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PSICOLOGIA E POPULAÇÕES INDÍGENAS 
Organização social indígena
Profª Me. Madalena Gonzaga
Psicóloga/Psicanalista/Lic.Bach. Filosofia
Anterior a 1970
Ser chamado de índio – nativo ou não – era uma ofensa.
As denominações e as autodenominações étnicas também eram
indesejáveis.
Muitos índios passaram a negar ou tentar negar suas identidades e
suas origens étnicas.
A AUTONEGAÇAO IDENTITÁRIA
A denominação de caboclo na Amazônia
 Fortemente relacionada à negação das identidades étnicas
dos índios.
Ex: população Baniwa desde a década de 1950 foi
substituindo a língua baniwa pela língua nheengatu ou
língua geral.
A AUTONEGAÇAO IDENTITÁRIA
Nheengatu ou língua geral
• variação da língua tupi-guarani falada por diversos povos indígenas do litoral
brasileiro
•sistematizada por missionários e levada a outros povos indígenas do Brasil como
uma língua de comunicação pan-indígena.
Movimento indígena – 1970
Resgate da importância de manter, aceitar e promover a 
denominação genérica de índio ou indígena
 identidade que une, articula, visibiliza e fortalece todos os 
povos originários do atual território brasileiro.
 demarca a fronteira étnica e identitária enquanto habitantes 
nativos e originários dessas terras, e aqueles com procedência 
de outros continentes
SUPERAÇÃO DA AUTONEGAÇÃO IDENTITÁRIA
Movimento indígena – 1970
Mudança no sentido pejorativo de índio para outro 
sentido positivo de identidade multiétnica de todos os 
povos nativos do continente – parentes 
SUPERAÇÃO DA AUTONEGAÇÃO IDENTITÁRIA 
Denominação de parente 
compartilhamento
Simboliza a superação do sentimento de inferioridade imposto.
Compartilham interesses comuns, como direitos coletivos, a história 
de colonização e a luta pela autonomia sociocultural de seus povos 
diante da sociedade global.
Cada povo indígena é uma sociedade única que se organiza a partir 
de uma cosmologia particular que baseia e fundamenta toda a vida do 
grupo. 
Movimento indígena – década de 1980
Valorização dos povos que falavam suas línguas
originárias e praticavam suas tradições.
Ser caboclo transforma-se em um contravalor
 “zé-ninguém”
 “warixí” (párvulo em nheegatu)
Reafirmação das identidades étnicas
• Recuperação da auto-estima dos povos indígenas
perdida ao longo dos séculos de dominação e escravidão
colonial.
• Reivindicação do reconhecimento de suas etnicidades e
de suas territorialidades nos marcos do Estado brasileiro.
“ressurgidos” ou “resistentes”, 
O que pensam os brasileiros sobre os 
índios brasileiros
1. Visão romântica sobre os índios, presente desde a
chegada dos primeiros europeus ao Brasil.
Concebe o índio como ligado à natureza, protetor das 
florestas, ingênuo, pouco capaz ou incapaz de 
compreender o mundo branco com suas regras e valores.
Visão criada por cronistas, romancistas e intelectuais
O que pensam os brasileiros sobre os 
índios brasileiros
1. Visão romântica sobre os índios, presente desde a chegada dos
primeiros europeus ao Brasil.
Fundamenta a relação tutelar e paternalista entre os índios e a 
sociedade nacional, institucionalizada pelas políticas indigenistas do 
último século.
Serviço de Proteção ao Índio (SPI) 
Fundação Nacional do Índio (FUNAI) 
 Índio percebido como vítima e um coitado que precisa de tutor para
protegê-lo e sustentá-lo
2. Visão do índio cruel, bárbaro, canibal, animal selvagem,
preguiçoso, traiçoeiro e tantos outros adjetivos e denominações
negativos.
Surge com a chegada dos portugueses, com o seguimento
econômico, que queria ver os índios extintos para se apossarem de
suas terras.
As denominações justificavam suas práticas de massacre.
Atualmente essa visão continua sendo sustentada por grupos
econômicos que têm interesse pelas terras indígenas e pelos
recursos naturais nelas existentes.
2. Visão do índio cruel, bárbaro, canibal, animal
selvagem, preguiçoso, traiçoeiro e tantos outros
adjetivos e denominações negativos.
Os índios são taxados como empecilhos ao 
desenvolvimento econômico do país por não aceitarem se 
submeter à exploração do mercado capitalista.
Dessa visão resulta todo o tipo de perseguição e violência
contra os povos indígenas, principalmente contra suas 
lideranças.
3. Visão mais cidadã, que coincide com o processo de
redemocratização do país, iniciado na década de 1980,
cujo marco foi a promulgação da Constituição de 1988.
