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Doenças 
Infectocontagios
Kamila Tessarolo Velame
Shirley Pereira de Almeida
Kamila Tessarolo Velame
Shirley Pereira de Almeida
Belo Horizonte
Fevereiro de 2017
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOS
COPYRIGHT © 2017
GRUPO ĂNIMA EDUCAÇÃO
Todos os direitos reservados ao:
Grupo Ănima Educação
Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610/98. Nenhuma parte deste livro, sem prévia autorização por 
escrito da detentora dos direitos, poderá ser reproduzida ou transmitida, sejam quais forem os meios empregados: 
eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravações ou quaisquer outros.
Edição
DTCOM Comunicação e Educação
Diretor
Rogério Salles Loureiro
Gerentes de Operações
Denise Elisabeth Himpel
Gislene Garcia Nora de Oliveira
Coordenadora de Produção
Carolina Alcântara de Araújo Lopes
Parecerista
Renata Lacerda Prata Rocha
Ilustração e Capa
DTCOM Comunicação e Educação
Equipe EaD
Conheça 
a Autora
Kamila Tessarolo Velame possui graduação 
em Enfermagem pela Escola Superior de 
Ciências da Santa Casa de Misericórdia 
de Vitória – EMESCAM (2011), Mestrado 
em Doenças Infecciosas pela Universidade 
Federal do Espírito Santo – UFES (2017), 
Especialização em Gestão em Enfermagem 
pela Universidade Federal de São Paulo 
– UNIFESP (2014), Especialização em 
Docência no Ensino Superior pela Faculdade 
Lusocapixaba (2016), Especialização em 
Metodologia do Ensino em Ciências Biológicas. 
Atuou no Núcleo de Prevenção à Violência – 
NUPREVI da Secretaria Municipal de Vitória 
– ES auxiliando na investigação dos casos de 
violência e implementação do plano piloto da 
ficha de notificação compulsória de Violência 
Doméstica, Sexual e/ou outras Violências 
interpessoais. Atuou como professora de 
Biologia no pré-vestibular social Atitude no ano 
de 2016. Tem experiência na área de Doenças 
infecciosas, principalmente com relação às 
Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/
AIDS), adesão ao tratamento antirretroviral e 
terapia tríplice de alta eficácia.
Conheça 
a Autora
Shirley Pereira de Almeida possui graduação 
em Enfermagem e Obstetrícia pela Pontifícia 
Universidade Católica de Minas Gerais - 
PUCMG (1985), Graduação em Odontologia 
pela PUCMG (1989), Mestrado em Enfermagem 
pela Escola de Enfermagem da Universidade 
Federal de Minas Gerais (2006), Especialização 
em Homeopatia na Odontologia pelo Instituto 
Homeopático François Lamasson-Ribeirão 
Preto/SP, Especialização em Saúde da Família 
pela EEUFMG/NESCON/SMSA-PBH (Escola de 
Enfermagem/Núcleo Estudos Saúde Coletiva 
Faculdade Medicina da Univ. Federal Minas 
Gerais). Exerceu a função de Enfermeira em 
PSF na Prefeitura Municipal de Belo Horizonte 
no período de 2000 a 2006, referência técnica 
na Gerência de Atenção à Saúde (GERASA) 
no Distrito Sanitário Centro-sul da Prefeitura 
de Belo Horizonte 2007-2008, enfermeira 
de apoio às equipes de SF - PBH na APS 
durante o período de 2009 a 2011. Atuou 
como coordenadora e docente no curso de 
especialização em homeopatia da Escola 
Mineira de Homeopatia (1998-2006), com 
experiência docente nas seguintes disciplinas: 
Homeopatia em Odontologia, Filosofia 
homeopática, terapêutica homeopática. Desde 
2006 exerce a função docente no curso de 
graduação em enfermagem. Trabalhou como 
professora assistente no Centro Universitário 
Izabela Hendrix (2006-2009), no Centro 
Universitário UNA (2009 – 2011), atualmente 
na Faculdade de Ciências Médicas de Minas 
Gerais (2009 - atual). Coordenou o Estágio 
Supervisionado do 7º Período de Enfermagem 
do Centro Universitário UNA (2010 - 2011). 
Experiência docente nas áreas de Saúde 
Coletiva, Atenção Primária à Saúde, Estratégia 
de Saúde da Família, Promoção e Vigilância a 
Saúde, Metodologia da Pesquisa. Atualmente, 
ocupa o cargo de Gerente em Unidade Básica 
de Saúde no Município de Belo Horizonte 
e como docente na Faculdade de Ciências 
Médicas - Curso Enfermagem (disciplinas 
Enfermagem Saúde Coletiva I e II). 
NÍVEL DE ENSINO 
Graduação
CARGA HORÁRIA 
80h
Apresentação 
da disciplina
VÍDEO
Olá alunos! Sejam bem-vindos à disciplina de Doenças 
Infectocontagiosas! 
A situação de saúde no nosso país tem se modificado ao longo 
dos anos, com surgimento de outros agravos como as doenças 
crônicas não transmissíveis, as situações de violência e as doenças 
crônicas degenerativas. No entanto, as doenças infectocontagiosas 
e transmissíveis, as DICT, ainda representam um importante 
problema de saúde pública. 
No contexto histórico das DICT, observamos que algumas dessas 
doenças, que antes estavam sob controle, sem ocorrência de casos 
como a Dengue, reapareceram. Também temos outras doenças 
seculares que ainda persistem no Brasil e no mundo, como a 
tuberculose e a hanseníase. Outras, emergem no cenário brasileiro, 
como a AIDS, a Zika e o Chikungunya. Alguns fatores que têm 
contribuído para a ocorrência das DICT estão sendo destacados, 
tais como as transformações sociais que ocorreram no nosso país, 
o processo de urbanização sem controle, e de forma acelerada, as 
alterações ambientais, os desmatamentos, o processo de imigração 
e a facilidade de trânsito de pessoas entre os diversos países.
Nesse contexto, vamos estudar as doenças e agravos 
infectocontagiosos e transmissíveis de maior prevalência no 
cenário epidemiológico nacional, nas perspectivas tanto biológica 
quanto social. 
A proposta dessa disciplina é que você seja capaz de caracterizar o 
que é doença infectocontagiosa, bem como os principais agravos 
considerados como infectocontagiosos. Além disso, a proposta é 
que você relacione a terminologia utilizada no contexto das DICT 
e caracterize o modelo da História Natural das Doenças como 
https://player.vimeo.com/video/194081694
ferramenta para compreensão da ocorrência dessas doenças. Para 
isso, vamos discutir sobre o cenário nacional das DICT, considerando 
a ocorrência de novos agravos e o ressurgimento de alguns agravos, 
na atualidade. Destacamos, ainda, a importância de compreender 
o papel do enfermeiro no processo da assistência de enfermagem 
em DICT, desenvolvendo ações de prevenção e controle, bem como 
manejando o Sistema de Notificação Compulsória de Doenças.
Considerando o cenário nacional, algumas reflexões se fazem 
necessárias:
Quais fatores que tem contribuído para o ressurgimento e 
ocorrência desses agravos podemos destacar? Em que medida o 
papel que desempenhamos nos serviços de saúde contribuem, ou 
tem contribuído, para o controle das DICT? Que desafios devem ser 
superados? 
Assim, durante o percurso dessa disciplina, tente refletir sobre essas 
questões nos diversos momentos de estudo.
Essa disciplina conta com oito unidades. E, agora, vamos conhecer 
o assunto abordado em cada uma delas: 
Na unidade 1, vamos falar dos fundamentos das doenças 
infectocontagiosas. Na unidade 2, abordaremos o cenário nacional 
das doenças infectocontagiosas e a importância da vigilância 
em saúde. Já na unidade 3, vamos entender melhor as doenças 
infectocontagiosas víricas e imunopreveníveis e, depois, na unidade 
4, as doenças infectocontagiosas bacterianas e imunopreveníveis.
Na unidade 5, vamos falar das Infecções Sexualmente 
Transmissíveis – IST, seguidas das Doenças infectocontagiosas 
emergentes no cenário nacional atual na unidade 6. Nas unidades 
finais, vamos abordar as Doenças infectocontagiosas provocadas 
por protozoários, na unidade 7 e as Doenças infectocontagiosas 
provocadas por micobactérias, na unidade 8. 
Pretendemos que, ao final dessa disciplina, você seja capaz 
de discutir sobre o cenário das DICT, no Brasil, considerando a 
complexidade desse fenômeno e sua relação com a situação social 
e econômica do país. Por fim, pretendemos que você compreenda a 
importância do papel do enfermeiro nesse cenário. 
Temos uma grande jornada pela frente nessa disciplina. Desejo 
a vocês que aproveitem bastante, utilizem todos os recursos de 
aprendizagem para fixaro conteúdo, desenvolvendo as questões de 
fixação, assistindo as videoaulas, e participando do fórum. Lembre-
se que estes recursos irão te auxiliar na compreensão do conteúdo. 
Agradeço a atenção de vocês e bons estudos!
UNIDADE 1............................................................................................. 003
Fundamentos das Doenças Infectocontagiosas .................................................004
Conceitos e terminologia relacionados às doenças infectocontagiosas ......005
A História Natural da Doença e os 
fatores determinantes - o modelo BEINGS ...........................................................023
O papel do enfermeiro no contexto das doenças infectocontagiosas ............033
UNIDADE 2............................................................................................. 053
Cenário Nacional das Doenças Infectocontagiosas e a Importância da 
Vigilância em Saúde...................................................................................................054
Cenário Nacional das doenças infectocontagiosas ...........................................055
Doenças emergentes e reemergentes no cenário nacional .............................062
Papel do Ministério da Saúde (MS), das Secretarias Estaduais da Saúde (SES) 
e das Secretarias Municipais da Saúde (SMS) no controle das 
doenças infectocontagiosas ...................................................................................070
Legislação relacionada ao controle das doenças infectocontagiosas............075
A Vigilância em saúde das doenças infectocontagiosas ..................................082
O Sistema de Informação Nacional de Agravos de Notificação Compulsória 
(SINAN) .........................................................................................................................086
UNIDADE 3............................................................................................. 104
Doenças infectocontagiosas víricas e imunopreveníveis .......................................105
Considerações fisiopatológicas, clínicas, laboratoriais e epidemiológicas 
das doenças imunopreveníveis: rubéola, caxumba, sarampo, varicela, febre 
amarela e influenza ....................................................................................................106
Ações de Vigilância epidemiológica e principais medidas de prevenção 
controle da rubéola, caxumba, sarampo, varicela, febre amarela e influenza 119
Sistematização da Assistência de Enfermagem frente a rubéola, caxumba, 
sarampo, varicela, febre amarela e influenza .......................................................122
UNIDADE 4............................................................................................. 127
Doenças infectocontagiosas bacterianas e imunopreveníveis .........................128
Considerações fisiopatológicas, clínicas, laboratoriais e epidemiológicas 
das doenças imunopreveníveis: meningites 
(HiB, meningocócica, pneumococo), coqueluche e tétano ................................129
Vigilância epidemiológica e principais medidas de controle das meningites, 
da coqueluche e do tétano .......................................................................................142
Sistematização da Assistência de Enfermagem frente as meningites, 
a coqueluche e o tétano ............................................................................................144
UNIDADE 5............................................................................................. 151
Infecções sexualmente transmissíveis - IST.........................................................152
Considerações fisiopatológicas, clínicas, laboratoriais e epidemiológicas 
das infecções sexualmente transmissíveis: sífilis, aids, hepatites, HPV ........153
Vigilância epidemiológica e principais medidas de controle da sífilis, 
aids, hepatites, HPV ...................................................................................................169
Sistematização da Assistência de Enfermagem frente aos casos de sífilis, 
aids, hepatites e HPV .................................................................................................172
UNIDADE 7............................................................................................. 204
Doenças infectocontagiosas provocadas por protozoários ..............................205
Considerações fisiopatológicas, clínicas, laboratoriais e epidemiológicas 
das doenças infectocontagiosas provocadas por protozoários: 
malária, doença de chagas, leishmaniose visceral e tegumentar ....................206
Vigilância epidemiológica e principais medidas de controle da malária, 
doença de chagas, leishmaniose visceral e tegumentar ....................................225
Sistematização da Assistência de Enfermagem frente aos agravos: 
malária, doença de chagas, leishmaniose visceral e tegumentar ....................229
UNIDADE 6............................................................................................. 178
Doenças Infectocontagiosas emergentes no cenário nacional atual ..............179
Considerações fisiopatológicas, clínicas, laboratoriais e epidemiológicas 
das doenças infectocontagiosas provocadas pelo Aedes aegypti: 
dengue, zika, CKY .......................................................................................................180
Vigilância epidemiológica e principais medidas de controle da Dengue, 
Zika e Chikungunya ...................................................................................................195
Sistematização da Assistência de Enfermagem frente 
aos casos de dengue, zika, CKY ..............................................................................198
UNIDADE 8............................................................................................. 235
Doenças Infectocontagiosas provocadas por micobactérias: 
tuberculose e hanseníase .........................................................................................236
Considerações fisiopatológicas, clínicas, laboratoriais e epidemiológicas 
das doenças infectocontagiosas provocadas por micobactérias: 
tuberculose e hanseníase ........................................................................................237
Vigilância epidemiológica e principais medidas de controle da tuberculose 
e hanseníase ...............................................................................................................249
Sistematização da Assistência de Enfermagem frente aos agravos 
tuberculose e hanseníase .........................................................................................253
REFERÊNCIAS ....................................................................................... 263
UNIDADE
Fundamentos 
das Doenças 
Infectocontagiosas
• Conceitos e 
terminologia 
relacionados 
às doenças 
infectocontagiosas 
• A História 
Natural 
da Doença e os 
fatores 
determinantes - o 
modelo BEINGS
• O papel do 
enfermeiro 
no contexto 
das doenças 
infectocontagiosas
• Respostas 
Questões de 
Fixação
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
005
Conceitos e 
terminologia 
relacionados às doenças 
infectocontagiosas 
Vamos começar essa unidade, propondo uma reflexão para conectar 
a sua vida acadêmica e profissional com o conteúdo dessa disciplina. 
Todos os dias, nos chegam informações, nos noticiários, nas mídias 
sociais, na internet, sobre as doenças que acometem a população. 
Também acessamos informações sobre as enfermidades que 
afligiam a sociedade no passado, seja por curiosidade, em livros e 
na internet, seja por amigos e familiares. Com essas informações, 
a comparação é inevitável e podemos fazer uma reflexão que já nos 
permite compreender alguns conceitos importantes, relacionando 
ao contexto social e econômico da época, com as doenças que 
hoje acometem a população. As doenças que ocorriam em décadas 
anteriores, e que ainda ocorrem atualmente, são as doenças 
reemergentes. Tambémhá as doenças consideradas emergentes, 
que são as que tiveram um crescimento em incidência na população. 
Também há outros conceitos, que vamos ver mais adiante. 
Ao refletir sobre essas informações de períodos e contextos 
distintos, podemos estabelecer pontos divergentes e convergentes 
que podem explicar como se estabeleceu o atual cenário das 
doenças infectocontagiosas. Considerando os aspectos clínicos, 
epidemiológicos, socioeconômicos, e o impacto social dessas 
doenças para as famílias, sociedade e serviços de saúde.
Nesse tópico, vamos entender esses conceitos, tanto para explicar a 
ocorrência das doenças infectocontagiosas quanto para caracterizar 
os aspectos clínicos e epidemiológicos, principalmente, no contexto 
da vigilância dessas doenças. 
As doenças 
que ocorriam 
em décadas 
anteriores, e que 
ainda ocorrem 
atualmente, 
são as doenças 
reemergentes.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
006
Então, vamos começar entendendo o que são as doenças 
infectocontagiosas. São doenças causadas por um agente infeccioso 
ou por toxinas por ele produzidas, que podem ser transmitidos seja 
diretamente de uma pessoa ou animal infectado, ou indiretamente 
por meio de um hospedeiro intermediário, de natureza vegetal ou 
animal, de um vetor ou do meio ambiente inanimado. Esses agentes 
infecciosos podem ser vírus, bactérias ou parasitas (BRASIL, 2009). 
Por serem doenças transmitidas de um indivíduo a outro, ou de 
um animal a um indivíduo, as doenças infectocontagiosas são 
também denominadas como Doenças Transmissíveis. No nosso 
estudo vamos adotar o termo Doenças Infectocontagiosas e 
Transmissíveis, ou seja, DICT. 
Agora, vamos partir do conceito dado, para analisar o caso a seguir. 
Acompanhe!
DICT e suas terminologias na prática
Vamos acompanhar o caso da Senhora M.C.P.S, 37 anos. Ela compareceu 
à Unidade de Saúde da Família de São José, em 6 de fevereiro de 2017. 
Foi atendida pelo enfermeiro no acolhimento, apresentando as seguintes 
queixas: febre, cefaleia, mialgia, artralgia, náusea, diarreia, vômito, 
anorexia, dor nas panturrilhas e diminuição do volume urinário. Além 
disso, o enfermeiro observou que ela apresentava hiperemia de conjuntiva, 
icterícia, fotofobia e tosse seca. O enfermeiro buscou outras informações 
para caracterizar melhor o quadro. A paciente relatou que esses sintomas 
começaram subitamente há quatro dias atrás, quando ocorreu uma 
enchente no córrego próximo à casa em que morava, e que sua residência 
foi inundada. Nesse momento, ela tentou salvar os objetos pessoais e do 
domicílio, entrando em contato com essa água que também se misturou 
com o esgoto próximo. Ela relatou que nesse local existem muitos ratos, 
sendo motivo de reclamação junto ao Controle de Zoonoses local. 
Por serem doenças 
transmitidas de um 
indivíduo a outro, 
ou de um animal 
a um indivíduo, 
as doenças 
infectocontagiosas 
são também 
denominadas 
como Doenças 
Transmissíveis. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
007
Neste caso, o enfermeiro deverá levantar informações clínicas e 
epidemiológicas, necessárias para que haja suspeição de caso. Identificar 
as manifestações clínicas e suas características, além das informações 
referentes ao ambiente e a exposição. Na situação da Sra. M.C.P.S, além 
dos sintomas apresentados, ela teve exposição à água de esgoto. 
Os sintomas, a enchente e contato com agua contaminada levam a 
suspeitar de leptospirose, pois é definido como caso suspeito aquele 
indivíduo que apresente febre, cefaleia e mialgia além de estar presente 
o critério de exposição a enchentes, alagamentos, água de esgoto, bem 
como um dos critérios clínicos que é a icterícia e a possibilidade de 
insuficiência renal aguda, considerando o relato do baixo volume urinário. 
Nesse caso, é possível identificar o provável agente infeccioso, o modo de 
transmissão, o reservatório, o hospedeiro suscetível, o momento em que 
ocorreu a infecção e as manifestações clínicas da doença, a partir das 
informações relatadas pela Sra. M.C.P.S e que tem relação com a história 
natural da doença em questão, que é a Leptospirose. 
As informações relevantes ao caso foram os sintomas apresentados, 
a relação que pode ser feita entre o início dos sintomas, bem como as 
características dos mesmos, e o evento que favoreceu a ocorrência dos 
sintomas, a possível causa da doença/infecção, a forma de contágio que 
foi o contato com águas contaminadas, a condição de susceptibilidade da 
Sra. M.C.P.S para desenvolver a doença.
Nesse estudo de caso é possível destacar alguns termos 
relacionados à compreensão das doenças infectocontagiosas, 
sendo eles: caso suspeito, infecção, agente infeccioso, contato, 
hospedeiro, reservatório, transmissão.
Observe que, para a compreensão das DICT é fundamental conhecer 
as terminologias que fazem parte do cenário dessas doenças. 
Didaticamente podemos agrupar esses termos, considerando 
aqueles que caracterizam o agente etiológico/infeccioso; o 
hospedeiro e aspectos clínicos da doença, bem como aqueles 
relacionados aos aspectos epidemiológicos. 
Para a 
compreensão 
das DICT é 
fundamental 
conhecer as 
terminologias que 
fazem parte do 
cenário dessas 
doenças.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
008
Terminologias
Terminologia referente ao agente etiológico
Vamos começar com a definição dos termos relacionados ao agente 
etiológico. Toda terminologia deve vir de uma fonte amplamente 
aceita e nós adotamos Brasil (2009) e Maletta (2014), que você 
pode acompanhar a seguir. 
• Agente etiológico: é um agente infeccioso específico, 
responsável por provocar uma determinada doença. 
• Agente infeccioso: microrganismo capaz de provocar uma 
infecção ou doença. 
• Infecção: entrada, desenvolvimento, multiplicação de um 
agente infeccioso no organismo de uma pessoa ou animal, 
podendo provocar danos com ou sem aparecimento 
de sintomas clínicos. Melhor dizendo, a infecção é uma 
competição vital entre um agente etiológico animado e 
um hospedeiro, ou seja, é a luta pela sobrevivência entre 
dois seres vivos.
• Infecção Inaparente ou subclínica: entrada e multiplicação 
de um agente infeccioso, porém os danos que ocorrem não 
provocam sinais e sintomas ou esses não são perceptíveis.
• Infectividade: capacidade do agente etiológico se alojar e 
multiplicar-se no corpo do hospedeiro.
• Patogenicidade: capacidade de um agente biológico causar 
doença em um hospedeiro suscetível.
• Poder imunogênico (imunogenicidade): capacidade 
do agente biológico estimular a resposta imune no 
hospedeiro; conforme as características desse agente, a 
imunidade obtida pode ser de curta ou longa duração e de 
grau elevado ou baixo.
O agente 
etiológico é um 
agente infeccioso 
específico, 
responsável por 
provocar uma 
determinada 
doença.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
009
• Variabilidade: capacidade que o agente etiológico 
(infeccioso) tem de se adaptar às condições do hospedeiro 
e ambiente. 
• Viabilidade: capacidade que o agente etiológico (infeccioso) 
tem de sobreviver no meio ambiente ou exterior, ou seja, 
fora de seu hospedeiro. 
• Virulência: grau de patogenicidade de um agente infeccioso.
Terminologia referente ao hospedeiro
Quanto às terminologias que caracterizam os aspectos inerentes ao 
hospedeiro, alguns aspectos clínicos da doença merecem destaque. 
Vamos continuar com as definições dadas por Brasil (2009) e 
Maletta (2014). 
• Contaminação: ato ou momento em que uma pessoa ou 
objeto se converte em veículo mecânico de disseminação 
de determinado agente patogênico.
• Contato: pessoa ou animal que teve contato com pessoa ou 
animal infectado, ou com ambiente contaminado, criando 
a oportunidade de adquirir o agente etiológico. O contato 
pode ser direto ou indireto.
• Diagnóstico clínico: é o conhecimento e descrição de 
determinada doença com base nos sinais e sintomas 
clínicos que a caracterizam. 
• Doença:em latim dolentia significa “sentir ou causar dor, 
afligir-se, amargurar-se”. É um termo de difícil conceituação, 
podem ter várias definições, sendo algumas: “doenças como 
manifestações patológicas que se apresentam em nosso 
organismo”, “qualquer alteração em um organismo vivo 
que traga prejuízos ao seu funcionamento parcial ou total, 
pode apresentar sinais e sintomas. Algumas variações do 
termo são: doença oligossintomática (quando há presença 
de uma infecção, mas devido a imunidade preservada, não 
Quanto às 
terminologias que 
caracterizam os 
aspectos inerentes 
ao hospedeiro, 
alguns aspectos 
clínicos da 
doença merecem 
destaque. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
010
ocorre a doença ou ela se apresenta com poucos ou nenhum 
sintoma); doença sintomática (aquela doença que apresenta 
com sintomas); assintomática (aquela doença que não 
apresentou sintomas). 
• Doença Exantemática: determinadas doenças que 
apresentam como sintoma a presença de exantema, 
devendo ser realizado o diagnóstico diferencial entre as 
diversas doenças que apresentam esse sintoma e que 
fazem parte do grupo de doenças exantemáticas. Exemplos: 
Sarampo, Rubéola, Varicela, Escarlatina, Dengue. 
Para saber mais sobre exantema, acompanhe o conceito a seguir:
Conceito de exantema
Representa a vasodilatação microcirculatória que se manifesta 
como mancha avermelhada na pele, de variado aspecto, tamanho e 
textura. Apresentando-se sob diversas formas como: maculopapular, 
papulovesicular, petequial ou purpúrico, nodular, podendo ser puntiformes, 
difusas ou disseminadas. Podem ocorrer em consequência a doenças 
agudas provocadas por vírus, protozoários, bactérias, ou mesmo por 
doenças neoplásicas, autoimunes; ou reação a medicamentos. Tendem a 
desaparecer sob digitopressão.
• Doença Imunoprevenível: são as doenças que podem ser 
prevenidas a partir da administração de imunobiológicos, 
principalmente as vacinas. Exemplo: sarampo, que tem 
como principal medida de prevenção a vacina tríplice viral 
ou tetraviral (SPA). 
• Hospedeiro: organismo simples ou complexo, incluindo o 
homem, capaz de ser infectado por um agente específico.
• Hospedeiro definitivo: apresenta o parasita em fase de 
maturidade ou de atividade sexual.
Doença 
Imunoprevenível: 
são as doenças 
que podem 
ser prevenidas 
a partir da 
administração de 
imunobiológicos, 
principalmente as 
vacinas.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
011
• Hospedeiro intermediário: apresenta o parasita em fase 
larvária ou assexuada.
• Hospedeiro suscetível: qualquer pessoa ou animal que 
supostamente não possui resistência suficiente contra 
um determinado agente patogênico, que o proteja da 
enfermidade, caso venha a entrar em contato com o agente.
• Imunidade: resistência, usualmente associada à presença 
de anticorpos que têm o efeito de inibir microrganismos 
específicos ou suas toxinas, responsáveis por doenças 
infecciosas particulares. Didaticamente, tem-se que a 
imunidade pode ser humoral (produção linfócitos B) e 
celular (produção Linfócitos T). Pode-se classificar ainda 
como ativa (pós-infecção ou vacina) e passiva (congênita e 
artificial por imunoglobulinas e soro). 
• Período de incubação: intervalo entre a exposição efetiva 
do hospedeiro suscetível a um agente biológico e o início 
dos sinais e sintomas clínicos da doença no mesmo.
• Período de latência: intervalo entre a exposição a agentes 
patológicos e início dos sinais e sintomas da doença.
• Período prodrômico: lapso de tempo entre os primeiros 
sintomas da doença e o início dos sinais ou sintomas, que 
baseia o estabelecimento do diagnóstico.
• Período de transmissibilidade: intervalo de tempo durante 
o qual uma pessoa ou animal infectado elimina um agente 
biológico para o meio ambiente ou para o organismo de 
um vetor hematófago, sendo possível, portanto, a sua 
transmissão a outro hospedeiro.
• Portador: pessoa ou animal que apresenta, ou não, 
sintomas clinicamente reconhecíveis de determinada 
doença transmissível, ao ser examinado. Embora não 
apresente sintomas, pode estar albergando o agente 
etiológico respectivo. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
012
Para entender melhor esse termo, confira o conceito de Iceberg no 
recurso a seguir. 
Conceito de Iceberg
Em saúde pública, têm mais importância os portadores assintomáticos 
que os portadores sãos (ou sadios), potencialmente infectantes, que não 
estão doentes, porque, a infecção passa despercebida nos primeiros, e 
esse é o conceito de Iceberg. (JEKEL, KATZ, ELMORE, 2006).
Este é um conceito importante, então, vamos entender melhor na 
ilustração a seguir.
FIGURA 1 – Conceito de Iceberg em Doenças Infectocontagiosas 
Proporção de
casos clinicamente
discerníveis
Proporção de
casos não
discerníveis
clinicamente
Óbitos Casos graves
Manifestações clínicas moderadas
Linha do horizonte clínico
Infecção inaparente
Fonte: Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina
AUDIODESCRIÇÃO: Na imagem há um gráfico dividido em proporção de casos clinicamente discerníveis 
e a proporção de casos não discerníveis clinicamente. A infecção inaparente ocupa, em maior parte, a 
proporção de casos não discerníveis clinicamente. Na proporção dos discerníveis ficam os óbitos, as 
manifestações clínicas moderadas e os casos graves.
• Pródromos: sintomas indicativos do início de uma doença.
• Reservatório de agentes infecciosos (Fonte primária 
de infecção): qualquer ser humano, animal, artrópode, 
planta, solo, matéria ou uma combinação deles, no qual 
normalmente vive e se multiplica um agente infeccioso, que 
depende desse meio para sua sobrevivência, reproduzindo-
se de tal modo que pode ser transmitido a um hospedeiro 
suscetível. Também considerado como hospedeiro. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
013
• Suscetibilidade: resistência insuficiente contra um deter-
minado agente patogênico, que o proteja da enfermidade, 
caso venha a entrar em contato com o agente.
• Transmissão: transferência de um agente etiológico 
animado de uma fonte primária de infecção para um novo 
hospedeiro. Pode ocorrer de forma direta ou indireta. 
Vamos entender melhor? E, para entender melhor como se dão as 
diversas formas de transmissão, confira o recurso a seguir. 
Modos de Transmissão
Podemos fazer algumas distinções relacionadas à transmissão, tais como: 
Transmissão direta (contágio), que é a transferência do agente etiológico, 
sem a interferência de veículos. Na Transmissão direta imediata há um 
contato físico entre a fonte primária de infecção e o novo hospedeiro. 
Já a Transmissão direta mediata não há contato físico entre a fonte 
primária de infecção e o novo hospedeiro, a transmissão ocorre por meio 
das secreções oronasais (gotículas de Flügge). No caso da Transmissão 
indireta, a transferência do agente etiológico ocorre por meio de veículos 
animados ou inanimados, para que ela possa ocorrer é necessário que os 
microrganismos sejam capazes de sobreviver fora do organismo, durante 
um certo tempo, e que haja um veículo que os leve de um lugar a outro.
• Veículo: qualquer ser animado ou inanimado que transporta 
o agente etiológico/infeccioso.
• Vetor: é um ser vivo, no qual se passa, obrigatoriamente, uma 
fase do desenvolvimento de determinado agente etiológico. 
Erradicando-se o vetor biológico, desaparece a doença que 
transmite, nesse caso denomina-se como vetor biológico. O 
vetor pode ser também mecânico, nesse caso, trata-se do 
transporte mecânico do agente infeccioso por meio de um 
inseto terrestre ou voador, seja por contaminação de suas 
patas ou tromba ou pela passagem em seu trato intestinal, 
No caso da 
Transmissão 
indireta, a 
transferência do 
agente etiológico 
ocorre por meio de 
veículos animados 
ou inanimados.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
014
sem multiplicação ou desenvolvimento cíclico do micro-
organismo.
• Viremia: é a presença de vírus no sanguecirculante em 
um ser vivo, podendo ser identificado a partir do exame de 
sangue e verificação no plasma, a presença do vírus, sendo 
uma das formas mais eficientes de medir o progresso de 
uma doença viral.
• Zooantroponose: infecção transmitida aos animais, a partir 
de reservatório humano. Como exemplos, podemos citar 
esquistossomose mansônica, cisticercoses, tuberculose do 
homem no gado.
• Zoonoses: infecção ou doença infecciosa transmissível, 
sob condições naturais, de homens a animais e vice-versa. 
Exemplos: raiva, brucelose, leptospirose. 
Terminologia referente aos aspectos epidemiológicos
Agora, vamos entender os termos utilizados para caracterizar os 
aspectos epidemiológicos da doença, destacamos alguns de suma 
importância. Esses aspectos são definidos de acordo com Brasil 
(2009) e Maletta (2014), vamos entender a partir de agora. 
• Cadeia epidemiológica: é o esquema utilizado para 
descrever e entender as relações entre os diferentes 
elementos envolvidos no aparecimento de uma doença 
transmissível, também denominada como cadeia de 
infecção. Esse esquema organiza os elos que identificam 
os pontos principais da sequência contínua da interação 
entre o agente, o hospedeiro e o meio. 
• Caso: pessoa ou animal infectado ou doente, apresentando 
características clínicas, laboratoriais e/ou epidemiológicas 
específicas.
• Caso autóctone: caso contraído pelo enfermo na zona de 
sua residência.
Cadeia 
epidemiológica: é o 
esquema utilizado 
para descrever 
e entender as 
relações entre os 
diferentes elementos 
envolvidos no 
aparecimento 
de uma doença 
transmissível, 
também denominada 
como cadeia de 
infecção.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
015
• Caso confirmado: pessoa de quem foi isolado e identificado 
o agente etiológico, ou de quem foram obtidas outras 
evidências epidemiológicas e/ou laboratoriais da presença 
do agente etiológico. 
Vamos entender melhor com o recurso a seguir. 
Confirmação do caso
A confirmação do caso está sempre condicionada à observação dos 
critérios estabelecidos para definição de caso, que, por sua vez, está 
relacionada ao objetivo do programa de controle da doença e/ou do 
sistema de vigilância. A confirmação do caso pode ser por critério clínico, 
epidemiológico e laboratorial.
• Caso esporádico: caso que, segundo informações disponí-
veis, não se apresenta epidemiologicamente relacionado a 
outros já conhecidos.
• Caso índice: primeiro, entre vários casos, de natureza similar 
e epidemiologicamente relacionados. O caso índice é muitas 
vezes identificado como fonte de contaminação ou infecção.
• Caso importado: caso contraído fora da zona onde se fez o 
diagnóstico. O emprego dessa expressão dá a ideia de que 
é possível situar, com certeza, a origem da infecção numa 
zona conhecida.
• Caso suspeito: pessoa cuja história clínica, sintomas e 
possível exposição a uma fonte de infecção sugerem que 
possa estar ou vir a desenvolver alguma doença infecciosa.
• Caso primário: é o primeiro caso que apresentou determinada 
doença, em situação de surto, sendo responsável como 
sendo a fonte de origem de casos posteriores. 
A confirmação do 
caso está sempre 
condicionada 
à observação 
dos critérios 
estabelecidos para 
definição de caso, 
que, por sua vez, 
está relacionada 
ao objetivo do 
programa de 
controle da doença 
e/ou do sistema de 
vigilância. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
016
• Caso Secundário: é o caso que se segue ao primário, logo 
após a exposição junto ao caso primário durante o período 
de contágio desse, que apresenta os sintomas da doença 
logo após o período de incubação da doença. 
• Doenças reemergentes: são aquelas doenças que foram 
controladas, ou erradicadas, mas que foram reintroduzidas, 
novamente, em determinada área ou região. Um exemplo: 
dengue, febre amarela. 
• Doenças emergentes: são as doenças relacionadas a 
descoberta de agentes desconhecidos ou que expandiram 
para áreas em que não havia a ocorrência dessa doença (áreas 
indenes). Podemos entender a partir dos exemplos da Zika e 
CYK, que não tinham tido ocorrência em território brasileiro. 
• Epidemiologia: vamos considerar a etimologia da palavra, 
epi = sobre; demio = povo; logos = estudo. Assim, vemos que 
epidemiologia é o estudo sobre o que afeta a população. Busca 
estudar o comportamento das doenças em uma população a 
partir de variáveis ligadas ao tempo (quando), ao espaço físico 
ou lugar (onde) e à pessoa (quem). Assim, estuda a frequência, 
a distribuição e os determinantes dos problemas de saúde em 
populações humanas, bem como a aplicação desses estudos 
no controle dos eventos relacionados com saúde.
• Epidemia: manifestação, em uma coletividade ou região, 
de um corpo de casos de alguma enfermidade que excede 
claramente a incidência prevista. Exemplos: Dengue, 
Chikungunya, Zika vírus. 
Quer saber mais? Então, confira o recurso a seguir. 
Doenças emergentes 
são as doenças 
relacionadas 
a descoberta 
de agentes 
desconhecidos ou 
que expandiram para 
áreas em que não 
havia a ocorrência 
dessa doença (áreas 
indenes).
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
017
Como saber se é uma epidemia
O número de casos, que indica a existência de uma epidemia, varia com o 
agente infeccioso, o tamanho e as características da população exposta, sua 
experiência prévia ou falta de exposição à enfermidade e local e época do ano 
em que ocorre. Assim, a epidemia tem relação com a frequência comum da 
doença na mesma: região-população-estação do ano. Dependendo do tipo 
de doença, o aparecimento de um único caso de doença transmissível, que 
durante um lapso de tempo prolongado não havia afetado uma população 
ou que invade pela primeira vez uma região, requer notificação imediata e 
investigação minuciosa de campo; dois casos dessa doença, associados 
no tempo ou espaço, podem ser evidência suficiente de uma epidemia. Por 
exemplo, 1 caso de Poliomielite no Brasil, na atualidade, é condição de toda 
uma gama de investigação e ações de controle.
• Endemia: presença contínua de uma enfermidade, ou 
agente infeccioso, em uma zona geográfica determinada; 
pode também expressar a prevalência usual de uma doença 
particular numa zona geográfica. Como por exemplo: 
malária, febre amarela, doença de chagas. 
Esse termo possui algumas variações, vamos ver no recurso a 
seguir? Acompanhe! 
Variações do termo endemia
Outros termos relacionados a endemia são: hiperendemia que significa 
a transmissão intensa e persistente, atingindo todas as faixas etárias; e 
holoendemia, um nível elevado de infecção que começa a partir de uma 
idade precoce e afeta a maior parte da população jovem, como, por exemplo, 
a malária em algumas regiões do globo.
O número de 
casos, que indica 
a existência de 
uma epidemia, 
varia com o 
agente infeccioso, 
o tamanho e as 
características da 
população exposta, 
sua experiência 
prévia ou falta 
de exposição à 
enfermidade e local 
e época do ano em 
que ocorre. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
018
• Evento sentinela: é a ocorrência e detecção de doença 
que poderia ter sido prevenida, de incapacidade ou morte 
inesperada, que serve como um sinal de alerta, pois é um 
evento que não deveria acontecer e se acontece, é porque 
a qualidade da assistência, da terapêutica ou prevenção 
devem ser questionadas e avaliadas.
• Foco de infecção: ponto delimitado de onde se irradia a 
infecção.
• Fonte de infecção: pessoa, animal, objeto ou substância a 
partir do qual o agente é transmitido para o hospedeiro.
• Fonte de infecção primária ou reservatório: é o responsável 
pela existência de determinado agente etiológico na 
natureza, sem ele o agente etiológico desaparecerá. 
• Incidência: número de casos novos de uma doença, 
ocorridos em uma população particular, durante um período 
específico de tempo.
• Inquérito epidemiológico: levantamento epidemiológico 
feitopor coleta ocasional de dados, quase sempre por 
amostragem, que fornece dados sobre a prevalência de 
casos clínicos ou portadores em determinada comunidade.
• Letalidade: mede a gravidade da doença, medida de risco 
de uma população morrer por determinada doença.
• Pandemia: epidemia de uma doença que afeta pessoas em 
muitos países e continentes. Um exemplo de pandemia foi 
a ocorrência, em diversos países, do H1N1.
• Prevalência: número de casos clínicos ou de portadores 
existentes em um determinado momento, em uma 
comunidade, dando uma ideia estática da ocorrência do 
fenômeno. Pode ser expressa em números absolutos ou 
em coeficientes.
Pandemia é 
epidemia de uma 
doença que afeta 
pessoas em muitos 
países e continentes. 
Um exemplo de 
pandemia foi a 
ocorrência, em 
diversos países, do 
H1N1.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
019
• Surto epidêmico: ocorrência de dois ou mais casos 
epidemiologicamente relacionados. 
• Taxa de ataque: taxa de incidência acumulada, usada 
frequentemente para grupos particulares, observados por 
períodos limitados de tempo e em condições especiais, 
como em uma epidemia. As taxas de ataque são 
usualmente expressas em porcentagem.
• Taxa de incidência: medida do risco de uma pessoa em 
contrair uma doença específica, em determinado local e ano. 
Considerando os diversos termos apresentados, vamos ler a notícia 
a seguir, que vai nos conduzir a uma reflexão. Acopanhe!
Sarampo está eliminado do Brasil
Desde julho de 2015, o Brasil não registra nenhum caso de 
sarampo. Após um ano sem a doença, a circulação endêmica do 
vírus do sarampo foi considerada interrompida no país, segundo a 
presidente do Comitê Internacional de Avaliação e Documentação 
da Eliminação do Sarampo, Merceline Dalh-Regis. O Brasil tinha tido 
uma redução drástica na incidência de sarampo entre 1985 até 2000 
e ficou sem registrar casos autóctones até março de 2013, quando 
um novo surto eclodiu em Pernambuco e no Ceará. 
Houve surtos também em 2014 e 2015, principalmente nesses dois 
estados. Ele observa, porém, que não se pode baixar a guarda. “O 
risco de reintrodução existe sempre, por isso é importante que, 
mesmo com doenças controladas, manter a cobertura vacinal.” 
Segundo o Ministério da Saúde, a expectativa é que o Brasil receba 
o certificado de eliminação do sarampo pela OMS até o fim de 2016. 
Fonte: LENHARO, Mariana. Sarampo está eliminado do Brasil, segundo 
comitê internacional. G1 Globo, 26 jul. 2016. Disponível em: <http://
g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/07/sarampo-esta-eliminado-
do-brasil-segundo-comite-internacional.html>. Acesso: 20 abr. 2017.
Taxa de incidência 
é a medida do risco 
de uma pessoa 
em contrair uma 
doença específica, 
em determinado 
local e ano.
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/07/sarampo-esta-eliminado-do-brasil-segundo-comite-internacional.html
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/07/sarampo-esta-eliminado-do-brasil-segundo-comite-internacional.html
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/07/sarampo-esta-eliminado-do-brasil-segundo-comite-internacional.html
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
020
Agora, para entender o papel do enfermeiro no combate às DICT 
imunopreveníveis, vamos destacar um trecho para análise: “Ele 
observa, porém, que não se pode baixar a guarda. “O risco de 
reintrodução existe sempre, por isso é importante que, mesmo com 
doenças controladas, manter a cobertura vacinal”.” 
Até aqui já caminhamos bastante discutindo sobre o conceito 
de DICT, bem como sobre os diversos termos utilizados no 
contexto dessas doenças, conceitos e termos importantes para 
compreendermos e discutirmos sobre o cenário dessas doenças.
E para entender melhor esse contexto, vamos assistir a nossa 
primeira videoaula. Acompanhe!
Videoaula
“Conceitos e terminologia relacionados 
às doenças infectocontagiosas”
Autora: Shirley Pereira de Almeida
E agora, vamos responder as duas primeiras questões de fixação?
QUESTÃO 1 - “No Brasil, em 2015, ocorreram 91 mil casos de Zika, 
802 mil de dengue e 39 mil de chikungunya, três doenças provocada por 
um arbovírus e transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, disse hoje (26) 
o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do 
Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch”.
Fonte: LEAL, Aline. Brasil vive tríplice epidemia de vírus transmitidos pelo Aedes 
aegypti. Empresa Brasil de Comunicação, 26 abr. 2016. Disponível em: <http://
agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-04/brasil-vive-triplice-epidemia-
de-virus-transmitidos-pelo-aedes-aegypti>. Acesso em: 20 abr. 2017.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
https://player.vimeo.com/video/194081760
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-04/brasil-vive-triplice-epidemia-de-virus-transmitidos-pelo-aedes-aegypti
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-04/brasil-vive-triplice-epidemia-de-virus-transmitidos-pelo-aedes-aegypti
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-04/brasil-vive-triplice-epidemia-de-virus-transmitidos-pelo-aedes-aegypti
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
021
Vamos analisar as seguintes afirmações: 
I - Ocorre uma transmissão direta imediata que é aquela em que há um 
contato físico entre a fonte primária de infecção e o novo hospedeiro.
II - Ocorre uma transmissão direta mediata em que não há contato físico 
entre a fonte primária de infecção e o novo hospedeiro.
III - Ocorre a transmissão indireta a partir da transferência do agente 
etiológico por meio de veículos.
IV - Ocorre uma transmissão a partir da transferência de um agente 
etiológico de uma fonte primária de infecção para um novo hospedeiro.
Considerando os modos de transmissão das doenças citadas acima, 
podemos dizer que é correto o que se afirma em:
a. I, apenas.
b. I e IV, apenas.
c. II e IV, apenas.
d. I, II e IV, apenas.
e. III e IV, apenas.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
 
QUESTÃO 2 - “No Brasil, em 2015, ocorreram 91 mil casos de Zika, 
802 mil de dengue e 39 mil de chikungunya, três doenças provocada por 
um arbovírus e transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, disse hoje 
(26) o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis 
do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch. Com relação à dengue, em 
janeiro e em fevereiro de 2016 o número de casos foi 50% maior que 
no mesmo período de 2015. A tendência, no entanto, é que as ações de 
combate ao mosquito, intensificadas em janeiro, reduzam a ocorrência de 
casos novos das doenças”.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
022
Observe as seguintes afirmações: 
I - O texto acima informa sobre o agente infeccioso das três doenças e o modo 
de transmissão.
II - O texto acima informa que houve uma endemia em 2015 e que está prevista 
uma epidemia em 2016.
III - O texto acima informa sobre o vetor responsável pela ocorrência das três 
doenças e o hospedeiro suscetível.
IV - O texto acima informa sobre dados de prevalência das três doenças e de 
incidência dessas doenças.
Fonte: LEAL, Aline. Brasil vive tríplice epidemia de vírus transmitidos pelo Aedes 
aegypti. Empresa Brasil de Comunicação, 26 abr. 2016. Disponível em: <http://
agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-04/brasil-vive-triplice-epidemia-
de-virus-transmitidos-pelo-aedes-aegypti>. Acesso em: 20 abr. 2017.
Considerando as informações contidas no texto acima, é correto o que se 
afirma em:
a. Nas opções I, III e IV.
b. Nas opções I, II e III.
c. Nas opções II e III.
d. Nas opções I, II e IV.
e. Nas opções I, II, III e IV.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Os termos relacionados às DICT apresentados no decorrer do 
tópico são essenciais para compreender o processo envolvido na 
ocorrência das doenças infectocontagiosas e os fatores envolvidos 
nesse processo. Esse é o tema do próximo tópico, que apresentará 
a História Natural da Doença. Nosso propósito é caracterizaro 
modelo da História Natural das Doenças como ferramenta para a 
compreensão da ocorrência das doenças infectocontagiosas, que 
possibilita identificar os elementos que compõe a Tríade Ecológica 
e a Cadeia Epidemiológica, que são esquemas que representam os 
elementos envolvidos na ocorrência das doenças. 
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-04/brasil-vive-triplice-epidemia-de-virus-transmitidos-pelo-aedes-aegypti
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-04/brasil-vive-triplice-epidemia-de-virus-transmitidos-pelo-aedes-aegypti
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-04/brasil-vive-triplice-epidemia-de-virus-transmitidos-pelo-aedes-aegypti
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
023
A História Natural 
da Doença e os 
fatores determinantes - 
o modelo BEINGS
Neste tópico, vamos caracterizar o modelo da História Natural das 
Doenças (HDN) como ferramenta para a compreensão da ocorrência 
das doenças infectocontagiosas. Para começar, precisamos 
entender o que é História Natural da Doença, ou HND, certo? Então, 
vamos refletir sobre esse termo. Como contamos uma história? Que 
elementos podem estar envolvidos em uma história? Que cenário, 
pessoas, objetos? E na HND, o que você pensa a respeito? 
Pensando nisso, podemos caracterizar a HND como um recurso, 
ou um modelo que possibilita descrever como as doenças ocorrem. 
Como toda história, tem um princípio, meio e fim, sendo que esse 
fim, o desfecho da história, pode ser negativo, se ocorrer a morte, ou 
positivo, se houver a cura. 
Sabemos que, ao longo da história, os conceitos de saúde e doença 
se transformaram, como resultados do contexto, da organização 
da sociedade, da evolução da ciência e das pesquisas sobre o 
assunto, surgindo a partir disso, teorias e modelos explicativos do 
processo saúde-doença, que contribuíram para a compreensão 
e descrição da HND das diversas doenças que hoje conhecemos. 
Assim, destacamos como elementos dessa história, o agente 
etiológico, o hospedeiro, o meio ambiente e todos os fatores de 
risco relacionados a cada um desses elementos. 
Conceitualmente, consideramos a História Natural da Doença (HND) um 
modelo descritivo do curso da doença a partir da inter-relação entre os 
elementos envolvidos no processo de adoecimento, que são o agente, o 
hospedeiro e o meio ambiente (TIETZMANN, 2014; BUSATO, 2016). 
Conceitualmente, 
consideramos a 
História Natural da 
Doença (HND) um 
modelo descritivo 
do curso da 
doença a partir 
da inter-relação 
entre os elementos 
envolvidos no 
processo de 
adoecimento, que 
são o agente, o 
hospedeiro e o 
meio ambiente.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
024
A HND surge quando as discussões sobre o processo saúde-doença 
começam, na busca por teorias e modelos explicativos que ajudem a 
compreender esses processos. Uma das teorias que se consolidou 
a partir da década de 1960, a teoria multicausal da doença, descreve 
o processo saúde-doença como dependente da inter-relação 
entre diversos elementos que compõem esse processo, ou seja, 
dependente da relação do homem com o agente infeccioso e o meio 
ambiente, considerando a variável tempo e outros fatores envolvidos. 
O modelo explicativo proposto por Leavell e Clark (LEAVELL; CLARK, 
1976), denominado como modelo da Tríade Ecológica de Leavell 
Clark, também considera a multicausalidade das doenças. Esse 
modelo busca explicar, de maneira mais dinâmica e sistematizada, 
o desenvolvimento da doença, que depende do constante estado de 
equilíbrio entre os elementos dessa tríade. Esses elementos são o 
agente, o hospedeiro e o meio ambiente, incluindo também outro 
elemento que é o vetor, que pode estar presente na HND de algumas 
doenças específicas. 
Esse modelo pode ser representado pelo esquema do fluxograma 
abaixo.
FLUXOGRAMA 1 – Tríade Ecológica Leavell e Clark
HOSPEDEIRO
AGENTE MEIO AMBIENTE
VETOR
Fonte: Elaborado por Shirley Pereira de Almeida.
