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LARYSSA APARECIDA RUEDIGER - MEDICINA FURB TURMA LI
TRAJETO OBSTÉTRICO
O trajeto, também conhecido como
canal de parto, estende-se do útero à fenda
vulvar. Ele é constituído por uma estrutura
rígida e mais resistente, formada por ossos,
articulações e ligamentos, e por uma
estrutura mais flexível, chamada bacia
mole - que compreende o diafragma
pélvico e o urogenital.
TRAJETO DURO
Os ossos da bacia unem-se entre si
pelas articulações: sínfise púbica,
articulação sacroilíacas e sacrococcígea,
que por ação hormonal, especialmente pela
progesterona, tornam-se frouxas durante a
gestação (fenômeno de embebição
gravídica).
O estreito superior divide a pelve
em grande e pequena bacia. A pequena
bacia (bacia obstétrica/escavação) está
localizada abaixo do estreito superior,
representando o canal ósseo por onde o
bebê passa durante o parto.
Para avaliar a via de parto, é
necessário conhecer as dimensões da bacia
menor, que é dividida em estreitos:
1. Estreito superior: promontório +
asas do sacro + sinostoses sacroilíacas +
linha arqueada do ílio + eminência
ileopectínea + crista pectínea + margem
superior do púbis e da sínfise púbica.
2.Estreito médio: terço inferior do
sacro + espinha isquiática + borda inferior
da sínfise púbica. O diâmetro
anteroposterior (sacromediopúbico) vai do
meio da concavidade do sacro até o meio
da face posterior da sínfise púbica,
medindo 12cm.
E o diâmetro transverso é o biespinha
isquiática, que se estende de uma espinha
LARYSSA APARECIDA RUEDIGER - MEDICINA FURB TURMA LI
isquiática à outra, medindo 10,5cm e é o
ponto de maior estreitamento de todo o
canal de parto, que coincide com o Ponto
0 de DeLee.
Insinuação (encaixe do bebê): é a passagem
da maior circunferência da apresentação
através do anel do estreito superior. Plano de
DeLee: mínimo -2.
*O nervo pudendo ocupa a posição sobre a
espinha isquiática, ele pode ser bloqueado por
anestésico local, passando a agulha pela
parede lateral da vagina, de modo a
anestesiar as peles do períneo e ânus.
**Espinha ciática saliente ao toque vaginal
indica mau prognóstico para o trabalho de
parto.
3. Estreito inferior: borda inferior
da sínfise púbica + ramos isquiopúbicos.
Tem o formato de 2 triângulos com base
comum: bituberoso. O menor diâmetro é
conjugata exitus (anteroposterior) que
mede 9,5 cm, mas na fase final da
expulsão fetal após a deflexão da cabeça
do bebê, há uma retropulsão do cóccix e
a medida amplia de 2 a 3 cm, medindo
11cm de diâmetro no total.
O diâmetro transverso (bituberoso) mede
11cm.
*CONJUGATAS:
a) Vera anatômica: traçada do
promontório sacral até a borda superior da
sínfise púbica.
b) Vera obstétrica: traçada do
promontório sacral à face posterior da
sínfise púbica. (TRAJETO REAL DA
CABEÇA FETAL; ESTIMADO A
PARTIR DA MEDIDA DA
CONJUGATA DIAGONALIS).
c) Diagonalis: do promontório
sacral à borda inferior da sínfise púbica.
Para calcular deve-se fazer o exame de
toque.
d) Exitus: da sínfise púbica ao
cóccix.
>>>>Regra de Smellie: CO = CD - 1,5 cm
A conjugata diagonalis é 1,5cm
maior que a vera obstétrica.
LARYSSA APARECIDA RUEDIGER - MEDICINA FURB TURMA LI
TIPOS DE BACIA
É importante o conhecimento do
formato da bacia da paciente para o
prognóstico do parto, elas são classificadas
de acordo com o formato do estreito
superior:
a) Ginecóide: é a pelve feminina
típica, o estreito superior tem a
forma arredondada e a porção
posterior é bastante larga. As
espinhas isquiáticas não são
proeminentes. MELHOR
PROGNÓSTICO PARA PARTO
VAGINAL.
b) Antropoide: o estreito superior
tem formato elíptico e alongado no
sentido anteroposterior e o
diâmetro transverso diminuído.
NÃO APRESENTA BOM
PROGNÓSTICO PARA PARTO
VAGINAL, MAS SE A
INSINUAÇÃO OCORRE,
EVOLUI BEM.
c) Androide: característica de bacia
masculina normal, apresenta o
estreito superior triangular, com o
diâmetro transverso máximo
deslocado para a região posterior,
espinhas ciáticas salientes. O
PARTO POR VIA BAIXA NÃO
TEM BOM PROGNÓSTICO.
d) Platipelóide: achatado no sentido
anteroposterior, com diâmetro
transverso maior que o
anteroposterior. SE NÃO
HOUVER DISTOCIA NA
INSINUAÇÃO, O
PROGNÓSTICO DE PARTO É
BOM.
