Prévia do material em texto
1 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO NA MODALIDADE ARTIGO CIENTÍFICO UNINASSAU – SER EDUCACIONAL Ano 2022 Autores Autor 1 Renata Gabrielle Dos Santos Brito Autora 2 Sarah de Oliveira Souza Orientador(a): Profa Msc Rejane Souza de Almeida 060102872@prof.uninassau.edu. br EVASÃO ESCOLAR DE ALUNOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA SCHOOL DROP OFF OF STUDENTS IN YOUTH AND ADULT EDUCATION – EJA RESUMO Este artigo tem com o objetivo principal fazer uma analise acerca da abordagem direcionada a problemática da evasão escolar na educação de jovens e adultos (EJA), este objetivo tem o intuito de refletir e verificar quais os fatores mais contribuem para a desistência dos jovens e adultos que deixam de concluir seus estudos.Trazendo um breve relato de suas concepções e conceitos que envolvem todo o contexto relacionado a modalidade EJA. Ainda ressalta o papel do professor nesta área, pois, sabemos que a sua atuação é de suma importância para o desenvolvimento e o ensino/aprendizagem destes alunos , ensino que está diretamente ligado a vivencia dos educandos da EJA. Buscamos ainda trazer sugestões pedagógicas, para se coloque em prática e assim evitar a evasão escolar. A metodologia utilizada para a realização da pesquisa foi o estudo bibliográfico feito em sites, livros, revistas e artigos científicos baseados em autores referentes ao tema proposto. Palavras-Evasão, Escolar, EJA. ABSTRACT This article has the main objective to analyze the approach directed to the problem of school dropout in youth and adult education (EJA), this objective is to reflect and verify which factors contribute most to the dropout of young people and adults who fail to complete their studies. Bringing a brief account of their conceptions and concepts that involve the entire context related to the EJA modality. It also emphasizes the role of the teacher in this area, because we know that their performance is of paramount importance for the development and teaching/learning of these students, teaching that is directly linked to the experience of EJA students. We also seek to bring pedagogical suggestions, to be put into practice and thus avoid school dropout. The methodology used to carry out the research was the bibliographic study carried out on websites, books, magazines and scientific articles based on authors referring to the proposed theme. Dropout Words, School, EJA. Artigo apresentado à UNINASSAU-NATAL-RN, para obtenção do título de graduado (a) em Pedagogia. EVASÃO ESCOLAR DE ALUNOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA 1- INTRODUÇÃO O presente artigo tem como foco fazer uma análise das possíveis causas da problemática da evasão escolar na EJA (Educação de jovens e adultos ). Esta pesquisa tem como objetivo geral analisar os fatores que contribuem para que e evasão escolar na Educação de Jovens e Adultos aconteça com tanta freqüência, com isso compreender quais os prejuízos gerados pela mesma. No intuito de responder estes questionamentos alinharemos os seguintes objetivos específicos: analisar alternativas que possam prevenir a evasão nesta modalidade de ensino e assim buscar identificar metodologias que amenizem a saída destes alunos da vida escolar, compreender quais acontecimentos que levam para a evasão e buscando entender a realidade que envolve o contexto aluno e escola. São muitos os motivos que levam a evasão escolar de jovens e adultos motivos estes que estão associados a problemas sócios econômicos dos alunos e na forma de gerir esta modalidade, as práticas pedagógicas utilizadas e falta de um currículo que se adéqüe a realidade deste público que proporcione a permanência e a inclusão social com formação significativa para a conquista profissional destes alunos . De acordo Pedroso (2010), O público atendido pela EJA é de pessoas que na idade regular não puderam estudar, ou por não se sentirem atraídos pelo conteúdo escolar acabaram deixando a escola. Isto acaba gerando uma exclusão dos indivíduos analfabetos dentro da sociedade e da própria escola. Muitos são os problemas que dificultam o ingresso de pessoas no ensino na idade regular, alguns destes problemas são: gravidez precoce, drogas, desinteresse, condições financeiras. (PEDROSO, 2010). Este público de idade regular principalmente na fase da adolescência convive com muitas dúvidas e incertezas quanto à sua existência e seu lugar neste mundo, abrindo caminho para o aumento da vulnerabilidade e contribuindo para vivencias excludentes, que inevitavelmente os levam ao fracasso na vida escolar ou os obriguem a assumir a postura de responsabilidade para quais não estão preparados no enfrentamento da vida. Este artigo aborda a caracterização da EJA, onde expõe sua diferença e a finalidade desta modalidade de ensino, trazendo assim o seu conceito. Em conformidade, ainda relata os fatores preponderantes que contribuem para a evasão escolar na modalidade de Educação de Jovens e Adultos. Autor 1 e Autora 2 3 O trabalho ainda tenta mostrar, o papel do professor do EJA neste cenário, sendo para os mesmos um desafio diário enfrentado por estes educadores, por se tratar de uma modalidade que requer muito mais atenção a demanda dos discentes. Este artigo busca fazer uma investigação e reflexão a despeito dos motivos da evasão escolar na (EJA). Para alcançarmos os objetivos propostos utilizamos estudo bibliográfico como procedimento metodológico, embasada em diversos autores , assim como em sites, revistas, artigos científicos e livros. 