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Manual de Licenciatura do curso de 
Licenciatura em contabilidade e Auditoria 
Microeconomia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2022 ENSINO ONLINE. ENSINO COM FUTURO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manual de Licenciatura do Curso de Licenciatura em 
Contabilidade e Auditoria 
Microeconomia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1º ANO : Microecomia 
CÓDIGO ISCED21-ECOCFE008 
TOTAL HORAS/ 2 SEMESTRE 125 
CRÉDITOS (SNATCA) 5 
NÚMERO DE TEMAS 9 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
i 
 
 
 
 
Direitos de autor (copyright) 
 
Este manual é propriedade do Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED), e 
contêm reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução parcial ou total 
deste manual, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (electrónicos, mecânico, 
gravação, fotocópia ou outros), sem permissão expressa de entidade editora (Instituto 
Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED). 
A não observância do acima estipuladoo infractor é passível a aplicação de processos judiciais 
em vigor no País. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) 
Direcção Académica 
Rua Dr. Almeida Lacerda, No 212 Ponta - Gêa 
Beira - Moçambique 
Telefone: +258 23 323501 
Cel: +258 82 3055839 
 
Fax: 23323501 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
ii 
 
 
 
 
E-mail:isced@isced.ac.mz 
Website:www.isced.ac.mz 
 
Agradecimentos 
 
O Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) e o autor do presente manual 
agradecem a colaboração dos seguintes indivíduos e instituições na elaboração deste manual: 
Pela Coordenação 
 
Pelo design 
Direcção Académica do ISCED 
 
Direcção de Qualidade e Avaliação do ISCED 
Financiamento e Logística 
 
 
 
Pela Revisão 
 
Instituto Africano de Promoção da Educação 
a Distancia (IAPED) 
Victor Nuvunga, Licenciado em Economia e 
Gestão pela Universidade Católica de 
Moçambique. Pós Graduado em Ensino a 
Distância e eLearning pela UCP. 
 
Elaborado Por: Monteiro José Monteiro, Economista 
mailto:isced@isced.ac.mz
http://www.isced.ac.mz/
http://www.isced.ac.mz/
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
iii 
 
 
 
 
 
 
 
 
Visão geral 1 
Benvindo à Disciplina/Módulo de Microeconomia ........................................................... 1 
Objectivos do Módulo ....................................................................................................... 1 
Quem deveria estudar este módulo .................................................................................. 1 
Como está estruturado este módulo ................................................................................. 2 
Ícones de actividade .......................................................................................................... 3 
Habilidades de estudo ....................................................................................................... 3 
Precisa de apoio? ............................................................................................................... 5 
Tarefas (avaliação e auto-avaliação) ................................................................................. 6 
Avaliação ............................................................................................................................ 7 
TEMA – I: A MICROECONOMIA. 9 
UNIDADE Temática 1.1. Considerações Gerais à Disciplina e seu objecto. ....................... 9 
Introdução ......................................................................................................................... 9 
Sumário ............................................................................................................................ 13 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ...................................................................................... 14 
Exercícios de AVALIAÇÃO ................................................................................................. 15 
TEMA – II: O MODELO DA PROCURA E OFERTA. 15 
UNIDADE Temática 2.1.Introdução, Oferta e Demanda ................................................. 15 
Introdução ....................................................................................................................... 15 
Sumário ............................................................................................................................ 25 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ...................................................................................... 25 
Exercícios de AVALIAÇÃO ................................................................................................. 29 
TEMA – III: TEORIA DO CONSUMIDOR. 29 
UNIDADE Temática 3.1.Introdução, Comportamento do Consumidor ........................... 29 
Introdução ....................................................................................................................... 29 
Sumário ............................................................................................................................ 38 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ...................................................................................... 38 
Exercícios de AVALIAÇÃO ................................................................................................. 44 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
iv 
 
 
TEMA-IV: ESTRUTURA DE MERCADO 44 
UNIDADE Temática 4.1. Introdução a Mercados ............................................................. 44 
Introdução ....................................................................................................................... 44 
Sumário .................................................................................................................. 47 
Exercício de Autoavaliação ..................................................................................... 47 
Exercício de Avaliação ............................................................................................ 47 
TEMA – V: PRODUÇÃO 51 
UNIDADE Temática 5.1. Introdução a Produção ............................................................. 51 
Introdução ....................................................................................................................... 51 
Sumário ............................................................................................................................ 57 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ...................................................................................... 57 
Exercícios de AVALIAÇÃO ................................................................................................. 64 
UNIDADE Temática 5.2. Custos de Produção................................................................... 64 
Introdução ....................................................................................................................... 64 
Sumário ............................................................................................................................ 70 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ...................................................................................... 71 
Exercícios de AVALIAÇÃO ................................................................................................. 86 
TEMA – VI: MAXIMIZAÇÃO DE LUCROS E OFERTA COMPETITIVA 92 
UNIDADE Temática 7.1.Introdução, Maximização de Lucros e Oferta Competitiva ....... 92 
Introdução ....................................................................................................................... 92 
TEMA – VII: MERCADO PARA FACTORES DE PRODUÇÃO 108 
UNIDADE Temática 8.1.Introdução, Mercado para Factores de Produção. .................. 108 
Introdução..................................................................................................................... 108 
Sumário .......................................................................................................................... 113 
TEMA – VIII: EXTRENALIDADES E BENS PÚBLICOS 113 
UNIDADE Temática 9.1.Introdução, Extrenalidades e Bens Públicos. ........................... 113 
Introdução ..................................................................................................................... 113 
Sumário .......................................................................................................................... 121 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO .................................................................................... 121 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
v 
 
 
Exercícios de AVALIAÇÃO ............................................................................................... 137 
Referências Bibliograficas .............................................................................................. 140 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO .................................................................................... 141 
Exercícios de AVALIAÇÃO ............................................................................................... 149 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 2
0 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
1 
 
 
 
 
Visão geral 
Benvindo à Disciplina/Módulo de Microeconomia 
Objectivos do Módulo 
 
Ao terminar o estudo deste módulo de Microeconomia deverá ser 
capaz de: Apresentar a estrutura básica dos mercados, destacando 
seus objectivos, Interpretar o papel das unidades económicas 
básicas no funcionamento do sistema económico; dominar os 
conceitos fundamentais da economia; resolver os problemas 
económicos mais gerais e específicos; e apresentar argumentos 
económicos de forma clara e lógica. 
 
 
▪ Entender os conceitos básicos sobre a oferta e procura de bens 
e serviços; 
 
Objectivos 
Específicos 
▪ Perceber a diferença entre a análise positiva da análise 
normativa; 
▪ Conhecer as forças económicas que explicam as razões da 
alteração dos preços dos bens e serviços; 
 
 
 
 
 
Quem deveria estudar este módulo 
 
Este Módulo foi concebido para estudantes do 2º ano do curso de 
licenciatura em Contabilidade e Auditoria do ISCED e outros como 
Gestão de Recursos Humanos, Administração, etc. Poderá ocorrer, 
contudo, que haja leitores que queiram se actualizar e consolidar 
seus conhecimentos nessa disciplina, esses serão bem-vindos, não 
sendo necessário para tal se inscrever. Mas poderá adquirir o 
manual. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 2
0 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
2 
 
 
 
 
 
 
 
Como está estruturado este módulo 
 
Este módulo de Microeconomia, para estudantes do 2º ano do 
curso de licenciatura em Contabilidade e Auditoria, à semelhança 
dos restantes do ISCED, está estruturado como se segue: 
Páginas introdutórias 
 
▪ Um índice completo. 
▪ Uma visão geral detalhada dos conteúdos do módulo, 
resumindo os aspectos-chave que você precisa conhecer para 
melhor estudar. Recomendamos vivamente que leia esta secção 
com atenção antes de começar o seu estudo, como componente 
de habilidades de estudos. 
Conteúdo desta Disciplina / módulo 
 
Este módulo está estruturado em Temas. Cada tema, por sua vez 
comporta certo número de unidades temáticas ou simplesmente 
unidades. Cada unidade temática se caracteriza por conter uma 
introdução, objectivos, conteúdos. 
No final de cada unidade temática ou do próprio tema, são 
incorporados antes o sumário, exercícios de auto-avaliação, só 
depois é que aparecem os exercícios de avaliação. 
Os exercícios de avaliação têm as seguintes características: Puros 
exercícios teóricos/Práticos, Problemas não 
resolvidos e actividades práticas,incluído alguns estudos de caso. 
 
 
Outros recursos 
 
A equipa dos académicos e pedagogos do ISCED, pensando em si, 
num cantinho, recôndito deste nosso vasto Moçambique e cheio de 
dúvidas e limitações no seu processo de aprendizagem, apresenta 
uma lista de recursos didácticos adicionais ao seu módulo para você 
explorar. Para tal o ISCED disponibiliza na biblioteca do seu centro 
de recursos mais material de estudos relacionado com o seu curso 
como: Livros e/ou módulos,CD, CD-ROOM, DVD. Para além deste 
material físico ou electrónico disponível na biblioteca, pode ter 
acesso a Plataforma digital moodle para alargar mais ainda as 
possibilidades dos seus estudos. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 2
0 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
3 
 
 
 
 
 
 
Auto-avaliação e Tarefas de avaliação 
 
Tarefas de auto-avaliação para este módulo encontram-seno final 
de cada unidade temática e de cada tema. As tarefas dos 
exercícios de auto-avaliação apresentam duas características: 
primeiro apresentam exercícios resolvidos com 
detalhes. Segundo, exercícios que mostram apenas 
respostas. 
Tarefas de avaliação devem ser semelhantes às de auto-avaliação 
mas sem mostrar os passos e devem obedecer o grau crescente de 
dificuldades do processo de aprendizagem, umas a seguir a outras. 
Parte das tarefas de avaliação será objecto dos trabalhos de campo 
a serem entregues aos tutores/docentes para efeitos de correcção 
e subsequentemente nota. Também constará do exame do fim do 
módulo. Pelo que, caro estudante, fazer todos os exercícios de 
avaliação é uma grande vantagem. 
Comentários e sugestões 
 
Use este espaço para dar sugestões valiosas, sobre determinados 
aspectos, quer de natureza científica, quer de natureza 
didácticoPedagógica, etc., sobre como deveriam ser ou estar 
apresentadas. Pode ser que graças as suas observações que, em 
gozo de confiança, classificamo-las de úteis e o próximo módulo 
venha a ser melhorado, caso necessário. 
 
 
 
Ícones de actividade 
 
Ao longo deste manual irá encontrar uma série de ícones nas 
margens das folhas. Estes ícones servem para identificar diferentes 
partes do processo de aprendizagem. Podem indicar uma parcela 
específica de texto, uma nova actividade ou tarefa, uma mudança 
de actividade, etc. 
 
Habilidades de estudo 
 
O principal objectivo deste campo é o de ensinar aprender a 
aprender. Aprender aprende-se. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 2
0 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
4 
 
 
 
 
Durante a formação e desenvolvimento de competências, para 
facilitar a aprendizagem e alcançar melhores resultados, implicará 
empenho, dedicação e disciplina no estudo. Isto é, os bons 
resultados apenas se conseguem com estratégias eficientes e 
eficazes. Por isso é importante saber como, onde e quando estudar. 
Apresentamos algumas sugestões com as quais esperamos que caro 
estudante possa rentabilizar o tempo dedicado aos estudos, 
procedendo como se segue: 
1º Praticar a leitura. Aprender a Distância exige alto domínio de 
leitura. 
2º Fazer leitura diagonal aos conteúdos (leitura corrida). 
 
3º Voltar a fazer leitura, desta vez para a compreensão e assimilação 
crítica dos conteúdos (ESTUDAR). 
4º Fazer seminário (debate em grupos), para comprovar se a sua 
aprendizagem confere ou não com a dos colegas e com o padrão. 
5º Fazer TC (Trabalho de Campo), algumas actividades práticas ou as 
de estudo de caso, se existirem. 
IMPORTANTE: Em observância ao triângulo modo-espaço-tempo, 
respectivamentecomo, onde e quando estudar, como foi referido 
no início deste item, antes de organizar os seus momentos de estudo 
reflicta sobre o ambiente de estudo que seria ideal para si: Estudo 
melhor em casa/biblioteca/café/outro lugar? Estudo melhor à 
noite/de manhã/de tarde/fins-de-semana/ao longo da semana? 
Estudo melhor com música/num sítio sossegado/num sítio 
barulhento!? Preciso de intervalo em cada 30 minutos, em cada 
hora, etc.É impossível estudar numa noite tudo o que devia ter sido estudado 
durante um determinado período de tempo; Deve estudar cada 
ponto da matéria em profundidade e passar só ao seguinte quando 
achar que já domina bem o anterior. 
Privilegia-se saber bem (com profundidade) o pouco que puder ler e 
estudar, que saber tudo superficialmente! Mas a melhor opção é 
juntar o útil ao agradável: Saber com profundidade todos conteúdos 
de cada tema, no módulo. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 2
0 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
5 
 
 
 
 
Dica importante: não recomendamos estudar seguidamente por 
tempo superior a uma hora. Estudar por tempo de uma hora 
intercalado por 10 (dez) a 15 (quinze) minutos de descanso (chamase 
descanso à mudança de actividades). Ou seja que durante o intervalo 
não se continuar a tratar dos mesmos assuntos das actividades 
obrigatórias. 
Uma longa exposição aos estudos ou ao trabalho intelectual 
obrigatório, pode conduzir ao efeito contrário: baixar o rendimento 
da aprendizagem. Por que o estudante acumula um elevado volume 
de trabalho, em termos de estudos, em pouco tempo, criando 
interferência entre os conhecimentos, perde sequência lógica, por 
fim ao perceber que estuda tanto mas não aprende, cai em 
insegurança, depressão e desespero, por se achar injustamente 
incapaz! 
Não estude na última da hora; quando se trate de fazer alguma 
avaliação. Aprenda a ser estudante de facto (aquele que estuda 
sistematicamente), não estudar apenas para responder a questões 
de alguma avaliação, mas sim estude para a vida, sobre tudo, estude 
pensando na sua utilidade como futuro profissional, na área em que 
está a se formar. 
Organize na sua agenda um horário onde define a que horas e que 
matérias deve estudar durante a semana; Face ao tempo livre que 
resta, deve decidir como o utilizar produtivamente, decidindo 
quanto tempo será dedicado ao estudo e a outras actividades. 
É importante identificar as ideias principais de um texto, pois será 
uma necessidade para o estudo das diversas matérias que 
compõem o curso: A colocação de notas nas margens pode ajudar 
a estruturar a matéria de modo que seja mais fácil identificar as 
partes que está a estudar e Pode escrever conclusões, exemplos, 
vantagens, definições, datas, nomes, pode também utilizar a 
margem para colocar comentários seus relacionados com o que 
está a ler; a melhor altura para sublinhar é imediatamente a seguir 
à compreensão do texto e não depois de uma primeira leitura; 
Utilizar o dicionário sempre que surja um conceito cujo significado 
não conhece ou não lhe é familiar; 
 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 2
0 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
6 
 
 
 
 
Precisa de apoio? 
 
Caro estudante, temos a certeza que por uma ou por outra razão, o 
material de estudos impresso, lhe pode suscitar algumas dúvidas 
como falta de clareza, alguns erros de concordância, prováveis erros 
ortográficos, falta de clareza, fraca visibilidade, páginas trocadas ou 
invertidas,etc.). Nestes casos, contacte os serviços de atendimento e 
apoio ao estudante do seu Centro de Recursos (CR), via telefone, 
sms, E-mail, se tiver tempo, escreva mesmo uma carta participando 
a preocupação. 
Uma das atribuições dos Gestores dos CR e seus assistentes 
(Pedagógico e Administrativo), é a de monitorar e garantir a sua 
aprendizagem com qualidade e sucesso. Dai a relevância da 
comunicação no Ensino a Distância (EAD), onde o recurso as TIC se 
torna incontornável: entre estudantes, estudante – Tutor, estudante 
– CR, etc. 
As sessões presenciais são um momento em que você caro 
estudante, tem a oportunidade de interagir fisicamente com staff do 
seu CR, com tutores ou com parte da equipa central do ISCED 
indigitada para acompanhar as sua sessões presenciais. Neste 
período pode apresentar dúvidas, tratar assuntos de natureza 
pedagógica e/ou administrativas. 
O estudo em grupo, que está estimado para ocupar cerca de 30% 
do tempo de estudos a distância, é de extrema importância, na 
medida em que permite-lhe situar, em termos do grau de 
aprendizagem com relação aos outros colegas. Desta maneira ficara 
a saber se precisa de apoio ou precisa de apoiar aos colegas. 
Desenvolver hábito de debater assuntos relacionados com os 
conteúdos programáticos, constantes nos diferentes temas e 
unidade temática, no módulo. 
 
Tarefas (avaliação e auto-avaliação) 
 
O estudante deve realizar todas as tarefas (exercícios, actividades e 
auto avaliação), contudo nem todas deverão ser entregues, mas é 
importante que sejam realizadas. As tarefas devem ser entregues 
duas semanas antes das sessões presenciais seguintes. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 2
0 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
7 
 
 
 
 
Para cada tarefa serão estabelecidos prazos de entrega, e o não 
cumprimento dos prazos de entrega, implica a não classificação do 
estudante. Tenha sempre presente que a nota dos trabalhos de 
campo conta e é decisiva para ser admitido ao exame final da 
disciplina/módulo. 
Os trabalhos devem ser entregues ao Centro de Recursos (CR) e os 
mesmos devem ser dirigidos ao tutor/docente. 
Podem ser utilizadas diferentes fontes e materiais de pesquisa, 
contudo os mesmos devem ser devidamente referenciados, 
respeitando os direitos do autor. 
O plágio1 é uma violação do direito intelectual do(s) autor(es). Uma 
transcrição à letra de mais de 8 (oito) palavras do testo de um autor, 
sem o citar é considerada plágio. A honestidade, humildade 
científica e o respeito pelos direitos autoriais devem caracterizar a 
realização dos trabalhos e seu autor (estudante do ISCED). 
 
Avaliação 
 
Muitos perguntam: Como é possível avaliar estudantes à distância, 
estando eles fisicamente separados e muito distantes do 
docente/tutor!? Nós dissemos: Sim é muito possível, talvez seja uma 
avaliação mais fiável e consistente. 
Você será avaliado durante os estudos à distância que contam com 
um mínimo de 90% do total de tempo que precisa de estudar os 
conteúdos do seu módulo. Quando o tempo de contacto presencial 
conta com um máximo de 10% do total de tempo do módulo. A 
avaliação do estudante consta detalhada do regulamento de 
avaliação. 
Os trabalhos de campo por si realizados, durante estudos e 
aprendizagem no campo, pesam 25% e servem para a nota de 
frequência para ir aos exames. 
Os exames são realizados no final da cadeira da disciplina ou modulo 
e decorrem durante as sessões presenciais. Os exames pesam no 
 
 
 
1 Plágio - copiar ou assinar parcial ou totalmente uma obra literária, propriedade 
intelectual de outras pessoas, sem prévia autorização. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 2
0 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
8 
 
 
 
 
mínimo 75%, o que adicionado aos 25% da média de frequência, 
determinam a nota final com a qual o estudante conclui a cadeira. 
A nota de 10 (dez) valores é a nota mínima de conclusão da cadeira. 
Nesta cadeira o estudante deverá realizar pelo menos 2 (dois) 
trabalhos e 1 (um) (exame). 
Algumas actividades práticas, relatórios e reflexões serão utilizados 
como ferramentas de avaliação formativa. 
Durante a realização das avaliações, os estudantes devem ter em 
consideração a apresentação, a coerência textual, o grau de 
cientificidade, a forma de conclusão dos assuntos, as 
recomendações, a identificação das referências bibliográficas 
utilizadas, o respeito pelos direitos do autor, entre outros. 
Os objectivos e critérios de avaliação constam do Regulamento de 
Avaliação. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
9 
 
 
 
 
TEMA – I: A MICROECONOMIA. 
UNIDADE Temática 1.1. Introdução a Economia, Considerações Gerais à 
Disciplina e seu objecto. 
UNIDADE Temática 1.2. EXERCÍCIOS deste tema 
 
 
 
UNIDADE Temática 1.1. Considerações Gerais à Disciplina e seu objecto. 
 
Introdução:O objectivo dos dois primeiros capítulos é apresentar e familiarizar os 
estudantes com os conceitos de microeconomia: o Capítulo 1 trata do 
tema geral da economia, enquanto que o Capítulo 2 desenvolve a 
análise de oferta e demanda. O uso de exemplos no Capítulo 1 propicia 
aos alunos uma maior compreensão de conceitos econômicos 
abstratos. A Questão para Revisão (2) ilustra a diferença entre análise 
positiva e normativa e pode incentivar discussões bastante produtivas 
em estudo 
colectivo. 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
▪ Entender: os conceitos básicos sobre a oferta e procura de bens e serviços; 
▪ Perceber: a diferença entre a análise positiva da análise normativa; 
 
Objectivos ▪ Conhecer: as forças económicas que explicam as razões da alteração dos Específicos 
preços dos bens e serviços; 
 
A Economia subdivide-se em dois grandes ramos, a microeconomia e a 
macroeconomia. Na Macroeconomia, se considera a evolução dos 
chamados grandes agregados econômicos – PIB, inflação, desemprego, 
exportações etc. Por outro lado, a microeconomia lida com o 
comportamento e decisões de pequenas unidades produtivas, das 
pessoas e famílias, definido de forma restrita como sendo a otimização 
das escolhas, feita por cada indivíduo, para alcançar seus objetivos, 
supostamente muito claros e indubitáveis para cada um. 
 
A palavra Microeconomia trata das escolhas dos indivíduos quanto à 
afectação dos recursos escassos que têm disponíveis, a afectação das 
coisas. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
10 
 
 
 
 
Assim, estuda os fundamentos das escolhas económicas de cada 
indivíduo e a sua evolução com a alteração dos preços das coisas. Além 
de considerar os indivíduos, a Microeconomia pode ainda considerar 
um certo nível de agregação. No entanto a agregação é sempre de 
coisas idênticas (homogéneas). 
 
Por exemplo, pode considerar em conjunto os consumidores de laranjas 
e em conjunto os vendedores de laranjas, sendo que, apesar de haver 
muitas variedades de laranjas, para um certo grau de abstracção são 
todas idênticas. 
 
Oposto à Microeconomia que se debruça sobre as escolhas individuais, 
existe a Macroeconomia que estuda realidades agregadas ao nível dos 
países. A “Economia Industrial” que estuda realidades ao nível da 
“indústria” (que genericamente são conjuntos de empresas que usam 
tecnologias idênticas e/ou produzem bens idênticos) é a disciplina 
intermédia entre estas duas. A Microeconomia, por questões de 
sistematização, está dividida em diversas “especialidades”. 
 
Ciência normativa versus positiva 
Quando o Homem procura conhecimento tem sempre dois objectivos 
em mente: ou quer satisfazer a sua curiosidade (perspectiva positiva) 
ou quer melhorar a sua situação e o meio que o rodeia (perspectiva 
normativa). 
 
Na perspectiva positiva (positivismo), como o Homem procura o 
conhecimento apenas para satisfazer a sua curiosidade, não questiona 
se a coisa conhecida é boa ou má. Por exemplo, na procura dos 
constituintes da matéria, o “facto” de todos os materiais serem 
formados por moléculas que resultam da combinação de átomos 
elementares, não é bem nem é mal, nem interessa ser alterado no 
sentido de haver um melhoramento. 
 
Na perspectiva normativa (prática), como o Homem procura o 
conhecimento para melhorar a sua situação e o meio que o rodeia, tem 
que fazer um juízo de valor quanto ao que é melhor e o que é pior e em 
que sentido será o melhoramento. Por exemplo, o mesmo conhecimento 
da “lei” de que todos os materiais são formados por moléculas permite 
projectar alterações da estrutura molecular que melhorarem as 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
11 
 
 
 
 
características dos materiais, tornando-os mais duráveis, mais baratos, 
mais úteis, mais leves, menos nocivos para o meio ambiente, etc. 
 
A dificuldade da perspectiva positiva do conhecimento é que, ao não 
haver objectivos práticos, é difícil justificar em termos económicos o seu 
financiamento. Por exemplo, é conhecida de todos a discussão em 
torno da necessidade do Estado subsidiar o Custo dos Combustíveis, da 
farinha de trigo, a Cultura, a Educação, etc. 
 
A dificuldade da perspectiva normativa é que não existe uma 
classificação absoluta do que é bom e do que é mau, não sendo possível, 
sem erro, dizer em que sentido é melhorar. 
 
Por exemplo, nos anos de 1970 o governo da R. P. da China, observando 
que certas aves comiam arroz, decidiu que essas fossem exterminadas. 
Acontece que a matança induziu umapraga de insectos que destruiu as 
colheitas. Neste caso adoptou-se uma direcção errada ao não ter sido 
tomado em conta que juntamente com o arroz, as aves comiam insectos 
nocivospara as colheitas. 
 
Também acontecem erros na previsão da importância económica do 
conhecimento.Desta forma, muito do que se pensava que iria ter muita 
utilidade, não serviu para nada e,pelo contrário, muito do que foi 
descoberto com espírito positivo veio a ter muita utilidade. 
 
Por exemplo, na “conquista espacial” foram aplicados muitos recursos 
e não serviu, emtermos económicos, para quase nada. Por outro lado, 
a investigação física/matemática doRenascimento que até era proibida 
porque, entre outras razões, não servia para nada, 
tornousefundamental no desenvolvimento das Engenharias. 
 
Definição de teoria 
Sendo que o título deste texto inclui a palavra teoria, torna-se obrigatório 
explicar o que isso é. 
 
Em termos de linguagem, a palavra teoria está sempre ligada à tentativa 
de explicar algum fenómeno observável. Por exemplo, observa-se que 
quando uma empresa aumenta os preços dos seus produtos, então há 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
12 
 
 
 
 
uma diminuição da quantidade vendida. Assim, uma teoria parte de 
uma hipótese explicativa para o fenómeno em estudo. Em termos 
superficiais (com pouca capacidade de explicar) pode-se dizer que “é 
uma lei da natureza que quanto maior o preço, menor será a 
quantidade vendida”. Em termos intermédio, enfatiza-se que “uma 
parte dos compradores conhece os preços de outras empresas e opta 
pela que tiver menor preço”. 
 
Em termos profundos pode-se dizer que “o agente económico maximiza 
uma função de utilidade que inclui todos os bens disponíveis no 
mercado que é crescente e côncava com as quantidades, estando 
sujeito a uma restrição orçamental”. 
 
Como as hipóteses explicativas têm mesmo que explicar os fenómenos 
em estudo, há necessidade de conhecer as implicações das nossas 
hipóteses para podermos compará-las com a realidade empírica. 
Quando a ligação entre as hipóteses, que também se denominam por 
axiomas, princípios ou assunções da teoria, e os resultados com 
relevância empírica são muito difíceis de obter, dizemos que estamos 
perante um teorema da teoria. Quando a ligação são apenas difíceis de 
obter, dizemos que estamos perante um lema da teoria. Quando a 
ligação são fáceis de obter (directas), dizemos que estamos perante 
uma propriedade da teoria. 
 
O desenvolvimento da ciência é no sentido de cada vez termos teorias 
baseadas em axiomas mais “profundos”, em menor número e que 
abarquem maior número de fenómenos observáveis. Desta forma, as 
teorias serão mais “generalizáveis”. 
Resumindo, uma teoria é um conjunto definidor de axiomas e das suas 
implicações, i.e. as propriedades, lemas e teoremas. 
 
 
 
 
1. Frequentemente, diz-se que uma boa teoria é aquela que, em 
princípio, poderia ser refutada por meio de uma análise empírica. 
Explique por que uma teoria que não possa ser avaliada 
empiricamente não é uma boa teoria. 
QUESTÕES PARA REVISÃO 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
13 
 
 
 
 
A avaliação de uma teoria envolve dois passos: primeiro, 
é necessárioexaminar a razoabilidade das hipóteses 
adotadas; segundo, deve-se testar as previsões da teoria 
comparando-as com os fatos. Se uma teoria não pode ser 
testada, ela não pode ser aceita ou rejeitada. Logo, ela 
contribui muito pouco para nossa compreensão da 
realidade. 
2. Qual dentre as seguintes afirmações envolve análise positiva 
e qual envolve análise normativa? Quais são as diferenças entre os 
dois tipos de análise? 
a. O racionamento de gasolina (que fixa para cada indivíduo uma 
quantidade máxima de gasolina a ser comprada anualmente) é 
uma política insatisfatória do governo pois interfere no 
funcionamento do sistema de mercado competitivo. 
 
 
b. O racionamento de gasolina é uma política que piora a situação 
de um certo número de pessoas e melhora a de outras; o 
número das pessoas cuja situação piora é maior do que o 
número daquelas cuja situação melhora. 
A análise positiva descreve como o mundo é. A análise 
normativa descreve como o mundo deveria ser. A análise 
econômica nos diz que uma restrição na oferta deve 
mudar o equilíbrio de mercado. A afirmação (a) combina 
os dois tipos de análise. Primeiro, a afirmação (a) 
apresenta o argumento positivo segundo o qual o 
racionamento de gasolina “interfere no funcionamento 
do sistema de mercado competitivo”. Em seguida, é 
apresentada uma afirmação normativa (ou seja, que 
envolve um juízo de valor) segundo a qual o 
racionamento de gasolina é uma “política social 
ineficiente”. Dessa forma, a afirmação (a) representa 
uma conclusão derivada da análise positiva da política. 
A afirmação (b) é positiva porque descreve o efeito do 
racionamento de gasolina sem fazer qualquer juízo de 
valor acerca da desejabilidade da política. 
 
 
 
Sumário 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
14 
 
 
 
 
Nesta Unidade temática estudamos e discutimos fundamentalmente os 
aspectos introdutórios da Microeconomia, o objecto, a diferença entre 
análise positiva e normativa. 
A microeconomia trata das decisões tomadas por unidades económicas 
individuais – consumidores, trabalhadores, investidores, proprietários 
dos recursos, e da interacção entre os consumidores e empresas para 
formar os mercados e os sectores. 
 
 
 
 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
 
1. a. Cadeias de fast food, como o McDonald’s, Burger King e Wendy’s, actuam 
em todos os EUA. Logo, o mercado de fast food é um mercado nacional. 
Esta afirmação é falsa. Geralmente, as pessoas consomem fast food 
nos locais onde vivem e não percorrem longas distâncias dentro do 
país somente para adquirir uma refeição mais barata. Dado que há 
poucas oportunidades para arbitragem entre restaurantes de fast 
food distantes entre si, é provável que haja múltiplos mercados de 
fast food no país. 
b. Em geral, as pessoas compram roupas nas cidades onde vivem. Logo, pode- se 
dizer que o mercado de vestuário de Atlanta, por exemplo, é diferente do 
mercado de Los Angeles. 
Esta afirmação é verdadeira. Dado que as pessoas realmente tendem a comprar 
roupas nas cidades onde vivem, elas interagem apenas com os vendedores nas 
respectivas cidades não sendo, portanto, influenciadas pelo preço do vestuário 
nas lojas localizadas em outras cidades. Logo, há poucas oportunidades de 
arbitragem. Apenas em alguns poucos casos, é possível o surgimento de boas 
oportunidades de arbitragem entre mercados distantes, como no caso do 
mercado de jeans na ex-URSS. 
c. Alguns consumidores preferem fortemente Pepsi e outros preferem 
fortemente Coca-Cola. Logo, não existe um único mercado de refrigerantes do 
tipo "cola". 
Esta afirmação é falsa. Apesar da existência de preferências muito 
fortes por determinadas marcas de refrigerante, as semelhanças 
entre as várias marcas são suficientes para caracterizar um único 
mercado. Há consumidores que não têm uma clara preferência por 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
15 
 
 
 
 
determinada marca de refrigerante, e outros que, mesmo 
apresentando alguma preferência, são influenciados pelos preços 
ao tomar suas decisões de consumo. Conseqüentemente, os 
preços dos refrigerantes "colas" não devem divergir 
significativamente, em especial no caso da Coca-Cola e Pepsi. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exercícios de AVALIAÇÃO 
 
1. Qual é a diferença que existe entre a microeconomia e a 
macroeconomia? E qual é o objecto de estudo da 
microeconomia? 
2. Quais são os passos para validar uma teoria? 
3. Quais são as diferenças que existem entre a análise positiva 
da normativa? 
 
