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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS CURSO FARMACIA BIOQUÍMICA CLÍNICA NOME DO ALUNO: LAVINIA CAROLINA BERNARDINELLI RA: 2006231 POLO: SÃO JOSE DO RIO PRETO/ERCÍLIA DATA: 18/112022 INTRODUÇÃO A bioquímica clínica é uma daquelas áreas da saúde que todo mundo conhece na prática, ainda que pouco ou nada saiba sobre o conceito. Como isso é possível? Não é difícil de entender. Afinal, todo mundo, em algum momento da vida, realiza algum tipo de exame laboratorial, não é mesmo? Seja em um check-up anual ou para analisar a origem de certos sintomas e oferecer um diagnóstico médico mais preciso. E veja só: investigar processos metabólicos do nosso organismo através da coleta de sangue, urina, fezes, entre outros materiais orgânicos, é competência de um bioquímico clínico. A bioquímica clínica, também conhecida como química clinica ou química fisiológica ou patológica, consiste em uma ciência que medeia a química e a patologia, responsável por investigar materiais orgânicos, como sangue e urina, em que seus resultados refletem alterações metabólicas responsáveis pelo desenvolvimento de doenças. Nessa etapa dos estudos da bioquímica Clinica a análise de amostras de urina, sangue, liquor, sêmen, líquidos pleurais, sinovial, ascítico, secreções em geral, levam o bioquímico a mensurar valores de analitos importantes para controle e manutenção da homeostasia orgânica (MOTTA, 2007). Múltiplos exames estão inseridos no campo da bioquímica clínica, tais como, avaliação de proteínas, aminoácidos, enzimas, lipídeos, minerais, eletrólitos, aspectos bioquímicos da hematologia, como o ferro sérico, hormônios, marcadores tumorais, líquidos orgânicos, substâncias do sistema hepatobiliar, dentre outros analitos, que podem ser analisados quantitativamente e/ou qualitativamente (CHAMPE, 2006). Motta, (2017, p.02) afirma que as investigações bioquímicas estão presentes em todos os ramos da medicina e fortemente inseridas nas relações médico-paciente. Isso se deve principalmente, as informações sobre exames e doenças que são extensamente atualizadas, incluindo novas tecnologias como anticorpos monoclonais, reação em cadeia da polimerase, citometria de fluxo, dentre outras técnicas modernas que melhoram a precisão e a capacidade diagnóstica. A bioquímica é o principal ponto de contato com as outras ciências biológicas, a base da bioquímica é esclarecer as transformações que ocorrem dentro da célula viva. O bioquímico precisa conhecer a estrutura química das substâncias que compõe a matéria prima, e sua distribuição dentro do corpo e da própria célula. Os laboratórios de bioquímica clínica devem contar com um ambiente bem organizado e que possua programas de alta qualidade, pois isso irá garantir resultados mais abrangentes e confiáveis. O progresso da eletrônica permitiu a fabricação de equipamentos sofisticados e sensíveis, que permitiram velocidade e confiabilidade na liberação dos resultados. Este avanço proporcionou diagnósticos mais precisos e rápidos para a medicina clínica. Aula 1 - Roteiro 1 - Coleta de material biológico Objetivo: Relembrar coleta de material biológico. Explicar diferença entre soro, plasma, sangue total. Explicar como é feita a coleta de urina e outros líquidos biológicos, como liquor. Explicar a função de anticoagulantes na punção venosa, mostrando os tubos com as respectivas tampas. Caso seja necessário, fazer a conservação de amostras, explicar como é feita Procedimento conforme roteiro: Passos para a coleta com sistema a vácuo e coleta múltipla (demonstrativa em braço de plástico ou fazer apenas os itens 3 e 4 no braço do colega, com supervisão do professor, pois não pode ficar garroteado muito tempo). Para as análises hematológicas as amostras devem ser de sangue completo (tratado com anticoagulante EDTA), armazenado por um período máximo de 6 horas a temperatura ambiente ou 24 horas na geladeira (4°C). Estas amostras nunca devem ser