2 - A história da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil Muito se fala na Educação de Jovens e Adultos no Brasil, o sistema desta metodologia de ensino é muito vasto nos dias atuais e se mostra uma balança afinada, pois em vários momentos da utilização pedagógica, ele exibiu pontos que compensam o tamanho do sistema. Mas como observaremos a EJA surgiu, também, a partir de erros e de inadequação de currículos escolares, métodos e materiais didáticos, que embora sejam difíceis de admitir, ainda permanecem, em muitos pontos de aprendizagem, pois possuem suas características locais. Entretanto a Educação de Jovens e Adultos não surgiu no início da formação do Brasil. Mas ela nasce logo após a Educação Jesuítica, que abrangia apenas para formação indígena e catequista da Igreja Católica, mas passou por vários momentos de grande significado político-social, más até o momento presente se mostrou, um sistema resistente e forte. Mas a partir dos anos 40, que a Educação de Jovens e Adultos inicio a sua formação nos moldes atuais e passou a ser tratada como um “sistema diferenciado e relevante” para o sistema educacional brasileiro com ênfase na modalidade de educação para jovens e adultos . E desde esta época, vem se destacando como um sistema apto para a melhoraria do processo de ensino aprendizagem desta parcela da sociedade estudantil. A política educacional com foco neste público não nasceu apenas no gabinete, foi à defasagem educacional e o crescimento das indústrias no Brasil, no governo de Getúlio Vargas, juntamente com a própria população brasileira, que fomentou a implantação de políticas públicas para a Educação de Jovens e Adulta. EVASÃO ESCOLAR DE ALUNOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA Em 1920, surgiram questionamentos, com o que fazer nas questões do Ensino para os Adultos e o que o Estado deveria fazer, pois se tratava de uma necessidade pública. Com esta imposição, criou-se o Fundo Nacional de Ensino Primário no ano 1942 e concomitante á ele os programas para o ensino de adultos e ampliação da educação dessa modalidade, o país possuía uma alta taxa de analfabetismo e esse fundo buscava daruma resposta a esta problemática, e assim criando ações de combatendo o analfabetismo adulto e infantil. No ano de 1945 quando Getúlio Vargas foi deposto, surgiu uma forte pressão por parte da Unesco neste ponto Haddad (2000, p.111) enfatiza que “manifestava ao mundo as profundas desigualdades entre os países e fazia um profundo alerta para o papel que o governo brasileiro deveria desempenhar na educação, em especial a educação de adultos no processo de desenvolvimento do país” neste contexto denotava- se novas metas para aumentar o letramento dos brasileiros, dando um enorme empurrão no desenvolvimento da Educação de Jovens e Adultos em nosso país. É fato que não devemos deixar de enfatizar a contribuição dos interesses políticos que a cerca do assunto, pois o nível de analfabetismo naquele momento nos colocava como um país subdesenvolvido e não era mais possível esconder o pouco esforço colocado para a educação no país. No ano 1947, houve um crescente esforço no movimento, que nos auxiliou muito á desenvolver a melhora no processo de ensino de Jovens e Adultos no Brasil, neste momento nasce o Serviço de Educação de Adultos, o SEA, que deveria atuar diretamente com público de educação para adultos e com ele criar um Curso Primário para a população adulta, com profissionais que possuísse capacidade para atuar com este público. “(...) A criação deste programa para adultos fez que houvesse por parte da Unesco uma melhor percepção do que o país começava a trabalhar em favor da implementação de políticas de educação com foco na educação popular. (...)” (Paiva, 1987, p.178) Essa orientação da Unesco, gerou um momento de grande discussão sobre o analfabetismo no Brasil e cada um dos órgãos governamentais saíram à procura de entender o processo de Educação de Jovens e Adultos, pois ela estava diretamente ligada ao desenvolvimento do Brasil, pois o profissional analfabeto não colaboraria na recuperação do atraso econômico e industrial brasileiro. Autor 1 e Autora 2 5 Até aquele momento não se preocupavam com o indivíduo e nem em entender o processo de inclusão desta parcela da população na aprendizagem profissional. Ter uma população analfabeta era um peso ao país, pois nestas condições não podiam contribuir para o desenvolvimento.Como sabemos a falta de alfabetização e o próprio analfabeto era visto com enorme preconceito e olhando por esta viés naquele momento até os organizadores do projeto os viam preconceituosamente. Paiva (2001): “(...)a idéia central (...) é a de o adulto analfabeto é um ser marginal que não pode estar à corrente da vida nacional” “E associam-se a crença de que o adulto analfabeto é incapaz ou menos capaz que o indivíduo Alfabetizado. (...)” (p.184) No decorrer da campanha percebeu-se uma mudança da visão, deixando de ser tão preconceituosa e passando a ser a representante da Educação para Jovens e Adultos, que só toma essa forma, como vimos, a partir da colaboração do Estado, mas foi com a pressão popular que levou a essas mudanças. De forma bem simples as lutas em favor da EJA. Ainda era necessário uma valorização mais efetiva da EJA surgindo a partir desses movimentos as reações , como uma resposta do Estado as críticas que se fazia aos governos.(...) neste momento a característica do desenvolvimento das potencialidades individuais, e, portanto, como ação de promoção individual, a Educação de Adultos, transpassa a condição necessária para que o Brasil se fizesse um país desenvolvida(...) (HADDAD, 2000, P.111) período este , que marca a Educação de Jovens e Adultos pelo apoio popular, que se tornaram mais resistentes através das ações educativas e políticas praticadas naquele período assim como vários outros programas de interesse na EJA tal como coloca Ribeiro (2001)“(...) A partir da criação do Fundo Nacional do Ensino primário no ano de 1942 assim como do Serviço de Educação de Adultos, da Campanha de Educação de Adultos, ambos no ano de 1947, seguidas pela Campanha de Educação Rural, iniciada em 1952 e da Campanha Nacional de Erradicação do Analfabetismo, em 1958. ”(RIBEIRO,2001, P.59) É necessário que aqui se faça o registro que realmente os movimentos populares, e de grupos sociais tiveram uma grande responsabilidade na inserção do EJA na grade curricular brasileira assim como os sindicatos e outros foram também responsáveis pela criação de uma educação voltada para transformação, incluindo no processo educacional e de modernização do país. EVASÃO ESCOLAR DE ALUNOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA A EJA leva e levará aos poucos o sujeito a uma transformação social ou cultural, como nos pensamentos do estudioso Paulo Freire. No período da década de 60, inúmeras outras campanhas começaram a surgir com olhares diferentes daquelas já existentes, agora a proposta se dava no intuito de uma educação igualitária e para todos. Surgem programas para com a intenção de acabar com o analfabetismo em nosso país, e a partir destas melhorias alcançar a imagem ideal para o país, assim como também em políticas públicas para melhorar as condições de vida ao povo brasileiro. “(...) Anteriormente visto como principal causa da miséria e da marginalidade no nosso país , o analfabetismo passou a ser entendido como responsável pela pobreza gerada por uma estrutura social desigual (...) “ (Cunha, 1999, p.12) Os efetivos esforços políticos deram passos em vários regiões do Brasil, nascendo várias campanhas de Educação de Jovens e Adultos e entre os mais conhecidos estão: o Movimento de Cultura Popular de Recife o Movimento de Educação de Base, , “De pé no chão também se aprende a ler”, de Natal capital do Rio Grande do Norte e o Plano Nacional de Alfabetização do Ministério da Educação e Cultura, assim como outros. O professor e escritor Paulo Freire sempre será uma referência na Educação de Jovens e Adultos, pois ele mostra essa educação pensada de forma bem diferente, onde o educando no processo de ensino aprendizagem, tem uma alfabetização e conseqüentemente educação com bases mais crítica . Suas idéias podem ser vistas no Plano Nacional de Alfabetização, que buscava atender a maior parte da população analfabeta do país, o seu método foi colocado na EJA , dentro do Ministério da Educação e aos poucos com seus resultados o programa gerou benefícios políticos e passou a ter maior apoio do governo como método principal. (...) a luta entre os estudantes e intelectuais das diversas orientações político-ideológicas dentro do movimento sindical, por isso foi a visada pelos acordos que resultaram da utilização do método de Paulo Freire, todavia outros interesses eleitorais começaram a se manifestar e se a refletir no programa(...) (Paiva, 1987, p. 258) Infelizmente o período da Ditadura Militar, em nosso país muitos dos programas se perderam, mas graças ao empenho da sociedade em geral importantes contribuições sociais conseguiram se manter. Autor 1 e Autora 2 7 O próprio governo ditatorial conservou aqueles programas conservadores, por esta razão muitos deles se espalharam pelo Brasil como a cruzada de ação básica cristã, que diante do regime para poder manter o seu programa argumentava que não fazia educação, mas sim estava apoiando as ações sociais do Regime Militar. Foi neste período , em 1967 que nasceu o Movimento Brasileiro de Alfabetização( Mobral ) “(...) resultado do trabalho e produzido por um grupo interministerial que procurou uma alternativa ao trabalho da cruzada ABC(...) “ (HADDAD 2000 p 114), todavia muitas partes deste projeto acabaram por ser substituídas para garantir que os interesses do governo militar se sobressaíssem . O que o regime militar buscava era um modelo de alfabetização prático , sem preparar a mão de obra adequada , assim sendo nesse processo de aprendizagem, deviamlevar em consideração apenas uma complementação pedagógica básica , uma prática de aprendizagem preparando o aluno apenas para ler e escrever. Já em 1971, nasce o Supletivo este modelo procurava complementar a escolarização de jovens e adultos com o intuito de amenizar os altos índices de analfabetismo, trazendo para o ambiente escolar aqueles que ainda por alguma razão não tinham conseguido concluir seus estudos no tempo regular na idade certa. O modelo de ensino Supletivo foi instituído pela Lei 5.692/ 7, buscava-se co ele apenas uma escolarização tardia utilizando para este fim atividades educativas mais flexível para o indivíduo, suprisse suas deficiências. Mas assim como o modelo acima mencionado no supletivo também foram feitas algumas mudanças na sua proposta inicial procurando atender apenas interesse de governo, segundo Haddad (2000). “O ensino supletivo foi apresentado a sociedade como um projeto escola de futuro, elemento de um sistema educacional compatível com a modernização socioeconômica, observada pelo país nos anos 70. Não se tratava de uma escola voltada aos interesses de uma determinada classe popular, mas de uma escola e por sua clientela pois a todos deveriam atender uma dinâmica permanente de atualização” (HADDAD, 2000.p.117) Na verdade, o que ocorria era a pressão da Ditadura Militar naquele momento da história brasileira, onde se vislumbrava apenas uma educação técnica, com o intuito de atender apenas o mercado de trabalho , porém este modelo metodológico de ensino formou a base dos parâmetros do que hoje conhecemos como Educação a Distância, iniciando-se aí o fomento do uso de novas tecnologias, como a exemplo a educação na TV EVASÃO ESCOLAR DE ALUNOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA no rádio, que já foram copiadas em outros momentos dos projetos educacionais no Brasil.Com o fim da ditadura militar na década de 80 e a sociedade mais livre , surgiu então mais abertura para a entrada de novas contribuições para as questões educacionais no país . Neste momento reconfigura-se a EJA e procura-se agregar novas técnicas e metodologias para trabalhar neste público.Neste sentido não deixaremos de mencionar o Programa Mobral, que por um bom período de tempos buscou à sua maneira formatar um modelo de educação a Educação a Distância, acabando por ser substituído na década de 80 pela então Fundação Nacional para Educação de Jovens e Adultos, conhecido por (Educar), que se baseava em muitos de seus trabalhos do antigo Mobral .Com a implantação de novos programas e investimentos nestas ferramentas a educação popular volta a percorrer caminhos mais abertos pois com abertura ela pode agora mostrar todo seu trabalho que vinha fazendo em oculto.”(...) Retomaram PIS e habilidade nos ambientes universitários e passaram a influir nos programas públicos e comunitários, (...)” (HADDAD, 2000 p.120). A Constituição Federal (RIBEIRO, 2001) colocou também que a educação presencial e não somente a de forma não presencial, mas sem muita preocupação com a qualidade de ensino, “(...) nenhum jeito institucional foi mais importante para a Educação de Jovens e Adultos, nesse período que a conquista do Direito Universal ao Ensino Fundamental Público e gratuito, independentemente da idade, consagrado no artigo 208 da Constituição de 1988(...)” (HADDAD, 2000, p.120) O principal instrumento da Reforma da Educação, foi aprovação da Emenda Constitucional 14/96, que suprimiu das disposições transitórias da Constituição Federal de 1988, o artigo que comprometia a sociedade e os governos, a erradicar o analfabetismo e universalizar o Ensino Fundamental até 1998, desobrigando o Governo Federal de aplicar nessa finalidade a metade dos recursos vinculados à educação (,,,) (HADDAD 2000 p. 123) Mesmo com a criação do FUNDEF ( Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério), a Educação para Jovens e Adultos, ainda não foi priorizada pois os investimentos desse fundo, não previu qualquer ajuda à expansão do Ensino de Jovens e Adultos (HADDAD, 2000) Uma problemática que persiste é a visão que muitos tem que a EJA é uma modalidade de Ensino Noturno de Autor 1 e Autora 2 9 segunda linha, que absorve adultos que não conseguiram finalizar sua trajetória escolar na idade. No ano de 2008, a Educação de Jovens e Adultos, passou a fazer parte da (LDB) Leis das Diretrizes e Bases da Educação e foi reconhecida como de Direito Público. Mesmo que estas legislações tenham se mantido no perfil assistencialista e populista, com caráter compensatório, mas de uma forma de outra, essa nova configuração de educação passou a ser realizado de forma mais aceitável do que a posição marginal que ocupava anteriormente.Assim nasceram o financiamento de vários programas para implementar novos projetos, cujo objetivo principal era alfabetizar tendo como principal ajuda dos movimentos da sociedade civil e instituições de ensino e pesquisa. O programa PAS – um projeto de Alfabetização Solidária era um desses programas, que na década 1990 deu uma grande contribuição a alfabetização em nosso país.Este movimentos de ensino,busca a valorização do aluno e seus conhecimentos prévios adquiridos, levando-o ele ao acesso a novos conhecimentos. A EJA, vem depois de uma longa trajetória a ser valorizada, deixando de ser apenas um projeto assistencialista, levando os alunos a entender que a escola era um lugar de preparo social. 