Noção de cidadania diferenciada, plural. 
Povos indígenas com direito de continuar perpetuando 
seus modos de vida, suas culturas, suas civilizações, 
seus valores, garantindo igualmente o direito de acesso a 
outras culturas, às tecnologias e aos valores do mundo 
como um todo.
O que é uma organização indígena?
É a forma pela qual uma comunidade ou povo 
indígena organiza seus trabalhos, sua luta e 
sua vida coletiva. 
Duas modalidades
organização tradicional
organização não-tradicional ou formal.
A organização tradicional
É a organização original dos índios
Têm o papel de representar, coordenar, articular e 
defender os interesses dos sibs, dos clãs, das 
fratrias e do povo como uma responsabilidade 
herdada dos pais a partir das dinâmicas sociais 
vigentes.
A organização tradicional
As decisões são tomadas de forma coletiva ou por 
meio de acordos entre os subgrupos que compõem o 
povo
Responde às demandas internas da comunidade
indígena
 Organização diária dos trabalhos coletivos
 Organização das festas e cerimônias
 Representação étnica diante de outros povos
A organização tradicional
Líderes: exercem suas funções de acordo com as
orientações das tradições herdadas dos seus
ancestrais
Cacique
herdado de pai para filho entre os pertencentes a
clãs ou a linhagens superiores, ou de uma
combinação entre estes e seus afins, ou aliados
políticos ou econômicos
Conselheiros e os auxiliares do cacique
Também devem ocupar um lugar na lógica da
estrutura social do grupo.
A organização tradicional
Segue uma orientação cosmológica constituída 
desde a criação do mundo, expressa nos mitos 
de origem e reproduzida e revivida por meio dos 
ritos e cerimônias. 
Organização cosmológica
orienta a vida social, política e espiritual dos
indivíduos e grupos
define quais são os valores a serem observados
e as consequências que podem gerar quando
não são obedecidos.
A organização tradicional
Ex: – Povo Baniwa
o valor da generosidade está referendada no mito de
origem, quando o criador (yampirikuri) distribuiu as
ferramentas de trabalho para cada grupo social criado e
aconselhou que as ferramentas seriam mais eficazes se os
produtos produzidos nunca fossem negados a alguém
necessitado.
Entre os Baniwa, a pessoa mais desprezível 
é o egoísta e o individualista. 
A organização tradicional - Características
1. Distribuição social de posições, funções, tarefas e
responsabilidades entre indivíduos e grupos (fratrias,
sibs ou tribos).
Grupos especializados na formação de pajés e xamãs, que
são responsáveis pela segurança espiritual e física dos
indivíduos e do povo.
Grupos responsáveis pela formação de guerreiros e pelas
técnicas de guerras, o que inclui o domínio de conhecimentos
exclusivos na área de fabricação de armas.
Grupos especializados na formação de caçadores e
pescadores e na fabricação de utensílios, como canoas,
cerâmicas e outros bens relevantes e estratégicos para o povo
e para os outros aliados próximos.
A organização tradicional - Características
2. Ausência de poder autoritário
Os chefes indígenas recebem tarefas,
responsabilidades e serviços, mas não têm
nenhum poder soberano sobre o grupo.
Pierre Clastres
são sociedades que não dão poder absoluto a
ninguém
são sociedades sem Estado ou contra o Estado,
no sentido de que o Estado é a expressão concreta
da concessão de poder soberano a alguém.
A organização tradicional - Características
CHEFES
são mais servidores do povo do que chefes;
 responsáveis pelas funções de organizar,
articular,representar e comandar a coletividade;
sem nenhum poder de decisão;
as decisões cabem exclusivamente à totalidade
dos indivíduos e dos grupos que constituem o
povo.
Organização social indígena
Povos indígenas no Brasil 
diversidade sociocultural e étnica. 
São 222 povos étnica e socioculturalmente
diferenciados que falam 180 línguas 
distintas. 
1500
1.500 povos falando mais de 1.000 línguas 
indígenas distintas.
ORGANIZAÇÃO SOCIAL INDÍGENA
Línguas indígenas do Brasil: três troncos
 Tupi
 Macro-Jê
 Aruak.
Existem algumas línguas que não se enquadram 
em nenhum desses troncos linguísticos.
Estima-se que no século XVI, cerca de 1200 línguas eram faladas por povos no 
território que veio a ser o Brasil. 
A história deste decréscimo linguístico pode ser atribuída, entre outros fatores, ao 
processo de unificação linguística que teve início com o predomínio cultural 
dos Tupinambá acentuando-se com a criação da Língua Geral (Nhengatu).
ORGANIZAÇÃO SOCIAL INDÍGENA
 O tronco Tupi é o maior e o mais conhecido das
línguas indígenas brasileiras.
