Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

“Quem é EBOM deixa marcas” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RPG / REPOSTURARSE 
REESTRUTURAÇÃO POSTURAL SENSOPERCEPTIVA 
MÓDULO III 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rua Palmira, 26 – Serra 
Belo Horizonte – MG 
Cep: 30.220.110 
Tel: (0xx31) 3227-1662 
Fax: (0xx31) 3227-1172 
e-mail: info@osteopatia.com.br 
Home Page: www.osteopatia.com.br 
 www.reposturarse.com.br 
 www.ebomescola.com.br 
http://www.osteopatia.com.br/
http://www.reposturarse.com.br/
http://www.ebomescola.com.br/
2 
 
 
 
 “Não existe senão um único templo no universo, e é o corpo do Homem. Nada é mais sagrado do que 
esta elevada forma” 
Novalis 
Professora Laís Cristina Almeida 
 Fisioterapeuta Graduada pela FCMMG; 
 Psicóloga (UFMG); 
 Professora da Graduação em Fisioterapia – FCMMG – 1981/1998; 
 Professora da Pós Graduação do CPG da FCMMG 
 Pioneira em RPG em Minas Gerais; 
 Coordenadora dos Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu em 
RPG/REPOSTURARSE junto ao CPG - Centro de Pesquisa e Pós-
Graduação da FCMMG, 
 Co-Orientadora de Artigos Científicos e Monografias nas áreas de 
osteopatia e reeducação postural; 
 Fundadora, Diretora e Coordenadora Científica da EBOM; 
 Ministrante do curso RPG/REPOSTURARSE 
 Osteopata (DO) pela EBOM; 
 Especialista em Osteopatia pela FCMMG; 
 Osteopata visceral – Instituto Barrel 
 Mestre em Ciências do Desporto – Portugal 
 Membro da WOHO – World Osteopathic Health Organisation; 
 Cranio Sacral – Therapy Upledger Institute 
 Morfo Anáyse et Rejustament Postural – França; 
 Cadeias Musculares – Léopold Busquet – Belo Horizonte; 
 Reeducation Postural Globale (RPG) – França; 
 Manual Therapy – Fundação Marcel Bienfait – Itália; 
 Pilates Contemporâneo -BH 
 Fundadora e Responsável pelo Serviço de Fisioterapia da Clinica CIPOS – Centro Internacional de 
Postura e Osteopatia .BH 
 Autora dos Livros 
 O Tiro da Bruxa - Postura Correta Corpo Saudável - Editora Saraiva – SP. 
 Reeducação Postural Sensoperceptiva – Fundamentos Teóricos e Práticos - Editora Med Book– 
RJ. 
Colaboradora do livro: Fisioterapia Aplicada à Obstetrícia, Uroginecologia e Aspectos de Mastologia 
– Elza Baracho .Editora Guanabara Koogan.RJ.2007 , nos cap. 3 – Adaptações do Sistema Músculo e 
suas Implicações e cap. 15- A Reestruturação Sensoperceptiva e a Osteopatia Aplicada á Obstetrícia. 
 
 
 
EDITORAÇÃO 
PRISCILA ALBUQUERQUE DE ARAÚJO 
REVISÃO E ATUALIZAÇÃO 
PAULA FERNANDA DE SOUSA SILVA 
MATEUS DE ALMEIDA E SILVA 
 
3 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
I. COLUNA E TRONCO 4 
II. COLUNA CERVICAL 19 
III. DESEQUILÍBRIOS DA COLUNA VERTEBRAL 27 
IV. TÉCNICAS SENSOPERCEPTIVAS PARA 
COLUNA E TRONCO 
29 
V. TÉCNICAS OSTEOPÁTICAS E OUTRAS 
MANOBRAS 
36 
VI. AUTO-POSTURAS 41 
VII. POSTURAS GLOBAIS 42 
 A) Postura “SENTADA” 42 
 REFERÊNCIAS 46 
 ANEXOS 48 
 ANEXO 1 – AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO 
POSTURAL 
49 
 
