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E-book 3 LÍNGUA INGLESA: GRAMÁTICA DO TEXTO Mariana Eunice Alves de Almeida Neste E-Book: INTRODUÇÃO ���������������������������������������������� 3 REFERENCIAÇÃO PRONOMINAL ����������4 MARCADORES DISCURSIVOS ����������������11 DERIVAÇÃO: OS AFIXOS �������������������������17 ADJETIVOS E ADVÉRBIOS ��������������������� 22 TÓPICOS DE PONTUAÇÃO ��������������������27 CONSIDERAÇÕES FINAIS ���������������������� 35 SÍNTESE �������������������������������������������������������36 2 INTRODUÇÃO Neste e-book, vamos abordar os elementos conside- rados essenciais para que possamos tanto fazer uma boa leitura e análise do texto quanto para dar aquele “up” na escrita. Começamos o estudo falando sobre dois importantes elementos de coesão textual: a re- ferenciação pronominal e os marcadores discursivos. Levando o estudo mais para as características da língua inglesa, trataremos de um assunto importante que, com certeza, ajuda a melhorar o vocabulário – estamos falando da formação de palavras por meio da derivação (o uso de afixos). Continuamos com as especificidades da língua inglesa, ao falarmos de algumas características dos adjetivos e advérbios. Assim, finalizamos com alguns tópicos importantes sobre pontuação. Let’s get it started! 3 REFERENCIAÇÃO PRONOMINAL Sabemos que coesão e coerência são essenciais para que um texto seja bem entendido e faça sentido para o leitor, certo? Mas o que é mesmo a coesão? O que é a coerência? Vamos relembrar esses conceitos. A coesão é garantida pelos elementos textuais que fazem com que um texto não seja aquele amonto- ado de palavras sem sentido entre si; a coerência ocorre quando os elementos, sejam aqueles presen- tes no texto ou fora dele, fazem com que as ideias façam sentido, isto é, tenham uma relação lógica (LAPKOSKI, 2012). A autora ainda argumenta que o leitor precisa ser capaz de identificar os elemen- tos coesivos do texto que está lendo, como a ordem natural das frases, as mudanças dessa ordem, os verbos e seus funcionamentos, o uso dos adjetivos, advérbios e os diversos conectores, entre outros. Caso não haja identificação e entendimento desses elementos, “poderemos ter uma compreensão do texto deficitária e possivelmente errônea” (LAPKOSKI, 2012, p. 125). Um dos elementos que garantem coesão a um texto é o uso constante de referências, muitas vezes propor- cionadas pelos pronomes, que podem ser pessoais, demonstrativos, relativos ou interrogativos. Isso é o que chamamos de referenciação pronominal, que é 4 [...] um dos recursos utilizados para dar coe- rência à língua: esse recurso leva a uma inter- ligação lógica das sentenças que compõem um texto. Ao invés de repetir algo mencionado anteriormente, pode-se utilizar elementos de referência tais como os pronomes pessoais: I, you, he, she, it, we, you, they (eu, você, ele, ela, nós, vocês, eles/elas); os pronomes de- monstrativos: this (isto, este, esta), that (aqui- lo, aquele/aquela), these (estes, estas), those (aqueles/ aquelas); os pronomes relativos: who, that, which (que); e os pronomes interro- gativos: who, what, which (quem, o que, qual) (SOUZA; ABSY; COSTA; MELLO, 2005, p. 61). A função dos elementos de referência é fazer com que o leitor volte sua leitura, ou seu pensamento du- rante a leitura, a algo que já foi mencionado no texto, possibilitando a ligação de ideias e evitando que o texto se torne repetitivo. Vamos ler o texto abaixo: The little girl has a cat. The cat is white and fat. The girl calls the cat Fifi. The cat sleeps with the girl. The girl loves the cat and takes the car to school every day. The girl’s brother doesn’t like the cat and fights the girl because of the cat all the time. When the cat sees the girl’s brother, the cat runs very fast (LAPKOSKI, 2012, p. 135). 5 O que conseguimos observar nesse texto? Bem, o texto repete quase sempre as mesmas palavras, tor- nando a leitura muito desagradável. Vamos ver agora como ele fica reescrito com o emprego de alguns elementos de referência. The little girl has a cat, which is white and fat. She calls it Fifi. Fifi sleeps with the girl, who loves and takes it to school every day. The girl’s brother doesn’t like the cat and fights his sister because of it all the time. When the cat sees the boy, it runs very fast (LAPKOSKI, 2012, p. 135). Os itens destacados foram usados para evitar a re- petição constante das mesmas palavras: the girl, the cat, the boy. A referenciação pronominal foi em- pregada na reescrita do texto, pois foram usados os pronomes relativos, pessoais e adjetivos possessi- vos. Vamos, então, relembrar o uso dos pronomes na língua inglesa? Temos os pronomes pessoais, que servem para substituir os substantivos (nome de coisas, lugares, pessoas), fazendo referência direta às pessoas do discurso. Em inglês, os pronomes pessoais (chama- dos de subject pronouns) são: I, you, he, she, it, we, you, they. Vamos analisar alguns exemplos de como ocorre a substituição na Tabela 1. 