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1 www.grancursosonline.com.br
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Gramática para o CESPE – Sintaxe – Sujeito
LÍNGUA PORTUGUESA
A
N
O
TA
ÇÕ
ES
GRAMÁTICA PARA O CESPE – SINTAXE – SUJEITO
Sintaxe é o estudo da estrutura de função e posição de uma língua.
No estudo sintático, primeiramente se conhece a posição dos termos numa sentença, isso 
é o que organiza, na Língua Portuguesa, a ordem direta, também chamada de canônica ou 
preferencial. A função dos termos numa sentença podem, por exemplo, atribuir concordância, 
regência, está relacionada à colocação, está organizada nas funções sintáticas da Língua 
Portuguesa.
A mais importante estrutura sintática é o sujeito.
O sujeito tem muitas consequências na frase: permite fazer questões de pontuação, de 
concordância, com termos invertidos e por essa razão é muito produtivo na Língua Portuguesa.
Ordem direta da oração
S + V + C + A.Adv.
O sujeito tem muita relação com o verbo.
Estudar o sujeito significa saber identificar o sujeito, os tipos de sujeito e também conhecer 
a concordância verbal e saber quais são os casos de concordância verbal.
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Gramática para o CESPE – Sintaxe – Sujeito
LÍNGUA PORTUGUESA
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ES
Quando se estuda o sujeito é necessário saber que se trata de um termo com o qual o 
verbo concorda, a chamada concordância verbal.
Na Língua Portuguesa, o verbo concorda com o sujeito e não o sujeito que concorda com 
o verbo, numa operação denominada concordância verbal.
Essa concordância, predominantemente, é em número. O verbo é uma palavra que varia 
em tempo, modo, número e pessoa. Dessas variações do verbo, a mais importante, pensando 
nessa estrutura, é a variação em número que, no caso, é uma variação em número que ocorre 
em singular ou em plural.
É gramaticalmente correto dizer que o verbo concorda com o sujeito.
O sujeito pode ser identificado por perguntas: "quem?" e "o quê?".
A análise sintática sempre deve começar pelo sujeito, tentando encontrá-lo.
1. O aumento dos preços dos combustíveis assustou os brasileiros.
O verbo é assustou, um verbo que está no singular. Sabendo que está no singular, já se eli-
mina a hipótese de brasileiros ser o sujeito porque não há a denominada concordância verbal.
Se brasileiros não é o sujeito, pertence ao predicado – a definição gramatical de predicado 
é de que é tudo aquilo que não é sujeito.
Tudo o que não é definido como sujeito, é predicado.
Ao contrário do sujeito, o predicado é pouquíssimo cobrado em provas.
O que assustou os brasileiros? O aumento dos preços dos combustíveis é o sujeito 
(anteposto).
O verbo concorda com o sujeito, mas na verdade a concordância ocorre com o núcleo 
do sujeito.
O núcleo do sujeito será um substantivo sem preposição.
O aumento dos preços dos combustíveis assustou os brasileiros
Os substantivos são aumento, preços e combustíveis.
Antes do substantivo combustíveis existe uma preposição, aliás uma fusão de + os. Antes 
do substantivo preços também há outra fusão de + os; logo, combustíveis não pode ser núcleo 
do sujeito, assim como preços não pode ser núcleo do sujeito. O núcleo do sujeito é o vocá-
bulo aumento, que é o substantivo sem preposição.
Assustou está no singular porque concorda com aumento.
Obs.: � Não é o sujeito que concorda com o verbo, é o verbo que concorda com o sujeito.
5m
10m
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Gramática para o CESPE – Sintaxe – Sujeito
LÍNGUA PORTUGUESA
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O sujeito é considerado uma estrutura sintática independente, ela não pode depender 
de ninguém. Todo termo preposicionado é subordinado, todo termo preposicionado se liga a 
alguém e o sujeito não se liga a ninguém – as “coisas” se ligam ao sujeito. Se fosse o sujeito 
que se ligasse ao verbo, o sujeito concordaria com o verbo. Para que não haja essa depen-
dência, o sujeito não pode ser preposicionado, que é outra característica acerca do sujeito.
Quando se identifica o sujeito já se sabe que essa estrutura não é preposicionada.
Podem existir preposições internas do sujeito. Na estrutura de período composto pode 
existir a possibilidade do núcleo do sujeito ser um verbo.
