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Pat����i� Ger��
PROVA
- Resposta Inflamatória
- Necrose
- Apoptose
- Calcificações patológicas e Adaptações celulares
- Reparo tecidual
- Tuberculose e AIDS
- Resposta Inflamatória
É uma reação dos tecidos a um agente agressor caracterizada morfologicamente pela saída
de elementos do sangue (leucócitos) e líquidos para o interstício
Resumindo: Quando há saída de células de defesa de dentro do vaso para os tecidos
Agentes inflamatórios – promovem a síntese de moléculas sinalizadoras que induzem os
mediadores inflamatórios
Inflamação vs Infecção
A inflamação é a resposta do organismo a uma agressão, como cortes e batidas. Ela causa
inchaço, vermelhidão e dor enquanto o corpo se esforça para reparar o local. No caso dos
cortes, isso acontece com a formação da cicatriz. Já as infecções são causadas por agentes
externos.
A infecção pode levar a uma inflamação
A inflamação pode ocorrer sem a infecção
Assim que as células de defesa conseguem remover o agente irritante, no caso, as bactérias,
por meio de fagocitose, os sinais inflamatórios param e a inflamação também.
Eventos:
1. Irritação – liberação dos mediadores
2. Modificações vasculares locais
3. Exsudação plasmática e celular
4. Lesões degenerativas e necróticas
5. Eventos que terminam o processo
6. Fenômenos reparativos
OBS: O que define a inflamação é a saída de células de defesa do vaso para o tecido.
Sinais cardinais:
Calor Rubor Tumor Dor
Baseados em observações de inflamações agudas em órgãos passíveis de visualização a olho
nu
Alterações vasculares = Calor, Rubor
Mediadores inflamatórios - Dor
PAMPS
Agentes infecciosos que contém na sua superfície Padrões Moleculares associados a
patógenos
São eles que enviam um sinal para o organismo para que os receptores presentes nas nossas
células reconhecem esses padrões e iniciam uma resposta inflamatória.
EX: Vírus, bactérias, fungos, protozoários
● Vírus: RNA e DNA
● Bactérias: Gram negativas, LPS, Proteoglicanos
● Fungos: Poliglicanos
DAMPS
EX: Podem ser o conteúdo liberado por uma célula lesada que vai ser irritante O que irá
indicar ao organismo que tem algo errado ali)
Queimadura, resposta a um agente químico, células cancerígenas são células estressadas que
liberam sinais que vão causar inflamação)
Agentes fisicos e quimicos
Estresse metabólico
Tudo isso faz parte do sistema imune inato, independe de já termos contato
Respondemos com inflamação.
Os receptores vão ter que reconhecer uma série de padrões pamps) diferentes
Resposta imune inata
Os passos iniciais da resposta imune envolve a chamada resposta imune inata. Repertório
limitado fatores pré-definidos) Responde de maneira inespecífica as agressões
Resposta inflamatória ←→ Resposta imune inata
O sistema imune inata vai responder de maneira inespecífica às agressões sofridas, o que vai
determinar a resposta inflamatória é a quantidade do agente.
Componentes celulares e humorais
Celulares: Humorais → Presentes nos vasos
sanguíneos
● Circulação Sistema de Coagulação
Neutrófilos Basófilos Sistema complemento
Eosinófilos Monócitos Mediadores lipídicos
Células NK Células Dendríticas Citocinas/quimiocinas
Proteínas de fase aguda
● Residentes de tecidos
Mastócitos Células epiteliais
Células endoteliais Fibroblastos
Imunidade natural: Horas
Imunidade adquirida: dias
A imunidade natural é a primeira linha de defesa do organismo
Ocorre horas após o contato com o agente irritante → EX: Epitélio barreira física), quando
rompida entram em contato com as nossas células de defesa.
São sinais químicos celulares lipídicos similares a hormônios, porém não entram na corrente
sanguínea,atuando na própria célula e nas células vizinhas.
Citocinas
Citocinas interleucinas)
Regulam e determinam a resposta imune
Pró-inflamatórias: IL-1, TNF-α, IL-6, IL-18
Anti-inflamatórias: IL-10, TGF-β, IL-4
Lesão na pele epitélio) permitindo a entrada de bactérias
As bactérias foram reconhecidas pelos PAMPS
Os macrófagos vão comunicar o vaso sanguíneo que precisa sofrer dilatação e começar a
chamar os neutrófilos que estão na circulação para ir ao local da infecção.
OBS: No momento em que a bactéria penetra vamos ter um grande aumento das citocinas
pró inflamatórias propagação da inflamação)
No momento em que as bactérias forem sendo fagocitadas e sumindo, as citocinas pró
inflamatórias vão diminuindo e as anti-inflamatórias, começando o processo de resolução
da inflamação.
● A inflamação é uma resposta local mas com uma reação sistema dependendo
do grau da irritação.
- Resposta Inflamatória
As células sanguíneas vão escapar entre os capilares
OBS: Do lado arterial teremos vasodilatação , fazendo com que chegue mais sangue nessa
região causando uma hiperemia, o que causa aumento da dor e do calor na região,
característica da inflamação.
Do lado venoso teremos vasoconstrição, essa combinação favorece o edema estase
sanguínea)
OBS2: As prostaglandinas também favorecem a coagulação sanguínea com a formação de
pequenos trombos na microcirculação.
Reação exsudativa
Plasmática: plasma sanguíneo
Celular: neutrófilos e macrofágos
Saída de plaquetas e hemácias é passiva, por lesões no endotélio
Neutrófilos PMN – Maior quantidade no sangue e mais receptores
para as citocinas e quimiocinas
Células predominantes no exsudato nas primeiras 24 horas
Macrófagos → citocinas → Neutrófilos PMN→ citocinas → Monócitos
Neutrófilos exsudados produzem quimiocinas CCL 2, 3, 4, 8, 9, 20 e 23)
Atraem os monócitos que passam a ser predominantes em 48h
● Uma inflamação aguda é caracterizada pela presença de neutrófilos
● Uma inflamação cronica vai ter a presença de macrofagos
Monócitos quando saem de dentro dos vasos se tornam macrófagos.
Macrófago M1: Pro inflamatório promove a inlamação)
Macrófago M2: Anti-inflamatório
Processo de cura
Coordenada por citocinas, quimiocinas e fatores de crescimento das céls. do exsudato
Formas de cura:
Cura com restituição da integridade
Destruição discreta, há absorção do exsudato e do tecido necrosado
Cura por cicatrização
Destruição extensa dos tecidos, formação de zonas fibrosas
Cura por encistamento
Céls. necrosados e do exsudato de misturam, cicatrização periférica forma cápsula,
abcesso)
Cura por calcificação – prot. ligadoras de cálcio
Inicia-se na parte externa e progride para o centro, m.o vivos na lesão
Comum na tuberculose m.o. dormente em certos períodos)
Tipos de inflamação
Agudas
Inflamação exsudativa
Inflamações catarrais
Inflamações necrosantes
Inflamações purulentas
Crônicas
Persistência do agente inflamatório
Exposição prolongada a agente tóxico
Aparecimento de fenômenos auto
imunitários
Presença de macrófagos
Presença de fenômenos de reparação e tecido cicatricial exacerbados
Ex.:
Tuberculose
Exposição à fumaça
Doença de Chron
- NECROSE
Morte celular - não é o mesmo que necrose
- mecanismo natural - programada ou acidental
- perda das funções vitais da célula
- fisiológica ou patológica.
Agente lesivos -> lesão reversível ou morte celular
Não depende do tipo de agente agressor,
Depende da intensidade e duração da agressão
Irreversibilidade -> Ponto de não retorno -> difícil determinação
Sinais morfológicos mitocondriais de irreversibilidade da lesão:
grande tumefação mitocondrial,
perda das cristas,
depósitos floculares ou bolhas na matriz,
solução de continuidade da membrana.
Nem sempre a morte celular é precedida de lesões degenerativas
Ex.: agente agressor muito agressivo provocando morte muito rápida
NECROSE
Morte celular em um organismo vivo seguida de autólise.
Autólise: degradação enzimática dos componentes da célula por enzimas da própria célula
liberadas dos lisossomos pode ser no indivíduo vivo ou morto).
Apoptose: um tipo de morte celular programada tipo mais frequente). Assunto da próxima
aula.
Ex.: processos de metamorfose.