 
 
 
 
TEMA – II: O MODELO DA PROCURA E OFERTA. 
UNIDADE Temática 2.1.Introdução, oferta e Demanda 
UNIDADE Temática 2.2. Teoria da Oferta e da Demanda 
Unidade Temática 2.3. EXERCÍCIOS deste tema 
 
 
UNIDADE Temática 2.1.Introdução, Oferta e Demanda 
 
Introdução: 
 
Este capítulo apresenta uma revisão dos conceitos básicos sobre a 
oferta e a demanda. O tempo a ser gasto nesse capítulo depende do 
grau de profundidade da revisão que os alunos necessitam. O capítulo 
se diferencia da maioria dos livros-texto de microeconomia em nível 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
16 
 
 
 
 
intermediário no que se refere ao tratamento dos conceitos básicos de 
oferta e demanda, que são discutidos e ilustrados através da análise de 
alguns dos principais mercados mundiais (trigo, gasolina e automóveis). 
As aplicações da teoria a situações reais contribuem de forma 
significativa para a compreensão dos conceitos teóricos. 
Os estudantes tem tido algumas dificuldades para compreender a 
análise de oferta e demanda. Uma das principais fontes de confusão 
refere-se à distinção entre movimentos ao longo da curva de demanda 
e deslocamentos da demanda. É importante discutir a hipótese de 
ceteris paribus, enfatizando que, ao representar uma função de 
demanda (através de um gráfico ou de uma equação), todas as demais 
variáveis são supostas constantes. Os movimentos ao longo da curva de 
demanda ocorrem apenas devido a mudanças no preço. Quando as 
demais variáveis mudam, a função de demanda se desloca. 
Pode ser útil discutir um exemplo em que a função de demanda 
dependa diretamente de outras variáveis além do preço do bem, tais 
como a renda e o preço de outros bens, de modo a mostrar aos 
estudantes que essas outras variáveis efectivamente afectam a função 
de demanda, estando "escondidas" no intercepto da função de 
demanda linear. 
Esse capítulo apresenta os conceitos de elasticidade-preço, 
elasticidaderenda e elasticidade cruzada; entretanto, pode-se postergar 
a discussão da elasticidade-renda e cruzada até o Capítulo 4, quando o 
tema da elasticidade da demanda será retomado. O conceito de 
elasticidade apresenta muitas dificuldades para os estudantes; por isso, 
é útil explicitar claramente as razões pelas quais uma empresa poderia 
estar interessada em estimar uma elasticidade. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
▪ Aprofundar: os conhecimentos sobre a hipótese ceteris paribus; 
▪ Perceber: a teoria sobre a oferta e demanda de bens e serviços; 
▪ Distinguir: os movimentos ao longo da curva de demanda e deslocamentos da 
Objectivos demanda; 
Específicos ▪ Perceber: os aspectos quantitativos da curva da demanda; ▪ 
Familiarizar-se: com os conceitos de elasticidade. 
 
2.2. A Teoria da Oferta e Demanda (Procura) 
A teoria da oferta e da demanda demonstra como as preferências dos 
consumidores determinam a demanda ou procura dos bens, enquanto 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
17 
 
 
 
 
que, os custos das empresas são a base da oferta. Do equilíbrio entre a 
oferta e a demanda resulta o preço e a quantidade transaccionada de 
cada bem. 
 
 
2.2.1. Função da Demanda ou Curva da Demanda 
A curva da demanda informa-nos a quantidade que os consumidoresdesejam comprar à medida que muda o preço unitário. A relação 
existente entre o preço de um bem e a quantidade comprada desse bem 
é designada função da procura ou curva da procura, e representase 
analiticamente por: Qd = Qd(P) e graficamente por: 
Preço 
 
 
 
 
P2 
 
 
P1 
 
 
 
 
 
Q1 = Q2 
 
Quantidade de sorvete 
 
 
Note que a curva de demanda nessa figura (D1 e D2) é descendente, 
mostrando que os consumidores, geralmente estão dispostos a 
comprar quantidades maiores se o preço está mais baixo. Por exemplo, 
um preço mais baixo pode estimular consumidores que já tenham 
adquirido tal mercadoria a consumir quantidades maiores. Além disso, 
pode permitir que outros consumidores, que antes não compravam 
este bem, se tornem aptos e comecem a compra-lo. 
A Lei da Demanda, que se sustenta na figura acima, diz que regra geral, 
o preço e a quantidade demandada num determinado mercado estão 
inversamente relacionados, ou seja, quanto mais alto for o preço de um 
produto, menos pessoas estarão dispostas ou poderão comprá-lo 
(mantendo-se o resto constante). 
 
Quando o preço de um bem aumenta/sobe, o poder de compra geral 
 
D1 D2 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Poder_de_compra
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
18 
 
 
diminui (por exemplo, se o preço da gasolina duplica os consumidores 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
19 
 
 
 
 
ficam com menos rendimento e diminuem o consumo de gasolina e de 
outros bens. Este fenómeno é denominado de efeito rendimento), 
 
e os consumidores mudam para bens mais baratos (efeito substituição, 
por exemplo, quando aumenta o preço da carne de vaca os 
consumidores tendem a comprar mais carne de frango). 
 
 
 
 
 
 
2.2.1.1. Determinantes/Factores que influenciam a Curva da Demanda 
 
• Rendimento médio. Com o aumento do rendimento médio os 
indivíduos tendem a comprar mais de quase tudo, mesmo que 
os preços não se alterem; 
• Dimensão do mercado. Medida pela população influência de 
forma nítida a curva da procura. Mais indivíduos conduzem a um 
maior consumo; 
• Preços de bens relacionados. A procura de um dado bem tende 
a diminuir (aumentar) quando diminui (aumenta) o preço de 
bens substitutos; 
• Preferências. As preferências (gostos) dos consumidores 
representam uma variedade de influências culturais e históricas 
e afectam a curva da procura; e 
• Influências específicas. A procura de determinados bens é 
influenciada por factores específicos como seja a venda de 
chapéus de chuva em dias chuvosos. 
2.2.2. Função Oferta 
 
A curva da oferta informa-nos a quantidade de mercadoria que os 
produtores estão dispostos a vender a determinado preço, mantendose 
constantes quaisquer factores que possam afectar a quantidade 
ofertada, e representa-se analiticamente por: Qs = QS(P), e 
graficamente: 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
20 
 
 
 
 
 
 
Expressão que é denominada função de oferta do bem x; a sua 
representação gráfica, mostrada a seguir, é denominada de curva do 
bem x. 
 
Px 
 
 
 
 
A oferta do bem x é uma curva ascendente da esquerda para a direita, 
mostrando que, quanto maior o preço, maior será a quantidade que os 
produtores desejarão oferecer no mercado. Assume-se que os 
produtores maximizam o lucro, o que significa que tentam produzir a 
quantidade que lhes irá dar o maior lucro possível. A oferta é 
tipicamente representada como uma relação diretamente proporcional 
entre preço e quantidade (mantendo-se o resto constante). Quanto 
maior for o preço pelo qual uma mercadoria pode ser vendida, mais 
produtores estarão dispostos a fornecê-la. O preço alto incentiva a 
produção. Em oposição, para um preço abaixo do equilíbrio, há uma 
falta de bens ofertados em comparação com a quantidade demandada 
pelo mercado. Isso faz com que o preço suba. 
 
2.2.2.1. Determinantes/ Factores que influenciam a curva da oferta 
 
• Tecnologia. O progresso tecnológico consiste nas alterações que 
diminuem a quantidade dos factores necessários para a mesma 
quantidade de produto; 
Qx 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
21 
 
 
 
 
• Preço dos factores de produção. Quando o preço dos factores 
de produção diminui e o custo de produção é menor, a oferta 
aumenta; 
• Preços de bens relacionados.A oferta de um dado bem tende a 
aumentar (diminuir) quando diminui (aumenta) o preço de bens 
substitutos; 
• Política do governo. Os impostos e as políticas salariais podem 
fazer aumentar o custo dos factores de produção levando à 
contracção da oferta; 
• Influências específicas. A oferta de determinados bens é 
influenciada por factores específicos como seja o clima na 
agricultura. 
2.2.3. O equlibrio da Oferta e da Demanda 
 
O equilíbrio de mercado ocorre no preço em que a quantidade procurada é 
igual à quantidade oferecida. 
Num mercado concorrencial, este equilíbrio resulta da intersecção das 
curvas da oferta e da procura e nele não há tendência para o preço 
descer ou subir. 
O preço de equilíbrio é também designado por preço de fecho do 
mercado. Isto significa que todas as ordens de compra foram satisfeitas 
e a produção toda vendida, ou seja fecharam-se as posições de compra 
e de venda. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
22 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Suponha que um clima excepcionalmente quente ocasione um 
deslocamento para a direita da curva de demanda de sorvete. Por que 
o preço de equilíbrio do sorvete aumentaria? 
Suponha que a curva de oferta se mantenha inalterada. 
O clima excepcionalmente quente causa um 
deslocamento para a direita da curva de demanda, 
gerando, no curto prazo, um excesso de demanda ao 
preço vigente. Os consumidores competirão entre si pelo 
sorvete, pressionando o preço para cima. O preço do 
sorvete aumentará até que a quantidade demandada e a 
quantidade ofertada sejam iguais. 
QUESTÕES PARA REVISÃO 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
23 
 
 
 
 
Preço 
 
 
 
 
P2 
 
 
P1 
 
 
 
 
 
Q1 = Q2 
 
Quantidade de sorvete 
 
Figura 2.1 
 
2. Utilize as curvas de oferta e demanda para ilustrar de que 
forma cada um dos seguintes eventos afetaria o preço e a quantidade 
de manteiga comprada e vendida: 
a. Um aumento no preço da margarina. 
A maioria das pessoas considera a manteiga e a 
margarina bens substitutos. Um aumento no preço da 
margarina causará um aumento no consumo de 
manteiga, deslocando a curva de demanda de manteiga 
para a direita, de D1 para D2 na Figura 2.2.a. Esse 
deslocamento da demanda causará o aumento do preço 
de equilíbrio de P1 para P2 e da quantidade de equilíbrio 
de Q1 para Q2. 
Preço 
 
 
 
 
 
P2 
 
 
P1 
 
 
 
 
 
Q1 Q2 Figura 2.2.a 
 
D1 D2 
S 
D1 D2 
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24 
 
 
Quantidade de manteiga 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
25 
 
 
 
 
b. Um aumento no preço do leite. 
O leite é o principal ingrediente na fabricação da 
manteiga. Um aumento no preço do leite elevará o custo 
de produção da manteiga, deslocando a curva de oferta 
de manteiga para a esquerda, de S1 para S2 na Figura 
2.2.b. Isso resultará em um preço de equilíbrio mais alto, 
P2, de modo a cobrir os custos mais elevados de 
produção, e a uma menor quantidade de equilíbrio, Q2. 
Preço 
 
 
 
 
 
P2 
 
P1 
 
 
 
 
 
Q2 Q1 
 
Quantidade de manteiga 
 
Figura 2.2.b 
Observação: Dado que a manteiga é produzida a partir 
da gordura extraída do leite, a manteiga e o leite são, na 
verdade, produtos complementares. Levando em 
consideração tal relação, a resposta a essa questãoserá 
diferente. De fato, à medida que o preço do leite 
aumenta, a quantidade ofertada também aumenta. O 
aumento na quantidade ofertada de leite implica maior 
oferta de gordura para a produção de manteiga e, 
portanto, um deslocamento da curva de oferta de 
manteiga para a direita. Conseqüentemente, o preço da 
manteiga cai. 
 
 
c. Uma redução nos níveis de renda média. 
Suponha que a manteiga seja um bem normal. Uma 
redução no nível de renda média causa um 
S2 
S1 
D 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
26 
 
 
 
 
deslocamento da curva de demanda de manteiga de D1 
para D2, causando a redução no preço de equilíbrio de P1 
para P2, e na quantidade de equilíbrio de Q1 para Q2. Veja 
a Figura 
2.2.c. 
 
Price 
 
 
 
 
 
P1 
P2 
 
 
 
 
Q2 Q1 Quantity of Butter 
 
Figura 2.2.c 
3. Explique por que, no caso de muitas mercadorias, a 
elasticidadepreço de longo prazo da oferta é maior do que a 
elasticidade de curto prazo. 
A elasticidade da oferta é a variação percentual na 
quantidade ofertada dividida pela variação percentual 
no preço. Um aumento no preço 
leva à elevação da quantidade ofertada pelas empresas. 
Em certos mercados, algumas empresas são capazes de 
reagir rapidamente, e com custos baixos, a mudanças no 
preço; outras empresas, porém, não conseguem reagir 
com a mesma rapidez, devido a restrições de capacidade 
produtiva no curto prazo. As empresas com restrição de 
capacidade no curto prazo apresentam elasticidade da 
oferta mais baixa que as demais; entretanto, no longo 
prazo, todas as empresas conseguem aumentar sua 
produção, de modo que a elasticidade agregada de longo 
prazo tende a ser maior que n curto prazo. 
 
 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
27 
 
 
 
 
4. Suponha que o governo regulamente os preços da carne 
bovina e do frango, tornando-os mais baixos do que seus respectivos 
níveis de equilíbrio de mercado. 
Explique por que ocorreria escassez dessas mercadorias e quais os 
fatores que determinarão a magnitude dessa escassez. O que deverá 
ocorrer com o preço da carne de porco? Explique resumidamente. 
Quando o preço de um bem é fixado abaixo do nível de 
equilíbrio, a quantidade que as empresas estão dispostas 
a ofertar é menor do que a quantidade que os 
consumidores desejam adquirir. A magnitude do 
excesso de demanda depende das elasticidades relativas 
da demanda e da oferta. Se, por exemplo, ambas a oferta 
e a demanda são elásticas, a escassez é maior do que no 
caso de ambas serem inelásticas. Dentre os fatores que 
determinam tais elasticidades e, portanto, influenciam o 
excesso de demanda, cabe destacar a disposição dos 
consumidores a comer menos carne e a capacidade dos 
agricultores de mudar a quantidade produzida. 
 
O racionamento é comum em situações caracterizadas 
por excesso de demanda, nas quais alguns consumidores 
não conseguem adquirir as quantidades desejadas. Os 
consumidores com demanda insatisfeita tentarão 
adquirir produtos substitutos, aumentando a demanda e 
os preços de tais produtos. Assim, face à fixação dos 
preços da carne bovina e do frango abaixo do nível de 
equilíbrio, o preço da carne de porco deve aumentar. 
 
 
Sumário 
 
Nesta Unidade temática estudamos e discutimos fundamentalmente os 
aspectos relacionados com a oferta e demanda de bens e serviços, os 
determinantes do movimento da curva da oferta e procra e a 
elasticidade. 
A análise da oferta e demanda é uma ferramenta básica da 
microeconomia. Em mercados competitivos, as curvas da oferta e da 
demanda nos informam a quantidade que deverá ser produzida pelas 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
28 
 
 
 
 
empresas e a quantidade que será demandada pelos consumidores em 
função do preço. 
 
 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
 
1. O leite torna-se mais barato e seu consumo 
aumenta. Paralelamente, o consumidor diminui sua 
demanda de chá. Leite e chá são bens: 
a) Complementares. 
 
b) Substitutos. 
 
c) Independentes. 
 
d) Inferiores. 
 
e) De Giffen. 
 
 
 
2. Para fazer distinção entre oferta e quantidade 
ofertada, sabemos que: 
a) A oferta refere-se a alterações no preço do bem; e a quantidade ofertada, a 
alterações nas demais variáveis que afectam a oferta. 
b) A oferta refere-se a variações a longo prazo; e a quantidade ofertada, a 
mudança de curto prazo. 
c) A quantidade ofertada só varia em função de mudanças no preço do próprio 
bem, enquanto a oferta varia quando ocorrerem mudanças nas demais variáveis 
que afectam a oferta do bem. 
d) Não há diferença entre alterações na oferta e na quantidade ofertada. 
e) Nenhuma das alternativas está correcta. 
 
 
 
3. Assinale a alternativa correta, coeteris paribus: 
a) Um aumento da oferta diminui o preço e aumenta a quantidade demandada 
do bem. 
b) Uma diminuição da demanda aumenta o preço e diminui a quantidade 
ofertada e demandada do bem. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
29 
 
 
 
 
c) Um aumento da demanda aumenta o preço e diminui a oferta 
d) Um aumento da demanda aumenta o preço, a quantidade demandada e a 
oferta do bem. 
e) Todas as respostas anteriores estão erradas. 
 
 
4. O aumento do poder aquisitivo, basicamente determinado pelo crescimento da 
renda disponível da colectividade, poderá provocar a expansão da procura de 
determinado produto. Evidentemente, o preço de equilíbrio: 
a) Deslocar-se-á da posição de equilíbrio inicial para um nível mais alto, se não 
houver possibilidade da expansão da oferta do produto. 
b) Cairá do ponto inicial para uma posição mais baixa, se a oferta do produto 
permanecer inalterada. 
c) Permanecerá inalterado, pois as variações de quantidades procuradas se 
realizam ao longo da curva inicialmente definida. 
d) Permanecerá inalterado, pois as variações de quantidades ofertadas se 
realizam ao longo da curva inicialmente definida. e) Nenhuma das alternativas 
está correcta. 
 
 
5. O preço de equilíbrio para uma mercadoria é determinado: 
a) Pela demanda de mercado dessa mercadoria. 
b) Pela oferta de mercado dessa mercadoria. 
c) Pelo balanceamento das forças de demanda e oferta da mercadoria. 
d) Pelos custos de produção. 
e) Nenhuma das alternativas está correcta. 
 
 
 
6. Uma mercadoria que é demandada em quantidades maiores, quando a renda do 
consumidor cai, é um: 
a) Bem normal. 
b) Bem inferior. 
c) Bem complementar. 
d) Bem substituto. 
e) Nenhuma das alternativas está correcta. 
 
 
7. Assinale a alternativa correta: 
a) A curva de procura mostra como variam as compras dos consumidores quando 
variam os preços. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
30 
 
 
 
 
b) Quando varia o preço de um bem, coeteris paribus, varia a demanda. 
c) A demanda depende basicamente do preço de mercado. As outras variáveis 
são menos importantes e supostas constantes. 
d) A quantidade demandada varia inversamente ao preço do bem, coeteris 
paribus. 
 
 
 
8. O equilíbrio de mercado de um bem é determinado: 
a) Pelos preços dos factores utilizados na produção do bem. 
b) Pela demanda de mercado do produto. 
c) Pela oferta de mercado do produto. 
d) Pelas quantidades de factores utilizados na produção do bem. 
e) Pelo ponto de intersecção das curvas de demanda e da oferta do 
produto. 
 
9. Num dado mercado, a oferta e a procura de um produto são dadas, 
respectivamente, pelas seguintes equações: 
Qs = 48 + 10P 
Qd = 300 – 8P 
onde Qs, Qd e P representam, na ordem, a quantidade ofertada, a quantidade 
procurada e o preço do produto. A quantidade transaccionada nesse mercado, 
quando ele estiver em equilíbrio, será: a) 2 unidades. 
b) 188 unidades. 
c) 252 unidades. 
d) 14 unidades. 
e) 100 unidades. 
 
 
10. Uma curva de procuraexprime-se por p = 10 – 0,2q onde p representa o preço 
e q a quantidade. O mercado encontra-se em equilíbrio ao preço p = 2. O preço 
varia para p = 2,04, e, tudo o mais mantido constante, a quantidade equilibra-se 
em q = 39,8. A elasticidade-preço da demanda ao preço inicial de mercado é: a) 
0,02 
b) 0,05 
c) – 0,48 
d) – 0,25 
e) 0,25 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
31 
 
 
 
 
 
 
11. Aponte a alternativa correta: 
a) Quando o preço aumenta, a receita total aumenta, se a demanda for elástica, 
coeteris paribus. 
b) Quando o preço aumenta, a receita total diminui, se a demanda for inelástica, 
coeteris paribus. 
c) Quedas de preço de um bem redundarão em quedas da receita dos produtores 
desse bem, se a demanda for elástica, coeteris paribus 
d) Quedas de preço de um bem redundarão em aumentos de receita dos produtores 
desse bem, se a demanda for inelástica, coeteris paribus. e) Todas as alternativas 
anteriores são falsas. 
 
12. Se a curva de procura for de um tipo em que a redução de 10% no preço 
provoca um aumento de 5% na quantidade de mercadoria que o público adquire, 
nessa região da curva, a procura em relação ao preço será: a) Elástica. 
b) Unitariamente elástica. 
c) Infinitamente elástica. 
d) Inelástica, embora não perfeitamente. 
e) Totalmente inelástica ou anelástica. 
 
13. A elasticidade-renda da demanda é o quociente das variações percentuais entre: 
a) Renda e preço. 
b) Renda e quantidade demandada. 
c) Quantidade e preço. 
d) Quantidade e renda. 
e) Quantidade e preço de um bem complementar. 
 
 
 
14. Se uma empresa quer aumentar seu facturamento e a demanda do produto é 
elástica, ela deve: 
Resposta: diminuir seu preço. Se a demanda do produto é elástica, a quantidade 
demandada tem variação percentual de magnitude maior que a variação 
percentual do preço. Dessa forma, a receita total seguirá o sentido da quantidade, 
pois esta influirá mais na mudança da receita quando houver mudança do preço. 
Assim, se o preço cair, a quantidade demandada aumentará (em percentual maior 
que o preço) e a receita total aumentará. A resposta a não é correta, pois um 
aumento de preço levaria a uma queda da quantidade demandada e da receita 
total. 
 
Exercícios de AVALIAÇÃO 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
32 
 
 
 
 
1. enuncie a lei da oferta e da demanda. 
2. Utilize as curvas de oferta e demanda para 
ilustrar de que forma cada um dos 
seguintes eventos afectaria o preço e a 
quantidade de manteiga comprada e 
vendida: 
a. Um aumento no preço da margarina. 
b. Um aumento no preço do leite. 
c. Uma redução nos níveis de renda média. 
3. Uma curva de procura exprime-se por p = 10 – 0,2q onde p 
representa o preço e q a quantidade. O mercado encontra-se em 
equilíbrio ao preço p = 2. O preço varia para p = 2,04, e, tudo o mais 
mantido constante, a quantidade equilibra-se em q = 39,8. Qual é a 
elasticidade-preço da demanda ao preço inicial de mercado? 
 
 
 
TEMA – III: TEORIA DO CONSUMIDOR. 
UNIDADE Temática 3.1.Introdução, Comportamento do Consumidor 
UNIDADE Temática 3.2. Escolha óptima: a maximização do bem-estar 
UNIDADE Temática 3.3. EXERCÍCIOS deste tema 
UNIDADE Temática 3.1.Introdução, Comportamento do Consumidor 
Introdução: 
O Capítulo 3 fornece a base a partir da qual será derivada a curva de 
demanda no Capítulo 4. Para que os estudantes sejam capazes de 
entender a teoria da demanda, eles devem dominar os conceitos de 
curvas de indiferença, taxa marginal de substituição, linha do 
orçamento, e escolha óptima do consumidor. É possível discutir as 
escolhas do consumidor sem aprofundar-se nos detalhes da teoria da 
utilidade. Para muitos estudantes, as funções de utilidade são um 
conceito mais abstrato do que as relações de preferência. 
A explicação do conceito de utilidade flui naturalmente a partir da 
discussão das curvas de indiferença. Apesar de tratar-se de um conceito 
abstrato, é possível transmitir a essência desse conceito em tempo 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
33 
 
 
 
 
relativamente curto. Para tanto, pode-se partir da observação de que o 
objetivo dos consumidores é maximizar sua utilidade sujeito a uma 
restrição orçamentária. 
Quando um consumidor vai a uma loja, escolhe a cesta de produtos 
preferida dentre aquelas que pode adquirir. A partir disso, pode-se 
derivar a curva de demanda. É importante ressaltar que, para o 
consumidor, o que importa é a ordenação relativa entre as várias 
possíveis cestas de produtos, e não o valor absoluto da utilidade, que 
não tem qualquer significado. Por fim, outro conceito fundamental é a 
taxa à qual os consumidores estão dispostos a trocar mercadorias (a 
taxa marginal de substituição), que depende da satisfação relativa 
derivada do consumo de cada mercadoria. 
 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
▪ Entender e aprofundar: os conhecimentos sobre a teoria da demanda; 
▪ Perceber: os conceitos de curva de indiferenças; 
 
Objectivos ▪ Familiarizar-se com os conceitos da taxa marginal de substituição; linha do Específicos 
orçamento e escolha óptima do consumidor. 
 
 
3.2. Escolha óptima: a maximização do bem-estar 
As necessidades dos seres humanos são insaciáveis, uma vez que 
nem todas podem ser satisfeitas inteiramente. Adicionalmente, a 
plena satisfação do consumidor é bloqueada por seu limitado poder 
de compra. Na realidade, a maioria das pessoas deseja muitas coisas 
que não pode adquirir. Assim, os consumidores devem escolher 
entre bens que necessitam ter e os que podem ficar fora de seu plano 
de consumo. Todavia, o consumidor realiza um esforço bastante 
grande no sentido de maximizar seu bem-estar, e é esse 
comportamento que a teoria econômica procura explicar, definindo 
a escolha óptima do consumidor, ou seja, a escolha que permita a 
execução de um plano de consumo, que leve ao mais alto nível de 
bem-estar ou de satisfação (ou ainda utilidade), compatível com o 
orçamento disponível para gastos. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
34 
 
 
 
 
Para explicar o mecanismo desse comportamento, a teoria 
económica sustenta-se em conceitos e hipóteses da Teoria Ordinal 
do Comportamento do Consumidor, tais como: os conceitos de 
tabela de indiferença, curva de Indiferença, taxa marginal de 
substituição e restrição orçamentária. Em uma Tabela de Indiferença 
estão colocadas infinitas combinações 
possíveis entre dois bens, igualmente desejáveis ao consumidor, 
porque todas elas lhe propiciam a mesma satisfação, de tal forma 
que, para ele, é indiferente a escolha de qualquer uma. 
 
 
O facto de se considerar apenas dois bens deriva da hipótese da 
existência de um consumidor que possui um plano de consumo 
constituído por apenas dois bens, que tenham entre si certo grau de 
substutibilidade. É uma hipótese bastante simplificadora, porém 
conveniente para maior facilidade de compreensão do mecanismo 
de ajuste. Tomemos um exemplo numérico para facilitar a percepção 
do conceito de tabela de indiferença. A figura abaixo apresenta uma 
lista de combinações dos bens X e Y, todas desejadas pelo 
consumidor. 
 
 
Tabela de indiferença 
 
 
As combinações entre os bens são: 10 unidades de X e 0 de Y; 7 
unidades de X e 1 de Y e assim sucessivamente. A disposição das 
quantidades de X e Y está de tal forma que o consumidor não 
manifesta preferência por nenhuma das combinações. É indiferente 
a todas elas porque todas são igualmente desejáveis; sente-se 
igualmente bem ao escolher qualquer uma das combinações 
existentes. Todavia, percebe-se claramente que, embora todas as 
X Y 
10 0 
7 1 
5 4 
4 4 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
35 
 
 
 
 
combinaçõespossam ser indiferentes ao consumidor, a participação 
dos bens X e Y em cada uma delas é indiferente. Na primeira 
combinação existem 10 unidades de X e nenhuma de Y; na segunda 
combinação já existem 7 unidades de X e uma unidade de Y. Todavia, 
para o consumidor, ambas as combinações são indiferentes. Como 
ajustar os desejos do consumidor e as quantidades dos bens? 
Vejamos: se a combinação 7 unidades de X e 1 unidade de Y é 
indiferente à combinação 10 unidades de X e zero de Y, é porque 
para o consumidor a perda de 3 
unidades de X é perfeitamente compensada em termos subjetivos 
de bem-estar pelo ganho de uma unidade de Y. Assim, ao passar de 
uma combinação para outra, seu nível de bem-estar não muda, 
embora seu patrimônio se modifique em termos das quantidades 
possuídas de cada um dos bens. 
 
 
Vê-se, assim, que só é possível manter o nível de bem-estar 
constante quando houver uma perfeita compensação entre a 
quantidade do bem que se reduz e a quantidade do bem que 
aumenta na nova combinação. Em outras palavras, para que se 
mantenha o nível de bem-estar constante, é necessário que haja uma 
perfeita compensação subjetiva de satisfação, provocada pela 
redução da participação de X e o ganho subjetivo de satisfação 
decorrente do aumento da participação de X, e o ganho subjetivo de 
satisfação decorrentes do aumento da participação de Y na nova 
combinação. 
A necessidade de compensação entre perdas e ganhos subjetivos de 
satisfação, quando as combinações entre os bens são modificadas, 
leva a outro conceito importante da Teoria Ordinal do Consumidor: 
o conceito de Taxa Marginal de Substituição entre os bens. 
 
 
Pode-se definir como a taxa marginal de substituição2 (TMS) entre 
os bens, a variação necessária da quantidade de um deles, que 
compense a variação da quantidade do outro, para que o nível de 
bem-estar mantenha-se constante. Vê-se, assim, que a taxa marginal 
de substituição vai sempre relacionar duas variações, uma delas 
 
2 Vide: Salvatore, (1981, p. 94). 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
36 
 
 
 
 
representando um decréscimo da participação de um dos bens e a 
outra representando um acréscimo da participação de outro bem. 
 
 
Podemos representar a TMS da seguinte forma: TMS = -X / +Y 
onde: 
-X: decréscimo da participação de X na combinação. 
+Y: acréscimo da participação de Y na combinação. 
 
Isso significa que a TMS é decrescente. De facto, esse comportamento 
pode ser visto na figura abaixo. 
 
Tabela de comportamento da TMS 
 
Bem X - 
X 
Bem Y +Y 
 
TMS = -X 
+Y 
 
10 
 
0 
 
 
3 
 
1 
 
- 3 
 
7 
 
1 
 
 
2 
 
1 
 
- 2 
 
5 
 
2 
 
 
1 
 
1 
 
- 1 
 
4 
 
4 
 
Uma curva de indiferença é a representação gráfica de uma tabela de 
indiferença. Utilizando, entretanto, uma linguagem mais técnica, 
podemos definir a curva de indiferença como uma linha em que todos 
os pontos representam combinações de dois bens que proporcionam 
ao consumidor o mesmo nível de satisfação, bem-estar ou ainda 
utilidade. Admitindo que o plano de consumo do consumidor seja 
representado por diversas curvas de indiferença, identificando sua 
escala de preferências, passa-se ao conceito de mapa de indiferença 
como nos mostra a figura abaixo, isto é, um conjunto de curvas de 
indiferença, representando cada uma um dado nível de bem estar ou 
de utilidade usufruído pelo consumidor. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
37 
 
 
 
 
Y 
 
 
X 
 
 
A escolha óptima do consumidor será aquela que permite que ele 
maximize seu bem-estar ou de satisfação, respeitadas as limitações do 
orçamento disponível para gastos. A teoria microeconomica considera 
que, quando o consumidor realiza sua escolha óptima e, 
conseqüentemente, adquire quantidades dos bens que lhe 
proporcionam satisfação máxima, dentro dos limites do orçamento, 
está em equilíbrio, e é o chamado Equilíbrio do Consumidor. 
 
Para a determinação desse equilíbrio, é necessário que se introduza na 
análise, além da parte subjectiva Satisfação, bem-estar, utilidade 
Também a parte objectiva, isto é, os preços das mercadorias e o 
orçamento que o consumidor dispõe para gastos. O instrumento 
teórico, passível de representação gráfica, e que permite sintetizar as 
informações sobre o orçamento do consumidor e sobre o preço dos 
bens, é denominado linha de preços, linha de orçamento ou ainda 
restrição orçamentária o que pode ser observado na figura baixo. 
 
 
Restrição Orçamentária 
U1 
U0 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
38 
 
 
 
 
 
Q1 
 
 
 
 
 
 
 
Q2 
 
Podemos definir linha de preços como uma linha que representa as 
quantidades dos bens que o consumidor pode comprar, 
combinadamente, gastando toda a sua renda, dados os preços e dada a 
renda disponível para consumo num dado momento. 
 
Graficamente, é possível representar o equilíbrio do consumidor 
lançando mão das ferramentas já descritas anteriormente: as Curvas de 
Indiferença e a Restrição Orçamentária. 
 
 
 
 
1. O que significa o termo transitividade de preferências? 
A transitividade de preferências significa que, se 
alguém prefere A em relação a B, e B em relação a C, 
então essa pessoa prefere A em relação a C. 
2. Suponha que um determinado conjunto de curvas de indiferença 
não possua inclinação negativa. O que você pode dizer a respeito de 
quão desejáveis são essas duas mercadorias? 
Uma das principais hipóteses da teoria das preferências 
é que quantidades maiores dos bens são preferidas a 
quantidades menores. Logo, se a quantidade consumida 
de um bem diminui, os consumidores devem obter um 
menor nível de satisfação. Esse resultado implica 
necessariamente curvas de indiferença negativamente 
inclinadas. No entanto, se uma mercadoria é indesejável, 
o consumidor estará em melhor situação ao consumir 
quantidades menores da mercadoria; por exemplo, 
menos lixo tóxico é preferível em relação a mais lixo. 
Quando uma mercadoria é indesejável, as curvas de 
QUESTÕES PARA REVISÃO 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
39 
 
 
 
 
 
 
 
indiferença que mostram o dilema entre aquela 
mercadoria e a mercadoria desejável apresentam 
inclinações positivas. Na Figura 3.2 abaixo, a curva de 
indiferença U2 é preferida à curva de indiferença U1. 
Bem Y 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lixo tóxico 
 
Figura 3.2 
 
 
 
 
3. Explique a razão pela qual duas curvas de indiferença não podem se 
interceptar. 
A resposta pode ser apresentada mais facilmente 
com a ajuda de um gráfico como o da Figura 3.3, que 
mostra duas curvas de indiferença se interceptando no 
ponto A. 
A partir da definição de uma curva de indiferença, 
sabemos que um consumidor obtém o mesmo nível de 
utilidade em qualquer ponto sobre uma determinada 
curva. Nesse caso, o consumidor é indiferente entre as 
cestas A e B, pois ambas estão localizadas sobre a curva 
de indiferença U1. Analogamente, o consumidor é 
indiferente entre as cestas A e C porque ambas estão 
localizadas sobre a curva de indiferença U2. A 
propriedade de transitividade das preferências implica 
que tal consumidor também devera ser indiferente entre 
C e B. No entanto, de acordo com o gráfico, C está situada 
acima de B, de modo que C deve ser preferida a B. Assim, 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
40 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
está provado que duas curvas de indiferença não podem 
se interceptar. 
Bem Y 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bem X 
 
Figura 3.3 
4. Explique por que a taxa marginal de substituição de uma pessoa 
entre duas mercadorias deve ser igual à razão entre os preços das 
mercadorias para que o consumidor possa obter satisfação máxima. 
A TMS representaa taxa à qual o consumidor está 
disposto a trocar uma mercadoria por outra de modo a 
manter seu nível de satisfação inalterado. A razão entre 
os preços representa a troca que o mercado está 
disposto a realizar entre as duas mercadorias. A 
tangência de uma curva de indiferença com a linha do 
orçamento representa o ponto no qual as duas taxas são 
iguais e consumidor obtém satisfação máxima. Se a TMS 
entre duas mercadorias não fosse igual à razão entre os 
preços, o consumidor poderia trocar uma mercadoria 
pela outra aos preços de mercado, de modo a obter 
níveis de satisfação mais elevados. Esse processo 
continuaria até que o nível de satisfação mais alto 
possível fosse atingido. 
 