6 Mary is an intelligent girl: she always gets the best grades at school. O pronome “she” foi usa- do para substituir o nome próprio “Mary”. The new neighbors seem to be friendly. I believe they want to be invited to the party. O pronome “they” foi usado para substituir as pessoas de quem se fala “the new neighbors”. Sahara desert is the war- mest in the world. It is loca- ted in the African continent. O pronome “it” foi usado para substituir o nome de uma localidade, “Sahara” (deserto do Saara). Tabela 1: Exemplos do uso de pronomes pessoais. Fonte: Autoria própria. Você sabia que um dos pronomes mais caracterís- ticos do português do Brasil é justamente o “você”? É um dos pronomes que mais sofreram alterações ao longo do tempo, à medida que as pessoas adap- tavam o uso da língua no dia a dia. Podcast 1 Os pronomes demonstrativos são utilizados para indicar o lugar em que uma coisa ou pessoa se en- contra no momento da fala (ou escrita). Em inglês, os demonstrative pronouns são this e that (no sin- gular, este/esta/isto ou esse/essa/isso e aquele/ aquela/aquilo), these e those (no plural, esses/essas e aqueles/aquelas). Eles podem ser usados para substituir elementos que já foram mencionados na frase. Analise alguns exemplos. ● These books are mine and those are yours (Esses/ Estes livros são meus e aqueles são seus). 7 https://famonline.instructure.com/files/168624/download?download_frd=1 ● They decided to get divorced. This really made the kids sad (Eles decidiram se divorciar. Isso realmente deixou as crianças tristes). Os pronomes relativos fazem referência a elemen- tos já mencionados na frase. Em inglês, os relative pronouns são who, whom, whose, that (usados para referenciar pessoas), that, what, which (usados para referenciar coisas, animais), where (usado para re- ferenciar lugares) e when (usado para referenciar o tempo em que algo acontece). Observe o seu uso na Tabela 2: The woman who won the prize is from Argentina A mulher que ganhou o prêmio é da Argentina. The boy whom you are talking is my son. O menino com quem você está falando é meu filho. She is a teacher whose enthusiasm for education I admire a lot. Ela é uma professora cujo entusiasmo pela educação eu admiro muito. We know where the drugs- tore is. Nós sabemos onde é a farmácia. They were studying when it began to rain. Eles estavam estudando quando começou a chover. The project that I presented at work today was a total success. O projeto que eu apresen- tei no trabalho hoje foi um sucesso total. Only the witness can tell what really happened. Só a testemunha pode contar o que realmente aconteceu. Tabela 2: Exemplos de pronomes relativos. Fonte: Autoria própria. Voltemos aos pronomes pessoais. Além dos sub- ject pronouns, que sempre se posicionam antes do 8 verbo, pois indicam quem é o autor da ação, temos os pronomes que servem de objeto da oração – os object pronouns – posicionadosdepois do verbo na oração, que são me, you, him, her, it, us, you, them. Na clássica frase “I love you”, temos um bom exem- plo. Qual é o objeto de amor da pessoa? Você (you), elemento que aparece logo após o verbo. Quer mais exemplos para não restar dúvida sobre o uso dos object pronouns? Então, lá vai: I have a beautiful daughter. She goes to work with me every Friday. “me” foi usado pra subs- tituir o pronome “I”, logo, “comigo”. Tom has a very cute dog. He likes to walk it around the neighborhood every day. “it” foi usado para substituir “cute dog”. Did you invite Sue and Jerry for your birthday party? Please, don’t forget to invite them, ok? “them” foi usado para subs- tituir “they” (Sue e Jerry). Tabela 3: Exemplos do uso dos object pronouns. Fonte: Autoria pró- pria. Da mesma forma, os pronomes possessivos (pos- sessive pronouns) podem ser utilizados para fazer referência a coisas já mencionadas com o objetivo de evitar a repetição de termos. Eles são: mine, yours, his, hers, its, ours, yours, theirs. Vamos retomar um exemplo mencionado anteriormente para explicar o uso dos pronomes demonstrativos: ● These books are mine and those are yours (Esses livros são meus e aqueles são seus). 9 Veja que, nesse exemplo, usamos “mine” e “yours” para evitar repetir a frase toda como em “These are my books and those are your books”. Vale lembrar que os possessive pronouns são posicionados sempre depois dos verbos. Na breve explanação que tivemos aqui sobre a re- ferenciação pronominal, vimos o quão importante é empregar corretamente os pronomes para que um texto seja bem escrito, para que ele tenha a correta ligação entre os elementos. Mas o uso de pronomes não é a única coisa que garante a coesão textual. Temos também o uso dos marcadores discursivos, sobre os quais vamos falar no próximo tópico. 