnologia da Informação. Caso ainda não existam, defini-los será certamente outra tarefa do alinhamento. A partir do alinhamento estratégico (estático nesse momento), o passo seguinte é definir as prioridades de TI (sejam elas soluções estratégicas, projetos de aplicativos ou soluções, projetos de manutenção de ativos ou projetos de processo, organização e serviços), gerando um portfólio de TI. Questões Na organização empresarial, é possível enxergar claramente diversas transações sendo executadas de modo simultâneo, mas, claro, cada uma em seu respectivo contexto. Assinale a alternativa que caracteriza a transação de folha de pagamento de uma empresa. 1. É uma transação interna. São consideradas internas todas as transações que se originam e são executadas dentro do contexto empresarial. A transação externa se origina fora da organização, ou seja, existe ou é criada independente da organização com a qual possui alguma relação, seja direta ou indiretamente. Assinale a alternativa que traz um exemplo de transação externa. 2. Fornecedores. Os fornecedores, assim como os clientes ou órgãos governamentais, são exemplos de transações externas, tendo em vista que se originam fora da empresa. Alguns aspectos norteiam a governança de TI, entre eles, é possível se deparar com a necessidade da realização de diversas mudanças no setor tecnológico. Assinale a alternativa que menciona o aspecto fundamental para propiciar essa possibilidade de mudança. 3. Gestão da mudança organizacional. Esse tipo de gestão permite que haja agilidade em momentos oportunos para mudanças ou até mesmo em situações cujas mudanças podem ocorrer de maneira inesperada. Entre os diversos sistemas em que cada um passa a ser classificado de acordo com o tipo de suporte ofertado, assinale a alternativa que traz a principal atividade desempenhada pelo Sistema de Informação Gerencial (SIG). 4. Referencia as atividades exercidas na empresa. O objetivo principal é o de trazer eficiência aos processos exercidos pela organização. Dessa forma, esse tipo de sistema traz parâmetros para toda a empresa. Os diversos aspectos norteadores do alinhamento estratégico estão associados diretamente ao uso dos recursos de forma tática diante dos desafios enfrentados pelas empresas. Assinale a alternativa que traz a principal atividade a ser desempenhada após a realização do alinhamento estratégico. 5. Devem ser definidas as prioridades da Tecnologia da Informação. Dentre essas prioridades podem existir projetos de aplicativos, soluções e até mesmo manutenção de projetos já existes ou criação de novos. Página 28 de Semana 7 A Tecnologia da Informação em uma empresa onforme ), a governança de I está valor omo tal, a gestão de desempenho da I– sendo capaz de prever e antecipar falhas antes que seja tarde demais – é uma grande parte da governança de I As funções da gestão de desempenho da I incluem verificar se os objetivos estratégicos de I estão sendo alcançados, revisar o desempenho de I e avaliar a contribuição da I aos negócios or e emplo, a gestão de desempenho da I avalia os resultados para responder pergunta investimento em I entrega o valor de negócio prometido ara que a Iagregue total valor, três objetivos devem ser cumpridos: preocupada com a garantia de que os investimentos organizacionais em I agreguem total valor. Como tal, a gestão de desempenho da TI – sendo capaz de prever e antecipar falhas antes que seja tarde demais – é uma grande parte da governança de TI. As funções da gestão de desempenho da TI incluem verificar se os objetivos estratégicos de TI estão sendo alcançados, revisar o desempenho de TI e avaliar a contribuição da TI aos negócios. Por exemplo, a gestão de desempenho da TI avalia os resultados para responder à pergunta “O investimento em TI entrega o valor de negócio prometido?”. Para que a TI agregue total valor, três objetivos devem ser cumpridos: 1. A TI deve estar totalmente alinhada a direção e às estratégias de negócios. 2. Os riscos principais têm de ser identificados e controlados. direção e às estratégias de negócios. 2. Os riscos principais têm de ser identificados e controlados. 3. O cumprimento das leis, das regras da indústria e das agências reguladoras deve ser demonstrado. Em uma atividade cotidiana, a função da Tecnologia da Informação pode acabar passando despercebida. Porém, quando é inserida nos processos executados em uma empresa, as funções desempenhadas pelas tecnologias passam a ser primordiais para o desempenho do processo produtivo. Nesse cenário, devemos acrescentar, também, a presença da governança de TI. Para Fernandes e Abreu (2012, p. 195), “[...] umas das grandes questões que se coloca sobre a governança de TI é quanto ao seu papel na organização de TI e fora dela (ou seja, ‘quem faz o quê’)”. Os autores afirmam que [...] a falta de papéis e responsabilidades bem definidas é um grande obstáculo para a implantação da governança de TI. Em determinadas organizações, algumas funções da governança de TI estão integradas à governança corporativa, como, por exemplo, gestão de riscos, controles internos, segurança da informação, priorização de investimentos, orçamento de investimentos, e geralmente são executadas por outras áreas da organização. (FERNANDES; ABREU, 2012, p. 195). Além de suas milhares de funções, algumas das quais citamos anteriormente, quando a governança de TI está integrada à governança corporativa, a Tecnologia da Informação contribui para a gestão da qualidade e quantidade de dados, e, até mesmo, da sua relevância. Por meio das informações, é possível quantificar se todos os recursos estão sendo utilizados da melhor maneira. Quando falamos em recursos, não mencionamos apenas os tecnológicos, mas também recursos humanos, de materiais, equipamentos, entre outros. De acordo com Fernandes e Abreu (2012, p. 145), todo esse contexto faz referência ao componente de gestão do desempenho, que trata basicamente de dois conjuntos de medições e indicadores: Resultados da TI, que compreendem medições e indicadores para execução e gerenciamento de processos e serviços de TI, gerenciamento de níveis de serviços, gerenciamento da estratégia e gerenciamento de projetos; • Resultados para o negócio, que representam o impacto dos resultados da TI em termos de agregação de valor para o negócio. • A TI como prestadora de serviço Para Fernandes e Abreu (2012, p. 145), ela abrange a constituição de um sistema de gerenciamento do desempenho que compreende a definição de objetivos de desempenho e a criação dos indicadores e acompanha a implantação, o monitoramento, a tomada de decisão em função dos resultados desses objetivos e as consequentes ações de melhoria. Ainda sob a percepção