Morte celular NÃO pode ser entendida como sinônimo de necrose
Mecanismos Necrose
Agressão suficiente -> interrupção funções vitais como:
interrupção da produção de energia e sínteses celulares -> lisossomos perdem a capacidade
de conter as hidrolases-> citosol -> ativadas pelas altas concentrações de Ca++ -> início
digestão celular Autólise).
Hidrolases = proteases, lipases, glicosidases, ribunucleases e desoxiribonucleases
Como Agentes Agressores Causam necrose
Agentes agressores produzem necrose por:
1- redução de energia:
por obstrução vascular isquemia, anóxia);
inibição processos respiratórios;
2- produção de radicais livres;
3- ações diretas sobre as enzimas agentes químicos e toxinas);.
4- agressão direta a membrana citoplasmática formações de canais hidrofílicos)
Aspectos Morfológicos-Tipos de Necrose
Macroscopicamente:
Necrose isquêmica ou de coagulação: Ex.: órgãos de circulação terminal.
Coloração esbranquiçada;
Tumefação fazendo saliência na superfície do órgão ou na
superfície do corte).
Necrose anóxica ou hemorrágica: Ex.: em órgão de circulação dupla.
extravasamento de sangue;
aspecto hemorrágico vermelho escuro ou vermelho vinho).
Necrose caseosa: Ex.: tuberculose.
aspecto de massa de queijo;
esbranquiçada e quebradiça.
Necrose gomosa: Ex.: sífilis.
aspecto semelhante a goma necrose gomosa);
Necrose por liquefação ou liquefeita ou coliquativa: Ex.: abscesso.
tecido digerido até a liquefação, aspecto semi-fluido.
Aspectos Morfológicos
Microscopicamente:
Obs.:
Alterações - processo de autólise - só podem ser observadas algum tempo após ter ocorrido a
morte celular.
Se a morte celular ocorre muito rápido e o tecido é fixado rapidamente, não se consegue
observar as lesões necróticas a nível microscópico. Ex.: infarto fulminante do miocárdio.
Células hepáticas, por exemplo, levam 7 horas para apresentar as alterações típicas após a
morte celular.
No microscópio eletrônico as alterações podem ser observadas precocemente.
Aspectos Morfológicos
Microscopicamente:
Principais achados microscópicos:
a) Alterações nucleares:
1- Picnose nuclear — intensa contração e condensação da cromatina, tornando c núcleo
intensamente basófilo, de aspecto homogêneo e bem menor do que o normal;
2- Cariólise — digestão da cromatina, desaparecimento da afinidade tintorial do núcleo a
ponto de não ser mais possível identificá-lo em colorações de rotina ausência dos núcleos
nas células);
3- Cariorrexe — fragmentação e dispersão do núcleo no citoplasma;
Os três aspectos acima são decorrentes do abaixamento excessivo do pH na célula morta e
ação das desoxiribunecleases e outras enzimas que digerem a cromatina celular.
Microscopicamente:
Principais achados microscópicos:
b) Alterações citoplasmáticas Menos típicas da necrose.):
1- aumento da acidofilia;
2- aspecto granuloso com a evolução da necrose;
3- formação de massas amorfas, decorrentes do rompimento das membranas e mistura do
material autolisado.
Microscopicamente:
No microscópio eletrônico:
Depende do tempo de autólise.
Fases iniciais:
1- vacuolização de mitocôndrias, retículo endoplasmático e do complexo de Golgi;
2- à medida que o processo avança: as organelas se rompem e não podem mais serem
reconhecidas;
3- formação de depósitos cristalinos de Ca+
4- visualização somente das estruturas juncionais.
Necrose por coagulação ou necrose isquêmica
Além das alterações nucleares cariólise, principalmente)
Citoplasma com aspecto de substância coagulada acidófilo, granuloso e gelificado)
Fases iniciais ainda é possível identificar a arquitetura do tecido
Mais tarde perde-se a arquitetura tecidual.
Macroscopicamente área atingida é:
Esbranquiçada;
Intumescida;
Causa mais frequente: isquemia também denominada necrose isquêmica)
Quase sempre, a região necrosada é circundada por um halo avermelhado hiperemia).
Necrose por liquefação ou coliquativa)
Zona necrosada adquire consistência mole, semifluída ou mesmo liquefeita.
Comum após necrose do tecido nervoso, na glândula suprarrenal e na mucosa gástrica.
A liquefação é causada pela liberação de grande quantidade de enzimas lisossômicas.
Inflamações purulentas -> também ocorre necrose por liquefação -> ação de enzimas
lisossômicas liberadas pelos leucócitos.
Necrose Lítica
Necrose de hepatócitos nas hepatites virais
Ocorre lise ou esfarelo necrose por esfarelo).
Necrose Caseosa
Aspecto macroscópico de massa de queijo;
Microscopicamente:
Massa homogênea, acidófila;
Contendo alguns núcleos picnóticos;
Na periferia -> núcleos fragmentados cariorrexe);
Células perdem totalmente seus contornos e detalhamentos estruturais.
Comum na tuberculose;
Decorre de mecanismos imunitários de agressão envolvendo macrófagos e linfócitos T.
Necrose gomosa
Variação de necrose por coagulação na qual o tecido necrosado assume aspecto compacto e
elástico como borracha goma), ou fluido e viscoso como goma-arábica.
Encontrada na sífilis tardia ou terciária
Esteatonecrose necrose enzimática do tecido adiposo)
Encontrada na pancreatite aguda necro-hemorrágica extravasamento de enzimas digestivas
do pâncreas exócrino) ação de lipases sobre triglicerídeos provocando saponificação.
Depósitos esbranquiçados ou manchas com aspécto de "pingo de vela".
Ocorre também em outros locais após traumatismo do tecido adiposo, especialmente nas
mamas.
Gangrena
Forma de evolução da necrose que resulta da ação de agentes externos sobre o tecido
necrosado.
Gangrena seca:
desidratação do tecido necrosado;
Aspecto de pergaminho mumificação)
Comuns em extremidades como dedos, nariz, e artelhos
Normalmente devido a processos isquêmicos como na diabetes.
Cor escura, azulada ou negra
Normalmente circundada por uma linha de inflamação nítida.
Forma de evolução da necrose que resulta da ação de agentes externos sobre o tecido
necrosado.
Gangrena úmida pútrida):
Invasão da região necrosada por microrganismos anaeróbicos produtores de enzimas que
tendem a liquefazer os tecidos e produzir gases de odor pútrido acumulando bolhas
juntamente com o material liquefeito.
Comum em necrose de intestinos, pulmões e pele;
Dependem de condições de umidade;
Absorção de produtos tóxicos podem provocar reações sistêmicas induzindo ao choque
séptico.
Gangrena gasosa
Secundária a contaminação do tecido necrosado com germes do gênero Clostridium
Os quais produzem enzimas proteolíticas e lipolíticas e grande quantidade de gás.
Comum em ferimentos sujos com terra contaminada,
Os tecidos ficam com aspecto bolhoso e se pode ouvir barulhos das bolhas no subcutâneo.
ATIVIDADES
1- O que é morte celular
Perda das funções vitais da célula
2- Defina necrose
Morte celular em um organismo vivo seguida de autólise.
3- O que é apoptose
Um tipo de morte programada
4- Qual o mecanismo da necrose
Liberação das hidrólise, ativação das hidrólises pelo citosol, e autólise.
Agressão suficiente -> interrupção funções vitais como:
interrupção da produção de energia e sínteses celulares -> lisossomos perdem a capacidade
de conter as hidrolases -> citosol -> ativadas pelas altas concentrações de Ca++ -> início
digestão celular Autólise).
5- O que pode causar necrose
Produção de energia ou agentes biológicos
Agentes agressores produzem necrose por:
1- redução de energia:
por obstrução vascular isquemia, anóxia);
inibição processos respiratórios;
2- produção de radicais livres;
3- ações diretas sobre as enzimas agentes químicos e toxinas);.
4- agressão direta a membrana citoplasmática formações de canais hidrofílicos)
QUESTIONÁRIO UM
Qual afirmativa melhor caracteriza o que é inflamação?