congeladas e o volume ideal de sangue é aquele indicado no frasco de coleta. Coleta de Sangue: As dosagens bioquímicas podem ser realizadas no soro (sem anticoagulante) ou no plasma (obtido com heparina). Tanto o soro quanto o plasma podem ser refrigerados por até 3 dias ou congelados por 30 dias até a sua análise, sem prejuízo no resultado. Em bioquímica sanguínea é preferível trabalhar com sangue heparinizado do que com sangue coagulado, pois facilita a manipulação e conservação, além de diminuir o risco de hemólise. No caso de utilização do soro, é necessário um período de 30 a 90 minutos para a formação do coágulo e a completa obtenção do soro. Alternativamente podem usar-se tubos com gel acelerador da formação do coágulo. A única diferença analítica entre soro e plasma é que o primeiro não contém fibrinogênio. Do ponto de vista de dosagem de proteínas totais, este valor é tão pequeno que pode ser desconsiderado. Prefere-se a coleta com sistema fechado (a vácuo) por produzir uma amostra de qualidade, em volume proporcional a capacidade do tubo e livre de artefatos em decorrência do manuseio de seringas na coleta. Todos os materiais devem ser descartáveis. Coleta de urina: Deve-se dar preferência a primeira urina da manhã coletada em frascos estéreis em um volume igual ou superior a 10 ml. Os métodos aplicados são os seguintes: Micção natural: ideal para cães machos e grandes animais. Apresenta um elevado grau de contaminação da amostra. Cateterismo vesical: com cateter vesical estéril e sob sedação para algumas espécies. Cistocentese: indicada para pequenos animais com sedação a critério do médico veterinário. É a amostra mais recomendada para urocultura. Tempo para o processamento: imediato. Armazenamento: sob refrigeração por no máximo 12 horas. Coleta de líquidos As amostras obtidas de líquidos formados nas cavidades abdominal e torácica devem ser acondicionadas em tubos sem anticoagulante (análises químicas) e com anticoagulante (EDTA) para as contagens celulares e determinação da avaliação citológica. A mesma recomendação é aplicada as amostras de líquido cefalorraquidiano e articular. Tempo para o processamento: imediato. Armazenamento: sob refrigeração por até 6 horas da coleta. Aula 1 - Roteiro 2 - Princípios de fotometria Objetivo: Determinar o espectro de absorção de uma solução de albumina com reagente de biureto. Caracterizar o comprimento de onda (λ) onde ocorre absorção máxima. Construir uma curva padrão, da solução padrão de albumina com o comprimento de onda escolhido e descobrir qual a concentração do tubo teste. Para iniciar esse procedimento se faz necessário a calibração do aparelho de acordo com o roteiro de Bioquímica Clinica. A fotometria é amplamente utilizada nas análises bioquímicas para a determinação de biomoléculas das quais permitem chegar a um resultado analítico científico ou a um diagnóstico. Procedimento: Após ligar o aparelho, foi selecionado o comprimento de onda adequado, foi ajustado para o zero de absorbância e 100% de transmitância com água destilada para zerar o aparelho, colocou-se um tubo branco e zerou o experimento, foi feita a verificação do tubo padrão, preparou-se um tubo chamado de branco (1,5 ml de água + 2,5 ml de reagente de biureto) e um tubo chamado de padrão (1,0 ml de padrão de albumina (8 mg/ml) + 0,5 ml de água + 2,5 ml de reagente de biureto), agitou-se e incubou-se os tubos por 15 min a 37ºC, zerou-se com branco e procedeu com a leitura do tubo padrão, foi lido a absorbância do tubo teste nos comprimentos de onda 400, 420, 450, 470, 500, 520, 550, 580, 600, 630, 650, 680 e 700 nm, usando o branco entre as medições, foi feitouma curva de absorbância em função do comprimento de onda, foi estabelecido qual é o máximo do produto da reação de biureto. Preparou-se um tubo chamado de teste (que não sabemos a concentração), contendo (1,0 ml de solução problema – preparada pelo professor + 0,5 ml de água + 2,5 ml de reagente de biureto) e outros 3 