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Terapia por Laser de Baixa Intensidade LBI RESUMIDA

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Deborah

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Terapia por laser de Baixa 
Intensidade – LBI 
PROF. MSC. LEONARDO A. MASSABKI CAFFARO 
MESTRE EM CIÊNCIAS (FMUSP) 
ESPECIALISTA EM FISIOTERAPIA MUSCULOESQUELÉTICA (ISCMSP) 
 
SÃO PAULO, 2022 
 
 Identificar os diferentes tipos de lasers 
 Identificar os princípios físicos do laser 
 Saber das diferentes técnicas de aplicação 
 Saber as indicações, precauções e 
contraindicações 
Objetivos 
Prentice (2014) 
Fóton 
• Unidade básica de luz, um pacote ou quantidade de energia 
Divergência 
• Afastamento dos raios de luz, disseminação, espalhamento 
Monocromaticidade 
• Mono (um), cromo (cor). Condição que ocorre quando uma 
fonte de luz produz uma única cor, um único comprimento de 
onda (λ) 
Glossário 
Prentice (2014) modificado por Caffaro (2022) 
Características da luz 
CARACTERÍSTICAS, TEORIAS, PRODUÇÃO, 
PROPRIEDADES FÍSICAS 
Como se “produz” luz? 
 Camadas de > E (> n° 
de elétrons) 
 Salto de órbita mais 
distante do núcleo 
para uma órbita mais 
próxima 
 Fóton (quantum): 
partícula de energia 
Como se “produz” luz? 
Características da luz 
Teoria das partículas 
(quantum) 
 Comportamento de 
uma partícula 
 Modelo atômico 
 
Teoria da onda luminosa 
 Comportamento de onda 
(ex.: reflexão, refração, 
absorção) 
 c (m/s) = f (Hz) x λ (m) 
 c = Velocidade da luz 
 f = frequência da onda 
 λ = comprimento de 
onda 
Comportamento de onda 
Prentice (2014) 
 Descrita pelo seu comprimento de onda (λ) 
e frequência (F) 
 Comprimento de onda (λ): descreve onde ela 
cai no espectro eletromagnético (EM) e a 
cor que ela produz dentro do espectro 
visível 
 Propriedades físicas de reflexão, refração e 
absorção 
Características da luz 
Behrens e Beinert (2018) 
Comprimento de onda 
(λ) 
 O espectro da luz visível é 
composto de luz de diferentes 
comprimentos de onda, cada um 
representado por sua própria cor 
específica 
 O comprimento de onda é a 
distância entre o início e o fim de 
um único ciclo de onda 
 Nanometros (nm) ou 1 metro/1 
bilhão 
 Onda senoidal 
 Espectro visível: do violeta ao 
vermelho (400-800 nm) 
 Luz não visível: Ultravioleta (UV) 
180-400 nm; luz Infravermeha (IV) 
800-1.500 nm 
Behrens e Beinert (2018) 
Frequência (F) 
 A frequência de uma cor da luz é 
inversamente proporcional ao 
comprimento de sua onda 
 Isso ocorre porque a velocidade 
da luz é uma constante 
 c (m/s) = f (Hz) x λ (m) 
 ≈ 300.00 = +/- f x -/+ λ 
 c = Velocidade da luz 
 f = frequência da onda 
 λ = comprimento de onda 
 Efeitos na absorção e 
profundidade 
Behrens e Beinert (2018) modificado por Caffaro (2022) 
Características “gráficas” da luz 
In
te
n
s
id
a
d
e
 
Tempo 
Burst - Modo pulsado (Hz) 
Energia (J) 
Comprimento de onda (λ) em nm 
Intervalo inter-burst 
Pulso – Frequência (Hz) 
Propriedades físicas da 
luz 
 A luz, como o som, viaja em 
um padrão de onda senoidal 
e tem propriedades 
específicas, como reflexão, 
refração e absorção 
 