dos autores, “[...] toda ação da I, seja fruto dos seus planos, da sua prestação de serviços e desenvolvimento de projetos, somente pode ser gerenciada se tiver medições e indicadores, conforme a máxima ‘você não gerencia o que você não consegue medir’” (FERNANDES; ABREU, 2012, p. 145). Desse modo, selecionaram alguns pontos que podem ser atingidos quando definimos medições e indicadores: Estabelecer metas de melhoria para processos e serviços “A medição é a primeira etapa que leva ao controle e, eventualmente, à melhoria de um processo. Se você não consegue medir nada, você não consegue entender o processo. Se você não entender o processo, você não o controla. Se você não controla o processo, você não pode melhorá-lo.” (HARRIN ON, 2011 apud FERNANDES; ABREU, 2012, p.145). • Saber quão longe ou perto está de suas metas ou dos níveis de serviços. “Nada é bom ou ruim, mas somente através de comparação.” (FULL R, 1892 apud FERNANDES; ABREU, 2012, p.145). • Identificar as causas de variações no desempenho de processos e serviços visando tomar ações corretivas ou preventivas a tempo • Coordenar um projeto de TI. • omunicar o seu desempenho para a administração • Garantir o desempenho das funções gerenciais em I, inclusive da governança de TI. • Assegurar que os riscos de I para o negócio estejam sendo gerenciados • Certificar-se de que a área de I esteja em conformidade com os regulamentos externos e internos. • Verificar tendências de forma que possa tomar ações preventivas • Investigar se as melhorias ou correções e ecutadas atingiram, de fato, seus objetivos. • onfirmar se a I está agregando valor para o negócio • Gerenciar com base em fatos e dados, melhorando avaliações e tomadas de decisão • onforme urban e Volonino 3, p 3 ), as principais razões pelas quais as organizações estão terceirizando cada vez mais sa o: o: A terceirização permite focar a competência central; • É uma maneira mais barata e/ou mais ra pida de se obter ou melhorar capacidades de TI; pida de se obter ou melhorar capacidades de TI; • Reduz os custos operacionais; • O (ou terceirização no exterior – ) vem tendo maior aceitação como estratégia de TI, lembrando que, quando mencionamos , estamos nos referindo à realocação de processos de uma localidade para outra; • A computação em nuvem e o SaaS ( – soft are como um servic o) provaram ser estratégias eficazes de TI. • Em contrapartida, os urban e Volonino 3, p 3 ) reforçam que, “ ... à medida que as empresas acham que suas estratégias de negócios estão cada vez mais ligadas às soluções de TI, aumentam suas preocupações com os riscos da terceirização”. Os riscos associados com a terceirização são (T RBAN; VOLONINO, 2013, p. 381): – o fornecedor apresenta, deliberadamente, baixo desempenho, mas reivindica pagamento integral, como, por exemplo, cobrar por mais horas do que foram trabalhadas e/ou apresentar uma excelente equipe inicialmente e depois substituí la por prestadores menos qualificados; • – o fornecedor desenvolve uma aplicac ão estratégica para um • Aumentar o valor entregue da TI para o negócio quinta-feira, 24 de novembro de 2022 22:38 Página 29 de Semana 7 – o fornecedor desenvolve uma aplicac ão estratégica para um cliente e depois a usa para outros clientes • – quando um cliente fecha um contrato de longo prazo com um fornecedor e o fornecedor altera termos financeiros em algum ponto ou exagera na cobranc a por melhorias imprevistas e por prorrogações de contrato • outros riscos incluem quebra de contrato pelo fornecedor ou sua incapacidade de fornecimento, aprisionamento do terceirizado, perda de controle sobre dados e desânimo dos funcionários. • Apesar de termos citados alguns pontos referentes à terceirização, o desenvolvimento interno da empresa também pode trazer aspectos relevantes, dos quais podemos destacar: necessidade de uma equipe especializada no desenvolvimento da tecnologia requisitada; • exigência de recursos físicos e financeiros; • investimento na segurança das informações; • alinhamento estratégico dos negócios com as Tecnologias da Informação.• Geração de valor ao negócio com a Tecnologia da InformaçãoPara que haja a geração de valor ao negócio com a Tecnologia da Informação, deve existir a elaboração do planejamento de TI para que as estratégias do negócio sejam alinhadas com as da TI. Esse planejamento deve conter informações detalhadas de como a TI se comportará dentro da empresa. Devemos lembrar que o intuito sempre é trazer mais lucros financeiros para a organização, pois a TI contribui para aumentar a eficácia e a agilidade aos processos. Para Fernandes e Abreu (2012, p. 83), alguns pontos devem ser observados para que haja a percepção da necessidade da TI. Dessa forma, para os autores, as necessidades de aplicações são (FERNANDES; ABREU, 2012): novas aplicações de TI; • melhorias em aplicações já existentes; • reestruturação de aplicações existentes; • substituição de aplicações existentes; • descarte de aplicações existentes.• Ainda sob o ponto de vista dos autores, as entradas para a avaliação das necessidades de aplicações são (FERNANDES; ABREU, 2012): o portfólio atual de projetos, serviços e aplicações, incluindo o backlog; • os requisitos das estratégias e/ou dos fatores críticos de sucesso;• programas, projetos e ações dos planos funcionais da empresa;• oportunidades estratégicas e competitivas em função do uso da Tecnologia da Informação; • necessidades de melhoria da qualidade das aplicações (melhoria da confidencialidade, integridade, disponibilidade, manutenibilidade, etc.). • objetivos estratégicos estabelecidos pelo Balanced Scorecard (BSC) da empresa. • Quando a governança de TI é aplicada, além de se atrelar aos aspectos do alinhamento estratégico e nos remeter ao planejamento da TI, pode até nos trazer diversas ramificações envolvendo a TI, como os princípios de TI. Esses fundamentos abrangem definições que envolvem arquitetura e infraestrutura de TI, terceirização de serviços da TI, como citamos anteriormente, ou até mesmo o que deve ser desenvolvido pela empresa, competências, organização das operações e serviços prestados pela TI, entre outros. uando visualizarmos as informações apontadas por podemos ver claramente a ligação entre o alinhamento estratégico e os recursos da ecnologia da Informação. Ainda segundo , para garantir que os e ecutivos de negó m acesso a um entendimento comum de potenciais melhorias de negócios ating veis pelo uso de I, cada um desses benef cios deve ser avaliado em termos do valor a ser fornecido para o negócio. Uma ou mais melhorias podem ser alcançadas por meio da I. Os autores listaram algumas das vantagens que a I agrega para os negócios, descritas a seguir ( URBAN