O modelo proposto 
por Leavell e Clark 
busca explicar, 
de maneira 
mais dinâmica e 
sistematizada, o 
desenvolvimento 
da doença, que 
depende do 
constante estado 
de equilíbrio entre 
os elementos 
dessa tríade.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
025
Outro modelo explicativo utilizado para descrever como as doenças, 
principalmente as DICT, acontecem é a partir da compreensão 
da Cadeia Epidemiológica. Para que uma determinada doença 
aconteça é necessário que ocorra uma sequência de eventos, de 
forma cíclica. Essa sequência de eventos recebe o nome de Cadeia 
Epidemiológica. Ela ocorre a partir do momento em que o hospedeiro 
elimina um agente etiológico no meio ambiente. O agente atinge e 
infecta um novo hospedeiro, a partir de um modo de transmissão 
específico, evolui e é novamente eliminado. 
Entender esse processo e os eventos envolvidos, é fundamental 
para que possamos saber o que fazer, onde e como agir, de que 
maneira podemos interromper essa cadeia para evitar que a doença 
se dissemine. 
Assim, apresentamos os eventos que se constituem como elos 
da Cadeia Epidemiológica, utilizando o esquema apresentado na 
figura abaixo. 
FLUXOGRAMA 2 – Cadeia Epidemiológica
Fonte de Infecção
F.I.
Via de Eliminação
V.E.
Meio de Transmissão
M.T.
Porta de Entrada
P.E.
Hospedeiro Suscetível
H.S.
Fonte: Elaborado por Shirley Pereira de Almeida.
Analisando esse esquema representativo da Cadeia Epidemiológica, 
vamos fazer uma reflexão, considerando as seguintes questões: 
quem hospeda e transmite o agente infeccioso? Como é denominado 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
026
o momento em que o agente infeccioso sai do hospedeiro? Como 
se chama o recurso utilizado pelo agente infeccioso para chegar 
até outro hospedeiro? E como se denomina o momento em que o 
agente penetra em outro hospedeiro? 
Bem, vamos entender isso, começando por verificar que quem 
hospeda e transmite o agente infeccioso é a F.I., Fonte de Infecção. 
O momento em que o agente infeccioso sai do hospedeiro é 
denominado V.E., Via de Eliminação. O recurso que o agente 
infeccioso se utiliza para chegar até outro hospedeiro é o M.T., Meio 
de Transmissão. E, por fim, o evento em que acontece de o agente 
penetrar em outro hospedeiro é a P.E., Porta de Entrada.
Agora, considerando o modelo da Tríade Ecológica de Leavell e Clark 
e da Cadeia Epidemiológica, podemos compreender a HND a partir 
do entendimento do conceito e dos processos envolvidos.
Para isso, vamos analisar o esquema a seguir que mostra o ciclo da 
esquistossomose. 
FLUXOGRAMA 3 – Ciclo da esquistossomose
Pessoa doente
Ovos nas fezes
Larva ciliada miracídio
Larvas cercárias
Caramujo planorbídeo
(hospedeiro
intermediário)
Penetração ativa na pele
que provoca coceira
Nas veias do mesentério,
no intestino humano, 
os vermes adultos copulam, 
formando ovos
Fonte: Elaborado por Shirley Pereira de Almeida.
O recurso que o 
agente infeccioso 
se utiliza para 
chegar até outro 
hospedeiro é o 
M.T., Meio de 
Transmissão. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
027
Analisando o fluxograma, é possível identificar os três elementos 
da Tríade Ecológica de Leavel e Clark e a sequência de eventos 
da Cadeia Epidemiológica da doença esquistossomose. Podemos 
relacionar os elementos presentes na Tríade Ecológica e identificar 
cada um dos eventos dessa cadeia. Vamos lá!
Primeiro, identificamos o hospedeiro infectado que é a pessoa 
doente (F.I.), o hospedeiro definitivo, uma pessoa (H.S.), o hospedeiro 
intermediário, que é o caramujo planorbídeo, o agente etiológico, que 
são as larvas cercárias (Schistosoma mansoni), e o meio ambiente 
(rio, água, mata, solo). O Modo de Transmissão (M.T.) se dá através 
do contato do homem com águas contaminadas por larvas cercárias, 
que penetram na pele (P.E.) do indivíduo, que se torna o hospedeiro 
definitivo (H.S.). É possível verificar que o agente etiológico passa 
por determinadas fases, desde a eliminação dos ovos de S.Mansoni 
através das fezes (V.E.) do hospedeiro infectado, no meio ambiente, 
próximo a margens de rios, até a transformação desses ovos em larva, 
que infecta o caramujo (hospedeiro intermediário). Essa larva sai do 
caramujo, na forma cercária, e penetra na pele da pessoa. Assim, o 
organismo do indivíduo sofre modificações, em razão da deposição de 
ovos de S. Mansoni nas veias do mesentério e no interior do intestino. 
Como vimos, é possível contar a história de como acontece a 
esquistossomose, ou seja, a HND Esquistossomose, utilizando 
para isso, tanto o modelo da Tríade Ecológica, quanto da Cadeia 
Epidemiológica. 
Observamos que no processo da HND, que decorre dessas inter-
relações que envolvem o agente, o hospedeiro e o meio ambiente, a 
partir de um estímulo patológico, uma série de eventos acontece. As 
consequências ou o desfecho do caso dependerá da capacidade de 
resposta do indivíduo a esse estímulo, podendo levar a alterações 
orgânicas reversíveis ou irreversíveis, desde a invalidez, recuperação 
ou morte, se nenhum tratamento for instituído. 
É possível contar 
a história de 
como acontece a 
esquistossomose, 
ou seja, a HND 
Esquistossomose, 
utilizando para isso, 
tanto o modelo da 
Tríade Ecológica, 
quanto da Cadeia 
Epidemiológica.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
028
Assim, é importante destacar outros aspectos presentes na 
HND, que são as fases e períodos que a compõe, bem como os 
fatores relacionados aos elementos que a compõem e que estão 
representados na Tríade Ecológica de Leavell e Clark (1976). 
Vamos compreender o recurso do Mapa Conceitual da HND, como 
vemos na figura a seguir, para refletir e discutir sobre o assunto. 
FIGURA 2 – Mapa Conceitual da HND
Fatores relacionados ao agente: morfologia,
infectividade, patogenicidade, virulência,
imunogenicidade, variabilidade, viabilidade.
Fatores relacionado ao hospedeiro: espécie,
raça, sexo, idade, estado civil, ocupação,
condição clínica, características genéticas,
estado imunológico e emocional,
suscetibilidade individual.
Fatores relacionados ao meio ambiente:
clima, topografia, hidrografia, temperatura,
ventos, umidade do ar, solo,flora, fauna.
Condições socioeconômicas (habitação,
comunicação, padrões culturais).
HISTÓRIA NATURAL E PREVENÇÃO DE DOENÇAS (*)
HORIZONTE CLÍNICO
PROMOÇÃO
DE SAÚDE
PROTEÇÃO
ESPECÍFICA
DIAGNÓSTICO
PRECOCE E
TRATAMENTO
IMEDIATO
LIMITAÇÃO DE
INCAPACIDADE
REABILITAÇÃO
Prevenção Primária Prevenção Secundária PrevençãoTerciária
NÍVEIS DE APLICAÇÃO DAS MEDIDAS PREVENTIVAS
Período de Patogênese
(*) LEAVEL & CLARK, 1976.
Período de Pré-Patogênese
Inter-relação entre
AGENTE, SUSCETÍVEL E
AMBIENTE que produzem
ESTÍMULO à doença INTERAÇÃO SUSCETÍVEL - ESTÍMULO REAÇÃO
Morte
Alterações de tecidos
Recuperação
Defeito, invalidez
Sinais e Sintomas}
 
Fonte: Elaborado por Shirley Pereira de Almeida, adaptado de ROUQUAYROL (1999). 
Ao analisar a figura, percebemos que a HND se desenvolve a partir 
de duas fases, ou períodos, que são: O Período de Pré-Patogênese 
(interesse epidemiológico) e o Período de Patogênese (interesse 
clínico-patológico). (ROUQUAYROL, 1999; BRASIL, 2009; MALETTA, 
2014; TIETZMANN, 2014; BUSATO, 2016).
Na primeira fase, Pré-Patogênese: identificamos que se trata de 
um período em que ocorrem as relações entre o agente-hospedeiro 
suscetível-ambiente, que irá produzir o estímulo para que a doença 
ocorra. Lembrando que os fatores inerentes a cada um desses 
elementos, que interagem entre si, podem alterar o curso ou desfecho 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
029
da doença, ou seja, devem ser considerados os fatores de risco 
relacionados a cada um dos elementos da Tríade Ecológica, HND. 
Mais adiante discutiremos sobre isso, utilizando o acrônimo BEINGS.
Na segunda fase, identificamos como sendo o período de 
Patogênese, momento em que a doença segue o seu curso e 
evolução no indivíduo. É o período em que dois elementos que 
interagem, exclusivamente, o agente e o hospedeiro, com as 
primeiras ações do agente sobre o hospedeiro, seguindo-se 
as alterações bioquímicas em nível celular, continuando com 
as alterações na forma e na função, evoluindo para alterações 
permanentes, cronicidade, morte ou cura. 
Nesse momento, devemos considerar os fatores relacionados ou 
condições pré-existentes do agente e do hospedeiro (local onde a 
doença se processa progressivamente). As modificações biológicas 
e alterações clínicas que acontecem no hospedeiro, tais como febre, 
mialgia, artralgia, cefaleia, e outras tantas próprias de uma doença 
específica, são de suma importância e interesse dos profissionais 
de saúde para a tomada de decisões.
Ao analisar o Mapa Conceitual da HND, comentamos os fatores de 
risco relacionados a cada um dos elementos da Tríade Ecológica e 
presentes na HND. Mas o que são Fatores de Risco? 
Fatores de Risco são considerados toda e qualquer situação capaz 
de aumentar a probabilidade de ocorrência de uma doença ou 
agravo à saúde. Identificar esses fatores e sua relação com a forma 
que as doenças ocorrem é questão fundamental para definir as 
estratégias e ações de prevenção das doenças, para interromper o 
curso da doença ou para evitar prejuízos maiores para os indivíduos 
(ROUQUAYROL, 1999; BRASIL, 2009; MALETTA, 2014; TIETZMANN, 
2014; BUSATO, 2016). 
Fatores de Risco 
são considerados 
toda e qualquer 
situação capaz 
de aumentar a 
probabilidade de 
ocorrência de 
uma doença ou 
agravo à saúde.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
030
Para sintetizar as características de cada um dos fatores de risco 
e auxiliar na fixação das mesmas, vamos utilizar uma forma de 
agrupamento a partir do uso do acrônimo BEINGS. 
Cada letra desse acrônimo representa um agrupamento de fatores. 
Vamos observar no quadro que segue.
QUADRO 1 – Acrônimo BEINGS
Modelo BEINGS
LETRA FATORES CARACTERÍSTICAS AGRUPADAS
B
Biológicos e 
Comportamentais
Risco que pode ser influenciado pelo sexo, idade, peso, densidade 
óssea e vários outros fatores, bem como o comportamento humano. 
E Entorno (ambientais) Risco influenciado pelo ambiente e suas condições.
I Imunológicos
Risco influenciado pelas características do sistema imunológico 
do indivíduo.
N Nutricionais
A alimentação também se relaciona à incidência de doenças, 
considerando a carência ou exagero no consumo de alimentos.
G Genéticos
São os riscos inerente ao organismo biológico, são os mais 
difíceis de serem alterados, apesar de observarmos os avanços 
das pesquisas e tecnologias nessa área. 
S
Sociais, espirituais 
e de serviços de 
saúde – Políticas 
Públicas
Sabemos que fatores sociais e espirituais têm efeitos sobre a doença 
e a saúde, apesar de não estar muito clara sua influência. Porém, vale 
lembrar do termo resiliência, inerente à capacidade do indivíduo em 
superar situações de adoecimento. No que se refere aos serviços 
de saúde e políticas públicas, destaca-se a dificuldade de acesso, 
os erros de diagnósticos e condutas inadequadas, a ineficiência das 
políticas públicas. Tudo isso pode trazer prejuízos, malefícios para os 
indivíduos. Essas situações são consideradas iatrogênicas. 
Fonte: Elaborado por Shirley Pereira de Almeida, adaptado de JEKEL; KATZ; ELMORE, 2006; ROUQUAYROL (1999).
Como vimos no quadro, os fatores de risco que favorecem ou não a 
ocorrência das DICT, estão presentes tanto ao indivíduo quanto no 
ambiente. Os fatores relacionados ao indivíduo têm relação com sua 
condição biológica, imunológica, genética, comportamental, sobre seus 
hábitos, o contexto social no qual está inserido, bem como o acesso 
que ele tem ou não aos serviços de saúde e as políticas de saúde. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
031
E também, devemos lembrar do modelo de determinação social, 
que podemos ver no recurso a seguir.
Modelo da determinação social
O modelo da determinação social do processo saúde-doença é 
considerado no contexto da formulação doconceito ampliado de saúde. 
Nele, diversos fatores, tais como os citados no acrônimo BEINGS, são 
relacionados à situação de doença.
No que se refere ao Entorno, podemos destacar várias condições 
ambientais que podem levar as pessoas a desenvolverem 
doenças tanto infectocontagiosas quanto outras, como as 
doenças respiratórias agudas e crônicas, doenças crônicas não 
transmissíveis, doenças degenerativas. 
Se nos concentrarmos nas DICT, os fatores ambientais mais 
relevantes são: as condições climáticas, a temperatura, a hidrografia, 
o solo, a flora e fauna, situação e tipo de habitação.
Ainda considerando o quadro do Acrônimo BEINGS, até aqui 
tratamos das fases que constituem a HND, os fatores de 
risco envolvidos com os elementos que a compõe, aspectos 
fundamentais para tomada de decisões, que irão impedir o curso 
da doença. Essas decisões são tomadas no sentido de implementar 
ações específicas como definidas por Leavell e Clark (1979) por 
níveis de medidas de prevenção, considerando os cinco níveis de 
aplicação, assim discriminados: 
• Prevenção Primária (1º Nível: Promoção de Saúde; 2º Nível: 
Proteção Específica); 
• Prevenção Secundária (3º Nível: Diagnóstico Precoce e 
Tratamento Imediato); 
No que se refere 
ao Entorno, 
podemos destacar 
várias condições 
ambientais que 
podem levar 
as pessoas a 
desenvolverem 
doenças tanto 
infectocontagiosas 
quanto outras, 
como as doenças 
respiratórias 
agudas e crônicas, 
doenças crônicas 
não transmissíveis, 
doenças 
degenerativas. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
032
• Prevenção Terciária (4º Nível: Limitação dos danos e 
incapacidades; 5º Nível: Reabilitação). 
Fazendo uma análise do Modelo BEINGS, identificamos que um fator 
de risco importante no cenário da HND não está aparecendo. Você 
consegue identificar que fator de risco é esse? Observe e analise. 
Apesar do modelo BEINGS não apresentar o fator de risco 
relacionado ao agente infeccioso, ou etiológico, foi apresentado no 
Mapa Conceitual sobre HND, algumas características relacionadas 
a esse fator que, também, podem contribuir para a ocorrência das 
DICT, com destaque para as seguintes características: infectividade, 
a virulência, a patogenicidade, a variabilidade, a viabilidade. 
Agora, vamos revisar o que discutimos neste tópico? Assista a 
nossa segunda videoaula. 
Videoaula
“A História Natural da Doença (HND) e 
os fatores determinantes - o modelo 
BEINGS”
Autora: Shirley Pereira de Almeida
E agora, para fixar melhor o conteúdo, responda a mais uma questão 
de fixação. 
QUESTÃO 3 - O Modelo explicativo proposto por Leavell e Clark 
(LEAVELL; CLARK, 1976), denominado como modelo da Tríade Ecológica 
de Leavell Clark, considera a multicausalidade das doenças. Esse 
modelo busca explicar, de maneira mais dinâmica e sistematizada, o 
desenvolvimento das doenças infectocontagiosas a partir da inter-relação 
entre três elementos, que constituem essa tríade, podendo ser mediada 
por um quarto elemento. 
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
https://player.vimeo.com/video/194081787
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
033
Considerando os elementos envolvidos no modelo citado acima, analise as 
afirmativas abaixo e classifique em (V) para verdadeiras ou (F) para falsas.
(  ) Hospedeiro é todo organismo simples ou complexo, incluindo o homem, 
infectado por um agente específico.
(  ) A capacidade de um agente biológico causar doença em um hospedeiro 
suscetível, dependerá da sua patogenicidade.
(  ) Para que a doença infectocontagiosa ocorra, é necessária a presença de 
um vetor.
(  ) Os quatro elementos descritos por Leavell e Clark na Tríade Ecológica são: 
o hospedeiro, o Modo de Transmissão, o Agente e a Via de Eliminação. 
Assinale a alternativa que tenha a ordem correta das resposta. 
f. F, V, F, V.
g. V, V, F, V.
h. F, V, F, F.
i. F, F, F, V.
j. V, V, F, F.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
O papel do 
enfermeiro no 
contexto das doenças 
infectocontagiosas
Agora que compreendemos a parte mais básica de terminologia e 
modelos que nos ajudam na compreensão da ocorrência das doenças 
infectocontagiosas, vamos entender o papel do enfermeiro no contexto 
das DICT, passando pelo processo de enfermagem e SAE. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
034
Quando analisamos o cenário das DICT, em nosso país, observamos 
que houve diminuição na incidência e prevalência de algumas 
doenças, principalmente as imunopreveníveis. Mas também houve 
o reaparecimento de algumas delas, como o sarampo, rubéola, febre 
amarela, coqueluche, em função das baixas coberturas vacinais. 
No entanto, ainda observamos que muitas dessas doenças ainda 
persistem na nossa sociedade e outras doenças que no passado 
estavam sobre controle, ressurgiram. Também vemos o surgimento 
de novas doenças no cenário brasileiro, o que traz grande impacto 
tanto para os profissionais e serviços de saúde, quanto para as 
pessoas, famílias e comunidades. 
Por isso, observamos a importância de os enfermeiros 
compreenderem as especificidades do processo de trabalho e da 
assistência necessária para cuidar dos indivíduos que apresentem 
alguma DICT, em qualquer nível de atenção à saúde, e a importância 
de instituir ações de prevenção de doença e promoção de saúde, 
sejam individuais ou coletivas, para o controle dessas doenças. 
Para tanto, o enfermeiro precisa ter domínio sobre os conhecimentos 
que irão subsidiar a sua prática profissional, buscando analisar o 
contexto das DICT e situá-las no contexto epidemiológico nacional. 
Nesse conjunto de conhecimentos necessários, observamos a 
necessidade de entender os conceitos básicos e termos utilizados, de 
relacionar os fatores envolvidos no processo das DICT e reconhecer 
as influências desses fatores para a ocorrência e evolução dessas 
doenças, comparar as manifestações clínicas e epidemiológicas, 
visando diferenciar as DICT e estabelecer o diagnóstico. 
Além disso, o enfermeiro precisa saber manejar e aplicar os diversos 
conhecimentos e instrumentos disponíveis para o controle dessas 
doenças, bem como estar atento e preocupando-se com as mudanças 
no cenário das DICT, pesquisando sobre o assunto, se atualizando e 
desenvolvendo competências fundamentais para a prática profissional.
O enfermeiro precisa 
ter domínio sobre os 
conhecimentos que 
irão subsidiar a sua 
prática profissional, 
buscando analisar o 
contexto das DICT e 
situá-las no contexto 
epidemiológico 
nacional. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
035
Assim, ao conhecer os passos de uma investigação epidemiológica 
de casos, seja frente a uma situação de surto ou epidemia, podemos 
identificar os elementos específicos da Tríade Ecológica de Leavell e 
Clark e compreender a sequência de eventos que ocorrem na Cadeia 
Epidemiológica, entendendo-a como uma relação complexa entre 
seus diversos componentes e nos ajudando a desenvolver a HND. 
Esse conhecimento é fundamental para a tomada de decisões na 
realização de intervenções que possam romper com essa cadeia, no 
caso das DICT, visando impedir que essas doenças se disseminem 
na população.
Na figura a seguir, ilustramos a importância da atualização 
constante no trabalho do enfermeiro. 
FIGURA 3 – O enfermeiro precisa estar sempre atualizado
Fonte: Thomas Andreas / Shutterstock
AUDIODESCRIÇÃO: Uma enfermeira acessando informações variadas em um tablet.
Para refletir sobre o papel do enfermeiro frente às DICT, precisamos 
estabelecer quais conhecimentos o enfermeiro deve conquistar para 
manejar os instrumentos e ferramentas disponíveis, que contribuem 
compreender e implementar ações de controle das DICT. Que 
instrumentos ou ferramentas são essas? 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
036
Bem, para compreender bem isso, temos alguns instrumentos que o 
enfermeiro pode utilizar: 
• Inquérito epidemiológico ou investigação epidemiológica, 
que irá possibilitar a identificaçãodos elementos da Cadeia 
Epidemiológica e construção da HND; 
• As fichas SINAN, de notificação de doenças. 
Esses são instrumentos fundamentais para as ações de vigilância 
epidemiológica das DICT. Eles são úteis para a assistência aos 
indivíduos acometidos pelas DICT, considerando as ações de 
cuidados necessários a esses indivíduos. Podemos ver essas ações 
na Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), que pode 
ser desenvolvida em qualquer nível de atenção à saúde, no ambiente 
hospitalar, nas unidades básicas de saúde, nas instituições públicas 
quanto na suplementar. 
Agora, vamos compreender os elementos da SAE e pensar seu uso 
frente às DICT. Mas primeiro, vamos conceituar o que é SAE e como 
podemos pensá-la no contexto das DICT. 
A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é uma ação 
norteadora da prática do enfermeiro, realizada de forma lógica, que 
permite ao enfermeiro organizar o processo de trabalho de forma 
autônoma, possibilita fazer julgamentos e tomar decisões. A SAE 
possibilita realizar uma assistência prestada de forma segura e com 
qualidade, otimizando recursos, auxilia na avaliação do cuidado 
prestado, seguindo uma metodologia que norteará as atividades da 
equipe de Enfermagem (MURTA, 2007; TANURE, PINHEIRO, 2010).
Outros instrumentos que possibilitam organizar a assistência de 
enfermagem, ou seja, a sistematizar a assistência, são: os protocolos 
e fluxos assistenciais, a escala de atividades dos funcionários e o 
processo de enfermagem. 
A Sistematização 
da Assistência 
de Enfermagem 
(SAE) é uma ação 
norteadora da prática 
do enfermeiro, 
realizada de forma 
lógica, que permite 
ao enfermeiro 
organizar o processo 
de trabalho de forma 
autônoma, possibilita 
fazer julgamentos e 
tomar decisões.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
037
Vale lembrar que existem vários protocolos, definidos pelo Ministério 
da Saúde, direcionados às várias DICT. Eles são importantes para 
sistematizar as informações, descrevem as doenças, definem condutas 
de tratamento e controle, as atribuições dos diversos profissionais de 
saúde envolvidos, e também relacionam os fluxos assistenciais. 
Quer saber mais? Confira no recurso a seguir. 
Protocolos e Fluxos assistenciais
Sobre Protocolos e Fluxos Assistenciais, acesse o site do Ministério da 
Saúde. http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/biblioteca
Bem, dentre essas ferramentas que contribuem para a prática do 
enfermeiro, temos o Processo de Enfermagem (PE) que é um 
método que permite sistematizar a assistência de enfermagem, 
sendo essa uma atividade inerente ao enfermeiro e definida segundo 
a Lei do Exercício Profissional, a Lei n. 7.498 de 25/06/86 (HORTA, 
1979; MURTA, 2007; TANURE, PINHEIRO, 2010). 
 O PE foi proposto por Wanda Aguiar Horta na década de 1970. De 
acordo com Horta (1979), o Processo de Enfermagem visa uma 
assistência que atenda às necessidades humanas básicas do 
cliente, que foram afetadas no processo saúde-doença.
O PE pode ser dividido em seis fases. No quadro a seguir, podemos 
ver um esquema com as fases do processo de enfermagem. 
Dentre essas 
ferramentas 
que contribuem 
para a prática do 
enfermeiro, temos 
o Processo de 
Enfermagem (PE) 
que é um método 
que permite 
sistematizar a 
assistência de 
enfermagem, 
sendo essa uma 
atividade inerente 
ao enfermeiro e 
definida segundo 
a Lei do Exercício 
Profissional, a Lei 
n. 7.498 de 25/06/86.
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/biblioteca
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
038
QUADRO 2 – Esquema do PE com suas seis fases ou etapas
Histórico de 
Enfermagem
Levantamento de dados e identificação de problemas.
Anamnese (entrevista e exame físico) e levantamento dos problemas 
encontrados.
Diagnóstico de 
Enfermagem
Identificação das necessidades humanas que apresentem algum 
comprometimento. 
Plano 
Assistencial
A partir dos diagnósticos levantados são definidas as estratégias da assistência 
a ser prestada ao paciente. 
Prescrição de 
Enfermagem
Também chamada de plano de cuidados, sistematiza as ações a serem 
implementadas com o usuário, com o intuito de resolver os problemas 
encontrados.
Evolução de 
Enfermagem
Constitui um registro das modificações que vão ocorrendo com o paciente 
durante a implementação da prescrição de enfermagem. 
Prognóstico de 
Enfermagem
Permite avaliar as ações desenvolvidas para determinar se o resultado final 
foi benéfico ao paciente. Caso não o seja, é o momento de readequar o plano 
assistencial e as prescrições de enfermagem. 
Fonte: Elaborado por Shirley Pereira de Almeida, 2017.
Como podemos observar no quadro, o PE é constituído por seis 
fases, ou etapas, interdependentes e sequenciais, que são: 
1. Histórico de Enfermagem, HE; 
2. Diagnóstico de Enfermagem, DE; 
3. Planejamento de Enfermagem, PE; 
4. Implementação de Enfermagem, IE; 
5. Avaliação de Enfermagem ou Evolução de Enfermagem, EE; 
6. Prognóstico de Enfermagem. 
Agora, para compreender o processo, vamos discutir cada uma das 
etapas do PE a partir da descrição do que compõe cada uma delas, 
de acordo com o que Horta (1979) descreve.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
039
1ª Etapa: Histórico de enfermagem (HE) ou Coleta de Dados
Essa etapa é constituída por entrevista e exame físico. A entrevista 
investiga a situação de saúde do cliente ou da comunidade, 
identificando os hábitos, os problemas de saúde e as necessidades 
de intervenções. 
a. Identificação: - nome por extenso; - enfermaria, leito; - 
registro; - sexo e idade; - estado civil; - filhos e respectivas 
idades; - procedência; - nacionalidade; - ocupação com 
detalhes; - grau de instrução; - religião (praticante ou não); - 
data de admissão; - que via foi admitido (ambulatório ou PS).
b. Hábitos: - Meio ambiente: condições de moradia, água, 
esgoto, lixo, luz; - Cuidado corporal: banhados, unhas, cabelo, 
raspagem de pelos (tricotomia); - Eliminações: hábitos 
intestinais e urinários, tabus, menstruação; - Alimentação; - 
Sono e repouso; - Exercícios e habilidades físicas; - Recreação; 
- Manutenção da saúde exame médico periódico.
c. Problemas de saúde: - o que o paciente acha da sua doença; 
- que doenças já teve e suas experiências com hospitais; - 
métodos ou preocupações: do hospital, da cirurgia, algum 
outro; - fase da doença: grave, crônica ou outra; - resultados 
dos exames.
O exame físico consiste em verificar os seguintes aspectos: 
• As condições gerais: vestuários, condição mental, expressão 
facial, locomoção, peso, altura, fumo, etilismo;
• Os sinais vitais: frequência e características (pulso, 
respiração, pressão arterial e temperatura); 
• A realização de quatro passos: inspeção, palpação, 
percussão e ausculta, o que requer conhecimento teórico e 
habilidades técnicas apropriadas para ser realizado.
A Etapa de Histórico 
de Enfermagem ou 
Coleta de Dados 
é constituída por 
entrevista e exame 
físico.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
040
No recurso a seguir, destacamos informações importantes sobre o 
Histórico de Enfermagem. Acompanhe!
Histórico de Enfermagem
Algumas recomendações para realização do Histórico de Enfermagem são: 
• Deve ser feito com autorização do paciente; 
• Ter um formulário para registro dos dados de identificação, ou seja, 
prontuário; 
• Deve ser realizado pelo enfermeiro quando o paciente for admitido, 
preferencialmente, ou nas 24h ou 48h seguintes; 
• Deve ser direcionado objetivamente para as alterações, queixas e 
condições de risco; 
• Deve conter assinatura e número COREN do enfermeiro. 
2ª Etapa – Diagnóstico de Enfermagem (DE)
Nessa etapa, o enfermeiro analisa os dados coletados, avalia o 
estado de saúde da pessoa através da identificação e avaliação de 
problemas de saúde presentes ou potenciais.
Com base nessas avaliações, o enfermeiro realiza um julgamento 
clínico e para definir o melhor diagnóstico, a melhor intervenção e os 
efeitos desta intervenção.Assim, o DE é definido como a identificação das necessidades 
básicas do ser humano que precisa de atendimento, sendo definido, 
também pelo enfermeiro, o grau de dependência deste atendimento 
em natureza e extensão, sendo que o grau de dependência pode ser 
parcial ou total. 
Os DE mais utilizados são NANDA e CIPE. Porém, podem ser 
elaborados de acordo com os protocolos da instituição. 
o DE é definido 
como a identificação 
das necessidades 
básicas do ser 
humano que precisa 
de atendimento, 
sendo definido, 
também pelo 
enfermeiro, o grau de 
dependência deste 
atendimento em 
natureza e extensão
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
041
3ª Etapa – Planejamento de Enfermagem (PE)
É o planejamento das intervenções de Enfermagem, da assistência 
que o paciente deve receber a partir da análise e definição do DE, 
considerando o exame das alterações, das necessidades afetadas 
e o grau de dependência. Lembrando que o grau de dependência vai 
requerer do enfermeiro e da equipe de enfermagem: 
F A O S E
Fazer Ajudar Orientar Supervisionar Encaminhar 
Assim, o planejamento das intervenções deve ser direcionado a 
alcançar os resultados esperados, a prevenir, resolver ou controlar 
as alterações encontradas durante o Diagnóstico.
Vamos entender mais sobre os sistemas de classificação da 
enfermagem no recurso a seguir. 
Sistemas de Classificação da Enfermagem
Em relação aos Sistemas de classificação para prática de enfermagem, 
considerando as intervenções e resultados, temos no Brasil: NIC (Nursing 
Interventions Classification); NOC (Nursing Outcomes Classification) e a CIPE 
(Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem) (BARROS, 2009).
4ª Etapa – Implementação de Enfermagem (IE)
Essa etapa, refere-se à concretização do plano de assistência, 
momento em que as ações e intervenções, planejadas na etapa 
anterior, são realizadas pela equipe de enfermagem, norteadas 
por um roteiro assistencial que irá coordenar as ações da equipe 
de enfermagem na execução dos cuidados para atender as 
necessidades básicas específicas do cliente. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
042
5ª Etapa – Avaliação – Evolução de Enfermagem (EE)
Essa etapa consiste em um processo contínuo e sistematizado de 
avaliação das mudanças que ocorreram com a pessoa, a família 
ou comunidade, verificando se os resultados foram atingidos, 
se as intervenções (IE) foram efetivas e se serão necessárias 
adaptações ou modificações no planejamento das intervenções. 
Para registro dessas avaliações são utilizados alguns indicadores 
como qualificadores de avaliação que são: Ausente ou Presente; 
Melhorado ou Piorado; Mantido ou Resolvido.
Essa é a etapa em que é realizada a evolução de enfermagem, ou 
seja, momento em que o paciente é avaliado, sendo que a frequência 
dessa avaliação-evolução do paciente pode ser realizada a cada 24 
horas, de forma complementar ou na alta.
6ª Etapa – Prognóstico de Enfermagem
O Prognóstico de Enfermagem indicará as condições que a pessoa 
poderá atingir na alta médica, o que se espera que ela possa atingir, 
em face das condições e intervenções realizadas, se terá total 
independência ou se estará dependente de cuidados.
Vale ressaltar a importância das Anotações de Enfermagem, ou 
seja, o registro das respostas do paciente perante o PE e ao cuidado 
prestado, logo após sua execução, bem como o registro das 
intercorrências. 
Para saber mais, podemos seguir o recurso a seguir.
A Avaliação é a 
etapa em que 
é realizada a 
evolução de 
enfermagem, ou 
seja, momento em 
que o paciente é 
avaliado, sendo 
que a frequência 
dessa avaliação-
evolução do 
paciente pode ser 
realizada a cada 
24 horas, de forma 
complementar ou 
na alta.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
043
SAE e PE
Recomendamos a leitura de um artigo que evidencia a importância da 
padronização do processo de comunicação entre os profissionais da área 
de enfermagem. É um assunto importante para aprofundar o conteúdo 
sobre SAE e PE. 
ANDRADE, Lidiane Lima de; et al. Diagnósticos de enfermagem para clientes 
hospitalizados em uma clínica de doenças infectocontagiosas. Revista da 
Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 47, n. 2, p. 448-455, Abril, 2013. 
Disponível em: <www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-
62342013000200025&lng=en&nrm=iso>. Acesso: 24 abr. 2017.
Relembrando, então, as fases do PE temos: Histórico, Diagnóstico, 
Planejamento (plano assistencial), Implementação (desenvolvimento 
das ações e intervenções), Evolução (avaliação dos resultados das 
ações), Prognóstico (prenunciar, fazer uma previsão dos resultados 
que poderão ser alcançados). Ressaltamos que o PE é dinâmico, que 
cada uma das etapas está inter-relacionada, influenciando uma a outra. 
Para a Sistematização da Assistência junto a pessoas com 
DICT, devemos buscar instituir o PE aliado ao conhecimento das 
características de cada DICT, em específico. Isso quer dizer, que 
devemos conhecer a HND das DICT para que no HE busquemos 
os dados significativos, tanto clínicos, quanto sociodemográficos e 
epidemiológicos, que permitirão definir o caso, inicialmente, como 
suspeito de determinada DICT. 
Isso é importante para identificar os problemas e definir o 
diagnóstico (DE), relacionado às necessidades do indivíduo, o que 
possibilita definir o plano de cuidados. Nessa etapa, devemos 
pensar em planejar tanto as ações de cuidado individual, quanto as 
coletivas, já que nas DICT, a família e comunidade podem estar sob 
o risco de adoecerem. Assim, após a implementação do plano, fazer 
Para a 
Sistematização da 
Assistência junto a 
pessoas com DICT, 
devemos buscar 
instituir o PE aliado 
ao conhecimento 
das características 
de cada DICT, em 
específico.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342013000200025&lng=en&nrm=iso
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342013000200025&lng=en&nrm=iso
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
044
a reavaliação do caso é fundamental para readaptações do plano e 
estabelecimento de prognósticos. 
Agora, quer saber mais? Leia o recurso a seguir. 
Características das doenças infectocontagiosas
Sobre as características das diversas doenças infectocontagiosas, 
bem como possíveis diagnósticos, tratamento e medidas de controle, 
recomendamos as seguintes referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. 
Departamento de Vigilância Epidemiológica. Guia de vigilância epidemiológica. 
Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento 
de Vigilância Epidemiológica. 7. ed. 816 p. – (Série A. Normas e Manuais 
Técnicos). Brasília: Ministério da Saúde, 2009. Disponível em: < http://bvsms.
saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_epidemiologica_7ed.pdf>. 
Acesso em: 25 abr. 2017. 
OPAS. Módulos de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades. 
Organização Pan-Americana da Saúde. Ministério da Saúde. Módulo 2: Saúde 
e doença na população / Organização Pan-Americana da Saúde, 48 p.: il. 7 
volumes. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; Ministério da Saúde, 
2010. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/modulo_
principios_epidemiologia_2.pdf>. Acesso em: 25 abr. 2017.
Agora que chegamos ao final e, para relembrarmos o que 
discutimos, assista a nossa terceira videoaula, onde vamos 
compreender os pontos principais sobre o papel do enfermeiro nas 
DICT e os recursos que podem ser utilizados frente a ocorrência 
dessas doenças. 
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_epidemiologica_7ed.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_epidemiologica_7ed.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/modulo_principios_epidemiologia_2.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/modulo_principios_epidemiologia_2.pdf
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
045
Videoaula
“O Papel do enfermeiro no contexto 
dasdoenças infectocontagiosas”
Autora: Shirley Pereira de Almeida
Agora, vamos responder as duas últimas questões de fixação. Para 
isso, fique atento, pois ambas têm o mesmo contexto. 
QUESTÃO 4 - Para responder as questões 4 e 5 discursivas, leia e 
analise o texto e o caso clínico apresentados abaixo.
Ascaridíase é uma doença parasitária causada pelo Ascaris lumbricoides, 
um helminto vulgarmente denominado de lombriga, que podem viver 
por muito tempo dentro do indivíduo sem apresentar qualquer sintoma. 
Porém, quando se manifestam podem provocar sintomas com grande 
número de complicações como obstrução intestinal, perfuração 
intestinal, abscesso hepático.
Caso Clínico
A Sra. R.P.S procura o Posto de Saúde trazendo seu filho de 2 anos e 9 meses 
com quadro de diarreia, dor abdominal, perda de peso. Mãe relata que o outro 
filho também apresentou sintoma semelhante e que colocou verme pelas 
fezes. A Sra. R.P.S informou que mora na Vila São José, em uma casa de taipa, 
com 2 quartos, 1 copa-cozinha, o banheiro é do lado de fora da casa, residem 
na casa 7 pessoas, não há coleta oficial de lixo, que é jogado no lote vago 
próximo a casa, a água, tanto de beber, quanto para preparo dos alimentos é 
proveniente de uma cisterna próximo a casa. Relata ainda que próximo a casa 
tem um córrego, por onde escoa do esgoto das casas da vila. 
Considerando a doença Ascaridíase e o Caso Clínico, construa a História 
Natural da Doença, citando os elementos presentes na Tríade Ecológica de 
Leavell e Clark e da Cadeia Epidemiológica.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
https://player.vimeo.com/video/194081632
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
046
QUESTÃO 5 - Considerando o caso clínico apresentado, reflita sobre o 
papel do enfermeiro frente a essa doença. Defina as ações que o enfermeiro 
deve realizar, e ações de promoção de saúde, de prevenção de doenças, 
prevendo as complicações individuais e coletivas.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Chegamos ao final dessa unidade! Estudamos aqui a caracterização 
das doenças infectocontagiosas, a relação de terminologias 
utilizadas e entendemos como aplicar o modelo da História Natural 
das Doenças como ferramenta para compreensão da ocorrência 
das doenças infectocontagiosas. 
Também compreendemos a importância de o enfermeiro conhecer 
os passos de uma investigação epidemiológica, para exercer seu 
papel na prevenção e controle das DICT. 
Agora, assista ao vídeo de finalização, para fixar bem o que 
aprendemos nesta unidade. Bons estudos!
Videoaula
“Doenças Infectocontagiosas: 
seus fundamentos, terminologias e 
modelos explicativos”
Autora: Shirley Pereira de Almeida
https://player.vimeo.com/video/194081665
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
047
QUESTÃO 1 - A resposta certa é a letra E. Justificativa:
a. Alternativa incorreta. A afirmação I está incorreta, pois as doenças 
acima apenas acontecem de forma indireta, a partir de um veículo 
de transmissão, no caso o mosquito Aedes.
b. Alternativa incorreta. A afirmação I está incorreta, pois as doenças 
acima apenas acontecem de forma indireta, a partir de um veículo 
de transmissão, no caso o mosquito Aedes. Já a IV está correta, 
porque todo modo de transmissão ocorre a partir da transferência 
de um atente etiológico de um reservatório ou fonte primária de 
infecção (pode ser: qualquer ser humano, animal, artrópode, planta, 
solo, matéria ou uma combinação deles) para um novo hospedeiro, 
no caso aqui o homem, seja através de um veículo ou não, seja de 
forma direta ou indireta (BRASIL, 2009; MALETTA, 2014).
c. Alternativa incorreta. A afirmativa II está incorreta porque as doenças 
acima apenas acontecem de forma indireta, a partir de um veículo 
de transmissão, no caso o mosquito Aedes. Já a IV está correta, 
porque todo modo de transmissão ocorre a partir da transferência 
de um atente etiológico de um reservatório ou fonte primária de 
infecção (pode ser: qualquer ser humano, animal, artrópode, planta, 
solo, matéria ou uma combinação deles) para um novo hospedeiro, 
no caso aqui o homem, seja através de um veículo ou não, seja de 
forma direta ou indireta (BRASIL, 2009; MALETTA, 2014).
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
d. Alternativa incorreta. A I está incorreta, pois as doenças acima apenas 
acontecem de forma indireta, a partir de um veículo de transmissão, 
no caso o mosquito Aedes. A afirmativa II está incorreta porque as 
doenças acima apenas acontecem de forma indireta, a partir de um 
veículo de transmissão, no caso o mosquito Aedes. Já a IV está correta, 
porque todo modo de transmissão ocorre a partir da transferência de 
um atente etiológico de um reservatório ou fonte primária de infecção 
(pode ser: qualquer ser humano, animal, artrópode, planta, solo, 
matéria ou uma combinação deles) para um novo hospedeiro, no caso 
aqui o homem, seja através de um veículo ou não, seja de forma direta 
ou indireta (BRASIL, 2009; MALETTA, 2014).
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
048
e. Alternativa correta. A III está correta pois as doenças acima 
ocorrem a partir da transmissão indireta por meio de 
veículos animados ou inanimados, sendo que o mosquito 
Aedes é considerado esse veículo. Para que a doença ocorra 
é necessário que os microrganismos sejam transportados 
por um veículo que os leve de um lugar a outro. Já a IV está 
correta, porque todo modo de transmissão ocorre a partir da 
transferência de um atente etiológico de um reservatório ou 
fonte primária de infecção (pode ser: qualquer ser humano, 
animal, artrópode, planta, solo, matéria ou uma combinação 
deles) para um novo hospedeiro, no caso aqui o homem, 
seja através de um veículo ou não, seja de forma direta ou 
indireta (BRASIL, 2009; MALETTA, 2014).
QUESTÃO 2 - A resposta certa é a letra A. Justificativa:
a. Alternativa correta. A afirmação I é correta, pois o agente 
infeccioso foi apresentado e é o arbovírus. A III está certa 
porque o vetor foi denominado que é o mosquito Aedes Aegypti 
e o hospedeiro suscetível se trata do próprio homem a qual se 
referem os dados de incidência das doenças citadas. A afirmação 
IV está correta pois o texto apresenta tanto o número de casos 
antigos que ocorreram em 2015 quanto o percentual de casos 
novos (50% maior em relação ao ano de 2015) que ocorreram no 
período de janeiro e fevereiro de 2016, data da notícia.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
b. Alternativa incorreta. A afirmação II está incorreta. O número de 
casos das três doenças foi alto e a ocorrência em 2016 foi maior 
em 50 %, tanto o número de casos de 2015 quanto de 2016 
revelam que se tratou de uma epidemia e que ocorreu no Brasil 
de forma geral. A afirmação I é correta, pois o agente infeccioso 
foi apresentado e é o arbovírus. A III está certa porque o vetor 
foi denominado que é o mosquito Aedes Aegypti e o hospedeiro 
suscetível se trata do próprio homem a qual se referem os dados 
de incidência das doenças citadas. A III está correta, pois o vetor 
foi denominado, é o mosquito Aedes Aegypti e o hospedeiro 
suscetível se trata do próprio homem a qual se referem os dados 
de incidência das doenças citadas.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
049
c. Alternativa incorreta. A afirmação II está incorreta. O número 
de casos das três doenças foi alto e a ocorrência em 2016 foi 
maior em 50 %, tanto o número de casos de 2015 quanto de 
2016 revelam que se tratou de uma epidemia e que ocorreu 
no Brasil de forma geral. A III está correta, pois o vetor foi 
denominado, é o mosquito Aedes Aegypti e o hospedeiro 
suscetível se trata do próprio homem a qual se referem os 
dados de incidência das doenças citadas.
d. Alternativa incorreta. A afirmação I é correta, pois o agente 
infeccioso foi apresentado e é o arbovírus. A III está certa 
porque o vetor foi denominado que é o mosquito Aedes 
Aegypti e o hospedeiro suscetível setrata do próprio homem 
a qual se referem os dados de incidência das doenças 
citadas. A afirmação II está incorreta. O número de casos 
das três doenças foi alto e a ocorrência em 2016 foi maior 
em 50 %, tanto o número de casos de 2015 quanto de 2016 
revelam que se tratou de uma epidemia e que ocorreu no 
Brasil de forma geral. A afirmação IV está correta pois o texto 
apresenta tanto o número de casos antigos que ocorreram 
em 2015 quanto o percentual de casos novos (50% maior 
em relação ao ano de 2015) que ocorreram no período de 
janeiro e fevereiro de 2016, data da notícia.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
e. Alternativa incorreta. A afirmação I é correta, pois o agente 
infeccioso foi apresentado e é o arbovírus. A III está certa 
porque o vetor foi denominado que é o mosquito Aedes Aegypti 
e o hospedeiro suscetível se trata do próprio homem a qual 
se referem os dados de incidência das doenças citadas. A 
afirmação II está incorreta. O número de casos das três doenças 
foi alto e a ocorrência em 2016 foi maior em 50 %, tanto o 
número de casos de 2015 quanto de 2016 revelam que se tratou 
de uma epidemia e que ocorreu no Brasil de forma geral. A III 
está correta, pois o vetor foi denominado, é o mosquito Aedes 
Aegypti e o hospedeiro suscetível se trata do próprio homem a 
qual se referem os dados de incidência das doenças citadas. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
050
A afirmação IV está correta pois o texto apresenta 
tanto o número de casos antigos que ocorreram em 
2015 quanto o percentual de casos novos (50% maior 
em relação ao ano de 2015) que ocorreram no período 
de janeiro e fevereiro de 2016, data da notícia.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
QUESTÃO 3 - A resposta certa é a letra C. Justificativa:
a. Alternativa incorreta. A quarta afirmativa é falsa pois é 
vetor e meio ambiente, e não modo de transmissão e via de 
eliminação. 
b. Alternativa incorreta. A primeira afirmação é falsa pois 
existe hospedeiro não infectado ainda, que é o hospedeiro 
suscetível, e a quarta afirmativa também pois é vetor e meio 
ambiente, e não modo de transmissão e via de eliminação.
c. Alternativa correta. A primeira afirmação está incorreta pois 
existe hospedeiro não infectado ainda, que é o hospedeiro 
suscetível. Já a segunda está correta pois conceitualmente 
patogenicidade é a capacidade de um agente biológico 
provocar doença em um hospedeiro suscetível. A terceira 
afirmação está errada pois existem DICT que ocorrem 
sem presença de vetor. Já a quarta está incorreta porque 
é vetor e meio ambiente, e não modo de transmissão e via 
de eliminação.
d. Alternativa incorreta. A segunda afirmação é verdadeira 
pois conceitualmente patogenicidade é a capacidade de 
um agente biológico provocar doença em um hospedeiro 
suscetível. Já a quarta afirmação é falsa pois é vetor e meio 
ambiente, e não modo de transmissão e via de eliminação.
e. Alternativa incorreta. A primeira afirmação é falsa pois 
existe hospedeiro não infectado ainda, que é o hospedeiro 
suscetível. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
051
QUESTÃO 4 - De acordo com a Tríade Ecológica de Leavell o 
agente infeccioso é o Ascaris lumbricoides, o hospedeiro suscetível 
é o homem e o meio ambiente é um fator de risco para a ocorrência 
da doença devido as condições de saneamento básico precárias. 
Considerando a Cadeia Epidemiológica a fonte de infecção ou 
reservatório é o próprio homem, que também é o hospedeiro 
suscetível, ele elimina os ovos de Ascaris lumbricoides, no meio 
ambiente, contaminando água e alimentos que se ingeridos por 
outros hospedeiros suscetíveis (homem), tendo por porta de entrada 
a via oral, eles se contaminam iniciando outro ciclo da doença. Então, 
o modo de transmissão da doença é a ingestão de ovos do parasita, 
provenientes do solo, água ou alimentos contaminados com fezes 
humanas. Observa-se a partir dos modelos acima, Tríade Ecológica 
e a cadeia epidemiológica, um dos momentos da História Natural 
da Doença (HND), caracterizado como Período de Pré-patogênese, 
momento da inter-relação entre agente, hospedeiro e meio ambiente. 
Seguindo a HND, observa-se, também, no estudo de caso o Período 
de Patogênese que se caracteriza a partir das alterações orgânicas 
ocorridas na criança, com apresentação dos sintomas, sendo esse 
o momento em que foi realizado as ações de prevenção secundária 
com o diagnóstico precoce e início do tratamento.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
QUESTÃO 5 - Dentre as ações preventivas destacamos algumas 
quais sejam:
Ações individuais: realizar o processo de enfermagem iniciando pelo 
histórico de enfermagem, definindo o diagnóstico, elaborando o plano 
assistencial. No caso em questão: iniciar hidratação oral, administrar 
medicações prescritas, dar conforto à criança e suporte à mãe. Após 
a Implementação das ações assistenciais reavaliar nível de hidratação 
e definir prognóstico. 
Ações coletivas: orientar a mãe e toda a família sobre o ciclo da 
doença, sobre o cuidado com manuseio e higiene dos alimentos, 
cuidados de higiene pessoal, com eliminação dos dejetos de forma 
adequada, sobre o uso e tratamento da agua. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 1
052
Dentre as ações de promoção de saúde temos: promover ações 
educativas em saúde para que a família possa refletir sobre seu 
processo saúde-doença, identificar as situações que favorecem o 
adoecimento, ou seja, situações determinantes desse processo e para 
que sejam capazes de tomar decisões e enfrentar essas situações. 
Além disso, promover a discussão na comunidade para conquista de 
melhores condições de saneamento básico e coleta de lixo. Vale lembrar, 
que as ações de educação em saúde e as melhorias nas condições de 
saneamento são as principais medidas de controle dessa doença.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
UNIDADE
Cenário Nacional 
das Doenças 
Infectocontagiosas 
e a Importância 
da Vigilância em 
Saúde
Olá! Depois de estudar os fundamentos das doenças infectocontagiosas 
na unidade 1, vamos fazer uma reflexão sobre os fatores que 
contribuem para a ocorrência das doenças infectocontagiosas e 
transmissíveis, DICT, ao longo da história, e sua permanência nos 
dias atuais, relacionando o contexto socioeconômico e ambiental, e o 
impacto para os serviços de saúde.
