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Sistema Endócrino – Tireóide Glândula essencial para muitos processos metabólicos. Posição: Lateral e anterior a laringe. Peso: 15 a 20 gramas. Hormônios: tiroxina (T4), tri-iodotironina (T3) CONTROLE DO METABOLISMO o Ausência pode diminuir de 40 a 50% abaixo do metabolismo basal o Excesso pode aumentar a 60 a 100% do metabolismo basal- e calcitonina – metabolismo do cálcio (trabalha conjuntamente com a paratireoide). É formada por acinos, não por ductos. Cada acino possui região central (coloide – gelatinoso) e células foliculares (epiteliais cuboides) circunscrevendo a região central coloidal. O tecido da glândula é altamente vascularizado. A região apical da célula folicular está voltada para o coloide, enquanto a porção basal é voltada para a circulação (membrana baso-lateral). Há células do tipo C (parafoliculares) que secretam calcitonina T3 E T4: produzidas pelas células foliculares - Síntese e armazenamento de hormônio tireoidiano células C: produzem calcitonina Fibroblastos, linfócitos e adipócitos - fatores reguladores (parácrina): sinalizam as células foliculares Hormônios: tiroxina (T4) – 97%, tempo de início de efeito de 2 a 3 dias, atividade máxima em 10 dias e por até 6 semanas; tri-iodotironina (T3) - 3%, tempo de início de efeito de 6 a 12 horas, atividade máxima em 3 dias e por até meses. Diferença química estrutural: T4 tem uma molécula de iodo a mais que o T3 No coloide, há uma grande quantidade de TIREOGLOBULINA (TG) RESUMO: o Célula C – Calcitonina o Foliculares – T3 e T4 Porção apical: coloide Porção basal: CS o Coloide – tireoglobulina (TG) Síntese: Regulação da Função Tireoidiana: Hipotálamo TRH: hormônio liberador de tireotropina TIREOTROFO: Sistema da Fosfolipase C: Frio e reações emocionais / ansiedade e agitação. TSH: Efeitos TSH: estimulação de todas as etapas envolvidas com a síntese dos hormônios tireoidianos. Alvos do TSH: Simportador Na/ITg TPO (tireoide peroxidade) DIFERENÇA CINÉTICA: % de T4 é maior produção da tireoide; tem efeito mais tardio e seu tempo de duração é entre dias e semanas % de T3 é menor; seu efeito é mais rápido, podendo atuar entre dias até meses THS dosado para saber a funcionalidade de T3 e T4 EIXO HIPOTÁLAMO-HIPÓFISE-TIREOIDE: Hipotalamo secreta TRH no sistema porta hipofisário e age na adeno-hipofine, nas células TIREOTROFOS. Atravses da via se segundos mensageiros via fosfolipase C ocorre a secreção de TSH: hormônio estimulante da tireoide (pelos tireotrofos). O TSH age na tireoide e esta produz T3 e T4, os quais são lançados na circulação. Os níveis de T3 e T4 são mais ou menos constantes (sem picos). Para manter sua constância, há o feedback negativo. T3 e t4 circulantes agem nos tireotrofos e no hipotálamo reduzindo a produção de TSH E TRH. THS age nas células foliculares, controlando etapas da sua síntese e secreção SÍNTESE: Captação de iodeto do sangue (50 miligramas/ano ou 1mg/semana- sal de cozinha). Oxidação do iodeto e iodetação dos grupos tirosina da tireoglobulina. Acoplamento dos resíduos de iodotirosina, produzindo as iodotironinas. Proteólise da tireoglobulina e liberação da tiroxina e triiodotironina no sangue. Conversão da tiroxina em triiodotironina nos tecidos periféricos. _____________________________________________________________________________________________ ETAPAS: CAPTAÇÃO/SEQUESTRO DO ÍON IODETO: A célula folicular é polarizada. A PTN NIS é um simportador de sódio e iodeto, que fica no polo basal. Ela capta íon iodeto dos capilares e o cotransporta com na+ para dentro da célula. O estimulado da NIS é o TSH. *A NIS também esta presente nas mamas, placentas, mucosa gástrica; contudo, nestes órgãos, não é influenciada pelo TSH Captação ou Sequestro do iodeto (I-) – concentração de