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1- Um tema central na fé judaica e na fé cristã é a crença em um Deus Criador. Mesmo que sempre venha à tona o debate entre evolucionismo e criacionismo, a ideia aqui é pensar a realidade a partir de um Criador e suas implicações. A primeira, é que pensar num Deus criador, estabelece uma distinção entre Deus e todo o universo. Além disso, influencia na compreensão da realidade que molda nossa maneira de interagir com o mundo e de entender nosso papel na história deste mundo. Löwith (1897-1973), argumenta que existem duas visões da história do mundo: uma cíclica e outra linear. A cíclica, aponta para uma realidade que não tinha fim, mas que se repete de alguma maneira. Um exemplo dessa visão cíclica é o conceito de carma e reencarnação. Por outro lado, na visão linear existe a ideia de uma história que segue a partir de um ponto inicial e que terá um fim. Nessa visão, entende-se a realidade com base em eventos passados quando Deus estava atuando diretamente na história do universo (crença na “Criação” e na “Encarnação de Deus em Jesus,” por exemplo) e prevê-se eventos que acontecerão no final dos tempos (visão escatológica. Esta visão tem suas raízes na tradição judaica e cristã e é essencialmente diferente da visão cíclica. Com base no texto acima, qual é a conclusão que pode se chegar quanto à visão judaico-cristã da história? A visão judaico-cristã da história é cíclica; A visão judaico-cristã da história é reencarnacionista; A visão judaico-cristã da história é linear; A visão judaico-cristã da história é encarnacionista; A visão judaico-cristã da história é atemporal. · 2- A vida e obra de Jesus é o fundamento da religião cristã. Jesus nos substituiu na cruz, morreu e ressuscitou. Mas antes disso, ele também ensinou. Nos tempos dele havia outros mestres, mas Jesus foi reconhecido como aquele que ensinava com autoridade. Um exemplo do seu ensino são as parábolas, uma história, ou uma ilustração do dia a dia para ensinar verdades celestiais. Uma das mais conhecidas e significativas dessas parábolas é a do Filho Pródigo, a qual outros chamam de “A Parábola do Pai Amoroso”, ou ainda a Parábola dos dois filhos. Essa parábola foi contada porque havia algumas pessoas que não entendiam a atitude de Jesus em se sentar e receber pessoas de má fama. Aí Jesus disse para eles essa parábola, para enfatizar uma verdade que ele já havia falado em outra ocasião. Que outro texto bíblico encaixa com a lição que Jesus quer passar com a parábola do filho pródigo? Mas, se vocês soubessem o que significa: “Quero misericórdia, e não sacrifício”, não teriam condenado inocentes (Mateus 12.7); Jesus tomou a palavra e disse: — Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes (Lucas 5.31); Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; quem se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus (João 3.36); E Jesus acrescentou: — Quem tem ouvidos para ouvir, ouça (Marcos 4.9); Ele dizia: — O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo; arrependam-se e creiam no evangelho (Marcos 1.15); · 3- O Cristianismo se espalhou rápido nos primeiros séculos da história. Porém, alguns percebiam na mensagem de Jesus e no número de seus seguidores uma ameaça em potencial. Assim, Nero (37 a.C.-68 d.C), imperador romano, iniciou um longo período de intolerância ao Cristianismo, que foi declarado uma religião fora da lei. Seus seguidores sofriam prisão, tortura, confisco de bens e morte. A intolerância alastrou-se por três séculos. Nesse período, houve momentos de calmaria e tranquilidade para os cristãos. Em outros momentos, líderes romanos promoveram verdadeiros derramamentos de sangue, como é o caso de Décio e Diocleciano. No entanto, como registrou o historiador Tertuliano, o sangue dos mártires era como uma semente de cristãos, pois quanto mais eram perseguidos, mais aumentava o número daqueles dos que seguiam a Jesus Cristo. Em 311, Galério promulgou um Édito de Tolerância, dando fim à perseguição iniciada por Diocleciano. Em 313, no ocidente, Constantino fez do Cristianismo uma religião lícita através do Édito de Milão e em 380, Teodósio tornou o Cristianismo a religião oficial do Império Romano através do Édito de Tessalônica. Com base no texto acima, o que é possível afirmar a respeito dos primeiros séculos do Cristianismo? Que o Cristianismo impactou a vida religiosa do mundo e deu origem a intolerâncias entre religiões; Que