Behrens e Beinert (2018) 
Absorção 
Refração 
Refração e difração 
A difração divide a luz branca em todas as cores do EM 
Prentice (2014) 
Propriedades físicas da 
luz 
Reflexão Refração Absorção 
Enviar de volta um 
raio de energia 
radiante a partir de 
uma superfície 
(ricochete) 
O grau de reflexão 
se reduz conforme o 
ângulo de 
tratamento se 
aproxima de 90° 
 
Curvatura da energia 
ligada à fonte de 
energia, refere-se ao 
ângulo de incidência da 
energia fornecida 
A fonte de luz pode ser 
redirecionada para fora 
de uma superfície em 
um ângulo 
 
Capacidade de uma 
substância de 
incorporar energia 
luminosa ou radiante 
A intensidade da fonte 
de luz diminuirá à 
medida que ela passar 
através de uma 
substância 
Behrens e Beinert (2018) 
Ângulo de incidência e 
dosagem 
 A intensidade de absorção também 
dependerá da distância da fonte 
 Dobrando a distância da fonte de 
luz normalmente aumenta a 
propagação da fonte de luz 
cobrindo uma área > 
 Ao aumentar a área, sem alterar a 
intensidade da fonte, obtém-se o 
mesmo resultado que ao diminuir a 
intensidade por unidade de área 
Behrens e Beinert (2018) modificado por Caffaro (2022) 
Ângulo de incidência e 
dosagem 
 2 x distância = 4x a área = 
intensidade/4 (25%) 
 Exemplo 
 Área tto (1 cm²) 
 Distância de 10 cm 
 100% intensidade por cm² 
 Exemplo continuação 
 Ao mover para uma distância de 20 
cm a área de superfície coberta vai 
para 4 cm² e agora cada cm² 
recebe 25% da intensidade quando 
comparada a situação anterior 
Behrens e Beinert (2018) modificado por Caffaro (2022) 
Laser 
DEFINIÇÃO, HISTÓRICO, FÍSICA 
 LASER 
 Light Amplification by Simulated Emission of Radiation 
 Amplificação da luz por emissão estimulada da 
radiação 
 Terapia por LASER de baixa intensidade (LBI) 
 Low Level Laser Therapy (LLLT) 
 Baixa intensidade < 1 W (valores divergentes na 
literatura) 
 Tratamento com laser de baixa potência, laser 
terapêutico, laser de baixa potência, laser de baixa 
potência, laser de baixa energia, fotobiomodulação 
Definições 
Robertson et al. 2009; Prentice (2014) 
1916 
•Einstein postulou 
teoremas que 
conceitualizaram a 
criação dos lasers 
1955 
•Townes e Schawlow 
produziram emissão 
estimulada de 
microondas além do 
espectro 
eletromagnético visível 
1960 
•O trabalho de Townes e 
Schawlow levou à 
produção de Masers 
ópticos por Theodore 
Maiman 
•Laser de rubi sintético 
1965 
•Termo Maser óptico foi 
substituido por laser 
Histórico 
Prentice (2014) 
Física 
LASER DE BAIXA INTENSIDADE 
 Forma de energia eletromagnética com 
comprimentos de onda e frequências que 
estão dentro das porções de luz infravermelha 
e luz visível do espectro eletromagnético 
 A energia luminosa eletromagnética é 
transmitida no espaço como ondas que 
contêm pequenos “pacotes de energia”, 
chamados fótons 
 Cada fóton contém uma qtde definida de 
energia, dependendo de seu comprimento de 
onda (cor) 
Definição 
Prentice (2014) 
Produção do laser 
•Câmara ópitica 
•Material gasoso, líquido ou sólido 
•Propriedades ópticas específicas 
Meio de produção 
•Basicamente elétrica (tomada) 
•Utilizada para estimular o meio de produção 
•Produção de fótons 
Fonte de energia externa 
•Nas 2 extremidades da câmara 
•1 totalmente reflexivo 
•1 semitransparente 
•Armazenam e geram mais fótons 
 