iodeto 30 x maior que no sangue(até 250x) NIS em outros tecidos – glândulas salivares mucosa gástrica / mama / placenta Sem regulação pelo TSH Proteína transportadora: Simportador de sódio-iodeto (NIS) – ESTIMULADO PELO TSH E AUTO-REGULADOR A TG (tireoglobulina) no coloide possui conectada a si vária tirosinas (aminoácido precursor dos hormônios da tireoide) Depois que o iodeto é capturado e oxidado, este adere as tirosinas (iodetação). Há o acoplamento das tirosinas que estão com iodo = produção de T3 e T4. Estes ficam armazenados até secreção OXIDAÇÃO E IODETAÇÃO: O: Com o íon iodeto no interior da célula, este é transportado (transepitelial) pelo fluxo do citoplasma até o polo apical. Nele há a pendrina (contratransportador cloreto/iodeto). O iodeto passa para o coloide, onde passa pela oxidação. Este íon formado tem a capacidade de se aderir as moléculas de tirosina o Oxidação: enzima tireóide peroxidase (juntamente com H2O2) oxida o iodeto na sua forma ativa – I2 (iodo oxidado) – Organificação da tireoglobulina: iodetação ou iodização I: Em cada TG, há aproximadamente 70 tirosinas. A TG é um proteína que passa pelo RE e CG após ser traduzida, sendo encapsulada. Há ligação da TG com moléculas de iodo ligadas as tirosinas (conjugação do íon iodeto aos aa tirosina). Peroxidase: faz oxidação e iodetação CONJUGAÇÃO: É preciso juntar mono-iodotirosina (MIT) e di-iodotirosina (DIT) para formar T3 É preciso juntar duas moléculas de di-iodotirosina para formar T4 Armazenamento: coloide 1. Cada molécula de tireoglobulina armazena em torno de 30 moléculas de T4 e algumas de T3. 2. Quantidade suficiente para suprir o organismo por 2 a 3 meses. o Estoque vai sendo consumido – efeitos da ausência de produção são tardios 3. Mesmo com a função tireoidiana interrompida, os efeitos só aparecem após alguns meses. Tireoglobulina 70 aas de tirosina SECREÇÃO: sinal é enviado pelo TSH (há uma reciclagem do que não é liberado no sangue) Sinal de pinocitose. Há o englobamento das tireoglobulinas, que são levadas as células foliculares. Essa gotícula se funde ao lisossomo (o qual possuem enzimas digestivas que quebram ligações). As ligações com a tireoglobulina são desfeitas, liberando: T3 e T4 (corrente sanguínea); MIT, DIT (levados ao RE onde passam por DESIODISAÇÃO – remoção de iodo anexado – liberação de tirosinas para que estas recebam mais iodeto no coloide e se acoplem as tireoglobulinas) *Proteólise da tireoglobulina e liberação da tiroxina e triiodotironina no sangue TRANSPORTE: Precisam se ligar a PTNS PLASMÁTICAS para transporte GLOBULINA LIGADOA DE TIROXINA e albumina o Perceber que as ptns de transporte estão ligadas as tiroxinas (T4). T4 tem meia-vida maior que T3. Há um reservatório de hormônio circulante = estoque plasmático. Conforme o tecido precisa, o hormônio é disponibilizado. A estrutura química do T4 permite que ele se mantenha mais tempo circulante, poupando energia Se ligam à proteínas transportadoras (99%) – globulina ligadora de tiroxina ou globulina de ligação da tireóide e albumina de ligação à tiroxina. Liberação lenta para os tecidos (metade - T3 – 1 dia; T4 – 6 dias). A ação dos hormônios tem início lento e longa duração (se deve a ligação a proteínas plasmáticas e mecanismo de ação) Hormônios T3 e T4 Ambos agem em receptores nucleares, mas o T3 é mais potente, tem mais afinidade pelos receptores nucleares. O T4 é convertido em T3 ao entrar na célula por um processo de DESIODAÇÃO (enzima desiodinase remove um iodo) Mecanismo de ação: receptores nucleares, modulando a transcrição gênica e, portanto, síntese de proteínas. T3 tem maior afinidade aos receptores – mais potente. Ao entrar na célula, T4 é convertida em T3 (processo de desiodação periférica - desiodinases) – em torno de 80%. rT3 – 33% da desiodação de