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Ocupação Temporária EQUIPE BRUNA SALOMÃO DIAS MUNHOZ ELIEL LEAL DE QUEIRÓS HELDER DE NAZARÉ FARIAS DA COSTA ITANA PONTES MORAES LUANA IGREJA DE FARIAS MAURO JURANDYR GONÇALVES PAULO ROBERTO DA SILVA FREITAS SAMARA PATRÍCIA BALIEIRO SOARES SILVIO LEONARDO DA SILVA PIRES INTRODUÇÃO No presente trabalho iremos explanar o instituto da ocupação temporária, sendo este mais uma das formas de intervenção estatal na propriedade, a doutrina e o texto constitucional podem iram caracterizar conceituando o tema. Função social da propriedade Esta catalogada na nossa Constituição Federal de 1988 no seu Art. 5º XXIII, sendo tratada como elemento social da própria conceituação do direito a propriedade, sendo este direito analisado como grupo de faculdades, que genericamente podem ser reduzidas a duas: gozar da coisas e dispor da coisa. A previsão do Art. 5º, Inc. XXIII da CF/88, emerge como direito fundamental se contrapondo ao caráter ilimitado de propriedade, todavia entendemos que essa função social é um direito subjetivo publico, sendo que no inciso do referido artigo estamos diante de direito subjetivo individual. Ocupação Temporária Conceito Estamos diante de uma das formas de intervenção do estado na propriedade, em bens particulares para realização de obras ou serviços públicos, mediante utilização discricionária, autoexecutável, remunerada ou gratuita e transitória, podendo ter como objeto bem móvel ou imóvel. Formas de Ocupação Temporária Existem duas formas de ocupação temporária: A ocupação para obras púbicas vinculadas ao processo de desapropriação, previsto no art. 36 do Decreto Lei 3.365/1941, que diz: Art. 36. É permitida a ocupação temporária, que será indenizada, afinal, por ação própria, de terrenos não edificados, vizinhos às obras e necessários à sua realização. Requisitos: realização de obras públicas, necessidade de ocupação de terrenos vizinhos, inexistência de edificação no terreno ocupado, obrigatoriedade de indenização, prestação de caução prévia, quando exigida. Ocupação temporária para demais obras e serviços públicos, em geral, e que não esteja vinculado a desapropriação. Ou seja, interesse público temporário, não especificado em lei. Aqui é a aplicação direta do princípio da supremacia do interesse público sobre particular. Indenização Ocupação Temporária Na modalidade da ocupação vinculada a desapropriação, cabe a indenização, pelo uso do bem imóvel. Na modalidade sem vinculação a processo de desapropriação, em regra não tem indenização, a não ser que se comprove um efetivo prejuízo. Principais Características Direito não real, é pessoal; Só incide sobre a propriedade imóvel; Tem caráter de transitoriedade; A situação constitutiva da ocupação é necessidade de realização de obras e serviços normais. Extinção Ocorre com a conclusão da obra pelo poder publico, sendo esta instituída em razão da realização de uma obra, tão logo esta venha a ser concluída, é extinta a situação que deu origem acarretando na extinção do efeito da ocupação. Conclusão ocupação Temporária como exposto acima, é uma forma de intervenção do Estado, na propriedade, em favor de interesses públicos. A ocupação temporária refere-se a bens imóveis, improdutivos, terrenos não edificados, geralmente. Desta forma, a ocupação temporária acontece sempre que o poder público, ou quem está direcionando as obras, tem a precisão de determinado local livre.