Resposta do organismo a um agente irritativo que promove a saída de células de defesa da
circulação
Ordem dos principais eventos da inflamação
Irritação
Modificações vasculares locais
Exsudação plasmática e celular
lesões degenerativas e necróticas
eventos que terminam o processo
fenômenos reparativos
quem NÃO é considerado um processo/agente capaz de iniciar a resposta inflamatória?
apoptose
A inflamação é um processo do nosso organismo que visa recrutar o sistema imune
inato para o local da injúria
verdadeiro
As prostaglandinas inflamatórias são sintetizadas pela enzima ciclooxigenase 2 no local
da inflamação e são responsáveis pela maioria das alterações vasculares e sensação de
dor.
verdadeiro
sobre as citocinas: São elas quepromovem a irritação inicial da inflamação
falso
Quais destas são alterações vasculares observadas na inflamação?
aumento da permeabilidade vascular, vasodilatação arteriolar e vasoconstrição venosa.
Em termos de exsudação plasmática e celular qual a ordem correta dos eventos?
Esxudação plasmática Primeiro
Exsudação de neutrófilos Segundo
Exsudação de macrófagos terceiro
Com relação aos tipos de macrófagos, o que podemos afirmar?
São responsáveis por propagar a inflamação, secretam citocinas pró-inflamatórias - M1
São responsáveis pela reparação tecidual e re-vascularização, secretam citocinas
anti-inflamatórias - M2
Inflamações crônicas são caracterizadas pela presença persistente do agente irritante,
sendo observada a presença predominante de macrófagos no local da lesão.
VERDADEIRO
QUESTIONÁRIO DOIS
O que é morte celular?
Processo natural onde a célula perde a capacidade de manter suas funções vitais.
Escolha a melhor definição para necrose.
Morte celular seguido de autólise em um organismo vivo.
Qual é o mecanismo de necrose? Escolha a melhor resposta.
AINDA NÃO SEIIIIIIIII
A necrose de coagulação se caracteriza por ter um aspecto macroscópico hemorrágico
do tecido necrosado.
falso
As alterações nucleares mais comuns de necrose são:
1) picnose, caracterizada por intensa contração e condensação da cromatina, tornando o
núcleo intensamente basófilo.de aspecto homogéneo e bem menor do que o normal;2)
carlólise, caracterizada pela digestão da cromatina. que faz desaparecer a afinidade tintorial
dos núcleos, não mais se podendo distingui-los nas colorações de rotina; 3) cariorrexe, onde
o núcleo se fragmenta e se dispersa no citoplasma.
Os agentes agressores produzem necrose por
l) redução de energia, quer por obstrução vascular isquemia, anóxia), quer por inibição dos
processos respiratórios da célula; 2) produção de radicais livres; 3) ação direta sobre
enzimas, inibindo processos vitais da célula agentes químicos e toxinas); 4) agressão direta
à membrana citoplasmática. criando canais hidrofílicos pelos quais a célula perde eletrólitos.
Esteatonecrose. Também denominada necrose enzimática do tecido hepático, é uma
forma de necrose que compromete hepatócitos.
falso
Assinale a alternativa mais correta. Quais as evoluções que seguem a necrose tecidual?
Regeneração, cicatrização, encistamento, eliminação, calcificação, gangrena.
defina gangrena
Gangrena é uma forma de evolução de necrose resultante da ação de agentes externos sobre
o tecido necrosado.
Gangrena é uma alternativa à necrose celular.
falso
6- Qual é a diferença entre necrose e gangrena?
7- De cinco exemplos de tipo de necrose e seus principais aspectos macroscópicos.
10) PG 02 Apoptose! Suicídio celular! - YouTube
APOPTOSE
Morte por processo ativo no qual a célula sofre contração e condensação de suas estruturas,
fragmenta-se e é fagocitada por células vizinhas ou por macrófagos, não ocorrendo o
processo de
autólise.
Morte celular programada -> fenômeno em que a célula é estimulada a acionar mecanismos
que culminam com sua morte. A apoptose é apenas um destes mecanismos, mas é o mais
comum.
Não ocorre autólise;
A célula é fragmentada;
Os fragmentos são endocitados por células vizinhas;
Não há liberação de quimiotaxinas;
Nem ativação de células fagocitárias.
https://www.youtube.com/watch?v=VtA7k-R3qRU
núcleo desintegra-se em fragmentos, os quais estão envoltos pela membrana nuclear;
aumenta-se o número de prolongamentos da membrana; prolongamentos rompem-se,
formando porções celulares envolvidas por membranas, estruturas chamadas de corpos
apoptóticos; corpos apoptóticos são fagocitados.
Apoptose -> frequente em processos fisiológicos e patológicos
Remodelação de órgãos na embriogênese e vida pós-natal;
Controle de proliferação e diferenciação celulares;
Exemplos: glândula mamária, linfócitos
Manutenção do número de células em um tecido
Controle do mecanismo de proliferação x apoptose
Ex. câncer -> pode ocorrer o aumento da proliferação ou a redução da apoptose em células
de um tecido específico
Processos patológicos -> apoptose desencadeada por:
Vírus
Hipóxia
Substâncias químicas
Agressão imunitária
Radiações ionizantes
Etc.
Aspectos morfológicos
Atinge as células individualmente -> não é facilmente reconhecida em exames
microscópicos rotineiros
A célula se encolhe,
Citoplasma fica denso,
A cromatina torna-se condensada e disposta em grumos acoplados à membrana nuclear,
Imagens nucleares parecendo meio-lua, ferradura, lança,
Depois:
O núcleo se fragmenta (cariorrexe), membrana citoplasmática emite projeções formando
brotamentos contendo fragmentos do núcleo,
Fragmentação da célula em múltiplos brotos (corpos apoptóticos),
endocitose dos fragmentos pelas células vizinhas (raramente os fragmentos permanecem
no interstício),
Algumas vezes as células sofrem apenas encolhimento e condensação do citoplasma, sem
fragmentação (ex.: queimadura solar).
Em coloração hematoxilina-eosina corpos apoptóticos aparecem:
Fortemente basófilos -> quando contendo parte do núcleo;
Fortemente acidófilos -> quando contém fragmentos de citoplasma condensados.
Patogênese
Pode ser desencadeada por:
1- estímulos exógenos que agem em receptores de membrana; - via extrínseca
2- estímulos endógenos gerados após diferentes agressões como:
radiações, estresse oxidativo, agressão química e hipóxia.
Independente do tipo de estimula -> sempre resulta em ativação de proteases. - via
intrínseca
Rotas mais frequentes:
1- ativação direta das caspases;
2- alterações de mitocôndrias que também resultam em ativação das caspases;
3- interferências com proteínas citosólicas reguladoras da apoptose.
Caspases (de cysteine asparagil specifc proteases)
Enzimas, cujo sítio ativo possui cisteína , e que clivam proteínas em resíduos de ácido
aspártico
Produzidas como pró-caspases (inativas)
Ativada por deslocamento das moléculas inibidoras
Família com 12 moléculas em humanos
Nem todas ligadas à apoptose
Moléculas 8, 9 e caspases ativadas
Moléculas 3, 6 e 7 = caspases efetoras
As caspases ativadoras agem nas efetoras, que por sua vez ativam outras enzimas nas
células, as quais vão degradar diferentes substratos como:
DNA, laminas nucleares, PARP (Poly ADP-Ribose Polymerase) e proteínas do
citoesqueleto, causando as modificações morfológicas mais importantes da apoptose.
Mitocôndrias
Papel essencial na apoptose
Quando afetadas na permeabilidade liberam citocromo c, proteína SMAC (Second
Mitochondrial Activator of Caspases) e AIF (Apoptosis Inducing Factor), as quais ativam a
caspase 9 ou diretamente às
caspases efetoras.
Citocromo c citosol associado a Apaf-l (Apoptosis Protease Activating Factor) e recruta a
caspase 9, formando um complexo conhecido como apoptossomo (processo dependente de
ATP).
SMAC (DIABLO) liga-se a inibidores naturais de apoptose denominados de IAPs, os quais
deixam de inibir as caspases 3 e 9.
AIF -> ativa caspase 9 e também endonucleases
Proteínas do citosol
Regulam a apoptose por inibição
IAPs (Inhibitor of Apoptosis Proteins) possuem domínio BIR (Baculoviral IAP Repeats) que
inibem caspases efetoras 3 e 7 e a caspase ativadora 9. Algumas muito expressas em células
cancerígenas.
Bcl (B cell lymphoma) -> família com 23 proteínas sendo parte inibidoras e parte ativadoras
de da apoptose.