OLONINO, 201 ) 1. melhora as eficiências do processo; 2. aumenta a quota de mercado e o alcance global; . alcança novos canais, audiências e mercado 4. aperfeiçoa as capacidades de parceria externa; 5. permite a colaboração interna . lança ofertas inovadoras de produtos e serviços 7. valoriza o tempo de comercialização 8. beneficia a e perie ncia de atendimento ao cliente ncia de atendimento ao cliente 9. melhora o acesso a informação e a eficácia nos processos de tomada de decisão informação e a eficácia nos processos de tomada de decisão 10. traz novos modelos de nego cios cios 11. permite a um nego cio ganhar, ou simplesmente manter, uma vantagem competitiva, entre outro cio ganhar, ou simplesmente manter, uma vantagem competitiva, entre outros. Nesse conte to, a vantagem competitiva é definida por ) quando é “ ... obtida por uma empresa ao fornecer valor real ou valor percebido aos clientes”. Para determinar como a TI pode proporcionar uma vantagem competitiva, a empresa deve conhecer seus produtos e serviços, seus clientes e concorrentes, seu setor, ind strias relacionadas e forças ambientais – e ter ainda uma visão sobre como a TI pode agregar valor para cada uma dessas áreas. Para entender a relação da TI em fornecer vantagem competitiva, consideraremos, em seguida, o potencial dos recursos de TI de uma empresa para agregar valor ao negócio. Três características de recursos dão às empresas o potencial para criar uma vantagem competitiva: os recursos sã o uma fonte de vantagem competitiva somente quando são valiosos. Um recurso tem valor até o ponto em que permite a uma empresa implementar estratégias que melhorem a eficiência e a eficácia. No entanto, mesmo valiosos, os recursos que são equitativamente distribu dos por todas as organizações são apenas commodities. • Raridade: os recursos também devem ser raros para que confiram vantagens competitivas. • refere se à capacidade da empresa de gerar • Questões Assinale a alternativa que traz algumas das funções da gestão de desempenho de TI 1. Página 30 de Semana 7 commodities. Raridade: os recursos também devem ser raros para que confiram vantagens competitivas. • refere se à capacidade da empresa de gerar lucros a partir dos recursos. esmo se um recurso for raro e valioso, se a corporação gastar mais (dinheiro e ou esforço) para obtê lo do que faturar com ele, não haverá vantagem competitiva. • Apesar de ser fonte de despesas, ou investimentos de uma empresa, a TI provê diversas ramificações de atuação dentro de uma companhia. Atualmente, é quase inevitável fazer uso de algum recurso para desempenhar uma simples atividade. Portanto, podemos concluir que, quando utilizada de maneira correta, ela pode, sim, agregar valores, não só financeiros, mas também metodológicos aos processos de uma organização. Questões Assinale a alternativa que traz algumas das funções da gestão de desempenho de TI dentro de uma organização empresarial: 1. Verificar o alcance dos objetivos estratégicos e antecipar as falhas. Além disso, a gestão do desempenho avalia também a contribuição da TI para o negócio. A tecnologia da informação traz diversos benefícios ao processo de gestão de uma empresa. Assinale a alternativa que traz um objetivo alcançado quando a TI é fator definitivo para agregar valor ao negócio de uma empresa. 2. A padronização de processos e tecnologia de aplicações. Essa padronização traz aspectos dos princípios de TI e que, por consequência, são reflexos das estratégias de negócio. Quando a tecnologia da informação está totalmente alinhada à direção e às estratégias dos negócios da empresa, podemos afirmar: 3. A tecnologia da informação agregará valor ao negócio. Agregará valor já que, com o alinhamento das estratégias do negócio, a tecnologia possui formas diferentes de contribuir com os processos da empresa. O impacto dos resultados obtidos pela tecnologia da informação quando agregam valor para o negóciopodem estar associados à quais indicadores e medições referentes à gestão do desempenho? 4. Resultados para o negócio São resultados que representam o impacto dos resultados da TI em termos de agregação de valor para o negócio. A garantia do desempenho das funções gerenciais em TI, inclusive governança de TI, e a garantia de que os riscos de TI para o negócio sejam gerenciados são fatores ligados a que aspectos? 5. À definição de medições e indicadores. São tópicos relacionados à gestão de desempenho da tecnologia da informação como prestadora de serviço. Página 31 de Semana 7 Fatores de Implementação A implementação é uma etapa executada após o processo de planejamento. Governança de TI inclui especificações de como algumas atividades devem ser colocadas em prática e traz consigo diversas responsabilidades, geralmente, lideradas pelos executivos de alto escalão, as quais ligam todos os setores de negócios da empresa à TI. Outro fator importante, é que a governança em TI trabalha em conjunto com as estratégias de negócios. Às vezes, é comum confundi-la com a governança corporativa, porém, a diferença entre uma e outra é que a Governança corporativa foca no setor financeiro e estratégico da empresa, gestão de riscos, entre outros, enquanto a Governança em TI alinha Tecnologia da Informação com os objetivos traçados para o negócio, além, é claro, do uso dos recursos de TI e gerenciamento de riscos, que são logicamente relacionados à TI, entre outros. onforme , a operacionalização do alinhamento durante a etapa de implementação do processo de planejamento estratégico sugere a observação dos seguintes passos metodológicos transformar os objetivos descritos nos planos em projetos, detalhando os em atividades e recursos operacionais (mapeamento do cena rio futuro e compreensão) rio futuro e compreensão) • definir gestores para os projetos em diversos ni veis, estabelecendo metas ao longo do processo (cobra a de resultados), assim como os incentivos retornados por desempenho atingido (motivação e comprometimento) veis, estabelecendo metas ao longo do processo (cobrança de resultados), assim como os incentivos retornados por desempenho atingido (motivação e comprometimento) • prover agendamento frequente de reunio es com os gestores de projetos e com os e ecutivos envolvidos no planejamento de ambas as áreas– negócio e TI (comunicac ão e participação, compreensão e comprometimento) es com os gestores de projetos e com os e ecutivos envolvidos no planejamento de ambas as áreas – negócio e TI (comunicação e participação, compreensão e comprometimento) • estruturar e modelar os itens planejados em um instrumento de gesta o (mapeamento do cenário, compreensão, comprometimento) o (mapeamento do cenário, compreensão, comprometimento) • incentivar