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Metodologias Ativas versus 
Aprendizagem Ativa
Metodologias Ativas versus Aprendizagem Ativa • 2/12
Objetivos de Aprendizagem
• Diferenciar metodologias ativas de aprendizagem ativa.
Metodologias Ativas versus Aprendizagem Ativa
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/797809310
Metodologias Ativas versus Aprendizagem Ativa • 3/12
Introdução 
Vamos começar nosso estudo enfatizando que evidentemente o ambiente acadêmico 
se encontra, neste momento, em plena ebulição, causada por uma série de fatores 
que vêm se acumulando ao longo dos últimos anos. (Munhoz, 2019)
Se antes da pandemia muito já se falava sobre a substituição das metodologias 
tradicionais pelas novas, que inserem intensivamente as Tecnologias de Informação e 
Comunicação (TICs) no ambiente educacional e que levam em conta as características 
e peculiaridades de cada ser humano, após o período de ensino remoto, ao qual 
estudantes e professores foram submetidos durante a pandemia que se instalou 
no mundo em 2019, chamada de SARS-CoV-2, a Covid-19, no retorno ao ensino 
presencial, ainda mais explora-se o assunto, principalmente porque agora, de uma 
forma ou de outra, ainda que sem escolha, os docentes tiveram contato com uma 
nova forma de educar e tiveram que se (re)adequar e se reinventar para continuar 
ensinando aos seus alunos de suas casas, em isolamento, para tentar manter a educação 
em continuidade.
Na verdade, foi a única forma que o mundo encontrou para que crianças, jovens 
e adultos não precisassem interromper seus estudos durante um período que era 
desconhecido em extensão (e em gravidade, diga-se de passagem). A dúvida que 
pairava no ar era: como manter os alunos estudando? Como continuar desenvolvendo 
a educação, em todos os níveis, em um momento tão incerto?
E a decisão foi inserir, sem prévio aviso ou preparo, (não houve tempo para isso) 
alunos e professores no ensino remoto (vale ressaltar que falaremos sobre a diferença 
entre o ensino remoto e o ensino a distância mais adiante na disciplina). Porém, agora, 
estamos novamente diante de um ‘novo’ ensino presencial, e digo ‘novo’ porque 
mais uma vez estamos nos (re)adequando. Aliás, muitos docentes dizem que estão 
tendo que reaprender a ensinar, visto que muita coisa mudou nesse período, como 
veremos ao longo de nossas aulas.
Metodologias Ativas versus Aprendizagem Ativa • 4/12
Portanto, vamos aprender nesta disciplina sobre o que de fato são as metodologias 
ativas, qual a sua importância, como elas foram e estão sendo inseridas no sistema 
educacional, e principalmente quais os tipos de metodologias ativas que podem 
ser utilizadas nas práticas pedagógicas a fim de construir, verdadeiramente, uma 
aprendizagem significativa, focada no novo perfil estudantil e nas necessidades da 
sociedade do século XXI, levando em consideração um período de pós-pandemia, 
porque ainda estamos nos recuperando das perdas e mudanças ocorridas.
Então, a partir de agora, está convidado a me acompanhar neste percurso!
Aprendizagem Ativa ou Metodologia Ativa? Será que existe di-
ferença?
Há muitos renomados autores que vêm pesquisando e debatendo sobre metodologias 
ativas há alguns anos… ou será que estão discutindo sobre aprendizagem ativa? Será 
que existe diferença entre os conceitos?
Boa parte da literatura considera as metodologias ativas como estratégias pedagógicas 
que colocam o estudante como foco no processo de ensino e aprendizagem, 
contradizendo a abordagem pedagógica tradicional, que sempre esteve centrada 
no professor como único e melhor transmissor de informação aos seus alunos, que 
geralmente adotavam uma atitude passiva, de meros recebedores de conhecimento. 
O fato de essas novas estratégias serem caracterizadas como ativas tem a ver com 
a execução de práticas pedagógicas que envolvam os estudantes, que os engajem 
em atividades práticas e mais lúdicas, dentro do possível, nas quais eles são os 
protagonistas do seu aprendizado. 
Pode-se dizer, então, que as metodologias ativas procuram criar situações de 
aprendizagem em que os alunos fazem coisas, colocam conhecimentos em prática, 
pensam e conceituam o que fazem, criam saberes sobre os conteúdos vistos nas 
atividades, e também desenvolvem estratégias cognitivas, capacidade crítica e de 
reflexão sobre suas ações, dão e recebem feedback sobre as atividades realizadas, 
aprendem sobre a importância de interagir com seus colegas e professores e exploram 
atitudes e valores pessoais e sociais (Berbel, 2011; Morán, 2015; Pinto et al., 2013, 
como citados em Valente, Almeida & Geraldini, 2017).
Metodologias Ativas versus Aprendizagem Ativa • 5/12
No que se refere ao termo ‘aprendizagem ativa’, muitos estudiosos o têm usado 
para caracterizar situações de aprendizagem em que o aluno tem uma postura ativa, 
denominada, na língua inglesa, de active learning (aliás, denominação que era usada 
desde 1991).
Barbosa e Moura (2013) relatam que, de maneira geral, a expressão aprendizagem ativa, 
(que também pode ser compreendida como ‘aprendizagem significativa’,como será 
estudado mais adiante), vem sendo usada de maneira vaga e imprecisa, visto que, de 
forma intuitiva, professores consideram que toda aprendizagem é, de certa forma, 
inerentemente ativa porque o estudante sempre está ativamente envolvido enquanto 
assiste a uma aula, ainda que ela seja expositiva. Entretanto, pesquisas indicam que 
o aprendiz deve fazer algo a mais em sala de aula, e não apenas ouvir, para ter uma 
aprendizagem realmente efetiva.
Ele precisa ler, escrever, perguntar, debater ou resolver problemas e desenvolver 
projetos. Também deve realizar atividades mentais de alto nível, como analisar, 
sintetizar e avaliar informações, portanto, as estratégias que geram aprendizagem 
ativa podem ser definidas como aquelas atividades que fazem com que o estudante 
faça, realmente, alguma coisa e, simultaneamente, reflita sobre ela.
Então, infere-se que a aprendizagem ativa ocorre sempre que o estudante interage 
com o assunto estudado, ouvindo, falando, questionando, debatendo, fazendo e 
ensinando (por que não?), sendo estimulado a construir o seu saber ao invés de 
somente recebê-lo passivamente do professor. No ambiente de aprendizagem ativa, 
o docente assume a função de orientador, de supervisor, de intermediador e de 
facilitador do processo de ensino-aprendizagem.
Em outras palavras, pode-se dizer que a característica fundamental de um ambiente 
de aprendizagem ativa é a atitude ativa da inteligência, em contraposição à atitude 
passiva encontrada nos métodos tradicionais de ensino.
Ressalta-se ainda que, sentir o que está fazendo é tão importante quanto pensar 
sobre. Shah e Nihalani (2012 como citado em Barbosa & Moura, 2013) asseveram 
que a participação dos sentimentos no processo de aprendizagem é um fator 
muito relevante na fixação do conhecimento. Pode-se dizer que o bom humor, a boa 
disposição e a alegria são as bases da compreensão, do engajamento e do aprendizado.
Metodologias Ativas versus Aprendizagem Ativa • 6/12
Entende-se, portanto, que a aprendizagem ativa diz respeito às estratégias que são 
empregadas para ativar o aluno. Sendo assim, o docente deve (ou deveria) adotar uma 
postura ativa ao ministrar suas aulas, porque precisa estudar, selecionar informação, 
empregar a melhor terminologia a ser usada com seus educandos, explicar um 
conteúdo de diferentes maneiras, bem como fazer relações, comparações, e analogias. 
Fica subentendido que, se o docente adotar o mesmo plano de aula várias vezes, 
sem inovar, é provável que sua exposição se torne rotineira, monótona, automática e, 
consequentemente, terá um caráter passivo e não ativo.
Sobre a diferença (ou não) entre os termos ‘metodologia ativa’ e ‘aprendizagem 
ativa’, Valente, Almeida e Geraldini (2017) explicam que ‘aprendizagem ativa’ é uma 
expressão redundante,em vista do que se sabe atualmente sobre o processo de 
ensino-aprendizagem, mas principalmente sobre o funcionamento do cérebro. 
A aprendizagem ocorre em função da ação do sujeito e em sua interação com o meio. 
Ainda que ela se limite à memorização de informação, entende-se que o aprendiz 
precisa ser ativo, realizando atividades mentais. Assim, não é possível compreender que 
um indivíduo aprenda algo sem ser ativo, e nesse sentido, a expressão ‘metodologias 
ativas’ parece ser mais adequada ao caracterizar práticas criadas pelo docente visando 
que o aprendiz tenha um papel mais significativo no seu aprendizado.
Saiba Mais
Quer saber mais sobre a diferença entre Metodologia Tradicional e 
Metodologia Ativa? Então veja os seguintes vídeos 
1. Rebeca Toyama. (2021) https://www.youtube.com/
watch?v=d1aO7Yc18Zg 
2. Aprendizagem Ativa – O que você precisa saber. RH Academy 
https://www.rhacademy.com.br/2019/10/17/aprendizagem-ativa-
oque-voce-precisa-saber/ 
https://www.youtube.com/watch?v=d1aO7Yc18Zg
https://www.youtube.com/watch?v=d1aO7Yc18Zg
https://www.rhacademy.com.br/2019/10/17/aprendizagem-ativa-oque-voce-precisa-saber/
https://www.rhacademy.com.br/2019/10/17/aprendizagem-ativa-oque-voce-precisa-saber/
Metodologias Ativas versus Aprendizagem Ativa • 7/12
Colocando a Aprendizagem Ativa em prática
Estudos indicam que a aprendizagem ativa é uma estratégia de ensino muito eficaz 
quando comparada com os métodos tradicionais como a aula expositiva comum. 
Quando estão diante de métodos ativos, os estudantes guardam um maior volume 
de conteúdo, retêm a informação por mais tempo e aproveitam as aulas com maior 
engajamento, satisfação e prazer. 
A experiência mostra que a aprendizagem ocorre de forma mais significativa 
quando realizada com metodologias ativas, isso porque os alunos vão adquirindo 
mais confiança em suas decisões e na aplicação do saber em situações práticas. Eles 
melhoram a inter relação com os colegas, aprendem a se expressar melhor, e ainda 
adquirem gosto pela resolução de problemas, reforçando sua autonomia no pensar 
e agir. (Barbosa & Moura, 2013)
https://player.vimeo.com/video/797809596
Metodologias Ativas versus Aprendizagem Ativa • 8/12
Mas afinal, o que é Aprendizagem Ativa?
Há um provérbio chinês que diz: “O que eu ouço, eu esqueço; o que eu vejo, eu 
lembro; o que eu faço, eu compreendo.” Essa frase foi dita pelo filósofo Confúcio e 
tem relação direta com o conceito de aprendizagem ativa. 
Silberman (1996, como citado em Barbosa & Moura, 2013, p.10) modificou esse 
provérbio para ajudar na compreensão do que são métodos ativos de aprendizagem, 
dando a ele a seguinte redação: 
• O que eu ouço, eu esqueço; 
• O que eu ouço e vejo, eu me lembro; 
• O que eu ouço, vejo e pergunto ou discuto, eu começo a compreender; 
• O que eu ouço, vejo, discuto e faço, eu aprendo desenvolvendo conhecimento 
e habilidade; 
• O que eu ensino para alguém, eu domino com maestria 
Essa citação resume os princípios das metodologias ativas e se a prática docente 
possibilitar ao aluno saber ouvir, ver, questionar, debater, fazer e ensinar, estaremos 
no caminho da aprendizagem ativa. 
Em Resumo
Nesta aula, tivemos a oportunidade de conhecer as expressões Metodologia Ativa e 
Aprendizagem Ativa, que indicam que o conhecimento precisa ser assimilado pelo 
aprendiz por meio do uso de algumas competências como o saber ouvir, o questionar, 
o debater, o fazer e o ensinar, gerando engajamento, comprometimento e criticidade, 
transformando-o em um ser autônomo, independente, e dono do seu processo de 
aprendizagem. Levando em conta que cada pessoa tem seu ritmo de aprendizagem e 
suas necessidades, o uso de metodologias ativas propicia a aquisição de conhecimentos 
deveras significativos.
Metodologias Ativas versus Aprendizagem Ativa • 9/12
Aplicação prática
Agora que já compreendeu um pouco sobre as expressões Metodologia 
Ativa e Aprendizagem Ativa, pegue um papel e uma caneta, ou abra um 
arquivo do Word em seu computador, e crie o seu próprio conceito. 
Mãos à obra!
Metodologias Ativas versus Aprendizagem Ativa • 10/12
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/797809742
Metodologias Ativas versus Aprendizagem Ativa • 11/12
Referências Bibliográficas
Barbosa, Eduardo Fernandes; & Moura, Dácio Guimarães de. (2013). Metodologias 
Ativas de aprendizagem na educação profissional e tecnológica. B. Tec. Senac. Rio de 
Janeiro, v. 39, n.2, p.48-67 mai-ago.
Munhoz, Antonio Siemsen. (2019). Aprendizagem Ativa via Tecnologias. [livro 
eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Valente, José Armando; Almeida, Maria Elizabeth Bianconcini de; & Geraldini, 
Alexandra Fogli Serpa. (2017) Metodologias Ativas: das concepções às práticas em 
distintos níveis de ensino. Rev. Diálogo Educ. Curitiba, v. 17, n. 52, p. 455-478, abr./
jun.
Metodologias Ativas versus Aprendizagem Ativa • 12/12
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
A Aprendizagem Significativa
A Aprendizagem Significativa • 2/11
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender em que consiste a aprendizagem significativa, suas características 
e importância.
A Aprendizagem Significativa
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/797809808
A Aprendizagem Significativa • 3/11
Introdução 
Com a chegada de uma nova geração de estudantes aos bancos escolares, mais 
dinâmicos, hiperativos, e principalmente conectados, mudanças precisaram acontecer 
no processo de ensino e aprendizagem, visto que essas crianças e jovens não estão mais 
dispostos a ficar horas sentados nas carteiras ouvindo aulas expositivas enfadonhas, 
afinal, as informações que eles encontram nas palmas de suas mãos (literalmente) 
hoje em dia, com certeza são muito mais interessantes e divertidas do que as que são 
trazidas por esses professores tradicionais.
No ensino tradicional ainda predomina o aspecto coercitivo imposto pelo docente, 
instituições de ensino que insistem em tentar provar que são o único lugar no qual as 
pessoas podem realmente aprender, professores como seres supremos, detentores 
de todo o conhecimento que pode ser transmitido e ainda práticas arcaicas que não 
levam em conta os interesses e necessidades dos educandos.
Apesar de esse estilo de ensino ainda existir, e muitas vezes até predominar, alunos 
e, diga-se de passagem, boa parte da sociedade, não o aceitam mais, e exigem 
que conhecimentos e práticas ultrapassadas sejam substituídas por novas formas de 
ensinar, que sejam mais condizentes com o mundo conectado e globalizado que hoje 
impera no mundo.
Por meio dos trabalhos de muitos estudiosos, estamos diante de uma modernização 
do conceito de estudar (e ensinar), baseado em metodologias que se alicerçam em 
tecnologias de informação e comunicação (TICs), que se mostram muito mais próximas 
de ideias pragmáticas que procuram compartilhar conhecimentos úteis, superando o 
imobilismo reinante em boa parte das instituições de ensino. (Munhoz, 2019)
Vamos estudar, então, um pouco desse processo de mudança e conhecer com mais 
profundidade a ideia de aprendizagem significativa. 
Um novo olhar para o processo de ensino-aprendizagem
Devemos observar atentamente que um novo olhar vem sendo lançado, ainda que 
aos poucos, sobre velhas propostas e práticas educacionais, (re)adequando-as a um 
ambiente repleto de tecnologias, criatividade e inovação. 
A Aprendizagem Significativa • 4/11
Além da mudança nas formas de ensinar e aprender, aos poucos a educação aberta 
vem se firmando, possibilitando que todas as pessoas interessadas em aprender 
possam fazê-lo, escolhendo o que desejam aprender, da forma como desejam 
aprender, quando e onde quiserem aprender, ampliando em todos os aspectos as 
possibilidades de assimilar novos saberes.A evolução constante e rápida das tecnologias associada à presença, cada vez maior, 
de computadores e outras ferramentas tecnológicas nos ambientes escolares (e 
empresariais também), traz a possibilidade de se expandir a aprendizagem adaptativa.
No que se refere ao ambiente empresarial, os jogos de empresas, também chamados 
de small games e good games, vêm sendo cada vez mais utilizados em atividades 
educacionais realizadas por organizações antenadas na tecnologia.
Esse mesmo mercado já está de olho na chamada aprendizagem rápida (rapid 
learning) visando aumentar consideravelmente a velocidade na aquisição de novas 
competências e habilidades organizacionais, motivando a criatividade, a inovação e a 
capacidade de iniciativa dos seres humanos.
Voltando para os bancos escolares cada dia mais vem ocorrendo uma fuga das salas 
de aula para ambientes semi presenciais (b-learning), não presenciais (e-learning), 
por meio de dispositivos móveis (m-learning) e de forma ubíqua (u-learning), esta 
última ocorrendo quando a pessoa desenvolve seu aprendizado de forma paralela 
a outras atividades.
Todos esses ambientes propiciam o aprendizado por meio de metodologias inovadoras 
e mais lúdicas, como a sala de aula invertida, a aprendizagem baseada em projetos, 
a aprendizagem baseada em problemas, a gamificação (que une o entretenimento e 
a aprendizagem, chamada de edutainment), que devolvem ao processo de ensino e 
aprendizagem suas origens, (re)transformando o processo em uma atividade agradável 
e prazerosa em todos os sentidos. Pelo menos essa é a ideia.
Ambientes com essas características transformam a aprendizagem ativa apoiada pelas 
tecnologias em um campo que mistura o tecnicismo, o didático e o pedagógico de 
forma natural e espontânea.
Tornar agradável a tarefa de ensinar e aprender, recuperando o prazer e a vontade 
dos estudantes pela aquisição do saber é o grande foco da educação moderna.
A Aprendizagem Significativa • 5/11
Efetivar a aprendizagem ativa possibilita atingir os diferentes estilos de aprendizagem 
de nossos alunos, flexibilizando o ambiente educativo. Possibilita exercitarmos a 
proposta de colocar em prática o aprender a aprender, o aprender pelo erro e o 
aprender fazendo, que somados resultam na aprendizagem significativa. (Munhoz, 
2019)
Aprendizagem significativa versus aprendizagem mecânica
Por falar em aprendizagem significativa, ela pode ser comparada com a aprendizagem 
mecânica. Enquanto a primeira diz respeito à associação que pode ser feita entre 
uma nova informação recebida e o conhecimento prévio do estudante, na segunda, a 
mesma nova informação recebida não interage com aquela já existente na estrutura 
cognitiva do aluno. 
Portanto, um estudante que precisa memorizar fórmulas, leis, informações colocadas 
em um resumo, etc. para fazer uma avaliação, provavelmente esquecerá tudo logo 
após sua realização, sem ter assimilado, realmente, aquele conhecimento. 
https://player.vimeo.com/video/797810072
A Aprendizagem Significativa • 6/11
Ao passo que o estudante que em vez de decorar, compreender a informação, 
principalmente se tiver refletido sobre ela, provavelmente a terá assimilado e se for de 
seu interesse, e se atender às suas necessidades, não deverá esquecê-la brevemente. 
(Barbosa & Moura, 2013)
Saiba Mais
Quer saber mais sobre a diferença entre a aprendizagem significativa e 
a mecânica? E entre a ativa e passiva? Então leia os seguintes textos.
1. O que é a aprendizagem significativa e qual a sua importância. 
https : / /poseducacao.un is inos.br /b log/aprendizagem-
significativa#:~:text=A%20diferen%C3%A7a%20entre%20
aprend izagem%20mec%C3%A2nica ,de%20forma%20
arbitr%C3%A1ria%20e%20literal. acessado em 13 de julho de 
2022
2. Quais as diferenças entre aprendizagem mecânica e significativa, 
afinal? (2021) https://blog.elevaplataforma.com.br/aprendizagem-
mecanica-e-significativa/ acessado em 13 de julho de 2022
3. Aprendizagem ativa X aprendizagem passiva: qual a mais eficaz? 
(2022) https://www.mosalingua.com/pt/aprendizagem-ativa/ 
acessado em 13 de julho de 2022
https://blog.elevaplataforma.com.br/aprendizagem-mecanica-e-significativa/
https://blog.elevaplataforma.com.br/aprendizagem-mecanica-e-significativa/
https://www.mosalingua.com/pt/aprendizagem-ativa/
A Aprendizagem Significativa • 7/11
A evolução da aprendizagem significativa 
A tecnologia possibilita que a comunicação e a transmissão de informações seja 
ofertada de forma variada. Com a evolução dos telefones móveis (smartphones) e com 
o aumento de potência dos tablets, ampliou-se também, e de maneira exponencial, a 
mobilidade dos usuários do sistema educacional. 
Hoje é possível aprender o que quiser, de qualquer lugar e quando quiser, e com 
isso ampliaram-se as possibilidades de comunicações síncronas (em tempo real) e 
assíncronas (no tempo do aluno), independente da distância entre os interlocutores 
ou do momento em que esses encontros ocorrem, visto que atualmente muitos dos 
momentos síncronos são gravados para que todos os participantes possam assistir 
quando quiserem, caso não tenham podido participar, ou caso tenham interesse em 
ouvir novamente o que foi transmitido.
É claro que hoje nos tornamos dependentes de uma boa conexão da internet e de 
boas ferramentas de transmissão de informações, porém, sendo utilizada de maneira 
adequada, a tecnologia pode potencializar a aprendizagem significativa.
Para Gadotti (1994, como citado em Barbosa & Moura, 2013) a aprendizagem 
significativa ocorre quando o aprendiz percebe que o conteúdo a ser estudado 
está conectado com os seus objetivos. O aprendizado torna-se mais fácil quando o 
estudante participa ativa e responsavelmente do seu processo.
Quanto maior for o envolvimento do estudante com o seu processo de aprendizagem, 
vinculado aos seus objetivos, maiores serão as chances de que ocorra uma 
aprendizagem significativa e uma mudança conceitual efetiva e perene. (Aguiar, 
1995 como citado em Barbosa & Moura, 2013)
Portanto, a aprendizagem significativa acontece quando o aluno sabe o que está 
aprendendo, entende o motivo de estar aprendendo aquele conteúdo, relaciona o 
que está aprendendo com o que ocorre no ambiente empresarial ou social e consegue 
atingir os objetivos propostos. 
Vale ressaltar que para que a aprendizagem significativa ocorra verdadeiramente, é 
preciso que os conhecimentos prévios dos aprendizes sejam levados em consideração 
na hora de planejar o conteúdo que será transmitido.
A Aprendizagem Significativa • 8/11
Aplicação prática
Retomando os textos lidos no Saiba Mais deste Tema, faça uma 
comparação entre a aprendizagem significativa e a aprendizagem 
mecânica. Insira as características no quadro abaixo e finalize colocando 
os benefícios da aprendizagem significativa em detrimento da mecânica.
Ausubel (2000, como citado em Munhoz, 2019), criador do conceito de 
aprendizagem significativa, explica que quanto mais conhecimentos a pessoa 
adquire, mais facilidade ela tem para assimilar cada vez mais conhecimentos.
Em Resumo
No decorrer desta aula, compreendemos que a aprendizagem significativa equivale 
a ampliar e reconfigurar conhecimentos já existentes na estrutura mental dos seres 
humanos, criando links e conexões com os novos saberes. Diferenciamos a aprendizagem 
significativa da aprendizagem mecânica que é realizada principalmente por meio da 
memorização de conhecimentos que logo serão esquecidos visto não haver nenhuma 
relação mais efetiva que faça com que esse saber seja assimilado. Portanto, frisamos a 
importância da inserção das tecnologias no contexto educativo, proporcionando um 
saber mais ativo e condizente com as necessidades do século XXI.
A Aprendizagem Significativa • 9/11
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/797810354
A Aprendizagem Significativa • 10/11
Referências Bibliográficas
Barbosa, Eduardo Fernandes; & Moura, Dácio Guimarães de. (2013). Metodologias 
Ativas de aprendizagem na educação profissionale tecnológica. B. Tec. Senac. Rio de 
Janeiro, v. 39, n.2, p.48-67 mai-ago.
Munhoz, Antonio Siemsen. (2019). Aprendizagem Ativa via Tecnologias. [livro 
eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
A Aprendizagem Significativa • 11/11
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
A docência digital
A docência digital • 2/13
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar quem é o docente digital.
• Compreender o perfil do docente digital.
A docência digital
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/797810435
A docência digital • 3/13
Introdução 
Hoje em dia estamos diante de uma explosão de novos recursos, ferramentas e 
tecnologias que surgem cada vez mais sofisticadas, e muitas vezes nem percebemos 
o caminhar ou a velocidade desse processo. A medida que os dias passam, vamos 
nos ocupando com nossas obrigações, que exigem cada vez mais dinamicidade e 
velocidade, a assim vamos nos readequando, nos modificando, assimilando inovações 
e novos saberes, adquirindo novas competências e habilidades, e nem percebemos o 
quanto éramos tecnologicamente ingênuos no início dos anos 1990.
Houve um boom de novas tecnologias, o surgimento de uma infinidade de novos 
cursos e de novas profissões, cada vez mais midiáticas e complexas, e nos vimos 
submersos por esse mundo de informações globalizadas e digitais.
Sob a ótica do professor e do pesquisador, muitas foram as adaptações e alterações 
necessárias em suas práticas, muito se aprendeu, muito se evoluiu, e muito se exigiu 
desses profissionais nos últimos dez anos.
Preconceitos diante de super máquinas modernas foram superados e elas foram 
colocadas como ferramentas auxiliares que podem muito, mas não tudo. 
Os docentes aos poucos foram utilizando programas de computador e fazendo 
pesquisas na rede, passaram a assistir programas na TV a cabo e a empunhar handycams 
para fazer vídeos educativos. Passaram a trabalhar em conjunto na criação de home 
pages para cursos e instituições de ensino, participaram de listas de discussões, 
videoconferências, chats e outras conversas on-line.
Foram aprendendo a não temer as máquinas e a não achar que elas poderiam 
substituir a figura docente em suas aulas. Certamente foi uma década de imenso 
aprendizado docente, de superação de medos e ansiedade, e imersão plena em 
novos conhecimentos e assimilação de conhecimentos midiáticos.
Foi a década do saber fazer e do saber usar as novas tecnologias digitais de 
informação e comunicação como aliadas e não como concorrentes, não só em sala de 
aula, mas em todos os âmbitos, inclusive em seus lares.
E agora é preciso que aprendam mais um pouco, visto que essas tecnologias avançam 
velozmente e as necessidades dos educandos mudam constantemente. Então, vamos 
acompanhar como se deu esse processo. (Kenski, 2015)
A docência digital • 4/13
A evolução da construção do novo perfil docente
Com o passar do tempo, um pouco após o surgimento e expansão das tecnologias, 
o docente se depara com outro momento. Ainda não se tem muitos conhecimentos 
a respeito dessas novas tecnologias, mas fica claro que é preciso conhecê-las, 
compreendê-las e dominá-las. A cada dia que passa surgem inovações, e sempre há 
o que aprender.
Ainda sente-se insegurança, mas de certa forma aprende-se (ou exige-se) a ir além, a 
aprender a fazer, ou aprender pelo erro. Tentando, errando, ajustando, corrigindo, 
tentando novamente, errando novamente, até que aos poucos alcança-se o sucesso e 
seus intentos, no uso dessas novas tecnologias, começam a dar frutos, passam a fazer 
sentido, e aos poucos ganha-se confiança. 
São pequenos passos que aos poucos vão levando o professor para a autonomia da 
ação de ensinar mediada pelas tecnologias, e surge então um perfil docente criador 
e construtor, jamais imaginado ou discutido nas literaturas e cursos, e, diga-se de 
passagem, ainda pouquíssimo discutido nos cursos de formação docente.
Porém, não há mais tempo a perder, porque o futuro é agora e o estudante do século 
XXI precisa desse docente ativo, criativo, reativo, inspirador, mediador, motivador, 
modelo, que tem muito a transmitir, mas que precisa atrair a atenção de um novo 
público, praticamente nascido no ambiente tecnológico, e isso é assustador, mas 
também desafiador, e a verdade é que todo mundo gosta de desafios.
Precisamos agora refletir mais profundamente sobre as novas práticas docentes 
e reconhecer as fragilidades técnicas e operacionais do ambiente de trabalho, ter 
consciência que a sociedade contemporânea exige uma educação para todos, que 
o governo está equipando as escolas cada vez mais para sua informatização e que 
está havendo uma reformulação na formação dos professores, porém o essencial 
ainda precisa ser feito, que é a conscientização sobre as fragilidades emocionais e 
tecnológicas de cada docente e de cada instituição que ainda está longe de estar 
imersa, realmente, no contexto tecnológico. (Kenski, 2015)
A docência digital • 5/13
Saiba Mais
Para conhecer um pouco mais sobre o processo de ensino e aprendizagem 
assista ao filme ‘Ao mestre com carinho’ estrelado por Sidney Poitier.
Trata de um engenheiro que aceita dar aulas em uma escola barra-
pesada de Londres, na qual tem como alunos estudantes rebeldes que 
querem expulsá-lo, porém, quando tratados com carinho e respeito, 
terminam afeiçoando-se ao mestre.
O filme ensina que mesmo quando diante do método tradicional de 
ensino, o aspecto emocional é fundamental para motivar os estudantes 
e fazer acontecer o aprendizado.
https://player.vimeo.com/video/797810649
A docência digital • 6/13
A Origem do Docente Digital
Mas afinal quem é o docente digital e o que se espera dele?
Aranha (2006 como citado em Munhoz, 2019) afirma que o bom docente digital:
●	 Inspira esperança, estimula a imaginação e faz com que os seus alunos recuperem 
a vontade de aprender pela simples satisfação de adquirir conhecimentos;
●	 É o responsável pela formação de profissionais de todas as áreas;
●	 Sabe que a tecnologia nunca irá substituí-lo, e sabe também que aquele que a 
domina substituirá aquele que não o faz.
●	 É aquele que corresponde aos desejos da sociedade moderna e que conduz a 
geração atual de aprendizes.
A ideia do ‘docente digital’ surgiu porque a nova geração de estudantes, denominada 
digital, que vive e aprende de forma completamente diferente das antecessoras, não 
aceita mais os docentes tradicionais, de tradição jesuítica. Exige um perfil docente mais 
dinâmico e moderno, que insira em suas práticas as novas tecnologias e que leve 
em conta os seus anseios e desejos, criando ambientes educacionais mais híbridos, 
divertidos e empáticos.
As tecnologias antigas como o giz e a lousa tradicional estão perdendo espaço para 
apontadores eletrônicos e lousas digitais, as imagens, recortadas de jornais e revistas 
estão sendo retiradas dos tablets, smartphones e notebooks, no entanto, a forma de 
passar os conteúdos permanece inalterada, e isso não tem sido mais aceito pelos 
alunos.
As bases da educação permanecem as mesmas, visto que as mudanças estruturais 
normalmente demoram a ocorrer, e ainda existe um grande número de docentes 
e agentes educacionais que resistem a elas, porém não há mais tempo, e nem 
possibilidade de escolha, porque as necessidades modernas estão engolindo esses 
profissionais, deixando-os isolados, confusos e temerosos.
A docência digital • 7/13
Quase que diariamente os docentes se deparam com alunos que tiram de suas 
mochilas um iPad no lugar de um livro, um tablet no lugar de um caderno e seus olhos 
não se descolam de seu smartphone, que com certeza, tem informações muito mais 
interessantes do que as que o professor trouxe para a sala de aula, e ele, então, deve 
se perguntar: o que estou fazendo aquise poderia estar em outro lugar muito mais 
interessante? E pior, muitas vezes enquanto um professor explica ele se pergunta: o 
que ainda estou fazendo aqui se para ler essa informação bastaria procurar no meu 
celular?
É por esses e outros motivos que a sociedade atual exige uma virada de página (ainda 
que metaforicamente falando) e a inserção imediata de tecnologia nas salas de aula (ou 
fora delas), visto que muitas práticas vêm sendo executadas nos ambientes externos 
às salas como nas quadras poliesportivas, pátios, nos jardins e até mesmo do outro 
lado dos muros das escolas.
Há um certo determinismo tecnológico que anseia por aulas mais agradáveis, e nesse 
sentido surgem as metodologias ativas que trazem inovações e criatividade para 
as práticas docentes, mas claro, que quando bem empregadas, posto que não basta 
a escola disponibilizar ferramentas tecnológicas se não tiver pessoal treinado para 
utilizá-las efetivamente. (Munhoz, 2019)
O perfil (ideal) do docente digital
Quando se pensa no perfil ideal para o docente do século XXI, ou docente digital, ou 
ainda docente independente, muito ainda se debate, mas algumas ideias já podem 
ser esboçadas.