10 MARCADORES DISCURSIVOS Sabemos que um texto, para ser coeso, precisa ter suas palavras corretamente dispostas em frases, períodos e parágrafos. Os mecanismos que garantem essa correta ligação são os marcadores discursivos, ou seja, palavras (ou às vezes expressões) que ligam as partes de um texto e que permitem uma boa se- quência de ideias. Os marcadores discursivos são, frequentemente, re- presentados pelas conjunções. Eles podem sinalizar adição de ideias, contraste entre o que foi dito antes e o que será dito depois no texto, relações de causa e consequência, sequência temporal dos aconteci- mentos, entre outros. Observe um exemplo de como tais marcadores funcionam (Tabela 4): 11 I am sick man... I am a spi- teful man. I am an unattrac- tive man. I believe my liver is diseased. However (1), I know nothing at all about my disease, and (2) do not know for certain what ails me. I don’t consult a doc- tor for it, and never have, though (3) I have a respect for medicine and doctors. Besides (4), I am extremely superstitious, sufficiently so to respect medicine, anyway (I am well-educated enou- gh not to be superstitious, but (5) I am superstitious). (Fonte: Fyodor Dostoevsky. Notes from the under- ground. Epoch, 1864). However (entretanto): estabelece contraste entre o que foi dito antes e o que se segue. And (e): indica a adição de alguma informação à anterior. Though (embora, apesar de): também indica um contraste entre duas ideias, a anterior e a posterior à palavra. Besides (além disso): indica a adição de uma informação à que foi dada anteriormente. But (mas): estabelece um contraste entre o que ele é e o que deveria ser. Tabela 4: Exemplo do uso de marcadores discursivos. Fonte: Lapkoski (2012, p. 138-139). As Tabelas (5 a 12) apresentam os principais mar- cadores discursivos da língua inglesa, separados pela sua função. Adição and There’s still a tendency to see the issues in black and white. furthermore, in addition, moreover, besides The source of the information is irrelevant. Moreover, the information need not be confidential. in addition to..., as well as... John, Jack and Sam are coming as well as our friends from Boston. 12 Adição also, too, as well Peter is a photographer and also writes books. She is a valued colleague and a great friend too/as well. both...and, not only...but also Sometimes it is not only wise to listen to your parents but also interesting. Tabela 5: Marcadores discursivos de adição. Fonte: SOUZA; ABSY; COSTA; MELLO (2005, p. 69-72). Contraste but I’d like to go but I’m too busy. yet, still, nevertheless, despite, in spite of He’s overweight and bald; yet somehow, he’s incredibly attractive. Despite all our efforts to save the school, the authorities deci- ded to close it. although, though She walked home by herself, although she knew it was dangerous. on the one hand, on the other hand On the one hand I’d like a job which pays more, but on the other hand I enjoy the work I’m doing at the moment. however Little by little, however, my diffi- culties began to disappear. rather than..., instead of Rather than go straight on to university, why not get some work experience first? while, whereas He must be about sixty, where- as his wife looks about thirty. 13 Contraste in contrast (to), unlike, diffe- rently from... In contrast to Cuiabá, Curitiba has a cold winter. Tabela 6: Marcadores discursivos de contraste. Fonte: SOUZA; ABSY; COSTA; MELLO (2005, p. 69-72). Causa/Consequência So I was feeling hungry, so I made myself a sandwich. Therefore, thus, because of this/that, for this/that reason, consequently, as a result Progress so far has been very good. Therefore, we are confident that the work will be completed on time. Since, because, so that Since you are unable to answer, perhaps we should ask someone else. We didn’t enjoy the day because the weather was so awful. Tabela 7: Marcadores discursivos de causa e consequência. Fonte: SOUZA; ABSY; COSTA; MELLO (2005, p. 69-72). 14 Tempo / Sequência cronológica firstly, to start with secondly, third(ly) then, next, after that, afterwards finally We had tea, and afterwards we sat in the garden for a while. formerly The European Union was formerly called the European Community. nowadays, currently Most people nowadays are aware of the importance of a healthy diet. before, prior to All the arrangements should be com- pleted prior to your departure. after Zimmerman changed his name after he left Germany. the former Of the two suggestions, I prefer the former. the latter She offered me more money or a car and I chose the latter. when I went there when I was a child. while While I was in Italy, I went to see Alessandro. Tabela 8: Marcadores discursivos temporais. Fonte: SOUZA; ABSY; COSTA; MELLO (2005, p. 69-72). Exemplificação for example, for instance, e.g, i.e That sum of money is to cover costs such as travel and accommodation. such as like Tabela 9: Marcadores discursivos de exemplificação. Fonte: SOUZA; ABSY; COSTA; MELLO (2005, p. 69-72). 15 Conclusão in short, in conclusion, in summary, finally, to sum up To sum up, for a healthy heart you must take regular exercise and stop smoking. Tabela 10: Marcadores discursivos de conclusão. Fonte: SOUZA; ABSY; COSTA; MELLO (2005, p. 69-72). Ênfase as a matter of fact, in fact, actually, indeed I’ve known Barbara for years. Since we were babies, actually. Tabela 11: Marcadores discursivos de ênfase. Fonte: SOUZA; ABSY; COSTA; MELLO (2005, p. 69-72). Comparação in the same way, likewise, similarly, correspondingly The cost of living in the city is more ex- pensive, but salaries are supposed to be correspondingly higher. Tabela 12: Marcadores discursivos de comparação. Fonte: SOUZA; ABSY; COSTA; MELLO (2005, p. 69-72). Neste tópico, estudamos os elementos que são fun- damentais para uma boa “costura” do texto. Para fazer uso correto dos marcadores discursivos, é im- portante conhecer a função e o momento adequados de empregá-lo no texto. Eles são importantesnão só para nos auxiliar no momento da escrita, mas também na leitura, pois, quando temos o conheci- mento sobre os elementos de coesão, conseguimos entender melhor o texto. No tópico seguinte, vamos falar sobre outro ponto importante que nos auxilia na boa leitura (e escrita) em língua inglesa: a derivação das palavras. 