3-A metodologia da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil A educação brasileira ao longo dos anos tem sido influenciada por muitas tendências pedagógicas cujas características causam interferência na metodologia usada pelos professores na sala de aula. Portanto, precisa-se esclarecer o que é metodologia de ensino. Segundo Araújo (2006, p. 27) 14: A metodologia de ensino – que envolve os métodos e as técnicas – é teórico- prática, ou seja, ela não pode ser pensada sem a prática, e não pode ser praticada sem ser pensada. De outro modo, a metodologia de ensino estrutura o que pode e precisa ser feito, assumindo, por conseguinte, uma dimensão orientadora e prescritiva quanto ao fazer pedagógico, bem como significa o processo que viabiliza a veiculação dos conteúdos entre o professor e o aluno, quando então manifesta a sua dimensão prática (ARAÚJO, 2006, p. 27): EVASÃO ESCOLAR DE ALUNOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA Então, a metodologia de ensino pode ser entendida como um conjunto de ações praticadas pelo professor visando alcançar os objetivos propostos, sem desconsiderar o contexto em que o aluno está inserido. Por isso, é imprescindível que o professor tenha clareza do que, para que, como e a quem está ensinando, para, a partir daí, utilizar uma metodologia que contemple as necessidades educacionais do aluno. Entendendo que, os conteúdos são insuficientes para promover a eficácia da aprendizagem, não garantindo a boa qualidade do ensino, embora sejam imprescindíveis para o processo de ensino-aprendizagem. Sendo assim, a metodologia deve considerar aspectos inerentes ao educando, como: seu ritmo de aprendizagem, suas vivências extraescolares, sua faixa etária e suas potencialidades, entre outros. Araújo (2006, p. 26 e 27) ressalta que: “o como se ensina envolve umbilicalmente o método e a técnica de ensino”. Nesta perspectiva, ainda cabe trazer como destaque a seguinte fala: “A metodologia trás um norteamento ao processo educativo no âmbito das instituições escolares, o que requer planejamento prévio e operacionalização em vista mesmo da educação humana”. Quanto às técnicas de ensino utilizadas para este público, estas são descritas como: “[...] Um conjunto de procedimentos devotados ao ensino e à aprendizagem, [...] um modo de fazer, que contém diretrizes e orientações,e que visa à aprendizagem” (ARAÚJO, 2006, p. 27). Assim, entende-se que a técnica utilizada pelo professor precisa estar em consonância com o contexto do aluno, para não se tornar inadequada. Então, ao escolher a metodologia de ensino o professor deve estar atento ao contexto social, cultural, político, e econômico e, às necessidades educativas dos alunos de modo que esta favoreça a aprendizagem. A atividade docente deve ser organizada e planejada, de modo que a metodologia utilizada pelo professor facilite o processo de ensino-aprendizagem, tornando-o um processo prazeroso, eficaz, não podendo ser ação improvisada. O trabalho de planejamento e organização do ensino na EJA conforme Loch et al (2009, p. 21)é uma atividade pedagógica complexa dada a evidência da grande heterogeneidade presente neste grupo. É importante planejar pesquisando sobre a vida Autor 1 e Autora 2 11 dos jovens e adultos, tornando-os autores e participantes do planejamento. Com relação à EJA, considerando-se o fato de ter uma clientela ímpar, a metodologia poderá ser um dos agentes causadores do alto índice de evasão escolar. Estas questões, podem ser resolvidos quando o professor conhece as especificidades desse público e usa do cotidiano do aluno como eixo condutor das aprendizagens. Loch et al (2009,p.34) sugere que o conhecimento seja organizado em atividades como usar filme para introdução de tema, organizar aulas com os educandos, com seminário integrador, usar poemas, músicas e ditos populares que vá de encontro dos trabalhos desenvolvidos em aula ou podem ser construídos pelos próprios alunos na realização de um sarau literário, construir texto coletivo dando significado ao entendimento e falas dos integrantes, dividir a turma em grupos, solicitar escolha de nome para cada grupo, solicitar a elaboração de texto síntese e debater os textos produzidos. Essa sugestão é importante para o profissional docente que optar por trabalhar com alunos da EJA, uma vez que se acredita na importância da educação, do ensino bem organizado para a promoção do jovem e do adulto não alfabetizado, na atual conjuntura política, econômica e social, promovendo-o como real cidadão. 