LARYSSA APARECIDA RUEDIGER - MEDICINA FURB TURMA LI
PELVIMETRIA INTERNA
É a avaliação clínica dos diâmetros
internos da bacia pelo toque vaginal.
1. Ângulo subpúbico
2. Distância entre as espinhas ciáticas
e proeminência.
3. Conjugata exitus
4. Conjugado diagonal
TRAJETO MOLE
Compreende o diafragma pélvico e
o diafragma urogenital:
LARYSSA APARECIDA RUEDIGER - MEDICINA FURB TURMA LI
ESTÁTICA FETAL
Compreende as relações espaciais
entre o organismo materno e o feto. São
avaliadas atitude, situação, apresentação
e posição do feto.
ATITUDE
É a relação das diversas partes
fetais entre si e depende da disposição dos
membros e da coluna vertebral.
Fisiologicamente: flexão da coluna
vertebral, cabeça levemente fletida e coxas
fletidas sobre a bacia. No todo, o feto tem
a configuração de um ovóide com duas
extremidades, uma cefálica e outra pélvica.
Na apresentação cefálica (feto com
a cabeça para baixo):
a) Apresentação fletida /OF
(occipitofrontal) = 11cm
b) Apresentação de bregma - deflexão
de 1º / SOB
(suboccipitobregmático) = 9,5
cm
c) Apresentação de fronte
(glabela/nariz) - deflexão de 2º
/ON (occipitomentoniano) = 13,5
cm >>contraindica parto via
vaginal.
d) Apresentação de face (mento) -
deflexão de 3º /OM
(submentobregmático) = 9,5cm
Na apresentação pélvica (feto com
a cabeça para cima, nascerá de nádegas):
a) Pélvica incompleta, modo nádegas,
com as pernas esticadas e os pés
acima do nível da cabeça.
b) Pélvica completa, com quadris e
joelhos flexionados.
c) Pélvica incompleta modo joelho ou
pés.
*Eixo anteroposterior: fletido e defletido.
**Eixo laterolateral: sinclitismo e
assinclitismo
a)sinclitismo b)assinclitismo posterior
(Litzmann) c)assinclitismo anterior
(Nägele).
>>Sinclitismo: encaixamento do polo
cefálico fetal com a sutura sagital com a
mesma distância entre a sínfise púbica e o
LARYSSA APARECIDA RUEDIGER - MEDICINA FURB TURMA LI
promontório sacral.
>>Assinclitismo: flexão lateral da cabeça
do feto; sutura sagital não está na linha
média; pequenos assinclitismos são
normais; graus extremos levam a distócia;
importante fator na aplicação do fórceps.
Obliquidade de Litzmann (pubis) e
obliquidade de Nägele (sacro)
SITUAÇÃO
É a relação entre o maior eixo fetal
com o maior eixo da cavidade uterina, são
três possibilidades:
1. Longitudinal: quando ambos os
eixos coincidem. Distingue-se a
apresentação do polo cefálico ou
do pélvico.
2. Transversal: quando o feto se
dispõe mais ou menos
perpendicularmente ao maior eixo
uterino.
3. Oblíqua: maior eixo fetal cruza
obliquamente o maior eixo uterino.
a) longitudinal b) transversal
APRESENTAÇÃO
É definida como a região fetal que
ocupa a área do estreito superior da pelve
materna e nela se vai insinuar. A
apresentação só é definida no penúltimo
ou no último mês de gestação. Nas
situações longitudinais são observadas as
apresentações cefálicas ou pélvicas, já nas
situações transversas (o ombro ocupa a
região do estreito superior da bacia), temos
a apresentação córmica.
a)cefálica b)pélvica c)córmica
POSIÇÃO
É a relação do dorso fetal com o
abdome materno. Pode ser dorso à
esquerda ou à direita - na situação
longitudinal -, ou dorso anterior ou
posterior - na situação transversa.
LARYSSA APARECIDA RUEDIGER - MEDICINA FURB TURMA LI
a)à direita b)à esquerda
**VARIEDADE DE POSIÇÃO:
A variedade de posição serve para
complementar a orientação espacial do
feto ao relacionar um ponto de referência
da apresentação fetal com um ponto de
referência ósseo da bacia materna.
A primeira letra faz referência a
apresentação fetal e a segunda letra ao lado
materno para o qual está voltado o ponto
de referência fetal.
Os menores diâmetros para insinuação:
LARYSSA APARECIDA RUEDIGER - MEDICINA FURB TURMA LI
Exemplo: referência ao occipício
__________________________________
Exercício: descrever atitude, situação,
apresentação e posiçãodo feto das
representações abaixo.
A:
B:
C:
D:
E:
F:
G:
H:
I: