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gente criando o futuro PRÁTICAS EM LOGÍSTICA Organizadoras Daniele Melo de Oliveira Ellen Thaynná Mara Delgado Brandão PRÁTICAS EM LOGÍSTICA Organizadoras Daniele Melo de Oliveira Ellen Thaynná Mara Delgado Brandão Práticas em Logística GRUPO SER EDUCACIONAL C M Y CM MY CY CMY K Práticas em Logística e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 1e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 1 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 © by Editora Telesapiens Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Editora Telesapiens. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Bibliotecária: Maria Isabel Schiavon Kinasz, CRB9 / 626 B817p Brandão, Ellen Thaynna Mara Delgado Práticas em logística [recurso eletrônico] / Ellen Thaynna Mara Delgado Brandão, Daniele Melo de Oliveira; coordenação de David Lira Stephen Barros; organização de Cristiane Silveira Cesar de Oliveira - Recife: Telesapiens, 2021. 192p.: il.; 23cm ISBN 978-65-5873-179-1 1. Logística empresarial. I. Oliveira, Daniele Melo de. II. Barros, David Lira Stephen (coord.). III. Oliveira, Cristiane Silveira Cesar de (org.). IV. Título. CDD 658.78 (22.ed) CDU 658.7 e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 2e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 2 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Práticas em Logística Fundador e Presidente do Conselho de Administração: Janguê Diniz Diretor-Presidente: Jânyo Diniz Diretor de Inovação e Serviços: Joaldo Diniz Diretoria Executiva de Ensino: Adriano Azevedo Diretoria de Ensino a Distância: Enzo Moreira Créditos Institucionais Todos os direitos reservados 2020 by Telesapiens e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 3e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 3 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Olá. Somos Ellen Thaynná Mara Delgado Brandão e Daniele Melo de Oliveira. Eu, Ellen, possuo graduação em Direito pela Unifacisa – Universidade de Ciências Sociais Aplicadas. Atualmente sou professora conteudista e elaboradora de cadernos de questões. Como jurista atuo nas áreas de Direito Penal, Direito do Trabalho e Direito do Consumidor. Eu, Daniele, sou formada em Administração de Empresas, possuo especializações nas áreas de Gestão de Negócios Empresariais, Gestão Educacional, Logística Empresarial e da Qualidade. Sou Mestre em Ciência, tecnologia e Sociedade, pelo Instituto Federal do Paraná. Atualmente atuo como docente na Federação das Indústrias do Estado do Paraná. Somos apaixonadas pelo que fazemos e adoramos transmitir nossa experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. Desse modo, fomos convidadas pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estamos muito felizes em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte conosco! AS AUTORAS DANIELE MELO DE OLIVEIRA ELLEN THAYNNÁ MARA DELGADO BRANDÃO e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 4e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 4 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 ICONOGRÁFICOS Esses ícones que irão aparecer em sua trilha de aprendizagem significam: OBJETIVO Breve descrição do objetivo de aprendizagem; + OBSERVAÇÃO Uma nota explicativa sobre o que acaba de ser dito; CITAÇÃO Parte retirada de um texto; RESUMINDO Uma síntese das últimas abordagens; TESTANDO Sugestão de práticas ou exercícios para fixação do conteúdo; DEFINIÇÃO Definição de um conceito; IMPORTANTE O conteúdo em destaque precisa ser priorizado; ACESSE Links úteis para fixação do conteúdo; DICA Um atalho para resolver algo que foi introduzido no conteúdo; SAIBA MAIS Informações adicionais sobre o conteúdo e temas afins; +++ EXPLICANDO DIFERENTE Um jeito diferente e mais simples de explicar o que acaba de ser explicado; SOLUÇÃO Resolução passo a passo de um problema ou exercício; EXEMPLO Explicação do conteúdo ou conceito partindo de um caso prático; CURIOSIDADE Indicação de curiosidades e fatos para reflexão sobre o tema em estudo; PALAVRA DO AUTOR Uma opinião pessoal e particular do autor da obra; REFLITA O texto destacado deve ser alvo de reflexão. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 5e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 5 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 SUMÁRIO UNIDADE 01 Inovação 14 A inovação e a logística 14 Importância da inovação para clientes 17 Impacto das inovações 19 A natureza da competitividade 24 O impacto das mudanças na competitividade 24 As mudanças tecnológicas 26 A vantagem competitiva em decorrência do tempo 28 Competindo em um mundo globalizado 30 Fases da competição nos negócios e Planejamento estratégico 34 Fases da competição nos negócios 34 Planejamento estratégico 37 Conceituando planejamento e estratégia 37 Planejamento estratégico 42 O planejamento estratégico 45 Planejamento estratégico: etapas 46 Planejamento estratégico: modelo geral do processo 49 Implementação estratégica 50 e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 6e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 6 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 UNIDADE 02 Logística 58 Conceito e surgimento da logística 58 Surgimento da Logística 60 Logística empresarial 63 As Informações na Logístico 68 Sistema de informação logístico 69 A necessidade da tecnologia da informação para a logística 72 Economia global e agora digital é uma realidade 73 As organizações se encaminham e se preparam para uma transformação cada vez mais digital 74 Os mercados emergentes começam a se sobressair devido ao rápido crescimento econômico 74 Os negócios evoluem numa velocidade espantosa e constante 75 A economia digital demanda muito mais flexibilidade e agilidade 75 Impacto da tecnologia da informação nas organizações 76 Processo Logístico 78 Como ocorre o processo logístico 78 Administração de materiais 80 Gestão de compras 88 Tendências tecnológicas na logística 90 e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 7e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 7 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Objetivo das tendências tecnológicas 91 As novas tecnologias para logística 93 Eletronic Data Interchange (EDI) 94 Warehouse Management System (WMS) 94 Vendor Managed Inventory (VMI) 95 Radio Frequency Identification (RFID) 95 Simulação de informações em logística 96 Global Positioning System (GPS) 96 Enterprise Resource Planning (ERP) 96 UNIDADE 03 A análise de cenários na Logística: o planejamento da demanda 102 Planejamento da demanda 103 Variações de demanda 105 Previsão da demanda 107 Modelos de previsões de demanda 108 Modelos de demanda temporais de previsões em cenários futuros 110 A análise de cenários no serviço ao cliente, na distribuição de produtos e no estoque e armazenamento 112 Serviço ao Cliente 113 Os elementos do serviço ao cliente 114 Desempenho e a logística 115 e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 8e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 8 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Distribuição de produtos 117 Estoque e armazenagem 119 Estoque na fábrica 119 Estoque de canais intermediários 122 A análise de cenário na logística no processo de planejamento das necessidades de materiais, na produção e nas compras 124 Planejamento das necessidades de materiais 124 Logística de produção 127 Compras 128 Movimento de materiais 129 Comprar x fabricar 130 Produção 131 Gestão de compras131 Planejamento operacional e as ferramentas úteis para esse planejamento 134 Planejamento operacional 134 Ferramentas úteis para o planejamento operacional 140 Ciclo PDCA 140 5W2H 141 FMEA – Failure Mode Effects Analysis 142 UNIDADE 04 Cadeia de suprimentos 148 Cadeia de suprimentos e o canal de distribuição 150 e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 9e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 9 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Gestão de cadeia de suprimentos 151 Cadeias de Suprimentos e sua avaliação de desempenho 156 Avaliação de desempenho 156 Recursos 159 Saídas 160 Flexibilidade 162 Mensuração de desempenho na cadeia de suprimentos 164 Evolução dos sistemas de medição de desempenho 167 Importância da medição de desempenho 170 A avaliação de desempenho da cadeia de suprimentos: seus indicadores e seus sistemas de desempenho 172 Indicadores chaves de desempenho 176 Goal Question Metric (GQM) 176 Processo integrado da Cadeia de Suprimentos 177 Diagrama de causa e efeito 179 Modelo Supply Chain Operations Reference Model (SCOR) 180 e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 10e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 10 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Práticas em Logística 11 UNIDADE 01 e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 11e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 11 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Práticas em Logística12 A inovação é o marco das empresas, com ela o mercado está em constante evolução e competitividade, resta saber qual a melhor alternativa das empresas para conseguir lidar com essas inovações e continuar no mercado, é isso que estudaremos no capítulo 1 e 2, pois estudaremos sobre a competitividade e seu aumento com as novas tecnologias. A competitividade possui fases e em uma dessas fases entra o planejamento estratégico, em meio a isso é importante estudarmos o que vem a ser planejamento, estratégia e o planejamento estratégico, e em seguida tratarmos do planejamento estratégico que é aonde a empresa pensa no futuro e no seu desempenho. Empolgados? Vamos lá! INTRODUÇÃO e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 12e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 12 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Práticas em Logística 13 Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 1. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa de estudos: OBJETIVOS 1 Compreender a importância da inovação; 2 Identificar a natureza da competitividade; 3 Desenvolver as fases da competição e o conceito de planejamento estratégico; 4 Compreender as etapas do planejamento estratégico. Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 13e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 13 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Práticas em Logística14 Inovação Neste capítulo estudaremos sobre a inovação, abordando inicialmente o conceito de logística, para posteriormente conceituar o que vem a ser inovação, trazendo os seus impactos econômicos e organizacionais. Vocês estão preparados? Vamos lá! OBJETIVO Em meio ao mundo em que estamos vivendo onde a cada dia surgem coisas novas, a tecnologia avança, há um grande aumento nos desafios para o mercado, isto porque a concorrência vem aumentando trazendo produtos mais complexo e além disso, os consumidores vêm se tornando mais exigentes. Desta forma, aumenta a necessidade de inovações tanto dos produtos quanto dos serviços e processos. Considerando as inovações e a alta competitividade e dinamismo do mercado, deve ser adotada estratégias devendo assumir riscos, reconhecer oportunidades, criar novos empregos e inovar. A inovação e a logística Antes de começarmos a falar sobre inovação, é importante conceituarmos o que vem a ser logística. Ballou (2009) diz que logística consiste em uma área de estudo que pertence à gestão integrada relativamente nova, em que a definição corresponde aos aspectos de coordenação de atividades inter-relacionadas, agregação de valor e satisfação do cliente. Completando o conceito, Moura (2006) diz: e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 14e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 14 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Práticas em Logística 15 De uma forma sintética, podemos dizer que logística é o processo de gestão dos fluxos de produtos, de serviços e da informação associada, entre fornecedores e clientes (finais ou intermediários) ou vice-versa, levando aos clientes, onde quer que estejam, os produtos e serviços de que necessitam, nas melhores condições. (MOURA, p.15, 2006) Desta forma, a logística consiste em corrente que é responsável pela implementação, planejamento e controle da estocagem e do fluxo dos bens, serviços e informações, abrangendo o processo desde a origem até o consumo e, tendo como principal objetivo atender o que o consumidor deseja. Após conceituar devidamente a logística vamos tratar da inovação, assim, o que vem a ser inovação? Paganella, Fernandes, Fernandes, Zanandrea e Motta (2017) diz que o conceito de inovação (Figura 1) surgiu em 1911 com a Teoria do Desenvolvimento Econômico que foi desenvolvida por Joseph Schumpeter. Essa teoria considera inovação como um processo de “destruição criativa”, que proporciona a interrupção do sistema econômico corrente por meio do acréscimo de um novo produto ou processo. Desta forma, a inovação corresponde a um retorno econômico ou financeiro. Figura 1 – Inovação Fonte: Pixabay e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 15e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 15 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Práticas em Logística16 A inovação é proveniente do desenvolvimento, das descobertas, da investigação, podendo também vir da imitação. Drucker (1986) retrata que a inovação é o instrumento próprio dos empreendedores, é através dela que eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente. Assim, podemos considerar a inovação como a criação de possibilidades que são embasadas nos diferentes conjuntos de conhecimentos. Schumpeter (1982) diz que a inovação pode ser classificada em dois tipos, sendo eles: �Radical – corresponde aquela que produz impacto econômico ou mercadológico significativo, modificando ou criando uma nova estrutura de mercado, como também tornando produtos existentes em ultrapassados; � Incremental – corresponde ao aprimoramento dos produtos. O fator determinante da rentabilidade da empresa e de seu desenvolvimento econômico é a inovação, pois ela contribui para resolução de problemas como produtividade, crescimento e emprego. Schumpeter (1982) também traz que a inovação se manifesta através de: �Novos produtos ou melhoria de produtos existentes; �Novos métodos de produção; �Abertura de novos mercados; �Acesso a novas fontes de matérias-primas; �Novas formas de organização industrial. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 16e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 16 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Práticas em Logística 17 Assista ao vídeo “A importância da inovação nas estratégias de crescimento” Disponível em http://bit.ly/2QtPrGK (Acesso em 01 de março de 2020). ACESSE É traçada uma linha em que há uma relação direta entre a inovação, o desempenho e a adoção de uma estratégia de orientação para o mercado. A inovação é a parte essencial para que se possa criar uma estratégia de orientação para o mercado e um melhor desempenho. Importância da inovação para clientes Drucker (1994) diz que são os clientes (Figura 3)quem determinam o que o negócio de uma firma deve ser, desta forma, a firma possui duas funções básicas: marketing e inovação. Figura 3 – Inovação para clientes Fonte: Pixabay e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 17e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 17 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Práticas em Logística18 Para que possamos entender o que vem a ser orientação para o mercado devemos entender algum conceito do que vem a ser marketing. Almeida (2011) diz que o conceito de marketing se encontra baseado em três principais pilares: � Foco no cliente; �Coordenação de marketing; �Lucratividade. Desta forma, o autor em comento argumenta que o conceito de orientação para o mercado encontra-se associado aos dois primeiros pilares citados acima, sendo por fim, os três pilares da orientação para o mercado: � Inteligência de mercado – visa identificar o que o cliente necessita, assim como os fatores que dizem respeito ao ambiente como regulamentações governamentais, tecnologia, competidores, entre outros; �Disseminação da informação – envolve a participação de todas as áreas da empresa, garantindo que a inteligência de mercado deve ser disseminada dentro da organização; �Capacidade de resposta ao mercado – a organização ao gerar inteligência e disseminá-la afim de haver uma ação de resposta do mercado. Seguindo o raciocínio da orientação para mercado Almeida (2011) diz que essa orientação leva a haver inovações ao invés de limitar as ações, assim, quando ao ser orientada as disposições para inovação aumenta fazendo com que haja uma grande comercialização de inovações. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 18e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 18 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Práticas em Logística 19 Ao se ter orientação de forma estratégica para o mercado o processo de geração de valor para clientes se torna constante. Assim, para se ter uma firma orientada para o mercado ela precisa ter características fundamentais elencadas por Day (2001), sendo elas: �Base de compartilhamento de conhecimento; �Cultura orientada para fora; �Aptidões: sentir o mercado, se relacionar com ele e visão estratégica; �Estrutura: foca em valor superior para clientes, coerência de estrutura e sistemas e adaptabilidade; �Capacidade superior para compreender, atrair e reter clientes valiosos. Essas características devem ter o envolvimento dos canais, colaboradores, concorrentes e clientes. Impacto das inovações Almeida (2011) diz que atualmente as inovações tem o papel de suporte ao atendimento das demandas dos clientes. Desta forma, as inovações funcionam como uma forma de melhoramento de desempenho e ajuda na adoção de uma estratégia de orientação para o mercado, buscando reduzir os custos operacionais. A inovação é responsável por ocasionar impactos econômicos e organizacionais. Quando falamos nos impactos econômicos e organizacionais da inovação para as empresas podemos sintetizar da seguinte forma: e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 19e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 19 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Práticas em Logística20 Figura 3 – Impactos econômicos e organizacionais da inovação Fonte: elabora pela autora Assim, de acordo com Almeida (2011) as implicações econômicas são aquelas provocadas pela capacidade de sucesso ou falta de sucesso econômico devido a adoção de inovações. Diz respeito ao aumento da competitividade de uma empresa ao adotar alguma inovação, sendo ela incremental ou radical. No que diz respeito as implicações organizacionais, Almeida (2011) diz que trata-se de transformações que sua adoção provoca na organização. Essas transformações podem ser provenientes da aquisição de novas competências ou ativos, que consequentemente podem provir de novos conhecimentos, tecnologias ou do conhecimento de novos mercados. São as estratégias empresariais que desenvolvem a competitividade e a criação de valor, sendo os fatores que exigem um esforço permanente de inovação. Assim, a inovação de acordo com Pinto, Henriques e Martinho (2014) constitui a base de crescimento sustentável, uma vez que: e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 20e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 20 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Práticas em Logística 21 �Agrega valor aos produtos, diferenciando-os da concorrência; � Permite conquistar novos conhecimentos e mercados; �Aumenta a rendibilidade e realiza novas parceiras. De forma geral, é a inovação a parte responsável por alavancar o desempenho econômico-financeiro, que é expresso em quota de mercado, crescimento e rendibilidade. Inova Mais (2007) diz que a importância da inovação decorre da: �Globalização das economias; �Escassez de recursos; �Desregulamentação; �Aumento da intensidade competitiva; �Aceleração da inovação tecnológica; �Acréscimo da sofisticação dos clientes; �Redução do ciclo da vida dos produtos; �Excesso da capacidade instalada; � Individualização da oferta. É importante frisar que a inovação integra o motor de crescimento, pois com as inovações as empresas desenvolvem novas atividades e cria novos valores. Ela também representa uma chave na competitividade. IMPORTANTE e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 21e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 21 19/10/2021 10:48:3119/10/2021 10:48:31 Práticas em Logística22 O principal foco das inovações vem sendo de reduzir os custos, buscando aumentar o desempenho. Entre as inovações que tem a necessidade de reduzir os custos com o objetivo de melhorar a resposta do cliente aplicadas na indústria, de acordo com Almeida (2011) são: � Separação de pedidos através de sistemas de voz aumentando a produtividade, bem como, melhorando a precisão da mesma; �Adoção de etiquetas inteligentes aumentando assim a confiabilidade eficiência dos processos; �Automatização de armazéns reduzindo os tempos de processos de separação e pedidos e de movimentações horizontais dentro do processo. De acordo com o estudado, fica nítido o quanto as inovações ajudam na redução de custos e melhoria dos serviços aos clientes, trazendo consequentemente um impacto positivo no desempenho logístico e no desempenho da firma, direcionando as firmas a um processo de orientação para o mercado (Figura 4). Figura 4 – Modelo sobre o impacto das inovações para o desempenho da firma e para a orientação para o mercado Fonte: elaborada pela autora e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 22e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 22 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística 23 Explicando a figura acima, o que vem a ser os “IL”: � IL 1 – Inovações em logística possuem uma relação positiva com a redução de custos na empresa; � IL 2 – Inovações em Logística possuem uma relação positiva com a melhoria dos serviços aos clientes; � IL 3 – Reduções de custos e melhorias dos serviços aos clientes possuem uma relação positiva com o desempenho logístico; � IL 4 – Reduções de custos possuem uma relação positiva com orientação para o mercado; � IL 5 – Melhoria dos serviços aos clientes possui uma relação positiva com orientação para o mercado; � IL 6 – Desempenho logístico possui uma relação positiva com o desempenho da firma; � IL 7 – Desempenho da firma possui uma relação positiva com a orientação para o mercado. Desta forma, podemos observar que os impactos das inovações vêm sendo de forma positiva, tornando o mercado mais competidor, aumentando as demandas e diminuindo os preços dos produtos e os custos de serviço. Ao conceituarmos logística ficamos cientes que é o processo de gestão dos fluxos de produtos, de serviços e da informaçãoassociada, entre fornecedores e clientes. Posteriormente começamos a estudar o assunto do capítulo: Inovação, mostrando que seu impacto ocasiona baixo custo, melhoria de mercado e novos conhecimentos. A inovação é uma das partes mais importantes de uma empresa para que possa se destacar no mercado. Espero que tenha gostado do capítulo. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 23e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 23 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística24 A natureza da competitividade Neste capítulo trataremos de uma assunto presente no dia-a-dia de todo mundo, a competitividade, todavia, após conceituar o que vem a ser esse termo trataremos dele no aspecto econômico, trazendo seus impactos, as mudanças tecnológicas, as vantagens do tempo e por fim, trataremos da competitividade de forma global. Vamos lá? OBJETIVO Qual o significado de competir nos dias de hoje? De acordo com o Dicionário de Português Online, competir significa “concorrer ou disputar (algo) com outra pessoa; participar numa competição; batalhar por algo ou alguém contra um rival; contender, litigar ou rivalizar; fazer parte de uma disputa ou de uma partida desportiva; ser parte das atribuições ou responsabilidades de; ser da alçada ou jurisdição de; cumprir, impender ou caber a; ter a intenção de substituir em valor ou em aptidão”. Para o estudo desse capítulo é importante a definição de competir e saber que a competitividade faz parte da vida dos empresários, pois, como estudado anteriormente, as organizações vêm implementando inovações fazendo com que haja um aumento na competitividade delas. O impacto das mudanças na competitividade Devido as inúmeras mudanças que vem acontecendo no mundo, com as tecnologias e as inovações, se torna cada vez mais difícil de entende-las e tomar decisões, pois as mudanças só aumentam ocorrendo em uma escala sem precedentes. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 24e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 24 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística 25 Quem nos anos 60 poderia prever um telefone sem fio com conexão à internet, em que você pode ter notícia aonde estiver e se comunicar com as pessoas de forma online por mensagem? Dificilmente as pessoas do século passado conseguiria imaginar a dimensão que as inovações trouxeram e vem trazendo a cada dia que passa. De acordo com Chiavenato e Sapiro (2003) a interdependência com outras organizações e o envolvimento com o cliente estão criando novas demandas. Assim, as organizações estão se concentrando no centro do debate do comportamento ético que se refere às decisões e interações em um nível individual, e da responsabilidade social que é mais ampla que a ética, porque afeta mais pessoas e reflete uma maior influência sobre os tomadores de decisão. �O que vem a ser ética? Na definição de Chiavenato e Sapiro (2003) ética é o conjunto de princípios morais ou valores que definem aquilo que é certo ou errado para uma pessoa, grupo ou organização. Já o comportamento ético acontece quando os membros aceitam e seguem esses princípios e valores. Cada organização deve trabalhar de forma ética, de maneira a incentivar seus membros a possuírem um comportamento ético, servindo de exemplo para as demais organizações. Antigamente, as organizações só se preocupavam com os seus próprios negócios, todavia, devido as mudanças de mercado, as organizações vêm dando mais atenção a área da responsabilidade social. �O que vem a ser responsabilidade social? Chiavenato e Sapiro (2003) a define como o grau de obrigações que uma organização assume por meio de ações que protejam e melhorem o bem-estar da sociedade enquanto procura atingir seus próprios interesses. Em suma, é a obrigação da organização de tomar ações que protegem e melhoram o bem-estar da sociedade como um todo e os interesses organizacionais especificamente. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 25e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 25 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística26 Quando se fala em vantagem competitiva, Brito e Brito (2012) diz que uma empresa é considerada em vantagem competitiva ao criar mais valor que os concorrentes, em um intervalo de tempo considerado, levando em consideração que: �O valor criado é a diferença entre a disposição a pagar e o custo de oportunidade; �Os concorrentes são aqueles que competem diretamente com a empresa; �O intervalo de tempo esteja adequado ao clico de desenvolvimento de recursos. As mudanças tecnológicas Chiavenato e Sapiro (p.8, 2003) faz um comentário interessante: “tentar explicar o que tem provocado a aceleração do avanço tecnológico é como tentar responder à questão do que veio antes: o ovo ou a galinha. ” Isto porque é muito difícil explicar a forma como que a tecnologia vem cada dia mais se reinventando e criando equipamentos novos. Os avanços tecnológicos (Figura 5) representam uma forte atratividade para os empreendedores, isto porque, os retornos gerados graças a tecnologia são grandes devido ao fato da atual sociedade, que é considerada sofisticada e dependente da tecnologia, pagam o valor cobrado por isso. Figura 5 – Avanços tecnológicos Fonte: Pixabay e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 26e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 26 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística 27 Chiavenato e Sapiro (2003) afirma que a aceleração do avanço tecnológico se intensificou graças à invenção do microprocessador, que trouxe consigo a era pós-industrial, revolucionando a capacidade do homem lidar com dados e informações. Há uma aceleração no comércio das novas invenções, isto em razão de, no contexto de Chiavenato e Sapiro (2003) os inventos da indústria eletrônica ou farmacêutica podem levar em torno de cinco meses da sua invenção até chegar ao mercado. É graças a tecnologia que nossa vida ficou mais prática, contudo, também ficou mais sofisticada e mais cara. A grande chave dessa unidade se encontra na pergunta: quais são os impactos das evoluções tecnológicas para o mercado? Com a competição do mercado há uma redução no prazo de comercialização de produtos devido as mudanças tecnológicas fundamentada na tecnologia da informação que proporciona a integração entre produção, projetos e processo industrial, que vêm deflagrando o ciclo de vida dos produtos, fazendo dessa forma desaparecer setores. Desta forma, para responder à pergunta acima Chiavenato e Sapiro (2003) retrata uma linha de produtos que foram sendo substituídos: �A calculadora de bolso destruiu o mercado da régua de cálculo; �O relógio digital provocou problemas para os relojoeiros suíços; � Fabricantes tradicionais de pneus perderam participação em relação aos fabricantes modernos de pneus radiais; � Fabricantes de lâmpadas incandescentes perderam participação devido a fabricação de lâmpadas frias e econômicas; e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 27e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 27 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística28 � Fabricantes de vídeos perderam participação em relação aos fabricantes de DVDs; � Fabricantes de celulares convencionais perderam participação para os smartphones. Um dos maiores exemplos de competitividade tecnológica é entre as empresas Samsung e Apple, cada uma procura lançar o smartphone melhor, lançando por ano mais de um aparelho com mais vantagens tecnológicas, gerando assim uma competitividade entre elas e consequentemente fazendo com que as pessoas queiram trocar de celular constantemente. Assim, Chiavenato e Sapiro (p. 10, 2003) conclui que: Quanto menor o ciclo de vida dos produtos e serviços – devida à rápida difusão da nova tecnologiasuportada pelas novas redes de telecomunicação – maior será o prêmio competitivo às organizações ágeis e rápidas. Quando os produtos e serviços deixam de se diferenciar pela tecnologia adotada por todo o setor, o diferencial competitivo passa a ser a velocidade com que se lança uma inovação tecnológica. Esse cenário é tão dramático que, no caso de lançamentos de produtos de informática, 75% da margem que o produto oferecerá se darão nos primeiros 90 dias do lançamento. Compete-se hoje em dia sob o lema: ”não há longo prazo”. A vantagem competitiva em decorrência do tempo Chiavenato e Sapiro (2003) pontua que o tempo é fonte crítica de vantagem competitiva (Figura 6) nos processos produtivos, na introdução e desenvolvimento de produtos e serviços e no processo de distribuição e logística. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 28e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 28 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística 29 Figura 6 – Tempo como vantagem competitiva Fonte: Freepik Da percepção do tempo, as organizações têm a oportunidade de desenvolver estratégias com o intuito de adquirir a fidelidade de seus clientes. Havendo desta forma uma correspondência entre o propósito do consumo e o tempo empregado. Os novos tempos existem que as organizações sejam mais produtivas, enxutas, interligadas e ainda mais próximas do cliente. Assim, Chiavenato e Sapiro (2003) retrata que as vantagens baseadas no tempo podem ter origens externas ou internas no que se refere a organização, sendo: � São consideradas vantagens externas à capacidade da organização em oferecer um serviço de atendimento de forma rápida a seus mercados. Isso acarretada sua aptidão em gerenciar as informações para obter imediatas percepções do ambiente de negócios para que assim possa haver uma aceleração no seu processo decisório, impactando de forma positiva no tempo de entrega do produto ou serviço ao mercado; � Já as vantagens internas são levadas em consideração a busca pela organização de vantagens competitivas tendo como base o tempo na diminuição do fluxo operacional, fazendo com e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 29e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 29 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística30 que seu custo seja reduzido. Ao ser acelerado os processos, os obstáculos ficarão expostos, fazendo com que o processo decisório tenha maior qualidade. Quando a organização é bem- sucedida na superação desse desafio, haverá um aumento da sua confiabilidade, tendo mais tempo para dedicar a atividades de planejamento e se tornará uma organização mais flexível. Vendo as vantagens externas e internas podemos concluir que a organização deve sempre buscar que suas atividades internas e externas devem estar integradas para que possa acelerar a agregação com os fornecedores e distribuidores e no ciclo de produção. Brito e Brito (2012) questiona qual o tempo necessário para que se configure uma vantagem competitiva? Ele pontua que a vantagem competitiva sustentada foi inserida como aquela que rende um desemprenho superior em longo prazo. Essa sustentabilidade diz respeito à capacidade da manutenção da estratégia de criação de valor pela empresa, sabe-se que as estratégias frágeis são fáceis de serem imitadas ocasionando uma superação mais rápida pelos competidores, rendendo então uma vantagem temporária. Na atual conjuntura com os avanços tecnológicos cada vez mais rápido é quase impossível uma empresa obter uma vantagem competitiva eterna. A medida em que o mercado é competitivo, cada organização sempre fará de tudo para superar as inovações das outras. Competindo em um mundo globalizado Chiavenato e Sapiro (p. 11, 2003) conceitua globalização como “um processo fundamentado na abertura das economias nacionais para a livre circulação de produtos e capitais, e na regionalização das relações econômicas, por meio das grandes alianças comerciais, chamados blocos econômicos. ” (Figura 7) e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 30e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 30 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística 31 Figura 7 – Globalização competitividade Fonte: ixabay A globalização tem um poder de transformação com características marcantes que, segundo Abílio (2004) algumas delas são: �As novas tecnologias da informação estão integrando o mundo de redes globais de instrumentalidade. A comunicação através do computador gera um vasto desdobramento de comunidades virtuais; � Introduziu-se uma nova forma e relação entre economia, Estado e sociedade em um sistema de geometria variável, em função da capacidade de certas atividades funcionarem em tempo real; �No mundo de fluxos globais de riqueza, de poder e de imagens, a busca da identidade coletiva ou individual, atribuída ou construída, transforma-se na fonte fundamental de significado social; �O Estado exerce papel importante na relação entre tecnologia e sociedade, tendo em que vista detém, desencadeia ou dirige a inovação tecnológica; �A capacidade ou a falta de capacidade das sociedades para dominar a tecnologia e em particular as que são e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 31e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 31 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística32 estrategicamente decisivas em cada período histórico, define em boa parte seu destino; A economia informatizada/global se organiza em torno de centros de comando e controle, capazes de coordenar, inovar e administrar as atividades entrecruzadas das redes empresariais; A nova economia global e a sociedade informacional emergente apresentam uma nova forma espacial que se desenvolve em uma variedade de contextos sociais e geográficos: as megacidades que articulam a economia global, conectam as redes informatizadas e concentram o poder mundial; A sociedade atual está construída em torno de fluxos: fluxos de capital, fluxos de informação, fluxos de tecnologia, fluxos de interação organizacional, fluxos de imagens, sons e símbolos. Os fluxos não são somente um elemento da organização social, mas são a expressão dos processos que dominam nossa vida econômica, política e simbólica. Assim a globalização influi de forma substancial na competitividade, onde o papel de cada país na economia varia de acordo com o seu nível de desenvolvimento econômico e tecnológico. Desta forma, os países mais desenvolvidos, que possuem uma maior riqueza econômica, pois dominam as tecnologias e possuem grandes empresas transnacionais, possuem mais poder de decisão. Por isso a competitividade global chama tanto a atenção dos países para estarem sempre evoluindo. Chiavenato e Sapiro (p. 11, 2003) diz: O aumento da competitividade dos países está associado ao aumento de suas organizações, embora muitas vezes a discursão se concentre nos incentivos e programas de governo. A competitividade global das organizações pressupõe o entendimento do mercado global como o mercado de atuação das organizações: e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 32e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 32 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística 33 isso é muito mais uma função da política da organização do que a capacidade de conquistar mercados pelas exportações. A competitividade entre os países vem crescendo cada vez mais o que ocasiona o maior avanço da tecnologia. É sabido que é a competitividade que move o mundo, desta forma, tratamos nesse capítulo sobre seu conceito e como os avanços tecnológicos vem influenciando para que o mercado se torne ainda mais competitivo. Estudamos também sobre o tempo como vantagem competitiva trazendo seus aspectos internos e externo, para for fim falarmosque o que move ainda mais a competitividade é a globalização, onde um país deseja ser mais desenvolvido que outro para poder possuir mais poder de decisão. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 33e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 33 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística34 Fases da competição nos negócios e Planejamento estratégico Neste capítulo faremos uma introdução do planejamento estratégico. Começaremos tratando das fases da competição do negócio, para posteriormente conceituar o que vem a ser planejamento, estratégia e por fim, o planejamento estratégico. Vamos lá! OBJETIVO Fases da competição nos negócios Antes de entrarmos no planejamento estratégico é importante estudarmos as fases que a competição nos negócios passou de acordo com Chiavenato e Sapiro (p. 35, 2003): �Revolução Industrial – foi aonde começou a competição nos negócios. Nessa época surgiram as primeiras organizações industriais e comerciais, consequentemente, começou a competição pelo mercado de commodities, como algodão, ferro. A competição do mercado começa a usar a estratégia como meio de controlar as forças de mercado e modelar o ambiente competitivo. Ao surgir o capitalismo industrial, há o aumento da oferta de capital e de crédito, ocorrendo a expansão de mercados com a ampliação do transporte ferroviário e da abertura de estradas e tem início a economia de escala. Importante a definição do que vem a ser commodities: são os produtos que funcionam como matéria-prima, produzidos em grande quantidade podendo ser estocados sem que tenha perda da sua qualidade. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 34e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 34 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística 35 �O início do século XX – esse século começa com a produção em massa. Henry Ford nesse século inaugurou a linha de montagem e, posteriormente, a General Motors sob a direção de Alfred Sloan Jr. Desenvolveu a estratégia de diversificação com base nas forças e fragilidades de Ford, oferecendo várias opções aos clientes. Chester Barnard surge para mostrar a necessidade de mudança do papel gerencial e a inclusão de fatores estratégicos. Por fim, em 1912 surge a cadeira de Teoria dos Negócios na universidade de Harvard. �Planejamento estratégico formal e tradicional – foi após a Segunda Guerra Mundial que surgiram os primeiros conceitos de planejamento estratégico sendo transferidos da área militar para o mundo empresarial. Em 1956, 8% das grandes empresas norte-americanas utilizavam o planejamento estratégico, em 1966 esse percentual atingiu 85%. O planejamento estratégico passou a ser a forma pela qual a organização aplica uma determinada estratégia para alcançar seus objetivos globais. �Modelo de Harvard – foi na década de 1960 que surgiu a análise SWOT, também conhecida como Modelo de Harvard, sendo uma ferramenta de diagnóstico na elaboração da estratégia empresarial, ela se baseia na análise interna dos pontos fortes e fracos da organização e das oportunidades e ameaças do ambiente externo. �Unidades estratégicas de negócios – Ansoff e Steiner foram os responsáveis por criar e sistematizar modelos de planejamento estratégico que servem até hoje como base de formulação para estratégias empresariais. Na época, esse modelo buscava um modo de planejamento mais dinâmico devido à complexidade crescente do ambiente externo. O planejamento tradicional mostrou-se altamente estático às mudanças do mercado. Assim, com um exemplo do General Electrico, em 1970, o planejamento assumiu uma condição formal dentro das organizações, com a criação das Unidades Estratégicas de Negócios que são as estruturas descentralizadas com autonomia e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 35e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 35 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística36 para a definição de estratégias, operação em mercados externos e controle de lucros e custos. 5 anos depois houve a incorporação do planeamento estratégico em toda a estrutura empresarial. �Fase ouro – o auge do planejamento estratégico foi nos anos 70. Com a recessão do início da década de 1980 e os prejuízos das empresas foi produzido um movimento de crítica e revisionismo. As críticas ao planejamento privado seguiram uma adaptação da metodologia ao setor público e ao terceiro setor. �Competências organizacionais – Hamel e Prahld adotaram o conceito de competência essencial como resultado de suas pesquisas sobre o sucesso de empresas entrantes no mercado norte-americano, como a Canon, a Honda e a Sony. A competência essencial é a maneira nova com que a empresa cria vantagens competitivas: primeiro projeta novos mercados para seus produtos e serviços e, em seguida, desenvolve as habilidades únicas para promover os mercados recém-criados e que seriam suas competências essenciais. A competência essencial serve de influência para o pensamento estratégico e a ação de planejar em função do sonho e de uma visão de futuro para os negócios. Para explicar melhor podemos citar a competência essencial da Sony que é a miniaturização dos componentes de seus aparelhos e a da Wal-Mart que é a logística. �Atualidade – o planejamento estratégico vem se tornando indispensável para o sucesso organizacional devido a globalização que traz as fortes mudanças e a concorrência cada vez maior. Na atualidade, o planejamento estratégico deixa de ser anual ou quinquenal tornando-se contínuo e interrupto, deixa também de ser rígido para tornar-se flexível e adaptável, de ser monopólio da alta direção para alcançar o compromisso e a dedicação de todos os membros da organização.Após estudarmos toda a linha de progresso do mercado competir e do planejamento estratégico, voltaremos nossos estudos sobre o planejamento. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 36e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 36 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística 37 Planejamento estratégico Conceituando planejamento e estratégia Chiavenato (2006) fala que o planejamento se constitui na primeira função do processo administrativo, ela permite o estabelecimento dos objetivos organizacionais em função dos recursos necessários para atingi-los de maneira eficaz. Assim, é necessário saber o conceito de planejamento. Um dos autores que trata do conceito de planejamento é Oliveira (1996) que diz que planejamento tem como definição ser um processo que considera os aspectos destacados por dimensões, no sentido de alcançar uma situação desejada de forma mais eficiente e efetiva, com a melhor concentração de esforços e recursos pela organização. Assim, o planejamento direciona a organização a seguir o rumo estabelecido, de forma a alcançar seus objetivos, utilizando todo o seu potencial disponível. O planejamento é uma tarefa essencial para ser traçado dentro de uma organização, para que possam ter controle buscando que a organização tenha eficiência, eficácia e efetividade, para que assim possa haver uma coordenação das atividades de maneira racional, tomando decisões formais, levando em consideração o futuro. IMPORTANTE Surge-se a pergunta: por que planejar? Born (2012) apresenta que se busca no planejamento informações que sejam transformadas em ações e que deem à organização condições de reduzir os níveis de incerteza. É e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 37e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 37 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística38 o ato de planejar que acrescenta a reflexão e a ação, assim as organizações podem utilizar o planejamento para coordenar suas atividades, buscando tomar decisões de forma conjunta e de maneira formal.De que maneira a organização pode ter eficiência, eficácia e efetividade? Born (2012) também responde essa pergunta, dizendo que a eficiência é um componente individual dos componentes da organização, significa fazer as coisas de forma adequada, de forma a resolver todos os problemas que vão surgindo. A eficácia tem como explicação uma medida do rendimento global das organizações, significa fazer as coisas certas, fazer o que é preciso ser feito, mostrando a capacidade da organização em identificar as oportunidades e as necessidades do ambiente e se elas são flexíveis e adaptáveis para atender esses pontos. Já a efetividade é considerada também uma medida do rendimento global das organizações procurando mantê-las ativas, com resultados globais positivos permanentemente. Sintetizando conforme Chiavenato e Sapiro (2003) (Figura 8): Figura 8 – Princípios da eficiência, eficácia e efetividade Fonte: Elaborada pela autora e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 38e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 38 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística 39 É importante salientar que para que se possa ter um planejamento rentável para organização, deve-se ter treinamentos, avaliações, substituições, transferências, e os demais atos organizacionais. (Figura 9) Figura 9 – Planejamento e as modificações provocadas Fonte: Elaborada pela autora No que tange a estratégia, Born (2012) a conceitua como uma direção ou um curso de ação a ser seguido visando o futuro. Desta forma, estratégia é a criação de um plano de ação que visa criar uma posição única e valiosa para a organização. A ideia principal é buscar um padrão entre o que a organização tem de conhecimento do passado, projetando o futuro. As estratégias se referem as tácticas, as coisas importantes, aos simples detalhes. Ela é a postura que a organização possui em relação a determinados serviços, produtos e mercados, assim como a maneira que a organização faz as coisas. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 39e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 39 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística40 Assim, Born (2012) pontua que o objeto de se fazer estratégia é definir as ações que deverão ser executadas com o intuito da organização de atingir seus objetivos e desafios, devendo considerar uma opção inteligente, econômica e viável. Deve se levar em consideração que o que for projetado deve se adaptar ao ambiente interno e externo, tendo como foco longo prazo e que envolva toda a organização. Andrews (p.58, 2001) traz outra definição: [...] a estratégia é padrão de decisões, que revela e determinam os objetivos, metas e produz as principais políticas e planos para obtenção dessas metas e define a escala de negócios em que a empresa deve se envolver, o tipo de organização que pretende ser e a natureza da contribuição econômica e não econômica que pretende proporcionar aos seus acionistas, funcionários e comunidades. Assim, podemos concluir que a estratégia é um termo amplo, que traz a possibilidade da organização mostrar os possíveis caminhos que ela pode ou deve seguir, devendo ser apresentado a todas as pessoas envolvidas, sendo eles diretos ou indiretos, qual seu foco e em quanto tempo pretende atingi-lo. Chiavenato e Sapiro (p. 38, 2003) diz que conceituar estratégia é complicado devido as seguintes razões: �A estratégia tem a ver com o comportamento sistêmico e holístico, tendo pouco a ver com o comportamento de cada uma de suas partes. Isto é, a estratégia envolve a organização como um todo, se referindo ao comportamento adaptativo da organização. �A estratégia tem a ver com o futuro da organização, sendo orientada para longo prazo. A visão organizacional é importante pare definir os objetivos estratégicos pretendidos ao longo do tempo. Sendo a estratégia considerada a ponte para o futuro. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 40e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 40 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística 41 �A estratégia tem a ver com o comportamento orientado para objetivos estratégicos, contudo, a estratégia serve para todos os grupos da organização. �A estratégia tem como significado o comportamento global da organização em relação ao ambiente que a circunda, sendo considerada quase sempre uma resposta organizacional às demandas ambientais, pois, quase sempre os motivos da estratégia estão no ambiente, isto é, fora da organização. �A estratégia precisa ser formulada e entendida por todos os membros da organização, é com a formulação da estratégia que irá moldar o caminho para se alcançar os objetivos. �A estratégia precisa ser planejada, sendo o planejamento estratégico a forma pela qual a estratégia é articulada e preparada, quanto maior for a mudança ambiental, mais deverá ser feito e refeito de maneira contínua o planejamento estratégico. �A estratégia precisa ser implementada, isto é, para que a estratégia tenha sucesso ela precisa ser colocada em ação por todas as pessoas da organização em todos os dias e em todas as suas ações. �A estratégia precisa ser avaliada quanto a seu desempenho e resultados, então para isso, a estratégia precisa ter indicadores e demonstrações financeiras que permitem a monitoração constante e ininterrupta de suas consequências para que se possam aplicar medidas corretivas que venham a garantir seu sucesso. Para saber mais assista o vídeo Planejamento – Estratégia – Matriz SWOT disponível em http://bit.ly/2U3ANbq (Acesso em 04 de março de 2020) SAIBA MAIS e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 41e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 41 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística42 Planejamento estratégico Após conceituar o que vem a ser planejamento e o que vem a ser estratégia, citando neles o planejamento estratégico (Figura 10), chegou a hora de conceituarmos o que vem a ser esse planejamento. Figura 10 – Planejamento estratégico Fonte: Pixabay De acordo com Chiavenato e Sapiro (2003) o planejamento estratégico é onde acontece a formulação das estratégias organizacionais em que se busca a inserção da organização e de sua missão no ambiente em que está atuando. Nessa linha, Ducker (1975) diz que o planejamento estratégico é um processo continuo de tomadas de decisões organizacionais, no momento presente, com o intuito de ter, da melhor maneira, o conhecimento do futuro, bem como o empenho, no sentido de se cumprir tais decisões. Assim vemos que o planejamento estratégico visa os objetivos de médio e longo prazo que possam afetar a direção ou a viabilidade da organização. Todavia, o planejamento estratégico não trabalha só, é necessário que no processo de planejamento estratégico sejam realizadas de forma integrada e articulada todos os planos táticos e operacionais da empresa. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 42e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 42 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística 43 É no planejamento estratégico que os resultados devem ser maximizados e onde deve-se minimizar as deficiências utilizando sempre os princípios de maior eficiência, eficácia e efetividade. IMPORTANTE De acordo com Chiavenato (p. 203, 2004) o planejamento estratégico possui cinco características essenciais: �Relaciona-se com a adaptação da organização a um ambiente mutável: concerne às relações entre a organização e seu ambiente e às suas incertezas. As decisões são fundamentadas em suposições e não em fatos reais, com reações ao que acontece no ambiente externo; �Dirige-se para o futuro: o planejamento é feito para longo prazo, visto que as estimativas aos problemas presentes sejam para determinar o quanto esses podemtrazer obstáculos para os resultados futuros; �É compreensivo: tem uma abrangência da organização de forma organizada, compreendendo suas potencialidades e capacidades; � Processo de construção de consenso: devido os interesses e as necessidades dos envolvidos, o planejamento estratégico considera a todos de modo consensual; �Uma forma de aprendizagem organizacional: tendo em vista a função de dirigir a organização à adaptação ao ambiente, representa uma forma de aprendizagem constante ao moldar-se ao ambiente complexo, mutável e competitivo. Assim, concluímos que o planejamento estratégico é um processo que apresenta a adaptação da organização ao ambiente que está em constante modificação. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 43e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 43 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística44 Começamos tratando nesse capítulo sobre as fases da competição do negócio, isto porque, nessas fases podemos ver o surgimento do planejamento estratégico. Posteriormente ao tratar dos conceitos de planejamento e estratégia, vimos a importância dos princípios da eficiência, eficácia e efetividade para organização, vimos também o quanto a estratégia está ligada ao planejamento, por isso temos o planejamento estratégico. Por fim, trazemos o conceito do planejamento estratégico e da sua importância na organização. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 44e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 44 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística 45 O planejamento estratégico Depois de estudarmos os conceitos nesse capítulo estudaremos sobre o planejamento estratégico. Faremos um esboço do processo do planejamento estratégico, suas etapas e como é sua implementação. Conforme estudado, o planejamento estratégico é o processo onde as organizações estabelecem seus planos para que consigam alcançar seus objetivos. Foi dito também que para elaboração do processo de planejamento estratégico é necessário que seja integrado e articulado os planos táticos e operacionais da organização, sintetizando (Figura 11): OBJETIVO Figura 11 – planejamento estratégico e os planos táticos e operacionais que decorrem dele Fonte: Elaborado pela autora e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 45e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 45 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística46 Planejamento estratégico: etapas Muito falamos em processo de planejamento estratégico, desta forma, é necessário estudarmos como ele acontece. Chiavenato e Sapiro (p. 41, 2003) retrata que o planejamento estratégico é constituído pelos seguintes elementos: �Declaração de missão – o que vem a ser missão? A missão é a declaração do propósito e do alcance da organização em termos de produção e mercado. É a missão que se refere ao papel da organização dentro da sociedade em que está envolvida e significa razão de ser e de existir. Desta forma, é a missão que traduz as responsabilidades e pretensões da organização ligada ao ambiente e define o negócio, objetivando o seu ambiente de atuação. Assim, a missão da organização representa sua razão de ser, seu papel na sociedade. �Visão de negócios – a visão de negócios mostra uma imagem da organização no momento da realização de seus propósitos no futuro. Não quer dizer que é uma previsão do futuro, mas sim, uma forma de assegura-lo no presente. Essa visão de negócios é responsável por criar um “estado de tensão” positivo entre como o mundo é e como gostaríamos que ele fosse também servindo como fonte inspiradora, onde há o estimulo e a motivação para que as pessoas vejam realizadas com sucesso a missão. É a visão de negócios relacionada com uma declaração de missão que compõe a intenção estratégica da organização. �Diagnóstico estratégico externo – esse diagnóstico procura antecipar oportunidades e ameaças para que se possa concretizar a visão, a missão e os objetivos organizacionais. Corresponde à análise de diversas dimensões do ambiente que influenciam as organizações, estudando inclusive as dimensões setoriais e competitivas. A formulação de estratégias a partir e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 46e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 46 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística 47 da análise competitiva está baseada em cinco forças que atuam sobre a organização: o poder de barganha dos clientes e fornecedores; a ameaça de substitutos e novos concorrentes entrantes e a rivalidade dos atuais concorrentes. �Diagnóstico estratégico interno – refere-se ao diagnóstico da situação da organização diante das dinâmicas ambientais, relacionando às suas forças e fraquezas e criando as condições para a formulação de estratégias que apresentam o melhor ajustamento da organização no ambiente em que atua. Com o alinhamento dos diagnósticos externos e internos há a produção de premissas que alicerçam a construção de cenários. � Fatores chave de sucesso – Ansoff em 1980 propôs a inclusão da avaliação dos determinantes de sucesso no processo de planejamento, esse recurso é uma etapa do processo que está inserida entre o diagnóstico e a formulação das estratégias propriamente ditas. Sua intenção é evidenciar questões realmente críticas para a organização, emergindo dos elementos que são apontados na análise realizada com a aplicação do modelo SWOT, que a solução dependerá a execução da missão. Os determinantes de sucesso são denominados também como fatores críticos de sucesso e encaminham as políticas de negócios. � Sistemas de planejamento estratégico (Figura 12) – o propósito dos sistemas de planejamento estratégico é a formulação de estratégias e sua implementação pelo processo de construção das ações segundo as quais a organização perseguirá a execução de sua visão de negócios, visão e objetivos e de sua implementação por meio de programas táticos. São propostas metodologias para a operação de sistemas de planejamento estratégico que engloba a etapa de formulação e a de implementação e controla das estratégias. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 47e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 47 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística48 Figura 12 – Modelo do planejamento estratégico Fonte: Elaborada pela autora Importante salientar que mesmo não contendo na imagem a responsabilidade social quanto os valores corporativos estão relacionados com a criação da estratégia e com a avaliação e escolha da estratégia. �Definição dos objetivos – a organização persegue de forma simultânea diferentes objetivos em uma hierarquia de importância, de prioridades ou de urgência; �Análise dos públicos de interesse – a análise consiste na identificação dos grupos e de seus interesses e poderes de influência com respeita à missão da organização. Desta forma é considerado as estratégias como um modo de relacionamento e construção de pontes entre as organizações e seus públicos de interesse, e é considerado que somente quando se atende às necessidades desse grupo que se tem sucesso na estratégia elaborada. Existe um termo muito utilizado quando se fala em planos estratégicos, “stakeholder”, esse termo é utilizado para representar uma pessoa, grupo de pessoas ou organização que possa influenciar ou ser influenciado pela organização. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 48e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 48 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística 49 � Formalização do plano – quando se faz um plano estratégico e se faz um plano para ação, todavia, não basta apenas a formulação das estratégias dessa ação, se faz necessário implementá-las por meio de programase projetos específicos. Requer um grande esforço de pessoal e emprego de modelos analíticos para a avaliação, a alocação e o controle de recursos. Esse elemento necessita de todas as áreas de tomadas de decisão da organização, sendo importante a racionalidade formal no processo de tomada de decisão e um firme controle sobre o trabalho. �Auditoria de desempenho e resultados – nesse ponto é onde se rever o que foi implementado para que assim possa decidir os novos rumos do processo, mantendo as estratégias implantadas com sucesso e revendo as más estratégias. Após estudarmos o processo de planejamento estratégico é mister salientar que as estratégias implementadas são as decorrentes do encontro entre as estratégias formuladas com as que surgem no decorrer do processo de implementação. Planejamento estratégico: modelo geral do processo Diversos autores tratam das etapas do planejamento estratégico, Chiavenato e Sapiro (2003) classifica em cinco partes principais essas etapas (Figura 13): �Concepção estratégica; �Gestão do conhecimento estratégico; � Formulação estratégica; � Implementação da estratégia; �Avaliação estratégica e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 49e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 49 19/10/2021 10:48:3219/10/2021 10:48:32 Práticas em Logística50 Figura 13 – Etapas do planejamento estratégico Fonte: Elaborada pela autora Trataremos a seguir da etapa da implementação estratégica em especial. Implementação estratégica A implementação estratégica é uma das etapas mais importantes no planejamento estratégico, isto porque, se a implementação não for executada com cuidado, a estratégia não será bem-sucedida. A implementação exige o comprometimento de todos dentro da organização desde o presidente até o funcionário, devendo fazer parte da tarefa cotidiana da organização. Para que se tenha uma implementação ela requer conhecimento, consenso, motivação, informação e liderança por parte da cúpula. Para saber mais assista ao vídeo Implementação de Estratégica, disponível em http://bit.ly/2x8M4y5 (Acesso em 04 de março de 2020) SAIBA MAIS e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 50e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 50 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística 51 Chiavenato e Sapiro (2003) diz que a implementação do plano estratégico é um processo de mudança organizacional (Figura 14), essa mudança não ocorrerá de maneira fácil mesmo que os implementadores promovam a interconexão dos objetivos estratégicos e globais em objetivos táticos e operacionais. Implementar um plano estratégico é superar barreiras. Figura 14 – Mudança organizacional Fonte: Pixabay Esses autores dizem que para que seja bem-sucedido a implementação ele deve trabalhar em oito erros fundamentais que perfuram os esforços de transformação. Desta forma, o gestor deve encaminhar as oito situações para que as pessoas possam efetivamente participarem do processo de mudança e construção de valor idealizado pela organização. Deve-se considerar que as quatro primeiras etapas ajudam a liberar o estado das coisas, as etapas cinco e sete fazem a proposição de novas práticas e, a última etapa estabelece as mudanças na cultura organizacional fazendo com que enfim ocorra a implementação. Não se pode negligenciar as atividades preparatórias (1 a 4) também não podendo dispensar a última etapa que assegura o sucesso da mudança. Assim essas etapas faladas são, de acordo com Chiavenato e Sapiro (2003): e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 51e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 51 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística52 1. Estabelecer senso de urgência – antecipando-se às crises ou às oportunidades potenciais e estabelecendo prazos para a realização dos objetivos definidos; 2. Formar uma forte coalização – incentivando os grupos de colaboradores e parceiros a atuarem como equipe e não como grupo, e com autoridade para liderarem a mudança. Incentivando a criação de clubes e comunidades de compradores; 3. Criar uma clara visão – criando uma visão de negócios que direcione o esforço de mudança, elaborando estratégias para a realização da visão de negócios negociada e compartilhada por todos os envolvidos no processo; 4. Comunicar a visão compartilhada – ensinando novas percepções e novos comportamentos por todos os meios possíveis; 5. Dar poder – mudando sistemas e estruturas que possam atrapalhar o processo de mudança e elevação, incentivando a tomada de riscos, a aplicação de ideias inovadoras e promovendo ações não convencionais; 6. Obter vitórias de curto prazo – reconhecendo e premiando pequenas vitórias coerentes com a visão buscada; 7. Consolidar as vitórias iniciais e aprofundar o processo – promovendo mudanças mais profundas, graças à credibilidade alcançada inicialmente, revigorando o processo com novos projetos e agentes para manter o clima positivo; 8. Institucionalizar a nova abordagem e cultura – articulando as conexões ente os novos comportamentos e sucesso organizacional confirmado, desenvolvendo a liderança e criando quadros de sucessão. É importante dizer que sempre haverá algum tipo de pressão para pular etapas, um exemplo disso é quando a organização tenta mudar sem alterar o estado das coisas, reorganizando áreas ou demitindo. Todavia como já frisado não se pode pular as etapas 1, 2, 3, 4 e 8, pois são elas que asseguram o sucesso da mudança. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 52e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 52 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística 53 Tratamos nesse capítulo sobre o planejamento estratégico mencionando suas seis etapas e as caracterizando. Posteriormente tratamos do modelo geral do processo do planejamento estratégico citando suas cinco partes e em seguida falando sobre uma dessas partes, a implementação estratégica. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 53e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 53 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 54e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 54 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística 55 UNIDADE 02 e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 55e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 55 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística56 Graças a logística as organizações vêm de desenvolvendo mais e de uma forma mais rápida, analisar todo o processo, compartilhar informações, faz com que o mundo competitivo abra espaço para uma boa logística. Desta forma, estudaremos nessa unidade o que vem a ser a logística, desde quando ela está presente no mundo. Voltaremos nossos olhares para a sua evolução e como são os seus processos. Levaremos em conta a evolução da tecnologia para mostrar os impactos desta na logística, passando a analisar os equipamentos que vêm sendo utilizados para melhorar essa área. Empolgados? Vamos lá! INTRODUÇÃO e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 56e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 56 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística 57 Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 2. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa de estudos: OBJETIVOS 1 Compreender o que vem a ser logística e seu desenvolvimento histórico; 2 Identificar as informações na logística; 3 Desenvolver o processo logístico; 4 Compreender as tendências tecnológicas na logística. Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! e-book impressão - Práticasem Logística - Aberto - SER.indb 57e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 57 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística58 Logística Neste capítulo estudaremos sobre a logística de forma introdutória, trazendo seu conceito e como ela surgiu. Posteriormente trataremos do conceito de logística empresarial com seu conceito e trazendo como essa funciona. Vocês estão preparados? Vamos lá! OBJETIVO Antes de entrarmos a fundo sobre os novos processos logísticos e as principais tecnologias voltadas para logística, devemos estudar seu conceito e surgimento, compreende o contexto histórico para podermos estudarmos no assunto na atualidade. Conceito e surgimento da logística Quem assiste jornal, ler livros, revistas, escuta entrevistas escuta corriqueiramente o termo logístico, isto porque, é com a logística que a pessoa consegue alcançar o que pretende. Assim, você já parou para pensar o quanto a logística é algo que faz parte do seu dia a dia? Ainda não? Então ao conhecer sobre esse assunto garanto que você irá associa-lo ao seu dia a dia. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 58e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 58 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística 59 Figura 1 – Logística Fonte: Pixabay Ballou (1999) define logística como o processo de planejamento do fluxo de materiais, objetivando a entrega das necessidades na qualidade deseja no tempo certo, otimizando recursos e aumentando a qualidade nos serviços. No mesmo contexto, Rosa (2011) traz o conceito de logística como sendo a colocação do produto certo, na quantidade certa, no lugar certo, no prazo certo, com a qualidade certa, com a documentação certa, ao custo certo, sendo produzido ao menor custo, da melhor forma, e deslocado mais rapidamente, agregando valor ao produto e dando resultados positivos aos acionistas e aos clientes. Devendo respeitar a integridade humana de empregados, de fornecedores e de clientes e a preservação do meio ambiente. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 59e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 59 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística60 Por fim, trazemos o conceito simples elaborado por Panesi (2010) que diz que a logística é a área da gestão responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa. Com isso, podemos concluir que a logística é um ponto chave para uma empresa, tendo em vista que ao possuir um planejamento bem elaborado pela logística o lucro da empresa tem tendência a crescer, aumentando inclusive sua qualidade. Tratando da logística empresarial, sabe-se que ela se inicia com o cliente e termina seu ciclo nele, pois ela é elaborada de acordo com o que o cliente deseja, para só assim em seguida começar a todo o processo de planejamento, implementação, controle e no fim, ficar pronto no tempo certo para o cliente. Surgimento da Logística Não se sabe ao certo quando surgiu a logística, Paura (2012) retrata que algumas técnicas foram utilizadas em campanhas de guerras, como por exemplo as tropas de Alexandre, o Grande (310 a.C.), que eram estrategicamente organizadas, sendo os mantimentos, as munições, a água, tudo perfeitamente distribuído a todos da tropa. Assista ao filme Alexandre – O grande, para saber mais sobre como foi essa guerra. SAIBA MAIS Outro fato histórico que podemos ver que já possuía o conceito de logística foi na construção das pirâmides do antigo Egito, pois para sua construção foi exigido um planejamento e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 60e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 60 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística 61 muito bem organizado, utilizando conceitos de logística como materiais escolhidos, prazos de construção, aquisição de mão de obra, movimentação dos materiais, entre outros. Paura (2012) também aponta o século XVIII e início do século XIX, onde o exército de Napoleão foi derrotado pela Rússia graças a grande estratégia utilizada pelo povo. Você sabe qual foi a estratégia que o povo utilizou? Eles ao perceberem que o exército estava se aproximando fugiam para as regiões mais remotas, todavia, antes de ir eles destruíam suas casas e cidades, com a finalidade de não deixarem mantimentos e nem condições que pudessem favorecer os intrusos. Essa técnica foi vital para o sucesso da Rússia. Mira (2016) diz que a logística no Brasil remonta ao descobrimento, em 1500. Transporte, armazenagem e controle de estoque para abastecer a tripulação eram preocupações centrais dos navegadores portugueses. IMPORTANTE Todavia, foi a Segunda Guerra Mundial (1929 – 1945) que se tornou um divisor de águas no que se refere ao estudo da logística, pois foi nessa época que houve a origem da logística como ciência, visto que a guerra necessitava não somente de ações rápidas, necessitava também de mantimentos no lugar certo e no tempo certo. Mas, assim como as tropas de Napoleão, as tropas de Hitler só encontraram em seu caminho cidades queimadas e destruídas, ficando sucumbidos ao frio e a fome. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 61e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 61 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística62 Assim, o conceito de logística era utilizado de maneira subjetiva, não conhecendo formalmente o conceito, mas aplicando o que hoje conhecemos por logística. Até 1950 esse campo de estudo não possuía nenhuma filosofia para guiá-lo, assim não existia um profissional encarregado da logística da empresa, profissionais que faziam parte da empresa eram encarregados do transporte, dos estoques, sem que ainda soubessem que posteriormente existiria o profissional correto que seria encarregado de todos esses serviços. De acordo com Ballou (1993) foi por volta de 1945 que algumas empresas já haviam colocado transporte e armazenam de produtos acabados sob um único gerente, foi a indústria alimentícia a pioneira nesse aspecto. Ballou (1993) diz que foi no período entre os anos 1950 e 1960 que houve a decolagem para a teoria e prática da logística, pois nesse período o marketing estava bem estabelecido em diversas instituições educacionais, orientando muitas empresas. Todavia, as companhias davam mais atenção a compra e venda do que a distribuição física, sendo a distribuição colocada de lado como algo de pouca importância. Foram identificadas quatro condições chaves que encorajaram o desenvolvimento da disciplina de logística: 1. Alterações nos padrões e atitudes da demanda dos consumidores – quando a logística foi sendo formada houveram mudanças populacionais que causaram impactos nos custos logísticos. A população rural começou a migrar para os centros urbanos e, parte da população do centro das cidades migraram para os subúrbios. Desta forma, os varejistas tiveram que colocar pontos de vendas adicionais, aumentando seus estoques e suas entregas. 2. Pressão por custos nas indústrias – o período recessivo fez com que os administradores procurassem maneiras de melhorar a produtividade, assim, os novos conceitos logísticos ofereciam essa oportunidade. Por outro lado, os e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 62e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 62 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística 63 setores encarregados da produção já haviam sido examinados pelos engenheiros de produção e as atividades promocionais e de vendas não se rendiam bem às tentativas de incremento da produtividade, assim, a administração começou a olhar para logística como a última fronteira para redução de custos nas empresas. 3. Avanços nas tecnologias de computadores – com o passar dos anos foram aumentandoos problemas logísticos, isto porque começaram a existir mais tipos de serviços de transporte, maior variedade de produtos e ocasiona uma maior quantidade de itens para serem armazenados. Então nos anos 50 houve a estreia dos computadores no mundo dos negócios, também começou a ser utilizada a modelagem em matemática, sendo desenvolvidos modelos que podiam tratar de problemas logísticos de forma eficaz e mais rápida. Assim, os profissionais podiam lidar mais efetivamente com problemas em localizar depósitos, alocar clientes a depósitos, controlar estoques em lugares diferentes. 4. Influências do trato com a logística militar – os militares apresentaram interesse pela logística antes das empresas. A logística militar inclui atividades como aquisição, estoque, definição de especificações, transporte e administração de estoque. Foi a partir dos anos 1970 que a logística começou a tomar a forma que é hoje. Logística empresarial Vimos no tópico anterior que os primeiros relatos do conceito de logística consta de guerras, mas além desse conceito de logística como articulação para utilização em guerra, temos a logística empresarial. A logística empresarial é conceituada por Ballou (1999) como sendo o processo que trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 63e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 63 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística64 desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, bem como fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com propósito de providenciar níveis de serviços adequados aos clientes a custo razoável. Logística empresarial é vital para economia e para empresa individual, sendo um fator chave para incrementar comércio regional e internacional. IMPORTANTE Quando se fala em economia mundial, os sistemas de logística eficientes formam bases para o comércio e a manutenção de um alto padrão de vida nos países desenvolvidos. Sabe-se que os países não são igualmente produtivos, algumas regiões detêm vantagem sobre as demais com relação a alguma especialidade produtiva. Assim, um sistema logístico eficiente permite que uma região geográfica possa explorar suas vantagens de acordo com a especialização de seus esforços produtivos nos produtos que ela tem vantagem e pela exploração desses produtos às outras regiões. De acordo com Ballou (1993) os custos logísticos são um fator-chave para estimular o comércio. O comércio entre países e entre regiões de um mesmo país é frequentemente determinado pelo fato de que diferenças nos custos de produção podem mais do que compensar os custos logísticos necessários para o transporte entre as regiões. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 64e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 64 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística 65 Você sabe o que são custos logísticos? Almeida (2019) define custos logísticos como todos os custos relacionados a logística de uma determinada empresa, entre alguns custos de armazenamento, custos de existência, custos de encomendas e custos de transporte. A gestão deste custo é feita através dos pré cálculos que permite determinar os padrões de custos de produção ou mercadoria. DEFINIÇÃO A logística empresarial de acordo com Panesi (2010) é dívida em duas atividades: �Atividades principais: transporte, gestão de estoque, processamento de pedidos; �Atividades secundárias: armazenagem, manuseio de materiais, embalagem, suprimento, planejamento e sistema de informação. Para melhor entender essas atividades, estudaremos uma a uma de acordo com Panesi (2010). �Atividades principais: • Transporte – é a atividade responsável por fazer o deslocamento das mercadorias interna e externamente. O deslocamento interno é quando é realizado dentro da própria empresa e externo quando os produtos são movimentos com o intuito de atender a necessidade do cliente através de modais, ferroviário, marítimo, rodoviário, entre outros. É considerada a atividade da logística mais importante e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 65e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 65 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística66 devido ao fato de ter um custo elevado em relação às demais. • Gestão de estoque – é a atividade responsável por guardar e armazenar os produtos de maneira adequada, tendo em vista minimizar as perdas e avarias, assim como propiciar que o produto esteja pronto para que possa ser distribuído e transportado. • Processamento de pedidos – essa atividade é responsável por solicitar os pedidos e seu diligenciamento, tendo em vista garantir a manutenção dos produtos para operação e o atendimento correto dentro do prazo de entrega de bens e serviços aos clientes. Essa atividade pode ser vista sendo exercida tanto em compras como no pós- venda. �Atividades secundárias: • Gestão de alocação – é a atividade que possui a responsabilidade de possibilitar um espaço que seja suficiente para a gestão de estoque atuar, assim, ela tem a responsabilidade de providenciar um espaço físico em um local adequado. • Movimentação de carga – essa atividade é responsável por cuidar da movimentação de cargas e produtos no local de armazenagem. • Embalagem – tem como principal finalidade proteger o produto, servindo também como instrumento de comunicação e merchandising de produtos e empresas. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 66e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 66 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística 67 Merchandising é qualquer técnica, ação ou material promocional usado no ponto de venda que proporcione informação e melhor visibilidade a produtos, marcas ou serviços, com o propósito de motivar e influenciar as decisões de compra dos consumidores. (Blessa, 2005) DEFINIÇÃO • Gestão de compras – o objetivo da gestão de compras é avaliar as necessidades de produção e demanda, ajustando curso para prover reposições e evitar faltas ou desperdícios. • Tecnologia da informação – por fim, a tecnologia da informação é encarregada de fornecer um conjunto de dados, fatos e informações capazes de servir de base para o planejamento e controle dos processos logísticos. Desta forma, é importante salientar que a logística possui prazos que são previamente definidos, clientes satisfeitos, preços justos e transparentes, integração com as demais áreas da empresa, até mesmo com os recursos humanos e finanças, bom relacionamento com distribuidores e fornecedores, otimização global e cadeia de distribuição uniforme. Tratamos neste capítulo do conceito de logística que é o processo de planejamento do fluxo de materiais, objetivando a entrega das necessidades na qualidade deseja no tempo certo, otimizando recursos e aumentando a qualidade nos serviços. Trouxemos o seu surgimento desde Alexandre, o Grande até a década de 70 que foi onde a logística começou a tomar a forma que possui hoje. Em seguidas desenvolvemos o conceito e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 67e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 67 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística68 de logística empresarial que é o processo que trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, bem como fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com propósito de providenciar níveis de serviços adequados aos clientes a custo razoável. Vimos que a logística empresarial é dividida em duas atividades: atividades principais (transporte, gestão de estoque, processamentode pedidos) e atividades secundárias (armazenagem, manuseio de materiais, embalagem, suprimento, planejamento e sistema de informação). As Informações na Logístico Neste capítulo abordaremos sobre as informações na logística, tratando do sistema de informação desde a sua estrutura montada por Ballou em 1993 até os níveis funcionais desse sistema. Posteriormente trataremos da importância da tecnologia da informação para a logística. Preparados? Vamos lá! OBJETIVO São as informações que se obtém que fazem com que o planejamento e o controle gerencial funcionem de forma correta. Com o auxílio dos computadores as informações se tornaram mais fáceis se serem obtidas. Desta forma, estudaremos sobre os sistemas de informações que ajudam a controlar e projetar o sistema logístico. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 68e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 68 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística 69 Sistema de informação logístico Em 1993, Ballou montou a estrutura básica de um sistema de informações logísticas, sendo ele: Dados de clientes Análise de dados Análise de dados Documentos preparatórios Recuperação de dados Processamento de dados Relatorios de ação Recuperação de dados Processamento de dados Registro de empresa Base de dados Informações publicadas Arquivos de computadores Dados gerênciais Estradas Sistemas de computadores e base de dados Saidas Figura 2 Fontes: O autor Ballou (1993) define sistema da informação gerencial como todo equipamento, procedimento e pessoal que cria um fluxo de informações utilizadas nas operações diárias de uma organização e no planejamento e controle global das atividades da mesma. O sistema da informação deve ser desenvolvido para movimentar todas as informações desde onde essas informações são obtidas até onde seja necessário. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 69e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 69 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística70 Nota-se que em 1993 já se falava em sistema da informação, possuindo pouco conhecimento tecnológico, ao contrário dos tempos atuais que esses sistemas são cada vez mais utilizados e mais práticos. Novos sistemas foram criados, toda via, como na estrutura de Ballou, os dados continuam sendo a base fundamental para esses sistemas. Então, apesar dos avanços que os sistemas tiveram, a estrutura básica continua a mesma desde 1993. É com o sistema de informação (Figura 3) que há o registro de estoque, preços e contabilidade, ela traz informações sobre as funções de operação, gerenciamento e tomada de decisão. Seu objetivo é otimizar o desempenho da organização, por meio de hardware e software para o gerenciamento das operações, podendo ser em uma só organização como em toda uma cadeia de suprimentos. Figura 3 – Sistema da informação Fonte: Pixabay e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 70e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 70 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística 71 Cadeia de suprimentos engloba todos os estágios envolvidos, direta ou indiretamente, no atendimento de um pedido de um cliente. A cadeia de suprimentos não inclui apenas fabricantes e fornecedores, mas também transportadoras, depósitos, varejistas e os próprios clientes. (Chopra e Meindl, 2004). Desta forma a cadeia de suprimentos inclui todas as funções que englobam o pedido, assim ela inclui os produtos, o marketing, as operações, a distribuição, finanças e o serviço de atendimento ao cliente. DEFINIÇÃO Fleury et al (2000) diz que os sistemas de informações se compõem de quatro níveis funcionais: � Sistema transacional – ele representa a base das outras operações, é onde se retira as informações das atividades de planejamento e coordenação. É nesse sistema que se compartilha as informações logísticas com as outras áreas da empresa ou da cadeia de suprimento; �Controle gerencial – esse nível procura as informações no sistema transacional para poder gerenciar as atividades logísticas, incluindo nesse patamar as ferramentas de mensuração como indicadores em geral; �Apoio à decisão – nesse nível à utilização de sistema de processamento de dados como ferramenta decisória para as atividades operacionais e estratégicas complexas, para que essas não sejam praticadas com embasamento somente na intuição; �Planejamento estratégico – as informações logísticas obtidas dos três níveis entram como suporte para o desenvolvimento e para a melhoria contínua da estratégia logística. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 71e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 71 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística72 Desta forma, as tecnologias de informação são utilizadas para que haja uma facilitação das integrações entre as empresas e uma cadeia produtiva, servindo para: �Diminuir o tempo de transações, pedidos e compras; �Diminuir custos provenientes de erros humanos; � Facilitar o fluxo de informações; �Otimizar os processos. Assim, ele ajuda a atingir os objetivos estratégicos das organizações. A necessidade da tecnologia da informação para a logística Os tempos mudaram, as organizações vêm cada vez mais se transformando, desta forma, a tecnologia é um elemento fundamental nessa transformação, isto porque o que já se tornou tarefa corriqueira das pessoas são as chamadas compras on-line (Figura 4). As pessoas estão preferindo cada vez mais comprar diretamente em seus lares, por meio da internet, onde compram o que querem, pagam e por fim, recebem o produto sem ter o trabalho de sair do seu lar. Figura 4 – Compra on-line Fonte: Pixabay e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 72e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 72 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística 73 Bertaglia (2014) reforça que para que uma organização possa colher os frutos de um mundo voltado para a informação e tecnologia, deve ser tomado alguns cuidados especiais. Deve-se ter uma visão estratégica voltada para o cliente, ter habilidade para inovar (inovações em produtos, processos e criatividade). A tecnologia da informação é uma ferramenta primordial para as empresas da atualidade, seu objetivo é de aumentar o fluxo de informações na empresa, ocasionando assim, um aumento das operações e atividades e competitividade, servindo também como maneira de reduzir os custos da empresa. É a tecnologia da informação que oferece a empresa as estáticas de crescimento em vendas, seu canto de atuação, seu atendimento, entre outros. Assim essa área é responsável por organizar as informações da empresa propiciando o rápido transporte da informação e também, oferece sigilo a dados que são exclusivamente da empresa. IMPORTANTE Um exemplo do quanto a tecnologia veio para somar nessa área é as empresas que possuem várias filiais. Na matriz da empresa fica a central de tecnologia da informação onde fica sendo processadas todas as informações das empresas, e, as filias fazem as movimentações através de sistemas que levam a informação diretamente para a central. Desta forma, fica mais fácil fazer o controle de todas as empresas. Economia global e agora digital é uma realidade Bertaglia (2014) retrata os avanços dizendo que a internet estabeleceu uma mudança significativa no mundo dos negócios e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 73e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 73 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística74 e apareceu como elemento transformador em diversos aspectos da maneira de fazer negócio, criando novas oportunidades, rompendo barreiras e atuando como um canal novo de aquisição, informação, comunicação entreoutros não menos importantes. Com a existência da internet ocorreram mudanças significativas no mercado, desde o comportamento do consumidor e o entendimento de suas necessidades que tornaram possível a criação de novos modelos de negócios jamais vistos. Outro fator que fortalece esse conceito é a tecnologia móvel, que torna possível fazer negócios de qualquer lugar em que se esteja. As organizações se encaminham e se preparam para uma transformação cada vez mais digital É importante frisar que a tecnologia e a globalização são consideradas forças que geram impactos nas organizações. Desses impactos Bertaglia (2014) diz que existem vantagens e desvantagens, cabendo as organizações tirarem o melhor proveito desses, tendo em vista que são interligados. Graças a tecnologia da informação está havendo um remodelamento de diversos segmentos como manufatura, varejo, bancos, mídia e telecomunicações. Também, a tecnologia vem se tornando mais acessível a países em desenvolvimento, fazendo com que as organizações financeiras possam investir de forma mais sólida, possibilitando que elas concorram de igual para igual com as organizações mais desenvolvidas. Os mercados emergentes começam a se sobressair devido ao rápido crescimento econômico O nível da população vem crescendo, as classes C e D vem cada vez mais aparecendo e o uso da tecnologia vem se tornando uma realidade para todo mundo, incluindo todas as classes. As empresas têm olhado para os mercados emergentes como oportunidades de crescimento e, as empresas que possuem e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 74e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 74 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística 75 maior capacidade de descobrir a porção específica de um mercado e consegue se adaptar a essa realidade possui vantagem com relação às demais. O que vem a ser mercados emergente? De acordo com Arnold e Quelch (1998), mercado emergente é definido como uma economia em crescimento, com uma renda per capita de baixa a média. DEFINIÇÃO Os negócios evoluem numa velocidade espantosa e constante A existência das novas tecnologias vem desencadeando a evolução dos negócios de forma rápida. Além disso, essa evolução que está acontecendo em velocidade espantosa é devido ao crescimento de alguns países. Esses dois fatores aceleram as atividades organizacionais de forma notória em seus aspectos de desenvolvimento de produtos, abrangendo as iniciativas de fabricação, movimentação e respostas mais adequadas às necessidades dos clientes e consumidores finais. Bertaglia (2014) diz que a tecnologia além de ser um elemento viabilizador de uma série de funções, permite usar inteligentemente dados que são capturados e seus potenciais riscos. A economia digital demanda muito mais flexibilidade e agilidade Bertaglia (2014) expõe que as organizações que atuam com estratégias, estruturas e políticas arcaicas e rígidas, sendo e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 75e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 75 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística76 voltadas para o controle e processos internos, tem a tendência de sofrer uma concorrência mais forte das empresas que são orientadas para o mercado e que trabalham na velocidade deste, seja no desenvolvimento de produtos, na resposta ao mercado ou suporte a estes produtos. É de extra importância que as empresas estejam atentas a forma que as pessoas constantemente vêm fazendo uso de internet atrás de equipamentos eletrônicos pequenos, como por exemplo os celulares, para que possam incorporar a mobilidade na estratégia da organização. Impacto da tecnologia da informação nas organizações Os clientes vêm exigindo das organizações melhores serviços, maior flexibilidade, uma qualidade superior e um preço que seja adequado. Desta forma, muitas vezes as organizações começam a ter dificuldades no processo, devido à alta competitividade. As fontes de fornecimento oferecem maior competitividade, desta forma, aumenta-se a necessidade de obtenção de informações sobre o desempenho dos fornecedores e de suas qualificações, tanto para os serviços simples quanto para os complexos, e também, tanto para novos produtos que requerem perfis diferenciados de fornecedores quanto para os materiais que irão compor os produtos que já existem. Desta forma, é de suma importância que as organizações considerem as diferentes formas para manter sua competitividade e seu diferencial no mercado, devendo focar na cadeia de abastecimento e na demanda no processo estratégico de fornecimento e compra. É essência que as organizações busquem sempre uma redução de custos, velocidade e nível de serviço de qualidade. Para facilitar a produção e para saber o que realmente os clientes desejam, as organizações contam com a cadeia de e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 76e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 76 19/10/2021 10:48:3319/10/2021 10:48:33 Práticas em Logística 77 abastecimento para que haja uma comunicação entre cliente e organização, para que assim os clientes possam determinar como querem os seus pedidos, como e quando devem ser entregues e, além disso, como devem ser manuseados. O principal papel da tecnologia da informação é fornecer suporte para as estratégias organizacionais que possibilitam as vantagens competitivas ou pelo menos ajudar para que não haja uma desvantagem na competição do mercado. Bertaglia (2014) pontua que a tecnologia e os sistemas de informação podem e devem ser utilizados nas organizações para desenvolver serviços e produtos de tal forma que possibilitem uma vantagem no mercado global, dependendo do contexto em que a empresa se insere. Ao tratar de sistemas ele se refere aos sistemas transacionais, que são encarregados de realizar atividades operacionais do dia a dia, recebendo e enviando dados, que possuem uma circulação interna e externa na organização. Bertaglia (2014) cita que essa arquitetura de sistemas que usam a tecnologia como suporte podem ser sistemas corporativos de gestão, sistema de suporte de decisão, ferramentas de planejamento, sistemas esses que ajudam a reduzir as desvantagens competitivas. Posteriormente iremos estudar sobre essas inovações tecnológicas que ajudam a logística. Neste capítulo sobre as informações em logística, trouxemos o esquema de sistema da informação em logística elaborado por Ballou em 1993 que é a base até os dias atuais. Estudamos também sobre os quatro níveis do sistema da informação (sistema transacional, controle gerencial, apoio à decisão e planejamento estratégico). Em seguida tratamos da importância da tecnologia da informação para a logística, trazendo os pontos do mundo moderno sobre a tecnologia e seu impacto no mercado. Finalizamos abordando a essencialidade da tecnologia da informação nas organizações para se manter na competitividade que vem cada vez mais crescendo. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 77e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 77 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística78 Processo Logístic Neste capítulo estudaremos sobre o processo logístico. Traremos informações sobre como ocorre esse processo, quem são seus principais atores. E por fim falaremos da administração de materiais que é onde ocorre todo o processo de chegada do pedido até a entrega ao cliente. Preparados? Vamos lá! OBJETIVO Falamos o que é logística, qual sua história, como foi desenvolvida. Vimos sobre o sistema da informação e sua importância para a logística, mas um dos fatores mais importantes iremos estudar agora: como ocorre o processo logístico? Foi retratado que a logística corresponde a um processo, e como um processo que é, ela tem uma atividade organizada para que possa ser desenvolvidade maneira sistêmica, em que suas partes são decisivas para todo o processo. Como ocorre o processo logístico Rosa (2011) diz que o processo logístico é visto como o conjunto de todas as etapas e de todos os integrantes que compõem a logística de algum produto de uma organização. Desta forma, ele é composto, entre outros, dos seguintes atores (Figura 5): �Da indústria; �Da organização pública; e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 78e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 78 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística 79 Figura 5 – Atores do processo logístico Fonte: As autoras Como falamos no capítulo anterior é a informação que move o mercado. Desta forma, os fornecedores precisam da troca de informações para saber o que as organizações querem, quando querem e onde querem. Ao possuir essas informações, o fornecedor envia os produtos solicitados pela organização por meio de algum meio de transporte. Esse processo de comprar o que se precisa, quando se precisa e onde se precisa, necessário para assegurar o suprimento de materiais necessários para o funcionamento da organização é chamado de Suprimento Físico ou Administração de Materiais (Figura 6). IMPORTANTE �Da organização privada; �Dos fornecedores; �Dos clientes. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 79e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 79 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística80 Figura 6 – Administração de Materiais Figura 7 – Distribuição Física Fonte: As autoras Fonte: As autoras Ao receber os produtos enviados pelos fornecedores, a organização envia os produtos que o cliente necessita por algum meio de transporte até o local de entrega combinado, isso se chama de distribuição física (Figura 7). Administração de materiais Como vimos, o processo de comprar o que se precisa, quando se precisa e onde se precisa, para assegurar o suprimento de materiais necessários para o funcionamento da organização é chamado de Administração de Materiais. Mas o que vem a ser material? Rosa (2011) diz que material é todo bem que pode ser contado, registrado, que tem por função atender às necessidades de produção ou de prestação de serviço de uma organização, seja ela pública ou privada. Desta forma, a aprendermos o conceito de material, podemos entender que administração de materiais na logística pode ser conceituado de acordo com Rosa (2011) como o e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 80e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 80 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística 81 conjunto de atividades que tem por objetivo planejar, executar e controlar os materiais adquiridos e usados por uma organização com base nas especificações e no uso dos produtos a serem adquiridos por ela. Assim, chegamos à conclusão que a finalidade precípua abastecer os materiais na organização, isto devendo ocorrer no tempo e quantidade certos, na qualidade solicitada, tentando conseguir o menor custo possível. É função da administração de materiais as atividades relacionadas à aquisição de matérias-primas para abastecimento da organização, como por exemplo a decisão de repor o estoque e de controla-lo, escolher os fornecedores, os processos referentes a comprar, armazenar e entregar para a produção, tudo isso em conjunto com as necessidades de produção. Devemos notar a importância da administração de materiais, isto porque, se ela não realizar suas tarefas de maneira correta, a organização corre o risco de não ter materiais para abastecer a produção e assim, ela não poderá fornecer seus produtos. + OBSERVAÇÃO Rosa (2011) enumera que as principais atividades inerentes à Administração de Materiais são: Manutenção de estoques, processamento do pedido, compras, programação do produto, embalagem de proteção, armazenagem, manuseio de materiais, manutenção da informação e transporte. O processamento do pedido representa a imagem da organização e possui a função de marketing. Um atraso no processamento do pedido pode inviabilizar o tempo da operação como um todo. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 81e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 81 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística82 De acordo com Rosa (2011) o processamento do pedido pode ser dividido para cada venda realizada nas seguintes atividades: �Emissão – é onde começa o processamento do pedido, após a negociação é feita a formalização do pedido. É necessário a obtenção das informações sobre os produtos ou os serviços solicitados e o preenchimento do pedido. Quando se fala em obtenção das informações é quando são colhidos os dados básicos do cliente e verificado se há contrato de venda para que se possa retirar a maioria das informações. O preenchimento do pedido se dá por meio manual ou eletrônico. Apesar dos avanços tecnológicos ainda existem empresas que utilizam blocos de pedidos, estes devem ser preenchidos à caneta em três ou até mais vias. �Transmissão/entrada – com o avanço tecnológico, assim que o pedido é digitado no aparelho eletrônico ele já é na mesma hora encaminhado para organização, para que de imediato possa seguir as etapas. É importante frisar esse ganho tecnológico, pois, antigamente quando só se tirava pedido por blocos de pedidos era necessário esperar que o vendedor chegasse até a organização para que o pedido pudesse ser digitado e a partir daí pudesse seguir para as demais etapas. �Verificação – existem programas hoje que já fazer essa verificação. O pedido ao chegar no sistema, ele já acusa se o cliente possui débitos com a organização, créditos, ou seja, já verifica o status do cliente na organização. Emitindo no final a autorização ou não da venda. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 82e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 82 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística 83 Tratamos desses três etapas em pontos separadamente, para deixar claro como é a divisão, todavia, o mesmo sistema que faz a emissão dos pedidos, é o que faz a entrada e pôr fim a verificação. IMPORTANTE �Processamento – é nessa parte que acontece a parte física do processamento do pedido, isto é, o deslocamento e acompanhamento da carga. Nessa parte são realizadas etapas como: manutenção do estoque, emissão de documentos, autorização para embarque, rastreamento do produto e relacionamento com os clientes. Devido ao ingresso da tecnologia da informação, a maioria dessas atividades são realizadas por meio da tecnologia. Desta forma, é importante a atividade de manutenção da informação. A manutenção da informação nos moldes de Rosa (2011) é uma função vital dentro da logística, por isso todas as informações devem ser trocadas de forma segura e rápida. Ela possibilita o ganho de tempo na manipulação de dados, maior confiabilidade no trabalho de manipulação de dados, agilidade na aquisição dos dados, disponibilidade de informação em qualquer lugar e hora e eficiência operacional. A manutenção de estoque acontece logo após o processamento do pedido, com a verificação do estoque para saber se contém os produtos para atender a demanda do cliente. Caso possua os produtos em estoque, é emitida uma ordem de e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 83e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 83 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística84 retirada deles para que possam ser enviados para o cliente. Caso seja constatado que não possua algum dos produtos solicitados pelo cliente, é necessário que a organização dê ordem de produção, fazendo posteriormente uma previsão de término de produção ou de quando o estoque será reposto para que possa informar ao clientese o cliente aceita o prazo. Tendo em vista a demora para a produção do produto, é importante que a organização mantenha sempre produtos em estoque. Conforme Rosa (2011) por melhor que seja a previsão da demanda, haverá oscilações de praticamente todos os produtos e mercados e, assim, a organização deve formar estoques para se proteger dessas variações e atender aos clientes ou ter sempre matéria-prima para produção. É importante dar ênfase ao fato de que quando se compra em volumes maiores ocasionará um maior prazo para pagamento e custos mais baixos. Existem diversos tipos de estoque que podem ser classificados de acordo com o material que os compõem, podemos citar: estoque de matéria-prima, estoques em processo de produção, estoque de produtos acabados, estoque de peças de reposição, estoque de trabalho, estoque de ciclo de produção, estoque no canal de distribuição, estoque de segurança, estoque de especulação, estoque para sazonalidade. + OBSERVAÇÃO A embalagem de proteção da mercadoria visa da mais integridade aos produtos, as principais embalagens são os pallets com filme plástico, as caixas de papelão, os contêineres e as big- bags. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 84e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 84 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística 85 Conforme Rosa (2011) a armazenagem refere-se à administração do espaço necessário para manter os estoques de produtos da organização. Ela envolve os problemas como: dimensionamento de área, recuperação de estoque, arranjo físico, configuração do armazém e o projeto de docas ou de baias de atracação. É de responsabilidade da gestão de armazém fazer o controle das notas fiscais de entrada e de saída de produtos do armazém, pois nenhuma mercadoria pode ser admitida nem mesmo descarregada do veículo de transporte, se não for acompanhada de pelo menos uma nota fiscal que dê cobertura a carga. Quando se fala no manuseio dos materiais é importante frisar os principais equipamentos que servem para esse trabalho, sendo eles: empilhadeiras de garfo, pórticos, pontes rolantes, guindastes, viradores de vagões, tombadores de caminhões, moegas ferroviárias, empilhadeiras de pátio, recuperadoras de pátio, transportador de correia. Os materiais são classificados com base na sua identificação, codificação, cadastramento e catalogação. Rosa (2011) elenca o passo-a-passo dessa classificação, sendo que a primeira e mais crítica etapa é a identificação, nessa fase são levantadas e registradas todas as características de um material que o diferencia dos demais, estabelecendo sua identidade. Sua finalidade é identificar cada item da organização. A segunda fase é a codificação, onde é atribuído um código representativo que identifique um produto por seu número e/ou letras. Esse código é conhecido como nome da peça. A terceira fase é o cadastramento do material, é nessa etapa que são inseridos no sistema a codificação e todas as características do produto. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 85e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 85 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística86 A quarta e última fase é a catalogação que acontece com base nos dados inseridos na fase de cadastramento, onde o sistema computacional gera relatórios ordenados, catalogando de forma lógica pelos códigos dos materiais com a finalidade de facilitar a consulta aos seus dados. Já na atividade de emissão de documentos são gerados a nota fiscal, a fatura e a duplicata. Rosa (2011) descreve cada um desse documentos: �Nota fiscal – é o documento que comprova a existência de um ato comercial, compra e venda de mercadorias ou de prestação de serviços. Sua necessidade é de atender às exigências do Fisco quanto ao trânsito das mercadorias e das operações realizadas entre adquirentes e fornecedores; �Fatura – documento que comprova a venda a prazo. Em uma mesma fatura podem ser incluídas várias notas fiscais; �Duplicata – é a cópia da fatura, sendo um título de crédito resultante da venda mercantil ou da prestação de serviços. A lei permite a emissão de várias duplicatas para uma mesma fatura, mas não é concebido a emissão de uma duplicata para várias faturas Na autorização para embarque é de suma importância a emissão do conhecimento de embarque, esse documento possui informações sobre a mercadoria, seu remetente, seu destinatário e o valor do frete. Quem é responsável pela emissão do conhecimento de embarque? Esse documento é emitido pela companhia que irá transportar o pedido, atestando o recebimento da carga, as condições de transporte e a obrigação da entrega ao destinatário da mercadoria no destino que já havia sido estabelecido. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 86e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 86 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística 87 Quando a organização possui sua frota ela mesmo emite o conhecimento de embarque, mas caso seja enviado por transportadora, a obrigação da emissão é desta, devendo a organização verificar se o documento está de acordo com o solicitado. Desta forma, o documento será considerado um recibo de mercadorias, um contrato de entre e um documento de propriedade, gerando um título de crédito. No tocando ao rastreamento de produtos, é onde acontece o acompanhamento do pedido que acontece desde sua saída da fábrica até sua entrega no local do destinatário. Para que ocorra um rastreamento eficaz, as organizações utilizam de sistemas computacionais capazes de registrar várias vezes ao dia a movimentação do pedido. Rosa (2011) aponta que muitas transportadoras vêm utilizando sistema de rastreamento por satélite. Nesse sistema o veículo é monitorado através de satélites que enviam as informações para as organizações, que as vê em um mapa digitalizado. Esse sistema ajuda a aumentar a segurança da carga, pois as rotas são pré definidas antes da viagem, assim, se o motorista seguir outra rota, existe uma grande probabilidade da mercadoria está sendo roubada. SAIBA MAIS O relacionamento com o cliente é um dos pontos primordiais citados nessa unidade para que a organização se desenvolva e consiga alcançar seus objetivos. Desta forma, são criados canais de comunicação capazes de dar e receber pedidos de informações de maneira exata para o cliente. Geralmente o relacionamento com o cliente é exercido por meio do serviço de atendimento ao cliente (SAC) ou pela internet, podendo e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 87e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 87 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística88 ser através do site, por e-mail ou até mesmo via WhatsApp. Essa área é bastante importante, pois é a encarregada de lidar diretamente com os clientes, ajudando assim na construção da impressão deste com a organização, podendo evitar problemas e escutar sugestões para melhor atendimento. Quando se fala no transporte da mercadoria, é importante salientar que existem várias opções de modos de transporte, Rosa (2011) aponta como principias o: marítimo, fluvial, lacustre, ferroviário, rodoviário, dutoviário e aéreo. Cabe a organização fazer uma análise comparativa entre eles para poder escolher qual a opção mais adequada à necessidade logística da organização. Os fatores importantes para serem observados nessa análise comparativa são: custo, cobertura de mercado, comprimento médio do percurso em quilômetro, capacidade do equipamento de transporte, velocidade, disponibilidade, grau de competição, tráfego predominante, confiabilidade, nível de risco e experiências passadas com a modalidade. + OBSERVAÇÃO Gestão de compras Foi estudado como ocorre o processo logística de venda dentro da empresa, todavia, para se vender é necessário compraros produtos. Rosa (2011) diz que o setor de compras é o responsável pelo ato de comprar na organização, cabendo a esse setor escolher os fornecedores aptos a vender os produtos e os serviços necessários à organização, negociar preços e condições de compra, estabelecer contratos, elaborar ordem de compras, executar todos os procedimentos para o recebimento dos e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 88e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 88 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística 89 produtos e serviços recebidos, sendo esta atividade, muitas vezes, delegada ao setor de contabilidade. O setor de compras deve sempre buscar informação dos demais departamentos da organização para que possa facilitar na sua tomada de decisões. Seu objetivo principal é: comprar os produtos e serviços necessários devendo observar a melhor qualidade, a quantidade correta para o prazo solicitado, o preço compatível ou de preferência, menor do mercado, devendo procurar fornecedores que possam ser parceiros por muito tempo da organização. Esse se torna um dos mais importantes setores da organização, visto que, quando se tem um bom processo de compras poderá haver uma grande redução nos custos, consequentemente haverá uma melhora expressiva nos lucros. Começamos nesse capítulo falando que os principais atores do processo logístico são: fornecedores, indústria, organização pública, organização privada e clientes. Vimos que a administração de materiais é o processo de comprar o que se precisa, quando se precisa e onde se precisa, para assegurar o suprimento de materiais necessários para o funcionamento da organização. Assim, ela se torna o processo logístico da empresa onde se gira os produtos que serão comercializados. Estudamos que as principais atividades inerentes à Administração de Materiais são: Manutenção de estoques, processamento do pedido, compras, programação do produto, embalagem de proteção, armazenagem, manuseio de materiais, manutenção da informação e transporte. Em seguida, fizemos apontamentos sobre cada uma delas. Para pôr fim estudarmos a gestão de compras que é o setor responsável pelo ato de comprar na organização, cabendo a esse setor escolher os fornecedores aptos a vender os produtos e os serviços necessários à organização, negociar preços e condições de compra, estabelecer contratos, elaborar ordem de compras, executar todos os procedimentos para o recebimento dos produtos e serviços recebidos, sendo esta atividade, muitas vezes, delegada ao setor de contabilidade. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 89e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 89 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística90 Tendências tecnológicas na logística Nesta unidade trataremos das tendências tecnológicas na logísticas, abordando seus objetivos e em seguida citando as novas tendências que vem ajudando a melhorar as organizações. Vamos lá! OBJETIVO Já vimos o quanto a tecnologia da informação vem ajudando no avanço da área da logística. O uso das ferramentas hoje disponíveis vem gerando um melhor serviço ao cliente, um custo mais competitivo e um crescimento constante. Figura 8 – Tendências Tecnológicas Fonte: Pixabay e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 90e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 90 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística 91 Objetivo das tendências tecnológicas Sabendo dos impactos dessas transformações, as operações logísticas apresentam ganhos com o ingresso da tecnologia da informação em sua área. Bertaglia (2014) levando os principais objetivos que são alcançados graças a essas tecnologias: Decisões mais ágeis – entre as tendências que surgiram, algumas delas oferecem oportunidades para a tomada de decisões, entre ela pode-se citar a mobilidade e redes de processos de negócio. A mobilidade vem melhorando a competitividade das organizações, pois oferece mais agilidade e melhores condições para reações mais rápidas. Graças ao surgimento do big data que são os dados encontrados pela sociedade e pelas empresas, existem mais soluções voltadas para o processamento de dados e para transformá-los em informações para ficarem disponíveis no mercado. Quando essas soluções são bem utilizadas, elas dão suporte para às decisões, podendo ocasionar um aumento no desempenho das organizações; �Colaboração – as redes de processos de negócio são respaldadas nas tecnologias existentes onde as empresas extrapolam a sua cadeia de valor, elas começam a se mover para fora do seu território e a participarem de processos de negócios de outras empresas para se completarem. Por que essas redes são importantes? Estas redes desempenham uma função importante em virtude de desenhar e executar processos para uma cadeia de abastecimento inteiramente colaborativa, onde envolve várias organizações e além disso, aumenta a visibilidade dos processos. Graças a essa iniciativa, os custos poderão ser reduzidos devido a possuir mais controle do estoque e execução logística baseada em decisões conjuntas. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 91e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 91 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística92 Assim, o melhor caminho para se ter os custos otimizados é integrando todos que fazem parte do processo logístico para participação nas decisões. �Resposta eficiente a clientes e consumidores - os clientes e consumidores são o alvo principal, então, as vezes é melhor ter um custo de capital maior, do que perder o cliente devido a deterioração dos níveis de serviços provocada pela redução dos níveis de estoque. As ferramentas tecnológicas desta forma, vem para trazer suporte para que se possa prestar um bom serviço ao cliente, com uma execução alinhada ao planejamento. �Administração de riscos – as otimizações em conjunto com as reduções de custos têm levado as organizações a enfrentarem maiores riscos. Além disso, a economia é incerta, existem regras governamentais, clientes mais rígidos, produtos com ciclos de vida mais curtos e rápidos, geram impactos de riscos. Assim, as empresas desenvolvem e implementam estratégias que visam reduzir as vulnerabilidades, onde identifica os pontos de falha ao longo da cadeia de abastecimento. Para evitar possíveis rupturas são desenvolvidos planos estratégicos de mitigação e contingência. Quando há brechas, é utilizado inovação e tecnologia para que sejam solucionadas. �Visibilidade – aplicações tecnológicas que retornam informações que trazem maior visibilidade do que ocorre no dia a dia das empresas vem sendo cada vez mais comum. O que seria essa visibilidade? Ela é a capacidade de rastrear produtos, componentes, materiais que se encontram em deslocamento (Figura 9). A tecnologia então, permite respostas rápidas que melhora e fortalece a cadeia de valor. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 92e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 92 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística 93 Figura 9 – Rastreamento Fonte: As autoras �Otimização de custos – existem ferramentas tecnológicas capazes de promover a redução de custos que avalia a cadeia de fim a fim, desde a estratégia, a capacidade de produção, desenho da cadeia de abastecimento, níveis de estoque, fluxo dos processos e equipamentos de movimentação. Os processos logísticos devem trabalhar de forma integrada, devendo haver cooperação entre cada etapa para que se possa haver eficiência. As novas tecnologias para logística Conforme Porto, Fernandes, Raposo, Paiva e Santos (2011) as tecnologias de informação são ferramentas empregadas para facilitar as integrações entre as empresas e uma cadeia produtiva, diminuindo o tempo de transações,pedidos e compras; facilitado o fluxo de informações; diminuindo custos provenientes de erros humanos; otimizando processos, entre outros, para que assim possam atingir os objetivos estratégicos de um negócio. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 93e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 93 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística94 Assim, a tecnologia da informação surge com o papel de tentar melhorar o fluxo de informações que é algo muito importante para as operações logísticas, isto porque, ela ocasiona o aumento da flexibilidade e a diminuição das incertezas na hora de tomar as decisões. Iremos citar as mais conhecidas tecnologias da informação logística de acordo com Porto, Fernandes, Raposo, Paiva e Santos (2011). Eletronic Data Interchange (EDI) Conhecido como intercâmbio eletrônico de dados é considerado uma ferramenta tecnológica de informação que é utilizada nas organizações para ligar seus componentes e parceiros, gerando integração, rápida comunicação e tornando as respostas mais rápidas. A EDI é considerada uma rede de acesso restrito aos clientes do provedor, ela permite a conexão entre os sistemas eletrônicos de informação entre empresas, isso independentemente dos sistemas e procedimentos utilizados em cada uma. Ela tem como função principal no momento de adesão de um cliente, instalar o hardware e software para a tradução das informações da empresa em padrões já normalizados internacionalmente. Graças ao EDI é possível a troca de documentos e informações entre todos os participantes das transformações, assim traz benefícios como a potencialização de recursos de tempo e capital eliminando todo e qualquer tipo de ineficiência da cadeia de valor. Warehouse Management System (WMS) Conhecido como sistema de gerenciamento de armazéns, ele é uma tecnologia utilizada nos armazéns com a finalidade de integrar e processar as informações de localização de material, controle e utilização da capacidade produtiva de mão-de-obra, e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 94e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 94 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística 95 também emite relatórios para vários tipos de acompanhamento e gerenciamento. O sistema prioriza uma determinada tarefa em função da disponibilidade de um funcionário informando a sua localização no armazém. Além disso, esse sistema possui a capacidade de controlar o dispositivo de movimentação de material feito por veículos guiados automaticamente e fazer interface com um sistema de controle automatizado do armazém. Esse sistema garante a organização um ganho na produtividade, pois faz com que haja uma economia de tempo nas operações de embarque e desembarque, transporte e estocagem de mercadoria e ainda ajuda no controle do estoque dos produtos contidos no armazém. Vendor Managed Inventory (VMI) Conhecido como estoque administrado pelo fornecedor, essa ferramenta faz com que o fornecedor, por meio de um sistema EDI, verifique a necessidade de produto no momento e na quantidade certa. As empresas mais beneficiadas com esse sistema são as que possuem muitos fornecedores e uma ampla variedade de produtos. Esse software se encarrega de elaborar os planos para produção, planejamento de abastecimento e distribuição para os depósitos. Radio Frequency Identification (RFID) Conhecido como identificação via radiofrequência é uma solução para o sistema de rastreamento e controle de acesso. Tem como finalidade realizar a leitura do código de barra se o contato com o produto. Pode ser utilizado como controle de acesso, de tráfego de veículos, de bagagens em aeroportos, de containers e ainda em identificação de pallets. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 95e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 95 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística96 Simulação de informações em logística Esse sistema auxilia a gerência na identificação, avaliação e comparação de alternativas operacionais, tornando mais fácil para os dirigentes realizarem determinadas tarefas e resolverem problemas. Essa simulação realiza o processo de construção de um modelo que replique o funcionamento de um sistema idealizado ou real e conduz experimentos computacionais, tendo como objetivo entender melhor o problema em estudo, testar diferentes alternativas para sua operação e assim poder propor as melhores formas para operá-lo. É utilizada como ferramenta de apoio a decisão. Global Positioning System (GPS) Conhecido como sistema global de posicionamento, esse sistema determina a localização de qualquer corpo em movimento terrestre, servindo como rastreamento. Ele funciona junto com a comunicação recebendo a localização da posição e em seguida transmitindo via o canal de comunicação para uma central, assim, um aparelho receptor GPS recebe sinais desses satélites determinando a posição do corpo na terra. Enterprise Resource Planning (ERP) Conhecido como o sistema de gestão empresarial, ele melhora a falta de integração e comunicação entre as áreas das organizações. É utilizado um bando de dados comum entre todas as funções para que possa haver a integração das áreas e, assim, fazendo a unificação das informações da organização, proporcionando uma maior visibilidade e fazendo com que haja mais agilidade na tomada de decisões. Neste capítulo tratamos dos principais objetivos das tendências tecnológicas, sendo eles: decisões mais ágeis, colaboração resposta eficiente a clientes e fornecedores, administração de riscos, visibilidade e otimização de custos. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 96e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 96 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística 97 Em seguida, trouxemos um rol de tecnologias que podem ser implantadas nas organizações para que possa ajudar na logística, equipamentos e sistemas que foram criados para auxiliar e facilitar a vida das pessoas. Espero que tenham gostado e aprendido. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 97e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 97 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 98e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 98 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística 99 UNIDADE 03 e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 99e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 99 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística100 A logística vem para auxiliar as empresas, mas para isso ela traz uma análise de cenários que vai desde o planejamento da demanda até as compras. Esse é um caminho extenso em que devem ser analisados vários fatores, fatores esses que serão estudados nessa unidade. No fim, estudaremos ainda sobre o planejamento operacional e sua importância como método mais curto de planejamento, estudaremos suas etapas para assim, podermos adquirir conhecimento sobre as ferramentas que auxiliam nesse planejamento. É importante frisar que nessa unidade serão estudados assunto cruciais para a logística de uma organização. Empolgados? Vamos lá! INTRODUÇÃO e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 100e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 100 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística 101 Olá. Seja muito bem-vindo a nossa Unidade 3. Nesta unidade, o nosso objetivo é auxiliá-lo no desenvolvimento das seguintes competências profissionais: OBJETIVOS 1 Compreender o cenário do planejamento da demanda; 2 Identificar a importância do serviço ao cliente, da distribuição de produtos e do estoque e armazenamento; 3 Compreendero processo das necessidades de materiais, assim como a produção e as compras; 4 Entender o planejamento operacional. Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 101e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 101 19/10/2021 10:48:3419/10/2021 10:48:34 Práticas em Logística102 A análise de cenários na Logística: o planejamento da demanda O que vem ser a análise de cenários na logística? Heinze, Antonelle e Klidzio (2011) diz que a análise de cenários no âmbito organizacional compreende o estudo de tendências futuras, isto quer dizer que, cenários são possibilidades de acontecimentos futuros. Assim, o cenário para uma empresa é um futuro possível onde se possa prever, se antecipar e se preparar para esse futuro. Sabe-se que com a evolução cada vez mais rápida do mundo, nos faz estar em constante mutação. Fatores demográficos, ecológicos, culturais, econômicos, políticos, mercadológicos, sociais, legais, tecnológicos, entre outros, que compõem a parte externa da organização, exercem uma forte influência, podendo interferir nas decisões tomadas na organização. Desta forma, levando em consideração as incertezas e as mudanças constantes que estamos passando, é fundamental a análise dos mais diversos cenários dentro da organização e quais são as suas tendências. OBJETIVO Neste capítulo começaremos o estudo sobre a análise de cenários na Logística, conceituando o que vem a ser e posteriormente começaremos os estudos com o planejamento de demanda. Empolgados? Vamos lá!! e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 102e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 102 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística 103 Lobato et. Al. (2007) retrata que os cenários são elaborados através do estudo de tendências do ambiente externo que podem influenciar os rumos que o ambiente de negócios da empresa pode tomar. Então, a análise de cenários tem embasamento nas forças ambientais externas, que busca descrever as tendências futuras. Considerando o conceito de análise de cenários, qual a sua importância? No mundo em mutação, fazer uma análise de cenário na organização possibilita que sejam construídas estratégias que possam responder de maneira efetiva para que as organizações possam atingir os seus objetivos, pois com a análise de cenários é possível a construção de possíveis situações do ambiente no futuro. A seguir, estudaremos os cenários que devem ser observados. Planejamento da demanda Antes de começarmos a estudar sobre o planejamento da demanda devemos primeiro perguntar: O que vem a ser demanda? O dicionário online conceitua demanda como a quantidade ou parcela de um serviço ou um bem, os quais desejam ser IMPORTANTE Quando mais avanços e transformações tivermos, maiores serão as incertezas, assim, é necessário que as organizações estejam preparadas para as surpresas que o mundo pode oferecer e suas descontinuidades. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 103e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 103 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística104 adquiridos pelos consumidores por um preço estabelecido em um mercado. Assim, o planejamento da demanda de acordo com Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011) pode ser considerado como o princípio de qualquer planejamento de produção, seja ele de curto, médio ou longo prazo. A previsão remete-se à possibilidade de erros, por mais modernos que sejam os métodos utilizados para prever. As demandas são divididas em duas naturezas: �Demanda dependente – podemos conceituar demanda depende como o produto que necessita de outro elemento a sua frente para que possa ser produzido. O que isso quer dizer? Podemos citar como exemplo os pneus de uma moto. A demanda do pneu somente é gerada quando tiver uma moto a ser produzida, desta forma, o pneu tem demanda dependente da moto. �Demanda independente – Gaither e Frazier (2001) conceituam demanda independente dizendo que é quando esta é independente da demanda correspondente a qualquer outro item mantido em estoque. Como seria isso? Utilizando o mesmo exemplo dos pneus de uma moto, podemos dizer que é quando os vários distribuidores de peças que existem compram pneus de várias fábricas para equipar as motos produzidas por aquela empresa. Porém, a demanda de pneus não é somente dependente da produção de motos da referida fábrica, pois, além de equipar as motos de outras marcas, os pneus também equipam motos usadas na substituição de pneus velhos. Assim, nesse caso, há demanda independente dos pneus. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 104e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 104 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística 105 Variações de demanda Ballou (2001) classificou as variações de demanda como padrões de demanda. Estudaremos a classificação dos padrões de demanda, sendo eles: � Padrão de demanda horizontal (Figura 1) – onde há um consumo em que a variação não se distancie muito da média, seguindo uma tendência constante. Ballou (2001) define esse modelo como sendo de demanda aleatória ou nivelada, ou ainda sem tendência e/ou elementos de sazonalidade. Figura 1 – Padrão de demanda horizontal Fonte: Elaborada pela autora 2020 com informações de Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011) � Padrão de demanda com tendência (Figura 2) – nesse padrão a variação de consumo em um determinado período tende a subir ou descer. Ele pode possuir tendência negativa onde ao longo do período existe tendência de queda no consumo do produto analisado ou tendência positiva, que é quando ao longo do período existe tendência de alta no consumo do produto. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 105e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 105 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística106 Figura 2 – Padrão de demanda com tendência (negativa) Fonte: Elaborada pela autora 2020 com informações de Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011) � Padrão de demanda sazonal (Figura 3) – esse padrão apresenta variações em determinados períodos, sendo elas positivas ou negativas. Dias (1993) diz que a demanda é sazonal quando o desvio em relação ao consumo médio está igual ou superior a 25% e também quando determinadas causas o fazem acontecer. É importante dizer que essa sazonalidade demonstra as alterações de consumo que acontecem em um espaço de tempo curto, geralmente um ano. Dias (1993) diz que as variações sazonais podem ser ocasionadas por fatores como: influências políticas, influências conjunturais, influências sazonais, alterações no comportamento dos clientes, inovações tecnológicas, produtos que são retirados de linha de produção e por problemas de concorrência. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 106e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 106 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística 107 Podemos citar como exemplo da oscilação a compra de casacos que no início do inverno nas regiões que ficam mais frias, esse tipo de roupa tem uma demanda maior, mantendo- se por um período curto e, logo após o inverno, sua demanda é reduzida até o próximo inverno. Assim, é a partir desse momento que recomeça um novo ciclo de demanda sazonal. Figura 3 – Padrão de demanda sazonal Fonte: Elaborada pela autora 2020 com informações de Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011) Previsão da demanda São as previsões que causam impactos no planejamento das organizações. Uma previsão mal feita pode contribuir para que todos os demais setores da organização também sofram. Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011) discorrem que a atividade de previsão de demanda é devital importância, pois fornece as entradas básicas para planejar e controlar as áreas de marketing, produção, finanças e logística. Acentuam também que a previsão em logística diz respeito à natureza temporal, assim e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 107e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 107 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística108 como espacial, da demanda, a extensão de sua variabilidade e ao seu grau de aleatoriedade. Sabe-se sempre estamos sujeitos a erros, assim, ao se fazer uma previsão de demanda não se deve esperar resultados precisos. Assim, Chopra e Meindl (2003) diz que deve-se prestar atenção em algumas características a respeito das previsões, destacando: �As previsões estão sempre sujeitas a erros, deste modo ao se fazer a previsão deve ser incluído nos cálculos uma medida de erro; �As previsões para longo prazo tendem a ser menos precisas que a curto prazo, desta forma, o desvio padrão para as previsões de longo prazo será maior; �Quando se fazem projeções de dados mais agregados, os resultados são normalmente mais precisos. Modelos de previsões de demanda Conforme Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011) existem diversos modelos de previsão de demanda, esses modelos podem ser classificados como: �Modelos quantitativos – nesse tipo de modelo podem ser utilizados conhecimentos obtidos pelas pessoas de acordo com sua experiência. Ballou (2001) diz que por intermédio de técnicas comparativas, pesquisas, intuição e julgamentos, os métodos quantitativos são fontes capazes de produzir estimativas quantitativas sobre previsões de demanda. Esse mesmo autor, cita os seguintes métodos: �Consenso do comitê executivo – diversas pessoas que conhecem sobre o mercado são reunidas para formar um comitê que tem a responsabilidade de apresentar uma previsão de venda, por exemplo. Para que se possa formar uma previsão é necessário a opinião da maioria; e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 108e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 108 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística 109 �Método Delphi - Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011) diz que por meio desse método pretende-se chegar a um consenso mediante respostas anônimas a um questionário em turnos sucessivos. Cada resposta é repassada a todos os participantes e o processo é repetido, sendo necessário até seis turnos para que se possa chegar a um consenso sobre a previsão; � Pesquisa da equipe de vendas – as equipes de vendas colhem informação que, posteriormente se combinam para que se possa formar uma única estimativa; � Pesquisa de clientes – a previsão futura é formada a partir de uma pesquisa individual realizada com os clientes; �Analogia histórica – utiliza-se de um produto que já está no mercado para que se possa fazer uma estimativa das vendas futuras de um produto similar. �Modelos de séries temporais – Chopra e Meindl (2003) diz que esses métodos se baseiam na suposição de que o histórico da antiga demanda é um bom indicador da demanda futura. Esses métodos são mais eficientes quando a demanda é estável e o seu padrão não sofre variações bruscas. �Modelos causais – de acordo com Chopra e Meindl (2003) esses modelos partem dos pressupostos que as demandas futuras são influenciadas por fatores conjunturais como taxas de juros, variação de cambial, situação econômica do país, entre outros. Esses modelos são construídos sobre o argumento de que os níveis de outras variáveis originam o nível da variável de previsão. Podemos citar como exemplo o caso da compra de casaco no inverno, devido à grande procura várias lojas começam a vender o que ocasiona uma queda no preço, desta forma, o preço é efeito da causa. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 109e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 109 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística110 �Modelos de simulação – esses modelos são encarregados de tentar reproduzir as tendências dos consumidores, combinando os modelos causais com os modelos temporais. Chopra e Meindl (2003) trazem como exemplo desse tipo de modelo as previsões de companhias aéreas que simulam o comportamento de compra do cliente para prever a demanda para assentos mais caros quando não há poltronas disponíveis nas classes mais baratas. Modelos de demanda temporais de previsões em cenários futuros Estudamos sobre os modelos de previsão e a sua importância nas demandas futuras. Agora estudaremos sobre os modelos temporais que podem ser utilizados em qualquer tamanho e tipo de negócios por serem mais simples, de acordo com Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011): �Modelo de previsão com base no último período – esse modelo considera a previsão para um período de acordo com o último, desta forma, a previsão da demanda será igual à demanda do último período; �Modelo de previsão da média móvel – esse modelo é feito de acordo com o cálculo que leva em consideração que a demanda posterior será igual a média de “n” períodos anteriores. Dias (1993) diz que se o valor de “n” for muito grande a reação da previsão sobre os valores atuais será muito lenta. De maneira inversa, se “n” for pequena a reação será rápida. O valor de “n” segue a vontade de quem decide. A equação utilizada é: CM=(C1+C2+C3+...+Cn) n CM – representa o consumo médio; C – representa o consumo nos períodos anteriores; N – representa o número de períodos. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 110e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 110 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística 111 �Modelo de previsão da média com ponderação exponencial – esse modelo utiliza os dados mais recentes e permite menor manuseio de informações passadas. Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011) mencionam que para o cálculo da previsão desse modelo deve ser considerado três fatores: previsão do último período; consumo do último período; constante alfa que representa o valor ou a ponderação atribuída aos valores mais recentes. Esses autores ainda dizer: Os valores de α situam-se comumente entre 0 e 1, porém são normalmente utilizados os valores compreendidos entre 0,1 e 0,3. Esses valores são utilizados de forma a suavizar a média estimada, descontando-se os efeitos das variações aleatórias. Por esse motivo, nesse modelo é atribuída uma parcela da diferença entre o consumo atual e o consumo previsto a uma mudança de tendência, o restante é atribuído a causas aleatórias. (Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin, p.41, 2011). Utiliza-se a seguinte equação: Xp – representa a média estimada; XT – representa o valor de consumo do último período; XT-1 – representa o valor consumido no penúltimo período. Estudamos alguns dos modelos que podem ser utilizados para criar cenários logísticos para o futuro. Através desses modelos podemos supor uma determinada demanda e desenvolver cenários que servirão para fornecer informações, para que assim possam ser feitas previsões nas outras áreas do sistema produtivo. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 111e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 111 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística112 A análise de cenários no serviço ao cliente, na distribuição de produtos e no estoque e armazenamento RESUMINDO Estudamos nesse capítulo sobre o que vem a ser análise de cenário, sendo conceituada como estudo de tendências futuras, isto quer dizer que cenários são possibilidades de acontecimentos futuros. Assim, o cenário para uma empresa é um futuro possível onde se possa prever, se antecipar e se preparar para esse futuro. Assim, para começar os estudos, iniciamos com o planejamento de demanda que é o considerado como o princípio de qualquer planejamentode produção, seja ele de curto, médio ou longo prazo. Vimos que as demandas podem ser dependentes ou independentes. Estudamos sobre suas variações para, por fim, estudar os padrões de demanda, trazendo modelos para que possa ser elaborado o cenário futuro. OBJETIVO Continuando o estudo da análise de cenários na logística. Neste capítulo estudaremos sobre os serviços ao cliente, a distribuição de produtos e o estoque e armazenamento. Estão prontos? Vamos lá! e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 112e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 112 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística 113 Existem diversos cenários que devem ser estudados na logística, neste capítulo daremos seguimento ao estudo desses cenários, tendo em vista que no capítulo 1 estudamos o planejamento de demanda. Serviço ao Cliente Quando falamos na logística devemos dar ênfase no que se refere ao serviço ao cliente, isto porque essa deve ser a maior preocupação dos gestores. Mas por que os gestores devem se preocupar tanto com isso? Essa pergunta é respondida facilmente. Os gestores devem se preocupar com o serviço ao cliente porque esse serviço sofre interferência no decorrer dos fluxos compreendidos no processo (fluxos de informações, de materiais e financeiro). Além disso, o termo serviço ao cliente é empregado no campo da logística para descrever complexo de críticas diferentes e de atividades inter-relacionadas. Conforme Kyj e Kyj (1994) o conceito de serviço ao cliente pode ser também um termo genérico utilizado pela indústria e pelos pesquisadores para descrever um conjunto de atividades com as quais a empresa se compromete para obter e manter clientes. Essas atividades incluem também relacionamentos que são baseados em atividades executadas entre um processo e outro, sejam eles entre departamento ou entre organizações. O serviço ao cliente é onde está concentrada a principal fonte de criação de vantagens competitivas por meio de diferenciais de valor agregado, isto porque, o mercado está cada vez mais possuindo produtos semelhantes, onde os clientes dificilmente percebem a diferença entre dois produtos concorrentes. Sabe-se que o que mantém uma organização no mercado é o cliente, sem clientes a organização não vende, consequentemente, não produz e também não obtém lucro. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 113e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 113 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística114 Assim, o processo logístico deve pensar nas necessidades dos clientes. Mentzer, Rutner, Matsuno (1996) expõem que a maior dificuldade das empresas é moldar o fornecimento do serviço ao cliente, que é justamente aí que ela é avaliada pela sua razão de ser, o cliente. Todavia, as áreas de logística das empresas do ramo admitem a importância do serviço na escolha de uma empresa pelo cliente. Os custos com os clientes podem ser considerados como investimentos. Quantas vezes você preferiu comprar um produto em uma empresa mesmo sendo mais caro só porque a empresa o tratou bem? Só porque você se sentiu mais bem tratado e melhor acolhido? Os elementos do serviço ao cliente Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011) retratam que possui três elementos do serviço ao cliente, esses elementos segundo eles, fazem parte de qualquer transação comercial em que se está oferecendo um produto ou um serviço, mas que geralmente não são observados pela empresa. Esses elementos são: �Elementos de pré-transação: declaração escrita da política ou declaração formal; declaração nas mãos dos clientes ou acessibilidade; estrutura organizacional; flexibilidade do sistema; serviços técnicos; IMPORTANTE As empresas não devem se preocupar com o serviço ao cliente só por causa do seu lucro, mas também devem pensar na satisfação do cliente. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 114e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 114 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística 115 �Elementos de transação – ciclo do pedido; disponibilidade de estoque; taxa de cumprimento do pedido; informações sobre o pedido; habilidade com pedidos em aberto; exatidão do sistema; �Elementos de pós transação – instalação, garantias, reparos e peças de reposição; rastreamento do produto; tempo de atendimento de chamada; embalagem; queixas e reclamações; substituição temporária enquanto o produto sofre reparo. Ballou (1995) diz que alguns elementos ofertados no serviço ao cliente devem ser priorizados, para isso ele elaborou o seguinte quadro: Tabela 1 - Elementos ofertados Fonte: Elaborado pela autora com informações de Ballou (1995) Ballou (1995) acentua que o mais importante sobre essas descobertas é que os elementos considerados mais críticos no serviço ao cliente são os que se tem mais facilidade para medir, assim, são os mais fáceis de controlar pela área de logística. Desempenho e a logística De acordo com Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011), desempenho é a medida da relação entre os resultados atingidos ao longo de um determinado período com as expectativas dos Elemento do nível de serviço Índice* Tempo médio de entrega Variabilidade do tempo de entrega Informações sobre o andamento do pedido Serviço de urgência Métodos para emissão de ordens Resolução de queixas Exatidão no preenchimento de pedidos Política para devolução Procedimento de cobrança 0,76 0,72 0,67 0,59 0,56 0,56 0,46 0,44 0,36 *O coeficiente de correlação varia de 0 a 1 entre o elemento do nível de serviço e a satisfação do cliente. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 115e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 115 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística116 clientes a respeito de um determinado serviço. Essas expectativas podem estar relacionadas a qualidade, custos, tempo outros atributos, sejam eles tangíveis ou não. As previsões desempenham uma grande importância, pois ela possibilita uma visão de maneira antecipada da demanda, afetando o desempenho da logística na distribuição. Assim, a queda no desempenho faz com que o nível de serviço logístico esperado seja baixo. Bowersox (2006) deixa claro que ao estabelecer um programa de serviço ao cliente é imprescindível identificar padrões claros de desemprenho para cada uma das atividades e medidas relativas a estes padrões. Taylor (2005) traz alguns indicadores de desempenho logístico, sendo eles: � Indicadores de tempo de processamento – são simples medida que corresponde geralmente ao tempo entre o início e o fim de uma operação ou atividade. Entre os indicadores de tempo Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011) citam: tempo de processamento de um pedido, que é o tempo de atendimento ao cliente a partir do momento em que o pedido entra no processo, até o momento em que é entregue ao cliente. O tempo de processamento pode ainda ser desmembrado em tempo de ressuprimento, tempo de produção, tempo de processamento do pedido, tempo de ciclo financeiro, entre outros. � Indicadores de custos – o custo é mais difícil de ser medido, eles podem ser custos diretos que são aqueles diretamente destinados ao produto acabado e correspondem aos valores de matérias-primas e os demais custos associados a elas, ainda à transformação em produto e aos custos de entrega para o cliente. Custos indiretos que são aqueles de gerenciamento da empresa, geralmente estão associados a atividades que correspondem a vários produtos. Custos de erros são os valores e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 116e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 116 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística 117 da correção de problemas ocorridos durante o processo de produção. Custos periódicos são os custos fixos(ex. aluguel, pagamento de funcionário). Custos adicionais são os valores agregados ao produto de forma absoluta (ex. custo do transporte por valor total da fatura). � Indicadores de eficiência – eles demonstram o quanto cada recurso está sendo utilizado no produto. Podemos citar como exemplo de indicadores de eficiência a utilização do estoque, a utilização da capacidade e a utilização do capital. � Indicadores de eficácia – esse indicador tem o foco em medir quanto o processo pode atingir seus objetivos. Podemos citar como exemplo: nível de serviço e satisfação. Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011) ressaltam a diferença entre os indicadores de eficiência e os de eficácia que é: a eficiência mede a capacidade de utilizar o que possui e a eficácia a sua capacidade de obter o que deseja. Estudando isso, é importante frisar a importância do serviço ao cliente onde a empresa deve saber o que o cliente deseja, qual o seu nível de serviço esperado, qual a visão do cliente, para que assim possa elaborar uma estratégia e desta forma, possa alcançar as metas definidas. Distribuição de produtos O que vem a ser a distribuição de produtos? A distribuição de produtos é todo o processo que vai desde o produtor até o recebimento da mercadoria pelo cliente, sendo designados como canais de distribuição. Rocha (2006) conceitua canais de distribuição sob a óptica do pessoal da logística é o conjunto de processos operacionais que faz com que os produtos se desloquem da fabricação para os pontos de consumo ou consumidor final. Todavia, os profissionais de marketing consideram que canal de distribuição e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 117e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 117 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística118 é todo o conjunto que tem na sua formação distribuidores, atacadistas, varejistas e demais elos que fazem o produto chegar até o consumidor final. Exemplificando canal de distribuição: Fonte: Elaborado pela autora 2020 É nítido que quando maior for o número de entregas, mas complexo será esse canal de distribuição para conseguir atender a todos de forma eficaz. Para satisfazer a necessidade dos clientes, Bowersox, Closs, Coorper (2006) apontam que as empresas precisam superar três discrepâncias, sendo elas: �Discrepância de espaço – os locais de produção não são os mesmo que os de consumo; �Discrepância de tempo – é a diferença entre o tempo de produção e o de consumo. Pois, o estoque deve regular para que não falte produto enquanto este está sendo produzido; �Discrepância de quantidade e variedade – é a necessidade do cliente de comprar pequenas quantidades de vários tipos de produtos. Para que possa realizar todos os trabalhos, o canal de distribuição precisa ser estruturado, Dornier et al. (2000) sugerem que existem três modelos básicos de estrutura de canais com visão funcional, de utilidade do consumidor e o modelo de postergação e especulação. É dito por esse autor supramencionado que a visão funcional tem seu foco nas inter-relações entre os membros dos canais de distribuição, sua principal ideia é de espalhar as funções entre os componentes do canal para minimizar os custos. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 118e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 118 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística 119 O modelo de utilidade do consumidor tem seu foco no mix de marketing, determinando funções diferentes dependendo da atuação da empresa. Já o modelo de postergação e especulação tem seu foco na otimização do canal pela minimização dos custos e riscos para os envolvidos, isto é, para os produtores e distribuidores. Os canais de distribuição são de suma importância para que as organizações possam vender mais, devendo os profissionais analisarem a melhor forma e quantidade de produtos a serem comprados e quais os produtos que atendem seus clientes. Devendo possuir um meio de transporte eficaz para fazer as entregas, fazendo sua organização funcionar e obter cada vez mais lucros. Estoque e armazenagem Estudaremos nesse tópico as formas de fazer estoque de maneira que haja preocupação com o volume e sua qualidade. Estoque na fábrica O que é estoque? Estoque é toda a mercadoria armazenada. Para se ter um estoque, a empresa necessitou tirar dinheiro do seu caixa para se comprar produtos, matérias-primas, para assim produzir e estocar materiais. SAIBA MAIS Para saber mais sobre os canais de distribuição assista ao vídeo do Professor Henrique Hamerski sobre a Gestão de canais de distribuição, disponível em https://bit.ly/2RnWIIk e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 119e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 119 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística120 A empresa começa a formar estoque a partir do momento em que é adquirido produto além da quantidade necessária para consumo. Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011) frisam que o estoque pode ser qualquer produto ou material empregado na produção, utilizado como material de expediente, matéria- prima, material de manutenção, produtos em processamento, entre outros. O estoque incorre em custos, devendo ter controle efetivo e eficaz por parte dos gerentes que o administra. Então, qual o papel do gestor de estoque? Uma das suas funções é do tratamento diferenciado aos itens que estão em estoque. Como seria esse tratamento diferenciado? Ele trata cada item conforme sua importância em relação ao valor total estocado ou consumido. Dias (1993) diz que esse modelo de diferenciação é conhecido como classificação ABC, onde ela é uma curva que permite identificar quais itens necessitam de mais atenção, pois permite que se ordene os itens conforme sua importância relativa. Explicando melhor essa classificação, Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011, p.100) diz: Dessa forma, os itens de maior valor em relação ao valor total dos itens estocados recém mais atenção os itens de médio e baixo valor. Os itens que recém mais atenção são os itens classificados com “A”. Os itens de atenção mediana recém a denominação de itens “B” e os de pequena atenção são denominados itens “C”. Nota-se, ainda, que os itens são valorizados por sua demanda e o custo que representam individualmente em relação ao custo ou valor total (dependendo do tipo de análise). À forma a curva, a decisão é de quem está analisando, todavia, deve-se ter cuidado para não ser gasto um valor alto com itens que pouco representam em termos de valor. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 120e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 120 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística 121 É importante que ao controlar o estoque a pessoa observe o comportamento das demandas dos itens que deseja controlar. Figura 4 – Controle de estoque Fonte: Freepik Nos tempos atuais controlar o estoque tem se tornando uma tarefa ainda mais fácil graças a ajuda da tecnologia, que vem ajudando para que as organizações não fiquem com o estoque com produtos que não trazem agregação de valor. Todavia, mesmo hoje a gente possuindo tecnologias é importante que conheçamos as metodologias que são empregadas nos sistemas de controle de estoque. Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011, p.100) apontam que entre os controles de estoque que podem ser associados aos sistemas computacionais para auxiliar nas tomadas de decisão e estabelecimentos de cenários, estão: � Sistema de duas gavetas – ele é feito em duas gavetas em que na gaveta 1 contém o estoque equivalente ao consumo durante o tempo de reposição mais o estoque de segurança e a gaveta 2 contém o estoque suficiente para o consumo que foi previsto para o período; e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 121e-book impressão - Práticasem Logística - Aberto - SER.indb 121 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística122 � Sistema dos máximos e mínimos – nesse sistema, há a determinação dos consumos previstos para os itens desejados, há também a fixação do período do consumo, os cálculos dos estoques mínimos e máximos e o cálculo dos lotes de compras; � Sistema de revisões periódicas – nesse sistema, a reposição é feita de forma periódica ao invés de continuada. Como seria isso? A reposição do estoque é feita em intervalos fixos, estabelecendo uma rotina. � Sistema de estoque básico – esse é o sistema mais simples, onde quando é retirado uma quantidade do estoque, é feito um pedido com a mesma quantidade que foi retirado. Independentemente do sistema adotado é importante que sejam feitas contagens periódicas para que haja precisão do estoque. Estoque de canais intermediários A necessidade de manter estoques intermediários implicar além ter além de espaços físicos das unidades de produção, ter centros de distribuições, por exemplo. Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011, p.105) dizem que a armazenagem dos estoques nos meios entre produtores e clientes funcionam como um amortecedor entre produção e consumo, principalmente evitando falhas de produção, problemas com transporte, falta de matéria-prima, entre outros problemas. De acordo com Ballou (2001, p. 202), as razões para que uma empresa use espaço para estocagem são quatro: 1 – redução dos custos de transporte e produção; 2 – como forma de coordenar a oferta e a demanda; 3 – como suporte para a área de produção; 4 – como suporte para os serviços de marketing. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 122e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 122 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística 123 Desta forma, é importante o estoque de canais intermediários devido ao fato de ao armazenar os produtos próximo aos clientes o tempo de entrega será diminuído. Assim, as vendas podem sofrer alterações positivas. Na análise de cenário o controle de estoque vem como um dos pontos fundamentais, tendo em vista que ele possibilitará mais lucro. Estudamos nesse capítulo que o serviço ao cliente sofre interferência no decorrer dos fluxos compreendidos no processo (fluxos de informações, de materiais e financeiro). Estudamos que existem três elementos de serviço ao cliente: pré-transação, transação e pós transação. Vimos que desempenho é a medida da relação entre os resultados atingidos ao longo de um determinado período com as expectativas dos clientes a respeito de um determinado serviço. Essas expectativas podem estar relacionadas a qualidade, custos, tempo outros atributos, sejam eles tangíveis ou não. Estudamos que os indicadores de tempo de desempenho logístico são: de processamento, de custos, de eficiência, de eficácia. A distribuição de produtos por sua vez acontece do produtor até o varejista, e que as empresas precisam superar três discrepâncias: de espaço, de tempo e de quantidade e variedade. Já no que se refere a estoque e armazenagem, vimos o quanto é importante o processo de estoque é importante para que a empresa funcione bem. SAIBA MAIS Para saber mais sobre a logística em estoque, assista ao vídeo “Controle de Estoque”, disponível em https://bit.ly/2UXmvcR e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 123e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 123 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística124 A análise de cenário na logística no processo de planejamento das necessidades de materiais, na produção e nas compras Planejamento das necessidades de materiais O planejamento da produção é pautado em um plano estratégico de longo prazo, no qual se visualiza os produtos com suas vendas em termos globais. Gaither e Frazier (2001) dividem o planejamento em etapas, sendo elas: � Planejamento da capacidade de longo prazo – esse planejamento é focado em vários anos à frente e seus planos compreendem linhas completas de produtos em processo. Gaither e Frazier (2001) frisam que esses planos envolvem a localização de fábricas e suas capacidades de produção, o processo que utilizarão na manufatura, possibilidades de produção em grandes escalas, tecnologias de produção, automação e uma série de outros requisitos que envolvem grandes investimentos; � Planejamento agregado – focado em planos de médio prazo que são executados por gerentes de produção e operações, envolvendo contratação e demissão de mão de obra, uso de OBJETIVO Estudaremos neste capítulo sobre o processo de planejamento de materiais, sobre a produção e por fim, sobre as compras, componentes fundamentais para a análise de cenário na logística. Vamos lá!! e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 124e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 124 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística 125 capacidade instalada, definições sobre horas extras, instalações, estoques, fornecimento de materiais, entre outros. Mas o que vem a ser médio prazo? Médio prazo é o período entre 6 e 18 meses. Existem várias formas de cumprir as demandas sem que precisa utilizar os investimentos em capital, entre essas formas estão: os trabalhos em horas normais, trabalhos com horas extra, estoque e produção por um terceiro. Figura 5 – Planejamento Fonte: Freepik Esse plano pode ser abordado de duas formas: plano de acompanhamento da demanda (a capacidade de produção vai sendo alterada ao longo dos períodos com o intuito de atender o mesmo volume de demanda) e plano de nivelamento da capacidade (se mantém constante a capacidade produtiva). � Plano ou programa mestre de produção – esse plano diz respeito ao que a empresa precisará no que se refere a materiais e operações. De acordo com Gaither e Frazier (2001), os planos mestres de produção tratam de um planejamento no nível de gerencia fabril e envolvem horizontes de decisão baseados no e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 125e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 125 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística126 curto prazo, os responsáveis por essa atividade geralmente são dos gerentes de fábrica. O detalhamento do plano vai ao nível de produção dos produtos acabados por item, ou por unidade, na menor divisão do produto. � Sistemas de planejamento e controle da produção – esse sistema é encarregado dos cronogramas de montagem, produção de peças que serão manufaturadas, compras de materiais, manuseio de máquinas e materiais, isto é, de todos os planos de operações e produção. Gaither e Frazier (2001) pontuam que esse plano chega ao nível de um modelo específico de produto que inclui horas de trabalho, capacidade de produção e os itens que compõem o produto. No que tange o planejamento das necessidades de materiais, é importante dizer que essas necessidades e a de recursos caminham juntas com o planejamento de produção estudado acima. Gaither e Frazier (2001) apontam que MRP é um sistema computadorizado que toma o plano mestre de produção (MPS) como um dado. Esse MPS é desmembrado nas quantidades necessárias de matérias-primas, peças, submontagens e montagens em cada semana. As necessidades de materiais são divididas, com vistas a considerar os materiais que se tem disponíveis ou em vias de aquisição e por fim, o MRP desenvolve um programa de pedidos de materiais adquiridos e de unidades produzidas ao longo do horizonte de planejamento. Como vêm a ser os sistemas MRP? Esses sistemas são desenvolvidos por empresas de software, em que há a interação entre as diversas áreas da empresa, como engenharia, marketing, produção, logística e finanças. Ele é composto pelo plano de produção, a lista de materiais e a situação de estoques e, os objetivos que incentivam o uso desses sistemassão: reduzir custos com estoques de matérias-primas, materiais e serviços, melhorar o nível de serviço que o cliente espera da empresa, obter ganhos de eficiência nos processos produtos. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 126e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 126 19/10/2021 10:48:3519/10/2021 10:48:35 Práticas em Logística 127 Gaither e Frazier (2001, p.315) dizem que a maioria dos materiais possuem demandas dependentes e sua lógica funcional computadorizada obedece à seguinte sequência: �O plano mestre define a quantidade de cada item ou família de itens para cada período de tempo; �As quantidades de peças de reposição são adicionadas ao plano mestre de produção, porém, deduzidas dos pedidos dos clientes, que são incluídas como itens finais; �O plano mestre de produção e os componentes de reposição são calculados como necessidades brutas dentro do horizonte de planejamento e com consulta constante à lista de materiais; �As necessidades brutas são alteradas em função das quantidades disponíveis e já solicitadas para cada período com base em consultas à situação dos estoques; �Os pedidos são então contrabalançados, antecipando, quando necessário, sua compra ou produção, pois se deve levar em conta as diferenças entre os processos e seus tempos de processamento, as particularidades de fornecimento, entre outros. Os sistemas de MRP podem ser utilizados em todos os níveis do planejamento de produção quando se trata de itens de processo, desde as famílias de produtos até os demais níveis de detalhamento de cada produto. Logística de produção Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011, p.105) apontam que a movimentação da matéria-prima e materiais envolvidos na fabricação, no processamento e na entrega de um produto geram uma série de informações dentro dos mais variados ambientes empresariais e possibilitam a criação de diversos cenários logísticos. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 127e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 127 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística128 Compras O setor que se relaciona com os fornecedores é o de compras. É de vital importância a atuação desse setor para o alcance das metas estratégicas, tendo em vista que sua atuação pode trazer alterações para o prazo de entrega, para os custos e para a qualidade da produção. Gaither e Frazier (2001) apontam que os responsáveis por compras das empresas têm como atividades a manutenção de bancos de dados de fornecedores disponíveis, a seleção de fornecedores para suprir cada material, a negociação de contratos de fornecimento com as fontes de fornecimento e ainda um preposto da empresa com seus fornecedores. Como acontece essas compras entre os fornecedores e o setor de compras? Antes da tecnologia existir, esse processo era mais lento, pois existia um excesso de atividades manuais e de pessoas envolvidas, atualmente, o pedido pode ser feito através de um sistema corporativo em segundos. Desta forma, para que possa ser feita a compra, os fornecedores disponibilizam catálogos de forma online contendo todos os seus produtos, além disso, elaboram uma cotação com informações de prazos, preços, quantidades, qualidades. Quando o setor de compras escolhe os produtos que desejam eles inserem no sistema que automaticamente disponibiliza para os fornecedores e começa todo o processo de produção e envio dos produtos. Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011) determinam que a origem do movimento verificado em suprimentos é o pedido do cliente, mesmo que o produto seja produzido para estoque. Quando um pedido entra em uma organização e esta possui os itens para entrega, após o atendimento do pedido, é gerada uma necessidade de reposição do estoque. Os instrumentos básicos para a movimentação de estoques são: especificações de materiais, requisições de compras, e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 128e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 128 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística 129 cotações de preços e ordens de compras (GAITHE e FRAZIER, 2001, p.433-434). Gaithe e Frazier (2001) dizem também que esses instrumentos formam uma estrutura que sustenta a organização de uma área de compras. Movimento de materiais Os líderes de produção têm a responsabilidade da movimentação de materiais no processo produtivo. Uma das suas missões é entregar os produtos ao cliente na data exigida por ele, para atender esse requisito os gerentes de produção de acordo com Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011) devem enfrentar uma complexa rede de informações sobre movimentação de materiais, máquinas de movimentação, matérias-primas, mão de obra de produção e de terceirização, material de manutenção, prazos de manutenção, compromissos futuros e diversas outras responsabilidades. �De acordo com Gaither e frazier (2001, p.439) as atividades que devem ser controladas no movimento de materiais são: �Descargas de veículos quando chegam nas fábricas e a sua colocação nas docas de recebimento; �Movimento dos materiais das docas para o setor de inspeção; �Deslocamento dos materiais da inspeção para os armazéns; �Recuperação dos materiais estocados e sua entrega nos setores de uso, como produção e outras áreas; �Deslocamento dos materiais entre processos; e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 129e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 129 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística130 �Deslocamento dos produtos acabados do último ponto de montagem para a expedição ou armazém de estocagem de produto acabado; � Separação de pedidos e entrega para embalagem e embarque; �Carregamento dos veículos ou seu gerenciamento nas docas de embarque. Figura 6 – Deslocamento de materiais Fonte: Freepik Comprar x fabricar Muitas empresas entram no dilema do que é melhor comprar e do que é melhor fabricar. Levando para a vida pessoal, quantas vezes uma pessoa se viu se perguntando: eu posso comprar brigadeiro, mas se eu fizer o custo será bem menor? Mas na mesma hora pensa: se eu comprar eu economizei tempo, por mais que gaste mais. Em uma empresa acontece basicamente isso, todavia outros pontos devem ser levados em conta na hora de concluir se é melhor comprar ou fabricar, para tomar essa decisão Rocha, Taboada, Bouzon e Casarin (2011) apontam que se deve levar em consideração qual é a melhor alternativa de custo; qual o melhor e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 130e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 130 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística 131 prazo; qual a melhor quantidade; qual a estratégia da empresa em relação a terceirização; o que é possível terceirizar que não irá expor a um terceiro aquilo que a empresa faz de melhor; entre outras questões estratégicas, táticas ou operacionais. Produção Por fim, analisados o processo de pedido do cliente, a movimentação de materiais, sendo importante agora estudar a produção. Para se ter uma produção, deve-se haver um planejamento, em que a regra de sequenciamento mais comum é dita por Gaither e Frazier (2001) que é: � Primeiro a entrar, primeiro a sair – o primeiro produto a ser feito é aquele que primeiro chegou; �Menor tempo de processo – entre os pedidos que estão esperando, o que tem menor tempo de processo é prioritário; �Mais urgente data de vencimento – entre os pedidos que estão esperando a prioridade é com o que tem mais urgência na entrega; �Menor folga – o pedido com menor folga na lista de espera terá prioridade; �Menor custo de preparação – pedido com menor custo de preparação terá prioridade na próxima máquina. A função desse sequenciamento na produção é de fazer com que o programa de produção geradopara ser produzido nos recursos disponíveis seja adequado a eles. Gestão de compras Estudamos sobre o setor de compras ao falarmos da logística da produção, sabendo que esse setor é responsável pela aquisição de matérias-primas, suprimentos e componentes para e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 131e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 131 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística132 a organização, mas é importante frisar que de acordo com Ballou (2006) também inclui nas atividades da gestão de compras: selecionar e qualificar fornecedores; avaliar desempenho dos fornecedores; negociar contratos; comparar preço, qualidade e serviços; pesquisar bens e serviços; programar as compras; estabelecer os termos de vendas; avaliar o valor recebido; mensurar a qualidade recebida, quando esta não estiver incluída entre as responsabilidades do controle da qualidade; prever mudanças de preços, serviços e, às vezes, de demanda; especificar a forma em que os produtos devem ser recebidos. As organizações adquirem diversos produtos de diferentes fornecedores, desta forma, para que a gestão de compras seja eficiente ela deve ter alguns objetivos de acordo com Slack, Chambers e Johnston (2008), sendo eles: � Possuir qualidade correta; � Ser entregue rapidamente, se necessário; � Ser entregue no momento certo e na quantidade correta; �Ter disponibilidade de alteração em termos de especificações, de tempos de entrega ou quantidade; �Ter preço correto. Assim, o setor de compras ocupa uma posição que pode ser considerada maior nas organizações, pois os produtos que são adquiridos representam geralmente 40 a 60% do valor final das vendas. Algumas estratégias elencadas por Ballou SAIBA MAIS Saiba mais assistindo o vídeo “Gestão de compras e estoques” disponível em https://bit.ly/2VgnhjJ e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 132e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 132 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística 133 (2006) para reduzir os custos de compras com os fornecedores são: renegociar contratos, oferecer ajuda, manter pressão para melhorias, reduzir o número de fornecedores. Visto isso, vemos a importância do setor de compras que é garantir que materiais e serviços sejam fornecidos nas quantidades certas, com qualidade e com preço correto. RESUMINDO Começamos estudando que o planejamento da produção é pautado em um plano estratégico de longo prazo, no qual se visualiza os produtos com suas vendas em termos globais. Vimos que o planejamento das necessidades de materiais, é importante dizer que essas necessidades e a de recursos caminham juntas com o planejamento de produção. Estudamos também sobre os sistemas MRP e a que lógica funcional ele obedece podem ser utilizados em todos os níveis do planejamento de produção quando se trata de itens de processo, desde as famílias de produtos até os demais níveis de detalhamento de cada produto. Estudamos também sobre a logística de produção, abordando as compras que é de vital importância para o alcance das metas organizacionais, o movimento de materiais, o impasse entre comprar e fabricar, as regras de sequenciamento de produção de pedidos, por fim, estudamos a gestão de compras e a sua função principal, sendo ele o principal setor pois garante que sejam fornecidos os materiais para a produção. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 133e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 133 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística134 Planejamento operacional e as ferramentas úteis para esse planejamento Planejamento operacional O que vem a ser planejamento operacional? O planejamento operacional faz parte dos tipos de planejamento para que as organizações realizem um bom desempenho. Nele são realizados processos e atividades que é representado por documentos escritos, normas, manuais ou políticas estabelecidas, de acordo com Oliveira (2006). Santos (2010, p. 26) define planejamento operacional como a materialização prática para a realização dos objetivos definidos no planejamento estratégico. Esse planejamento ele atua em um curto prazo, tendo como fundamento as operações organizacionais rotineiras e também, visa otimizar os resultados e processos de acordo com as normas e procedimentos solicitados pela organização. Oliveira (2006) reforça que é no nível de planejamento operacional que há a formulação do plano de ação da organização, nesse plano contém a previsão das atividades e a base para seu monitoramento, sendo estabelecido nesse planejamento as responsabilidades, os recursos humanos, os recursos financeiros e materiais e o cronograma de trabalho. OBJETIVO Neste capítulo estudaremos sobre o planejamento operacional e as ferramentas úteis utilizadas nesse planejamento. Explicaremos o que vem a ser o planejamento e a suas etapas, para que assim, possamos elencar as ferramentas. Vamos lá? e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 134e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 134 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística 135 Quem elabora esse planejamento? Santos (2010) retrata que esse planejamento é elaborado pelos níveis inferiores da empresa e tem como foco as atividades do dia-a-dia e corresponde a formalização das metodologias de desenvolvimentos e implementação já estabelecidas, devendo criar as condições para sua execução. O plano operacional possui ferramentas que corroboram para a regularização de ações operacionais, essas ferramentas são: cronogramas, organogramas e orçamento, que procuram atingir todos os objetivos e metas colocados. Figura 7 – Plano operacional Fonte: Freepik SAIBA MAIS Saiba mais sobre os conceitos básicos de planejamento operacional, assistindo ao vídeo Planejamento Operacional, disponível em https://bit.ly/3aV2EAd e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 135e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 135 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística136 Maximiano (2009, p.160) retrata que o processo de planejamento operacional é composto pelas seguintes etapas, principalmente, análise dos objetivos, planejamento das atividades e do tempo, planejamento dos recursos, avaliação dos riscos e previsão dos meios de controle, vamos estudar sobre cada uma delas: �Análise dos objetivos – a análise dos objetivos é importante pois identificar os objetivos é o ponto de partida para a elaboração dos planos operacionais. Quando o objetivo é definido se torna possível o direcionamento dos esforços operacionais para os processos e as atividades que procuram alcançar resultados e metas contidas nas diretrizes da organização. Oliveira (2015) diz que o planejamento operacional quebra os objetivos em objetivos estratégicos ou táticos em objetivos menores que são traduzidos em metas, atividades e rotinas. Essas metas são a especificação dos objetivos, quantificados e organizados em um espaço temporal. Assim, as metas se tornam a forma de acompanhar os objetivos estabelecidos. � Planejamento das atividades e do tempo – as atividades são desenvolvidas de acordo com a análise dos objetivos e das experiências das pessoas que integram os processos da organização, sendo refletidas em seu conhecimento. Oliveira (2015) aponta que após a identificação das atividades é necessária a programação das mesmas, essa programação consiste no sequenciamento ao longo do tempo, visando ordenar as atividades em uma disposição ótima em termos de eficiência. A programação das atividades para que possam desenvolver depende do tempo que sua duração for estimada e da decisão no que se refere ao seu sequenciamento. Quando essa programação é decidida, seu resultado incide em um programa de trabalho organizadoem metas ligadas a calendários que possuem ligação com os cronogramas e as tabelas de acompanhamento e controle. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 136e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 136 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística 137 Falamos em cronogramas, mas fica o questionamento, o que vem a ser cronograma? Chivaneto (2010) diz que os cronogramas consistem em planos que relacionam duas variáveis sendo elas: tempo e atividades que devem ser executadas ou realizadas. Por fim, é importante deixar claro que a principal função do planejamento das atividades e do tempo é estabelecer as preferências e definir os pontos de início e de término das ações. � Planejamento dos recursos – o principal objetivo desse planejamento é de conseguir atender as demandas futuras de maneira eficaz, procurando reduzir os riscos e as possibilidades de ocorrerem imprevistos. Assim Oliveira (2015, p.19) diz que no desenvolvimento do planejamento operacional, bem como no desenvolvimento das atividades que estão inseridas no respectivo planejamento, é necessário identificar os recursos que serão demandados para a viabilidade das atividades. Os recursos a serem identificados variam entre mão de obra, materiais, serviços, e outras variáveis de custo e investimento que são necessárias, tendo em vista as particularidades de cada ação ou contexto. IMPORTANTE O cronograma é utilizado para gerenciar e controlar o andamento das atividades. De acordo com Santos (2010, p.27) O cronograma é uma técnica de representação gráfica que mostra através de um calendário, quando as atividades deverão ocorrer, e pode ser desenhado de várias maneiras. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 137e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 137 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística138 Santos (2010) retrata que os recursos necessários são classificados em cinco categorias: mão de obra (pessoal administrativo, gerentes, serviços de terceiros), material permanente (equipamentos e instalações), material de consumo (combustível, peças de reposição, materiais de manutenção, entre outros), serviços (viagens, transportes, hospedagens, serviços especializados) e outras despesas (impostos, taxas, entre outros). Assim, para que seja feito o planejamento de recursos é necessário ter as seguintes informações: custo unitário de cada recurso, duração das atividades e custos indiretos. �Avaliação dos riscos – antes de tratarmos da avaliação de riscos é importante dizer que riscos diz respeito a tudo que afeta a realização ou o resultado de atividades, causando ameaças. Desta forma, fica claro que os riscos são possibilidades de ocorrência, sendo importante que haja um conhecimento sobre esses riscos e quando possível, que haja um acompanhamento de como eles evoluem. Santos (2010) diz que a identificação de risco deve ser feita com base na lista de atividades e recursos e nos objetivos a serem alcançados. Assim, deve-se buscar os maiores números de informações possíveis para reduzir as incertezas, como por exemplo: estudar os eventos passados de atividades similares, analisar o local de realização das atividades e do cadastro dos fornecedores de recurso. A avaliação de riscos se torna primordial para tomar decisões com maior confiabilidade, fazendo com que o cenário operacional atue com maior estabilidade e segurança. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 138e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 138 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística 139 Figura 8 - Avaliação dos riscos Fonte: Freepik �Meios de controle – Maximiano (2009) diz que o planejamento das operações deve manter um grande foco sobre os meios de controle, pois esses meios são essenciais para a produção e utilização de dados e informações que objetivam as tomadas de decisão relativas a atividades e objetivos operacionais. O controle nesse ponto surge como um beneficiamento para a gestão da operação, relacionando possíveis decisões que trazem melhorias contínuas para os processos operacionais. Além disso, o controle também traz relação com a fiscalização em manter os padrões operacionais e de desempenho. Os meios de controle precisam de uma previsão que deve ser realizada antes da execução das operações, baseando-se em estimativas e visões sobre os indicadores que podem ajudar na determinação dos resultados dos processos, tendo como foco a obtenção de resultados satisfatórios. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 139e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 139 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística140 Figura 9: Processo de Planejamento operacional Fonte: Elaborado pela autora 2020 Ferramentas úteis para o planejamento operacional Foi explicado que no planejamento operacional se desenvolve planos com o objetivo de operacionalizar as atividades que buscam atingir as metas e os objetivos da organização, devendo ter metas, organização, controles e prazos. Campos (1992) dispõe que uma organização encarregada de atingir um determinado objetivo, tem a necessidade de planejar e controlar as atividades a ela relacionadas. Para que ocorra isso, há ferramentas que auxiliam na organização dessas atividades. Estudaremos algumas das ferramentas que são úteis no planejamento operacional. Ciclo PDCA Agostinetto (2006) quando fala no ciclo PDCA diz que seu objetivo é controlar e atingir resultados eficazes nas atividades de uma organização. Desta forma, quais as principais funções do ciclo PDCA? Esse ciclo padroniza as informações do controle da qualidade, faz com que sejam evitados erros lógicos e simplifica o entendimento da informação. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 140e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 140 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística 141 O responsável pela criação do Ciclo PDCA é William Edwards Deming. Campos (1992) diz que o ciclo PDCA é composto por quatro etapas, em que a ordem é estabelecida por suas letras: P – a letra P equivale ao planejamento que consiste no estabelecimento de metas sobre os itens de controle e estabelece também a forma ou método para alcançar as metas propostas; D – a letra D equivale a execução das tarefas da forma em que está prevista no plano e coleta de dados para a verificação do processo; C – a letra C é a verificação que acontece a partir dos dados coletados na execução, comparando o resultado alcançado com a meta planejada; A – a letra A por fim, refere-se a atuação corretiva, etapa essa que o usuário detectou desvios e atuará no sentido de fazer correlações definitivas, de modo que o problema não volte a acontecer. Assim, de que forma o ciclo PDCA é aplicado no planejamento operacional? Esse ciclo pode ser aplicado no planejamento operacional com o objetivo de planejar recursos e operações, controles e ações corretivas, execução de atividades, procurando atingir as metas e estabelecer os processos. 5W2H Uma importante ferramenta também é o 5W2H que tem como objetivo guiar as ações que devem ser implementadas na organização. Oliveira (1996) diz que essa ferramenta possui um caráter gerencial, sendo aplicada sobre as equipes de aprimoramento no planejamento e condução de suas atividades, buscando identificar responsabilidades e ações de modo organizado para a execução das respectivas atividades. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 141e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 141 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística142 O próprio nome 5W2H revela todo plano de ação que deve estruturar a implementação de um projeto, vejamos: Os 5W são: WHY, WHAT, WHERE, WHEN, WHO.WHY (justificativa) – porque deve ser executada a tarefa ou projeto; WHAT (etapas) – o que será feito; WHERER (local) – onde cada tarefa será executada; WHEN (tempo) – quando cada uma das tarefas deve ser executada; WHO (responsabilidade) – quem realizará as tarefas; E os 2H são: HOW e HOW MUCH. HOW (método) – Como deverá ser realizada cada etapa; HOW MUCH (custo) – quanto custará cada etapa do projeto. FMEA – Failure Mode Effects Analysis A FMEA é uma ferramenta utilizada para prognóstico de problemas, sendo também um procedimento para o desenvolvimento e a execução de processos, projetos ou serviços, revisados ou novos. Stamatis (2003) também reforça que essa é uma ferramenta utilizada para identificar, minimizar e eliminar falhas conhecidas ou potenciais, de sistemas, processos, projetos, produtos e prestação de serviços, antes que estas atinjam o cliente e a empresa. Conforme Leal, Pinho e Almeida (2006) existem três índices que são utilizados na FMEA para definir as prioridades das falhas sendo o índice de ocorrência que define a frequência da falha, o índice de severidade que corresponde à gravidade do e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 142e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 142 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística 143 efeito da falha e o índice de detectação que é a habilidade para detectar a falha antes que ela atinja o cliente. RESUMINDO Estudamos nesse capítulo que planejamento operacional é a materialização prática para a realização dos objetivos definidos no planejamento estratégico, esse planejamento atua em curto prazo, tendo como fundamento as operações organizacionais rotineiras e também, visa otimizar os resultados e processos de acordo com as normas e procedimentos solicitados pela organização. O processo de planejamento operacional é composto pelas seguintes etapas, principalmente análise dos objetivos, planejamento das atividades e do tempo, planejamento dos recursos, avaliação dos riscos e previsão dos meios de controle, estudamos cada uma dessas etapas de maneira explicativa, para, por fim, estudarmos sobre as ferramentas úteis para esse planejamento, estudando sobre o ciclo PDCA, o 5W2H e a Failure Mode Effects Analysis. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 143e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 143 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 144e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 144 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística 145 UNIDADE 04 e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 145e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 145 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística146 Muito sabemos sobre logística e muitas pessoas chegam a confundir cadeia de suprimentos e logística, não sabendo que são diferentes, uma abrange uma parte e a outra abrange um todo. Sendo importante estudarmos cada uma de maneira separada. A cadeia de suprimentos por ser mais ampla requer mais cuidado e para isso, ajudando as organizações, existe a avaliação de desempenho, método que ajuda os encarregados nas tomadas de decisões nas organizações, fazendo com que a organização atinja sua meta principal que é a satisfação do cliente. Estudaremos nessa unidade sobre esse assunto, esperando que todas as dúvidas sejam tiradas e que traga informações que mudem a forma de pensar sobre as tomadas de decisões. INTRODUÇÃO e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 146e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 146 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística 147 Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 4. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa de estudos: OBJETIVOS 1 Compreender o que vem a ser cadeia de suprimentos; 2 Identificar a avaliação de desempenho da cadeia de suprimentos; 3 Compreender como ocorre a mensuração de desem-penho; 4 Entender a avaliação de desempenho, seus indica-dores e seus sistemas. Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 147e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 147 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística148 Cadeia de suprimentos Neste capítulo, conceituaremos o que vem a ser cadeia de suprimentos, trazendo como ela ocorre tratando do canal de distribuição e seus agentes. Em seguida, trataremos da gestão da cadeira de suprimentos, trazendo sua diferença com a logística e explicando-a. Vamos lá! OBJETIVO Dentro da logística um dos assuntos mais importantes a serem estudados é a cadeia de suprimentos, mas o que vem a ser isso? Em termos gerais, podemos conceituar cadeia de suprimentos (conhecida em inglês como supply chain) como o caminho desde a matéria-prima, em que passa pela indústria fornecedora de componentes, pela manufatura, pelos distribuidores e, por fim, chega ao consumidor por meio do varejista. Bertaglia (2006, p.4) conceitua cadeia de suprimentos como: Corresponde ao conjunto de processos requeridos para obter materiais, agregar-lhes valor de acordo com a concepção dos clientes e consumidores e disponibilizar os produtos para o lugar (onde) e para a data (quando) que os clientes e consumidores os desejarem. Seguindo o conceito trazido por Bertaglia é importante destacar alguns aspectos para uma melhor compreensão. Primeiro, devemos questionar o que vem a ser materiais? Os materiais acima mencionados são todas os recursos que são necessários para a operacionalidade das organizações, sendo elas manufatureira ou de serviços, pública ou privada. Ou e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 148e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 148 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística 149 seja, os materiais fazem parte dos recursos que as organizações necessitam para existir e atuar no mercado. Agora analisamos o que é agregar valor de acordo com a concepção dos clientes e consumidores. Podemos considerar esse ponto como sendo desperdício as atividades que não sejam relevantes para os usuários, desta forma, cada processo deve buscar melhorias e agregação de valor. Quando falamos em cadeia de suprimentos, o que vem à cabeça é o fluxo de materiais que é formado por insumos, componentes e produtos acabados. Sintetizando, podemos esquematizar a cadeia de suprimentos típicas da seguinte forma: Fonte: Elaborado pela autora 2020 Explicando a esquematização: os fornecedores de matéria- prima entregam materiais variados para a indústria principal e também para os fabricantes de componentes que fazem parte da fabricação de um determinado produto. A indústria fica responsável pela fabricação do produto, que em seguida, é distribuído para os varejistas e, também, é distribuído para os atacadistas e distribuidores. Os atacadistas e distribuidores fazem um papel de intermediários, devido ao fato de que muitos varejistas não compram em volume suficiente para puder comprar diretamente às indústrias fabricantes. Por fim, as lojas de varejo sejam abastecidas pelas indústrias, seja pelos atacadistas ou distribuidores, vendem o produto ao consumidor final. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 149e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 149 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística150 Cadeia de suprimentos e o canal de distribuição A cadeia de suprimentos como visto possui agentes e, para compreender a cadeia de suprimentos é necessário compreender as funções desses agentes envolvidos nas operações. Desta forma, Bowersox e Closs (2007) explicamcomo funciona os relacionamentos pelo lado da demanda com a noção de canal de distribuição. Sendo a função do canal de distribuição a de desenvolver atividades que viabilizam acesso dos usuários ao produto ou serviço que está sendo oferecido, desta forma, esses canais desenvolvem atividades de armazenamento, transporte, pesquisa e análise de mercado, tendo como finalidade facilitar o acesso, diminuindo tempo de suprimento, tamanho de lotes e melhorando a qualidade da informação no que diz respeito às quantidades necessárias de fornecimento. Conforme Bowersox e Closs (2007, p.89) o canal de distribuição é uma estrutura de unidades organizacionais dentro da organização, e agentes e firmas comerciais fora dela, atacadistas e varejistas, por meio dos quais uma mercadoria, um produto ou um serviço são comercializados. Platt e Nunes (2007, p.53) traz os participantes típicos do canal de distribuição, sendo eles: Para saber mais sobre o conceito de cadeia de suprimentos, assista ao vídeo “Cadeia de suprimentos: o que é?”, disponível em: https://bit.ly/3arPWrL (Acesso em 26 de março de 2020). SAIBA MAIS e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 150e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 150 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística 151 � Fabricantes – produtores de bens de consumo e de insumos industriais; �Mineração – extratores de matérias primas; �Agricultura – plantadores de alimentos e de insumos necessários a outras organizações; �Atacadistas – adquirem de fabricantes e agricultores e abastece os varejistas; �Varejistas – comercializam bens e serviços junto ao usuário final. Já os participantes especializados são: �Transporte – dedicado ao transporte de bens e serviços; �Armazenagem – dedicado à guerra de materiais; �Montagem – dedicado à montagem dos produtos comer- cializados; �Comercialização – dedicado à comercialização dos bens ou serviços, mais comum na comercialização de safras e agrícolas. Desta forma, o canal de distribuição é o meio em que as transações de transferência de propriedade de bens e serviços ocorrem. Gestão de cadeia de suprimentos Antes de estudarmos o que vem a ser a gestão de cadeia de suprimentos, é importante estudarmos sua diferença com relação a logística, isto porque, é muito comum que se confunda logística com a gestão da cadeia de suprimentos, assim, é importante pontuarmos as diferenças. Ballou (2006) pontua as principais, sendo elas: e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 151e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 151 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística152 Logística SCM Foco intra-company – foca para dentro da empresa, buscando a eficiência dos processos internos. Foco inter-company – se preocupa com toda a cadeia de suprimentos, considera o todo mais importante para o alcance dos objetivos Integração entre elos – se preocupa com seus fornecedores e consumidores de primeiro nível. Perspectiva sistêmica – considera o todo importante, toda a cadeia é fundamental. Indicadores logísticos – como o foco é dentro da empresa, os indicadores seguem o mesmo padrão. Indicadores de cadeia – foca nos indicadores de toda cadeia, pois considera que se seu parceiro tiver um indicador ruim, toda a cadeia sai perdendo. Foco na operação – restrito à eficiência operacional da empresa. Atenção à concepção – concepção de toda a cadeia e de seus agentes passa a ser fundamental, estabelecendo critérios para definição e manutenção das parcerias. TI é meio/apoio – a TI é utilizada com meio/apoio para auxiliar na realização das atividades em busca da eficiência operacional. Relevância da TI – a TI é fundamental e indispensável, pois para a empresa fazer a gestão de toda a cadeia, seus agentes e suas relações, o uso da TI torna0se preponderante. Abordagem técnica – preocupa-se com a sua eficiência técnico-operacional. Abordagem de negócios – tem uma visão do todo, objetivando o sucesso do negócio por completo. Fonte: Bowersox e Closs (2007, p.89) Conhecida como Supply Chain Management (SCM), sua definição de acordo com Novaes (2015, p.62) é “SCM é a integração dos processos industriais e comerciais, partindo do consumidor final e indo até os fornecedores iniciais, gerando produtos, serviços e informações que agreguem valor para o cliente.” Desta forma, a gestão de cadeia de suprimentos se preocupa primordialmente com os consumidores, equacionando a cadeia de forma a atendê-los, da maneira que eles desejarem. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 152e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 152 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística 153 Figura 1 - Supply Chain Management (SCM) Fonte: freepik Como mencionado, as típicas cadeias de suprimentos as matérias-primas são produzidas, em seguida compradas pela manufatura, onde são fabricados, transportados até onde será guardado para em seguida serem distribuídos aos comerciantes ou aos consumidores finais. Desta forma, as operações de transporte, manuseio e a armazenagem de acordo com Brewer e Speh (2000) não agregam valor direto ao produto, mas fará com que a sua participação no grau de valor percebido pelo cliente torne-se um fator determinante ou ganhador de pedido. De acordo com Aravechia e Pires (1999), a SCM pode ser entendida como uma visão expandida da administração de materiais tradicional, que abrange a gestão de toda a cadeia produtiva de forma estratégica e integrada. Também, a SCM considera que ocorre a competição de mercado no nível das cadeias produtivas e não apenas no das unidades de negócio isoladas, a competição ocorre entre virtuais unidades de negócios. Conforme Vollman e Cordon (1996) um dos objetivos básicos da SCM é de maximizar os potenciais sinergias entre as partes da cadeia produtiva, de forma a atender o consumidor final com maior eficiência, tanto pela redução dos custos quanto pela adição de mais valor aos produtos finais. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 153e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 153 19/10/2021 10:48:3619/10/2021 10:48:36 Práticas em Logística154 Para que a cadeia produtiva seja eficiente, as empresas implantam práticas eficazes da SCM, que tem objetivado sua simplificação. Dentre essas práticas Pires (1998) destaca: �Reestruturação e consolidação do número de fornece- dores e clientes, implicando sua redução e aprofundamento das relações com o conjunto de empresas com as quais realmente se deseja desenvolver relacionamentos colaborativos e com resultado sinérgico; �Divisão de informações e integração da infraestrutura com clientes e fornecedores, propiciando entregas just-in-time e redução dos níveis de estoques. Just-in-time traduzido para o português quer dizer “momento certo”. De acordo Leme e Arrabal (2013) entregas Just-in-time nada mais é do que entregar os itens corretas na hora certa e na quantidade exata. Nesse sistema, a produção é estabelecida onde um produto só é produzido se existir uma demanda para ele. A integração de sistemas computacionais e a utilização de sistemas, como o Eletronic Data Interchange (EDI), entre fornecedores, clientes e operadores logísticos podem permitir a prática, por exemplo, da reposição automática do produto na prateleira do cliente. A utilização de representantes permanentes junto aos clientes pode facilitar, dentre outros aspectos, o melhor balanceamento entre as necessidades dos mesmos e a capacidade produtiva do fornecedor. Saiba mais sobre o sistema Eletronic Data Interchange assistindo ao vídeo “O que é EDI? ” disponível em https://bit.ly/34Z3HNB (Acesso em 26 de março de 2020). SAIBA MAIS e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 154e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb154 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística 155 �Resolução conjunta de problemas e envolvimento dos fornecedores desde os estágios iniciais do desenvolvimento de novos produtos; �Concepção de produtos que facilitem o desempenho da logística da cadeia produtiva e escolha de um operador eficiente para administrá-la; �Compatibilização da estratégia competitiva e das medidas de desempenho da empresa à realidade e aos objetivos da cadeia produtiva. Podemos elencar fatores contextuais que atingem as práticas de gestão de cadeia de suprimentos, entre esses fatores estão: �Tamanho da empresa; � Posição na cadeia de abastecimento; �Área de atuação; � Setor industrial; �Capacidades operacionais ou prioridades competitivas. Desta forma, Jabbour (2009) retrata que o tamanho, a posição e o poder de barganha da empresa afeta a adoção de práticas de gestão de cadeia de suprimentos. Estudamos nesse capítulo que corresponde ao conjunto de processos requeridos para obter materiais, agregar-lhes valor de acordo com a concepção dos clientes e consumidores e disponibilizar os produtos para o lugar (onde) e para a data (quando) que os clientes e consumidores os desejarem. O canal de distribuição pode possuir como agentes os fabricantes, mineração, agricultura, atacadista, varejista, transportes, armazenagem, montagem e comercialização. Elencamos as principais diferenças entre logística e gestão de cadeia de suprimentos, onde uma das principais é que a logística tem seu foco dentro da empresa, buscando a eficiência dos processos internos, já a gestão se preocupa com toda a cadeia de suprimentos, considerando o todo e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 155e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 155 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística156 mais importante para o alcance dos objetivos. Por fim, estudamos o que vem a ser a gestão da cadeia de suprimentos, em que ela se preocupa primordialmente com os consumidores, equacionando a cadeia de forma a atendê-los, da maneira que eles desejarem. Para que a cadeia produtiva seja eficiente, as empresas implantam práticas eficazes da SCM, que tem objetivado sua simplificação, estudamos cada uma dessas práticas, vindo a conhecer sobre just in time, sendo concluído com os fatores que atingem as práticas da gestão de cadeia de suprimentos. Cadeias de Suprimentos e sua avaliação de desempenho Seguindo falando de cadeias de suprimentos, neste capítulo iremos estudar sobra a sua avaliação de desempenho, explicando o que vem a ser essa avaliação e os principais pontos que devem ser levados em questão na hora da avaliação. Prontos? Vamos lá!! OBJETIVO Avaliação de desempenho Inicialmente devemos definir o que vem a ser desempenho. De acordo com Aravechia e Pires (1999) o desempenho pode ser definido como a informação sobre os resultados obtidos dos processos e produtos, que permite avaliar a comparação em relação a metas, padrões, resultados do passado e com outros processos e produtos. Para que se possa tomar decisões, é necessário que haja uma avaliação do desempenho da organização e assim, possa alcançar os objetivos traçados. Desta forma, Souza, Neto e e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 156e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 156 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística 157 Anzannelo (2012) dizem que a avaliação de desempenho tem como principal objetivo a mensuração do desempenho dos processos nas suas interfaces. Figura 2 – Desempenho Fonte: freepik Neely et al. (1995) afirma que a avaliação de desempenho é o processo de quantificar a ação, onde a avaliação é o processo de quantificação e a ação leva ao desempenho. Já Dutra (2005) diz que avaliação de desempenho consiste em atribuir valor aquilo que uma organização considera relevante, face aos seus objetivos estrategicos, caracterizando em que nível de desempenho ela própria se encontra, com vistas à promoção de ações de melhoria. Explicando melhor Dutra (2005) diz que a avaliação de desempenho diz respeito ao processo de 1 – identificação dos aspectos considerados importantes num contexto organiza- cional. 2 – avaliação desses aspectos. 3 – visualização do desem- penho organizacional. 4 – promoção simultânea de ações de aperfeiçoamento. Para estabelecer indicadores de desempenho na gestão de cadeia de suprimentos tem que se levar em consideração a estrutura da cadeia, seus elos e seus participantes de maneira geral, não se limitando apenas a coleta isolada de dados. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 157e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 157 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística158 Um sistema de avaliação de desempenho deve focar nos resultados, esses devem ser orientado por todas as partes inte- ressadas, isto é, dos clientes, dos acionistas, funcionários, sociedade, parceiros, fornecedores e comunidade. (DUTRA, 2005) Beamon e Ware (1998) retratam que para que sejam adota- dos os indicadores de desempenho, estes devem passar pelos seguintes questionamentos: �Quais aspectos deverão ser medidos? �Como se pode medir tais aspectos? �Como utilizar as medidas para analisar, melhorar e controlar a qualidade da cadeia produtiva? Desta forma, decidir a adoção de indicadores não é uma tarefa fácil. Assim, Simchi-Levi (2000) diz que a implantação de indicadores de desempenho mostra-se como relevante dado que múltiplos processos de empresas diferentes passam a interagir entre si. É exigido que haja uma relação entre as medidas de desempenho e os objetivos da organização. Levando-se em conta os objetivos da gestão de cadeia de suprimentos (SCM) que são: redução de custo e aumento do valor percebido do produto perante o consumidor final, é necessário que se faça uma revisão das prioridades competitivas, assim como, sejam adicionadas outras dimensões relevantes. Muitas organizações consideram mais simples a utilização somente dos custos como indicador de desempenho, todavia, é importante frisar que isso pode trazer dados superficiais sobre a realidade. Diante disto, Beamon (1999) sustenta que deve-se escolher mais indicadores para medir esse desempenho e além disso, esses indicadores devem apresentar de forma simultânea: abrangência (incluindo a medida de todos os aspectos pertinentes), universalidade (permitindo a comparação sob várias condições operacionais), mensurabilidade (garantindo que os dados necessários são mensuráveis) e consistência (garantindo medidas consistentes com os objetivos da organização). e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 158e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 158 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística 159 Beamon (1999) diz que para se ter uma boa avaliação do desempenho da cadeia de suprimentos deve-se se basear em três tipos de medidas: 1. Recursos – tem como objetivo os altos níveis de eficiência e como propósito o gerenciamento eficiente dos recursos, pois este é essencial para a lucratividade; 2. Saídas – tem como objetivo os altos níveis de serviço ao consumidor e possui como propósito o fato de que sem saídas aceitáveis, os consumidores se utilizam de outras cadeias; 3. Flexibilidade – seu objetivo é a habilidade de resposta a mudanças no ambiente e seu propósito é que em ambientes instáveis, a cadeia de suprimentos deve estar apta a responder às mudanças. Estudaremos a seguir cada uma das medidas de forma mais detalhada. Recursos Quando se fala em recursos, as medidas que estão relacionadas incluem as necessidades de pessoal, os níveis de inventário, a utilização de equipamentos e os custos. Assim, procura-se minimizar esses recursos. Beamon (1999) apresenta alguns exemplos de indicadores de desempenho que podem serutilizados para a análise dos recursos das cadeias de suprimentos, sendo eles: �Custo total – é o total dos custos dos recursos; �Custos de distribuição – é o total dos custos de distribuição, que inclui o transporte e o manuseio; �Custo de manufatura – é o total de custos de manufatura, que inclui processamento, manutenção e custos relacionados ao retrabalho; �Custos de inventário – são os custos associados ao inven- tário, sendo eles: investimento em estoques, obsolescência de inventário (custos associados a estoques e obsoletos), trabalho em e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 159e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 159 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística160 processo (custos associados ao estoque em processo), produtos finais (custos associados ao estoque de produtos acabados); �Retorno de investimentos – é a medida da lucratividade da organização. Figura 3 – Recursos Fonte: freepik Saídas Nas medidas de saídas podemos citar as respostas aos consumidores, volume e qualidade de produção. Beamon (1999) sustenta que muitos desses indicadores podem facilmente serem representados de maneira quantitativa, como por exemplo: tempo necessário para se produzir, itens produzidos, número de entregas. Todavia, existem indicadores que são difíceis de serem expressos de forma numérica, como por exemplo a satisfação do cliente e qualidade do produto. As medidas de desempenho de saída precisam corresponder às necessidades dos clientes e as metas da organização. Desta forma, podemos citar de acordo com Beamon (1999), como exemplos de indicadores de desempenho de saídas da cadeia de suprimentos: �Vendas – o total de vendas; �Lucro – representa o total de vendas menos as despesas; e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 160e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 160 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística 161 �Taxa de preenchimento – representa a proporção de pedidos preenchidos imediatamente: taxa de preenchimento alvo (extensão da taxa de preenchimento atingida) e a taxa média de preenchimento de um item (taxa de preenchimento agregada dividida pelo número de itens); �Entregas on-line – mede o desempenho de entrega de um item, pedido ou produto: atraso de produto (data da entrega menos data devida), atraso médio dos pedidos (atraso agregado dividido pelo número de pedidos), antecipação média dos pedidos (antecipação agregada dividida pelo número de pedidos) e porcentagem de entregas (porcentagem das entregas realizadas na data prometida ou antecipadamente); �Devolução de pedidos/falta em estoque – mede o desempenho dos itens, pedidos ou disponibilidade de produtos: probabilidade da falta em estoque (probabilidade instantânea de que não haja um item solicitado em estoque), número de pedidos devolvidos (número de pedidos devolvidos devido à falta em estoque), número de faltas no estoque (número de requisição de itens em falta no estoque) e nível médio de devolução de pedidos (número de pedidos devolvidos dividido pelo número de itens); �Tempo de resposta ao consumidor – representa o tempo entre a colocação de um pedido e sua entrega; � Lead time da manufatura – tempo total necessário para a produção de um item ou lote em particular; Lead time traduzido para o português significa tempo de espera. Assim esse termo significa o tempo de espera correspon- dente do início de uma atividade até a sua conclusão. �Erros de entrega – número de entregas realizadas erradas; �Reclamação dos consumidores – número registrado de reclamações dos clientes. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 161e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 161 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística162 Flexibilidade A flexibilidade cada vez mais vem se tornando essencial nas cadeias de suprimentos. Beamon (1999) define flexibilidade como a capacidade que o sistema possui de reagir às instabilidades do ambiente. Beamon (1999) traz as seguintes vantagens de uma cadeia de suprimentos flexíveis: �Redução do número de pedidos devolvidos; �Redução no número de vendas perdidas; �Redução no número de pedidos atrasados; �Aumento da satisfação dos clientes; �Habilidade de responder a variações de demanda como sazonalidade; �Habilidade de responder a baixos desempenhos da manu- fatura (quebra de equipamentos); �Habilidade de responder a baixo desempenho de forne- cedores; �Habilidade de responder a baixo desempenho de entregas; �Habilidade de responder a novos produtos, novos mercados ou novos competidores. Slack (1991) traz alguns tipos de flexibilidade: flexibilidade de volume (habilidade de mudar o nível de produção), flexibi- lidade de entregas (habilidade de mudar as datas programadas para entregas), flexibilidade de mix (habilidade de mudar a varie- dade de produtos), flexibilidade de novos produtos (habilidade de introduzir novos produtos no mercado). Estudados os métodos de avaliação, Aravechia e Pires (1999, p. 10) sustenta que, e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 162e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 162 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística 163 No caso específico de um sistema de avaliação de desempenho para a SCM, se faz necessário que haja compatibilidade das medidas utilizadas, ao longo de toda a cadeia de suprimentos, ou seja, as medidas individuais, para uma determinada unidade de negócios da cadeia, devem ser interpre- tadas e comparadas com todo o restante. Fazendo uma interpretação visual do que cita Aravechia e Pires (1999) podemos esquematizar: Fonte: Aravechia e Pires (1999) Desta forma, existem indicadores individuais (que na figura são Ind. 1, Ind. 2 e Ind. 3) que são utilizados nas unidades de negócios. E, existem indicadores que são comuns a todos os indicadores, assim o desempenho da cadeia acima será indicado por intermédio dos indicadores que são comuns às unidades. Por fim, Figueiredo e Caggiano (2008, p. 269) trazem os objetivos da avaliação de desempenho, sendo eles: �Calcular a eficiência com que as responsabilidades assumidas pelos gestores têm sido desempenhadas; � Identificar as áreas onde ações corretivas devem ser implementadas; �Assegurar que os gestores estão motivados ao cumpri- mento dos objetivos da organização; e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 163e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 163 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística164 � Possibilitar uma comparação entre o desempenho dos diferentes setores da organização e descobrir as áreas onde melhorias devem ser objetivadas. Estudamos neste capítulo que o desempenho é a informação sobre os resultados obtidos dos processos e produtos, que permite avaliar a comparação em relação a metas, padrões, resultados do passado e com outros processos e produtos e que a avaliação de desempenho consiste em atribuir valor àquilo que uma organização considera relevante, face a seus objetivos estratégicos, caracterizando em que nível de desempenho ela própria se encontra, com vistas à promoção de ações de melhoria. Para se ter uma boa avaliação de desempenho de acordo com Bramon (1999) deve-se buscar três tipos de medidas: recursos, saídas e flexibilidade, estudamos exemplos de cada um dessas medidas, por fim, sabermos na avaliação de desempenho da gestão de suprimentos se faz necessário que haja compatibilidade das medidas utilizadas ao longo de toda a cadeia de suprimentos e não só dentro da empresa. Mensuração de desempenho na cadeia de suprimentos Neste capítulo estudaremos sobre a mensuração de desempenho na cadeia de suprimentos, estudando o que vem a ser medição de desempenho, o sistema de medição de desempenho e a sua importância.Preparados?? Vamos lá!! OBJETIVO e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 164e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 164 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística 165 É importante lembrar que a cadeia de suprimentos é um processo que acontece de forma integrada, onde a matéria-prima é processada, em seguida transformada em produto final para por fim, ser distribuída aos consumidores. Assim ela envolve desde os fornecedores até os consumidores finais. Já a gestão da cadeia de suprimentos garante que as empresas individuais não competem mais como entidades autô- nomas de forma exclusiva, mas sim, como cadeias de supri- mentos. (ARAVECHIA & PIRES, 1999) A cadeia de suprimentos envolve todos os estágios que são envolvidos direta ou indiretamente no pedido do cliente, que vai desde os fornecedores, ao transporte, depósitos, fabricantes, enfim, todos que fazem parte da cadeia que fazem com que o pedido chega ao consumidor final. (ARAVECHIA & PIRES, 1999) Tendo como base esses conceitos Gunasekaran et al. (2001) explica que, para que o desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos seja eficaz e eficiente, é necessário desenvolver uma estrutura para medição do desempenho. Assim, ao desenvolver as métricas de desempenho, a organização deverá buscar o alinhamento estratégico à satisfação do cliente. De acordo com Bond (2002) a medição de desempenho pode ser conceituada de forma genérica como a atividade de se determinar as medidas de desempenho, sua extensão, grandeza e avaliação, no sentido de adequar, ajustar, proporcionar ou regular alguma atividade. Deste modo, ela agrega um conjunto integrado de indicadores individuais, que objetiva promover informações sobre o desempenho de determinadas atividades para determinados fins. Existem outros conceitos de medição de desempenho, podemos citar: � Para Juran e Gryna (1988) gerenciar é controlar e agir corretamente. Sem controle não há gerenciamento. Sem medição não há controle. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 165e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 165 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística166 � Já para Neely et. Al. (1995) é a técnica utilizada para quantificar a eficiência e eficácia das atividades do negócio. Assim, a eficiência vai tratar da relação entre utilização econômica dos recursos, levando em consideração um determinado nível de satisfação. No que diz respeito à eficácia, ela avalia o resultado de um processo onde as expectativas dos diversos clientes são ou não atendidas. Desta forma, podemos concluir que definir a medição de desempenho não é uma atividade fácil, já que essa definição envolve uma estrutura lógica, através dos equipamentos, fluxo e armazenamento de informações e pessoas. Assim, o mau gerenciamento no que refere a esta configuração pode deixar o processo de medição incompleto, ocasionando falhas nos atos e decisões. (ARAVECHIA & PIRES, 1999) Assim, Bond (2002) pontua que os objetivos atribuídos à medição de desempenho vão depender: �Da visão do corpo gerencial da empresa; �Da composição estrutural/hierárquica; �Da infraestrutura de suporte ao sistema de medição. Assim, Neely et al. (1995) afirma que, quando você mede aquilo que você está tratando e expressa isso em números, você começa a saber alguma coisa a respeito disso, caso contrário, seu conhecimento será considerado superficial e insatisfatório. Neely et al. também diz que os dados obtidos através do processo de medição fornecem subsídios para a tomada de decisão. Visto isso, podemos entender que a medicação de desem- penho tem como objetivo principal apontar se as empresas estão seguindo o caminho certo para conseguir atingir as metas que foram estabelecidas. Kaydos (1991) apresenta sub objetivos da medicação de desempenho, sendo eles: e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 166e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 166 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística 167 �Comunicar estratégias e clarear valores; � Identificar problemas e oportunidades; �Diagnósticas problemas; �Entender processos; �Definir responsabilidades; �Melhorar o controle e planejamento; � Identificar momentos e locais de ações necessárias; �Mudar comportamentos; �Tornar possível a visualização de trabalhos; �Envolver pessoas; � Fazer parte ativa da remuneração funcional; � Facilitar a delegação de responsabilidades. Conforme Bowersox e Closs (2007) o processo de avaliação e controle do desempenho são imprescindíveis para a destinação e monitoramento dos recursos logísticos. Somente através da mensuração do desempenho é possível avaliar se as operações estão alcançando as metas pretendidas. Evolução dos sistemas de medição de desempenho É importante conhecermos como se deu a evolução da medição de desempenho. Assim, Kaplan e Norton (1997) comentam que os sistemas de medição de desempenho tinham um caráter de natureza financeira, pois há muitos anos atrás houve o desenvolvimento de sistemas de registro contábil das transações financeiras que tinha como objetivo facilitar as trocas comerciais. Por muito tempo tudo que se referia as atividades das empresas era medido e monitorado pelos livros-caixa. Todavia, durante a Revolução Industrial, as corporações que tinha ligação e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 167e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 167 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística168 com os setores siderúrgico, têxtil, industrial, ferroviário e varejista apresentaram inovações para medição de desempenho financeiro. Conforme Neely (1999) os sistemas de medição de performance começaram a ser desenvolvidos no início do século passado, mas foi somente na década de 80 que o tema mensuração de desempenho despertou mais interesse devido às transformações ocorridas no mundo dos negócios. Por sua vez, Bourne et al. (1996) retrata que o interesse com a mediação surge da necessidade das organizações de se diferenciarem de seus competidores e também em decorrência da mudança de foco dos mercados de custo para atributos como qualidade e serviços aos clientes. Até o fim da década de 80 só eram usadas medidas financeiras como critério de avaliação de sucesso, de acordo com Kennerley e Neely (2002) no início da década de 80 devido à grande complexidade das organizações e as competições de mercado, não era mais apropriado usar medidas financeiras como sendo o único critério para avaliação do sucesso. Assim começou o desenvolvimento da medição de desem- penho, que de acordo com Morgan (2007) passou por cinco fases, sendo elas: 1. Base das mensurações das transações financeiras, concentrava-se na perspectiva tradicional de comprar barato – vender caro – fazer lucro; 2. Tem início com a Revolução Industrial e o desenvol- vimento da produção. Apesar das medidas financeiras dominar ainda o pensamento de gestão, a utilização eficiente de recurso se tornou tão importante quanto à concorrência e desenvolvimento de novos produtos e serviços; 3. Fase em que foram acrescentados dois novos focos na medição de desempenho, sendo eles o cliente e o processo. Com essa mudança, a gestão ficou mais crítica marcada com os conceitos de processo e focada no cliente. Surgiram nessa fase e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 168e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 168 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística 169 quatro questões de qualidade que passaram a serem medidas: à medida que o processo de entrega que o cliente o exigir; a necessidade e um projeto de qualidade no produto ou serviço; a capacidade do processo de atingir o padrão exigido; o princípio e realização de melhoria contínua; 4. Houve o ingresso das medidasfinanceiras no sistema integrado de medição do desempenho. Também, como marco dessa fase, foi a criação do Balanced Scorecard que é um sistema de medição de desempenho introduzido ao mundo por Kaplan e Norton; 5. A importância da rede de abastecimento. Figura 4 – Medição de desempenho Fonte: freepik As organizações perceberam que a gestão de cadeia de suprimentos tinha potencial, todavia, elas não conseguem desen- volver medidas de desempenho que sejam eficazes e as métricas necessárias para realizar a integração de toda a cadeia, isso se dá muitas vezes por causa das dificuldades de coordenação, da incompetência gerencial e das limitações do sistema de informação. As métricas são empregues para testar e revelar a viabili- dade de estratégias, sem haver uma direção nítida da melhoria e realização dos objetivos. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 169e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 169 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística170 Gunasekaran (2001) aponta que a cadeia de abastecimento não conduzirá a uma melhoria da produtividade, se cada um estiver perseguindo seus objetivos de forma independente, como era a prática tradicional. Bowerson (2001) frisa que para que o gerenciamento da cadeia de suprimentos seja eficaz, é necessário a utilização de medidas de performance que possuam uma perspectiva integrada, sejam compatíveis e consistentes com as funções da empresa e dos demais elos que formam a cadeia. Importância da medição de desempenho Bond (2002) diz que historicamente os Sistemas de Medição de Desempenho (SMDs) desenvolveram-se como meio de monitorar e manter o controle organizacional. Por isso a importância dos indicadores no controle das operações, no sentido de se conhecer e identificar pontos críticos que comprometam o desempenho e auxiliar no processo de implementação e gerenciamento das melhorias e mudanças. Quando em uma empresa se exige que sejam conhecidos os processos, os produtos, a eficiência operacional e os atendimentos às exigências dos clientes, é porque se quer que seja compreendida a realidade da organização, para que assim, as decisões futuras sejam tomadas de forma melhor. Desta forma, de que maneira os Sistemas de Medição de Desempenho ajudam? Eles ajudam os gestores no acompanhamento da imple- mentação das estratégias com o auxílio da comparação dos resultados. Isso acontece por meio da reunião de métodos que alinham e agrupam objetivos, com relatórios periódicos que indicam o andamento da implementação das estratégias. Levando em consideração o que já foi estudado, podemos ver que a medição de desempenho possui um papel crítico no que diz respeito a ajudar os gestores em se adaptar ou aprender sobre sua posição no mercado. Os sistemas de medição de desempenho não só fornecem os dados necessários para que se possa controlar as diversas e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 170e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 170 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística 171 atividades empresariais, como também influencia na tomada de decisões e no comportamento organizacional. É importante ressaltar que assim como o mundo vem sofrendo grandes modificações, o uso de indicadores vem sofrendo também mudanças, sendo ajustado e reformulado. Um sistema de medição de desempenho para ser elaborado, segundo Waggoner et al. (1999) precisa ser desenvolvido, administrado e avaliado periodicamente para se ter à certeza do rendimento dos seus resultados. Esse autor frisa que o sistema por si só é composto de vários elementos chaves, incluindo: �Um conjunto de procedimentos de coletagem e processa- mento de informações; �Horários e protocolos para a distribuição das informa- ções dentro ou fora da empresa; �Um mecanismo de aprendizagem organizacional para identificar quais ações podem ser tomadas para uma melhora futura do desempenho; �Uma revisão do processo o qual avalia se o sistema de medição de desenvolvimento está sendo regularmente atualizado. O sistema de medição de desenvolvimento é um importante aliado para influenciar o comportamento e ter influência na implementação de novas estratégias. Como o sistema de medição de desenvolvimento pode ajudar nas estratégias das organizações? A resposta para essa pergunta é respondida de maneira simples, o SDM ajuda na identificação de bons desempenhos, assim como torna explícito a introdução de novas metas estratégicas e também, dá a certeza de qual é o momento certo para que haja intervenção quando o desempenho encontra-se deteriorando. Desta forma, podemos concluir que não utilizando SMD as empresas ficam abaixo dos ajustes ou mudanças que são necessárias na competitividade em que o mercado se encontra, pois, esse sistema contém dados em que se pode monitorar o passado e planejar o futuro. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 171e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 171 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística172 Assim, Bond (2012) conclui que o objetivo geral de um SMD é de conduzir a empresa à melhoria de suas atividades, pelo fornecimento de medidas alinhadas com o ambiente e os objetivos estratégicos, de forma a permitir o monitoramento do processo no sentido de atingir esses objetivos. Estudamos neste capítulo que a medição de desempenho pode ser conceituada de forma genérica como a atividade de se determinar as medidas de desempenho, sua extensão, grandeza e avaliação, no sentido de adequar, ajustar, proporcionar ou regular alguma atividade. Estudamos também que os objetivos atribuídos à medição de desempenho dependem da visão do corpo gerencial da empresa, da composição estrutural/hierárquica e da infraestrutura de suporte ao sistema de medição. Ainda aprendemos os sub objetivos da medição de desempenho, para posteriormente conhecermos a evolução dos sistemas de medição. Por fim, vimos que a medição de desempenho é importante devido a diversos fatores para a organização como ajudar os gestores no acompanhamento da implementação das estratégias com o auxílio da comparação dos resultados. A avaliação de desempenho da cadeia de suprimentos: seus indicadores e seus sistemas de desempenho Continuando o assunto de avaliação de desempenho, neste capítulo estudaremos as características das metas de desempenho que buscam primordialmente a satisfação do cliente. Para em seguida estudarmos sobre os métodos de sistema de medição de desempenho. Vamos lá!! OBJETIVO e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 172e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 172 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística 173 Conforme Fernandes (2004) os indicadores de desempenho representam a qualificação dos processos e podem ser definidos como números que descrevem a realidade de uma organização. Uma organização observa de forma mais fácil as melhorias que estão precisando após a medida de desempenho de todas as suas operações produtivas. Começamos esse capítulo relembrando o que vimos no capítulo dois desta unidade em que Beamon (1999) diz que para se ter uma boa avaliação do desempenho da cadeia de suprimentos deve-se se basear em três tipos de medidas: 1. Recursos – tem como objetivo os altos níveis de eficiência e como propósito o gerenciamento eficiente dos recursos, pois este é essencial para a lucratividade; 2. Saídas – tem como objetivo os altos níveis de serviço ao consumidor e possui como propósito o fato de que sem saídas aceitáveis, os consumidores se utilizam de outras cadeias; 3. Flexibilidade – seu objetivo é a habilidade de resposta a mudanças no ambiente e seu propósito é que em ambientes instáveis, a cadeia de suprimentos deve estar apta a responder às mudanças. Relembrando isto, devemos sempre ter em mente que essastrês medidas são fundamentais para poder se mensurar o desempenho da cadeia de suprimentos. É importante na hora de saber que sistema utilizar saber identificar as metas da organização, sabendo que o estabelecimento de metas não se limita a quantidades numéricas, se estendo para às práticas de negócios, métodos, rotinas e procedimentos. Assim, as metas de desempenho segundo Ñauri (1998) caracterizam-se por ser: �Atingíveis – precisam ser alcançáveis com um esforço razoável sob condições que as levem a prevalecer; �Econômicas – o custo de implementação e administração deve ser baixo em relação à atividade coberta; e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 173e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 173 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística174 �Aplicáveis – tem que adaptar-se às condições sob as quais serão usadas, todavia, se as condições mudarem, devem ter flexibilidade suficiente para encontrar essas variações; �Consistentes – necessitam ajudar a unificar as operações e comunicações através de todos os setores e funções da empresa; �Abrangentes – carecem cobrir todas as atividades inter- relacionadas; �Compreensíveis – precisam ser expressas em termos simples e claros, a fim de evitar incertezas ou interpretação errônea. Assim, as informações devem ser específicas e completas; �Mensuráveis – devem ser capazes de comunicá-las com precisão; �Equitativas – necessitam ser aceitas pelas pessoas que têm de lidar ou trabalhar com elas, como uma base justa, para comparação; �Legítimas – devem ser oficialmente reconhecidas e aprovadas. Assim, após estudarmos essas características é necessário frisar que os sistemas de medição de desempenho devem ser constantemente verificados para que possam ser eficazes e produtivos, pois um dos objetivos básicos da gestão de cadeia de suprimentos é de maximizar os elos da cadeia produtiva, de forma que consiga atender o consumidor com maior eficiência. Para saber mais sobre os indicadores de desempenho, assista ao vídeo “Como definir indicadores de desempenho, disponível em https://bit.ly/2VORerE (Acesso em 29 de março de 2020). SAIBA MAIS e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 174e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 174 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística 175 No capítulo anterior frisamos a importância da medição de desempenho de forma geral, antes de estudarmos os sistemas de medição de desempenho para cadeia de suprimentos, é importante sabermos da importância de medir o desempenho dessa cadeia. Bond (2002) aponta que ao medir o desempenho de uma cadeia de suprimentos, onde o controle não é baseado somente em uma empresa, como também em interfaces ao longo de uma cadeia de processos, os sistemas de medição de desempenho refletem uma realidade complexa devido às dificuldades em se integrar os processos das várias empresas que fazem parte da cadeia. Por que se fala tanto na complexidade da cadeia de suprimentos? Hoek (1998) concluiu em suas pesquisas que essa complexidade se dá pelos seguintes fatos: � Serem compostas de múltiplas camadas de empresas; �Existir um envolvimento parcial de algumas empresas na cadeia; �Como a integração não é baseada em grandes investi- mentos e em integrações verticais, mas em interfaces, a rede de trabalho se torna momentânea, portanto, barreiras à entrada e saída são baixas; �O formato de uma cadeia de suprimentos muda ao longo do tempo; �Nem todas as interfaces possuem o mesmo nível de integração e coordenação. A determinação do nível de gerencia- mento necessário depende de uma grande combinação de fatores. Todas essas características causam efeitos na medição de desempenho da cadeia de suprimentos. Após essas considerações iniciais tratando dos indicadores de desempenho, sobre as características das metas de desempenho que são importantes na hora da medição de desempenho e saber o porquê de a cadeia de suprimentos ser tão complexa, vamos estudar os indicadores chaves de desempenho. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 175e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 175 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística176 Indicadores chaves de desempenho Conforme Filho (2017) a sigla KPI é a junção das três primeiras letras das palavras Key Performance Indicator, que traduzido para o português significa indicador chave de desempenho. Os KPIs podem ser representados pela junção de um ou mais indicadores, representando uma série de medidas que tem como foco os aspectos mais críticos para o desempenho satisfatório e atingimento dos objetivos organizacionais. Para saber mais sobre os KPIs assista o vídeo “A importância dos indicadores-chave de performance, disponível em https:// bit.ly/3eSCX62 (Acesso em 29 de março de 2020). SAIBA MAIS Estudaremos alguns sistemas e modelos que auxiliam na medição de desempenho. Goal Question Metric (GQM) Ele é um software que de acordo com Bezerra (2008) visa identificar através de perguntas direcionadas as métricas para uma organização atingir seus objetivos. Ele pode ser dividido em três níveis: �Conceitual – onde é definido uma meta a ser alcançada; �Operacional – onde são formuladas as perguntas para atingir as metas; �Quantitativo – onde são definidas as métricas que irão responder as perguntas. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 176e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 176 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística 177 Assim, Basili, Caldiera e Rombach (1994) esboçam o GQM como uma estrutura hierárquica, onde a base da estrutura traz as métricas que são as respostas para as perguntas que são formadas no nível intermediário. Afirmam que uma métrica pode estar ligada com uma ou mais perguntas que por sua vez, levam ao atingimento das metas que se encontram no topo da estrutura. Processo integrado da Cadeia de Suprimentos Bowersox e Closs (1996) retrata que um esforço tem sido aplicado para melhorar a qualidade da informação que as empresas têm a sua disposição para medir, comprar e guiar o desempenho de uma cadeia. Ao invés de pedirem relatórios rígidos, os administradores hoje requerem uma maior flexibilidade de informações, isto porque, facilitará a visualização e a prevenção dos problemas e faz com que sejam providas respostas rápidas para as oportunidades que surgem. Para que se possa ser desenvolvido e implementado um sistema de medição de desenvolvimento em cadeia de supri- mentos, este modelo trata de três objetivos: �Controlar – que traduz o desempenho realizado no percurso da cadeia que é utilizado para refinar o processo de controle logístico; �Monitorar – que é disponibilizar o histórico para clientes e administradores; �Direcionar – tem relação com a motivação das pessoas. Bowersox e Closs (1996) dizem que um ponto importante está nas possibilidades de criação de indicadores que podem variar desde métricas por atividades até processos. Assim, as métricas por cada atividade deverão focar em desempenhos individuais que são requeridos para um processo de execução, negociação, entrega de uma ordem e transporte. No que diz respeito as métricas de processo, elas devem considerar a satisfação do cliente onde deve observar toda a cadeia de suprimentos. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 177e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 177 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística178 Bond (2002) retrata que esse modelo vai tratar internamente de medidas que devem comparar atividades e processos com operações previamente executadas com os objetivos. As medidas internas devem ter as categorias: custo (demonstra o quanto a expectativa dos custos é a essência de um processo de orçamento);produtividade (mostra o resultado da relação entre as entradas e as saídas do processo); administração de ativos (visão da utilização do capital investido em equipamentos e outros assim como o capital aplicado em inventário para atingir o objetivo da cadeia); qualidade (medidas orientadas as avaliações do processo, e são designadas para determinar a efetividade de uma série de atividades em detrimento das atividades individuais). As medidas internas são utilizadas para os administradores entenderem a fonte da informação, sendo mais fáceis de acesso. No que se refere ao modelo externo, conforme Bond (2002) esse modelo tenta monitorar, entender e sustentar o foco no cliente e ganhar uma percepção inovadora em relação a outras empresas. Tais métricas podem ser obtidas através de pesquisas de mercado ou de uma extensa monitoração das ordens. Para que possa ser desenvolvido o conjunto integrado de medidas para a cadeia, Bond (2002) sugere quatro tipos de métricas: �Custo – é incluso o total de gastos com a cadeia de suprimentos passando pelo custo de cumprimento de uma ordem, aquisição de materiais, inventário, produção e overhead; De acordo com Bonde (2002), overhead são as despesas e os custos ligados ao funcionamento de uma empresa que não tem ligação com à fabricação ou produção de um produto ou serviço. �Tempo – métricas de tempo refletem a habilidade da cadeia em responder a demanda; �Ativos – medidas sobre ativos levam basicamente em consideração o nível de vendas que pode ser suportado por um nível específico de ativos; e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 178e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 178 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística 179 �Qualidade/satisfação do cliente – mede a capacidade da empresa em atingir a satisfação do cliente. Diagrama de causa e efeito Esse diagrama também é conhecido como diagrama de Ishikawa ou diagrama espinha de peixe, tem a missão de auxiliar na identificação do que levou a surgir um determinado efeito ou problema. Seleme e Stadler (2012) retratam que em 1952 Kaoru Ishikawa criou esse diagrama para consolidar os estudos realizados em uma fábrica e identificar as causas que deram início a ocorrência de um problema. Esse diagrama ajuda a possibilitar a geração de melhorias e conhecimentos do processo. De acordo com Seleme e Stadler (2012) as causas do diagrama podem ser representadas de acordo com os 6Ms que são: �Materiais – refere-se à análise das características de materiais quanto à sua uniformidade e padrão; �Máquina – diz respeito à operacionalização do equipa- mento e ao seu funcionamento adequado; �Método – considera a forma como serão desenvolvidas as ações; �Meio ambiente – avalia qual a situação pode ser a causa de uma determinada situação de execução e/ou de infraestrutura fica; �Mão de obra – caracteriza o padrão da mão de obra utilizada, se ela é devidamente treinada, se tem as habilidades necessárias e está qualificada para o desempenho da tarefa; �Medida – traduzida pela forma como os valores são representados e pelos instrumentos de medição utilizados. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 179e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 179 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística180 Modelo Supply Chain Operations Reference Model (SCOR) Bond (2002) diz que esse modelo foi fundado em 1996. Esse modelo apresenta como configurar e medir uma cadeia de suprimentos, onde contém várias seções organizadas em torno de quatro processos preliminares que são: planejar, fornecer, produzir e entregar. Esse modelo pode ser utilizado na descrição de uma cadeia de suprimentos seja ela simples ou complexa utilizando de um conjunto comum de definições, ele também pode descrever e fornece uma base para a melhoria da cadeia para projetos globais, como também para projetos locais e específicos. Lapide (2000) diz que o SCOR sugere um guia de indicadores balanceados, onde advoga a utilização de um grupo de indicadores para a gestão de suprimentos compreendendo uma combinação métrica de tempo de ciclo, custo, serviço/qualidade e ativos. Esse sistema é interessante pois ele não tenta descrever como uma empresa deve conduzir seu negócio, cada uma deve entender seu modelo. Para isso, o processo de análise da implementação desse modelo passa por três níveis de detalhamento, e um nível de implementação. Vejamos eles de acordo com Bond (2002): 1º nível – alto nível (tipos de processos) define o escopo e o conteúdo do SCOR. Nesse nível é acertado o objetivo de desempenho com relação à competição; 2º nível – nível de configuração (categoria de processos) a cadeia de suprimentos da empresa é configurada a partir de 26 categorias de processos principais. As empresas implementam suas operações estratégicas através da escolha da cadeia. 3º nível – nível dos elementos do processo, define a habilidade da empresa competir na cadeia escolha através de: �Definir os elementos do processo; � Informações de entrada e saída dos elementos do processo; �Definição de indicadores de desempenho; e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 180e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 180 19/10/2021 10:48:3719/10/2021 10:48:37 Práticas em Logística 181 �Melhores práticas; �Requerimentos do sistema e ferramentas. 4º nível – nível de implementação (elementos do processo), implementação de práticas de gestão de cadeia de suprimentos, além de vantagens competitivas. Além dos quatro processos preliminares citados mais acima que são encarregados de fornecer a estrutura organizacional do SCOR, é necessário distinguir o processo de planejamento, tendo em vista que este processo alinha os recursos às exigências da previsão da demanda. Assim, Born (2002) diz que é feito um balanceamento da demanda agregada através de um horizonte determinado de planejamento, o que ocorre em intervalos regulares e podem contribuir para o tempo de resposta da cadeia. O planejamento também muda o estado dos produtos, inclui programas e arranja a sequência de materiais e serviços. Estudamos só alguns dos métodos que podem ser utilizados para medição de desempenho, os que consideramos principais. Estudamos neste capítulo que as metas de desempenho têm várias características, entre elas podemos citar: econômicas, consistentes, abrangentes e legítimas, após estudar as caracte- rísticas frisamos que os sistemas de medição de desempenho devem ser constantemente verificados para que possam ser eficazes e produtivos, pois um dos objetivos básicos da gestão de cadeia de suprimentos é de maximizar os elos da cadeia produtiva, de forma que consiga atender o consumidor com maior eficiência. Vimos o que é KPIs e estudamos alguns sistemas e modelos que auxiliam na medição de desempenho. Espero que tenham gostado da unidade. e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 181e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 181 19/10/2021 10:48:3819/10/2021 10:48:38 e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 182e-book impressão - Práticas em Logística - Aberto - SER.indb 182 19/10/2021 10:48:3819/10/2021 10:48:38 Práticas em Logística 183 REFERÊNCIAS UNIDADE 01 ABÍLIO, Maria Inês Ramos. Globalização: características mais importantes. 2004. <https://bit.ly/3awR6nm>. Acesso em 03 de março de 2020. ANDREWS K. R. O conceito da Estratégia Empresarial. In: MINTZBERG, H.; QUINN J. B. O Processo da Estratégia. Porto Alegre: Bookman, 2001. ALMEIDA, Marcio Vieira de. Inovação em logística como fonte para desempenho e orientação para o mercado: Um modelo teórico e proposições para pesquisa. 2011. <https://bit. ly/3iMTAB7>. Acesso em 02 de março de 2020. BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: logística empresarial. 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