 
5. Explique por que os consumidores provavelmente estariam em 
piores condições de satisfação quando um produto que eles 
consomem fosse racionado. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
41 
 
 
 
 
Se a quantidade máxima de uma mercadoria for fixada 
por lei em nível inferior à quantidade desejada, nada 
garante que o mais alto nível de satisfação possível possa 
ser alcançado. De fato, o consumidor não será capaz de 
obter maiores quantidades da mercadoria racionada 
através da redução do consumo de outras mercadorias. 
O consumidor só conseguirá maximizar sua utilidade sem 
restrição no caso em que a quantidade máxima for fixada 
em nível acima do desejado. (Observação: o 
racionamento pode causar maior nível de bem-estar 
social, por razões de eqüidade ou justiça entre os 
consumidores.) 
7. Descreva o princípio da igualdade marginal. Explique por que 
esse princípio não se mantém se uma utilidade marginal crescente 
estiver associada ao consumo de uma ou ambas as mercadorias. 
De acordo com o princípio da igualdade marginal, para 
que o grau máximo de satisfação seja obtido é necessário 
que a razão entre utilidade marginal e preço seja igual 
para todas as mercadorias. A linha de raciocínio é a 
mesma apresentada na Questão para Revisão No. 5. 
Parte-se do fato de que a utilidade é maximizada quando 
o orçamento é alocado de modo a igualar, para todas as 
mercadorias, a utilidade marginal por dólar gasto. 
Se a utilidade marginal é crescente, o consumidor 
maximiza sua satisfação consumindo quantidades cada 
vez maiores da mercadoria. Isso significa que, supondo 
preços constantes, o consumidor acabaria gastando toda 
sua renda com uma única mercadoria. Teríamos, então, 
uma solução de canto, na qual o princípio da igualdade 
marginal não pode valer. 
8. Qual é a diferença entre utilidade ordinal e utilidade cardinal? 
Explique por que a suposição de utilidade cardinal não se faz 
necessária para a ordenação das preferências do consumidor. 
A utilidade ordinal implica um ordenamento das 
alternativas que não leva em consideração a intensidade 
das preferências. Essa abordagem permite, por exemplo, 
afirmar que a primeira escolha do consumidor é 
preferida à segunda escolha, mas não especifica quão 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
42 
 
 
 
 
preferível é a primeira opção. A utilidade cardinal implica 
que a intensidade das preferências pode ser 
quantificada. Uma classificação ordinal é suficiente para 
ordenar as escolhas do consumidor de acordo com suas 
preferências. Não é necessário saber quão intensamente 
um consumidor prefere a cesta A à cesta B; é suficiente 
saber que A é preferida a B. 
 
 
 
Sumário 
 
Nesta Unidade temática estudamos e discutimos fundamentalmente as 
percepções sobre o comportamento do consumidor. A maximização da 
utilidade, sujeita à restrição orçamentária é o objectivo de qualquer 
consumidor racional, que estão disposto a trocar mercadorias, sempre 
que a satisfação derivada do consumo dos mesmos aumentar o seu 
bem-estar. 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
 
1. Neste capítulo, não foram consideradas mudanças nas preferências 
do consumidor por diversas mercadorias. Todavia, em determinadas 
situações, as preferências devem se modificar à medida que ocorre o 
consumo. Discuta por que e como as preferências poderiam se alterar 
ao longo do tempo tendo por referência o consumo das seguintes 
mercadorias: 
a. Cigarros 
A hipótese de preferências constantes é razoável se as 
escolhas do consumidor são independentes no tempo. 
Mas essa hipótese não é válida nas situações em que o 
consumo do bem envolve a 
criação de hábitos ou vícios, como no caso dos cigarros: 
o consumo de cigarros em um período influencia seu 
consumo nos períodos seguintes. 
b. Jantar pela primeira vez em um restaurante de culinária típica 
Jantar pela primeira vez em um restaurante diferente 
não envolve nenhum vício do ponto de vista físico, mas, 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
43 
 
 
 
 
ao propiciar ao consumidor maiores informações sobre 
o restaurante em questão, influencia suas escolhas nos 
períodos subseqüentes. O consumidor pode gostar de 
jantar sempre em restaurantes diferentes, que ainda não 
conheça, ou então pode estar cansado de fazê-lo. 
Em ambos os casos, as preferências mudam à medida 
que ocorre o consumo. 
2. Desenhe as curvas de indiferença para as seguintes preferências de 
um consumidor por duas mercadorias: hambúrguer e cerveja. 
a. Alex gosta de cerveja, porém detesta hambúrgueres. Ele 
sempre prefere consumir mais cerveja, não importando 
quantos hambúrgueres possa ter. 
Para Alex, os hambúrgueres são um “mal.” As suas 
curvas de indiferença apresentam inclinação positiva em 
vez de negativas. Para Alex, U1 é preferida a U2 e U2 é 
preferida a U3. Veja a figura 3.2a. Se os hambúrgueres 
fossem um bem neutro, as curvas de indiferença seriam 
verticais e a utilidade cresceria à medida que nos 
movêssemos para a direita e mais cerveja fosse 
consumida. 
b. Betty mostra-se indiferente entre cestas que contenham três 
cervejas ou dois hambúrgueres. Suas preferências não se 
alteram à medida que consome maior quantidade de qualquer 
uma das duas mercadorias. 
Dado que Betty é indiferente entre três cervejas e dois 
hambúrgueres, existe uma curva de indiferença ligando 
esses dois pontos. As curvas de indiferença de Betty são 
um conjunto de linhas paralelas com inclinação de 
Veja a figura 3.2b. 
c. Chris come um hambúrguer e em seguida toma uma cerveja. 
Ele nunca consumirá uma unidade adicional de um item sem 
que consuma também uma unidade adicional do outro. 
Para Chris, hambúrgueres e cerveja são complementos 
perfeitos, ou seja, ele sempre deseja consumir as duas 
mercadorias em proporções fixas. As curvas de 
indiferença apresentam formato de L, com os ângulos do 
23. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
44 
 
 
 
 
L ao longo de uma linha de 45 graus a partir da origem. 
Veja a figura 3.2c. 
 
 
 
Hambúrgueres 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cerveja 
 
Figura 3.2.a 
 
 
 
Hambúrgueres 
9 
8 
7 
 
3 6 9 
Cerveja 
 
Figura 3.2.b 
 
 
d. Doreen gosta muito de cerveja, porém é alérgica a carne. Toda 
vez que come um hambúrguer, fica com urticária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
45 
 
 
 
 
 
 
 
Para Doreen, os hambúrgueres não são um “bem”, mas 
um “mal,” de modo que sua utilidade não aumenta ao 
mover-se para cima e para a direita, e sim para baixo e 
para a direita. Para Doreen, U1 é preferida a U2 e U2 é 
preferida a U3. Veja a figura 3.2d. 
 
 
Hambúrgueres 
 
 
 
 
 
3 
 
 
2 
 
 
1 
 
 
1 2 3 
Cerveja 
 
Figura 3.2.c 
 
 
Hambúrgueres 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cerveja 
 
Figura 3.2.d 
 
 
 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
46 
 
 
 
 
3. Suponha que Bill considere manteiga e margarina como substitutos 
perfeitos. 
a. Desenhe umconjunto de curvas de indiferença que descreva as 
preferências de Bill por manteiga e margarina. 
 
 
Manteiga 
 
 
20 
 
 
15 
 
 
10 
 
5 
 
 
5 10 15 20 Margarina 
 
Figura 3.5.a 
 
 
 
b. Será que tais curvas de indiferença seriam convexas? Por quê? 
A convexidade implica que qualquer segmento de reta 
ligando dois pontos da curva deve estar situado acima da 
curva, ou seja, a curva é “arqueada para dentro”. Dado 
que o consumidor considera a manteiga e a margarina 
como substitutos perfeitos, a utilidade marginal não é 
decrescente, e as curvas de indiferença resultantes são 
linhas retas. Curvas de indiferença retas não são 
estritamente convexas. 
c. Se a manteiga custasse $2 e a margarina apenas $1, e Bill 
tivesse um orçamento de $20 por mês, qual seria a cesta de 
mercado que Bill escolheria? Você poderia demonstrar isso 
graficamente? 
Sejam Y a renda de Bill, PB o preço da manteiga, B a 
quantidade de manteiga, PM o preço da margarina e M a 
 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
47 
 
 
 
 
quantidade de margarina. A restrição orçamentária é, 
portanto, dada por: 
Y = PB B + PM M. 
 
Inserindo nessa equação os valores dados de Y, PB, e PM,, 
obtemos a representação específica da restrição 
orçamentária de Bill: 
20 = 2B + 1M, ou B = 10 - 0.5M. 
Tendo em vista que Bill é indiferente entre manteiga e 
margarina, e o preço da manteiga é maior que o preço da 
margarina, Bill comprará apenas margarina. Trata-se de 
uma solução de canto, pois a escolha ótima ocorre sobre 
um dos eixos. Na Figura 3.5.c, a cesta que maximiza a 
utilidade de Bill é o ponto A. 
Manteiga 
 
 
20 
 
 
15 
 
 
10 
 
5 
 
 
5 10 15 20 Margarina 
 
Figura 3.5.c 
 
 
 
Exercícios de AVALIAÇÃO 
 
1. O que significa o termo transitividade de preferências? 
2. Explique a razão pela qual duas curvas de indiferença não 
podem se interceptar. 
3. Suponha que Bill considere manteiga e margarina como 
substitutos perfeitos. 
 
 
 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
48 
 
 
 
 
a. Desenhe um conjunto de curvas de indiferença que descreva as 
preferências de Bill por manteiga e margarina. 
 
b. Será que tais curvas de indiferença seriam convexas? Por quê? 
 
 
4. A utilidade que Jane obtém por meio do consumo de alimento A e 
vestuário V é dada por: u(A,V) = AV. 
a. Desenhe a curva de indiferença associada a um nível de 
utilidade igual a 12 e a curva de indiferença associada a um 
nível de utilidade igual a 24. Essas curvas de indiferença são 
convexas? 
b. Qual será a escolha de alimento e vestuário capaz de maximizar 
sua utilidade? (Dica: resolva a questão graficamente.) 
c. Qual será a taxa marginal de substituição de alimento por 
vestuário quando a utilidade for maximizada? 
 
 
 
 
TEMA-IV: ESTRUTURA DE MERCADO 
 
UNIDADE Temática 4.1. Introdução a Mercados 
 
Introdução: 
 
O comportamento de ofertantes e demandantes no mercado não é 
uniforme. Em decorrência da própria dinâmica da economia 
capitalista, o poder dos diferentes agentes económicos é também 
diferenciado. Veremos a seguir as características básicas dos principais 
tipos de mercado. 
 
Ao finalizar esta Unidade você deverá ser capaz de: 
▪ Conhecer os diferentes tipos de mercardos; 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
49 
 
 
 
 
 
Objectivos 
específicos 
▪ 
▪ 
Classificar as formas de mercado. 
Identificar as falhas de mercado 
 
1. Concorrência perfeita 
▪ Grande número de consumidores e ofertantes, tornando 
o mercado pulverizado de tal forma que nenhum comprador ou 
vendedor tenha condições de influenciar os preços ou o 
comportamento dos demais agentes; 
▪ Perfeito conhecimento do mercado, a começar pelo 
preço, por parte dos que o integram; 
▪ Perfeita mobilidade de recursos; 
▪ Ausência de entraves ao ingresso de novas empresas; ▪ 
Homogeneidade de produtos. 
 
2. Concorrência monopolística: 
▪ Grande número de empresas; 
▪ Fracas barreiras quanto ao ingresso e saída do mercado; 
▪ Pouca diferenciação dos produtos. Cada concorrente 
estabelece um produto único e ligeiramente diferenciado pela 
marca, embalagem, publicidade. A diferença é subjectiva. 
 
 
 
 
 
 
3. Oligopólio 
▪ 
 
 
 
▪ 
 
▪ 
Pequeno número de 
empresas controla a 
quase totalidade do 
mercado; 
Forte bloqueio à entrada 
de concorrentes; 
Concorrência pela 
diferenciação de 
produtos; 
▪ Tendência à 
concentração de capitais 
através de fusões; 
▪ Tendência à formação de 
cartéis e à rigidez de 
preços. 
 
4. Monopólio 
▪ Existência de uma única 
empresa produtora de 
bens e serviços para os 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
50 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. Monopsônio 
▪ Uma única empresa compradora de determinado produto; ▪ 
Preço determinado pelo comprador. 
 
 
6. Oligopsônio 
▪ Poucas empresas compradoras; 
▪ Preço do produto determinado pelos demandantes; ▪ 
Grande dificuldade de entrada no mercado para novos 
compradores. 
 
O mercado também cria algumas imperfeições que impedem o que se 
poderia chamar de seu comportamento “natural”. Essas imperfeições estão 
relacionadas ao poder de mercado e formas de atingi-lo ou mantê-lo. É o caso 
do truste, dumping e cartel. 
▪ O truste é o tipo de estrutura em que várias empresas, já 
detendo a maior parte do mercado, combinam-se ou fundem-se para 
quais, no curto prazo, não 
existem 
próximos; 
Barreiras 
tecnológicas 
substitutos 
▪ legais, 
e 
económicas ao ingresso 
de concorrentes no 
mercado; 
▪ Dimensões do mercado 
estabelecidas pela 
empresa viam 
determinação prévia do 
volume de produção e dos 
preços desejáveis; 
▪ O lucro total da empresa é 
máximo para cada nível 
de produção e preço por 
ela estabelecido. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
51 
 
 
 
 
assegurar esse controle, estabelecendo preços elevados que lhes 
garantam altas margens de lucro. 
▪ O dumping se caracteriza pela venda de produtos a preços mais 
baixos que os custos, com a finalidade de eliminar concorrentes e 
conquistar fatias maiores de mercado. 
▪ Cartel é um grupo de empresas independentes que formalizam 
um acordo para sua actuação coordenada, com vistas a interesses 
comuns. O tipo mais comum de cartel é o de empresas que produzem 
artigos semelhantes, de forma a constituir um monopólio de mercado. 
 
Sumário 
 
 
Forma 
 
Barreiras de 
Entrada para 
Vendedores 
 
Quantidade 
de 
Vendedores 
 
Barreiras de 
Entrada para 
Compradores 
 
Quantidade 
de 
Compradores 
Competição 
perfeita 
 
Não há 
 
Muitos 
 
Não há 
 
Muitas 
Monopólio Existe Um Não há Muitas 
 
Competição 
Monopolística 
 
Não há 
 
Muitos 
 
Não há 
 
Muitas 
Oligopólio Existe Poucos Não há Muitas 
Monopsônio Não há Muitos Existem Um 
 
 
Exercício de Autoavaliação 
1. Caracterize, em uma tabela, as 
diferentes estruturas de mercado 
2. Explique o que é dumping e cartel. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
52 
 
 
 
 
Exercício de Avaliação 
1. Caracterize, em uma tabela, as 
diferentes estruturas de mercado 
2. Explique o que é dumping e cartel. 
1. Caracterize, em uma tabela, as diferentes estruturas de 
mercado 
2. Explique o que é dumping e cartel. 
Assinale a alternativa correta. 
1. O monopólio é uma situação de mercado em que: 
a) Existem poucos vendedores de uma mercadoria para a 
qual não há substitutos próximos; 
b) Existem muitos vendedores de uma mercadoria para a 
qual não há substitutos próximos; 
c) Existe apenas um vendedor de uma mercadoria para a 
qual há substitutos próximos; 
d) Existe apenas um vendedor de uma mercadoria para a 
qual não há substitutos próximos; 
 
2. Estrutura de mercado em que existem muitas empresasvendendo 
produtos diferenciados que são substitutos próximos entre si: a) 
Monopólio; 
b) Concorrência monopolística 
c) Concorrência perfeita; 
d) Oligopólio; 
e) Nenhuma das alternativas anteriores. 
 
3. Em um mercado de concorrência perfeita: 
a) Existe um número tão grande de compradores e de 
vendedores, sendo cada um deles tão pequeno em 
relação ao mercado, que nenhum deles consegue, 
isoladamente, afetar o preço de mercado; 
b) Os produtos colocados pelas empresas no mercado são 
homogêneos (idênticos) sendo, portanto, perfeitos 
substitutos entre si; 
c) Existe livre entrada e saída das empresas; 
d) Existe transparência de mercado; 
e) Todas as alternativas anteriores estão corretas. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
53 
 
 
 
 
 
 
4. A concorrência monopolística é uma estrutura mercadológica em 
que há: 
a) Muitas empresas vendendo um produto homogêneo; 
b) Poucas empresas vendendo um produto diferenciado; 
c) Poucas empresas vendendo um produto homogêneo; 
d) Muitas empresas vendendo um produto diferenciado; 
e) Nenhuma das alternativas anteriores. 
 
5. Para que um monopólio exista é preciso que existam obstáculos ao 
ingresso de firmas concorrentes no mercado. Dentre tais obstáculos 
podemos destacar: 
a) O controlo sobre o fornecimento de matérias-primas; 
b) A proteção de patentes; 
c) A concessão, por parte do governo, de um direito 
exclusivo para a empresa operar; 
d) Somente as alternativas a e b estão corretas; 
e) As alternativas a, b e c estão corretas. 
 
7. A existência de muitos compradores e um só vendedor é uma situação 
que define um: 
a) Monopólio; 
b) Concorrência monopolística 
c) Concorrência perfeita; 
d) Oligopólio; 
e) Nenhuma das alternativas anteriores. 
 
8. Assinale qual das alternativas abaixo não é uma característica de um 
monopólio: 
a) O produto fabricado pela empresa monopolista não tem 
substituto próximo; 
b) A existência de obstáculos à entrada de novas firmas na 
indústria; 
c) A transparência de mercado; 
d) A proteção de patentes; 
e) Todas as alternativas anteriores. 
 
 
9. Oligopólio: 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
54 
 
 
 
 
a) É uma estrutura mercadológica em que o número de 
firmas existentes no mercado é grande, mas produtos 
vendidos são diferenciados; 
b) É uma estrutura mercadológica em que um pequeno 
número de empresas controla a oferta de um bem; 
c) É uma estrutura de mercado em que muitas empresas 
vendem um produto homogêneo; 
d) É uma estrutura mercadológica em que um grande 
número de empresas controla a oferta de produtos 
diferenciados; 
e) Nenhuma das alternativas anteriores. 
 
 
 
 
II) Identifique se cada uma das afirmativas abaixo é falsa ou 
verdadeira: 
a) A concorrência perfeita é uma estrutura de mercado que 
descreve o funcionamento real de uma economia. 
b) O monopólio é uma situação de mercado em que existem 
poucos produtores de um bem. 
c) O monopólio é uma situação de mercado em que existe um só 
produtor de um bem que não tenha substituto próximo. 
d) Pode haver concorrência perfeita mesmo que os produtos 
oferecidos pelas várias empresas existentes no mercado sejam 
diferenciados. 
e) A existência de um grande número de compradores e 
vendedores é uma condição necessária, mas não suficiente, para 
caracterizar um mercado de concorrência perfeita. 
f) O monopólio natural decorre da posse de patentes, que dá ao 
monopolista o direito único de produzir uma determinada 
mercadoria. 
g) A estrutura de mercado denominada “concorrência 
monopolística” identifica grande número de 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
55 
 
 
 
 
situações de mercado encontrados na realidade, ficando em 
uma situação intermediária entre a concorrência perfeita e o 
monopólio. 
h) Uma das principais características de um mercado oligopolista 
consiste na facilidade de ingresso de novas empresas no 
mercado. 
i) Os oligopólios podem ser puros ou diferenciados. Exemplos de 
oligopólios diferenciados podem ser encontrados nas indústrias 
de cimento e de alumínio. 
j) Uma das características do monopólio é a existência, no 
mercado, de produtos capazes de substituir aquele que é 
produzido pela empresa monopolista. 
 
 
 
 
TEMA – V: PRODUÇÃO 
UNIDADE Temática 5.1.Introdução, Produção 
 
UNIDADE Temática 5.2. Custos de Produção 
 
UNIDADE Temática 5.3. Teoria de Produção e Custo – Tratamento 
Algebrico 
 
 
UNIDADE Temática 5.1. Introdução a Produção 
 
Introdução: 
 
O Capítulo 5 é o primeiro de uma série de três capítulos que apresentam 
a teoria básica da oferta. Antes de prosseguir com a matéria, pode ser 
interessante apresentar uma revisão, ou resumo, da derivação da 
demanda, além de uma discussão geral sobre a teoria da oferta 
competitiva. A revisão pode ser útil para os estudantes devido às 
semelhanças entre as teorias da demanda e da oferta. Frequentemente, 
os estudantes consideram a teoria da oferta mais fácil 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
56 
 
 
 
 
de entender do que a demanda, por ser menos abstrata e, também, por 
abordar conceitos relativamente familiares. Face às semelhanças entre 
as duas teorias, ao estudar a oferta os estudantes estarão se 
capacitando a entender melhor também a teoria da demanda. 
Neste capítulo, é importante discutir cuidadosamente as definições dos 
conceitos apresentados, pois estes formarão a base da análise a ser 
desenvolvida nos dois capítulos seguintes. Se, por um lado, o conceito 
de função de produção não é difícil, por outro lado, sua representação 
matemática e gráfica pode causar alguma confusão. Quanto mais 
exemplos forem discutidos, melhor. Ao descrever e desenhar uma 
função de produção com a produção no eixo vertical e um insumo no 
eixo horizontal, deve-se ressaltar que a função de produção é a equação 
relativa ao limite do conjunto de produção, e portanto equivale ao nível 
de produção mais alto possível para qualquer nível de insumos. Ao 
longo de toda a discussão da teoria da oferta, supõe-se que a condição 
de eficiência técnica seja satisfeita. Pode-se abrir uma discussão sobre 
a importância dos aumentos de produtividade e o conceito de curvas de 
aprendizado. Os Exemplos 1 e 2 do texto fornecem óptimo material para 
discussão. 
O gráfico da função de produção conduz naturalmente à discussão 
sobre produto marginal e rendimentos decrescentes. É importante 
enfatizar que os rendimentos decrescentes existem pelo fato de alguns 
factores serem fixos por definição, e que a ocorrência de rendimentos 
decrescentes não implica rendimentos negativos. 
Caso o tema da utilidade marginal não tenha sido discutido, este é o 
momento de certificar-se de que os estudantes compreendem a 
diferença entre valores médios e marginais. Um exemplo que consegue 
atrair a atenção dos alunos é a relação entre notas de provas médias e 
marginais; caso a última nota obtida por um aluno seja maior que a nota 
média até aquele momento, a nota média deverá aumentar. 
Apesar das isoquantas serem definidas na primeira secção do capítulo, 
uma discussão mais detalhada é apresentada apenas na última secção. 
A discussão das isoquantas pode se aproveitar do conhecimento dos 
estudantes relativo às curvas de indiferença, observando-se que, assim 
como no caso das curvas de indiferença, as isoquantas são uma 
representação em duas dimensões de uma função de produção com 
três dimensões. Alguns conceitos chave na última seção do capítulo são 
a taxa marginal de substituição técnica e os rendimentos de escala. É 
importante a apresentação do maior número possível de exemplos que 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
57 
 
 
 
 
ilustrem tais conceitos. Os Exemplos6.3 e 6.4 contribuem para que os 
estudantes compreendam a relevância prática da TMST e dos 
rendimentos de escala. 
 
 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
 ▪ Aprofundar: os conhecimentos sobre a teoria da oferta competitiva; 
▪ Perceber: o conceito da função de produção; Objectivos 
 
Específicos 
▪ Entender: os conceitos sobre a produtividade marginal e produtividade 
média; 
▪ Obter: conhecimento sobreos rendimentos descrescentes e rendimentos 
de escala; 
▪ Familiarizar-se: com os conceitos de isoquanta e sua aplicabilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. O que é uma função de produção? Em que uma função de 
produção a longo prazo difere de uma função de produção a curto 
prazo? 
A função de produção representa a forma pela qual 
os insumos são transformados em produtos por uma 
empresa. Em geral, considera-se o caso de uma empresa 
que produz apenas um tipo de produto e agregam-se 
todos os insumos ou fatores de produção em algumas 
categorias, tais como: trabalho, capital, e 
matériasprimas. No curto prazo, um ou mais fatores de 
QUESTÕES PARA REVISÃO 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
58 
 
 
 
 
produção são fixos. Com o passar do tempo, a empresa 
torna-se capaz de alterar os níveis de todos os insumos. 
No longo prazo, todos os insumos são variáveis. 
2. Por que o produto marginal do trabalho tende a apresentar 
uma elevação seguida de uma diminuição a curto prazo? 
À medida que unidades adicionais de trabalho são 
adicionadas a uma quantidade fixa de capital, o produto 
marginal do trabalho aumenta, atinge um máximo e, em 
seguida, diminui. O aumento inicial do produto marginal 
do trabalho se deve ao fato de que os primeiros 
trabalhadores contratados pela empresa podem se 
especializar 
nas tarefas em que são mais produtivos. 
Inevitavelmente, dada uma quantidade fixa de capital, a 
contratação de trabalhadores além de certo nível torna 
o ambiente de trabalho excessivamente congestionado e 
causa a redução da produtividade dos trabalhadores 
adicionais. 
3. Para um único insumo, rendimentos decrescentes de escala e 
rendimentos constantes de escala não são inconsistentes. Discuta. 
Em qualquer processo produtivo, é possível observar, 
para algum nível de insumo, a ocorrência de 
rendimentos decrescentes para um único fator de 
produção. Este fenômeno é tão difuso que os 
economistas lhe deram o nome de "lei da produtividade 
marginal decrescente". Por definição, o produto 
marginal de um insumo é a produção adicional obtida 
através do emprego de uma unidade adicional do 
insumo, supondo constantes as quantidades dos demais 
insumos. A produção adicional, ou rendimento, de um 
único insumo diminui justamente pelo fato de todos os 
demais insumos serem fixos. Por exemplo, mantendo-se 
constante o nível de capital, cada unidade adicional de 
trabalho dispõe de menos capital com o qual trabalhar. 
Os rendimentos de escala, por sua vez, são aumentos 
proporcionais em todos os insumos. Ainda que cada fator 
isoladamente apresente rendimentos decrescentes, a 
produção pode aumentar em proporção igual, maior ou 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
59 
 
 
 
 
menor que o aumento nos insumos. A diferença entre os 
dois conceitos refere-se ao fato de que, no caso dos 
rendimentos de escala, aumentam-se as quantidades de 
todos os insumos na mesma proporção, não sendo 
mantido fixo nenhum insumo. 
4. Você é um empregador interessado em preencher uma 
posição vaga em uma linha de montagem. Você estaria mais 
preocupado com o produto médio ou com o produto marginal do 
trabalho em relação à última pessoa contratada? Caso observe que 
seu produto médio está começando a diminuir, você deveria contratar 
mais funcionários? O que tal situação significaria em termos de 
produto marginal do último funcionário contratado? 
Ao preencher uma posição vaga, você deveria estar 
preocupado com o produto marginal do último 
funcionário contratado, que mede o efeito dessa 
contratação sobre a produção total e, portanto, permite 
calcular e comparar a receita gerada pela contratação e 
com o seu custo. 
O ponto a partir do qual o produto médio começa a 
diminuir é o ponto onde o produto médio é igual ao 
produto marginal. Apesar do aumento do número de 
trabalhadores causar a redução do produto médio, o 
produto total continua a aumentar, de modo que a 
contratação de um empregado adicional pode ser 
vantajosa. 
Quando o produto médio está diminuindo, o produto 
marginal do último funcionário contratado é menor que 
o produto médio dos trabalhadores contratados 
anteriormente. 
 
 
5. Defrontando-se com condições que mudam constantemente, 
por que uma empresa teria algum interesse em manter algum insumo 
fixo? o que determina se um insumo é fixo ou variável? 
O fato de um insumo ser fixo ou variável depende do 
horizonte temporal de interesse: todos os insumos são 
fixos no curtíssimo prazo e variáveis no longo prazo. 
Conforme afirma o texto: “Todos os insumos fixos no 
curto prazo correspondem aos resultados de decisões 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
60 
 
 
 
 
anteriores de longo prazo, baseadas em estimativas das 
empresas daquilo que poderiam produzir e vender com 
lucro". Alguns insumos são fixos no curto prazo, 
independente da vontade da empresa, simplesmente 
porque mudar o nível das variáveis requer tempo. Por 
exemplo, a empresa pode estar legalmente presa a um 
edifício por um contrato de aluguel, alguns empregados 
podem ter contratos que precisam ser cumpridos, ou a 
construção de uma nova instalação pode levar alguns 
meses. Lembre que o curto prazo não é definido em 
termos de um número específico de meses ou anos, mas 
em termos do período de tempo durante o qual a 
quantidade de alguns insumos não pode ser modificada 
por razões como as apontadas acima. 
 
6. De que forma a curvatura de uma isoquanta se relaciona com 
a taxa marginal de substituição técnica? 
A isoquanta apresenta todas as combinações dos 
dois insumos que podem produzir o mesmo nível de 
produção. A curvatura da isoquanta é medida por sua 
inclinação em cada ponto, que representa a taxa à qual 
os dois insumos podem ser substituídos mantendo-se a 
produção constante. Esta taxa é chamada de taxa 
marginal de substituição técnica. Ao longo de uma 
isoquanta convexa típica, a taxa marginal de substituição 
técnica diminui à medida que nos movemos para baixo. 
7. Uma empresa poderia ter uma função de produção que 
exibisse rendimentos crescentes de escala, rendimentos constantes de 
escala, e rendimentos decrescentes de escala, à medida que sua 
produção fosse aumentando? Discuta. 
A maioria das empresas tem funções de produção 
que apresentam, inicialmente, rendimentos crescentes, 
em seguida, rendimentos constantes, e por fim 
rendimentos decrescentes de escala. Para níveis de 
produção baixos, um aumento proporcional em todos os 
insumos pode causar um aumento mais do que 
proporcional na produção, dadas as maiores 
possibilidades de especialização de cada insumo. Por 
exemplo, ao passarmos de uma situação com uma 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
61 
 
 
 
 
pessoa a um computador para outra, com duas pessoas 
e dois computadores, cada pessoa pode se especializar, 
realizando as tarefas nas quais é mais produtiva, de modo 
que a produção deve aumentar mais do que o dobro. À 
medida que a empresa cresce, as oportunidades de 
especialização diminuem, de modo que a duplicação dos 
insumos leva à duplicação da produção. No caso de 
rendimentos constantes de escala, a empresa 
simplesmente replica aquilo que já fazia. A partir de certo 
nível de produção, a empresa será tão grande que a 
duplicação dos insumos causará umaumento menos do 
que proporcional na produção. 
Isso pode ocorrer, por exemplo, devido a deseconomias 
na administração. 
8. Dê um exemplo de processo produtivo no qual o curto prazo 
envolva um período de um dia a uma semana e o longo prazo envolva 
qualquer período com duração superior a uma semana. 
Qualquer pequeno negócio onde a variação de um 
insumo exija mais do que uma semana poderia servir de 
exemplo. O processo de contratação 
de novos empregados requer a divulgação de um 
anúncio, a realização de entrevistas com os candidatos 
e a negociação dos termos do contrato, o que pode 
levar de um dia (no caso da contratação ser feita 
através de uma agência de empregos) a uma semana ou 
mais (que é o caso mais comum). A mudança para um 
local de trabalho mais amplo, associada 
à 
expansão da empresa, também exigiria mais do que uma 
semana. 
 
Sumário 
 
Nesta Unidade temática estudamos e discutimos fundamentalmente os 
aspectos relacionados à teoria de produção, focando a produtividade 
marginal e média, a alteração dos factores de produção em período 
curto e em período longo, produtividade eficiência técnica, zona de 
eficiência técnica e estágios de produção. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
62 
 
 
 
 
 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
 
1. Suponha que um fabricante de cadeiras esteja produzindo a 
curto prazo, situação em que o equipamento é fixo. O 
fabricante sabe que, à medida que o número de funcionários 
utilizados no processo produtivo eleva-se de 1 para 7, o 
número de cadeiras produzidas varia da seguinte forma: 10, 17, 
22, 25, 26, 25, 23. 
a. Calcule o produto marginal e o produto médio do trabalho para 
esta função de produção. 
Q 
O produto médio do trabalho, PMeL, é igual a L . O 
produto marginal do trabalho, PMgL, é igual a , isto é, 
 
a variação na produção dividida pela variação no insumo 
trabalho. Para esse processo produtivo, temos: 
 
 
L Q PMeL PMgL 
 
 
0 0 
1 10 10 10 
2 17 8 1/2 7 
3 22 7 1/3 5 
4 25 6 1/4 3 
5 26 5 1/5 1 
6 25 4 1/6 -1 
7 23 3 2/7 -2 
 
b. Esta função de produção apresenta rendimentos decrescentes 
de escala para o trabalho? Explique. 
Esse processo produtivo apresenta rendimentos 
decrescentes to trabalho. O produto marginal do 
trabalho, que é a produção adicional produzida por cada 
trabalhador adicional, diminui à medida que mais 
 
 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
63 
 
 
 
 
trabalhadores são contratados, e torna-se negativa para 
o sexto ou sétimo trabalhadores. 
c. Explique, de forma intuitiva, qual poderia ser a razão de o 
produto marginal do trabalho se tornar negativo. 
O produto marginal do trabalho negativo para L> 5 pode 
ocorrer devido ao congestionamento na fábrica de 
cadeiras. Dado que um número maior de trabalhadores 
estaria usando a mesma quantidade de capital, seria 
possível que os trabalhadores se atrapalhassem 
mutuamente, diminuindo a eficiência e o nível de 
produção da empresa. 
 