Estudo feito por Munhoz (2019), com alunos de cursos de pedagogia oferecidos a 
distância em seu trabalho do mestrado, ajuda a definir algumas características que 
poderiam ser colocadas para esses docentes digitais. 
●	 Alta qualidade e especialização na área de conhecimento ministrada pelo 
professor;
●	 Ótima expertise tecnológica que lhe permita trabalhar com segurança e domínio 
nos ambientes tecnológicos;
A docência digital • 8/13
●	 Capacidade para compreender que sua prática exige elevada responsabilidade 
social;
●	 Capacidade de criar situações problema conectadas ao currículo que precisa 
desenvolver, avaliar o alcance desse problema na vida pessoal e profissional dos 
estudantes e finalmente apresentar as soluções e resultados desses problemas;
●	 Elevado nível de profissionalismo em sua área de trabalho;
●	 Produção de trabalhos acadêmicos com rigor científico;
●	 Capacidade de envolver a comunidade nas práticas educacionais realizadas;
●	 Alto nível de criatividade, senso crítico, inovação e iniciativa;
●	 Busca constante por inovação tecnológica nas suas práticas;
●	 Uso dos mais modernos meios de comunicação;
●	 Estímulo aos alunos para que realizem leituras, interpretação de texto e escrita;
●	 Elevado nível de comunicação interpessoal com todos os envolvidos no processo 
de ensino e aprendizagem;
●	 Capacidade de avaliar objetiva e claramente as tarefas realizadas por seus alunos 
e de aplicar avaliações não punitivas;
●	 Capacidade de desenvolver ações psicológicas e emocionais motivando o 
desenvolvimento mental e afetivo seu com o aluno e do aluno com os demais 
colegas e com a sociedade.
E para trabalhar com tecnologias modernas, Munhoz (2019) complementa, detalhando 
que o professor deve ainda:
●	 Ser capaz de desmotivar a memorização e o ‘decoreba’ nos alunos e estimular um 
processo de assimilação do conhecimento do mais simples ao mais complexo;
●	 Estar focado no futuro;
●	 Transferir e compartilhar o seu saber com todos aqueles com os quais está 
vinculado;
●	 Assumir papel de liderança diante de seu alto nível de conhecimento;
●	 Ser capaz de refletir sobre e de aplicar continuamente novas formas de ensino;
A docência digital • 9/13
●	 Manter sempre um comportamento respeitoso e resiliente;
●	 Ser persistente e idealista;
●	 Proporcionar uma boa sinergia na interação entre as pessoas que estão 
desenvolvendo atividades em grupos, colaborativos e cooperativos;
●	 Ser corajoso, imparcial e sistemático;
●	 Ser sensível, confiável e ter a autoestima elevada;
●	 Agir de forma objetiva e com foco;
●	 Agir sempre democraticamente e ser tolerante;
●	 Ser minucioso;
●	 Assumir desafios;
●	 Ser flexível e empreendedor;
●	 Ser alegre e desenvolver sua tarefa sempre de forma agradável e divertida;
●	 Ser capaz de gerenciar conflitos em grupos;
●	 Ser capaz de desenvolver projetos de gestão do tempo; e ainda,
●	 Ser capaz de pesquisar e desenvolver novos saberes na produção de textos e 
artigos em sua área de conhecimento.
Essas habilidades e competências apresentadas no estudo são consideradas core 
competences (competências essenciais) para os docentes.
A docência digital • 10/13
Em Resumo
Foi possível estudarmos, nesta aula, que o aluno moderno exige um perfil docente 
mais dinâmico e atualizado, em constante capacitação, que insira em suas práticas as 
novas tecnologias e que leve em conta os seus anseios e desejos, criando ambientes 
educacionais mais híbridos, divertidos e democráticos. O estudo realizado por Munhoz 
com alunos do curso de pedagogia trouxe como respostas algumas características que os 
docentes digitais precisam ter para atuar neste mundo conectado e globalizado, como 
ter muito conhecimento em sua área de atuação e em tecnologias, ser criativo, inovador 
e ter iniciativa, ser persistente, assumir desafios, motivar seus alunos a deixarem de ser 
memorizadores de informações para refletirem sobre aquilo que aprendem, dentre 
várias outras características que precisam ser desenvolvidas, se ainda não foram.
A docência digital • 11/13
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/797810889
A docência digital • 12/13
Referências Bibliográficas
Kenski, Vani Moreira. (2015). Tecnologias e ensino presencial e a distância. [livro 
eletrônico]. Campinas: Papirus.
Munhoz, Antonio Siemsen. (2019). Aprendizagem Ativa via Tecnologias. [livro 
eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
O Ensino Remoto e a Pandemia da 
Covid-19
O Ensino Remoto e a Pandemia da Covid-19 • 2/13
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar em que consiste o ensino remoto;
• Identificar a influência da Covid-19 para a inserção do ensino remoto 
emergencial no contexto educacional;
• Compreender a diferença entre o ensino remoto, o ensino a distância e o 
homeschooling.
O Ensino Remoto e a Pandemia da Covid-19
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/797811003
O Ensino Remoto e a Pandemia da Covid-19 • 3/13
Introdução 
No final do ano de 2019, apareceu na China uma nova doença, assustadora e enigmática, 
que recebeu o nome de SARS-CoV-2. Era o início de mais uma transformação no 
universo educacional, dentro de uma transformação maior ainda que já vinha 
ocorrendo em função das inovações tecnológicas que obrigaram professores, alunos 
e instituições de ensino a se adequarem a uma nova realidade.
A pandemia da Covid-19, ao expandir-se por praticamente todos os países do mundo, 
trouxe para os envolvidos no processo educacional uma emergência e necessidade 
de adaptação ao que foi chamado de ensino remoto emergencial (ERE), no intuito 
de estabelecer o distanciamento social e barrar a transmissão desse perigoso agente 
patogênico desconhecido, o que o transformou em ainda mais perigoso. (Santos & 
Zaboroski, 2020)
Desde o início da pandemia, as aulas tiveram que ser interrompidas, de forma imediata 
e emergencial, e para continuarem funcionando e não deixar estudantes do mundo 
todo sem conhecimento, as escolas precisaram se adequar e professores e alunos 
passaram a assistir às aulas de suas casas.
Passado o susto inicial que não permitiu a ninguém pensar ou titubear, ou mesmo 
recusar, professores tiveram que reaprender a ensinar e a usar tecnologias com as 
quais não estavam (ainda) habituados, apesar do contexto mundial já vir inserindo 
novas tecnologias em todos os âmbitos da sociedade.
Foi quase como uma avalanche de novos conhecimentos para os professores, que 
precisaram ser assimilados em questão de semanas, porque urgiaretomar as aulas e 
inserir os estudantes nessa nova prática. Foi quase como trocar o pneu de um carro 
com ele em movimento.
E para os estudantes não foi muito diferente, visto que sabe-se que boa parte da 
população mundial não tem em suas casas um bom computador ou uma internet de 
ponta que facilite assistir aulas on-line, e nem tem o hábito e o poder de concentração 
para em seu lar, local no qual estão acostumados a descansar ou se divertir, concentrar-
se o suficiente para ouvir aulas, fazer anotações e conviver com ruídos de todos os tipos 
a atrapalhar esse momento que deveria ser especialmente dedicado à assimilação de 
novos conhecimentos. (Santos & Zaboroski, 2020)
O Ensino Remoto e a Pandemia da Covid-19 • 4/13
Também há que se considerar que o currículo da maior parte das instituições de 
ensino não foi criado para ser aplicado de forma remota, e nem se refletiu sobre a 
possibilidade de isso ser necessário ao ser elaborado, o que dificultou, ainda mais, 
essa adaptação. (Behar, 2020)
Mas não houve escolha, para ninguém.
Mas afinal o que é o ensino remoto?
Hodges et al. (2020, como citado em Santos & Zaboroski, 2020) afirmam que o ensino 
remoto de emergência, diferente do que ocorre com as práticas que são planejadas 
diretamente para serem on-line, é uma mudança temporária na forma de ensinar 
e aprender para um modo alternativo devido a algum momento de crise, e foi o 
que aconteceu com a chegada da Covid-19. O objetivo é proporcionar um acesso 
temporário à educação de forma rápida, para que esteja disponível durante uma 
emergência. Sendo assim, é necessário separá-la do aprendizado on-line.
Essa nova técnica de ensino frente à pandemia da Covid-19, possibilita aulas virtuais 
por meio de plataformas on-line de educação, aulas ao vivo pelas redes sociais e pelo 
envio de materiais digitais aos estudantes, com a presença (ainda que remota) do 
professor.
Porém, é preciso ressaltar que essa nova técnica traz consigo muitas limitações de 
cunho social, estrutural e econômico que comprometem o ensino, visto alunos e 
instituições não estarem preparados para tal empreitada.
Foi necessário montar novas plataformas de ensino, lidar com professores sem preparo 
para o trabalho remoto, e com alunos sem computadores e internet em casa. (Santos 
& Zaboroski, 2020)
Vale a pena fazer um aparte e ressaltar também, conforme explica Nairim (2021), 
que o ensino remoto no contexto da pandemia também pode ocorrer sem muita 
tecnologia ou sem nenhuma tecnologia, mediado pelo envio de material impresso 
aos estudantes e por meio de aulas gravadas e transmitidas pela televisão ou pelo 
rádio, dentre outras estratégias que podem ser adotadas.
O Ensino Remoto e a Pandemia da Covid-19 • 5/13
É um estilo de ensino temporário, que tem a duração do período de calamidade 
e durante o qual os docentes continuam cumprindo com suas cargas horárias, 
interagindo, sempre que possível com seus aprendizes, solucionando suas dúvidas, 
dentro do horário de suas aulas.
Quando comparado com as aulas presenciais, o ensino remoto é uma medida tomada 
de forma urgente para que as aulas presenciais interrompidas possam continuar 
durante o isolamento social, porém sem que sejam muito diferentes, em tese. 
Na prática, dentro do possível, por meio de plataformas virtuais de aprendizagem, 
os professores se encontram com os seus alunos nos mesmos dias e horas de suas 
aulas presenciais, utilizando softwares que possibilitam interações com o uso de 
vídeos, áudios, chats, compartilhamentos de telas e outras ferramentas interativas. 
Essa interação se chama ‘presença social’.
A maior diferença é a ausência do ambiente físico escolar que permite o contato 
social direto, cara a cara, tirando isso, a ideia é que tudo se mantenha igual mesmo 
com os alunos em casa. Em tese, é claro, porque na prática os professores puderam 
sentir na pele as dificuldades emocionais, técnicas e de recursos (como computadores 
ultrapassados ou com memória insuficiente para se fazer o que era feito em casa antes 
do ERE). (Dau, 2021)
Vantagens e desvantagens do ensino remoto
Dentre as vantagens do ensino remoto podem-se citar:
●	 A maior flexibilidade e liberdade de tempo para o estudo, o aumento do alcance 
geográfico e uma maior autonomia do discente. (Santos & Zaboroski, 2020);
●	 A economia de tempo com relação à locomoção de casa ou do trabalho (no 
caso dos alunos) para a escola e vice-versa, o compartilhamento de conteúdos 
e informações de forma imediata, a produção e o envio de atividades por 
e-mail, tirar dúvidas, ainda que on-line, diretamente com o professor, além da 
flexibilidade de horário e maior autonomia dos alunos, já citadas anteriormente. 
(Dau, 2021)
E dentre as desvantagens estão:
O Ensino Remoto e a Pandemia da Covid-19 • 6/13
●	 As altas taxas de evasão, o sentimento de solidão dos alunos cada vez mais 
crescente, a preocupação em manter a qualidade das aulas e do estudo, a 
apreensão com relação às novas formas de avaliação, e ainda as dificuldades 
de acesso ligadas às diferenças socioeconômicas existentes entre as populações. 
(Santos & Zaboroski, 2020)
●	 A perda de contato com os colegas, as inúmeras distrações existentes no lar (ou 
no local de trabalho, no caso de algumas pessoas), a queda de energia ou da 
conexão com a internet, isso sem contar com o fato de que nem todos (alunos 
e professores) têm equipamentos adequados como computadores, tablets ou 
smartphones. (Dau, 2021)
Saiba Mais
Quer saber mais sobre o ensino remoto e os desafios dos professores 
durante esse período? Então leia os seguintes textos e bons estudos.
1. Oliveira, Edinaldo Aguiar de. (2021) Ensino remoto: o desafio 
na prática docente frente ao contexto da pandemia. Revista 
Educação Pública, v. 21, nº 28. https://educacaopublica.cecierj.edu.
br/artigos/21/28/ensino-remoto-o-desafio-na-pratica-docente-
frente-ao-contexto-da-pandemia acessado em 14 de julho de 
2022.
2. Alves, Lynn (2020). Educação remota: entre a ilusão e a realidade. 
Revista Interfaces científicas - Educação, vol. 8 n.3, p. 348–
365. https://periodicos.set.edu.br/educacao/article/view/9251 
acessado em 14 de julho de 2022.
https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/28/ensino-remoto-o-desafio-na-pratica-docente-frente-ao-contexto-da-pandemia
https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/28/ensino-remoto-o-desafio-na-pratica-docente-frente-ao-contexto-da-pandemia
https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/28/ensino-remoto-o-desafio-na-pratica-docente-frente-ao-contexto-da-pandemia
https://periodicos.set.edu.br/educacao/article/view/9251
O Ensino Remoto e a Pandemia da Covid-19 • 7/13
Ensino Remoto versus Educação a Distância
No ensino a distância, são usadas as tecnologias digitais de informação e comunicação 
e as atividades são realizadas pelos estudantes em tempos diferentes. No ensino 
remoto, os conhecimentos são transmitidos de forma síncrona, durante o período 
das aulas. 
Na EaD, o aluno tem acesso a um ambiente virtual de aprendizagem (AVA) que contém 
todos os materiais e recursos dos quais ele precisa, como fóruns e bibliotecas virtuais 
que ele acessa no tempo que quiser, onde quiser e como quiser, com aulas que ficam 
gravadas para que ele as possa assistir conforme sua escolha. (Dau, 2021)
A educação a distância é uma modalidade de ensino na qual a mediação didático-
pedagógica ocorre por meio das TICs, com estudantes, tutores (que fazem a 
mediação) e professores (que elaboram os conteúdos e avaliações) em lugares e 
tempos diversos para cada usuário.
Na EaD, existe um modelo pedagógico, um planejamento estruturado, formado 
pelos aspectos organizacionais, de conteúdo, metodológicos, tecnológicos e pelas 
estratégias pedagógicas que serão executadas.
https://player.vimeo.com/video/797811288
O Ensino Remoto e a Pandemia da Covid-19 • 8/13
Nessa modalidade de ensino, o aprendiz precisa reunir algumas características como 
ser (ou se tornar) comunicativo através da escrita (e da oralidadequando acontecerem 
aulas síncronas), e precisa ser automotivado e autodisciplinado para conseguir 
organizar seus estudos e definir horários fixos em casa ou no trabalho para se dedicar 
ao curso.
No ensino a distância, é essencial levar em conta os aspectos sociais, emocionais e 
pessoais do estudante, portanto, recomenda-se a individualização/personalização do 
ensino baseado nas necessidades, nas preferências e nos interesses do aluno. (Behar, 
2020)
E o Homeschooling?
Será que existe algum tipo de semelhança entre o ensino remoto, o ensino a distância 
e o homeschooling? Vamos começar compreendendo o que é esse ‘ensino em casa’.
No homeschooling, o processo de ensino-aprendizagem é feito completamente na 
casa do estudante, por seus pais, que é o responsável pelas aulas e pela educação 
formal da criança ou jovem, sem nenhum tipo de material enviado por alguma escola, 
e nem com o acompanhamento de algum educador. 
No entanto, esse acompanhamento pode ser feito caso haja a contratação de um 
professor particular, que possa auxiliar essa criança ou adolescente que não está 
matriculado em nenhuma instituição escolar.
Essa educação domiciliar ou doméstica é permitida em mais de 60 países, como 
Austrália, Japão, Estados Unidos, Canadá, Paraguai, Portugal, França e Reino Unido, 
mas é proibida em outros países, como na Espanha, na Alemanha e na Suécia. 
No Brasil, ainda não há regulamentação sobre isso, apesar de estar sendo discutida. 
Sendo assim, pessoas que dizem ter estudado dessa forma não recebem nenhuma 
certificação. Conforme a Constituição Federal do Brasil e a Lei de Diretrizes e Bases 
(LDB), a educação é “dever do Estado e da família”. 
O Ensino Remoto e a Pandemia da Covid-19 • 9/13
Quadro 1 - Diferenças entre as modalidades de ensino
Fonte: Nairim, 2021, n.p.
O Ensino Remoto e a Pandemia da Covid-19 • 10/13
Em Resumo
Foi possível conhecer um pouco sobre o ensino remoto e sua diferença com relação 
ao ensino a distância e o homeschooling. O primeiro é aquele que ocorreu, de forma 
emergencial, ao surgir no mundo a temível Covid-19, que exigiu que toda a estrutura 
escolar fosse adaptada para trabalhar de sua própria casa, em isolamento. Professores, 
estudantes e demais agentes tiveram que se reinventar para que o processo educacional 
não fosse interrompido durante a pandemia. Já o ensino a distância é aquele que ocorre 
por decisão do aluno, que por questões de tempo e distância não quer se locomover até 
uma instituição de ensino e opta por estudar de forma mais autônoma, com a ajuda de 
tutores e a inter relação com ambientes virtuais de aprendizagem e as TICs. Por sua vez, 
o homeschooling é a modalidade de ensino adotada por alguns pais ou responsáveis 
por crianças ou jovens de forma a ministrar totalmente em casa e por sua conta os 
conhecimentos a esses estudantes. Espero que tenha gostado dessa experiência de 
conhecer novas modalidades de ensino.
Aplicação prática
Agora que já conheceu um pouco sobre cada uma dessas modalidades 
de ensino (remoto, a distância e homeschooling) faça o seu próprio 
quadro com as diferenças mais importantes entre elas e crie um conceito 
próprio de cada uma.
O Ensino Remoto e a Pandemia da Covid-19 • 11/13
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/797811548
O Ensino Remoto e a Pandemia da Covid-19 • 12/13
Referências Bibliográficas
Behar, Patrícia Alejandra. (2020). O Ensino Remoto Emergencial e a Educação a 
Distância. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. https://www.ufrgs.br/coronavirus/
base/artigo-o-ensino-remoto-emergencial-e-a-educacao-a-distancia/ acessado em 14 
de julho de 2022.
Dau, Gabriel. (2021) O que é Ensino Remoto e o seu papel fundamental em 2021. 
Rede Jornal Contábil. https://www.jornalcontabil.com.br/o-que-e-ensino-remoto-e-o-
seu-papel-fundamental-em-2021/ acessado em 14 de julho de 2022.
Nairim, Bernardo. (2021). Ensino remoto não é EAD, e nem homeschooling. Nova 
Escola. https://novaescola.org.br/conteudo/20374/ensino-remoto-nao-e-ead-e-nem-
homeschooling acessado em 14 de julho de 2022.
Santos, Jamilly Rosa dos; & Zaboroski, Elisângela Aparecida. (2020). Ensino remoto 
e pandemia Covid-19: desafios e oportunidades de alunos e professores. Revista 
Interacções. n. 55, p. 41-57. https://revistas.rcaap.pt/interaccoes/article/view/20865 
acessado em 14 de julho de 2022.
https://www.ufrgs.br/coronavirus/base/artigo-o-ensino-remoto-emergencial-e-a-educacao-a-distancia/
https://www.ufrgs.br/coronavirus/base/artigo-o-ensino-remoto-emergencial-e-a-educacao-a-distancia/
https://www.jornalcontabil.com.br/o-que-e-ensino-remoto-e-o-seu-papel-fundamental-em-2021/
https://www.jornalcontabil.com.br/o-que-e-ensino-remoto-e-o-seu-papel-fundamental-em-2021/
https://novaescola.org.br/conteudo/20374/ensino-remoto-nao-e-ead-e-nem-homeschooling
https://novaescola.org.br/conteudo/20374/ensino-remoto-nao-e-ead-e-nem-homeschooling
https://revistas.rcaap.pt/interaccoes/article/view/20865
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
O Ensino Híbrido
O Ensino Híbrido • 2/11
Objetivos de Aprendizagem
• Investigar em que consiste o ensino híbrido;
• Conhecer as características do ensino híbrido e os motivos para usá-lo;
• Compreender o papel do professor e o papel do aluno nesse tipo de ensino.
O Ensino Híbrido
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/797811677
O Ensino Híbrido • 3/11
Introdução 
Ao começar a pensar sobre a educação híbrida, também chamada de blended 
learning ou b-learning, é necessário entender que o professor se depara muitas vezes 
com questionamentos mesmo não lecionando nesse ambiente blended. Vira e mexe 
os alunos perguntam: professor, o sr. pode mandar o conteúdo por e-mail ou no 
grupo do Whatsapp? Professor, podemos postar o nosso trabalho nas redes sociais 
da escola?, dentre outras várias indagações nesse sentido. 
Portanto, o professor do século XXI precisa conhecer, ao menos um pouco, esse 
universo híbrido que possibilita o seu trabalho tanto no meio físico/físico quanto no 
meio físico/virtual. (Souza, Bailão, & Veraszto, 2018)
Mas afinal o que é blended? Será que só tem um significado? Morán (2015) relata 
que na educação há vários tipos de blended: saberes e valores, quando conectamos 
várias áreas de conhecimento, blended de metodologias, quando docentes inserem 
diferentes desafios, atividades, projetos e games, em suas práticas. 
Também fala-se sobre tecnologias blended, que são aquelas que fazem parte das 
atividades propostas, juntando a sala de aula com as atividades digitais, e as presenciais 
com as virtuais. Blended também pode representar um currículo que seja mais flexível.
Blended significa a conexão entre processos de ensino mais formais e informais, de 
educação aberta e em rede. E o blended ainda pode ser inserido em escolas mais 
estruturadas, mas também nas mais carentes, porque nem todas as atividades realizadas 
no ensino híbrido precisam de tecnologias de ponta. (Morán, 2015)
Portanto, vamos conhecer um pouco mais sobre esta metodologia que vem ganhando 
cada vez mais espaço e importância na educação.
Conceito de Blended Learning
Podemos definir o ensino híbrido como um tipo de programa educacional formal, 
que possibilita que o aluno realize suas tarefas integrando o on e o off-line, ou seja, o 
ambiente físico e o digital. 
O Ensino Híbrido • 4/11
Ao levarmos em conta que as pessoas não aprendem no mesmo ritmo e nem da 
mesma forma, para que todos os estudantes tenham sucesso na sua vida escolar, 
a personalização do ensino seria muito interessante, de forma a tentar atingir as 
diferentes necessidades de aprendizagem, e o ensino híbrido possibilita isso.
Nesses moldes, aqueles alunos que já dominamdeterminado conteúdo, conseguem 
avançar sem prejudicar aqueles que precisam de um pouco mais de tempo para 
assimilá-lo. (Silva & Sanada, 2018)
No ensino híbrido, parte do ensino ocorre em sala de aula, na qual os alunos 
conseguem interagir e trocar experiência entre si e com o tutor e parte ocorre pelos 
meios digitais, dando-lhes mais autonomia.
Vale ressaltar que ambos se completam, visto que oferecem diferentes experiências de 
aprendizagem, e que para que o ensino híbrido ocorra de fato, tanto a aprendizagem 
presencial quanto a digital precisam ter o mesmo objetivo. (Bacarin, 2020)
Uma outra definição de ensino híbrido o coloca como um programa de educação 
formal por meio do qual, pelo menos em parte, o aprendiz aprende na modalidade 
on-line, controlando seus tempos, o lugar onde quer estudar, o ritmo que quer estudar, 
e em outra parte do tempo estuda em um ambiente físico, supervisionado, que não 
é sua casa. (Horn & Staker, 2015 como citado em Mello, Neto & Petrillo, 2019)
Características do b-learning
Está cada vez mais evidente que na contemporaneidade as pessoas usam as mais 
variadas tecnologias digitais para conseguir informações e conhecimentos, o que 
vem causando uma mudança cultural visto que essas pessoas sentem a necessidade e 
querem estar conectadas a todo momento.
Isso posto, precisamos pensar sobre qual educação queremos oferecer aos estudantes 
hoje e no futuro, levando em conta tanto as necessidades do mercado de trabalho, 
quanto da sociedade globalizada e digital como um todo.
Hoje em dia os ambientes semipresenciais ou mistos vem sendo mais e mais usados 
nos processos de ensino-aprendizagem porque são disruptivos e facilitadores da 
transmissão de conhecimentos.
O Ensino Híbrido • 5/11
Se observarmos as grandes universidades internacionais, elas estão adotando 
diferentes formas de ensinar como a presença conectada, o e-learning, m-learning e 
u-learning.
Vale ressaltar que a explosão do uso de tecnologias de ponta, como a 3D, a inteligência 
artificial, e a realidade aumentada e virtual, vem criando um conjunto das chamadas 
‘melhores práticas’, mas por outro lado vem deixando os professores bastante 
assustados, e criando em outros a ideia de que ‘essa forma de ensinar deixa tudo a 
cargo do aluno e o professor não faz nada’.
O que tem ocorrido também é que muitos professores, mesmo com medo e sem 
preparo, estimulados por um salário maior para ministrar aulas nesses ambientes 
mais tecnológicos, chegam às salas de aula sem mudar sua forma de atuar, obtendo 
resultados insatisfatórios.
Mas o que deve ocorrer de fato? Essas novas modalidades de ensino, que incluem 
o ensino híbrido, vem estimulando que o docente seja colocado na posição de 
orientador, mediador e conselheiro, saindo da inércia da sua função puramente 
expositiva e detentora de todo o conhecimento.
O blended learning exige do professor que mantenha contato com seu educando 
mesmo fora de seu tempo em sala de aula, isso porque algumas dessas ‘melhores 
práticas’ exigem a presença não física, mas social do educador, até que seu aprendiz 
atinja o estado de heutagogia, no qual ele atinge o grau de independência total de 
seus orientadores. (Munhoz, 2019)
O Ensino Híbrido • 6/11
Saiba Mais
Explore o seguinte endereço eletrônico para conhecer mais sobre 
‘melhores práticas’ internacionais que vêm sendo aplicadas no ambiente 
semipresencial no mundo.
1. Blended Learning Toolkit. http://blended.online.ucf.edu acessado 
em 20 de agosto de 2022
Veja também o seguinte vídeo. Prof. Me. Eduardo Gula. Educação 
a distância ou e-learning: é diferente? https://www.youtube.com/
watch?v=O9gRiVslidY acessado em 20 de agosto de 2022
http://blended.online.ucf.edu
https://www.youtube.com/watch?v=O9gRiVslidY
https://www.youtube.com/watch?v=O9gRiVslidY
https://player.vimeo.com/video/797811855
O Ensino Híbrido • 7/11
O papel do professor no Ensino Híbrido
Há que se ressaltar que neste estilo de ensino, que mistura a sala de aula presencial 
e a eletrônica, o docente é o responsável total pelo planejamento da educação do 
aprendiz, o que é uma vantagem, e o trabalho conjunto com seus alunos permite 
fortalecer o vínculo perdido atualmente nos ambientes tradicionais, obtendo, com 
certeza, resultados mais efetivos.
Sugere-se que ao longo do processo de ensino e aprendizagem o professor observe:
●	 A capacidade do educando com relação à tecnologia que está sendo empregada, 
e se for preciso, pode-se realizar um nivelamento;
●	 As formas individuais de aprendizagem, aproveitando a flexibilidade oferecida 
pelo b-learning;
●	 O gerenciamento do tempo para que as atividades sejam efetivamente 
desenvolvidas a contento;
●	 O grau de satisfação dos estudantes, acompanhamento que deve ser rotineiro. 
(Munhoz, 2019)
O papel do estudante no Ensino Híbrido
Com relação ao que se espera do aprendiz, a primeira coisa que ele deve saber e 
compreender é o grau de responsabilidade que terá sobre o seu aprendizado. O seu 
papel mudou e ele deixou de ter aquele ‘inculcador de informações’ para conviver 
com um orientador e mediador do conhecimento.
Caso ele não leve em consideração isso, desistirá do estudo, visto que sua autonomia 
é colocada em xeque e espera-se que ele conduza o seu processo de ensino e 
aprendizagem conforme seus anseios e necessidades.
No ambiente centrado no aluno, tudo precisa ser decidido em conjunto.
Vejamos algumas características que o estudante deve ter para estudar em um 
ambiente semipresencial:
●	 Objetivos bem estabelecidos;
●	 Capacidade de participar de debates, apresentações e brainstormings;
O Ensino Híbrido • 8/11
●	 Capacidade de desenvolver mapas conceituais e mentais;
●	 Capacidade de realizar estudos independentes;
●	 Capacidade de agir em cooperação e colaboração.
Assim, os alunos devem ser vistos como sujeitos ativos, engajados e comprometidos 
com sua aprendizagem, definindo os rumos de sua educação de forma responsável, 
visando o futuro. (Munhoz, 2019)
Melhores Práticas no b-learning
Para funcionarem efetivamente, os ambientes b-learning precisam ser bastante 
interativos e os alunos precisam ter um feedback imediato (ou o mais próximo disso) 
no caso das comunicações assíncronas. Redes sociais também devem ser utilizadas e 
devem-se privilegiar as atividades nas quais se aprende fazendo, mediante oficinas 
e laboratórios nos momentos presenciais.
Também aconselha-se o desenvolvimento de simulações, estudos de casos e técnicas 
de role-playing nos momentos de presença física em sala de aula. Os alunos também 
precisam produzir textos e utilizar o brainstorming.
Deve-se sempre partir do conhecimento e das técnicas mais simples para as mais 
complexas, conforme sugerido por Bloom (Taxonomia de Bloom).
O uso da aprendizagem ativa, com estratégias metacognitivas e suporte do aprendizado 
pelos pares, também deve ser explorada.
Em Resumo
Apreendemos, neste tema, que o blended learning é aquela forma de aprendizagem que 
mistura o ensino on-line com o presencial, por isso é também chamado de ensino misto. 
Nele, o professor assume o papel de mediador, orientador do aprendizado, guiando o 
aluno tanto nos momentos presenciais quanto nos momentos assíncronos, dando seu 
respaldo a todo momento (dentro do possível), enquanto o papel do estudante é de se 
transformar em um sujeito autônomo e ativo, que organiza os seus tempos para estudar 
tanto presencialmente quanto de forma virtual. Pode-se dizer que essa modalidade 
pode vir a ser a forma de ensino e aprendizagem das gerações futuras.
O Ensino Híbrido • 9/11
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/797812128
O Ensino Híbrido • 10/11
Referências Bibliográficas
Bacarin, Ligia Maria Bueno Pereira. (2020) Metodologias Ativas. [livro eletrônico] 
Curitiba: Contentus.
Mello, Cleyson de Moraes; Neto, José Rogério Moura de Almeida; & Petrillo, Regina 
Pentagna. (2019) Metodologias Ativas: desafios contemporâneos e aprendizagem 
transformadora. [livro eletrônico] 2ª ed. Riode Janeiro: Freitas Bastos.
Morán, José. (2015) Mudando a Educação com metodologias ativas. PROEX/UEPG. 
Coleção Mídias Contemporâneas. Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: 
aproximações jovens. Vol. II. 
Munhoz, Antonio Siemsen. (2019). Aprendizagem Ativa via Tecnologias. [livro 
eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Silva, Ivaneide Dantas da.& Sanada, Elizabeth dos Reis. (2018) In: Bacich, Lilian; & 
Morán, José. Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem 
teórico prática. Ed. Penso, Porto Alegre. https://ifce.edu.br/tabuleirodonorte/campus_
tabuleiro/coordenacao-de-pesquisa-e-extensao/grupos-de-pesquisa/metodologias-
ativas-e-ensino-de-linguas-matel/sugestoes-de-leitura/metodologias-ativas-para-uma-
educacao-inovadora-lilian-bacich-e-jose-moran.pdf/view acessado em 01 de julho de 
2022.
Souza, Henderson Tavares de. Baião, Emerson Rodrigo; & Veraszto, Estéfano 
Vizconde. (2018) Tecnologias Educacionais: aplicações e possibilidades. Tendências 
em Tecnologias Educacionais em Educação a Distância. Ufscar.
https://ifce.edu.br/tabuleirodonorte/campus_tabuleiro/coordenacao-de-pesquisa-e-extensao/grupos-de-pesquisa/metodologias-ativas-e-ensino-de-linguas-matel/sugestoes-de-leitura/metodologias-ativas-para-uma-educacao-inovadora-lilian-bacich-e-jose-moran.pdf/view
https://ifce.edu.br/tabuleirodonorte/campus_tabuleiro/coordenacao-de-pesquisa-e-extensao/grupos-de-pesquisa/metodologias-ativas-e-ensino-de-linguas-matel/sugestoes-de-leitura/metodologias-ativas-para-uma-educacao-inovadora-lilian-bacich-e-jose-moran.pdf/view
https://ifce.edu.br/tabuleirodonorte/campus_tabuleiro/coordenacao-de-pesquisa-e-extensao/grupos-de-pesquisa/metodologias-ativas-e-ensino-de-linguas-matel/sugestoes-de-leitura/metodologias-ativas-para-uma-educacao-inovadora-lilian-bacich-e-jose-moran.pdf/view
https://ifce.edu.br/tabuleirodonorte/campus_tabuleiro/coordenacao-de-pesquisa-e-extensao/grupos-de-pesquisa/metodologias-ativas-e-ensino-de-linguas-matel/sugestoes-de-leitura/metodologias-ativas-para-uma-educacao-inovadora-lilian-bacich-e-jose-moran.pdf/view
O Ensino Híbrido • 11/11
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
A Sala de Aula Invertida ou Flipped 
Classroom.