 Entre as línguas que compõem a família Aruak
encontram-se o Apurinã, Paresi, Terena e Waurá.
 Os dois maiores troncos linguísticos, na atualidade, o
Macro-Jê e o Tupi.
Atualmente são faladas cerca de 180 
línguas indígenas no Brasil que 
pertencem a vários troncos e famílias. 
Organização social indígena
Não há divisão social
Não há acumulação de riqueza
Educação dos jovens por meio da imitação, 
tradições e lendas 
Divisão sexual do trabalho
ORGANIZAÇÃO SOCIAL INDÍGENA
FAMÍLIA EXTENSA
 Base da organização social de um povo indígena
Awá-Guajá-Funai
 O poder que tal forma de autoridade confere é o poder de persuasão.
 Raramente o poder de chefe indígena é baseado somente na coerção.
 Unidade social articulada em torno de um patriarca ou de uma
matriarca por meio de relações de parentesco ou afinidade
política ou econômica.
 Se aglutinam num número de pessoas e de famílias muito maior que uma família tradicional.
Geralmente reúne a família do patriarca ou da matriarca, as famílias dos filhos, dos genros, das 
noras, dos cunhados e outras famílias afins que se filiam à grande família por interesses específicos. 
Autoridade dos chefes
 respaldada no conhecimento que eles têm e que é posto a serviço da comunidade (ser um bom
caçador, agricultor ou pescador, bom orador, bom xamã, etc).
Organização social indígena
Organização social, cultural e econômica
Relacionada a uma concepção de mundo e de vida e a
determinada cosmologia organizada e expressa por meio
dos mitos e dos ritos.
Mitologias e conhecimentos tradicionais
Orientam a vida social, os casamentos, o uso de extratos
vegetais, minerais ou animais na cura de doenças, além de
muitos hábitos cotidianos.
Organização social indígena
A partir das orientações cosmológicas ocorrem: 
Casamentos exogâmicos
 casamentos cujos cônjuges pertencem a grupos étnicos 
ou sibs diferentes
Casamentos Endogâmicos
 casamentos cujos cônjuges pertencem ao mesmo 
grupo étnico ou sib
As alianças matrimoniais e as prestações rituais estão, muitas 
vezes, diretamente ligadas à disposição espacial dos diversos 
grupos locais nelas envolvidas.
Fato sugestivo de como considerações de ordem social e ritual 
devem ser levadas em conta para a compreensão da 
importância que tem o território para as populações indígenas.
Organização social indígena
A partir das orientações cosmológicas ocorrem:
As divisões hierárquicas entre grupos 
(sibs, fratrias ou tribos)
 Implicam o direito de ocupação de determinados
territórios específicos e o acesso a recursos naturais,
bem como o controle do poder político.
Organização social indígena
Grupos sociais hierárquicos 
Fratria ou sib
Espécie de linhagem social dentro do grupo étnico, relacionada
direta ou indiretamente à origem do povo ou à origem do
mundo.
São identificados por nomes de animais, de plantas ou de
constelações estelares que já indicam a posição de hierarquia
na organização sociopolítica e econômica do povo.
Os nomes dados aos indivíduos indígenas estão diretamente
relacionados ao sib ou à fratria a que pertencem, ou seja, à
posição hierárquica que cada indivíduo ocupa dentro do grupo.
Organização social indígena
Lugares e os estilos de habitação
• Variam de povo para povo.
• Alguns escolhem para morar as margens dos rios,
outros, o interior da floresta e outros mais, as
montanhas.
• Alguns vivem em grandes malocas comunitárias,
• Outros habitam aldeias ovais compostas por várias
casas ou pequenas malocas
• Casas separadas e dispersas ao longo dos rios e
das florestas.
• Alguns praticam preferencialmente a pesca, outros,
a caça e outros ainda, a agricultura ou a coleta de
frutos silvestres
Organização social indígena
Tipos e condições em que as relações acontecem com o meio 
natural e sobrenatural também influenciam a qualidade de 
vida 
Povos que vivem em terras extensas e abundantes em
recursos naturais
 possibilidade de uma vida mais rica, baseada em valores como
a solidariedade, a reciprocidade e a generosidade.
Povos que ocupam terras reduzidas e com recursos naturais
escassos vivem
 conflitos internos maiores, o que dificulta muitas vezes as
práticas tradicionais de reciprocidade e o espírito comunitário e
coletivo.
Organização social indígena
Relações parentesco e de alianças
 mais fortes entre os povos indígenas
Relações de alianças
 Estabelecem-se a partir de necessidades estratégicas
comuns entre os aliados e são muitas vezes temporais.
 As alianças constituem a base de interesses comuns
compartilhados e recíprocos, uma espécie de troca.