o monitoramento cont nuo dos itens planejados (uso do instrumento de gestão), a partir do controle e da cobrança de resultados por parte do gerenciamento de topo, que deverá monitorar os resultados pelos indicadores representativos dos objetivos estratégicos estabeleci dos (comprometimento e atingimento dos objetivos). • Podemos acrescentar nesses pontos trazidos por Audy e Brodbeck (2003) que a implementação da governança em TI, além de trazer as estratégias de negócio, deve abranger a política de compliance, a qual é caracterizada por resguardar o cumprimento das leis vigentes, tanto nacionais quanto internacionais; decisão; estruturas e processos e gestão do desempenho e do valor. Devemos saber, também, que cada etapa citada possui muitas outras sub etapas, as quais atingem pontos mais específicos da governança em TI. Critérios para implementação da governança em TI A implementação é o ato que demonstra o planejamento sendo posto em prática. Dessa forma, seus critérios seguem as ideias implantadas no planejamento. Porém, podem variar conforme o que foi definido anteriormente e com o contexto em que será inserida. Um fato curioso é que, apesar de ter o planejamento como base, a implementação pode seguir outro norte, e o que foi definido anteriormente pode ser alterado, caso seja necessário. A governança em TI requer um projeto, ou seja, planejamento, implementação, implantação e gerenciamento são etapas que compõem um grande projeto, que é o da adoção da governança em TI por uma determinada organização empresarial. Por sua vez, o Guia PMBOK (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2014, p. 26) salienta que os processos e procedimentos da organização para a condução do trabalho do projeto incluem, mas não se limitam, a: Iniciação e planejamento: ❖ diretrizes e critérios para adequação do conjunto de processos e procedimentos padrão da organização a fim de atender às necessidades específicas do projeto; - padrões organizacionais específicos como políticas (p. ex., políticas de recursos humanos, de saúde e segurança, de ética e de gerenciamento de projetos), ciclos de vida do produto e do projeto, e políticas e procedimentos de qualidade (p.ex., auditorias de processos, metas de melhorias, listas de verificação e definições padronizadas de processos para uso na organização); e - modelos (p.ex., registro dos riscos, estrutura analítica do projeto, diagrama de rede do cronograma do projeto e modelos de contrato). - Execução, monitoramento e controle: ❖ procedimentos de controle de mudanças, inclusive os passos para modificação dos padrões, políticas, planos e procedimentos da organização, ou de quaisquer documentos do projeto, e o modo como quaisquer mudanças serão aprovadas e validadas; - procedimentos de controles financeiros (p. ex., relatório de horas, análises obrigatórias de gastos e despesas, códigos contábeis e cláusulas contratuais padrão); - procedimentos de gerenciamento de questões e defeitos que definem os seus controles;- identificação e solução de questões e defeitos, e acompanhamento dos seus itens de ação; - requisitos de comunicações da organização (p. ex., tecnologia de comunicações específica disponível, mídia de comunicação autorizada, políticas de retenção de registros e requisitos de segurança); - procedimentos de priorização, aprovação e emissão de autorizações de trabalho; - procedimentos de controle de riscos, incluindo categorias de riscos, modelos de declaração de riscos, definições de probabilidade e impacto, e matriz de probabilidade e impacto; e - diretrizes padronizadas, instruções de trabalho, critérios de avaliação de propostas e critérios de medição de desempenho. - Encerramento: ❖ diretrizes ou requisitos de encerramento do projeto (p. ex., lições aprendidas, auditorias finais do projeto, avaliações do projeto, validações de produto e critérios de aceitação). - A implementação, por ser uma etapa intermediária, baseia-se em diversos fatores relevantes para a empresa. Dessa forma, conforme o Guia PMBOK (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2014, p. 19), a cultura organizacional é moldada pelas experiências comuns dos membros da organização, e a maioria das organizações desenvolve culturas únicas ao longo do tempo por meio da prática e do uso comum. Essas experiências incluem, mas não se limitam, a: Visões compartilhadas, missão, valores, crenças e expectativas; ✓ Regulamentos, políticas, métodos e procedimentos; ✓ Sistemas de motivação e recompensa; ✓ Tolerância a riscos; ✓ Visão das relações de liderança, hierarquia e autoridade; ✓ Código de conduta, ética de trabalho e horas de trabalho; e ✓ Ambientes operacionais.✓ Objetivos da Implementação A implementação deve trazer prioridade aos procedimentos da Tecnologia da Informação, independentemente de serem recursos físicos ou de suporte humano. Outro aspecto importante são os conceitos que são definidos como de qualidade, até mesmo porque devemos sempre lembrar que, quando um modelo ou projeto de governança em TI começa a fazer partedo contexto da empresa, sempre quem deverá tomar a decisão quanto às definições dos detalhes são os funcionários principais, geralmente os de alto escalão, o que não quer dizer que algum outro funcionário deixe de participar do projeto, pois é necessário ter conhecimento de todo funcionamento do negócio. Conforme o Guia PMBOK (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2014, p. 30), a identificação das partes interessadas é um processo contínuo em todo o ciclo de vida do projeto. A identificação das partes interessadas, a compreensão do seu grau relativo de influência em um projeto e o balanceamento das suas exigências, necessidades e expectativas são fundamentais para o sucesso de um projeto. A etapa de implementação é composta por diversas tomadas de decisões e definições sobre a viabilidade das ideias do planejamento diante dos recursos presentes para a implementação do projeto na governança de TI. Portanto, podemos definir que o maior objetivo da fase de implementação realmente é o de executar, de forma prática, o projeto da governança em TI, Implementando o programa de governança de TI sexta-feira, 25 de novembro de 2022 00:09 Página 32 de Semana 8 A etapa de implementação é composta por diversas tomadas de decisões e definições sobre a viabilidade das ideias do planejamento diante dos recursos presentes para a implementação do projeto na governança de TI. Portanto, podemos definir que o maior objetivo da fase de implementação realmente é o de executar, de forma prática, o projeto da governança em TI, lembrando que esse projeto pode envolver algum modelo da governança em TI já existente, ou até mesmo algum modelo novo que foi desenvolvido justamente conforme as necessidades e individualidades que caracterizam o contexto em que a governança em TI será implementada. Questões O ciclo de vida de um projeto é composto por diversos detalhes importantes. Dessa forma, assinale a alternativa que traz a etapa que sinaliza o início de um projeto de implementação da governança de TI dentro de uma empresa. 