tubos padrão chamados de: A= (0,1 ml de padrão de albumina (8 mg/ml) + 1,4 ml de água + 2,5 ml de reagente de biureto). B= (0,3 ml de padrão de albumina (8 mg/ml) + 1,2 ml de água + 2,5 ml de reagente de biureto). C= (0,5 ml de padrão de albumina (8 mg/ml) + 1,0 ml de água + 2,5 ml de reagente de biureto). D= (1,0 ml de padrão de albumina (8 mg/ml) + 0,5 ml de água + 2,5 ml de reagente de biureto). Procedeu-se como anteriormente: agitou-se e incubou-se os tubos por 15 min a 37ºC. Ler a absorbância a 540nm, foi feito a curva de absorbância e tentou-se calcular a concentração de proteína da solução problema nesta amostra (comentar a necessidade de uso de triplicatas e mais pontos na curva). Comprimento de Onda Concentração 400 0,382 420 0,300 450 0,268 470 0,307 500 0,423 520 0,487 550 0,500 580 0,433 600 0,357 630 0,226 650 0,148 680 0,068 700 0,030 Aula 2 - Roteiro 1 - Perfil Renal – Ureia, creatinina e ácido úrico Objetivo: Revisar conceitos sobre função renal e como que a análise de ureia, creatinina e ácido úrico podem explicar a saúde renal. Comentar a prova de depuração de creatinina. Explicar a necessidade de ter os Gráficos de Levey-Jennings e regras de Westgard para os testes de laboratório clínico. Procedimento: Fazendo o uso do kit de determinação do analito, e com o auxílio do professor, interpretá-la: tanto no procedimento como no resultado, explicando as implicações patológicas do exame. A avaliação da função renal é de extrema importância na prática clínica, tanto para o diagnóstico quanto para e prognóstico e monitoração das doenças renais. A avaliação da função renal é de extrema importância na prática clínica. A principal utilidade clínica da ureia consiste na determinação da razão ureia: creatinina séricas. Essa relação pode ser útil particularmente quando se avaliam pacientes com quedas abruptas da taxa de filtração glomerular (TFG), podendo apresentar-se alterada em estados patológicos diferentes, bem como na discriminação da azotemia pré e pós-renal. Em condições normais, a relação ureia: creatinina é em torno de 30, mas este valor aumenta para > 40-50 quando, por exemplo, ocorre contração do volume extracelular (desidratação, insuficiência cardíaca congestiva, estados febris prolongados e uso inadequado da terapia diurética por via intravenosa), Creatinina pode ter seus valores alterados por não ser simplesmente um produto de massa muscular, mas influenciado pela função e composição muscular, atividade física, dieta e estado de saúde. Valores reduzidos são observados em distrofia muscular, paralisia, anemia e leucemia, enquanto que valores aumentados ocorrem na glomerulonefrite, insuficiência cardíaca congestiva, necrose tubular aguda, choque, doença renal policística, desidratação e hipertireoidismo. Quando analisamos se um Homem, 67 anos, sente muitas dores nos tornozelos e joelhos após comer frutos do mar, Estes locais ficam vermelhos e inchados, não sendo indicativo de litíase biliar, já que pedra na vesícula podem não ter sintomas, mas outros provocam dor intensa do lado direito superior do abdômen que se irradia para a parte de cima da caixa torácica ou para as costelas. A dor normalmente aparece meia hora após uma refeição, atinge um pico de intensidade e diminui depois. Pode vir ou não acompanhada de febre, náuseas e vômitos. Já em pacientes com insuficiência renal crônica pode ocorrer anemia, hipercalcemia e hipertensão em decorrentes da perda funcional renal. Aula 2 - Roteiro 2 - Perfil Renal – Uroanálise Objetivo: Relembrar a formação de urina e explicar a função dos exames físicos, químicos e microscópicos da urina (EAS-Elementos Anormais do Sedimento). Relembrar a função renal e as substâncias que são reabsorvidas e excretadas pelos rins. Explicar por que a proteinúria (“urina espumosa”) é um marcador da doença renal, especificando a microalbuminúria e macroalbuminúria. Explicar o fundamento da fita de teste de urina e sua interpretação. Discutir influências