 
2. Preencha os espaços em branco na tabela a seguir. 
 
Quantidade do 
 
Insumo Variável 
Produção 
 
Total 
Produto Marginal 
 
do Insumo Variável 
Produto Médio 
 
do Insumo Variável 
 
1 
 
150 
 
2 
 
200 
3 200 
4 
 
760 
 
5 
 
150 
6 
 
150 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
64 
 
 
 
 
 
 
 
0 0 
Quantidade do Produção Produto Marginal Produto Médio 
Insumo Variável Total do Insumo Variável do Insumo Variável 
0 0 
 
1 150 150 150 
2 400 250 200 
3 600 200 200 
4 760 160 190 
5 910 150 182 
6 900 -10 150 
3. Um administrador de campanha política precisa decidir se veiculará 
propagandas na televisão ou enviará correspondências para 
potenciais eleitores, durante uma campanha de reeleição. Descreva 
a função de produção para os votos da campanha. De que modo 
informações a respeito desta função (por exemplo, o formato das 
isoquantas) poderiam ajudar o administrador da campanha a 
planejar sua estratégia? 
O administrador da campanha está interessado na 
produção de votos. A função de produção relevante 
utiliza dois insumos, propaganda na televisão e mala 
direta. O uso desses insumos requer o conhecimento das 
possibilidades de substituição entre eles. Se os insumos 
são substitutos perfeitos, as isoquantas resultantes são 
linhas retas, e o administrador da campanha deve usar 
apenas o insumo relativamente mais barato. Se os 
insumos não são substitutos perfeitos, as isoquantas 
apresentam formato convexo e o administrador da 
campanha deve usar uma combinação dos dois insumos. 
4. Uma empresa tem um processo produzido no qual os insumos de 
produção são perfeitamente substituíveis a longo prazo. Você 
poderia dizer se sua taxa marginal de substituição técnica é alta ou 
baixa, ou seria necessário dispor de mais informações para poder 
responder? Discuta. 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
65 
 
 
 
 
A taxa marginal de substituição técnica, TMST, é o 
valor absoluto da inclinação da isoquanta. Se os insumos 
são substitutos perfeitos, as isoquantas são lineares. 
Para calcular a inclinação de uma isoquanta, e portanto 
a TMST, é necessário saber a taxa à qual um insumo pode 
ser substituído pelo outro. 
5. O produto marginal do trabalho é sabidamente superior ao produto 
médio do trabalho para um determinado nível de emprego. O 
produto médio estaria aumentando ou diminuindo? Explique. 
Se o produto marginal do trabalho, PMgL, é maior do que 
o produto médio do trabalho, PMeL, cada unidade 
adicional de trabalho é mais produtiva que a média das 
unidades previamente empregadas. Logo, a adição da 
última unidade aumenta a média geral. Se o PMgL é 
maior do que o PMeL, então o PMeL é crescente. Se o 
PMgL é menor que o PMeL, então a última unidade 
diminui a média. O PMeL atinge um máximo no ponto 
onde a produtividade da última unidade é igual à média 
das unidades previamente empregadas (isto é, quando 
PMgL = PMeL). 
6. O produto marginal do trabalho na produção de chips para 
computadores é de 50 chips por hora. A taxa marginal de 
substituição técnica de horas de trabalho por horas de maquinário 
é de 1/4. Qual é o produto marginal do capital? 
A taxa marginal de substituição técnica é definida 
como a razão dos produtos marginais. Nesta questão, 
conhecemos o produto marginal do trabalho e a taxa 
marginal de substituição técnica. Logo, para determinar 
o produto marginal do capital, deve-se substituir os 
valores do produto marginal do trabalho e da taxa 
marginal de substituição técnica na seguinte fórmula: 
 
 PMgL TMST, ou 50 1 , ou 
PMgK PMgK 4 
PMgK = 200 chips de computador por hora. 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
66 
 
 
L) 
 
 
7. As funções de produção relacionadas a seguir apresentam 
rendimentos decrescentes, constantes ou crescentes de escala? 
a. Q = 0,5KL 
Os rendimentos de escala referem-se à relação entre o 
nível de produção e aumentos proporcionais em todos 
os insumos. Esse conceito pode ser representado da 
seguinte forma, onde representa um aumento 
proporcional nos insumos: 
F( K, L) > F(K, L) implica rendimentos crescentes de 
escala; 
F( K, L) = F(K, L) implica rendimentos constantes de 
escala; e 
< F(K, L) implica rendimentos decrescentes de escala. 
Logo, podemos substituir K por K e L por L, e comparar 
o resultado com um aumento proporcional em Q. 
 
Q* = 0,5( K)( = (0,5KL) 2 = Q 
 
 Esta função de produção apresenta 
crescentes de escala. 
rendimentos 
b. Q = 2K + 3L 
 Q* = 2( K) + 3( L) = (2K + 3L) = Q = Q. 
 Esta função de produção apresenta 
constantes de escala. 
rendimentos 
 
8. A função de produção da empresa fabricante de computadores 
pessoais DISK, Inc.,é expressa por 
Q = 10K0,5L0,5, em que Q é o número de computadores produzidos 
diariamente, K é o número de horas de máquina, e L é o número de 
horas do insumo trabalho. Um concorrente da DISK, a empresa 
FLOPPY, Inc., está utilizando a função de produção: Q = 10K0,6L0,4. 
a. Se ambas as empresas utilizam quantidades iguais de capital e 
trabalho, qual das duas produz mais? 
Sejam Q a produção da DISK, Inc., Q2 a produção da 
FLOPPY, Inc., e X as quantidades iguais de capital e 
trabalho das duas empresas. Logo, a partir de suas 
funções de produção, 
F( K, L) 
2> Q 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
67 
 
 
 
 
Q = 10X0,5X0,5 = 10X(0,5 + 0,5) = 10X 
 
e 
 
Q2 = 10X0,6X0,4 = 10X(0,6 + 0,4) = 10X. 
 
Dado que Q = Q2, ambas as empresas geram o mesmo 
nível de produção com os mesmos insumos. Observe que 
se as duas empresas utilizassem a mesma quantidade de 
capital e a mesma quantidade de trabalho, mas as 
quantidades de capital e trabalho fossem diferentes, o 
nível de produção das duas empresas não seria igual. De 
fato, se K>L, então Q2>Q. 
b. Suponha que o capital esteja limitado a 9 horas de máquina, 
porém o trabalho seja ilimitado. Em qual das duas empresas 
seria maior o produto marginal do trabalho? Explique. 
Com o capital limitado a 9 unidades, as funções de 
produção se tornam Q = 30L0,5 e Q2 = 37,37L0,4. Para 
determinar a função de produção com o maior produto 
marginal do trabalho, considere a seguinte tabela: 
 
 
L Q PMgL Q PMgL 
 
Empresa 1 Empresa 1 Empresa 2 Empresa 2 
 
0 
 
0,0 
 
 
 
0,00 
 
 
 
1 30,00 30,00 37,37 37,37 
2 42,43 12,43 49,31 11,94 
3 51,96 9,53 58,00 8,69 
4 60,00 8,04 65,07 7,07 
 
Para cada unidade de trabalho acima de 1, o produto 
marginal do trabalho é maior para a primeira empresa, 
DISK, Inc. 
9. No Exemplo 6.3, o trigo é produzido em conformidade com a função 
de produção: 
Q = 100(K0,8L0,2 ). 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
68 
 
 
Q 
Q 
Q 
Q 
Q 
Q 
Q 
Q 
 
 
a. Iniciando com insumo capital igual a 4 e insumo trabalho igual 
a 49, mostre que o produto marginal do trabalho e o produto 
marginal do capital são ambos declinantes. 
Com trabalho fixo e capital variável: 
 
K = 4 = (100)(40,8 )(490,2 ) = 660,21 
 
K = 5 = (100)(50,8 )(490,2 ) = 789,25 PMgK = 129,04 
 
K = 6 = (100)(60,8 )(490,2 ) = 913,19 PMgK = 
 
123,94 K = 7 = (100)(70,8 )(490,2 ) = 1,033,04 PMgK = 
 
119,85, 
 
Com capital fixo e trabalho variável: 
 
L = 49 = (100)(40,8 )(490,2 ) = 660,21 
 
L = 50 = (100)(40,8 )(500,2 ) = 662,89 PMgL = 2,68 
 
L = 51 = (100)(40,8 )(510,2 ) = 665,52 PMgL = 2,63 
 
L = 52 = (100)(40,8 )(520,2 ) = 668,11 PMgL = 2,59. 
 
Observe que os produtos marginais de ambos o capital e 
o trabalho são decrescentes à medida que o insumo 
variável aumenta. 
b. Esta função de produção exibe rendimentos de escala 
crescentes, decrescentes ou constantes? 
A ocorrência de rendimentos de escala constantes 
(crescentes/decrescentes) implica que aumentos 
proporcionais nos insumos levam a aumentos da 
produção em proporção igual (maior/menor). Se as 
quantidades de trabalho e capital aumentassem na 
mesma proporção ( ) para a função de produção sob 
análise, a produção aumentaria na mesma proporção: 
= 100( K)0,8 ( L)0,2, or 
= 100K0,8 L0,2 (0,8 + 0,2) = Q 
Logo, esta função de produção apresenta rendimentos 
constantes de escala. 
Q 
Q 
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Exercícios de AVALIAÇÃO 
 
1. O que é uma função de produção? Em que uma 
função de produção a longo prazo difere de uma 
função de produção a curto prazo? 
2. Por que o produto marginal do trabalho tende a 
apresentar uma elevação seguida de uma 
diminuição a curto prazo? 
3. Para um único insumo, rendimentos decrescentes 
de escala e rendimentos constantes de escala não 
são inconsistentes. Discuta. 
4. Suponha que um fabricante de cadeiras esteja 
produzindo a curto prazo, situação em que o 
equipamento é fixo. O fabricante sabe que, à 
medida que o número de funcionários utilizados no 
processo produtivo eleva-se de 1 para 7, o número 
de cadeiras produzidas varia da seguinte forma: 10, 
17, 22, 25, 26, 25, 23. 
a. Calcule o produto marginal e o produto médio do trabalho para 
esta função de produção. 
b. Esta função de produção apresenta rendimentos decrescentes 
de escala para o trabalho? Explique. 
c. Explique, de forma intuitiva, qual poderia ser a razão de o 
produto marginal do trabalho se tornar negativo. 
5. As funções de produção relacionadas a seguir 
apresentam rendimentos decrescentes, constantes 
ou crescentes de escala? 
a. Q = 0,5KL 
b. Q = 2K + 3L 
 
UNIDADE Temática 5.2. Custos de Produção 
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70 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução: 
 
Os principais tópicos desse capítulo são: 
• a diferença entre custos contábeis e custos econômicos de produção, 
• as definições de custo total, custo médio e custo marginal no curto e 
no longo prazo, 
• a representação gráfica do custo total, médio e marginal, e 
• a minimização de custos, apresentada graficamente ao longo do 
capítulo e matematicamente no apêndice. 
O primeiro tópico acima, relativo à distinção entre custos contábeis e 
econômicos, é importante para deixar claro para os estudantes que uma 
situação com lucro (econômico) zero pode ser um equilíbrio de longo 
prazo. O problema de minimização de custos permite entender o 
processo de escolha, por parte da empresa, dos insumos a serem 
utilizados na produção de determinada quantidade de produto. Além 
desses tópicos, o capítulo permite discutir a idéia de utilização dos 
insumos até o ponto em que o preço iguala a receita do produto 
marginal do insumo. O capítulo também contém três secções 
relacionadas a tópicos especiais (produção com dois insumos, 
mudanças dinâmicas nos custos, e estimação do custo), que podem ser 
descartadas, caso desejado. 
A noção de custo de oportunidade constitui a base conceptual desse 
capítulo. A maioria dos estudantes costuma pensar nos custos no 
sentido estritamente contábil; é necessário, portanto, que eles passem 
a entender a diferença entre custo contábil, custo econômico e custo 
de oportunidade. O conceito de custo de oportunidade do capital pode 
apresentar dificuldades para os estudantes, que podem não entender a 
razão pela qual a taxa de locação do capital deve ser considerada 
explicitamente pelos economistas. A este respeito, é importante 
distinguir entre o preço de aquisição dos equipamentos e o custo de 
oportunidade de usar tal equipamento. O custo de oportunidade do 
tempo de um indivíduo também pode causar alguma confusão para os 
estudantes. 
Após a discussão sobre custo de oportunidade, o capítulo avança em 
duas direções; na primeira, apresentam-se os diferentes tipos de custo 
e as curvas de custo; na segunda, analisa-se o problema da minimização 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
71 
 
 
 
 
de custos. Ambos os caminhos convergem para a discussão sobre custo 
médio de longo prazo. 
A realização de exercícios numéricos baseados em tabelas de custos 
pode ser útil para esclarecer as diferenças entre os vários tipos de 
custos para alguns estudantes. É importante frisar que cada empresa 
possui um único conjunto de curvas de custo, baseadas na sua função 
de produção específica e na conseqüente função de custo total. Discuta 
a importância dos rendimentos de escala, em particular da ocorrência 
de rendimentos decrescentes, na determinação do formato das curvas 
de custo. 
Os fatos de que o custo médio tenda apresentar formato em "U" no 
curto prazo e o custo marginal intercepta as curvas de custo médio e 
custo variávelmédio nos respectivos pontos de mínimo deveriam estar 
claros para os estudantes. Após a discussão 
das curvas de custo, pode-se aplicar os conceitos apresentados na 
escolha do nível de produção que maximiza o lucro e na derivação da 
curva de oferta da empresa (e da indústria). 
O problema de minimização de custos permite responder um tipo de 
pergunta diferente, relativo à quantidade de insumos necessário para a 
produção de determinado nível de produto. Os estudantes terão a 
oportunidade de saber que a condição necessária para a minimização 
de custos, segundo a qual a razão dos produtos marginais deve ser igual 
à razão dos preços dos insumos, é muito semelhante à condição 
necessária para a maximização de lucros. 
Uma vez que os conceitos de custo a curto prazo e minimização de 
custos estejam claros, os estudantes estarão em condições de entender 
a derivação do custo médio de longo prazo. No que diz respeito a esse 
último tópico, ressalvar-se-á, que as empresas operam ao longo das 
curvas de custo a curto prazo para cada nível do fator fixo e que os 
custos a longo prazo não existem separadamente dos custos a curto 
prazo. O Exercício (6) ilustra a relação entre custo a longo prazo e 
minimização de custos, ressaltando a importância do caminho de 
expansão. Mostra-se-á a relação entre o formato da curva de custo a 
longo prazo e os rendimentos de escala. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
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72 
 
 
 
 
▪ Entender: os conceitos básicos sobre a teoria de custos; 
▪ Perceber: a diferença entre custos contábeis e custos econômicos de produção; 
 
Objectivos ▪ Entender: a diferença entre custo contábil, custo econômico e custo de Específicos 
oportunidade; 
▪ Familiarizar-se:com as definições de custo total, custo médio e custo marginal no curto e 
no longo prazo; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Uma empresa paga anualmente a seu contador honorário no valor 
de $10.000. Este custo é explícito ou implícito? 
Os custos explícitos são pagamentos efetivos, que 
incluem, portanto, todos os custos que envolvam uma 
transação monetária. Um custo implícito é um custo 
econômico que não envolve necessariamente uma 
transação monetária, apesar de estar associado ao uso 
de recursos pela empresa. Quando a empresa paga a seu 
contador $10.000 como honorários anuais, ocorre uma 
transação monetária: o contador oferece seu tempo em 
troca de dinheiro. Logo, os honorários anuais são custos 
explícitos. 
2. A proprietária de uma pequena loja de varejo cuida pessoalmente 
do trabalho contábil. De que forma você mediria o custo de 
oportunidade desse trabalho? 
Os custos de oportunidade são calculados a partir da 
comparação entre o uso corrente do recurso e seus usos 
alternativos. O custo de oportunidade do trabalho 
QUESTÕES PARA REVISÃO 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
73 
 
 
 
 
contábil é o tempo que deixa de ser gasto em outras 
atividades, como a administração de um negócio ou a 
realização de atividades de lazer. O custo econômico do 
trabalho contábil é dado pelo maior valor monetário que 
poderia ser obtido através de outras atividades. 
 
 
3. Suponha que um fabricante de cadeiras descubra que a taxa 
marginal de substituição técnica de capital por trabalho em seu 
processo produtivo seja substancialmente maior do que a razão 
entre a taxa de locação das máquinas e o custo do trabalho na linha 
de montagem. De que forma você acha que ele deveria alterar sua 
utilização de capital e trabalho para que possa minimizar seu custo 
de produção? 
Para minimizar o custo, o fabricante deveria usar uma 
combinação de capital e trabalho tal que a taxa de 
substituição de capital por trabalho no seu processo 
produtivo seja igual à taxa de troca entre capital e 
trabalho nos mercados externos. O fabricante estaria em 
melhor situação se aumentasse o uso de capital e 
reduzisse o uso de trabalho. Ao 
substituir um pouco de trabalho por capital, a taxa 
marginal de substituição técnica, TMST, diminuiria; o 
fabricante deveria continuar a substituir trabalho por 
capital até o ponto em que a TMST fosse igual à razão 
entre a taxa de locação do capital e o salário pago aos 
trabalhadores. 
4. Por que as linhas de isocusto são retas? 
A linha de isocusto representa todas as possíveis 
combinações de trabalho e capital que podem ser 
adquiridas a um custo total constante. A inclinação da 
linha de isocusto é a razão entre os preços dos insumos 
trabalho e capital. Se os preços dos insumos são fixos, a 
razão desses preços é fixa e a linha de isocusto é reta. A 
linha de isocusto não é reta apenas no caso em que a 
razão dos preços dos insumos varia com as quantidades 
utilizadas. 
5. Se o custo marginal de produção estiver aumentando, o custo 
variável médio estará aumentando ou diminuindo? Explique. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
74 
 
 
 
 
Um custo marginal crescente é compatível com um custo 
variável médio crescente ou decrescente. Se o custo 
marginal for menor (maior) que o custo variável médio, 
cada unidade adicional de produção estará adicionando 
ao custo total menos (mais) que as unidades anteriores, 
o que implica que o CVMe está diminuindo 
(aumentando). Logo, é necessário saber se o custo 
marginal é maior ou menor que o custo variável médio 
para determinar se o CVMe é crescente ou decrescente. 
6. Se o custo marginal de produção for maior do que o custo variável 
médio, o custo variável médio estará aumentando ou diminuindo? 
Explique. 
Para que o custo variável médio seja crescente 
(decrescente), cada unidade adicional de produção deve 
adicionar ao custo variável mais (menos) que as unidades 
anteriores, na média; ou seja, o custo marginal deve ser 
maior (menor) do que o custo variável médio. Assim, se 
custo o marginal é maior do que o custo variável médio, 
este deve estar aumentando. 
7. Se as curvas de custo médio da empresa apresentam formato em U, 
por que sua curva de custo variável médio atinge seu nível mínimo 
em um nível de produção mais baixo do que a curva de custo médio 
total? 
O custo total é igual ao custo fixo mais o custo 
variável. O custo total médio é igual ao custo fixo médio 
mais o custo variável médio. Num gráfico, a diferença 
entre as curvas de custo total médio e custo variável 
médio, ambas em formato de U, é o custo fixo médio. Se 
o custo fixo for positivo, o custo variável médio mínimo 
deve ser menor do que o custo total médio mínimo. Além 
disso, dado que o custo fixo médio diminui 
continuamente à medida que aumenta a produção, o 
custo total médio deve continuar a diminuir mesmo após 
o custo variável médio ter atingido seu ponto de mínimo, 
pois a redução no custo fixo médio é inicialmente maior 
do que o aumento no custo variável médio. A partir de 
um certo nível de produção, a redução no custo fixo 
médio tornase menor do que o aumento no custo 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
75 
 
 
 
 
variável médio, de modo que o custo total médio passa 
a aumentar. 
8. Se uma empresa estiver apresentando rendimentos crescentes de 
escala até um determinado nível de produção, e depois tiver 
rendimentos constantes de escala, o que você poderia dizer a 
respeito do formato da curva de custo médio de longo prazo dessa 
empresa? 
Quando a empresa apresenta rendimentos crescentes 
de escala, a sua curva de custo médio de longo prazo 
apresenta inclinação negativa. Quando a empresa 
apresenta rendimentos constantes de escala, a sua curva 
de custo médio de longo prazo é horizontal. Se a 
empresa apresenta inicialmente rendimentos crescentes 
de escala, e depois rendimentos constantes de escala, a 
sua curva de custo médio de longo prazo inicialmentecai, 
e depois se torna horizontal. 
9. De que forma uma variação no preço de um dos insumos pode 
alterar o caminho de expansão da empresa a longo prazo? 
O caminho de expansão descreve a combinação de 
insumos que a empresa deve escolher para obter cada 
nível de produção com o mínimo custo. Tal combinação 
depende da razão entre os preços dos insumos: se o 
preço de um insumo muda, a razão de 
preços também muda. Por exemplo, se o preço de um 
insumo aumenta, menor quantidade do insumo deve ser 
comprada para manter o custo total constante, e o 
intercepto da linha de isocusto no eixo do insumo em 
questão se move na direção da origem. Além disso, a 
inclinação da linha de isocusto, dada pela razão de 
preços, muda, e a empresa substitui parte do insumo que 
se tornou relativamente mais caro pelo insumo mais 
barato. Logo, o caminho de expansão se inclina na 
direção do eixo do insumo relativamente mais barato. 
10. Faça uma distinção entre economias de escala e economias de 
escopo. Por que um desses fenômenos pode estar presente sem o 
outro? 
As economias de escala se referem à produção de um 
bem e ocorrem quando aumentos proporcionais nas 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
76 
 
 
 
 
quantidades de todos os insumos levam a um aumento 
mais do que proporcional na produção. As economias de 
escopo se referem à produção de mais de um bem e 
ocorrem quando o custo da produção conjunta dos bens 
é menor do que a soma dos custos de produzir cada bem 
separadamente. Não há relação direta entre 
rendimentos crescentes de escala e economias de 
escopo, de modo que a produção pode apresentar uma 
característica independentemente da outra. Veja o 
Exercício (13) para um caso com rendimentos constantes 
de escala e economias de escopo. 
 
 
 
 
 
Sumário 
 
Nesta Unidade temática estudamos e discutimos fundamentalmente os 
aspectos relacionados aos custos dos factores de produção e os 
conceitos básicos, a função de custo e o caso de produção com um único 
factor variável, custos com mais de um factor variável, as medidas de 
custo unitário de curto e longo prazos. 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
 
1. Suponha que uma empresa fabricante de computadores tenha os 
custos marginais de produção constantes a $1.000 por computador 
produzido. Entretanto, os custos fixos de produção são iguais a 
$10.000. 
a. Calcule as curvas de custo variável médio e de custo total médio 
para essa empresa. 
O custo variável de produção de uma unidade adicional, 
o custo marginal, é constante e igual a $1.000: CV = 
$1000Q, 
CV $1000Q 
e CVMe $1000 O custo fixo médio é 
Q Q 
$10.000 
 Q. O custo total médio é dado pela soma do custo 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
77 
 
 
 
 
variável médio e do custo fixo médio: 
$10.000 
CTMe $1.000 
. Q 
b. Caso fosse do interesse da empresa minimizar o custo total médio 
de produção, ela preferiria que tal produção fosse muito 
grande ou muito pequena? Explique. 
A empresa preferiria a maior produção possível, pois o 
custo total médio diminui à medida que aumenta Q. Se 
Q se tornasse infinitamente grande, o CTMe seria igual a 
$1.000. 
2. Se uma empresa contratar um trabalhador atualmente 
desempregado, o custo de oportunidade da utilização do serviço do 
trabalhador é zero. Isso é verdade? Discuta. 
Do ponto de vista do trabalhador, o custo de 
oportunidade de seu tempo corresponde ao período de 
tempo que ele deixa de gastar com outras atividades, 
incluindo atividades pessoais ou de lazer. O custo de 
oportunidade de empregar uma mãe desempregada 
com filhos pequenos é certamente diferente de zero! A 
dificuldade de atribuir um valor monetário ao tempo de 
que um indivíduo desempregado deixará de gozar ao ser 
empregado não deveria nos levar à conclusão de que seu 
custo de oportunidade é zero. 
Do ponto de vista da empresa, o custo de oportunidade 
de empregar o trabalhador não 
é zero; a empresa poderia, por exemplo, adquirir outra 
máquina em vez de empregar o trabalhador. 
3.a. Suponha que uma empresa deva pagar uma taxa anual de 
franquia, que corresponda uma quantia fixa, independente da 
empresa realizar qualquer produção. Como esta taxa afetaria os 
custos fixos, marginais e variáveis da empresa? 
O custo total, CT, é igual ao custo fixo, CF, mais o custo 
variável, CV. Os custos fixos não variam com a 
quantidade produzida. Dado que a taxa de franquia, FF, 
é um valor fixo, os custos fixos da empresa aumentam no 
valor da 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
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78 
 
 
 
 
 
 
taxa. Logo, o custo médio, dado por , e o custo 
Q 
CF 
fixo médio, dado por , aumentam no valor da taxa 
Q 
média de franquia FF . Observe que a taxa de 
franquia 
Q 
não afeta o custo variável médio. Além disso, tendo em 
vista que o custo marginal é a variação no custo total 
associada à produção de uma unidade adicional e que a 
taxa de franquia é constante, o custo marginal não se 
altera. 
b. Agora suponha que seja cobrado um imposto proporcional ao 
número de unidades produzidas. Novamente, como tal imposto 
afetaria os custos fixos, marginais e variáveis da empresa? 
Seja t o imposto por unidade. Quando um imposto é 
cobrado sobre cada unidade produzida, o custo variável 
aumenta em tQ. O custo variável médio aumenta em t, e 
dado que o custo fixo é constante, o custo total médio 
também aumenta em t. Além disso, dado que o custo 
total aumenta em t para cada unidade adicional, o custo 
marginal também aumenta em t. 
4. Um artigo recente publicado na Business Week afirmava o seguinte: 
Durante a recente queda nas vendas de automóveis, a GM, 
a Ford, e a Chrysler decidiram que era mais econômico 
vender automóveis para as locadoras com prejuízo do que 
despedir funcionários. Isto porque é caro fechar e abrir 
fábricas, em parte porque a negociação sindical atual prevê 
a obrigatoriedade das empresas 
pagarem salários a muitos trabalhadores, mesmo que estes 
não estejam trabalhando. 
CF CV 
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Quando o artigo menciona a venda de carros com prejuízos, 
está se referindo ao lucro contábil ou econômico? Explique 
brevemente como eles se distinguem neste caso. 
Quando o artigo menciona a venda de carros com 
prejuízos, está se referindo ao lucro contábil. O artigo 
afirma que o preço obtido na venda dos automóveis para 
as locadoras era menor do que seu custo contábil. O 
lucro econômico seria a diferença entre o preço e o custo 
de oportunidade dos automóveis. Tal custo de 
oportunidade representa o valor de mercado de todos os 
insumos utilizados na produção dos automóveis. O artigo 
menciona que as empresas automobilísticas devem 
pagar a seus trabalhadores mesmo que estes não 
estejam trabalhando (e, portanto, produzindo 
automóveis). Isso implica que os salários pagos a tais 
trabalhadores são custos "irreversíveis" e, 
conseqüentemente, não entram no custo de 
oportunidade da produção. Por outro lado, os salários 
são incluídos nos custos contábeis, que devem, portanto, 
ser maiores do que o custo de oportunidade. Logo, o 
lucro contábil deve ser menor do que o lucro econômico. 
 
 
5. Um fabricante de cadeiras contrata sua mão de obra para a 
linha de montagem por $22 por hora e calcula que o aluguel de suas 
máquinas seja de $110 por hora. Suponha que uma cadeira possa ser 
produzida utilizando-se 4 horas entre tempo de trabalho e de 
máquina, sendo possível qualquer combinação entre os insumos. Se a 
empresa atualmente estiver utilizando 3 horas de trabalho para cada 
hora de máquina, ela estará minimizando seus custos de produção? 
Em caso afirmativo, qual a razão? Em caso negativo, de que forma a 
empresa poderia melhorar essa situação? 
Se a empresa podeproduzir uma cadeira utilizando 
quatro horas de trabalho ou quatro horas de máquina, 
ou qualquer combinação dos insumos, então a isoquanta 
é uma linha reta com inclinação de -1 e interceptos em K 
= 4 e L = 4, conforme mostra a Figura 7.5. 
A linha de isocusto, CT = 22L + 110K tem inclinação 
de 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
80 
 
 
 
 
 
0,2 (com o capital no eixo vertical) e interceptos 
CT CT 
em K e L . O ponto de custo mínimo é uma 
110 22 
solução de canto, onde L = 4 e K = 0. Nesse ponto, o custo 
total é $88. 
Capital 
 
 
4 
 
3 Isoquantapara Q = 1 
 
2 
Isocusto(inclinação = -0,20) 
Solução decanto 
1 minimizadorade custo 
 
 
 
1 2 3 4 5 
Trabalho 
 
Figura 7.5 
 
6. Suponha que economia entre em recessão e o custo de mão 
de obra caia 50%, sendo que se espera que venha a permanecer em tal 
nível por um longo tempo. Mostre graficamente de que forma essa 
variação de preço do trabalho em relação ao preço do capital 
influenciaria o caminho de expansão da empresa. 
A Figura 7.6 mostra uma família de isoquantas e 
duas curvas de isocusto. As unidades de capital são 
medidas no eixo vertical e as unidades de trabalho no 
eixo horizontal. (Observação: A figura pressupõe que a 
função de produção que dá origem às isoquantas 
apresente rendimentos constantes de escala, o que 
resulta num caminho de expansão linear. Entretanto, os 
resultados a seguir não dependem dessa hipótese.) 
Se o preço do trabalho diminui enquanto o preço do 
capital é constante, a curva de isocusto gira para fora em 
torno de seu intercepto no eixo 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
81 
 
 
 
 
 
 
 
do capital. O caminho de expansão é o conjunto de 
pontos nos quais a TMST é igual à razão dos preços; logo, 
à medida que as curvas de isocusto giram para fora, o 
caminho de expansão gira na direção do eixo do 
trabalho. Com a redução do preço relativo do trabalho, a 
empresa utiliza mais trabalho à medida que a produção 
aumenta. 
Capital 
 
 
4 
 
 
3 
 
2 
 
1 
 
 
 
1 2 3 4 5 
Trabalho 
 
Figura 7.6 
 
 
 
 
 
7. Você é responsável pelo controle de custos em um grande 
distrito de trânsito metropolitano. Um consultor contratado lhe 
apresenta o seguinte relatório: 
Nossa pesquisa revelou que o custo de operação de um 
ônibus a cada viagem é de $30, independentemente do 
número de passageiros que esteja transportando. Cada 
ônibus tem capacidade para transportar 50 
passageiros. Nas horas de pico, quando os ônibus estão 
lotados, o custo médio por passageiro é de $0,60. 
Entretanto, durante as horas fora de pico, a média de 
passageiros transportados cai para 18 pessoas por 
viagem e o custo sobe para $1,67 por passageiro. 
Conseqüentemente, recomendamos uma operação 
mais intensa nas horas de pico, quando os custos são 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
82 
 
 
 
 
menores, e um número menor de operações nas horas 
fora de pico, nas quais os custos são mais altos. 
Você seguiria as recomendações do consultor? Discuta. 
O consultor não entende a definição de custo médio. O 
aumento do número de passageiros sempre diminui o 
custo médio, independente de se tratar de uma hora de 
pico ou não. Se o número de passageiros cair para 10, os 
custos aumentarão para $3,00 por passageiro. Além 
disso, nas horas de pico os ônibus estão lotados. Como 
seria possível aumentar o número de passageiros? Em 
vez de seguir as recomendações do consultor, seria 
melhor incentivar os passageiros a passar a usar os 
ônibus nas horas fora de pico - através, por exemplo, da 
cobrança de preços mais elevados nas horas de pico. 
8. Uma refinaria de petróleo é composta de diferentes unidades 
de equipamento de processamento, cada qual com diferentes 
capacidades de fracionamento do petróleo cru, com alto teor de 
enxofre, em produtos finais. O processo produtivo dessa refinaria é tal 
que o custo marginal do processamento de gasolina é constante até 
um certo ponto, desde que uma unidade de destilação básica esteja 
sendo alimentada por petróleo cru. Entretanto, à medida que a 
capacidade desta unidade se esgota, o volume de petróleo cru que 
pode ser processado no curto prazo se revela limitado. O custo 
marginal de processamento da gasolina é também constante até um 
determinado limite de capacidade, quando o petróleo cru passa por 
uma unidade mais sofisticada de hidrocraqueamento. Elabore o 
gráfico do custo marginal da produção de gasolina, quando são 
utilizadas uma unidade de destilação básica e uma unidade de 
hidrocraqueamento. 
A produção de gasolina envolve duas etapas: (1) 
destilação do petróleo cru; e (2) refino do produto 
destilado, que é transformado em gasolina. Dado que o 
custo marginal de produção é constante até o limite de 
capacidade para ambos os processos, as curvas de custo 
marginal apresentam formato semelhante em L. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
83 
 
 
 
 
Custo Marginal 
 
Q1 Q2 Quantidade 
 
Figura 7.8 
O custo total marginal, CMgT, é a soma dos custos 
marginais dos dois processos, i.e., CMgT = CMg1 + CMg2, 
onde CMg1 é o custo marginal da destilação até o limite 
de capacidade, Q1, e CMg2 é o custo marginal de refino 
até o limite de capacidade, Q2. O formato da curva de 
custo total marginal é horizontal até o menor limite de 
capacidade. Se o limite de capacidade da unidade de 
destilação for menor que o limite da unidade de 
hidrocraqueamento, o CMgTserá vertical ao nível de Q1. 
Se o limite da unidade de hidrocraqueamento for menor 
que o limite da unidade de destilação, o CMgT será 
vertical ao nível de Q2. 
9. Você é o gerente de uma fábrica que produz motores em 
grande quantidade por meio de equipes de trabalhadores que utilizam 
máquinas de montagem. A tecnologia pode ser resumida pela função 
de produção: 
Q = 4 KL 
em que Q é o número de motores por semana, K é o número de 
máquinas, e L o número de equipes de trabalho. Cada máquina é 
alugada ao custo r = $12.000 por semana e cada equipe custa w = 
$3.000 por semana. O custo dos motores é dado pelo custo das equipes 
e das máquinas mais $2.000 de matérias primas por máquina. Sua 
fábrica possui 10 máquinas de montagem. 
 