A Sala de Aula Invertida ou Flipped Classroom. • 2/12
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar em que consiste a Sala de Aula Invertida ou Flipped Classroom.
• Compreender os seus objetivos, estratégias e regras básicas.
A Sala de Aula Invertida ou Flipped Classroom.
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/797998209
A Sala de Aula Invertida ou Flipped Classroom. • 3/12
Introdução 
Embora a Sala de Aula Invertida seja uma metodologia já em voga nos últimos anos, 
alguns autores ainda a consideram em construção. Tem sido a queridinha de alunos e 
professores porque é um processo simples que tem a ver com a entrega ou indicação 
de um conteúdo por meio de texto, vídeos, podcasts ou qualquer outro recurso com 
o qual o estudante aprenderá de forma independente, quando e onde quiser, em 
momento extra sala de aula (on-line), e no momento in classroom o aluno desenvolverá 
a atividade proposta pelo docente, tendo como base aquele conhecimento que foi 
previamente adquirido.
Aquela tarefa que antes era chamada de ‘dever de casa’ passa a ser desenvolvida em 
sala de aula, com o suporte do professor, que será um mediador entre o estudante e 
o material, estimulando debates, sessões de perguntas e respostas, apresentação de 
dúvidas e dos resultados desenvolvidos.
É necessário, para essa prática, que o estudante tenha acesso ao conteúdo de forma 
antecipada, e ainda é fundamental que ele se engaje e que esmiúce esse material 
antes do momento no qual estará em sala de aula, já seja de forma física, conectada 
ou virtual. (Munhoz, 2019)
Então, vamos conhecê-la um pouco mais!
Características da Sala de aula invertida ou Flipped classroom
Apesar de alguns estudiosos entenderem a sala de aula invertida como uma metodologia 
inovadora, outros não a veem do mesmo modo. Alguns autores a consideram apenas 
como uma forma diferente de desenvolver o conteúdo para motivar o aluno.
Nessa metodologia, o conteúdo não é mais entregue ao aluno pelo professor, via 
o texto de um livro ou de outra bibliografia. Passa a ser ‘entregue’ por indicações 
de pesquisas, bibliotecas virtuais, ou links (por meio de um ambiente virtual de 
aprendizagem) e novos materiais podem (e devem) ser acrescentados, até a sua 
completa compreensão.
A Sala de Aula Invertida ou Flipped Classroom. • 4/12
Vale ressaltar que geralmente, quando a proposta é inicialmente passada aos alunos, 
causa certa surpresa e até mesmo um certo pânico, visto ser diferente e os alunos 
serem desafiados a fazer algo novo, a ‘sair da caixinha’ como se diz.
Nessa situação, o aluno precisa assumir o papel central nessa ‘imersão’ no material 
e o professor passa a assumir um papel de orientador, o que não é fácil, porque 
ele também é desafiado a ensinar de forma diferente, estimulando outras formas de 
assimilação do conhecimento.
O processo tem alguns aliados de peso, como o conectivismo, a aprendizagem baseada 
em problemas (ABProb.) e a aprendizagem em grupo, que serão vistas mais adiante, e 
várias outras aprendizagens ativas visando aproximar as metodologias atuais à geração 
digital. (Munhoz, 2019)
Saiba Mais
Quer conhecer exemplos de sucesso no uso da metodologia de ensino 
híbrido rotação sala de aula invertida? Então leia os seguintes artigos.
1. Souza & Andrade. (2016). Modelos de rotação do ensino híbrido: 
estações de trabalho e sala de aula invertida. https://etech.sc.senai.
br/revista-cientifica/article/view/773 acessado em 11 de julho de 
2022
2. Pavanelo & Lima. (2017). Sala de Aula Invertida: a análise de uma 
experiência na disciplina de Cálculo I. https://www.scielo.br/j/
bolema/a/czkXrB369jBLfrHYGLV4sbb/?format=pdf&lang=pt 
acessado em 11 de julho de 2022.
https://etech.sc.senai.br/revista-cientifica/article/view/773
https://etech.sc.senai.br/revista-cientifica/article/view/773
https://www.scielo.br/j/bolema/a/czkXrB369jBLfrHYGLV4sbb/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/bolema/a/czkXrB369jBLfrHYGLV4sbb/?format=pdf&lang=pt
A Sala de Aula Invertida ou Flipped Classroom. • 5/12
Vale ressaltar que para que a aprendizagem realmente ocorra é essencial que os 
docentes insiram os quatro pilares fundamentais que formam a sigla FLIP, ou seja, é 
preciso que a prática ocorra em ambiente flexível (F - Flexible Environment), que esteja 
focada na cultura da aprendizagem (L - Learning Culture), que seja proposto com um 
conteúdo dirigido (I - Intentional Contents) e que o educador seja profissional (P - 
Professional Educator).
Figura 1 - Pilares da Aprendizagem Invertida
Fonte: Flipped Learning (FLN), 2014 como citado em Mello, Neto & Petrillo, 2019, p. 74
É uma abordagem pedagógica na qual a aula tradicionalmente expositiva se transforma 
de uma abordagem grupal para uma aprendizagem individual, proporcionando ao 
ambiente presencial restante um momento de aprendizado flexível, dinâmico e 
interativo.
A Sala de Aula Invertida ou Flipped Classroom. • 6/12
É necessário perceber que não basta pedir aos alunos que leiam um texto ou assistam 
um vídeo previamente. Muitos professores devem ter pedido isso aos seus alunos em 
algum momento de suas práticas. É fundamental que os alunos se engajem e que 
esgotem as pesquisas sobre o assunto, com uma preparação prévia, anotando suas 
dúvidas para que sejam sanadas coletivamente, no momento do encontro presencial 
(ou síncrono, no caso das aulas a distância), antes de que ocorra efetivamente o 
desenvolvimento da tarefa proposta.
Morán (2015, como citado em Bacarin, 2020), um dos estudiosos da educação mais 
conceituados, considera a salade aula invertida como uma das metodologias mais 
interessantes da atualidade para misturar tecnologias e práticas de ensino, porque 
concentra no virtual a aquisição da informação mais básica e deixa para o presencial (ou 
síncrono no caso do ensino a distância) as atividades mais criativas e supervisionadas, 
que combinam desafios, projetos, problemas reais e jogos.
Como não há um modelo único para a inversão em sala de aula, o docente pode 
inserir diversas atividades práticas e/ou ainda permitir que os alunos trabalhem 
em atividades diferentes, ao mesmo tempo, que estudem em grupos ou de forma 
individual e que sejam avaliados quando se sentirem preparados.
https://player.vimeo.com/video/797998406
A Sala de Aula Invertida ou Flipped Classroom. • 7/12
Objetivos da Flipped Classroom
Para que a prática funcione efetivamente, estudiosos elencam alguns objetivos que 
precisam ser atingidos. São eles:
●	 Propor aulas menos expositivas, que sejam mais produtivas e participativas, que 
façam com que o aprendiz se engaje em relação com o conteúdo a ser estudado, 
transformando a sala de aula em um ambiente colaborativo;
●	 Proporcionar um ambiente mais interativo entre professor e alunos, alunos e 
alunos, e ainda entre alunos e material, gerando a assimilação do conteúdo de 
forma efetiva;
●	 Favorecer uma melhor otimização do tempo em sala de aula (e fora dela também);
●	 Permitir que alunos com dificuldade de aprendizagem tenham um melhor 
aproveitamento; (Mello, Neto e Petrillo, 2019)
Estratégias de Aplicação
Antes da Aula
1- O docente determina os objetivos a serem atingidos, prepara o material que 
o estudante precisa ler/ver/ouvir extra sala de aula e o disponibiliza ou faz as 
indicações;
2- O estudante lê, vê e/ou ouve os materiais em um momento extra sala de aula 
escolhido por ele, de onde quiser.
Na sala de aula
3- Nos primeiros minutos, o professor/orientador cede um tempo para que os 
estudantes tirem as dúvidas que tiveram ao estudar o material, e na sequência 
usam os conceitos/conteúdos aprendidos para resolver os problemas/
questionamentos propostos pelo professor em sala de aula. As atividades 
realizadas na sala de aula devem estimular atividades cognitivas mais complexas 
como aplicar, criar, analisar, avaliar, idear, tendo o apoio dos colegas e do 
professor. (Mello, Neto & Petrillo, 2019)
A Sala de Aula Invertida ou Flipped Classroom. • 8/12
Regras básicas para inverter a sala de aula
Além de conhecermos os objetivos e as estratégias de aplicação da sala de aula 
invertida, ainda precisamos assimilar quais são as suas regras básicas, ou cairemos no 
erro de apenas criar uma atividade diferenciada no mesmo contexto tradicional, sem 
uma aprendizagem significativa. Então, vejamos o que o Relatório Flipped Classroom 
Field Guide (Valente, 2018) diz a esse respeito.
●	 As atividades que ocorrem no momento in classroom devem envolver 
questionamentos, a resolução de problemas e outras atividades de aprendizagem 
ativa que levem o estudante a recuperar, aplicar e aumentar o material apreendido 
extra classe (on-line);
●	 Os aprendizes precisam receber o feedback logo após a realização das atividades 
presenciais;
●	 Os estudantes precisam ser estimulados a participar tanto das atividades on-line 
como das in classroom, tendo ciência que ambas as participações valerão nota e 
farão parte da avaliação;
●	 Tanto o material a ser explorado extraclasse quanto os ambientes de aprendizagem 
de sala de aula (presenciais ou não) precisam ser muito bem estruturados e 
planejados. 
Vale ressaltar que não é para o professor passar aos seus estudantes textos enfadonhos 
ou vídeos longos, visto que os alunos costumam reclamar que a aula expositiva é muito 
chata e cansativa. A ideia não é substituir uma aula ‘chata’ presencial por uma pesquisa 
‘chata’ on-line. O propósito é explorar outros recursos como animações, simulações, 
estudos de caso, integrando as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) com 
as atividades curriculares.
O ideal é que o professor possa acessar as informações dos alunos nas plataformas de 
ensino, observando as pesquisas realizadas, as auto avaliações feitas, observando os 
pontos críticos que precisam ser fortalecidos e que precisam ser retomados em sala 
de aula.
A Sala de Aula Invertida ou Flipped Classroom. • 9/12
O Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Universidade de Harvard adotaram 
a estratégia da sala de aula invertida em algumas disciplinas e com isso elas têm inovado 
seus métodos de ensino, adequando-os para que possam usar os avanços das TICs e 
diminuir a evasão. (Valente, 2018)
A grande vantagem da junção da Sala de Aula invertida e da Aprendizagem Ativa é 
fomentar o aprendizado no Ensino Híbrido, possibilitando ao professor compreender 
e trabalhar quase que de forma individual o aprendizado de cada aluno. (Souza, Baião 
& Veraszto, 2018)
Em Resumo
Conhecemos um pouco mais sobre a famosa sala de aula invertida compreendendo que 
não é simplesmente uma metodologia por meio da qual o professor passa o conteúdo 
para o aluno aprender sozinho em casa. Para que a aprendizagem ocorra efetivamente 
é preciso engajamento, planejamento prévio, inserção do material pelo docente no 
ambiente virtual, de forma que o aluno tenha acesso a ele de onde quiser e quando 
quiser e é fundamental que no momento presencial (ou síncrono no caso de aulas a 
distância) esse conhecimento previamente assimilado seja trazido de volta e colocado 
em prática pela aplicação de atividades que envolvam debates, análises, aplicações 
de ações, ou qualquer outra prática que gere aprendizagem significativa. Espero que 
tenha gostado.
A Sala de Aula Invertida ou Flipped Classroom. • 10/12
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/797998575
A Sala de Aula Invertida ou Flipped Classroom. • 11/12
Referências Bibliográficas
Bacarin, Ligia Maria Bueno Pereira. (2020) Metodologias Ativas. [livro eletrônico] 
Curitiba: Contentus.
Mello, Cleyson de Moraes; Neto, José Rogério Moura de Almeida; & Petrillo, Regina 
Pentagna. (2019) Metodologias Ativas: desafios contemporâneos e aprendizagem 
transformadora. [livro eletrônico] 2ª ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos.
Munhoz, Antonio Siemsen. (2019). Aprendizagem Ativa via Tecnologias. [livro 
eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Souza, Henderson Tavares de. Baião, Emerson Rodrigo; & Veraszto, Estéfano 
Vizconde. (2018) Tecnologias Educacionais: aplicações e possibilidades. Tendências 
em Tecnologias Educacionais em Educação a Distância. Ufscar.
Valente, José Armando, A sala de aula invertida e a possibilidade de ensino 
personalizado: uma experiência com a graduação em midialogia. In: Bacich, Lilian; 
& Morán, José. (2018) Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma 
abordagem teórico-prática. [livro eletrônico] Porto Alegre: Penso.
A Sala de Aula Invertida ou Flipped Classroom. • 12/12
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
A Aprendizagem Baseada em Projetos ou 
Project Based Learning.
A Aprendizagem Baseada em Projetos ou Project Based Learning. • 2/13
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar em que consiste a Aprendizagem Baseada em Projetos (ABProj.)
• Compreender suas características, os tipos, as categorias, os elementos e os 
passo;
• Conhecer os objetivos e as estratégias de aplicação.
A Aprendizagem Baseada em Projetos ou 
Project Based Learning.
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/797998652
A Aprendizagem Baseada em Projetos ou Project Based Learning. • 3/13
Introdução 
Para começarmos a entender do que trata esta metodologia moderna, precisamos 
compreender que projetos são ações finitas que apresentam objetivos bem delimitados 
e que nascem de um problema, de uma necessidade,de uma oportunidade ou ainda 
de algum interesse de uma pessoa, de um conjunto de pessoas ou de uma empresa.
Podem ser de intervenção, de desenvolvimento, de pesquisa, de ensino e de 
aprendizagem, e neste caso focaremos nos de aprendizagem que são os que estão 
vinculados aos aprendizados significativos.
Vale ressaltar que a origem da ideia de se trabalhar com projetos na educação vem 
do final do século XIX, a partir de ideias de John Dewey, em 1897, autor estudado 
na disciplina Principles of Curriculum Design. Entretanto, quando se fala sobre a 
Metodologia de Projetos (MP), especificamente, a origem advém do final do século 
XVII na Itália, com uma perspectiva de ensino profissionalizante, na área da Arquitetura. 
Dewey e Kilpatrick (autores já estudados por nós), ambos do início do século XX, são 
considerados os precursores da chamada Aprendizagem Baseada em Projetos. Para 
Kilpatrick, o projeto com fins educacionais apresenta 4 fases principais, que são: a 
intenção, o planejamento, a execução, e o julgamento. 
Por sua vez, Dewey considerava que os projetos idealizados pelos estudantes 
precisavam do auxílio de um docente capaz de garantir o processo de aprendizagem 
e de crescimento de forma a promover a aprendizagem significativa. (Barbosa & 
Moura, 2013)
Vamos então conhecer melhor o seu conceito e algumas de suas características.
Conceito e características da ABProj.
Esta metodologia pode ser considerada como um conjunto de experiências de 
aprendizagem e de tarefas que levam o estudante a investigar por meio de um 
problema central, resolvendo-o ou encontrando um desafio. Seu foco, geralmente, 
é a criação de um produto, mas isso não é regra. 
A Aprendizagem Baseada em Projetos ou Project Based Learning. • 4/13
Tem como objetivo construir um conhecimento coletivo interdisciplinar e focado no 
aluno, incluindo atividades que desafiam intelectualmente o estudante a criar algo 
com foco na leitura, na pesquisa, no debate, na escrita e na apresentação oral, como 
as realizadas por meio de vídeos digitais, da elaboração de portfólios, da gravação de 
podcasts, da criação de websites, entre outros. (Souza, Baião & Veraszto, 2018)
Uma das bases desta metodologia é considerar situações reais que devem estar 
conectadas com o objeto central do projeto a ser desenvolvido, visando formar 
indivíduos com uma visão abrangente e global da vida, associando a aprendizagem 
com a realidade, preparando-os para o aprendizado ao longo da vida. 
Algumas características que a ABProj. precisa ter são:
●	 Realizar projetos em grupos, com um número de participantes definido para 
cada atividade (Ex.: 3 alunos por grupo).
●	 Determinar o tempo para a realização do projeto. (Ex.: de 2 a 3 meses).
●	 Escolher o tema em conjunto, entre estudantes e professores.
●	 Ter uma finalidade útil para que os aprendizes percebam o sentido real do 
projeto proposto.
●	 Utilizar diversos recursos, inclusive aqueles que os próprios alunos conseguem 
providenciar mais facilmente, dentro ou fora do ambiente escolar.
●	 Compartilhar os resultados em diversos meios, como a própria sala de aula, a 
escola e a comunidade em geral, de forma física ou digital. (Barbosa & Moura, 
2013)
Nesta metodologia, o foco está no ‘aprender’ e no ‘fazer juntos’, explorando o contexto 
real do estudante, a comunicação entre os pares e a criação a partir do conhecimento 
descoberto. Finaliza sempre com a produção de resultados enriquecidos com o uso 
das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e os estudantes organizam suas 
descobertas em formatos multimídia, com o desenvolvimento de gráficos, tabelas, 
vídeos, aplicativos, ferramentas, ou qualquer outro recurso que seja aplicável. 
Deve-se levar em consideração que é um tipo de metodologia que exige tempo para 
que deveras seja bem executada.
A Aprendizagem Baseada em Projetos ou Project Based Learning. • 5/13
Não é tarefa do docente expor o conteúdo, cabe aos estudantes buscar o conhecimento 
necessário para atingir seus objetivos, com a orientação do professor. (Veraszto & 
Simon, 2018)
Saiba Mais
Para conhecer mais sobre a Aprendizagem Baseada em Problemas 
assista os seguintes vídeos.
Como funciona a Metodologia Aprendizagem Baseada em Projetos? 
https://www.youtube.com/watch?v=zy5yN0_lhR0 acessado em 20 de 
agosto de 2022
Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) - 10 passos para aplicar a mais 
profunda Metodologia Ativa - https://www.youtube.com/watch?v=deE_
leEasjI acessado em 20 de agosto de 2022
Categorias, elementos e passos dos Projetos
Há 3 categorias de projetos que os estudantes podem desenvolver em sua vida 
acadêmica. São eles:
1. Projeto construtivo: é aquele que procura construir algo novo, com alguma 
inovação, ou nova proposta de solução. Caracteriza-se pela inventividade na 
função, forma ou processo.
2. Projeto investigativo: é aquele que se destina a desenvolver uma pesquisa 
sobre algum tema ou situação utilizando o método científico. 
3. Projeto didático ou explicativo: é aquele que visa responder questionamentos 
como ‘Como funciona? Para o que serve? Como foi construído?’ procurando 
explicar o funcionamento de objetos, de mecanismos, de sistemas, etc. (Barbosa 
& Moura, 2013)
Além das categorias, podemos elencar alguns elementos que são essenciais para o 
desenvolvimento de projetos. São eles:
https://www.youtube.com/watch?v=zy5yN0_lhR0
https://www.youtube.com/watch?v=deE_leEasjI
https://www.youtube.com/watch?v=deE_leEasjI
A Aprendizagem Baseada em Projetos ou Project Based Learning. • 6/13
●	 Escolher um conteúdo relevante;
●	 Desenvolver diversas competências;
●	 Motivar o espírito da investigação;
●	 Gerar a necessidade de saber mais a respeito;
●	 Dar oportunidade de voz e de escolha a todos os envolvidos; e
●	 Incluir a revisão e a reflexão sobre o resultado alcançado.
Podemos elencar também os 7 passos que devem ser executados para que a ABProj. 
seja eficiente.
Figura 1: 7 passos da metodologia Aprendizagem Baseada em Projetos.
Fonte: Veraszto & Simon, 2018, p. 5.
A Aprendizagem Baseada em Projetos ou Project Based Learning. • 7/13
Objetivos da Aprendizagem Baseada em Projetos
Para que a ABProj. ocorra de fato é imprescindível que se desenvolva uma aprendizagem 
que motive o estudante a participar da realização do projeto proposto, que estimule 
sua autonomia no processo de ensino e aprendizagem, criando um senso crítico, 
reflexivo e a capacidade de resolver problemas, e ainda que estimule a interação 
contínua entre os alunos e o professor, que esteja baseada na participação ativa dos 
alunos e na cooperação.
Dentre os objetivos para que essa metodologia ocorra, estão:
1. Estimular a capacidade de ‘aprender a aprender’, levando os estudantes a 
assumirem um papel ativo e responsável;
2. Conscientizar os aprendizes acerca do que eles sabem e do que precisam 
aprender, motivando-os a buscar informações novas;
3. Estimular os estudantes a explorarem e investigarem seus interesses, e o que eles 
gostariam de aprender;
4. Estabelecer uma relação estreita entre a aprendizagem, a vida e a experiência 
dos alunos.
https://player.vimeo.com/video/797998839
A Aprendizagem Baseada em Projetos ou Project Based Learning. • 8/13
5. Rejeitar a ideia de que todos precisam aprender as mesmas coisas, da mesma 
forma, no mesmo ritmo e no mesmo momento, ignorando suas necessidades, 
interesses, aptidões e estado de espírito. Deve-se compreender que cada um 
tem um ritmo, um estilo, um gosto, que deve ser respeitado. (Mello, Neto & 
Petrillo, 2019)
Estratégias de Aplicação
As atividades desta metodologia envolvem várias áreas de conhecimento, que são 
chamadas de projetos interdisciplinares, e que são desenvolvidos em torno de 
um problema real e significativo, de forma que os estudantes consigam obter um 
produto final, com a realização de pesquisas. 
A escolha do projeto deve motivar os estudantes na busca por novas descobertas, 
lembrando que se trata de um esforço temporário para criar um produto,serviço 
ou um resultado, com um começo e uma finalização bem definidos, com a aplicação 
de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas que atendam os requisitos 
necessários.
É preciso que o docente, no papel de orientador, desafie os aprendizes a fazerem 
parte de uma equipe, e esse método exige planejamento, elaboração de cronogramas, 
o estabelecimento de estratégias de gerenciamento de tempo e a finalização com a 
avaliação dos resultados.
Vejamos então algumas estratégias necessárias para sua aplicação:
●	 Apresentação dos objetivos da atividade, do método, do critério de avaliação 
e dos prazos pelo professor, que deverá determinar os conteúdos necessários 
para a execução do projeto, e que pode ser construído de forma colaborativa 
com os alunos;
●	 A partir da escolha do tema (ou temas), os estudantes deverão estabelecer os 
objetos de estudo e o problema vinculado a ele, para hipóteses posteriores que 
precisarão ser elencadas;
●	 A partir das pesquisas o professor organiza a apresentação das hipóteses. 
Esses debates auxiliam os alunos a pensarem em soluções para os problemas 
levantados;
A Aprendizagem Baseada em Projetos ou Project Based Learning. • 9/13
●	 A avaliação deve ser feita individualmente e por pares, ou seja, os próprios 
componentes dos grupos atribuem notas para os colegas da equipe e cada aluno 
se auto avalia, o que estimula a autocrítica e a crítica construtiva aos demais. 
(Mello, Neto & Petrillo, 2019)
Em Resumo
Vimos ao longo desta aula que a ABProj. pode ser considerada como um conjunto de 
experiências de aprendizagem e de tarefas que levam o estudante a investigar um 
problema central, resolvendo-o ou encontrando um desafio. Tem como foco o aprender 
fazendo, com a orientação do professor que guiará todo o processo, porém, cabe aos 
estudantes desenvolverem o projeto e apresentarem os resultados. É uma metodologia 
que vem sendo muito utilizada em todo o mundo com vistas a reduzir a evasão e ter 
alunos autônomos em seu processo de aprendizagem. 
A Aprendizagem Baseada em Projetos ou Project Based Learning. • 10/13
Estudo de Caso
Ficou curioso e quer conhecer um exemplo de Atividade Baseada em Projetos? 
Acesse o seguinte endereço eletrônico. 
1. Conexia Educação. (2021). https://blog.conexia.com.br/aprendizagem-
baseada-em-projetos/#:~:text=O%20que%20%C3%A9%20a%20
aprendizagem,habilidades%20%C3%BAteis%20na%20vida%20real 
acessado em 15 de julho de 2022
Quer conhecer mais sobre um projeto do bairro da escola? Então leia o 
seguinte texto. 
2. Nairim, Bernardo. (2022). Nova Escola. O que é a Aprendizagem 
Baseada em Projetos e como ela pode ser usada na recomposição de 
aprendizagens. https://novaescola.org.br/conteudo/21206/o-que-e-a-
aprendizagem-baseada-em-projetos-e-como-ela-pode-ser-usada-na-
recomposicao-de-aprendizagens acessado em 15 de julho de 2022.
https://novaescola.org.br/conteudo/21206/o-que-e-a-aprendizagem-baseada-em-projetos-e-como-ela-pode-ser-usada-na-recomposicao-de-aprendizagens
https://novaescola.org.br/conteudo/21206/o-que-e-a-aprendizagem-baseada-em-projetos-e-como-ela-pode-ser-usada-na-recomposicao-de-aprendizagens
https://novaescola.org.br/conteudo/21206/o-que-e-a-aprendizagem-baseada-em-projetos-e-como-ela-pode-ser-usada-na-recomposicao-de-aprendizagens
A Aprendizagem Baseada em Projetos ou Project Based Learning. • 11/13
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/797999021
A Aprendizagem Baseada em Projetos ou Project Based Learning. • 12/13
Referências Bibliográficas
Barbosa, Eduardo Fernandes; & Moura, Dácio Guimarães de. (2013). Metodologias 
Ativas de aprendizagem na educação profissional e tecnológica. B. Tec. Senac. Rio de 
Janeiro, v. 39, n.2, p.48-67 mai-ago.
Mello, Cleyson de Moraes; Neto, José Rogério Moura de Almeida; & Petrillo, Regina 
Pentagna. (2019) Metodologias Ativas: desafios contemporâneos e aprendizagem 
transformadora. [livro eletrônico] 2ª ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos.
Souza, Henderson Tavares de. Baião, Emerson Rodrigo; & Veraszto, Estéfano 
Vizconde. (2018) Tecnologias Educacionais: aplicações e possibilidades. Tendências 
em Tecnologias Educacionais em Educação a Distância. Ufscar.
Veraszto, Estéfano Vizconde; & Simon, Fernanda Oliveira. (2018). Metodologias ativas. 
São Paulo: Ufscar.
A Aprendizagem Baseada em Projetos ou Project Based Learning. • 13/13
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
A Aprendizagem Baseada em Problemas 
(ABP) ou Problem Based Learning (PBL)
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) ou Problem Based Learning (PBL) • 2/14
Objetivos de Aprendizagem
• Explorar a origem, o conceito e as características da Aprendizagem Baseada 
em Problemas;
• Explicar suas etapas e estratégias de aplicação, bem como as vantagens e 
desvantagens;
• Investigar seus objetivos e as TICs inseridas nessa prática.
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) ou 
Problem Based Learning (PBL)
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/797999090
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) ou Problem Based Learning (PBL) • 3/14
Introdução 
A aprendizagem Baseada em Problemas (ABP ou ABProb para diferenciar da 
Aprendizagem Baseada em Projetos, ou ainda PBL) é, sem dúvida nenhuma, uma 
metodologia inovadora no contexto educacional, na qual, em linhas gerais, o professor 
apresenta um problema e os alunos precisam encontrar a solução, usando suas 
habilidades e conhecimentos, com autonomia e responsabilidade.
A ideia é que seja um processo simples, seguro e eficaz para que o currículo se 
desenvolva com a solução de problemas semelhantes aos que o aprendiz enfrenta 
na sua vida profissional, procurando aproximar o estudante da pessoa que o 
mercado deseja e precisa. Vale ressaltar que diariamente surgem no mercado de 
trabalho problemas que precisam ser resolvidos e muitas vezes o colaborador recém 
contratado tem pouca ou nenhuma vivência profissional.
É um método de instrução que usa a lógica e o raciocínio, baseados em um conteúdo 
relevante e em extenso trabalho para encontrar a solução de problemas do mundo 
real com uma proposta de aprender fazendo.
Sabemos que o ser humano costuma ser curioso e adora desafios, e resolver um 
problema real representa, com certeza, um desafio para os alunos, o que deve tornar 
o momento da aula mais dinâmico e agradável.
Quando o estudante precisa resolver um problema em conjunto, por meio de uma 
aprendizagem independente, baseada na colaboração, na cooperação e com um 
objetivo em comum, a formação de grupos passa a ser algo natural, podendo-se 
transformar em um profissional do conhecimento, como o mercado espera. (Munhoz, 
2019)
Estivemos vendo em aula anterior a Aprendizagem Baseada em Projetos, e esta 
metodologia que está sendo estudada agora apresenta bastante semelhança, porém 
a diferença é que enquanto a ABProb. trabalha com fatos isolados a ABProj. inclui 
cenários completos e a evolução deles até a finalização do projeto. É indicado usar a 
ABProb. quando o conteúdo não é sequencial e são necessárias abordagens pontuais. 
Já a ABProj. considera assuntos sequenciais. (Mello, Neto & Petrillo, 2019)
Agora vamos conhecer com um pouco mais de profundidade essa metodologia 
inovadora.
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) ou Problem Based Learning (PBL) • 4/14
Origem, conceito e características da PBL
A ideia de trabalhar com problemas como forma de aprender e ensinar não é nova, 
pelo contrário, conhece-se a história do filósofo Confúcio (500 a.C.), que só auxiliava 
os seus seguidores com a resposta para um problema ou dúvida depois que eles 
tivessem feito algum esforço procurando a solução. (Barbosa & Moura, 2013)
Também pode-se dizer que tem base na teoria de Charles Maguerez, no Método do 
Arco, cujo foco é promovero ensino e a aprendizagem com base na realidade. Foi 
inserida na formação para o mercado de trabalho de analfabetos de países africanos 
que migraram para países em desenvolvimento visando trabalhar nas indústrias, usinas 
de petróleo e agricultura. Em síntese esse método tinha como premissa observar a 
realidade, descobrir os problemas e escolher um de cada vez para resolver.
Figura 1 - Planejamento do Arco da Problematização
Fonte: Prado, 2012, p. 176, como citado em Bacarin, 2020, p. 85
No entanto, a sistematização, de fato, da PBL surgiu na década de 1960, na McMaster 
University, no Canadá, tendo sido aplicada nos cursos de medicina, aliás, muitas escolas 
de medicina em todo o mundo continuam usando essa metodologia. Hoje em dia é 
aplicada na administração, na arquitetura, nas ciências da computação, nas ciências 
sociais, na economia, nas engenharias e na matemática.
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) ou Problem Based Learning (PBL) • 5/14
Podemos dizer que no Brasil ela apareceu na década de 1990 em escolas de São 
Paulo e do Paraná. Em 2005, esta metodologia foi inserida no currículo de dez cursos 
de graduação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São 
Paulo – EACH/USP, nas disciplinas de Resolução de Problemas.
A PBL se baseia na apresentação de um problema real por parte do docente, e 
na investigação desse problema pelos estudantes, levando em conta suas causas e 
efeitos, para chegar à solução. Não é um método que resolve o problema em si, 
ele projeta possíveis soluções conforme a situação que foi exposta pelo professor.
Já estudamos que a PBL parte de uma situação-problema tirada da realidade do 
estudante, porém não pode apresentar um grau de dificuldade muito alta, porque 
pode desmotivar o aluno, mas também não pode ser muito fácil a ponto de apresentar 
uma solução muito óbvia (o que também vai desmotivar). 
Deve ter o estudante como centro do aprendizado, estimular o pensamento crítico, 
o trabalho em grupo, a capacidade de resolução de problemas e o poder de 
argumentação.
Ela tem como característica ser uma atividade ativa, centrada no aluno, que possibilita 
que ele saia da teoria e adentre na prática, fazendo com que tenha um sentimento de 
pertencimento com relação ao conhecimento que está sendo assimilado (de forma 
individual ou coletiva).
É uma metodologia que ativa a memória de longo prazo visto que quando o professor 
gera as reflexões para que os alunos cheguem à resposta, eles entendem a aplicação do 
assunto, relacionam com suas vidas e tendem a reter na memória a real aprendizagem.