Proteína cinase B (Akt) e IKK (Inhibitor of NFkB Kinases)
aAkt fosforila proteínas pró-apoptóticas inibindo a apoptose
Os ativadores IKK ativam o NFkB ativando a expressão das IAPs, Bcl-2 e Bcl-XL inibindo a
apoptose.
Induzida por estímulos que atuam em receptores que possuem domínios de morte
Agonistas - Receptores família TNF - envolvimento domínios de morte DD e DED n-
ativação caspases ativadoras 8 e 10 — ativação das caspases efetoras e do sistema de
alteração da permeabilidade
de membrana mitocondrial
Induzida por estímulos externos que não atuam em receptores de membrana
Radiações ionizantes, luz ultravioleta, agentes químicos genotóxicos, radicais livres.
Dependem da intensidade e duração da agressão.
Envolve a proteína p53, a qual iráreduzir proteínas inibidoras de apoptose — desencadeando
a morte celular.
Por perda de estímulo trófico ou da ancoragem em matriz extracelular ou células
vizinhas
Redução de estímulos anti apoptóticos (como hormônios, ou contato com células vizinhas
através das integrinas e caderinas) — proteínas do citoesqueleto são ativadas e desencadeiam
a apoptose
Induzida por substância que agem diretamente sobre a membrana mitocondrial
Ácidos biliares não polares, ésteres de etanol com ácidos graxos, certas drogas
quimioterápicas
Agem diretamente na mitocôndria e desencadear apoptose
Apoptose x Necrose
Opostos mas com margens que se confundem
Muitas agressões podem induzir tanto uma como a outra
Coexistem no mesmo tecido
Dependem da qualidade e quantidade da agressão e da ativação de receptores específicos
Ativação de enzimas que digerem lipídios de membrana é crucial na determinação
Esfingomielinase — provoca apoptose
Fosfolipase C— ativa rotas de sobrevivência
Apoptose é ATP dependente
Falta de energia na célula leva a necrose
Apoptose não induz inflamação
1- Defina apoptose.
É um tipo de morte celular programada, onde a célula encolhe, forma prolongamentos, se
fragmenta e é absorvida por células vizinhas.
2- Descreva brevemente o mecanismo das vias intrinseca e extrinseca da apoptose.
Via Extrínseca os estímulos exógenos agem em receptores da membrana, já a Via intrínseca
os estímulos endógenos são gerados por diferentes agressões, como radiação,hipóxia,
agressão química, estresse oxidativo.
3- Qual a importância da apoptose no organismo?
1- manutenção do número de células em um tecido;
2- controle/prevenção câncer;
3- metamorfose;
4- embriogênese;
5- homeostasia sistema imune e outros sistemas;
6- doenças autoimunes
CALCIFICAÇÕES PATOLÓGICAS
Cálcio — indivíduo adulto — 1 a 2 kg — 99% no esqueleto e dentes na forma de hidróxido
básico de cálcio ou hidroxiapatita
500 mg são mobilizados diariamente (osteólise osteocítica) e redepositados.
Quantidade necessária na dieta:
Muito — fase de crescimento
Pouco — adultos jovens
Aumenta - idade avançada (evitar osteopenia)
Cálcio:
Dieta normal: 600 a 1.000 mg /dia
Excreção:
Tubo intestinal — 760 mg/dia
Rins — 100 a 300 mg/dia
Suor
Absorção: no duodeno por transporte ativo.
Inibida na deficiência de vit. D, uremia ou excesso de ácidos graxos.
Calcemia normal: 8,8 a 10,4% (2,2 a 2,6 mM).
No plasma: na forma de:
íons livres (Importantes na regulação: da coagulação sanguínea);
Ligados a proteínas (50% do cálcio sanguíneo);
Como complexos difusíveis.
Apesar de essencial — é tóxico para as células (baixíssima concentrações no citoplasma)
Elevado gradiente entre extracelular e intracelular;
Possibilitando sua participação como segundo mensageiro na maioria das sinalizações de
processos intracelulares.
Calcificação ou Mineralização Patológica
Quando sais (fosfatos, carbonatos, citratos e outros) de cálcio são depositados em tecidos
frouxos não-osteóides, enrijecendo-os.
Duas formas:
1- Calcificação distrófica
Afeta tecidos pré-lesados;
Não depende dos níveis plasmáticos
Mais frequente
Mais localizada
2- Calcificação metastática
Acomete tecidos normais;
Resulta da hipercalcemia.
Mais rara
Mais disseminada (mais de uma lesão)
Considerações
A distinção entre os dois tipos é muitas vezes artificial, às vezes só se descobre na anamnese.
Aspecto morfológico final semelhante;
Depósitos em tecidos sadios causa lesões nestes;
Por outro lado, a hipercalcemia aumenta o depósito em tecidos lesados.
Sinais de lesão prévia aliados à maior intensidade de deposição calcária sugere Calcificação
Distrófica
A distribuição normalmente ajuda a distinguir a Calcificação Metastática
Calcinose = calcificação de derme e tecido subcutâneo
ETIOLOGIA E PATOGÊNESE
Calcificação distrófica (mais frequente)
Mais localizada
Principalmente — conjuntivo fibroso hialinizado de lesões antigas
Vasos esclerosados — aterosclerose, aterosclerose, artérias uterinas de idosas
Tendões
Válvulas cardíacas
Alguns tumores
Áreas de necrose antiga
Tuberculose pulmonar e de linfonodos
Infartos antigos
Ao redor de parasitas e larvas mortas encistadas
Necrose do tecido adiposo (esteatonecrose)
Mecanismos de formação (calcificação distrófica)
Detritos de lesões — não degradados, absorvidos ou fagocitados — permanecem no tecido
— funcionam como matriz orgânica para a deposição de sais de cálcio
A calcificação é um processo ativo mediado por células, resultado do desequilíbrio de fatores
promotores e
inibidores da mineralização.
Mecanismos de formação (calcificação distrófica)
Duas etapas:
1) Nucleação (iniciação)
Depósito de sais de cálcio em estruturas chamadas de vesículas da matriz;
2) Propagação (crescimento)
Ruptura das vesículas liberando os cristais já formados com progressão autocatalítica.
Depende de:
Níveis de cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, osteocalcina, vit. D, pH local, conteúdo de
proteínas do local, balanço hormonal, etc.
Calcificação metastática
Distribuição mais disseminada
Decorre de :
1) Absorção aumentada de cálcio por excesso de vit. D, sarcoidose (aumento da ativação da
vit. D) ou hipersensibilidade à vit. D (hipercalcemia idiopática do lactente — síndrome de
Williams)
2) Mobilização excessiva de cálcio dos ossos (imobilização prolongada), osteólise (mieloma
ou metástases ósseas difusas) e doença de Paget óssea.
3) Aumento do paratormônio por hiperparatiroidismo (primário ou secundário) e sindrome
paraneoplásica.
Consequências e complicações
Dependem do local e intensidade da calcificação
Em geral são inócuas e inertes apesar de permanentes e irreversíveis.
Grave quando atingem válvulas cardíacas
Complicam as placas de aterosclerose
"Benéficas" na contenção dos bacilos da tuberculose
Pode ocorrer insuficiência respiratória ou renal
Cálculos
Concreções ou litíases
Massas esferoidais, ovóides ou facetadas, sólidas, concretas e compactadas, de consistência
argilosa a pétrea, que se formam no interior de órgãos ocos (vesícula biliar e bexiga),
cavidades naturais,
condutos naturais (ureter, colédoco, ducto pancreático ou salivar) ou no interior dos vasos.
Nomenclatura:
Local + sufixo (litíase — fenômeno; lito — cálculo. Ex.: urolitíase - urólito)
Repercussões
Dores, obstrução, icterícia e perda de função.
1) Defina calcificação patológica.
Quando sais de cálcio são depositados em tecidos frouxos não-osteóides, enrijecendo-os.
2) Quais são os dois tipos de calcificação patológica de
tecidos moles?
1- Calcificação distrófica
Afeta tecidos pré-lesados;
Não depende dos níveis plasmáticos
Mais frequente
Mais localizada
2- Calcificação metastática
Acomete tecidos normais;
Resulta da hipercalcemia.