o Cristianismo impactou a vida moral da sociedade fazendo com que mais pessoas seguissem seus preceitos; Que o Cristianismo impactou a vida cultural do mundo, especialmente no que diz respeito às construções arquitetônicas; Que o Cristianismo impactou a vida religiosa e política do mundo, a ponto de ser vista como uma ameaça e dando origem a violentas perseguições; Que o Cristianismo impactou a vida do mundo em geral promovendo a paz política e religiosa. · 4- A igreja e os cristãos foram perseguidos, mas eles também passaram a perseguir. Líderes da igreja tiveram sua visão ofuscada, a ponto de não mais enxergarem os ensinamentos básicos deixados por Jesus. Isto perdurou alguns séculos, até se chegar a Idade Média e à Reforma. Vozes contrárias a essa ideia de a igreja ter poder se manifestaram através dos escritos de João Wycliff, professor de Oxford e precursor das reformas religiosas. Ele inspirou João Hus, que entre outras coisas defendia a ideia de que qualquer um poderia se comunicar com Deus sem mediação sacerdotal. Seus ensinamentos, considerados falsos, o levaram para a fogueira. Mais tarde, também se destacaram os movimentos reformistas liderados por João Calvino e Ulrico Zwínglio. O ápice desse movimento reformador aconteceu com Martinho Lutero. O grande problema da época era o ensino de que a igreja possuía um “tesouro de méritos” (boas obras) conquistado através da vida piedosa de Jesus, de Maria e dos Santos Apóstolos. Esse tesouro poderia ser transferido para os fiéis da igreja através de uma Carta de Indulgências, compensando com as boas ações dos santos o castigo que deveria vir como consequência dos pecados cometidos. Lutero se opôs a esta prática, afirmando que diante de Deus não há como fazer boas obras suficientes para obter o perdão dos pecados. Além de impossível, isto é desnecessário, pois esta obra libertadora foi feita por Cristo na cruz. Lutero queria que a Igreja voltasse ao caminho do perdão gratuito ensinado por Cristo e à liberdade conquistada por Ele. No entanto, uns apoiaram suas propostas de mudança, outros não concordaram com suas as ideias, o que acabou gerando uma divisão entre a Igreja Católica Romana e as igrejas protestantes. Com base no texto desta questão, quais são as ideias principais apresentada em sequência? O movimento da Reforma na Idade Média, a igreja perseguindo pessoas que não concordavam com a posição dela e o comércio das indulgências; A igreja perseguindo pessoas que não concordavam com a posição dela, movimento da Reforma na Idade Média e o comércio das indulgências; A igreja perseguindo pessoas que não concordavam com a posição dela, o comércio das indulgências e o movimento da Reforma na Idade Média; O comércio das indulgências, o movimento da Reforma na Idade Média e a igreja perseguindo pessoas que não concordavam com a posição dela; O comércio das indulgências, a igreja perseguindo pessoas que não concordavam com a posição dela e o movimento da Reforma na Idade Média; · 5- Considere as asserções abaixo: I. Enviados por Martinho Lutero logo após a Dieta de Worms em 1517, os primeiros luteranos aportaram no Brasil logo após seu descobrimento, constituindo importantes comunidades religiosas no sul do país. No entanto, não demorou muito para que estas comunidades fossem dissolvidas, já que o acordo do Padroado garantia o domínio católico nas terras colonizadas por Portugal e Espanha. II. Os protestantes que chegaram ao Brasil são normalmente caracterizados entre dois grupos: o protestantismo de imigração e o protestantismo de conversão. No primeiro, as comunidades protestantes eram formadas,essencialmente, de imigrantes provindos de países europeus protestantes, como era o caso dos luteranos e dos anglicanos. O segundo foi fruto, especialmente, do trabalho de missionários americanos que buscavam o crescimento da fé protestante valorizando a cultura brasileira. III. As comunidades religiosas caracterizadas como protestantismo de imigração trouxeram consigo as experiências de renovação carismática e avivamento religioso experimentados no século XVI na África. Isto deu a estas comunidades um estilo mais aberto à cultura e ao povo, e contribuiu para seu rápido crescimento em solo brasileiro. É correto o que se afirma: Somente em I e II. Somente em II e III. Em I, II e III. Somente em I e III. Somente em II. · 6- Leia um trecho da entrevista que o Dr. Ricardo Mariano concedeu ao Instituto Humanitas (Artigo "O