1. Etapa de planejamento Esta etapa é composta por todos os detalhes, de forma minuciosa e clara, a respeito de todas as operações que fazem parte do modelo de governança de TI adotado pela empresa. Etapa de implantação A implantação ocorre quando a empresa recebe a ação do modelo da governança de TI, que foi selecionado nas regras do negócio. Etapa de testes A etapa de testes ocorre durante o uso prático de todo o projeto de governança de TI. Dessa forma, melhorias podem ser detectadas e executadas posteriormente. Etapa de implementação Esta etapa traz o processo de produção, ou seja, de construção do que será posto em execução quando todo o projeto de governança de TI for implantado na empresa. Etapa de execução A execução da governança de TI ocorre justamente quando ela começa a se alinhar às regras do negócio da empresa, e os resultados que surgem passam a demonstrar a eficiência, ou não, do modelo selecionado. A implementação da governança de TI requer grandes investimentos por parte da empresa. Assinale a alternativa que consta um fator importante e que pode comprometer toda a organização caso seja destinado de maneira incorreta dentro da empresa. 2. A aplicação do capital da empresa em ações e definições incoerentes com a cultura da empresa. A aplicação incorreta e as definições erradas no momento do planejamento do projeto de governança de TI podem acarretar grandes prejuízos financeiros para a empresa. Por ser um alto investimento, a implementação deve ser realizada cuidadosamente. Os fatores de sucesso e de aprovação de algum projeto após a sua implementação estão interligados a qual fator? 3. A governança que foi aplicada em todo o projeto. A governança de um projeto garante que haja uma supervisão e um alinhamento de todos os detalhes do projeto, independentemente da fase em que se encontra. Dessa forma, a implementação sairá conforme o que foi planejado. O ciclo de vida de um projeto é contínuo, ou seja, não é finalizado após a implementação ter sido concluída. Dessa forma, conforme as informações trazidas pela figura, podemos notar alguns pontos de elevação e de recuo em relação ao investimento de tempo e de recursos. Com base na figura, assinale a alternativa que traz a relação coerente entre os custos e o tempo de vida de um projeto. 4. Os níveis de custo e de pessoal são baixos no início, atingem um valor máximo enquanto o projeto é executado e caem rapidamente conforme o projeto é finalizado. A curva típica de custo e pessoal acima pode não se aplicar a todos os projetos. Um projeto pode exigir despesas substanciais para assegurar os recursos necessários no início do seu ciclo de vida, por exemplo, ou dispor de uma equipe completa bem no início do seu ciclo de vida. Assinale a alternativa que traz um procedimento aplicado na condução de um projeto em que a padronização organizacional deve ter como base as políticas que especificam a natureza do projeto da empresa, fatores esses que impactam diretamente na implementação da governança de TI na empresa. 5. Iniciação e planejamento Fatores que têm, também, as diretrizes e os critérios para adequação do conjunto de processos e procedimentos padrão da organização, a fim de atender às necessidades específicas do projeto. Página 33 de Semana 8 Etapas para o gerenciamento Planejamento = implementação + gerenciamento A fase de gerenciamento é basicamente uma das últimas a serem implantadas, já que o seu objetivo é o de manter tudo o que foi executado nos estágios anteriores. O que sempre deve ser ressaltado é que a governança de TI possui quatro etapas principais, descritas a seguir: 1. alinhamento estratégico e compliance, as quais abrangem as seguintes áreas: alinhamento estratégico, princípios de TI, gestão da demanda, necessidades de aplicações, arquitetura de TI, infraestrutura de TI, objetivos de desempenho, capacidade, sourcing, segurança da informação, competências, processos e organização, plano de TI; 2. decisão, compromisso, priorização e alocação de recursos, as quais englobam as seguintes áreas: mecanismos de decisão, critérios de priorização e portfólio de TI; 3. estrutura, processos, operação e gestão, as quais envolvem as seguintes áreas: projetos, serviços, inovações, relacionamento com os usuários e com os fornecedores; 4. gestão do valor e do desempenho, as quais contêm as seguintes áreas: gestão do valor e do desempenho da TI. Conforme o Guia PMBOK (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2014, p. 5), o gerenciamento de projetos é realizado por meio da aplicação e integração apropriadas de 47 processos de gerenciamento de projetos, logicamente agrupados em cinco grupos de processos, os quais são iniciação, planejamento, execução, monitoramento e controle, e, por fim, o encerramento. Ainda conforme o Guia PMBOK (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2014, p. 6), o gerenciamento de um projeto normalmente inclui, mas não se limita a: identificação dos requisitos; • abordagem das diferentes necessidades, preocupações e expectativas das partes interessadas no planejamento e execução do projeto; • estabelecimento, manutenção e execução de comunicações ativas, eficazes e colaborativas entre as partes interessadas; • gerenciamento das partes interessadas visando ao atendimento aos requisitos do projeto e à criação das suas entregas; • equilíbrio das restrições conflitantes do projeto que incluem, mas não se limitam, a: • escopo; • qualidade; • cronograma; • orçamento; • recursos; e• riscos.