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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA __ VARA DA FAMÍLIA DA COMARCA DE BELÉM/ PA. FULANO DE TAL, brasileira, convivente, advogado, portador do documento de identidade nº 000000 -PC/PA, inscrito no CPF sob o nº 00000000000, endereço eletrônico joão.santos@gmail.com, residente e domiciliado na Rua xxx, nº xxx, Bairro xxx, em xxx/xx, CEP xxx, advogando em causa propria, regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil/ 0000/PA com escritório profissional no mesmo endereço residencial, vêm, respeitosamente, perante Vossa Excelência, com fundamento no artigo 226, § 3º da CF/88, consoante com artigos 1.723 à 1.727, do Código Civil, art. 5º da Lei nº. 9.278/96, combinados com art. 319 e art. 693 e segs. do Código de Processo Civil e demais previsões legais, propor a presente AÇÃO DE RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL C/C PARTILHA DE BENS, GUARDA, VISITAS, ALIMENTOS E PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA ANTECIPADA, em face de MARIA AUXILIADORA DOS ANJOS, brasileira, convivente, empregada de uma empresa multinacional, portadora do documento de identidade nº 00000– PC/PA, inscrita no CPF sob o nº 00000000000, endereço eletrônico maria.a.dosanjos@gmail.com, residente e domiciliado na Rua xxx, s/nº, Bairro xxx, em xxx/xx, CEP xxx, pelas razões de fato e de direito a seguir expostas: DA COMPETÊNCIA O autor assim como a criança que está seus cuidados, tem domicílio e residencia na comarca de Belem. Tratam da competência os Arts. 53, I, “a”, do CPC e 147 I e II do ECA, que abaixo transcrevo: “Art. 53. É competente o foro: I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou dissolução de união estável: a) de domicílio do guardião de filho incapaz;” “Art. 147. A competência será determinada: I - pelo domicílio dos pais ou responsável; II - pelo lugar onde se encontre a criança ou adolescente, à falta dos pais ou responsável.” DA JUSTIÇA GRATUITA Declara ser pobre no sentido legal, requerendo, portanto o benefício da JUSTIÇA GRATUITA, conforme lhe faculta a lei, porque não está em condições de pagar as custas do processo e honorários advocatícios, sem prejuízo próprio ou se sua família (Art. 4º, Lei 1.060, de 5.2.60, com as modificações da Lei 7.510, de 04.07.86) e ainda nos termos do Art. 5º, LXXIV, da Carta Magna “O Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos”. Além disso, o Requerente está advogando em causa propria por não ter condições de arcar com custas processuais e honorários advocatícios, vez que está sem trabalhar a 10 anos por ter de cuidar criança, não tendo condições de arcar com tais verbas sem prejuízo do sustento próprio e da família. Dessa forma, requer o benefício da assistência judiciária com fulcro no artigo 98 e seguintes do Código de Processo Civil. DA AUDIÊNCIA PRÉVIA DE CONCILIAÇÃO Nos termos do art. 319, VII, do atual Código de Processo Civil, os Requerentes informam que tem interesse em resolver a lide de forma consensual, pois pretendem dirimir o litígio de forma célere. DOS FATOS A primeira Requerente manteve com o Requerido um relacionamento por um período de mais de 11 (onze) anos, mais precisamente desde o ano de xxx até xxx, sob o ângulo jurídico de união estável, de forma exclusiva, pública e continuada, com o objetivo de formar uma família, sendo que desta união nasceu o segundo Requerente, xxx, em 08 de junho de 2010, atualmente com 08 (oito) anos de idade, conforme Certidão de Nascimento que segue. Importante ressaltar que, os conviventes sempre se comportavam como se casados fossem, pois frequentaram durante anos, ambientes e locais públicos, demonstrando estabilidade no relacionamento de forma afetiva e mútua, que notadamente era visível ao público, seus vizinhos, amigos e parentes. A primeira Requerente, quando passou a