Uma outra característica é estimular o pensamento crítico, visto que nos grupos de 
discussões ocorre a análise das situações e a proposta de resoluções. Nesse contexto, 
o aluno precisa praticar a escuta ativa, prestar atenção ao colega, e expor a sua 
concordância ou não.
O estudante passa a ter um profundo conhecimento sobre a área estudada visto 
que quando se depara com um problema, e ainda real, ele precisa estudar, pesquisar, 
analisar, debater e unir teoria e prática, entrando, efetivamente, no mundo do 
problema para conseguir encontrar uma solução adequada.
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) ou Problem Based Learning (PBL) • 6/14
Mais uma característica desta metodologia é fortalecer o hábito da pesquisa, a ABP 
fomenta no aluno conhecer a forma correta de realizar uma pesquisa, pois ele sabe 
que não é qualquer conteúdo que irá servir. Ele precisa reconhecer as fontes seguras 
e confiáveis e descartar aquelas sem garantias.
Ainda pode-se dizer que esta metodologia desenvolve competências, habilidades e 
atitudes nos estudantes, o famoso CHA, porque será colocado diante de situações 
que demandam a realização de diálogos, melhorando seu processo de comunicação, 
o exercício da liderança, o trabalho em equipe, o espírito de negociação, e o 
desenvolvimento da capacidade de influenciar pessoas. (Herarth, 2020)
Saiba Mais
Ficou curioso sobre o Método do Arco? Então veja os seguintes vídeos.
Metodologias ativas: PBL, Projeto Integrador e Arco de Maguerez - 
https://www.youtube.com/watch?v=iGIDOSoC2bQ acessado em 15 de 
julho de 2022
Arco De Maguerez comentado pelo Prof. Dr. Ronê Paiano - https://
www.youtube.com/watch?v=bP_keuQCA-M acessado em 15 de julho 
de 2022
https://www.youtube.com/watch?v=iGIDOSoC2bQ
https://www.youtube.com/watch?v=bP_keuQCA-M
https://www.youtube.com/watch?v=bP_keuQCA-M
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) ou Problem Based Learning (PBL) • 7/14
Etapas e estratégias de aplicação da PBL
Esta metodologia permite sequências de trabalho que podem variar segundo o nível 
e o tipo de ensino, a área de conhecimento e os objetivos de aprendizagem que se 
quer atingir. Em linhas gerais apresenta as seguintes etapas:
https://player.vimeo.com/video/797999212
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) ou Problem Based Learning (PBL) • 8/14
Figura 2 - Etapas da Aprendizagem Baseada em Problemas
Fonte: Araújo, 2011 como citado em Barbosa & Moura, 2013
Podemos perceber que a cada etapa o aluno se envolve com uma tarefa que 
propicia a assimilação e a fixação do conhecimento, partindo da compreensão inicial 
do problema, passando pela análise e pela busca de uma solução, até apresentar o 
trabalho e as análises dos resultados.
O foco não é ter sempre o problema resolvido na etapa final, mas enfatizar 
o processo que foi seguido pelo grupo na busca de uma solução, valorizando a 
aprendizagem autônoma e cooperativa. (Barbosa & Moura, 2013)
Mello, Neto e Petrillo (2019) reiteram essa informação apresentando as estratégias de 
aplicação da Aprendizagem Baseada em Problemas. São elas:
●	 Montagem de grupos de no máximo 10 alunos;
●	 Apresentação pelo professor de um problema ou caso pré montado;
●	 Leitura do problema junto com os alunos para dirimir possíveis dúvidas;
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) ou Problem Based Learning (PBL) • 9/14
●	 Os alunos juntam-se para formular hipóteses;
●	 Os estudantes passam a formular os objetivos para identificar o que precisam 
estudar;
●	 Os alunos estudam individualmente os conteúdos necessários;
●	 De posse dos conhecimentos obtidos e com a supervisão do professor começam 
as discussões e as análises, sintetizam-se as soluções encontradas e prepara-se a 
apresentação que será feita para a turma e para o professor;
●	 Ao finalizar a atividade os estudantes avaliam o processo, o produto, o trabalho em 
equipe e o seu desempenho individual, assim como o dos demais integrantes. Essa 
avaliação dos pares e a autoavaliação proporcionam a capacidade metacognitiva 
e o aprendizado independente e contínuo.
Vantagens e desvantagens
Dentre algumas das vantagens da Aprendizagem Baseada em Problemas, podemos 
citar:
●	 O desenvolvimento da autonomia do estudante;
●	 A interdisciplinaridade envolvida na resolução do problema proposto;
●	 O vínculo entre teoria e prática
●	 O desenvolvimento do senso crítico e das habilidades de comunicação.
Porém, como nem sempre tudo é positivo, ela também apresenta algumas desvantagens. 
Vejamos:
●	 Como é centrado no estudante, não há transmissão tradicional de conhecimento, 
o que pode causar desconforto nos professores que não tiverem preparo para 
essa nova modalidade de ensino.
●	 A dificuldade em se institucionalizar uma inovação e o medo de mudanças pode 
inviabilizar a sua aplicação, não só pelos professores, mas os alunos também 
podem se mostrar resistentes, visto que nem todos são ou querem ser proativos. 
(Borges et al., 2014 como citados em Souza, Baião & Veraszto, 2018).
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) ou Problem Based Learning (PBL) • 10/14
Objetivos e TICs que podem ser utilizadas
Mello, Neto e Petrillo (2019) trazem como contribuição os objetivos desta metodologia, 
que em alguns casos se assemelham com as vantagens. Dentre elas, eles elencam:
●	 Desenvolver o pensamento crítico, assim como a capacidade de argumentação 
e de análise;
●	 Ampliar o senso de responsabilidadedos estudantes que precisam se engajar 
no estudo por conta própria;
●	 Propiciar a leitura, o raciocínio lógico e os debates;
●	 Estimular a investigação dos problemas levantados buscando soluções;
●	 Incentivar o trabalho em equipe e colaborativo;
●	 Possibilitar o vínculo entre as diferentes disciplinas e a troca de informações;
●	 Propiciar que o aluno tenha contato com a profissão escolhida enquanto ainda 
estuda.
Com relação às TICs, já sabemos que hoje em dia, o tempo todo, nos deparamos com 
pessoas que estão com um celular nas mãos, mexendo em algum aplicativo, mandando 
e recebendo mensagens, olhando a hora, o clima ou fazendo uma ligação. 
A Aprendizagem Baseada em Problemas procura inseri-las em seu contexto 
educacional. Mesmo nas escolas em que ainda não há muitas ferramentas inseridas, 
o uso do celular pelos alunos no chamado mobile learning (ou aprendizagem móvel) 
viabiliza pesquisas on-line e com isso possibilitam o aprofundamento dos estudos.
Sendo assim vamos citar algumas tecnologias que podem ser usadas enquanto ocorre 
a prática da PBL dentro e/ou fora da sala de aula. Os alunos podem:
1. visualizar vídeos como fonte de consulta e postar os seus vídeos, reportagens, 
entrevistas, etc. nos canais do YouTube;
2. ver filmes como forma de aprimoramento sobre o problema que está sendo 
analisado;
3. analisar fotos e imagens em sites específicos;
4. explorar e criar blogs nos quais podem postar fotos, comentários, abrir debates, 
atualizar o status, dentre outras atividades importantes para o PBL.
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) ou Problem Based Learning (PBL) • 11/14
5. criar e usar grupos de WhatsApp, Telegram ou outro aplicativo para realizar 
discussões e trocar informações em tempo real;
6. criar uma mailing list, uma lista personalizada de e-mails, que possibilita a 
distribuição de conteúdos, otimizando o tempo;
7. usar o Google Classroom que possibilita que o professor poste atividades, 
cronogramas, reflexões e nele os alunos podem enviar mensagens para os demais 
usuários;
8. usar aplicativos de mapas mentais para organizar e conectar as ideias que estão 
sendo debatidas, estimulando a criatividade;
9. usar diversos aplicativos e ferramentas como o Edmodo, que permite a criação 
de comunidades para o compartilhamento de material, textos, fotos, etc., em 
tempo real;
10. usar aplicativos como o Hangouts Meet para realizar videoconferências 
gratuitas, alinhando as ideias, gravando entrevistas e reportagens, ampliando os 
debates sobre os assuntos que estão sendo estudados.
Todos esses exemplos podem ser usados, e muitos outros também, porém é necessário 
relembrar que não são as TICs que fazem a Aprendizagem Baseada em Problemas 
visto que já sabemos que as metodologias ativas não dependem das tecnologias.
Em Resumo
Conhecemos, ao longo desta aula, um pouco sobre a origem da PBL e compreendemos 
que ela existe desde a origem do Método do Arco, da teoria de Charles Maguerez. 
Trata-se de uma metodologia que tem como estratégia que os alunos, antes da aula, 
tomem conhecimento sobre determinado assunto, anotando suas dúvidas, e na aula 
ocorrem as discussões sobre os problemas levantados, transformando os estudantes em 
sujeitos ativos de suas aprendizagens. Pudemos conhecer sobre suas etapas, vantagens e 
desvantagens, compreendendo que ela gera uma maior autonomia para os estudantes, 
desenvolvendo o pensamento crítico e vinculando teoria e prática, porém, em alguns 
casos, ainda existe certa resistência visto ser uma práxis moderna e inovadora. Espero 
que tenha gostado.
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) ou Problem Based Learning (PBL) • 12/14
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/797999341
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) ou Problem Based Learning (PBL) • 13/14
Referências Bibliográficas
Bacarin, Ligia Maria Bueno Pereira. (2020) Metodologias Ativas. [livro eletrônico] 
Curitiba: Contentus.
Barbosa, Eduardo Fernandes; & Moura, Dácio Guimarães de. (2013). Metodologias 
Ativas de aprendizagem na educação profissional e tecnológica. B. Tec. Senac. Rio de 
Janeiro, v. 39, n.2, p.48-67 mai-ago.
Herarth, Helbe Heliamara. (2020). Aprendizagem Baseada em Problemas. [livro 
eletrônico] Curitiba: Contentus.
Mello, Cleyson de Moraes; Neto, José Rogério Moura de Almeida; & Petrillo, Regina 
Pentagna. (2019) Metodologias Ativas: desafios contemporâneos e aprendizagem 
transformadora. [livro eletrônico] 2ª ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos.
Munhoz, Antonio Siemsen. (2019). Aprendizagem Ativa via Tecnologias. [livro 
eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Souza, Henderson Tavares de. Baião, Emerson Rodrigo; & Veraszto, Estéfano 
Vizconde. (2018) Tecnologias Educacionais: aplicações e possibilidades. Tendências 
em Tecnologias Educacionais em Educação a Distância. Ufscar.
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) ou Problem Based Learning (PBL) • 14/14
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
Aprendizagem Baseada em Equipes ou 
Team Based Learning (TBL).
Aprendizagem Baseada em Equipes ou Team Based Learning (TBL). • 2/13
Objetivos de Aprendizagem
• Investigar a história da Aprendizagem Baseada em Times;
• Compreender em que consiste, quais as suas características e os seus objetivos;
• Explicar suas estratégias de aprendizagem e as diferentes etapas.
Aprendizagem Baseada em Equipes ou Team Based 
Learning (TBL).
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/797999466
Aprendizagem Baseada em Equipes ou Team Based Learning (TBL). • 3/13
Introdução 
A Aprendizagem Baseada em Equipes é uma metodologia de ensino colaborativa 
que está baseada em um ciclo com algumas etapas que serão conhecidas ao longo 
desta aula, podendo ser utilizada no ensino presencial, no on-line e no híbrido.
Na educação, pode ser empregada nos diferentes níveis de ensino, incluindo a 
graduação, a pós-graduação e as escolas profissionalizantes, sendo que em algumas 
instituições foi adaptada para o currículo completo.
A Team-Based Learning (TBL) é uma estratégia educacional que foi desenvolvida na 
década de 1970 pelo professor Larry Michaelsen, da Universidade de Oklahoma, e que 
procura proporcionar oportunidades para obter os benefícios advindos do trabalho 
em equipe, por meio de tarefas realizadas por pequenos grupos de aprendizagem. 
(Veraszto & Simon, 2018)
Vamos conhecê-la um pouco mais.
História
Larry Michaelsen, no ano de 1979, percebeu que o tamanho de sua turma havia 
triplicado. Passará de 40 para 120 alunos. Ele precisava identificar uma forma de 
ministrar a sua aula sem deixar de atender a todos os estudantes.
Naquele momento, estava utilizando uma metodologia de ensino socrática, baseada 
em casos que possibilitavam discussões para a resolução de problemas e ele sabia 
que tinha dois grandes desafios: o primeiro era engajar uma turma grande para 
resolver os problemas propostos de forma eficaz, e o segundo era dar aos estudantes 
um motivo para se aprofundarem no assunto antes do momento presencial em sala 
de aula.
Foi, então, que desenvolveu uma metodologia muito parecida com a estrutura que a 
TBL usa atualmente.
Aprendizagem Baseada em Equipes ou Team Based Learning (TBL). • 4/13
Ele estruturou a atividade de forma que os estudantes chegassem à sala de aula 
preparados. Para tanto foi testada individualmente, em um primeiro momento, e depois 
em equipes. Michaelsen percebeu que os alunos estavam discutindo ativamente o 
material proposto, que poderia ter sido abordado em uma palestra, e foi então que 
ele criou a estrutura dos ‘4S’ para a realização da atividade em sala de aula. Nela, os 
alunos mergulhavam seus estudos em um problema significativo, para o qual tinham 
que fazer uma ‘escolha específica’, e um ‘relatório simultâneo’.Michaelsen descobriu que essa metodologia de resolução de problemas em sala de 
aula auxiliou, de fato, a engajar os alunos no conteúdo e a entender como aplicar o 
seu aprendizado. (Team-Based Learning Collaborative, n.d.)
Saiba Mais
Ficou curioso sobre a Aprendizagem Baseada em Equipes? Então veja 
este vídeo e leia o texto abaixo.
Rahhal, Hassan. Team-based learning - o que é e como fazer? https://
www.youtube.com/watch?v=wV-cfvxwn4c acessado em 15 de julho de 
2022.
Saraiva Educação. (2022) Por que e como aplicar a Aprendizagem 
Baseada em Equipes em sala de aula? https://blog.saraivaeducacao.
com.br/aprendizagem-baseada-em-equipes/ acessado em 15 de julho 
de 2022
https://www.youtube.com/watch?v=wV-cfvxwn4c
https://www.youtube.com/watch?v=wV-cfvxwn4c
https://blog.saraivaeducacao.com.br/aprendizagem-baseada-em-equipes/
https://blog.saraivaeducacao.com.br/aprendizagem-baseada-em-equipes/
Aprendizagem Baseada em Equipes ou Team Based Learning (TBL). • 5/13
Conceito e Características da Aprendizagem Baseada em 
Equipes
A TBL é uma metodologia educacional embasada em um conjunto de práticas 
sequenciadas de ensino e aprendizagem que tem como foco favorecer o 
desenvolvimento de equipes de aprendizagem com alto desempenho e 
propiciar a essas equipes a oportunidade de imergir em atividades que contemplem 
aprendizagem verdadeiramente significativa. 
É uma estratégia educacional por meio da qual os estudantes são divididos em 
grupos que precisam trabalhar no mesmo espaço físico (geralmente na sala de aula). 
Há registros de aplicação dessa metodologia em turmas com mais de 100 estudantes, 
assim como em turmas de 25 estudantes.
Em equipes, os alunos precisam desenvolver uma atividade que é proposta pelo 
professor em que fica evidenciada a necessidade de construção e elaboração do 
conhecimento de forma conjunta. (Munhoz, 2019)
Uma das características mais importantes da TBL é que os alunos precisam estar 
preparados antecipadamente para as aulas, visto que podem ser lançados desafios 
para as equipes antes, durante ou depois das aulas. 
Vale ressaltar que não é preciso que os estudantes tenham conhecimento prévio 
sobre como trabalhar em equipes, visto que a própria metodologia já prevê o uso de 
atividades que desenvolvam essas habilidades.
É uma metodologia que está fundamentada no construtivismo, e espera-se que o 
professor atue como um facilitador da aprendizagem em um ambiente igualitário e 
democrático. (Veraszto & Simon, 2018)
Objetivos
Dentre os objetivos da Aprendizagem Baseada em Equipes, podemos citar:
●	 Proporcionar um processo de ensino e aprendizagem participativo;
●	 Favorecer a interação, o debate, a argumentação, a negociação, o diálogo e a 
síntese das ideias;
Aprendizagem Baseada em Equipes ou Team Based Learning (TBL). • 6/13
●	 Desenvolver nos estudantes a habilidade de realizar análises, aplicações, 
avaliações e ser criativo.
Como essa metodologia tem como um de seus objetivos desenvolver nos alunos 
níveis avançados de aprendizagem, como realizar análises, aplicações, avaliações e 
ser criativo (último objetivo citado acima) há 4 aspectos que são essenciais para que 
eles sejam atingidos: (Mello, Neto & Petrillo, 2019)
1. Criar equipes permanentes, montadas de forma estratégica, e com condução 
adequada;
2. Responsabilizar os estudantes pela qualidade desenvolvida no trabalho individual 
e grupal;
3. Fornecer com frequência o feedback, de forma imediata e oportuna;
4. Propor tarefas para a equipe que promovam aprendizado individual e em 
equipe.
https://player.vimeo.com/video/797999658
Aprendizagem Baseada em Equipes ou Team Based Learning (TBL). • 7/13
Estratégias de Aplicação
Na TBL, cada macrounidade (assim chamadas por Michaelsen) que será trabalhada 
pelas equipes apresenta 3 etapas que incluem vários processos. São elas:
1. Preparo (Preparation): esta etapa é realizada extraclasse e consiste no preparo 
prévio por parte dos alunos de uma tarefa proposta pelo professor. Nesta etapa, 
são realizadas leituras, são vistos filmes, são feitos experimentos, entrevistas, etc. 
É importante que o professor indique os materiais mais adequados, mas também 
cabe às equipes ampliar a pesquisa.
2. Garantia do Preparo (Readiness Assurance): esta etapa é realizada inicialmente 
em sala de aula e consiste em um teste individual (a aplicação de um questionário, 
por exemplo) que posteriormente é aplicado em equipe, com feedback 
(fundamental visto seu impacto positivo na aprendizagem), com a possibilidade 
de pedir revisão da avaliação (apelação) e uma breve apresentação realizada 
pelo professor. Logo no início o professor passa as ‘regras do jogo’, ou seja, como 
deverão ser as respostas, o tempo, o formato da entrega, etc. 
3. Aplicação dos Conceitos (Application Of Course): consiste na realização 
pela equipe de várias tarefas propostas pelo professor, que visam a resolução 
de problemas na maioria das vezes, e a tomada de decisão, seguidos pela 
apresentação e pelo feedback. Esta etapa é a mais importante para que o 
conhecimento seja consolidado e possa durar entre 1 e 4 horas. O importante é 
que as tarefas levem em conta situações semelhantes àquelas que os estudantes 
viverão em seus ambientes de trabalho, e devem desafiá-los a fazer interpretações, 
calcular, comparar, prever cenários, analisar, avaliar e sintetizar situações, visando 
fazer uma escolha em equipe. Se for solicitado, cada equipe deverá defender a 
decisão tomada. Também recomenda-se que o grau de dificuldade das propostas 
aumentem com o passar do tempo, indo das mais simples às mais complexas. 
Vamos a mais algumas informações relevantes sobre o processo.
Com relação à formação das equipes, aconselha-se que tenham um número ímpar de 
participantes para facilitar o desempate caso seja necessário, e que seja formada por 
5 a 7 componentes, de forma a favorecer a aprendizagem ativa e aumentar a troca de 
saberes.
Aprendizagem Baseada em Equipes ou Team Based Learning (TBL). • 8/13
Conforme já foi explicado, o ideal é que as equipes constituídas permaneçam 
inalteradas ao longo dos módulos no semestre ou no ano, porque é apenas 
com o passar do tempo, com as diversas interações, que os membros das equipes 
conseguem atingir uma aprendizagem efetiva, em conjunto.
Entende-se que com o passar do tempo os alunos passam a se conhecer melhor, 
perdem a timidez e ficam mais à vontade para expor a sua opinião e assim a equipe 
passará a se desempenhar melhor.
Uma outra informação que precisa ser ressaltada é que para que a fase da resolução do 
problema se dê de modo eficiente, é necessário que se baseie nos ‘4S’ mencionados 
no começo desta aula. Eles representam o Significant (Significante), o Same (Igual), o 
Specific (Específico) e o Simultaneous (Simultâneo).
Isso significa que o problema, questão, situação deve ser relevante, significante, 
autêntica e deve ser vinculada com situações que podem ser vivenciadas na vida real 
e/ou com aspectos importantes para os próximos níveis de estudo.
Mais uma informação importante é que a proposta deve ser a mesma para todas 
as equipes para que possa existir debates entre elas também, no momento das 
apresentações, e não apenas dentro de cada uma e as apresentações das escolhas 
devem ser simultâneas, tendo um feedback imediato, com possibilidade de discussão 
e defesa das escolhas.
Essa exposição simultânea pode ser feita com placas, com cartões coloridos ou 
numerados, com dispositivos eletrônicos que juntem as respostas em histogramas 
projetados para toda a sala, pode ser com a fixação das respostas nas paredes da sala, 
ou seja, há diversas maneiras, mais e menos tecnológicas para que as escolhas sejam 
expostas.
Também existe um momento para a apelação, que acontece quando alguma equipe 
pede ao professor para reescrever a questão de forma mais clara, ou então quando 
expõe os motivos para que sua resposta seja considerada tão correta quanto a dos 
demais grupos. 
O tempo para cada exercício de aplicação (3ªetapa) deve ser de cerca de 30 minutos, 
com 20 minutos para cada equipe discutir e esboçar a solução e 10 minutos para a 
discussão com a sala toda. 
Aprendizagem Baseada em Equipes ou Team Based Learning (TBL). • 9/13
Para finalizar, vale ressaltar que todos os processos são avaliados. Há uma avaliação 
do desempenho individual, uma da equipe, uma avaliação dos pares da equipe e 
portanto a avaliação final será a somatória das várias avaliações realizadas. (Mello, 
Neto & Petrillo, 2019)
Figura 1 - As fases de uma ‘macrounidade’ da TBL
Fonte: Mello, Neto e Petrillo, 2019, p. 61.
Aprendizagem Baseada em Equipes ou Team Based Learning (TBL). • 10/13
Em Resumo
Conforme vimos, ao longo das aulas, a Aprendizagem Baseada em Equipes é uma 
metodologia embasada em um conjunto de práticas sequenciadas de aprendizagem 
que tem como foco favorecer o desenvolvimento de equipes de aprendizagem com 
alto desempenho e propiciar a essas equipes a oportunidade de realizar atividades 
que contemplem aprendizado verdadeiramente significativo. O professor faz uma 
proposta para todas as equipes, que simultaneamente, após uma série de etapas, 
precisam apresentar suas soluções e debater a respeito. Em síntese, essa metodologia 
visa desenvolver nos estudantes a habilidade de realizar análises, aplicações, avaliações 
e ser criativo, além de trabalhar em equipe e respeitar as ideias dos demais, treinando, 
inclusive a apelação. Espero que tenha gostado de conhecer esta metodologia.
Aprendizagem Baseada em Equipes ou Team Based Learning (TBL). • 11/13
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/797999802
Aprendizagem Baseada em Equipes ou Team Based Learning (TBL). • 12/13
Referências Bibliográficas
Mello, Cleyson de Moraes; Neto, José Rogério Moura de Almeida; & Petrillo, Regina 
Pentagna. (2019) Metodologias Ativas: desafios contemporâneos e aprendizagem 
transformadora. [livro eletrônico] 2ª ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos.
Team-Based Learning Collaborative. (n.d.) O que é TBL? https://www.teambasedlearning.
org/definition/ acessado em 20 de julho de 2022 
Veraszto, Estéfano Vizconde; & Simon, Fernanda Oliveira. (2018). Metodologias ativas. 
São Paulo: Ufscar.
https://www.teambasedlearning.org/definition/
https://www.teambasedlearning.org/definition/
Aprendizagem Baseada em Equipes ou Team Based Learning (TBL). • 13/13
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
Instrução entre Pares ou Peer Instruction.
Instrução entre Pares ou Peer Instruction. • 2/12
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar a origem da Instrução entre Pares;
• Apreender o conceito e as características principais;
• Compreender os objetivos e as estratégias de aplicação.
Instrução entre Pares ou Peer Instruction.
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/797999912
Instrução entre Pares ou Peer Instruction. • 3/12
Introdução 
A Aprendizagem Baseada em Pares ou Peer Instruction, é uma metodologia que 
foi desenvolvida pelo professor de física aplicada, Eric Mazur, na Universidade de 
Harvard. Atualmente é considerada uma das metodologias ativas mais usadas em 
todo o mundo. 
Mazur propôs esse método durante uma aula em que fazia a revisão de um conteúdo, 
logo depois que percebeu, pelo olhar dos alunos, que eles não estavam entendendo 
absolutamente nada. Aliás, quem nunca percebeu ao ministrar uma aula, ou fazer 
uma palestra, ou uma apresentação para os colegas na empresa onde trabalha, aquele 
monte de olho virado para o teto querendo dizer: “meu Deus, o que tudo isso significa? 
Não estou entendendo nada!”
Outro fator que levou Mazur a aplicar o método foi porque ele também não conhecia 
outra forma (ou uma forma melhor) de explicar o conteúdo. Foi então que pediu 
aos estudantes que se juntassem com os colegas mais próximos para discutir sobre o 
assunto e procurar soluções. 
Depois da divulgação dessa experiência, outros professores adotaram e adaptaram 
esse método e atualmente há muitas variações que não são exatamente iguais à 
proposta original, mas que são adotadas. 
Podemos dizer que a Peer Instruction tem como objetivo aumentar a produtividade 
na sala de aula, ampliando o interesse dos alunos, motivando-os, a partir de uma 
discussão entre colegas sobre conteúdo ministrado. (Veraszto & Simon, 2018)
Origem da Instrução entre Pares
A Instrução pelos pares surge depois da compreensão do conceito de Zona de 
Desenvolvimento Proximal (ZDP), de Vygotsky. Ao estudar a aprendizagem do ser 
humano, ele identificou que existem coisas que as pessoas aprendem a fazer sozinhas, 
coisas que aprendem com o auxílio de outras pessoas e coisas que elas ainda não 
conseguem aprender (em determinado momento), nem com a ajuda de outras 
pessoas.
Então, ele organizou essas 3 etapas da seguinte maneira:
Instrução entre Pares ou Peer Instruction. • 4/12
1. Zona de Desenvolvimento Real: são as coisas que as pessoas conseguem fazer 
sozinhas ou cuja aprendizagem já está consolidada.
2. Zona de Desenvolvimento Proximal: são as coisas que as pessoas não sabem 
fazer sozinhas, mas conseguem aprender com a ajuda de outras, ou saberes 
emergentes que precisam da ajuda de alguém que tenha mais conhecimento.
3. Fora da ZDP: são as coisas que as pessoas não podem fazer, mesmo tendo a 
ajuda de outras pessoas.
É importante ressaltar que a medida que uma aprendizagem proximal vira real, algo 
que a pessoa só aprenderia com a ajuda de alguém, se transformou em algo que ela 
já sabe fazer sozinha, e a medida que isso se repete, ela se torna mais capaz.
A função do professor nessa situação é auxiliar o estudante a aprender coisas que ele 
não conseguiria aprender sozinho.
Levando em consideração que a maior parte das salas de aula é lotada e também 
diversificada, exige maior habilidade dos estudantes, visto que são poucos os recursos 
disponíveis para atender às necessidades individuais. 
Então, uma solução encontrada é que os próprios estudantes se transformem em 
recursos de trocas de saberes - de instrução - (daí o nome desta metodologia ativa), 
e dessa forma os próprios alunos ’ensinam’ para os demais. (Bacarin, 2020)
Instrução entre Pares ou Peer Instruction. • 5/12
Conceito e Objetivos
Mazur (1996, como citado em Munhoz, 2019), o criador do método, define a Peer 
Instruction como uma metodologia ativa que tem como objetivo incentivar o processo 
de ensino-aprendizagem, levando ao aumento da participação e do interesse do 
aluno, visto que nesta proposta, ele é estimulado a ler, a pensar e a refletir antes da 
aula, assim como ocorre na sala de aula invertida.
A Instrução entre Pares é uma das possibilidades de metodologias ativas bem específica, 
utilizada para aulas mais teóricas, portanto, é preciso escolher bem os conteúdos a 
serem ministrados nesta modalidade, porque nem todos funcionam bem.
Rocha (2017, como citado em Bacarin, 2020) considera que consiste em uma 
modificação da aula teórica tradicional, acrescentando perguntas que são elaboradas 
procurando engajar os alunos a atingirem as dificuldades do conteúdo, por meio 
do uso de recursos diferenciados e mais lúdicos para transmitir as respostas.
Nesse caso, em vez de um professor fazer uma pergunta de maneira geral para a sala, 
sendo que provavelmente apenas um responda (e geralmente o mesmo sempre), ele 
consegue ter a turma toda respondendo ao mesmo tempo.
Saiba Mais
Quer conhecer mais sobre a Peer Instruction? Então leia os seguintes 
textos:
Chicon, P. M. M. Chicon; Quaresma, C. R. T. & Garcês, S. B. B.. Aplicação 
do Método de ensino Peer Instruction para o Ensino de Lógica de 
Programação com acadêmicos do Curso de Ciência da Computação. 
https://www.upf.br/_uploads/Conteudo/senid/2018-artigos-
completos/179081.pdf acessado em 20 de agosto de 2022
Madeira,R. (2017). Aulas colaborativas são foco do Peer Instruction. 
https://desafiosdaeducacao.com.br/aulas-colaborativas-sao-foco-peer-
instruction/ acessado em 20 de agosto de 2022.
https://www.upf.br/_uploads/Conteudo/senid/2018-artigos-completos/179081.pdf
https://www.upf.br/_uploads/Conteudo/senid/2018-artigos-completos/179081.pdf
https://desafiosdaeducacao.com.br/aulas-colaborativas-sao-foco-peer-instruction/
https://desafiosdaeducacao.com.br/aulas-colaborativas-sao-foco-peer-instruction/
Instrução entre Pares ou Peer Instruction. • 6/12
Figura 1 - Etapas da Peer Instruction
Fonte: Bacarin, 2020, p. 101
Com relação aos objetivos, Mello, Neto e Petrillo (2019) detalham os seguintes:
●	 Favorecer a interação em sala de aula de forma a envolver os alunos e trabalhar 
aspectos críticos da disciplina;
●	 Aumentar a produtividade dos alunos, assim como o seu interesse pelas aulas;
●	 Estimular os alunos a aprenderem com fontes de estudo primárias;
●	 Proporcionar o feedback constante entre os alunos e o professor.
https://player.vimeo.com/video/798000129
Instrução entre Pares ou Peer Instruction. • 7/12
Estratégias de Aplicação
A Instrução entre Pares começa antes da aula, quando os estudantes recebem as 
indicações sobre o conteúdo que deve ser estudado, e estudam sozinhos. No 
momento da aula, o professor faz uma breve exposição do conteúdo a ser abordado. 
Na sequência, ele apresenta uma questão de múltipla escolha (Concep Test) para 
que os alunos reflitam e respondam de forma individual.
Caso boa parte dos alunos erre a questão, o docente pode pedir que se reúnam em 
pequenos grupos para discutirem sobre ela e tentar convencer os colegas de que 
a resposta escolhida é a certa. No final, o professor avalia novamente as respostas, 
explica a correta e eventuais dúvidas que ainda existam. (Bacarin, 2020)
Em resumo, a atividade pode ser desenvolvida em alguns momentos, como:
1. O professor faz uma breve explanação oral sobre um conceito ou uma teoria - 
aproximadamente 20 minutos;
2. Logo ele lança uma pergunta de múltipla escolha, geralmente conceitual (Teste 
Conceitual) sobre o assunto explanado;
3. Os alunos têm de 1 a 2 minutos para pensar sobre a pergunta, em silêncio e 
individualmente;
4. Eles registram suas respostas, de forma individual, e mostram ao professor usando 
algum sistema de respostas como clickers (são sistemas pessoais de resposta 
como um controle remoto) ou flashcards (pequenos cartões respostas), votação 
on-line, etc. (Mello, Neto & Petrillo, 2019)
Figura 1 - Etapas da Peer Instruction
Fonte: Bacarin, 2020, p. 101
Instrução entre Pares ou Peer Instruction. • 8/12
Na sequência, a partir do nível de acertos e erros dos alunos a aula toma diferentes 
rumos:
●	 Menos de 30% de acerto: o professor repete a sua apresentação, com algumas 
diferenças, para fazer com que os alunos compreendam melhor;
●	 Entre 30% e 70% de acerto: o professor cria grupos de 3 a 4 alunos para 
discutirem a questão entre eles por 1 ou 2 minutos. Os estudantes registram 
de novo suas respostas e mostram ao professor, usando o mesmo sistema. Na 
sequência o professor analisa de novo as respostas a partir das discussões 
realizadas e apresenta os resultados para todos.