Não se pode colocar uma vírgula depois de combustíveis e antes de assustou porque 
isso também faz parte da identificação do sujeito – não se separa o sujeito do verbo com 
uma vírgula.
Nada impediria que se fizesse uma intercalação, por exemplo, O aumento dos preços dos 
combustíveis, nesta semana, assustou os brasileiros – não se empregou apenas uma vírgula, 
empregaram-se duas vírgulas para intercalação.
2. Nas cidades do interior, vivem em paz os homens e as mulheres de bem.
O verbo da sentença é vivem.
Cidades é um substantivo que está no plural.
Antes de cidades está em + as (em é uma preposição).
Nas cidades do interior não pode ser o sujeito.
Provavelmente, a oração não está na ordem canônica.
Essa frase não está na ordem direta.
Pergunta ao verbo: Quem vivem em paz?
Paz, embora seja um substantivo, está preposicionada; assim, não pertence ao sujeito – 
se não pertence ao sujeito, pertence ao predicado.
Quem vivem em paz nas cidades do interior?
Os homens e as mulheres de bem é o sujeito que não está na posição original (canônica), 
está em outra posição, é um sujeito posposto.
O substantivo sem preposição é o núcleo do sujeito: homens é um substantivo, sem prepo-
sição, portanto é núcleo. Mulheres é um substantivo, está sem preposição, portanto é núcleo: 
o e não é uma preposição, é uma conjunção. A conjunção serve para ligar orações ou termos 
de mesma função: a função desses dois termos é núcleo do sujeito.
O vocábulo homens e o vocábulo mulheres, ambos, são núcleo do sujeito.
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Gramática para o CESPE – Sintaxe – Sujeito
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O sujeito pode ser simples (no exemplo 1) ou composto (no exemplo 2).
Não há vírgula separando o sujeito do verbo e a concordância está correta: verbo no plural 
porque há um sujeito composto com núcleos plurais.
3. Cabe às autoridades a aprovação dos projetos.
O verbo cabe não está na ordem canônica, provavelmente o sujeito está depois.
O verbo cabe está no singular.
Autoridades está plural – não pode ser sujeito porque não há concordância.
Antes de autoridades existe um às (com crase), ou seja, a + as, uma fusão: em toda fusão 
da Língua Portuguesa existe uma preposição. O sujeito não pode ser preposicionado.
Se autoridades não é sujeito, ele é parte do predicado.
O que cabe às autoridades?
A aprovação dos projetos é o sujeito. Dentro desse sujeito há dois substantivos: aprovação 
e projetos, mas como projetos está preposicionado, o núcleo do sujeito é aprovação, que não 
está na ordem canônica e é um sujeito simples posposto ao verbo.
Em ordem direta, o resultado seria:
• A aprovação dos projetos cabe às autoridades; ou
• Às autoridades cabe a aprovação dos projetos.
4. Cabe às autoridades aprovar os projetos.
Essa sentença se parece com a anterior.
Nessa sentença há dois verbos: cabe e aprovar.
Às autoridades não pode ser sujeito primeiramente por ser um substantivo plural e o verbo 
estar no singular. Além disso, há crase.
Pergunta ao Verbo: o que cabe às autoridades?
Aprovar os projetos.
Há uma circunstância na qual aprovar os projetos é o sujeito, em que o núcleo do sujeito 
é o verbo aprovar.
Uma frase que tenha um verbo dentro é uma oração.
Esse é um sujeito com um verbo, é um sujeito oracional.
Os sujeitos dos exemplos 1, 2 e 3 são sujeitos nominais, são sujeitos cujos núcleos são 
substantivos.
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Gramática para o CESPE – Sintaxe – Sujeito
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Nessaoração, o sujeito é oracional simples e posposto (depois do verbo), e o núcleo 
é o verbo.
Obs.: � Trata-se do estudo do período composto.
Com um núcleo, o sujeito é simples; com dois núcleos, o sujeito é composto.
Há três tipos de sujeitos:
• Expressos – Sujeitos verbalmente representados. Todos os sujeitos dos exemplos ante-
riores são expressos; podem ser expressos simples ou expressos compostos a depen-
der da quantidade de núcleos, um núcleo ou mais de um núcleo, respectivamente.
• Não expressos.
• Orações sem sujeito.
���������������������������������������������������������������������������������Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Elias Gomes Santana. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.

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