Mais rara
Mais disseminada (mais de uma lesão)
ADAPTAÇÕES CELULARES
Volume celular — aumento = hipertrofia
- diminuição = hipotrofia (atrofia)
Taxa de divisão celular — aumento da taxa + diferenciação celular
normal = hiperplasia
- diminuição da taxa = hipoplasia ("aplasia")
Diferenciação celular — variação na diferenciação celular = metaplasia
Crescimento e diferenciação celular — proliferação + perda de diferenciação = displasia
Outros distúrbios:
Agenesia = anomalia congênita — órgão ou parte dele não se forma
Distrofia = doenças degenerativas sistêmicas
Ectopia ou heteropia = tecido normal em localização anormal
Hipotrofia ("atrofia")
REDUÇÃO VOLUMÉTRICA ADQUIRIDA DE UM ÓRGÃO OU TECIDO Às CUSTAS
DA
REDUÇÃO DO VOLUME CELULAR
Pode ser fisiológico ou patológico
Causas:.
Diminuição da carga de trabalho
Perda da inervação
Diminuição do suprimento sangüíneo (isquemia)
Nutrição inadequada
Perda da estimulação endócrina
Envelhecimento
De compressão
1) Diminuição da carga de trabalho
Aparelho gessado/tala = atrofia muscular
(menor estímulo circulatório = menor nutrição celular)
2) Perda da inervação
A- na poliomielite = atrofia muscular/lipomatose
B- neuropatía diabética + vasculopatía diabética = atrofia muscular/lipomatose
(pélvica/mmii)
3) DIMINUIÇÃO DO SUPRIMENTO SANGÜÍNEO (ISQUEMIA)
A- REDUÇÃO DO CÉREBRO (ATEROSCLEROSE CARÓTIDA)
B- REDUÇÃO DO RIM (ATEROSCLEROSE DEARTÉRIAS RENAIS)
4) Nutrição inadequada
a- Menor oferta alimentar —inanição — nesta ordem:
Primeiro o tecido gorduroso, músculos, tecido linfóide, pele, glândulas, ossos, pulmões,
coração e cérebro.
b- Caquexia — emagrecimento agudo comum em doenças graves e câncer.
5) Perda da estimulação endócrina
A- Central (hipofisária) — por destruição parcial da hipófise —atrofia dos órgãos alvo
(tireóide, adrenais, ovários).
B- Ovariana - atrofia de mamas, útero, genitália externa.
6) ATROFIA SENIL
REDUÇÃO
VOLUMÉTRICA ORGÂNICA
(CÉREBRO, OSSOS, MUCOSAS)
7) Compressão
Causa: compressão mecânica e vascular sobre um tecido/órgão.
Ex.: atrofia cerebral (hidrocefalia)
Cálculos na vesícula (atrofia da parede)
Fecaloma no cólon ( dilata e atrofia a parede)
em hidronefrose por cálculo ou estenose do ureter
HIPERTROFIA
AUMENTO VOLUMÉTRICA ADQUIRIDA DE UM ÓRGÃO OU TECIDO Às CUSTAS
DE AUMENTO DO VOLUME CELULAR
Aumento dos constituintes estruturais e das funções celulares
Depende do aporte de 02 e nutrientes ao tecido.
Adaptação do tecido à maior exigência de trabalho, podendo ser patológica ou fisiológica
Fisiológica — Ex.: hipertrofia do músculo do útero na gestação.
Hipertrofia
Patológica:
1) Hipertrofia do miocárdio — sobrecarga do coração.
2) Hipertrofia da musculatura esquelética - braço de ferreiro, hipertrofia muscular lombar em
problemas de coluna vertebral.
3) Hipertrofia de musculatura lisa — Ex.: bexiga, na obstrução da uretra.
4) Hipertrofia de células nervosas — Ex.: hipertrofia de plexos mioentéricos ( acompanha
hipertrofia de musculatura lisa de intestino).
5) Hipertrofia de hepatócitos — Ex.: após uso de barbitúricos.
Hipoplasia
Diminuição do volume de um órgão ou tecido devido a redução do número de células
Embriogênese — defeito de formação — hipoplasia pulmonar, renal, etc.
Diminuição no ritmo de renovação celular x aumento da taxa de morte celular
Fisiológica
Involução do timo a partir da puberdade;
Involução das gônadas no climatério;
Senilidade (junto à hipotrofia)
Patológica:
Maior interesse prático — medula óssea — anemias hipoplásicas (aplásicas);
Redução dos órgãos linfoides na AIDS/SIDA.
Muitas vezes hipotrofia e hipoplasia ocorrem juntas.
Hiperplasia
Aumento do número de células de um órgão ou parte dele por aumento da proliferação e/ou
por retardo na apoptose.
Somente em órgãos com capacidade replicativa.
Sobrecarga de trabalho (as vezes concomitante com hipertrofia).
As células conservam o controle da divisão celular.
É reversível.
Diferente da neoplasia, onde as células tem um crescimento celular
autônomo e que independe de agente estimulador.
HIPERPLASIA
Fisiológica:
Útero na gestação, mamas na lactação,...
Hiperplasia compensatória — hepatectomia parcial.
Hiperplasia
Patológica:
Secundárias à hiperestimulação hormonal
Ex.: hiperfunção da hipófise — síndrome de Cushing —cortex adrenal;
Produção excessiva de TSH — hiperplasia de tireoide —
hipertiroidismo;
Excesso de estrógenos — hiperplasia da mama ou do endotélio
Também em inflamações, papilomas e pólipos
Metaplasia
Mudança de um tipo de tecido adulto em outro de mesma
linhagem.
Ex.: 1- Metaplasia brônquica — mudança de epitélio pseudo
estratificado ciliado em em epitélio estratificado pavimentoso (0 qual
é mais resistente) — tabagismo.
2- Passagem de epitélio colunar do colo do útero para escamoso (em
inflamações).
1- Defina hipotrofia (atrofia) e indique 4 causas patológicas.
REDUÇÃO VOLUMÉTRICA ADQUIRIDA DE UM ÓRGÃO OU TECIDO Às CUSTAS
DA
REDUÇÃO DO VOLUME CELULAR
Pode ser fisiológico ou patológico
Causas:.
Diminuição da carga de trabalho
Perda da inervação
Diminuição do suprimento sangüíneo (isquemia)
Nutrição inadequada
Perda da estimulação endócrina
Envelhecimento
De compressão
2- Qual a diferença entre hipotrofia, hipoplasia, hipertrofia, hiperplasia e metaplasia?
Hipotrofia é a redução volumétrica adquirida de um órgão ou tecido as custas da redução do
volume celular
Hipertrofia é o aumento volumétrico adquirido de um órgão ou tecido as custas de um
aumento do volume celular
Hipoplasia é a diminuição do volume de um órgão ou tecido devido a redução do número de
células.
Hiperplasia é o aumento de células de um órgão ou parte dele por aumento da proliferação
e/ou por retardo na apoptose.
Metaplasia é a mudança de um tipo de tecido adulto em outro da mesma linhagem
REPARAÇÃO TECIDUAL
Reparo de lesões
Reparo é o processo de cura de lesões teciduais e pode ocorrer por regeneração ou
cicatrização.
Regeneração: o tecido morto é substituído por outro morfofuncionalmente idêntico.
Cicatrização um tecido neoformado, originado do estroma (conjuntivo ou glia), substitui o
tecido perdido.
Regeneração
Substituição de células perdidas por células semelhantes, estrutural e funcionalmente
completa.
A regeneração depende da nobreza das células.
A) células lábeis
B) células estáveis
C) células permanentes (perenes)
REGENERAÇÃO:
CÉLULAS LÁBEIS:
EPITÉLIOS, PELE, MUCOSAS, DUCTOS, TECIDO HEMATOPOÉTICO
CÉLULAS ESTÁVEIS (DE "PRONTIDÃO"):
- CÉLULAS PARENQUIMATOSAS (FÍGADO, RIM, PÂNCREAS)
- TECIDO OSTEOCARTILAGINOSO
CÉLULAS PERENES:
SISTEMA NERVOSO (NEURÔNIOS), MÚSCULO ESTRIADO, CARDÍACO
REGENERAÇÃO TECIDUAL
• EPITÉLIOS:
FACILMENTE REGENERADOS
• FÍGADO:
REGENERA-SE DESDE QUE MANTIDO O
ARCABOUÇO CONJUNTIVO
• ADIPOSO:
FACILMENTE REGENERADO (FIBROBLASTOS - ADIPÓCITOS)
Regeneração
No fígado:
Completa:
pequenas lesões necróticas — preservação do
estroma — hepatócitos vizinhos fazem mitose e
substituem os mortos.