• É comum ouvirmos falar em escritório de gerenciamento de projetos, que, de acordo com o Guia PMBOK (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2014, p. 11), trata-se de uma estrutura organizacional que padroniza os processos de governança relacionados a projetos e facilita o compartilhamento de recursos, metodologias, ferramentas, e técnicas. As responsabilidades de um escritório de gerenciamento de projetos podemvariar, desde o fornecimento de funções de apoio ao gerenciamento de projetos até a responsabilidade real pelo gerenciamento direto de um ou mais projetos. Ainda conforme o guia, há vários tipos de estruturas de escritório de gerenciamento de projetos nas organizações, e elas variam em função do seu grau de controle de influência nos projetos da organização descrito a seguir: De suporte: Os escritórios de gerenciamento de projetos de suporte desempenham um papel consultivo nos projetos, fornecendo modelos, melhores práticas, treinamento, acesso a informações e lições aprendidas com outros projetos. Este tipo de escritório de gerenciamento de projetos atua como um repositório de projetos. O nível de controle exercido pelo escritório de gerenciamento de projetos é baixo. ▪ De controle: Os escritórios de gerenciamento de projetos de controle fornecem suporte e exigem a conformidade por vários meios. A conformidade pode envolver a adoção de estruturas ou metodologias de gerenciamento de projetos usando modelos, formulários e ferramentas específicas, ou conformidade com a governança. O nível de controle exercido pelo escritório de gerenciamento de projetos é médio. ▪ Diretivo: Os escritórios de gerenciamento de projetos diretivos assumem o controle dos projetos pelo seu gerenciamento direto. O nível de controle exercido pelos escritórios de gerenciamento de projetos é alto. ▪ Ainda sob a ótica do Guia (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2014, p. 11), a principal função de um escritório de gerenciamento de projetos é apoiar os gerentes de projetos de diversas maneiras que podem incluir, mas não se limitam, a: gerenciamento de recursos compartilhados em todos os projetos administrados pelo escritório; ▪ identificação e desenvolvimento de metodologia, melhores práticas e padrões de gerenciamento de projetos; ▪ orientação, aconselhamento, treinamento e supervisão; monitoramento da conformidade com os padrões, políticas procedimentos e modelos de gerenciamento de projetos por meio de auditorias em projetos; ▪ desenvolvimento e gerenciamento de políticas, procedimentos, modelos e outros documentos compartilhados do projeto (ativos de processos organizacionais); e ▪ coordenação das comunicações entre projetos.▪ Conforme o Guia PMBOK (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2014, p. 10), os projetos são frequentemente utilizados como um meio de, direta ou indiretamente, alcançar os objetivos do plano estratégico de uma organização. Os projetos são normalmente autorizados como resultado de uma ou mais das seguintes considerações estratégicas: demanda de mercado (p. ex., uma companhia automobilística autoriza um projeto para a fabricação de carros energeticamente eficientes em resposta à escassez de gasolina); ▪ oportunidade/necessidade estratégica de negócios (p. ex., uma empresa de treina mento aprova um projeto para criar um novo curso com a finalidade de aumentar sua receita); ▪ necessidade de natureza social (p. ex., uma organização não governamental de um país em desenvolvimento outorga um projeto para fornecer sistemas de água potável, latrinas e educação sanitária às comunidades vítimas de altos índices de doenças contagiosas); ▪ consideração ambiental (p. ex., uma companhia de serviços públicos anui um projeto para criar um novo serviço de compartilhamento de carros elétricos para reduzir a poluição); ▪ solicitação de cliente (p. ex., uma companhia de energia elétrica valida um projeto de construção de uma nova subestação para atender a um novo parque industrial); ▪ avanço tecnológico (p. ex., uma empresa de produtos eletrônicos apoia um novo projeto para desenvolver um laptop mais veloz e barato e menor em decorrência dos avanços em memória computacional e tecnologia eletrônica); e ▪ requisito legal (p.ex., um fabricante de produtos químicos autoriza um projeto para estabelecer diretrizes para o manuseio correto de um novo material tóxico. ▪ Modelos de gerenciamento de serviços de TI Existem alguns modelos focados no gerenciamento da governança de TI, os quais trazem algumas práticas voltadas para os serviços de TI e para os projetos em si. Por falar em serviços, a ITIL (Information Technology Infrastructure Library), a qual podemos considerar um arcabouço composto por boas práticas, que foi desenvolvida pelo CCTA (Central Computer and Telecommunications Agency) na década de 1980, diz que “serviço” é um “[...] meio de entregar valor aos clientes, facilitando o atingimento dos resultados que os clientes desejam, tirando deles a propriedade dos custos e riscos espec ficos” (FERNANDES; ABREU, 2012, p. 255). Pela perspectiva do cliente, a criação do valor de um serviço é uma função de duas variáveis: a utilidade (possui o desempenho desejado ou a redução das restrições de desempenho) e a garantia (disponibilidade, capacidade, continuidade e segurança suficientes para o uso). Diante dos diversos modelos existentes, podemos destacar como os principais para o gerenciamento de serviços a ITIL, a ISO/IEC 20000, o CMMI for Services e o MOF (Microsoft Operations Framework). O gerenciamento de serviços visa trazer a valorização do serviço prestado pela TI. Por serem bastante complexos e robustos de informações, falaremos um pouco sobre os modelos citados. ITIL (Information Technology Infrastructure Library) Como mencionado anteriormente, trata de uma biblioteca voltada para a infraestrutura de TI. Ela possui diversas versões e publicações, sendo que a mais recente foi publicada em 2007. Lembre-se de que, conforme o tempo passa, novas atualizações surgem; dessa forma, não devemos pensar que só existe uma versão. Conforme Santos e Baruque (2010, p. 77), a biblioteca ITIL se refere a um conjunto de processos escaláveis, ou seja, processos que podem ser adaptados às necessidades de cada empresa, independentemente do seu porte. A ITIL trouxe outro ponto de vista para o universo da Tecnologia da Informação, no qual o empenho do profissional de TI foca também nos processos e não apenas em recursos tecnológicos. A primeira versão, publicada entre os anos de 1989 e 1995 e denominada v1, foi composta por 31 livros que relatavam informações sobre a prestação de serviços de TI. Posteriormente, a segunda versão, a qual foi denominada, obviamente, v2, foi publicada cinco anos após a primeira, foi adotada por diversos países e consolidou a ITIL em todo o mundo. Cada versão traz diversos livros com um foco geral, mas a segunda versão destacou dois assuntos principais: a entrega e o suporte a serviços de TI. Com o tempo, notou-se que alguns dos livros acabaram se tornando, de certa forma, obsoletos, já que apenas alguns se destacavam em relação aos outros. Esse fator acabou gerando a necessidade do desenvolvimento da terceira versão da ITIL®, a qual foi aprimorada pelo ITSMF (The IT Service Management Forum). A terceira versão foi lançada no ano de 2007 e conta com os seguintes livros: „ Estratégia do serviço (Service Strategy); „ Projeto de serviço (Service Design); „ Transição do serviço (Service Transition); „ Operação do serviço (Service