16 DERIVAÇÃO: OS AFIXOS Vamos começar este tópico falando sobre algo que é recorrente em qualquer língua: a transformação de palavras. É muito comum uma palavra receber uma letra ou um grupo de letras em seu começo ou final, para que se transforme em outra palavra, com significado diferente (às vezes, até mesmo oposto). A essa letra ou grupo de letras, damos o nome de afixo (em inglês, affix). Por exemplo: a palavra hope (esperança), quando acrescida da partícula –less, fica hopeless (sem es- perança); quando acrescida da partícula –ful, fica hopeful (esperançoso). Tivemos, então, a transfor- mação de um substantivo em dois adjetivos de signi- ficados opostos. Quando temos o acréscimo de um afixo no início da palavra, ele é chamado de prefixo (prefix); quando o acréscimo é no fim da palavra, ele é chamado de sufixo (suffix). Há palavras que sofrem até mesmo o acréscimo de dois afixos ao mesmo tempo (do prefixo e do sufixo). É o caso da palavra comfort (conforto). Acrescentando o prefixo –un e o sufixo –able, torna-se a palavra uncomfortable (desconfortável). Saber reconhecer e como usar os afixos é muito im- portante, pois nos ajuda na identificação da forma- ção de novas palavras e, com isso, aumentamos o nosso vocabulário, melhorando o exercício da leitura (SOUZA; ABSY; COSTA; MELLO, 2005). Cada afixo que acrescentamos apresenta uma função: pode transformar o sentido positivo de uma palavra em negativo, pode indicar algum excesso ou falta, erro, 17 pode transformá-la em verbo, advérbio, substantivo e em adjetivo. Leia o parágrafo a seguir e observe as palavras que sofreram derivação pelo acréscimo de sufixos e pre- fixos (afixos): Many people assume that having children is the pinnacle of one’s existence, perhaps es- pecially among those who find tremendous fulfillment through parenthood. Accordingly, they might assume that the childless are mis- sing out on the full experience of life. Chrastil herself has had friends or well-intentioned strangers imply that she is misdirecting her time and resources by foregoing children. (Fonte: https://www.psychologytoday.com/us/blog/ think-act-be/201909/6-harmful-myths-about-people- who-dont-have-kids. Acesso em: 06 set. 2019). Apenas nesse trecho, temos cinco exemplos de pa- lavras com afixos: 1. Especially: o adjetivo “special” recebeu o prefixo –e e o sufixo –ly para se transformar no advérbio “especialmente”. 2. Fulfillment: o verbo “fulfill” recebeu o sufixo –ment para se transformar no substantivo “preenchimento”. 3. Parenthood: o substantivo “parent” recebeu o sufi- xo –hood para se transformar em outro substantivo, “paternidade”. 4. Childless: o substantivo “child” recebeu o sufixo –less para se transformar no adjetivo “sem filho”. 18 https://www.psychologytoday.com/us/blog/think-act-be/201909/6-harmful-myths-about-people-who-dont-have-kids https://www.psychologytoday.com/us/blog/think-act-be/201909/6-harmful-myths-about-people-who-dont-have-kids https://www.psychologytoday.com/us/blog/think-act-be/201909/6-harmful-myths-about-people-who-dont-have-kids 5. Misdirect: o verbo “direct” recebeu o prefixo –mis para se transformar em outro verbo, “desorientar, desencaminhar”. Nas Tabelas 13 e 14, temos uma relação e alguns exemplos das funções dos afixos da língua inglesa e quais são os prefixos e sufixos mais comuns utili- zados em cada caso. PREFIXOS Negação Demais, em excesso dis-, il-, im-, ir-, un- over- Do you disapprove of adverti- sements for cigarettes? Cocaine, LSD and heroin are all illegal drugs. I had to leave the job because my boss was impossible. She suffers from and irregular heartbeat, but there are drugs which help. Children often become tearful when they’re overtired. He looks exhausted: they’re overworking him. We all tend to overuse certain expressions. I’m only a few kilos overweight. If your luggage is overweight, you have to pay extra. Menos que o necessário ou desejado Erro under- mis- Never underestimate your enemy! What’s that kid doing in the bar? He’s clearly underage. They’re ridiculously underpaid, especially as the work is so dangerous. Without a jacket or a tie, I felt rather underdressed at their wedding. I thought we had enough plates for the party, but perhaps I miscounted. Unfortunately, your luggage has been misdirected to a different airport. She was accused of professio- nal misconduct when her love affair with a student became public. Tabela 13: Prefixos da língua inglesa. Fonte: SOUZA; ABSY; COSTA; MELLO (2005, p. 79-80). 