Espelhos 
Corrente elétrica 
estimula o meio de 
produção 
Geração de fótons 
idênticos 
Fótons são 
refletidos pelos 
espelhos 
Fótons vão e 
voltam na câmara 
Estimulação de 
novos fótons 
Câmara não 
consegue mais 
armazenar energia 
Fótons ejetados do 
espelho 
semitransparente 
• Feixe de luz 
Prentice (2014) 
Produção do laser 
O “caminhar” dos fótons produz mais fótons! 
Prentice (2014) 
Propriedades do laser 
 A luz do laser é 
emitida de uma 
maneira organizada e 
não em um padrão 
randômico como nas 
fontes de luz 
incandescente e 
fluorescente 
Prentice (2014); Behrens e Beinert (2018) 
 
Propriedades do laser 
Monocromaticidade Colimação Coerência 
Fótons idênticos 
Frequência única 
Comprimento de 
onda específico (λ) 
 
Laser é 
minimamente 
divergente 
(raio/feixe) 
 
Teoria da onda 
luminosa 
Todos fótons de 
mesmo comprimento 
de onda (λ) 
Todas ondas em fase 
umas com as outras 
Temporal: 
crista/crista; vale/vale 
Espacial: mesma 
direção 
Robertson et al., 2009; Prentice (2014) 
Colimação 
Profundidade de 
penetração de laser 
GaAs 
Penetração direta de 1 
cm (feixe colimado) 
Efeitos em até 5 cm 
(feixe minimamente 
divergente) 
Prentice (2014) 
Coerência 
Espacial: vão para a 
mesma direção 
Temporal: ondas andam 
juntas (cristas, vales, 
nodos coicidem) 
Isto ocorre porque 
todas ondas tem o 
mesmo λ e F, portanto, é 
monocromática 
Behrens e Beinert (2018) 
Espacial Temporal 
Laser 
Luz 
Bases físicas 
LASER 
Energia 
Introdução Geralmente os artigos 
internacionais 
colocam seus 
resultados em energia 
(Joules - J) 
 Um joule é equivalente 
a 1 watt por segundo 
 WALT usa dados em 
energia (J) 
E = Pm . t 
 E: Energia (J) 
 Pm: Potência (W) 
 t: Tempo de aplicação 
(seg) 
 
Potência (média) 
Introdução 
 A potência 
corresponde a 
energia aportada pela 
unidade de tempo 
 Dado fornecido pelo 
fabricante 
Pm = E/t 
 Pm: Potência (W) 
 E: Energia aportada 
(J) 
 t: Tempo de emissão 
(seg.) 
 
Modo de emissão 
Prentice (2014) 
Equipamentos com 
emissão contínua 
P
o
tê
n
c
ia
 (
m
W
) 
Tempo (Seg.) 
10 
100 
1 Joule 
Potência de 
emissão 
Potência média (pulsado) 
Introdução 
 Equipamentos com 
emissão pulsada 
 Ou a Pm ou a Pp é 
fornecida pelo 
fabricante 
 Tp e F costumam ser 
fornecidas pelo 
fabricante 
 
 
Pm = Pp . Tp . F 
 Pm = Potência média 
(mW) 
 Pp = Potência de pico (W 
ou mW) 
 Tp = Duração do pulso 
(ms, s ou ns) 
 F = Frequência de pulsos 
(Hz) 
Equipamentos com emissão 
pulsada 
P
o
tê
n
c
ia
 (
W
 o
u
 m
W
) 
Potência de 
pico 
Potência 
média 
Tempo (µs) 
200 
Densidade de energia (fluência 
ou exposição radiante) 
Introdução 
 Corresponde a quantidade 
de energia depositada em 
uma determinada área 
 Geralmente é fornecida a 
densidade de energia e não 
a energia 
 Prestar atenção nas 
unidades de medida 
DE = E/A = Pm . t/A 
 DE: Densidade de energia 
(J/cm²) 
 E: Energia (J) 
 Pm: Potência (W) 
 t: Tempo de aplicação (seg) 
 A: Área irradiada (cm²) 
 