conviver maritalmente com o Requerido, sempre foi uma companheira dedicada ao trabalho em conjunto com o seu companheiro. Sempre foi cuidadosa, zelosa, amorosa e ainda cuidava dos afazeres do lar, além, é claro, de seu apoio constante para seu companheiro nos momentos de alegria e tristeza. Desta forma, insta reafirmar que o casal mantinha um relacionamento estável, público, contínuo e duradouro, conforme preceitua o artigo 1º da Lei nº 9.278/96, o qual teve por duração mais de xxx (xxx) anos, com o objetivo de constituição de família e, portanto, deve ser reconhecido como união estável pela convivência havida entre a primeira Requerente e o Requerido, nos termos dos artigos 226, § 3º, da Constituição Federal e artigo 1.723 do Código Civil. As partes, na constância da união estável, adquiriram um veículo xxx, placa xxx, renavam xxx, ano/modelo xxx/xxx, cor xxx, o qual está em nome do Requerido, além de alguns móveis/utensílios/eletrônicos e eletrodomésticos que guarnecem a residência onde moravam, de propriedade da mãe do Requerido, devendo, aqueles, serem partilhados ao final dessa demanda. É importante ressaltar, Excelência, que o veículo em questão foi adquirido no ano de xxx, ou seja, ainda na constância da união estável. Todavia, a primeira Requerente teve conhecimento de que o mesmo foi vendido recentemente, constatação esta que pode ser facilmente confirmada através do dossiê do DETRAN, que segue anexo. Assim, diante da impossibilidade de restabelecimento da vida em comum, estando a primeira Requerente e o Requerido separados de fato, há aproximadamente 01 (um) ano, a decretação do presente pedido de reconhecimento e dissolução de união estável, bem como a partilha dos bens, fixação de guarda, visitas e alimentos, é medida que se impõe. DO DIREITO Da união estável Conforme já mencionado nos fatos, a primeira Requerente e o Requerido conviveram em união estável por aproximadamente 10 (dez) anos. A Constituição Federal confere status de entidade familiar à união estável, gozando, portanto, de tutela estatal, é o que estabelece em seu artigo 266, § 3º, vejamos: Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. [...] § 3º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. Por seu turno, afirma o Código Civil Brasileiro: Art. 1.723. É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família. Art. 1.725. Na união estável, salvo contrato escrito entre os companheiros, aplica-se às relações patrimoniais, no que couber, o regime da comunhão parcial de bens. No caso em estudo, está caracterizada a união estável, pois estão presentes todos os elementos intrínsecos ao instituto, como já anteriormente descrito. Logo, a relação do requerente com a requerida era de convivência pública, contínua e duradoura, bem como possuíam o objetivo de constituição de família, nos termos do artigo mencionado, ou seja, de união estável. Ademais, é inegável e evidente do objetivo de constituição de família que existiu na união das partes. Somado a isso, não se pode esquecer que foram mais de 10 (dez) longos anos de vida comum e que, dessa união, nasceu um filho, José Santos dos Anjos. Assim sendo, resta plenamente configurada a existência de união estável entre as partes, devendo ser reconhecida tal união desde o período do ano de 2012 até o ano de 2022 e, posteriormente, dissolvida. Da partilha de bens No caso em tela, incide o regime da comunhão parcial de bens, uma vez que, nos termos do art. 1.725, do Código Civil, esse é o regime a ser aplicado na união estável, quando inexiste contrato escrito entre os companheiros. Assim, uma vez verificada a existência de união estável, os bens adquiridos na constância da relação deverão ser partilhados ao término do vínculo, nos termos do art. 1.658, do Código Civil. Por isso, Excelência, importante mencionar que os conviventes, ao longo da vida em