19 SUFIXOS Para formar verbos Para formar advérbios -en; –ify; -ize/-ise -ly My mum gives me so much food I think she wants to fatten me up. (fat – fatten) Could you simplify what’ve you just said? (simple – simplify) Let’s modernize the ki- tchen, shall we? (modern – modernize) Could you please speak more slowly? (slow – slowly) He lived happily with his wife. (happy – happily) Most of these people are paid monthly. (month – monthly) * yearly, monthly, weekly, daily, hourly, nightly também podem ser classificados como adjetivos quando se referem a substantivos. Para formar substantivos Para formar adjetivos -ee; -er/ -or -ly In our talk show, we try to make interviewees feel as relaxed as possible. (interview – interviewee) *-ee indica a pessoa que sofre a ação. I wish TV interviewers would make politicians answer their questions properly. (interview – interviewer) *-er indica a pessoa que prati- ca a ação do verbo. Folha de Londrina is a daily newspaper. (day – daily) At school, we now have mon- thly tests. (month – monthly) She has a friendly smile. (friend – friendly) It was a good party and the food was heavenly (heaven – heavenly) -ation; -ition; -ision -al; -able; - ible It’s important for children to get a good education. (educate – education) A secretary would be a welco- me addition to our staff (add – addition) Two drivers were killed in a collision between a car and a taxi last night. (collide – collision) Britain has more than ten national newspapers. (nation – national) The house is in a very desi- rable area of the city. (desire – desirable) They made me an irresistible offer so we closed the deal. (resist – irresistible) 20 -al; -ity; -ment; -ness; -ship -ful; -less Alan is someone who always needs the approval of other people. (approve – approval) Her friends take advantage of her generosity. (generous – generosity) What this state needs is really strong government. (govern – government) Everyone wants to find true happiness, right? (happy – happiness) Did you form any lasting friendships while you were at college? (friend – friendship) He is a very careless driver, that’s why I never ride with him. (care – careless) He had a painless death. (pain – painless) *-less sinaliza ausência: care- less – sem cuidado, descuida- do; painless – sem dor, indolor. Be careful to look both ways when you cross the road. (care – careful) Is your arm very painful? (pain – painful) *-ful sinaliza o oposto de – less: careful – com cuidado, cuidadoso; painful – com dor, dolorido/doloroso. Tabela 14: Sufixos da língua inglesa. Fonte: SOUZA; ABSY; COSTA; MELLO (2005, p. 79-80). Muitos dos afixos que utilizamos na língua portugue- sa e na inglesa são influenciados pelo grego e pelo latim. Não sabia? Podcast 2 Nesta seção, estudamos de que maneira o conheci- mento da transformação das palavras é importante para que façamos uma boa leitura e uma boa cons- trução textual. A seguir, vamos estudar um pouco sobre as características dos adjetivos e advérbios na língua inglesa. 21 https://famonline.instructure.com/files/168625/download?download_frd=1ADJETIVOS E ADVÉRBIOS Estamos quase chegando ao fim deste módulo, que se dedica ao estudo dos elementos considerados essenciais para a boa produção e análise textual; neste tópico, nossa atenção se volta ao correto uso dos adjetivos e advérbios em língua inglesa. Você já sabe que a função dos adjetivos é atribuir características a pessoas, coisas e lugares, não é mesmo? Na língua inglesa, os adjetivos são invariá- veis, ou seja, eles não mudam de número (singular e plural) nem de gênero (feminino ou masculino). Isso quer dizer que, mesmo se na frase o adjetivo caracterizar mais de uma coisa, pessoa ou lugar, ficará sempre no singular. Outra característica do uso de adjetivos na língua inglesa é que eles sem- pre são posicionados antes do substantivo que está especificando (SILVA, 2017). Por exemplo: em português, dizemos “Ontem eu comprei uma camiseta vermelha”, mas, em inglês, dizemos “Yesterday I bought a red t-shirt”. Viu como primeiro dizemos a cor para depois informar o objeto comprado? Outro exemplo: “Ela sempre assiste a es- ses filmes de terror”, em inglês: “She always watches these horror movies”. Neste último exemplo, não só tivemos a ordem adjetivo-substantivo, como também podemos observar que o substantivo está no plural, mas o adjetivo se manteve no singular, como manda a gramática da língua inglesa. 22 FIQUE ATENTO Em inglês, quando usamos mais de um substan- tivo para caracterizar uma pessoa, coisa ou lugar, precisamos atentar para a ordem em que esses adjetivos precisam estar dispostos na frase. A re- gra a se seguir é: 1) opinion 2) size 3) shape 4) age 5) color 6) origin 7) material 8) purpose (adjetivos que demonstram opinião sobre o objeto descrito, tamanho, forma, idade – se é velho ou novo, por exemplo, cor, origem/ nacionalidade, material e propósito/objetivo). Assim, temos como exemplo: They have a comfortable old chair in their back- yard (comfortable representa a opinião e old des- creve a idade do objeto, neste caso, uma cadeira). She wore a strange old silk dress at the party last night (strange descreve a opinião sobre o objeto, old a idade e silk o material do vestido). 