 
Densidade de potência 
(irradiância) 
Introdução 
 Relação entre 
potência de emissão 
(potência média) e a 
área irradiada 
 Na prática este dado 
não é utilizado 
DP = Pm/A 
 DP: Densidade de 
potência (W/cm²) 
 Pm: Potência (W) 
 A: Área irradiada 
(cm²) 
 
Dicas! 
 Saber muito bem que: 
 E = Pm.t 
 SEMPRE conferir as 
unidades de medidas! 
 Densidade de X = 
X/área 
Calcule 1 
 Pm: 10 mW 
 Área do feixe: 0,2 cm² 
 ΔP: 50 mW/cm² 
 t: 20 segs 
 
 E = ? 
 ΔE = ? 
 E (J) = Pm (W) x 
Tempo (s) 
 E = 0,01 x 20 
 E = 0,2 J 
 
 ΔE (J/cm²) = E 
(J)/A(cm²) 
 ΔE = 0,2/ 0,2 
 ΔE = 1 J/cm² 
Calcule 2 
 Pm: 30 mW 
 Área do feixe: 0,5 cm² 
 t: 30 segs 
 
 E = ? 
 ΔE = ? 
 ΔP = ? 
 
 E (J) = Pm (W) x Tempo (s) 
 E = 0,03 x 30 
 E = 0,9 J 
 
 ΔE (J/cm²) = E (J)/A(cm²) 
 ΔE = 0,9/ 0,5 
 ΔE = 1,8 J/cm² 
 
 ΔP = Pm (W)/ A (cm²) 
 ΔP = 0,03/0,5 
 ΔP = 0,06 W/cm² 
Tipos de laser 
MEIOS DE PRODUÇÃO, INTENSIDADE, 
CATEGORIA 
Natureza de produção 
 Os lasers são 
classificados de 
acordo com a 
natureza do meio de 
produção colocado 
entre 2 superfícies 
refletoras 
Cristal e vidro (estado 
sólido) 
Gás 
Semicondutor 
Corante líquido 
Corante químico 
Prentice (2014) 
Potência 
Alta potência 
 Cirúrgicos 
 Lasers quentes 
 Respostas térmicas 
 Usos: corte cirúrgico 
e coagulação, 
oftalmologia, 
dermatologia, 
oncologia e 
especialidades 
vasculares 
Baixa potência 
 Terapêuticos 
 Laser de fotobiomodulação 
 Cicatrização de feridas e 
manejo da dor 
 Potência máxima: 1 Watt 
(W) 
 Efeitos fotoquímicos não 
térmicos 
 São considerados de baixa 
potência qualquer aparelho 
de laser que não gera 
resposta térmica 
Robertson et al., 2009; Prentice (2014) modificado por Caffaro (2022) 
Lasers mais comuns 
HeNe: vermelho, modo contínuo, (λ) de 632,8 nm, penetração direta (2-5 mm), 
indireta (10-15 mm) 
GaAs: invisíveis (IV), modo pulsado, (λ) de 904 nm, potência média de 0,4 mW, 
penetração direta (1-2 cm), indireta (5 cm) 
Prentice (2014) 
 Após observar uma demonstração do uso 
do laser em cirurgia, um paciente expressa 
preocupação de que o emprego do laser 
para tratar um ponto-gatilho miofascial 
provocará queimaduras na pele 
 O que o fisioterapeuta deve explicar ao 
paciente para diminuir seus receios? 
Tomada de decisão 
clínica 
Prentice (2014) modificado por Caffaro (2022) 
 Esclarecer que o laser cirúrgico é diferente 
do terapêutico 
 O laser cirúrgico é quente e o terapêutico é 
frio 
 O pcte não sentirá nada e não haverá 
queimaduras 
Resposta 
Prentice (2014) 
Laser de baixa 
intensidade (LBI) 
COMPONENTES, TIPOS, COMPRIMENTOS DE 
ONDA E EFEITOS 
 20 – Ponta/ponteira/abertura de laser 
 21 – Corpo da caneta ou Probe 
 Cluster (LED) – opcional (áreas grandes) 
 Óculos de proteção 
Componentes do LBI 
 He-Ne  632,8 nm (vermelho - R) 
 He: Hélio 
 Ne: Neônio 
 Lasers de diodo 
 As-Ga, As-Ga-Al, In-Ga-Al-P 
 As: Arseneto 
 Ga: Gálio 
 Al: Alumínio 
 In: Indio 
 P: Fósforo 
 430 nm; 480 nm (azul - B) 
 658 nm; 660 nm; 670 nm (vermelho – R) 
 830 nm; 904 nm; 905 nm; 907 nm (infra-vermelho – IR) 
Tipos e comprimentos 
de onda (λ) 
Vermelho 
Azul 
Vermelho 
Infravermelho 
Ação nos tecidos biológicos 
- Componentes 
Cromóforos 
 Moléculas ou parte de 
moléculas que absorvem 
a luz 
 Cromo: luz 
 Foro: que leva ou 
conduz 
 