Nódulos regenerativos:
Grandes áreas de lesões — colapso do estroma
reticular— impossibilidade de reorganização da
arquitetura lobular.
Regeneração
NO fígado:
Lesão aguda — a partir de hepatócitos ou epitélio biliar.
Depende de fatores de crescimento por células inflamatórias que migram para o local ou
células vizinhas
estimuladas IL-6 e TNFa Estes ativam fatores de transcrição os quais estimulam a expressão
de proteínas e
receptores ativando o ciclo celular dos hepatócitos que estavam antes estacionários na fase
Go do ciclo celular.
Lesão crônica — a partir de células tronco e de progenitoras residentes (células ovais).
Os hepatócitos estão sem condição de entrar em mitose, portanto as células progenitoras e
células tronco residentes são ativadas, assim como células tronco vindas da circulação. Todas
estas células
entram em proliferação e se diferenciam em hepatócitos.
• osso:
REGENERAÇÃO A PARTIR DO PERIÓSTEO
• CARTILAGEM:
REGENERAÇÃO A PARTIR DO PERICÔNDRIO
• MEDULA ÓSSEA:
REGENERA FÁCIL (CÉLULAS RETICULARES PRIMITIVAS MEDULARES
ORIGINAM
HISTÓCITOS, LINFÓCITOS T, B, ETC.)
• MÚSCULO LISO:
ALGUM GRAU DE REGENERAÇÃO
• MÚSCULO ESTRIADO:
NÃO REGENERA (OCORRE POLIPLOIDIA NUMA TENTATIVA DE REGENERAR)
• TECIDO NERVOSO:
NEURÔNIOS NÃO REGENERAM*CÉLULAS DA GLIA E CÉLULAS DE SCHWANN,
SIM.
Cicatrização
• Processo pelo qual 0 tecido lesado é substituído por tecido conjuntivo vascularizado.
Primeiro passo: instalação de reação inflamatória — células do exsudato de células
fagocitárias reabsorvem restos celulares e sangue extravasado.
Em seguida, proliferação fibroblástica e endotelial formando o tecido conjuntivo cicatricial
(tecido de granulação).
Finalmente — remodelação com redução do volume da cicatriz.
Cicatrização
CICATRIZAÇÃO POR:
•r INTENÇÃO:
- OCORRE EM INCISÕES CIRÚRGICAS
- BEM ORIENTADA COM UMMÍNIMO DE FIBROSE POSSÍVEL.
Cicatrização
• 2a INTENÇÃO:
PREENCHIMENTO DE GRANDES ESPAÇOS DE TECIDOS DESTRUÍDOS
COMO ÚLCERAS, LACERAÇÕES EXTENSAS DE PELE E MÚSCULOS,
ABSCESSOS.
Mecanismos de cicatrização:
• Formação do coágulo;
Ativação da inflamação (liberação de mediadores provenientes do coágulo, das células
aprisionadas, do tecido conjuntivo das bordas e das células epiteliais das margens da lesão;
• Liberação de 11-1 e TNFa por macrófagos residentes e ceratinócitos;
• Exposição de moléculas de adesão (ICAM, VCAM) e selectinas;
• Vasodilatação arteriolar liberação de taquicininas (terminações nervosas) e histamina
(mastócitos) devido ao efeito mecânico; (continua)
Mecanismos de cicatrização:
• Migração dosleucócitos para a área;
— Primeiras horas quimiotaxinas CXC - de neutrófilos
— Após 18 hcyas — quimiotaxinas CC — atração de monócitos
Produção de tecido de Cicatrização e proliferação do tecido epitelial
— Liberação de fatores de crescimento macrófagos.
Formação de novos vasos
— Fatores de crescimento TNFa
— Células endoteliais formam brotos em do coágulo, os quais formam novos tubos e se
conectam, restabelecendo a Circulação capilar no tecido neoformado.
Remodelação do tecido cicatricial
Aumento da quantidade de colágeno;
Substituição do colágeno do tipo I para o tipo III (mais grosso);
Redução da capilarização,•
Redução das células inflamatórias;
de fibroblastos em miofibroblastos,•
Contração da Cicatriz (pode Chegar a 90% do volume inicial em Cicatrização de segunda
intenção).
Tecido de granulação
Tecido conjuntivo neoformado e ricamente vascularizado.
Aspecto macroscópico: coloração rósea e aspecto granuloso. Húmido e edemaciado.
Fatores que influenciam a cicatrização
Fatores locais
• Isquemia local — lesão vascular ou compressão. Falta
nutrientes e 02, reduz pH, aumenta concentração de
catabólicos;
• Infecções e corpos estranhos — exacerba a inflamação e
desequilibra a síntese e destruição da MEC;
• Temperatura local — modifica o fluxo sanguíneo;
• Baixa perfusão tecidual — reduz aporte de nutrientes e 02,
ex.: úlceras de decúbito, ulceras crônicas em pacientes com
varizes ou vasculopatia diabética.
• Irradiação - evita mitose interrompendo a produção de tecido
cicatricial e provocando úlceras.
Fatores que influenciam a cicatrização
Fatores Sistêmicos
Diabetes — vasculopatia, neuropatia e excesso de glicosilação
proteica;
Hipotireoidismo — alteração qualitativa síntese MEC;
Desnutrição — especialmente proteínas, vit. C e zinco;
Neutropenia e neutropatias — facilita infecções;
Senilidade — co-morbidades;
Corticosteroides — inibe todas as fases;
Quimioterápicos — reduzem a mitose;
Tabagismo — vasoconstrição (nicotina) e efeito anti inflamatório (monóxido de carbono).
Resumo
O processo de cicatrização é controlado por vários fatores de crescimento e citocinas
sintetizados por
macrófagos, plaquetas, células endoteliais e linfócitos T, além daqueles liberados da matriz
extra
celular (MEC).
A velocidade de cicatrização depende do tamanho da ferida, da maior ou menor retração da
cicatriz,
da quantidade de citocinas e fatores de crescimento liberados e do equilíbrio entre a síntese e
degradação da MEC.
Manipulações para facilitar a cicatrização
• Equivalentes biológicos de pele — queratinócitos + componentes da MEC —
acelera cicatrização de feridas extensas e de úlceras crônicas;
• Métodos físicos (pouco ou nenhuma comprovação) — eletroestimulação,
oxigenação hiperbárica, raio laser, ultra-som, turbilhonamento, etc.
Cicatrização hipertrófica e quelóide
• Formação excessiva de tecido conjuntivo denso em cicatriz cutânea;
• Hipertrófica — reversível
• Quelóide — irreversível ou quase
• Não se conhece o defeito - há descontrole da síntese de colágeno (aumento de produção
e/ou redução de degradação da MEC).
1 ) Quais são os dois tipos de reparo e suas definições?
Reparo de lesões
Reparo é o processo de cura de lesões teciduais e pode ocorrer por regeneração ou
cicatrização.
Regeneração: o tecido morto é substituído por outro morfofuncionalmente idêntico.
Cicatrização um tecido neoformado, originado do estroma (conjuntivo ou glia), substitui o
tecido perdido
2) Qual a diferença dá nos tecidos lábeis, estáveis e permanentes?
CÉLULAS LÁBEIS:
EPITÉLIOS, PELE, MUCOSAS, DUCTOS, TECIDO HEMATOPOÉTICO
CÉLULAS ESTÁVEIS (DE "PRONTIDÃO"):
- CÉLULAS PARENQUIMATOSAS (FÍGADO, RIM, P NCREAS)
- TECIDO OSTEOCARTILAGINOSO
CÉLULAS PERENES:
SISTEMA NERVOSO (NEURÔNIOS), MÚSCULO ESTRIADO, CARDÍACO
As células dos tecidos lábeis estão sempre em divisão celular; as células dos tecidos estáveis
iniciam o processo após algum tipo de estímulo e as células dos tecidos permanentes são
aquelas que na fase adulta não se dividem mais.
3) Como se faz a regeneração hepática em lesões agudas e crônicas?
Lesão aguda — a partir de hepatócitos ou epitélio biliar.
Depende de fatores de crescimento por células inflamatórias que migram para o local ou
células vizinhas
estimuladas IL-6 e TNFa Estes ativam fatores de transcrição os quais estimulam a expressão
de proteínas e
receptores ativando o ciclo celular dos hepatócitos que estavam antes estacionários na fase
Go do ciclo celular.