●	 Acima de 70% de acerto: o professor explica brevemente a resposta à questão 
e pode apresentar uma nova questão sobre o mesmo conceito ou sobre o 
próximo tema, voltando ao primeiro passo. (Mello, Neto & Petrillo, 2019)
Características e Resultados
Com esta metodologia, desperta-se nos alunos o sentimento de participação, de 
comprometimento, de percepção da capacidade (competência) e de valorização dos 
seus conhecimentos prévios, atingindo-se, desta maneira, o objetivo das aprendizagens 
ativas que é, além da satisfação pessoal, promover a autonomia dos estudantes, 
aumentando a influência pedagógica visto que valoriza o papel do docente como 
orientador e guia.
Mazur (1996, como citado em Munhoz, 2019), explica que o professor, nesta 
metodologia, se comunica ativamente com seus alunos, tanto pelas redes sociais quanto 
em sala de aula. Os assuntos tratados estão focados nas dúvidas que os estudantes 
tiveram enquanto liam os conteúdos em seus estudos independentes, tanto por meio 
do material multimídia entregue, quanto por meio dos links com artigos associados 
ao conteúdo de interesse.
Portanto, o método é simples, porém precisa de disciplina em sua aplicação e, 
principalmente, a participação ativa de todos os alunos.
Ressaltamos que o problema/questão é colocado para toda a sala, o que diferencia 
Instrução entre Pares ou Peer Instruction. • 9/12
esta metodologia da ABP, em que cada grupo escolhe o problema que lhe interessa 
mais.
E mais, sempre que há mudança de tema deve ser feito um relatório, no qual fica 
registrada a evolução de cada aluno, gerando um registro do progresso de toda a 
turma, o que corresponde a uma avaliação formativa.
O ideal seria que o estudo e aprendizagem com este método fosse interdisciplinar 
e que um problema fosse sendo somado a outro problema, e que agregasse todo o 
curso, mas na prática não é o que acontece, e alguns professores terminam empregando 
esta metodologia por vontade própria.
Com relação às vantagens, Mazur (1996, como citado em Munhoz, 2019) considera o 
engajamento mental dos aprendizes, visto que são estimulados a pensar, a participar 
do debate coletivo e com seus pares. Afirma que o trabalho feito entre os alunos 
(entre os pares) melhora a capacidade de reflexão, o desenvolvimento conceitual, 
estimulando o aprender fazendo, com resultados mais concretos.
Os alunos, por sua vez, consideram como vantagem o retorno (feedback), pois o 
monitoramento feito pelo computador (ou aplicativo, ou sistema) tende a ser mais 
exato e a estatística pode ser aplicada para emitir relatórios mais efetivos. (Munhoz, 
2019)
Em Resumo
Compreender nesta aula que a Instrução entre Pares é uma metodologia ativa que 
modifica a forma de ministrar uma aula expositiva, conceitual. Ela começa antes mesmo 
da aula, quando os estudantes recebem as indicações sobre o conteúdo a ser estudado, 
e estudam sozinhos. Em sala de aula, o professor faz uma breve exposição do conteúdo 
e apresenta uma questão de múltipla escolha (Concep Test) para que os alunos reflitam 
e respondam de forma individual. Conforme o nível de acertos e de erros, a aula vai 
tomando outros rumos, até o fechamento, no qual o professor resume a resposta correta 
para a sala toda e emite um relatório com a evolução dos estudantes. Ela favorece a 
interação em sala de aula, estimula o debate sobre os temas mais difíceis do conteúdo, 
aumenta a produtividade e o interesse dos alunos, e proporciona feedback constante.
Instrução entre Pares ou Peer Instruction. • 10/12
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/798000240
Instrução entre Pares ou Peer Instruction. • 11/12
Referências Bibliográficas
Bacarin, Ligia Maria Bueno Pereira. (2020) Metodologias Ativas. [livro eletrônico] 
Curitiba: Contentus.
Mello, Cleyson de Moraes; Neto, José Rogério Moura de Almeida; & Petrillo, Regina 
Pentagna. (2019) Metodologias Ativas: desafios contemporâneos e aprendizagem 
transformadora. [livro eletrônico] 2ª ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos.
Munhoz, Antonio Siemsen. (2019). Aprendizagem Ativa via Tecnologias. [livro 
eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Veraszto, Estéfano Vizconde; & Simon, Fernanda Oliveira. (2018). Metodologias ativas. 
São Paulo: Ufscar.
Instrução entre Pares ou Peer Instruction. • 12/12
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
Aprendizagem Colaborativa
Aprendizagem Colaborativa • 2/14
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar a origem das práticas colaborativas.
• Comparar cooperação e colaboração.
• Compreender o que é a Aprendizagem colaborativa, suas características, 
princípios e exemplos de práticas.
Aprendizagem Colaborativa
Conteúdo organizadopor Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/798000330
Aprendizagem Colaborativa • 3/14
Introdução 
A Aprendizagem Colaborativa tem como base os trabalhos em equipe, e sabemos 
que esse tipo de modalidade de atividade não é nova. Além disso, também sabemos 
que as redes estão mais do que presentes no nosso dia a dia, e claro que no ambiente 
de aprendizagem não seria diferente. Vale ressaltar que a evolução tecnológica prevê 
um aumento ainda maior nos próximos anos.
Sendo assim, no ambiente educacional há uma tendência a não mais diferenciar as 
formas como os cursos são oferecidos, e o b-learning, com certeza, será efetivado como 
a modalidade padrão de ensino, isso porque a cada dia que passa mais metodologias 
inovadoras e que fazem uso de tecnologias (mais ou menos avançadas) estão sendo 
incorporadas nos currículos. (Munhoz, 2019)
Esse novo contexto potencializa a cooperação e a colaboração, como forma de 
melhorar ainda mais as práticas educacionais, e esse será o foco de nossa aula a partir 
de agora.
A origem das práticas colaborativas
Conforme já comentado, aplicar atividades colaborativas no contexto educacional 
não é algo novo. A prática da colaboração já era conhecida na Grécia antiga, e foi 
sendo usada ao longo do tempo, até os dias atuais.
Torres e Irala (2014, como citados em Garcia, 2020) listam vários momentos nos quais 
as metodologias colaborativas foram sendo usadas ao longo do tempo.
1. Na Antiga Grécia: há registros da prática de atividades de ensino não formais 
com metodologias colaborativas;
2. No século XII: menciona-se a filosofia da aprendizagem como base colaborativa 
e cooperativa para os trabalhos em grupos com foco na realidade profissional;
3. No século XVIII: citam-se as experiências realizadas na Universidade de 
Glasgow com técnicas de elaboração de textos colaborativos, inserindo técnicas 
de comunicação e do trabalho em grupos;
4. No século XIX: constam as experiências realizadas na Lancaster School, com 
atividades colaborativas feitas pelos estudantes em escolas públicas;
Aprendizagem Colaborativa • 4/14
5. No século XX: citam-se as experiências nas escolas de artes e ofícios na Inglaterra, 
com propostas de atividades de cooperação. Na Alemanha constam as ‘Escolas 
de Trabalho’ (Arbeit Schulen) e na Itália o Movimento di Cooperazione Educativa 
que aplicava em sala de aula os princípios da cooperação. 
Consta, ainda, que John Dewey em sua obra ‘Democracia e Educação’ propunha 
atividades em pequenos grupos, para a resolução de problemas e a vivência de 
interações.
Após a 1ª Guerra Mundial, surgem práticas colaborativas propostas por Freinet, 
Cousinet, Montessori e Ferrière, da Escola Nova que propunham métodos colaborativos 
e cooperativos.
A psicologia Gestalt enfatizava dinâmicas de grupos e interdependência social.
Também são desse século os pressupostos do construtivismo de Piaget e do 
sociointeracionismo de Vygotsky que incluem questões colaborativas e interativas 
nas metodologias educacionais, seguidos pelo cognitivismo de Bruner e pelo 
behaviorismo de Skinner, que também destacam a influência da colaboração em suas 
teorias.
Com o advento das Tecnologias de Informação e Comunicação, surgem os Ambientes 
Virtuais de Aprendizagem (AVA) que valorizam as atividades interativas disseminando 
o conceito de comunidades de aprendizagem, chats e fóruns de debates, ferramentas 
que possibilitam discussões em grupos, já sejam síncronas ou assíncronas.
No século XXI: observa-se, nas salas de aula, a aplicação de práticas colaborativas como 
forma de combater preconceitos raciais, étnicos e contra pessoas com deficiências. A 
vida vai se transformando cada vez mais em digital, dentro e fora do ambiente escolar.
Torna-se contínuo o uso de tecnologias móveis que apresentam aplicativos que 
possibilitam interações diárias com grupos de interesse e em redes sociais, como o 
WhatsApp, o Instagram e o Facebook. (Garcia, 2020)
Colaboração versus Cooperação
A cooperação pode ser entendida como uma ação intencional que tem a finalidade 
de oferecer ajuda personalizada a alguém, de forma individual ou em grupos, 
sem que ocorra o compartilhamento de responsabilidade e a obrigatoriedade.
Aprendizagem Colaborativa • 5/14
Ela é consensual, pois todos os envolvidos concordam com o diálogo e o objetivo 
é a transferência de conhecimentos e ideias. Não tem interesses financeiros e nem 
pessoais, visando o aumento da satisfação pessoal, do amor próprio e de outros 
sentimentos.
Um exemplo é a criação de Recursos Educacionais Abertos (REA), que é a oferta de 
conteúdos em grandes repositórios, por meio da computação em nuvem.
Podemos ressaltar que a admiração por atitudes cooperativas surge porque nos dias 
atuais as pessoas não se preocupam muito umas com as outras, visto que vivemos, 
geralmente, em sociedades individualistas, portanto, o desenvolvimento de atividades 
e atitudes cooperativas permite a superação dos interesses individuais, privilegiando 
belas atitudes sociais e emocionais nos ambientes de ensino e aprendizagem. (Munhoz, 
2019)
Na educação, a cooperação procura identificar nos grupos o que cada componente 
pode fazer de melhor, e quais habilidades podem ser usadas para realizar determinada 
função. Por exemplo, ao se propor desenvolver uma reportagem em campo, dentre 
as experiência e talentos de cada integrante, quem seria melhor para editar o texto, 
quem poderia fazer as fotos, etc. e assim o trabalho seria executado conforme as 
diferentes habilidades dos integrantes.
Já a colaboração é mais abrangente. Apesar do ritmo de cada membro, da forma de 
expressão, das habilidades, das experiências e gostos, por exemplo, a colaboração 
procura construir o projeto, determinando como alcançar o objetivo comum.
Fazendo uma analogia com um time de futebol, pode-se dizer que cada jogador tem 
sua função, como goleiro, centroavante, atacante, defensor, porém, quando alguém 
marca um gol, todos vibram, porque o gol é a representação do trabalho colaborativo 
e participativo, fruto de uma equipe coesa, em que cada um, de forma cooperativa, 
desempenha o seu papel com responsabilidade. (Garcia, 2020)
Aprendizagem Colaborativa • 6/14
Figura 1 - Analogia com uma engrenagem para atingir um objetivo comum
Fonte: Garcia, 2020, p. 21
A colaboração se refere ao ambiente, isso significa que nele as pessoas se reúnem para 
desenvolver tarefas de interesse comum, como as redes sociais, e podem verificar 
se o trabalho desenvolvido irá conduzir ao resultado que era esperado e as relações 
colaborativas ocorrem na base da igualdade.
Podemos dizer que a aprendizagem colaborativa é mais do que uma técnica aplicada 
a uma atividade em que se reúnem várias pessoas em torno de um objetivo, ela é uma 
forma de mobilizar pessoas em torno de interações, discussões, construção de novos 
conhecimentos e usos de diferentes habilidades em contextos coletivos.
Aprendizagem Colaborativa • 7/14
Saiba Mais
Para saber mais sobre as ‘Escolas de Trabalho’ (Arbeit Schulen) da 
Alemanha, e sobre o Movimento di Cooperazione Educativa na Itália 
leia os seguintes textos:
1. Gomes, L; G. (2010). O conceito de escola de trabalho segundo Georg 
Kerschensteiner. https://core.ac.uk/download/pdf/15563824.pdf 
acessado em 20 de agosto de 2022
2. Movimento di Cooperazione Educativa. Nossa História. http://www.
mce-fimem.it/segreteria/chi-siamo/ acessado em 20 de agosto de 
2022.
https://core.ac.uk/download/pdf/15563824.pdf
http://www.mce-fimem.it/segreteria/chi-siamo/
http://www.mce-fimem.it/segreteria/chi-siamo/
https://player.vimeo.com/video/798000538
Aprendizagem Colaborativa • 8/14
A Aprendizagem Colaborativa 
A Aprendizagem Colaborativa é identificada pelas ações que são realizadas pelos 
estudantes quando percebem que a aprendizagem junto com o outro é mais 
enriquecedora e soma conhecimentos, emvez de dividir.
As atividades colaborativas vencem as barreiras do preconceito e favorecem o 
respeito à opinião e às soluções em conjunto. Para tanto, desenvolve-se o espírito 
crítico, a atenção, a troca, o debate, etc. à medida que o professor estimula essas 
ações colaborativas em suas atividades.
Considerando as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) inseridas no 
processo de ensino e aprendizagem, os chats e fóruns abertos para determinados 
grupos de estudantes, assim como as videoconferências já são uma realidade no dia a 
dia estudantil, assim como as áreas de wiki, que são aqueles espaços abertos para que 
um grupo de alunos construa junto um texto, por exemplo.
No entanto, para que a aprendizagem colaborativa funcione verdadeiramente, o 
professor precisa seguir várias recomendações:
●	 Ao propor a aprendizagem colaborativa, é necessário enxergar o conhecimento 
como uma construção social;
●	 É necessário trabalhar com a montagem de pequenos grupos;
●	 É importante escolher um problema cuja resolução atinja o conhecimento 
estipulado no currículo;
●	 É preciso pensar previamente sobre a estratégia para a solução do problema, 
que será a primeira atividade;
●	 Fazer é a primeira atividade do grupo;
●	 Como duas cabeças pensam melhor do que uma, e três melhor do que duas, todos 
os membros do grupo devem colaborar com ideias, por meio do brainstorming 
(chuva de ideias), por exemplo;
●	 A interação com o professor, ao menos no início da atividade, precisa ser intensa, 
diminuindo com o passar do tempo;
●	 Nos grupos, deve haver distribuição de funções, gerenciamento do tempo e 
gestão de conflitos;
Aprendizagem Colaborativa • 9/14
●	 O ideal é que não haja liderança, para que todos juntos possam controlar o 
processo;
●	 Os participantes que não trabalhem conforme as regras estabelecidas pelo 
grupo devem ser eliminados;
●	 Sempre que possível a solução deve ser direcionada para um estudo de caso, 
prestando atenção ao tempo de execução da atividade proposta.
Vale ressaltar que várias dessas recomendações também valem para a Aprendizagem 
em Grupos, visto que a Aprendizagem Colaborativa é, normalmente, realizada em 
grupos.
Quanto à avaliação, é no momento da entrega do resultado da atividade, em uma 
apresentação, que ela é realizada, sendo a etapa final de uma aula, de uma lição ou 
até mesmo da disciplina. (Munhoz, 2019)
Princípios da Aprendizagem Colaborativa
Além das recomendações aos professores na hora de propor atividades colaborativas, 
seguem alguns princípios que precisam ser observados.
●	 O conhecimento vai sendo construído por meio de redes de interação social;
●	 O conhecimento vai sendo trabalhado e elaborado coletivamente. Ele não é 
dado pronto e acabado;
●	 O aprendiz precisa ser ativo e reflexivo, apresentar habilidades na expressão 
comunicativa e de letramento digital, para realizar as trocas de informações;
●	 O conhecimento de mundo dos estudantes é muito importante porque 
possibilitará que vejam sentido nas interações pessoais e no seu papel na equipe;
●	 O espírito colaborativo enfatiza a inteligência interpessoal do aluno.
Dessa forma, o processo de ensino e aprendizagem não deve ser preso ao docente, 
mas aberto, aceitando as diversas formas de pensar sobre determinada questão, 
uma pesquisa, um argumento, sobre a formatação de uma mensagem, sobre uma 
linguagem, etc.. (Garcia, 2020)
Aprendizagem Colaborativa • 10/14
Exemplos de Práticas Colaborativas
Para que as práticas colaborativas tenham consistência, é preciso que exista uma 
inter relação entre o Plano do Sistema de Educação, que contempla as diretrizes que 
devem ser seguidas de todas as esferas governamentais, o Plano da Instituição, que 
traz o DNA da escola e o Plano de Aula que contempla o que o professor pretende 
abordar sobre aquele conhecimento que precisa ser transmitido. Portanto, devem 
ser coerentes com o contexto educacional.
Vejamos algumas metodologias ativas que podem ser colaborativas:
1. Aprendizagem Baseada em Projetos: nela o estudante é levado a elaborar 
indagações, a levantar problemas, a propor, a prototipar, a testar e também 
a avaliar soluções para uma aprendizagem mais profunda. Proporciona o 
crescimento cognitivo, social, afetivo e emocional.
2. Aprendizagem baseada em investigações em grupos: favorece a interação 
e a procura por processos investigativos, discutindo a qualidade da informação 
encontrada e com a coautoria da produção de conteúdos novos.
3. Fóruns de debate e discussão: propiciam o aprofundamento sobre o conteúdo 
das questões debatidas, estimulando o respeito à diversidade de opinião.
Na sala de aula colaborativa, o professor não dá nenhum treinamento sobre técnicas 
de trabalho em grupo, as atitudes são naturais, visto que entende-se que os estudantes 
já possuem as habilidades sociais necessárias para trabalhar com pares. (Garcia, 2020)
Aprendizagem Colaborativa • 11/14
Em Resumo
Vimos, ao longo desta aula, que a aplicação das atividades colaborativas no contexto 
educacional já era realizada na Grécia antiga e foi sendo usada e melhorada ao 
longo do tempo, até os dias atuais. Ela se caracteriza pelas ações que os estudantes 
praticam quando percebem que a aprendizagem com o outro é mais enriquecedora e 
soma conhecimentos. Também aprendemos que as atividades colaborativas vencem as 
barreiras do preconceito e favorecem o respeito à opinião e às soluções em conjunto. Para 
tanto, desenvolve-se o espírito crítico, a atenção, a troca, o debate, etc. à medida que o 
professor estimula essas ações colaborativas em suas atividades. Nela, o conhecimento 
vai sendo construído à medida em que ocorrem as interações entre os estudantes, o 
professor e o conteúdo a ser estudado. Espero que tenha aproveitado este conteúdo. 
Continue estudando.
Aprendizagem Colaborativa • 12/14
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/798000689
Aprendizagem Colaborativa • 13/14
Referências Bibliográficas
Garcia, Marilene Santana dos Santos. (2020). Aprendizagem Significativa e Colaborativa. 
[livro eletrônico]. Curitiba: Contentus.
Munhoz, Antonio Siemsen. (2019). Aprendizagem Ativa via Tecnologias. [livro 
eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
Sala de Aula Compartilhada
Sala de Aula Compartilhada • 2/12
Objetivos de Aprendizagem
• Contextualizar a Sala de Aula Compartilhada;
• Explicar o funcionamento da prática e as estratégias utilizadas;
• Compreender os resultados obtidos na sua aplicação.
Sala de Aula Compartilhada
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/798000756
Sala de Aula Compartilhada • 3/12
Introdução 
Sabemos que ser professor não é uma tarefa fácil, e a cada dia que passa essa tarefa 
vem trazendo cada vez mais desafios e exigindo cada vez mais preparo e capacitação. 
É uma função exercida, geralmente, de forma solitária, em sala de aula, num ambiente 
repleto de surpresas, incertezas, novidades, que requer que o planejamento seja 
sempre revisto e melhorado. 
As instituições de ensino englobam o trabalho de muitas pessoas, porém, raramente 
esse trabalho é entendido como realizado em equipe. Na maior parte das vezes, 
cada um tenta resolver as dificuldades que encontra individualmente, conforme suas 
experiências, porém, a prática mostra que nas diferentes áreas, quando decisões são 
tomadas em conjunto a probabilidade de sucesso é muito maior.
Nesse contexto, a sala de aula compartilhada pode ser um grande suporte para a prática 
pedagógica, visto que significa a ação de duas ou mais pessoas assumindo juntas o 
comando de uma mesma turma, em alguns momentos, como co responsáveis pela 
elaboração do planejamento da aula, pelo seudesenvolvimento e pela avaliação, ou 
seja, pelo todo.
Os objetivos podem ser variados como inserir uma nova metodologia, dar 
suporte a um professor com menos experiência que precise de ajuda, auxiliar um 
colega que esteja tendo dificuldades com alguma turma, ampliar um projeto, obter 
conhecimento de áreas diferentes, observar conjuntamente alguma turma, testar 
projetos inovadores, dentre outros.
Esse compartilhamento pode ser feito entre professores, entre eles e seus 
coordenadores pedagógicos ou orientadores educacionais, entre professores e 
outros profissionais da escola e até mesmo entre professores e alunos, conforme as 
necessidades e o foco da atividade.
Porém, é necessário que exista a vontade de querer compartilhar a aula e as ideias, 
e que haja uma disponibilidade da instituição para fornecer o espaço e o tempo para 
essa troca de conhecimentos. (Braga et. al, n.d.)
Sala de Aula Compartilhada • 4/12
A experiência denominada de Sala de Aula Compartilhada que será narrada agrupou, 
no espaço físico de uma única sala de aula, alunos de três semestres diferentes, que 
foram mediados por dois professores, em um curso de licenciatura em matemática, 
em uma faculdade privada, dedicada à formação de professores. 
Contextualização da Sala de Aula Compartilhada
O avanço da tecnologia vem transformando o mundo e a forma como fazemos tudo 
aquilo que precisamos fazer, em qualquer âmbito e a qualquer momento. Barreiras 
de tempo e espaço se romperam e hoje temos informações disponíveis, em grandes 
quantidades, em qualquer momento e lugar.
Com relação à educação, não foi diferente e vale ressaltar que até pouco tempo atrás 
a transmissão de conhecimentos era quase que exclusividade da escola. Aprender 
era possível ao frequentar uma escola e ensinar era função precípua do professor.
Atualmente o estudante vem sendo colocado no papel de sujeito ativo, responsável 
por seu processo de aprendizagem, resolvendo problemas, desenvolvendo projetos 
e o professor vem sendo visto como um mediador, um guia, um auxiliar no processo 
de construção desse conhecimento pelo aprendiz.
Hoje em dia não é mais necessário que o estudante se desloque até uma biblioteca 
para pesquisar informações, e também não se pode mais concebê-lo como alguém 
que não sabe nada, visto que é capaz de pesquisar, a qualquer tempo, o que quiser, 
porque a informação está ao alcance de suas mãos. Basta querer, e saber fazê-lo, 
porque muitas vezes o aluno tem acesso à informação, porém não sabe diferenciar 
uma informação útil e verdadeira de uma fake news ou uma informação ultrapassada.
Nesse contexto, as concepções de professor, de aluno e do processo de ensino e 
aprendizagem precisam ser diferentes das tradicionais e incorporar as necessidades 
contemporâneas. Cabe ao docente formar grupos de trabalho, deixar os objetivos 
da aula bem claros, e organizar um programa coletivamente em um ambiente de 
confiança entre docente e alunos.
Assim, as metodologias ativas usam experiências reais ou simulações de experiências 
reais que propiciam um maior aprendizado e significado para o aluno.
Sala de Aula Compartilhada • 5/12
Essa mudança no papel do docente e as possibilidades de acesso digital a vídeos, textos, 
mapas, a comunicação por meio de AVAs, e-mails, blogs e redes sociais, possibilitam o 
uso de uma série de metodologias ativas em sala de aula, e dentre elas da sala de aula 
invertida que já foi explicada em nossa disciplina. (Gonçalves & Silva, 2018)
Funcionamento da Prática
Foi seguindo essas novas concepções de aluno e de professor, com o uso da sala de 
aula invertida e de plataformas digitais que surgiu a ideia de juntar, em uma mesma sala, 
licenciados em matemática de diferentes níveis de formação (do primeiro, segundo e 
terceiro semestres do curso), mediados por dois professores do curso de licenciatura 
em matemática. 
Por ser uma prática inovadora em um curso de licenciatura e por permitir a troca de 
conhecimentos e informações entre professores de diferentes áreas, foram usados os 
relatos de cinco professores, que trabalharam nesse formato no segundo semestre de 
2015 e/ou primeiro semestre de 2016, do coordenador do curso e de sete alunos 
que participaram da prática.
As turmas tinham acesso à plataforma Moodle, assim como aos materiais de suas 
disciplinas e os professores tinham sob sua responsabilidade uma ou duas turmas 
por aula.
A disciplina ‘Práticas de leitura e escrita’ era parte da grade dos estudantes do primeiro 
semestre, ministrada pelo Professor A, que também era o responsável pela disciplina 
‘Princípios de uma escola democrática’ ministrada à turma que estava no segundo 
semestre do curso. Paralelamente a turma do terceiro semestre tinha a disciplina 
‘Geometria’ com o Professor B.
Sobre o espaço físico da sala de aula, o coordenador do curso o descreveu como um 
ambiente em que a disposição das mesas e cadeiras incentiva a colaboração entre 
professores e alunos, visto que as mesas se encaixam, possibilitando que se reorganize 
o espaço conforme a necessidade.
Vale ressaltar que para que metodologias ativas possam ser aplicadas em sala de aula 
efetivamente as salas precisam ser multifuncionais, de maneira a atender atividades 
em grupos, atividades de plenário e também as atividades individuais. E precisam 
estar conectados em redes sem fio, o que leva à necessidade de ter boa internet.
Sala de Aula Compartilhada • 6/12
Um dos grandes objetivos desta prática é promover um espaço de colaboração, que 
estabeleça relações entre os sujeitos e o objeto de conhecimento, estimulando o 
diálogo, a cooperação, a troca de informações e conhecimentos, além do confronto 
de pontos de vista diferentes.
Na sala de aula compartilhada, os estudantes podem criar trocas entre os pares e 
acompanhar o trabalho em colaboração que ocorre entre os docentes. Frequentemente, 
se percebe a flexibilidade curricular e a possibilidade de integração entre 
diversas disciplinas, o que possibilita a participação em projetos com metodologia 
de trabalho integrado. 
Todos os envolvidos puderam perceber com esse trabalho colaborativo a existência 
da interdisciplinaridade e a possibilidade de uma trans ou multidisciplinaridade.
Na sala de aula compartilhada, os professores e os estudantes são colocados diante de 
situações nas quais podem conviver e vivenciar as vantagens de trabalhar em grupos. 
Essa interação permite que dois docentes dialoguem e interajam com as turmas em 
determinado momento, para aprofundar algum conteúdo que algum deles domine 
mais. (Gonçalves & Silva, 2018)
Saiba Mais
Quer conhecer mais um exemplo de Aula Compartilhada? Então acesse 
o seguinte texto e depois faça um resumo sobre como essa aula foi 
desenvolvida. Tente fazer um paralelo com a sua prática como docente 
ou como aluno.
Prefeitura Municipal de Taubaté. Aula Compartilhada. estratégia 
de aprendizagem para o Ensino Fundamental https://www.undime-
sp.org.br/wp-content/uploads/2019/3seminario/3seminario1211_
oficinaaulascompartilhadas.pdf acessado em 20 de agosto de 2022.
https://www.undime-sp.org.br/wp-content/uploads/2019/3seminario/3seminario1211_oficinaaulascompartilhadas.pdf
https://www.undime-sp.org.br/wp-content/uploads/2019/3seminario/3seminario1211_oficinaaulascompartilhadas.pdf
https://www.undime-sp.org.br/wp-content/uploads/2019/3seminario/3seminario1211_oficinaaulascompartilhadas.pdf
Sala de Aula Compartilhada • 7/12
Estratégias Utilizadas
Para que o ensino híbrido fosse desenvolvido de forma plena nesta prática, algumas 
estratégias tiveram que ser previamente planejadas e utilizadas pelos professores. Eles 
empregaram o ambiente Moodle para o contato prévio dos estudantes com os temas 
abordados na sala de aula, por meio da indicação de vídeos, de textos, de objetos 
de aprendizagem sonoros, de infográficos, de Webquest, do uso de sites e softwares 
de sensoriamento remoto e digital, do laboratório de construção e utilização de 
instrumentos de medição e do uso de algumas ferramentasdo Microsoft Office, como 
o Sway e o OneDrive, entre outras.
As tecnologias digitais facilitaram a organização dos materiais necessários para a prática, 
que foram postados diretamente no Moodle, nas disciplinas ministradas para cada 
turma, permitindo ao professor acompanhar se o estudante acessou a plataforma, 
por quanto tempo, se ele postou alguma atividade, dentre outras interações com o 
ambiente virtual (a chamada curadoria).
Neste tipo de metodologia, os alunos são estimulados a assumir uma postura mais 
proativa, cientes de que seu conhecimento virá de sua própria dedicação, esforço e 
colaboração com os demais participantes, como os gestores, os professores, outros 
alunos e a sociedade. 
https://player.vimeo.com/video/798000947
Sala de Aula Compartilhada • 8/12
Os estudantes descobrem a necessidade de gerenciar o tempo e de prepararem as 
leituras, verem os vídeos, participarem dos fóruns, ou seja, percebem que precisam se 
organizar previamente para que a aula ocorra, uma verdadeira aula ativa, prática, 
colaborativa e, de fato, significativa. 
Cito como exemplos duas atividades. Na primeira, discutimos a escala 
cartográfica e foi proposto a confecção de uma planta baixa de parte do 
prédio da faculdade. Este material foi produzido a partir do levantamento 
planimétrico que os alunos realizaram com instrumentos de medição 
construídos durante as aulas, fornecendo dados para o cálculo da escala 
ideal para a representação. Já na atividade sobre curvas de nível, os 
graduandos construíram o conceito da representação altimétrica por 
isolinhas a partir do desenvolvimento da atividade. Esses dois exemplos 
deixam clara a postura ativa do aluno na construção dos conceitos. (fala 
de um dos professores envolvidos nessa prática, o Professor 1)
Com relação à gestão do tempo, o modelo da sala de aula compartilhada possibilitou 
a realização de atividades simultâneas para 3 turmas diferentes, em um mesmo espaço 
e ao mesmo tempo. Portanto, o planejamento e a gestão correta do tempo e do 
espaço são prioritários para que a proposta funcione adequadamente. (Gonçalves & 
Silva, 2018)
Resultados obtidos na experiência da Sala de Aula 
Compartilhada
Os autores puderam ressaltar algumas conclusões da prática aplicada. São elas:
●	 A sala de aula compartilhada, inserida no modelo de ensino híbrido ‘Flex’ e a sala 
de aula invertida, proporcionam uma experiência diferenciada, com opiniões 
positivas por parte dos participantes; 
●	 A gestão do tempo e espaço da sala de aula como um ambiente colaborativo 
são fatores essenciais para que se possa ter um ambiente de colaboração entre 
os pares, além de acompanhar o trabalho colaborativo entre os docentes. 
●	 A flexibilidade curricular e a interdisciplinaridade das disciplinas permitiu a todos 
os envolvidos perceberem a prática do desenvolvimento de projetos como uma 
metodologia de trabalho integrado. 
Sala de Aula Compartilhada • 9/12
●	 Outro aspecto interessante foi notar que a sala de aula compartilhada, com 
atividades diferentes sendo realizadas pelos alunos de forma colaborativa, permite 
novas possibilidades de ensino para a inclusão de alunos com mais dificuldades 
de aprendizagem e também de alunos com necessidades educacionais especiais, 
visto que é possível conhecer melhor cada aluno.
Vale ressaltar, por fim, que o currículo que possibilita o uso de Tecnologias Digitais 
de Informação e Comunicação (TDICs) amplia as estratégias e flexibiliza os tempos e 
os espaços da escola, assim como potencializa novas formas de aprender, de ensinar 
e de lidar com o saber.
De maneira geral, foi possível perceber que a aplicação desta metodologia apresentou 
pontos positivos, mas também desafios, e que ainda está em andamento e traz a 
possibilidade de ousar, e como toda inovação, deverá continuar sendo analisada, 
testada, ajustada, para que funcione cada vez melhor e possa expandir horizontes. 