Citocromos(as) 
 Proteínas que facilitam 
o movimento de elétrons 
em processos 
metabólicos 
 Cito: célula 
 Cromo: luz 
 
Efeito biomodulatório 
 Influência sobre as fçs 
celulares  estimulação ou 
inibição das atividades 
(reações químicas) [Lei de 
Arndt-Schultz] 
 Inibição  fotodestruição 
de citocromos da cadeia 
respiratória 
 Estimulação de baixo nível 
 modulação das atividades 
celulares 
LASER 
Absorção por 
cromóforos 
Excitação na 
transferência de 
elétrons 
(citocromos) 
Aumento 
superóxido 
(SOD) e O2 
Aumento da taxa 
de respiração 
(mitocôndria) 
= ATP (energia) 
Efeitos a curto prazo 
(fisiológicos) 
Efeitos a longo prazo 
(terapêuticos) 
LASER 
> 
mitose 
Modulação 
reparação 
tecidual 
< 
edema 
Analgesia 
(dor 
aguda e 
crônica) 
Bacterici
da 
Behrens e Beinert (2018) modificado por Caffaro (2022) 
Teste 
Vermelho Infravermelho 
Autoria própria 
Teste improvisado - 
IV 
Autoria própria 
Parametrização 
LBI 
Profundidade de aplicação 
Laser vermelho 
 Superficial 
 0,2-0,5 cm efeito 
direto 
 0,8-1 cm efeito 
indireto 
Laser infravermelho 
 Profundo 
 0,5-1 cm efeito direto 
 1-2 cm efeito indireto 
 
Prentice (2014) 
Modo de emissão 
 
Contínuo 
 Lasers a gás (He-Ne) 
 Lasers diodo 
semicondutor (As-Ga, 
As-Ga-Al, In-Ga-Al-P) 
 No modo contínuo 
você consegue a 
energia desejada de 
forma mais rápida! 
 
 
Pulsado 
 Lasers diodo 
semicondutor (As-
Ga, As-Ga-Al, In-Ga-
Al-P) 
 Frequência variam 
de 10-8.000 Hz 
 