 
4 
 
I. COLUNA E TRONCO 
 
1. Generalidades 
 A coluna vertebral é uma haste móvel com múltiplos segmentos e numerosas 
articulações, o que a torna mais suscetível a manifestar variadas disfunções. Os trinta e três 
ossos que compõem a coluna são 
divididos em cinco áreas: 
 Cervical: 07 vértebras 
 Torácica: 12 vértebras 
 Lombar: 05 vértebras 
 Sacral: 05 vértebras 
fundidas 
 Cóccix: 04 a 05 
vértebras geralmente 
fundidas. 
FIGURA 1: Vértebras cervicais, 
torácicas, lombares, sacrais e coccígeas. 
Fonte: www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/corpo-huma... 
 
O conjunto articular compõe as seguintes curvas: 
 PRIMÁRIAS: cifose torácica e convexidade sacral – mais sólidas e menos 
móveis (a curvatura torácica é limitada pelas costelas e a sacral é formada por um só osso). 
Os corpos vertebrais são anteriormente cuneiformes, determinando a concavidade anterior. 
 SECUNDÁRIAS: lordoses cervical e lombar. Estas curvas são mais flexíveis e 
mais frágeis. Os discos cuneiformes para trás formam a convexidade anterior, que se 
acentuam entre L4 – L5 e L5 – S1. São as únicas que possuem músculos anteriores: longo do 
pescoço e psoas, os quais permitem que as curvas criem adaptações ou compensações. 
A curva cervical é criada ao nascimento, quando da passagem da cabeça pela pelve 
menor; já a curva lombar é moldada na passagem da posição de quadrúpede para a de pé. A 
coluna vertebral possui funções muito importantes (manutenção da postura ereta e proteção 
5 
 
da medula espinhal) e seu comprometimento pode ter repercussões graves, tanto no sistema 
músculo-esquelético quanto no sistema nervoso. Além disso, o tronco é a parte central do 
corpo, sendo ponto de partida para todos os gestos fisiológicos, por exemplo, a preensão que 
é iniciada na cintura escapular e a marcha, que inicia-se na cintura pélvica. 
 
2. Anatomia e Biomecânica 
Pilares vertebrais 
A coluna é constituída por dois pilares: anterior e posterior. O primeiro é formado 
pelos corpos vertebrais e discos intervertebrais, é flexível, suportando o peso do tronco, 
cabeça e membros superiores e transmitindo essa força de disco a disco, cuja função é 
amortecê-lo. Na posição ereta normal, as articulações interapofisárias posteriores estão livres 
da ação da gravidade e todo o peso é suportado pelo pilar anterior. Cada vértebra repousa 
sobre a subjacente através do núcleo do disco. O anel fibroso do disco é um ligamento de 
junção destinado, sobretudo, a absorver as solicitações em torção. 
 
 
 
 
FIGURA 2: Pilares vertebrais, anterior e posterior. 
 Fonte: www.cto.med.br/fraturas_geral/fraturas/disco.gif. 
(Acréscimo de diagramas para fins didáticos). 
 
O pilar posterior, por sua vez, é composto de 
duas colunas ósseas laterais que formam os processos 
articulares. Este pilar controla a flexibilidade do pilar 
anterior, guia o sentido dos movimentos, limita as amplitudes de movimento e restabelece o 
equilíbrio. 
 
Vértebras 
Características comuns: 
 Corpo vertebral – estrutura anterior, maciça; 
Pilar 
anterior 
Pilar 
posterior 
http://www.cto.med.br/fraturas_geral/fraturas/disco.gif
6 
 
 Arco vertebral – estrutura posterior composta de: 
 Dois pedículos 
 Duas lâminas 
 Processo espinhoso 
 Dois processos transversos 
 Processos articulares 
 
 
 
 
FIGURA 3: Componentes comuns vertebrais 
Fonte: www.cone.med.br/img/t_coluna2.jpg. 
(Acréscimo de diagramas para fins didáticos). 
 