comum, adquiriram um único bem, qual seja o apartamento onde atualmente resideo autor juntamente com o filho do casal, que como ja fora dito está sob seus cuidados. É sabido que os bens adquiridos na constância da união, a título oneroso, se presumem em comunhão de esforços. Por conta disso, deverá ser partilhado entre as partes, o apartamento colalizado no residencial Aurora, APTO. 502, BL”A”, localizado na rua das Mangueiras nº 33, bairro centro, Belém do Pará, CEP 00000-000. Apesar da previsão legal de que o apartamento por direito pertence 50% (cinquenta por cento) a cada uma das partes, estando o autor responsável pelo cuidado do filho do casal requer usufruto do imóvel até a maioridade do filho do casal. Nesse sentido, assim estabelece a Lei nº 9.278/96, em seu artigo 5º: Art. 5º Os bens móveis e imóveis adquiridos por um ou por ambos os conviventes, na constância da união estável e a título oneroso, são considerados fruto do trabalho e da colaboração comum, passando a pertencer a ambos, em condomínio e em partes iguais, salvo estipulação contrária em contrato escrito. O Código Civil, no seu artigo 1.725, afirma que se aplicam as uniões estáveis o mesmo regime da comunhão parcial de bens, conforme acima já destacado. Ressalta-se que o requerente, cumpriu ainda, em conjunto com a requerida, as obrigações inerentes a guarda, sustento e educação de seu filho, além de ter se empenhado na condução e manutenção da família, zelando para que permanecesse íntegra. Assim, deverá receber a meação do bem que tem direito, com usufruto até a maioridade do filho do casal. Da guarda unilateral É inegável a importância da proteção existente em relação à criança e ao adolescente. Tanto é que, a própria Carta Magna de 1988, no seu artigo 227, aduz ser dever da família, da sociedade e do Estado, assegurar em benefício deles, diversos direitos. Veja-se: Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Nesse sentido, Excelência, tem-se que o anseio do autor, no presente caso, é a decretação da guarda unilateral do menor J.S.A., bem como sejam fixados alimentos em favor deste, e, ainda, seja fixado o direito de visitas a promovida, a cada 15 (quinze) dias, tudo para a garantia dos direitos do menor, observando-se o melhor interesse, conforme será destacado a seguir. Destaca-se que a pretensão do promovente, em relação a guarda unilateral do menor em seu favor, encontra-se nos artigos 1.583 e seguintes, ambos do Código Civil. Veja-se: Art. 1.583. A guarda será unilateral ou compartilhada. (Redação dada pela Lei nº 11.698, de 2008). § 1o Compreende-se por guarda unilateral a atribuída a um só dos genitores ou a alguém que o substitua (art. 1.584, § 5o) e, por guarda compartilhada a responsabilização conjunta e o exercício de direitos e deveres do pai e da mãe que não vivam sob o mesmo teto, concernentes ao poder familiar dos filhos comuns. (Incluído pela Lei nº 11.698, de 2008).§ 5º A guarda unilateral obriga o pai ou a mãe que não a detenha a supervisionar os interesses dos filhos, e, para possibilitar tal supervisão, qualquer dos genitores sempre será parte legítima para solicitar informações e/ou prestação de contas, objetivas ou subjetivas, em assuntos ou situações que direta ou indiretamente afetem a saúde física e psicológica e a educação de seus filhos.