Densidade de energia (fluência) 
 Se E (J) = Pot (W) x Tempo 
(s) e, o equipamento a 
potência se mantém 
constante 
 Para mexer na energia (J) 
necessariamente o 
equipamento deve alterar o 
tempo de exposição! 
 WALT 
 World Association of Laser 
Therapy 
 Associação Mundial de 
Terapia por Laser 
 Utiliza dose em Joules (J) 
 Mais adequado 
Behrens e Beinert (2018) modificado por Caffaro (2022) 
Energia - Infravermelho 
 Classe: 3 B 
 Comprimento de 
onda: 780-860 nm 
 Meio: GaAlAs 
 Modo: Contínuo ou 
pulsado 
 Potência: 5-500 mW 
 Tempo: 20-300 seg 
 Tratamento: diário por 2 semanas ou 
intermitente por 3-4 semanas 
 A irradiação deve cobrir a maior 
parte do tecido patológico 
 Início do tto de acordo com a tabela 
 Diminuir em 30% da energia após 
controle da inflamação 
 A energia deve ficar entre +/-50% da 
energia proposta na tabela 
 Estes valores são voltados para 
população de pele caucasiana 
 Fototipo elevado = > melanina = > 
absorção do laser 
 Diminuir a dose/energia 
WALT (2010) 
Energia - Infravermelho 
WALT (2010) 
Energia - Infravermelho 
 Classe: 3 B 
 Comprimento de onda: 
904 nm 
 Meio: GaAs 
 Potência de pico: > 1 W 
 Potência média: > 5 
mW 
 Densidade de 
potência: > 5 mW/cm² 
 Tempo: 30-600 seg 
 Tratamento: diário por 2 semanasou 
intermitente por 3-4 semanas 
 A irradiação deve cobrir a maior 
parte do tecido patológico 
 Início do tto de acordo com a tabela 
 Diminuir em 30% da energia após 
controle da inflamação 
 A energia deve ficar entre +/-50% da 
energia proposta na tabela 
 Estes valores são voltados para 
população de pele caucasiana 
 Fototipo elevado = > melanina = > 
absorção do laser 
 Diminuir a dose/energia 
WALT (2010) 
Energia - Infravermelho 
WALT (2010) 
Equipamento de LBI 
 Aqui temos: 
 Unidade de LBI 
 Caneta (probe) 
 Pulseira de ILIB 
 Nesta unidade em 
especial 
 Da pra regular a 
potência (mW) 
 Da pra regular a 
Energia (J) 
 Da pra fazer ILIB 
Autoria própria 
Aplicação 
LBI 
 Explicar a laserterapia ao paciente 
 Indicação e proteção (óculos) 
 Preparação da área de tratamento 
 Expor área 
 Limpar (algodão com álcool) 
 Posicionamento 
 Parametrização 
 Aplicação 
 
 
Procedimentos básicos 
 O método de aplicação afeta na quantidade de energia 
fornecida aos tecidos 
 A dose (energia em Joules - J) é a variável mais importante no 
tratamento com laser 
 Ponta do aplicador em contato leve com a pele 
perpendicularmente (90°) 
Técnicas de aplicação 
Prentice (2014) 
Técnicas de aplicação 
Pontual 
 Com contato ou sem 
contato 
 Tipo borda 
 Gradeamento (1 cm 
entre pontos)* 
 