Vamos compreender esse cenário? Acompanhe com atenção e 
bons estudos!
• Cenário Nacional 
das doenças 
infectocontagiosas 
• Doenças 
emergentes e 
reemergentes no 
cenário nacional 
• Papel do 
Ministério da 
Saúde (MS), 
das Secretarias 
Estaduais da 
Saúde (SES) e 
das Secretarias 
Municipais da 
Saúde (SMS) 
no controle 
das doenças 
infectocontagiosas 
• Legislação 
relacionada 
ao controle 
das doenças 
infectocontagiosas
• A Vigilância em 
saúde das doenças 
infectocontagiosas 
• O Sistema de 
Informação 
Nacional de 
Agravos de 
Notificação 
Compulsória 
(SINAN)
• Respostas 
Questões de 
Fixação
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
055
Cenário Nacional 
das doenças 
infectocontagiosas 
Neste tópico temos os objetivos de discutir o cenário nacional 
das doenças infectocontagiosas, destacar as especificidades loco 
regionais, o impacto da globalização e fluxo de pessoas no contexto 
das doenças infectocontagiosas e refletir sobre a ocorrência de 
novos agravos e o ressurgimento de alguns agravos na atualidade. 
Vamos também refletir sobre situações e fatores que tem 
contribuído para a ocorrência das DICT. 
Vamos considerar a história no Brasil, para verificar as mudanças 
que ocorreram no perfil epidemiológico, em diversas regiões e 
estados brasileiros. Fazendo essa verificação, podemos constatar 
a situação de doenças caracterizada por “Situação de Tripla Carga 
de Doença”, de acordo com Mendes (2010), o que é uma situação 
diferente da mudança que ocorreu em outros países que se 
configurou como uma transição epidemiológica. 
O termo “transição epidemiológica” foiproposto por Omram (2001) 
e se refere a mudanças ocorridas, de forma linear, nos padrões de 
morbimortalidade e invalidez, ao longo do tempo, em determinadas 
populações de diversos países desenvolvidos, estando relacionadas 
a outras mudanças como as demográficas, sociais e econômicas. 
Assim, compreendemos que a transição epidemiológica é uma 
mudança gradual e progressiva na melhora nos níveis de saúde 
das populações dos países desenvolvidos, principalmente, devido 
à melhoria das condições sociais, em que se observa a mudança 
de uma fase epidemiológica de ocorrência de DICT para uma fase 
de ocorrência preponderante de doenças crônico-degenerativas 
(FRENK et al, 1991; ARAÚJO, 2012). 
A transição 
epidemiológica 
é uma mudança 
gradual e progressiva 
na melhora nos 
níveis de saúde 
das populações 
dos países 
desenvolvidos, 
principalmente, 
devido à melhoria 
das condições 
sociais.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
056
No Brasil, em décadas anteriores, as DICT tinham um peso muito 
maior nos padrões de morbimortalidade. Eram as principais 
responsáveis por grande parte dos óbitos e das internações. Para 
podermos compreender isso por meio de dados, em 1950, 35,9 % 
do total de óbitos foram provocados por doenças infecciosas, em 
1960, 25,9 %, em 1970, 15,7 %, e em 1980, 11,4 %. 
Nas décadas mais recentes, esse número caiu para 5,2% dos óbitos 
no Brasil, evidenciando um declínio da ocorrência de óbitos por esse 
grupo de doenças (Monteiro, 2000; BRASIL, 2007, p.118; BRASIL, 
2010a; SBI, 2016). 
No entanto, as doenças infecciosas ainda persistem como problema 
de saúde pública com impacto importante para determinadas 
populações e regiões brasileiras. Assim, a situação de doenças é 
discutida considerando a ocorrência da “Tripla Carga de Doença” 
(MENDES, 2010) como uma situação em que observamos três 
grandes grupos de causas de doença. 
A seguir podemos ver um quadro que mostra como é essa divisão 
e o predomínio das doenças crônico-degenerativas, muito embora 
as DICT ainda desempenhem um papel importante (SHRAMM et al, 
2004; MENDES, 2010).
QUADRO 3 – Grupo de Causas de Doenças
1º GRUPO 2º GRUPO 3º GRUPO
Doenças infectocontagiosas, 
desnutrição e problemas 
reprodutivos
Doenças 
crônico-degenerativas
Causas externas 
(violências, suicídios, 
homicídios)
Fonte: Elaborado por Shirley Pereira de Almeida, baseado em Mendes (2010). 
Os dados de um estudo realizado sobre a carga de doença, por grupo 
de causa, revelam que em 1998, no Brasil, os óbitos por doenças 
infectocontagiosas (1º grupo), doenças crônico-degenerativas 
As doenças 
infecciosas ainda 
persistem como 
problema de 
saúde pública com 
impacto importante 
para determinadas 
populações e 
regiões brasileiras.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
057
(2º grupo) e violência (3º grupo), por 1000 habitantes, eram, 
respectivamente, 19,8%, 74,7 % e 5,5 % (SCHRAMM et al, 2004). No 
estudo de Leite et al (2015) sobre carga de doença no Brasil, com 
base no ano de 2008, revelaram que 13,2% dos óbitos se referem 
ao 1º grupo de causas (doenças infecto-parasitárias, condições 
maternas e perinatais e deficiências nutricionais), 77,2% se referem 
ao 2º grupo (doenças não transmissíveis) e 9,5% se referem ao 3º 
grupo (causas externas). 
Em ambos os estudos, de 1998 e 2008, observamos o predomínio 
do 2º grupo, porém é importante destacar que as doenças 
infectocontagiosas têm um grande impacto no cenário brasileiro, 
devido a incidência e prevalência dessas doenças, bem como 
considerando que são óbitos de causas que poderiam ter sido 
evitadas (SCHRAMM et al, 2004, LEITE et al, 2015). 
Os estudos também revelam as desigualdades regionais. No Quadro 
a seguir, podemos ver os dados regionais que se referem ao estudo 
de Leite et al (2015), com base no ano de 2008. 
QUADRO 4 – Carga de doenças no Brasil
Carga de doença por 1.000 habitantes e sua distribuição proporcional por 
grupos de causas, em ambos os sexos, segundo grandes regiões 
Grupo 
causas
Região 
Norte
Região 
Nordeste
Região 
centro-oeste
Região 
Sudeste
Região 
sul
Grupo 1 18,3 15,7 12,5 11,4 11,1
Grupo 2 71,5 75,3 75,4 79,5 78,6
Grupo 3 10,2 8,9 12,2 9,2 10,3
Fonte: Elaborado por Shirley Pereira de Almeida, com base no estudo de Leite et al (2015). 
Vimos que a mortalidade por doenças infecciosas, vem declinando 
com o passar das décadas. A queda fica ainda mais acentuada, se 
compararmos os índices do Ministério da Saúde (BRASIL, 2010a):
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
058
• Em 1930, DICT era responsável por 45,7% de todos os 
óbitos do país. 
• Em 1980, esse percentual era de 9,3%. 
• Em 2006, o índice foi de 4,9%. 
Outros dados também corroboram o declínio das DICT no Brasil, 
relacionados à taxa de mortalidade, por exemplo. Em 1990, era 
de 59,3 por 100.000 habitantes, e em 2006, reduziu para 48,8 por 
100.000 habitantes. Nos dados de internações por DICT, entre 1980 
e 1990, foram cerca de 10% do total de e, no período de 2000 a 
2007, ainda se mantinham em torno de 8,4%, sendo que se observa 
diferenças regionais, com valores mais elevados nas regiões Norte 
(13,6%) e Nordeste (11,9%). 
Vários fatores contribuíram para redução da ocorrência das DICT, 
vamos ver quais são: 
• Mudanças históricas, socioeconômicas e políticas com o 
processo de migração urbana e industrialização; 
• Melhoria de infraestrutura, saneamento básico, habitação, 
acesso a serviços de saúde; 
• Transição demográfica, diminuição da taxa de natalidade 
e fecundidade, aumento da expectativa de vida, envelheci-
mento populacional; 
• Instituição de medidas preventivas, sendo que a principal me-
dida foi o advento das vacinas que muito contribuiu para o 
controle e erradicação de doenças consideradas imunopre-
veníveis (MONTEIRO, 2000; BRASIL, 2010a; MENDES, 2010). 
Quer saber mais sobre medidas preventivas? Acompanhe o recurso 
a seguir, sobre vacinas.
Alguns fatores 
contribuíram 
para redução da 
ocorrência das 
DICT, e dentre 
eles estão as 
mudanças históricas, 
socioeconômicas e 
políticas
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
059
Programa Nacional de Imunização
Para saber mais sobre o PNI, recomendamos duas referências importantes: 
BRASIL. Programa Nacional de Imunizações 30 anos. Ministério da 
Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Série C. Projetos e Programas 
e Relatórios. Brasília: Ministério da Saúde, 2003. Disponível em: <bvsms.
saude.gov.br/bvs/publicacoes/livro_30_anos_pni.pdf>.
BRASIL. Programa Nacional de Imunizações (PNI): 40 anos. Ministério da 
Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância 
Epidemiológica. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. Disponível em: <bvsms.
saude.gov.br/bvs/publicacoes/programa_nacional_imunizacoes_pni40.pd>.
Apesar do declínio dessas doenças, observamos que, considerando 
as diferenças regionais, há ainda um grande impacto em alguns 
estados e municípios brasileiros, revelando um contraste 
denominado como polarização epidemiológica (BRASIL, 2010a). 
Isso se deve às variações regionais, considerando que o Brasil é 
um país de grande extensão territorial, com uma diversidade de 
cenários, características sociais, econômicas e políticas distintas. 
A polarização epidemiológica tem sido discutida no contexto 
dos países em desenvolvimento, como o Brasil. Mas o que 
significa polarização epidemiológica? Esse é um termo utilizado 
para caracterizar as mudanças no padrão de adoecimento das 
populações, que apresentam um perfil epidemiológico heterogêneo 
e marcante contraste, considerando as diferentes regiões em um 
mesmo país (FRENK et al, 1991; ARAÚJO, 2012).
Esse é um termo 
utilizado para 
caracterizar as 
mudanças no padrão 
de adoecimento 
das populações, 
que apresentam um 
perfil epidemiológico 
heterogêneo e 
marcante contraste, 
considerando as 
diferentes regiões 
em um mesmo país
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/livro_30_anos_pni.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/livro_30_anos_pni.pdfhttp://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/programa_nacional_imunizacoes_pni40.pd
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/programa_nacional_imunizacoes_pni40.pd
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
060
Observamos que a polarização pode ser discutida a partir de três 
perspectivas: epidemiológica, geográfica e social. A polarização 
epidemiológica refere-se às diferenças regionais relacionadas 
ao perfil epidemiológico como, por exemplo, as diferenças entre a 
ocorrência de doenças crônicas não transmissíveis versus as DICT, 
comparando-se as diversas regiões. 
A polarização geográfica que se refere às discrepâncias entre as 
regiões brasileiras. Há algumas regiões com padrões de saúde e 
doença semelhantes ao de países desenvolvidos e outras com padrões 
semelhantes a países menos desenvolvidos. A polarização social se 
refere às discrepâncias entre as classes sociais das diversas regiões 
brasileiras que se manifesta nos indicadores de morbimortalidade nos 
diferentes grupos populacionais (ARAUJO, 2012).
Assim, as DICT ainda são alvo de preocupação, pois muitas dessas 
doenças, que antes estavam controladas, tiveram um aumento na 
incidência, e outras tantas que não ocorriam no Brasil, surgiram 
trazendo grande impacto para a sociedade, para o SUS (Sistema 
Único de Saúde) e para os serviços e profissionais de saúde. Isso 
acabou se tornando um desafio, pois frente a essas variações 
epidemiológicas é necessário que haja investimentos, tanto de 
infraestrutura de recursos tecnológicos, quanto de recursos 
humanos, para lidar com esse processo de mudança, bem como 
a instituição de medidas de prevenção e controle mais efetivas 
(MONTEIRO, 2000; BRASIL, 2010a). 
Agora, vamos responder a primeira questão de fixação? Acompanhe!
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
061
QUESTÃO 1 - Dados do Ministério da Saúde referentes a 
morbimortalidade por grupo de causas e publicados nos Boletins 
Epidemiológicos ao longo dos anos, revelam uma mudança no perfil 
epidemiológico, devido ao comportamento das doenças ao longo da história. 
Considerando o cenário das Doenças Infectocontagiosas e Transmissíveis, 
no Brasil, e a mudança no perfil epidemiológico, leia as afirmações abaixo:
I. Houve uma mudança no perfil epidemiológico com predomínio das 
DICT nas diversas regiões brasileiras. 
II. As DICT são ainda alvo de preocupação devido ao aumento significativo 
de algumas dessas doenças, bem como devido a reemergência e 
emergência de outras.
III. Observa-se que o peso maior nos padrões de morbimortalidade se 
deve às DICT, sendo as principais responsáveis por grande parte dos 
óbitos e internações, ao longo da história. 
IV. A ocorrência das DICT e as variações regionais dessas doenças revelam 
as discrepâncias sociais existentes nas diversas regiões brasileiras.
É correto o que se afirma em:
a. II e IV, apenas.
b. I e IV, apenas. 
c. III e IV, apenas. 
d. I e III, apenas. 
e. II e III, apenas.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
062
Doenças emergentes 
e reemergentes no 
cenário nacional 
Agora, vamos entender a tendência de ocorrência das DICT na 
população, em torno dos conceitos de doenças emergentes e 
reemergentes. Ao tratar desse assunto, é imprescindível falar também 
sobre doenças com tendência declinante e persistente, vamos lá? 
A ocorrência de DICT revela um quadro complexo, mas apesar 
disso, é possível agrupá-las considerando o seu aparecimento 
ou reaparecimento, de acordo com a distribuição geográfica e 
variações temporais. De acordo com as tendências das DICT, 
observamos quatro grupos que são (PAZ, BERCINI, 2009; BRASIL, 
2010a; SBI, 2016): 
• DICT de tendência declinante
• DICT com quadro de persistência
• DICT emergentes e reemergentes
Vamos entender a definição de cada um desses grupos de 
tendências a partir de alguns exemplos (PAZ, BERCINI, 2009; 
BRASIL, 2010a; SBI, 2016). 
Define-se como DICT de tendência declinante aquelas que foram 
erradicadas ou eliminadas, ou que apresentam tendência decrescente. 
Como exemplo temos a varíola e poliomielite, já erradicadas em 
diversas partes do mundo, e o sarampo, que tem apresentado uma 
redução significativa do número de casos, ao longo do tempo. 
DICT com quadro de persistência são aquelas que ainda persistem, 
a despeito das medidas de controle e prevenção, ou por ineficiência 
delas, mantendo altas taxas de prevalência em diversas regiões. 
Podem ocorrer em forma de surto, epidemias ou endemias, 
dependendo das condições ambientais favoráveis na região, 
A ocorrência de 
DICT revela um 
quadro complexo, 
mas apesar disso, 
é possível agrupá-
las considerando o 
seu aparecimento 
ou reaparecimento, 
de acordo com 
a distribuição 
geográfica 
e variações 
temporais.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
063
podendo evoluir para casos graves. Vamos citar alguns exemplos: a 
tuberculose, as hepatites virais (B e C), meningites e leishmanioses. 
As DICT consideradas reemergentes são aquelas conhecidas e que 
já tinham sido controladas no passado, mas que reapareceram em 
função das alterações no comportamento epidemiológico. Pode 
ocorrer, também, em função da introdução de agente etiológico, já 
conhecido, em regiões que antes não ocorriam casos, mas onde 
vivem pessoas suscetíveis. Muitas vezes, as doenças ressurgem 
em forma de surtos em determinadas regiões. Alguns exemplos 
dessa tendência são: dengue, cólera, difteria.
As DICT consideradas emergentes são aquelas que não ocorriam 
no território brasileiro em décadas anteriores, e surgiram ou foram 
identificadas, recentemente. Pode ser devido a mudanças que 
ocorreram no agente etiológico, ou mesmo em função de outros 
modos de transmissão, que não ocorriam antes. Alguns exemplos 
são: Chikungunya (CKY), Zika vírus, aids e influenza H1N1A.
Vamos saber mais sobre as doenças e suas tendências de 
ocorrência? Acompanhe o recurso a seguir. 
DICT declinante, persistente, emergente, reemergente
Para entendermos mais sobre as tendências de ocorrência das DICT e 
para que possamos refletir sobre essas doenças no cenário brasileiro, ao 
longo dos anos, sugerimos outras referências a seguir. 
BUSATO, Ivana Maria Saes. Epidemiologia e processo saúde-doença. 
Curitiba: InterSaberes, 2016. (Série Princípios da Gestão Hospitalar). 
Disponível na Biblioteca Virtual – SOL. 
As DICT 
consideradas 
emergentes são 
aquelas que não 
ocorriam no território 
brasileiro em 
décadas anteriores, 
e surgiram ou 
foram identificadas, 
recentemente.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
064
PAZ, F.A.Z; BERCINI, M.A. Doenças emergentes e reemergentes no 
contexto da saúde pública. Boletim da Saúde - ESP/RS. Porto Alegre, v. 23, 
n. 1, p. 9-13, jan./ jun. 2009. Disponível em: < http://www.boletimdasaude.
rs.gov.br/conteudo/1441/doen%C3%A7as-emergentes-e-reemergentes-
no-contexto-da-sa%C3%BAde-p%C3%BAblica->. Acesso em: 19 abr. 2017.
TIETZMANN, Daniela. Epidemiologia. São Paulo: Pearson Education do 
Brasil, 2014. (Coleção bibliografia universitária Pearson). Disponível em: 
Biblioteca Virtual – SOL.
É interessante ressaltar que os mesmos fatores que contribuíram 
para o declínio das DICT têm sido apontados, também, como 
responsáveis pela situação de permanência e reaparecimento 
dessas doenças. 
De maneira geral, as DICT têm apresentado como evolução, 
um aumento em função das mudanças sociais e ambientais 
que ocorrem, principalmente em função das intervenções do 
homem sobre o ambiente, que podem afetar a suscetibilidade das 
populações, expondo as pessoas ao risco de contágio pelos agentes 
infecciosos (PAZ, BERCINI, 2009; OPAS, 2010; SBI, 2016). 
Assim, diversos autores (PAZ, BERCINI, 2009; OPAS, 2010; SBI, 
2016) têm destacado fatores que contribuem para a disseminação, 
emergência e reemergência das DICT. Destacamos algumas: 
• Mudanças macroestruturais relacionadas ao 
desenvolvimento econômico quepodem levar a alterações 
ambientais, crescimento desordenado das cidades, 
urbanização sem planejamento de infraestrutura adequado, 
favelização e aglomerados urbanos, pobreza, miséria, falta 
de higiene. Tudo isso pode levar a um crescimento de 
reservatórios potenciais de patógenos.
Os mesmos fatores 
que contribuíram 
para o declínio 
das DICT têm 
sido apontados, 
também, como 
responsáveis 
pela situação de 
permanência e 
reaparecimento 
dessas doenças. 
http://www.boletimdasaude.rs.gov.br/conteudo/1441/doen%C3%A7as-emergentes-e-reemergentes-no-contexto-da-sa%C3%BAde-p%C3%BAblica-
http://www.boletimdasaude.rs.gov.br/conteudo/1441/doen%C3%A7as-emergentes-e-reemergentes-no-contexto-da-sa%C3%BAde-p%C3%BAblica-
http://www.boletimdasaude.rs.gov.br/conteudo/1441/doen%C3%A7as-emergentes-e-reemergentes-no-contexto-da-sa%C3%BAde-p%C3%BAblica-
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
065
• Mudanças ambientais em decorrência de construção 
de grandes obras (hidrelétricas, indústrias e rodovias), 
que levam ao desmatamento; mudanças climáticas 
(aquecimento global), secas e inundações. Todas essas 
situações podem provocar um aumento de exposição 
das pessoas a vetores ou fontes ambientais que 
abrigam agentes infecciosos novos ou não comuns, em 
determinadas regiões.
• Trânsito ou migração de pessoas, sejam nacional ou 
internacionalmente, devido à globalização, ao turismo, com 
concentrações nos meios de transporte (avião), grandes 
eventos de massa (copa, olimpíadas). Grande deslocamento 
de pessoas devido a guerras, conflitos e concentração em 
campo de refugiados.
• Serviços de saúde inadequados, insuficientes ou 
desestruturados, o que impede o acesso a tratamento 
e controle e a ações de prevenção, como imunização. 
Ausência ou insuficiência de medidas de controle sanitário 
de saúde pública para doenças antes controladas.
• Evolução de microrganismos, como mutações virais, 
aparecimento de agentes infecciosos resistentes aos 
antibióticos convencionais e aos de nova geração, devido 
ao uso irracional e indiscriminado de antimicrobianos, 
sem prescrição médica e indicações precisas como, por 
exemplo, quando usado para algumas doenças, como no 
caso da gonorréia e outras infecções bacterianas.
• Condições do hospedeiro, que podem levar ao aumento 
da suscetibilidade, como situação de imunodepressão 
em função da presença de outras doenças, como aids e 
neoplasias, desnutrição.
Nesse contexto, vale destacar as mudanças macroestruturais que 
existem no Brasil, principalmente as que contribuem para as DICT, 
em classes sociais menos favorecidas, consideradas como Doenças 
Os fatores que 
contribuem para 
a disseminação, 
emergência e 
reemergência 
das DICT são 
as mudanças 
macroestruturais 
e ambientais, 
assim como o 
trânsito e migração 
de pessoas, os 
serviços de saúde 
inadequados, 
a evolução dos 
microorganismos 
e as condições do 
hospedeiro.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
066
Negligenciadas, sendo alguns exemplos dessas doenças: a malária, 
a doença de Chagas, a doença do sono (tripanossomíase humana 
africana, THA), a leishmaniose visceral (LV), a filariose linfática, o dengue 
e a esquistossomose, continuam sendo algumas das principais causas 
de morbidade e mortalidade em todo o mundo (SOUZA, 2010). 
Na notícia a seguir, podemos ver outras doenças negligenciadas e os 
fatores que contribuem para sua ocorrência, que têm grande impacto 
para milhões de pessoas, pois levam à incapacidade ou ao óbito, 
por doenças que poderiam ser evitadas e controladas, mediante 
investimentos, adoção de estratégias, dentre outras ações.
Doenças Negligenciadas 
As doenças negligenciadas são aquelas causadas por agentes 
infecciosos ou parasitas e são consideradas endêmicas em 
populações de baixa renda. Essas enfermidades também 
apresentam indicadores inaceitáveis e investimentos reduzidos 
em pesquisas, produção de medicamentos e em seu controle. As 
doenças tropicais, como a malária, a doença de Chagas, a doença 
do sono (tripanossomíase humana africana, THA), a leishmaniose 
visceral (LV), a filariose linfática, o dengue e a esquistossomose 
continuam sendo algumas das principais causas de morbidade e 
mortalidade em todo o mundo. Estas enfermidades, conhecidas 
como doenças negligenciadas, incapacitam ou matam milhões 
de pessoas e representam uma necessidade médica importante 
que permanece não atendida. Embora as doenças tropicais e a 
tuberculose sejam responsáveis por 11,4% da carga global de doença, 
apenas 21 (1,3%) dos 1.556 novos medicamentos registrados entre 
1975 e 2004, foram desenvolvidos especificamente para essas 
doenças. Portanto, 1.535 medicamentos foram registrados para 
outras doenças.
As doenças 
negligenciadas são 
aquelas causadas 
por agentes 
infecciosos ou 
parasitas e são 
consideradas 
endêmicas em 
populações de 
baixa renda.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
067
As doenças negligenciadas são um grupo de doenças tropicais 
endêmicas, especialmente entre as populações pobres da África, 
Ásia e América Latina. Juntas, causam entre 500 mil e 1 milhão 
de óbitos anualmente. As medidas preventivas e o tratamento 
para algumas dessas moléstias são conhecidos, mas não são 
disponíveis universalmente nas áreas mais pobres do mundo. Em 
alguns casos, o tratamento é relativamente barato. Em comparação 
às doenças negligenciadas, as três grandes enfermidades (Aids, 
tuberculose e malária), geralmente recebem mais recursos, inclusive 
para pesquisa. As doenças negligenciadas podem também tornar a 
Aids e a tuberculose mais letais.
Leia a notícia completa na Agência Fiocruz de Notícias: <https://
agencia.fiocruz.br/doenças-negligenciadas>. 
Muitas das situações e fatores destacados como possíveis 
causas que contribuem para a disseminação das DICT, revelam a 
responsabilidade dos seres humanos na propagação das DICT e na 
contribuição para que ocorram as epidemias, em nível macro, micro, 
coletivo e individual (SBI, 2016). 
Para combater essas doenças é necessário mobilizar a sociedade, 
para que haja decisão política, investimento em recursos humanos 
e tecnológicos. Sem isso, as DICT continuarão ocorrendo e trazendo 
grandes prejuízos para toda a sociedade (OPAS, 2010; SBI, 2016).
Um fator de grande importância relacionado ao reaparecimento de 
algumas DICT é a baixa cobertura vacinal, principalmente nas doenças 
que se pode prevenir com imunização. Esse é um fator preocupante 
para os gestores do SUS e de diversos profissionais da saúde. 
No recurso a seguir, podemos ler um boletim do Centro de Vigilância 
Epidemiológica do Estado de São Paulo, que retrata essa situação. 
Para combater 
essas doenças 
é necessário 
mobilizar a 
sociedade, 
para que haja 
decisão política, 
investimento em 
recursos humanos 
e tecnológicos.
https://agencia.fiocruz.br/doenças-negligenciadas
https://agencia.fiocruz.br/doenças-negligenciadas
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
068
Alerta Sarampo - Estado de São Paulo
A vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra o 
sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba. A circulação 
endêmica do vírus do sarampo permanece em diferentes países do 
mundo, onde a cobertura vacinal persiste abaixo da taxa necessária (95%) 
capaz de interromper a cadeia de transmissão, assim mais de 20 milhões 
de casos de sarampo acontecem a cada ano no mundo. 
Em 2015, surtos da doença, com milhares de casos e óbitos, foram 
registrados em diferentes países da África (Sudão, Egito, Camarões, 
Nigéria) e Ásia (Malásia, Paquistão). 
No Brasil, foram contabilizados 220 casos de sarampo em 2013 (São 
Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Ceará, Pernambuco 
Paraíba e Distrito Federal); 876 casos em 2014 (Ceará, Pernambuco, Rio de 
Janeiro e São Paulo) e 214 casos em 2015 (Ceará, Roraima e São Paulo). 
O Brasil registrou casos de sarampo entre 2013 e 2015, em Pernambuco e 
noCeará. Este surto foi considerado encerrado em 24/9/2015. 
Fonte: SÃO PAULO. Secretaria de Estado da Saúde. Coordenadora de Controle 
de Doenças. Centro de Vigilância Epidemiológica. Alerta Sarampo - Estado de 
São Paulo - Atualização Epidemiológica - Dezembro de 2015. Informe Técnico 
elaborado pela Equipe Técnica da DDTR/CVE/CCD/SES-SP, em 11 de dezembro 
de 2015, São Paulo, Brasil. Disponível em: <http://portal.saude.sp.gov.br/
resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/
doencas-de-transmissao-respiratoria/sindrome-da-rubeola-congenita-src/
doc/2015_sarampo_alerta_dezembro.pdf>. Acesso em: 10 mai. 2017.
No Brasil, foram 
contabilizados 220 
casos de sarampo 
em 2013, 876 casos 
em 2014 e 214 casos 
em 2015.
As informações que o boletim nos mostra, sobre a ocorrência 
de sarampo, uma DICT, revelam a situação no Brasil e em outros 
países, sendo possível identificar que algumas DICT tais como 
rubéola, caxumba e sarampo, tem como principal medida de 
controle a imunização. Ressalta-se a semelhança entre elas, quanto 
ao agente infeccioso, pois se tratam de doenças provocadas por 
http://portal.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-de-transmissao-respiratoria/sindrome-da-rubeola-congenita-src/doc/2015_sarampo_alerta_dezembro.pdf
http://portal.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-de-transmissao-respiratoria/sindrome-da-rubeola-congenita-src/doc/2015_sarampo_alerta_dezembro.pdf
http://portal.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-de-transmissao-respiratoria/sindrome-da-rubeola-congenita-src/doc/2015_sarampo_alerta_dezembro.pdf
http://portal.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-de-transmissao-respiratoria/sindrome-da-rubeola-congenita-src/doc/2015_sarampo_alerta_dezembro.pdf
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
069
vírus, com transmissão pelo contato direto e são consideradas 
doenças imunopreveníveis, ou seja, a principal medida de prevenção 
é a administração da vacina. 
Porém, considerando a ocorrência de surtos, dessas doenças, há 
a possibilidade de reemergência do sarampo e caxumba devido, 
principalmente, à baixa cobertura vacinal, com permanência de 
população suscetível e a possibilidade de modificação do vírus. 
Agora, podemos acompanhar a primeira videoaula. 
Videoaula
“Doenças emergentes e reemergentes 
no Cenário nacional”
Autora: Shirley Pereira de Almeida
Então, vamos responder mais uma questão de fixação. Acompanhe!
QUESTÃO 2 - Relacionado às tendências, observamos quatro grupos 
que são: DICT de tendência declinante, DICT com quadro de persistência, 
DICT emergentes e reemergentes.
Considerando as tendências das diversas DICT, no Brasil, é correto o que 
se afirma em:
a. A dengue pode ser considerada como doença persistente, no Brasil. 
b. A ocorrência de sarampo pode ser considerada como doença 
reemergente. 
c. A tuberculose no Brasil é considerada como uma doença 
emergente. 
d. A doença de chagas de transmissão vetorial é considerada no 
Brasil como reemergente.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
https://player.vimeo.com/video/194083767
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
070
Papel do Ministério 
da Saúde (MS), das 
Secretarias Estaduais 
da Saúde (SES) e das 
Secretarias Municipais 
da Saúde (SMS) no 
controle das doenças 
infectocontagiosas 
Para compreender as responsabilidades do Ministério da Saúde (MS), 
das Secretarias Estaduais da Saúde (SES) e das Secretarias Municipais 
da Saúde (SMS) no controle de doenças infectocontagiosas, 
Como vimos no tópico anterior, vários fatores têm contribuído para 
a ocorrência das DICT. Há os fatores relacionados às questões 
macroestruturais, como as condições de moradia, saneamento 
básico, infraestrutura urbana e de serviços essenciais como 
saúde. Para enfrentar as DICT é necessário investir na melhoria da 
infraestrutura dos serviços de saúde pública, incremento de recursos 
humanos e capacitação dos profissionais, implementação de 
políticas de medidas de controle e vigilância, além de mobilização de 
toda sociedade, considerando que seus comportamentos e hábitos 
são, também, considerados como fatores que contribuem para a 
ocorrência das DICT (PAZ, BERCINI, 2009; OPAS, 2010; SBI, 2016). 
Considerando alguns desafios das DICT no Brasil e a 
responsabilidade das três esferas de governo frente aos desafios, 
leia com atenção a notícia no recurso a seguir. Vamos fazer uma 
análise e, depois, responder algumas questões. 
Para enfrentar as 
DICT é necessário 
investir na melhoria 
da infraestrutura 
dos serviços de 
saúde pública, 
incremento de 
recursos humanos 
e capacitação 
dos profissionais, 
implementação 
de políticas 
de medidas 
de controle e 
vigilância, além 
de mobilização de 
toda sociedade.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
071
Doenças do século 19 ainda são desafios para a saúde pública
Brasília - O mesmo Sistema Único de Saúde (SUS) que fez mais 
de 22 mil cirurgias de transplantes de órgão e lida diariamente 
com doenças relacionadas a um novo estilo de vida imposto pela 
modernidade do século 21 - corrido e ao mesmo tempo sedentário -, 
ainda precisa prestar atendimento a pessoas com enfermidades que 
se expandiram desde o século 19. De acordo com a pesquisadora da 
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Tânia Araújo Jorge, as chamadas 
“doenças negligenciadas” têm um determinante social muito forte e 
suas sequelas alimentam o círculo da pobreza.
“Renda, condições de educação, de saneamento e água 
influenciam bastante na permanência dessas doenças, por isso 
são consideradas doenças relacionadas à pobreza”, explica Tânia. 
As doenças negligenciadas consideradas prioritárias pelo governo 
federal são dengue, doença de Chagas, leishmaniose, malária, 
esquistossomose, hanseníase e tuberculose. A pesquisadora 
destaca que outra característica desses males é que, de forma geral, 
são negligenciados pela indústria farmacêutica global. “Não tem 
interesse em investimento de pesquisa para geração de vacina, de 
medicamentos, porque é um mercado pobre, a atividade econômica 
não dá sustentação para um mercado global” avaliou.
Tânia Araújo acrescenta ainda que outro componente que contribui 
para a permanência dessas doenças na agenda do governo é a 
omissão da rede pública de saúde na atenção a essas populações. 
“Muitas vezes você tem o medicamento, mas o serviço de saúde 
não propicia o acesso às soluções já conhecidas”, diz.
A pesquisadora ressaltou que não adianta ter apenas um planejamento 
do governo federal, “tem que haver ação na ponta. A articulação entre 
os entes federal, estaduais e municipais é muito importante”. Para ela, 
as políticas voltadas para a as doenças negligenciadas são tratadas 
como política de governo e não de Estado, e por isso é muito comum 
que sejam suspensas a cada troca de governo.
Outro componente 
que contribui para 
a permanência 
dessas doenças na 
agenda do governo 
é a omissão da 
rede pública de 
saúde na atenção a 
essas populações. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
072
“Esse tema não deve sair da agenda política, ele está muito presente 
na agenda dos cientistas, mas isso por si só não é o suficiente. 
Os resultados das pesquisas têm que ser colocado na agenda 
política do país” frisou Tânia, acrescentando que o investimento em 
educação é fundamental.
Leia a notícia completa no Portal da Empresa Brasil de Comunicação: 
Fonte: VALCARENGHI, Aline Leal; CHAGAS, Marcos. Doenças do 
século 19 ainda são desafios para a saúde pública. Agência Brasil. 
19/08/2013. Disponível em: <http://www.ebc.com.br/noticias/sau-
de/2013/08/doencas-do-seculo-19-ainda-sao-desafios-para-a-saude-
-publica>. Acesso em: 10 mai. 2017.
Agora, vamos analisar as informações que lemos na notícia, a partirde alguns questionamentos: 
1. Que fatores contribuem para a ocorrência das DICT que foram 
citados na notícia? 
Os fatores que contribuem para a ocorrência das DICT são: Falta 
de interesse e investimentos para realização de pesquisas, para 
produção de novos medicamentos e vacinas; ausência ou pouca 
efetividade das ações de prevenção e controle dessas doenças, 
sendo necessário rediscutir sobre essas ações, bem como 
elaborar uma agenda de propostas de ações mais efetivas para 
o enfrentamento delas. Isso não significa que não exista uma 
agenda de propostas, mas que essa agenda deve ser repensada 
considerando os desafios atuais. 
Além disso, maior envolvimento e responsabilização de todos 
para o enfrentamento dessas doenças. Esses fatores apontam 
para a necessidade de implementação de políticas mais efetivas 
tanto para a definição de responsabilidades e atribuições quanto 
para o financiamento e distribuição de recursos, para definição 
de ações estratégicas de enfrentamento. 
A necessidade de 
implementação 
de políticas mais 
efetivas tanto para 
a definição de 
responsabilidades 
e atribuições 
quanto para o 
financiamento e 
distribuição de 
recursos, para 
definição de ações 
estratégicas de 
enfrentamento. 
http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2013/08/doencas-do-seculo-19-ainda-sao-desafios-para-a-saude-publica
http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2013/08/doencas-do-seculo-19-ainda-sao-desafios-para-a-saude-publica
http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2013/08/doencas-do-seculo-19-ainda-sao-desafios-para-a-saude-publica
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
073
2. Que atores devem estar envolvidos no cenário das DICT agindo 
para o controle das mesmas?
Existe a necessidade de atores que se comprometam em 
propor políticas públicas direcionadas a esses desafios, bem 
como gestores que as levem adiante. Além disso, envolver os 
profissionais de saúde na realização das ações estratégicas, bem 
como mobilizar a sociedade através das mídias para uma mudança 
de comportamento e hábitos. Percebemos aqui, que são vários os 
atores que devem se envolver no enfrentamento dessas doenças. 
Na notícia foram citadas várias informações importantes, que se 
configuram como desafios, relacionadas as DICT consideradas 
como negligenciadas. No entanto, esses fatores apontados na 
notícia se aplicam, de forma geral, a diversas DICT. 
Todo esse cenário requer vontade e decisão política, sendo fundamental 
que as ações e investimentos necessários para enfrentamento das 
DICT estejam na agenda política de qualquer governo, de forma 
articulada com as três esferas de governo (Federal, Estadual, Municipal), 
envolvendo todos os níveis de atenção à saúde (primária, secundária, 
terciária) (PAZ, BERCINI, 2009; OPAS, 2010; SBI, 2016). 
Nesse contexto, se inserem os Sistemas de Vigilância em Saúde e o 
Sistema de Vigilância Sanitária instituídos, mediante leis e portarias, 
em todo território nacional. Lembrando que o Sistema de Vigilância 
em Saúde tem como objetivo a análise permanente da situação de 
saúde da população, articulando-se num conjunto de ações que 
se destinam a controlar determinantes, riscos e danos à saúde de 
populações que vivem em determinados territórios. A Vigilância 
Sanitária tem por objetivos o controle sanitário da produção e da 
comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância 
sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e 
das tecnologias a eles relacionadas, bem como o controle de portos, 
aeroportos e fronteiras (BRASIL, 2009). 
O Sistema de 
Vigilância em 
Saúde tem como 
objetivo a análise 
permanente da 
situação de saúde 
da população, 
articulando-se num 
conjunto de ações 
que se destinam 
a controlar 
determinantes, 
riscos e danos 
à saúde de 
populações 
que vivem em 
determinados 
territórios.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
074
Vale ressaltar a descentralização desses sistemas, para cobertura de 
todo território nacional, visando cumprir com as ações de acordo com 
o nível de competência para enfrentamento das DICT, e outros agravos. 
As competências de cada nível de governo (União, Estado e 
Municípios), do Sistema Único de Saúde (SUS), Sistema de 
Vigilância em Saúde e Vigilância Sanitária, relacionadas às DICT e 
outros agravos, estão descritas em diversos documentos, como a 
Constituição Federal, Leis e Portarias, como veremos a seguir. 
Agora, vamos responder a quarta questão de fixação. 
QUESTÃO 3 - “A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu 
investimentos para os países afetados por 17 doenças tropicais 
negligenciadas, uma ação que poderia beneficiar diretamente a saúde e o 
bem-estar de mais de 1,5 bilhão de pessoas. Ao aumentar o investimento em 
apenas 0,1% dos gastos domésticos em saúde, governos de países de baixa 
e média renda podem evitar a ocorrência de doenças como leishmaniose, 
hanseníase, doença de chagas, dengue, raiva, entre outras. A OMS enfatiza 
que é necessário investir para superar o impacto das doenças tropicais 
negligenciadas, destaca algumas ações necessárias para promover a 
redução e eliminação dessas doenças, que afetam principalmente as 
populações mais pobres e vulneráveis, como o acesso universal ao setor 
de saúde e investimentos em água e saneamento. Ressalta, ainda, que a 
rápida urbanização, a falta de planejamento, as mudanças climáticas e os 
impactos no meio ambiente são fatores que contribuem para a propagação 
dessas doenças anteriormente apenas associadas a zonas tropicais, como 
a dengue, que hoje se encontra em 150 países. ”
Fonte: ONU. Fim das doenças tropicais negligenciadas trará ganhos econômicos 
para os governos, afirma OMS. Publicado em 19/02/2015. Disponível em: 
<https://nacoesunidas.org/fim-das-doencas-tropicais-negligenciadas-trara-
ganhos-economicos-para-os-governos-afirma-oms/>. Acesso em: 15 mai. 2017. 
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
https://nacoesunidas.org/fim-das-doencas-tropicais-negligenciadas-trara-ganhos-economicos-para-os-governos-afirma-oms/
https://nacoesunidas.org/fim-das-doencas-tropicais-negligenciadas-trara-ganhos-economicos-para-os-governos-afirma-oms/
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
075
Com base no texto acima, considerando o contexto das Doenças Negligenciadas 
(DN), no Brasil, e as competências da União, Estados e Municípios para o 
enfrentamento e controle dessas doenças, responda a seguinte questão: 
Quais ações devem ser empreendidas, no SUS, como medidas de prevenção, 
tratamento e controle das DN?
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Legislação relacionada 
ao controle das doenças 
infectocontagiosas
Para discutir a legislação que regulamenta as ações de controle 
de doenças infectocontagiosas, precisamos compreender as 
competências dos três níveis de governo, a partir de suas entidades 
gestoras do SUS. A gestão do SUS é exercida em cada esfera de 
governo pelos órgãos representativos. No âmbito da União, a gestão 
é do Ministério da Saúde (MS), nos Estados e Distrito Federal, o 
gerenciamento é feito pelas Secretárias Estaduais (SES) e nos 
Municípios, são as Secretarias Municipais de Saúde (SMS), como 
disposto no inciso I do art. 198 da Constituição Federal (1988) e no 
art. 9º da Lei 8080 (1990). 
Além disso, iremos destacar as ações relacionadas ao controle 
de doenças infectocontagiosas que estão descritas em alguns 
documentos legais. Inicialmente, vamos partir de um dos principais 
documentos que regulamentam a saúde no Brasil, que é a 
Constituição Federal de 1988. 
Como sabemos, no Capítulo da Saúde, em seu Art. 196 (BRASIL, 
1988) tem-se que “A saúde é direito de todos e dever do Estado, 
garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
076
redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal 
e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e 
recuperação”. Ou seja, compete ao Estado garantire instituir políticas 
que vão promovam a redução do risco de doença, incluindo as DICT. 
A Constituição Federal de 1988, também institui o Sistema Único de 
Saúde, SUS, no Art. 200, no qual vemos descritas as competências 
do SUS: 
I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e 
substâncias de interesse para a saúde e participar 
da produção de medicamentos, equipamentos, 
imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos; 
II - executar as ações de vigilância sanitária e 
epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador; 
III - ordenar a formação de recursos humanos na área 
de saúde; 
IV - participar da formulação da política e da execução 
das ações de saneamento básico; 
V - Incrementar em sua área de atuação o desenvolvi-
mento científico e tecnológico; 
VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o 
controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e 
águas para consumo humano; 
VII - participar do controle e fiscalização da produção, 
transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos 
psicoativos, tóxicos e radioativos (BRASIL, 1988).
Considerando os parágrafos do Artigo 200 da Constituição Federal, 
citados acima, observamos que as diversas competências atribuídas 
ao SUS estão de acordo com as ações que devem ser realizadas 
para o controle de diversas doenças, incluindo as DICT. Dentre 
essas competências destacamos as medidas de Vigilância Sanitária 
(VISA) e Vigilância Epidemiológica (VE), a produção de produtos de 
interesse para a saúde, tais como medicamentos e imunobiológicos. 
No recurso a seguir, vamos saber mais sobre isso. 
As diversas 
competências 
atribuídas ao SUS 
estão de acordo 
com as ações 
que devem ser 
realizadas para 
o controle de 
diversas doenças, 
incluindo as DICT.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
077
Conceito de VE e VISA
Parágrafo 1º Entende-se por vigilância sanitária um conjunto de ações capaz 
de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas 
sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens 
e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo: 
I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se 
relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da 
produção ao consumo; e 
II - o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou 
indiretamente com a saúde. 
Parágrafo 2º Entende-se por vigilância epidemiológica um conjunto de 
ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de 
qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde 
individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas 
de prevenção e controle das doenças ou agravos. (BRASIL, 1990a).
Assim, investir em pesquisas e produção de medicamentos e 
vacinas para tratamento e prevenção, tanto de doenças emergentes 
e reemergentes, principalmente, aquelas doenças consideradas 
negligenciadas; fortalecer as ações de VISA e VE, o que requer 
implantar serviços e capacitar profissionais para realizar essas 
ações, é de fundamental importância. Além disso, aumentar a 
capacidade diagnóstica dos serviços de saúde, a produção de dados 
estatísticos confiáveis, que permitirá acompanhar o comportamento 
das doenças e a efetividade das ações de controle e as possíveis 
falhas (SOUZA, 2010; BARRETO et al, 2011). 
Além da Constituição Federal, que estabelece as diretrizes e 
princípios que regem o SUS e define várias competências, há, 
também, as Leis Orgânicas da Saúde (LOS) 8080 (BRASIL, 1990a) 
e 8142 (BRASIL, 1990b), publicadas em 1990, complementar à 
Além da Constituição 
Federal, que 
estabelece as 
diretrizes e princípios 
que regem o SUS 
e define várias 
competências, há, 
também, as Leis 
Orgânicas da Saúde.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
078
Constituição Federal de 1988. Elas determinam as atribuições do 
governo Federal, Estadual e Municipal, responsabilizando os órgãos 
a eles vinculados (MS, SES, SMS) pelas realizações de diversas 
ações e atividades no SUS. 
A Lei 8080, ao tratar sobre o SUS, em seu Título II, Capítulo IV, Seção 
I, define as competências e as atribuições comuns aos três níveis 
de governo, destacando-se algumas: definição das instâncias e 
mecanismos de controle, avaliação e de fiscalização das ações 
e serviços de saúde; acompanhamento, avaliação e divulgação 
do nível de saúde da população e das condições ambientais; 
participação de formulação da política e da execução das ações 
de saneamento básico e colaboração na proteção e recuperação 
do meio ambiente; participação na formulação e na execução da 
política de formação e desenvolvimento de recursos humanos para 
a saúde; organização e coordenação do sistema de informação de 
saúde (SIS) (BRASIL, 1990a). 
A Lei 8080 (BRASIL, 1990a), também define e direciona o 
atendimento a epidemias no Parágrafo XIII, do artigo 15: “para 
atendimento de necessidades coletivas, urgentes e transitórias, 
decorrentes de situações de perigo iminente, de calamidade pública 
ou de irrupção de epidemias, a autoridade competente da esfera 
administrativa correspondente poderá requisitar bens e serviços, 
tanto de pessoas naturais como de jurídicas, sendo-lhes assegurada 
justa indenização” (BRASIL, 1990a).
No que tange às atribuições específicas de cada esfera de governo, 
a Lei 8080 define no artigo Art. 16 as competências da União (MS), 
no Art. 17 as do Estado (SES) e no Art. 18 as do Município (SMSA) 
(BRASIL, 1990a).
Quer saber mais? Acompanhe o recurso a seguir. 
No que tange 
às atribuições 
específicas de cada 
esfera de governo, 
a Lei 8080 define 
no artigo Art. 16 as 
competências da 
União (MS), no Art. 
17 as do Estado 
(SES) e no Art. 18 
as do Município 
(SMSA)
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
079
Constituição Brasileira e Leis Orgânicas da Saúde
Acesse as leis na íntegra, para se aprofundar no conteúdo.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, Seção 
II, DA SAÚDE, Artigo 196-200. Senado, Brasília: DF. 1988. Disponível em: 
<http://conselho.saude.gov.br/web_sus20anos/20anossus/legislacao/
constituicaofederal.pdf>. Acesso em: 10 mai. 2017. 
BRASIL. Lei N. 8080/90, de 19 de setembro de 1990. Brasília: DF. 1990. 
Disponível em <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8080.htm>. 
Acesso em: 10 mai. 2017.
Agora, vamos destacar algumas das competências estabelecidas 
na Constituição Federal (1988) e na Lei 8080. Em relação à 
competência dos entes federados: À União compete a formulação 
e implementação das políticas de saúde. Ao Estado compete 
promover a descentralização dos serviços e ações de saúde, 
acompanhar, controlar e avaliar a rede de serviços do SUS, prestar 
apoio técnico e financeiro aos Municípios e coordenar e executar, 
complementarmente, ações e serviços de saúde. Ao Município 
compete planejar, organizar, controlar, avaliar, gerir e executar 
as ações que foram definidas pelo MS a partir da instituição das 
Políticas de Saúde (BRASIL, 1988; BRASIL, 1990). 
Observe que, a partir dessas Leis, se determina a instituição e 
consolidação dos Sistemas de Vigilância em Saúde e suas demais 
vigilâncias (epidemiológica, ambiental, trabalhador) e dos Sistemas 
de Vigilância Sanitária, em todo território nacional, a partir da 
constituição das Secretarias Nacionais de Vigilância em Saúde 
(SVS/MS), e no âmbito dos Estados e Municípios, os serviços de 
vigilância em saúde e vigilância sanitária (BRASIL, 2016b). 
Ao Município 
compete planejar, 
organizar, controlar, 
avaliar, gerir 
e executar as 
ações que foram 
definidas pelo MS a 
partir da instituição 
das Políticas de 
Saúde
http://conselho.saude.gov.br/web_sus20anos/20anossus/legislacao/constituicaofederal.pdf
http://conselho.saude.gov.br/web_sus20anos/20anossus/legislacao/constituicaofederal.pdf
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8080.htm
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
080
Ao longo do tempo, observamosque outras Leis e Portarias 
foram sendo instituídas de acordo com a necessidade de ampliar 
o escopo de ações para enfrentar novos desafios, para instituir 
regulamentações de financiamento e transferência de recursos, 
dentre outros. 