Pentecostalismo no Brasil, cem anos depois. Uma religião dos pobres." Eletronicamente disponível em << https://metodista.br/faculdade-de- teologia/materiais-de-apoio/artigos/o-pentecostalismo-no-brasil-cem-anos-depois-uma-religiao-dos-pobres>>. Acessado em 14/04/2020). IHU On-Line - Quais as principais transformações que o pentecostalismo promoveu no cenário religioso e social brasileiro? Ricardo Mariano - Ao longo dos últimos cem anos, a expansão pentecostal no país contribuiu para transformar o campo religioso brasileiro, para consolidar o pluralismo religioso e para constituir um mercado religioso competitivo no país. O avanço pentecostal no Brasil contribuiu para intensificar o declínio numérico da Igreja Católica e da Umbanda e para "pentecostalizar" parte do protestantismo histórico e do próprio catolicismo. O chamado "avanço das seitas" pentecostais, nos termos do papa João Paulo II, e a formação do pluralismo religioso levaram a religião hegemônica a rever sua prédica e suas estratégias institucionais e a reavaliar sua relação com as demais religiões presentes em solo nacional, em detrimento do ecumenismo. O crescente evangelismo eletrônico pentecostal tem tido significativo impacto no mercado de comunicação de massa, sobretudo em função das iniciativas empresariais nessa área por parte da Igreja Universal e, em menor grau, da Internacional da Graça de Deus e da Renascer em Cristo, entre outras. Sua atuação tem se ampliado igualmente nos mercados editorial e fonográfico. O ativismo pentecostal na política partidária, por sua vez, tornou-se um elemento constitutivo da democracia brasileira nas últimas três décadas. A cada eleição, seus líderes pastorais, com raras exceções, procuram transformar seus rebanhos religiosos em rebanhos eleitorais, visando ampliar seu poder político, defender valores cristãos tradicionalistas e seus interesses institucionais na esfera pública stricto sensu. Tratam, portanto, de instrumentalizar a política partidária, justificando o ativismo político como recurso para defender suas bandeiras religiosas e corporativas. Por consequência, a cada eleição, esses religiosos se veem mais e mais instrumentalizados eleitoralmente por partidos e candidatos de todas as colorações ideológicas. Suas miríades de templos e pequenas congregações passaram a integrar o cenário urbano das cidades brasileiras, sobretudo de suas periferias. Agora, considere as asserções abaixo: I. No Brasil, o pentecostalismo intensificou as disputas no "mercado religioso." Impactou diferentes tradições religiosas e diversificou as expressões da fé cristã. O catolicismo, por exemplo, precisou rever suas posições. Por vezes assumindo posturas de afirmação identitária, por outras assimilando ênfases do movimento pentecostal. II. Percebe-se no pentecostalismo ênfases e estratégias comumente vistas no mundo empresarial e em práticas de empreendedorismo secular. Isto é percebido no crescente uso de meios eletrônicos e investimento pesado nos mercados editorial e fonográfico, isto sem mencionar a já conhecida presença em canais televisivos e estações de rádio. III. O pentecostalismo brasileiro também é caracterizado por uma forte atuação política, onde congregações se transformam em redutos eleitorais e ideais morais da fé em bandeiras a serem defendidas na arena pública. Neste movimento, chama atenção uma forte unidade ideológica que gira ao redor de interesses estritamente religiosos, o que acaba enfraquecendo o interesse dos partidos em lideranças e comunidades religiosas. Considerando o texto acima, é correto o que se afirma: Somente em I e II. Somente I. Somente III. Somente II. DUVIDA Somente II e III. · 7- Leia o seguinte texto antes de responder à questão proposta abaixo: “O objetivo deste artigo é analisar as relações entre dois tipos ideais operantes no campo religioso brasileiro: o pentecostalismo, mais em seu formato “clássico”, e o protestantismo “histórico” brasileiro. Pretende-se ressaltar nessa análise algumas das principais mutações ocorridas nos últimos 100 anos de uma história de aproximação, rupturas e continuidades ... Foram introdutores do pentecostalismo, hoje considerado “clássico”, o ítalo-americano Luis Francescon (1866-1964), em São Paulo e no Paraná; os suecos Daniel Berg (1884-1963) e Adolph Gunnar Vingren (1879-1933), em Belém, no Pará. Até os anos 1950, a Congregação Cristã no Brasil (CCB) e a Assembléia de Deus (AD), resultantes das atividades dos