Varredura 
 Com contato ou sem 
contato 
 Gradeamento 
 
Pontual 
 Sempre que possível, 
devemos utilizar esta 
técnica 
 Razões: 
 Maximização da densidade 
de potência/irradiância (Lei 
do quadrado inverso) 
 ↓ reflexão 
 ↓ atenuação do feixe, 
oferecendo > quantidade de 
energia ao tecido 
(hemoglobinas) 
Pontual (tipo borda) 
 Pacientes que apresentem 
feridas abertas; 
 Impossibilidade de contato 
da ponteira da probe com o 
tecido (mesmo com papel 
filme)  infecção e 
desconforto (dor) 
Gradeamento 
 Área de tto é dividida em uma 
grade de centímetros quadrados 
(cm²), cada cm² é estimulado por 
tempo específico 
 Método + utilizado 
 Sempre que possível utilizada de 
forma pontual e com contato direto 
 Não se deve desenhar linhas e 
pontos na pele do paciente, pois 
isso pode absorver parte da energia 
da luz 
 Feridas abertas: papel plástico 
(filme) claro e esterilizado sobre o a 
região 
 Permite o contato com a 
superfície 
Prentice (2014) modificado por Caffaro (2022) 
Rastreamento 
 Não há contato entre a 
ponta do laser e a pele 
 Ponta do aplicador 
mantida entre 0,5-1 cm do 
ferimento 
 Como ocorre divergência 
de feixe, a qtde de 
energia < à medida que a 
distância do alvo > 
 Difícil quantificar a 
energia perdida quando 
a distância do alvo é 
variável 
Prentice (2014) 
Oscilação (varredura) 
 Fusão das técnicas de 
gradeamento e 
rastreamento com 
movimento 
 Com contato: usar papel 
filme, para áreas grandes 
 Sem contato: 0,5-1 cm da 
pele, para feridas abertas 
 Gradeamento imaginário 
 “Varre” a área de tto 
movendo a probe (caneta) 
 Não recomendada 
Prentice (2014) modificado por Caffaro (2022) 
 Um fisioterapeuta está tratando um entorse 
de tornozelo 
 Como ele pode aplicar o laser de tal forma 
que haja uma deposição de energia o mais 
uniforme o possível? 
Tomada de decisão clínica 
Prentice (2014) 
 Técnica de gradeamento com contato 
direto (pontual) 
Resposta 
Prentice (2014) 
Geral 
Prentice (2014) 
 Tecidos infectados com bactérias não virulentas (usar apenas 
laser azul – 430 nm; 480 nm) 
 Áreas com má circulação 
 Zonas hipoestésicas 
 Nervos em regeneração 
 HAS e insuficiência cardíaca 
 Sobre áreas com dispositivos/implantes eletrônicos 
 Sobre pele íntegra com implantes metálicos, de plástico ou 
cimento 
 Inflamação aguda ou reagudizada 
 Descontinuidade da derme e doenças dermatológicas 
Indicações 
Rennie (2011) 
 Pacientes com desordens de fotossensibilidade (Xeroderma pigmentosum) ou 
Lupus eritematoso sistêmico (microvasculite, 2-3 d intervalo) 
 Pacientes infectados que tenham o sistema imune comprometido 
 Pacientes com déficit de comunicação e/ou cognição 
 Sobre epífise de crescimento 
 Sobre seio carotídeo 
 Infecções de alta virulência (tuberculose) 
 Lombar ou abdome de gestantes (35 semanas) 
 Áreas recém irradiadas e tumores 
 Hemorragias ou risco desta (hemofilia) 
 Regiões de TVP ativa ou tromboflebite 
 Olhos e gônadas 
 ***TEXTO EM AMARELO SÃO CONTRAINDICAÇÕES 
Precauções e contraindicações 
Rennie (2011) 
Indicações e 
contraindicações - Resumo 
Prentice (2014) 
Irradiação de laser intravascular 
do sangue (ILIB) 
INTRAVASCULAR LASER IRRADIATION OF 
BLOOD (ILIB) 
ILIB - introdução 
 Intravascular Laser 
Irradiation of Blood 
 Irradiação de laser 
intravascular do sangue 
 Apesar do nome a técnica 
é: 
 Trascutânea ou 
transmucosal 
 Irradiação não-
intravascular (não 
invasiva) de ártéria 
palpável (mensurável) 
 
Golçalves et al., (2022) 
ILIB - introdução 
Golçalves et al., (2022); https://100fronteiras.com/saude-ciencia/coronavirus/noticia/terapia-ilib-mais-uma-arma-no-tratamento-do-
covid-19/ 
 Utiliza-se 
predominantemente a 
artéria radial 
 Uso de bracelete 
 LBI V ou IV 
 Começou a ser 
estudada em 1981 na 
antiga União 
Soviética 
ILIB - mecanismos 
Citocromo C 
• Fotorreceptor 
• Responde a irradiação 
Ativação da produção 
de Adenosina 
Trifosfato (ATP) 
• Energia 
< da produção de 
radicais livres 
Alteração da bomba 
de sódio e potássio 
Alteração nos canais 
de cálcio 
Melhora do fluxo de 
elétrons da cadeia 
respiratória 
(mitocôndria) 
Efeitos biológicos em 
escala sistêmica 
Golçalves et al., (2022) 
 Irradiação 
 Hemoglobina é um 
bom cromóforo 
 Estimulação da 
membrana e 
mitocôndria 
 