Lesão crônica — a partir de células tronco e de progenitoras residentes (células ovais).
Os hepatócitos estão sem condição de entrar em mitose, portanto as células progenitoras e
células tronco residentes são ativadas, assim como células tronco vindas da circulação. Todas
estas células
entram em proliferação e se diferenciam em hepatócitos.
4) Quais são as diferenças entre cicatrização de primeira e segunda intenção?
1 INTENÇÃO:
- OCORRE EM INCISÕES CIRÚRGICAS
- BEM ORIENTADA COM UMMÍNIMO DE FIBROSE POSSÍVEL.
2 INTENÇÃO:
PREENCHIMENTO DE GRANDES ESPAÇOS DE TECIDOS DESTRUÍDOS
COMO ÚLCERAS, LACERAÇÕES EXTENSAS DE PELE E MÚSCULOS,
ABSCESSOS.
5) O que é tecido de granulação e quais as suas características?
Tecido conjuntivo neoformado e ricamente vascularizado.
Aspecto macroscópico: coloração rósea e aspecto granuloso. Húmido e edemaciado
6) Resuma cicatrização em 3 passos.
7) Dê 5 fatores locais que influenciam na cicatrização e explique.
Fatores locais
• Isquemia local — lesão vascular ou compressão. Falta
nutrientes e 02, reduz pH, aumenta concentração de
catabólicos;
• Infecções e corpos estranhos — exacerba a inflamação e
desequilibra a síntese e destruição da MEC;
• Temperatura local — modifica o fluxo sanguíneo;
• Baixa perfusão tecidual — reduz aporte de nutrientes e 02,
ex.: úlceras de decúbito, ulceras crônicas em pacientes com
varizes ou vasculopatia diabética.
• Irradiação - evita mitose interrompendo a produção de tecido
cicatricial e provocando úlceras.
8) Dê 5 fatores sistêmicos que influenciam na cicatrização e explique.
Fatores Sistêmicos
Diabetes — vasculopatia, neuropatia e excesso de glicosilação
proteica;
Hipotireoidismo — alteração qualitativa síntese MEC;
Desnutrição — especialmente proteínas, vit. C e zinco;
Neutropenia e neutropatias — facilita infecções;
Senilidade — co-morbidades;
Corticosteroides — inibe todas as fases;
Quimioterápicos — reduzem a mitose;
Tabagismo — vasoconstrição (nicotina) e efeito anti inflamatório (monóxido de carbono).
9) O que é quelóide e cicatrização hipertófica e qual a diferença entre elas?
TUBERCULOSE
A tuberculose é uma doença infecciosa, crônica, causada por uma micobactéria.
AGENTEs: MYCOBACTERIUM TUBERCULOSIS ou Mycobacterium. bovis
A simples exposição ao bacilo não é suficiente para provocar a doença.
CONTÁGIO: TOSSE (GOTÍCULAS), DEGLUTIÇÃO DE ALIMENTOS
CONTAMINADOS (LEITE), CUTÂNEA.
Diversos fatores são responsáveis pela evolução da infecção tuberculosa. De um
lado a resistência do indivíduo infectado, de outro o número de bacilos infectantes
e a sua virulência.
A tuberculose prolifera onde quer que haja pobreza, má nutrição e falta de cuidados
médicos adequados (Robbins).
A pobreza influi nas condições de habitação (superpopulação facilita a propagação do
bacilo), nas condições de alimentação e na dificuldade em obter cuidados médicos.
A nutrição inadequada contribui para a diminuição da resistência do indivíduo.
A falta de cuidados médicos permite a progressão da doença e, nos casos em que o
tratamento e Iniciado e
interrompido, a multiplicação de casos resistentes a terapia.
O Mycobacterium tuberculosis é um parasita intracelular facultativo, aeróbio, que
mede cerca de 3 micra (três milésimos de milímetro), imóvel e de crescimento lento.
É amplamente distribuído no mundo inteiro.
Estima-se que um terço dos habitantes do globo estejam contaminados pelo bacilo da
tuberculose.
• Classificação:
• a) Complexo primário bipolar (Ghon)
• b) Tuberculose secundária - variantes
• c) Forma orgânica isolada
Geralmente o bacilo penetra em nosso organismo por via inalatória,alcançando os pulmões.
Neste primeiro
contacto, o bacilo geralmente se localiza no ápice do lobo inferior ou na base do lobo
superior do pulmão
(portanto na região média), na região subpleural.
A primeira resposta inflamatÓria é inespecífica e ineficiente; com 0 passar dos dias,
macrófagos
derivados dos monócitos do sangue se acumulam no foco inflamatório.
Inicialmente os macrófagos são incapazes de destruir os bacilos. Dias depois há o
desenvolvimento de uma
resposta imunológica mediada por células T e os macrófagos tornam-se eficientes na
destruição dos
bacilos.
Alguns macrófagos fundem-se entre si, dando origem às células gigantes do tipo Langhans.
Em torno deste
acúmulo de células, há linfócitos e fibroblastos.
A este arranjo nodular de macrófagos, macrófagos modificados, linfócitos e fibroblastos,
damos o nome de
Granuloma. Com o aparecimento do fenômeno da hipersensibilidade (10 a 14 dias), ocorre
uma forma
peculiar de necrose no centro do granuloma, chamada de necrose caseosa.
Maior parte dos indivíduos - cura espontânea da lesão.
Com o passar do tempo a lesão vai se tornando menos celular, envolta por fibrose densa,
ocorrendo até mesmo a calcificação da lesão (que pode ser vista radiologicamente).
Bacilos podem permanecer viáveis no interior destas lesões por muitos anos.
Esta lesão é chamada de nódulo de Ghon ou nódulo primário.
Resposta inflamatÓria inicial pouco eficiente - bacilos podem alcançar os linfonodos do hilo
pulmonar e
provocar aí lesões idênticas àquelas do pulmão.
Quando o indivíduo apresenta a lesão pulmonar e a lesão ganglionar satélite, dizemos que
êle apresenta
o complexo de Ghon ou complexo primário da tuberculose.
Uns poucos bacilos podem alcançar órgãos distantes e aí permanecer quiescentes e em
determinado momento proliferar e causar lesões típicas da tuberculose, mesmo na ausência
de doença pulmonar ativa (tuberculose de órgão isolado).
TUBERCULOSE PRIMÁRIA
Complexo primário - Foco de Ghon - bipolar
Primeiro contato com o Bacilo de Koch.
Composição:
a) Foco pulmonar (base do lobo superior, ápice do lobo inferior, sub-pleural)
b) Foco ganglionar do hilo pulmonar
TUBERCULOSE PRIMÁRIA
Evolução morfológica.
Reação exsudativa → necrose caseosa → fibrose → calcificação
Evolução clínica:
Cura (a maioria das pessoas), com calcificação, com retração pleural
TUBERCULOSE PRIMÁRIA
Evolução desfavorável (rara)
a) Tuberculose primária progressiva: disseminação broncopulmonar e ganglionar com
extensa
necrose caseosa.
b) Meningite tuberculosa
Evolução desfavorável (rara)
c) Tuberculose miliar: disseminação sistêmica (fígado, baço, rins, medula,
adrenais, gânglios linfáticos, fundo de olho, trompa, meninges).
TUBERCULOSE SECUNDÁRIA
PULMONAR (Foco de Simon)
• A tuberculose secundária (também chamada do adulto, pós-primária ou de reativação),
ocorre por reativação do foco primário (por queda da imunidade) ou por reinfecção
exógena (0 indivíduo entra uma vez mais em contato com 0 bacilo da tuberculose).
TUBERCULOSE SECUNDÁRIA
PULMONAR (Foco de Simon)
Origem: - reativação endógena (queda da imunidade)
- reinfecção exÓgena (novo contágio)
Sítio inicial da lesão: ápice posterior pulmonar (rico em 02)
Formas evolutivas:
a) Cavernas pulmonares
b) Tuberculose pleural
c) Tuberculose miliar
d) Intestinal
TUBERCULOSE SECUNDÁRIA
a) Cavernas: escavações necróticas parenquimatosas com ou sem
conexão brônquica.
O material necrótico é expelido para a luz brônquica e a cavidade resultante é
denominada caverna. O material necrótico pode alcançar, no seu trajeto, outras áreas do
mesmo
pulmão, do pulmão contralateral ou o laringe, produzindo novas lesões nodulares.