 
 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
84 
 
 
 
 
a. Qual é a função de custo de sua fábrica — isto é, quanto custa 
produzir Qmotores? Quais os custos 
médio e marginal para produzir Qmotores? Com os custos 
médios variam com a produção? 
K é fixo ao nível de 10. A função de produção de curto 
prazo é, portanto, Q = 40L. Isso implica que, para 
qualquer nível de produção Q, o número de equipes de 
Q 
trabalho contratadas será L . A função de custo 40 
total é dada pela soma dos custos de capital, trabalho, e 
matérias primas: 
CT(Q) = rK + wL + 2000Q = (12.000)(10) + 
(3.000)(Q/40) + 2.000 Q 
= 120.000 + 2.075Q 
A função de custo médio é dada por: 
CMe(Q) = CT(Q)/Q = 120.000/Q + 2.075 e 
a função de custo marginal é: 
 
CT(Q) / Q = 2.075 
Os custos marginais são constantes e os custos médios 
são decrescentes (devido ao custo fixo de capital). 
b. Quantas equipes são necessárias para produzir 80 motores? 
Qual o custo médio por motor? 
Q 
Para produzir Q = 80 motores, são necessárias L ou 
40 
L=2 equipes de trabalho. O custo médio é dado por 
CMe(Q) = 120.000/Q + 2.075 ou CMe = 3575. 
c. Solicitaram a você que fizesse recomendações para o projeto 
de uma nova fábrica. O que você sugeriria? Em particular, com 
que relação capital/trabalho (K/L) a nova planta deveria 
operar? Se custos médios menores fossem o único critério, 
você sugeriria que a nova fábrica tivesse maior ou menor 
capacidade que a atual? 
Agora, abandonamos a hipótese de que Ké fixo. 
Devemos encontrar a combinação de K e L que minimiza 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
85 
 
 
K L 
 
 
os custos para qualquer nível de produção Q. A regra de 
minimização de custo é dada por: 
 
 PMgK PMgL 
r w 
Para calcular o produto marginal do capital, observe que, 
se aumentarmos K em 1 unidade, Q aumentará em 4L, 
de modo que PMgK = 4L. Analogamente, observe que, se 
aumentarmos L em 1 unidade, Q aumentará em 4K, de 
modo que PMgL = 4K. (Matematicamente, 
 
PMgK 
Q 
4L e PMgL 
Q 
4K .) Inserindo essas 
fórmulas na regra de minimização 
de custo, obtemos: 
4L 4K K w 3.000 1 
. r w L 
r 12.000 4 
A nova planta deveria operar com uma razão 
capital/trabalho de 1/4. 
A razão capital-trabalho da empresa é atualmente 10/2 
ou 5. Para reduzir o custo médio, a empresa deveria 
utilizar mais trabalho e menos capital para gerar a 
mesma produção ou contratar mais trabalho e aumentar 
a produção. 
*10. A função custo de uma empresa fabricante de computadores, 
relacionando seu custo médio de produção, CMe, com sua produção 
acumulada, QA (em milhares de computadores produzidos), e com o 
tamanho de sua fábrica em termos de milhares de computadores 
produzidos anualmente, Q, é dada, para uma produção na faixa entre 
10.000 e 50.000 computadores, pela equação 
 
CMe = 10 - 0,1QA + 0,3Q. 
a. Existe um efeito de curva de aprendizagem? 
A curva de aprendizagem descreve a relação entre a 
produção acumulada e os insumos necessários para 
produzir uma unidade de produção. O custo médio mede 
os requisitos de insumo por unidade de produção. Existe 
um efeito de curva de aprendizagem se o custo médio cai 
à medida que aumenta a produção acumulada. No caso 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
86 
 
 
 
 
em questão, o custo médio diminui à medida que 
aumenta a produção acumulada, QA. Logo, existe um 
efeito de curva de aprendizagem. 
b. Existem rendimentos crescentes ou decrescentes de escala? 
Para medir os rendimentos de escala, calcule a 
elasticidade do custo total, CT, com relação à produção, 
Q: 
 
 
 
 
Q Q 
Se a elasticidade for maior (menor) que 1, há 
rendimentos decrescentes (crescentes) de escala, pois o 
custo total aumenta mais (menos) rápido que a 
produção. A partir do custo médio, podemos calcular o 
custo total e o custo marginal: 
 
CT = Q(CMe) = 10Q - (0,1)(QA)(Q) + 0,3Q2, logo 
dCT 
CMg 10 0,1QA 0,6Q . 
dQ 
Dado que o custo marginal é maior do que o custo médio 
(pois 0,6Q> 0,3Q), a elasticidade, EC, é maior que 1; há 
rendimentos decrescentes de escala. O processo 
produtivo apresenta um efeito de curva de aprendizagem 
e rendimentos decrescentes de escala. 
c. Ao longo de sua existência, a empresa já produziu um total de 40.000 
computadores e estará produzindo 10.000 máquinas este ano. 
No ano que vem, ela planeja aumentar sua produção para 
12.000 computadores. Seu custo médio de produção 
aumentará ou diminuirá? Explique. 
Primeiro, calcule o custo médio no ano corrente: 
CMe1 = 10 - 0,1QA + 0,3Q = 10 - (0,1)(40) + (0,3)(10) = 9. 
 
Segundo, calcule o custo médio no ano seguinte: 
CMe2 = 10 - (0,1)(50) + (0,3)(12) = 8,6. 
CT CT 
 Q EC CT CT Q CMgCMe 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
87 
 
 
 
 
(Observação: A produção acumulada aumentou de 
40.000 para 50.000) 
O custo médio diminuirá devido ao 
efeito da aprendizagem. 
11. A função de custo total a curto prazo de uma empresa expressa 
pela equação C=190+53Q, em que C é o custo total e Q é a quantidade 
total produzida, sendo ambos medidos em dezenas de milhares de 
unidades. 
a. Qual é o custo fixo da empresa? 
Quando Q = 0, C = 190, de modo que o custo fixo é igual a 190 (ou 
$1.900.000). 
 
b. Caso a empresa produzisse 100.000 unidades de produto, qual 
seria seu custo variável médio? 
Com 100.000 unidades, Q = 10. O custo total é 53Q = 
(53)(10) = 530 por unidade (ou $5.300.000 por 10.000 
CVT $530 Q 10 
unidades). O custo variável médio é $53 
por unidade ou $530.000 por 10.000 unidades. 
 
c. Qual é o custo marginal por unidade produzida? 
Com um custo variável médio constante, o custo 
marginal é igual ao custo variável médio, $53 por 
unidade (ou $530.000 por 10.000 unidades). 
d. Qual é seu custo fixo médio? 
CFT $190 Q 10 
Para Q = 10, o custo fixo médio é $19por 
unidade ou ($190.000 por 10.000 unidades). 
e. Suponha que a empresa faça um empréstimo e expanda sua fábrica, 
Seu custo fixo sobe em $50.000, porém seu custo variável cai 
em $45.000 para cada 10.000 unidades. A despesa de juros (I) 
também entra na equação. Cada aumento de 1% na taxa de 
juros eleva os custos em $30.000. Escreva a nova equação de 
custo 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
88 
 
 
 
 
O custo fixo muda de 190 para 195. O custo total diminui 
de 53 para 45. O custo fixo também inclui pagamento de 
juros: 3I. A equação do custo é 
C = 195 + 45Q + 3I. 
*12. Suponha que a função de custo total a longo prazo para uma 
empresa seja expressa pela equação cúbica: CT = a + bQ + cQ2 + dQ3. 
Mostre (utilizando o cálculo integral) que esta função de custo é 
consistente com a curva de custo médio com formato em U, pelo 
menos para alguns valores dos parâmetros a, b, c, d. 
Para mostrar que a equação de custo cúbica implica uma 
curva de custo médio com formato de U, utilizamos a 
álgebra, o cálculo e a teoria econômica para impor 
restrições sobre os sinais dos 
parâmetros da equação. Essas técnicas são ilustradas no 
exemplo abaixo. 
Primeiro, se a produção é igual a zero, então, CT = a, 
onde a representa os custos fixos. No curto prazo, os 
custo fixos são positivos, a >0, porém, no longo prazo, 
onde todos os insumos são variáveis, a = 0. Logo, 
impomos a restrição de que a deve ser zero. 
Em seguida, sabendo que o custo médio deve ser 
positivo, divide-se CT por Q: 
 
CMe = b + cQ + dQ2. 
Essa equação é simplesmente uma função quadrática, 
que pode ser representada graficamente em dois 
formatos básicos: formato de U e formato de U invertido. 
Estamos interessados no formato de U, ou seja, em uma 
curva com um ponto de mínimo (custo médio mínimo), 
em vez do formato de U invertido, com um ponto de 
máximo. 
À esquerda do ponto de mínimo, a inclinação deve ser 
negativa. No ponto de mínimo, a inclinação deve ser 
zero, e à direita, a inclinação deve ser positiva. A primeira 
derivada da curva de custo médio com relação a Q deve 
ser igual a zero no ponto de mínimo. Para uma curva de 
CMe com formato de U, a segunda derivada da curva de 
custo médio deve ser positiva. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
89 
 
 
 
 
A primeira derivada é c + 2dQ; a segunda derivada é 2d. 
Se a segunda derivada deve ser positiva, d >0. Se a 
primeira derivada deve ser igual a zero, resolvendo para 
c em função de Q e d obtemos: c = -2dQ. Se d e Q são 
positivos, c deve ser negativo: c <0. 
A restrição sobre b baseia-se no fato de, no seu ponto de 
mínimo, o custo médio dever ser positivo. O ponto de 
mínimo ocorre quando c + 2dQ = 0. Resolve-se para Q em 
c função de c e d: Q 
0. Em seguida, substitui-se Q 2d 
por este valor na nossa expressão de custo médio, e 
simplifica-se a equação: 
 b 0 
2d 4d 4d 4d 4d 
 
 
b c2 . Dado que 
c2>0 e d > 0, b deve ser o que implica 
4d 
positivo. 
Em resumo, para curvas de custo médio de longo prazo com 
formato de U, a deve ser zero, b e d devem ser positivos, c 
deve ser negativo, e 4db > c2. Entretanto, as condições não 
asseguram que o custo marginal seja positivo. Para 
assegurar que o custo marginal possua um formato de U e 
que seu ponto de mínimo seja positivo, utilizando o mesmo 
procedimento, ou seja, resolvendo para Q no custo 
marginalmínimo c/ 3d, e substituindo na expressão do 
custo marginal b + 2cQ + 3dQ2, encontramos que c2 deve ser 
menor que 3bd. Observe que os valores dos parâmetros 
que satisfazem essa condição também satisfazem 4db > c2; 
o contrário, porém, não é verdadeiro. 
Por exemplo, sejam a = 0, b = 1, c = -1, d = 1. O custo total 
é Q - Q2+ Q3; o custo médio é 1 - Q + Q2; e o custo 
CMe b cQ dQ2 b c c d c 2 , ou 
2d 
c2 c2 2c2 c2 c2 CMe b 
 2d 
b 
 
 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
90 
 
 
 
 
 
 
marginal é 1 - 2Q + 3Q2. O custo médio mínimo é Q = 1/2e 
o custo marginal mínimo é 1/3 (suponha que Q seja 
medido em dúzias de unidades, de modo que não há 
produção de unidades fracionadas). Veja a Figura 7.12. 
Custos 
 
 
 
2 
 
 
 
 
 
1 
 
 
 
 
 
 
0.17 0.33 0.50 0.67 0.83 1.00 
Quantidade
 
em dúzias 
 
 
 
Figura 7.12 
*13. Uma empresa de computadores produz hardware e software 
utilizando a mesma fábrica e os mesmos trabalhadores. O custo total 
da produção de unidades de hardware H e de unidades de software S 
é expresso pela equação: 
CT = aH + bS - cHS, 
na qual a, b, e c são positivos. Esta função de custo total é consistente 
com a presença de rendimentos crescentes ou decrescentes de escala? 
E com economias ou deseconomias de escopo? 
Há dois tipos de economias de escala a se considerar: 
economias de escala multiproduto e economias de 
escala específicas a cada produto. Aprendemos na Seção 
7.5 que as economias de escala multiproduto para o caso 
de dois produtos, SH,S, são dadas por 
CT(H,S) 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
91 
 
 
 
 
SH,S 
(H)(CMgH ) (S)(CMgS ) 
onde CMgH é o custo marginal de produção de hardware 
e CMgS é o custo marginal de produção de software. As 
economias de escala específicas a cada produto são: 
 
SH CT(H,S) CT(0,S) e 
(H)(CMgH ) 
CT(H,S) CT(H,0) 
SS 
(S)(CMgS ) 
onde, CT(0,S) implica a não produção de hardware e 
CT(H,0) implica a não produção de software. Sabe-se que 
o custo marginal de um insumo é a inclinação do custo 
total com relação àquele insumo. Sendo 
CT (a cS)H bS aH (b cH)S , 
obtém-se CMgH = a - cS e CMgS = b - cH. 
 
Inserindo tais expressões nas fórmulas de SH,S, SH, e SS: 
aH bS cHS 
SH,S ou 
 
aH bS cHS 
SH,S 1, porque cHS> 0. Além disso, 
Ha Sb 2cHS 
 
SH (aH bS cHS) bS , ou 
H(a cS) 
 
 
SH 
H(a cS) (a cS) 
e similarmente 
 
SS (aH bS cHS) aH 
H a cS S b cH 
(aH cHS) (a cS) 1 
1 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
92 
 
 
 
 
 
 
 
Há economias de escala multiproduto, SH,S> 1, porém 
rendimentos de escala específicos a cada produto 
constantes, SH = SS = 1. 
Temos economias de escopo se SC> 0, onde (a partir da 
equação (7.8) no texto): 
SC CT(H,0) CT(0,S) CT(H,S) , 
ou, 
CT(H,S) 
 
SC 
 
aH bS (aH bS cH 
S) , ou CT(H,S) cHS 
SC 0 
CT(H,S) 
Dado que ambos cHS e CT são positivos, ocorrem 
economias de escopo. 
 
 
Exercícios de AVALIAÇÃO 
 
1. O que são custos explicitos? De exemplo. 
2. A proprietária de uma pequena loja de varejo cuida 
pessoalmente do trabalho contábil. De que forma você mediria o 
custo de oportunidade desse trabalho? 
3. Se o custo marginal de produção estiver aumentando, o custo 
variável médio estará aumentando ou diminuindo? Explique. 
4. Se o custo marginal de produção for maior do que o custo 
variável médio, o custo variável médio estará aumentando ou 
diminuindo? Explique. 
S(b cH) 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
93 
 
 
L) 
 
 
5. Se as curvas de custo médio da empresa apresentam formato em 
U, por que sua curva de custo variável médio atinge seu nível 
mínimo em um nível de produção mais baixo do que a curva de 
custo médio total? 
6. Se uma empresa estiver apresentando rendimentos crescentes 
de escala até um determinado nível de produção, e depois tiver 
rendimentos constantes de escala, o que você poderia dizer a 
respeito do formato da curva de custo médio de longo prazo 
dessa empresa? 
7. De que forma uma variação no preço de um dos insumos pode 
alterar o caminho de expansão da empresa a longo prazo? 
 
 
 
TEORIAS DE PRODUÇÃO E CUSTO —TRATAMENTO ALGÉBRICO 
 
 
1. Dentre as funções de produção a seguir, quais apresentam 
rendimentos crescentes, constantes ou decrescentes de escala? 
 
a. F(K, L) = K2 L 
b. F(K, L) = 10K + 5L 
 
c. F(K, L) = (KL)0,5 
 
Os rendimentos de escala referem-se à relação existente 
entre nível de produção e aumentos proporcionais de 
todos os seus insumos. Representamos esta relação da 
seguinte forma: 
F( K, L) > F(K, L) implica rendimentos crescentes de 
escala; 
F( K, L) = F(K, L) implica rendimentos constantes de 
escala; e 
F( K, < F(K, L) implica rendimentos decrescentes de escala. 
 
a. Aplicando estas relações à equação F(K, L) = K2L, 
EXERCÍCIOS 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
94 
 
 
L) 
 
 
F( K, = ( K)2 ( = 3K2L = 3F(K, L). que é 
maior que F(K, L); portanto, essa função de produção 
apresenta rendimentos crescentes de escala. 
b. Aplicando a mesma técnica a F(K, L) = 10K + 5L, 
= 10 K + 5 L = F(K, L). 
A função de produção apresenta rendimentos 
constantes de escala. 
 
c. Aplicando a mesma técnica a F(K, L) = (KL)0.5, 
 
F( K, = ( K L)0.5 = ( 2)0.5 (KL)0.5 = (KL)0.5 = F(K, L). 
 
Essa função de produção apresenta rendimentos 
constantes de escala.. 
2. A função de produção de um determinado produto é dada por Q = 
100KL. Sendo o custo do capital de $120 por dia e o do trabalho $30 
por dia, qual será o custo mínimo de produção para 1000 unidades de 
produto? 
A combinação de capital e mão-de-obra minimizadora de 
custos é aquela onde 
 
 
TMST 
PMgL 
w
 
 
PMgK r 
 
dQ 
O produto marginal da mão-de-obra é 100K . O 
dL 
dQ 
produto marginal do capital é 100L. Portanto, a 
dK 
taxa marginal de substituição técnica é 
 
100K K 
. 
100L L 
Para determinar a razão ótima entre capital e mão- 
deobra, considere a taxa 
L) L) 
F( K, L) 
. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
95 
 
 
marginal 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
96 
 
 
 
 
de substituição técnica igual à razão entre a 
remuneração da mão-de-obra e a taxa de locação do 
capital: 
 
K 30 
, ou L = 4K. 
L 120 
Substitua esse valor de L na função de produção e 
resolva para o K que gera uma produção de 1.000 
unidades: 
1.000 = (100)(K)(4K), ou K = 1,58. 
Como L é igual a 4K, L é igual a 6,32. 
Com esses níveis para os dois insumos, o custo total é: 
CT = wL + rK, ou 
CT = (30)(6,32) + (120)(1,58) = $379,20. 
Para verificar se K = 1,58 e L = 6,32 são os níveis 
minimizadores de custo dos insumos, considere 
pequenas mudanças em K e L. em torno de 1,58 e 6,32. 
Para K = 1.6 e L = 6.32, o custo total é $381,60, e para K 
= 1,58 e L = 6,4, o custo total é $381,6, ambos maiores do 
que $379,20. Logo, concluímos que os níveis calculados 
de K e L são aqueles que minimizam o custo. 
 
3. Suponha que uma função de produção tenha a expressão F(K, 
L) = KL2 e que o custo do capital seja $10 e o do trabalho seja $15. Qual 
será a combinação de trabalho e capital capaz de minimizar o custo de 
produção para qualquer quantidade de produto? 
A combinação de capital e trabalho que minimiza o custo 
satisfaz a condição 
 
 
TMST 
PMgL 
w
 
 
PMgK r 
 
dQ 
O produto marginal do trabalho é 2KL. O 
produto dL dQ 2 marginal do capital é 
. dK 
. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
97 
 
 
 
 
Para determinar a razão ótima entre capital e trabalho, 
iguale a taxa marginal de substituição técnica à razão 
entre os preçosdos insumos: 
2KL 
 2 
0.75L. L 
ou K = 
Logo, a razão capital-trabalho deve ser de 0,75 para que 
o custo de produzir qualquer nível de produto seja 
minimizado. 
4. Suponha que o processo de produção de agasalhos esportivos 
da empresa Polly’s Parkas seja descrito pela função: 
 
Q = 10K0,8(L - 40)0,2 
 
em que Q é o número de agasalhos produzidos, K é o número de 
horasmáquina e L é o número de horas de trabalho. Além de capital e 
trabalho, $10 de matérias-primas são consumidos na produção de 
cada agasalho. 
 
Conhecemos a função de produção: Q = F(K,L) = 10K.8(L 
- 40).2 
 
Também sabemos que o custo de produção inclui, além 
dos custos do capital e do trabalho, $10 de matérias 
primas por unidade produzida. Logo, a função de custo 
total é: 
CT(Q) = wL + rK + 10Q 
 
a. Minimizando o custo sujeito à função de produção, derive as 
demandas de K e L como função do produto (Q), salários (w), e aluguel 
das máquinas (r). Derive a função de custo total, (custos como função 
de Q, r, w e da constante referente aos $10 de matéria-prima por 
unidade produzida). 
Precisamos encontrar as combinações de K e L que 
minimizam tal função de custo para qualquer nível de 
produção Q e preços dos insumos r e w. Para tanto, 
montamos o Lagrangeano: 
 
, 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
98 
 
 
= wL + rK + 10Q - [10K.8 (L - 40).2 - Q] 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
99 
 
 
K 
 
 
Derivando com relação a K, L, e , e igualando a zero: 
 
 .2 
 
 .8 
.2 
 
(3) 10K (L 40) Q 0. 
 
 
As primeiras duas equações implicam: 
 
r 10 (0,8)K 0,2(L 40)0,2 e w 10 0,8(0,2)(L 40) 0,8 
 
ou 
 
r 4(L 40) 
K 
 
que pode ser reescrito da seguinte forma: 
 
 
K 4w(L 40) e 
 
L 40 rK . r 
4w 
 
Inserindo as equações acima na equação (3), obtemos 
soluções para K e L: 
 
 
Q 10 4w 0,8(L 40)0,8(L 40)0,2 e 
r 
 
Q 10K 0,8 rK 0,2 . 
4w 
 
ou 
 
r0,8Q 
 
L 30,3w0,8 40 e K 7w,60r,20Q,2 
 
. w 
(1) r 10 (.8)K (L 40) 0 K 
.2 
 
 
(2) 
 
.8 .8 
w 10 K (.2)(L 40) 0 
 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
100 
 
 
 
 
 
 
 
Estes são os valores de K e L que minimizam o custo. 
Inserindo tais valores na função de custo total, 
podemos obter a função de custo em função de r,w, e 
Q: 
CT(Q) wL rK 10Q wr0,8Q 
 
rw0,2Q 
 
CT(Q) 30,3w0,8 40w 
7,6r0,2 10Q 
 
w0,2r0,8Q r0,8w0,2Q 
CT(Q) 40w 10Q 
30,3 7,6 
b. Este processo requer trabalhadores qualificados que ganham 
$32 por hora. O valor do aluguel das máquinas é de $64 por hora. 
Sendo estes os preços dos fatores, qual é o custo total como função de 
Q? Esta tecnologia apresenta rendimentos crescentes, decrescentes 
ou constantes de escala? 
Dados os valores w = 32 e r = 64, a função de custo total 
pode ser escrita da seguinte forma: 
CT(Q)=19,2Q+1280. 
 
A função de custo médio é dada por 
 
CMe(Q) = 19,2 + 1280/Q. 
 
Para determinar o tipo de rendimentos de escala, 
inicialmente escolha uma combinação de insumos e 
calcule o nível de produção; em seguida, dobre as 
quantidades de todos os insumos calcule o novo nível de 
produção e compare com o nível original. Supondo K=50 
e L=60, o nível de produção é Q1= 10(50)0.8(60-40)0.2 = 
416.3. Para K=100 e L=120, o nível de produção passa a 
ser Q2= 10(100)0.8(120-40)0.2 = 956. Dado que Q2/Q1 > 2, 
a função de produção apresenta rendimentos crescentes 
de escala. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
101 
 
 
 
 
c. A empresa Polly’s Parkas planeja produzir 2000 unidades por 
semana. Com o preço dos fatores indicados acima, quantos 
trabalhadores eles deveriam contratar (considere 40 horas de trabalho 
semanal) e quantas máquinas deveriam alugar (também considere 
utilização de 40 horas semanais)? Quais os custos marginal e médio 
neste nível de produção? 
Dado Q = 2.000 por semana, podemos calcular as 
quantidades necessárias dos insumos K e L a partir das 
fórmulas obtidas no item (a): 
 
r0,8Q w0,2Q 
L 30,3w0,8 40 e K 7,6r0,2 
 
 
 
Logo, L = 154,9 horas de trabalho e K = 2.000/8,7 = 
229,9 horas de máquina. Supondo uma semana de 
trabalho de 40 horas, obtemos L = 154,9/40 = 3,87 
trabalhadores por semana e K = 229,9/40 = 5,74 
máquinas por semana. Polly’s 
Parkas deveria contratar 4 trabalhadores e alugar 6 
máquinas por semana. 
Sabemos que as funções de custo total e custo médio são 
dadas por: 
 
CT(Q) = 19,2Q + 1280 
CMe(Q) = 19,2 + 1280/Q 
de modo que a função de custo marginal é 
 
CMg(Q) = d CT(Q) / d Q = 19,2. 
 
O custo marginal é constante e igual a $19,2 por 
agasalho e o custo médio é 19,2+1280/2000 = $19,84 
por agasalho. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
102 
 
 
 
 
TEMA – VI: MAXIMIZAÇÃO DE LUCROS E OFERTA COMPETITIVA 
UNIDADE Temática 7.1.Introdução, Maximização de Lucros e Oferta 
Competitiva 
UNIDADE Temática 7.2. EXERCÍCIOS deste tema 
 
 
 
UNIDADE Temática 7.1.Introdução, Maximização de Lucros e Oferta Competitiva 
 
Introdução: 
 
 
Este capítulo apresenta os incentivos com que se defronta uma 
empresa maximizadora de lucros e discute a interação entre as 
empresas em um mercado competitivo. Todas as secções do capítulo 
são importantes na formação de uma sólida base analítica voltada para 
o detalhamento do lado da oferta do mercado competitivo. A formação 
dessa base é crucial para o aproveitamento adequado da Parte III do 
texto. Apesar do capítulo ser escrito de forma muito clara e de fácil 
compreensão, os estudantes encontram dificuldades com muitos dos 
conceitos relacionados à escolha da quantidade ótima de produção pela 
empresa e à aplicação dos diagramas das curvas de custo apresentados 
no capítulo anterior. Uma sugestão a ser implementada em sala de aula 
é a discussão de tabelas semelhantes às utilizadas nos exercícios 
ao final do capítulo. Através de vários exemplos baseados nesse tipo de 
tabela, os estudantes podem entender os diferentes conceitos de custo, 
além da determinação do nível ótimo de produção da empresa. 
A Secção 7.1 apresenta as três premissas básicas da competição perfeita 
e a secção 7.2 discute a hipótese da maximização de lucros como o 
objetivo da empresa. Ambas as seções fornecem elementos 
importantes para a derivação da curva de oferta da empresa, 
apresentada nas Secções 7.3 a 7.5. Na Secção 7.3, deriva-se o resultado 
geral de que a escolha ótima da empresa se dá no ponto em que a 
receita marginal é igual ao custo marginal. Em seguida, mostra-se que 
a competição perfeita corresponde a um caso particular dessa regra 
geral, para o qual o preço é igual à receita marginal o que decorre da 
hipótese, apresentada na Secção 7.1, de que as firmas são tomadoras 
de preço. No caso dos estudantes terem estudado cálculo 
anteriormente, é interessante derivar a regra da igualdade entre receita 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
103 
 
 
 
 
e custo marginal explicitamente, através da derivação da função de 
lucro com relação a q. Caso os estudantes ainda não tenham estudado 
cálculo, é recomendável gastar um pouco mais de tempo na análise das 
tabelas de dados, de modo que fique claro para eles que o lucro é 
maximizado no ponto em que a receita marginal é igual ao custo 
marginal. É importante enfatizar que, para a empresa competitiva, a 
variável de escolha é a quantidade produzida, e não o preço. 
Com o objetivo de situar o caso da competição perfeita no contexto 
mais amplo da teoria dos mercados, pode ser interessante apresentar 
uma breve discussão dos casos de monopólio, oligopólio e competição 
monopolística antes de discutir as hipóteses da competição perfeita. Tal 
discussão deveriaabordar apenas as diferenças entre os vários casos no 
que se refere ao número de empresas na indústria, à existência de 
barreiras à entrada, à ocorrência de diferenciação de produtos, e ao 
caráter da interação estratégica entre as empresas em particular, às 
expectativas de cada empresa com relação à reação das demais 
empresas a suas escolhas de preços e/ou quantidades. Isso deveria 
motivar o interesse dos estudantes. 
As Secções 7.4 e 7.5 analisam em maior detalhe a escolha ótima da 
empresa e mostram que a curva de oferta da empresa corresponde ao 
trecho da curva de custo marginal acima da curva de custo variável 
médio. Alguns estudantes não devem ter dificuldades para entender a 
significância das condições de segunda ordem; para outros, porém, não 
estará claro por que a quantidade q0, na Figura 7.3, não é uma escolha 
ótima, apesar desse ponto satisfazer a condição RMg = CMg. Outros 
pontos que merecem uma discussão 
cuidadosa são: 1) a razão pela qual uma empresa permaneceria em 
atividade apesar de ter prejuízo no curto prazo, e 2) o facto de que 
maximizar lucros é o mesmo que minimizar prejuízos. 
A obtenção da curva de oferta de mercado a partir das curvas de oferta 
das empresas é bastante simples; entretanto, a análise do equilíbrio 
competitivo de longo prazo apresenta algumas dificuldades para os 
estudantes. Dentre os conceitos mais complicados, cabe destacar os 
seguintes: 
• A razão pela qual a escolha ótima da empresa pode envolver prejuízos 
no curto prazo mas não no longo prazo. 
• A razão pela qual a livre entrada e saída da indústria tendem a reduzir 
o lucro econômico a zero no longo prazo. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
104 
 
 
 
 
• A razão pela qual o preço é igual ao custo médio mínimo no longo 
prazo. 
 
Um exemplo interessante a ser discutido em sala de aula é o de uma 
indústria em que, inicialmente, existe apenas uma empresa auferindo 
lucro econômico positivo, e que passa a receber novas empresas até 
convergir para o ponto de equilíbrio de longo prazo. Discuta as 
mudanças no preço, quantidade e lucro ao longo desse processo, 
relacionando tais mudanças às motivações de cada empresa. 
Este capítulo versa também sobre o excedente do produtor e a renda 
econômica. Cabe notar que os estudantes frequentemente confundem 
os conceitos de lucro, excedente do produtor, e renda econômica. 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
 
 
 
 
Objectivos 
 Distinguir: o monopólio do monopsónio; 
 
 Aprofundar: os conceitos de receita marginal e elasticidade preço da 
Específicos 
demanda; 
 
 Compreender: quais são as razões que fazem com que o monopólio 
detenha o poder de mercado; 
 Perceber: quais são os custos sociais derivado do poder do mercado. 
 