pré-analíticas, como uso de medicamentos ou outras situações (menstruação, desidratação etc.). Procedimento: Emergir a fita na urina, tirar o excesso, fazer a leitura colorimétrica usando o padrão de cores que acompanha a fita. Observar o tempo correto de leitura. Ha que se considerar que Urina com proteinúria, sangue, células cilíndricas e sangue com ureia e creatinina alta, albumina baixa, poderiam caracterizar uma síndrome nefrótica. Dentre as funções do rim está o equilíbrio hídrico e salino, excreção de compostos nitrogenados, regulação ácido-base, metabolismo ósseo, atividade eritropoiética, e controle da pressão arterial. Os néfrons são as unidades morfológicas do rim responsáveis pela filtração do sangue e remoção das excreções. Rim: passagem do sangue. O rim também tem relação com o sistema endócrino na produção do hormônio eritropoiética que induz a produção de hemácias na medula óssea. Paratormônio ativa a vitamina D, estimula cálcio e expele o xixi. Tireóide – Calcitonina (hipocalcemiante) + Ca2 no osso produz cálcio Paratireóide – PTH (paratormônio) hipercalcemiante, tira o cálcio do osso. Heme – bilirrubina – Urobilinogênio e urobilina. Perfil renal básico: Hemograma; Uremia; Creatinemia; Uricemia; Urina completa. O exame de uroanálise urina tipo I ou de rotina é dividido em 3 partes: Exame físico: fornece informações preliminares como coloração, volume, aspecto e densidade. Exame químico: Utilização de fitas reagentes para testar pH, proteína, glicose, corpos cetônicos, sangue, bilirrubina, urobilinogênio, nitrito e leucócitos. Exame microscópico: análise de elementos como hemácias, leucócitos, células epiteliais, cilindros e cristais. Nitrito alto: Bactéria; Leucócito alto: infecção; Cristais: vários cristais formam pedra. Uma boa maneira para avaliar a função renal é através da estim ativa da filtração glomerular (FG) pela medida da depuração de creatinina. Creatina Cinase; CKMM: Músculo; CKMB: Coração; CKBB: Cérebro. Patologias comuns: Insuficiência renal crônica e aguda: Insuficiência renal crônica (IRC) é a perda progressiva, irreversível e geralmente lenta da função dos rins (glomerular, tubular e endócrina). Insuficiência Renal Aguda (IRA) é a perda rápida de função renal. É uma doença grave tratada como emergência médica; Cálculos renais; Infecção de urina – Cistite; Infecção rim – Nefrite; Infecção de rim com pus – Pielonefrite. Se a infecção passar para o sangue ocorre septicemia. Aula 3 - Roteiro 1 - Perfil hepático Objetivo: Revisar conceitos sobre função hepática e relacionar com possíveis patologias. Explicar a metodologia cinética (que pode ser gama-glumatil transferase, ALT/TGP (Alanina transaminase), AST/TGO (Asparto transaminase), desidrogenase láctica ou fosfatase alcalina) e metodologia de ponto final (bilirrubinas). Explicar a necessidade de ampliar o perfil hepático. Procedimento: Fazendo o uso do kit de determinação do analito, e com o auxílio do professor, interpretá-la: tanto no procedimento como no resultado, explicando as implicações patológicas do exame. Este sistema inclui a biotransformação da droga por redução, hidrólise, hidroxilação, carboxilação e demetilação, fornecendo um produto solúvel excretável. O fígado possui glicogênio que é um armazenamento de glicose. O fígado possui energia para ele e para outros órgãos. Glicose-6-Fosfatase: enzima que produz glicose, somente o rim e o fígado possuem essa enzima. O fígado é o local que mais produz e mais degrada lipídeos.Produz ácidos graxos que dão energia. Hepatopatias: Amônia alta no sangue degrada o cérebro e causa demência; Esteatose hepática: gordura no fígado causada por alcoolismo, remédio em excesso; Icterícia; Colestase; Hipertensão; Cirrose; Insuficiência hepática, entre outras. Bilirrubina: vida média de 120 dias. O glóbulo vermelho envelhece, são retidos pelos macrófagos do baço fígado e medula óssea onde é destruído. O ferro retorna ao plasma e se liga a transferrina. A biliverdina é reduzida a bilirrubina. Adultos