3 - Os fatores que levam a evasão escolar na Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil A educação brasileira ao longo dos anos tem sido influenciada por muitas tendências pedagógicas cujas características causam interferência na metodologia usada pelos professores na sala de aula. Portanto, precisa-se esclarecer o que é metodologia de ensino. O tema evasão escolar foi fonte de estudo das pesquisas acadêmicas da professora Dra. Maria Helena Souza Patto (1997), e representa uma face da educação que está ligada à questão do fracasso escolar e, inclusive, configura- se como sendo um dos maiores desafios à Educação Básica brasileira. Ora, a evasão escolar implica num processo histórico complexo, que perpassa pelo funcionamento da sociedade vigente. Neste contexto sem ignorar as questões extraescolares não se pode deixar de enfrentar que o fracasso escolar, bem como a evasão, constituem um problema pedagógico. É no estudo do cotidiano da escola que vários autores têm apontado possibilidades concretas de transformação de suas práticas, como forma de enfrentamento problema (PATTO, 1997 p. 238). EVASÃO ESCOLAR DE ALUNOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA Vale destacar que, originalmente, ou seja, lá nos primórdios, a escola representa uma instituição educacional que deveria ser igualitária, oferecer educação a todos e ser responsável pela reprodução e transformação das condições de produção. Por outro lado, caso esse aluno evada da escola, geralmente, decorrer do fato de pertencer à camada menos favorecida e mais vulnerável da sociedade. No intuito de amenizar alguns problemas referentes à evasão, Lopes (2010) ressalta que é necessária uma ação firme dos poderes públicos, principalmente em relação aos gestores escolares, que precisam assegurar a eficácia do processo de ensino- aprendizagem. Os fatores que contribuem à evasão escolar são múltiplos, variados e diversificados, mas o desempenho da escola também é um fator de evasão; oposto a isso, há alunos que evadem por não se sentirem desafiados e estimulados. A educação é um direito constitucional das crianças e adolescentes e, consequentemente, a demanda de adultos por concluir a Educação Básica reflete a violação desse direito constitucional, pois no Artigo 205, da Constituição Federal (CF, 1988) está disposto que: A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (BRASIL, CF, 1988). Declarações como essas que permite que aja uma reflexão sobre a responsabilidade de todos os sujeitos envolvidos em toda esta temática do processo ensino-aprendizagem e na questão da evasão escolar. É necessário um melhor direcionamento das políticas públicas educacionais encontrando assim meios de combater a problemática da evasão escolar, contribuindo à permanência dos estudantes na escola. É fato que a qualidade da educação voltada aos jovens e adultos perpassa pela qualidade da gestão governamental em relação à educação de qualidade. De acordo Arroyo (1997), normalmente a evasão escolar perpassa a dinâmica disfuncional de toda comunidade escolar e da família. É notório que a escola atual necessita estar preparada para receber e formar estes jovens e adultos que estão na modalidade EJA eles são resultados da desigualdade cultural e social , cujo ambiente de Autor 1 e Autora 2 13 sala de aula deve ser um lugar estimulador e atrativo para alcançar o conhecimento. Nessa perspectiva educacional o discente também tem uma carga de responsabilidade muito grande em relação á evasão escolar, em virtude de ter a obrigatoriedade de encontrar e oferecer oportunidades para uma aprendizagem efetiva d, ocasionando um maior interesse dos educandos em manterem na sala de aula, participando com entusiasmo dos momentos de aprendizagem. As aulas ministradas na EJA devem contribuir e privilegiar de forma eficiente a vivência deste alunado , e suas respectivas visões de mundo e realidade que nos cerca , tornado evidente a relevância do ato de aprender. A escola e o professor e têm a missão educacional de motivar os alunos em prol da educação de qualidade e pela paixão por conhecer o novo através dos estudos, certamente a evasão começa a ser diminuir quando estes agentes começam agir com mais eficiência. Assim sendo toda a comunidade escolar tem uma grande preocupação em relação ao acesso destes jovens e adultos á escola, assim como sua permanência. Mesmo acessando plenamente a escola, o problema maior que envolve jovens e adultos é a não permanência no ambiente escolar , esta é uma questão motivo de muitas discussões. Entretanto há um enorme caminho a ser percorrido, onde se faz imprescindível à efetiva participação de todos envolvidos nesse processo que envolve a EJA, não podemos deixar que a responsabilidade destas questões sejam apenas voltada a um número restrito de indivíduos, há de se compreender que são muitos são responsáveis pela mudança desta modalidade de ensino e pelo efetivo combate a evasão escolar na EJA. Alternativas devem ser criadas, propostas construídas, todo esse processo deve ser feito mediante a participação de toda comunidade escolar, pois só dessa maneira é possível se obter sucesso, haja vista cada um ter conhecimento da realidade vivida por esses alunos, e também porque a história de vida dos mesmos será levada em consideração, isso certamente causará nos alunos um entusiasmo maior e a partir de então a vontade de permanecer na escola (PATTO, 1997, p. 59).