23 Podemos notar que os adjetivos podem apresentar até oito categorias de classificação. Os advérbios também podem ser classificados, mas em quatro tipos. Bem, não é demais lembrar que um advérbio acompanha um verbo (pode acompanhar também um adjetivo ou até mesmo outro advérbio) e sua fun- ção é dar detalhes sobre como a ação ocorreu (ocor- re ou ocorrerá), onde, quando e com que frequência. Para explicar o como, usamos os advérbios de modo (adverbs of manner), que, em inglês, são caracteriza- dos pelo sufixo –ly acrescido ao final de um adjetivo: immediately, slowly, peacefully, entre outros. Para explicar onde algo ocorre, utilizamos os advérbios de lugar – palavras, ou às vezes expressões adverbiais, que fazem referência a lugares, por exemplo: here, there, in the office, at the bus station etc. Para men- cionar o tempo de alguma ação, usamos advérbios ou expressões adverbiais de tempo, como now, later, in the morning, last month, the day after today, entre outros. E, finalmente, para expressar a frequência dos acontecimentos, usamos advérbios ou expres- sões adverbiais de frequência: always, usually, often, sometimes, hardly ever, seldom, almost never, never, once a day, twice a week, every day etc. (SILVA, 2017). Outro ponto importante sobre os adjetivos e advér- bios em inglês é conhecer como eles são usados para fazer comparações. Assim, “reconhecer com- parativos e superlativos permite ao leitor perceber como o autor estabelece comparações (de igualdade, superioridade ou inferioridade) entre os elementos expressos no texto” (SOUZA; ABSY; COSTA; MELLO, 2005, p. 96). 24 Na Tabela 15, temos os principais adjetivos e com- parativos da língua inglesa e como são usados nas formas comparativa, superlativa e de inferioridade. Adjetivos/advérbios curtos: acrescente os sufixos –er (comparativo) e –est (su- perlativo) Adjetivo/Advérbio: tall, early, hot. Comparativo: taller, earlier, hotter. Superlativo: (the) tallest, (the) earliest, (the) hottest. Size really doesn’t matter: Analysis of theoretical phy- sicist Albert Einstein’s brain revealed that it was slightly smaller than the average human brain. The quickest solution to deforestation would be to simply stop cutting down trees. Adjetivos/advérbios longo: use more + adj./adv. (comparativo) e most + adj./adv. (superlativo) Adjetivo/Advérbio: interes- ting, easily. Comparativo: more interes- ting, more easily. Superlativo: (the) most inte- resting, (the) most easily. Healthy lifestyles are more influential than genetic fac- tors in avoiding deterioration traditionally associated with aging. Learning occurs most easily when learners feed comfortable. Formas Irregulares Adjetivo/Advérbio: good, bad, far, little, much/many. Comparativo: better, worse, farther, less, more. Superlativo: (the) best, (the) worst, (the) farthest, (the) least, (the) most. Leading scientists warn that global warming is worse than predicted. Vegetables and fruit are two of the best foods known to man. 25 Inferioridade: formada com less (comparativo) e least (superlativo) Adjetivo: colorful, happy. Comparativo: less colorful, less happy. Superlativo: (the) least col- orful, (the) least happy. A fund was established to support a work program to assist less developed countries. Lethal injection is the least cruel of five methods em- ployed in US. Tabela 15: Adjetivos e advérbios nas formas comparativa, superlativa e de inferioridade. Fonte: SOUZA; ABSY; COSTA; MELLO (2005, p. 97). Um último ponto importante sobre o estudo dos ad- jetivos se refere a situações em que queremos dizer que as coisas são iguais, ou seja, quando fazemos comparação de igualdade. Em inglês, quando isso acontece, o adjetivo não sofre nenhuma alteração, mas “são acompanhados de as...as para mostrar essa igualdade: ‘Your pair of shoes is as expensive as this purse!’” (SILVA, 2017, p. 77). Reparou como o adjetivo “expensive” se manteve sem alterações? Para comparar duas coisas (shoes e purse), só adi- cionamos “as...as”. Chegamos ao fim deste tópico em que estudamos os pontos considerados principais sobre os adjetivos e advérbios na língua inglesa. No próximo, vamos falar sobre outra questão muito importante para uma boa escrita e leitura: a pontuação. 26 TÓPICOS DE PONTUAÇÃO Chegamos ao nosso último (porém, não menos importante) tópico sobre os elementos essenciais para a produção e análise textual na língua inglesa: a pontuação. Em inglês, temos 12 principais sinais de pontuação (Tabela 16): ’ apostrophe - hyphen : colon ( ) parentheses , comma . period – dash ? question mark ... ellipsis “ ” quotation mark ! exclamation point ; semicolon Tabela 16: sinais de pontuação da língua inglesa. Fonte: Cambridge Dictionary, 2019. Não vamos abordar todos, pois oito desses sinais de pontuação apresentam o uso na língua inglesa idêntico ao uso na língua portuguesa: ellipsis (...), exclamation point (!), parentheses ( ), period (.), dash (–), colon (:), quotation mark (“ ”) e question mark (?). Vamos começar pela vírgula (comma), pois é no uso da vírgula que a maioria das pessoas comete erros na escrita. Há, ao menos, quatro situações que exigem o uso da vírgula. A primeira é quando precisamos unir duas ora- ções (orações compostas – compound sentences) ou mais. Essas orações geralmente são unidas 27 por conjunções como: and, but, or, nor, for, so e yet (CLEVELAND, 2002, p. 20.): ● I am going to bed now, and I plan to read this book. ● She did not eat the cookies, nor did she eat the candy. ● Paul is going to the movie, but John is not going, so I will pick Paul up. ● Did Mom come to the ball game, or did Dad come alone? ● Deborah was upset, for she wanted to go on that trip, but she got sick. ● Melissa was tired, so she left theparty early, and Cathy left with her. ● It