produzem de 250 a 350mg de bilirrubina diariamente. A bilirrubina indireta é apolar e insolúvel, transportada pelo fígado via corrente sanguínea ligada a albumina. A bilirrubina direta é polar, produzida no fígado e conjugada ao ácido glicurônico, é solúvel. Ao ser de gradada a globina vira uréia e o heme perde o ferro e vira biliverdina e depois bilirrubina. A bilirrubina é toxica então para que perca a toxicidade a albumina se liga a bilirrubina gerando bilirrubina indireta. Distribuição do ferro: o ferro passa para o sangue se liga na apoferritina e gera ferritina que joga o ferro para fora do intestino. Transferi na baixa sugere anemia por falta de ferro. Ferritina: proteína que armazena ferro no hepatócito, transportadora de ferro, também produzida no fígado. Perfil Hepático (sangue) - Bilirrubina - Enzimas: TGO (AST), TGP (ALT), gama GT, fosfatase alcalina, LD - Albumina - Protrombina O fígado produz fatores de coagulação, cascata de coagulação, a falta de vitamina K pode acarretar problemas de coagulação. Perfil Lipídico Básico: - Colesterol total e frações- Triglicerídeos - HDL - LDL – VLDL. As pessoas com insuficiência hepática geralmente apresentam ascite, encefalopatia hepática e saúde deteriorada. A cor amarela da pele e da parte branca dos olhos é provocada pela icterícia. A ascite pode fazer com que o abdômen fique inchado. A encefalopatia hepática pode provocar confusão ou sonolência. A maioria das pessoas também apresenta sintomas gerais, como fadiga, fraqueza, náuseas e perda de apetite. Os médicos geralmente podem diagnosticar a insuficiência hepática com base nos sintomas e nos resultados de um exame físico. Os exames de sangue são realizados para avaliar a função hepática que, em geral, está bastante comprometida. Para verificar as causas possíveis, os médicos perguntam sobre todas as substâncias que podem ter sido ingeridas, incluindo medicamentos com e sem receita, produtos herbais e suplementos nutricionais. Os exames de sangue também são realizados para identificar as causas prováveis. As pessoas também devem limitar o consumo de sódio (em sal e diversos alimentos) para menos de 2.000 mg ao dia para evitar o acúmulo de líquido dentro do abdômen. O consumo de álcool é totalmente proibido, visto que pode agravar as lesões hepáticas. Aula 3 - Roteiro 2 - Perfil pancreático Objetivo: Revisar conceitos sobre função pancreática (endócrina e exócrina) e metabolismo glicídico. Comentar a prova de glicemia, TTOG, frutosamina, hemoglobina glicada e relacionar com os vários tipos de diabetes e resistência à insulina. Explicar as relações entre perfil pancreático, renal e hepático. Procedimento: Fazendo o uso do kit de determinação do analito, e com o auxílio do professor, interpretá-la: tanto no procedimento como no resultado, explicando as implicações patológicas do exame. O pâncreas é um órgão com aproximadamente 15 cm de comprimento, 04 de altura e 02 de espessura (formato alongado), dividido em cabeça, corpo e cauda, localizado na cavidade abdominal abaixo do estômago, interligado por um canal (ducto de Wirsung) à primeira porção do intestino delgado, ou seja, o duodeno. Trata-se de uma glândula anfícrina (mista), associada ao sistema digestório humano, com uma porção endócrina produzindo hormônio, e outra porção com função exócrina responsável pela síntese do suco pancreático, contendo enzimas que atuam na digestão de carboidratos (amilase pancreática), lipídeos (lípase pancreática) e proteínas (proteases: tripsina, quimiotripsina e carboxipeptidase). A parte endócrina é formada pelas ilhotas de Langerhans, formadas por dois tipos de células: as betas, produzindo a insulina, e as células alfa, produzindo glucagon. Ambos com efeitos antagônicos (contrário) no controle de glicose no sangue, respectivamente diminuindo e aumentando o nível desse monossacarídeo na corrente sanguínea. Essa ação combinada mantém a normalidade da taxa de glicemia, proporcionando um adequado funcionamento