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◤ SUCESSÃO DOS COLATERAIS 1.829, IV CC Prof Edenilza Gobbo ◤ OS PARENTES COLATERAIS ▪ Art. 1.592. São parentes em linha colateral ou transversal, até o quarto grau, as pessoas provenientes de um só tronco, sem descenderem uma da outra. ▪ Art. 1.594. Contam-se, na linha reta, os graus de parentesco pelo número de gerações, e, na colateral, também pelo número delas, subindo de um dos parentes até ao ascendente comum, e descendo até encontrar o outro parente. ◤ ORDEM DA VOCAÇÃO HEREDITÁRIA ▪ São os últimos a serem chamados ▪ Não são herdeiros necessários ▪ REGRA GERAL: Art. 1.840. Na classe dos colaterais, os mais próximos excluem os mais remotos, salvo o direito de representação concedido aos filhos de irmãos. ▪ Sucedem: por cabeça ou representação ▪ 1.843, § 1 o Se concorrerem à herança somente filhos de irmãos falecidos, herdarão por cabeça. ◤ DIREITO DE PREFERENCIA AOS SOBRINHOS ▪ Art. 1.843. Na falta de irmãos, herdarão os filhos destes e, não os havendo, os tios. ▪ Então... 1º irmãos 2º sobrinhos; 3º tios; 4º primos e filhos de sobrinhos. ◤ IRMÃOS UNILATERAIS E BILATERAIS ▪ Art. 1.841. Concorrendo à herança do falecido irmãos bilaterais com irmãos unilaterais, cada um destes herdará metade do que cada um daqueles herdar. ▪ 1.843, § 2 o Se concorrem filhos de irmãos bilaterais com filhos de irmãos unilaterais, cada um destes herdará a metade do que herdar cada um daqueles. ◤ Regra de Maderan ▪ Representa-se os irmãos unilaterais pelo algarismo I e os irmãos bilaterais pelo algarismo II. Divide-se o valor da herança pela somas dos algarismos representativos. O valor encontrado multiplicado pelo algarismo representativo corresponde ao valor da herança de cada herdeiro colateral. ◤ EXEMPLO “O Código estabelece diferença na atribuição da quota hereditária, tratando-se de irmãos bilaterais ou irmãos unilaterais. Os irmãos, bilaterais filhos do mesmo pai e da mesma mãe, recebem em dobro do que couber ao filho só do pai ou só da mãe. Na divisão da herança, coloca-se peso 2 para o irmão bilateral e peso 1 para o irmão unilateral, fazendo-se a partilha. Assim, existindo dois irmãos bilaterais e dois irmãos unilaterais, a herança divide-se em seis partes, 1/6 para cada irmão unilateral e 2/6 (1/3) para cada irmão bilateral. (VENOSA, Sílvio de Salvo. Direito Civil: Direito das Sucessões, 7ª edição, São Paulo: Atlas, 2007. P. 138). No caso dos autos, considerando-se a existência de um irmão bilateral (recorrido) e três irmãs unilaterais (recorrentes), deve-se, na linha dos ensinamento acima colacionados, atribuir peso 2 ao primeiro e às últimas peso 1. Deste modo, àquele efetivamente caberia 2/5 da herança (40%) e a cada uma desta últimas 1/5 da herança (20%).” RECURSO ESPECIAL Nº 1.203.182 - MG (2010/0128448-2), RELATOR: MINISTRO PAULO DE TARSO SANSEVERINO, 30/9/2013. Ação declaratória de existência de relação de parentesco entre irmãos. Legitimidade ativa. Existência. Irmãos unilaterais. Parentesco natural com irmã pré-morta. Direito personalíssimo. Exercício de direito sucessório. Interesse processual. Existência. Ação declaratória adequada. Inviabilidade de exame da questão no bojo do próprio inventário. Impossibilidade jurídica do pedido como condição da ação no CPC/1973. Questão de mérito no CPC/2015. Inaplicabilidade da regra do art. 1.614 do CC/2002. REsp 1.892.941-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 01/06/2021. https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28RESP.clas.+e+%40num%3D%221892941%22%29+ou+%28RESP+adj+%221892941%22%29.suce.