TUBERCULOSE SECUNDÁRIA
b) Pleural: espessamento pleural com derrame (exsudato) hemorrágico, rico em linfócitos.
Com a progressão da doença, a pleura é atingida,
ocorrendo derrame pleural seroso, pleuris fibrinoso e finalmente pleuris fibroso. É
importante distinguir 0 pleuris tuberculoso (tuberculose pleural) do pleuris reativo.
d) Intestinal: no íleo terminal, úlceras transversais, anelares, com mucosa normal interposta e
com granulomas na serosa.
O material necrótico ser deglutido e alcançar o tubo digestivo, provocando tuberculose
intestinal. Esta geralmente ocorre no íleo termina/ sob forma de úlceras múltiplas, anulares,
acompanhadas de
fibrose e lesão ganglionar satélite.
Hoje em dia, Com a pasteurização do leite, a tuberculose intestinal por ingestão de leite
contaminado tornou-se rara.
Tuberculose orgânica isolada (a partir de bacilemia precedente)
Sítios: gânglios cervicais. adrenais, coluna. trompas, epidídimo, rins, meninges.
Morfologia: tubérculo ou granuloma tuberculóide (confluentes)
Macro: grãos brancos acinzentados
(1 ,0mm), salientes uma superfície (pleural por ex.) necrose caseosa: lembra requeijão/queijo
Microscopia: - Centro: necrose caseosa
- Orla de células epitelióides macrófagos - células gigantes
- Orla fibroblástica mesclada com linfócitos
Tubérculo mole: com necrose caseosa
Tubérculo duro: sem necrose
Granulomas confluem e geram áreas geográficas de necrose caseosa.
I) O que é tuberculose?
2) Quais as características do agente causador da tuberculose?
3) Qual a relação da tuberculose com a condição financeira de uma população?
4) Descreva o complexo bipolar de Ghon.
5) O que pode causar tuberculose secundária?
6) Como pode ser o contágio de tuberculose?
7) Explique o mecanismo da formação das cavernas pulmonares.
AIDS
SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (AIDS ou SIDA)
Doença causada pela infecção com o vírus da imunodeficiência humana (Hiv) caracterizada
por
supressão profunda da imunidade mediada por linfócitos T CD4 positivos (linfócito T
CD4+), com infecções oportunistas, neoplasias secundárias e manifestações neurológicas.
Não confundir:
HIV = agente viral
HIV+ paciente portador de HIV
AIDS doença causada em pacientes
HIV + quando do aparecimento dos sintomas
Mecanismo de ação do vírus
-Principal alvo do vírus é o linfócito T auxiliar (helper)
- HIV fixa-se a um marcador especial da célula T auxiliar denominado antígeno CD4
-O vírus mata a célula T auxiliar a medida que ela se prolifera.
- Indivíduo possui redução acentuada da célula T auxiliar e CD4.
- CD4 inferior a 200 células/mm3 indica presença de AIDS (Centers for Disease control and
Prevention)
-Quando contagem de CD4 for inferior a 50 células/mm3, pacientes desenvolvem a maioria
das infecções graves associadas a AIDS.
Patogênese
Ciclo do HIV
l- Entrada na célula
- Moléculas do envelope viral (gp120; gp41)
- Quimiocinas (CCR5; CXCR4)
2- Transcrição reversa do genoma
- Transcriptase reversa Viral (RNA DNA)
3- Integração do DNA (irreversível)
- Integrase
4- Clivagem e liberação de virions
- Protease
- Corpos multivesiculares
O Que é CD4?
Cluster Of Differentiation (geralmente abreviado como CD)ou grupamento de diferenciação
em português são moléculas da superfície celular usadas como marcadores para diferenciar
variados tipos de células.
LINFÓCITOS B
> Maturados na Medula Óssea
> Responsáveis pela resposta humoral adaptativa
> Produzem Imunoglobulinas (Ig) / Anticorpos (Ac)
LINFÓCITOS T
Maturados no Timo
> Responsáveis pela resposta imune celular
> Divididos segundo suas características:
T citotóxico (CD8) - com atividades citolíticas
T helper (CD4) - interage com outras células como
Linfócitos B e MAC (INF-7)
FORMAS DE TRANSMISSÃO do HIV:
A) CONTATO SEXUAL
B) INOCULAÇÃO PARENTERAL (TRANSFUSÕES, USUÁRIOS DE DROGAS)
C) VERTICAL (MATERNO-FETAL)
D) ACIDENTAL (AGULHAS - 0,3%)
Fatores que facilitam a transmissão
a) DST
b) Ulcerações genitais
Principais anormalidades da função imunológica na AIDS
a) Linfopenia
b) I função das células T
c) lativação das células B
d) alteração de função de monÓcitos macrÓfagos
História natural evolutiva na AIDS:
a) Fase aguda inicial
b) Fase crônica média
c) Fase de crise final
Classificação da OMS
Em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) agrupou essas infecções e condições em
conjunto através da introdução de um sistema de estadiamento para pacientes infectados
com HIV.Uma atualização ocorreu em setembro de 2n5. A maioria dessas condições São
infecções oportunistas que são facilmente tratáveis em pessoas saudáveis.
Estagio I: infecção pelo HIV é assintomática e não classificada como AIDS;
Estag10 II: inclui pequenas manifestações mucocutâneas e recorrentes infecções do
trato respiratÓrio superior;
Estagio III: inclui diarreia crônica inexplicada por mais de um mês, as infecções
bacterianas e a tuberculose pulmo
Estagio IV: inclui a toxoplasmose cerebral, candidíase do esôfago, traqueia,
brânquios e pulmões e o sarcoma de Kaposi; essas doenças são indicadores da AIDS.
Sistema de classificação do CDC
Existem duas principais definições para a AIDS, ambos produzidos
pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC). A velha
definição é a referência para a AIDS usando doenças que eram
associados a ela, como por exemplo a linfadenopatia, a doença que
os descobridores do HIV originalmente nomearam o vírus.
Em 1993, o CDC expandiu a sua definição para a AIDS incluindo
todas as pessoas HIV positivas com contagens de células T
CD4 + abaixo de 200 por mm3 de sangue ou 14% do total de
linfócitos.
Infecções oportunistas e neoplasias que definem a AIDS em pacientes com infecção por Hl
V.
Linfonodos: aumentados, podendo ser hiperplásicos.
Evolução:
Hiperplasia folicular, involução folicular com depleção linfocitária posterior.
Quadro 7.5 INFECÇÕES OPORTUNISTAS E NEOPLASIAS QUE DEFINEM
A AIDS EM PACIENTES COM INFECÇÃO POR HIV
Infecções
Infecções por protozoários e helmintos
Criptosporidiose ou isosporidiose (enterite)
Pneumocitose (pneumonia ou infecção disseminada)
Toxoplasmose (pneumonia ou infecção do SNC)
Infecções fúngicas
Candidíase (esofágica, traqueal ou pulmonar)
Criptococose (infecção do SNC)
Coccidioidomicose (disseminada)
Histo Iasmose (disseminada
Destaque de infecções oportunistas na AIDS:
Candidíase:
surge Candidíase oral/esofágica, tardiamente disseminada
Identificação:
pseudo-hifas e esporos (microscopia)
Pneumocistis carinii
Macro:
pulmões compactados, de aspecto pneumônico,
carnoso, vermelho.
Micro:
aspecto espumoso anfofílico, intraalveolar difuso
(na H.eosina.com inflamação inespecífica septal.
Tuberculose:
a) Ganglionar
b) Pulmonar
Em ambas as formas são rapidamente progressivas e atípicas.
Herpes Hominis Tipo 11:
Corresponde a forma genital de herpes.
Na AIDS freqüentes ulcerações.
Diagnóstico histológico: células gigantes multinucleadas com nÚcleos geométricos
retangulares, com centro claro, cromatina periférica.
Sarcoma de Kaposi (cancer vascular)
Na AIDS — difuso, agressivo, comprometendo pele, mucosas, tubo
digestivo, vísceras.
1) Defina AIDS.
2) Qual é a diferença entre AIDS, HIV e HIV+ ?
3) O que é CD4?
4) Qual a função dos linfócitos CD4+ ?
5) Quais são as formas de contágio de AIDS?
6) Quais são as fases mais comuns da doença causada
pela infecção por HIV?
7) Qual é o parâmetro atual adotado pelo CDC para
definir se o paciente esta com AIDS ou se é portador?