É bem comum e recorrente na modalidade EJA que as iniciativas vindas do governo e os programas educacionais também destinados aos jovens e adultos sejam relacionados na permanência e preocupação desses alunos em sala de aula, independentemente do nível escolar, Ensino Fundamental ou Ensino Médio (KLEIMAN, 2001). EVASÃO ESCOLAR DE ALUNOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA A compreensão de que é da alçada dos alunos a responsabilidade pela sua permanência e por seu êxito na escolarização, compreensão essa flagrantemente pautada no modelo autônomo de letramento, é o que carreia o entendimento de que, sendo assim, cabe à escola, e por consequência aos seus atores sociais, empreender as ações didático-pedagógicas tal qual se desenha ao longo da história e, como componente adicional, resultante dessa realidade de evasão, proceder a um sem número de movimentos no espaço escolar que visem à “motivação” constante desses sujeitos à permanência na escola (STREET, 1984, p. 35). A análise acadêmica sobre a problemática da evasão escolar na EJA ultrapassa os contextos socioculturais dos educandos e dos pontos de vista político-econômicos cujas ações educacionais se desenvolvem. Portanto, vale deixar claro que para a necessidade de “[...] o enfoque do local, para além das condições sociais e econômicas, o modo como a cultura escrita circula, é apropriada e constitui as relações sociais nesses contextos” (VÓVIO, 2010, p. 108). Tais elementos relevantes à evasão escolar, de algum modo evidenciam que as necessidades de sobrevivência surgem a parir de alguns aspectos socioculturais e em determinados contextos históricos, “[...] com urgência muito maior e vêm muito antes de qualquer necessidade educacional” (STROMQUIST, 2001, p. 315). A evasão escolar na EJA geralmente requer esforços de todos os atores e setores envolvidos no processo educacional dos jovens e adultos para diminuir a incidência e buscar compreender as nuances desse fenômeno, por meio da ressignificação empírica das práticas de uso da língua falada e escrita. 4- METODOLOGIA Este artigo científico utilizou o procedimento metodológico de pesquisa bibliográfica qualitativa, tendo como base artigos científicos encontrado em sites, revistas e livros. “A pesquisa sobre a ciência se faz quando o pesquisador trata de fenômenos aplicando para isso recursos técnicos, seguindo por um método e respaldando-se em fundamentos epistemológicos” (SEVERINO, 2007, p.100). Esta metodologia de investigação baseia-se nas obras de diversos autores que tem autoridade sobre o referido assunto. “Ao buscarmos analisar um fato ocorrido, o conhecimento científico não pode apenas tentar explicá-lo, mas devemos buscar mostrar suas relações com outros fatos para explicá-los”. (GALLIANO, 1986, p. 26). De acordo o autor, o conhecimento científico é metódico, pois, verifica uma gama de hipóteses e atribui aos Autor 1 e Autora 2 15 mesmos a utilização de métodos cientificamente comprovados, diante deste aspecto o trabalho científico se caracteriza na produção elaborada partindo de questões específicas de estudos. 5- CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao longo desta pesquisa foi mostrada a importância que a educação de jovens e adultos tem para nosso país e como esta modalidade reivindica uma inclusão da EJA mais heterogenia esta modalidade de ensino pode ser considerado como um dos tipos de serviço da educação que tem por objetivo criar oportunidade para pessoas adultas ou para jovens que estão as margens da faixa etária para salas de aula convencional ou que por alguma razão não tiveram a oportunidade de concluir o ensino fundamental e médio no tempo considerado o correto . É uma ocasião que busca propor ferramentas que gerem igualdade entre todo letramento, alfabetização, e valorização para o alcance da autoestima desse sujeito em função de jovens e adultos. A pesquisa, no entanto comprovou que os motivos que levam a evasão escolar na EJA não estão somente relacionados apenas dentro do ambiente escola ou apenas externo a ela, são vários os motivos que levam a problemática da evasão escolar, neste sentido alguns se destacam com mais ênfases: problemas econômicos e sociais, também a dificuldade de aprendizagem, trabalho, dificuldade com horário, filhos, família e desmotivação com a escola podem ser citadas. Observa-se que muitos desses indivíduos têm suas peculiaridades e necessidade por trabalho e em conseqüência trás um retrato do índice de evasão escolar. Neste sentido, a necessidade do trabalho é algo extremamente significativo para este