Assim, destacamos algumas (BRASIL, 2009; BRASIL, 2010b): 
• Lei n. 9.782, de 26/01/1999, define o Sistema Nacional de 
Vigilância Sanitária e cria a Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária – ANVISA; 
• Portaria n. 1.052/GM/MS, de 08/05/2007, que aprova o Pla-
no Diretor de Vigilância Sanitária – PDVISA, contemplando 
as diretrizes norteadoras necessárias à consolidação e ao 
fortalecimento do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária; 
• Portaria n. 1.865/GM/MS, de 10/08/2006, que estabelece 
a SVS/MS como ponto focal nacional para o RSI junto à 
Organização Mundial da Saúde; 
• Decreto n. 6.860, de 27/05/2009, que aprova a Estrutura 
Regimental do MS, estabelecendo as competências da 
SVS/MS como gestora do Sistema Nacional de Vigilância 
em Saúde e como formuladora da Política de Vigilância 
Sanitária, em articulação com a ANVISA; 
• Portaria n. 3.252, de 22/12/2009, que aprova as diretrizes 
para execução e financiamento das ações de Vigilância em 
Saúde pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Vamos entender um pouco mais? Acompanhe o recurso a seguir. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
081
O que é RSI – Regulamento Sanitário Internacional
O Regulamento Sanitário Internacional – RSI, aprovado em 2005, é um 
instrumento jurídico internacional, elaborado para ajudar a proteger os 
países contra a propagação internacional de doenças, incluindo-se os 
riscos e emergências de Saúde Pública (SP). Estabelece a necessidade 
de aperfeiçoamento das capacidades dos serviços de Saúde Pública para 
detectar, avaliar, monitorar e dar resposta apropriada aos eventos que 
se possam constituir em emergência de Saúde Pública de importância 
internacional, oferecendo a máxima proteção em relação à propagação de 
doenças em escala mundial, mediante o aprimoramento dos instrumentos 
de prevenção e controle de riscos de SP (BRASIL, 2009; BRASIL, 2010b).
Como vimos, diversas Leis, decretos e portarias foram instituídos 
no Brasil, com objetivo de regulamentar as atividades do sistema 
nacional, estadual e municipal de vigilância em saúde e sanitária 
para enfrentamento das situações de doenças e agravos de 
interesse na saúde pública, dentre essas as DICT.
Agora, vamos para a segunda videoaula. Acompanhe!
Videoaula
“Papel da União, Estados e Municípios 
no controle das doenças infectoconta-
giosas e Legislações pertinentes”
Autora: Shirley Pereira de Almeida
Diversas Leis, 
decretos e 
portarias foram 
instituídos no 
Brasil, com objetivo 
de regulamentar 
as atividades 
do sistema 
nacional, estadual 
e municipal de 
vigilância em saúde 
e sanitária para 
enfrentamento 
das situações de 
doenças e agravos 
de interesse na 
saúde pública, 
dentre essas as 
DICT.
https://player.vimeo.com/video/194083788
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
082
A Vigilância em 
saúde das doenças 
infectocontagiosas 
Agora, para definir as ações de vigilância em saúde das doenças 
infectocontagiosas, vamos começar revendo conceitos, certo? 
O termo Vigilância provém de vigiar que significa: observar atentamen-
te, espreitar, velar, estar de sentinela, sendo que a vigilância é o ato de 
vigiar, além de preocupação, diligência e prevenção (BUENO, 1996). 
A Vigilância, no campo da saúde, passou por várias discussões 
em torno do conceito, suas implicações, campos de saberes e 
possibilidades de atuação e ações, com algumas variações do 
termo, porém definiu-se o uso do termo Vigilância em Saúde (V.S.), 
entendendo-a como
Uma rearticulação de saberes e práticas sanitárias, um 
caminho para a consolidação do ideário e princípios 
do SUS. Apoia-se no conceito positivo do processo 
saúde-doença e desloca radicalmente o olhar sobre o 
objeto da saúde pública – da doença para o modo de 
vida (as condições e estilos de vida) das pessoas. Tem 
como características: a intervenção sobre problemas 
de saúde que requerem atenção e acompanhamento 
contínuos; adoção do conceito de risco; articulação 
entre ações promocionais, preventivas, curativas e 
reabilitadoras; atuação intersetorial; ação sobre o 
território; e intervenção sob a forma de operações 
(TEIXEIRA, PAIM, VILASBOAS, 1998, p. 18). 
De acordo com o Ministério da Saúde (BRASIL, 2010b), os objetivos 
da Vigilância em Saúde são: observar e analisar, continuamente, a 
situação de saúde da população, articulando-se em um conjunto de 
ações destinadas a controlar determinantes, riscos e danos à saúde 
de populações que vivem em determinados territórios, garantindo-
se a integralidade da atenção, tanto individual quanto coletivamente, 
no enfrentamento dos problemas de saúde. 
O termo Vigilância 
provém de vigiar que 
significa: observar 
atentamente, 
espreitar, velar, estar 
de sentinela, sendo 
que a vigilância é o 
ato de vigiar, além 
de preocupação, 
diligência e 
prevenção.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
083
O Decreto Presidencial n. 8.901, de 10/11/2016 (BRASIL, 2016b), 
aprovou a estrutura regimental do Ministério da Saúde, tornando 
a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) um dos órgãos de 
assistência direta e imediata do Ministério da Saúde (BRASIL, 2016b).
A partir desse decreto, para cumprir com seus objetivos, a estrutura 
operacional da SVS passa a ter a seguinte estrutura, conforme 
apresentado no Organograma a seguir. 
ORGANOGRAMA 1 – Estrutura da Vigilância em Saúde
Vigilância em Saúde
Vigilância de
doenças
transmissíveis
Vigilância de
doenças e
agravos não
transmissíveis
e promoção da
saúde
Gestão da
Vigilância em
Saúde
Vigilância,
prevenção e
controle de
DST/aids e
hepatites virais
Vigilância em
saúde
ambiental e do
trabalhador
Fonte: Elaborado por Shirley Pereira de Almeida, adaptado do Decreto 8901 (BRASIL, 2016b). 
Em relação à Vigilância sanitária, conforme o Decreto presidencial 
8901, ela compõe a estrutura do Ministério da Saúde, sendo uma 
autarquia, denominada como a Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária, ANVISA (BRASIL, 2016b). 
Aqui ressaltamos que as ações de V.S. devem ser desenvolvidas por 
todos os níveis de atenção à saúde (primária, secundária, terciária) 
que compõe as Redes de Atenção à Saúde (RAS), destacando 
a função da Atenção Primária à Saúde, APS, como articuladora 
dessa rede. Para cumprir com os objetivos da V.S., os profissionais 
de saúde inseridos na APS devem ter capacidade e habilidades de 
atuar no território, sob sua responsabilidade sanitária, utilizando 
as ferramentas necessárias para o diagnóstico (perfil populacional 
e epidemiológico, das condições de vida e identificação dos 
problemas), planejamento e programação das ações de V.S., 
considerando tanto as ações preventivas quanto de promoção e 
curativas (BRASIL, 2010b). 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
084
Atualmente, o modelo assistencial proposto para a Atenção Primária 
à Saúde é a estratégia de Saúde da Família (SF), que tem em sua 
composição o Agente Comunitário de Saúde (ASC), além de contar 
com os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), e também 
com a equipe dos Agentes de Combate às Endemias (ACE). Essas 
equipes são fundamentais nas ações de monitoramento ambiental e 
controle de endemias e epidemias, desenvolvendo as competências 
e atribuições específicas de acordo com a função (BRASIL, 2010b). 
Acompanhe, no recurso a seguir, mas informações sobre isso. 
Regulamentação e atribuições dos ACE na V.S.
A atuação dos Agentes de Combate às Endemias (ACE), na Atenção 
Primária à Saúde, junto às equipes SF, têm o objetivo de fortalecer as 
ações de vigilância em saúde. Os critérios e regulamentações em relação 
a essas equipes estão na Portaria n. 1.007/GM/MS, de 4 de maio de 2010.
Agora, para que essas equipes trabalhem articuladas, num conjunto 
coeso, é necessário queexistam diretrizes claras, certo? 
Elas estão no documento intitulado: “Diretrizes Nacionais da 
Vigilância em Saúde” (BRASIL, 2010b), que apresenta as políticas e 
gestão da V.S., seu conceito e objetivos, seus componentes, além de 
definir as ações que cada um desses componentes devem executar. 
Apresenta também as diretrizes e instrumentos para planejamento, 
programação das ações de V.S., bem como traz algumas orientações 
quanto a organização do SUS para enfrentar as emergências em 
saúde pública (SP), definindo, ainda, as responsabilidades dos três 
níveis de governo frente ao sistema de V.S. e VISA (BRASIL, 2010b). 
Leia no recurso a seguir, mais informações sobre a Vigilância em 
Saúde. 
A atuação dos 
Agentes de Combate 
às Endemias (ACE), 
na Atenção Primária 
à Saúde, junto às 
equipes SF, têm o 
objetivo de fortalecer 
as ações de 
vigilância em saúde.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
085
Vigilância em Saúde: ações, responsabilidades, financiamento
Para saber mais sobre as responsabilidades da Vigilância em Saúde, além 
das diretrizes para funcionamento, as fontes de financiamento e recursos 
para desenvolver as ações de vigilância em saúde busque a referência abaixo. 
BRASIL. Diretrizes Nacionais da Vigilância em Saúde. Ministério da Saúde, 
Secretaria de Vigilância em Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. Série F. 
Comunicação e Educação em Saúde; Série Pactos pela Saúde 2006; v. 13. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2010b. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.
br/bvs/publicacoes/pacto_saude_volume13.pdf>. Acesso em: 10 mai. 2017.
Dentre as ações de V.S., estão as ações de enfrentamento as 
emergências em SP e, para detecção e respostas a essas faz-
se necessário que estruturas técnico-operacionais estejam 
implantadas. Nesse contexto, se inserem os centros de informações 
estratégicas e respostas em vigilância em saúde (CIEVS), principal 
estratégia com capacidade de resposta a essas emergências, bem 
como os sistemas de informações em saúde (SIS), principalmente o 
SINAN (Sistema de Informação de notificação agravos). 
Os CIEVS já estão implantados em 24 estados e 22 capitais 
brasileiras, mas a meta é chegar a todas as unidades federadas e 
capitais. Os CIEVS e Departamentos de Vigilância Epidemiológica 
(VE) da união, estados e municípios são o que compõem a rede de 
V.S., para monitoramento e controle de doenças (BRASIL, 2010b).
Agora, vamos responder outra questão de fixação, com atenção!
Dentre as ações de 
V.S., estão as ações 
de enfrentamento 
as emergências em 
SP e, para detecção 
e respostas a 
essas faz-se 
necessário que 
estruturas técnico-
operacionais 
estejam 
implantadas. 
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pacto_saude_volume13.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pacto_saude_volume13.pdf
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
086
QUESTÃO 4 - A partir do Decreto Presidencial n. 8.901, de 10/11/2016, 
a estrutura operacional da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), órgão 
vinculado ao Ministério da Saúde, tem sua estrutura operacional modificada.
Considerando a estrutura operacional da SVS, leia as afirmativas abaixo:
I. A Vigilância de Doenças Transmissíveis é um dos componentes da 
estrutura da SVS. 
II. A Vigilância Sanitária é um dos componentes da estrutura da SVS.
III. A Vigilância de Saúde do Trabalhador e em Saúde Ambiental não tem 
relação com a SVS. 
IV. O CIEVS, Centros de Informações Estratégicas e Respostas em 
Vigilância em Saúde, é uma estratégia com capacidade de resposta às 
emergências em saúde pública.
É correto o que se afirma em:
a. II, III e IV, apenas.
b. I, III e IV, apenas.
c. I e IV, apenas.
d. I e III, apenas.
e. III e IV, apenas.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
O Sistema de 
Informação Nacional de 
Agravos de Notificação 
Compulsória (SINAN)
Agora, vamos compreender como funciona o SINAN, Sistema de 
Informação Nacional de Agravos de Notificação Compulsória. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
087
Todas as atividades realizadas pelos diversos profissionais no 
SUS geram uma infinidade de dados, que a partir de um processo 
de análise, podem gerar várias informações. Esses dados, em sua 
maioria, são registrados nos Sistemas de Informação em Saúde 
(SIS), vinculados à base de dados do Ministério da Saúde, que são 
instrumentos padronizados de monitoramento e coleta de dados. 
Seu propósito é fornecer informações que possibilitem analisar e 
compreender os problemas de saúde, tomar decisões, implementar 
ações, avaliar e monitorar seus resultados. 
Alguns exemplos de SIS são o Sistema de Informações sobre 
Mortalidade (SIM), o Sistema de Informações de Nascidos Vivos 
(SINASC), Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) e Sistema 
de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). O SINAN é um 
sistema de informação para registro e notificação de Doenças de 
Notificação Compulsória (DNC), ou casos suspeitos das DNC, é 
obrigatório que a notificação seja feita por qualquer profissional de 
saúde de instituição pública ou privada. 
O MS é quem define a relação de DNC, e publica portarias que 
definem as responsabilidades pelas notificações (BRASIL, 2010b).
Várias doenças são consideradas de notificação compulsória, sendo 
que a lista de DNC, mais atualizada, foi publicada pelo MS em 2016. 
Para saber mais leia a orientação no recurso a seguir. 
 
Para conhecer a relação de Doenças de Notificação Compulsória, leia a 
Portaria n. 204, de 17 de fevereiro de 2016, que Define a Lista Nacional de 
Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública 
nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional. 
Disponível em <https://central3.to.gov.br/arquivo/301116/>. 
Alguns exemplos de 
SIS são o Sistema 
de Informações 
sobre Mortalidade 
(SIM), o Sistema 
de Informações 
de Nascidos Vivos 
(SINASC), Sistema 
de Informação 
Ambulatorial 
(SIA) e Sistema 
de Informação 
de Agravos de 
Notificação (SINAN).
https://central3.to.gov.br/arquivo/301116
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
088
O Ministério da Saúde, a partir da Portaria n. 204, publicada em 
17/02/2016, além de definir as doenças, agravos e eventos de saúde 
pública que devem ser notificados, obrigatoriamente, também 
define como sendo da obrigatoriedade de todos os profissionais e 
serviços de saúde e laboratórios do setor público, privado ou social 
a notificação das doenças e dos casos suspeitos, de acordo com a 
lista de DNC (BRASIL, 2016a). 
Nesse contexto, se insere o enfermeiro, que como profissional de 
saúde, tem a obrigação de notificar as doenças, que constam na 
lista de DNC, mediante preenchimento da ficha SINAN específica, 
envio para os serviços de VE, sendo que para algumas doenças, 
além dessa notificação por escrito é necessário a comunicação por 
telefone ou outros meios como e-mail, link, dependendo da gravidade 
e urgência do caso (BRASIL, 2010b). Vale ressaltar a diferenciação 
de conceitos quanto aos tipos de notificação que são: notificação 
compulsória, notificação compulsória imediata, notificação 
compulsória semanal e notificação compulsória negativa. 
De acordo com a Portaria n. 204 (BRASIL, 2016a), notificação 
compulsória é a comunicação obrigatória à autoridade de saúde de 
casos suspeitos ou confirmados de doenças que constam na lista 
de DNC, por qualquer profissional de saúde, sendo que a notificação 
pode ser imediata ou semanal. A Notificação compulsória imediata 
é aquela que deve ser realizada o mais breve possível, nas 24 horas, 
a partir do conhecimento da suspeita ou confirmação da ocorrência 
de DNC. A Notificação compulsória semanal é aquela que pode ser 
realizada em até sete dias, a partir do conhecimento da ocorrência 
de doença ou agravo. 
A Notificação compulsória negativa refere-se à notificação de que não 
ocorreu, naquela semana epidemiológica, nenhum caso de DNC. Na 
Portaria n. 204 está descrito a obrigatoriedadeda periodicidade de 
notificação das DNC: em 24 horas, após identificação de caso suspeito, 
ou em até sete dias. Observa-se que a periodicidade de notificação é 
de até no máximo uma semana, isso porque o SINAN trabalha com o 
Notificação 
compulsória é 
a comunicação 
obrigatória à 
autoridade de saúde 
de casos suspeitos 
ou confirmados 
de doenças que 
constam na lista de 
DNC, por qualquer 
profissional de 
saúde, sendo que a 
notificação pode ser 
imediata ou semanal.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
089
calendário epidemiológico anual, definido pelo Ministério da Saúde e 
que estabelece uma divisão do ano em semanas epidemiológicas, que 
se iniciam no domingo e terminam no sábado. 
Acompanhe o recurso a seguir, com mais informações. 
Para conhecer o Calendário Epidemiológico de 2017 você pode acessar o 
link: <http://portalsinan.saude.gov.br/calendario-epidemiologico>
Além do que já destacamos sobre o propósito do SIS, dentre eles 
o SINAN, vale ressaltar a importância do preenchimento e envio da 
informação de DNC, considerando a manutenção do repasse dos 
recursos do Componente de Vigilância e Promoção da Saúde, que 
está condicionada à alimentação regular do Sistema de Informação 
de Agravos de Notificação (SINAN), além do Sistema de Informações 
de Nascidos Vivos (SINASC) e do Sistema de Informações sobre 
Mortalidade (SIM) (BRASIL, 2016c). 
O fluxo dessas informações, preenchimento e envio das fichas 
SINAN de forma eletrônica está disponível aos municípios, sendo 
que compete às Secretarias Municipais de Saúde, a notificação 
semanal das DNC, mesmo que em caso negativo de ocorrência, 
pois também existe ficha de notificação negativa no SINAN (BRASIL, 
2010b; BRASIL, 2016a). 
Sobre o SINAN, leia o recurso a seguir, com indicações para mais 
informações. 
O fluxo dessas 
informações, 
preenchimento e 
envio das fichas 
SINAN de forma 
eletrônica está 
disponível aos 
municípios, sendo 
que compete 
às Secretarias 
Municipais de 
Saúde, a notificação 
semanal das DNC, 
mesmo que em 
caso negativo de 
ocorrência, pois 
também existe 
ficha de notificação 
negativa no SINAN
http://portalsinan.saude.gov.br/calendario-epidemiologico
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
090
Importância e acesso ao SINAN
O SINAN é alimentado, principalmente, pela notificação e investigação 
de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional de DNC 
(Portaria n. 204, de 17 de fevereiro de 2016), mas é facultado a estados e 
municípios incluir outros problemas de saúde importantes em sua região. 
Sua utilização efetiva permite a realização do diagnóstico dinâmico da 
ocorrência de um evento na população, podendo fornecer subsídios para 
explicações causais dos agravos de notificação compulsória, além de 
indicar riscos aos quais as pessoas estão sujeitas, contribuindo assim, para 
a identificação da realidade epidemiológica de determinada área geográfica. 
Acesse mais informações no site: <http://portalsinan.saude.gov.br/>. 
Outro site importante: <http://ces.ibge.gov.br/base-de-dados/metadados/
ministerio-da-saude/sistema-de-informacoes-de-agravos-de-notificacao-
sinan.html>.
Agora, leia o estudo de caso atentamente, para entender como se 
preenche a ficha SINAN no exemplo que aparece em seguida, certo? 
Acompanhe!
Febre Amarela 
No dia 26/01/2017 a Sra. Maria Tereza da Cruz, 37 anos, nascida em 
15/01/1980, compareceu ao Centro de Saúde Monte Santo, Distrito 
Oeste, Município de Belo Horizonte, sendo atendida, no acolhimento, 
pela enfermeira Lucia Maria da Silveira, COREN-MG (Conselho Regional 
de Enfermagem de Minas Gerais): 30000, com as seguintes queixas: 
febre alta (39,5ºC) de início repentino, há 5 dias (21/01/2017), diz que 
está ficando amarelada, sente muita dor de cabeça, dor no corpo, dor 
abdominal, prostração, está com náusea e vômitos há 2 dias. A enfermeira 
Lúcia verificou que a Sra. Maria Tereza estava febril (39,6 ºC), ictérica, 
prostrada, frequência cardíaca: 46 bpm, frequência respiratória: 17 rpm.
http://portalsinan.saude.gov.br/
http://ces.ibge.gov.br/base-de-dados/metadados/ministerio-da-saude/sistema-de-informacoes-de-agravos-de-notificacao-sinan.html
http://ces.ibge.gov.br/base-de-dados/metadados/ministerio-da-saude/sistema-de-informacoes-de-agravos-de-notificacao-sinan.html
http://ces.ibge.gov.br/base-de-dados/metadados/ministerio-da-saude/sistema-de-informacoes-de-agravos-de-notificacao-sinan.html
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
091
A enfermeira perguntou se a Sra. Maria Tereza estava com a vacinação 
em dia, se tinha tomado vacina contra febre amarela, mas essa informou 
que não tinha cartão de vacina e que não se lembrava de ter tomado essa 
vacina. Perguntou, também, se a Sta. Maria Tereza estava grávida ou 
com suspeita de gravidez, sendo informado que não, pois já havia feito 
ligadura de trompa há 3 anos, após 4 filhos. A enfermeira Lucia acionou 
o médico da unidade, que examinou a Sra. Maria Tereza, prescreveu 
antitérmico e soroterapia e informou que ela seria removida para uma 
unidade de pronto-atendimento (UPA) para realização de exames e 
acompanhamento do caso. Foi realizado a prescrição e acionado 
ambulância para o transporte. Enquanto a Sra. Tereza aguardava, a 
enfermeira Lúcia colheu outras informações como: Nome da mãe: 
Joventina da Cruz; Endereço da Sra. Maria Tereza (Rua Manguinhos, 
n. 85, Bairro Cascalho, Distrito Oeste, Belo Horizonte), Telefone: 31-
34789990, escolaridade: ensino fundamental incompleto. A enfermeira 
Lúcia perguntou se a Sra. Maria Tereza tinha viajado recentemente, 
ao que ela respondeu que sim, que viajou para a casa da irmã, durante 
as férias de janeiro, foi para Ladainha, Minas Gerais no dia 10/01/2017, 
de ônibus com os dois filhos menores. Informou que quando chegou na 
casa da irmã, algumas pessoas estavam preocupadas com os casos que 
estava acontecendo por lá, de macacos e micos que foram encontrados 
mortos e levados pelos agentes da Zoonoses para serem examinados. 
A ambulância chegou e a Sra. Maria Tereza foi encaminhada para a UPA.
Agora, vamos analisar o estudo de caso, com o exemplo a seguir, 
que vai mostrar como preencher a ficha SINAN corretamente. 
Para este exemplo, tenha, em mãos, a lista de DNC e a ficha SINAN 
específica, que está disponível no site: <http://portalsinan.saude.gov.br/
images/documentos/Agravos/Febre%20Amarela/Febre_Amarela_v5.pdf>.
Para acessar instruções de como preencher a ficha SINAN de Febre 
Amarela, acesse o endereço: <http://portalsinan.saude.gov.br/images/
documentos/Agravos/Febre%20Amarela/Febre_Amarela_v5_instr.pdf>. 
http://portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Agravos/Febre%20Amarela/Febre_Amarela_v5.pdf
http://portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Agravos/Febre%20Amarela/Febre_Amarela_v5.pdf
http://portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Agravos/Febre%20Amarela/Febre_Amarela_v5_instr.pdf
http://portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Agravos/Febre%20Amarela/Febre_Amarela_v5_instr.pdf
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
092
Confira o exemplo a seguir, que mostra como se preenche a ficha 
SINAN. 
 | | | | | | | | |
Nº
República Federativa do Brasil
Ministério da Saúde
SINAN
Dados Complementares do Caso
3231 Data da Investigação
O
cu
pa
-
çã
o
A
nt
ec
ed
en
te
s E
pi
de
m
io
ló
gi
co
s 33 Informar os dados da investigação entomológica (mosquitos) e de epizootias
Presença de mosquito Aedes aegypti em área urbana (Observar período de viremia do paciente)
Ocorrência de Epizootias (Mortandade de macacos: conhecidos como guariba, bugio, saguis,
micos, macaco aranha, macaco prego, guigó, soim, etc.)
39 Sinais e Sintomas
Sinais hemorrágicos (hematêmese, melena, epistaxe,
gengivorragia, etc.)
Sinal de Faget (temperatura alta e freqüência cardíaca lenta) Distúrbios de excreção renal (oligúria e/ou anúria)
Dor abdominal
D
ad
os
C
lín
ic
os
34 Vacinado Contra Febre Amarela Caso Afirmativo, Data| | | | |
35
 | |
37 Município Unidade de Saúde38
Febre Amarela
FICHA DE INVESTIGAÇÃO DE FEBRE AMARELA
 |
UF36
1-Sim 2-Não 9-Ignorado
Ocupação
SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO
1- Sim 2- Não 9- Ignorado Isolamento de vírus em mosquitos
1-Sim 2-Não 9-Ignorado
A
te
nd
im
en
to 40 Ocorreu Hospitalização? Data da Internação
 | | | | |
41
 | |1-Sim 2-Não 9-Ignorado |
UF42
D
ad
os
 d
o
L
ab
or
at
ór
io Exames Inespecíficos (anotar o maior valor encontrado, independente da data de coleta)45
Bilirrubina Direta ___________________ mg/dl
AST (TGO) _________________ UIBilirrubina Total ___________________ mg/dl
ALT (TGP) _________________ UI
CASO SUSPEITO: Paciente com febre aguda (de até sete dias), de início súbito, com icterícia, procedente de área de risco para
febre amarela ou de locais com ocorrência de epizootias em primatas não-humanos ou isolamento de vírus em vetores, nos últimos
15 dias, sem comprovação de ser vacinado contra febre amarela (apresentação do cartão de vacina).
D
ad
os
 d
e 
R
es
id
ên
ci
a
N
ot
ifi
ca
çã
o 
In
di
vi
du
al
Unidade de Saúde (ou outra fonte notificadora)
Nome do Paciente
Tipo de Notificação
Município de Notificação
Data dos Primeiros Sintomas
 | | | |
1
5
6
8
7
Data de Nascimento
 | | | | |
9
2 - Individual
D
ad
os
 G
er
ai
s
Nome da mãe16
11 M - Masculino
F - Feminino
I - Ignorado | |
Número do Cartão SUS
 | | | | | | | | | | | | | | |
15
1-1ºTrimestre 2-2ºTrimestre 3-3ºTrimestre10 (ou) Idade Sexo
4- Idade gestacional Ignorada 5-Não 6- Não se aplica
9-Ignorado
Raça/Cor13Gestante12
14 Escolaridade
1 - Hora
2 - Dia
3 - Mês
4 - Ano
0-Analfabeto 1-1ª a 4ª série incompleta do EF (antigo primário ou 1º grau) 2-4ª série completa do EF (antigo primário ou 1º grau)
3-5ª à 8ª série incompleta do EF (antigo ginásio ou 1º grau) 4-Ensino fundamental completo (antigo ginásio ou 1º grau) 5-Ensino médio incompleto (antigo colegial ou 2º grau )
6-Ensino médio completo (antigo colegial ou 2º grau ) 7-Educação superior incompleta 8-Educação superior completa 9-Ignorado 10- Não se aplica
 |
UF4
Data da NotificaçãoAgravo/doença
 | | | | |
32 Código (CID10)
FEBRE AMARELA A 9 5.9
 | | | | |
Código
43 Município Unidade de Saúde44
 | | | | | |
Código
 | | | | | |
Código
 | | | | |
Código (IBGE)
1-Branca 2-Preta 3-Amarela
4-Parda 5-Indígena 9- Ignorado
 | | | | |
Código (IBGE)
 | | | | |
Código (IBGE)
CEP
Bairro
Complemento (apto., casa, ...)
 | | | | - | |
Ponto de Referência
País (se residente fora do Brasil)
23
26
20
28 30Zona29
22 Número
1 - Urbana 2 - Rural
3 - Periurbana 9 - Ignorado
(DDD) Telefone
27
Município de Residência
 |
UF17 Distrito19
Geo campo 124
Geo campo 225
 | | | | |
Código (IBGE)
Logradouro (rua, avenida,...)
Município de Residência18
 | | | | |
Código (IBGE)
2121
 | | | | | | | | | |
Código
Sinan NET SVS 09/05/2007
 |
 | | | | |
Belo Horizonte
2 6 0 1 2 0 1 7
2 6 0 1 2 0 1 7Monte Santo
M G
MARIA TEREZA DA CRUZ 1 5 0 1 1 9 8 0
3 7 4
F 5
1
JOVENTINA DA CRUZ
M G BELO HORIZONTE
OESTE
CASCALHO MANGUINHOS
85
3 1 3 4 7 8 9 9 9 0
1
2 6 0 1 2 0 1 7
9
1
1
2
2
9
Campo Essencial
0
 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
093
53 Resultado 54 Resultado
1 - Positivo
56 Resultado
Isolamento Viral
Material Coletado50
1 - Sim 2 - Não 9-Ignorado
52 Resultado do isolamento
In
ve
st
ig
ad
or
Município/Unidade de Saúde
 | | | | | |
Nome Função Assinatura
Cód. da Unid. de Saúde
D
ad
os
 la
bo
ra
to
ri
ai
s
Data da Coleta (1ª Amostra)
 | | | | |
46
 | | | | | |
Exame Sorológico (IgM)
Data da Coleta (2ª Amostra)
 | | | | |
48
 | |
Resultado da 1ª amostra47
1 - Reagente 2 - Não Reagente
3 - Inconclusivo 4 - Não Realizado
C
on
cl
us
ão
Classificação Final57
1 - Febre Amarela Silvestre 2 - Febre Amarela Urbana
3 - Descartado (especificar_______________________________)
Critério de Confirmação/Descarte58
1 - Laboratorial 2 - Clínico-Epidemiológico
 | | | | |
70
 | |
Data do Encerramento
Febre Amarela
 | | |
 | | | | |
69
 | |
Data do Óbito
 | | | | |
51
 | |
Data da Coleta
Local Provável de Infecção
Anotar todas as informações consideradas importantes e que não estão na ficha (ex: outros dados clínicos, dados laboratoriais,
laudos de outros exames e necrópsia, etc.)
Descrever se houve deslocamento para área rural dentro do município de residência ou para outros municípios (no período de 15 dias
anteriores ao início de sinais e sintomas)
 | | | | |
55
 | |
Data da Coleta
Informações complementares e observações
Evolução do Caso68
1-Cura 2-Óbito por febre amarela 3- Óbito por outras causas 9-Ignorado
Resultado da 2ª amostra49
1 - Reagente 2 - Não Reagente
3 - Inconclusivo 4 - Não Realizado
Localidade6564
66
61UF
 |
Bairro
País60
Doença Relacionada ao Trabalho
1 - Sim 2 - Não 9 - Ignorado
59 Caso autóctone do municipio
de residência
1 - Sim 2 - Não 3 - Indeterminado
67 Atividade desenvolvida no local provável de infecção
1 - Trabalho 2 - Turismo 3 - Lazer 9 - Ignorado
Distrito63
SVS 09/05/2007
Data UF MUNICÍPIO País Meio de Transporte
62 Município
 | | | | |
Código (IBGE)
2 - Negativo 3 - Inconclusivo 4 - Não realizado
1 - Positivo 2 - Negativo 3 - Inconclusivo 4 - Não realizado
ImunohistoquímicaHistopatologia
RT-PCR
Sinan NET
4 - Não realizado
1 - Reagente 2 - Não Reagente
3- Inconclusivo 4-Não realizado
1- Compatível 2- Negativo 3- Inconclusivo 4- Não realizado
10/01/2017 MG LADAINHA BRASIL ÔNIBUS
OUTROS DADOS CLÍNICOS: ICTERÍCIA, DOR DE CABEÇA, DOR NO CORPO, PROSTRAÇÃO, NÁUSEA E VÔMITO HÁ 2 DIAS; 
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA: 17 rpm, FREQUÊNCIA CARDÍACA: 46 bpm, TEMPERATURA AXILAR:39, 6ºC
BELO HORIZONTE, CENTRO DE SAÚDE MONTE SANTO
LUCIA MARIA DA SILVEIRA, CORENMG: ENFERMEIRA30.000
OUTRAS INFORMAÇÕES EPIDEMIOLOGICAMENTE IMPORTANTES: SRA. MARIA TEREZA INFORMOU QUE QUANDO CHEGOU NA CIADDE DE 
LADAINHA HAVIA UMA PREOCUPAÇÃO COM A OCORRÊNCIA DE MORTE DE MACACOS E MICOS NA CIDADE, QUE ESTAVAM SENDO RECOLHIDOS
PELO SERVIÇO DE ZOONOSES E SENDO ENCAMINHADOS PARA EXAMES. 
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: 
- OS CAMPOS 13, 15, 26, 27, 32, APESAR DE NÃO SEREM DE PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO OU ESSENCIAL, PODERIAM 
TER SIDO PREENCHIDOS PELA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE. LEMBRANDO QUE UMA FICHA SINAN COM O MAIOR NÚMERO DE
INFORMAÇÕES QUALIFICA O ATENDIMENTO, PERMITE ACOMPANHAMENTO DO CASO. 
- O CAMPO 35, 36, 37 E 38 SÓ SERÃO PREENCHIDOS SE A RESPOSTA DO CAMPO 34 (SE PACIENTE FOI VACINADO CONTRA 
FEBRE AMARELA) FOR SIM E O PACIENTE SOUBER INFORMAR OS DADOS REFERENTES A ESSES CAMPOS. 
CASO CONTRÁRIO CONSIDERAR NO CAMPO 34 NÃO OU IGNORADO.
- OS CAMPOS 40 A 70 EM SUA MAIORIA SÃO PREENCHIDOS POR OUTROS SERVIÇOS DE SAÚDE COMO HOSPITAIS, UNIDADE DE 
PRONTO ATENDIMENTO, SERVIÇO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA. 
- IMPORTANTE A IDENTIFICAÇÃO DO INVESTIGADOR E ASSINATURA DE QUEM INVESTIGOU. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
094
Legenda
Campos Obrigatórios: importância do registro dos dados, pois a 
ausência do dado impossibilita a inclusão da notificação no SINAN.
Campos Essenciais: importância do registro dos dados, pois são 
dados necessários a investigação do caso ou cálculo do indicador.
(0) Quem numera é o Serviço de Vigilância Epidemiológica do Distritoou Município
(1) Obrigatório, mas que é disponibilizado pelo SINAN já preenchido, pois é ficha especifica INDIVIDUAL
(2) Obrigatório, mas já vem preenchido, pois é ficha SINAN própria de Febre Amarela
(3) Essencial
(4) Obrigatório
(5) Essencial
(6) Obrigatório
(7) Obrigatório
(8) Obrigatório
(9) Obrigatório
(10) Obrigatório
(11) Obrigatório
(12) Obrigatório
(13) Essencial
(14) Essencial
(15) –
(16) Essencial
(17) Obrigatório
(18) Obrigatório
(19) Essencial
(20) Essencial
(21) Essencial
(22) Essencial
(23) Essencial
(24) –
(25) –
(26) Essencial
(27) Essencial
(28) Essencial
(29) Essencial
(30) Obrigatório, se pessoa residente fora do país
(31) Obrigatório
(32) –
(33) –
(34) Obrigatório
(35)
Campos 35, 36, 37, 38, serão preenchidos se campo 34 for SIM
(36)
(37)
(38)
(39) –
(40) Obrigatório. Nesse momento a UBS não tem essa informação, então coloca dígito 9.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
095
Notificando DICT 
Agora que sabemos como preencher a ficha SINAN, vamos 
fazer uma análise do Estudo de Caso, considerando a relação de 
DNC e a importância da notificação de DNC. Acompanhe cada 
questionamento e sua respectiva resposta. 
1. Quais dados e sintomas devem ser considerados para que haja 
suspeita de um caso de Febre Amarela (FA)? 
Os sintomas que levam à suspeita de febre amarela são os 
seguintes: quadro febril, de início súbito, há cinco dias; presença 
de icterícia; histórico de ter viajado para área com ocorrência de 
morte de primatas não humanos; paciente não tem comprovação 
de vacinação contra febre amarela. Esses sintomas são 
importantes, constam na própria ficha SINAN de FA, e devem 
estar presentes para definição de ser um caso suspeito. 
2. Essa doença está presente na lista de DNC? 
Essa resposta é fácil, basta verificar a lista de DNC, para entender 
que a resposta é sim, essa doença está presente na lista.
3. Essa doença requer notificação? 
Na lista de DNC, observamos que a resposta é sim, ou seja, é 
uma doença de notificação compulsória ou obrigatória.
4. Em caso afirmativo, quais seriam os órgãos que deverão ser 
notificados e qual a periodicidade da notificação? 
Para responder, devemos verificar na lista de DNC a frequência 
com que essa doença deve ser notificada. Assim, descobrimos 
que se trata de uma doença de notificação imediata, em até 24 
horas, para o MS, SES, SMS, conforme consta na Portaria n. 204, 
de 17 de fevereiro de 2016.
5. Preencha a ficha SINAN específica
Aqui, é só seguir o tutorial que vimos no recurso anterior, com 
as instruções dadas. É importante o preenchimento correto dos 
campos, considerando os campos de preenchimento obrigatório, 
campo chave e campo essencial. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
096
E agora, vamos para a terceira videoaula? Vamos assistir!
Videoaula
“Vigilância em saúde e o Sistema de 
Informação Nacional de Agravos de 
Notificação Compulsória”
Autor: Shirley Pereira de Almeida
E, por fim, vamos para a última questão de fixação. Responda com 
atenção!
QUESTÃO 5 - “A Secretaria de Saúde de Pernambuco informou, 
nesta quarta-feira (9), que quatro casos de difteria já foram confirmados 
no estado neste ano de 2015. Os dados foram divulgados uma semana 
depois que um adolescente morreu com suspeita da doença no Sertão 
pernambucano. Os dois irmãos dele também podem ter contraído difteria 
e estão internados no Recife. Os exames que vão confirmar a presença da 
bactéria devem ficar prontos em dez dias.
Segundo a Secretaria de Saúde, os quatro casos já confirmados foram 
diagnosticados no início do ano na cidade de Chã Grande, na Zona da Mata 
Sul do estado. Nenhum deles foi considerado grave ou apresentou risco 
de morte. Mesmo assim, o número serve de alerta porque aponta para 
o aumento da incidência da doença no estado. Em 2014 e 2013, apenas 
um caso era identificado por ano. Já nos cinco anos anteriores (2008 a 
2012), nenhum paciente foi diagnosticado com difteria em Pernambuco. E 
o último óbito confirmado da doença foi em 2003”.
Fonte: PORTAL G1. Difteria já atingiu 4 pessoas em PE em 2015 e mais 3 são 
monitoradas. G1 PERNAMBUCO. Publicado em 09/09/2015. Disponível em: 
<http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2015/09/difteria-ja-atingiu-4-pessoas-
em-pe-em-2015-e-mais-3-sao-monitoradas.html>. Acesso: 11 mai. 2017. 
Leia a notícia acima, reflita sobre o caso, considerando as ações de vigilância 
em saúde das DICT e responda:
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
https://player.vimeo.com/video/194083834
http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2015/09/difteria-ja-atingiu-4-pessoas-em-pe-em-2015-e-mais-3-sao-monitoradas.html
http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2015/09/difteria-ja-atingiu-4-pessoas-em-pe-em-2015-e-mais-3-sao-monitoradas.html
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
097
De acordo com a Portaria n. 204, de 17 de fevereiro de 2016, como 
se classifica a doença citada na notícia? Frente a casos suspeitos, de 
determinadas DICT, cite algumas ações que os enfermeiros, tanto da 
unidade hospitalar de internação quanto da unidade básica de saúde de 
referência dos casos da doença citada, devem realizar para identificação, 
monitoramento e controle da doença citada na notícia?
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Chegamos ao final dessa unidade! Compreendemos o cenário 
nacional das doenças infectocontagiosas, as doenças emergentes 
e reemergentes, o papel do Ministério da Saúde, das Secretarias 
Estadual da Saúde e das Secretarias Municipais da Saúde no 
controle das doenças infectocontagiosas, a legislação relacionada 
ao controle das doenças infectocontagiosas, a vigilância em 
saúde das doenças infectocontagiosas e o Sistema de Informação 
Nacional de Agravos de Notificação Compulsória (SINAN).
E para relembrar o que discutimos nessa unidade, vamos assistir ao 
vídeo de finalização. 
Videoaula
“Doenças infectocontagiosas: cenário 
nacional, órgãos responsáveis e 
Vigilância em Saúde”
Autora: Shirley Pereira de Almeida
https://player.vimeo.com/video/194083880
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
098
QUESTÃO 1 - A resposta certa é a letra A. Justificativa:
a. Esta alternativa está correta, pois as afirmativas II e IV estão 
corretas. A afirmativa II está correta, pois apesar do declínio 
observado, ao longo da história e em relação as DICT, elas 
ainda representam preocupação devido ao aumento que se 
observa de algumas delas, bem como o ressurgimento de 
outras, que antes estavam sob controle, e o aparecimento 
de outras DICT no cenário brasileiro. A afirmativa IV está 
correta, pois há uma relação entre a ocorrência de diversas 
DICT e as condições sociais da população, que favorecem a 
sua ocorrência. 
b. Esta alternativa está incorreta, pois apenas a afirmativa IV 
é correta, ou seja, há uma relação entre a ocorrência de 
diversas DICT e as condições sociais da população, que 
favorecem a sua ocorrência. A afirmativa I está incorreta, 
pois atualmente os dados revelam um declínio das DICT 
e predomínio do segundo grupo de causas, que são as 
doenças crônico-degenerativas.
c. Esta alternativa está incorreta, pois apenas a afirmativa IV 
é correta, ou seja, há uma relação entre a ocorrência de 
diversas DICT e as condições sociais da população, que 
favorecem a sua ocorrência. A afirmativa III está incorreta, 
pois atualmente os dados revelam um declínio das DICT 
e predomínio do segundo grupo de causas, que são as 
doenças crônico-degenerativas.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
d. Esta alternativa está incorreta, pois ambas afirmativas, 
I e III, estão incorretas. A afirmativa I está incorreta, pois 
o predomínio é de doenças crônico-degenerativas em 
todas as regiões brasileiras. A afirmativa III está incorreta, 
pois atualmente os dados revelam um declínio das DICT 
e predomínio do segundo grupo de causas, que são as 
doenças crônico-degenerativas.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
099
e. Esta alternativa está incorreta,pois apenas a afirmativa II é 
correta. A afirmativa II está correta, pois apesar do declínio 
observado, ao longo da história e em relação as DICT, elas 
ainda representam preocupação devido ao aumento que se 
observa de algumas delas, bem como o ressurgimento de 
outras, que antes estavam sob controle, e o aparecimento 
de outras DICT no cenário brasileiro. A afirmativa III está 
incorreta, pois atualmente os dados revelam um declínio 
das DICT e predomínio do segundo grupo de causas, que 
são as doenças crônico-degenerativas. 
QUESTÃO 2 - A resposta certa é a letra B. Justificativa:
a. Esta afirmativa é falsa, pois a tendência de aparecimento, 
controle e reaparecimento da dengue a caracteriza como 
reemergente, pois em anos anteriores, o número de casos 
tinha diminuído como, por exemplo, em 2010, quando 
ocorreram 74 casos, assim como em 2011, com 3756 casos, 
de acordo com DATASUS. Na atualidade, a dengue vem 
ressurgindo em várias regiões brasileiras e aumentando, 
em 2012 foram 576.758 casos, em 2013 foram 1.438.331 
casos, em 2014 diminuiu para 578.308 casos, em 2015 
foram 1.587.080 casos e em 2016 foram 1.487.924 casos, 
com uma incidência de 727,6/100 mil habitantes, segundo 
Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. 
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
b. Esta afirmativa é verdadeira, pois casos de sarampo tem 
ocorrido em alguns estados, nos últimos anos, após longo 
período sem incidência da doença. Dados do DATASUS 
revelam que em 2013 ocorreram 6 casos confirmados e em 
2014 ocorreram 271 casos, sendo 114 casos autóctones do 
município de residência.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
100
c. Esta afirmativa é falsa, pois no Brasil a tuberculose é considerada 
como persistente, pois sempre se manteve em diversas regiões 
brasileiras a despeito das medidas de controle. Segundo o 
Boletim Epidemiológico, em 2012 foram notificados no Brasil 
70.047 casos novos no SINAN, com coeficiente de incidência (CI) 
de 36,1/100 mil habitantes. Em 2015 foram registrados 4.543 
óbitos por tuberculose e em 2016 foram notificados 66.796 
casos novos. Comparando com outros países, o Brasil ocupa a 
17ª posição em relação ao número de casos, de acordo com a 
Organização Mundial da Saúde.
d. Esta afirmativa é falsa, pois os dados do último inquérito nacional 
sobre Doença de Chagas de transmissão vetorial, realizado entre 
2001 e 2008, revelaram uma prevalência da infecção de apenas 
0,01%, demonstrando o êxito no controle da transmissão da 
doença por via vetorial. O número de casos de Doença de Chagas 
aguda (só os casos agudos são notificados) revelam que entre o 
período de 2000 a 2013, 100 casos de transmissão vetorial foram 
notificados, e 1081 casos de transmissão oral foram notificados.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
QUESTÃO 3 - Em relação às medidas que devem ser empreendidas no 
SUS, temos:
• Ações de vigilância epidemiológica das DN iniciando por dados 
atualizados e confiáveis quanto ao perfil dessas doenças, ou seja, 
ações de monitoramento e controle contínuos, com base nesses 
dados identificar áreas endêmicas; instituir medidas de controle 
de vetores e modos de transmissão; avaliar a efetividade das 
ações empreendidas. 
• Ações de vigilância sanitária para controle das condições 
ambientais favoráveis a ocorrência das DN, distribuição e controle 
de fármacos. 
• Investir em pesquisas de novos fármacos para tratamento e 
produção de imunobiológicos para as DN.
• Fortalecer as ações de Vigilância Sanitária e Vigilância 
Epidemiológica, implantando serviços e capacitando profissionais 
para realizar essas ações.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
101
• Aumentar a capacidade diagnóstica dos serviços de saúde, 
principalmente na Atenção Primária à Saúde (APS), como porta 
de entrada, além de tratamento precoce e acompanhamento e 
notificação dos casos. 
• Capacitar os profissionais de saúde, sejam da APS quanto em outros 
níveis de assistência, para diagnóstico, tratamento, monitoramento, 
medidas de controle, acompanhamento dos casos. 
• Destinar recursos financeiros e investimentos adequados tanto 
para a realização de pesquisas quanto para o desenvolvimento 
das diversas ações. 
• Instituir ações educativas quanto a essas doenças com 
divulgação em diversas mídias, envolvendo a sociedade e 
comunidades, principalmente de áreas endêmicas das DN.
• E, principalmente, fazer cumprir as ações que já estão descritas 
na Constituição Brasileira e nas Leis orgânicas da saúde, que 
possibilitarão, dentre tantas outras coisas, o controle efetivo das DN.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
QUESTÃO 4 - A resposta certa é a letra C. Justificativa:
a. Esta alternativa está incorreta, pois apenas a afirmativa IV está 
correta. Os CIEVS foram implantados em diversas capitais 
e municípios como principal estratégia de enfrentamento 
às emergências em SP, sendo órgão vinculado à Secretaria 
de Vigilância em Saúde. A afirmativa II está incorreta, pois a 
Vigilância Sanitária é uma autarquia vinculada diretamente ao 
Ministério da Saúde. E a afirmativa III está incorreta, pois tanto 
a saúde do trabalhador quanto a ambiental compõe uma 
mesma vigilância vinculada a SVS.
b. Esta alternativa está incorreta, pois apenas as afirmativas I e 
IV estão corretas. A afirmativa I está correta, pois a partir da 
reformulação estrutural, a vigilância epidemiológica foi dividida 
em vigilância de doenças e agravos transmissíveis e vigilância 
de doenças e agravos não transmissíveis. A afirmativa IV está 
correta, pois os CIEVS foram implantados em diversas capitais 
e municípios como principal estratégia de enfrentamento as 
emergências em SP, sendo órgão vinculado a SVS.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
102
c. E a afirmativa III está incorreta, pois tanto a saúde do trabalhador 
quanto a ambiental compõe uma mesma vigilância vinculada a SVS.
d. Esta alternativa está correta, pois ambas afirmativas, I e IV, estão 
corretas. A afirmativa I está correta, pois a partir da reformulação 
estrutural, a vigilância epidemiológica foi dividida em vigilância de 
doenças e agravos transmissíveis e vigilância de doenças e agravos 
não transmissíveis. E a afirmativa IV está correta, pois os CIEVS 
foram implantados em diversas capitais e municípios como principal 
estratégia de enfrentamento as emergências em SP, sendo órgão 
vinculado a SVS.
e. Está alternativa está incorreta, pois apenas a afirmativa I está 
correta e a afirmativa III está incorreta. A afirmativa I está correta, 
pois a partir da reformulação estrutural, a vigilância epidemiológica 
foi dividida em vigilância de doenças e agravos transmissíveis e 
vigilância de doenças e agravos não transmissíveis. E a afirmativa III 
está incorreta, pois tanto a saúde do trabalhador quanto a ambiental 
compõe uma mesma vigilância vinculada a SVS.
f. Esta alternativa está incorreta, pois a afirmativa III está incorreta e 
apenas a afirmativa IV está correta. A afirmativa III está incorreta, 
pois tanto a saúde do trabalhador quanto a ambiental compõe uma 
mesma vigilância vinculada a SVS.
g. E a afirmativa IV está correta, pois os CIEVS foram implantados 
em diversas capitais e municípios como principal estratégia de 
enfrentamento as emergências em SP, sendo órgão vinculado a SVS.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
QUESTÃO 5 - De acordo Com a Portaria 204, de 17 de fevereiro de 
2016, a Difteria é uma doença de notificação compulsória (DNC) imediata 
para os estados e municípios em que elas ocorrerem. De acordo com 
essa portaria, bem como a Portaria n. 22, de 10 de fevereiro do mesmo 
ano, compete a todo profissional de saúde, em qualquer serviço, fazer a 
notificação de doenças que constam na lista de DNC.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 2
103
Assim, o enfermeiro da unidade de internação deve, além das ações de 
cuidado que devem ser instituídas nesse nível de assistência, proceder 
ao preenchimento da ficha denotificação do caso de difteria e repassar 
a informação imediatamente para o Serviço de Vigilância Epidemiológica 
do Município para que medidas de controle da doença sejam instituídas. 
Lembrando que como se trata de uma DICT, é necessário a adoção de 
medidas de precaução, isolamento e vacinação após alta hospitalar. 
Em relação ao enfermeiro que atua na Atenção Primária à Saúde (APS), seja 
em unidade de saúde da família ou unidade básica de saúde, se o primeiro 
atendimento ocorreu, nesse nível de atenção, devem ser instituídas as 
seguintes ações: acolher e identificar os sinais e sintomas que levam a 
suspeita de ser uma DICT, no caso, de ser difteria; acionar o médico da unidade; 
a partir da avaliação do caso instituir ações de cuidado de enfermagem e 
prescrição médica; dependendo da gravidade do caso encaminhar para 
unidade de emergência; manter isolamento respiratório, considerando o 
modo de transmissão; preencher a ficha de notificação SINAN específica e 
comunicar imediatamente ao Serviço de Vigilância Epidemiológica do distrito 
ou município para que ações e medidas de controle sejam instituídas. 