(Incluído pela Lei nº 13.058, de 2014). (grifei). Tal pretensão é relacionada, inicialmente, ao fato de que o Requerente já detém, efetivamente, a guarda de fato da criança e possui condições para a educação, manutenção e criação do menor. Ademais, tendo em vista que na guarda o interesse do menor é priorizado, conforme interpretação do artigo 6º do ECA, e em consonância com o artigo 28, § 3º do mesmo diploma legal, viceja o melhor juízo no sentido do menor permanecer residindo com seu genitor. Logo, Excelência, para atender os melhores interesses do menor, a guarda unilateral em favor do demandante é a medida mais justa no presente caso, uma vez que a genitor poderá resguardar da melhor forma possível os interesses do seu filho, como já vem fazendo, além do fato de que em virtude de seu trabalho a mãe além de viajar muito e estar ausente, necessita mudar de domícilio por solicitação da empresa. Nesse sentido, tem-se o entendimento jurisprudencial do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, em caso análogo: AÇÃO DE RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL C/C PARTILHA DE BENS, FIXAÇÃO DE ALIMENTOS E REGULAMENTAÇÃO DE GUARDA. SENTENÇA QUE RECONHECEU A UNIÃO ESTÁVEL DESDE O NASCIMENTO DO FILHO DO CASAL, DETERMINANDO A PARTILHA DOS BENS ADQUIRIDOS DURANTE A VIGÊNCIA DA UNIÃO NA FORMA IDEAL, CONCEDEU A GUARDA UNILATERAL À AUTORA E ARBITROU ALIMENTOS NA PROPORÇÃO DE 20% DOS RENDIMENTOS DO ALIMENTANTE. INSURGÊNCIA DO RÉU. ALEGAÇÃO DE QUE A UNIÃO ESTÁVEL INICIOU-SE APENAS EM DEZEMBRO DE 2009, DIANTE DO QUE OS BENS ADQUIRIDOS ANTERIORMENTE NÃO DEVERIAM INTEGRAR A PARTILHA. UNIÃO ESTÁVEL DEVIDAMENTE COMPROVADA PELA PROVA TESTEMUNHAL DESDE 19.1.2002. ALEGAÇÃO DE QUE O AUTOMÓVEL CAPTIVA E A MOTOCICLETA KAWASAKI FORAM ADQUIRIDOS POR SUB-ROGAÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. BENS QUE DEVEM INTEGRAR A PARTILHA. [...]. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. [...]. (TJSC, Apelação Cível n. 2015.052996-0, de São Bento do Sul, rel. Des. Sebastião César Evangelista, Primeira Câmara de Direito Civil, j. 08-10-2015). (grifei) Assim, os direitos do filho do casal serão atendidos da melhor forma pelo autor, pois, como salientado, proporciona as condições necessárias ao pleno desenvolvimento, razão pela qual a guarda unilateral deverá ser decretada em favor do Requerente. Todavia, Excelência, em caso de, após toda a instrução probatória, o MM. Juiz entender pela decretação da guarda compartilhada aos genitores do menor, desde logo, o promovente requer seja fixada como domícilio de referencia do seu filho, a sua residência. Do direito de visitas Os artigos 1.589, do Código Civil, e 19 do Estatuto da Criança e do Adolescente, versam que é direito da criança e do adolescente ser criado e educado com a sua família, sendo assegurada a convivência familiar, e que aquele que não detém a guarda, poderá visitá-los e tê-los em sua companhia. Art. 1.589. O pai ou a mãe, em cuja guarda não estejam os filhos, poderá visitá-los e tê-los em sua companhia, segundo o que acordar com o outro cônjuge, ou for fixado pelo juiz, bem como fiscalizar sua manutenção e educação. (grifei). Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral. (grifei). Diante disso, o demandante requer a regulamentação das visitas da demandada ao filho do casal, a fim de evitar futuros dissabores, objeto que pleiteia da seguinte forma: 1. Aos finais de semana de forma alternada, ou seja, um final de semana com o Requerente e outro com a Requerida, buscando a criança às 18h00min às sextas-feiras e entregando-o aos domingo às 18h00min; 2. Aos feriados, também de forma alternada, ou seja, um feriado com o Requerente e outro com a Requerida, buscando o filho às 9h00min e entregando-o às 18h00min; 3. No dia dos pais, o menor deverá passar o dia com o pai; 4. No Natal e ano novo, também de forma alternada, ou seja, no primeiro ano, o natal será com o autor e o ano novo com a ré, e no ano seguinte, o inverso; 5. No período relativo às férias escolares, o filho passará metade do período das férias com cada uma das partes; Dos alimentos É sabido que a cumulação de dissolução de união estável com alimentos em favor do filho em comum se afigura perfeitamente possível. No caso em comento, a obrigação alimentar da Requerida decorre do fato dele ser mãe do menor,conforme Certidão de Nascimento anexa, e que atualmente se encontra