(Gonçalves & Silva, 2018)
Em Resumo
Conhecemos, ao longo desta aula, uma prática inovadora ainda em andamento, a sala 
de aula compartilhada, que pode ser um grande suporte para a prática educativa, 
porque representa a ação conjunta de duas ou mais pessoas, que assumem o comando 
de um mesmo grupo de indivíduos (várias turmas unidas em uma), reunidos em um 
espaço comum, como co responsáveis pela elaboração do planejamento da aula, pelo seu 
desenvolvimento e pela avaliação. Essa prática pode ser desenvolvida para inserir uma 
nova metodologia, para ajudar um professor com menos experiência, para auxiliar um 
colega que esteja tendo dificuldades com alguma turma, para ampliar um projeto, para 
obter conhecimento de diferentes áreas, para observar conjuntamente alguma turma, 
para testar projetos inovadores, dentre outras finalidades. Tem como um dos grandes 
objetivos criar um espaço de colaboração entre os sujeitos e o objeto de conhecimento, 
estimulando o diálogo, a cooperação, a troca de informações e conhecimentos, além do 
confronto de pontos de vista diferentes. Agora é com você. Ouse e tente também.
Sala de Aula Compartilhada • 10/12
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/798001118
Sala de Aula Compartilhada • 11/12
Referências Bibliográficas
Braga, M. H; Gouveia, M. S; Garbuio, C. L; Figueiredo, M. T; & Gayoso, J. (n.d) Aula 
Compartilhada. Instituto Qualidade no Ensino. https://www.iqe.org.br/imagens/
clippings/Aulacompartilhada.pdf acessado em 20 de julho de 2022.
Gonçalves, M. de O.; & Silva, V. Sala de aula compartilhada na licenciatura em 
matemática: relato de prática. In: Bacich, L; & Morán, J. (2018). Metodologias ativas 
para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática.[livro eletrônico] 
Porto Alegre: Penso.
https://www.iqe.org.br/imagens/clippings/Aulacompartilhada.pdf
https://www.iqe.org.br/imagens/clippings/Aulacompartilhada.pdf
Sala de Aula Compartilhada • 12/12
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
O Currículo STEAM (Science, Technology, 
Engineering, Arts & Design and 
Mathematics)
O Currículo STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts & Design and Mathematics) • 2/13
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar o significado do acrônimo STEAM e suas características;
• Compreender sua origem e o papel do professor no seu desenvolvimento;
• Investigar o funcionamento do currículo STEAM e alguns dos resultados de 
sua aplicação.
O Currículo STEAM (Science, Technology, 
Engineering, Arts & Design and Mathematics)
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/798005836
O Currículo STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts & Design and Mathematics) • 3/13
Introdução 
STEAM é um acrônimo em inglês para as disciplinas Science, Technology, Engineering, 
Arts & Design e Mathematics (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes & Design e 
Matemática). Para começar nosso estudo, vejamos o que cada disciplina representa.
S: Science/Ciências: leva em conta os conceitos científicos necessários para compreender 
os diferentes fenômenos naturais, sociais e tecnológicos existentes.
T: Technology/Tecnologia: diz respeito às ferramentas necessárias para obter, organizar, 
analisar e compartilhar informações, assim como recursos para desenvolver soluções, 
como a robótica e a programação.
E: Engineering/Engenharia: favorece a construção do raciocínio lógico para planejar e 
gerar soluções, ou para construir um produto.
A: Art/Artes & Design: propicia o desenvolvimento da expressão artística, criatividade 
e habilidades socioemocionais como a empatia, a colaboração e a comunicação entre 
as pessoas.
M: Mathematics/Matemática: possibilita aprender a medir, calcular, analisar dados, 
etc. relacionados à investigação, ao desenvolvimento de projetos e à solução de 
problemas.
Inspirada no movimento maker, é uma dastendências mais atuais em matéria de 
educação. A ideia é que uma aprendizagem integrada, interdisciplinar, é mais atrativa 
e eficiente, afinal, em nosso dia a dia os problemas e situações são complexas e 
precisam de várias capacidades para solucioná-las. Isso sem falar no fato de colocar o 
aluno no centro do processo de aprendizagem.
Esta metodologia precisa de crianças e jovens com papel ativo ao estimular a 
investigação e a interação com os colegas, visto que o objetivo central é desenvolver 
o letramento científico, tecnológico, matemático e artístico, compreendendo o 
que cada área traz para a interpretação do mundo e como solucionar problemas e 
situações levando em conta essas diferentes visões. (Rico, 2019)
O Currículo STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts & Design and Mathematics) • 4/13
Figura 1 - Diagrama do STEAM
Fonte: Yakman, 2008, p. 347, como citado em Lorenzin, Assumpção & Bizerra, 2018, p. 372
Origem
Criado nos Estados Unidos pela National Academy of Sciences, o STEAM é um 
acrônimo em inglês para as disciplinas Science, Technology, Engineering, Arts & Design 
e Mathematics (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes & Design e Matemática). Sua 
criação partiu da constatação de que há um desinteresse de alunos pelas ciências 
exatas e procura integrar essas diferentes áreas de conhecimento para potencializar 
as experiências de aprendizagem dos alunos.
O Currículo STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts & Design and Mathematics) • 5/13
Na década de 1990, nos Estados Unidos, foi constatada uma carência de profissionais 
qualificados em algumas carreiras ligadas à área de exatas, como Ciências, Tecnologia, 
Engenharia e Matemática. Levando em conta que o interesse dos estudantes por 
essas áreas também era baixo, iniciou-se um movimento para torná-las mais atrativas. 
Foi batizado inicialmente de STEM, sem o A, visto que ainda não inseriu as Artes e o 
Design.
O movimento colocou em xeque o modelo tradicional de ensino, e a opção 
metodológica mais utilizada para mudar o cenário nas escolas, naquele momento, foi 
a aprendizagem baseada em projetos, ( já estudada por nós) em que crianças e jovens 
aprendem a resolver coletivamente problemas e desafios.
Um pouco mais adiante surgiu o termo STEAM para integrar as Artes e o Design nas 
propostas de interdisciplinaridade, visto que ela ativa o lado mais criativo do cérebro. 
No entanto, vale ressaltar que a ideia é sempre estabelecer relações efetivas entre 
as 5 áreas. Não é para centralizar o processo em uma delas apenas.
O aluno deve ser inserido em situações nas quais precisa olhar além de uma explicação 
linear e usar a imaginação para buscar soluções mais inovadoras. (Rico, 2019)
https://player.vimeo.com/video/798005956
O Currículo STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts & Design and Mathematics) • 6/13
O professor no currículo STEAM
Como o objetivo é somar as particularidades das 5 áreas, o ideal é que o processo 
seja conduzido por vários professores de forma colaborativa, visto que a troca de 
conhecimentos e experiências enriquece o processo, facilitando o planejamento da 
prática, dando um olhar mais abrangente para cada área do conhecimento.
É necessário, no entanto, ressaltar que o trabalho interdisciplinar nas escolas ainda é 
um tabu, visto que muitos docentes não têm tempo para conversar com os colegas, 
e para que esta prática funcione efetivamente é necessário que gerenciem o tempo 
e que planejem em conjunto, contando com a ajuda da coordenação para promover 
esses momentos de trocas e colaboração.
O professor precisará deixar de lado aquela postura de único sabedor do 
conhecimento, expositor do conteúdo, para assumir um papel de orientador, porém 
ele precisará lidar com a diversidade de interesses e soluções possíveis, assim como 
com os imprevistos.
Para iniciar a proposta, é preciso estabelecer o caminho a seguir para os alunos: no 
momento da pesquisa, quais serão os meios necessários? Quanto tempo os alunos 
precisarão para o planejamento e para a execução do projeto? Será necessário realizar 
oficinas para que eles aprendam algo que ainda não conhecem?
O docente precisará ainda pensar em como criar os grupos, orientar sobre a organização 
das tarefas, acompanhar o andamento do processo e mostrar aos estudantes que os 
erros fazem parte.
Ainda é necessário cuidado na divisão de tarefas para que todos tenham as mesmas 
chances de executar qualquer parte dela, como a montagem de robôs e a decoração.
Também é importante que o docente saiba e planeje as tarefas sem a obrigatoriedade 
do uso de equipamentos e materiais avançados e caros. Ele pode propor atividades 
que usem sucata, kits móveis de eletrônica, simuladores virtuais, aplicativos e outras 
ferramentas mais simples. (Rico, 2019)
O Currículo STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts & Design and Mathematics) • 7/13
Apesar do cunho tecnológico, para desenvolver o currículo STEAM é preciso mais do 
que equipamentos. Somente inserir tecnologia em uma atividade de ensino não a faz 
uma proposta STEAM. É necessário um profundo desenvolvimento profissional dos 
professores para que compreendam a conexão que deve haver entre os conteúdos 
das áreas relacionadas. 
Isso não diz respeito apenas à escolha das estratégias e dos materiais, mas também à 
organização do currículo e ao planejamento colaborativo que insira as contribuições 
de cada uma das áreas envolvidas, para que ocorra uma aprendizagem efetiva. 
(Lorenzin, Assumpção & Bizerra, 2018)
Saiba Mais
Ficou curioso para conhecer mais sobre a metodologia STEAM? Então 
veja os seguintes vídeos.
1. Mascarenhas, Rafael. O que é STEAM? | Metodologia Maker. 
https://www.youtube.com/watch?v=9IVxOTuRVBk acessado em 
20 de agosto de 2022.
2. Anime Ciência. O que é STEM? https://www.youtube.com/
watch?v=PyZeiQDTHec acessado em 20 de agosto de 2022.
O Funcionamento do currículo STEAM
Já sabemos que o STEAM é uma metodologia que integra diferentes áreas e se baseia 
em projetos, com o objetivo de formar pessoas que tenham diversos conhecimentos, 
para que possam desenvolver diferentes habilidades, e que trabalhem questões 
socioemocionais, preparando-se para os desafios futuros.
https://www.youtube.com/watch?v=9IVxOTuRVBk
https://www.youtube.com/watch?v=PyZeiQDTHec
https://www.youtube.com/watch?v=PyZeiQDTHec
O Currículo STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts & Design and Mathematics) • 8/13
A sua adoção nas escolas propõe a interdisciplinaridade de áreas de conhecimento, 
despertando a criatividade, a inventividade, a empatia, e o desenvolvimento dos 
conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para vida moderna, como o 
pensamento computacional e o espírito da cultura maker que propõe o ‘faça 
você mesmo’.
Nos Estados Unidos, na maior parte das vezes, a aplicação da metodologia STEAM 
em sala de aula é realizada como programa extracurricular, geralmente voltada para 
as séries iniciais da educação básica. 
No entanto, podemos entender que inserir essa proposta ao currículo escolar, é uma 
grande oportunidade de mudar o ensino de ciências, trazendo práticas mais ativas, 
lúdicas e interessantes, porém é um grande desafio visto que mudanças curriculares 
exigem pesquisas, investimentos e transformações nas concepções sobre o processo 
de ensino-aprendizagem . (Lorenzin, Assumpção & Bizerra, 2018)
Vejamos como a metodologia pode ser desenvolvida.
O STEAM pode ser realizado em 5 etapas:
Figura 2 - Etapas do currículo STEAM
Fonte: Garofalo, 2019. n.p.
O Currículo STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts & Design and Mathematics) • 9/13
Ao longo dessas etapas, usadas para o desenvolvimento de um projeto, os estudantes 
podem trabalhar com ludicidade diversas habilidades e competências, tais como: 
Figura 3 - Habilidades e competências
Fonte: Garofalo, 2019. n.p.
O STEAM propicia a aprendizagem por experimentação. Aplicando metodologias 
ativas, o aprendiz consegue estudar Matemática, Ciências, Artes, Engenharia e 
Tecnologiade forma criativa, sem perder o foco investigativo.
Mas afinal, o que pode ser feito nesta prática? Investigação científica, trabalho com 
projetos, aprendizagem de programação, de robótica, o movimento maker, o 
learning by doing (o aprender junto) são práticas que fazem parte das propostas do 
STEAM. (Garofalo, 2019)
E o que deve ser levado em conta na hora de planejar a prática?
1. A questão geradora: é preciso criar um contexto para o projeto, um desafio 
inicial, que motivará os alunos a buscar soluções criativas e quanto mais estiver 
relacionado a um problema da realidade deles, mais estimulante será.
2. A investigação: é a base para o desenvolvimento do projeto e o que vai favorecer 
a participação ativa dos estudantes. As etapas precisam estar conectadas, com 
objetivos claros e com orientações para as ações investigativas.
3. A interdisciplinaridade: é o diferencial. O principal desafio é pensar em 
conjunto sobre o processo, com seus pares e juntando as diferentes áreas de 
conhecimento para interligar as diferentes habilidades e competências.
4. O trabalho em grupo: potencializa o aprendizado, pois estimula a troca 
de saberes, a colaboração, a empatia e o poder de argumentação, gerando 
autonomia na turma, desenvolvendo habilidades socioemocionais.
O Currículo STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts & Design and Mathematics) • 10/13
5. O produto final: irá concretizar o processo de aprendizagem. A escolha do 
que será feito depende dos objetivos do projeto e dos recursos disponíveis.
6. A avaliação: deve ocorrer durante todo o processo. (Rico, 2019)
Resultados expostos pelos professores
Professores que tiveram a oportunidade de trabalhar a metodologia STEAM 
relatam que transformaram suas concepções sobre o ensino de ciências e sobre 
suas experiências em sala de aula, levando à realização de mudanças em sua prática 
docente. 
Dentre os resultados comentam sobre a abertura para o protagonismo dos alunos, 
aulas menos dirigidas, com novas maneiras de interagir e intervir do professor, 
cuidado com a contextualização dos conhecimentos necessários, preocupação em 
inserir conteúdos próximos à realidade dos estudantes como motivação para a 
aprendizagem, elaboração de novas estratégias de ensino, ampliação da percepção 
sobre o conhecimento, integração de dinâmicas realizadas no STEAM em outras 
disciplinas e ainda um maior compartilhamento de experiências entre os pares. 
(Lorenzin, Assumpção & Bizerra, 2018)
Em Resumo
Aprendemos, nesta aula, que STEAM é um acrônimo para as disciplinas de Ciências, 
Tecnologia, Engenharia, Artes & Design e Matemática, e vem sendo utilizada como 
forma de inserir nas práticas pedagógicas a interdisciplinaridade, que sabemos, ainda 
ser um tabu no ensino. Essa prática é mais uma que coloca o aluno como centro do 
processo de aprendizagem, estimulando a criatividade, o aprender fazendo, o trabalhar 
em equipes, desenvolvendo as habilidades socioemocionais tão importantes nos dias 
atuais. Enfim, por meio de uma proposta de investigação, aguça a criatividade dos 
estudantes, que conectando disciplinas de diferentes áreas, procuraram desenvolver 
um projeto que será apresentado e avaliado.
O Currículo STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts & Design and Mathematics) • 11/13
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/798006141
O Currículo STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts & Design and Mathematics) • 12/13
Referências Bibliográficas
Garofalo, D. (2019) Como levar o STEAM para a sala de aula. Nova Escola. https://
novaescola.org.br/conteudo/18021/como-levar-o-steam-para-a-sala-de-aula acessado 
em 25 de julho de 2022.
Lorenzin, M.; Assumpção, C. M.; & Bizerra, A. Desenvolvimento do currículo STEAM 
no ensino médio: a formação de professores em movimento. In: Bacich, L; & Morán, J. 
(2018). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-
prática.[livro eletrônico] Porto Alegre: Penso.
Rico, R. (2019). Entenda o que é STEAM e como levá-lo para sua prática. Nova Escola. 
https://novaescola.org.br/conteudo/18246/entenda-o-que-e-steam-e-como-traze-lo-
para-sua-pratica?gclid=Cj0KCQjw0JiXBhCFARIsAOSAKqDRXIdT1hPjmTbBXpem8KYA
EeeakE6CrtmSiywiJcF5rZHHnzM3V2AaAv_yEALw_wcB acessado em 25 de julho de 
2022
https://novaescola.org.br/conteudo/18021/como-levar-o-steam-para-a-sala-de-aula
https://novaescola.org.br/conteudo/18021/como-levar-o-steam-para-a-sala-de-aula
https://novaescola.org.br/conteudo/18246/entenda-o-que-e-steam-e-como-traze-lo-para-sua-pratica?gclid=Cj0KCQjw0JiXBhCFARIsAOSAKqDRXIdT1hPjmTbBXpem8KYAEeeakE6CrtmSiywiJcF5rZHHnzM3V2AaAv_yEALw_wcB
https://novaescola.org.br/conteudo/18246/entenda-o-que-e-steam-e-como-traze-lo-para-sua-pratica?gclid=Cj0KCQjw0JiXBhCFARIsAOSAKqDRXIdT1hPjmTbBXpem8KYAEeeakE6CrtmSiywiJcF5rZHHnzM3V2AaAv_yEALw_wcB
https://novaescola.org.br/conteudo/18246/entenda-o-que-e-steam-e-como-traze-lo-para-sua-pratica?gclid=Cj0KCQjw0JiXBhCFARIsAOSAKqDRXIdT1hPjmTbBXpem8KYAEeeakE6CrtmSiywiJcF5rZHHnzM3V2AaAv_yEALw_wcB
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
Design Thinking (DT)
Design Thinking (DT) • 2/12
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar a origem e o conceito do Design Thinking;
• Compreender suas características, princípios e etapas para sua realização.
Design Thinking (DT)
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/798006202
Design Thinking (DT) • 3/12
Introdução 
Design thinking (DT) é o nome que se dá à apropriação por outras áreas da metodologia 
usada pelos designers para criar ideias, aprimorá-las e pensar em soluções, com 
criatividade e de maneira colaborativa, fomentando a inovação e a ação, na prática.
Em 2009 a designer Kiran Bir Sethi (Índia) mostrou a todos a sua inspiração no DT para 
transformar as diretrizes da sua escola, surgindo o movimento Design for Change. 
Em 2011, a empresa de design IDEO publicou um material específico para a educação, 
sistematizando a DT de maneira simples e possível de ser experimentada por 
instituições de ensino. 
No caso do Brasil, as primeiras experiências surgiram em 2012 tornando o design 
thinking uma poderosa prática de transformação das relações e dos desafios cotidianos 
do ambiente educacional. (Rocha, como citado em Bacich & Morán, 2018)
Vamos a ela.
Origem e conceito do Design Thinking
O conceito do DT foi criado em 1973 por Rolf Faste (docente da Stanford University 
que o definiu e popularizou) e David Kelley (também de Stanford) um dos fundadores 
da empresa de design IDEO que foi a responsável por difundir o termo e que continua 
desenvolvendo projetos no mundo todo.
Em 2009, Tim Brown, o diretor executivo (CEO) da consultoria de inovação da IDEO, 
escreveu um livro sobre DT no qual o define como uma abstração do modelo mental 
empregado há muito tempo pelos designers para dar vida às ideias.
Por sua vez a Ted Talk da designer Kiran Bir Sethi, em 2009, tornou conhecida no 
mundo todo sua inspiração no DT para a realização de práticas pedagógicas em sua 
escola, a Riverside School, convidando outras instituições para que se unissem ao 
movimento Design for Change, cujo diferencial estava na intervenção na realidade 
por meio da perspectiva do design.
Em 2011, a IDEO criou um material voltado para a educação (Design thinking para 
educadores), que tem como base as experiências de diversos professores da Riverdale 
Country School (Estados Unidos) em sala de aula.
Design Thinking (DT) • 4/12
Mas afinal o que significa design? É uma área do conhecimento que diz respeito à 
concepção, à idealização, à criação e ao desenvolvimento de ferramentas e de serviços 
e experiências, reunindo estratégia, técnica e criatividade de formaa resolver um 
problema. Na empresa, visa o desenvolvimento de competências e habilidades que 
transformem os colaboradores em ‘solucionadores de problemas’.
Já o design thinking é uma metodologia inspirada em como os designers fazem para 
resolver problemas, propondo soluções que se baseiam nas necessidades das pessoas 
e nos contextos, desfazendo a visão associada ao design como desenvolvimento de 
produtos esteticamente diferenciados. (Rocha, como citado em Bacich & Morán, 
2018)
Características do Design Thinking
Na educação, pode ser utilizado como uma estratégia de ensino e aprendizagem 
que visa inovar e solucionar problemas complexos trabalhando em equipe, ou seja, 
favorece a colaboração e a cooperação entre os alunos que ‘aprendem fazendo’, 
juntando a teoria à prática, preparando os alunos para as competências necessárias 
para o século XXI.
Podemos dizer que as vantagens da aplicação do DT em sala de aula dizem respeito 
a:
• Buscar a resolução de problemas com base em diferentes perspectivas;
• A solução é encontrada com o trabalho colaborativo;
• Favorece a criatividade;
• Usa várias formas de pensar sobre o futuro;
• Propicia a capacidade de síntese;
• Estimula a inteligência coletiva. (Mello, Neto & Petrillo, 2021)
Design Thinking (DT) • 5/12
Saiba Mais
Quer conhecer mais sobre o Design Thinking? Então veja os seguintes 
vídeos e aprofunde seus conhecimentos.
1. Na Prática. Afinal, o que é Design Thinking? E quais são suas etapas 
fundamentais? https://www.youtube.com/watch?v=acHRiZZptSs 
acessado em 20 de agosto de 2022.
2. Ramon, Marcos. Design Thinking na Educação. https://www.
youtube.com/watch?v=4ob8a7gUNis acessado em 20 de agosto 
de 2022.
https://www.youtube.com/watch?v=acHRiZZptSs
https://www.youtube.com/watch?v=4ob8a7gUNis
https://www.youtube.com/watch?v=4ob8a7gUNis
https://player.vimeo.com/video/798006311
Design Thinking (DT) • 6/12
Princípios e Etapas do DT
Para compreendermos mais sobre as contribuições do Design Thinking para o processo 
educativo precisamos conhecer um pouco sobre os princípios e os processos a ele 
inerentes. Não podemos esquecer que as pesquisas acadêmicas sobre o DT na 
educação ainda são bastante escassas. 
Figura 1 – Princípios do Design Thinking
Fonte: Rocha, como citado em Bacich & Morán, 2018, p. 293.
Vamos entender um pouco mais sobre cada um desses princípios e suas contribuições 
para o DT.
1. Empatia: uma das características mais marcantes do DT é colocar o estudante no 
centro de seu processo de ensino e aprendizagem, e ‘colocar-se no lugar do 
outro’ faz toda a diferença nesta metodologia. É uma inteligência emocional que 
se conecta uns com os outros de forma profunda. O DT humaniza o processo, 
pois se entende que são pessoas criando soluções para outras pessoas e com 
pessoas, criando uma ‘escuta ativa’.
2. Colaboração: é um dos pilares do DT. Os estudantes aprendem a extrair o melhor 
dos grupos, compreendendo os problemas e desafios de forma profunda, visto 
que as diversas percepções ajudam a compreender melhor o que se pretende 
resolver, até a criação de soluções e propostas inovadoras. O compartilhamento 
de ideias, de visões de mundo, de percepções, aliado à escuta ativa faz com que 
a experiência de resolver problemas seja mais efetiva. 
3. Criatividade: o DT ajuda as pessoas a recuperarem a confiança criativa, muitas 
vezes deixada de lado, visto que a criatividade faz parte da essência do ser 
humano e é algo que todos têm. 
Design Thinking (DT) • 7/12
4. Otimismo: para criar soluções inovadoras precisamos ver o mundo com um novo 
olhar, e para isso é preciso dedicação e vigilância para deixarmos de pensar que os 
problemas não são possíveis de se resolver. O DT permite que a criatividade de 
cada um junto com a inovação possibilite resolver problemas improváveis de 
terem uma resolução. Inserem-se problemas reais, contextualizados na realidade 
dos estudantes, propiciando o pensar globalmente e o agir localmente. 
Quanto às etapas do Design Thinking, elas juntam métodos da engenharia e do design, 
combinados com ideias advindas das artes, com os procedimentos das ciências sociais 
e com os insights do mundo dos negócios. 
Vale ressaltar que essas etapas não precisam ser lineares, o que significa que pode 
ser necessário retomar alguma etapa para seu aprofundamento, assim como o ciclo 
também pode se repetir por completo mais de uma vez. Cada ciclo completo recebe 
o nome de iteração. (Rocha, como citado em Bacich & Morán, 2018)
São elas:
Figura 2 - Etapas do Design Thinking
Fonte: Rocha, como citado em Bacich & Morán, 2018, p. 299.
1. Etapa Empatizar
Para a resolução dos problemas reais, complexos, propostos no DT cria-se uma 
equipe, formada basicamente por: um designer thinker, o líder do projeto, vários 
design thinkers, que são as pessoas que participam do grupo, alguns stakeholders, 
que são as partes interessadas que serão impactadas pelo resultado do projeto, 
dentre outras que forem necessárias.
Design Thinking (DT) • 8/12
Logo, o líder deve definir um cronograma com os prazos e as estratégias para a 
realização das atividades.
Então, o primeiro passo é compreender o problema (desafio), e identificar os 
stakeholders, e essa compreensão se dá pela empatia, ou seja, entendendo o 
problema a partir do outro (momento de imersão). Aqui surgem os insights.
2. Etapa Definição do Problema
Este é o momento de definir qual o problema que irá dar base ao projeto. Quanto 
mais claro, mais chances há de os design thinkers pensarem em soluções eficazes.
3. Etapa Idear
É o processo de cocriação de uma ou de várias soluções para o problema, realizado 
com a elaboração de workshops e brainstorming de forma que a equipe possa 
determinar o melhor caminho para resolver o problema. Junta-se um repertório 
de ideias que serão analisadas para determinar as ‘melhores ideias’. No final da 
etapa a equipe decide qual ideia deverá ser prototipada.
4. Etapa Prototipar
Nesta etapa o produto começa a ser prototipado e a prototipagem pode 
ser de coisas físicas ou de coisas intangíveis (serviços, um sistema organizacional, 
etc.) e é sempre inspiracional. Exemplos de protótipos podem ser storyboards, 
diagramas, filmagens, peças de teatro, maquetes, páginas da internet e programas 
para computador.
5. Etapa Testar
Assim que criado, o protótipo precisa ser testado e apresentado aos stakeholders, 
destacando os pontos positivos e os que precisam ser aperfeiçoados 
Design Thinking (DT) • 9/12
Figura 3 - Resumo das Etapas
Fonte: Mello, Neto e Petrillo, 2021, p. 13
Após a testagem é chegada a hora de colocar em prática a implementação, pensando 
nos recursos tecnológicos e materiais que serão necessários para a sua viabilidade. 
(Mello, Neto & Petrillo, 2021)
Em Resumo
Vimos, nesta aula, que o Design thinking corresponde à apropriação por outras áreas da 
metodologia usada pelos designers para criar ideias, aprimorá-las e pensar em soluções, 
com criatividade e de maneira colaborativa, fomentando a inovação e a ação, na prática. 
Na educação, pode ser utilizado como uma estratégia de ensino-aprendizagem para 
inovar e solucionar problemas complexos trabalhando em equipe, com colaboração e 
cooperação, de forma a ‘aprender fazendo’, com empatia, colaboração, criatividade e 
otimismo, em 5 etapas não lineares que são empatizar, definir, idear, prototipar e testar, 
de forma a entregar o produto para os stakeholders. Espero que tenha gostado de 
conhecer esta metodologia tão diferente.
Design Thinking (DT) • 10/12
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/798006436
Design Thinking (DT) • 11/12
Referências Bibliográficas
Mello, Cleyson de Moraes; Neto, José Rogério Moura de Almeida; & Petrillo, Regina 
Pentagna. (2021). Para Compreender o Design Thinking. Rio de Janeiro: Processo.
Munhoz, Antonio Siemsen. (2019). Aprendizagem Ativa via Tecnologias. [livro 
eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
Rocha, Julciane. Design Thinking na formação de professores: novosolhares para os 
desafios da educação. In: Bacich, L; & Morán, J. (2018). Metodologias ativas para uma 
educação inovadora: uma abordagem teórico-prática.[livro eletrônico] Porto Alegre: 
Penso.
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
Jogos Pedagógicos em Educação
Jogos Pedagógicos em Educação • 2/11
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar as características e as necessidades para que se desenvolvam os jogos 
educacionais;
• Compreender os objetivos e estratégias para que os games de fato aconteçam.
Jogos Pedagógicos em Educação
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/798006495
Jogos Pedagógicos em Educação • 3/11
Introdução 
Sabemos que nos dias atuais há uma geração de estudantes digitais que têm diferentes 
formas de aprender, conforme suas necessidades e também que apresentam diferentes 
maneiras de se comunicar com seus colegas. 
Levando em conta a falta de adaptação desses nativos digitais aos ambientes 
tradicionais de ensino, (res)surge a necessidade do uso de jogos em educação. Não 
dá para ignorar o fato de que os alunos consideram a sala de aula atual chata, e isso 
termina por desmotivar a ida deles às escolas, causando inclusive evasão. 
Atualmente, nossos alunos não aguentam ficar mais do que 15 minutos ouvindo um 
professor passar o conteúdo teórico, visto que consideram que as informações que 
encontram nos seus aparelhos celulares são muito mais interessantes, como músicas, 
uma conversa com um colega, um jogo de futebol ou até mesmo joguinhos de carta 
ou de caça a algum objeto.
Então, faz-se necessário tentar tornar o ambiente escolar um espaço mais divertido, 
mais lúdico e mais agradável, e assim, vem surgindo uma série de metodologia 
inovadoras, conforme estamos aprendendo em nossas aulas.
Observando crianças, jovens e adultos enquanto estão em frente aos seus videogames, 
percebe-se que eles ficam quase que ‘grudados’ às telas, absortos em seu game, 
portanto, é possível aproveitar esse encantamento que os jogos oferecem, também 
em sala de aula. (Munhoz, 2019)
Características, necessidades e benefícios dos jogos 
pedagógicos
Vale ressaltar que para que os jogos em sala de aula deem resultado, é preciso que 
os docentes passem por uma alfabetização tecnológica, visto que muitos não têm a 
mínima ideia de como podem aplicar a estratégia do uso de games em suas práticas.
Os jogos usados para o aprendizado não podem ser apenas uma diversão. Então o 
que é necessário para que eles surtam efeito?
Jogos Pedagógicos em Educação • 4/11
É preciso desenvolver habilidades afetivas, que podem ser usadas como motivação 
para que os alunos aprendam o que precisam saber para dominar determinada função 
em certa área do conhecimento.
Há que se ressaltar que existe uma certa má vontade por parte dos alunos (os imigrantes 
digitais) com a leitura e permanência digital, portanto, também há que se superar essa 
má vontade e escolher uma estratégia que agrade a todos, o máximo possível. 
Também é preciso destacar que para que os jogos possam ser, de fato, inseridos no 
ambiente escolar precisamos de laboratórios preparados para tal feito, e nos quais 
o acesso às comunidades virtuais seja possível.
O analfabetismo digital e a exclusão social ainda funcionam como limitadores para 
muitos estudantes que não têm acesso aos jogos em rede fora da escola.
Vale a pena enfatizar também que com o uso dos jogos digitais há várias habilidades que 
podem ser estimuladas como a persistência, aprender a assumir riscos, a colaboração, 
a solução de problemas, dentre outras.
No entanto não há mais como fugir dessa realidade visto que os currículos escolares 
vêm sendo repensados tendo como base essa nova perspectiva, e os docentes vêm 
sendo estimulados a desenvolver, em seus processos de formação permanente e 
continuada (lifelong learning) nivelamentos para o uso de jogos em educação.
O progresso no uso de jogos no ambiente corporativo pode servir de motivação 
para que os alunos aprendam não apenas a jogar, mas também a desenvolver jogos 
educativos, porém, não se pode esquecer, como já comentado, que muitos docentes 
ainda não apresentam amplo conhecimento em mídias digitais e tecnologias educativas, 
isso porque os cursos de formação, muitas vezes, não contemplam essa possibilidade.
Como benefícios do uso de jogos em educação, estão o fato de podermos verificar 
como está o progresso do estudante na aquisição de conhecimentos, o retorno 
imediato do aluno à sala de aula, diante da motivação que a inserção de jogos causa 
e ainda o fato de entregar o controle do processo de ensino e aprendizagem a ele. 
(Munhoz, 2019)
Jogos Pedagógicos em Educação • 5/11
Saiba Mais
Quer conhecer mais sobre os jogos pedagógicos? Então acesse os 
seguintes textos e aprofunde seus estudos.
1. Cecílio, C. (2020). Jogos lúdicos e jogos pedagógicos: o que são 
e como usá-los até no ensino remoto https://novaescola.org.br/
conteudo/19677/jogos-ludicos-e-jogos-pedagogicos-o-que-sao-
e-como-usa-los-ate-no-ensino-remoto acessado em 20 de agosto 
de 2022
2. Tavares, M. I. dos S. (2014) Jogos pedagógicos na educação infantil. 
https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/20805/3/MD_
EDUMTE_2014_2_63.pdf acessado em 20 de agosto de 2022.
https://novaescola.org.br/conteudo/19677/jogos-ludicos-e-jogos-pedagogicos-o-que-sao-e-como-usa-los-ate-no-ensino-remoto
https://novaescola.org.br/conteudo/19677/jogos-ludicos-e-jogos-pedagogicos-o-que-sao-e-como-usa-los-ate-no-ensino-remoto
https://novaescola.org.br/conteudo/19677/jogos-ludicos-e-jogos-pedagogicos-o-que-sao-e-como-usa-los-ate-no-ensino-remoto
https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/20805/3/MD_EDUMTE_2014_2_63.pdf
https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/20805/3/MD_EDUMTE_2014_2_63.pdf
https://player.vimeo.com/video/798006692
Jogos Pedagógicos em Educação • 6/11
Objetivos dos jogos em educação
Conforme já vimos, os jogos usados no ambiente educacional favorecem o aprendizado 
de forma lúdica e prazerosa, porém vale ressaltar que eles devem ser usados como 
material de apoio, reforçando os conteúdos apreendidos anteriormente.