Outras ações importantes são a identificação de comunicantes (pessoas que 
tiveram contatos com o caso), avaliação e observação dos mesmos, durante 
período de 7 dias, para identificação de novos casos; assim como a verificação 
do estado vacinal de todos, do caso e dos comunicantes, dependendo da 
situação vacinal realizar a vacinação de bloqueio.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
UNIDADE
• Considerações 
fisiopatológicas, 
clínicas, 
laboratoriais e 
epidemiológicas 
das doenças 
imunopreveníveis: 
rubéola, caxumba, 
sarampo, varicela, 
febre amarela e 
influenza
• Ações de 
Vigilância 
epidemiológica e 
principais medidas 
de prevenção 
controle da 
rubéola, caxumba, 
sarampo, varicela, 
febre amarela e 
influenza
• Sistematização 
da Assistência 
de Enfermagem 
frente a rubéola, 
caxumba, sarampo, 
varicela, febre 
amarela e influenza
• Respostas 
Questões de 
Fixação
Doenças 
infectocontagiosas 
víricas e 
imunopreveníveis
Houve um tempo em que se pensava que toda criança deveria 
passar pelas chamadas “doenças da infância”. Mas, depois que se 
desenvolveu um sistema preventivo, com vacinas e a disponibilidade 
de recursos nos serviços de saúde, esse pensamento vem se 
modificando. Nesta unidade, vamos estudar as características e o 
manejo clínico de algumas doenças imunopreveníveis, para refletir 
sobre as ações epidemiológicas e de enfrentamento e compreender 
onde o enfermeiro se encaixa nessas ações. 
Acompanhe com atenção e bons estudos!
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
106
Considerações 
fisiopatológicas, 
clínicas, laboratoriais e 
epidemiológicas das doenças 
imunopreveníveis: rubéola, 
caxumba, sarampo, varicela, 
febre amarela e influenza
Para começar a compreender cada uma das doenças que vamos 
tratar neste tópico, vamos nos basear no Guia de Vigilância 
Epidemiológica do Ministério da Saúde (BRASIL, 2014). É desse guia 
que tiramos as informações nos subtópicos a seguir. Acompanhe!
Rubéola
a. Características – A Rubéola ou Sarampo alemão (nome popu-
larmente conhecido) é uma doença exantemática, ou seja, que 
causa erupções ou lesões avermelhadas na pele, tem início na 
face e se espalha pelo corpo após determinado período. 
b. Agente infeccioso – A Rubéola é causada por um vírus 
cujo nome científico é Rubella vírus, pertencente ao gênero 
Ribovírus da família Togaviridae. 
c. Reservatório – O reservatório do vírus da rubéola é o ser 
humano.
d. Transmissão – Através das vias respiratórias, quando 
uma pessoa sadia entra em contato com secreções 
nasofaríngeas de pessoas acometidas pela doença. 
Essa forma de transmissão é denominada direta, pois 
ocorre diretamente de pessoa a pessoa. Pode ocorrer 
também através do contágio indireto, que é quando há 
necessidade de veículos como: objetos contaminados com 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
107
secreções nasofaríngeas, sangue, urina e fezes. Período de 
transmissibilidade – Em torno de uma semana antes do 
aparecimento do exantema até 4 a 5 dias depois.
e. Sinais e sintomas – Uma pessoa acometida pela Rubéola 
dissemina o vírus por meio das secreções nasofaríngeas. 
A pessoa sadia pode contrair o vírus e este, fica alojado no 
trato respiratório. Após, o vírus se difunde por via linfática 
e há o estabelecimento da infecção na pele. Na pele, o 
principal sintoma é o exantema (erupção cutânea que ocorre 
em doença aguda provocada por vírus). O exantema, muita 
das vezes, pode ser confundido com petéquias, porém, as 
causas se diferem em ambos. Enquanto uma é causada 
por vírus, a outra é decorrente de pequenas hemorragias de 
vasos sanguíneos.
f. Diagnóstico – Feito através de exames laboratoriais e 
por método diferencial. O método diferencial consiste na 
diferenciação dos sintomas da rubéola com outras possíveis 
doenças quem tem sintomas semelhantes (sarampo, 
escarlatina, dengue). O exame laboratorial de padrão ouro 
realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é o ELISA para 
a detecção de IgM e IgG no sangue. É preconizado que o 
exame seja feito nos primeiros dias até a 4ª semana após 
o surgimento do exantema. Esse tempo deve ser levado 
em consideração para verificar se a doença é recente ou 
mais tardia. O IgM aparece de forma precoce nas infecções 
e desaparece com o tempo. O IgG aparece mais tarde e 
são permanentes. São eles que conferem a imunidade da 
doença. Por isso é tão importante fazer o exame até a 4ª 
semana, para que haja detecção precoce da doença e as 
medidas profiláticas sejam tomadas.
g. Complicações – A rubéola em gestantes pode levar ao 
nascimento de crianças com anomalias, como: surdez, 
microcefalia, cegueira, retardo mental e cardiopatias 
(Síndrome da Rubéola Congênita).
O método 
diferencial consiste 
na diferenciação 
dos sintomas 
da rubéola com 
outras possíveis 
doenças quem 
tem sintomas 
semelhantes.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
108
h. Medidas preventivas – A rubéola é evitada através da 
vacina. No Brasil, a vacina utilizada é a tríplice viral (SCR), 
que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
Agora estamos prontos para a primeira videoaula. Acompanhe!
Videoaula
“Síndrome da Rubéola Congênita”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
Sarampo 
Vamos compreender como o Sarampo é caracterizado, a partir do 
Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde (BRASIL, 
2014). Acompanhe!
a. Características – O Sarampo é uma doença infecciosa aguda, 
transmissível e extremamente contagiosa, caracterizada por 
sintomas gerais e pela presença de exantema.
b. Agente infeccioso – O agente causador do sarampo 
é um vírus (vírus do sarampo), que pertence ao gênero 
Morbillivirus, família Paramyxoviridae. 
c. Reservatório – O reservatório do vírus do sarampo é o ser 
humano.
d. Transmissão – Ocorre diretamente pessoa a pessoa, 
através de secreções nasofaríngeas, expelidas ao tossir, 
espirrar e falar, ou, com menor frequência, por disseminação 
aérea. Período de transmissibilidade – O período de 
transmissibilidade é em torno de 4 a 6 dias antes do 
aparecimento do exantema até 4 dias depois.
e. Sinais e sintomas – Por volta de dez dias após o vírus pe-
netrar no organismo, aparece febre, acompanhada de tosse 
A transmissão do 
samrampo ocorre 
diretamente de 
pessoa a pessoa, 
através de secreções 
nasofaríngeas, 
expelidas ao tossir, 
espirrar e falar, 
ou, com menor 
frequência, por 
disseminação aérea.
https://player.vimeo.com/video/194083967
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
109
produtiva, coriza, conjuntivite e fotofobia (sensibilidade à 
luz). Em poucos dias surgem manchas vermelhas (exante-
ma), que se iniciam na face, espalhando-se para o tronco e 
depois para os braços e pernas. Com o passar dos dias, as 
manchas se tornam escurecidas e surge uma descamação 
fina, lembrando farinha.
f. Diagnóstico– É feito através da análise dos sinais e 
sintomas e do exame laboratorial (normalmente a pesquisa 
de anticorpos IgM, pelo método ELISA).
g. Complicações – O sarampo é uma doença que compromete 
a resistência orgânica do hospedeiro, facilitando a 
ocorrência de superinfecções virais ou bacterianas, 
levando a complicações, principalmente em crianças 
desnutridas de pouca idade, tais como otite média, laringite, 
laringotraqueobronquite, diarreia, pneumonia e encefalite.
h. Medidas preventivas – A vacina é a melhor prevenção. A 
vacina é a mesma da Rubéola, a tríplice viral (SCR).
Influenza 
A Influenza pode ser caracterizada, de acordo com o Guia de 
Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde (BRASIL, 2014), da 
seguinte forma:
a. Características – Gripe ou Influenza é uma doença aguda 
e contagiosa, caracterizada por manifestações tais como 
febre, calafrios, mal-estar em geral, dores musculares e dor de 
cabeça, além de perturbações do aparelho respiratório, como 
espirros, coriza e, às vezes, tosse e inflamação na garganta.
b. Agente infeccioso – O agente causador da gripe é o vírus 
da influenza. 
c. Reservatório – O vírus pode se alojar em humanos e 
também em alguns animais (aves, suínos, mamíferos 
marinhos, cavalos).
Gripe ou Influenza é 
uma doença aguda 
e contagiosa, 
caracterizada por 
manifestações 
tais como febre, 
calafrios, mal-estar 
em geral, dores 
musculares e dor 
de cabeça, além 
de perturbações 
do aparelho 
respiratório, como 
espirros, coriza 
e, às vezes, tosse 
e inflamação na 
garganta.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
110
d. Transmissão – Doenças das mais contagiosas, a gripe afeta 
indivíduos de todas as idades, sobretudo nos meses frios. É 
transmitida pelas pequenas gotas de saliva lançadas com 
a fala, a tosse ou o espirro. Período de transmissibilidade – 
Um indivíduo infectado pode transmitir o vírus desde dois dias 
antes do início dos sintomas até cinco dias após o mesmo.
e. Sinais e sintomas – A doença inicia-se com a instalação 
abrupta de febre alta, em geral acima de 38º C, seguida de 
dores musculares, dor de garganta, prostração, calafrios, 
dor de cabeça e tosse seca.
f. Diagnóstico – Clínico, baseado nos sinais apresentados 
pelo doente. Também, por métodos laboratoriais como: 
Reação em cadeia da polimerase (PCR), imunofluorescência, 
imuno-cromatográfico.
g. Complicações – Em geral, a Influenza tem limitação 
própria, ou seja, segue o curso definido dentro de um tempo 
específico e de curta duração. Embora raramente seja grave 
por si mesma, pode desencadear infecções pulmonares 
secundárias (as pneumonias são as complicações mais 
frequentes) e pode até ocasionar a morte, especialmente 
em anciões ou pessoas debilitadas por outros problemas 
crônicos de saúde.
h. Medidas preventivas – A vacinação é a melhor arma 
disponível para a prevenção da influenza e suas 
consequências. A vacina contra o vírus influenza deve ser 
administrada após os seis meses de idade. O Ministério da 
Saúde implantou, em 1999, a vacinação contra a gripe no 
Brasil, com o objetivo de proteger os grupos de maior risco 
contra as complicações da influenza, ou seja, os idosos e 
os portadores de doenças crônicas. 
Em geral, a 
Influenza tem 
limitação própria, 
ou seja, segue 
o curso definido 
dentro de um 
tempo específico e 
de curta duração.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
111
Para conferir proteção adequada, a vacina deve ser administrada 
a cada ano, já que sua composição também varia anualmente, em 
função das cepas (tipos de vírus) circulantes.
Agora, acompanhe a seguir uma curiosidade sobre a influenza. 
Influenza vírus
Existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. O vírus C causa apenas 
infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública 
e não está relacionado com epidemias. O vírus influenza A e B são 
responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus Influenza A 
responsável pelas grandes pandemias. Os vírus influenza A são ainda 
classificados em subtipos de acordo com as proteínas de superfície, 
hemaglutinina (HÁ ou H) e neuraminidase (NA ou N). Dentro os subtipos 
de vírus influenza A, os subtipos A (H1N1) e A (H3N2) circulam atualmente 
em seres humanos. Alguns vírus influenza A de origem aviária também 
podem infectar humanos causando doença grave, como o do A (H7N9).
No Brasil, em 2016, a composição das vacinas que foram utilizadas na 
campanha continha três cepas do vírus: A/California/7/2009 (H1N1)
pdm09; A/Hong Kong/4891/2014 (H3N2); B/Brisbane/60/2008 (Victoria). 
Em 2016, predominou a circulação do vírus Influenza A (H1N1)pdm09.
Para saber mais, acesse o Portal da Saúde no link: <http://portalsaude.
saude.gov.br/index.php/descricao-da-doenca-influenza>.
Varicela 
Agora, para definir a Varicela, vamos consultar novamente o Guia 
de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde (BRASIL, 2014). 
Acompanhe a seguir as definições. 
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/descricao-da-doenca-influenza
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/descricao-da-doenca-influenza
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
112
a. Características – É uma doença viral aguda e altamente 
contagiosa. É caracterizada pelo surgimento de exantema 
maculopapular, que após algumas horas, torna-se vesicular. 
Posteriormente, evolui para pústulas e formam crostas 
em torno de três a quatro dias. A varicela é conhecida 
popularmente como “catapora”.
b. Agente infeccioso – É causada por um vírus, o varicela-zóster. 
c. Reservatório – O ser humano é o único hospedeiro natural 
do vírus.
d. Transmissão – Ocorre através da mucosa do trato respiratório 
superior. A transmissão se dá, principalmente, por secreções 
advindas de espirros, tosses e gotículas de saliva. O vírus 
pode ser transmitido de forma direta, pessoa a pessoa e de 
forma indireta (através de objetos contaminados), o que é raro. 
Outra forma de transmissão é durante a gestação, através da 
placenta. A infecção confere imunidade permanente. Período 
de transmissibilidade – Tem início 48h antes do aparecimento 
das vesículas e vai até a formação de crostas. Em crianças, o 
período é em torno de seis a oito dias (quatro a seis dias após 
o surgimento das lesões).
e. Sinais e sintomas – É comum ocorrer febre moderada e pruri-
do intenso. Em crianças, a doença é benigna, porém, em adul-
tos, o quadro clínico é mais grave. Em adultos, pode ocorrer 
pneumonia. Em gestantes, existe um risco de lesão fetal grave.
f. Diagnóstico – É feito através dos sinais e sintomas típicos, 
com as lesões vermelhas que evoluem com a formação 
de pequenas bolhas. Uma pista para o diagnóstico é a 
exposição a uma outra pessoa infectada no período de 
incubação de 10-21 dias.
g. Complicações – A principal complicação da catapora é a in-
fecção secundária das lesões. Por esse motivo, deve-se evitar 
coçá-las. Cicatrizes altas, chamadas quelóides e deprimidas, 
atróficas, também podem ocorrer na involução da doença. 
O diagnóstico da 
Varicela é feito 
através dos sinais 
e sintomas típicos, 
com as lesões 
vermelhas que 
evoluem com 
a formação de 
pequenas bolhas.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
113
h. Medidas preventivas – A forma mais eficaz de se prevenir 
varicela é através da vacinação. Outra forma de prevenção é 
evitar ao máximo o contato com pessoas que estejam infecta-
das. Quem ainda não teve a doença, ou está no grupo de risco, 
deve evitar ainda mais o contato com pessoas infectadas.
A seguir, acompanhe a notícia sobre vacinação para catapora. 
Vacina contra catapora compõe o 
Calendário Nacional de Vacinação
Foram investidos R$ 127,3 milhões para a compra 
de 4,5 milhões de doses por ano, já enviadas aos estados
O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a receber a vacina contra 
a catapora neste mês de setembro. A nova vacina vai compor o 
Calendário Nacional de Vacinação e será distribuída pelo Ministério 
da Saúde, por meio do ProgramaNacional de Imunização (PNI). 
Com ela, o SUS sobe para 25 o número de ofertas de vacinas, 13 
delas já disponibilizadas no Calendário.
Incluída na tetra viral, a vacina também protegerá contra sarampo, 
caxumba e rubéola e será ofertada exclusivamente para crianças de 
15 meses de idade que já tenham recebido a primeira dose da vacina 
tríplice viral. Com essa inclusão, o Ministério da Saúde estima uma 
redução de 80% das hospitalizações por varicela (catapora). Foram 
investidos R$ 127,3 milhões para a compra de 4,5 milhões de doses 
por ano, já enviadas aos estados.
Com 97% de eficácia, a vacina tetra viral é segura e raramente causa 
reações alérgicas. A imunização evita complicações, casos graves 
com internação e possível óbito, além da prevenção, controle e 
eliminação das doenças sarampo, caxumba e rubéola.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
114
A população deve se informar no posto de saúde mais próximo 
de suas casas para saber se a tetra viral já está disponível. Isso 
acontece porque alguns municípios ainda estão adequando a sua 
rotina de atendimento à nova vacina, que pede uma capacitação 
específica para os profissionais na administração da dose ou 
ainda pela dificuldade de distribuição em locais de difícil acesso. A 
previsão é que todas as 34 mil salas de vacinação distribuídas no 
Brasil estarão ofertando as doses até o final desse mês.
Leia a notícia completa no Portal Brasil: <http://www.brasil.gov.
br/saude/2013/09/vacina-contra-catapora-compoe-o-calendario-
nacional-de-vacinacao>.
Febre amarela
O Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde (BRASIL, 
2014) define a Febre Amarela a partir dos itens que veremos a 
seguir. Acompanhe!
a. Características – A Febre Amarela é uma doença infecciosa 
febril aguda e de gravidade variável. Possui dois ciclos 
epidemiológicos distintos de transmissão, silvestre e urbano.
b. Agente infeccioso – Arbovírus do gênero Flavivirus, família 
Flaviviridae. 
c. Reservatório – Nos dois ciclos epidemiológicos (silvestre 
e urbano), os vetores (mosquitos) são os reservatórios 
do vírus. No ciclo urbano da doença, o homem é o único 
hospedeiro. Na forma silvestre, os primatas são os principais 
hospedeiros do vírus e o homem é o hospedeiro acidental.
d. Transmissão – A transmissão se dá através da picada 
do mosquito infectado. No ciclo silvestre, o vetor da 
febre amarela é principalmente o mosquito do gênero 
Haemagogus. Já no ciclo urbano, o vetor é o Aedes aegypti 
http://www.brasil.gov.br/saude/2013/09/vacina-contra-catapora-compoe-o-calendario-nacional-de-vacinacao
http://www.brasil.gov.br/saude/2013/09/vacina-contra-catapora-compoe-o-calendario-nacional-de-vacinacao
http://www.brasil.gov.br/saude/2013/09/vacina-contra-catapora-compoe-o-calendario-nacional-de-vacinacao
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
115
(o mesmo da dengue). Além da infecção humana, os 
macacos podem desenvolver a febre amarela silvestre 
e ter quantidade de vírus suficiente para infectar os 
vetores. Não há transmissão de pessoa a pessoa. 
Período de transmissibilidade – Existem dois ciclos de 
transmissibilidade da doença: um extrínseco (ocorre no 
vetor) e um intrínseco (ocorre no ser humano). O período 
de transmissibilidade no ser humano ocorre de três a cinco 
dias após o início da doença. No mosquito, o vírus localiza-
se nas glândulas salivares das fêmeas, onde se multiplica 
depois de 8 a 12 dias (período de maturação dos ovos). A 
partir daí, é capaz de transmitir o vírus até o final de sua vida 
(de seis a oito semanas).
e. Sinais e sintomas – A Febre amarela apresenta um quadro 
clínico que tem duas fases, o período inicial que é denominado 
prodrômico e um outro denominado toxêmico. O período 
prodrômico dura cerca de três dias, é súbito e os principais 
sintomas são: febre, calafrios, cefaleia, lombalgias, náuseas e 
vômitos. O período toxêmico ocorre aproximadamente após 
dois dias da febre cessar. Portanto, nesse período, a febre 
reaparece com outros sintomas, sendo eles: diarreia, vômitos 
com aspecto de borra de café, insuficiência hepatorrenal, 
icterícia e manifestações hemorrágicas.
f. Diagnóstico – O diagnóstico das formas leve e moderada 
da doença é difícil de fazer, pois pode ser facilmente 
confundido com outras doenças infecciosas. O diagnóstico 
laboratorial é feito através do isolamento do vírus amarílico 
e detecção de antígeno em amostras de sangue ou tecido.
g. Complicações - A forma grave da doença pode fazer 
com que ocorra insuficiência hepática e renal, icterícia e 
manifestações hemorrágicas. A maioria dos infectados 
Febre amarela 
apresenta um 
quadro clínico que 
tem duas fases, 
o período inicial 
que é denominado 
prodrômico e um 
outro denominado 
toxêmico.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
116
consegue se recuperar e adquirir imunização permanente 
contra a febre amarela. É importante ressaltar que na dengue 
podem aparecer manifestações hemorrágicas também, mas 
somente na febre amarela o paciente fica ictérico. Essa é 
uma característica diferencial das duas doenças.
h. Medidas preventivas – A vacinação é a melhor prevenção. 
Além disso, deve-se notificar imediatamente todos os 
casos, pois permitirá a implementação de estratégias 
que cessem o surto. Devem ser desenvolvidas ações 
de educação em saúde para a população, para que haja 
conscientização e que saibam como ocorre a transmissão 
da doença. Dessa forma, eliminando os focos do mosquito 
nas residências e adjacências.
Na figura a seguir, podemos ver o ciclo da Febre Amarela. 
FIGURA 4 – Ciclo Silvestre e Urbano da Febre Amarela
Haemagogus
Sabethes
Aedes aegypti
Ci
cl
o 
si
lv
es
tre
Ci
cl
o 
ur
ba
no
Fonte: Ministério da Saúde. 
Agora, resolva a primeira questão de fixação. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
117
QUESTÃO 1 - Está ocorrendo uma epidemia de Febre Amarela 
em Minas Gerais e no Espírito Santo. Uma mulher, mãe de dois filhos e 
residente em área de risco, procurou a Unidade Básica de Saúde para se 
informar com a enfermeira qual seria a melhor forma de prevenção da 
doença. A enfermeira deverá informar que a melhor medida preventiva é:
a. A vacinação contra a Febre Amarela.
b. Colocar cortinados em janelas e portas durante o período noturno, 
porque os vetores só saem à noite para transmitir o vírus.
c. A mãe deverá deixar acumular água em vasos de plantas e pneus, 
pois isso evita a reprodução do vetor.
d. Solicitar que os agentes ambientes façam a dedetização na casa 
dos vizinhos, porque é ali que mora o foco do mosquito e que não 
os deixem entrar na casa dessa mãe.
e. A Enfermeira deve orientar que a melhor medida preventiva é acumular 
água parada e limpa, pois os vetores se reproduzem em água suja.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Caxumba 
Segundo o Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da 
Saúde (BRASIL, 2014) podemos caracterizar a Caxumba a partir das 
seguintes definições. 
a. Características – Doença viral aguda, caracterizada pelo 
aumento do volume de uma ou mais glândulas salivares 
e, ás vezes, glândulas sublinguais e submandibulares. 
Também conhecida popularmente como papeira ou 
parotidite infecciosa.
b. Agente infeccioso – Ocasionada por um vírus da família 
Paramyxoviridae, gênero Paramyxovirus. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
118
c. Reservatório – O ser humano é o único hospedeiro do vírus.
d. Transmissão – Ocorre através das vias aéreas, através 
de gotículas, ou por contato direto com saliva de pessoas 
infectadas. Já a transmissão indireta é menos frequente, mas 
pode ocorrer pelo contato com objeto contaminados com 
secreção do nariz e/ou boca. Período de transmissibilidade - 
Varia entre seis e sete dias antes das manifestações clínicas, 
até nove dias após o surgimento dos sintomas.
e. Sinais e sintomas - Os primeiros sintomas são: febre, 
calafrios, dores de cabeça, dores musculares e ao mastigarou engolir. Uma das principais características da doença é 
o aumento das glândulas salivares próximas aos ouvidos.
f. Diagnóstico – Na maioria dos casos o diagnóstico é clínico. 
O diagnóstico laboratorial compreende o isolamento viral 
ou reação em cadeia da polimerase em tempo real (RT-
PCR) de amostras de swab bucal, saliva e líquor, além de 
sorologia (IgG e IgM).
g. Complicações – Nos casos graves, pode causar: surdez 
e meningite. Após a puberdade, pode causar inflamação e 
inchaço doloroso dos testículos (orquite) nos homens ou 
dos ovários (ooforite) nas mulheres e levar à esterilidade. 
h. Medidas preventivas – A prevenção é realizada com o 
uso de vacina e que faz parte do Calendário Básico de 
Vacinação. Em geral, está associada à época de vacinas 
contra sarampo e rubéola. As três juntas compõem a vacina 
tríplice viral (SCR).
Vamos responder a segunda questão? 
Após a puberdade, 
a caxumba pode 
causar inflamação 
e inchaço doloroso 
dos testículos 
(orquite) nos 
homens ou dos 
ovários (ooforite) 
nas mulheres e 
levar à esterilidade.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
119
QUESTÃO 2 - A vacina SCR, conhecida como tríplice viral é responsável 
por prevenir quais doenças abaixo.
a. Sarna, coqueluche e rubéola.
b. Sarampo, cólera e raiva.
c. Sífilis, caxumba e rubéola.
d. Sarampo, caxumba e rubéola.
e. Sarampo, criptococose e rubéola.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Ações de Vigilância 
epidemiológica e 
principais medidas de 
prevenção controle 
da rubéola, caxumba, 
sarampo, varicela, febre 
amarela e influenza
De acordo com a Lei 8.080 de 19 de setembro de 1990: “vigilância 
epidemiológica é um conjunto de ações que proporcionam o 
conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança 
nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual 
ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas 
de prevenção e controle das doenças ou agravos” (BRASIL, 1990). 
Qual a importância da vigilância na profissão de enfermagem? Os 
enfermeiros participam da vigilância?
Para tanto, devemos seguir o calendário vacinal, que de acordo 
com Busato (2016) é a forma mais eficaz de prevenção de doenças 
víricas imunopreveníveis. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
120
Vamos saber mais sobre isso na segunda videoaula. Acompanhe!
Videoaula
“Calendário vacinal”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
Ações de vigilância epidemiológica 
De acordo com Tietzmann (2014), o principal objetivo das ações de 
vigilância epidemiológica é proporcionar orientação técnica de forma 
permanente para os profissionais da área da saúde. É por meio dela 
que será decidido sobre a execução de ações de controle de doenças 
e agravos. Portanto, mantém as informações atualizadas sobre a 
ocorrência das doenças (fatores condicionantes e determinantes). 
Dessa forma, é possível implementar políticas e diretrizes voltadas 
para comunidades específicas, bem como avaliar as necessidades 
daquela população. 
Ficha de notificação/investigação
A Portaria n. 204, de 17 de fevereiro de 2016 (BRASIL, 2016) instituiu 
as doenças de notificação, ela:
Define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, 
agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos 
e privados em todo o território nacional, nos termos do anexo, e dá 
outras providências.
Segundo Busato (2016) a escolha dessas doenças e agravos 
específicos de notificação compulsória obedece a critérios como: 
potencial de disseminação, vulnerabilidade e magnitude. Os dados 
coletados sobre as doenças de notificação compulsória são 
incluídos no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN).
O principal 
objetivo das ações 
de vigilância 
epidemiológica 
é proporcionar 
orientação 
técnica de forma 
permanente para 
os profissionais da 
área da saúde.
https://player.vimeo.com/video/194084005
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
121
Para Monteiro (2015) a notificação é o principal instrumento utilizado 
pela Vigilância Epidemiológica para iniciar o levantamento de 
informações necessárias, por meio da investigação dos casos suspeitos 
ou confirmados da doença de notificação, para a implementação das 
medidas necessárias ao seu controle e prevenção.
O enfermeiro tem papel fundamental neste aspecto e deve conhecer 
e saber preencher uma ficha de notificação, conforme vimos na 
unidade 2. 
Na figura a seguir, ilustramos o papel do enfermeiro nas notificações. 
FIGURA 5 – Notificação pela ficha SINAN
Fonte: Have a nice day Photo, Shutterstock.
AUDIODESCRIÇÃO DA FIGURA: Enfermeira com um tablet e uma planilha.
Das doenças estudadas nesta unidade, a caxumba é a única que não 
precisa notificar de forma isolada. A caxumba só deve ser notificada 
em casos de surtos e epidemias, pois é considerada uma doença 
benigna e em casos de surtos, deve ser feito o bloqueio vacinal. Os 
surtos ocorrem em crianças não vacinadas.
Agora, vamos responder outra questão de fixação. Acompanhe!
A caxumba só deve 
ser notificada em 
casos de surtos e 
epidemias, pois é 
considerada uma 
doença benigna 
e em casos de 
surtos, deve ser 
feito o bloqueio 
vacinal.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
122
QUESTÃO 3 - Algumas doenças devem ser notificadas compulsoriamente 
em um prazo menor que 24h (notificação imediata), quando tem-se casos 
suspeitos. Outras doenças têm fluxo de notificação semanal. Além dessas 
opções, existem doenças que não precisam ser notificadas. Dentre elas:
a. Sarampo.
b. Caxumba.
c. Rubéola.
d. Febre amarela.
e. Casos de Dengue.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Sistematização da 
Assistência de Enfermagem 
frente a rubéola, caxumba, 
sarampo, varicela, febre 
amarela e influenza
A sistematização da assistência de enfermagem (SAE), de acordo 
com Souza (2014), é um dos meios que o enfermeiro dispõe para 
aplicar seus conhecimentos técnicos, científicos e humanos na 
assistência ao paciente e caracterizar sua prática profissional, 
colaborando na definição do seu papel.
Então, vamos assistir a videoaula três? Acompanhe! 
Videoaula
“O processo de Sistematização 
de Enfermagem nas Doenças 
Infectocontagiosas”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
https://player.vimeo.com/video/194084031
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
123
E agora, vamos acompanhar um estudo de caso, para entender os 
detalhes de um caso de Febre Amarela. 
Exemplo de SAE – Histórico de Enfermagem 
T.M., 22 anos, feminino, parda, relação estável, um filho, evangélica, do 
lar, ensino fundamental completo. Procedente de Teixeira de Freitas, 
Bahia, reside em São Pedro V, Vitória. Deu entrada no Hospital da Santa 
Casa de Misericórdia de Vitória (HSCMV), no estado do Espírito Santo, 
no dia 27/09/2010, com fortes dores abdominais, na região do fígado. 
Relata que no dia 26/09/2010 sentiu fortes dores na barriga e que a 
urina estava vermelha. Há quatro meses teve filho por parto normal, sem 
intercorrências e ainda está amamentando. Nega hipertensão, diabetes, 
uso de drogas lícitas, ilícitas e alergias. Faz uso de anticoncepcional oral. 
Mãe hipertensa e pai falecido aos 60 anos, não sabe informar o motivo. 
Higiene oral realizada 3x/dia e corpórea 2x/dia. Alimenta-se por via oral 
e relata comer de tudo. Café da manhã: pão, presunto, queijo e suco, no 
almoço: arroz, feijão, carne, verduras e não tem o hábito de jantar. Ingestão 
hídrica de aproximadamente 1,5L/dia. Diurese espontânea cerca de 8x/dia 
e eliminação intestinal 1x/dia. Nunca fez preventivo. Não sabe relatar se 
cartão vacinal está em dia.
EXAME FÍSICO 
28/09/2010, 14:10 min - Lúcida, cooperativa, verbalizando sem dificuldade. 
Pele íntegra, turgor e elasticidade mantidos, ictérica e acianótica. Abertura 
ocular espontânea, mucosa conjuntival hipocorada (++/4), pupilas 
isofotorreagentes. Boa acuidade auditiva. Boa higienização oral. Tórax 
típico, respiração espontânea, eupnéica (FR:18rpm), MVFem ambos os 
pulmões. Bulhas normofonéticas em 2T, ritmo cardíaco regular, eucárdica 
(FC:77bpm), normotensa (PA:110/60mmhg). Febril (TAX: 38°C). Abdome 
atípico, ruídos hidroaéreos presente, som timpânico à percussão e dor a 
palpação superficial e profunda em quadrante superior direito. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
124
Presença de punção venosa periférica em MSD sem sinais flogísticos. 
MMII sem edemas e varizes. Apresenta hematúria e melena.
Após os exames laboratoriais e a identificação dos sintomas, 
principalmente a questão da icterícia, febre, manifestações hemorrágicas 
e dor abdominal em quadrante superior direito, foi constatado pelo médico 
um quadro de febre amarela. A paciente foi notificada.
Vamos responder as duas últimas questões de fixação, com 
atenção. Vamos lá!
QUESTÃO 4 - As decisões tomadas na fase de planejamento e 
organização dos serviços de saúde realizadas pelo enfermeiro, deveriam ser 
prioridade e baseadas no emprego adequado da epidemiologia. O enfermeiro 
não deve cometer imperícias, para isso, pele precisa de capacitação 
contínua. A atualização teórica é essencial para o campo da prática. 
Sendo assim, quando o enfermeiro estiver em um estado com surto 
de Influenza, quais as medidas preventivas que ele deverá orientar à 
população local?
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
QUESTÃO 5 - Caracterize a Rubéola, quanto ao agente infeccioso, 
reservatório, transmissão e período de transmissibilidade, sinais e 
sintomas, diagnóstico e medidas preventivas.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Chegamos ao final desta unidade. Vimos como são caracterizados 
os agravos imunopreveníveis rubéola, caxumba, sarampo, varicela 
e influenza e entendemos o papel do enfermeiro no manejo e 
enfrentamento dessas DICT. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
125
Acompanhe agora a videoaula de finalização. Continue seus estudos 
com empenho!
Videoaula
“Doenças infectocontagiosas: Rubéola, 
Caxumba, Sarampo, Varicela, Influenza 
e Febre Amarela”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
QUESTÃO 1 - A resposta certa é a letra A. Justificativa:
a. A melhor forma de prevenção da Febre Amarela (urbana e 
silvestre), é a vacinação.
b. Os vetores (Aedes aegypti) tem hábitos diurnos, portanto, essa 
mãe deverá colocar cortinado de forma permanente (manhã, 
tarde e noite).
c. Jamais deixar água acumulada, pois os vetores se reproduzem 
justamente nesses locais.
d. Não devemos impedir que os agentes ambientais dedetizem 
nossas casas. Não é só a casa do vizinho que pode ter água 
parada, a casa dessa mãe também pode ter.
e. A reprodução dos vetores se dá através de água parada e limpa.
QUESTÃO 2 - A resposta certa é a letra D. Justificativa:
a. A vacina não é para a prevenção de sarna e coqueluche. Neste 
caso, só está correto a Rubéola.
b. A vacina não previne cólera e nem raiva. Neste caso, apenas 
sarampo está correto.
c. A vacina não previne sífilis. Neste caso, só estão corretos: 
caxumba e rubéola.
d. Esta alternativa está correta. A SCR (tríplice viral) previne sarampo, 
caxumba e rubéola.
e. A vacina não previne criptococose. Neste caso, apenas sarampo 
e rubéola estão corretos.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
https://player.vimeo.com/video/194084067
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 3
126
QUESTÃO 3 - A resposta certa é a letra B. Justificativa:
a. Sarampo é uma doença de notificação compulsória imediata.
b. Está é a alternativa correta. A caxumba não é uma doença de 
notificação compulsória, não existe uma ficha específica para ela.
c. Rubéola é uma doença de notificação compulsória imediata.
d. Febre amarela é uma doença de notificação compulsória imediata.
e. Dengue (casos) é uma doença de notificação compulsória semanal. 
Dengue (óbitos) é uma doença de notificação compulsória imediata.
QUESTÃO 4 - A vacinação é a melhor arma disponível para a prevenção 
da influenza e suas consequências. A vacina contra influenza deve ser admi-
nistrada após 6 meses de idade. Para conferir proteção adequada, a vacina 
deve ser administrada a cada ano, já que sua composição também varia anu-
almente, em função de cepas (tipos de vírus) circulantes. Além da vacinação 
(proteção individual), temos as medidas adicionais, sendo elas: higiene das 
mãos com água e sabão após tossir, espirrar, usar o banheiro e antes das refei-
ções; evitar tocar olhos, nariz e boca após contato com superfícies; evitar aglo-
merações e ambientes fechados; evitar entrar em contato com outras pesso-
as susceptíveis e, se possível, utilizar a máscara cirúrgica quando em contato; 
proteger com lenços (preferencialmente descartáveis a cada uso) a boca e o 
nariz ao espirrar ou tossir para evitar a disseminação por aerossóis.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
QUESTÃO 5 - A Rubéola é uma doença viral aguda, caracterizada 
pela presença de exantema generalizado. O agente causador da rubéola 
é um vírus, o Rubella vírus. O reservatório do vírus da rubéola é o ser 
humano. A transmissão ocorre diretamente de pessoa a pessoa, através 
de secreções nasofaríngeas, expelidas ao tossir, espirrar ou falar. O período 
de transmissibilidade é em torno de uma semana antes do aparecimento 
do exantema até 4 ou 5 dias após. Os principais sintomas são febre, falta 
de apetite, tosse seca, conjuntivite discreta, dor de cabeça e aumento 
dos gânglios linfáticos. Surge em seguida o exantema maculopapular 
(manchas vermelhas) que se iniciam na face e se espalha para o pescoço, 
tronco e extremidades. O diagnóstico é feito através da análise dos sinais 
e sintomas e do exame laboratorial. A rubéola é evitada através da vacina.
UNIDADE
• Considerações 
fisiopatológicas, 
clínicas, 
laboratoriais e 
epidemiológicas 
das doenças 
imunopreveníveis: 
meningites 
(HiB, 
meningocócica, 
pneumococo), 
coqueluche e 
tétano
• Vigilância 
epidemiológica e 
principais medidas 
de controle das 
meningites, da 
coqueluche e do 
tétano
• Sistematização 
da Assistência de 
Enfermagem frente 
as meningites, a 
coqueluche e o 
tétano
• Respostas 
Questões de 
Fixação
Doenças 
infectocontagiosas 
bacterianas e 
imunopreveníveis
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
129
Considerações 
fisiopatológicas, 
clínicas, laboratoriais 
e epidemiológicas 
das doenças 
imunopreveníveis: 
meningites 
(HiB, meningocócica, 
pneumococo), 
coqueluche e tétano
As meningites, coqueluche e tétano são doenças causadas por 
bactérias. Até agora, nós estudamos as doenças víricas, que são 
causadas por vírus. Tanto as doenças víricas quanto as bacterianas 
estudadas aqui, são imunopreveníveis, ou seja, tem como melhor 
forma de prevenção a vacina. 
O enfermeiro tem papel fundamental na prevenção dessas doenças, 
e para entender as características e como agir diante delas, vamos 
levantar alguns questionamentos: Quais os desafios das doenças 
causadas por bactérias? Por que a disseminação é mais rápida? O 
que o enfermeiro pode fazer para contê-las?
Acompanhe esta unidade para ampliar seu conhecimento. Bons 
estudos!
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
130
Meningites: 
HiB, meningocócica e pneumococo
O Guia de Vigilância Epidemiológica foi criado em 1998, pela Fundação 
Nacional de Saúde, para ser um manual de consulta e instrução a todos 
os profissionais de saúde quanto às doenças e agravos de notificação 
compulsória. A versão de 2014 é mais completa e atualizada e, por 
meio dele, conseguimos as informações completas sobre as doenças 
infectocontagiosas. A meningite bacteriana é classificada por tipos, 
meningocócica, pneumocócica e Haemophilus Influenzae. 
Vamos ver, a seguir, a caracterização de cada tipo, de acordo com o 
Guia de Vigilância Epidemiológica (BRASIL, 2014). Acompanhe. 
Meningite por Haemophilus Influenzae B 
a. Definição: A meningite bacteriana é caracterizada pela 
inflamação das meninges por agentes infecciosos, neste 
caso, as bactérias. As bactériasliberam toxinas que 
inflamam as membranas de revestimento cerebral: pia-
máter, dura-máter e aracnoide.
b. Agente infeccioso: O agente causador é uma bactéria 
gram negativa (Haemophilus influenzae). Existem vários 
sorotipos: A, B, C, D e F. Porém, o principal sorotipo causador 
de meningite é o B.
c. Reservatório: O ser humano doente ou portador, 
principalmente os menores de 5 anos. O Haemophilus 
influenzae B (HiB) está presente nas vias aéreas superiores.
d. Transmissão e período de transmissibilidade: Contato direto 
com secreções nasofaríngeas (boca-nariz-faringe) do doente 
ou portador, transmitidas através do espirro e tosse (mais 
frequentemente). Contato indireto através de objetos recém 
contaminados com secreções nasofaríngeas. Período de 
transmissibilidade: persiste enquanto o HiB permanece na 
nasofaringe do doente. Com administração do antimicrobiano 
A meningite 
bacteriana é 
classificada 
por tipos, 
meningocócica, 
pneumocócica 
e Haemophilus 
Influenzae. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
131
específico, ele desaparece dentro de até 24/48 horas; caso 
contrário, permanece por tempo indeterminado.
e. Sinais e sintomas: Febre alta, cefaleia (dor de cabeça) 
intensa, vômitos, náuseas, dor e rigidez na nuca, dor na 
coluna vertebral; pode haver convulsões e distúrbios 
de consciência (que varia desde confusão mental até o 
coma); prostração, dores musculares, podendo ocorrer 
choque séptico. Vale ressaltar que no recém-nascido e 
lactente até 9 meses a 1 ano de idade, o quadro clínico 
não é característico, não estando presentes muitas vezes 
a rigidez de nuca e sinais meníngeos, devido a composição 
corpórea e a formação incompleta do sistema esquelético.
f. Diagnóstico: A suspeita diagnóstica é feita pelo quadro 
clínico de meningite e a confirmação se faz pelo exame do 
líquido céfalo-raquidiano (ou líquor), que é o líquido que corre 
no espaço subaracnóideo. Outros testes diagnósticos podem 
ser realizados para o diagnóstico, são eles: ELISA e PCR.
g. Complicações: Perda da audição parcial ou total, distúrbio 
da linguagem, retardo mental, deficiência motora, distúrbios 
visuais e convulsões.
h. Medidas preventivas: Vacinar todas as crianças a partir 
de 3 meses de idade; Evitar aglomeração em ambientes 
fechados; Manter os ambientes ensolarados e ventilados; 
Higiene corporal, do vestuário, dos utensílios e da residência. 
Além disso, é uma doença de notificação compulsória e de 
investigação obrigatória.
Meningite meningocócica (Doença meningocócica) 
Outro tipo de meningite bacteriana é a meningocócica, também 
chamada de doença meningocócica. O Guia de Vigilância 
Epidemiológica (2014) traz essa doença e todas as informações 
importantes que o Enfermeiro deve ter conhecimento para 
adequadas condutas quando estiver de frente a um paciente 
acometido por meningite meningocócica
A suspeita 
diagnóstica é feita 
pelo quadro clínico 
de meningite e a 
confirmação se 
faz pelo exame 
do líquido céfalo-
raquidiano (ou 
líquor), que é 
o líquido que 
corre no espaço 
subaracnóideo. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
132
a. Definição: É uma doença altamente contagiosa, 
caracterizada por febre e bacteremia. Caracteriza-se por 
uma inflamação nas membranas que revestem o cérebro. 
Ela se torna mais grave quando atinge a corrente sanguínea, 
provocando o que chamamos de meningococcemia.
b. Agente infeccioso: A doença meningocócica é causada 
por uma bactéria gram negativa, a Neisseria meningitidis 
(meningococo). Os sorogrupos mais importantes dessa 
doença são: A, B, C, W135 e Y. 
Outro tipo de meningite bacteriana é a pneumocócica. O Guia de 
Vigilância Epidemiológica (2014) traz esse tipo de meningite, pontuando 
informações importantes como formas de transmissão e medidas 
preventivas. O enfermeiro tem papel fundamental na aplicação de 
medidas preventivas que é realizada principalmente pela vacinação.
a. Definição: A meningite pneumocócica é um tipo de 
meningite grave que pode provocar o desenvolvimento de 
pneumonia. Portanto, a meningite causada pelo Streptococcus 
pneumoniae ou pneumococo continua sendo grande causa de 
preocupação pela sua letalidade e morbidade, principalmente 
em crianças, quando ela está mais frequentemente associada 
à morte e sequelas graves na infância.
b. Agente infeccioso: O agente causador é uma bactéria gram 
positiva e capsulada. Existem mais de 90 sorotipos imunolo-
gicamente distintos no mundo. A meningite pneumocócica é 
bastante invasiva e muito grave, pois pode levar à morte.
c. Reservatório: O principal reservatório é o homem doente. 
d. Transmissão e período de transmissibilidade: A transmissão 
se dá através da disseminação das bactérias através de 
gotículas (secreções nasofaríngeas), por exemplo, ao falar 
e tossir. Vale lembrar que na meningite pneumocócica 
existem pessoas assintomáticas também e que potenciais 
disseminadoras das bactérias. Este tipo de bactérias está 
 O enfermeiro tem 
papel fundamental 
na aplicação 
de medidas 
preventivas 
que é realizada 
principalmente pela 
vacinação.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
133
presente no trato respiratório, porém, inativas. Algumas 
pessoas são mais sensíveis a elas, portanto, podendo 
ativá-las. Período de transmissibilidade: Ocorre durante 
todo tempo de permanência do pneumococo na região da 
nasofaringe. Portanto, 24h após a introdução das medicações 
(antibióticos), o período cessa.
e. Sinais e sintomas: Os principais sinais e sintomas não 
diferem tanto entre os outros tipos de meningite bacteriana, 
sendo eles: Febre posteriormente, fazer a análise dele.
f. Complicações: Perda auditiva, paralisia, hidrocefalia, 
podendo levar à morte.
g. Medidas preventivas: A prevenção, por meio da vacina 
contra a doença pneumocócica, é a melhor maneira de se 
proteger contra o pneumococo.
Entendeu bem a definição de meningite? Para saber diferenciá-
la de outras doenças com sintomas parecidos, como a caxumba, 
acompanhe a notícia a seguir. 
Caxumba e meningite têm aumento 
no número de casos; sintomas são parecidos
Em São José do Rio Preto, interior de SP, 18 casos de meningite bac-
teriana foram registrados em 10 dias. Em Campinas, também interior 
paulista, casos de caxumba subiram 10 vezes em relação a 2015.
A meningite bacteriana é uma doença grave que pode matar em 
poucos dias. Em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, já 
são quase 80 casos este ano. Dezoito foram registrados só nos 
últimos 10 dias. 
A Doutora Ana Escobar explica qual vacina diminui a circulação 
da doença. E é preciso ficar atento aos sinais da meningite, como 
dor de cabeça, febre e mal-estar. Sintomas parecidos com os da 
caxumba. Em Campinas, no interior paulista, o número de casos 
A prevenção, por 
meio da vacina 
contra a doença 
pneumocócica, é a 
melhor maneira de 
se proteger contra 
o pneumococo.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
134
de caxumba aumentou 10 vezes em relação ao ano passado. A 
infectologista Rosana Richtmann conta porque os adolescentes e 
adultos têm mais risco de pegar a doença. 
Meningite é a inflamação da meninge, membrana que recobre 
o sistema nervoso central. A meningite é uma doença grave, 
potencialmente fatal, causada por bactérias, vírus e fungos. 
A meningite bacteriana é mais grave que a meningite viral e 
dependendo da bactéria, a chance de morte chega a 25%. A 
doença pode ainda deixar sequelas, como alteração na visão, 
comprometimento neurológico e surdez. A meningite viral pode ser 
causada por vários vírus. Dra. Ana Escobar explica que muitas vezes 
nem se sabe o vírus que causou a doença e ela é mais leve que a 
bacteriana e não deixa sequelas. 
Leia a notícia completa no G1: <http://g1.globo.com/bemestar/
noticia/caxumba-e-meningite-tem-aumento-no-numero-de-casos-
sintomas-sao-parecidos.ghtml> 
Sinais de detecção de meningite 
Alguns sinais fazem parte da avaliação diagnóstica das meningitesbacterianas. O Guia de Vigilância Epidemiológica (2014) retrata 
bem esses sinais, orientando o profissional de saúde de como eles 
devem ser avaliados. Vale ressaltar que esses sinais podem ser 
positivos em outras patologias:
a. Sinal de Kerning: É um teste que verifica a irritação das 
meninges. Nele, deita-se o paciente e tenta-se fazer a 
extensão da perna, porém, se positivo, não conseguimos 
fazer a extensão. O paciente sente muita dor e há uma 
limitação do movimento.
b. Sinal de Brudzinski: É um teste de verificação de irritação 
meníngea também, porém, ele é feito de outra forma. Com o 
paciente deitado em decúbito dorsal tenta-se fletir a cabeça 
A meningite 
bacteriana é 
mais grave que a 
meningite viral e 
dependendo da 
bactéria, a chance de 
morte chega a 25%.
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/caxumba-e-meningite-tem-aumento-no-numero-de-casos-sintomas-sao-parecidos.ghtml
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/caxumba-e-meningite-tem-aumento-no-numero-de-casos-sintomas-sao-parecidos.ghtml
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/caxumba-e-meningite-tem-aumento-no-numero-de-casos-sintomas-sao-parecidos.ghtml
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
135
do paciente. O profissional de saúde deve levar o mento 
(queixo) ao tórax. Quando positivo para meningite, isso não 
é possível. Além disso, quando isso é feito o paciente faz 
movimento de flexão das pernas de forma involuntária.
c. Sinal de Lasegue: Deve-se fazer a flexão da coxa sobre 
a bacia. O paciente deverá estar em decúbito dorsal. Ele 
será positivo caso o paciente sinta dor e incômodo na face 
posterior do membro. 
d. Sinal do tripé: O profissional de saúde deverá sentar o paciente 
em um piso liso e estender as pernas dele. O profissional de 
saúde não conseguirá segurá-lo por mais de dez segundos. O 
paciente começará a inclinar-se para trás e a cair.
Agora que vimos os sinais de detecção da meningite, podemos 
entender o fluxograma a seguir que mostra a investigação 
epidemiológica da doença. Acompanhe.
FLUXOGRAMA 4 – Investigação epidemiológica da meningite
Suspeita Clínica
Notificação
Coleta de líquor e sangue
Diagnóstico laboratorial
Confirmação do caso
Medidas de controle
Fonte: SOUZA; OLIVEIRA, 2014. 
A investigação epidemiológica das meningites bacterianas (por 
Haemophilus influenzae, meningocócica e pneumocócica) é 
realizada da seguinte maneira: 
O sinal de Kerning 
é um teste que 
verifica a irritação 
das meninges. 
Nele, deita-se o 
paciente e tenta-se 
fazer a extensão 
da perna, porém, 
se positivo, não 
conseguimos fazer 
a extensão.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
136
1. O profissional da saúde deverá identificar os sinais e sintomas 
compatíveis com o diagnóstico de meningite bacteriana, ou 
seja, há uma suspeita clínica do caso. Nessa etapa pode ser 
aplicado também os testes de Kernig e Brudzinski.