Operation); „ Melhoria contínua do serviço (Continual Service Improvement). ISO/IEC 20000 De acordo com os relatos de Fernandes e Abreu (2012, p. 292), a norma BS 15000 ’ foi o primeiro padrão mundial especificamente direcionado para o gerenciamento de serviços de TI. Essa norma, que já estava alinhada com as diretrizes da ITIL, tinha foco acentuado nas disciplinas de suporte e entrega de serviços de TI. A norma BS 15000 foi reescrita e publicada novamente em 2002, sendo estruturada em duas partes: especificação (requisitos básicos da norma) e código de prática (diretrizes de suporte detalhadas para a especificação). Como publicações complementares, havia um caderno de autoavaliação para as organizações emrelação à satisfação dos requisitos e um guia gerencial para o gerenciamento de serviços de TI. Em 2005, a International Organization for Standardization (ISO), em conjunto com o International Eletrotechnical Comission (IEC), evoluiu a BS 15000 para o padrão internacional ISO/IEC 20000. Por ter se tornado internacional, a norma passou a ser vista mundialmente, ou seja, ficou mais visada. CMMI (Capability Maturity Model Integration) Conforme Santos e Baruque (2010, p. 237), o CMM (Capability Maturity Model) foi criado pelo SEI (Software Engineering Institute) da Universidade de Carnegie Mellon na década de 1980. Inicialmente, seu objetivo era definir um modelo de determinação de capacidades de processos e maturidade de organizações no desenvolvimento de software; por isso, ele se chamava CMM-SW. A primeira versão do CMM-SW foi As partes 1 e 2 da norma ISO/IEC 20000 foram localizadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), em 2008, para o mercado brasileiro. Hoje, existem edições em língua portuguesa de todas as cinco partes da norma. A segunda edição da Parte 1 (ISO/IEC 20000-1:2010) já possui uma edição brasileira (ABNT NBR ISO/IEC 20000-1:2011), publicada em 2011 (FERNANDES; ABREU, 2012, p. 293). Gerenciando a governança de TI sexta-feira, 25 de novembro de 2022 15:26 Página 34 de Semana 8 software; por isso, ele se chamava CMM-SW. A primeira versão do CMM-SW foi publicada em 1989, com o nome de Managing the Software Process (gerenciando o processo de software). Esse modelo tornou-se tão popular que, no ano 2000, foram lançadas novas versões do CMM, agora não mais voltadas para a área de software, mas para produtos, serviços e aquisições. Essas versões se chamam CMM-I (CMM – Integration). A sigla em português pode ser traduzida como Modelo Integrado de Maturidade em apacitação, porém, é mais comum você encontrá-la como CMMI mesmo. O modelo tem como objetivo trazer boas práticas em diferentes vertentes da Tecnologia da Informação quando inserida no contexto empresarial. Se você observar, os modelos buscam trazer uma melhoria contínua para o processo e para o produto final. O CMMI possui alguns focos de maturidade diferentes, podendo ser MMI para serviços MMI I), que visa garantir a entrega de serviços qualificados para os principais interessados: clientes e usuários. De acordo com Fernandes e Abreu (2012, p. 306), esse modelo, em sua versão 1.3, de 2010, exibe a mesma estrutura do CMMI for Development e adota o mesmo esquema de certificação, de maturidade e de capacidade. Foi desenvolvido levando em consideração o próprio CMMI e outros modelos como ITIL, CobiT, ISO/IEC 20000 e o Information Technology Services Capability Model – ITSCMM. O CMMI-SVC é composto por 24 áreas de processos específicas e um conjunto de práticas genéricas alocadas conforme os níveis de maturidade da representação por estágios e compartilha algumas áreas de processo do CMMI for Development. O Quadro 1 elenca os benefícios do CMMI-SVC. No geral, o CMMI traz boas práticas para os processos adotados pelas empresas. Para isso, possui os seguintes níveis e seus respectivos objetivos principais: Nível 5 – timização: melhoria dos processos da empresa. ○ Nível 4 – Quantitativamente Gerenciado: medição e controle dos processos da empresa. ○ Nível 3 – Definido: caracterização e proatividade dos processos conforme a organização empresarial. ○ Nível 2 – Gerenciado: caracterização dos processos conforme os projetos e reativação frequente das ações. ○ Nível 1 – Inicial: esclarecimento sobre a imprevisibilidade dos processos, que podem sofrer constantes mudanças, deixando-os pouco controlados e reativos. ○ MOF (Microsoft Operations Framework) É um modelo desenvolvido pela Microsoft que tem como base os princípios do ITIL e possui o objetivo de disseminar melhores práticas direcionadas ao ambiente Microsoft sobre a gestão de serviços de TI. Segundo Fernandes e Abreu (2012, p. 311), O MOF é composto por cinco componentes: Modelo de processos (Process Model);1. Revisões gerenciais da operação (Operations Management Revie s); 2. Funções de gerenciamento de serviços (Service Management Functions); 3. Modelo de processo de equipe (Team Model Process); 4. Disciplina de gestão de riscos para operações (Risk Management Discipline for Operations). 5. Ainda sob o ponto de vista dos autores (FERNANDES; ABREU, 2012), o modelo de processos contempla as revisões gerenciais da operação e as funções gerenciais de serviços. A Figura 1 fornece uma visão geral do modelo: De acordo com a descrição do modelo pela Microsoft, o quadrante “Mudando” inclui os processos e procedimentos requeridos para identificar, rever, aprovar e incorporar mudanças no ambiente gerenciado de TI. Mudanças incluem hard are e soft are, assim como processos e procedimentos. O quadrante “Operando” consiste na operação do ambiente, sistemas, monitoramento do ambiente, programação da produção, etc. O quadrante “Suportando” consiste na Central de Serviços e no gerenciamento de incidentes e problemas. O quadrante “Otimizando” foca o gerenciamento dos níveis e dos custos dos serviços e o planejamento da melhoria e das mudanças (FERNANDES; ABREU, 2012, p. 312). Modelo de gerenciamento de projetos Podemos destacar os seguintes modelos: PMBOK (Project Management Body of Knowledge), adrão para gestão de portfólio, adrão para gestão de programas, PRINCE2, SCRUM, entre outros. Aqui, focaremos apenas no PMBOK. PMBOK (Project Management Body of Knowledge) O PMBOK é, na verdade, um guia que contém informações fundamentadas sobre o gerenciamento de projetos. É publicado pelo Project Management Institute (PMI). Sua quinta edição foi publicada em 2013. As informações contidas no guia foram elaboradas por voluntários da área, os quais, conforme o passar dos anos, obtiveram aprendizados concisos sobre todos os processos de gerenciamento de projetos. Segundo Fernandes e Abreu (2012, p. 354), o PMBOK foi desenvolvido contando com a colaboração de várias dezenas de