O arco vertebral delimita, juntamente com o corpo da vértebra, o forame vertebral. A 
sobreposição dos forames vertebrais de todas as vértebras forma o canal vertebral, por onde 
passa a medula espinhal (ver FIGURA 3). 
 Disco intervertebral – estrutura fibrocartilaginosa, situada entre os corpos 
vertebrais, cuja função é amortecer impactos (ver FIGURA 2). É composto de: 
 Ânulo fibroso 
 Núcleo pulposo 
Os segmentos vertebrais apresentam características especiais em relação à anatomia 
vertebral, a saber. 
 
Vértebras cervicais 
A coluna vertebral cervical pode ser dividida em duas regiões: 
 Cervical suboccipital ou superior, composta pelas vértebras C1 e C2. 
 Cervical inferior, composta pelas vértebras de C3 a C7. 
 
 
 
 
 
 
Forame 
vertebral 
http://www.cone.med.br/img/t_coluna2.jpg
7 
 
Na coluna cervical inferior o corpo da vértebra é pequeno e retangular, e o disco mede 
aproximadamente 1/3 do corpo. A parte superior do corpo da vértebra salienta-se 
lateralmente formando os processos unciformes, e a parte inferior apresenta incisuras que 
correspondem a essas saliências. 
 
FIGURA 4: Vértebras C1 e C2 
Fonte: www.backpain-guide.com/.../05-3_C1_and_C2.jpg 
 
8 
 
Coluna Cervical Inferior 
Os processos transversos de C3 a C6 apresentam 
forames transversos pelos quais passa a artéria vertebral que 
irriga uma parte do encéfalo. Dessa forma, o alinhamento 
adequado da coluna cervical evitará distúrbios provenientes 
da compressão, pinçamento ou qualquer outra força externa 
sobre essa artéria. 
FIGURA5: Artéria vertebral 
Fonte: www.iv.nucleusinc.com/imagescooked/2323W.jpg 
 
Em C7, o forame transverso pode não existir, e quando existe, dá passagem a 
pequenas veias, e só raramente à artéria vertebral. O platô superior da vértebra cervical é 
côncavo transversalmente e convexo de frente para trás. Por intermédio do disco 
intervertebral, ele articula-se com o platô inferior da vértebra superior, que é convexo 
transversalmente e côncavo de frente para trás. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 6: Vértebra C7 
Fonte: www.2.bp.blogspot.com/.../s400/proeminente.jpg 
 
9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 7: Vértebra C4 
Fonte: www.2.bp.blogspot.com/.../s400/proeminente.jpg 
 
Esse conjunto articular tem a forma de uma cela, e permite, sobretudo, os movimentos 
de flexão/extensão, sendo os deslocamentos laterais limitados pela presença dos processos 
unciformes, que orientam os deslocamentos antero-posteriores durante a flexão/extensão. As 
facetas articulares superiores votam-se para cima e para trás, e as facetas inferiores para baixo 
e para frente. Posicionam-se em um ângulo de 45o, e, em conseqüência, a inclinação lateral 
sempre está combinada a um certo grau de rotação. 
 
Vértebras Torácicas 
O corpo da vértebra torácica é cilíndrico e suas faces laterais apresentam superfícies 
articulares destinadas às costelas. As superfícies dos processos articulares são arredondadas e 
planas, permitindo e guiando os movimentos de flexão, extensão, inclinação lateral e rotação. 
Portanto, na coluna torácica, todos os movimentos são possíveis, mas limitados pela fixação 
das costelas, principalmente nas vértebras que vão de T1 a T7, cujas costelas estão unidas 
quase diretamente ao esterno. 
 
 
 
 
10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 8: Vértebra torácica: visão superior e lateral, respectivamente. 
Fonte: www.2.bp.blogspot.com/.../s400/proeminente.jpg 
 
Os processos espinhosos são muito longos e oblíquos para baixo, o que limita a 
extensão (ver FIGURA 8). Os processos transversos são mais longos nas torácicas altas e, nas 
torácicas mais baixas, diminuem progressivamente de tamanho. A zona menos móvel no 
nível torácico situa-se entre T1 e T4, esta última vértebra apresenta canal medular mais 
estreito. As referências morfológicas da coluna torácica são a espinha da escápula (T3), altura 
11 
 
do manúbrio esternal (T4), ângulo inferior da escápula (T7 – T8) e apêndice xifóide (T10). Já a 
amplitude de movimento da coluna torácica é de 40° para extensão e 30° para flexão. 
 