2. Todo caso onde há uma suspeita clínica deverá ser feita a 
notificação compulsória. 
3. Para a confirmação do caso é necessário que os exames 
laboratoriais sejam realizados: a coleta do líquor através de 
punção lombar e hemocultura.
4. Nesta etapa, já teremos a confirmação pelo diagnóstico 
laboratorial e fechamento do caso.
5. Confirma-se o caso e a Secretaria Municipal de Saúde deve 
ser comunicada quanto a confirmação.
6. As devidas medidas de controle da doença serão aplicadas 
pela Vigilância Epidemiológica do Município para evitar 
possíveis surtos e para que os comunicantes do paciente 
sejam tratados com quimioprofilaxia.
Veja no quadro, a seguir, que a taxa de óbito e letalidade reduziram 
gradativamente ao longo dos anos (2010-2015) para meningite 
meningocócica, HiB e pneumocócica. Isso ocorreu porque, a partir 
de 2010, a vacina meningocócica C e a pneumocócica passou a 
fazer parte do calendário de vacinação da criança.
QUADRO 5 – Número de casos e óbitos por meningite entre os anos 2000 e 2015, no Brasil
2010 2011 2012 2013 2014* 2015*
Casos Órbitos Incid. Letal. Casos Órbitos Incid. Letal. Casos Órbitos Incid. Letal. Casos Órbitos Incid. Letal. Casos Órbitos Incid. Letal. Casos Órbitos Incid. Letal.
Doença 
Meningocócica 3003 617 1,57 20,5 2840 605 1,48 21,3 2557 554 1,33 21,7 2106 448 1,09 21,3 1617 336 0,83 20,8 1308 280 0,67 21,4
Meningite 
Tuberculosa 376 72 0,20 19,1 365 75 0,19 20,5 342 45 0,18 13,2 364 70 0,19 19,2 409 72 0,21 17,6 341 56 0,18 16,4
Meningite por 
Haemophilus 142 20 0,07 14,1 130 28 0,07 21,5 148 20 0,08 13,5 106 10 0,05 9,4 116 20 0,06 17,2 118 20 0,06 16,9
Meningite 
Pneumacócica 1163 349 0,61 30,0 1219 366 0,63 30,0 1107 296 0,57 26,7 1082 293 0,56 27,1 953 279 0,49 29,3 937 268 0,48 28,6
Meningite por 
Outras bactérias 3156 397 1,65 12,6 3164 423 1,64 13,4 3149 396 1,62 12,6 2877 395 1,48 13,7 2956 400 1,52 13,5 2815 395 1,45 14,0
Meningite Viral 8319 105 1,36 1,3 8595 90 4,47 1,0 9938 89 5,12 0,9 8813 114 4,54 1,3 8521 90 4,39 1,1 7194 120 3,71 1,7
Meningite por 
Outras etiologias 798 167 0,42 20,9 715 120 0,37 16,8 736 140 0,38 19,0 787 150 0,41 19,1 775 151 0,40 19,5 798 162 0,41 20,3
Meningite não 
especificada 3489 302 1,83 8,7 3595 310 1,87 8,6 3689 307 1,90 8,3 3092 322 1,59 10,4 2316 273 1,19 11,8 2472 265 1,27 10,7
*Atualizados em out/2016
Fonte: Ministério da Saúde, 2016.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
137
Tétano
O tétano pode ser acidental, que é caracterizado pela transmissão 
ser indireta, através de objetos contaminados ou neonatal, que 
é caracterizado pela contaminação do coto umbilical do recém-
nascido pelo uso de substâncias contraindicadas. 
O Guia de Vigilância Epidemiológica (2014) consegue descrever com 
primazia esses dois tipos de tétano que são mais frequentes do que 
imaginamos. Começaremos falando sobre o Tétano Acidental.
Tétano acidental
a. Definição: o tétano é uma doença bacteriana e que não se 
enquadra como doença contagiosa, pois a transmissão 
ocorre indiretamente.
b. Agente infeccioso: O agente causador do tétano acidental 
é a toxina de uma bactéria gram positiva e de forma bacilar, 
o Clostridium tetani.
c. Reservatório: A bactéria Clostridium tetani é encontrada em 
objetos perfurocortantes. Geralmente esses objetos estão 
enferrujados. Essa bactéria é anaeróbia, portanto, sobrevive 
em lugares inóspitos.
d. Transmissão e período de transmissibilidade: A 
transmissão ocorre de forma indireta através desses objetos 
contaminados pela bactéria. Período de transmissibilidade: 
Não existe transmissibilidade entre indivíduos, pois não é 
uma doença contagiosa.
e. Sinais e sintomas: Os sinais e sintomas aparecem em 
um intervalo de 5 a 10 dias após a infecção. O paciente 
começa a apresentar sinais característicos, como a rigidez 
mandibular, que chamamos de trismo. Além disso, como é 
uma doença bacteriana, ocorre febre, mal-estar geral, dor de 
 Tétano é 
uma doença 
bacteriana e que 
não se enquadra 
como doença 
contagiosa, pois a 
transmissão ocorre 
indiretamente.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
138
cabeça e o “riso sardônico” (o paciente tem dificuldades em 
movimentar a mandíbula e quando o avaliamos parece que 
ele está com uma expressão facial de sorriso fixo).
f. Diagnóstico: O diagnóstico do tétano acidental é feito 
através dos sinais e sintomas, ou seja, é exclusivamente 
diferencial. 
g. Medidas preventivas: A melhor forma de prevenção é a 
vacinação. A vacina é a DTP (difteria, tétano e coqueluche). É 
importante lembrar que a DTP compõe a vacina pentavalente. 
Outra forma é lavar bem com sabão e água corrente qualquer 
ferimento, dando atenção especial àqueles causados por 
objetos perfurocortantes enferrujados.
Tétano neonatal 
O tétano neonatal, ainda de acordo com o Guia de Vigilância 
Epidemiológica (2014), se diferencia do tétano acidental por ser uma 
doença contagiosa, ou seja, é transmitida diretamente da gestante 
para o feto através da via placentária. Por isso é tão importante que 
toda gestante mantenha o cartão de vacina atualizado.
Caracterizaçãodiagnóstica da 
meningite, coqueluche e tétano
Meningites 
As meningites bacterianas podem ser confirmadas por diagnóstico 
diferencial e por diagnóstico laboratorial. O Guia de Vigilância 
Epidemiológica traz a definição de caso suspeito e caso confirmado 
para as meningites bacterianas que foram estudadas nesta unidade 
(meningocócica, pneumocócica e por Haemophilus influenzae.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
139
a. Caso suspeito: O caso suspeito em crianças menores 
de um ano e acima de um ano de idade é classificado de 
acordo com os sinais e sintomas da doença e realizando os 
testes de Kernig e Brudizinski. Além desses sinais, deve-se 
avaliar criteriosamente os recém-nascido, investigando se 
há abaulamento das fontanelas.
b. Caso confirmado: É feito através da investigação clínico-
laboratorial e epidemiológica, que conclui como sendo um 
caso de meningite. A epidemiologia diagnóstico laboratorial 
é positiva na hemocultura e no líquor cefalorraquidiano.
Coqueluche 
Para a Coqueluche, a definição de caso suspeito e caso confirmado 
é diferente. O Guia de Vigilância Epidemiológica (2014) traz muito 
bem detalhado essas duas definições.
a. Caso suspeito: Pessoas que apresentam idade maior ou 
igual a 06 meses independentemente do esquema vacinal, 
que apresente os seguintes sintomas: tosse persistente 
há mais de 10 dias, com guincho e vômito pós-tosse; 
e, todo indivíduo, maior ou igual a 06 meses de idade, 
independentemente do esquema vacinal apresente: tosse 
característica ou contato com pessoa que já está doente. 
b. Caso confirmado: É todo caso que atenda a definição de caso 
suspeito de coqueluche e que tenha confirmação diagnóstica 
através do isolamento da bactéria. Também, as pessoas 
sadias que tiveram contato prolongado com pessoas que 
estavam doentes e que apresentaram sintomas.
Caso confirmado 
é todo caso que 
atenda a definição 
de caso suspeito 
de coqueluche 
e que tenha 
confirmação 
diagnóstica através 
do isolamento da 
bactéria.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
140
Tétano
Caso suspeito e caso confirmado, em relação ao tétano, se 
diferenciam nos dois tipos de acordo com o Guia de Vigilância 
Epidemiológica (2014). No tétano acidental, por exemplo, o caso 
suspeito é feito através dos sinais e sintomas; vejamos a seguir 
como classificar cada um deles.
Tétano acidental
a. Caso suspeito: é a pessoa que passa a apresentar: trismo, 
contratura muscular com ou sem espasmo independente-
mente da situação vacinal e história anterior de tétano.
b. Caso confirmado: Neste caso, os pacientes apresentam 
dificuldade em mastigar e deglutir, trismo e riso sardônico. 
Ocorre em alguns pacientes a rigidez da musculatura 
dos membros. O caso é dado como confirmado 
independentemente da situação vacinal do paciente. A 
lucidez do paciente reforça o diagnóstico.
Tétano neonatal
a. Caso suspeito: É todo recém-nascido que apresente 
dificuldade na sucção e em deglutir após 48h de vida ou 
todo e qualquer óbito de recém-nascido de até 28 dias de 
idade sem causa definida.
b. Caso confirmado: É aquele recém-nascido que apresentou 
dificuldade em mamar no período de 48h de vida e 
apresentou dois ou mais dos seguintes sintomas: trismo, 
hiperflexão dos membros superiores junto ao tórax 
(posição de boxeador), crises de contraturas musculares, 
aos estímulos luminosos, ao toque ou ao manuseio, com 
sinais inflamatórios ou não do coto umbilical.
Vamos responder as duas primeiras questões de fixação? 
No tétano 
acidental, por 
exemplo, o caso 
suspeito é feito 
através dos sinais e 
sintomas;
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
141
QUESTÃO 1 - A doença meningocócica (DM) é uma infecção 
bacteriana aguda e altamente transmissível. Sobre ela, leia as afirmativas a 
seguir e assinale a alternativa correta.
a. A taxa de incidência da doença é mais alta em jovens e adultos.
b. O principal reservatório da doença é o portador sintomático.
c. Todas as meningites bacterianas são causadas pela Neisseria 
meningitidis.
d. A meningococcemia é a forma mais grave da doença meningo-
cócica.
e. O teste padrão ouro para detecção da meningite é o ELISA.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
QUESTÃO 2 - A respeito do tétano, doença infecciosa aguda e não 
contagiosa causada pelo Clostridium tetani, assinale a alternativa correta.
a. O principal modo de transmissão do tétano neonatal é o contato 
direto entre os recém-nascidos.
b. O diagnóstico do tétano acidental é realizado por exames 
laboratoriais.
c. O período de transmissão do tétano acidental e do tétano neonatal 
é de aproximadamente 15 dias.
d. Os sintomas do tétano acidental manifestam-se de 10 a 15 após a 
infecção pela bactéria. O sintoma mais comum é a rigidez muscular.
e. O agente causador do tétano é um bacilo gram-positivo, 
anaeróbico e esporulado, o Clostridium tetani.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Acompanhe agora a primeira videoaula. Nela vamos entender 
melhor as diferenças entre a meningite bacteriana e a viral. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
142
Videoaula
“Diferenças entre Meningite Bacteriana 
e Meningite Viral”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
Vigilância 
epidemiológica e 
principais medidas de 
controle das meningites, 
da coqueluche e do 
tétano
Meningites bacterianas 
As meningites (virais, bacterianas, fúngicas), como reforça 
Monteiro (2015), fazem parte da Lista de Doenças de Notificação 
Compulsória. Portanto, o serviço de saúde deve notificar os casos 
suspeitos e fazer a investigação epidemiológica. Todo o processo 
requer medidas rápidas de controle, sendo a mais eficaz, a vacinação 
e quimioprofilaxia dos contatos íntimos do paciente. Esta última 
deverá ser administrada em até 48h, que é o tempo necessário para 
que ocorra a confirmação diagnóstica do caso.
Coqueluche 
A coqueluche é uma doença que consta na lista de notificação 
compulsória. Os profissionais de saúde devem notificar. Nesse 
sentido, todo caso suspeito deverá ser notificado e investigado 
pelas autoridades competentes. A forma mais eficaz para controle 
é a vacinação.
Todo o processo 
requer medidas 
rápidas de controle, 
sendo a mais 
eficaz, a vacinação 
e quimioprofilaxia 
dos contatos 
íntimos do 
paciente.
https://player.vimeo.com/video/194084136
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
143
Tétano acidental e tétano neonatal
O tétano tanto acidental quanto neonatal faz parte da lista nacional 
de notificação compulsória, portanto, todo profissional de saúde 
deve notificar. A notificação do tétano é imediata, então deverá ser 
feita em 24h. A forma mais eficaz de prevenção é a vacinação.
Vamos responder a mais uma questão de fixação? Acompanhe!
QUESTÃO 3 - A Coqueluche acomete as vias respiratórias e uma de 
suas principais características é a tosse persistente. Em relação as três 
fases da doença podemos afirmar:
a. A fase 1 é chamada também de paroxística, nesta fase, o doente 
tem crises de tosse súbita e incontrolável.
b. A fase 2 é chamada de fase da convalescença e dura de 2 a 6 
semanas podendo se prolongar por até 3 meses.
c. A fase 3 é chamada de fase catarral, essa fase tem duração de 1 
ou 2 semanas e as principais manifestações clínicas dessa fase 
são as respiratórias.
d. A fase 1 é chamada de fase da convalescença e essa fase dura de 
2 a 6 semanas podendo se prolongar por até 3 meses.
e. A fase 2 é chamada de fase paroxística, ela dura entre 2 a 6 
semanas e o paciente continua apresentando febre baixa, porém, 
persistente ao longo do dia.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Vamos assistir à segunda videoaula? Vamos entender mais sobre 
as fases da coqueluche.
Videoaula
“Períodos da Coqueluche”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
https://player.vimeo.com/video/194084170
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
144
Sistematização 
da Assistência de 
Enfermagem frenteas meningites, a 
coqueluche e o tétano
As doenças infecciosas precisam de mais atenção por parte dos 
enfermeiros, pois a sistematização deve ser realizada de forma 
criteriosa. As doenças infecciosas ocorrem quando existe a infecção, 
quando o agente causador da doença já está no organismo do ser 
humano causando os sinais e sintomas. O enfermeiro deve estar atento 
a alguns cuidados específicos em relação as doenças infecciosas:
1. Controle e prevenção da infecção: o enfermeiro tem 
papel fundamental na promoção da saúde, impedindo 
que a população fique doente. No caso das doenças 
imunopreveníveis a melhor forma de promoção e prevenção 
é a vacinação. Além disso, quando a infecção já está 
estabelecida o Enfermeiro é responsável pelo controle para 
que não ocorra os surtos e pela notificação das doenças;
2. Precauções e isolamento: O enfermeiro deve avaliar o 
paciente que está com a infecção e verificar em qual 
precaução ele se enquadra (padrão, contato, gotículas 
ou aerossóis), a fim de evitar a transmissão da doença. A 
higiene das mãos é, sem dúvidas, a precaução número um 
para toda e qualquer infecção;
3. Orientar o paciente sobre o processo infeccioso: O 
enfermeiro deve conversar com o paciente sobre a doença, 
por isso é tão importante saber a teoria, para que seja 
possível o ensino do paciente. O paciente consciente do 
processo infeccioso visa a melhora do seu quadro clínico 
(dos sintomas).
O enfermeiro deve 
conversar com o 
paciente sobre a 
doença, por isso 
é tão importante 
saber a teoria, para 
que seja possível o 
ensino do paciente.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
145
4. Monitoramento das complicações: O enfermeiro deve 
evoluir esse paciente diariamente para verificar se há uma 
melhora ou uma piora no quadro clínico. O Enfermeiro fica 
24h ao lado do paciente, avaliando, analisando, planejando 
ações e implementando essas ações. 
Vamos assistir a terceira videoaula. Agora é para aprofundar nosso 
conhecimento sobre Tétano neonatal. 
Videoaula
“Tétano neonatal”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
Agora responda as duas últimas questões de fixação. 
QUESTÃO 4 - O perfil epidemiológico da coqueluche não mudou no 
país, pois o grupo mais vulnerável ao adoecimento e mortalidade dessa 
doença concentra-se nas crianças menores de 1 ano de idade. A maioria 
dos casos e óbitos é de menores de 6 meses de idade.
Em relação à coqueluche disserte sobre as principais medidas preventivas 
e condutas do enfermeiro frente a um caso.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
QUESTÃO 5 - Aos 3 anos, MA ocupa o leito 3 da Enfermaria Menino Jesus, 
do Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (HSCMV). Ao verificar o 
calendário vacinal, a enfermeira constatou que nenhuma vacina de prevenção 
contra meningite havia sido tomada. Após uma semana de internação, a 
doença evolui rapidamente. MA teve que ser transferido para a Unidade de 
Terapia Intensiva (UTI), porque já apresentava perda auditiva e paralisia. 
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
https://player.vimeo.com/video/194084196
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
146
A bactéria Neisseria Meningitidis foi para a corrente sanguínea do paciente 
e ele acabou desenvolvendo uma meningococcemia. 
Diante desse caso clínico, qual a medida preventiva deveria ter sido 
adotada antes da internação e evolução do caso. Cite três sintomas da 
meningite meningocócica e fale sobre três sinais da doença.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Nesta unidade, estudamos as doenças infectocontagiosas 
bacterianas e imunopreveníveis: Meningites bacterianas, coqueluche 
e tétano. Vimos a importância do enfermeiro em todo processo 
saúde-doença.
O papel do enfermeiro começa na educação em saúde, quando 
vamos até a comunidade realizar a prevenção e mostrar que essa é a 
melhor forma de evitar que doenças se estabeleçam no organismo. 
Depois, se a doença já está estabelecida no organismo, vimos que é 
papel do enfermeiro realizar as devidas precauções para evitar que 
ocorra a transmissão da doença. 
Vamos assistir ao vídeo de finalização da unidade, para retomar o 
que aprendemos. Continue a estudar para se aprimorar sempre!
Videoaula
“Considerações adicionais sobre 
Meningites bacterianas, tétano e 
coqueluche”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
https://player.vimeo.com/video/194084236
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
147
QUESTÃO 1 - A resposta certa é a letra D. Justificativa:
a. A taxa de incidência da meningite meningocócica é maior em 
crianças, pelo fato delas apresentarem um sistema imunológico 
não completamente desenvolvido. Esse fato pode ser explicado 
pela imaturidade do sistema imunológico.
b. O principal reservatório da doença meningocócica é o homem 
doente ou aquele portador assintomático da infecção.
c. A meningite meningocócica é causada pela Neisseria meningitidis. 
As outras meningites como a pneumocócica é causada pelo 
pneumococo e existe outra causada pelo Haemophilus influenzae.
d. A meningococcemia é a forma mais grave da doença 
meningocócica, pois nessa fase a bactéria já está na corrente 
sanguínea podendo levar a pessoa ao coma, septicemia e morte.
e. A confirmação se faz pelo exame do líquido céfalo-raquidiano (ou 
líquor), que é o líquido que corre no espaço subaracnóideo. Outros 
testes diagnósticos podem ser realizados para o diagnóstico, são 
eles: ELISA e PCR.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
QUESTÃO 2 - A resposta certa é a letra E. Justificativa:
a. O tétano neonatal se dá pela contaminação do coto 
umbilical e geralmente decorre de cuidados inadequados, 
como foi citado, o uso de substâncias e instrumentos 
impróprios contaminados.
b. O diagnóstico do tétano acidental é realizado 
exclusivamente pela clínica, portanto, o diagnóstico do 
tétano acidental não depende de confirmação laboratorial 
como dito na alternativa.
c. O tétano neonatal e o tétano acidental não são uma doença 
contagiosa. Por esse motivo não existe período de transmissão 
(tempo) da doença. O tétano não é contagioso porque a 
transmissão é indireta, ou seja, através de objetos, poeira.
d. Normalmente, os sintomas do tétano acidental manifestam-
se de 5 a 10 dias após a infecção pela bactéria Clostridium 
tetani e o sintoma mais comum é a rigidez mandibular.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
148
e. O agente infeccioso causador tanto do tétano acidental e 
do tétano neonatal é um bacilo gram-positivo, anaeróbico, 
de forma esporulada e denominada Clostridium tetani. 
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
QUESTÃO 3 - A resposta certa é a letra E. Justificativa:
a. A fase 1 é chamada de fase catarral, essa fase tem duração 
de 1 ou 2 semanas. As principais manifestações clínicas 
dessa fase são as respiratórias. A tosse é leve.
b. A fase 2 é chamada de fase paroxística. Essa fase dura 
entre 2 a 6 semanas. O paciente continua apresentando 
febre baixa, porém, persistente ao longo do dia.
c. A fase 3 é chamada de fase da convalescença. Essa fase dura 
de 2 a 6 semanas podendo se prolongar por até 3 meses.
d. A fase 3 é chamada de fase da convalescença. Essa fase dura 
de 2 a 6 semanas podendo se prolongar por até 3 meses.
e. A fase 2 é chamada de fase paroxística. Essa fase dura 
entre 2 a 6 semanas. O paciente continua apresentando 
febre baixa, porém, persistente ao longo do dia.
QUESTÃO 4 - A medida preventiva mais importante em relação à 
Coqueluche é a vacinação de todas as crianças a partir dos 2 meses 
de idade na rotina da rede básica de saúde, com a vacina pentavalente. 
O paciente acometido por Coqueluche deverá ficar em quarto isolado 
dos demais pacientes a fim de evitar o contágio, durante o período de 
transmissibilidade que ocorre principalmente na fase catarral da doença. O 
enfermeiro deverá realizar o isolamento respiratório desse paciente, após 
o início da antibioticoterapia. As pessoas que entrarem no quarto deverão 
utilizar máscarase a equipe de enfermagem deverá utilizar o avental para 
manusear o paciente. A oferta de líquidos deverá ser irrestrita e o enfermeiro 
deverá verificar os sinais vitais. Além disso, a equipe deverá seguir as 
prescrições médicas e de enfermagem. Não devendo esquecer de fazer a 
higienização das mãos ao ter contato com esse paciente internado. Além 
disso, é essencial promover a educação em saúde, orientando as mães de 
recém-nascidos sobre todos os aspectos epidemiológicos da doença, como 
o modo de transmissão, principais sinais e sintomas e formas de prevenção.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 4
149
QUESTÃO 5 - A melhor maneira de evitar é prevenindo antes que ocorra 
o contato da criança ou do adulto com a doença. Hoje, existem vacinas 
como método preventivo de alta eficácia. Contra a doença meningocócica 
existem dois tipos de vacina: as conjugadas e as polissacarídeas, sendo 
essas últimas pertencentes aos sorogrupos A, C, W135 e Y. As vacinas 
conjugadas contra a meningite meningocócica tem elevada eficácia, 
principalmente nos menores de um ano e conferem proteção prolongada. 
A vacina meningocócica C foi incluída no calendário público de vacinação 
do Brasil em 2010. A meningocócica B só está disponível em clínicas 
privadas. Quanto aos sintomas da meningite meningocócica pode-se citar: 
Febre, cefaleia, rigidez de nuca, fotofobia, desorientação, coma, convulsões, 
petéquias, pressão intracraniana aumentada. Os sinais da meningite são 
Kernig, Brudznski e Lasegue. O sinal de Kernig é uma limitação na extensão 
dos membros, quando o joelho é estendido o paciente sente dor. O paciente 
pode fletir a cabeça ao membro inferior, ficando com o corpo arqueado 
para frente. O sinal de Brudzinski ocorre quando fletimos a cabeça do 
paciente. Quando fletimos a cabeça ocorre um movimento involuntário de 
levantamento das pernas. O sinal de Lasegue é realizado da seguinte forma: 
o enfermeiro deverá realizar a flexão da coxa sobre a bacia do paciente, caso 
haja dor e incômodo, ele será tido como sinal positivo para meningite.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
www.animaeducacao.com.br
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UNIDADE
• Considerações 
fisiopatológicas, 
clínicas, 
laboratoriais e 
epidemiológicas 
das infecções 
sexualmente 
transmissíveis: 
sífilis, aids, 
hepatites, HPV 
• Vigilância 
epidemiológica e 
principais medidas 
de controle 
da sífilis, aids, 
hepatites, HPV
• Sistematização 
da Assistência de 
Enfermagem frente 
aos casos de sífilis, 
aids, hepatites e 
HPV
• Respostas 
Questões de 
Fixação
Infecções 
sexualmente 
transmissíveis - IST
Olá! Nessa unidade 5 vamos entender as características das 
infecções sexualmente transmissíveis e as principais medidas de 
prevenção. Para isso, vamos nos basear em dados estatísticos, 
pois vemos que a taxa de incidência de sífilis e aids tem aumentado, 
principalmente quando nos reportamos aos jovens. 
Vamos entender o papel do enfermeiro frente a essas doenças 
e quais as mudanças ocorreram e tem ocorrido no perfil 
epidemiológico dessas enfermidades.
Acompanhe com atenção. Bons estudos!
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
153
Considerações 
fisiopatológicas, 
clínicas, laboratoriais 
e epidemiológicas das 
infecções sexualmente 
transmissíveis: sífilis, 
aids, hepatites, HPV 
Sífilis
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível. Também pode 
ser chamada de lues, como o original em latim, lues, que significa 
praga ou pestilência. É uma doença antiga, entre os séculos XVIII e 
XIX, era bem comum na Europa, mas há registros de sua existência 
também na Grécia Antiga. 
Ela pode ser adquirida mais comumente de duas formas: por 
contato sexual e de forma congênita. Existem casos raros de 
transmissão por transfusão sanguínea e acidental. O Guia de 
Vigilância em Saúde (2014) traz as caracterizações tanto da sífilis 
adquirida por via sexual quanto a sífilis congênita, ou seja, que está 
presente desde o nascimento.
• Características gerais: A sífilis é uma doença infecciosa 
e tem uma evolução crônica. Ela pode ser dividida em 
três estágios, sendo eles: primário, secundário e terciário. 
Acredita-se que os primeiros casos de sífilis no mundo 
aconteceram na Europa. A doença foi disseminada pelos 
marinheiros de Colombo.
• Agente etiológico: É uma bactéria espiroqueta, o Treponema 
pallidum.
A sífilis é uma 
doença infecciosa 
e tem uma 
evolução crônica.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
154
• Reservatório: O reservatório da bactéria é o homem.
• Modo de transmissão: A transmissão da sífilis adquirida 
ocorre principalmente por via sexual, ou seja, o contato 
direto com as mucosas (oral, genital e anal) é considerado o 
principal modo de transmissão da doença.
• Período de transmissibilidade - Período de incubação: 
Esse período varia entre 10 a 90 dias e a média é de 21 
dias. Ele é o tempo decorrido do período de contágio ao 
aparecimento dos primeiros sintomas da doença.
• Sintomas: Os sintomas variam de acordo com os estágios. 
Existe também a classificação em relação à evolução da 
doença, portanto, pode ser sífilis adquirida recente e sífilis 
adquirida tardia. Na recente, estão incluídas a fase primária, 
secundária e o período latente. Na tardia, estão incluídas a 
fase latente, cutânea, óssea, cardiovascular, nervosa, dentre 
outras formas.
Vamos assistir à primeira videoaula que explica esses estágios da 
doença.
Videoaula
“Estágios da sífilis”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
• Diagnóstico: O diagnóstico da sífilis é feito por meios 
laboratoriais, que identificam a sífilis primária. São 
exames sorológicos conhecidos como testes não 
treponêmicos ou de reagina plasmática rápida (RPR-CT) e 
os testes treponêmicos, que incluem o teste de absorção de 
anticorpo treponêmico fluorescente (FTA-ABS) e o teste de 
micro-hemaglutinação (MHA-TP). Os testes treponêmicos, 
como o teste de absorção de anticorpo antitreponêmico 
A transmissão 
da sífilis 
adquirida ocorre 
principalmente por 
via sexual, ou seja, 
o contato direto 
com as mucosas 
(oral, genital e anal) 
é considerado o 
principal modo de 
transmissão da 
doença.
https://player.vimeo.com/video/194084305
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
155
fluorescente (FTA-ABS) e o teste de micro-homeaglutinação 
(MHA-TP) são empregados para verificar se o teste de 
triagem não representou um resultado falso-positivo. Os 
resultados positivos são positivos por toda a vida e não 
são apropriados para determinar a efetividade terapêutica. 
Os testes não-treponêmicos ou de reagina, como o Veneral 
Disease Research Laboratory (VDRL) ou o teste da reagina 
plasmática rápida (RPR-CT), são utilizados para a triagem 
e o diagnóstico. Após a terapia adequada, espera-se que o 
resultado do teste diminua quantitativamente até que haja 
leitura negativa, que ocorre aproximadamente dois anos 
depois do término da terapia. 
• Tratamento: O tratamento de todos os estágios da sífilis 
consiste na administração de antibióticos. A penicilina G 
benzatina é o medicamento de escolha para a sífilis inicial ou 
sífilis latente inicial com menos de um ano de duração. Ela é 
administrada por via intramuscular em uma única sessão. As 
pessoas acometidas por sífilis latente tardia ou sífilis latente 
de duração desconhecida devem receber três doses com 
intervalo de uma semana. Os pacientes alérgicos à penicilina 
são tratados com doxiciclina. O paciente que recebeu a 
penicilina deve ser monitorado durantes 30 minutos a fim de 
verificar uma possível reação alérgica.
• Medidas preventivas: A sífilis é uma doença infecciosa 
que compõe a lista nacional das doenças de notificação 
compulsória. As medidas preventivas da sífilis são: as práticas 
sexuais seguras (uso do preservativo nas relações sexuais). O 
enfermeiro também assume importante papel nas consultas 
de pré-natal e na realização de preventivo em mulheres. É 
nessa hora que deverá orientar a pacientee realizar a educação 
em saúde. Além disso, o enfermeiro deve incentivar a adesão 
à terapia para melhora do quadro clínico e investigar outras 
possíveis infecções sexualmente transmissíveis.
O enfermeiro 
deve incentivar a 
adesão à terapia 
para melhora do 
quadro clínico e 
investigar outras 
possíveis infecções 
sexualmente 
transmissíveis.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
156
Vamos aprofundar o assunto, compreendendo sobre a sífilis 
congênita. Acompanhe no recurso a seguir.
Sífilis congênita
Quando a gestante tem sífilis, ela pode ser transmitida para o bebê durante a 
gestação. Essa é a sífilis congênita, que pode causar desde má-formação fetal 
até surdez e cegueira. O agente etiológico da doença é a bactéria espiroqueta 
Treponema pallidum, o mesmo agente causador da sífilis adquirida. 
O Treponema pallidum consegue atravessar a barreira placentária durante 
a fase gestacional e infectar o feto. Vale ressaltar que a infecção pode 
ocorrer em qualquer fase da gravidez. Por isso, é tão importante que a 
gestante faça o tratamento e acompanhamentos adequados durante a 
gestação. Quanto maior a circulação de treponemas na corrente sanguínea 
da gestante, maior será a probabilidade de contaminação do feto. 
Além disso, o principal reservatório da doença também é o mesmo, o homem. 
Sendo assim, os principais sinais e sintomas da sífilis congênita podem ser: 
cegueira, surdez, lesões cutâneas, deficiência mental e problemas ósseos. 
Tais sinais e sintomas podem surgir em até dois anos de vida da criança. 
Para a detecção precoce de sífilis congênita, deve-se verificar o histórico 
da mãe durante a gestação, como por exemplo, se ela fez os exames no 
primeiro e terceiro trimestre de gestação para verificar se é acometida 
por sífilis adquirida ou não. Em relação à criança, os testes laboratoriais 
deverão ser realizados após o nascimento.
O papel do enfermeiro é fundamental durante todo o processo de 
gestação, fazendo um pré-natal adequado e completo, solicitando todos 
os exames, verificando a evolução do feto e promovendo educação em 
saúde com essa gestante. A criança que nasce com sífilis congênita 
deverá permanecer em observação por até 10 dias em Unidade de Terapia 
Intensiva Neonatal para receber os devidos cuidados. 
Essas informações estão no manual do Ministério da Saúde, que você 
pode acessar para compreender mais sobre a doença: 
Para a detecção 
precoce de sífilis 
congênita, deve-se 
verificar o histórico 
da mãe durante a 
gestação, como 
por exemplo, se 
ela fez os exames 
no primeiro e 
terceiro trimestre 
de gestação para 
verificar se é 
acometida por sífilis 
adquirida ou não.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
157
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes para o Controle de sífilis Congênita. 
Séries manuais 24. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. Disponível em: 
<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_sifilis_bolso.pdf>. 
Acesso em: 19 mai. 2017.
Agora estamos prontos para responder a primeira questão de fixação.
QUESTÃO 1 - A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível que 
acomete pessoas de várias faixas etárias. A transmissão ocorre por duas 
vias, e em relação a elas, podemos afirmar que:
a. As principais vias de transmissão da sífilis são pelo contato sexual 
e de forma congênita.
b. As principais vias de transmissão da sífilis são pelo contato sexual 
e por acidente ocupacional.
c. As principais vias de transmissão da sífilis são por forma 
congênita e por transfusão sanguínea.
d. As principais vias de transmissão da sífilis são por via sexual e 
por objetos perfurocortantes contaminados.
e. As principais vias de transmissão da sífilis são por transfusão 
sanguínea e por forma acidental.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Aids
A aids é uma doença bem mais recente que a sífilis, foi identificada 
como síndrome nos anos 1980. A palavra aids deriva da sigla em 
inglês (acquired immunodeficiency syndrome) e designa a síndrome 
da imunodeficiência adquirida, que também é chamada de HIV 
(human immunodeficiency vírus), vírus da imunodeficiência humana.
Assista a segunda videoaula, que vai nos dar um breve histórico da 
aids.
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_sifilis_bolso.pdf
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
158
Videoaula
“Breve história da aids”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
A infecção pelo HIV envolve fases, de acordo com o Guia de Vigilância 
Epidemiológica (2014), com durações variáveis, pois dependem da 
carga viral e da resposta imunológica do indivíduo. Portanto, a aids é 
uma doença crônica e que requer tratamento contínuo.
• Características gerais: A aids é a fase final de uma doença 
causada por um vírus, o HIV (vírus da imunodeficiência 
adquirida). A aids é uma doença crônica, caracterizada 
pelo aparecimento de doenças oportunistas e incurável, 
porém, existe tratamento. A partir do momento que a 
pessoa acometida por aids adere à terapia antirretroviral 
de forma adequada, ela passa a ter uma taxa de sobrevida 
semelhante àquela pessoa que não tem a doença.
• Agente etiológico: O vírus da imunodeficiência adquirida (HIV).
• Reservatório: O homem.
• Modo de transmissão: A transmissão ocorre de várias 
formas, sendo elas: por via sexual, por transmissão 
vertical (de mãe para filho durante a gestação, parto 
ou amamentação), por compartilhamento de agulhas 
contaminadas, por transfusão de sangue contaminado, por 
acidentes de trabalho (ocupacional). Essas são as principais 
formas de transmissão da doença.
• Período de incubação: Pode variar de 5 a 30 dias. Esse 
período decorre do tempo em que ocorreu a infecção até o 
momento em que surgem os sinais e sintomas. O período 
de transmissibilidade ocorre em todas as fases da doença 
(aguda, assintomática e sintomática inicial).
A partir do 
momento 
que a pessoa 
acometida por aids 
adere à terapia 
antirretroviral de 
forma adequada, 
ela passa a ter uma 
taxa de sobrevida 
semelhante àquela 
pessoa que não 
tem a doença.
https://player.vimeo.com/video/194084353
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
159
• Sintomas: O estágio inicial é chamado de infecção primária, 
é um período de intensa replicação viral e disseminação 
do HIV por todo o organismo. O paciente pode apresentar-
se como assintomático ou sintomático (gripe intensa). 
O segundo estágio é o HIV assintomático, que no exame 
de contagem de linfócitos CD4 apresentam o valor maior 
que 500 células/mm³. Nesse período, começa a evolução 
crônica da doença que pode durar anos, porque o paciente 
não apresenta sintomas, em virtude de a contagem 
de linfócitos ainda estar alta. No terceiro estágio (HIV 
sintomático), o paciente apresenta uma contagem de 
linfócitos CD4 entre 200 e 499 células/mm³. No quarto 
estágio, a aids já está estabelecida e diversas doenças 
oportunistas podem estar presentes. Há um aumento na 
carga viral e uma diminuição na contagem de linfócitos 
CD4. Este fato permite que o paciente seja acometido por 
outras doenças, como a tuberculose.
• Diagnóstico: Através de exames laboratoriais específicos: 
reação de ensaio imunoenzimático (ELISA) – os anticorpos 
são detectados, dando resultado positivo e marcam o final 
da janela imunológica; imunofluorescência enzimática 
para o HIV-1; imunoblot rápido; Western blot – usados na 
detecção de anticorpos para o HIV e para confirmar o ELISA 
e testes moleculares. Hoje, o que conhecemos como “teste 
rápido” e que demora em média 30 minutos para sair o 
resultado, é o ensaio imunoenzimático.
• Tratamento: Existem, atualmente, seis classes da 
antirretrovirais, são eles: inibidores nucleosídeos da 
transcriptase reversa, inibidores não nucleosídeos da 
transcriptase reversa, inibidores de protease, inibidores 
de fusão, inibidores da integrasse e antagonistas CCR5. A 
terapia no Brasil é combinada e utiliza-se o medicamento 3 
em 1 para facilitar a adesão terapêutica.A terapia no Brasil 
é combinada 
e utiliza-se o 
medicamento 3 em 
1 para facilitar a 
adesão terapêutica.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
160
• Complicações: As complicações da aids surgem a partir do 
momento em que o paciente não adere a terapia de forma 
satisfatória ou quando o mesmo já tem o vírus circulante 
há algum tempo, porém, não tem conhecimento disso. 
Esse paciente vai procurar o serviço de saúde quando já 
está bem debilitado. Os exames laboratoriais mostrarão 
que a taxa de linfócitos CD4, que são protetores do sistema 
imunológico, estará baixa e a carga viral estará alta. Dessa 
forma, as doenças oportunistas aparecem.
• Medidas preventivas: Fazer uso de preservativos durante 
as relações sexuais; não fazer uso compartilhado de 
seringas; evitar a transmissão vertical, fazendo com que 
a gestante se trate durante a gestação e não amamente o 
neonato; fiscalização da vigilância nos hemocentros; usar 
equipamento de proteção individual (EPI).
SUS oferecerá melhor tratamento do mundo 
para pacientes com HIV/Aids
Cerca de 100 mil pacientes portadores do vírus receberão o 
tratamento gratuitamente até o final de 2017
A partir do ano que vem (2017), o Ministério da Saúde vai fornecer o 
medicamento antirretroviral Dolutegravir. O remédio é o mais indicado 
para o tratamento de HIV/Aids pela Organização Mundial da Saúde 
(OMS) e será oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de 
100 mil pacientes portadores do vírus receberão o tratamento.
“Estamos ousando oferecer o melhor tratamento do mundo pelo 
menor preço possível”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo 
Barros, durante a cerimônia de anúncio do novo medicamento. 
Segundo o ministro, esse é um desafio para todas as áreas da pasta, 
e não apenas para o combate ao HIV e Aids.
As complicações da 
aids surgem a partir 
do momento em 
que o paciente não 
adere a terapia de 
forma satisfatória ou 
quando o mesmo já 
tem o vírus circulante 
há algum tempo, 
porém, não tem 
conhecimento disso. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
161
“Temos a clareza de que é possível fazer mais com os recursos 
que temos disponíveis. A nossa política é ousar e a marca de 
nossa gestão é oferecer mais eficiência, possibilitando melhorar o 
tratamento e a oferta de medicamentos no SUS com menor custo, 
sem onerar o orçamento”, ressaltou o ministro.
A partir da negociação com a indústria farmacêutica GSK, a pasta 
conseguiu reduzir em 70% o preço do medicamento, de US$ 5,10 
para US$ 1,50. Assim, a incorporação do Dolutegravir não altera 
o orçamento atual do Ministério da Saúde para a aquisição de 
antirretrovirais, que é de R$ 1,1 bilhão. Mantidas as negociações 
atuais para todos os tratamentos com antirretrovirais, a estimativa 
do Ministério da Saúde é de uma economia de R$ 5 milhões.
Para a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do 
Ministério da Saúde, Adele Benzaquen, mais importante do que reafir-
mar o papel do País na vanguarda da condução da política de comba-
te ao HIV e Aids, a incorporação do Dolutegravir reforça o compromis-
so maior do Ministério da Saúde de oferecer às pessoas que vivem 
com HIV e Aids a melhor tecnologia existente de forma sustentável.
Leia a notícia completa no Portal Brasil: 
BRASIL, Ministério da Saúde. Site Portal Brasil. SUS oferecerá melhor 
tratamento do mundo para pacientes com HIV/Aids. Publicado 
em: 28/09/2016b. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/
saude/2016/09/sus-oferece-melhor-tratamento-do-mundo-para-
pacientes-com-hiv-aids >. Acesso em: 19 mai. 2017. 
Vamos para a segunda questão de fixação! 
http://www.brasil.gov.br/saude/2016/09/sus-oferece-melhor-tratamento-do-mundo-para-pacientes-com-hiv-aids 
http://www.brasil.gov.br/saude/2016/09/sus-oferece-melhor-tratamento-do-mundo-para-pacientes-com-hiv-aids 
http://www.brasil.gov.br/saude/2016/09/sus-oferece-melhor-tratamento-do-mundo-para-pacientes-com-hiv-aids 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
162
QUESTÃO 2 - A aids é uma infecção sexualmente transmissível que 
tem causado preocupação por conta do índice de incidência crescente em 
jovens entre 15 e 24 anos. Dentre as medidas de prevenção, podemos citar:
a. Fazer uso de preservativo durante as relações sexuais.
b. Fazer uso compartilhado de seringas durante o uso de drogas 
injetáveis.
c. A amamentação, caso a gestante esteja em tratamento antirretroviral.
d. Fazer uso do equipamento de proteção individual é facultativo.
e. Interromper o tratamento antirretroviral em pacientes HIV 
positivas durante a gestação.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Hepatites
Hepatite é a inflamação do fígado e, de acordo com o Guia de 
Vigilância Epidemiológica (2009), são: hepatite A, B, C, D e E. As 
hepatites A e E são transmitidas através da via fecal-oral, ou seja, 
através de água, alimentos contaminados e fômites. As hepatites 
B, C e D são consideradas infeções sexualmente transmissíveis, 
pois a principal via de transmissão é a sexual, porém pode ocorrer 
transmissão por via sanguínea e vertical.
Hepatite B e Hepatite D
• Características gerais: As hepatites B e D são doenças virais 
e infecciosas. Portanto, se diferem quanto aos sintomas 
e o agente etiológico. O vírus da hepatite D é dependente 
do vírus da hepatite B, apenas dessa forma ele infecta as 
pessoas. A hepatite D é conhecida também como Delta.
• Agente etiológico: O agente etiológico da hepatite B é o 
vírus HBV e o agente etiológico da hepatite D é o vírus VHD.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
163
• Reservatório: Em ambas (hepatite B e hepatite D) o principal 
reservatório é o homem.
• Modo de transmissão: A forma de transmissão da 
hepatite B e hepatite D são as mesmas, sendo elas: 
práticas sexuais inseguras (sem preservativo); da mãe no 
período gestacional, parto e amamentação para o neonato; 
compartilhamento de objetos perfurocortantes e de higiene 
pessoal; transfusão sanguínea.
• Período de incubação: O período de incubação da hepatite 
B é em torno de 30 a 180 dias e a média é de 60 a 90 
dias. O período de incubação da hepatite D é em torno 
de 30 a 180 dias. As duas se diferem quanto ao período 
de transmissibilidade também, enquanto o da hepatite B 
ocorre duas semanas antes do aparecimento dos primeiros 
sintomas, o da hepatite D ocorre uma semana antes do 
aparecimento dos primeiros sintomas.
• Sintomas: Os casos de hepatite B e D podem ser 
assintomáticos, ou seja, a pessoa possui o vírus, mas não 
desenvolve nenhuma sinal e sintoma. Porém, na hepatite B, 
o portador sintomático pode apresentar fraqueza, perda de 
apetite, dor abdominal, urina escura e icterícia. O portador 
sintomático da hepatite D pode apresentar perda de apetite, 
náuseas e icterícia.
• Diagnóstico: Através do exame HBsAg (antígeno de 
superfície do HBV) – pode ser detectado por meio do teste 
rápido. É o primeiro marcador da infecção, detectável em 
torno de 30 a 45 dias, e pode permanecer por até 120 dias 
nos casos de hepatite aguda. Ao persistir além de 6 meses, 
caracteriza a infecção crônica. - Anti-HBc IgM (anticorpos 
da classe IgM contra o antígeno do núcleo do HBV) – é um 
marcador de infecção recente, geralmente surge 30 dias após 
o aparecimento do HBsAg e é encontrado no soro até 32 
semanas após a infecção e, portanto, confirma o diagnóstico 
de hepatite B aguda. - Anti-HBc Total – é um anticorpo contra 
Os casos de 
hepatite B e 
D podem ser 
assintomáticos, 
ou seja, a pessoa 
possui o vírus, mas 
não desenvolve 
nenhuma sinal e 
sintoma.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
164
o antígeno do núcleo do HBV das classes IgM e IgG. - Anti-
HBs (anticorpos contra o antígeno de superfície do HBV) 
– é o único marcador que confere imunidade ao HBV. Está 
presente no soro após o desaparecimento do HBsAg, sendo 
indicador de cura e imunidade. Está presente isoladamente 
em pessoas vacinadas. - HBV-DNA (DNA do HBV) – detecta 
acarga viral. É utilizado na indicação e acompanhamento de 
tratamento e identificação de mutações do vírus B. - HBeAg 
– antígeno da partícula “e” do vírus da hepatite B. - Anti-HBe – 
anticorpo específico contra o antígeno “e” do vírus da hepatite 
B. (BRASIL, 2014). Os marcadores para a hepatite D são o 
Anti-HDV total – determina a presença de anticorpos tanto 
da classe IgM quanto da classe IgG contra o HDV. - HDV-RNA 
– é utilizado como marcador de replicação viral tanto na fase 
aguda como na fase crônica da doença e como controle de 
tratamento. Pode ser detectado 14 dias após a infecção.
• Complicações: Como a hepatite é uma inflamação do 
fígado, as principais complicações serão: cirrose hepática, 
ascite, peritonites e hemorragias digestivas.
• Tratamento: Não existe tratamento específico para a 
forma aguda da doença. Os medicamentos não devem 
ser administrados sem recomendação médica. Orienta-se 
repouso, dieta pobre em lipídeos e rica em carboidrato e 
restrição alcoólica.
• Medidas preventivas: A hepatite D depende da presença do 
vírus da hepatite B para se desenvolver no organismo do ser 
humano. Portanto, a principal medida preventiva é a vacinação. 
A vacinação contra hepatite B é aplicada ao nascer. Aos dois, 
quatro e seis meses de idade é aplicada a pentavalente, que 
também protege contra a hepatite B. Entre 11 e 19 anos 
são aplicadas 3 doses dependendo da situação vacinal do 
adolescente. Entre 20 e 59 anos também são aplicadas 
3 doses dependendo da situação vacinal. Em relação às 
gestantes, são aplicadas 3 doses, dependendo da situação 
A hepatite D 
depende da 
presença do vírus 
da hepatite B para 
se desenvolver no 
organismo do ser 
humano.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
165
vacinal delas. Além dessas medidas, inclui-se as práticas 
sexuais seguras (uso de preservativo) e cuidados com o não 
compartilhamento dos instrumentos de higiene pessoal.
Hepatite C
A hepatite C é uma infecção sexualmente transmissível. Segundo 
o Guia de Vigilância Epidemiológica (2014) as pessoas acometidas 
podem tanto apresentar sintomas (serem sintomáticas) como 
não apresentarem sintomas (serem assintomáticas). Porém, ser 
sintomático ou assintomático dependerá da fase da doença (aguda 
ou crônica). Portanto, a maioria dos casos são assintomáticos.
• Características gerais: É uma doença viral. Ela pode ser 
aguda (quando a soroconversão ocorreu há menos de seis 
meses) ou crônica (soroconversão acima de seis meses). 
Outra alteração que define se ela é aguda ou crônica 
é a interação das aminotransferases e presença dos 
marcadores virais.
• Agente etiológico: É um vírus, o HCV.
• Reservatório: O homem.
• Modo de transmissão: A transmissão pode ocorrer por 
via parenteral e por via sexual. Epidemiologicamente, a 
transmissão parenteral possui uma importância maior 
que a sexual. A transmissão parenteral ocorre através 
de transfusão sanguínea, compartilhamento de objetos 
perfurocortantes, dentre outros. 
• Período de incubação: Ocorre em torno de15-150 dias e a 
média é de 50 dias. O período de transmissibilidade ocorre 
na semana que antecede o aparecimento dos sintomas e 
permanece enquanto a pessoa acometida pela doença 
apresentar RNA-HCV detectável.
• Sintomas: A maioria dos casos de hepatite C são 
assintomáticos, por isso, ter o diagnóstico na fase aguda é 
A transmissão 
parenteral 
ocorre através 
de transfusão 
sanguínea, 
compartilhamento 
de objetos 
perfurocortantes, 
dentre outros.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
166
raro. Entretanto, alguns pacientes na fase aguda da doença 
podem apresentar: mal-estar, náuseas, icterícia, perda de 
peso e ascite. Quando o quadro se torna crônico, o paciente 
poderá apresentar: cirrose hepática, insuficiência hepática e 
câncer no fígado.
• Diagnóstico: O principal exame laboratorial para 
diagnóstico da hepatite C é o anti-HCV. Quando positivo, é 
solicitado exames complementares, como as dosagens de 
aminotransferases.
• Complicações: As principais complicações quando nos 
reportamos à hepatite C é a questão do desenvolvimento 
de cirrose e insuficiência hepática.
• Medidas preventivas: Não existe vacina para hepatite C, 
existe tratamento medicamentoso. Então, as principais 
medidas preventivas estão relacionadas, principalmente, 
às práticas sexuais seguras (uso de preservativo) e o não 
compartilhamento de objetos perfurocortantes.