Essa ferramenta deve ser instrutiva, gerando uma disputa divertida e que consiga 
desenvolver um processo correto de aquisição de saber, portanto, é fundamental 
que exista o vínculo com o conteúdo que precisa ser passado aos alunos, com 
envolvimento tanto deles quanto do professor, que experimentarão o prazer pelos 
resultados alcançados.
Como objetivos para promover uma aprendizagem lúdica e desafiadora, que leve o 
aprendiz a aprender e aplicar os conceitos e teorias passados, têm-se:
●	 Estimular a criatividade, sociabilidade e as múltiplas inteligências;
●	 Propiciar que o aluno aprenda a jogar e a ter uma participação ativa;
●	 Favorecer e estimular o relacionamento entre os estudantes;
●	 Reforçar os conteúdos que já foram apreendidos;
●	 Adquirir algumas habilidades novas;
●	 Aprender a lidar com os resultados;
●	 Aceitar e respeitar as regras estabelecidas;
●	 Fazer novas descobertas ‘brincando’;
●	 Desenvolver a personalidade dos estudantes tornando-os mais colaborativos e 
espontâneos;
●	 Ampliar a interação (colaboração e cooperação) entre os alunos;
●	 Aprender a lidar com as frustrações;
●	 Gerar autoconfiança e poder de concentração. (Mello, Neto & Petrillo, 2019)
Jogos Pedagógicos em Educação • 7/11
Estratégias de Aplicação
Como algumas das estratégias de aplicação temos:
1. Antes da aula: o docente precisa testar o jogo evitando surpresas desagradáveis 
durante sua execução. Ele deve analisar se as questões estão corretas e se as 
demais etapas e partes do jogo estão bem completas. Também deve definir o 
número de grupos e de componentes que participarãodessa atividade.
2. Em sala de aula: o professor deve fazer uma síntese dos conteúdos inseridos 
em cada jogo, ainda que eles já sejam conhecidos pelos alunos. É importante ter 
certeza que os alunos conhecem os conteúdos e que os reafirme.
3. Checagem das regras: para que os alunos não percam o interesse pelo 
jogo, o professor deve reforçar as regras, deixando-as bem claras e sem muita 
complexidade, para que eles queiram participar do desafio com a intenção de 
ganhar.
4. A pontuação: vale ressaltar que a pontuação serve de motivação e estímulo para 
que os estudantes se engajem, gerando um certo sentimento de competição, e 
assim, por não querer ‘perder’, ele se esforça para participar, resolver o problema 
e ganhar. (Mello, Neto & Petrillo, 2019)
Em Resumo
Aprendemos, nesta aula, que os jogos pedagógicos favorecem o aprendizado dos 
estudantes de maneira mais lúdica, divertida e prazerosa, pois geralmente, muito tem a 
ver com essa geração de alunos digitais do século XXI, porém não se pode esquecer que 
eles devem ser usados como material de apoio, reforçando os conteúdos apreendidos 
anteriormente, visto que do contrário podem deixar os aprendizes sem entender o que, 
exatamente, estavam estudando. Esse game precisa ser instrutivo e gerar uma disputa 
divertida e que cause aquisição de conhecimento de forma significativa e para tanto é 
fundamental que exista um vínculo com o conteúdo que precisa ser passado aos alunos, 
e que se estimule o envolvimento tanto deles quanto do professor, que experimentarão, 
juntos, o prazer dos resultados alcançados. Espero que tenha gostado.
Jogos Pedagógicos em Educação • 8/11
Estudo de Caso
Reflita sobre a seguinte situação, e desenvolva, com um relatório final, a solução 
para o problema proposto.
Uma instituição de ensino, ao notar a falta de motivação por parte dos alunos 
no ensino EaD, juntou um grupo de professores interessados na temática e 
lhes pediu que desenvolvessem um estudo sobre metodologias alternativas 
que pudessem resgatar essa motivação. A sugestão foi estudar o uso de jogos 
em educação.
Ao final (após esse levantamento) a equipe deverá apresentar um relatório com 
recomendações de produtos que poderiam ser adquiridos pela instituição 
de ensino, com a justificativa para cada escolha.
Coloque-se no lugar dessa equipe e desenvolva esse relatório com as sugestões.
Jogos Pedagógicos em Educação • 9/11
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/798006838
Jogos Pedagógicos em Educação • 10/11
Referências Bibliográficas
Mello, Cleyson de Moraes; Neto, José Rogério Moura de Almeida; & Petrillo, Regina 
Pentagna. (2019). Metodologias Ativas: desafios contemporâneos e aprendizagem 
transformadora. [livro eletrônico] 2ª ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. 
Munhoz, Antonio Siemsen. (2019). Aprendizagem Ativa via Tecnologias. [livro 
eletrônico]. Curitiba: InterSaberes.
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
Aula Expositiva e Dialogada e o Arco de 
Maguerez
Aula Expositiva e Dialogada e o Arco de Maguerez • 2/12
Objetivos de Aprendizagem
• Traçar as características da Aula expositiva e dialogada;
• Explicar o que é a metodologia do Arco de Maguerez.
Aula Expositiva e Dialogada e o Arco de Maguerez
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/798006894
Aula Expositiva e Dialogada e o Arco de Maguerez • 3/12
Introdução 
Ao longo desta Unidade, veremos que não é necessário o uso de super tecnologias 
digitais para aplicarmos metodologias ativas em sala de aula. Existe uma ideia errada 
no ‘ar’ que insinua que para que as metodologias ativas sejam aplicadas precisam usar 
modernas tecnologias e recursos de ponta, preferencialmente, o que não é verdade. 
É certo que as metodologias ativas proporcionam uma aprendizagem participativa, 
colaborativa que está focada na dinâmica moderna de uma sociedade que se 
atualiza continuamente, o tempo todo, afinal, usando tecnologias o professor pode 
potencializar a sua aula, desenvolvendo diferentes atividades, captando a atenção 
dos alunos, de uma forma que a aula expositiva tradicional não possibilita.
Há que se reforçar que a sociedade contemporânea exige uma formação docente 
que o transforme em um profissional que desenvolva estudantes polivalentes, com 
uma visão crítica e que aprendam continuamente, que estejam aptos a solucionar 
problemas, tomar decisões, trabalhar em equipe e aceitar e se adaptar a mudanças, e 
para que isso ocorra o docente precisa trabalhar uma pedagogia interativa.
No entanto, há também metodologias ativas mais simples, que não requerem tantos 
recursos e ferramentas para fazerem acontecer em sala de aula. A proposta desta 
Unidade é conhecermos um pouco sobre elas, então te convido, venha comigo e 
espero contribuir para que a prática cotidiana dos docentes seja mais lúdica.
Aula Expositiva e Dialogada
É um estilo de aula que nos remete ao modelo antigo de ensino, porém, é muito 
diferente. Neste tipo de aula a característica mais marcante é a exposição do conteúdo 
realizada pelo docente, porém com a participação ativa contínua dos estudantes, 
que questionam, interpretam e discutem o que está sendo transmitido.
Cada vez que um deles (ou todos) tiver uma contribuição a fazer, baseado em seu 
conhecimento, em suas dúvidas ou em alguma curiosidade ele ‘interfere’ na exposição.
Aula Expositiva e Dialogada e o Arco de Maguerez • 4/12
Neste estilo de aula, deve haver um planejamento por parte do docente que leve em 
consideração articulações de informações que os alunos podem fazer em função 
de seus conhecimentos prévios. Para estas aulas podem ser usados recursos como 
apresentações com slides, vídeos, ou ambos. E essas ferramentas podem ser usadas 
com infográficos, com apresentações interativas e com efeitos de transição.
Hoje em dia há várias ferramentas on-line para a elaboração de slides. O docente 
pode preparar sua apresentação e compartilhar por meio do e-mail ou de um grupo 
de whatsapp do qual faça parte com os alunos, ou ainda pelo envio de um link, 
previamente, ou mesmo no momento da aula.
Figura 1 - Modelo de apresentação on-line no Google Slides ou Google Apresentações
Fonte: Mello, Neto & Petrillo, 2019, p. 41
O professor, com seu smartphone, também consegue elaborar e enviar o arquivo 
para os discentes utilizando o software Canva.
Figura 2 - Exemplo de apresentação e imagens como infográficos pelo Canva
Fonte: Mello, Neto & Petrillo, 2019, p. 41
Aula Expositiva e Dialogada e o Arco de Maguerez • 5/12
As apresentações podem ter interações, podem conter zoom em determinadas partes 
do texto ou imagens, e efeitos de continuidade. Também é interessante inserir em 
algum momento da aula uma ferramenta que possibilite ao professor colocar questões 
e aplicá-las aos alunos, com resposta em tempo real. Um exemplo é o Mentimeter.
Figura 3 – Exemplo de pergunta inserida pelo professor
Saiba Mais
Aprofunde seus estudos conhecendo um pouco mais sobre a Aula 
Expositiva e Dialogada e o Arco de Maguerez.
1. Hartmann, A. C.; Maronn, T. G. & Santos, E. G. (2019). A importância 
da aula expositiva dialogada no ensino de ciências e biologia. 
https://publicacoeseventos.unijui.edu.br/index.php/enteci/article/
view/11554 acessado em 20 de agosto de 2022.
2. Sousa, A. B. O Método da resolução de problemas com o Arco 
de Maguerez. https://sites.google.com/site/albertobarrossousa/
metodologias-de-educacao/metodologia-do-arco-maguerez 
acessado em 20 de agosto de 2022.
Fonte: Mello, Neto & Petrillo, 2019, p. 42
Figura 4 - Visualização das opções pelos alunos
Fonte: Mello, Neto & Petrillo, 2019, p. 42
https://publicacoeseventos.unijui.edu.br/index.php/enteci/article/view/11554
https://publicacoeseventos.unijui.edu.br/index.php/enteci/article/view/11554https://sites.google.com/site/albertobarrossousa/metodologias-de-educacao/metodologia-do-arco-maguerez
https://sites.google.com/site/albertobarrossousa/metodologias-de-educacao/metodologia-do-arco-maguerez
Aula Expositiva e Dialogada e o Arco de Maguerez • 6/12
Na aula expositiva e dialogada, o conhecimento é uma criação compartilhada, 
colaborativa entre o professor e os alunos, sendo o ponto forte o diálogo constante.
Os objetivos são:
●	 Possibilitar ao aprendiz a aquisição do saber de forma participativa e reflexiva;
●	 Proporcionar a mobilização das estruturas mentais dos estudantes e a verbalização 
dos seus pontos de vista;
●	 Favorecer o pensamento crítico e a argumentação.
Com relação às estratégias de aplicação, são elas:
1.	 Antes da aula: durante o planejamento, o docente escolhe o tema e organiza 
a sua fala e exposição considerando não apenas o conteúdo a ser ministrado 
mas também os recursos que ajudarão a dinamizar a aula e propiciar o diálogo, 
estabelecendo como o conteúdo vai captar a participação ativa dos alunos, suas 
contribuições, envolvimento e síntese.
2.	 Na aula: o professor apresenta claramente os objetivos da aula, mostrando a 
aplicabilidade do conteúdo. Na sequência, contextualiza o assunto, mobilizando 
as estruturas mentais dos estudantes. Durante toda a explanação o professor 
precisa manter o aluno motivado e curioso, raciocinando junto com ele e com os 
colegas. Pode usar recursos como mapas conceituais e esquemas em powerpoint 
ou lousa. (Mello, Neto & Petrillo, 2019)
Aula Expositiva e Dialogada e o Arco de Maguerez • 7/12
O Arco de Maguerez
Esta metodologia é um esquema originado por Bordenave e Pereira (1989) que parte 
da realidade social do estudante, e após a análise efetiva do assunto, levantamento 
das hipóteses e reflexão sobre as possíveis soluções, retorna-se à realidade.
As consequências dessas reflexões e estudos provocam novas ações, agora com 
mais informações capazes de causar algum tipo de transformação nessa realidade. 
É um tipo de prática que pode ser aplicada em disciplinas que analisam situações 
que ocorrem na realidade do aprendiz, como ética, legislação, dentre outras que 
requeiram leituras, análises e reflexões críticas.
Os objetivos desta prática são:
●	 Estimular o entusiasmo dos estudantes para que realizem, por sua própria 
iniciativa os esforços intelectuais e morais que o aprendizado exige;
●	 Observar os problemas na realidade na qual acontecem deveras;
●	 Voltar ao campo observado com as soluções;
https://player.vimeo.com/video/798007017
Aula Expositiva e Dialogada e o Arco de Maguerez • 8/12
●	 Guiar o estudante a uma prática de ação-reflexão-ação, assimilando os 
conteúdos de forma crítica e reflexiva, preparando-o para que possa agir em 
sociedade e melhorá-la.
Com relação às estratégias de aplicação, são elas:
1ª etapa: observar a realidade social dos estudantes. Os alunos serão guiados pelo 
professor para observar com atenção e registrar o que perceberem sobre a realidade 
a ser estudada. Esta etapa possibilitará aos aprendizes identificar possíveis problemas 
a serem solucionados. Então, um ou vários problemas são colocados em estudo nos 
vários grupos. O docente ajuda na redação do problema.
2ª etapa: é a etapa do levantamento dos pontos-chave. Os alunos refletirão sobre 
as possíveis causas do problema na sociedade, assim como sobre as variáveis menos 
diretas que também interferem no problema. Deve ser um estudo crítico e reflexivo 
que leve-os a encontrar a solução. Assim, os alunos devem elaborar uma síntese dos 
pontos-chave que deverão ser estudados.
3ª etapa: é nela que se realiza a teorização, ou seja, a investigação, de fato. Os 
alunos buscam informações sobre o problema, dentro de cada ponto-chave. Essa 
pesquisa pode ser realizada na biblioteca (física ou virtual), com entrevistas feitas 
com especialistas no assunto, ou por meio da observação em campo, dentre outras 
possibilidades. Tudo deve ser registrado.
4ª etapa: nela pensa-se nas hipóteses para a solução. Depois de todo o estudo feito 
por todos os ângulos os alunos devem elaborar possíveis soluções para o problema, 
de forma crítica e criativa.
5ª etapa: é a etapa da aplicação. Nela, as decisões tomadas devem ser executadas ou 
encaminhadas. Esta parte é o compromisso dos estudantes com a realidade observada.
Neste método, parte-se do levantamento da realidade dos estudantes e a ela se 
retorna com as soluções, procurando transformá-la, de alguma forma. (Mello, Neto 
& Petrillo, 2019)
Aula Expositiva e Dialogada e o Arco de Maguerez • 9/12
Figura 5 - Ideia do Arco de Maguerez
Fonte: Mello, Neto & Petrillo, 2019, p. 69
Em Resumo
Aprender que a aula expositiva e dialogada é um estilo de aula que nos remete ao 
modelo antigo de ensino, porém, neste tipo de aula a característica mais marcante é 
a exposição do conteúdo realizada pelo docente, com a participação ativa e contínua 
dos estudantes, que questionam, interpretam e discutem o que está sendo transmitido, a 
todo instante, ajudando a construir o conhecimento. Com relação ao Arco de Maguerez, 
observamos que é uma prática que parte da realidade social dos estudantes, e após a 
análise efetiva do assunto, sob todos os ângulos, levantamento das hipóteses e reflexão 
sobre as possíveis soluções, retorna-se à realidade a fim de transformá-la de alguma 
forma. O mais importante foi percebermos que para aplicá-las em nosso dia a dia não 
são necessárias tecnologias de ponta, não é mesmo? Vamos conhecer mais algumas?
Aula Expositiva e Dialogada e o Arco de Maguerez • 10/12
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/798007144
Aula Expositiva e Dialogada e o Arco de Maguerez • 11/12
Referências Bibliográficas
Mello, Cleyson de Moraes; Neto, José Rogério Moura de Almeida; & Petrillo, Regina 
Pentagna. (2019). Metodologias Ativas: desafios contemporâneos e aprendizagem 
transformadora. [livro eletrônico] 2ª ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos.
Aula Expositiva e Dialogada e o Arco de Maguerez • 12/12
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
O Portfólio e o Ensino sob Medida (EsM)
O Portfólio e o Ensino sob Medida (EsM) • 2/11
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender em que consiste o trabalho com Portfólio;
• Explicar o que é o Ensino sob medida.
O Portfólio e o Ensino sob Medida (EsM)
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/798007179
O Portfólio e o Ensino sob Medida (EsM) • 3/11
Introdução 
Uma metodologia muito interessante que pode e deve ser utilizada em sala de aula, 
em todos os níveis de escolaridade, é o Portfólio. É uma forma que os alunos têm de 
registrar e arquivar todas as suas produções acadêmicas, possibilitando evidenciar 
todo o processo de aprendizagem de um conceito.
Caso a instituição disponibilize um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), esse 
arquivo pode ser feito nele, que facilitará a organização e a disponibilização das 
atividades em diferentes formatos de arquivo, que podem ser: arquivos de texto, de 
imagens, de vídeos, de podcasts, de infográficos, de apresentações, de documentos de 
edição de tabelas e gráficos, de elaboração de histórias em quadrinhos, de respostas 
a questionários, entre outras atividades.
Alguns sites apresentam ferramentas de arquivamento em nuvem, que são 
compartilhados pela internet, e de backup dos arquivos, das fotos, dos vídeos e demais 
tipos, e essas informações podem ser acessadas de qualquer lugar do mundo, sem a 
necessidade de instalar programas.
Figura 1 - Criação de armazenagem na nuvem
Fonte: Mello, Neto & Petrillo, 2019, p. 44.
A construção de blogs também pode ser feita pelos estudantes (um para a turma), 
trazendo a experiência do que foi vivenciado, no relato ou registro de diferentesmomentos, deixando anotado todo o processo, podendo ser avaliado pelo professor, 
de forma contínua, conforme a Figura 2. (Mello, Neto & Petrillo, 2019)
O Portfólio e o Ensino sob Medida (EsM) • 4/11
Figura 2 - Criação de Blog utilizando o Webnode
Fonte: Mello, Neto & Petrillo, 2019, p. 45
Característica do Portfólio
A palavra portfólio tem como base a palavra latina portare, que significa transportar, e 
o substantivo foglio que significa folhas. Portanto, pode-se entender o portfólio como 
a organização dos diferentes tipos de documentos, de anotações, de experiências 
realizadas em sala de aula, de tarefas pontuais, de forma a evidenciar o que foi 
realizado, explicitando as construções dos estudantes.
É uma construção dos alunos, com o auxílio do docente, como propositor, guia e 
mediador, que vai sendo desenvolvido ao longo de todo o processo de ensino e 
aprendizagem.
Cada vez mais ele vem sendo utilizado em sala de aula como instrumento de avaliação, 
condizente com o que se espera do aprendizado dos adultos: reflexão em ação e 
andragogia ou aprendizagem autodirigida baseada na experiência.
E quais são os objetivos?
●	 Colocar o aluno como o principal responsável pelo desenvolvimento do seu 
trabalho e da construção dos seu conhecimento;
●	 Permitir que o aluno faça suas próprias escolhas na seleção das informações 
que quer assimilar. Assim, à medida que os alunos vão montando seus portfólios, 
entende-se que é um convite para realizar uma pesquisa, uma investigação, uma 
avaliação, registrando seu processo de aprendizagem e ao mesmo tempo sua 
avaliação processual.
Sobre as estratégias de aplicação, podemos dizer que apresentam 4 passos, que são:
O Portfólio e o Ensino sob Medida (EsM) • 5/11
1.	 O docente determina os objetivos e competências a serem desenvolvidas e 
avaliadas;
2.	 Os estudantes coletam o material com intenção e com um propósito;
3.	 Existe o planejamento sobre como os trabalhos serão organizados e onde eles 
deverão ser arquivados;
4.	 Há um processamento da escolha e da avaliação das atividades realizadas. (Mello, 
Neto & Petrillo, 2019)
Saiba Mais
Para conhecer um pouco mais sobre experiências realizadas por meio 
do uso de Portfólios e do Ensino sob Medida, acesse os seguintes textos 
e aprofunde seus estudos.
1. Veiga, M. A. da; & Eberhardt, C. (2014). Utilização de Portfólio 
em sala de aula. http://www.cbg2014.agb.org.br/resources/
anais/1/1404324680_ARQUIVO_ArtigoCBGpronto.pdf acessado 
em 20 de agosto de 2022. 
2. Nunes, T. (2018). Metodologias ativas: Just-in-Time Teaching – JiTT 
https://pontodidatica.com.br/just-in-time-teaching-jitt/ acessado 
em 20 de agosto de 2022
http://www.cbg2014.agb.org.br/resources/anais/1/1404324680_ARQUIVO_ArtigoCBGpronto.pdf
http://www.cbg2014.agb.org.br/resources/anais/1/1404324680_ARQUIVO_ArtigoCBGpronto.pdf
https://pontodidatica.com.br/just-in-time-teaching-jitt/
O Portfólio e o Ensino sob Medida (EsM) • 6/11
O Ensino sob Medida (EsM)
Também chamado de Just-in-Time Teaching ( JiTT) é uma ferramenta pedagógica 
baseada na interação entre os conhecimentos prévios adquiridos, aqueles advindos 
de pesquisas e as atividades interativas que são realizadas em sala de aula.
Gregor Novak propôs esta estratégia visando ensinar física aos estudantes que não 
tinham muito interesse ou que se sentiam inseguros. 
No JiTT, os aprendizes estudam em casa, previamente, por meio de leitura indicada, 
ou pesquisa na internet e respondem a perguntas sobre o conteúdo, chamadas de 
Warm Up. 
Vale ressaltar que o sucesso da aplicação da estratégia está condicionado à motivação 
dos alunos. É uma metodologia que requer que os estudantes estejam ativamente 
envolvidos e que sejam independentes em seus estudos, diferente do que ocorre 
com as aulas tradicionais.
Outra característica que leva ao sucesso é criar um ambiente cooperativo em sala 
de aula, no qual os alunos se sintam livres para dialogar, refletir, questionar e defender 
suas ideias.
https://player.vimeo.com/video/798007261
O Portfólio e o Ensino sob Medida (EsM) • 7/11
E quais são então os objetivos do JiTT?
●	 Proporcionar a leitura e pesquisa extraclasse, buscando, de forma autônoma 
o conhecimento e aumentando a responsabilidade dos estudantes por seu 
aprendizado;
●	 Estimular o hábito do estudo fora do período da aula formal;
●	 Fomentar a busca livre e autônoma por conhecimentos;
●	 Propiciar aos alunos a possibilidade de verificar o quanto conseguem 
compreender durante as leituras ou pesquisas;
●	 Ajudar os estudantes a identificarem quando não entendem algum conceito, 
quando não conseguem responder alguma pergunta, ou quando não conseguem 
tirar alguma dúvida de seus colegas durante um debate em sala de aula, mostrando 
que precisam (ou não) melhorar sua argumentação;
●	 Propiciar o desenvolvimento do raciocínio e do desempenho;
●	 Estimular a interação entre professor e alunos, e entre os alunos tornando a aula 
mais eficaz;
●	 Organizar o tempo dentro e fora da sala de aula;
No que se refere às estratégias de aplicação, podemos elencar as seguintes:
1.	 Antes da aula: os alunos realizam leituras e pesquisas prévias sobre o assunto 
indicado pelo professor. Este é o responsável por elaborar questões sobre o 
conteúdo (Warm Up), que deverão ser respondidas pelos estudantes e recebidas 
de novo pelo docente para que ele consiga preparar a aula em tempo hábil.
2.	 Na sala de aula: o professor, a partir das respostas recebidas previamente, 
esclarece os pontos nos quais existam dúvidas e aprofunda as discussões a respeito, 
por meio de curtas explanações orais, demonstrações e atividades experimentais 
(estas, dependendo da matéria ministrada). Na sequência ele insere exercícios 
(como Puzzles) ou testes conceituais, que, conforme a frequência das respostas 
poderão ser encaminhadas para debates em equipes.
O Portfólio e o Ensino sob Medida (EsM) • 8/11
Figura 3 - Modelo de aula utilizando o Ensino sob Medida
Fonte: Mello, Neto & Petrillo, 2019, p. 73
Em Resumo
Ao longo desta aula, foi possível conhecer o Portfólio, que é uma forma que os alunos têm 
de registrar e arquivar todas as suas produções acadêmicas, possibilitando evidenciar 
todo o processo de aprendizagem, permitindo que o professor o conheça também e 
avalie. É uma poderosa ferramenta para registrar tudo que o estudante realiza ao longo 
de sua vida estudantil (se ele quiser). Além disso, pudemos aprender que o JiTT é uma 
ferramenta pedagógica que está baseada na interação entre os conhecimentos prévios 
adquiridos, aqueles advindos de leituras e pesquisas e as atividades interativas que são 
realizadas em sala de aula pelos estudantes. O professor vai elaborando perguntas que 
vão sendo respondidas pelos alunos e dão lugar a novos questionamentos e debates 
em equipes, estimulando a argumentação e raciocínio. Foi possível perceber que muitas 
das metodologias ativas que estão sendo vistas ao longo desta disciplina se parecem 
ou apresentam características em comum. O diferencial está nos detalhes e no maior ou 
menor uso de tecnologias de informação e comunicação mais modernas e inovadoras. 
Continuemos a conhecê-las.
O Portfólio e o Ensino sob Medida (EsM) • 9/11
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/798007383
O Portfólio e o Ensino sob Medida (EsM) • 10/11
Referências Bibliográficas
Mello, Cleyson de Moraes; Neto, José Rogério Moura de Almeida; & Petrillo, Regina 
Pentagna. (2019). Metodologias Ativas: desafios contemporâneos e aprendizagem 
transformadora. [livro eletrônico] 2ª ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos.
O Portfólio e o Ensino sob Medida (EsM) • 11/11
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
Rotação por Estações e Leitura de Artigo 
Científico com a Técnica do Serrote
Rotação por Estações e Leitura de Artigo Científico com a Técnica do Serrote • 2/11
Objetivos de Aprendizagem
• Explicar em que consiste o métododa Rotação por Estações.
• Compreender a estratégia de leitura de artigo científico com a técnica do 
serrote.
Rotação por Estações e Leitura de Artigo Científico 
com a Técnica do Serrote
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/798007439
Rotação por Estações e Leitura de Artigo Científico com a Técnica do Serrote • 3/11
Introdução 
Começando pelo modelo de Rotação por Estações, precisamos saber que os 
estudantes são organizados em equipes, e irão passando pelas diferentes estações, 
que são pontos específicos da sala de aula, para aprender determinado conteúdo.
Esta estratégia pode ser usada para ministrar uma disciplina como a Matemática, ou 
então para passar algum conteúdo específico de certa matéria.
Para que funcione, o docente precisará organizar a sala de aula com pontos específicos 
e com uma programação fixa, para que os aprendizes possam fazer um rodízio 
nesses pontos, com um tempo determinado previamente pelo professor ou até que 
os alunos cumpram com o que está proposto para determinada estação. Essa decisão 
fica a critério do professor e da turma.
Um desses pontos precisará ser para ao menos um aprendizado on-line e os outros 
podem incluir atividades como: algumas instruções para pequenos grupos ou para toda 
a turma, projetos em equipes, ou também tarefas escritas, conforme o planejamento 
do docente. (Andrade & Souza, 2016)
Figura 1 - Modelo de Rotação por Estações com 3 estações
Fonte: Staker & Horn, 2012 como citado em Andrade & Souza, 2016, p. 6
Vamos conhecer um pouco mais sobre essa interessante metodologia ativa.
Rotação por Estações e Leitura de Artigo Científico com a Técnica do Serrote • 4/11
Características do Modelo de Rotação por Estações
Nesta prática pedagógica, conforme já mencionado, os estudantes são organizados 
em equipes e cada uma realiza uma tarefa diferente, conforme o planejamento do 
professor para determinada aula.
Podem ser estipuladas atividades com textos e com leituras, em propostas presenciais 
e on-line, e neste caso estas podem não ter o acompanhamento simultâneo do 
professor. Um dos pontos fortes é valorizar os momentos em que os alunos podem 
trabalhar de forma colaborativa, mas também tarefas em que possam mostrar seu 
potencial de conhecimento individualmente.
Em uma das estações o docente pode estar acompanhando de forma mais próxima, 
principalmente no caso de alunos que precisam de maior atenção. 
Podem ser usados diferentes recursos como textos, leituras e vídeos, favorecendo a 
personalização do ensino, já que, em geral, os alunos apresentam ritmos de estudo 
diferentes e necessidades também diferentes.
Após certo tempo os alunos trocam de estação e depois novamente, até que todos os 
grupos tenham passado por todas as estações. A quantidade de estações deve estar 
ligada à quantidade de estudantes da turma, considerando equipes de no máximo 5 
alunos para que o aprendizado seja efetivo.
Então, vejamos quais são os objetivos desta metodologia de aprendizagem:
●	 Estimular a autonomia dos estudantes;
●	 Propiciar aos alunos aprenderem um mesmo conteúdo de várias maneiras, o 
que possibilita respeitar os diferentes ritmos de aprendizagem;
●	 Favorecer mudanças na ação do professor;
●	 Possibilitar o respeito à diversidade de estilos de aprendizagem;
●	 Estimular um feedback mais assertivo sobre o aprendizado realizado.
Sobre as estratégias de aplicação, é importante que previamente se estabeleça a 
quantidade de estações de trabalho que serão necessárias, o tempo destinado para 
cada estação, como será feita a avaliação e quais recursos tecnológicos (ou não) serão 
necessários. Vamos conhecer agora as diferentes etapas do processo.
Rotação por Estações e Leitura de Artigo Científico com a Técnica do Serrote • 5/11
1.	 Antes do início da rotação: o professor deixa por escrito em cada estação os 
objetivos a serem atingidos, a tarefa a ser realizada e o tempo para a realização. 
Tratando-se de ensino híbrido deve haver pelo menos uma estação com alguma 
tarefa que precise de conexão com a internet.
2.	 O professor divide os estudantes em grupos e sorteia as estações iniciais para 
cada um, dando as instruções necessárias para a tarefa a ser realizada.
3.	 Após o tempo estabelecido para cada estação, os grupos trocam de ponto, 
observando que tenham a oportunidade de aprender o conteúdo da aula em 
cada uma das estações, estudando de diferentes formas.
4.	 A avaliação deve ser formativa, com o acompanhamento e mediação do 
professor. Devem ser avaliados aspectos individuais como a interação com a 
equipe, o entendimento da atividade, e a participação na sua conclusão. Dentre 
os aspectos do trabalho colaborativo deve ser observada a organização e a 
execução da tarefa. Para cada item devem ser atribuídas notas (por exemplo de 
0 a 5) que serão somadas para cada tarefa formando a nota total de cada aluno. 
(Mello, Neto & Petrillo, 2019)
Saiba Mais
Conheça mais sobre a experiência da Escola KIPP Comienza Prep, do 
distrito escolar unificado de Los Angeles – EUA, que adotou a proposta 
de ensino na disciplina de Matemática. 
KIPP Escolas Públicas SoCal. Preparação da Comunidade KIPP Comienza. 
https://www.kippsocal.org/comienza acessado em 20 de agosto de 
2022.
https://www.kippsocal.org/comienza
Rotação por Estações e Leitura de Artigo Científico com a Técnica do Serrote • 6/11
Leitura de Artigo Científico com a Técnica do Serrote
Esta metodologia é usada para permitir a leitura, pelos estudantes, do mesmo artigo, 
de uma forma um pouco diferente da tradicional. Muitas vezes trabalhar com leitura 
em sala de aula se faz muito cansativo visto que ou o docente faz a leitura completa, 
o que causa um certo tédio nos alunos, ou cada aluno lê uma parte do texto, o que 
faz com que muitos percam a concentração, ou faz-se a leitura silenciosa em grupos e 
todos leem o texto de ponta a ponta ficando, muitas vezes, com várias dúvidas sobre 
o conteúdo. 
Esta técnica transforma o ato de ler em sala de aula em uma atividade mais prazerosa 
e interessante, possibilitando a reflexão e compreensão à medida que a aula avança. 
Para compreendermos melhor, vejamos quais são os objetivos desta prática.
●	 Estimular a leitura de textos pelos estudantes de uma maneira diferente, mais 
motivadora e agradável;
●	 Permitir a leitura de um mesmo texto, em partes, ao longo do período da aula;
●	 Treinar atividades em equipe;
https://player.vimeo.com/video/798007575
Rotação por Estações e Leitura de Artigo Científico com a Técnica do Serrote • 7/11
●	 Estimular a elaboração de sínteses e o compartilhamento de ideias e informações 
entre pares.