Vértebras Lombares 
Os corpos vertebrais são volumosos, ovalares e côncavos posteriormente, e os 
processos transversos são os mais desenvolvidos, sendo chamados de “costiformes”. Os 
processos espinhosos, por sua vez, são curtos e maciços, e os processos articulares 
ultrapassam acima e abaixo os corpos vertebrais, com uma parte central mais estreita, 
chamada istmo. 
A conformação dos processos espinhosos e dos articulares permite boa mobilidade em 
flexão, extensão e inclinação lateral e muito pouca mobilidade em rotação. As facetas 
articulares são verticais e assumem uma direção sagital nas vértebras lombares superiores e 
frontal nas lombares inferiores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 9: Vértebra lombar: visão superior. 
 Fonte: 2.bp.blogspot.com/.../s400/proeminente.jpg 
 
Dobradiça Lombossacra 
A base do sacro é inclinada para frente e o corpo de L5 e o disco L5 – S1 são mais 
cuneiformes que o restante da coluna lombar. O conjunto está, portanto, disposto em forma 
curva e côncava para trás. As superfícies dos processos articulares estão em plano quase 
frontal. 
12 
 
O peso do corpo chega a L5 e se decompõe em duas forças: 
 A primeira se dirige ao platô sacral 
 A outra tende a fazê-lo deslizar anteriormente. 
Se o platô sacral encontra-se muito inclinado, a pressão sobre as facetas estará muito 
acentuada. Outras particularidades das vértebras lombares: 
 O processo transverso da primeira vértebra lombar é o menos desenvolvido. 
 A terceira vértebra lombar possui os platôs horizontais e paralelos e 
corresponde ao centro de gravidade do corpo. 
 A espessura do disco intervertebral varia segundo a região. Na região 
lombar, possui 9 mm de espessura. 
 A espessura do disco é um fator de mobilidade, pois a proporção da altura 
do disco em relação à altura do corpo vertebral relaciona-se com a possibilidade de 
movimento do segmento vertebral. 
Quanto maior for a relação altura do disco e altura do corpo vertebral, maior será a 
mobilidade. 
A orientação das facetas articulares 
 Horizontal – cervical 
 Frontal – torácica 
 Sagital – lombar 
 Frontal – sacral 
Amplitude de movimento da coluna lombar 
 Extensão = 60o 
 Flexão = 35o 
 Rotação = 5o 
 Lateroflexão = 20o 
 
Costelas 
As costelas são ossos alongados, chatos e curvos que se articulam anteriormente com 
o esterno, e, posteriormente, com as vértebras. Possuem: 
 Cabeça, que se articula com o corpo das vértebras 
 Colo, que se segue à cabeça e se inclina póstero-lateralmente 
13 
 
 Tubérculo costal, que se articula com o processo transverso 
 Ângulo da costela, onde ocorre a mudança brusca de direção do corpo 
 Corpo da costela, que se articula, em sua extremidade, com o esterno. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 10: Disposição das costelas 
 Fonte: www.catalog.nucleusinc.com/imagescooked/28526W.jpg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 11: Costela: visão anatômica 
Fonte: www.auladeanatomia.com/osteologia/costela.jpg 
Articulação 
costovertebral 
14 
 
 
Ligamentos 
Os ligamentos do pilar anterior são pouco elásticos, assegurando a solidez e a 
manutenção das relações das diferentes peças, e os do pilar posterior funcionam como 
amortecedores elásticos. O ligamento cervical posterior e o ligamento amarelo são os mais 
elásticos da anatomia humana. 
Os ligamentos que são comuns a todas as áreas da coluna são 
 LLA – Ligamento longitudinal anterior – vai do occipital ao sacro, fixando-se 
nos corpos vertebrais e discos intervertebrais. Estabiliza a coluna no movimento de 
levantamento; 
 LLP – ligamento longitudinal posterior – começa em C3 e vai até o sacro. 
Adere-se aos discos intervertebrais e tensiona-se na flexão; 
 Ligamento amarelo - protege o canal medular durante a flexão 
 Ligamento interespinhoso 
 Ligamento supraespinhoso – limita a flexão segmentar e é o mais superficial 
dos ligamentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 12: Ligamentos vertebrais 
Fonte: www. static.spineuniverse.com/.../spanish3-BB.jpg 
 