 
 
 
 
1. Por que uma empresa incorrendo em prejuízos optaria por 
continuar a produzir, em vez de encerrar suas atividades? 
A empresa incorre em prejuízo quando as receitas são 
inferiores aos custos totais. No caso das receitas serem 
maiores do que os custos variáveis, mas inferiores aos 
custos totais, vale a pena para a empresa produzir no 
QUESTÕES PARA REVISÃO 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
105 
 
 
 
 
curto prazo, em vez de encerrar suas atividades, mesmo 
incorrendo em prejuízo. A empresa deve comparar os 
prejuízos obtidos na situação em que não produz e na 
situação em que apresenta produção positiva, e então 
escolher a alternativa que gera a menor perda. No curto 
prazo, o prejuízo será minimizado se a empresa for capaz 
de cobrir seus custos variáveis. No longo prazo, todos os 
custos são variáveis, de modo que a permanência da 
empresa na indústria depende dos custos totais serem 
cobertos. 
2. A curva de oferta a curto prazo para uma empresa coincide 
com a curva de custo marginal a curto prazo (acima do ponto de custo 
variável médio mínimo). Por que sua curva de oferta a longo prazo não 
coincide com a curva de custo marginal a longo prazo (acima do ponto 
de custo médio total mínimo)? 
No curto prazo, uma mudança no preço de mercado 
induz as empresas a modificar seu nível ótimo de 
produção. O nível ótimo ocorre no ponto em que o preço 
é igual ao custo marginal, desde que o custo marginal 
seja maior do que o custo variável médio. Logo, a curva 
de oferta de uma empresa corresponde à sua curva de 
custo marginal, no trecho acima do custo variável médio. 
(Quando o preço cai abaixo do custo variável médio, a 
empresa opta por abandonar as atividades). 
No longo prazo, a empresa ajusta as quantidades de seus 
insumos de modo a igualar o custo marginal de longo 
prazo ao preço de mercado. No nível ótimo de produção, 
a empresa está operando sobre uma curva de custo 
marginal de curto prazo, num 
ponto onde o custo marginal de curto prazo é igual ao 
preço. À medida que o preço de longo prazo muda, a 
empresa altera gradualmente a combinação de insumos 
de modo a 
minimizar seus custos. Logo, a oferta no longo prazo 
reage às mudanças no preço através de deslocamentos 
de uma curva de custo marginal de curto prazo para 
outra. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
106 
 
 
 
 
Observe, ademais, que no longo prazo haverá entrada de 
novas empresas e a empresa auferirá lucro zero, de modo 
que qualquer nível de produção para o qual CMg>CMe é 
inviável. 
3. No equilíbrio de longo prazo, todas as empresas de uma indústria 
auferem lucro econômico zero. Por que tal afirmativa é verdadeira? 
A teoria da competição perfeita pressupõe 
explicitamente a ausência de barreiras à entrada ou 
saída de novos participantes da indústria. Com livre 
entrada, a ocorrência de lucros econômicos positivos 
atrai novas empresas para a indústria, o que desloca a 
curva de oferta para a direita, causando a queda do 
preço de equilíbrio do mercado e, portanto, a redução 
dos lucros. A entrada de novas empresas cessará apenas 
quando os lucros econômicos tiverem sido totalmente 
eliminados, caracterizando, assim, um equilíbrio em que 
todas as empresas auferem lucro zero. 
4. Qual é a diferença entre lucro econômico e excedente do produtor? 
O lucro econômico é a diferença entre a receita total e o 
custo total, enquanto que o excedente do produtor é a 
diferença entre a receita total e o custo variável total. A 
diferença entre lucro econômico e excedente do 
produtor é, portanto, o custo fixo de produção. 
5. Por que as empresas entram em uma determinada indústria 
quando sabem que no longo prazo seu lucro econômico será zero? 
A obtenção de lucro econômico positivo no curto 
prazo pode ser suficiente para incentivar a entrada em 
uma indústria. A ocorrência de lucro econômico zero no 
longo prazo implica retornos normais para os fatores de 
produção, incluindo o trabalho e o capital dos 
proprietários da empresa. Suponha o caso de um 
pequeno empresário cujo negócio apresenta lucro 
contábil positivo. Caso o lucro seja igual ao rendimento 
que o proprietário poderia obter em outra atividade, 
possivelmente assalariada, ele será indiferente entre 
permanecer no negócio ou abandonar as atividades. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
107 
 
 
 
 
6. No início do século XX, havia muitos pequenos fabricantes de 
automóveis nos EUA. No final do século, existem apenas três 
grandes empresas automobilísticas. Suponha que esta situação não 
se deva à falta de regulamentação antimonopolística por parte do 
governo federal. De que forma você explicaria a redução no número 
de fabricantes de automóveis? (Sugestão: qual seria a estrutura de 
custos inerente à indústria automobilística?) 
A indústria automobilística é altamente capital- 
intensiva. Isso significa que, mesmo na ausência de 
barreiras à competição no setor, a presença de retornos 
crescentesde escala pode reduzir o número de empresas 
no longo prazo. De fato, à medida que as empresas 
crescem, os retornos crescentes de escala implicam 
custos menores de produção, permitindo às empresas de 
grande porte cobrar preços mais baixos e, assim, 
expulsar do mercado as empresas menores. Se as 
economias de escala cessarem a partir de certo nível de 
produção, a configuração de mercado de equilíbrio 
comportará mais de uma empresa. 
7. A indústria X é caracterizada por competição perfeita, de tal forma 
que cada empresa está auferindo lucro econômico zero. Se o preço 
de mercado caísse, nenhuma empresa poderia sobreviver. Você 
concorda ou discorda dessa afirmação? Discuta. 
A afirmação é falsa. Se o preço caísse abaixo do 
custo total médio, as empresas continuariam a produzir 
no curto prazo e cessariam a produção no longo prazo. 
Se o preço caísse abaixo do custo variável médio, as 
empresas deixariam de produzir no curto prazo. Logo, 
caso a redução no preço seja suficientemente pequena, 
ou seja, menor do que a diferença entre o preço e o custo 
variável médio, as empresas podem sobreviver. Se a 
redução no preço for maior do que a diferença entre o 
preço e o custo variável médio mínimo, as empresas não 
sobreviverão. Em geral, pode-se esperar que algumas 
empresas sobrevivam e outras abandonem a indústria, 
sendo que o número de empresas que saem deve ser o 
estritamente necessário para que o lucro deixe de ser 
negativo. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
108 
 
 
 
 
8. O crescimento da demanda de filmes em vídeo também aumenta 
os salários dos atores e atrizes substancialmente. A curva de oferta 
a longo prazo para filmes tem inclinação horizontal ou ascendente? 
Explique. 
A curva de oferta de longo prazo depende da 
estrutura de custos da indústria. Se a oferta de atores e 
atrizes for fixa, o aumento do número de filmes 
produzidos causará o aumento dos salários. Logo, a 
indústria apresenta custos crescentes, o que significa 
que sua curva de oferta de longo prazo deve ser 
positivamente inclinada.. 
9. Verdadeiro ou falso: Uma empresa deveria sempre operar no nível 
de produção em que o custo médio a longo prazo seja minimizado. 
Explique. 
Falso. No longo prazo, sob competição perfeita, as 
empresas devem produzir no ponto de custo médio 
mínimo. A curva de custo médio de longo prazo é 
formada pelos pontos de custo mínimo para cada nível 
de produção. No curto prazo, porém, é possível que a 
empresa não esteja produzindo a quantidade ótima de 
longo prazo. Logo, na presença de algum fator de 
produção fixo, a empresa não produz necessariamente 
no ponto de custo médio mínimo. 
10. Poderá haver rendimentos constantes de escala em uma 
indústria com curva de oferta dotada de inclinação ascendente? 
Explique. 
Os rendimentos constantes de escala implicam que 
aumentos proporcionais em todos os insumos geram o 
mesmo aumento proporcional na produção. Aumentos 
proporcionais em todos os insumos podem causar a 
elevação dos preços caso as curvas de oferta dos 
insumos sejam positivamente inclinadas. Logo, os 
rendimentos constantes de escala não implicam 
necessariamente uma curva de oferta horizontal. 
11. Quais as suposições necessárias para que um mercado seja 
considerado perfeitamente competitivo? À luz de tudo o que você 
aprendeu neste capítulo, por que cada uma de tais suposições se 
faz necessária? 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
109 
 
 
 
 
As duas principais hipóteses da competição perfeita são: 
(1) todas as empresas na indústria são tomadoras de 
preço, e (2) há livre entrada e saída de empresas do 
mercado. O objetivo deste capítulo é discutir de que 
forma o equilíbrio competitivo é atingido a partir dessas 
hipóteses. Vimos, em particular, que no equilíbrio 
competitivo o preço é igual ao custo marginal. Ambas as 
hipóteses são necessárias para garantir que tal condição 
seja satisfeita. No curto prazo, o preço poderia ser maior 
do que o custo médio, implicando lucros econômicos 
positivos. Com livre entrada, a ocorrência de lucros 
econômicos positivos atrai novas empresas para a 
indústria, o que exerce pressão para baixo sobre o preço, 
até que este se iguale ao custo marginal e ao custo médio 
mínimo. 
12. Suponha que uma empresa competitiva se defronte com um 
aumento da demanda (isto é, a curva da demanda desloca-se para 
cima). Por meio de quais passos um mercado competitivo assegura 
um aumento no nível de produção? Sua resposta seria modificada 
caso o governo implementasse um preço-teto? 
Supondo uma oferta fixa, o aumento na demanda 
aumenta o preço e os lucros. O aumento no preço induz 
as empresas presentes na indústria a aumentar sua 
produção. Além disso, a ocorrência de lucro positivo 
deve incentivar a entrada de novas empresas na 
indústria. Se o governo implementasse um preço-teto, o 
lucro seria menor do que no caso anterior, reduzindo o 
incentivo à entrada. Com lucro econômico zero, não há 
entrada de empresas ou deslocamento da curva de 
oferta. 
13. O governo aprova uma lei autorizando um subsídio substancial 
para cada acre de terra utilizado no plantio de tabaco. De que 
maneira esse subsídio federal influenciaria a curva de oferta do 
tabaco a longo prazo? 
O subsídio à produção de tabaco diminuiria os custos de 
produção da empresa, causando a entrada de novas 
empresas na indústria e o deslocamento da curva de 
oferta da indústria para a direita. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
110 
 
 
 
 
 
 
 
1. A partir dos dados da Tabela 8.2, mostre o que ocorreria com a 
escolha do nível de produção da 
empresa caso o preço do produto apresentasse uma redução de $40 
para $35. 
A tabela abaixo mostra as informações de receita e 
custo da empresa para o caso em que o preço cai de $40 
para $35. 
Q P RT 
P = 
40 
CT 
 
 
P = 40 
CMg 
P = 40 
RMg 
P = 40 
RT 
P = 
35 
RMg 
P = 35 
 
 
 
P = 35 
0 40 0 50 -50 0 -50 
1 40 40 100 -60 50 40 35 35 -65 
2 40 80 128 -48 28 40 70 35 -58 
3 40 120 148 -28 20 40 105 35 -43 
4 40 160 162 -2 14 40 140 35 -22 
5 40 200 180 20 18 40 175 35 -5 
6 40 240 200 40 20 40 210 35 10 
7 40 280 222 58 22 40 245 35 23 
8 40 320 260 60 38 40 280 35 20 
9 40 360 305 55 45 40 315 35 10 
10 40 400 360 40 55 40 350 35 -10 
11 40 440 425 15 65 40 385 35 -40 
Ao preço de $40, a empresa deveria produzir oito 
unidades de produto para maximizar seu lucro essa é 
a quantidade mais próxima do ponto em que o preço se 
iguala ao custo marginal. Ao preço de $35, a empresa 
deveria produzir sete unidades de produto com o 
objetivo de maximizar seu lucro. Quando o preço cai de 
$40 para $35, o lucro cai de $60 para $23. 
2. Utilizando novamente os dados da Tabela 8.2, descreva o que 
ocorreria com a escolha do nível de produção da empresa e com 
seu lucro se o custo fixo da produção fosse aumentado de $50 para 
$100 e, posteriormente, para $150. Que conclusão geral você 
EXERCÍCIOS 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
111 
 
 
 RT CT CMg CT 
 
 
poderia tirar dos efeitos dos custos fixos sobre o nível de produção 
escolhido pela empresa? 
A tabela abaixo mostra as informações de receita e 
custo da empresa para os casos com custo fixo igual a 
FC= 50, 100, e 150. 
 
CT 
 
 CF = 50 CF = 50 CF = 100 CF = 100 CF = 150 CF = 150 
0 40 0 50 -50 100 -100 150 -120 
1 40 40 100 -60 50 150 -110 200 -160 
2 40 80 128 -48 28 178 -98 228 -148 
3 40 120 148 -28 20 198 -78 248 -128 
4 40 160 162 -2 14 212 -52 262 -102 
5 40 200 180 20 18 230 -30 280 -80 
6 40 240 200 40 20 250 -10 300 -60 
7 40 280 222 58 22 272 8 322 -42 
8 40 320 260 60 38 310 10 360 -40 
9 40 360 305 55 45 355 5 405 -45 
10 40 400 360 40 55 410 -10 460 -6011 40 440 425 15 65 475 -35 525 -85 
Em todos os casos acima com custo fixo igual a 50, 100 
e 150 , a empresa produzirá 8 unidades, pois essa é a 
quantidade mais próxima do ponto em que o preço é 
igual ao custo marginal (excluídos os casos em que o 
custo marginal é superior ao preço). Os custos fixos não 
influenciam a quantidade ótima produzida, pois não 
afetam o custo marginal. 
3. Suponha que você seja administrador de uma empresa fabricante 
de relógios de pulso, operando em um mercado competitivo. Seu 
custo de produção é expresso pela equação: C = 100 + Q2, em que 
Q é o nível de produção e C é o custo total. (O custo marginal de 
produção é 2Q. O custo fixo de produção é de $100.) 
a. Se o preço dos relógios for $60, quantos relógios você deverá 
produzir para maximizar o lucro? 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
112 
 
 
 
 
Os lucros são máximos quando o custo marginal é igual à 
receita marginal. No caso em questão, a receita marginal 
é igual a $60; tendo em vista que, em um mercado 
competitivo, o preço é igual à receita marginal: 
60 = 2Q, ou Q = 30. 
 
b. Qual será o nível de lucro? 
O lucro é igual à receita total menos o custo total: 
 
= (60)(30) - (100 + 302) = $800. 
c. Qual será o preço mínimo no qual a empresa apresentará uma 
produção positiva? 
A empresa deve produzir no curto prazo se as receitas 
recebidas forem superiores a seus custos variáveis. 
Lembre que a curva de oferta de curto prazo da empresa 
é o trecho de sua curva de custo marginal acima do ponto 
de custo variável médio mínimo. O custo variável médio 
é 
CV Q2 dado por: Q . Além disso, o 
CMg é igual a 2Q. 
Q Q 
Logo, o CMg é maior do que o CVMe para qualquer nível 
de produção acima de 0 e, conseqüentemente, a 
empresa produz no curto prazo para qualquer preço 
acima de zero. 
4. Utilize a mesma informação do Exercício 1 para responder ao 
seguinte: 
a. Determine a curva de oferta a curto prazo da empresa. 
(Sugestão: você poderia desenhar as curvas de custo 
apropriadas.) 
A curva de oferta de curto prazo da empresa corresponde ao trecho 
de sua curva de custo marginal acima da curva de custo variável 
médio A tabela abaixo apresenta informações referentes ao custo 
marginal, custo total, custo variável, custo fixo e custo variável 
médio da empresa. A empresa poderá produzir 8 ou mais unidades, 
dependendo do preço de mercado, mas não produzirá no intervalo 
de 0 a 7 unidades, pois nesse intervalo o CVMe é maior do que o 
CMg. Quando o CVMe é maior do que o CMg, a empresa minimiza 
suas perdas deixando de produzir. 
 
Q CT CMg CVT CFT CVMe 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
113 
 
 
 
 
 
 
0 50 0 50 
1 100 50 50 50 50,0 
2 128 28 78 50 39,0 
3 148 20 98 50 32,7 
4 162 14 112 50 28,0 
5 180 18 130 50 26,0 
6 200 20 150 50 25,0 
7 222 22 172 50 24,6 
8 260 38 210 50 26,3 
9 305 45 255 50 28,3 
10 360 55 310 50 31,0 
11 425 65 375 50 34,1 
 
 
b. Se 100 empresas idênticas estiverem atuando no mercado, 
qual será a expressão da curva de oferta da indústria? 
Para 100 empresas com estruturas de custo idênticas, a 
curva de oferta de mercado é a soma horizontal da 
produção de cada empresa, para cada preço. 
 
 
P 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 
 
 
 
 
 
Q 
800 
 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
114 
 
 
 
 
5. Um imposto sobre vendas no valor de $1 por unidade produzida 
passa a ser arrecadado sobre uma empresa cujo produto é vendido 
por $5 em uma indústria competitiva. 
a. De que forma tal imposto influenciará as curvas de custo da 
empresa? 
A cobrança de um imposto de $1 sobre determinada 
empresa deve provocar o deslocamento de todas as 
curvas de custo em $1 para cima. 
b. O que ocorrerá com o preço do produto da empresa, com seu 
nível de produção e com seu lucro a curto prazo? 
Dado que a empresa é tomadora de preço em um 
mercado competitivo, a cobrança de um imposto sobre 
sua produção não afetará o preço cobrado, pois o preço 
de mercado não se altera. Dado que a curva de oferta de 
curto prazo da empresa corresponde ao trecho de sua 
curva de custo marginal acima da curva de custo variável 
médio e que a curva de custo marginal se desloca para 
cima (para a esquerda), a empresa estará ofertando 
menos para cada nível de preço. Os lucros também serão 
menores para cada nível de produção. 
c. No longo prazo haverá entrada ou saída de empresas da 
indústria? 
Se o imposto incide sobre uma única empresa, tal 
empresa será obrigada a abandonar a indústria, pois no 
longo prazo o preço de mercado será inferior a seu custo 
médio mínimo. 
6. Suponha que o custo marginal de uma empresa competitiva para 
obter um nível de produção q seja expresso pela equação: CMg(q) = 3 
+ 2q. Se o preço de mercado do produto da empresa for $9, então: 
a. Qual será o nível de produção escolhido pela empresa? 
A empresa deve igualar a receita marginal ao custo 
marginal para maximizar seu lucro. Dado que a empresa 
opera em um mercado competitivo, o preço de mercado 
com que se defronta é igual à receita marginal. Logo, a 
empresa deve escolher um nível de produção tal que o 
preço de mercado seja igual ao custo marginal: 
9 = 3 + 2q, ou q = 3. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
115 
 
 
 
 
b. Qual é o excedente do produtor para essa empresa? 
O excedente do produtor é dado pela área abaixo do 
preço de mercado, i.e., $9.00, e acima da curva de custo 
marginal curve, i.e., 3 + 2q. Tendo em vista que o CMg é 
linear, o excedente do produtor é um triângulo com base 
igual a $6 (9 - 3 = 6) e altura igual a 3, que é o nível de 
produção para o qual P = CMg. Logo, o excedente do 
produtor é igual a 
 
 
 
Veja a Figura 8.6.b. 
Preço 
 
10 
9 
8 
(0,5)(6)(3) = $9. 
 
 
CMg(q) = 3 + 2q 
P = $9,00 
ExPcreoddeuncteer’dso 
7 pSroudrpultuosr 
6 
5 
4 
3 
2 
1 
 
1 2 3 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quantidade 
 
 
 
Figura 8.6.b 
7. Suponha que o custo variável médio da empresa do Exercício 
(6) seja expresso pela equação: CVMe(q) = 3 + q. Suponha que o custo 
fixo da empresa seja de $3. A empresa estará auferindo lucro positivo, 
negativo ou zero a curto prazo? 
O lucro é igual à receita total menos o custo total. O custo 
total é igual ao custo variável total mais o custo fixo total. 
O custo variável total é dado por (CVMe)(q). Logo, para 
q 
= 3, 
 
CV = (3 + 3)(3) = $18. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
116 
 
 
 
 
O custo fixo é igual a $3. 
Logo, o custo total, dado por CV mais CF, é 
CT = 18 + 3 = $21. 
A receita total é dada pela multiplicação do preço 
pela quantidade: 
RT = ($9)(3) = $27. 
O lucro, dado pela receita total menos o custo total, é: 
 
= $27 - $21 = $6. 
Logo, a empresa aufere lucro econômico 
positivo. 
A solução poderia ser obtida de forma alternativa. 
Sabemos que o lucro é igual ao excedente do produtor 
menos o custo fixo; dado que, 
na 
questão 6, o excedente do produtor foi calculado em $9, 
o lucro deve ser igual a 9-3, ou seja, $6. 
8. Uma indústria competitiva encontra-se no equilíbrio de longo 
prazo. Então, um imposto sobre vendas passa a incidir sobre todas as 
empresas da indústria. O que você esperaria que ocorresse com o 
preço do produto, com o número de empresas que atuam na indústria 
e com o nível de produção de cada empresa a longo prazo? 
A cobrança de um imposto sobre as vendas na 
indústria causa o deslocamento das curvas de custo 
marginal de todas as empresas para cima, de modo que 
a curva de oferta de mercado se desloca para cima e para 
a esquerda. Esse deslocamento da curva de oferta de 
mercado causa o aumento do preço de mercado do 
produto e a redução da quantidade ofertada por cadaempresa. No curto prazo, as empresas continuam a 
produzir, desde que o preço esteja acima do custo 
variável médio. No longo prazo, algumas empresas 
podem sair da indústria se o preço cair abaixo da nova 
curva de custo médio de longo prazo, que se deslocou 
para cima em função do imposto. À medida que as 
empresas abandonam a indústria, a curva de oferta se 
desloca para cima e para a esquerda, o que resulta em 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
117 
 
 
 
 
um preço mais elevado e em menores quantidades 
ofertadas. 
*9. Um imposto de 10% sobre vendas passa a incidir sobre metade das 
empresas (aquelas que poluem) que atuam em uma indústria 
competitiva. A receita do imposto arrecadado é paga a cada uma das 
demais empresas da indústria (aquelas que não poluem) por meio de 
um subsídio correspondente a 10% do valor de sua produção vendida. 
a. Supondo que todas as empresas tenham custos médios a longo 
prazo constantes idênticos antes da implementação da política 
de subsídio fiscal, o que você espera que ocorra com o preço 
do produto, com o nível de produção de cada empresa e com o 
nível total de produção da indústria a curto e longo prazos? 
(Sugestão: de que forma o preço do produto se relaciona com 
o insumo da indústria?) 
O preço de mercado do produto depende da quantidade 
produzida pela totalidade das empresas na indústria. O 
efeito imediato da política de subsídio fiscal é a redução 
das quantidades ofertadas pela empresas poluidoras e o 
aumento das quantidades das demais empresas. 
Supondo que, antes da implementação da política de 
subsídios, a indústria se encontrasse no equilíbrio de 
longo prazo, o preço seria igual ao custo marginal e ao 
custo médio mínimo de longo prazo. Após a 
implementação da política, o preço se encontra abaixo 
do custo médio mínimo para as empresas poluidoras; 
conseqüentemente, tais empresas deverão sair da 
indústria. Por sua vez, as empresas não poluidoras 
auferem lucros econômicos que incentivam a entrada de 
novas empresas não poluidoras. Caso a indústria 
apresenta custos constantes e a redução da quantidade 
ofertada pelas empresas poluidoras seja exatamente 
compensada pelo aumento da quantidade ofertada 
pelas empresas não poluidoras, o preço permanecerá 
inalterado. 
b. Tal política pode sempre ser praticada com a receita fiscal se 
igualando ao valor pago na forma de subsídios? Por quê? 
Explique. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
118 
 
 
 
 
À medida que as empresas poluidoras deixem a indústria 
e novas empresas não poluidoras entrem no mercado, as 
receitas dos impostos cobrados das empresas poluidoras 
diminuem e as despesas com os subsídios pagos às 
empresas não poluidoras aumentam. Logo, a política 
tende a causar um desequilíbrio fiscal. Tal desequilíbrio 
surge assim que a primeira empresa poluidora sai da 
indústria e persiste a partir de então. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEMA – VII: MERCADO PARA FACTORES DE PRODUÇÃO 
UNIDADE Temática 8.1.Introdução, Mercado para Factores de 
Produção 
UNIDADE Temática 8.2. EXERCÍCIOS deste tema 
 
 
 
UNIDADE Temática 8.1.Introdução, Mercado para Factores de Produção. 
 
Introdução: 
 
Os dois capítulos a seguir examinam os mercados de mão-de-obra e 
capital. Embora a discussão, neste capítulo, seja aplicável a ambos os 
tipos de insumos, a maioria dos exemplos refere-se à mão-de-obra 
como o único insumo variável da produção, com exceção do Exemplo 
8.1, que discute “a demanda de combustível para jactos” pelas 
companhias aéreas. A demanda e a oferta de mão-de-obra são 
discutidas na primeira secção, e o equilíbrio competitivo do mercado de 
factores e a renda econômica, na segunda secção. A secção 8.3 explora 
a estrutura do mercado de factores para o caso onde o comprador 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
119 
 
 
 
 
possui poder de monopsônio, e a secção 8.4 explora o caso do poder de 
monopólio por parte do vendedor do factor. 
A derivação da curva de demanda da mão-de-obra da empresa é directa 
quando a mão-de-obra é o único factor, mas torna-se mais complicada 
quando há vários fatores variáveis. Você poderia explicar por que a 
curva da RMgPL se desloca à medida que a empresa substitui um factor 
por outro na produção em resposta a uma mudança de preços, fazendo 
a observação de que a curva da RMgPL é desenhada para um nível fixo 
do outro factor variável. 
Os preços dos factores mudam à medida que mais factores são 
demandados, a curva de demanda do mercado não é simplesmente o 
somatório das curvas de demanda individuais. A elasticidade preço da 
demanda de factores é maior (1) quando a elasticidade da demanda do 
produto é mais alta, (2) quando é fácil substituir um factor por outro, e 
(3) quando a elasticidade da oferta é maior para outros factores. 
A renda pode ser vista como o consumo de produtos que não sejam o 
lazer, pois mais renda compra mais produtos. Você também pode supor, 
implicitamente, que o preço de outros produtos seja $1 e o preço do lazer 
seja o salário. 
A curva de oferta de mão-de-obra é derivada mudando o salário e 
calculando o novo nível de horas trabalhadas. Uma curva de oferta de 
mão-de-obra individual possui curvatura para trás apenas quando o 
efeito renda supera o efeito substituição e o lazer é um bem normal. 
A secção 8.2 mostra a demanda e a oferta de mão-de-obra tanto para 
os mercados de produto monopolísticos quanto competitivos. 
Cuidadosamente, explica-se por que a curva da despesa marginal está 
situada acima da curva de despesa média, para um monopsonista (veja 
Figura 8.14). Você pode discutir como um monopsonista praticaria a 
discriminação de preços, isto é, pagaria uma remuneração diferente 
para cada empregado. Com uma discriminação de preço perfeita, a 
curva de despesa marginal coincidiria com a curva da despesa média. 
Embora o monopsônio exista em alguns mercados, o exercício do poder 
de monopsônio é raro devido ao fator mobilidade. Entretanto, a 
contratação de atletas pelos proprietários dos times profissionais 
fornece um bom exemplo. A secção 8.4 discute o caso em que os 
sindicatos exploram o poder de monopólio por parte do vendedor do 
factor. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
120 
 
 
 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
 
 
 
 
Objectivos 
 Distinguir: o monopólio do monopsónio; 
 
 Aprofundar: os conceitos de receita marginal e elasticidade preço da 
Específicos 
demanda; 
 
 Compreender: quais são as razões que fazem com que o monopólio 
detenha o poder de mercado; 
 Perceber: quais são os custos sociais derivado do poder do mercado. 
 
 
 
 
 
 
1. Por que quando uma empresa possui poder de monopólio no 
mercado de produto, sua curva de demanda da mão-de-obra é mais 
inelástica do que quando ela produz competitivamente? 
A curva de demanda da mão-de-obra da empresa é 
determinada pela receita incremental associada à 
contratação de uma unidade adicional de mão-de-obra, 
conhecida como receita do produto marginal da mão- 
deobra: RMgPL = (PMgL)(RMg), a produção adicional 
(“produto”) que o último trabalhador produz, 
multiplicada pela receita adicional obtida com a venda 
do produto. Em um setor competitivo, a curva da receita 
marginal é perfeitamente elástica e igual ao preço. Para 
um monopolista, a curva de receita marginal possui 
inclinação negativa. Isso implica que a receita do produto 
marginal para o monopolista é mais inelástica do que 
para a empresa do setor competitivo. 
2. Por que uma curva de demanda da mão-de-obra poderia 
apresentar curvatura para trás? 
QUESTÕES PARA REVISÃO 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
121 
 
 
 
 
Uma curva de oferta da mão-de-obra comcurvatura para 
trás pode ocorrer quando o efeito renda de um aumento 
no salário supera o efeito substituição. As decisões de 
oferta de mão-de-obra são tomadas por indivíduos que 
escolhem a combinação mais satisfatória do trabalho 
com outras atividades (lazer). Com uma renda maior, o 
indivíduo pode se dar ao luxo de trabalhar menos horas: 
este é o efeito renda. À medida que o salário aumenta, o 
valor do tempo dedicado ao lazer (ou seja, o custo de 
oportunidade do lazer) aumenta, induzindo, assim, o 
indivíduo a trabalhar mais: este é o efeito substituição. 
Dado que os dois efeitos atuam em direções opostas, o 
formato da curva de oferta de mão-de-obra de um 
indivíduo depende das preferências deste por renda, 
consumo e lazer. 
3. De que forma a demanda de uma empresa fabricante de 
computadores por programadores de computação poderia ser 
considerada uma demanda derivada? 
A demanda de uma empresa fabricante de 
computadores por insumos, incluindo programadores, 
depende de quantos computadores ela vende. A 
demanda da empresa por programadores depende da 
demanda com a qual ela se defronta no mercado de 
computadores. À medida que a demanda por 
computadores se desloca, a demanda por 
programadores também se desloca. 
4. Compare as opções de contratação de trabalhadores por parte de 
um empregador monopsonístico com 
as opções de contratação por parte de um empregador competitivo. 
Qual deles conseguiria contratar um número maior de trabalhadores 
e qual deles pagaria a remuneração mais alta? Explique. 
Dado que a decisão de contratar outro trabalhador 
significa que o monopsonista deve pagar uma 
remuneração mais alta para todos os trabalhadores, e 
não apenas para o último contratado, sua curva de 
despesa marginal está situada acima da curva de oferta 
de fatores (a curva de despesa média). A demanda de 
fatores que maximiza os lucros do monopsonista, onde a 
curva de despesa marginal intercepta a curva de receita 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
122 
 
 
 
 
do produto marginal, será menor do que a escolha de 
fatores que maximiza os lucros do concorrente, onde a 
curva de despesa média intercepta a curva de demanda. 
O monopsonista contratará menos mão-de-obra, e a 
remuneração paga será menor do que em um mercado 
competitivo. 
5. Os músicos de rock às vezes ganham vários milhões de dólares por 
ano. Você poderia explicar esse grande rendimento em termos de 
renda econômica? 
A renda econômica é a diferença entre os 
pagamentos feitos por um fator de produção e o valor 
mínimo que teria de ser despendido para que fosse 
possível contratar o uso de tal fator. Neste caso, você 
pode supor que haja um número limitado de músicos de 
rock de alta qualidade que continuarão a tocar rock 
independente do que recebam. Isso resulta em uma 
curva de oferta perfeitamente inelástica, ou algo 
próximo disso. Dada a grande demanda por rock, a 
remuneração será muito elevada e haverá muita renda 
econômica. Se houvesse uma oferta maior de músicos de 
rock de alta qualidade, ou uma oferta mais elástica, a 
renda econômica seria menor. 
 
 
6. O que ocorre com a demanda de um determinado insumo quando 
aumenta o uso de um insumo complementar? 
Suponha que dois insumos sejam complementares. Se a 
demanda de um deles aumenta, a demanda pelo outro 
também aumentará. O 
aumento da demanda de um dos insumos afeta a 
quantidade contratada e o preço pago por ele. Essas duas 
mudanças afetarão também a RMgP, a quantidade 
contratada e o preço pago pelo outro insumo. 
7. Para um monopsonista, qual é a relação entre a oferta de um 
insumo e a despesa marginal do mesmo insumo? 
A decisão de aumentar o número de empregados 
significa que o monopsonista deve pagar o preço mais 
elevado a todas as unidades e não somente àquela 
unidade contratada por último. Portanto, sua curva de 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
123 
 
 
 
 
despesa marginal se situa acima da curva de oferta de 
fatores (curva de despesa média). A contratação de mais 
mão-deobra aumentará a despesa marginal, que 
aumentará a despesa média. Se a despesa média está 
aumentando, então, a despesa marginal deve ser maior 
do que a despesa média. 
8. Atualmente, a National Football League possui um sistema de 
recrutamento de jogadores universitários por meio do qual cada 
jogador é contratado apenas por uma equipe, assinando um 
contrato com ela, pois, de outra forma, fica impedido de participar 
dos jogos organizados por essa associação desportiva. O que 
ocorreria com os salários dos jogadores recém-contratados e dos 
mais experientes se o sistema vigente de recrutamento fosse 
abolido, de tal forma que todas as equipes pudessem concorrer 
para obter seus jogadores universitários? 
O sistema de recrutamento da National Football League 
e as cláusulas de exclusividade (que foram um dos 
pontos discutidos na greve ocorrida entre 1987 e 1988) 
criam um cartel monopsonista composto pelos 
proprietários dos times da NFL. Se esse sistema fosse 
abolido, a concorrência entre os times aumentaria os 
salários dos jogadores de futebol americano até ponto 
onde a receita do produto marginal de cada jogador 
fosse igual ao salário do jogador. 
9. Qual a razão de os níveis de remuneração e de emprego serem 
indeterminados quando o sindicato possui poder de monopólio e a 
empresa detém poder de monopsônio? 
Quando o único vendedor de um insumo, um 
monopolista, se defronta com o 
único comprador do insumo, um monopsonista, o 
monopolista maximiza seus lucros posicionando a oferta 
do insumo em um ponto onde a receita marginal seja 
igual ao custo marginal, enquanto o monopsonista 
maximiza os seus lucros no ponto onde a despesa 
marginal seja igual ao custo marginal. Assim sendo, o 
monopolista cobra um preço acima da receita marginal 
enquanto o monopsonista oferece um preço abaixo da 
despesa marginal. O preço efetivo da transação será o 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
124 
 
 
 
 
resultado de negociações e dependerá das forças de 
barganha relativas das duas partes. 
 