sob a guarda fática da pai. Com efeito, o dever de alimentar dos pais para com os filhos está expressamente previsto no artigo 229 da Carta Magna, bem como nos artigos 1.694 e 1.696 do Código Civil. Neste diapasão, uma vez reconhecida a obrigação alimentar, faz-se necessário determinar o quantum a ser pago, devendo-se observar o binômio necessidade do alimentado e a possibilidade do alimentando. Pois bem, conforme qualificação apresentada no preâmbulo, o Requerido é funcionária de uma empresa multinacional,percebendo 10 (dez) salários minímos mensais, conforme cópia do contra- cheque em anexo. De outro lado temos o alimentado, ora segundo Requerente, que atualmente tem 9 (nove) anos de idade, demandando gastos como alimentação, vestuário, educação, saúde, lazer. Confrontando este binômio e não havendo dúvida quanto à obrigação alimentar da requerida, aparenta ser plenamente razoável a fixação de pensão alimentícia em favor do menor, no patamar de 10% dos vencimentos da requerida, equivalentes a 01 (um) salário mínimo mesal, inclusive sobre as férias, décimo terceiro. Requer-se ainda que, em caso de desemprego ou ausência de renda da promovida, os alimentos devidos ao menor passem a ser correspondentes a 30% (trinta por cento) do salário mínimo vigente e sendo por este corrigido. No mais, informa-se que o valor dos alimentos deverá ser depositado até o dia 10 (dez) de cada mês, na conta corrente do promovente, a saber: Banco do Brasil, agência 000-0, conta poupança nº 00000-0, operação 00, de titularidade de João dos Santos. Da tutela de urgência antecipada De acordo com o Código de Processo Civil, em seu art. 300: “Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. §1º Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder oferecê-la. §2º A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após justificação prévia. §3º A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão”. No presente caso, a intenção do autor, no que concerne a tutela de urgência antecipada, diz respeito à fixação da GUARDA UNILATERAL do menor, além de, como já fora mencionado no tópico anteriormente descrito, a FIXAÇÃO DE ALIMENTOS em desfavor da promovida, desde logo. Vê-se, então, que os requisitos necessários para a concessão da tutela de urgência antecipada estão presentes no caso em questão. No que tange ao requisito da probabilidade do direito, está visivelmente estampado nos autos, haja vista que tal possibilidade existe junto à jurisprudência e artigos de Lei. Além disso, a genitora (primeira Requerente) está exercendo a guarda de fato do menor, prestando todo o auxílio necessário ao desenvolvimento deste. Por sua vez, o perigo de dano consiste na situação da POSSÍVEL DEMORA NA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL POSTULADA, situação, esta, que dificultaria o exercício da guarda e a manutenção do menor pela genitora, tendo em vista que, sozinha, não consegue arcar com todos os custos daquele, uma vez que, em caso de concessão da antecipação dos efeitos da tutela, os direitos da criança poderão ser da melhor forma resguardados e amparados. Com isso, pleiteia a primeira Requerente que, seja concedida a tutela de urgência antecipada, para que seja deferida, desde logo, A GUARDA PROVISÓRIA UNILATERAL do menor em seu favor, bem como para que sejam FIXADOS ALIMENTOS EM DESFAVOR DO REQUERIDO, e em favor da criança, no patamar de 25% (vinte e cinco por cento) dos atuais rendimentos do Requerido, (inclusive sobre as férias, décimo terceiro, etc), devendo tal valor ser depositado na conta da genitora do menor, qual seja: Banco xxx, agência xxx, conta poupança nº xxx, operação xxx, de titularidade de xxx, até o dia 10 (dez) de cada mês. Requerendo ainda que, em caso de desemprego ou ausência de renda do Requerido, os alimentos devidos ao menor passem a ser correspondentes a 30% (trinta