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ESTUDO DE CASO Direito dos Negócios Tutor: Prof.º Felipe Sá Visão geral JUNTOS NO AMOR E NOS NEGÓCIOS S2 Com dois anos de casados, Lumena Dias e José Thiago, tinham em comum o gosto pelo açaí. De tanto saírem juntos para tomar o suco da fruta, decidiram abrir um negócio. Assim nasceu o “Grande Irmão do Açaí”, localizado no Pirajussara, na região do Taboão da Serra/SP. “No início eu não queria muito, mas acabei mudando de ideia. Começamos apenas como delivery, mas, com o crescimento das vendas, hoje, atendemos na loja também. Não é fácil conciliar a vida a dois e o negócio. Trabalhamos de terça-feira a domingo e, muitas vezes abrimos mãos do lazer em prol da empresa. Sempre damos um jeito para que o trabalho não atrapalhe nossa relação, e tem dado muito certo”, ressalta Lumena. Quando o assunto é quem manda no negócio, José Thiago diz com bom humor que a última palavra é sempre a dele: “Sim senhora”. Brincadeira à parte, ele destaca que, assim como no casamento, no negócio tudo é decido em comum acordo. “Temos uma relação afetiva muito boa e buscamos sempre compreender um ao outro. Às vezes temos pontos de vistas diferentes, mas tentamos ser profissionais e deixamos as diferenças de lado. Tomamos todas as decisões juntos”, conta. Lumena Dias com 17 anos e José Thiago com 41 anos, são casados pelo regime da comunhão total de bens. E agora estão no processo de abertura de empresa, para promover a personalidade jurídica ao negócio. Ponto de vista da análise Comportamento Contábil Educação Ética X Financeiro Gerenciamento de crise Inovação Jurídico X Outro Saúde Resposta Análise do contexto No caso apresentado, Lumena poderá ser empresária? O regime de casamento possibilita a chance de serem sócios? Justifique sua resposta, baseando-se as normas atuais e vigentes do Código Civil. No caso apresentado, Lumena não poderá ser empresária, pois seu regime de casamento com José Thiago, é o regime da comunhão total de bens impossibilitando a chance de serem sócios. Baseando-se nas atuais normas vigentes do Código Civil, se os cônjuges são casados no regime de comunhão universal de bens, eles não podem contrair sociedade, tendo em vista que todos os bens fazem parte de um único patrimônio, todos os bens adquiridos antes ou depois do casamento, é de ambos os cônjuges, não havendo como individualizar a contribuição que cada sócio vai dar para a sociedade, pois as quotas e/ou ações, são patrimônio exclusivo do sócio. Art. 977. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que não tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou no da separação obrigatória. O Código Civil em seu artigo 977 estabelece que é possível a sociedade entre os cônjuges desde que não tenham casado sob o regime de comunhão universal de bens ou de separação obrigatória.