T4 (iodo removido do anel interno) o moléculasde T4 desiodadas formam T3: se o iodo for retriado de uma posição equivocada, forma um T3 REVERSO – molécula sem função Metabolismo hepático e excreção biliar e renal. DESIODINASE 1: fígado, rim e tireoide. Retira iodo. Importante no metabolismo (converte T4 em T3 e T4 e T3 reverso; converte T3 em T2 = metabólito que será eliminado) DESIODINASE 3: importante na formação de T3 reverso e T2 formação de metabolitos sem ação biológica Após interagirem com receptores nucleares, desencadeia-se uma cascata de efeitos: Efeitos: Aumenta o número e a atividade das mitocôndrias (resultado e causa) o Com o aumento do número de mitocôndria e da sua atividade: produz-se mais ATP o Aumenta o processo de oxidação de macromoléculas dentro da mitocôndria Aumenta o transporte ativo de íons através das membranas (Na, K-ATPase) o Manutenção da voltam ao redor da membrana; simporte e contratransporte Efeito sobre o crescimento (crianças em desenvolvimento- permite o crescimento e maturação esquelética); (crescimento e desenvolvimento do cérebro fetal e nos primeiros anos de vida) o Crescimento, desenvolvimento e maturação o Teste do pezinho: dosa THS. Hipotireoidismo – é necessário suplementação para não compromoter de forma expressiva seu desenvolvimento cognitivo e físico Estimulação do metabolismo dos carboidratos aumenta captação para utilizar como fonte enrgética 1. aumento da captação de glicose 2. aumento da glicólise 3. aumento da gliconeogênese o formação de glicose a partir de ác. Graxos e proteínas 4. secreção aumentada de insulina 5. maior velocidade de absorção pelo TGI de glicose 6. Estimulação do metabolismo de gorduras (aumento da mobilização e oxidação de lipídios) o Aumento da atividade de lipases para catalise de moléculas de gordura, disponibilizando-a para nossa circulação. Assim pode ser usada como fonte energética Efeito sobre as gorduras plasmáticas e hepáticas 1. Aumenta (queda de T3 e T4) ou diminui (aumento de T3 e T4) a concentração de colesterol, triglicedídeos e fosfolipídios no sangue. a. Aumento de triglicerídeos, colesterol e fosfolipideos no sague devido a queda de T3 e T4 b. Diminuição de de triglicerídeos, colesterol e fosfolipideos no sague devido ao aumento de T3 e T4 2. AUMENTOS DO COLESTEROL (HIPOTIREOIDISMO) PROVOCAM O DEPÓSITO DE GORDURA NO FÍGADO E É INDÍCIO DE ATEROSCLEROSE GRAVE. a. Esteatose hepática – local que armazena o excesso de glicose e gordura. Com o tempo, há comprometimento da função. Evolui para hepatite e cirrose Aumento da necessidade de vitaminas (coenzimas) o Regulam a necessidade de vitaminas no organismo Aumento do metabolismo basal Efeitos Diminuição do peso corporal (hipertireoidismo) Efeitos sobre o sistema cardiovascular 1- aumento do fluxo sanguíneo e do débito cardíaco 2- aumento de frequência cardíaca 3- aumento da força cardíaca – ligeiro excesso (aumento de hormônios tireoidianos cronicamente pode provocar catabolismo excessivo de proteínas e, assim, descompensação cardíaca secundária à insuficiência do miorcárdio e a carga cardíaca aumentada) 4- pressão arterial normal a. existem mecanismos compensatórios que a regulam, mesmo com aumento de frequência cardiaca Aumento da respiração Aumento da motilidade TGI (aumento do apetite e da ingesta de alimentos, aumento da secreção e da motilidade do TGI) Excita o SNC o Irritabilidade e excitabilidade do SNC (aumento) o Sonolência e lentidão (redução) Efeitos sobre o músculo (excesso – fraqueza muscular / redução – contração lenta) Efeitos sobre o sono Efeitos sobre outras glândulas (aumenta a secreção de insulina, hormônio paratireóide e adrenocorticotrófico) Efeitos sobre a função sexual (homens - perda de libido, impotência; mulheres – menorragia e polimenorréia, perda de libido)