 
 
Sumário 
 
Nesta Unidade temática estudamos e discutimos fundamentalmente os 
aspectos relacionados aos custos dos factores de produção e os 
conceitos básicos, a função de custo e o caso de produção com um único 
factor variável, custos com mais de um factor variável, as medidas de 
custo unitário de curto e longo prazos. 
 
 
 
TEMA – VIII: EXTRENALIDADES E BENS PÚBLICOS 
UNIDADE Temática 9.1.Introdução, Extrenalidades e Bens Públicos 
UNIDADE Temática 9.2. EXERCÍCIOS deste tema 
 
UNIDADE Temática 9.1.Introdução, Extrenalidades e Bens Públicos. 
 
Introdução: 
 
Este Este capítulo complementa a discussão sobre as falhas de 
mercado, apresentadas no final do Capítulo 16, abordando as 
externalidades e os bens públicos. A secção 9.1 define o conceito de 
externalidade, enfocando tanto as externalidades positivas como as 
negativas. A secção 9.2 discute os possíveis métodos de correção das 
falhas de mercado geradas pela presença de externalidades. Essas duas 
seções fornecem uma visão geral do problema das externalidades que 
pode ser lida independentemente do resto do capítulo. 
As duas secções seguintes, 9.3 e 9.4, analisam a relação entre as 
externalidades e os 
direitos de propriedade. A secção 9.5 discute a questão dos bens 
públicos e a secção 9.6 apresenta uma breve discussão do problema da 
determinação do nível óptimo do bem público. De modo geral, o 
capítulo proporciona uma visão geral bastante sólida de alguns 
problemas de grande interesse. Caso o estude deseje se aprofundar nos 
temas abordados no capítulo, a consulta de algum livro texto na área de 
economia ambiental ou de economia dos recursos naturais pode ser 
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de grande utilidade. Os exemplos de externalidades associadas à 
poluição ou ao uso de recursos naturais são abundantes e podem gerar 
discussões muito interessantes. A este respeito, muitas idéias podem 
ser obtidas a partir de notícias de jornal. 
Externalidades podem ser geradas a partir do consumo de vários tipos 
de bens. Ao discutir essa questão, é importante enfatizar a diferença 
entre custos sociais e privados, bem como entre o equilíbrio 
competitivo e o equilíbrio óptimo (eficiente) do ponto de vista social. O 
conhecimento adquirido pelos estudantes acerca dos conceitos de 
excedente do consumidor e do produtor pode ser aplicado à análise dos 
ganhos de bem-estar advindos da mudança para o equilíbrio eficiente. 
O Exercício (5) apresenta o problema clássico do apicultor e da 
plantação de maçãs, originalmente analisado por Meade, “External 
Economies and Diseconomies in a Competitive Situation,” Economic 
Journal (Março de 1952). Pesquisas empíricas sobre esse tema mostram 
que os apicultores e os plantadores de maças conseguiram resolver 
muitos dos problemas apontados pelos economistas; ver, por exemplo, 
Cheung, “The Fable of the Bees: An Economic Investigation,” Journal of 
Law and Economics (Abril de 1973). 
Um dos principais tópicos da literatura na área de direito e economia 
desde 1969 tem sido a aplicação das idéias de Coase relativas à alocação 
dos direitos de propriedade. O artigo original sobre esse tema é 
bastante claro e pode ser lido e compreendido pelos estudantes. Ao 
discutir a questão, é importante enfatizar os problemas derivados da 
existência de custos de transação. Para um debate acalorado em sala 
de aula, podese perguntar aos estudantes se eles concordam com a 
idéia de dar aos não-fumantes o direito ao ar puro nos locais públicos 
(veja, a este respeito, o Exercício (4)). Uma discussão mais aprofundada 
do Teorema de Coase ao nível de graduação pode ser encontrada em 
Polinsky, 
Capítulos 3-6, An Introduction to Law & Economics (Little, Brown & Co., 
1983). 
As últimas duas secções analisam a questão dos bens públicos e das 
escolhas privadas. 
É importante mostrar aos estudantes as semelhanças e diferenças entre 
os bens públicos e outras atividades caracterizadas por externalidades. 
Além disso, tendo em vista que os estudantes tendem a confundir os 
conceitos de bens não-disputáveis e não-excludentes, é recomendável 
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apresentar uma tabela nos moldes da que é reproduzida a seguir, dando 
exemplos de cada tipo possível de bem: 
 
Excludente Não-excludente 
Disputável Maioria dos bens Ar e Água 
Não-disputável Engarrafamentos Bens Públicos 
Outra questão de grande importância refere-se à obtenção da curva de 
demanda total a partir das demandas individuais. A este respeito, é 
fundamental que os estudantes compreendam a razão pela qual as 
curvas de demanda individuais devem ser somadas verticalmente e não 
horizontalmente. Deve-se enfatizar que, enquanto a soma horizontal 
nos fornece a quantidade total ofertada ou demandada para cada nível 
de preço, a soma vertical nos dá a disposição total a pagar por 
determinada quantidade. 
O tema da escolha pública é apresentado de forma meramente 
introdutória, mas pode-se facilmente aprofundar a discussão. Uma 
extensão lógica desse capítulo seria uma introdução à análise de custo 
e benefício; aplicações desse tipo de análise podem ser encontradas no 
livro de Haveman e Margolis (eds.), Public Expenditure and Policy 
Analysis (Houghton Mifflin, 1983), Parte III, “Empirical Analysis of 
Policies and Programs”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
▪ Distinguir: o monopólio do monopsónio; 
 
▪ Aprofundar: os conceitos de receita marginal e elasticidade preço da 
Objectivos demanda; 
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Específicos 
▪ Compreender: quais são as razões que fazem com que o monopólio detenha 
o poder de mercado; 
▪ Perceber: quais são os custos sociais derivado do poder do mercado. 
 
 
 
 
1. Qual das seguintes frases descreve uma externalidade e qual não o 
faz? Explique a diferença. 
a. Uma política de restrição a exportações de café no Brasil faz 
com que seu preço suba nos EUA, o que, por sua vez, acarreta 
um aumento no preço do chá. 
As externalidades levam a ineficiências de mercado 
porque o preço do produto não reflete o seu real valor 
social. Uma política de restrição à exportação de café no 
Brasil faz com que seu preço suba nos EUA porque a 
oferta fica reduzida. À medida que o preço do café 
aumenta, os consumidores mudam para o chá, elevando, 
assim, a demanda de chá e, conseqüentemente, 
aumentando seu preço. Esses são efeitos de mercado; 
não são externalidades. 
b. Uma propaganda feita por meio de letreiros luminosos nas 
estradas distrai um motorista, que acaba batendo em um 
poste. 
Um anúncio luminoso está produzindo informações 
sobre a disponibilidade de algum produto 
ou serviço. Entretanto, a forma pela qual ele 
fornece essa informação pode distrair 
alguns consumidores, especialmente aqueles 
que estejam dirigindo próximos aos postes. O anúncio 
luminoso está criando uma externalidade negativa que 
interfere na segurança do motorista. Dado que o preço 
cobrado pela empresa anunciante não engloba a 
externalidade de distrair o motorista, a quantidade de 
propaganda desse tipo produzida é excessiva do ponto 
de vista da sociedade como um todo. 
QUESTÕES PARA REVISÃO 
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2. Compare e confronte os três seguintes mecanismos de tratamento 
das externalidades decorrentes da poluição, quando forem incertos 
os custos e os benefícios da redução das emissões de poluentes: (a) 
imposto sobre emissões de poluentes, (b) quotas para emissões de 
poluentes, e (c) sistema de permissões transferíveis. 
Dado que a poluição não está refletida no custo marginal 
de produção, sua emissão cria uma externalidade. Três 
mecanismos podem ser adotados para reduzir a 
poluição: um imposto de emissões, quotas de emissões 
e um sistema de permissões transferíveis. A escolha 
entre o imposto e a quota dependerá do custo marginal 
e do benefício marginal de se reduzir a poluição. Se 
pequenas reduções no nível de poluição gerarem 
grandes benefícios e adicionarem pouco ao custo, o 
custo de não se reduzir a emissão será alto. Nesse caso, 
o sistema de quotas deveria ser utilizado. Entretanto, se 
pequenas reduções no nível de poluição gerarem poucos 
benefícios e adicionarem muito ao custo, o custo de 
reduzir a emissão será alto. Nesse caso, o sistema de 
imposto deveria ser utilizado. 
O sistema de permissões de emissões transferíveis 
combina as características do imposto e das quotas para 
a redução da poluição. Sob este sistema, uma quota é 
estabelecida e os impostos são utilizados para transferir 
permissões para a empresa que as der mais valor (isto é, 
uma empresa com custos de redução das emissões 
altos). Entretanto, o número total de permissões pode 
ser escolhido incorretamente. Um número 
excessivamente pequeno de permissões criará um 
excesso de demanda, aumentando o preço e desviando 
ineficientemente recursos para os proprietários das 
permissões. Geralmente, as agências de controle de 
poluição implementam um dos três mecanismos, 
medem os resultados, avaliam o sucesso de sua escolha 
e, depois, estabelecem novos níveis de impostos ou 
quotas, ou selecionam um novo mecanismo. 
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3. Em que situações as externalidades passam a exigir intervenção 
governamental e em quais tal intervençãoprovavelmente seria 
desnecessária? 
A eficiência econômica pode ser alcançada sem 
intervenção governamental quando a externalidade 
afeta um pequeno número de pessoas e quando os 
direitos de propriedade estão bem especificados. 
Quando o número de partes envolvidas é pequeno, o 
custo de negociação de um acordo entre elas é baixo. 
Além disso, a quantidade de informação requerida 
(relativa aos custos e benefícios de cada parte) é 
pequena. Quando os direitos de propriedade não estão 
bem especificados, a incerteza relativa aos custos e 
benefícios aumenta e escolhas eficientes podem não 
acontecer. Os custos de se entrar em acordo, incluindo o 
custo relativo à demora na obtenção do acordo, 
poderiam ser maiores do que o custo da intervenção 
governamental, incluindo o custo esperado relativo à 
escolha de um instrumento de política inadequado. 
4. Um imposto sobre emissões é pago ao governo; por outro lado, 
quando um causador de danos é processado e condenado, ele 
precisa pagar diretamente à parte prejudicada pelos prejuízos 
causados pelas externalidades. Que diferenças provavelmente 
ocorreriam no comportamento das vítimas nessas duas diferentes 
situações? 
Quando as vítimas podem ser compensadas diretamente 
pelo dano sofrido, é maior a probalidade de que elas 
registrem queixa, iniciem um processo judicial e tentem 
superestimar seus danos. Quando as vítimas não são 
compensadas pelos danos diretamente, é menos 
provável que elas reportem as violações sofridas e 
superestimem seus danos. Em teoria, os impostos de 
emissões pagos ao governo requerem à empresa 
poluidora pagar compensação por qualquer dano 
causado e, conseqüentemente, se mover na direção do 
nível de produção socialmente ótimo. Um indivíduo 
prejudicado pelo comportamento de uma empresa 
poluidora tende a não registrar reclamações se ele não 
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acredita que seja possível receber a compensação 
diretamente. 
5. Por que o livre acesso a um recurso de propriedade comum gera um 
resultado ineficiente? 
O livre acesso a uma propriedade comum significa 
que o custo marginal para o usuário é menor do que o 
custo social. A utilização de um recurso de propriedade 
comum por uma pessoa ou empresa faz com que as 
outras pessoas sejam excluídas. Por exemplo, o uso de 
água por um consumidor restringe o seu uso por outro 
consumidor. Uma parcela excessivamente grande do 
recurso é consumido pelo usuário individual porque o 
custo marginal privado é menor do que o custo marginal 
social, criando, assim, um resultado ineficiente. 
6. Os bens públicos são ao mesmo tempo não-disputáveis e 
nãoexcludentes. Explique cada um desses termos, mostrando 
claramente de que maneira eles são diferentes entre si 
Um bem é não-disputável se, para qualquer nível de 
produção, o custo marginal de fornecimento do bem 
para um consumidor adicional for zero (embora o custo 
de produção de uma unidade adicional possa ser maior 
do que zero). Um bem é não-excludente se não for 
possível ou se for muito caro impedir outros 
consumidores de consumi-lo. Os bens públicos são não- 
disputáveis e nãoexcludentes. As mercadorias podem ser 
(1) excludentes e disputáveis, (2) excludentes e não- 
disputáveis, (3) nãoexcludentes e disputáveis, ou (4) não- 
excludentes e nãodisputáveis. A maioria das mercadorias 
discutidas no livro até o momento pertencem ao 
primeiro grupo. Neste capítulo, nós nos concentramos 
nas mercadorias pertencentes ao último grupo. 
Bens não-disputáveis estão associados à produção de 
um bem ou serviço para mais de um cliente e, em geral, 
envolvem processos produtivos com 
custos fixos elevados, tais como os custos de se 
construir uma estrada ou um farol. (Lembre que o custo 
fixo depende do período considerado: o custo de se 
acender a lâmpada no farol pode variar ao longo do 
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tempo, mas não varia com o número de consumidores.) 
Bens não-exclusivos estão associados ao momento da 
troca, em situações nas quais o custo de cobrar pelo 
consumo do bem é proibitivo – pois a identificação dos 
consumidores necessária para a cobrança implicaria 
custos superiores às receitas. Alguns economistas 
concentram a 
análise dos bens públicos na propriedade de não- 
exclusividade, pois esta característica gera as principais 
dificuldades para a provisão eficiente dos bens. 
7. A televisão estatal é custeada em parte por donativos do setor 
privado, embora qualquer pessoa que tenha um televisor possa 
assistir à sua programação sem pagar por isso. Você seria capaz de 
explicar esse fenômeno, levando em consideração a questão do 
carona? 
O problema do carona diz respeito à dificuldade de 
excluir as pessoas do consumo de uma mercadoria 
nãoexcludente. Consumidores que não pagam podem 
pegar carona nas mercadorias fornecidas pelos 
consumidores que pagam. A televisão estatal é custeada 
em parte por donativos. Alguns telespectadores 
contribuem, mas a maioria assiste sem pagar, esperando 
que outras pessoas se encarreguem de pagar por eles. 
Para combater esse problema, as emissoras (1) pedem 
que os consumidores declarem sua verdadeira 
disposição a pagar; em seguida, (2) pedem que os 
consumidores façam contribuições no valor declarado, e 
(3) tentam fazer com que os demais consumidores 
sintam-se culpados por pegarem carona nos que pagam. 
8. Explique por que o resultado preferido pelo votante mediano 
não precisa necessariamente ser eficiente, do ponto de vista 
econômico, quando se utiliza a regra da maioria dos votos para 
determinar o nível de gasto público. 
O eleitor mediano é o cidadão cujas preferências 
encontram-se exatamente no meio do espectro de 
preferências da população: metade do eleitorado 
apresenta opinião mais favorável ao tema em questão do 
que o eleitor mediano, enquanto a outra metade 
apresenta opinião mais desfavorável ao tema. Sob a 
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votação pela regra da maioria, na qual o voto de cada 
eleitor tem peso idêntico, o nível de gastos na provisão 
de bens públicos preferido pelo eleitor mediano vencerá 
a eleição contra qualquer alternativa. 
No entanto, a regra da maioria não é necessariamente 
eficiente, justamente porque confere pesos iguais às 
preferências de todos os cidadãos. Um resultado 
eficiente requer que os montantes que os vários 
indivíduos estejam dispostos a pagar pelo bem público 
sejam medidos e agregados. Evidentemente, a regra da 
maioria não satisfaz tal requisito. Entretanto, conforme 
vimos nos capítulos anteriores, a regra da maioria é 
eqüitativa, pois todos os cidadãos são tratados de forma 
igual. Nos deparamos, uma vez mais, com o dilema entre 
eqüidade e eficiência. 
 
 
 
 
 
Sumário 
 
Nesta Unidade temática estudamos e discutimos fundamentalmente os 
aspectos relacionados aos custos dos factores de produção e os 
conceitos básicos, a função de custo e o caso de produção com um único 
factor variável, custos com mais de um factor variável, as medidas de 
custo unitário de curto e longo prazos. 
 
 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
 
1. Diversas empresas se instalaram na região oeste de uma cidade, 
depois que a parte leste se tornou predominantemente utilizada por 
residências familiares. Cada uma das empresas fabrica o mesmo 
produto e seus processos produtivos causam emissões de fumaças 
poluentes que afetam de forma adversa as pessoas que residem na 
comunidade 
a. Por que há uma externalidade criada pelas empresas? 
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As fumaças poluentes emitidas pelas empresas entram 
na função de utilidade dos residentes e estes não 
possuem qualquercontrole sobre a quantidade dessa 
fumaça. Podemos supor que a fumaça diminua a 
utilidade dos residentes (isto é, elas sejam uma 
externalidade negativa) e reduza os valores das 
propriedades. 
 
 
b. Você crê que negociações entre as partes possam resolver o 
problema? Explique. 
Se os residentes pudessem prever a localização das 
empresas, os preços das habitações refletiriam a 
desutilidade da fumaça; a externalidade teria sido 
internalizada pelo mercado de habitação nos preços das 
habitações. Se a fumaça poluente não fosse prevista, 
uma negociação privada poderia resolver o problema da 
externalidade apenas se o número de partes envolvidas 
fosse relativamente pequeno (tanto no que se refere às 
empresas quanto às famílias) e os direitos de 
propriedade estivessem bem especificados. A 
negociação privada deveria basear-se na disposição de 
cada família a pagar pela qualidade do ar, mas é provável 
que as famílias não revelassem suas verdadeiras 
preferências. Além disso, complicações adicionais 
estariam relacionadas ao grau de adaptabilidade da 
tecnologia de produção da empresa e às relações de 
emprego entre as empresas e as famílias. É improvável 
que a negociação privada resolva o problema. 
c. De que forma a comunidade pode determinar um nível 
eficiente para a qualidade do ar? 
A comunidade poderia determinar o nível 
economicamente eficiente de qualidade do ar agregando 
as disposições a pagar de cada família e igualando o total 
ao custo marginal da redução da poluição. Ambos os 
passos requerem a obtenção de informações fidedignas. 
2. Um programador de computação faz lobby contra a legislação 
de direitos autorais para softwares. Seu argumento é de que todas as 
pessoas deveriam se beneficiar dos programas inovadores, escritos 
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para computadores pessoais, e que a exposição a uma ampla 
variedade de programas poderia inspirar jovens programadores a 
criarem softwares ainda mais inovadores. Considerando os benefícios 
sociais marginais que poderiam ser obtidos por esta proposta, você 
concordaria com a posição desse profissional? 
Os softwares constituem um exemplo clássico de bem 
público. De um lado, os softwares são bens 
nãodisputáveis, pois podem ser copiados sem custo – de 
modo que o custo marginal de prover consumidores 
adicionais é próximo de zero. (Os custos fixos de criação 
de softwares são elevados, mas os custos variáveis são 
baixos.) De outro lado, os softwares são bens 
nãoexcludentes, pois os sistemas de 
proteção contra cópias piratas apresentam custos muito 
elevados ou revelam-se inconvenientes para os usuários 
– de modo que os custos de impedir que os 
consumidores copiem os programas são proibitivos. 
Logo, a produção e venda de softwares apresenta os 
problemas tradicionais na provisão de bens públicos, pois 
a presença de caronas implica que os mercados são 
incapazes de prover o nível eficiente do bem. Esse 
problema poderia ser resolvido pela regulação direta do 
mercado ou pela garantia dos direitos de propriedade 
conferida pelo sistema legal aos criadores de softwares – 
que é a opção implementada na prática. Caso os direitos 
autorais não fossem protegidos, o mercado de software 
provavelmente entraria em crise, ou haveria uma 
redução significativa na quantidade de software 
desenvolvido e comercializado, o que implicaria a 
redução dos benefícios sociais marginais. 
Consequentemente, não concordamos com a 
argumentação do programador. 
3. Suponha que estudos científicos mostrem, a você, as seguintes 
informações sobre os benefícios e custos das emissões de dióxido de 
enxofre: 
Benefícios de reduzir as emissões: BMg=400-10A Custos de reduzir as 
emissões: CMg=100+20A onde A é a quantidade reduzida em milhões 
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de toneladas, e os benefícios e custos são dados em dólares por 
tonelada. 
a. Qual é o nível de redução de emissões socialmente eficiente? 
O nível de redução de emissões socialmente eficiente 
pode ser encontrado igualando-se o benefício marginal 
ao custo marginal e resolvendo para A: 
400-10A=100+20A 
A=10. 
b. Quais são os benefícios marginais e os custos marginais de 
redução das emissões no nível socialmente eficiente? 
Coloque A=10 nas funções de benefício e custo marginal: 
BMg=400-10(10)=300 
CMg=100+20(10)=300. 
c. O que aconteceria com os benefícios sociais líquidos 
(benefícios menos custos) se você reduzisse 1 milhão de 
toneladas a mais do que o nível de eficiência? E 1 milhão a 
menos? 
Os benefícios sociais líquidos correspondem à área sob a 
curva de benefício marginal menos a área sob a curva de 
custo marginal. No nível socialmente eficiente de 
redução de emissões, os benefícios sociais líquidos são 
dados pela área a+b+c+d na Figura 18.3.c ou 
0,5(400-100)(10)=1500 milhões de dólares. 
Se você reduzisse 1 milhão de toneladas a mais, os 
benefícios sociais líquidos seriam dados pela área 
a+b+c+d-e ou 
1500-0,5(320-290)(1)=1500-15=1485 milhões de 
dólares. 
Se você reduzisse 1 milhão de toneladas a menos, os 
benefícios sociais líquidos seriam dados pela área a+c ou 
0,5(400-310)(9)+(310-280)(9)+0,5(280-100)(9)=1485 
milhões de dólares. 
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d. Por que é eficiente em termos sociais igualar os benefícios 
marginais aos custos marginais em vez de reduzir as emissões até os 
benefícios totais se igualarem aos custos totais? 
É socialmente eficiente igualar os benefícios marginais 
aos custos marginais, em vez de igualar os benefícios 
totais aos custos totais, porque desejamos maximizar o 
benefício líquido, dado pela diferença entre o benefício 
total e o custo total. A maximização do benefício líquido 
implica que, na margem, a última unidade de emissão 
reduzida deve apresentar um custo igual ao benefício. Se 
optássemos pelo ponto onde o benefício total é igual ao 
custo total, obteríamos uma redução excessiva das 
emissões; tal escolha seria análoga a optar por produzir 
no ponto em que a receita total é igual ao custo total, ou 
seja, num ponto e quem o lucro é zero. No caso das 
reduções de emissões, maiores reduções implicam 
maiores custos. Dado que os recursos financeiros são 
escassos, o montante de dinheiro destinado à redução 
das emissões deve ser tal que o benefício da última 
unidade de redução seja maior ou igual ao custo a ela 
associado. 
 
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Figura 18.3.c 
4. Quatro empresas situadas em diferentes locais ao longo de um 
determinado rio despejam diversas quantidades de efluentes dentro 
dele. Esses efluentes prejudicam a qualidade da natação para 
moradores que habitam rio abaixo. Estas pessoas podem construir 
piscinas para evitar ter de nadar no rio, mas, por outro lado, as 
empresas podem instalar filtros capazes de eliminar produtos 
químicos prejudiciais existentes nos efluentes despejados no rio. Na 
qualidade de consultor de uma organização de planejamento regional, 
de que forma você faria uma comparação e diferenciação entre as 
seguintes opções, para tratar do assunto relativo aos efeitos 
prejudiciais dos efluentes despejados no rio: 
a. Imposição de um imposto sobre efluentes para as empresas 
que estejam localizadas às margens do rio. 
Primeiro, é necessário conhecer o valor atribuído pelos 
moradores à natação no rio. Não é fácil obter tal 
informação, pois os moradores têm incentivo a 
superestimar esse valor. Supondo que os moradores 
utilizem o rio apenas para nadar, um limite superior para 
o valor por eles atribuído ao rio poderia ser obtido a 
partir dos custos de construção de 
piscinas – tanto piscinas individuais como piscinaspúblicas. 
Segundo, é necessário conhecer o custo marginal de 
reduzir as emissões de poluentes. Caso a tecnologia de 
redução das emissões seja conhecida, tal informação 
deveria ser facilmente obtenível. Por outro lado, caso 
essa tecnologia não seja plenamente conhecida, deve-se 
usar alguma estimativa com base no conhecimento das 
empresas. 
A escolha do instrumento de política depende dos 
benefícios e custos marginais da redução das emissões. 
Caso as empresas devam pagar um imposto sobre 
efluentes, elas reduzirão as emissões até o ponto em que 
o custo marginal da redução seja igual ao imposto. Caso 
tal redução não seja suficiente para permitir a natação 
no rio, o imposto poderia ser aumentado. Uma 
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alternativa seria usar a receita do imposto para construir 
instalações para natação, o que implicaria menor 
necessidade de redução dos efluentes. Se as empresas 
forem obrigadas a pagar um imposto sobre efluentes, 
elas deverão reduzir as emissões até o ponto em que o 
custo marginal da redução dessas emissões seja igual ao 
valor do imposto. 
b. Imposição de quotas iguais para todas as empresas, 
determinando o nível de efluentes que cada uma delas pode 
despejar no rio. 
A imposição de quotas de efluentes será eficiente 
somente se o formulador de política tiver informação 
completa acerca dos benefícios e custos marginais da 
redução das emissões – pois isso lhe permitiria 
determinar o nível eficiente da quota. Além disso, a quota 
não incentiva as empresas a promover reduções 
adicionais das emissões à medida que novas tecnologias 
de filtragem se tornem disponíveis. 
c. Implementação de um sistema de permissões transferíveis de 
despejo de efluentes no rio, segundo o qual a quantidade 
agregada de poluentes é fixa e todas as empresas receberiam 
idênticas permissões. 
A implementação de um sistema de permissões 
transferíveis requer que o 
formulador de política seja capaz de determinar o nível 
eficiente do padrão de emissões. Após a distribuição das 
permissões e a criação de um mercado para estas, as 
empresas com custos mais elevados de redução de 
emissões deverão comprar as permissões das empresas 
com custos mais baixos. Entretanto, a organização 
regional não auferirá nenhuma receita, a menos que as 
permissões tenham sido vendidas no estágio inicial. 
5. Pesquisas médicas têm mostrado os efeitos negativos que o cigarro 
causa aos fumantes passivos. Recentes tendências sociais indicam que 
há uma crescente intolerância em relação a fumar em locais públicos. 
Se você fosse um fumante e desejasse continuar com seu hábito a 
despeito das leis cada vez mais difundidas contra o fumo, descreva o 
efeito que as seguintes propostas de leis teriam sobre seu 
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comportamento pessoal. Em conseqüência desses programas, será 
que você, na qualidade de fumante individual, estaria sendo 
beneficiado? A sociedade como um todo estaria sendo beneficiada? 
Dado que fumar em locais públicos é semelhante a poluir 
o ar, os programas propostos são semelhantes àqueles 
examinados no caso da poluição. Uma lei que reduza o 
conteúdo de alcatrão e nicotina nos cigarros é 
semelhante a um padrão de emissões, assim como um 
imposto sobre os cigarros é semelhante a um imposto 
sobre emissões e um sistema de permissões para fumar 
é análogo a um sistema de permissões de despejo de 
efluentes. Todos esses programas impõem aos fumantes 
a internalização da externalidade associada à fumaça 
que os nãofumantes inalam “passivamente”; logo, o 
bem-estar dos fumantes diminui. O bem-estar da 
sociedade aumentará se os benefícios de um programa 
específico forem superiores aos custos de 
implementação do programa. Infelizmente, os benefícios 
da redução da fumaça imposta pelos fumantes aos não-
fumantes são incertos, e a avaliação desses benefícios na 
prática implica custos não desprezíveis. 
a. Um projeto de lei propõe a diminuição do conteúdo de alcatrão 
e de nicotina em todos os cigarros. 
Provavelmente os fumantes tentarão manter inalterado 
seu nível de consumo de nicotina, aumentando o 
consumo de cigarros. É possível que a sociedade não seja 
beneficiada por esse projeto, 
caso a quantidade total de nicotina e alcatrão presente 
no ar não se altere. 
b. Um projeto de lei propõe que seja cobrado um imposto sobre 
todos os maços de cigarros vendidos. 
Os fumantes poderiam passar a fumar charutos ou 
cachimbos, ou então a confeccionar seus próprios 
cigarros. A magnitude do efeito do imposto sobre o 
consumo de cigarro depende da elasticidade da 
demanda de cigarros. Uma vez mais, não está claro se a 
sociedade será beneficiada. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
140 
 
 
 
 
c. Um projeto de lei propõe que seja exigido que todos os 
fumantes sempre tenham consigo uma autorização, emitida 
pelo governo, para poder fumar. 
Um sistema de autorizações para fumar transferiria os 
direitos de propriedade ao ar puro dos fumantes para os 
não-fumantes. A sociedade não seria necessariamente 
beneficiada, devido especialmente aos custos elevados 
de implementação desse sistema. Além disso, o custo da 
autorização elevaria o preço efetivo dos cigarros, de 
modo que o efeito sobre a quantidade fumada 
dependeria da elasticidade da demanda. 
6. Um apicultor mora nas proximidades de uma plantação de maças. 
O dono da plantação se beneficia da presença das abelhas, pois cada 
colméia possibilita a polinização de um acre de plantação de maças. 
Entretanto, ele nada paga ao proprietário do apiário pelo serviço 
prestado pelas abelhas, que se dirigem à sua plantação sem que 
precise fazem alguma coisa. Não há abelhas suficientes para polinizar 
toda a plantação de maças, de tal modo que o dono da plantação tem 
que completar o processo artificialmente, ao custo de $10 por acre. 
A atividade do apiário tem um custo marginal de CMg = 10 + 2Q, onde 
Q é o número de colméias. Cada colméia produz $20 de mel. 
a. Quantas colméias o apicultor estará disposto a manter? 
O apicultor manterá o número de colméias que lhe 
proporcione o lucro máximo, dado pela condição de 
igualdade entre a receita marginal e o custo marginal. 
Dada uma receita marginal constante igual a $20 (não há 
nenhum indício de que o apicultor possua algum grau de 
poder de mercado) e um custo marginal igual a 10 + 2Q: 
20 = 10 + 2Q, ou Q = 5. 
b. Esse seria o número economicamente eficiente de colméias? 
Caso o número de colméias não seja suficiente para 
garantir a polinização da plantação de maçãs, o dono da 
plantação deverá pagar $10 pela polinização artificial de 
cada acre de seu terreno. Logo, o dono da plantação 
estaria disposto a pagar até $10 ao apicultor por cada 
colméia adicional. Isso significa que o benefício social 
marginal de cada colméia adicional, BSMg, é $30, que é 
maior do que o benefício privado marginal de $20. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
141 
 
 
 
 
Supondo que o custo privado marginal seja igual ao custo 
social marginal, podemos igualar BSMg = CMg para 
determinar o número eficiente de colméias: 
30 = 10 + 2Q, ou Q = 10. 
Logo, a escolha privada do apicultor, Q = 5, não 
corresponde ao número socialmente eficiente de 
colméias. 
c. Quais as modificações que poderiam resultar em maior 
eficiência da operação? 
A mudança mais radical que poderia ocorrer, levando a 
um resultado mais eficiente, seria a fusão das atividades 
do apicultor e do agricultor, que internalizaria a 
externalidade positiva da polinização das abelhas. Outra 
possibilidade seria a assinatura de um contrato entre o 
apicultor e o agricultor referente a serviços de 
polinização. 
7. Há trêsgrupos em uma comunidade. Suas respectivas curvas de 
demanda por televisão estatal em horas de programação, T, são 
dadas, respectivamente, por 
W1 = $150 - T, W2 = $200 - 2T, W3 
= 
$25 
0 - 
T. 
Suponha que a televisão estatal seja um bem público puro que possa 
ser produzido com um custo marginal constante igual a $200 por hora. 
a. Qual seria o número de horas eficiente de transmissão para 
televisão estatal? 
O número de horas eficiente de transmissão é dado pela 
condição de igualdade entre a soma dos benefícios 
marginais e o custo marginal. Devemos somar 
verticalmente as curvas de demanda que representam os 
benefícios marginais para cada indivíduo, obtendo a 
soma dos benefícios marginais. A Figura 18.6.a mostra as 
curvas de demanda individuais e a soma resultante. 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
142 
 
 
W3 
 
W2 
W1 
 
 
Logo, a partir da Figura 18.7.a ou da tabela abaixo, vemos 
que BSMg = CMg ao nível de T = 100 horas de 
transmissão. 
 