aluno, tendo esta questão como prioridade sendo obrigado deixar os estudos de lado e objetivando em primeiro o trabalho e a família. Nota-se que uma das melhores forma de reduzir a evasão escolar é colocar o professor no centro do processo para assumir a responsabilidade e propor de forma linear uma prática pedagógica centrada na sua realidade e características dos alunos. Segundo Arroyo (1997). [...] na maioria das causas da evasão escolar a escola tem a responsabilidade de atribuir a desestruturação familiar, e o EVASÃO ESCOLAR DE ALUNOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA professor e o aluno não têm responsabilidade para aprender, tornando-se um jogo de empurra. Sabemos que a escola atual precisa estar preparada para receber e formar estes jovens e adultos que são frutos dessa sociedade injusta, e para isso é preciso, professores dinâmicos, responsáveis, criativos, que sejam capazes de inovar e transformar sua sala de aula em um lugar atrativo e estimulador. (ARROYO .1997, p.23). Nesta modalidade da EJA a escola em conjunto com todos os atores que fazem parte deste meio precisam fomentar ações e variados métodos que poderia realizar práticas para evitar o alto índice da evasão escolar, como: Adequar a metodologia de ensino às necessidades de cada aluno, buscar a adequar os currículos e procurar a flexibilização dos horários . Sendo assim, isso se torna algo interessante e relevante para esta modalidade e todos precisam levar em consideração o processo educativo e melhorar a aprendizagem desses alunos, por isso esse professor precisa pensar e conhecer esse perfil desse aluno e buscar a identidade do aluno. Portanto, o grande desafio é formar educadores capazes de atuarem na EJA e garantir que as ações governamentais ofereçam uma educação básica e continuada a esses educadores e principalmente o maior desafio da EJA é fazer com que esses alunos permaneçam nas salas de aula. 6- REFERÊNCIAS ARAUJO, José Carlos Souza. Do quadro negro à lousa virtual: técnicas, tecnologia e tecnicismo. In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro (Org.) Técnicas de ensino: Novos tempos, novas configurações. Campinas: Papirus, 2006. ARROYO, M. Pedagogia das relações de trabalho. Trabalho & Educação, Belo Horizonte, n. 2, (pp. 61-67), ago./dez. 1997. Autor 1 e Autora 2 17 CUNHA, Maria Conceição. Introdução - discutindo conceitos básico. In SEED- MEC Salto para o futuro – Educação de jovens e adultos. Brasília, 1999. GALLIANO, A. G. O método científico: teoria e prática. São Paulo: Harbra, 1986. 200 p. HADDAD, Sérgio e DI PIERRO, Maria Clara. Escolarização de jovens e adultos. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, mai. /jun./Jul./Ago. 2000, nº 714, p.108- 130. Disponível em: Acesso em: 24/ 10/ 22. KLEIMAN, Angela. (Org.) Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas: Mercado de Letras, 2001. LOCH, Jussara Margareth de Paula, et al. EJA: Planejamento, metodologias e avaliação.Porto Alegre: Mediação, 2009. PAIVA, Vanilda. Educação de popular e educação de adultos. São Paulo, Edições Loyola, 1987. PAIVA, Vanilda. Educação de popular e educação de adultos. São Paulo,Edições Loyola, 2001. PATTO, Maria Helena Souza. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia, 1987. PEDROSO, S. G. Dificuldades encontradas no processo de educação de jovens e adultos. In: I Congresso Internacional da Cátedra Unesco de Educação de Jovens e Adultos, 2010, João Pessoa. Jovens, Adultos e Idosos: os sujeitos da EJA. João Pessoa: EDITORA UNIVERSITÁRIA UFPB, 2010. Disponível em: . Acesso em: 8 de outubro de 2022. EVASÃO ESCOLAR DE ALUNOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA . RIBEIRO, Vera Masagão, JOIA, Orlando, PIERRO, Maria Clara Di. Visões da educação de Jovens e Adultos no Brasil. Cadernos Cedes, ano XXI, nº 55, novembro/2001. Disponível em: www.scielo.be/pdf/ccedes/v21n55/5541.pdf>. Acesso em 17/ 10/2022. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2007. SILVA, S. P.; QUEIROZ, A. M.; MONTEIRO, V. B. M. O papel dos professores da EJA: perspectiva e desafios. In. V ENID – Encontro de Iniciação à Docência da UEFB. 2015. Disponível em: < http://www.editorarealize.com.br/revistas/eniduepb/ trabalhos/TRABALHO_EV043_MD1_SA13_ID1700_30072015131818.pdf>. Acesso em: 28 setembro. 2022. STREET, Brian. Literacy in theory and practice. Cambridge: CUP, 1984. TEIXEIRA, Anísio. Educação progressiva: uma introdução à filosofia da educação. 2ª ed. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1934. STROMQUIST, N. P. Convergências e divergências na conexão entre gênero e letramento: novos avanços. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 27, n. 2, p. 301-320, jul.-dez. 2001. Disponível em: <http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=29827208>. Acesso em: 20 out. 2022. VÓVIO, Claudia Lemos. Formação de educadores de jovens e adultos: a apropriação de saberes e práticas conectadas à docência. In: DALBEN, Ângela et al. Coleção didática e prática de ensino. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.