por cento) do salário mínimo vigente e sendo por este corrigido. VI – DOS PEDIDOS Ante todo o exposto, requer: a) O recebimento e o processamento da presente demanda, com a autuação e registro dos autos; b) O deferimento da tutela de urgência pleiteada, para que seja deferida, desde logo, A GUARDA PROVISÓRIA UNILATERAL do segundo Requerente em favor da primeira Requerente, bem como para que sejam FIXADOS ALIMENTOS EM DESFAVOR DO REQUERIDO, e em favor da criança, no patamar de 25% (vinte e cinco por cento) dos atuais rendimentos do Requerido, (inclusive sobre as férias, décimo terceiro, etc.), o qual recebe, em média, R$ 3.000,00 (três mil reais) mensais, devendo tal montante ser depositado na conta da genitora do menor, qual seja: Banco xxx, agência xxx, conta poupança nº xxx, operação xxx, de titularidade de xxx, até o dia 10 (dez) de cada mês; c) Ao final, seja a presente ação julgada TOTALMENTE PROCEDENTE para: I. Reconhecer a existência de união estável entre a primeira Requerente e o Requerido, bem como a dissolução desta; II. Partilhar as cotas sociais e os investimentos despendidos para constituição da empresa Agropecuária xxx, inscrita no CNPJ sob o nº xxx, localizada na Rodovia xxx, nº xxx, Bairro xxx, em xxx/xx, CEP xxx, pois, pelo que a primeira Requerente tem conhecimento, o carro que adquiriram durante a união estável, qual seja, um veículo xxx, placa AMM xxx, renavam xxx, ano/modelo xxx/xxx, cor xxx, o qual, conforme tabela FIPE, está avaliado em R$ xxx, foi ofertado como parte do pagamento para a compra da loja, além de mais um valor em espécie, o qual não sabe quantificar o valor exato; III. Partilhar o montante recebido pela venda do veículo xxx, placa xxx, renavam xxx, ano/modelo xxx/xxx, cor xxx, o qual, conforme tabela FIPE, está avaliado em R$ xxx; IV. Partilhar os bens que guarnecem a residência do casal; V. Regulamentar e confirmar, em definitivo, a guarda unilateral do menor xxx, ora segundo Requerente, permanecendo a morar com a primeira Requerente, expedindo-se, para tanto, o competente mandado de guarda definitiva em favor da primeira Requerente; VI. Regulamentar o direito de visitas do Requerido, conforme mencionado no item IV.4 desta petição; VII. Fixar os alimentos em desfavor do Requerido e em favor da criança, ora segundo Requerente, no patamar de 25% (vinte e cinco por cento) dos atuais rendimentos do Requerido (inclusive sobre as férias, décimo terceiro, etc), o qual recebe, em média, R$ 3.000,00 (três mil reais) mensais, devendo tal montante ser depositado na conta da genitora do menor, qual seja: Banco xxx, agência xxx, conta poupança nº xxx, operação xxx, de titularidade de xxx, até o dia 10 (dez) de cada mês. E, em caso de desemprego ou ausência de renda do Requerido, que os alimentos devidos ao menor passem a ser correspondentes a 30% (trinta por cento) do salário mínimo vigente e sendo por este corrigido. VIII. Confirmar, em definitivo, a tutela de urgência antecipada pleiteada, nos termos já expostos; d) Caso o MM. Juiz entenda, ao final da instrução processual, pela aplicação da guarda compartilhada no caso em tela, que então seja fixada a residência da Requerente como a residência fixa do menor; e) A intimação do Requerido para comparecimento em audiência de conciliação a ser designada por este Juízo; f) A citação do Requerido, para, querendo, contestar a presente ação no prazo legal; g) A produção de todos os meios de prova em direito admitidas, inclusive a oitiva do menor, ora segundo Requerente, e depoimento pessoal do Requerido; h) A condenação do Requerido ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios; i) Seja deferido o benefício da Justiça Gratuita aos Requerentes; j) A intimação do Ministério Público para acompanharo feito; Dá-se à causa o valor de R$ xxx. Nestes termos, pede e espera deferimento. Local, data. OAB/xxx