Disposição a pagar 
Temp 
o 
Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Soma 
Vertical 
0 150 200 250 600 
50 100 100 200 400 
100 50 0 150 200 
150 0 0 100 100 
200 0 0 50 50 
250 0 0 0 0 
 
 
 
Disposição 
a pagar 
600 
 
500 
 
400 
 
300 
 
200 CMg 
 
100 
 
 
 
50 100 150 200 
 
250 
 
300 
Tempo de TV 
 
Figura 18.7.a 
 
b. Qual o número de horas transmitidas pela televisão estatal que 
um mercado competitivo privado produziria? 
Para determinar o número de horas que seria fornecido 
pelo mercado, devemos agregar as curvas de demanda 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
143 
 
 
individuais horizontalmente. O número eficiente de 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
144 
 
 
 
 
horas é dado pela condição de igualdade entre o custo 
privado marginal e o benefício privado marginal. As 
curvas de demanda para os Grupos 1 e 2 se encontram 
abaixo de CMg = $200 para todo T > 0. Apenas o Grupo 3 
estaria disposto a pagar o valor do custo marginal, $200. 
A esse preço, seriam fornecidas 50 horas de 
programação televisiva através de assinatura. 
Disposição a 
pagar 
300 
 
250 
 
200 CMg 
 
150 
 
100 
 
50 
 
 
 
50 100 150 200 
 
250 
 
300 
Tempo de TV 
 
Figura 18.7.b 
 
 
 
Quantidade Demandada 
Preço Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Soma 
Horizontal 
250 0 0 0 0 
200 0 0 50 50 
150 0 25 100 125 
100 50 50 150 250 
50 100 75 200 375 
0 150 100 250 500 
8. Reconsidere o problema do recurso comum apresentado no 
Exemplo 18.5. Suponha que a popularidade do lagostim continue a 
W2 
W3 
W1 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
145 
 
 
aumenta e que sua curva de demanda seja deslocada de C = 0,401 – 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
146 
 
 
 
 
0,0064F para C = 0,50 – 0,0064F. De que forma esse deslocamento da 
demanda modificaria o atual nível de pesca dos lagostins, o nível 
eficiente de pesca e o custo social do acesso comum? (Dica: utilize as 
curvas de custo social marginal e de custo privado apresentadas no 
exemplo.) As informações relevantes estão apresentadas abaixo: 
Demanda: C = 0,50 – 0,0064F 
CSMg: C = -5,645 + 0,6509F. 
O aumento na demanda implica o deslocamento da 
curva de demanda por lagostim para cima, passando a 
interceptar o eixo do preço ao nível de $0,50. A curva de 
custo privado apresenta inclinação positiva, pois é 
necessário maior nível de esforço para pescar maiores 
quantidades. Dado que a curva de custo social também 
apresenta inclinação positiva, o nível socialmente 
eficiente de pesca também deve aumentar. O nível 
socialmente eficiente de pesca pode ser calculado a 
partir do seguinte sistema de duas equações 
simultâneas: 
 
0,50 – 0,0064F = -5,645 + 0,6509F, ou F* = 9,35. 
Para determinar o preço que os consumidores estão 
dispostos a pagar por tal quantidade, insira o valor de F* 
na equação do custo social marginal e resolva para C: 
C = -5,645 + (0,6509)(9,35), ou C = $0,44. 
Em seguida, calcule o nível de produção efetivo 
resolvendo as seguintes equações: Demanda: C = 0,50 – 
0,0064F 
CPMg: C = -0,357 + 0,0573F 
 
0,50 – 0,0064F = -0,357 + 0,0573F, ou F** = 13,45. 
Para determinar o preço que os consumidores estão 
dispostos a pagar por tal quantidade, insira o valor de F** 
na equação do custo privado marginal e resolva para C: 
C = -0,357 + (0,0573)(13,45), ou C = $0,41. 
Observe que o custo social marginal de produzir 13,45 
unidades é 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
147 
 
 
 
 
CSMg = -5,645 +(0,6509)(13,45) = $3,11. 
Com o aumento na demanda, o custo social é dado pela 
área de um triângulo com base de 4,1 milhões de libras 
(13,45 – 9,35) e altura de $2,70 ($3,11 – 0,41), que é 
$5.535.000 maior do que o custo social associado à 
demanda original. 
9. Georges Bank é uma área de pesca altamente produtiva, 
situada na costa da Nova Inglaterra, que pode ser dividida em duas 
zonas em termos de sua população de peixes. A Zona 1 tem uma 
população maior por milha quadrada, mas está sujeita a rendimentos 
acentuadamente decrescentes em relação ao esforço de pesca. A 
quantidade pescada diariamente (em toneladas) na Zona 1 é de 
 
F1 = 200(X1) - 2(X1) 2 
 
onde X1 é o número de barcos pesqueiros em atividade na Zona 1. Na 
Zona 2 há menos peixes por milha quadrada mas ela é maior e os 
rendimentos decrescentes não são problema. A quantidade pescada 
diariamente na Zona 2 é 
 
F2 = 100(X2 ) - (X2 ) 2 
 
onde X2 é o número de barcos pesqueiros em atividade na Zona 2. A 
quantidade marginal pescada QMgF em cada zona é expressa pelas 
equações 
QMgF 1 = 200 - 4(X1) QMgF 2 = 100 - 2(X2). 
 
Atualmente há 100 barcos autorizados pelo governo dos EUA a pescar 
nessas duas zonas. Os peixes são vendidos a $100 por tonelada. O 
custo total (capital e operação) por barco é constante e igual a $1.000 
por dia. Responda às seguintes perguntas relacionadas a essa 
situação: 
a. Se os barcos fossem autorizados a pescar onde quisessem, não 
havendo qualquer restrição do governo, quantas embarcações 
estariam pescando em cada uma das zonas? Qual seria o valor 
bruto da pesca? 
Na ausência de restrições, os barcos se dividirão 
naturalmente entre as duas zonas de modo a igualar a 
quantidade média pescada (QMeF1 e QMeF2) por cada 
embarcação em cada zona. (Caso a quantidade média 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
148 
 
 
 
 
pescada seja maior em uma das zonas, alguns barcos se 
deslocarão da zona com menor quantidade pescada para 
a outra zona, até que as quantidades médias pescadas 
nas duas zonas sejam iguais.) Devemos resolver o 
seguinte sistema de equações: 
QMeF1 = QMeF2 e X1 + X2 = 100 onde 
 
 
QMeF1 200X1 2X12 200 2X1 e 
X1 
 
 
QMeF2 100X2 X22 100 X2 X2 
Logo, QMeF1 = QMeF2 implica 
 
200 - 2X1 = 100 - X2, 
 
 
200 - 2(100 - X2) = 100 - X2, ou X2 e 
 
0 . 
 
 
A quantidade total pescada pode ser obtida inserindo-se 
os valores de X1 e X2 nas equações de pesca: 
 
 
F1 (200) 
200 
(2) 
200 2 13.333 8.889 
 
4.444, e 
 3 3 
 
F2 (100) 
 
100 
 
 100 
 
2 3.333 1.111 2.222 
 3 3 
A quantidade total pescada é F1 + F2 = 6.666. Ao preço 
de 
1 100 20 
X 100 
3 
 
3 
 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
149 
 
 
 
 
$100 por tonelada, o valor da pesca é $666.600. A 
quantidade média pescada por cada um dos 100 barcos 
é 66,66 toneladas. 
O lucro por barco é dado pela diferença entre o custo 
total e a receita total: 
 
= (100)(66,66) – 1.000, ou 
O lucro total da frota é $566.600. 
$5.666. 
 
b. Se o governo dos EUA estivesse disposto a restringir o númerode barcos, qual o número de embarcações que deveria ser 
alocado para cada zona? Qual passaria a ser o valor bruto da 
pesca? Suponha que o número total de barcos permaneça igual 
a 100. 
Suponha que o governo deseje maximizar o valor social 
líquido da pesca, isto é, a diferença entre o benefício 
social total e o custo social total. Para tanto, o governo 
deve igualar a quantidade marginal pescada nas duas 
zonas, sujeito à restrição de que o número de barcos é 
100: 
QMgF1 = QMgF2 e X1 + X2 = 100, 
 
QMgF1 = 200 - 4X1 e QMgF2 = 100 - 2X2. 
Igualando QMgF1 = QMgF2 implica: 
 
200 - 4X1 = 100 - 2X2, ou 200 - 4(100 - X2) = 100 - 2X2, ou X2 = 50 
e 
 
X1 = 100 - 50 = 50. 
 
A quantidade total pescada pode ser obtida inserindo-se 
os valores de X1 e X2 nas equações de pesca: 
 
F1 = (200)(50) - (2)(502) = 10.000 – 5.000 = 5.000 
e 
 
F2 = (100)(50) - 502 = 5.000 – 2.500 = 2.500. 
 
A quantidade total pescada é F1 + F2 = 7.500. Ao preço de 
mercado de $100 por tonelada, o valor da pesca é 
= 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
150 
 
 
$750.000. O lucro total é $650.000. Observe que os 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
151 
 
 
1 
2 2 2 2 . 
 
 
lucros não se distribuem igualmente entre os barcos nas 
duas zonas. A quantidade média pescada na Zona 1 é 100 
toneladas por barco, enquanto que a quantidade média 
pescada na Zona B é 50 toneladas por barco. Logo, a 
pesca na Zona 1 resulta em lucros mais elevados para os 
proprietários individuais dos barcos. 
c. Caso outros pescadores estejam dispostos a adquirir barcos e 
aumentar a frota pesqueira atual, será que um governo que 
estivesse interessado em maximizar o valor líquido da pesca 
obtida estaria disposto a conceder autorizações para eles? Por 
que? 
Em primeiro lugar, devemos calcular o número de barcos 
em cada zona que maximiza o lucro. O lucro na Zona 1 é 
 
A (100)(200X1 2X1
2) 1.000X, ou A 19.000X1 200X 
2 . 
Para determinar a variação no lucro associada a uma 
mudança em X1, é necessário derivar a função de lucro 
com relação a X1: 
 
 
d A 19.000 400X1 . 
dX1 
 
Para determinar o nível de produção que maximiza o 
lucro, iguale d A a zero e resolva para X1: 
dX1 
19.000 - 400X1 = 0, ou X1 = 47,5. 
 
Inserindo X1 na equação de lucro da Zona 1: 
 
A (100)((200)(47,5) (2)(47,52)) (1.000)(47,5) $451.250. 
Para a Zona 2 devemos adotar procedimento análogo. O lucro 
na Zona 2 é 
 
B (100)(100X2 X 
2) 1.000X , ou B 9.000X 100X 
2 
 
Derivando a função de lucro com relação a X2, obtemos 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
152 
 
 
 
 
d B 9.000 2.000X2 . dX2 
 
Igualando d B a zero e resolvendo para o nível de dX2 
produção que maximiza o lucro, obtemos: 
9.000 - 200X2 = 0, ou X2 = 45. 
 
Inserindo X2 na equação de lucro da Zona 2: 
 
B = (100)((100)(45) - 452 ) - (1.000)(45) = $202.500. 
O lucro total obtido em ambas as zonas é $653.750, com 
47,5 barcos na Zona 1 e 45 barcos na Zona 2. Dado que 
um número de barcos maior do que 92,5 reduz o lucro 
total, o governo não deveria conceder novas licenças. 
 
Exercícios de AVALIAÇÃO 
 
1. Diversas empresas se instalaram na região oeste de uma cidade, 
depois que a parte leste se tornou predominantemente utilizada por 
residências familiares. Cada uma das empresas fabrica o mesmo 
produto e seus processos produtivos causam emissões de fumaças 
poluentes que afetam de forma adversa as pessoas que residem na 
comunidade 
a. Por que há uma externalidade criada pelas empresas? 
b. Você crê que negociações entre as partes possam resolver o 
problema? Explique. 
c. De que forma a comunidade pode determinar um nível 
eficiente para a qualidade do ar? 
2. Um programador de computação faz lobby contra a legislação 
de direitos autorais para softwares. Seu argumento é de que todas as 
pessoas deveriam se beneficiar dos programas inovadores, escritos 
para computadores pessoais, e que a exposição a uma ampla 
variedade de programas poderia inspirar jovens programadores a 
criarem softwares ainda mais inovadores. Considerando os benefícios 
sociais marginais que poderiam ser obtidos por esta proposta, você 
concordaria com a posição desse profissional? 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
153 
 
 
 
 
3. Suponha que estudos científicos mostrem, a você, as seguintes 
informações sobre os benefícios e custos das emissões de dióxido de 
enxofre: 
Benefícios de reduzir as emissões: BMg=400-10A Custos de reduzir as 
emissões: CMg=100+20A onde A é a quantidade reduzida em milhões 
de toneladas, e os benefícios e custos são dados em dólares por 
tonelada. 
a. Qual é o nível de redução de emissões socialmente eficiente? 
b. Quais são os benefícios marginais e os custos marginais de 
redução das emissões no nível socialmente eficiente? 
c. O que aconteceria com os benefícios sociais líquidos 
(benefícios menos custos) se você reduzisse 1 milhão de 
toneladas a mais do que o nível de eficiência? E 1 milhão a 
menos? 
d. Por que é eficiente em termos sociais igualar os benefícios 
marginais aos custos marginais em vez de reduzir as emissões 
até os benefícios totais se igualarem aos custos totais? 
4. Quatro empresas situadas em diferentes locais ao longo de um 
determinado rio despejam diversas quantidades de efluentes dentro 
dele. Esses efluentes prejudicam a qualidade da natação para 
moradores que habitam rio abaixo. Estas pessoas podem construir 
piscinas para evitar ter de nadar no rio, mas, por outro lado, as 
empresas podem instalar filtros capazes de eliminar produtos 
químicos prejudiciais existentes nos efluentes despejados no rio. Na 
qualidade de consultor de uma organização de planejamento regional, 
de que forma você faria uma comparação e diferenciação entre as 
seguintes opções, para tratar do assunto relativo aos efeitos 
prejudiciais dos efluentes despejados no rio: 
a. Imposição de um imposto sobre efluentes para as empresas 
que estejam localizadas às margens do rio. 
 
 
b. Imposição de quotas iguais para todas as empresas, 
determinando o nível de efluentes que cada uma delas pode 
despejar no rio. 
c. Implementação de um sistema de permissões transferíveis de 
despejo de efluentes no rio, segundo o qual a quantidade 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
154 
 
 
 
 
agregada de poluentes é fixa e todas as empresas receberiam 
idênticas permissões. 
5. Pesquisas médicas têm mostrado os efeitos negativos que o cigarro 
causa aos fumantes passivos. Recentes tendências sociais indicam que 
há uma crescente intolerância em relação a fumar em locais públicos. 
Se você fosse um fumante e desejasse continuar com seu hábito a 
despeito das leis cada vez mais difundidas contra o fumo, descreva o 
efeito que as seguintes propostas de leis teriam sobre seu 
comportamento pessoal. Em conseqüência desses programas, será 
que você, na qualidade de fumante individual, estaria sendo 
beneficiado? A sociedade como um todo estaria sendo beneficiada? 
a. Um projeto de lei propõe a diminuição do conteúdo de alcatrão 
e de nicotina em todos os cigarros. 
b. Um projeto de lei propõe que seja cobrado um imposto sobre 
todos os maços de cigarros vendidos. 
c. Um projeto de lei propõe que seja exigido que todos os 
fumantes sempre tenham consigo uma autorização, emitida 
pelo governo, para poder fumar. 
6. Um apicultor mora nas proximidades de uma plantação de maças. 
O dono da plantação se beneficia da presença das abelhas, pois cada 
colméia possibilita a polinização de um acre de plantação de maças. 
Entretanto, ele nada paga ao proprietário do apiário pelo serviço 
prestado pelas abelhas, que se dirigem à sua plantação sem que 
precise fazem alguma coisa. Não há abelhas suficientespara polinizar 
toda a plantação de maças, de tal modo que o dono da plantação tem 
que completar o processo artificialmente, ao custo de $10 por acre. 
A atividade do apiário tem um custo marginal de CMg = 10 + 2Q, onde 
Q é o número de colméias. Cada colméia produz $20 de mel. 
a. Quantas colméias o apicultor estará disposto a manter? 
b. Esse seria o número economicamente eficiente de colméias? 
c. Quais as modificações que poderiam resultar em maior 
eficiência da operação? 
UnISCED CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 20 Ano 
Disciplina/Módulo:Microeconomia 
155 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliograficas 
 
 
 
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2. N. Gregory Mankiw (2001) “Introdução à Economia” Rio de Janeiro: 
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Lisboa – São Paulo: Editorial Verbo. 
 
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São Paulo: Editora Atlas S.A. 
 
5. Paulo A. Samuelson e William D. Nordhaus (2005) “Principios de 
Economia” 18ª Edição. Lisboa: McGraw-Hill. 
 
6. Robert S. Pindyck, Daniel L. Rubinfield (2010) “Microeconómia” 7ª 
Edição, São-Paulo, Editorial Verbos. 
 
 
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economia – livro de exercícios”, Lisboa: Editora escolar. 
 
 
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11. CARVALHO L. C. P. Microeconomia introdutória: para cursos de 
Administração e Contabilidade. São Paulo: Atlas, 2002. 
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12. DUBOIS, B. Compreender o consumidor. Lisboa: Dom Quixote, 
1998. 
13. SALVATORE, D. Microeconomia. São Paulo: McGraw-Hill, 1981. 
14. Barre, R., 1981, Economie politique, Paris, Puf. 
15. Chevalier, J. –M., Introduction a Lanalyse economique 
16. Bilas, R., Teoria microeconomica 
17. Samuelson, P., Economia, Lisboa, Fundacao Calouste Gulben. 
 
 
 
 
 
 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
 
1. Os trabalhadores cujas rendas são inferiores a $10.000 atualmente 
estão isentos do pagamento de imposto de renda para o governo 
federal. Suponha que um novo programa governamental passe a 
garantir a cada trabalhador a quantia de $5.000, esteja tal trabalhador 
recebendo ou não alguma renda. Para toda a renda auferida até 
$10.000, o trabalhador passará a pagar um imposto de renda de 50% 
ao governo. Desenhe a linha do orçamento com que se defronta o 
trabalhador sob esse novo programa governamental. De que forma o 
programa tende a influenciar a curva de oferta da mão-de-obra dos 
trabalhadores? 
A linha do orçamento para trabalhadores sob este 
programa é uma linha reta ao nível de $5.000. Observa- 
se esta linha na figura e na tabela abaixo. Os 
trabalhadores ganharão $5.000 se trabalharem ou não. 
Se os trabalhadores trabalharem apenas para receber 
salário, isto é, caso não haja outros benefícios tais como 
“sair de casa” ou “ganhar experiência,” não há incentivo 
ao trabalho sob esse novo programa. Apenas 
remunerações gerando rendas superiores a $10.000 
resultarão em oferta positiva de mão-de-obra. 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
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Renda 
 
 
 
$10.000 
 
 
 
$5.000 
 
 
 
 
 
Milhares de horas por ano 
 
Figura 14.1 
 
 
Renda 
Renda 
Subsídio do Renda 
líquida de 
impostos governo total 
 
0 0 5.000 $5.000 
$1.000 500 4.500 5.000 
2.000 1.000 4.000 5.000 
3.000 1.500 3.500 5.000 
4.000 2.000 3.000 5.000 
5.000 2.500 2.500 5.000 
6.000 3.000 2.000 5.000 
7.000 3.500 1.500 5.000 
8.000 4.000 1.000 5.000 
9.000 4.500 500 5.000 
10.000 5.000 0 5.000 
2. Utilizando seus conhecimentos de receita do produto marginal, 
explique o seguinte: 
a. Um famoso jogador de tênis recebe $100.000 para participar 
de um comercial de TV de 30 segundos. O ator que faz o papel 
de seu parceiro em uma partida de duplas recebe apenas $500. 
A receita do produto marginal da mão-de-obra, 
RMgPL, é igual à receita marginal de uma unidade 
incremental de produção multiplicada pelo produto 
marginal de uma unidade incremental de mão-de-obra. 
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158 
 
 
 
 
No item 2a, o anunciante está disposto a aumentar suas 
despesas em publicidade até que um dólar extra 
investido em propaganda mais o custo extra de produção 
sejam iguais à receita extra proveniente do aumento das 
vendas. O famoso jogador de tênis é mais capaz de ajudar 
a aumentar a receita do que o ator. No equilíbrio, o 
jogador famoso ajuda a gerar $100.000 em receita. A 
remuneração do ator é determinada pela oferta e 
demanda de atores dispostos a jogar tênis com 
jogadores famosos. 
b. O presidente de uma empresa do setor de crédito e poupança 
em dificuldades financeiras recebe salários para não 
comparecer ao trabalho durante os últimos dois anos de seu 
contrato. 
A receita do produto marginal do presidente da 
empresa em dificuldades financeiras é negativa; 
portanto, a empresa estará em melhor situação se pagar 
para o presidente não comparecer. 
c. Uma aeronave jumbo com capacidade para 400 passageiros 
tem um preço mais alto do que outro modelo com capacidade 
para 250 passageiros, embora ambas tenham igual custo de 
fabricação. 
A capacidade da maior aeronave de gerar mais 
receita aumenta seu valor para a companhia aérea e, 
portanto, a companhia está disposta a pagar mais por 
ela. 
3. As demandas por fatores de produção relacionados a seguir têm 
apresentado elevação. O que você poderá concluir a respeito das 
variações das demanda de bens de consumo correlatos? Se elas 
permanecerem inalteradas, que outras explicações poderia haver 
para um aumento das demandas derivadas desses itens? 
a. Chips de memória de computador 
Em geral, um aumento na demanda de um produto 
aumenta a demanda pelos insumos usados na sua 
produção. O contrário não é necessariamente 
verdadeiro; isto é, um aumento na demanda dos 
insumos não necessariamente implica um aumento na 
demanda do produto final. A demanda de um insumo 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
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pode crescer devido a uma mudança na utilização de 
outros insumos no processo de produção. À medida que 
o preço de um insumo aumenta, sua demanda cai e a 
demanda por insumos substitutos aumenta. Neste caso, 
o aumento na demanda por computadores pessoais 
elevará a demanda de chips de memória. Não há 
substitutos para chips de memória de computador. 
b. Combustível de jatos para aeronaves de passageiros 
Com um aumento na demanda de viagens de avião, a 
demanda de combustível para aeronaves aumentará. 
Não há substitutos para combustível de aeronaves. 
c. Papel utilizado para impressão de jornais 
Se a circulação de jornais aumentar, a demanda por papel 
para impressão de jornais aumentará. 
d. Alumínio utilizado em latas de bebida 
Com um aumento na demanda de bebidas geladas, no 
verão, a demanda sazonal do alumínio aumenta. Se o 
vidro ou o plástico tiverem se tornado mais caros, então, 
isso poderá afetar a demanda de alumínio. Mudanças no 
mercado de alumínio reciclado podem afetar a demanda 
de alumínio novo. 
4. Suponha que haja dois grupos de trabalhadores, os 
sindicalizados e os não-sindicalizados. O Congresso aprova uma lei 
exigindo que todos os trabalhadores se sindicalizem. O que você 
esperaria que ocorresse com os níveis de remuneração dos antigos 
trabalhadores nãosindicalizados, bem como dos trabalhadores que já 
eramoriginalmente sindicalizados? O que você estaria presumindo a 
respeito do comportamento do sindicato? 
Em geral, nós esperamos que os trabalhadores 
nãosindicalizados estejam ganhando menos do que os 
sindicalizados. Se todos os trabalhadores fossem 
forçados a se sindicalizar, seria razoável esperar que os 
nãosindicalizados passassem a receber salários maiores 
do que antes, enquanto que, para os sindicalizados, os 
salários poderiam aumentar ou diminuir. Há alguns itens 
a serem considerados. Em primeiro lugar, sob a nova lei, 
o sindicato possuiria maior poder de monopólio, dado 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
160 
 
 
 
 
que deixaria de existir a competição por parte dos 
trabalhadores não-sindicalizados. Isso dá mais poder ao 
sindicato, o que significa que, em geral, salários mais 
altos poderão ser negociados. Entretanto, o sindicato 
passaria a ter mais membros com demandas a serem 
satisfeitas. Se os salários fossem mantidos em nível 
elevado, haveria menos emprego e, conseqüentemente, 
alguns trabalhadores previamente não-sindicalizados 
poderiam ficar desempregados. O sindicato pode desejar 
negociar uma parte do salário em troca da garantia de 
mais empregos. A renda média de todos os 
trabalhadores aumentará se a demanda de mão-de-obra 
for inelástica e cairá se a demanda de mão-de-obra for 
elástica. 
5. Suponha que a função de produção de uma empresa seja 
expressa por Q = 12L - L2, em que L varia de 0 a 6, onde L é o insumo 
mão-deobra por dia e Q é a produção diária. Derive e desenhe a curva 
de demanda da mão-de-obra da empresa se o produto for vendido por 
$10 em um mercado competitivo. Quantos 
trabalhadores serão contratados pela empresa quando a remuneração 
for de $30 por dia? E quando for de $60 por dia? (Dica: o produto 
marginal da mão-de-obra é 12 - 2L.) 
A demanda de mão-de-obra é indicada pela receita 
do produto marginal da mão-de-obra, dada pela 
multiplicação da receita marginal pelo produto marginal 
do trabalho: RMgPL = (RMg)(PMgL). Em um mercado 
competitivo, o preço é igual à receita marginal; portanto, 
RMg = 10. Temos que PMgL = 12 - 2L (a inclinação da 
função de produção). 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
161 
 
 
 
 
 
Salário 
120 
100 
 
80 
 
60 
 
40 
 
20 
 
1.5 3.0 4.5 6.0 Mão de obr 
 
Figura 14.5 
 
 
 
Portanto, RMgPL = (10)(12 - 2L). A quantidade de mão- 
deobra capaz de maximizar os lucros da empresa ocorre 
no ponto em que RMgPL = w. Se w = 30, então, no ponto 
de ótimo, 30 = 120 - 20L. Resolvendo para L obtemos 4,5 
horas por dia. Similarmente, se w = 60, resolvendo para 
L obtemos 3 horas por dia. 
6. O único empregador legal de militares nos EUA é o governo 
federal. Se o governo utilizar sua posição privilegiada monopsonística, 
quais critérios utilizará quando estiver determinando o número de 
soldados que serão recrutados? O que ocorreria se fosse 
implementado um sistema de recrutamento obrigatório pelo 
governo? 
Atuando como um monopsonista na contratação de 
soldados, o governo federal contrataria soldados até que 
o valor marginal do último soldado fosse igual à sua 
remuneração. Há duas implicações do poder de 
monopsônio do governo: menos soldados são 
contratados e eles recebem remuneração menor do que 
seu produto marginal. Quando um sistema de 
recrutamento obrigatório é implementado, um número 
ainda menor de soldados é contratado. A remuneração 
dos soldados voluntários cai, devido ao fato de a 
remuneração dos soldados contratados por 
recrutamento obrigatório ser bastante baixa. 
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Disciplina/Módulo:Microeconomia 
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7. A demanda por mão-de-obra em um setor industrial é obtida 
por meio da curva L = 1200 - 10w, onde L é a quantidade de mão-de- 
obra demandada por dia e w é a remuneração. A curva de oferta é 
obtida por meio de L = 20w. Qual será a remuneração de equilíbrio e a 
quantidade de mão-de-obra contratada? Qual será a renda econômica 
auferida pelos trabalhadores? 
A remuneração de equilíbrio é determinada no 
ponto onde a quantidade de mão-de-obra ofertada é 
igual à quantidade de mão-de-obra demandada: 
20w = 1.200 - 10w, ou w = $40. 
Inserindo esse valor na equação de oferta de mão- 
deobra ou na equação de demanda de mão-de-obra, 
obtemos que a quantidade de mão-de-obra de equilíbrio 
é 800: 
LS = (20)(40) = 800, 
 
e 
 
LD = 1.200 - (10)(40) = 800. 
 
A renda econômica é o somatório da diferença entre a 
remuneração de equilíbrio e a remuneração dada pela 
curva de oferta de mão-de-obra. Aqui, ela está 
representada pela área acima da curva de oferta de 
mãode-obra até L = 800 e abaixo da remuneração de 
equilíbrio. A área desse triângulo é (0,5)(800)($40) = 
$16.000. 
Salário 
120 
100 
90 
80 
70 
60 
50 
40 
30 Renda 
econômica 
20 
10 
LS = 20w 
w = $40 
 
 
 
LD = 1.200 - 10w 
Mão de obra 
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200 400 600 800 1.000 
 
 
Figura 14.7 
 
8. Este exercício é uma continuação do exercício 7. Suponha, 
agora, que a única mão-de-obra disponível seja controlada por um 
sindicato trabalhista monopolístico, disposto a maximizar a renda 
auferida pelos membros do sindicato. Qual será a quantidade de mão- 
de-obra contratada e qual sua remuneração? De que forma você 
poderia comparar esta resposta com a do exercício 7? Comente. (Dica: 
a curva da receita marginal do sindicato é obtida por meio da equação 
L = 600 - 5w.) 
Lembre que o monopolista escolhe seu nível de 
produção igualando a receita marginal ao custo marginal 
de ofertar uma unidade a mais de produção, ao contrário 
da empresa competitiva, que escolhe seu nível de 
produção igualando o preço ao custo marginal, ou, em 
outras palavras, produzindo onde a oferta intercepta a 
demanda. O sindicato trabalhista monopolístico age da 
mesma forma. Para maximizar a renda, nesse caso, o 
sindicato escolherá o número de trabalhadores 
contratados de modo que a receita marginal do sindicato 
(as remunerações adicionais ganhas) seja igual ao custo 
extra de induzir o trabalhador a trabalhar. Isso envolve 
escolher a quantidade de mão-de-obra no ponto onde a 
curva da receita marginal cruza a curva de oferta da mão- 
de-obra. Observe que a curva da receita marginal possui 
o dobro da inclinação da curva de demanda da mão-de- 
obra. A receita marginal é menor do que a remuneração 
porque quando mais trabalhadores são contratados, 
todos os trabalhadores recebem uma remuneração mais 
baixa. 
Igualando a curva de receita marginal à curva de oferta 
de mão-de-obra, obtemos: 
600 - 5w = 20w, ou w* = 24. 
Podemos determinar o número de trabalhadores que 
estão dispostos a trabalhar, inserindo w* na equação de 
oferta da mão-de-obra: 
L* = (20)(24) = 480. 
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Portanto, se o sindicato quiser maximizar a renda que os 
membros do sindicato ganham, deve limitar o número de 
empregados em 480. 
Para determinar a remuneração que os membros irão 
receber, insira L* na equação de demanda da mão- 
deobra: 
480 = 1.200 - 10w, ou w = 72. 
A renda total que os membros empregados do 
sindicato receberão é igual a: 
Renda = (72 - 24)(480) + (0,5)(24)(480) = $28.800. 
Isso é ilustrado na Figura 14.8. 
 
 
Salário 
 
120 
100 
90 
80 
70 
60 
50 
40 
30 
20 
10 
 
 
 
 
 
 
 
LS = 20w 
 
 
 
 
LD = 1.200 - 10w 
Mão de obra 
200 400 600 800 1.000 
 
 
 
Figura 14.8 
Observe que a remuneração é maior e o número de 
trabalhadores empregados é menor do que no Exercício 
(7). 
 
Exercícios de AVALIAÇÃO 
 
1. Os trabalhadores cujas rendas são inferiores a $10.000 
atualmente estão isentos do pagamento de imposto de rendapara o governo federal. Suponha que um novo programa 
 
 
 
 
 
 
 
Rentda 
econômica 
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governamental passe a garantir a cada trabalhador a quantia de 
$5.000, esteja tal trabalhador recebendo ou não alguma renda. 
Para toda a renda auferida até $10.000, o trabalhador passará a 
pagar um imposto de renda de 50% ao governo. Desenhe a linha 
do orçamento com que se defronta o trabalhador sob esse novo 
programa governamental. De que forma o programa tende a 
influenciar a curva de oferta da mão-de-obra dos trabalhadores? 
2. Utilizando seus conhecimentos de receita do produto marginal, 
explique o seguinte: 
a. Um famoso jogador de tênis recebe $100.000 para participar 
de um comercial de TV de 30 segundos. O ator que faz o papel 
de seu parceiro em uma partida de duplas recebe apenas $500. 
b. O presidente de uma empresa do setor de crédito e poupança 
em dificuldades financeiras recebe salários para não 
comparecer ao trabalho durante os últimos dois anos de seu 
contrato. 
c. Uma aeronave jumbo com capacidade para 400 passageiros 
tem um preço mais alto do que outro modelo com capacidade 
para 250 passageiros, embora ambas tenham igual custo de 
fabricação. 
3. As demandas por fatores de produção relacionados a seguir têm 
apresentado elevação. O que você poderá concluir a respeito das 
variações das demanda de bens de consumo correlatos? Se elas 
permanecerem inalteradas, que outras explicações poderia haver 
para um aumento das demandas derivadas desses itens? 
a. Chips de memória de computador 
b. Combustível de jatos para aeronaves de passageiros 
c. Papel utilizado para impressão de jornais 
d. Alumínio utilizado em latas de bebida 
4. Suponha que haja dois grupos de trabalhadores, os 
sindicalizados e os não-sindicalizados. O Congresso aprova uma lei 
exigindo que todos os trabalhadores se sindicalizem. O que você 
esperaria que ocorresse com os níveis de remuneração dos antigos 
trabalhadores nãosindicalizados, bem como dos trabalhadores que já 
eram originalmente sindicalizados? O que você estaria presumindo a 
respeito do comportamento do sindicato? 
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5. Suponha que a função de produção de uma empresa seja 
expressa por Q = 12L - L2, em que L varia de 0 a 6, onde L é o insumo 
mão-deobra por dia e Q é a produção diária. Derive e desenhe a curva 
de demanda da mão-de-obra da empresa se o produto for vendido por 
$10 em um mercado competitivo. Quantos trabalhadores serão 
contratados pela empresa quando a remuneração for de $30 por dia? 
E quando for de $60 por dia? (Dica: o produto marginal da mão-de- 
obra é 12 - 2L.)

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