was midnight, yet it did not seem late, so we stayed out a little longer. Atenção: não use a vírgula para separar orações coordenadas se elas formam frases maiores, mais complexas (quando elas se tornam subordinadas). Analise as mesmas frases acima acrescidas de mais informações (CLEVELAND, 2002, p. 21): ● I am going to bed to read the book that Elizabeth wrote. ● She did not eat the cookies or the candy that Deborah made for her. ● Paul is going to the movie and may not come home until late. ● Did Mom come to the ball game along with Dad? 28 ● Deborah was upset that she couldn’t take the trip to London. ● Melissa was tired and left the party early. ● It was midnight and very dark outside my window. Uma segunda situação que exige o uso da vírgula é quando a usamos para separar a introdução de uma oração, é o que se chama em inglês de intro- ductory elements. Essa introdução aparece quando a oração não começa com o sujeito da ação e te- mos elementos que informam quando, onde, como ou porque algo acontece, aconteceu ou acontecerá (CLEVELAND, 2002, p. 23-24). Observe os exemplos a seguir (a vírgula vem logo em seguida do elemento introdutório): ● Discovering the book under the chair, she went to bed to read it. ● When I couldn’t find the cookies, I ate the candy. ● Driving home from the party, Paul lost his way. ● Feeling frustrated, Deborah complained about not getting to take the trip. ● Bored at the party, Melissa got tired and left. ● Before Mom’s cousin came from Chicago, Mom went to the ball game with Dad. A terceira situação em que utilizamos a vírgula é com os apostos (appositives), que é uma explicação, uma informação extra que damos sobre algo que acaba- mos de mencionar. Essa informação aparece entre 29 vírgulas. Analisemos alguns exemplos (CLEVELAND, 2002, p. 28): ● Michael, my very best friend, lied to me. ● Pride and Prejudice, a book by Jane Austen, is my favorite novel. ● Houston, the largest city in Texas, was named for Sam Houston. O quarto uso que fazemos da vírgula, um dos mais comuns, acontece quando enumeramos itens em uma série, um conjunto (CLEVELAND, 2002, p. 31): ● The vendor sells hot dogs, pretzels, hamburgers, and soft drinks. ● For my birthday, I got a sweater, a pair of gloves, a hat, and several other items. ● It makes me wild, mad, crazy, and frustrated when teachers give contradictory instructions on where to place commas! Essas são as quatro situações mais importantes a se considerar sobre o uso da vírgula (comma). Vamos treinar um pouco? Leia o texto abaixo, sem nenhuma pontuação, e faça o uso de vírgulas para corrigi-lo. I will never again forget to use a comma before a con- junction in compound sentences and I will forgo using commas to join a sentence and a sentence fragment or to join two sentences without a conjunction and by no means will I forget to use a comma after an intro- ductory element in a sentence while I will of course remember to use pairs of commas to set off unneces- 30 sary and parenthetical elements and just to prove I am a master at using the almighty comma I will forever use one after every single item when I list words in a series such as period comma and semicolon. Amen. (Fonte: CLEVELAND, 2002, p. 43). Gostou do exercício? Confira como é a correta pontu- ação do mesmo texto, ou melhor, o nosso guia para o uso da vírgula: I will never again forget to use a comma before a conjunction in compound sentences, and I will forgo using commas to join a sentence and a sentence frag- ment, or to join two sentences without a conjunction, and by no means will I forget to use a comma after an introductory element in a sentence, while I will, of course, remember to use pairs of commas to set off unnecessary and parenthetical elements, and just to prove I am a master at using the almighty comma, I will forever use one after every single item, when I list words in a series, such as period, comma, and semicolon. Amen. FIQUE ATENTO Quando falamos do uso da vírgula na língua inglesa, é comum ouvirmos sobre a “Oxford comma”. Não se trata de um tipo especial de vírgula, mas sim do nome dado à virgula que é usada quando listamos uma série de coi- sas. Por exemplo, na frase “I love my parents, Michael Jackson, and Christina Aguilera”, entendemos que você ama os seus pais, o cantor Michael Jackson e a cantora 31 Christina Aguilera, certo? Entretanto, se tirarmos a vírgula antes de “and”, teremos a seguinte frase: “I love my pa- rents, Michael Jackson and Christina Aguilera”. Gente!!! Como assim? Você é filho(a) do Michael Jackson e da Christina Aguilera? Não sabia! Pode me dar um autógra- fo? Engraçado, não é? Mas viu só como uma simples vírgula faz toda a diferença? Veja mais sobre a “Oxford comma” no portal Oxford Dictionary. Acesso em: 07 set. 2019. O uso do ponto-e-vírgula (;), semicolon, em inglês, acontece principalmente quando queremos juntar frases que apresentam sentido independente, mas que são próximas em seu significado. Observe os exemplos (CLEVELAND, 2002, p. 58): ● It’s not too hot in here; it’s not too cold either. ● Many philosophers have inspired; some have despaired. ● A semicolon is a complicated little mark; use it sparingly and with flair. Usamos o semicolon (;) também para fazer transi- ções