profissionais afiliados ao PMI e de origens diversas. A primeira versão do PMBOK foi publicada em 1996, a segunda versão em 2000, a terceira versão em 2004 e a quarta e atual em 2008. Seu principal objetivo, conforme descrito pelo PMI (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2014), é identificar o Página 35 de Semana 8 conforme descrito pelo PMI (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2014), é identificar o subconjunto do corpo de conhecimentos em gerenciamento de projetos que é amplamente reconhecido como boa prática. Ainda sob a ótica do PMI (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2014): Fornece e promove um vocabulário comum para a profissão de gerenciamento de projetos. ▪ Vê o padrão como uma referência base para o desenvolvimento e a certificação profissional. ▪ Não é um modelo completo. ▪ Não é uma metodologia. ▪ É um guia para os processos de gerenciamento de projetos, ferramentas e técnicas. ▪ Fernandes e Abreu (2012, p. 357) ainda traz em sua obra o agrupamento dos processos de gerenciamento de projetos: Grupo de processos de iniciação: define um novo projeto ou uma nova fase do projeto pela obtenção da autorização para iniciar o projeto ou a fase. ▪ Grupo de processos de planejamento: são os processos executados para estabelecer o escopo total do esforço, definir e refinar objetivos e desenvolver o curso de ação requerido para obter esses objetivos. ▪ Grupo de processos de execução: são os processos executados para completar o trabalho definido no plano de gerenciamento do projeto que satisfaz as especificações do projeto. ▪ Grupo de processos de monitoramento e controle: consiste nos processos requeridos para controlar, rever e regular o progresso do desempenho do projeto, identificar quaisquer áreas nas quais mudanças no plano são requeridas e iniciar as mudanças correspondentes. ▪ Grupo de processosde encerramento: resume-se nos processos que finalizam todas as atividades por todos os grupos de processos de gerenciamento, para completar a formalização do projeto ou da fase. ▪ Questões 1. O gerenciamento da governança de TI deve abranger etapas. Assinale a alternativa que traz de forma correta a etapa e seu respectivo domínio. Estrutura: projetos e serviços. São projetos de implantação de sistemas integrados de gestão, desenvolvimento e manutenção de sistemas, infraestrutura, arquitetura, segurança da informação, implantação de processos de TI, etc. Os serviços são operações em que acontece o atendimento da TI1 no fornecimento de serviços aos usuários, gestores e, possivelmente, clientes da organização, fornecedores, parceiros, etc. Decisão: gestão da demanda. Decisão e gestão da demanda complementam a estrutura da governança de TI, porém compõem domínios e funcionalidades diferentes. A gestão da demanda diz respeito à análise da dinâmica do negócio, em termos de padrões de atividades deste, que indicam: necessidades de novos serviços, melhoria dos serviços existentes, necessidade de mais capacidade em sistemas e infraestrutura, necessidades de inovação em negócios e tecnologia e assim sucessivamente. Compõe a etapa de planejamento estratégico. Compromisso: necessidades de aplicações. As necessidades de aplicações dizem respeito às aplicações de TI que, para atender à continuidade e às estratégias do negócio, compõem a etapa de planejamento estratégico. Processos: objetivos do desempenho. Os objetivos direcionam a administração da TI para atender a metas de desempenho compatíveis com os propósitos traçados para a prestação dos serviços. Os níveis de serviço, por outro lado, são acordos estabelecidos com os clientes internos da empresa; fazem parte do alinhamento estratégico. Priorização: relacionamento com fornecedores. Está vinculada à etapa de Estrutura. O relacionamento com os fornecedores trata dos seguintes aspectos da operação de TI: como as solicitações são encaminhadas para os fornecedores, como o fornecedor responde à solicitação, dentre outros. 2. Qual foi a versão da ITIL (Information Technology Infrastructure Library) que a consolidou? Segunda versão, lançada em 2000. Essa versão tem dois livros principais: Entrega de serviços de TI e Suporte a serviços de TI . Após seu lançamento, a biblioteca ITIL acabou se tornando mais conhecida e admirada. 3. O primeiro padrão mundial a tratar do gerenciamento de serviços de TI foi a norma BS 15000. Assinale a alternativa que traz a evolução dessa norma. ISO/IEC 20000. Em 2005, a International Organization for Standardization (ISO), em conjunto com o International Eletrotechnical Comission (IEC), evoluiu a BS 15000 para o padrão internacional ISO/IEC 20000. Essa norma, que já estava alinhada com as diretrizes da ITIL, tinha foco acentuado nas disciplinas de suporte e entrega de serviços de TI. 4. Alguns modelos e guias de boas práticas de gerenciamento trazem níveis de maturidade para assegurar se o negócio está ou não fomentado em algum aspecto. Assinale a alternativa que traz o nível de maturidade correto do CMMI. Nível 3 - Definido. Tem como objetivo principal a caracterização e proatividade dos processos conforme a organização empresarial. Nível 5- Inicial. O nível inicial tem como objetivo principal deixar claro que os processos podem ser imprevisíveis e sofrem constantes mudanças, o que os deixa pouco controlados e reativos. Como o termo já diz, é o primeiro nível. Nível 4 - Gerenciando. Tem como objetivo principal caracterizar os processos conforme os projetos e traz a reativação frequente das ações. Esse objetivo remete ao nível 2, o de gerenciamento. Nível 2 - Quantitativamente Gerenciado. Tem como objetivo principal caracterizar os processos conforme os projetos e traz a reativação frequente das ações. O nível que o representa é o 4. Nível 1- Otimização. A otimização remete a aspectos do nível 5 e tem como objetivo principal a melhoria dos processos da empresa. 5. O gerenciamento da Governança de TI abrange áreas minuciosas dos processos de uma empresa; por esse motivo é que existem tantos modelos e guias de boas práticas. Assinale a alternativa que contém, respectivamente, um modelo voltado para o gerenciamento de serviços de TI e um modelo voltado para o gerenciamento de projetos. MOF e PRINCE2. O MOF (Microsoft Operations Framework) é um modelo que tem como base os princípios do ITIL desenvolvido pela Microsoft, e que possui o objetivo de disseminar melhores práticas direcionadas a este ambiente sobre a gestão de serviços de TI. Já o PRINCE2 é um modelo que tem como objetivo fornecer um método que possa ser repetido e ensinado por todos os projetos, além de assegurar que os membros dos projetos saibam o que esperar dele, onde, como e quando. Página 36 de Semana 8