Observem o gráfico a seguir que relaciona os casos de hepatite C 
no Brasil entre os anos de 2004 e 2014 segundo faixa etária e sexo. 
Percebe-se que a taxa de incidência é maior nos homens com idade 
entre 40 e 50 anos.
GRÁFICO 1 – Incidência de Hepatite C no Brasil, 2004-2014 
4000
3500
3000
2500
2000
1500
1000
500
0
N
úm
er
o 
de
 c
as
os
0 10 20 30 40 50 60 70 80
Idade (anos)
Masculino Feminino
Fonte: Brasil, 2015.
Não existe vacina 
para hepatite C, 
existe tratamento 
medicamentoso.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
167
Agora, vamos responder mais um exercício. Acompanhe!
QUESTÃO 3 - As hepatites virais podem ser: A, B, C, D e E. Dentre elas, 
algumas são consideradas infecções sexualmente transmissíveis e outras 
não, a contaminação ocorre por alimentos e água. As hepatites virais que 
são transmitidas por via sexual, são:
a. Hepatites A, B e D.
b. Hepatites B, E e A.
c. Hepatites C, E e A.
d. Hepatites B, C e D.
e. Hepatites B, D e E.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
HPV (Papiloma vírus humano)
O papiloma vírus humano (HPV) é uma infecção sexualmente 
transmissível e altamente contagiosa. Ela caracteriza-se pelo 
aparecimento de verrugas, ou seja, podem ser únicas ou múltiplas. 
O Guia de Vigilância Epidemiológica (2014) traz as principais 
características dessa enfermidade, que geralmente acomete os 
órgãos genitais.
• Características gerais: Caracteriza-se pelo aparecimento 
de verruga anogenital. Atualmente, existem mais de 200 
tipos de vírus HPV e alguns podem resultar em câncer.
• Agente etiológico: O papiloma vírus humano (HPV).
• Reservatório: O homem.
• Modo de transmissão: A transmissão é por via sexual, ou 
seja, dá-se através do contato direto com mucosas (genital, 
oral e anal) e pele.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
168
• Período de incubação: O período de incubação é em 
torno de 3 meses. É importante ressaltar que o período de 
transmissibilidade ocorre enquanto houver a lesão.
• Sintomas: Os principais sintomas característicos são 
as verrugas que surgem na região anogenital, elas são 
indolores, podem ser únicas ou múltiplas. Outros sintomas 
que podem aparecer é a irritação local e prurido.
• Diagnóstico: O diagnóstico é através da análise das 
lesões, quando o paciente é sintomático. Porém, 
também é realizado através da peniscopia, colposcopia e 
colpocitologia. Além desses, pode ser realizado o teste de 
detecção do HPV-DNA.
• Complicações: A complicação mais frequente é o 
desenvolvimento de câncer.
• Medidas preventivas: As melhores formas de prevenção da 
doença são por meio da vacinação e das práticas sexuais 
seguras, tendo em vista que se trata de uma infecção 
sexualmente transmissível.
Agora, assista a terceira videoaula. Vamos lá!
Videoaula
“Vacina contra Hepatite B e HPV”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
E vamos responder a questão de fixação com empenho! 
https://player.vimeo.com/video/194084401
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
169
QUESTÃO 4 - O papiloma vírus humano (HPV) é uma infecção 
sexualmente transmissível. Os principais sintomas característicos do HPV 
são o aparecimento verrugas que surgem na região anogenital, podendo 
ser únicas ou múltiplas. Existem medidas que podem prevenir o HPV. 
Descreva-as. 
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Vigilância 
epidemiológica e 
principais medidas de 
controle da sífilis, aids, 
hepatites, HPV
Sífilis
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissívelde notificação 
compulsória. Ela pode ser notificada de três formas: sífilis adquirida, 
sífilis congênita e sífilis em gestantes. De acordo com a Portaria 
n. 204 de 17 de fevereiro de 2016 (BRASIL, 2016a), a sífilis é uma 
doença compulsória de notificação semanal. 
As principais medidas de controle e que evitam a disseminação 
da doença, ainda de acordo com Souza (2014) são: fazer uso de 
preservativos nas relações sexuais; atentar para as gestantes e solicitar 
VDRL no primeiro e no terceiro trimestre da gestação; caso a doença 
já tenha se instalado, é recomendado que a pessoa siga a terapia 
medicamentosa de forma correta e se abstenha do contato sexual 
com parceiros atuais ou anteriores, até que eles sejam tratados.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
170
Aids
O controle dos dados referente aos novos casos de HIV/aids é feito 
pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), 
por meio da notificação compulsória instituída pela Portaria n. 204, 
de 17 de fevereiro de 2016 (BRASIL, 2016a). Os profissionais de 
saúde devem fazer a notificação referente aos portadores de HIV 
e também às pessoas que vivem com aids. As notificações são 
as seguintes: HIV/aids - infecção pelo vírus da imunodeficiência 
humana ou síndrome da imunodeficiência adquirida; Infecção 
pelo HIV em gestante, parturiente ou puérpera e criança exposta 
ao risco de transmissão vertical do HIV; e, infecção pelo vírus da 
imunodeficiência humana (HIV) (BRASIL, 2016a).
A principal medida preventiva e a melhor forma de evitar a disseminação 
da doença é fazer uso de preservativos em contatos sexuais. Como 
o contágio também pode ser feito, por meio de compartilhamento de 
agulhas contaminadas, instrumentos perfurocortantes contaminados, 
e falha no uso de EPI obrigatório, evitar a conduta que leva a essas 
ações também é uma forma de prevenção. 
Para a criança, a transmissão pode ocorrer durante a gestação, 
no parto e na amamentação, então, para prevenir, a gestante HIV 
positiva deverá continuar com a terapia antirretroviral durante a 
gestação e não poderá amamentar a criança.
Hepatites 
As hepatites virais são doenças de notificação compulsória 
semanal. Segundo Souza (2014) na hepatite A e a hepatite E, as 
melhores formas de prevenção e controle da disseminação é lavar 
bem as mãos antes de qualquer refeição e ao utilizar o banheiro, 
lavar bem os alimentos (frutas, verduras) e ter cuidado com a água, 
dar preferência para ingestão de água filtrada. Na hepatite A ainda 
temos como forma de prevenção a vacinação, que faz parte do 
calendário vacinal básico.
Como o contágio 
também pode ser 
feito, por meio de 
compartilhamento 
de agulhas 
contaminadas, 
instrumentos 
perfurocortantes 
contaminados, e 
falha no uso de 
EPI obrigatório, 
evitar a conduta 
que leva a essas 
ações também 
é uma forma de 
prevenção. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
171
As hepatites B, C e D, como são infecções sexualmente 
transmissíveis, Veronesi e Focaccia (2015) referem que a melhor 
forma de prevenção e controle da disseminação da doença é o uso 
de preservativo nas relações sexuais. Além disso, na hepatite B, 
temos também como forma de prevenção, a vacinação.
A primeira dose é dada ao nascer e contém apenas o vírus da 
hepatite B. Geralmente, o recém-nascido recebe essa vacina ainda 
na maternidade. Aos 2 meses, 4 meses e 6 meses de idade a criança 
receberá a Pentavalente, que confere imunidade contra o vírus da 
hepatite B e outras doenças.
HPV
O HPV é uma infecção sexualmente transmissível de notificação 
compulsória. Somente no ano de 2015 ela passou a fazer parte da 
lista nacional de notificação. Segundo Souza (2014) a melhor forma de 
prevenção e de evitar a disseminação da doença é a vacinação e o uso 
de preservativos nas relações sexuais. A vacina ofertada pelo Sistema 
Único de Saúde (SUS) é a quadrivalente e confere proteção contra 
quatro tipos de papiloma vírus humano (HPV), são eles: 6, 11, 16 e 18. 
Os tipos 6 e 11 são os que estão relacionados ao aparecimento das 
verrugas anogenitais. Já os tipos 16 e 18 estão relacionados aos casos 
de câncer. As meninas entre 9 e 14 anos serão vacinas contra o HPV 
com duas doses e o intervalo entre elas deverá ser de seis meses. 
As mulheres acometidas pelo HIV com idades entre 9 e 26 
continuarão a serem vacinadas com três doses, o intervalo entre 
elas deverá ser de dois e seis meses. A principal mudança ocorrida 
foi a inclusão dos homens no esquema vacinal e a extensão da faixa 
etária. Os meninos entre 12 e 13 anos deverão ser vacinados com 
duas doses da vacina contra o HPV e o intervalo entre as doses 
deverá ser de seis meses. Os homens acometidos pelo HIV com 
idades entre 9 e 26 anos também deverão ser vacinados com três 
doses e o intervalo entre as doses será de dois e seis meses.
O HPV é uma 
infecção 
sexualmente 
transmissível 
de notificação 
compulsória. 
Somente no ano de 
2015 ela passou 
a fazer parte da 
lista nacional de 
notificação.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
172
Sistematização 
da Assistência de 
Enfermagem frente 
aos casos de sífilis, aids, 
hepatites e HPV
A Sistematização da Assistência em Enfermagem referente às 
infecções sexualmente transmissíveis, como as desta unidade 
(sífilis, aids, hepatites e HPV) devem ser sigilosas, Reis; Gir 
(2002) reforçam que o profissional deverá criar um vínculo com o 
paciente que lhe contará sua história sexual de forma detalhada. O 
profissional de saúde que atenderá esse paciente deverá respeitar 
suas individualidades e privacidade. 
Além disso, Reis; Gir (2002) o profissional de Enfermagem deverá 
investigar esse paciente em relação ao início dos sintomas e se há 
alguma lesão que possa caracterizar a doença. Deverá ser realizada 
uma investigação criteriosa sobre os parceiros sexuais do paciente. 
No exame físico as possíveis lesões deverão ser examinadas, assim 
como quaisquer outros sintomas compatíveis para algum tipo de 
infecção sexualmente transmissível.
Esses pacientes, segundo Souza (2014) sofrem por conta do 
estigma, por isso, os principais achados diagnósticos são: 
Recusa em seguir a terapêutica de forma satisfatória e adequada; 
Ansiedade, que está intimamente relacionada ao estigma rodeiam 
esses pacientes; Déficit de conhecimento sobre a enfermidade, por 
isso é essencial a criação de vínculos. A partir do momento que 
o enfermeiro faz uma escuta ativa, todo o processo (prevenção, 
diagnóstico e tratamento) melhoram.
O enfermeiro deve orientar esse paciente e sanar todas as dúvidas 
que ele tenha em relação à doença, evitando possíveis complicações 
No exame físico 
as possíveis 
lesões deverão ser 
examinadas, assim 
como quaisquer 
outros sintomas 
compatíveis 
para algum tipo 
de infecção 
sexualmente 
transmissível.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
173
e abandono de tratamento. Reis; Gir (2002) relatam que o processo 
de Sistematização da Assistência de Enfermagem é contínuo e deve 
focar o aumento do conhecimento a respeito da doença por parte 
do paciente, prevenção da disseminação da doença, redução da 
ansiedade e aumento da adesão ao tratamento.
INFOGRÁFICO 1 – Fluxo de dados no sistema de informação de agravos de notificação - SINAN
SMS
email
Regional
Sisnet
SES
MS
Sisnet
SMS
1. As informações atualizadas do Sinan deverão ser acompanhadas pelo Sistema de Vigilância 
em Saúde.
2. O envio de dados de notificação deverão ser encaminhados semanalmente das Secretarias 
Municipais de Saúde (SMS) para as Secretarias Estaduais de Saúde (SES).
3. As Secretariais Estaduais de Saúde (SES) deverão encaminhar as informações e notificações 
obtidas quinzenalmente para o Sistema de Vigilância em Saúde – Ministério da Saúde.
4. Todos os dados são digitados no SINAN net para os devidos encaminhamentos.
Fonte: Brasil, 2007.
Para saber mais sobre as infecções sexualmente transmissíveis 
aqui estudadas, leiam os artigos científicosabaixo: 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
174
Situações especiais relacionadas à aids
Aids é uma doença que afeta não apenas a saúde física, mas também 
a psicológica. Indicamos dois artigos que podem te dar uma dimensão 
maior sobre esse assunto. 
CARVALHO F.T., PICCININI C.A.. Maternidade em situação de infecção 
pelo HIV: um estudo sobre os sentimentos de gestantes. Interação em 
Psicologia. 2006; 10(2): 345-355. Disponível em: <http://revistas.ufpr.br/
psicologia/article/view/7693/5485>. Acesso em: 19 mai. 2017. 
MELO, Elizabeth Mesquita, et al. Caracterização de pacientes com 
doenças infecciosas internados em unidade de terapia intensiva. Revista 
de enfermagem UFPE. 2016; 10(8): 2942-2947. Disponível em: <https://
periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/11363>. 
Acesso em: 19 mai. 2017.
ISOLDI, Deyla Moura Ramos; CARVALHO, Francisca Patrícia Barreto de; 
SIMPSON, Clélia Albino. Análise contextual da assistência de enfermagem à 
pessoa com HIV/Aids. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online. 
2017; 9 (1): 273-278. Disponível em: <http://www.seer.unirio.br/index.php/
cuidadofundamental/article/view/4119>. Acesso em: 19 mai. 2017.
Agora, vamos para o último exercício de fixação.
QUESTÃO 5 - MHS, 24 anos, feminino, casada. Procurou a Unidade 
Básica de Saúde para uma consulta de rotina, pois relata estar com “coceira 
e caroço” na região genital. Durante a coleta do preventivo, o enfermeiro 
constatou uma lesão na região genital. Após alguns dias, o resultado 
confirmou o diagnóstico de HPV. 
Cite dois diagnósticos e três condutas de enfermagem frente a esse caso.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
http://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/7693/5485
http://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/7693/5485
https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/11363
https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/11363
http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/4119
http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/4119
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
175
Chegamos ao final desta unidade. Vimos aqui informações sobre as 
doenças sexualmente transmissíveis, aids, sífilis, hepatites e HPV. 
Acompanhe a videoaula de finalização para revisar o conteúdo. 
Bons estudos!
Videoaula
“Informações sobre sífilis, aids, 
hepatites e HPV”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
QUESTÃO 1 - A resposta certa é a letra A. Justificativa:
a. A sífilis tem duas principais formas de transmissão que podem ser 
pela via sexual (contato sexual) e por forma congênita (adquirida 
durante a gestação ou no parto).
b. As principais vias de transmissão da sífilis são por contato sexual 
e por forma congênita. Pode ocorrer transmissão acidental, 
porém, essa forma de contágio é rara de acontecer.
c. As principais vias de transmissão da sífilis são por contato sexual 
e por forma congênita. Pode ocorrer transmissão por transfusão 
sanguínea, porém, são casos raros.
d. As principais vias de transmissão da sífilis são por contato sexual 
e por forma congênita. Pode ocorrer transmissão por objetos 
perfurocortantes (acidental), porém, são casos raros.
e. As principais vias de transmissão da sífilis são por contato sexual 
e por forma congênita. Pode ocorrer transmissão por transfusão 
sanguínea e de forma acidental, porém, são casos raros.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
QUESTÃO 2 - A resposta certa é a letra A. Justificativa:
a. As medidas preventivas da aids são: Fazer uso de 
preservativos durante as relações sexuais; não fazer 
uso compartilhado de seringas; evitar a transmissão 
vertical, fiscalização da vigilância nos hemocentros; usar 
equipamento de proteção individual.
https://player.vimeo.com/video/194084436
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
176
b. Alternativa incorreta. Compartilhar seringas aumenta as 
probabilidades de transmissão do vírus HIV.
c. Tratar a gestante durante a gestação é um procedimento 
correto para evitar a transmissão da doença, porém, a 
criança não deverá ser amamentada, pois, o vírus HIV pode 
ser transmitido pelo leite materno.
d. Uma das formas de transmissão da aids é por acidente 
de trabalho, ou seja, a melhor forma de prevenir que isso 
aconteça é fazendo o uso correto dos equipamentos de 
proteção individual (EPI).
e. Toda gestante com aids deverá ser tratada, pois somente 
dessa forma, o risco de transmissão para o feto diminui. 
Portanto, a medida preventiva adequada é tratar a gestante 
durante a gestação.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
QUESTÃO 3 - A resposta certa é a letra D. Justificativa:
a. As hepatites virais transmitidas por via sexual são: B, C e 
D. A hepatite A é transmitida através de água e alimentos 
contaminados pelo vírus.
b. As hepatites virais transmitidas por via sexual são: B, C e 
D. As hepatites A e E são transmitidas por via fecal-oral, ou 
seja, por meio de água e alimentos contaminados.
c. As hepatites virais transmitidas por via sexual são: B, C e E. 
As hepatites virais A e E são transmitidas por via fecal-oral.
d. As hepatites virais: B, C e D são as únicas transmitidas 
por via sexual e consideradas infecções sexualmente 
transmissíveis.
e. A hepatite E não é transmitida por via sexual, e sim, 
por via fecal oral, ou seja, através de alimentos e água 
contaminados.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 5
177
QUESTÃO 4 - A melhor forma de prevenção do HPV é por meio da 
vacinação. A vacina é a quadrivalente que confere proteção contra quatro 
tipos de papiloma vírus humano (HPV), são eles: 6, 11, 16 e 18. O esquema 
vacinal ocorre da seguinte forma: as meninas entre 9 e 14 anos devem ser 
vacinadas contra o HPV com duas doses e o intervalo entre elas deverá 
ser de seis meses. As mulheres acometidas pelo HIV com idades entre 
9 e 26 anos, devem ser vacinadas com três doses, o intervalo entre elas 
deverá ser de dois e seis meses. Os meninos entre 12 e 13 anos devem 
ser vacinados com duas doses da vacina contra o HPV e o intervalo entre 
as doses deverá ser de seis meses. Os homens acometidos pelo HIV com 
idades entre 9 e 26 anos também devem ser vacinados com três doses e o 
intervalo entre as doses será de dois e seis meses. Outra medida preventiva 
é a utilização de preservativo nas relações sexuais.
QUESTÃO 5 - A paciente em questão tem déficit de conhecimento 
a respeito da sua enfermidade e tem lesão presente em região genital. 
As principais condutas que o enfermeiro deve ter frente a esse caso é: 
manter o sigilo e a privacidade da paciente, pois se trata de uma infecção 
sexualmente transmissível e orientá-la sobre o seu parceiro atual. O 
Enfermeiro deverá notificar essa paciente, pois o papiloma vírus humano 
(HPV) desde 2015, faz parte da lista nacional de notificação compulsória 
instituída pelo Ministério da Saúde. Além disso, essa paciente deverá ser 
orientada em relação ao seu quadro clínico, o Enfermeiro deverá sanar 
todas as possíveis dúvidas que essa paciente vier a ter e esclarecer como 
ocorre a transmissão da doença e a deixar ciente que existe tratamento 
para o papiloma vírus humano (HPV). 
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
UNIDADE
• Considerações 
fisiopatológicas, 
clínicas, 
laboratoriais e 
epidemiológicas 
das doenças 
infectocontagiosas 
provocadas pelo 
Aedes aegypti: 
dengue, zika, CKY
• Vigilância 
epidemiológica e 
principais medidas 
de controle da 
Dengue, Zika e 
Chikungunya 
• Sistematização 
da Assistência de 
Enfermagem frente 
aos casos de 
dengue, zika, CKY
• Respostas 
Questões de 
Fixação
Doenças 
Infectocontagiosas 
emergentes no 
cenário nacional 
atual
Olá estudante! Nesta unidade, vamos estudar as três doenças 
emergentes no Brasil, dengue, zika e chikungunya, para compreender 
qual é o papel do enfermeiro frente a elas e quais as mudanças 
epidemiológicas que ocorreram desde seu aparecimento. 
A partir de agora,acompanhe o texto-base com atenção. Bons 
estudos!
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
180
Considerações 
fisiopatológicas, 
clínicas, laboratoriais 
e epidemiológicas 
das doenças 
infectocontagiosas 
provocadas pelo 
Aedes aegypti: dengue, 
zika, CKY
As doenças emergentes se definem como doenças novas, 
que eram desconhecidas e que por algum motivo, surgiram no 
cenário nacional, como define Monteiro (2015). Já as doenças 
reemergentes são aquelas que existem e, por algum motivo, 
ressurgem. É importante ressaltar esses conceitos, como são 
definidos atualmente, pois mudanças podem ocorrer e por isso, é 
necessário estar sempre atualizando nosso conhecimento.
Doenças emergentes
São doenças causadas por vírus ou bactérias, que não tinham 
existência conhecida. É o surgimento de um novo problema de 
saúde ou um novo agente infeccioso. Como exemplo podemos citar: 
• HIV/aids, cujo primeiro caso foi diagnosticado em São 
Paulo pela primeira vez, no ano de 1983.
• O cólera, que chegou ao Brasil em 1991.
• A dengue, que emergiu em 1982 em Roraima.
• Zika vírus e febre chikungunya (CKY), que surgiram 
recentemente. 
As doenças 
emergentes 
se definem 
como doenças 
novas, que eram 
desconhecidas 
e que por algum 
motivo, surgiram 
no cenário 
nacional.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
181
Com esses exemplos, podemos entender que essas doenças novas 
não respeitam as fronteiras nacionais. É muito difícil controlar a 
proliferação de uma doença, e mantê-la em um determinado espaço 
geográfico. Infecções conhecidas se espalham por novas áreas 
geográficas, infecções previamente conhecidas aparecem em áreas 
de modificação ambiental, novas infecções resultantes de alterações 
ou evolução de microorganismos sempre podem aparecer. 
Doenças reemergentes
Também chamadas de ressurgentes. São aquelas que reaparecem 
após um período de declínio, ou seja, são doenças que foram 
controladas, mas voltaram a apresentar uma ameaça à Saúde 
Pública. Como exemplo, no Brasil temos: A malária que reemergiu, 
principalmente na Região Amazônica nas últimas duas décadas; A 
febre amarela que reemergiu em 2000 e agora (2017) um novo surto 
concentrado na Região Sudeste.
Fatores que contribuem para a 
emergência e a reemergência
As doenças infectocontagiosas emergentes e reemergentes, de 
forma geral, estão associadas a alguns fatores, ou seja, como diz 
Ujvari (2008), existem fatores que podem contribuir para que tais 
doenças possam aparecer no cenário nacional. São inúmeros 
fatores e dentre eles podemos citar alguns, como descritos abaixo.
• Modelos de desenvolvimento econômico que acabam por 
determinar alterações ambientais, migrações e processos 
de urbanização;
• Fatores ambientais como as mudanças climáticas e ações 
antropológicas como o desmatamento.
• Aumento de viagens para outros países (os viajantes) que, 
por conta disso, acabam disseminando o vírus pelo mundo.
Doenças 
reemergentes 
também chamadas 
de ressurgentes, 
são aquelas que 
reaparecem após 
um período de 
declínio, ou seja, 
são doenças que 
foram controladas, 
mas voltaram a 
apresentar uma 
ameaça à Saúde 
Pública.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
182
• O aumento de procedimentos invasivos que pode 
proporcionar o aumento das infecções, se houver sepsia 
mal realizada durante ou após o procedimento.
• Inadequação dos serviços de saúde, sejam elas relacionadas 
aos recursos físicos e materiais. Além disso, muitos profissio-
nais não se atualizam quanto às doenças infecciosas.
• As mutações virais e resistências bacterianas, que estão 
relacionadas ao processo de evolução dos microorganismos.
Vejam que os fatores contribuintes estão relacionados tanto quanto 
aos agentes e vetores como aos aspectos sociais e individuais. 
Por exemplo: evolução de agentes patogênicos infecciosos, 
desenvolvimento de resistência a drogas, resistência de vetores a 
inseticidas; grandes movimentos populacionais, modificações no 
comportamento humano, pobreza e desigualdade social.
Quais estratégias podem ser utilizadas para combater a emergência 
e a reemergência? Os fenômenos de emergência e reemergência 
são explicados por diversos fatores, podendo ser, por exemplo, os 
fatores ambientais. Ujvari (2011) diz que as estratégias utilizadas 
no combater da emergência e reemergência são inúmeras e que 
o enfermeiro tem papel fundamental na maioria delas, como em 
relação aos aspectos epidemiológicos.
• Implementar vigilância sanitária e epidemiológica em nível 
global;
• Aumentar a capacidade de resposta global mediante ao 
acesso informacional;
• Desenvolver novas vacinas e medicamentos;
• Mobilização social por meio de campanhas e atividades 
educativas;
• Redução da desigualdade social, consequentemente, da 
pobreza.
Os fatores 
contribuintes estão 
relacionados tanto 
quanto aos agentes 
e vetores como aos 
aspectos sociais e 
individuais.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
183
Para que isso seja possível, os profissionais devem estar 
qualificados para realizar as investigações de campo e monitorar 
o comportamento das doenças. Além disso, é essencial a 
implementação de um sistema de informação que permita a tomada 
de decisão rápida e eficaz.
Teoria da transição epidemiológica
A teoria da transição epidemiológica são alterações que ocorrem 
ao longo dos anos e que afetam principalmente, os índices de 
morbidade e mortalidade da população. A mudança nos índices, 
segundo Ujvari (2008), tem a ver com as questões demográficas e 
socioeconômicas. O autor descreve que, no Brasil, essa transição 
epidemiológica não é linear. 
As doenças podem surgir e ressurgir sem tempo pré-estabelecido. 
Por exemplo, no inverno esperamos que os casos de Influenza 
aumentem, mas no Brasil, não existe essa linearidade, os casos e até 
mesmo surtos de Influenza podem ocorrer a qualquer momento. Isso 
ocorre porque, no Brasil, não temos estações do ano bem definidas. 
Assim, podemos entender que o reconhecimento da transição 
epidemiológica no Brasil é bastante genérico, mas, mesmo assim, 
podemos determinar alguns parâmetros para elucidar o cenário 
atual e a partir deles, conseguimos elaborar estratégias com vistas 
ao controle de surtos e epidemias.
I. Através da permanência de algumas doenças infecciosas;
I. Através da alta prevalência de mortalidade por causas externas 
(acidentes, homicídios, suicídios);
I. Por meio da mortalidade ocasionada por doenças não transmissíveis 
e prevalência.
A notícia a seguir mostra uma tentativa de controlar o vetor de uma 
doença. 
A teoria da transição 
epidemiológica 
são alterações 
que ocorrem ao 
longo dos anos 
e que afetam 
principalmente, os 
índices de morbidade 
e mortalidade da 
população.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
184
Mosquito transgênico reduziu população de Aedes em teste em SP
Empresa diz que inseto diminuiu em 82% larvas em bairro de 
Piracicaba. Cidade no interior paulista deve abrigar nova fábrica que 
produz inseto.
A empresa britânica Oxitec anunciou nesta terça-feira (19) que seu 
mosquito geneticamente modificado conseguiu reduzir em 82% a 
quantidade de larvas do mosquito Aedes aegypti espalhadas por um 
bairro de Piracicaba (SP). A cidade vive um de seus maiores surtos 
de dengue, mas no bairro de Cecap/Eldorado, em 2015, foram 
registrados apenas nove casos de dengue após o uso do mosquito 
modificado - contra 124 notificações antes da ação.
O mosquito produzido pela empresa, com o nome comercial de 
“Aedes do bem”, possui uma alteração genética que torna sua 
prole estéril. O macho de DNA alterado, quando liberado, busca 
uma fêmea para fecundá-la e produz um ovo infértil, barrando a 
oportunidade de machos selvagens se reproduzirem.
Leia a notícia completa no portal G1. Disponível pelo link: < http://
g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2016/01/mosquito-
alterado-reduziu-populacao-de-aedes-em-teste-em-sp.html >. 
GARCIA, Rafael. Mosquitotransgênico reduziu população de Aedes 
em teste em SP. Portal G1. Publicado em: 19/01/2016. Disponível em: 
<http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2016/01/mos-
quito-alterado-reduziu-populacao-de-aedes-em-teste-em-sp.html>. 
Acesso em: 25 mai. 2017. 
Assim, para compreender como as doenças emergentes e 
reemergentes convivem no cenário nacional, vamos entender 
como funciona a transição epidemiológica. A teoria de transição 
epidemiológica foi formulada por Abdel Omran (Duarte; Barreto, 
2012) e aponta três estágios nas mudanças ocorridas no 
índice de mortalidade, que ajudam a reconhecer as mudanças 
epidemiológicas das doenças infectocontagiosas.
http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2016/01/mosquito-alterado-reduziu-populacao-de-aedes-em-teste-em-sp.html
http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2016/01/mosquito-alterado-reduziu-populacao-de-aedes-em-teste-em-sp.html
http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2016/01/mosquito-alterado-reduziu-populacao-de-aedes-em-teste-em-sp.html
http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2016/01/mosquito-alterado-reduziu-populacao-de-aedes-em-teste-em-sp.html
http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2016/01/mosquito-alterado-reduziu-populacao-de-aedes-em-teste-em-sp.html
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
185
1. Idade ou período das pandemias e fome: altas taxas de 
mortalidade e crescimento populacional lento.
2. Período ou idade da queda das pandemias: diminuição nos 
índices de mortalidade e crescimento populacional.
3. Período de doenças degenerativas e produzidas pelo 
homem: diminuição progressiva nas taxas de mortalidade.
4. Idade do retardamento das doenças degenerativas: aumento 
da expectativa de vida.
Dengue 
A Dengue é uma doença reemergente no cenário nacional. Todo ano, 
esperamos que o surto de dengue seja no verão e, segundo o Guia 
de Vigilância em Saúde (2014), a dengue requer atenção especial da 
Saúde Pública. A dengue possui quatro sorotipos e todos os quadro 
podem levar ao quadro grave já na primeira infecção.
• Características gerais – É uma arbovirose, ou seja, 
transmitida por artrópodes. O vetor principal da dengue 
é o mosquito Aedes aegypti, porém, pode ser com menor 
frequência o Aedes albopictus. O material genético do vírus 
é o RNA, por isso, ele é considerado do gênero Flavivírus. 
A dengue é uma doença predominantemente urbana, 
com epidemias no verão. O vetor tem hábito diurno e faz 
a reprodução em água limpa e parada. Os fatores que 
podem contribuir para o aumento dos casos de dengue é 
a urbanização crescente, pois ocorre destruição das matas 
que é o habitat natural do vetor.
• Modo de transmissão – Se dá através da picada do 
mosquito fêmea Aedes aegypti. O mosquito pica o homem 
doente adquirindo o vírus e, posteriormente, transmitindo 
ao homem sadio. Vale ressaltar que na Dengue temos dois 
ciclos de transmissibilidade, o que ocorre no mosquito 
(período extrínseco) e o que ocorre no ser humano (período 
A dengue possui 
quatro sorotipos 
e todos os quadro 
podem levar ao 
quadro grave já na 
primeira infecção.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
186
intrínseco). O ser humano infectado pelo vírus da dengue pode 
ser eventualmente picado por um mosquito fêmea. O vírus 
vai percorrer e infectar de forma sistemática esse mosquito 
(período extrínseco), que poderá transmitir o vírus para o 
ser humano sadio. O mosquito, entretanto, permanecerá 
infectante por 6 a 8 semanas, ou seja, até o final da vida.
• Período de transmissibilidade – O homem infecta o mosqui-
to durante o período em que o vírus está presente no sangue.
• Sintomas – Os principais sintomas são: febre alta (39ºC), 
dores musculares, dores nas articulações, dores de cabeça, 
cansaço, enjoos, vômitos, dor retroorbitária, exantema 
e petéquias. Lembrem-se que o exantema ocorre sob 
compressão e desaparece, já as petéquias é o sangue que 
foi extravasado do capilar e não pode retornar. A dengue 
pode apresentar sintomas leves e moderados, como os 
citados acima. Porém, nos casos mais graves surgem 
outras complicações relacionadas às hemorragias.
• Diagnóstico – Pode ser diferencial, através dos sinais e 
sintomas clássicos ou laboratorial. Os exames laboratoriais 
são ELISA e hematócrito para verificar a hemoconcentração. 
Além desses, atualmente utiliza-se o NS1, que é o teste 
rápido para a detecção do antígeno viral da Dengue. O NS1 
está indicado somente para os pacientes que estão com no 
máximo quatro dias do início dos sintomas. A PCR (reação 
em cadeia da polimerase), a prova do laço e a plaquetopenia 
são exames prognósticos.
• Complicações – O paciente pode apresentar a Febre 
Hemorrágica da Dengue, onde ocorre o extravasamento 
do plasma e alterações na permeabilidade capilar, devido a 
hemoconcentração e consequente perda proteica (albumina). 
A Febre Hemorrágica da Dengue pode evoluir para a Síndrome 
do Choque da Dengue, que é mais grave e caracterizado pela 
perda crítica de volume do plasma. Essa perda crítica faz 
Os principais 
sintomas são: febre 
alta (39ºC), dores 
musculares, dores 
nas articulações, 
dores de cabeça, 
cansaço, enjoos, 
vômitos, dor 
retroorbitária, 
exantema e 
petéquias.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
187
com que ocorra hipoperfusão de órgãos, acidose metabólica 
e disfunções na coagulação (hemorragias). 
• Medidas preventivas - A melhor forma de se evitar a dengue 
é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios 
para a criação do mosquito transmissor da doença. Ou seja, 
não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, 
pneus velhos, vasos de plantas, dentre outros. Além disso, 
permitir que a vigilância do município visita o seu domicílio 
para o uso de inseticidas. Promover educação em saúde, 
notificar os casos (suspeitos e confirmados), realizar a 
investigação epidemiológica dos casos e preparar a equipe 
para eventuais surtos e epidemias.
Agora, vamos entender como se faz a prova do laço na aplicação 
prática a seguir. 
A prova do laço é PREFEITURA DE BELO HORIZONTE, 2016) 
Passo 1 – Aferir a pressão arterial e calcular o valor médio da seguinte 
forma: (PAS + PAD)/2.
Passo 2 – Insuflar o manguito novamente até a pressão média encontrada no 
cálculo do passo 1. Mantenha o manguito insuflado por 5 minutos, quando o 
paciente for adulto e 3 minutos, quando o paciente for uma criança.
Passo 3 – Desinsuflar o manguito e desenhe um quadro no braço do 
paciente de 2,5cm. O quadrado deve ser desenhado no local que tiver 
concentrações maiores de petéquias.
Passo 4 – Contar o número de petéquias no local marcado. Caso o número 
de petéquias for maior que 20 e o paciente for adulto, a prova do laço será 
positiva. Caso o número de petéquias for maior que 10 e o paciente for 
criança, a prova do laço será positiva.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
188
Depois de entender como é feita a prova do laço, vamos acompanhar 
a primeira videoaula, sobre o estadiamento clínico da dengue. 
Videoaula
“Estadiamento da Dengue”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
Pronto para responder os exercícios de fixação? Vamos começar!
QUESTÃO 1 - A dengue possui alguns estadiamentos para que os 
pacientes sejam enquadrados corretamente e recebam o tratamento 
específico em cada estágio. Em qual estágio os pacientes devem ficar em 
observação por 24h em leito hospitalar, de acordo com o Protocolo de Belo 
Horizonte (PBH) de 2016?
a. Grupo A.
b. Grupo C.
c. Grupo B.
d. Grupo D.
e. Grupo A e B.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Zika Vírus 
Zika vírus é uma doença emergente e conforme o Guia de Vigilância 
em Saúde (BRASIL, 2014) explica, o maior desafio da Saúde Pública é 
o reconhecimento dessas novas doenças. Isso porque é uma corrida 
contra o tempo para salvar vidas, desde o surgimento dos primeiros 
casos e a determinação das formas de transmissão da doença, os 
sinais e sintomas,as possíveis complicações, métodos diagnósticos 
eficientes e melhores formas de tratamento e prevenção.
https://player.vimeo.com/video/194084504
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
189
• Características gerais – É uma arbovirose aguda (doença 
transmitida por artrópodes). O vetor principal do Zika vírus é o 
mosquito Aedes aegypti. Pode ser também o Aedes albopictus. 
Ele é do gênero Flavivírus (o material genético é o RNA). O 
período de incubação varia entre 3 a 12 dias após o contágio.
• Modo de transmissão – A transmissão do Zika vírus se 
dá pela picada do vetor que, após se alimentar do sangue 
de alguém contaminado, poderá transportar o Zika vírus 
durante toda a sua vida.
• Período de transmissibilidade – O homem infecta o 
mosquito durante o período em que o vírus está presente 
no sangue.
• Sintomas – Observem os principais sinais e sintomas do 
Zika vírus na figura a seguir.
FIGURA 6 – Sintomas do Zika vírus
Dor de cabeça: MODERADA
Dor articular:
MODERADA
Dor nos músculos:
MODERADA
Hipertrofia ganglionar: INTENSA
Acometimento Neurológico:
Raro
Coceira: MODERADA a INTENSA
Manhcas vermelhas:
Intensas, surgem entre 1º e 2º dia
(90% a 100% dos casos)
Inchaço nas articulações:
Frequente e leve intensidade
Conjutivite:
Frequente, 50% a 90% dos casos
Febre:
Afebril ou subfebril 38º C
(1 a 2 dias febre leve)
Fonte: Brasil, 2017. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
190
• Diagnóstico – Laboratorial: baseia-se principalmente na 
detecção de RNA viral, PCR: detecção do material genético 
do vírus e sorologia. O período de transmissão é de curta 
duração. Dessa forma, seria possível a detecção direta 
do vírus em um período de 4 a 7 dias após do início dos 
sintomas. Além disso, o diagnóstico diferencial através 
de sinais e sintomas é contraindicado tendo em vista a 
dificuldade de diferenciação da dengue e chikungunya.
• Complicações – O paciente pode evoluir para sintomas 
mais severos como: dor abdominal, diarreia, constipação, 
fotofobia e úlceras na mucosa oral.
• Medidas preventivas:
• Recomenda-se manter-se vigilante quanto à limpeza da 
sua casa, cuidando para que vasos de plantas, lixeira, 
baldes, pneus não sirvam de criadouro para as larvas do 
mosquito.
• Denunciar o acúmulo de lixo e entulho, ou qualquer 
recipiente que possa abrigar a larva do mosquito.
• Utilizar telas em janelas e portas, use roupas compridas, 
como calças e blusas.
• Aplicar repelente no corpo.
Além dessas medidas preventivas, o enfermeiro deve realizar a 
educação em saúde de forma contínua. Como é uma doença de 
notificação compulsória, ele deverá notificar todos os casos, sejam 
suspeitos ou confirmados (após a investigação epidemiológica). 
O enfermeiro é responsável por gerenciar uma equipe, portanto, 
deverá prepará-la e orientá-la a respeito da doença.
Vamos ver uma curiosidade? Acompanhe a seguir!
Recomenda-se 
manter-se vigilante 
quanto à limpeza 
da sua casa, 
cuidando para que 
vasos de plantas, 
lixeira, baldes, 
pneus não sirvam 
de criadouro 
para as larvas do 
mosquito.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
191
A relação entre o Zika e a Síndrome de Guillian-Barré
O vírus Zika recebeu esse nome ao ser descoberto na floresta de Zika, 
em 1947, na África. Mas com o atual cenário global de circulação do 
vírus, e com as consequências mais sérias da doença, principalmente a 
microcefalia e morte fetal, o Zika Vírus passou a ser estudado também 
como causador do aumento dos casos de Síndrome de Guillain-Barré 
(SGB), principalmente nas Américas a partir do ano de 2013. Para saber 
mais sobre isso, recomendamos a leitura de um artigo científico que faz 
uma revisão de literatura sobre essa relação: 
CHAVES FILHO, José Idarlan Gomes; REIS, Isabella de Lara Aires; 
FRANÇA, Adrieli dos Santos; CORTELA, Denise da Costa Boamorte. 
Revisão da Literatura: a relação entre Zika vírus e Síndrome de Guillain-
Barré. Revista Ciência e Estudos Acadêmicos em Medicina, Mato Grosso, 
v.1, n.5, jan.-jul. 2016. Disponível em: <http://periodicos.unemat.br/index.
php/revistamedicina/article/view/1365/1402>. Acesso em: 19 abr 2017.
Agora, assista a segunda videoaula, sobre os casos de microcefalia, 
associados ao zika víus. 
Videoaula
“Microcefalia associada ao Zika Vírus”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
Chikungunya
A chikungunya, CKY, ou também conhecida como febre chikungunya 
também é uma doença emergente no cenário nacional atual. O 
Guia de Vigilância em Saúde (2014) nos traz algumas informações 
importantes a respeito, principalmente a dificuldade em diagnosticá-
http://periodicos.unemat.br/index.php/revistamedicina/article/view/1365/1402
http://periodicos.unemat.br/index.php/revistamedicina/article/view/1365/1402
https://player.vimeo.com/video/194084548
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
192
la, pois comumente ela recebe outros diagnósticos de doenças que 
apresentam sinais e sintomas bem parecidos. Por isso, é importante 
atentar-se para os sinais e sintomas diferenciais, pois eles farão a 
diferença na hora do diagnóstico. 
Na terceira videoaula, vamos conhecer o histórico da doença. 
Acompanhe!
Videoaula
“História da Chikungunya”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
Vamos conhecer as características gerais e específicas? Acompanhe!
• Características gerais – É uma arbovirose aguda (doença 
transmitida por artrópodes). O vetor principal da Chikungunya 
é o mosquito Aedes aegypti. Pode ser também o Aedes 
albopictus. Ele é do gênero Flavivírus (o material genético é o 
RNA). Foi detectada em 1952 pela primeira vez em um surto 
na Tanzânia. O nome vem do idioma africano kimakonde e 
significa “inclinou-se ou contorceu-se de dor”. Essa expressão 
faz referência aos acometidos pelo CKY, pois, por sentirem 
dores musculares, se inclinam para frente. 
• Modo de transmissão – Transmitido através da picada do 
mosquito do gênero Aedes, sendo o Aedes aegypti (principal 
vetor) e o Aedes albopictus, estando eles infectados pelo 
vírus após terem picado um homem doente.
• Período de transmissibilidade –O período de 
transmissibilidade dura em torno de 5 a 10 dias após o 
início dos primeiros sintomas. 
• Sintomas – Febre alta (39ºC) de início rápido, dores intensas 
nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos 
e pulsos, manchas vermelhas na pele. Vale ressaltar que a 
Transmitido 
através da picada 
do mosquito do 
gênero Aedes, 
sendo o Aedes 
aegypti (principal 
vetor) e o Aedes 
albopictus.
https://player.vimeo.com/video/194084575
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
193
infecção pelo vírus da chikungunya passa despercebido 
em mais de 30% dos casos. O paciente apresenta-se como 
sintomático, com fortes dores musculares, mas que em 
algumas semanas melhoram sem intervenção terapêutica.
• Diagnóstico – O vírus só pode ser detectado através de 
exames laboratoriais. São três os tipos de testes capazes de 
detectar o chikungunya: sorologia, PCR e isolamento viral.
• Complicações – O paciente pode apresentar encefalopatia 
e dores musculares persistentes por meses.
• Medidas preventivas - As pessoas devem reforçar as 
medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas 
suas casas e na vizinhança. Assim como na dengue e no 
zika vírus, não é possível ter chikungunya mais de uma 
vez, pois, após ser infectada pelo vírus a pessoa adquire 
imunidade para o resto da vida.
Observem na figura a seguir, a distribuição geográfica do zika vírus, 
chikungunya e Dengue no mundo. No Brasil, há predominância nos 
casos de Dengue e poucos casos de zika Vírus e chikungunya. Isso 
no ano de 2015. Esse cenário foi modificado no final do ano de 2015 e 
início do ano de 2016. Houve um aumento considerável nos casos de 
zika vírus e como consequência, aumento nos casos de microcefalia. 
Os casos de chikungunya também tiveram aumento considerável 
nos índices de novos casos, porém, como o diagnóstico é difícil, 
muitas pessoas adquiriram a doença e não foram notificadas.Chamamos essa situação de subnotificação. 
No mapa a seguir, podemos ver como o zika vírus se espalhou pelo 
mundo. 
No Brasil, há 
predominância nos 
casos de Dengue 
e poucos casos 
de zika Vírus e 
chikungunya. Isso 
no ano de 2015.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
194
FIGURA 7 – Distribuição geográfica do zika vírus no mundo
Locais de transmissão atual ou anterior do vírus chikungunya
Fonte: Centers for Disease Control and Prevention, 2017.
Agora, temos que responder mais duas questões. Vamos lá!
QUESTÃO 2 - A chikungunya ou febre chikungunya é uma arbovirose 
aguda (doença transmitida por artrópodes). O vetor principal da dengue é 
o mosquito Aedes aegypti. Pode ser também o Aedes albopictus. Quais os 
principais sintomas da chikungunya? 
a. Febre alta (39ºC); Dores musculares; Dores de cabeça; Cansaço; 
Enjoos e Vômitos.
b. Dor de cabeça moderada; manchas vermelhas; conjuntivite; 
coceira (moderada a intensa).
c. Febre alta, calafrios, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e 
vômitos que duram cerca de 3 dias. 
d. Febre alta (39ºC) de início rápido; dores intensas nas articulações 
dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos; manchas 
vermelhas na pele.
e. A doença inicia-se com a instalação abrupta de febre alta, em 
geral acima de 38ºC, seguida de dores musculares, dor de 
garganta, prostração, calafrios, dor de cabeça e tosse seca.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
195
QUESTÃO 3 - A chikungunya é uma doença viral causada pelo mesmo 
vetor da dengue e do zika Vírus, portanto, cada doença tem uma história 
diferente (como surgiu, o porquê do nome, características). Descreva a 
história da chikungunya no Brasil e no restante do mundo.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Vigilância 
epidemiológica e 
principais medidas de 
controle da Dengue, 
Zika e Chikungunya 
Percebam que estamos diante de uma doença reemergente (Dengue) 
e duas doenças emergentes (Zika e Chikungunya) no cenário 
nacional atual. Como o diagnóstico dessas doenças é dificultado pela 
semelhança dos sinais e sintomas entre elas, o Guia de Vigilância em 
Saúde (2014) estipulou algumas formas que facilitam a identificação 
dos casos e os classificam como suspeitos ou confirmados. 
Dengue
Qual a diferença entre um caso suspeito e um confirmado? Veja a seguir: 
Caso suspeito
Os principais sintomas que caracterizam um caso suspeito de 
Dengue são aquelas pessoas que apresentam após 14 dias da 
infecção, dois ou mais sintomas a seguir: 
• Náuseas e vômitos
• Exantema
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
196
• Mialgias e artralgia
• Dor retroorbital
• Petéquias ou prova do laço positiva
• Cefaleia
Caso confirmado
É quando o caso suspeito é confirmado por exames laboratoriais:
• ELISA
• PCR
• Isolamento viral
• Sorologia para IgM
Notificação
A notificação de casos de dengue é feita semanalmente e a 
notificação de óbitos por dengue deverá ser realizada imediatamente 
em um período menor que 24h. Todo caso suspeito deverá ser 
notificado para posterior investigação epidemiológica.
Para fixar o conteúdo, precisamos responder as questões de 
fixação. Vamos lá!
QUESTÃO 4 - A prova do laço é um método que avalia a fragilidade 
capilar do paciente acometido por dengue. Por isso, profissionais da 
saúde, principalmente os enfermeiros deve saber realizá-la. Descreva 
minuciosamente como deve ser feita a prova do laço.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Zika vírus
Caso suspeito
As pessoas apresentam exantema maculopapular acompanhado 
de dois ou mais sintomas seguintes:
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
197
• Febre;
• Hiperemia conjuntival (com ou sem prurido);
• Poliartralgia;
• Edema periarticular.
Caso confirmado
Caso suspeito que se confirma por algum dos testes a seguir:
• Isolamento viral;
• PCR;
• Sorologia IgM.
Notificação
A notificação da febre do vírus zika é universal, ou seja, todo serviço 
de saúde deve notificar os casos a partir da suspeita clínica e ela é 
imediata, deve ser realizada em um período de 24h.
Chikungunya
Caso suspeito
Febre alta (maior que 39ºC) e artralgia. Tais sintomas não conseguem 
ser explicados por diferenciação de outras enfermidades.
Caso confirmado
Caso suspeito, com um dos seguintes exames laboratoriais positivos:
• Isolamento viral positivo;
• Detecção de RNA viral por RT-PCR;
• Sorologia. 
Notificação
Todo caso suspeito deverá ser notificado em um período de até 24h 
(imediato) para posterior investigação epidemiológica do caso. 
A notificação da 
febre do vírus zika 
é universal, ou 
seja, todo serviço 
de saúde deve 
notificar os casos 
a partir da suspeita 
clínica e ela é 
imediata, deve ser 
realizada em um 
período de 24h.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
198
Medidas de controle
Para estabelecer medidas de controle de doenças emergentes 
e reemergentes no cenário nacional, como dengue, zika vírus e 
chikungunya, devemos primeiro pensar em prevenção. As três 
doenças são causadas pelo mesmo vírus, porém, diferem-se quanto 
à intensidade dos sintomas.
O governo brasileiro lançou uma medida provisória n. 712, de 29 
de janeiro de 2016 (BRASIL, 2017) que dispõe sobre as medidas 
de vigilância em relação a dengue, zika vírus, e chikungunya. De 
acordo com a norma elaborada pelo governo brasileiro (BRASIL, 
2017), as principais medidas de controle são:
a) Realização de visitas a imóveis públicos e particulares 
para eliminação do mosquito e de seus criadouros em 
área identificada como potencial possuidora de focos 
transmissores; 
b) Realização de campanhas educativas e de orien-
tação à população; 
c) Ingresso forçado em imóveis públicos e particulares, 
no caso de situação de abandono ou de ausência de 
pessoa que possa permitir o acesso de agente público, 
regularmente designado e identificado, quando se 
mostre essencial para a contenção das doenças.
Sistematização 
da Assistência de 
Enfermagem frente 
aos casos de dengue, 
zika, CKY
A Sistematização da Assistência de Enfermagem é um instrumento 
importante no acompanhamento dos casos de dengue, zika 
e chikungunya. Souza (2014) diz que o enfermeiro precisa 
O governo brasileiro 
lançou uma medida 
provisória n. 712, 
de 29 de janeiro 
de 2016 (BRASIL, 
2017) que dispõe 
sobre as medidas 
de vigilância em 
relação a dengue, 
zika vírus, e 
chikungunya.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
199
sistematizar, principalmente quando nos reportamos às doenças 
infectocontagiosas. Compete ao enfermeiro o impedimento e o cessar 
dos surtos e epidemias, seja através das atividades educativas, seja 
através das campanhas de prevenção que envolvem a vacinação.