do organismo. Uma Mulher com hálito cetônico foi elevada ao hospital desacordada. Apresentava 469mg/dl de glicemia. Não se encontrará encontrar glicose na urina dela, e sim a cetonúria. O exame de gasometria definirá a produção excessiva destes compostos é denominada cetose, podendo causar acidez sanguínea, eliminada pela urina e expelida pela boca. Já o exame de fezes está relacionado com o pâncreas porque a dosagem de tripsina (enzima que digere proteínas) nas fezes é uma boa avaliação da secreção pancreática. A dosagem de tripsinogênio no sangue também detecta insuficiência pancreática. A elastase é outra enzima pancreática que digere proteínas, é resistente à degradação no intestino e pode ser medida nas fezes. Aula 4 - Roteiro 1 - Perfil lipídico Objetivo: Revisar conceitos sobre perfil lipídico (principalmente colesterol total e suas frações, triglicérides, apolipoproteínas e homocisteína total). Proceder a determinação de HDL-col e TG no soro de paciente e relacionar com LDL (explicar a equação de Friedwald e agora Fórmula de Martin. Equação de Friedwald: Colesterol LDL = colesterol total - (colesterol HDL + colesterol VLDL) Colesterol VLDL = triacilglicerol/5 Relacionar com doenças cardiocirculatórias, dando ênfase às dislipidemias, entre elas a arterosclerose. Procedimento: Fazendo o uso do kit de determinação do analito, e com o auxílio do professor, interpretá-la: tanto no procedimento como no resultado, explicando as implicações patológicas do exame. Perfil Lipídico também chamado de lipidograma é um exame laboratorial solicitado pelo médico com o objetivo de verificar o perfil lipídico da pessoa, ou seja a quantidade de Colesterol Total, Colesterol HDL, Colesterol LDL e Triglicerídeos. O colesterol é um tipo de gordura que é fundamental para o bom funcionamento do organismo. No entanto, ter os níveis de colesterol alto no sangue nem sempre é bom e pode até causar um aumento do risco de problemas cardiovasculares, como infarto ou AVC. Estatinas são drogas inibidoras competitivas da enzima HMG-CoA (hidroximetilglutaril coenzima A) redutase, o que leva à redução da síntese de colesterol hepático e consequente aumento da expressão dos receptores de LDL. O resultado final é a redução dos níveis séricos de LDL-colesterol. Nesse caso somente o cardiologista pode definir a necessidade de utilização desse medicamento. Aula 4 - Roteiro 2 - Sais minerais Objetivo: Revisar conceitos sobre a constituição dos ossos, dando ênfase à importância dos sais minerais, principalmente cálcio, fósforo e magnésio. Relacionar com enfermidades ósseas e hormônios tireoidianos. Procedimento: Fazendo o uso do kit de determinação do analito, e com o auxílio do professor, interpretá-la: tanto no procedimento como no resultado, explicando as implicações patológicas do exame. Os estudos da bioquímica para se detectar doenças causadas por carência ou excesso de vitaminas e minerais pode levar a melhores diagnóstico, terapêutica e qualidade de vida. A osteoporose (OP) é uma doença esquelética caracterizada pelo comprometimento da resistência óssea, predispondo o indivíduo ao risco de fraturas. resistência óssea é a resultante da integração entre a qualidade do osso e a densidade mineral óssea (DMO). A qualidade óssea depende da arquitetura, do remodelamento ósseo, doacúmulo de lesão (microfraturas) e da mineralização. A DMO é expressa em gramas de mineral por área (g/cm2) ou volume (g/cm3) em um dado indivíduo, e é determinada pelo pico de massa óssea e pela quantidade de perda óssea, estando relacionada a perda hormonal. Nutrientes presentes nos alimentos que são importantes para o funcionamento do nosso organismo, se não bem adquiridos pelo processo de digestão, que garante a quebra dos alimentos em partículas menores que podem ser absorvidas pelo corpo deve ser suplementado por vitaminas e sais minerais. REFERÊNCIAS CASTRO, L. G. O sistema endocrinológico vitamina D. 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