Agora que já conhecemos os objetivos, vejamos como pode ser aplicada, de fato, em 
sala de aula.
1.	 Antes da aula: 
a)	 O docente escolhe o texto que será lido na aula.
b)	 Logo, divide esse texto em partes, conforme as subdivisões do conteúdo e 
conforme o número de grupos que poderá ser formado na turma que trabalhará 
a proposta.
c)	 Na sequência, calcula o tempo que será necessário para a leitura das diferentes 
partes pelas equipes;
d)	 E também calcula o tempo que será preciso para que os grupos elaborem a 
síntese do conteúdo lido;
e)	 Finalmente, calcula o tempo para que as equipes criem o comentário final.
2. Na aula:
a)	 O professor divide a sala nos grupos já pensados;
b)	 Distribui as partes do texto para cada equipe;
c)	 Explica a cada grupo a proposta de leitura da parte recebida e elaboração 
da síntese do conteúdo;
d)	 Inicia, após o período dado para a tarefa, a explanação das sínteses por cada 
grupo, na ordem do texto, de modo que a sua leitura propicie a compreensão 
do texto por todos, como um todo, com começo, meio e fim.
e)	 Na sequência, o docente faz um comentário final, destacando os pontos 
mais relevantes das leituras, explicando com mais detalhes algum ponto quenão 
tenha sido bem compreendido.
Rotação por Estações e Leitura de Artigo Científico com a Técnica do Serrote • 8/11
Esta é uma metodologia bem simples, que não requer praticamente nenhuma 
metodologia digital ou inovadora, a menos que o docente queira explorá-la utilizando 
recursos digitais. Ao compreender a metodologia percebe-se que é possível adequá-
la para o ambiente virtual sem muita dificuldade e pode ser usada nos diversos níveis 
de ensino. (Mello, Neto & Petrillo, 2019)
Em Resumo
Pudemos aprender ao longo da aula em que consiste a metodologia da Rotação por 
Estações. Nela o docente estabelece diferentes pontos na sala de aula, sendo um deles 
(pelo menos) para tarefa on-line, os estudantes são organizados em grupos e cada um 
realiza uma tarefa diferente, conforme o planejamento do professor para determinada 
aula, visando aprender sob diferentes ângulos um mesmo conteúdo, trocando de estação 
a cada período. No caso do método de leitura de artigos científicos com a técnica do 
serrote o propósito é transformar o momento de leitura de um texto, importante para 
a compreensão do conteúdo que será abordado, de forma mais motivadora e atrativa 
para os alunos, estimulando o desenvolvimento do poder de síntese e compreensão 
coletiva de um texto.
Rotação por Estações e Leitura de Artigo Científico com a Técnica do Serrote • 9/11
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/798007680
Rotação por Estações e Leitura de Artigo Científico com a Técnica do Serrote • 10/11
Referências Bibliográficas
Andrade, Maria do Carmo F. de; & Souza, Pricila Rodrigues de. (2016). Modelos de 
rotação do ensino híbrido: estações de trabalho e sala de aula invertida. E-Tech - 
Tecnologias para Competitividade Industrial, Florianópolis, v. 9, n. 1.
Mello, Cleyson de Moraes; Neto, José Rogério Moura de Almeida; & Petrillo, Regina 
Pentagna. (2019). Metodologias Ativas: desafios contemporâneos e aprendizagem 
transformadora. [livro eletrônico] 2ª ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos.
Rotação por Estações e Leitura de Artigo Científico com a Técnica do Serrote • 11/11
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
A Leitura Significativa e Dramatização
A Leitura Significativa e Dramatização • 2/13
Objetivos de Aprendizagem
• Entender em que consiste a Leitura Significativa, quais os seus objetivos e 
estratégias de aplicação;
• Explicitar como trabalhar a Dramatização em sala de aula.
A Leitura Significativa e Dramatização
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/798007730
A Leitura Significativa e Dramatização • 3/13
Introdução 
Adquirir conhecimentos não é tarefa fácil. Dentre as várias habilidades é necessário 
principalmente ler e interpretar textos. Levando isso em consideração é possível 
compreender que a leitura significativa é aquela que faz com que o aluno entenda 
o quê, para quê e por quê ler, de modo que consiga identificar quais os sentidos 
inseridos no texto, qual a intenção do autor ao redigir aquele texto e quais são as 
relações que podem ocorrer entre o texto e o conhecimento de mundo que o 
estudante tem, assim como quais os propósitos do texto.
O estudante, para adotar uma postura autônoma e ativa no seu processo de 
ensino e aprendizagem, precisa desenvolver a capacidade de ler e de interpretar, 
compreendendo aquilo que está sendo transmitido.
No entanto, é preciso destacar que o leitor proficiente não nasce pronto, ele vai 
adquirindo capacidades ao longo do tempo, com o treino, e para tanto é preciso ter 
prática de leitura fundamentada em teorias sobre o ensino da leitura.
Isto posto, entende-se que leitura e aprendizado são realidades próximas e que não 
se dissociam visto que uma interfere na outra, continuamente. Vejamos então um 
pouco mais sobre em que consiste a leitura significativa, e porque ela é considerada 
uma metodologia ativa. (Mello, Neto & Petrillo, 2019)
A Leitura Significativa
Para compreendermos um pouco melhor esse mundo da leitura significativa e qual a 
sua diferença com a leitura normal precisamos conhecer os seus objetivos.
●	 Incentivar a leitura e a proficiência na interpretação de textos;
●	 Propiciar o desenvolvimento de uma postura ativa, dinâmica e crítica no 
estudante, com relação ao conhecimento que está sendo assimilado;
●	 Estimular a capacidade analítica e também a argumentação.
Com relação às estratégias de aplicação, vamos começar conhecendo quais são as 
motivações inerentes e quais as necessidades de conhecimento prévio.
A Leitura Significativa e Dramatização • 4/13
1. Motivação: antes de iniciar a leitura de cada texto é fundamental que o 
docente desenvolva uma atividade que motive essa leitura, e que busque ativar o 
conhecimento prévio dos estudantes.
2. Desenvolvimento do conhecimento prévio - agente professor: uma vez 
elaborada a motivação, chega o momento de ativar o conhecimento prévio. Para que 
a compreensão real de um texto ocorra é necessário resgatar o conhecimento anterior 
dos aprendizes, visto que eles usam na leitura o que já conhecem com relação ao 
seu saber linguístico, textual e de mundo adquiridos no decorrer da vida, e é por 
meio das inter relações entre esses diversos níveis de conhecimento que o estudante 
consegue achar o sentido do texto.
Então, antes da leitura propriamente dita o docente deverá explicitar a importância 
dos elementos lexicais, sintáticos, semânticos e estruturais do texto e checar o 
conhecimento dos alunos com relação ao assunto ou elementos presentes, e, se for o 
caso, falar sobre eles antes de solicitar a leitura, de fato.
Dentre os elementos que devem ser considerados no conhecimento prévio dos 
alunos estão:
●	 Os conhecimentos linguísticos, que englobam os aspectos do léxico, da sintaxe, 
da semântica e da pragmática, focando na coerência e na coesão textual;
●	 Os conhecimentos textuais, que incluem o gênero, as espécies, os tipos e a 
estrutura, que por sua vez engloba os títulos, os parágrafos, a epígrafe, etc.; e 
●	 Os conhecimentos de mundo, que inserem os dados sobre os autores, o contexto 
no tempo e no espaço, os conceitos gerais sobre o assunto, dentre outros.
A Leitura Significativa e Dramatização • 5/13
3. Os objetivos e a formação das hipóteses: na sequência, professor e alunos 
devem estabelecer os propósitos e os objetivos da leitura que será realizada, para 
que consigam formular as hipóteses. Essas tarefas são consideradas metacognitivas, 
ou seja, de controle do próprio conhecimento.
4. Momento da leitura propriamente dita: é importante ressaltar que para que a 
leitura propicie a compreensão do texto é necessário que seja individual, silenciosa 
e global.
5. Momento da construção dos significados: a partir da leitura é fundamental que 
ocorram, de forma ordenada, algumas ações indicadas pelo professor, que ajudarão 
os estudantes a ler empregando um modelo com objetivos pré-determinados, até 
que eles consigam ler com autonomia.
●	 Momento extraclasse: de forma individual e em silêncio cada aluno deve ler 
o texto completo. Depois de uma leitura global ele já terá uma noção da ideia 
central. Logo, deverá fazer uma nova leitura de partes do texto, anotando (ou 
por meio de resumo, ou por palavras-chave, ou com o uso de mapas conceituais 
ou alguma outra ferramenta semelhante) às ideias de cada parte. Já tendo 
conhecimento da ideia central e do assunto, elabora, também individualmente, 
um resumo sobre o que entendeu.
Saiba Mais
Para conhecer um pouco mais sobre a leitura significativa leia o seguinte 
texto e veja o vídeo abaixo. Espero que goste.
1. Lara, R. M. de; & Silva, F. B. (2016) A leitura significativa. http://
www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/
producoes_pde/2016/2016_artigo_port_unespar-paranavai_
rosanamulbarachdelara.pdfacessado em 20 de agosto de 2022.
2. Santos. R. 5 Dicas de Leitura Significativa. https://www.youtube.
com/watch?v=lqNCsyZSy68 acessado em 20 de agosto de 2022.
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_artigo_port_unespar-paranavai_rosanamulbarachdelara.pdf
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_artigo_port_unespar-paranavai_rosanamulbarachdelara.pdf
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_artigo_port_unespar-paranavai_rosanamulbarachdelara.pdf
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_artigo_port_unespar-paranavai_rosanamulbarachdelara.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=lqNCsyZSy68
https://www.youtube.com/watch?v=lqNCsyZSy68
A Leitura Significativa e Dramatização • 6/13
●	 Em sala de aula (em classe): o professor deverá estimular atividades 
que possibilitem verificar se os alunos conseguiram compreender o texto 
(entendimento lexical, sintático, e principalmente semântico). As atividades 
devem ser realizadas em grupos de até 5 alunos, de formas variadas, como 
utilizando questionários, casos problema, verdadeiro ou falso, etc.
6. Momento do Feedback: finalmente, no final de todo o processo, o docente 
deve apresentar aos estudantes um feedback de todos os momentos da atividade, 
fornecendo uma síntese com as ideias centrais do texto que precisavam ser identificadas 
e que tenham sido, ou não, elencadas pelos alunos.
7. Momento de ampliação do tema: este é um momento opcional. O professor 
pode querer ainda enriquecer a aula ampliando o conteúdo do texto lido pelos 
alunos. Para tanto, poderá trazer outros textos, de gêneros diferentes do primeiro, 
como histórias em quadrinhos, tirinhas, tabelas, gráficos, músicas, vídeos, podcasts, 
mapas conceituais e mentais, documentários, com o mesmo tema apresentado 
anteriormente, para que os estudantes consigam aprender por outros ângulos.
Quando realizadas, essas novas leituras precisam ser analisadas, debatidas e associadas 
com o tema principal, de forma a realizar uma aprendizagem mais ampla e significativa, 
que insira diferentes estilos de aprendizagem no momento de estudo. (Mello, Neto 
& Petrillo, 2019)
A Leitura Significativa e Dramatização • 7/13
A Dramatização
Trabalhar com dramatização é tirar os alunos do contexto tradicional da aula 
expositiva. Qualquer temática pode ser trabalhada com dramatização, desde que os 
propósitos e coordenadas sejam bem passados aos estudantes. Não se pode achar 
que a dramatização é uma mera brincadeira. As diretrizes precisam estar bem claras 
para que a atividade, de fato, funcione.
É uma metodologia que possibilita integrar diversas áreas, misturando a arte 
com a ciência. É uma representação teatral a partir de um tema que precisa ser 
desenvolvido. Pode-se, ainda, inserir na prática vídeos, idealizando, por exemplo, um 
noticiário, pode-se usar desenhos, fantoches e outras ferramentas que possibilitem 
um momento de aprendizagem mais lúdico.
Vale ressaltar que é uma atividade que pode ser realizada no ensino presencial, mas 
também pode ser estimulada no ensino remoto, a distância e híbrido, visto que os 
alunos podem dramatizar e gravar vídeos, juntando os diferentes momentos daquela 
encenação. Basta ter criatividade e motivação para que lindos momentos surjam 
dessa prática.
Vejamos, então, quais são os objetivos desta metodologia:
https://player.vimeo.com/video/798007856
A Leitura Significativa e Dramatização • 8/13
●	 Criar aulas mais dinâmicas;
●	 Desenvolver aulas mais motivadoras e lúdicas;
●	 Propiciar momentos de entrosamento e descontração auxiliando os alunos a se 
identificarem com determinados conteúdos;
●	 Fomentar a criação de ideias de forma coletiva;
●	 Estimular a espontaneidade de criação;
●	 Possibilitar a aprendizagem sobre hierarquia e a importância de se trabalhar em 
equipe;
●	 Desenvolver a fluência verbal, a expressão oral e corporal e a criatividade, 
favorecendo a desinibição; 
●	 Estimular o desenvolvimento do planejamento, da organização e do poder de 
síntese;
●	 Estimular a capacidade de pensar sobre os problemas, propor soluções e refletir 
sobre conflitos;
●	 Favorecer, por meio da dramatização, uma aproximação com situações reais.
Estratégias de Aplicação
Na maioria das vezes, a dramatização requer o uso de uma série de recursos como a 
elaboração de um roteiro, figurino, cenário, maquiagem, iluminação, acomodação da 
plateia, telão, projetor, som, dentre outros, e para que seja desenvolvida a contento 
precisa seguir alguns passos, então, vamos conhecê-los:
1.	 Escolher um tema a ser desenvolvido e verificar a viabilidade de inserção na 
modalidade de trabalho e aula;
2.	 Estruturar os grupos;
3.	 Determinar um objetivo a ser atingido com a apresentação;
4.	 Elaborar o roteiro conforme cada grupo (cada parte): segundo o tipo de peça, 
a produção dos textos, as falas de cada personagem, etc.
A Leitura Significativa e Dramatização • 9/13
Saiba Mais
Para aprender mais veja o seguinte vídeo e leia o texto sobre o uso da 
dramatização em sala de aula.
1. Ferreira, J. A Sementinha, dramatização. Educação infantil. BNCC. 
https://www.youtube.com/watch?v=ZzwFgpjjkIo acessado em 20 
de agosto de 2022
2. BNCC. A dramatização como proposta de ensino para 
uma conscientização empreendedora na pré-escola. http://
basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/
caderno-de-praticas/educacao-infantil/184-a-dramatizacao-
como -proposta- de- ensino -para-uma- conscient izacao -
empreendedora-na-pre-escola acessado em 20 de agosto de 
2022.
5.	 Idealizar o cenário, roupas, sonoplastia, iluminação, e demais recursos audiovisuais 
que sejam necessários (se forem necessários);
6.	 Momento do ensaio e da apresentação;
7.	 Finalização da atividade: neste momento o professor precisará fazer uma análise 
da apresentação e fornecer o feedback individual e coletivo, possibilitando uma 
reflexão entre todos e a conclusão do processo de maneira geral. (Mello, Neto 
& Petrillo, 2019)
https://www.youtube.com/watch?v=ZzwFgpjjkIo
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/educacao-infantil/184-a-dramatizacao-como-proposta-de-ensino-para-uma-conscientizacao-empreendedora-na-pre-escola
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/educacao-infantil/184-a-dramatizacao-como-proposta-de-ensino-para-uma-conscientizacao-empreendedora-na-pre-escola
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/educacao-infantil/184-a-dramatizacao-como-proposta-de-ensino-para-uma-conscientizacao-empreendedora-na-pre-escola
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/educacao-infantil/184-a-dramatizacao-como-proposta-de-ensino-para-uma-conscientizacao-empreendedora-na-pre-escola
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/educacao-infantil/184-a-dramatizacao-como-proposta-de-ensino-para-uma-conscientizacao-empreendedora-na-pre-escola
A Leitura Significativa e Dramatização • 10/13
Em Resumo
Ao longo desta aula, foi possível entender que a leitura significativa possibilita que o 
aluno entenda o quê, para quê e por quê ler, de modo que consiga identificar quais são os 
sentidos que estão inseridos no texto, qual a intenção do autor e quais são as relações que 
podem ocorrer entre o texto e o conhecimento de mundo que o estudante tem, assim como 
quais os propósitos do texto. É uma forma de associar constantemente o conhecimento 
prévio do aluno com o novo saber. Sobre a dramatização, pudemos compreender que é 
uma metodologia que possibilita integrar diversas áreas do conhecimento e conteúdos, 
misturando a arte com a ciência, fazendo com que os alunos aprendam de forma mais 
lúdica. É uma representação teatral a partir de um tema que precisa ser desenvolvido, 
e que para tanto precisa que os alunosdesenvolvam algumas competências como a 
desenvoltura, a espontaneidade, a reflexão e solução de problemas de forma imediata, 
criando e inovando, aprendendo a trabalhar em equipe. Espero que tenha gostado.
A Leitura Significativa e Dramatização • 11/13
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/798007973
A Leitura Significativa e Dramatização • 12/13
Referências Bibliográficas
Mello, Cleyson de Moraes; Neto, José Rogério Moura de Almeida; & Petrillo, Regina 
Pentagna. (2019). Metodologias Ativas: desafios contemporâneos e aprendizagem 
transformadora. [livro eletrônico] 2ª ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos.
A Leitura Significativa e Dramatização • 13/13
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019
Mapa Mental e Seminário
Mapa Mental e Seminário • 2/14
Objetivos de Aprendizagem
• Explicitar como usar Mapas Mentais em sala de aula;
• Idear a adoção da prática de Seminários;
Mapa Mental e Seminário
Conteúdo organizado por Natasha Young Buesa em 2023 do livro Aprendizagem 
Ativa via Tecnologias, publicado em 2019 por Antonio Siemsen Munhoz, pela 
editora InterSaberes.
https://player.vimeo.com/video/798008044
Mapa Mental e Seminário • 3/14
Introdução 
É preciso começar este tema ensinando que foi Tony Buzan, uma das grandes 
personalidades e autoridades no estudo do cérebro, da memória e da aprendizagem, 
que idealizou o mapa mental, tendo como base o funcionamento do nosso cérebro.
Buzan afirma que se gravam com mais facilidade informações que são transmitidas 
por meio de desenhos simples e palavras-chave, que resumem o conteúdo a ser 
assimilado.
O Mapa Mental pode ser entendido como um diagrama simples, que tem como 
objetivo conectar informações em torno de um assunto central. É como uma árvore 
cujos galhos detalham informações concisas que partem de um eixo (tronco) principal.
É uma poderosíssima ferramenta de brainstorm (tempestade de ideias) que facilita 
a memorização, a visualização, a associação de sentidos, o aprendizado, de maneira 
geral, de modo lúdico e motivador.
Com ele, é possível organizarmos as ideias de forma lógica e simples, com visualização, 
o que facilita o processo de guarda de informação.
Agora que já sabemos do que trata, vamos conhecer um pouco mais sobre esta 
riquíssima prática. (Mello, Neto & Petrillo, 2019)
Os Mapas Mentais
Para nos aprofundarmos neste estudo, vamos conhecer os objetivos desta 
metodologia.
●	 Estimular e propiciar o processo de memorização e compreensão;
●	 Organizar e resumir as ideias;
●	 Desenvolver a capacidade de planejamento;
●	 Definir objetivos e conectar causas e efeitos
Passemos às estratégias de aplicação:
Primeiro o professor precisa apresentar em sala de aula certo conteúdo ou então 
escolher um texto para que os estudantes leiam previamente;
Mapa Mental e Seminário • 4/14
Na sequência da leitura, os alunos começam a construir o mapa mental. Inicia-se pelo 
tema central, que vai evoluindo por meio dos ‘ramos’, gerando uma conexão com 
os diferentes subtópicos do tema que está sendo estudado.
Para uma melhor visualização do conteúdo deve-se usar cores, setas e desenhos 
que auxiliam na associação e posterior memorização das informações.
Devem-se usar palavras-chave curtas, construindo o fluxo do mapa, visto que frases 
longas podem tirar o foco ou confundir a visualização.
A folha usada deve estar na posição ‘paisagem’ para que seja possível organizar 
melhor as informações e construir melhor os fluxos.
Deve-se iniciar no centro da folha, com a ideia central, envolvendo-a com algum 
elemento visual, como um balão de ideias (desses que usamos nas histórias em 
quadrinhos) ou algum desenho que represente a palavra ou expressão, porém, deve-
se tomar muito cuidado com a poluição visual.
Caso seja necessário é melhor criar vários pequenos mapas mentais e não um super 
poluído de informações.
As linhas devem ser encadeadas de forma decrescente, juntando os maiores com seus 
subtópicos e com o tema central, e os assuntos mais específicos devem ser ligados 
com linhas menores aos seus subtópicos. Essas linhas também podem ser mais ou 
menos grossas, conforme a relevância da informação.
Recomenda-se que as linhas sejam com curvas, assim prenderão mais a atenção do 
cérebro, visto que linhas retas deixam-no entediado.
Finalmente, é necessário consultá-lo continuamente para que a linha de raciocínio não 
seja esquecida, haja vista que o cérebro precisa de um tempo para assimilar novas 
informações até que sejam naturais. (Mello, Neto & Petrillo, 2019)
Mapa Mental e Seminário • 5/14
Vejamos um exemplo de Mapa Mental
Saiba Mais
Quer conhecer mais sobre o uso de mapas mentais em sala de aula? 
Então aprofunde seus estudos.
1. Ana Lucia Alexandre de Oliveira Zandomeneghi, A. L. A de O.; 
Gobbo, A. & Bonfiglio, S. U. (2015) A utilização do mapa mental 
como ferramenta facilitadora no desenvolvimento da habilidade 
da escrita. http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/
reducacaoemancipacao/article/view/3915 acessado em 20 de 
agosto de 2022.
2. Calçade, P. (2019) Nova Escola. Como usar mapas mentais para 
melhorar aprendizagem na escola. https://novaescola.org.br/
conteudo/17882/como-usar-mapas-mentais-para-melhorar-
aprendizagem-na-escola acessado em 20 de agosto de 2022.
3. Ideia Clara. Mapas Mentais e a nova educação. https://ideiaclara.
com/mapas-mentais-uma-janela-que-se-abre-para-uma-nova-
educacao/ acessado em 20 de agosto de 2022.
http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/3915
http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/3915
https://novaescola.org.br/conteudo/17882/como-usar-mapas-mentais-para-melhorar-aprendizagem-na-escola
https://novaescola.org.br/conteudo/17882/como-usar-mapas-mentais-para-melhorar-aprendizagem-na-escola
https://novaescola.org.br/conteudo/17882/como-usar-mapas-mentais-para-melhorar-aprendizagem-na-escola
https://ideiaclara.com/mapas-mentais-uma-janela-que-se-abre-para-uma-nova-educacao/
https://ideiaclara.com/mapas-mentais-uma-janela-que-se-abre-para-uma-nova-educacao/
https://ideiaclara.com/mapas-mentais-uma-janela-que-se-abre-para-uma-nova-educacao/
Mapa Mental e Seminário • 6/14
Figura 1 – Exemplo de Mapa Mental
Fonte: Mello, Neto & Petrillo, 2019, p. 90
O Mapa Mental Digital
Agora pensamos juntos… será que hoje em dia é possível criar mapas mentais on-
line? Sim, existem atualmente vários aplicativos bem interessantes que possibilitam a 
criação de lindíssimos e dinâmicos mapas mentais.
Apesar de a memorização e compreensão ocorrerem melhor quando o mapa mental 
é feito à mão, há várias excelentes ferramentas digitais que possibilitam e facilitam a 
sua criação. São elas:
●	 O GoConqr (https://www.goconqr.com/pt-BR)
●	 O Coogle (https://coggle.it/)
●	 O Mindmeister (https://www.mindmeister.com/pt/)
●	 O Mindmaps (https://www.mindmaps.app/)
Há ainda vários softwares que possibilitam a criação de mapas mentais. São eles:
https://www.goconqr.com/pt-BR
https://coggle.it/
https://www.mindmeister.com/pt/
https://www.mindmaps.app/
Mapa Mental e Seminário • 7/14
●	 O Mindnode (https://www.mindnode.com/)
●	 O Free Mind (https://freemind.br.uptodown.com/windows)
●	 O Xmind (https://www.xmind.app/)
●	 O Freeplane (https://docs.freeplane.org/#/)
●	 O Mindmanager (https://www.mindmanager.com/en/) (Mello, Neto & Petrillo, 
2019)
A Técnica dos Seminários
A palavra seminário está ligada, originariamente, à ideia de sementeira, de vida nova, 
ideias novas. É uma metodologia para o treino da oralidade, visto que seu objetivo 
final é apresentar um assunto que foi estudado previamente.
É uma apresentação oral, geralmente em equipes, sobre um conteúdo pré-
estabelecido, que provoca nos estudantes a prática da crítica, da defesa de certo ponto 
de vista, desenvolvendo e aprimorando a competência discursiva e argumentativa, 
na oralidade e na escrita.
https://www.mindnode.com/https://freemind.br.uptodown.com/windows
https://www.xmind.app/
https://www.mindmanager.com/en/
https://player.vimeo.com/video/798008186
Mapa Mental e Seminário • 8/14
É importante destacar que o seminário é uma técnica excelente para atingir os 
objetivos macro do ensino superior, por exemplo, porque aprimora não apenas os 
conhecimentos técnicos que o estudante adquire, mas potencializa a sua formação 
intelectual e interativa.
Marion (2009, como citado em Mello, Neto & Petrillo, 2019) diz que o seminário 
proporciona um processo sistemático e profundo de leitura, de análise, de interpretação 
de textos de modo a formular um problema de pesquisa, uma hipótese, levando à 
investigação do tema e posterior apresentação.
Vale ressaltar que esta metodologia pode ser aplicada no ensino presencial, porém 
também pode ser adaptada para o ensino remoto, a distância e para o blended 
learning.
 Os Objetivos do Seminário
Com relação aos objetivos desta prática didático-pedagógica, são eles:
●	 Criar e disponibilizar aulas mais estimulantes, motivadoras e participativas;
●	 Estimular o aluno a produzir conhecimento;
●	 Propiciar a comunicação, a organização, e ainda a criação de ideias;
●	 Possibilitar aos alunos fazerem inferências e trabalhar em equipes, articulando 
ideias de forma espontânea no momento da apresentação;
●	 Favorecer a competência discursiva e argumentativa, na apresentação oral e na 
elaboração da escrita;
●	 Criar novos meios de avaliar os estudantes, de forma mais interativa, já que é 
possível criar um processo de avaliação que inclua os pares também.
 As Estratégias de Aplicação
Com relação à forma como esta prática pode ser desenvolvida, é necessário elencar 
algumas etapas. Vamos a elas.
1.	 Preparação prévia: antecipadamente o professor apresenta o tema que será 
desenvolvido no seminário, faz a indicação da leitura que será necessária, organiza 
os grupos e detalha as regras que deverão ser seguidas por todos, como o tempo 
que os alunos terão para prepararem a apresentação, a ordem da apresentação, 
os recursos necessários ou disponíveis na instituição e a forma de avaliação.
Mapa Mental e Seminário • 9/14
2.	 Indicação das leituras: todos os componentes dos grupos deverão ler os 
mesmos textos, na íntegra, de forma a se familiarizar com o assunto completo. 
Finalizadas as leituras e pesquisas extra pelas equipes, o docente detalha o tema 
geral e marca a data das apresentações. Nesse momento é importante que o 
professor defina quais as partes que serão desenvolvidas por cada equipe, 
mantendo uma sequência lógica ou de análise crítica sequencial na exposição 
oral.
3.	 Apresentação do seminário: antes das apresentações o professor poderá 
escolher ou sortear o relator de cada equipe. Vale ressaltar que a exposição 
pode ser feita por todos os componentes da equipe também, esse é um 
ponto a ser definido pelo docente juntamente com os estudantes, de forma 
democrática. Os demais componentes do grupo (no caso da escolha de um 
relator) assistirão à exposição, pedindo a palavra ao professor caso queiram fazer 
alguma interferência na oratória. Aberta a discussão, cada participante exporá 
as informações que pesquisou, para enriquecer o debate, que será mediado 
pelo docente, que poderá, inclusive, lançar questionamentos, garantindo e 
estimulando a participação de todos, abrindo a participação para os demais 
alunos que não fazem parte daquela equipe. No final da exposição a intenção 
é que se dê o fechamento daquele assunto, trazendo uma nova abordagem e 
novos pontos de vista.
4. Feedback: terminadas as exposições o professor avaliará as apresentações e se 
for preciso reforçará os pontos mais importantes do tema abordado.
Com certeza é uma metodologia que pode ser muito explorada em sala de aula, 
nos diferentes níveis de ensino, estimulando os estudantes a interagir com a sala, a 
argumentar, a serem mais desinibidos e aprenderem a pensar de forma instantânea, 
visto que podem debater a respeito do que está sendo explanado. (Mello, Neto & 
Petrillo, 2019)
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Breves considerações sobre a aplicação de Metodologias 
Ativas
Conforme conversamos ao longo de nossa disciplina, há muitas metodologias que 
podem ser empregadas nos dias atuais, tanto no ensino presencial, quanto no ensino 
a distância e no ensino híbrido, e que não precisam, necessariamente, o uso de 
tecnologias de informação e comunicação muito modernas e inovadoras. 
Já aprendemos em nosso curso que tecnologias mais simples podem sim ser muito 
bem utilizadas e exploradas em sala de aula, portanto, cabe a cada professor observar 
as práticas dos colegas, trocar informações, participar de capacitações e treinamentos, 
mas principalmente tentar inserir em suas práticas metodologias que sejam capazes 
de motivar os alunos do século XXI, de modo que eles queiram estar em sala de aula, 
se preparando para o mercado de trabalho e para serem pessoas bem preparadas 
para conviver em sociedade.
Espero que este conteúdo tenha aberto um pouco mais a sua mente, caro aluno, no 
afã de que perceba que muita coisa pode ser feita em sala de aula quando se tem 
vontade e determinação. É certo que muitos desafios precisam ser superados, porém, 
com o passar do tempo, e dando um passo por vez, chegaremos a um ponto em que 
a educação mundial será o ponto forte deste mundo globalizado. Pelo menos é isso 
que precisamos desejar. Boa sorte nessa jornada.
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Saiba Mais
Aproveite para aprofundar seus estudos e conhecer mais sobre o uso 
dos seminários em sala de aula.
1. Ribeiro, L V; Cunha, E de V; Cavalcante, E de A & Benevides, J de A 
J. A importância do uso do seminário como critério avaliativo e de 
relevância para o processo de aprendizagem. https://repositorio.
ufc.br/bitstream/riufc/24629/3/2015_eve_lvribeiro.pdf acessado 
em 20 de agosto de 2022.
2. Carvalho Paz, E de C; Nascimento, P de L S do; & Silva, J P da. 
Seminário como estratégia na prática docente do ensino superior. 
https://www.editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2016/
TRABALHO_EV056_MD1_SA3_ID12599_17082016210253.
pdf. acessado em 20 de agosto de 2022.
Em Resumo
Aprendemos ao longo desta aula, que o Mapa Mental é como um diagrama simples, 
cujo objetivo é conectar visualmente informações em torno de um assunto central. É 
como uma árvore cujos galhos detalham informações concisas partindo de um tronco 
principal. É uma poderosa ferramenta de brainstorm que facilita a memorização, a 
visualização, a associação de sentidos, o aprendizado, de maneira geral, de modo 
lúdico e motivador. Com relação ao Seminário, compreendemos que consiste em uma 
apresentação oral, previamente preparada, que geralmente ocorre em equipes, sobre 
um conteúdo pré-estabelecido, que provoca nos estudantes a prática da crítica, da 
defesa de certo ponto de vista, desenvolvendo e aprimorando a competência discursiva 
e argumentativa, na oralidade e na escrita. É uma forma de treinar a expressão oral dos 
estudantes, preparando-os para o mercado de trabalho, visto que atualmente, muitas 
empresas exigem de seus profissionais explanações sobre o que está ocorrendo no setor.
https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/24629/3/2015_eve_lvribeiro.pdf
https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/24629/3/2015_eve_lvribeiro.pdf
https://www.editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2016/TRABALHO_EV056_MD1_SA3_ID12599_17082016210253.pdf
https://www.editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2016/TRABALHO_EV056_MD1_SA3_ID12599_17082016210253.pdf
https://www.editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2016/TRABALHO_EV056_MD1_SA3_ID12599_17082016210253.pdf
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Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/798008272
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Referências Bibliográficas
Mello, Cleyson de Moraes; Neto, José Rogério Moura de Almeida; & Petrillo, Regina 
Pentagna. (2019). Metodologias Ativas: desafios contemporâneos e aprendizagem 
transformadora.[livro eletrônico] 2ª ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos.
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
Aprendizagem ativa via tecnologias
Antonio Siemsen Munhoz
InterSaberes, 2019

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