 
ILIB - efeitos 
Fisiológicos 
 Redução do estresse oxidativo e de 
disfunção mitocondrial 
 Aumento de HDL e redução de LDL 
 Aumento de interleucina antiinflamatória 
(IL-10) 
 Diminuição de interleucinas pró-
inflamatórias (IL-1β e IL-6) 
 Redução de glicose, glicose-6-fosfato, L-
histidina, L-Alanina, ácido 
dehidroascórbico, ácido hidroxibutírico R-3 
 Aumento de L-arginina 
 Efeitos positivos na função de leucócitos 
 > fagocitose por neutrófilos 
 Melhora da perfusão sanguínea 
 Formação de células nervosas 
 
 
 
Terapêuticos 
 < trigliceres 
 Antiinflamatório 
 Redução dos níveis de 
açúcar no sangue 
 > resposta imunológica 
 Ganho de energia e de 
força muscular 
 Analgesia 
 Melhora da qualidade de 
vida 
Golçalves et al., (2022) 
ILIB – parametrização 
geral 
 Comprimento de onda (λ): 
405-808 nm 
 Azul, vermelho e 
infravermelho 
 + comum: vermelho 
 Potência: 1-100 mW 
 + comum: 100 mW 
 Tempo: 5-60 min 
 + comum: 30-60 min 
 O tratamento usualmente é 
dado por tempo e não por 
energia/dose (J) ou 
fluência/densidade de 
energia (J/cm²) 
Golçalves et al., (2022) modificado por Caffaro (2022) 
ILIB - estudos 
Golçalves et al., (2022) 
 A luz é transmitida pelo espaço pelos fótons 
 O laser se diferencia da luz por conta se suas 
propriedades (colimação, monocromaticidade, 
coerência) 
 Laser de alta potência (térmico, uso médico) e laser de 
baixa potência (atérmico, terapêutico, < 1 W) 
 Infravermelho (invisível, profundo), vermelho (visível, 
superficial) 
 Uso antibactericida, modula a reparação tecidual, 
analgesia, > fluxo sanguíneo, < de edema 
 Técnica de contato (90°) com gradeamento de 1 cm de 
distância é a mais indicada 
Resumo 
Prentice (2014) modificado por Caffaro (2022) 
 Aziz-Jalali MH, Tabaie SM, Djavid GE. Comparison of Red and Infrared Low-level Laser 
Therapy in the Treatment of Acne Vulgaris. Indian J Dermatol 2012;57(2):128-30. 
 Behrens B, Beinert H. Agentes físicos em reabilitação teoria e prática baseada em 
evidências. 3ª Ed. Barueri: Manole, 2018. 
 Gonçalves, R. G., Vitoria, A., Oliveira, G. D., Nunes, L. S.,Duarte, L., & Bacharelado, G. D. 
(2022). OPEN ACCESS ILIB LASERTHERAPY AND ITS SYSTEMIC EFFECT MARKERS : 
INTEGRATIVE REVIEW, 12, 55942–55946. 
 Low J e Reed A. Eletroterapia explicada: princípios e prática. 3ª Ed. Barueri: Manole, 
1999. 
 Prentice, William E.. Modalidades Terapêuticas para Fisioterapeutas. Edição do Kindle, 
2014. 
 Rennie S. Electrophysical agents contraindications and Precautions: An Evidence-Based 
Approach to Clinical Decision Making in Physical Therapy. Physiother Can 2011;62(5):1-
80. 
 Robertson V, Ward A, Low J, Reed A. Eletroterapia explicada: princípios e prática. 4ª Ed. 
São Paulo: Elsevier, 2009. 
 WALT [internet] World Association of Laser Therapy, 2010. Acessado em 15 Jul 2022 
https://waltpbm.org/documentation-links/recommendations/. 
Referências 
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