Dengue 
Condutas de enfermagem
O enfermeiro, de acordo com o protocolo para o atendimento 
aos pacientes com suspeita de dengue (PREFEITURA DE BELO 
HORIZONTE, 2016) deverá solicitar alguns exames laboratoriais como 
o NS1, hemograma e plaquetas. Também faz parte de suas funções, 
orientar o paciente quanto aos medicamentos que ele não poderá 
fazer uso, como aqueles que contenham ácido acetilsalicílico (AAS) e 
orientar e prescrever hidratação oral, repouso e retorno para avaliação.
Além disso, o enfermeiro deverá avaliar e estadiamento (avaliação e 
classificação de risco) dos casos suspeitos de dengue que procurarem 
atendimento na unidade ou hospital. Para que seja possível avaliar a 
fragilidade capilar, o enfermeiro deverá realizar a prova do laço.
Zika 
Condutas de Enfermagem
O enfermeiro deverá notificar todo caso suspeito e confirmado, 
principalmente no caso de gestantes. Vimos que o vírus Zika pode 
trazer sérias consequências ao feto (microcefalia), principalmente 
no primeiro trimestre da gestação. 
Portanto, Souza (2014) reforça o papel do enfermeiro, este deverá 
rastrear e identificar todo caso suspeito de zika vírus em gestantes. 
Além disso, o enfermeirodeverá solicitar exames rotineiros e 
complementares para a gestante na tentativa de confirmar o caso 
ou descartar (através da sorologia).
Vimos que o 
vírus Zika pode 
trazer sérias 
consequências ao 
feto (microcefalia), 
principalmente no 
primeiro trimestre 
da gestação.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
200
Chikungunya 
Condutas de Enfermagem
O enfermeiro deverá notificar o caso suspeito. Além disso, segundo 
Souza (2014), deverá orientar o paciente em relação aos sintomas, o 
agravamento dos sintomas e como se dá a prevenção da doença. O 
enfermeiro deverá solicitar exames laboratoriais para a confirmação 
do caso suspeito. 
Quanto às medicações, o enfermeiro deverá orientar o paciente 
quanto às contraindicações de certos medicamentos que podem 
piorar os sintomas e até levar ao óbito e prescrever antitérmicos 
(dipirona ou paracetamol), caso necessário e seguindo o protocolo 
de medicamentos preconizados pelo município.
O enfermeiro deverá orientar a equipe, principalmente os Agentes 
Comunitários de Saúde para o acompanhamento dos casos e a 
realização da busca ativa e promover a educação continuada para a 
equipe e comunidade.
Vamos responder a última questão de fixação? Acompanhe!
QUESTÃO 5 - Entre os vírus da dengue, zika e chikungunya existe 
um que está preocupando os gestores da saúde, porque sendo apontado 
como causador da microcefalia. Qual é o vírus?
a. A doença que causa microcefalia em bebês é o chikungunya.
b. A doença que causa microcefalia em bebês é a dengue.
c. A doença que pode causar microcefalia em bebês é o zika vírus.
d. A doença que causa microcefalia em bebês é a Febre Amarela.
e. A doença que causa microcefalia em bebês é o sarampo.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
201
Chegamos a o final de mais uma unidade! Vimos aqui como 
diferenciar as doenças infectocontagiosas provocadas pelo Aedes 
aegypti: dengue, zika e CKY. Mas também compreendemos o 
manejo clínico e as ações epidemiológicas e de enfrentamento 
dessas doenças emergentes.
O enfermeiro assume um papel especial no controle de doenças 
emergentes e reemergentes, pois suas funções e notificações 
são fundamentais para a investigação do porquê dessas doenças 
surgirem e ressurgirem no cenário nacional. Dessa forma, o 
enfermeiro conseguirá adotar estratégias e condutas compatíveis 
para contribuir na prevenção de surtos e epidemias.
Então, vamos assistir à videoaula de finalização, para fixar bem o 
conteúdo aprendido. Bons estudos! 
Videoaula
“Principais características da Dengue, 
Chikungunya e Zika Vírus”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
QUESTÃO 1 - A resposta certa é a letra B. Justificativa:
a. Tais pacientes devem ter acompanhamento ambulatorial, não 
necessitam de internação.
b. Está correta. Neste estágio tais pacientes devem ter acompanha-
mento em unidade hospitalar, ficando 24h em observação.
c. Tais pacientes devem ter acompanhamento em unidade básica 
de saúde (UBS) em leitos de observação.
d. Tais pacientes devem ter acompanhamento preferencialmente 
em Unidade com Terapia Intensiva (UTI).
e. Grupo A - Tais pacientes devem ter acompanhamento 
ambulatorial, não necessitam de internação. Grupo B - Tais 
pacientes devem ter acompanhamento em unidade básica de 
saúde (UBS) em leitos de observação.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
https://player.vimeo.com/video/194084602
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
202
QUESTÃO 2 - A resposta certa é a letra D. Justificativa:
a. Esses são os principais sintomas da dengue.
b. Esses são os principais sintomas do zika vírus.
c. Esses são os sintomas da Febre Amarela.
d. Os principais sintomas do chikungunya são exatamente esses.
e. Esses sintomas são característicos da Influenza.
QUESTÃO 3 - A chikungunya foi identificada pela primeira vez 
no início de 1952, na Tanzânia. A partir deste ano ocorreram alguns 
surtos periódicos da doença na Ásia e na África. No Brasil, os primeiros 
casos confirmados da doença se deu no ano de 2010, porém, foram 
dois pacientes que haviam viajado para regiões endêmicas da doença, 
Indonésia e Índia. O vírus circula em alguns países da África e da Ásia e 
já foi identificado em 16 países. O nome chikungunya tem origem no 
idioma africano kimakonde, que eram os povos que habitavam o norte de 
Moçambique e o sul da Tanzânia e significa “aqueles que se dobram”. Essa 
expressão faz referência aos acometidos pela chikungunya e descrevem a 
aparência encurvada dos pacientes que se contorcem por conta das fortes 
dores musculares causadas pelo vírus.
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
QUESTÃO 4 - O primeiro passo a ser realizado é a verificação da 
pressão arterial do paciente; após, deve-se calcular o valor médio da 
pressão arterial sistólica e pressão arterial diastólica. Então, soma-se as 
duas pressões e dividi-as por dois para obter a média. O segundo passo 
é insuflar novamente o manguito até o valor médio encontrado e manter 
durante cinco minutos quando o paciente for um adulto e três minutos 
quando o paciente for uma criança. O terceiro passo é desinsuflar o ar 
do manguito e desenhar um quadrado com 2,5cm no local de maior 
concentração de petéquias. Conte o número de petéquias. O quarto 
passo é verificar o resultado da prova do laço, se o Enfermeiro encontrar 
20 ou mais petéquias em adultos e 10 ou mais petéquias em crianças, o 
resultado será positivo para dengue.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 6
203
QUESTÃO 5 - A resposta certa é a letra C. Justificativa:
a. Chikungunya não causa microcefalia em bebês. A maiores 
complicações são encefalopatia e dores musculares 
persistentes por meses.
b. A maior complicação da dengue é que o paciente pode 
evoluir para o choque hipovolêmico devido a hemorragias 
que podem acontecer.
c. As maiores complicações do zika vírus é a microcefalia, que 
se dá através da passagem do vírus pela placenta da mãe.
d. As maiores complicações da febre amarela são: insuficiência 
hepática e renal, icterícia e manifestações hemorrágicas.
e. As principais complicações do sarampo são: otite média, larin-
gite, laringotraqueobronquite, diarreia, pneumonia e encefalite. 
ATIVIDADES 
DE FIXAÇÃO
RESPOSTAS
UNIDADE
• Considerações 
fisiopatológicas, 
clínicas, 
laboratoriais e 
epidemiológicas 
das doenças 
infectocontagiosas 
provocadas por 
protozoários: 
malária, doença 
de chagas, 
leishmaniose 
visceral e 
tegumentar
• Vigilância 
epidemiológica e 
principais medidas 
de controle da 
malária, doença 
de chagas, 
leishmaniose 
visceral e 
tegumentar
• Sistematização 
da Assistência 
de Enfermagem 
frente aos 
agravos: malária, 
doença de chagas, 
leishmaniose 
visceral e 
tegumentar
• Respostas 
Questões de 
Fixação
Doenças 
infectocontagiosas 
provocadas por 
protozoários
Olá! Nesta unidade, vamos compreender as características das 
doenças infectocontagiosas provocadas por protozoários: malária, 
doença de chagas, leishmaniose visceral e tegumentar. Assim, 
podemos entender como é sistematizada a atuação do enfermeiro 
frente a elas e quais as mudanças que ocorrem, principalmente no 
tratamento para malária.
Vamos lá! Acompanhe com atenção!
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
206
Considerações 
fisiopatológicas, 
clínicas, laboratoriais 
e epidemiológicas 
das doenças 
infectocontagiosas 
provocadas por 
protozoários: malária, 
doença de chagas, 
leishmaniose visceral e 
tegumentar
Malária
A malária é uma doença infectocontagiosa provocada por 
protozoário. No Brasil, 98% dos casos ocorrem na Região 
Amazônica, o que contribui para isso é o clima da região e a extensa 
área de vegetação que são propícias para o desenvolvimento dos 
vetores, os mosquitos do gênero Anopheles. O Guia de Vigilância 
Epidemiológica (2014) traz alguns aspectos relacionados a essa 
doença que são de extrema importância para os profissionais da 
área da saúde.
• Característicasgerais: A malária é uma doença 
infecciosa causada por um protozoário. Existem mais 
de 100 tipos, porém, no Brasil, dá-se a importância para 
três, o Plasmodium falciparum, o Plasmodium vivax e 
o plasmodium malariae. A malária também é conhecia 
como Paludismo, febre intermitente (uma das principais 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
207
características e que diferencia um tipo de malária da 
outra), tremedeira ou maleita.
• Agente etiológico: É um protozoário esporozoário (ou seja, 
que não possui estrutura locomotora). Os mais importantes 
no meio científico são: Plasmodium falciparum, Plasmodium 
vivax, Plasmodium malariae e Plasmodium ovale. O 
Plasmodium falciparum e o Plasmodium vivax são os que 
mais ocorrem no Brasil. O Plasmodium malariae ocorre com 
menos frequência que os dois primeiros e o Plasmodium 
ovale não existe no Brasil, apenas em algumas regiões da 
África. Os casos de Plasmodium ovale que surgem no Brasil 
são importados.
• Vetor: O vetor responsável pela transmissão do 
Plasmodium são os mosquitos do gênero Anopheles. São 
conhecidos popularmente como anofelinos e mosquito-
prego. No Brasil, as principais espécies transmissoras de 
Plasmodium são: Anophles darlingi, Anophles aquasalis, 
Anopheles albirtasis, Anopheles cruzii e Anopheles bellator. 
No Brasil, os vetores apresentam características peculiares: 
eles picam próximo e dentro das residências. Além disso, 
o Anopheles Darling, cria-se, normalmente, em águas de 
baixo fluxo, profundas, límpidas, sombreadas e com pouco 
aporte de matéria orgânica e sais. Porém, em situações 
de locais de alta densidade, ele acaba ocupando vários 
outros tipos de criadouros. Os vetores são abundantes nos 
horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer, mas 
podem picar durante toda a noite. Reservatório: O homem é 
considerado o principal reservatório da doença.
• Modo de transmissão: A transmissão da malária ocorre 
através da picada da fêmea do mosquito Anopheles que 
esteja infectado pelo protozoário Plasmodium. Por que 
só a fêmea transmite a doença? Somente as fêmeas 
são hematófogas, pois precisam do sangue para a 
maturação dos seus ovos. O horário de atividade desses 
A transmissão 
da malária 
ocorre através da 
picada da fêmea 
do mosquito 
Anopheles que 
esteja infectado 
pelo protozoário 
Plasmodium.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
208
vetores é noturno. Outras formas de transmissão (que 
são raras) podem ocorrer: por transfusão sanguínea, pelo 
compartilhamento de seringas e acidente de trabalho.
• Período de transmissibilidade: Para o Plasmodium vivax, 
o período de transmissibilidade é de algumas horas e 
para o Plasmodium falciparum, o período ocorre entre 
7 e 12 dias. É importante destacar que caso não seja 
adequadamente tratado, o indivíduo pode ser fonte de 
infecção por até 1 ano para malária por P. falciparum; até 
3 anos para P. vivax; e por mais de 3 anos para P. malariae. 
Período de incubação: Varia de acordo com a espécie 
de plasmódio. No Plasmodium falciparum o período de 
incubação varia de 8 a 12 dias. No Plasmodium vivax, de 13 
a 17 dias e no Plasmodium malariae, de 18 a 30 dias.
• Sintomas: Os principais sinais e sintomas da malária, de 
forma geral, são: calafrios, febre alta (41ºC) intermitente, 
cefaleia intensa e sudorese. O paciente tem a apresentação 
de sintomas, e depois um período de remissão, com 
melhora do quadro clínico, que retornar considerando o 
padrão cíclico da doença.
Esses sintomas ocorrem com padrão clínico específico para 
cada uma das espécies de Plasmodium. Por exemplo, o 
P. falciparum é conhecido como febre terçã maligna, porque 
o intervalo da febre é de 48 em 48h. O P. vivax também, 
porém ele é conhecido como febre terçã benigna. O 
P. falciparum recebe essa denominação pelo fato de ter a 
capacidade de desenvolver a malária grave, que tem como 
sintomas: insuficiência renal aguda, edema pulmonar 
agudo, hipoglicemia e malária cerebral. O P. malariae é 
conhecido como febre quartã, porque ocorrem em ciclos de 
72 em 72h. 
Vamos assistir a primeira videoaula, sobre a malária. Acompanhe!
Os principais 
sintomas e sinais 
das malária são 
calafrios, febre 
alta intermitente, 
cefaleia intensa e 
sudorese. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
209
Videoaula
“Ciclo da Malária em humanos e fases 
dos acessos maláricos”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
• Diagnóstico: O diagnóstico da malária pode ser diferencial 
(através dos sinais e sintomas) e laboratorial. O diagnóstico 
laboratorial é feito através dos seguintes exames: gota 
espessa, esfregaço delgado e testes rápidos que detectam 
componentes antigênicos de plasmódio. Vale ressaltar 
que o exame de gota espessa é um método amplamente 
utilizado no Brasil para o diagnóstico de malária, por possuir 
algumas vantagens como: baixo custo e de fácil realização 
(método simples). A técnica utilizada no exame de gota 
espessa consiste na visualização do parasito através da 
microscopia óptica, após coloração com corante (azul 
de metileno e Giemsa), o que permite a diferenciação 
específica dos parasitos (análise morfológica e estágios 
de desenvolvimento).
• Tratamento: O esquema terapêutico utilizado no tratamento 
da malária visa atingir ao parasito em pontos-chave de 
seu ciclo evolutivo, que podem ser em: interrupção da 
esquizogonia sanguínea, responsável pela patogenia e 
manifestações clínicas da infecção; destruição de formas 
latentes do parasito no ciclo tecidual (hipnozoítos) das 
espécies P. vivax e P. ovale, evitando assim as recaídas 
tardias; interrupção da transmissão do parasito, pelo uso 
de drogas que impedem o desenvolvimento de formas 
sexuadas dos parasitos (gametócitos). Para atingir esses 
objetivos, diversas drogas são utilizadas, cada uma delas 
agindo de forma específica para impedir o desenvolvimento 
do parasito no hospedeiro. As medicações utilizadas 
são Cloroquina, Primaquina (infantil e adulto), Artemeter, 
Lumefantrina, Mefloquina e Quinina.
https://player.vimeo.com/video/194084662
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
210
• Complicações: Geralmente as infecções por P. vivax e 
malariae são benignas. O P. falciparum pode evoluir para 
formas graves, afetando diversos órgãos e podendo levar o 
paciente aocoma. São sinais graves de malária: hiperpirexia 
(temperatura >41ºC), convulsão, hiperparasitemia (> 
200.000/mm³), vômitos de repetição, hemorragias e 
hipotensão arterial.
• Medidas preventivas: A malária é uma doença de 
notificação compulsória e pode ser evitada através das 
orientações à comunidade (educação em saúde) em 
relação aos criadouros do mosquito Anopheles, como: 
água de chuva acumulada na base das folhas de algumas 
bromélias; depósitos de água salgada no chão de regiões 
litorâneas; pequenas e grandes extensões de água doce 
acumuladas em valas, terrenos abandonados. O enfermeiro 
deverá orientar as pessoas que irão viajar para as regiões 
endêmicas, como a Região Amazônica, quando falamos de 
Brasil sobre as medidas preventivas a serem adotadas afim 
de evitar a infecção.
Vamos acompanhe a notícia a seguir, que nos dá informações sobre 
a redução nos casos de malária. 
Brasil tem o menor número de casos de malária 
dos últimos 35 anos
Para combater e erradicar a doença, o governo lançou a campanha 
“Elimine a Malária para o Bem”.
O levantamento aponta que o País registrou o menor número da 
doença dos últimos 35 anos, aponta o Ministério da Saúde. Em 2015, 
foram notificados cerca de 143 mil casos. Em relação ao número 
de óbitos, foram 26 mortes no ano passado, redução de 89% no 
comparativo com o ano de 2000. Mas a meta é ir mais adiante. E 
com o objetivo de combater e erradicar a malária, o Ministério da 
Saúde lançou a campanha “Elimine a Malária para o Bem”.
A malária é 
uma doença 
de notificação 
compulsória e pode 
ser evitada através 
das orientações 
à comunidade 
em relação aos 
criadourosdo 
mosquito Anopheles
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
211
O Brasil investirá R$ 12 milhões para ações voltadas para a 
eliminação da doença nos municípios prioritários. O recurso será 
utilizado para a compra de insumos, equipamentos e veículos. 
“O compromisso do Ministério da Saúde, em parceria com o 
Conass e Conasems, é para a eliminação da malária. Os incentivos 
financeiros e a ampliação do quantitativo de agentes pelos 
municípios possibilitam aumentar a força de trabalho para combater 
a doença em todo o País”, destaca o secretário de Vigilância em 
Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardi.
Em 2015, o Ministério da Saúde lançou o Plano de Eliminação 
da Malária no Brasil, com ênfase na malária por  Plasmodium 
falciparum. A medida faz parte dos  Objetivos de Desenvolvimento 
Sustentável (ODS) lançados pela Organização das Nações Unidas 
(ONU) em substituição aos Objetivos do Milênio. A meta é a redução 
de pelo menos 90% dos casos até 2030 e da eliminação de malária 
em pelo menos 35 países.
O documento fornece a orientação técnica para os municípios, define 
estratégias diferenciadas para o diagnóstico, tratamento, controle 
vetorial, educação em saúde e mobilização social. O Plano de 
Eliminação da Malária no Brasil é uma iniciativa para deter a malária 
com potencial de maior gravidade. Em 2000, a malária falciparum 
era responsável por 21% dos casos, caindo para 16% em 2014. 
Leia a notícia completa no site Portal Brasil: <http://www.brasil.
gov.br/saude/2016/04/brasil-tem-o-menor-numero-de-casos-de-
malaria-dos-ultimos-35-anos>.
BRASIL, Ministério da Saúde. Site Portal Brasil. O Brasil tem o 
menor número de casos de malária nos últimos 35 anos. Publicado 
em: 25/04/2016. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/
saude/2016/04/brasil-tem-o-menor-numero-de-casos-de-malaria-
dos-ultimos-35-anos>. Acesso em: 26 mai. 2017.
http://www.brasil.gov.br/saude/2016/04/brasil-tem-o-menor-numero-de-casos-de-malaria-dos-ultimos-35-anos
http://www.brasil.gov.br/saude/2016/04/brasil-tem-o-menor-numero-de-casos-de-malaria-dos-ultimos-35-anos
http://www.brasil.gov.br/saude/2016/04/brasil-tem-o-menor-numero-de-casos-de-malaria-dos-ultimos-35-anos
http://www.brasil.gov.br/saude/2016/04/brasil-tem-o-menor-numero-de-casos-de-malaria-dos-ultimos-35-anos
http://www.brasil.gov.br/saude/2016/04/brasil-tem-o-menor-numero-de-casos-de-malaria-dos-ultimos-35-anos
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DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
212
Agora, estamos prontos para a primeira questão de fixação. Vamos 
resolver!
QUESTÃO 1 - A malária é uma doença infecciosa causada por 
um protozoário. Existem mais de 100 tipos, porém, no Brasil, dá-se a 
importância para três. A malária também é conhecia como Paludismo. 
Em relação a Malária os três tipos que existem no Brasil e os principais 
sintomas da doença são:
a. Os três tipos de malária que existem no Brasil são: Plasmodium 
vivax, Plasmodium ovale e Plasmodium falciparum. Os principais 
sintomas da malária são: calafrios, febre alta (41ºC), cefaleia 
intensa e sudorese.
b. Os três tipos de malária que existem no Brasil são ocasionadas 
pelo: Plasmodium malariae, Plasmodium vivax e Plasmodium 
ovale. Os principais sintomas da malária são: dores musculares 
intensas, hepatomegalia e febre alta (41ºC).
c. Os três tipos de malária que existem no Brasil são ocasionados 
pelo: Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum e Plasmodium 
malariae. Os principais sintomas da malária são: calafrios, 
cefaleia intensa, febre alta (41ºC) e sudorese.
d. Os três tipos de malária que existem no Brasil são ocasionadas 
pelo: Plasmodium ovale, Plasmodium falciparum e Plasmodium 
malariae. Os principais sintomas da malária são: febre moderada 
(38ºC), sudorese e cefaleia moderada.
e. Os três tipos de malária que existem no Brasil são ocasionadas 
pelo: Plasmodium ovale, Plasmodium falciparum e Plasmodium 
vivax. Os principais sintomas da malária são: febre moderada 
(38ºC), sudorese e cefaleia moderada.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
213
Doença de Chagas
É digno de nota esclarecer que Doença de Chagas se subdivide em 
fases. De acordo com o Guia de Vigilância Epidemiológica2014), as 
fases são: aguda e crônica, a diferença entre elas está no tempo de 
infecção pelo Trypanossoma cruzi. A nível de curiosidade, o parasita 
recebeu essa denominação em homenagem ao cientista brasileiro 
Carlos Chagas (o descobridor) e à Oswaldo Cruz.
• Características gerais: A Doença de Chagas é uma doença 
infecciosa causada por um protozoário e tem uma evolução 
bifásica: aguda e crônica. sendo que essa última pode-se 
manifestar nas formas indeterminada, cardíaca, digestiva 
ou cardiodigestiva. No Brasil, a fase que mais predomina na 
população acometida é a fase crônica.
• Agente etiológico: O Trypanossoma cruzi, um protozoário 
flagelado, ou seja, locomove-se através de flagelos.
• Reservatório: Humanos e outros animais podem funcionar 
como reservatório do parasita, sendo eles: mamíferos, 
gatos, cães, aves, dentre outros.
• Vetor: Triatomíneos hematófagos. São insetos conhecidos 
também como “barbeiro” ou “chupões”. Eles podem ser 
encontrados tanto em meio silvestre como no peridomicílio/
intradomicílio, isso dependerá da espécie. A espécie 
considerada mais importante no Brasil, que transmite a 
doença, é o Triatoma infestans.
• Modo de transmissão: A transmissão ocorre através da 
introdução do Trypanossoma na corrente sanguínea do ser 
humano. Os triatomíneos, a partir do momento em que 
sugam o sangue de animais infectados ou seres humanos, 
passam a serem portadores do parasita. O parasita é 
eliminado junto com as fezes do triatoma ou popularmente 
conhecido como “barbeiro. ” A picada do triatoma ocasiona 
prurido e facilita a entrada do tripanossomo (que estão nas 
A doença de Chagas 
se subdivide na fase 
aguda e crônica. 
A diferença entre 
elas está no tempo 
de infecção pelo 
Trypanossoma cruzi. 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
214
fezes do barbeiro) na corrente sanguínea do indivíduo. Essa 
entrada do tripanossomo pode ocorrer também através de 
mucosas dos olhos, da boca e através de lesões recentes 
na pele. Outras formas podem ocorrer através da: via 
placentária, transfusão sanguínea, acidentes de trabalho e 
alimentos contaminados pelo parasita.
• Período de transmissibilidade: O paciente acometido 
por Doença de Chagas pode transmitir o parasita, 
Trypanossoma cruzi pelo resto da vida.
• Período de incubação: O período varia de acordo com a 
forma de transmissão. Nas formas vetoriais, o período de 
incubação varia de 4 a 15 dias; transfusional, de 30 a 40 dias; 
transmissão vertical: pode ocorrer em qualquer momento 
da gestação ou parto; oral, de 3 a 22 dias; e, transmissão 
acidental: até 20 dias.
• Sintomas: Como foi dito anteriormente a Doenças de 
Chagas possui duas fases distintas referentes aos sinais 
e sintomas, são elas: aguda e crônica. Essas fases serão 
detalhadas no vídeo conteúdo a seguir.
Agora, acompanhe a videoaula sobre o Mal de Chagas. 
Videoaula
“Fases da Doença de Chagas”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
• Diagnóstico: O diagnóstico é feito baseado nas duas fases 
(aguda e crônica) da doença. Na fase aguda, o diagnóstico 
pode ser realizado através da gota espessa: Duas ou 
três gotas de sangue são depositadas em 1 cm3 de uma 
lâmina, as hemácias são lisadas e a lâmina é corada pelo 
método de Giemsa. A observação é realizada com o auxílio 
O paciente 
acometido por 
Doença de Chagas 
pode transmitir 
o parasita, 
Trypanossoma cruzi 
pelo resto da vida.
https://player.vimeo.com/video/194084689
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
215
da objetiva de imersão, procurando os parasitas por todos 
os campos da lâmina; e, do esfregaço: É principalmente 
indicado para o estudomorfológico dos tripanossomas 
encontrados no exame de sangue fresco e/ou gota 
espessa para identificação da espécie. Giemsa e Leishman 
são os corantes utilizados nesta técnica. Além disso, 
pode-se utilizar a detecção de anticorpos IgM (infecção 
recente). Na fase crônica, pode ser realizado o exame de 
detecção de anticorpos IgG, ELISA, hemoaglutinação e 
imunofluorescência indireta.
• Tratamento: O tratamento é feito com o medicamento 
benzonidazol. Ele é fornecido pelo Ministério da Saúde, 
gratuitamente, às Secretarias Estaduais de Saúde, e deve 
ser utilizado em pessoas que tenham a doença aguda 
assim que ela for identificada. O tratamento tem duração de 
60 dias. Para os portadores da doença crônica a indicação 
desse medicamento é para aqueles pacientes que não 
apresentam sintomas (forma indeterminada), devendo ser 
avaliada caso a caso.
• Complicações: As complicações da Doença de Chagas 
decorrem da evolução da doença da fase aguda para 
a fase crônica. Nas fases crônicas da doença, pode 
haver destruição da musculatura e sua flacidez provoca 
aumento desses três órgãos, o que causa problemas 
como cardite chagásica (aumento do coração), megacólon 
(aumento do cólon que pode provocar retenção das fezes) 
e megaesôfago, cujo principal sintoma é a regurgitação 
dos alimentos ingeridos. Essas lesões são definitivas, 
irreversíveis.
• Medidas preventivas: A Doença de Chagas Aguda é 
de notificação compulsória imediata (até 24h após a 
suspeição). Não existe vacina para a prevenção da Doença 
de Chagas. As melhores medidas preventivas estão 
relacionadas às condições de habitação, principalmente 
O tratamento é feito 
com o medicamento 
benzonidazol. Ele 
é fornecido pelo 
Ministério da Saúde, 
gratuitamente, às 
Secretarias Estaduais 
de Saúde, e deve ser 
utilizado em pessoas 
que tenham a doença 
aguda assim que ela 
for identificada.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
216
quando nos reportamos às casas de pau-a-pique, onde 
o “barbeiro” gosta de ficar e se reproduzir; à aplicação de 
inseticidas a fim de combater o inseto que transmite a 
doença; uso de equipamentos de proteção individual (EPI); 
uso de telas; boas práticas na manipulação de alimentos, 
evitando a contaminação pelo Trypanossoma cruzi.
No mapa a seguir, as maiores taxas de incidência de Doença de 
Chagas ocorrem na Região Amazônica. Podemos observar nele, os 
fatores que contribuem para as altas taxas de incidência: clima da 
região e a vegetação extensa. Com essas características regionais, 
a proliferação de insetos, como os Triatomíneos, é facilitada, o que 
facilita o contágio.
FIGURA 8 – Surtos de Doença de Chagas que ocorreram no Brasil 
entre 2005-2013
Fonte: Brasil, 2015.
Com isso, podemos responder mais duas questões de fixação. 
Vamos lá! 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
217
QUESTÃO 2 - A Doença de Chagas é uma doença infecciosa causada 
por um protozoário e tem uma evolução bifásica: aguda e crônica. No 
Brasil, a fase que mais predomina na população acometida é a fase 
crônica. Existem várias formas de prevenir a Doença de Chagas, são elas:
a. As melhores medidas preventivas são: lavar bem os alimentos, 
fazer uso de água tratada, usar repelentes, usar inseticidas e 
utilizar equipamentos de proteção individual (EPI).
b. As melhores medidas preventivas são: lavar bem as mãos antes 
de se alimentar ou manipular objetos, tratar a água e esgoto, não 
ficar muito próximo de lagoas ou rios contaminados.
c. As melhores formas de prevenção são: evitar o acúmulo de 
água limpa parada e de lixo; fazer o saneamento básico, colocar 
cortinados em janelas e telas em portas do domicílio.
d. As melhores formas de prevenção são: combate ao vetor com a 
aplicação de inseticidas, uso de telas, uso de equipamentos de 
proteção individual e boas práticas de manipulação de alimentos.
e. As melhores formas de prevenção são: lavar bem os alimentos, 
fazer uso de água limpa e tratada, evitar ficar próximo a rios e lagos 
contaminados, fazer uso de equipamento de proteção individual.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
QUESTÃO 3 - A Doença de Chagas é uma doença infecciosa causada 
por um protozoário, o Trypanossoma cruzi. O Trypanossoma cruzi infecta o ser 
humano através de um inseto conhecido como “barbeiro”. Essas são algumas 
características da Doença de Chagas. Elabore um texto dissertativo descrevendo 
as fases da Doença de Chagas detalhadamente.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
218
7.1.3 Leishmanioses
A Leishmaniose pode manifestar-se de duas formas: cutânea, 
também chamada de Leishmaniose Tegumentar Americana e 
visceral, a Leishmaniose Visceral. O Guia de Vigilância Epidemiológica 
(2009) descreve de forma sucinta as leishmanioses. Observe a 
seguir as duas classificações e suas principais características.
Leishmaniose Tegumentar Americana
A Leishmaniose Tegumentar é uma doença infecciosa, não 
contagiosa e que acomete pele e mucosas. De acordo com o 
Guia de Vigilância Epidemiológica (2014, atualmente se conhece 
11 espécies de Leishmania causadoras de doença humana e 8 
espécies causadoras de doenças em animais. 
• Agente etiológico: Seis espécies no Brasil são do subgênero 
Viannia e um do subgênero Leishmania. As consideradas 
de maior importância: Leishmania (Viannia) braziliensis, 
Leishmania (Viannia) guyanensis e Leishmania (Leishmania) 
amazonensis. Os insetos transmissores dos protozoários 
Leishmania nas Américas pertencem ao gênero Lutzomya. 
Esses insetos são conhecidos popularmente como 
flebotomíneos e mosquito-palha. E as principais espécies 
transmissoras de Leishmania braziliensis são: Lutzomya 
intermedia, Lutzomya whitmani e Lutzomya wellcomei. 
Somente as fêmeas transmitem o protozoário, porque são 
hematófogas e precisam de sangue para a maturação 
de seus ovos. O horário de atividade desses insetos é 
crepuscular e noturno.
• Reservatório: O reservatório varia conforme a espécie 
de Leishmania. Por exemplo, a Leishmania (Leishmania) 
amazonensis tem como principal hospedeiro natural os 
marsupiais e roedores. Em geral, o grupo dos mamíferos 
representam os reservatórios naturais da doença.
A Leishmaniose 
pode manifestar-
se de duas formas: 
cutânea, também 
chamada de 
Leishmaniose 
Tegumentar 
Americana e visceral, 
a Leishmaniose 
Visceral.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
219
• Modo de transmissão: A transmissão ocorre através da 
picada do mosquito fêmea infectada, o Lutzomya, sendo 
os principais: Lutzomya intermedia, Lutzomya whitmani e 
Lutzomya wellcomei.
• Vetor: Os vetores da LTA são insetos denominados 
flebotomíneos, pertencentes à ordem Diptera, 
família  Psychodidae, subfamília  Phlebotominae, gênero 
Lutzomyia, conhecidos popularmente, dependendo da 
localização geográfica, como mosquito palha, tatuquira, 
birigui, entre outros. No Brasil, as principais espécies 
envolvidas na transmissão da LTA são  L. whitmani,  
L. intermedia, L. umbratilis,  L. wellcomei, L. flaviscutellata, 
e L. migonei.
• Período de incubação: O período de incubação de 
Leishmaniose Tegumentar é em torno de 60 a 90 dias.
Acompanhe o quadro a seguir, com o ciclo biológico da Leishmania. 
QUADRO 6 – Ciclo biológico da Leishmania no hospedeiro vertebrado e invertebrado
Ciclo da Leishmania
1
Existem duas formas evolutivas de parasitas do gênero Leishmania, o promastigota e o 
amastigota. Promastigota vive no hospedeiro invertebrado ou intermediário e amastigota 
vive no hospedeiro vertebrado ou definitivo.
2 O vetor inocula o estágio promastigota na pele do indivíduo vertebrado.
3 Os promastigotas inoculados são fagocitados por macrófagos.
4 Os promastigotas se transformam em amastigotas nos macrófagos
5 Ocorre multiplicação dos amastigotas nos macrófagos.
6 Flebotomíneos ingerem os macrófagos com amastigotas durante o repasto sanguíneo.
7Os macrófagos se rompem liberando os amastigotas.
8 Amastigotas se transformam em promastigotas no estômago.
9 Divisão no estômago e migração para probóscide.
Fonte: Elaborado por Kamila Tessarolo Velame.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
220
• Sintomas: Na Leishmaniose Tegumentar americana existem 
duas formas clínicas de manifestação: cutânea e mucosa. 
A forma cutânea pode apresentar as seguintes formas 
clínicas: cutânea localizada (representa o comprometimento 
primário da pele e a lesão é geralmente do tipo úlcera); 
cutânea disseminada (aparecimento de múltiplas lesões 
papulares distribuídas em vários segmentos do corpo); 
recidiva cútis (evolução com cicatrização espontânea ou 
medicamentosa, com reativação localizada na borda da 
lesão); cutânea difusa (ocorre em pacientes com anergia e 
deficiência específica na resposta imune celular a antígenos 
de Leishmania. Inicia de maneira insidiosa, com lesão única 
e má resposta ao tratamento; evolui de forma lenta, com 
formação de placas e múltiplas nodulações não ulceradas 
recobrindo grandes extensões cutâneas). 
• Forma cutânea: Na pele, a manifestação mais comum é a 
úlcera. A úlcera caraterística da Leishmaniose apresenta 
contorno circular, com borda elevada, lembrando a imagem 
de uma cratera. É pouco exsudativa e o fundo é granuloso, 
de coloração avermelhada ou amarelada (quando ocorre 
deposição de fibrina). A maioria dos pacientes raramente 
referem dor, apenas ardência no local. 
Forma mucosa – As lesões de mucosas instalam-se 
preferencialmente nas vias aéreas superiores. Caracterizam-
se pela evolução arrastada, tendo como manifestações 
mais comuns o desconforto, a ardência, a obstrução nasal, a 
formação de crostas escurecidas e o aumento de secreção. 
A extensão das lesões não guarda relação com o tempo de 
evolução, de tal forma que, em poucos meses pode ocorrer 
destruição total do arcabouço nasal e lábio superior.
• Diagnóstico: O diagnóstico laboratorial é realizado através 
do teste de Montenegro. A intradermorreação idealizada por 
Montenegro no ano de 1926 constitui o método indireto de 
diagnóstico, que consiste na injeção intradérmica de 0,1ml 
Na Leishmaniose 
Tegumentar 
americana existem 
duas formas clínicas 
de manifestação: 
cutânea e mucosa. 
A forma cutânea 
pode apresentar as 
seguintes formas 
clínicas: cutânea 
localizada, cutânea 
disseminada, 
cutânea disseminada 
e cutânea difusa.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
221
do antígeno preparado com promastigotas de cultura e serve 
para avaliar o grau de sensibilização do hospedeiro contra o 
parasita. O teste será positivo quando houver reação em um 
período de 48 a 72h. Há o surgimento de um endurecimento, 
perceptível à palpação, com diâmetro igual ou superior 
a 5mm. O resultado do teste positivo quer dizer que o 
indivíduo já foi sensibilizado, mas não necessariamente que 
seja portador da doença, pois busca-se visualizar a resposta 
de hipersensibilidade celular retardada.
• Tratamento: As drogas de primeira escolha no 
tratamento das leishmanioses são os antimoniais 
pentavalentes. Existem dois tipos de pentavalentes que 
podem ser utilizados: antimoniato de N-metilglucamina 
e o estibogluconato de sódio, sendo este último não 
comercializado no Brasil. Não havendo resposta satisfatória 
com os antimoniais pentavalentes, as drogas de segunda 
escolha são: Anfotericina B e o Isotionato de pentamidina.
• Complicações: As formas mais graves apresentam 
disfagia, pneumonia e edema de glote, exceto na forma 
cutânea onde as complicações são outras como: infecções 
secundárias das úlceras, lesões da boca e faringe podem 
causar sialorreia e disfagia, miíase pode surgir como 
complicação de úlcera.
• Medidas preventivas: É uma doença de notificação 
compulsória nacional. Não existe vacina para a Leishmaniose 
tegumentar americana. Portanto, as melhores medidas 
preventivas são: aplicação de inseticidas; planejamento 
urbano, evitando que núcleos habitacionais se instalem em 
áreas florestais; sacrifício de cães infectados; telagem em 
janelas, utilização de mosqueteiros e repelentes.
As melhores 
medidas preventivas 
são: aplicação 
de inseticidas; 
planejamento 
urbano, evitando 
que núcleos 
habitacionais se 
instalem em áreas 
florestais; sacrifício 
de cães infectados; 
telagem em 
janelas, utilização 
de mosqueteiros e 
repelentes.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
222
Leishmaniose Visceral
A Leishmaniose Visceral é uma doença infecciosa com alta 
letalidade. Em décadas passadas, como relatado no Guia de 
Vigilância Epidemiológica (2014), a Leishmaniose Visceral era 
considerada uma doença endêmica apenas na área rural, porém, 
com a urbanização e destruição das matas existentes, ela passou a 
se expandir para a área urbana. A Leishmaniose Visceral de acordo 
com a sua evolução clínica é dividida em períodos, sendo eles: 
período inicial, período de estado e período final.
• Agente etiológico: É um protozoário tripanosomatídeos, 
o Leishmania chagasi. Esse protozoário, especificamente, 
é um parasita intracelular obrigatório, ou seja, precisa de 
outro ser para sobreviver (se reproduzir, se alimentar, etc).
• Reservatório: Na área urbana o principal reservatório são 
os cães. Na área rural pode ser mais de um, como por 
exemplo, as raposas e os marsupiais.
• Vetor: Os transmissores da Leishmaniose Visceral 
são insetos denominados flebotomíneos e conhecidos 
popularmente como mosquito palha, asa-dura, tatuquiras, 
birigui, dentre outros. O nome científico da espécie de 
flebotomíneo mais importante para a transmissão da 
Leishmaniose Visceral é Lutzomyia longipalpis.
• Modo de transmissão: A transmissão ocorre através da 
picada do mosquito fêmea infectada, o Lutzomya longipalpis 
e Lutzomya cruzi. 
• Período de incubação: Varia no cão e no ser humano. No 
cão, o período de incubação é em média de 3 a 7 meses. 
No homem, o período de incubação é em média de 2 a 6 
meses, podendo chegar anos.
• Sintomas: Os sintomas variam de acordo com os períodos 
da doença. Vejam no vídeo a seguir a caracterização dos 
períodos da Leishmaniose Visceral.
A Leishmaniose 
Visceral era 
considerada uma 
doença endêmica 
apenas na área 
rural, porém, com 
a urbanização e 
destruição das 
matas existentes, 
ela passou a se 
expandir para a 
área urbana.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
223
Agora, vamos assistir a terceira videoaula, sobre os períodos da 
leishmaniose visceral. Acompanhe!
Videoaula
“Períodos da Leishmaniose visceral”
Autora: Kamila Tessarolo Velame
• Diagnóstico: É feito através de exames sorológicos, 
parasitológicos e inespecíficos. Os exames sorológicos 
são o de imunofluorescência e o ELISA. O exame 
parasitológico é o exame de certeza feito pelo encontro 
de formas amastigotas do parasito, em material biológico 
obtido preferencialmente da medula óssea, por ser um 
procedimento mais seguro. Os exames inespecíficos são: 
hemograma e dosagem de proteína. 
• Tratamento: O tratamento é gratuito, está disponível na 
rede de serviços do Sistema Único de Saúde e baseia-se 
na utilização de três fármacos, a depender da indicação 
médica: o antimoniato de N-metil glucamina, a anfotericina 
B lipossomal e o desoxicolato de anfotericina B.
• Complicações: As principais complicações quando nos 
reportamos à leishmaniose visceral são: otites, bronquites, 
piodermites, infecção urinária e anemia aguda.
• Medidas preventivas: A Leishmaniose visceral é uma 
doença de notificação compulsória. Não existe vacina 
como método preventivo. Portanto, as principais formas de 
prevenção da doença são: uso de repelentes e mosquiteiros; 
sacrificar a população canina acometida pela doença; 
implementar medidas visado a redução da proliferação do 
vetor, como o saneamento ambiental.
O diagnóstico da 
Leishmaniose 
Visceral é feito 
através de exames 
sorológicos, 
parasitológicos 
e inespecíficos. 
Osexames 
sorológicos são o de 
imunofluorescência 
e o ELISA.
https://player.vimeo.com/video/194084708
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
224
No gráfico a seguir, podemos ver os dados sistematizados de 
óbitos. Observem que a taxa se tornou crescente a partir do ano de 
2002, com índices variando entre 29 e 43. A taxa aumentou devido 
aos altos índices de urbanização desenfreada e que ocorreram 
principalmente na região Norte do país. É uma taxa de óbito alta 
e justificável também pelo difícil diagnóstico da Leishmaniose 
visceral. Os pacientes, no período agudo, podem ser assintomáticos, 
o que dificulta ainda mais o diagnóstico.
GRÁFICO 2 – Taxa de óbitos por Leishmaniose Visceral na Região Norte- Brasil entre os anos 
2000 e 2015
Região e UF 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015
Região Norte 10 7 18 30 40 37 34 29 43 20 36 37 21 29 18 31
Rondônia 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Acre 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Amazonas 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Roraima 0 1 0 0 0 1 0 0 1 0 2 1 2 0 0 1
Pará 7 4 7 11 19 26 23 13 15 10 8 14 2 13 9 14
Amapá 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Tocantins 3 2 11 19 20 10 11 16 27 10 26 22 17 16 9 16
Fonte: Brasil, 2016.
Vamos para a questão 3? Acompanhe!
QUESTÃO 4 - A Leishmaniose pode manifestar-se de duas formas: 
cutânea, também chamada de Leishmaniose Tegumentar Americana e 
visceral, a Leishmaniose Visceral. A Leishmaniose tegumentar apresenta-se 
de duas formas, cutânea e mucosa. A forma cutânea é caracterizada por: 
a. As características da forma cutânea são: lesões cutâneas que 
se instalam preferencialmente nas vias aéreas superiores. 
Caracterizam-se pela evolução arrastada, ou seja, de forma lenta 
e gradual.
b. As características da forma cutânea são: o desconforto, a 
ardência, a obstrução nasal, a formação de crostas escurecidas e 
o aumento de secreção das vias aéreas superiores.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
unidade 7
225
c. As características da forma cutânea é a úlcera. A úlcera 
caraterística da Leishmaniose apresenta contorno circular, com 
borda elevada, lembrando a imagem de uma cratera.
d. As características da forma cutânea são: a extensão das lesões 
não guarda relação com o tempo de evolução, de tal forma que, 
em poucos meses pode ocorrer destruição total do arcabouço 
nasal e lábio superior.
e. As características da forma cutânea são: lesões muito exsudativa 
e o fundo da lesão é granuloso, de coloração amarronzada ou 
amarelada (quando ocorre deposição de fibrina). A lesão é indolor.
O gabarito se encontra no final da unidade.
ATIVIDADE 
DE FIXAÇÃO
Vigilância 
epidemiológica e 
principais medidas de 
controle da malária, 
doença de chagas, 
leishmaniose visceral e 
tegumentar
Malária
A Malária é doença infectocontagiosa provocada por protozoário que 
compõe a lista nacional de notificação compulsória. Portanto, todo 
caso suspeito ou confirmado da doença deverá obrigatoriamente 
ser notificado. Portaria n. 204, de 17 de fevereiro de 2016, o caso 
de malária que ocorrer na região Amazônica deverá ser notificado 
de forma semanal e o caso de malária que ocorrer na região Extra-
amazônica deverá ser notificado de forma imediata, ou seja, menos 
que 24 horas.
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Ainda não há vacina para a prevenção da malária. As principais 
medidas de controle e que evitam a disseminação da doença, de 
acordo com Souza (2014) são: o uso de equipamento de proteção 
individual (EPI) em procedimentos laboratoriais; uso de cortinados 
em janelas e telas em portas; usar roupas compridas, que cubram 
boa parte do corpo; fazer uso de repelentes à base de DEET (N-N-
dietilmetatoluamida) ou de icaridina no corpo. 
Vale ressaltar que o uso de repelentes deve seguir as instruções 
médicas (preferencialmente) em relação à faixa etária e frequência 
de aplicação. Em crianças menores de 2 anos de idade o uso de 
repelentes é contraindicado. Para as crianças que se encontram na 
faixa etária entre 2 e 12 anos, as concentrações de DEET deve ser 
de 10% e a frequência de aplicação deve ser de, no máximo, três 
vezes ao dia. 
No fluxograma a seguir, podemos ver como funciona o fluxo de 
atendimento ao suspeito de malária. 
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FLUXOGRAMA 5 – Fluxo de atendimento ao suspeito de malária
Suspeitos de malária
Preencher ficha de notificação
Colher lâmina para diagnóstico
Realização do exame laboratorial
Iniciar tratamento
imediato Sinais de perigo Investigar febre
Encaminhar com
urgência para
Unidade de
Referência
Acompanhar
tratamento
Colher a LVC
Alta com
recomendações
Complementar a ficha de notificação e
encaminhá-la com resultado
positivo ou negativo
Positivo
Notificar como
LVC
Positivo Negativo
Negativo
*LVC – Lâmina de verificação de cura.
Fonte: Brasil, 2006.
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Doença de Chagas
O controle dos dados referente aos novos casos da doença 
de Chagas é feito pelo Sistema de Informação de Agravos de 
Notificação (SINAN), por meio da notificação compulsória instituída 
pela Portaria n. 204, de 17 de fevereiro de 2016. Os profissionais de 
saúde devem fazer a notificação compulsória da Doença de Chagas 
Aguda imediatamente frente a um caso suspeito. 
Por tratar-se de doença que vem demonstrando novas perspectivas 
nas formas de transmissão e de  apresentação clínica, são de 
notificação compulsória e imediata todos os casos suspeitos ou 
confirmados de doença de Chagas aguda, isolados ou agrupados, 
ocorrido por qualquer forma provável de transmissão. Todo caso 
suspeito ou confirmado deverá ser notificado.
Como ainda não existe vacina contra a doença de Chagas, as 
melhores medidas de controle e prevenção da doença, de acordo 
com Souza (2014) estão relacionadas com o combate ao inseto 
transmissor, sendo elas: cuidado com a conservação das casas de 
pau-a-pique e sapê, que possuem estruturas ideais para alojamento 
do inseto conhecido como “barbeiro”; aplicação de inseticidas; 
utilização de telas em portas.  
Leishmanioses: Tegumentar e Visceral
As leishmanioses (tegumentar americana e visceral) são doenças 
que compõem a lista nacional notificação compulsória e devem ser 
feitas semanalmente. Segundo Souza (2014) as melhores medidas 
de prevenção e controle das leishmanioses, já que não existe 
vacina para tais, são: no ambiente silvestre – uso de repelentes e 
roupas de manga comprida, construção de casas distantes das 
florestas e uso de telas de proteção em janelas, portas e cama; no 
ambiente rural de colonização antiga: telas nas janelas das casas, 
uso de repelentes, fechar a casa em horário de atividades do inseto, 
controle do vetor por inseticida, tratar pessoas doentes e, identificar 
e sacrificar cães doentes.
Como ainda não 
existe vacina 
contra a doença 
de Chagas, as 
melhores medidas 
de controle e 
prevenção da 
doença, de acordo 
com Souza (2014) 
estão relacionadas 
com o combate ao 
inseto transmissor
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Sistematização 
da Assistência de 
Enfermagem frente 
aos agravos: malária, 
doença de chagas, 
leishmaniose visceral e 
tegumentar
A Sistematização da Assistência em Enfermagem referente às 
doenças infectocontagiosas provocadas por protozoários, como 
malária, doença de Chagas, leishmanioses (tegumentar e visceral) 
devem focar na história pregressa do paciente, principalmente 
aqueles que são viajantes. 
A sintomatologia também é importante para que o diagnóstico 
seja precoce e haja intervenção medicamentosa adequada. De 
acordo com Souza (2014), as principais ações de enfermagem 
estão relacionadas às questões educativas. O enfermeiro deverá 
pôr em prática a promoção em saúde por meio de palestras e 
campanhas, tanto para a população quanto para a equipe. Caso a 
pessoa já esteja com malária, os isolamentos e precauções com 
sangue e fluidos corpóreos deverão ser tomados (utilização

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