três pregadores, eram as duas maiores igrejas pentecostais consolidadas no Brasil. Até então, o protestantismo “histórico” era a maior manifestação religiosa cristã não-católica entre nós. Uma segunda explosão pentecostal aconteceu nos anos 1950, voltando a desestabilizar as relações entre os evangélicos protestantes e pentecostais. As novas igrejas surgidas a partir daquela década faziam da cura divina, dos milagres e prodígios, o foco central de suas atividades. Desde então o subcampo evangélico brasileiro se tornou mais plural e competitivo, acirrando-se os processos de conflitos, acomodação e sincretismo. Essa situação se tornou mais visível após os anos 1970, quando um pentecostalismo com maior capacidade competitiva passou a levar vantagem na arena das denominações e igrejas cristãs. Esses neopentecostais cresceram em número, porém, ao ampliar os seus respectivos universos simbólicos, incorporaram símbolos, crenças e se tornaram portadores de teologias e discursos, híbridos e sincréticos. Uma quantidade enorme de trabalhos está sendo produzida a respeito desse pentecostalismo que Paul Freston (1993) considerou ser de “terceira onda”, e Ricardo Mariano (1999) e Leonildo Campos (1997) chamaram de “neopentecostalismo”. (Leonildo S. Campos, “Pentecostalismo e Protestantismo ‘Histórico’ no Brasil: um século de Conflitos, Assimilação e Mudanças” Horizonte v. 9, n. 22 [Julho-Setembro 2011], 505) A partir da leitura do texto acima e levando em conta o que você estudou no material disponibilizado na disciplina, escolha a opção abaixo que corresponde a uma afirmação errada: Tendo chegado ao Brasil a partir dos Estados Unidos, o pentecostalismo trouxe como prática o falar em outras línguas como uma das características presentes nos cultos. A igreja Assembleia de Deus, com origem brasileira no norte do país, é pioneira no movimento pentecostal no Brasil. Como representante do movimento assim chamado “neopentecostal”, pode-se nomear a “Igreja Universal do Reino de Deus”. A designação “Pentecostal” deriva de um evento relatado na Bíblia, chamado “Dia do Pentecostes”, cuja ênfase maior era a necessidade do envolvimento mais ativo dos cristãos nas atividades políticas de seu país. · 8- Leia as assertivas abaixo: I - Vivemos uma época caracterizada pela pluralidade de valores, de crenças, de pensamentos, fazendo com que indivíduos de uma mesma sociedade sejam orientados em suas decisões por princípios muito diferentes. II - A tecnologia não influencia no alcance das decisões do ser humano, ela não interfere na crise ética que estamos vivendo. III – Os chamados, dilemas éticos, costumam ser de fácil resolução, pois se enquadram naquelas questões fáceis de resolver. Baseado nas assertivas acima: Todassão verdadeiras. Somente I é verdadeira. Somente III é verdadeira. Somente II é verdadeiras. Somente I e III são verdadeiras. · 9- A partir da leitura do material sobre ética e moral, em relação às questões abaixo, podemos afirmar: I - A ética pode ser definida como um saber íntimo e aprofundado dos princípios gerais que orientam a conduta de todas as pessoas de uma coletividade de acordo com as normas morais vigentes ou aceitas em uma determinada sociedade. II - A Moral diz respeito às normas e regras que determinam a ação de cada indivíduo, ou seja, seu modo pessoal de agir na prática conforme o contexto social no qual está inserido. III - A moral faz parte da ética, isto é, oferece a matéria prima para a ética. Enquanto que a moral está relacionada com o indivíduo, a ética está com a sociedade. Todas são verdadeiras. Nenhuma é verdadeira. Somente I é verdadeira. Somente II é verdadeira. Somente III é verdadeira. · 10- Leia a afirmativa abaixo: “A liberdade não é uma filosofia e nem sequer uma idéia: é um movimento da consciência que nos leva, em certos momentos, a pronunciar dois monossílabos: Sim ou Não. Em sua brevidade instantânea, como à luz do relâmpago, desenha-se o signo contraditório da natureza humana” (Octavio Paz, A outra voz). Em relação à assertiva, podemos inferir: O ser humano toma decisões de forma aleatória. Liberdade e consciência não são fatores determinantes para tomada de decisões. Consciência é a capacidade que temos de reagir ao certo ou ao errado, a partir daqueles que são os nossos valores mais importantes. Liberdade, em termos éticos, permite a pessoa fazer qualquer coisa, sem qualquer reflexão. Liberdade e consciência não são assuntos discutidos em ética.