entre elementos. Para isso, é comum usarmos advérbios e conjunções como furthermore, moreo- ver, likewise, meanwhile, thus, however, therefore. O uso do ponto-e-vírgula nos ajuda a mudar de for- ma mais rápida de uma ideia ou assunto para outro (CLEVELAND, 2002, p. 58): ● Cathy had a date; however, she would prefer having dinner with her women friends. ● Elizabeth is sick; otherwise, she would have come. 32 https://www.lexico.com/en/explore/what-is-the-oxford-comma ● Deborah looked in her closet and found nothing to wear; therefore, she decided to stay home. Um sinal de pontuação muito comum da língua ingle- sa é a apóstrofe (’). Ela é usada em duas situações. A primeira é quando fazemos contractions, ou seja, as contrações que indicam situações em que retiramos uma letra de uma palavra para abreviá-la. Neste caso, a apóstrofe indica o local em que a letra foi retirada (Tabela 17): I’ll be around after you’re gone. I’ll = I will; you’re = you are Who’s going skating with me? Who’s = who is I won’t dance; don’t ask me. Won’t = will not; don’t = do not Tabela 17: Tabela 17: exemplos de uso da apóstrofe I. Fonte: Cleveland (2002, p. 82). Outro uso da apóstrofe é quando indicamos a posse de alguma coisa. Colocamos a apóstrofe e mais a letra “s” ao final do nome de quem ou do que tem a posse (Tabela 18): John’s horse got away and ended up in Norman’s pasture. Aqui, a apóstrofe indica que o cavalo é de John e o pasto é de Norman. Rufu’s motor home was in the park ground. Aqui, indica que o trailer pertence a Rufu. 33 The bus’s motor was noisy; but the car’s was not. O uso da apóstrofe indica que o motor do ônibus é ba- rulhento, mas que o (motor) do carro não é. Tabela 18: Exemplos de uso da apóstrofe II. Fonte: Cleveland (2002, p. 83). O último sinal de pontuação que vamos estudar aqui é o hífen (-), hyphen, em inglês. Deixamos o hífen por último, pois ele é um dos sinais de pontuação mais tranquilos de se usar. Usamos o hífen para separar sílabas e para adicionar um prefixo a uma palavra, como em: anti-intellectual, pro-business, all-inclusive, ex-husband. Também usa- mos o hífen para dividir palavras que contêm uma letra em sua composição, como T-shirt, X-ray, V-neck, entre outras. O uso do hífen é necessário em palavras compostas, sejam elas com adjetivos, como in-house lawyer, hot- -dog stand, baggage-claim area, first-class cabin, blue- -green dress, sejam com outros substantivos, como mother-in-law, hide-and-seek, ship-shape (CLEVELAND, 2002). Chegamos ao fim deste módulo sobre pontuação. Parece muito,não é? Mas você perceberá que saber usar todos esses sinais corretamente é uma questão de prática. Leia bastante, observe as relações de ideias estabelecidas com o texto e consulte sempre uma boa gramática, este é o segredo! 34 CONSIDERAÇÕES FINAIS Ufa! Foi bastante coisa, não é mesmo? Falamos do uso de pronomes para fazer referências aos termos da oração, sobre aquelas palavrinhas mágicas que auxiliam na coesão textual (os marcadores discur- sivos), sobre a formação de palavras com o uso de afixos, também as características dos adjetivos e advérbios na língua inglesa, e finalizamos com alguns tópicos essenciais sobre pontuação. Procuramos apresentar alguns pontos que são con- siderados os mais importantes de cada um desses assuntos, pois são essenciais para não só melhorar- mos nossa escrita, mas também para nos tornarmos leitores mais atentos, e por que não mais críticos? Não deixe de aprofundar os seus estudos e praticar a escrita e a leitura sempre que puder. 35 SÍNTESE Língua Inglesa: Gramática do Texto ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA A PRODUÇÃO E ANÁLISE TEXTUAL • Coesão textual e Coerência textual. • Referenciação pronominal: uso dos pronomes para fazer referências ao longo do texto e garantir a coesão textual. • Principais pronomes usados para a referenciação pronominal em língua inglesa: subject pronouns, demonstrative pronouns, relative pronouns, object pronouns, possessive pronouns. • Marcadores discursivos: mecanismo que garante a ligação entre frases, períodos e parágrafos. • Principais marcadores discursivos: conjunções que indicam adição de ideias, contraste, relações de causa e consequência, o tempo em que as ações ocorrem, exemplos, conclusão, ênfase e comparação. • Derivação das palavras: uso de afixos (letra ou grupo de letras adicionadas a uma palavra). • Afixo adicionado antes da palavra recebe o nome prefixo. • Afixo adicionado depois da palavra recebe o nome de sufixo. • Adjetivos na língua inglesa: invariáveis em gênero e número; são posicionados antes do substantivo que caracterizam. • Comparação: advérbios e adjetivos curtos recebem o acréscimo de “er” ao fim da palavra. • Superlativo de advérbios e adjetivos curtos recebem o acréscimo de “est” ao fim da palavra. • Adjetivos e advérbios longos recebem “more” antes da palavra para comparar e “most” para indicar a forma superlativa. • Para indicar inferioridade, os adjetivos e advérbios recebem “less” em sua forma comparativa e “least” na forma superlativa. • Sinais de pontuação que exigem atenção na língua inglesa: a vírgula (comma), o ponto-e-vírgula (semicolon), a apóstrofe (apostrophe), e o hífen (hyphen). 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