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@feersimoesconsultoria ESTUDO DIRIGIDO ALENCAR, José de. O guarani. 20ª ed., São Paulo: Ática, 1996 1 – Autor e escola literária José de Alencar é um escritor do romantismo, nasceu em Messejana no Ceará, a qual foi influenciado pelo pai político senador e o irmão diplomata. As obras do escritor apresentam características do realismo, e, pode ser indianista, histórica ou urbana. No entanto, segue uma literatura baseada na literatura portuguesa, dos colonizadores, bem como sua linguagem é nacional, com estilo voltadas as características brasileiras. Formou-se em direito e atuou como advogado, jornalista, dramaturgo e como político. A obra “O Guarani” é a obra mais famosa do escritor, a qual foi publicado em 1857, demonstrando uma preocupação com a cultura naconal, retratando o Brasil de diversas maneiras: indianistas, regionalistas, históricas e urbanas. Costuma fazer críticas à sociedade da época, principalmente a desigualdade social. 2 – Enredo da obra É um enredo complexo, a qual destaca dois conflitos: índios e portugueses, e os admiradores de Cecília, Peri, Álvaro e Loredano a qual estava interessado pela mão da moça. No entanto o romance possui elementos indianistas, em que retrata o contato entre indígenas e europeus. Trata de uma história de amor de Peri e Cecília. Essa história de amor é entre um índio e a filha do português D. Antônio de Mariz, a qual estavam nas terras brasileiras. O português foi recebido por Mem de Sá, sendo um dos primeiros administradores de terra da colônia. O fidalgo português que teria participado da fundação da cidade do Rio de Janeiro em 1567. A obra é dividida em quatros partes: Os Aventureiros, Peri, Os Aimorés e Catástrofe, o romance retorna ao ano de 1604, época em que os reinos de Portugal e Espanha ainda disputavam terras no novo continente. 3 – Principais personagens Identificou-se que Peri era um índio imaginado dentro do ideal “bom selvagem” do filósofo francês Russeau, a qual considera-se um índio distante da civilização., e Cecilia, uma moça linda, loira e de olhos azuis, com alma generosa e inocente. Meiga e suave, é a perfeita heroína do Romantismo. Tinha dezoito anos, e que era a deusa desse pequeno mundo que ela iluminava com o seu sorriso, e alegrava com o seu gênio travesso e a sua mimosa feceirice. O pai de Cecília, D. Antônio Mariz, um dos fundadores do Rio de Janeiro, português que ficou no Brasil, pós fundação. Era dos cavalheiros que mais se haviam distinguido nas guerras da conquista, contra a invasão dos franceses e os ataques dos selvagens. Ele auxiliou o governador nos trabalhos da fundação da cidade e consolidação do domínio de Portugal nessa capitania. D. Laurinda, esposa de D. Antônio, dama paulista, imbuída de todos os prejuízos de fidalguia e de todas as abusões religiosas daquele tempo; no mais, um bom coração, um pouco egoísta, mas não tanto que não fosse capaz de um ato de dedicação D. Diogo de Mariz, que devia mais tarde prosseguir na carreira de seu pai, D. Antônio, e lhe sucedeu em todas as honras e forais; ainda moço, na flor da idade, gastava o tempo em correrias e caçadas Álvaro, um jovem apaixonado por Cecilia, mas que não tem seu amor retribuído por ela. Posteriormente, ao longo da história, ele se envolve com a Isabel, considerada como prima da Cecilia, pois é filha bastarda de D. Antônio. Álvaro morre em um combate e Isabel se suicida. Loredano: ex-frei Ângelo di Lucca, é um italiano ganancioso e traidor de sua fé. Ameaçou a família de Antônio, queria incendiar a fazenda e roubar a fortuna e Cecília. 4 – Contexto histórico em que a narrativa se passa: É narrado em terceira pessoa, por um narrador onisciente e onipresente e se passa no início do século XVII, no interior do Rio de Janeiro, com aventuras e relações amorosas. A história ganha destaque a construção da nacionalidade por meio do mito da integração entre colonizado e colonizador. 5 – Contexto histórico da produção da obra O Alencar buscou adaptar o modelo literário com a realidade nacional, utilizando o Romantismo como um dos fundamentos mais importantes. Vale ressaltar que na segunda metade do século XVII a Europa foi palco de renovação em todos os campos: estado de espirito inovado, sentimento à razão, liberalismo ampliando a qual provocou a Revolução Francesa com guerras para eliminar o absolutismo e o abuso de poder, na exigência de igualdade de direitos e justiça social. 6 - O índio é representado na obra: Como um índio corajoso e valente, valorizando a origem do povo brasileiro, com traços de caráter “bom selvagem”, pureza, valentia e brio. Alencar descreve o índio com características portuguesas e herói. Contudo, destaca a tendência nacionalista, a qual por meio de romances histórico, o indianismo passou a ser visto como herói, valoroso, nobre, formação da nossa nacionalidade junto com o homem branco e negro. 7 – A maneira que a obra pode ser utilizada pelos estudos historiográficos. Poderá ser utilizada explorando a cultura indígena, discutir com os alunos a discriminação, trazendo à tona o lugar do índio na sociedade dos séculos XX e XXI. Vale relembrar os fatos: o número de indígenas no Brasil hoje, a pauperização que vêm sofrendo. Também pode ser utilizada, com os dados populacionais de 1822 e fazer um estudo da população do Brasil de hoje, levando-se em conta o processo de colonização, imigratório, formação do povo. Realizar uma comparação com os números populacionais dos outros países citados.