 Esses interesses frequentemente estão relacionados à
troca de mulheres, ao compartilhamento de
espaços territoriais privilegiados em recursos
naturais, aos interesses comerciais (trocas) ou às
alianças de guerras contra inimigos comuns.
Organização social indígena
Relações de parentesco e as alianças
Dinamizam e organizam as festas
Cerimônias
Rituais
Pescas ou as caças coletivas
 Trabalhos conjuntos de roça
Produção, o consumo e distribuição
de bens e serviços, principalmente
de alimentos.
Organização social indígena
Festas
comemoração de vitórias e conquistas, e/ou
de uma boa coleta
 festejar o sucesso dos pajés que impediram
qualquer castigo ou malfeito dos inimigos.
Organização social indígena
Festas
A participação nas festas e nas cerimônias revela explicitamente as 
fronteiras das relações de amizade ou de inimizade entre grupos 
ou povos, sempre com uma lógica de reciprocidade: 
 aos amigos, cabe a reciprocidade da amizade; 
 aos inimigos, a reciprocidade da inimizade e a consequente 
vingança. 
São as relações de alianças e de inimizades que constituem o 
equilíbrio social dos grupos e dos povos, uma espécie de 
contrato social
Diversidade cultural
Representam culturas, línguas, conhecimentos e crenças 
únicas
Contribuição ao patrimônio mundial – na arte, na música, nas 
tecnologias, nas medicinas e em outras riquezas culturais – é 
incalculável. 
Configuram uma enorme diversidade cultural, uma vez que 
vivem em espaços geográficos, sociais e políticos sumamente 
diferentes. 
Diversidade cultural
Sua diversidade, a história de cada um e o contexto 
em que vivem criam dificuldades para enquadrá-los 
em uma definição única.
Não aceitam as tentativas exteriores de retratá-
los e defendem como um princípio fundamental o 
direito de se autodefinirem. 
Diversidade cultural
 diversidade de civilizações autônomas e de culturas;
 sistemas políticos, jurídicos, econômicos
 organizações sociais, econômicas e políticas
construídas ao longo de milhares de anos, do mesmo
modo que outras civilizações dos demais continentes.
Não se trata de civilizações ou culturas superiores 
ou inferiores, mas de civilizações e culturas 
equivalentes, mas diferentes.
Na aldeia dos guajás, 
um antigocostume da tribo 
é a adoção de pequenos 
animais órfãos.
Acreditam que esta é uma 
forma de se retribuir à 
Natureza por tudo o que 
ela oferece. 
Os animais adotados 
pela tribo se tornam 
intocáveis, jamais 
sendo mortos, 
ganhando a condição 
de bichos de 
estimação. 
Porcos-do-mato, quatis, 
macacos, preguiças e 
aves são criados como 
se fossem da família.
Uma forma de se 
reverenciar a Vida. 
Crianças da etnia Yawanawa
Amazonas 
Aldeia Kamayura, Xingu
Mato Grosso 
Pajé da etnia Kuikuro
Mato Grosso
Mãe e filho da etnia Kuikuro
Região do Alto Xingu
Mato Grosso
Índia da etnia Kaxinawa,
Acre, Região Amazônica
O mundo espiritual deles, 
algo misterioso e milenar, 
simplesmente os rodeia. 
É tangível. 
Não dá para explicar mais 
do que isso...
“São um povo para o qual 
o idoso é o dono da história, o 
homem adulto é o dono da 
aldeia,
a mulher, a dona da 
prática das tradições no 
dia-a-dia e da casa,
e a criança...
...e a criança, 
a dona do mundo.
Uma criança de uma aldeia 
índia goza da mais plena 
liberdade que já pude 
testemunhar. 
E isso está no seu 
rosto o tempo todo.”
Orlando Villas Boas
(1914 – 2002)
Brincando no Rio Uaupés
Comunidade de Taracuá,
São Gabriel da Cachoeira, Amazonas
REFERÊNCIAS
LUCIANO, G. S. O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil
de hoje – Brasília, DF: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada,
Alfabetização e Diversidade - SECAD em parceria com o Museu Nacional, Laboratório de
Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento - LACED, 2006. 227 p. (Coleção Educação
para todos, 12). (Vias dos saberes, n. 1). Obra com apoio da Fundação Ford e da Organização
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO. Disponível em:
<http://unesdoc. unesco.org/images/ 0015/001545/154565por.pdf>. Acesso em: jun. 2016.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão. Censo Demográfico 2010: Características gerais dos indígenas Resultados do universo.
Rio de Janeiro, p.1- 245, 2010.
OLIVEIRA, J. P. & FREIRE, C. A. R. A Presença Indígena na Formação do Brasil. Brasília:
Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade;
LACED/Museu Nacional, 2006.

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