15 
 
Ligamentos da Região Lombar 
Os ligamentos iliolombares (inferior e superior) fixam-se, de forma indireta, às 
vértebras L4 e L5 e sobre o ilíaco. Originam-se dos processos transversos dessas vértebras e se 
fixam na crista ilíaca. Limitam muito o movimento de inclinação lateral. Ambos se dirigem 
para baixo, sendo que o ligamento iliolombar inferior orienta-se para frente, e o superior para 
trás. O ligamento iliolombar superior tensiona-se na flexão e o inferior tensiona-se na 
extensão. 
 
Ligamentos da Região Torácica 
Servem para fixar as costelas nos corpos vertebrais e processos transversos durante os 
movimentos respiratórios. São os ligamentos radial e costotransverso (superior, inferior e 
lateral). 
 
 
Ligamentos da Região Cervical 
Ligamentos Posteriores 
Plano profundo 
 Ligamento occípito-odontoidiano mediano 
 Ligamentos occípito-odontoidianos laterais 
 Ligamento transverso - estende-se horizontalmente nas massas laterais de C1 
 Ligamento occípito-transverso 
 Ligamento transverso-axoidiano 
Plano Médio Ligamento cruciforme, constituído pelos ligamentos transversos, occípito-
transverso e transverso-axoidiano 
 Ligamento occípito-atloidiano lateral, que reforça lateralmente a cápsula da 
articulação occípito-atloidiana 
 No nível subjacente, a cápsula da articulação atlanto-axoidiana. 
Plano Superficial 
 Ligamento occípito-axoidiano mediano, prolongado lateralmente pelos 
ligamentos occípito-atloidianos laterais 
 Ligamento longitudinal posterior 
16 
 
 
Ligamentos Anteriores 
 Ligamento occípito-atloidiano anterior, com seu feixe profundo e seu feixe 
superficial , o qual vem recobrir a cápsula da articulação occípito-atloidiana 
 Ligamento occípito-atloidiano ântero-lateral, que se duplica à frente e se 
estende obliquamente, do processo basilar do occipital ao processo transverso do C1 
 Ligamento atlanto-axoidiano anterior, que está em continuidade, 
lateralmente, com a cápsula da articulação atlanto-axoidiana 
 Ligamento longitudinal anterior 
 A cápsula da articulação entre o C2 e a terceira vértebra cervical. 
 
Músculos do tronco 
Transverso Espinhal 
Consiste de um grande número de pequenos músculos que passam 
obliquamente, em direção superior e medialmente, dos processos transversos 
aos processos espinhosos. Existem duas teorias anatômicas para descrever o 
transverso espinhal: Trolard – o músculo se estende do processo transverso 
de uma vértebra ao processo espinhoso e lâmina de quatro vértebras 
suprajacentes e Winckler – o músculo se estende do processo transverso de 
quatro vértebras ao processo espinhoso e lâmina de uma vértebra 
suprajacente 
 
 
FIGURA 13: O músculo transverso espinhal 
Fonte: CALAIS-GERMAIN, 2010. 
Feixes do Transversário Espinhoso 
 Laminar curto e longo ou rotatórios 
 Espinhal curto ou multifídios 
 Espinhal longo ou semi-espinhal 
Os músculos deste grupo se estendem desde o vértice do sacro até a segunda vértebra 
cervical. 
17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 14: Feixes do transversário espinhoso 
Fonte: CALAIS-GERMAIN, 2010. 
 
Abdominais 
Transverso do abdômen 
 Origem: ligamento inguinal (1/3 lateral), crista ilíaca (2/3 anteriores do lábio 
interno), fáscia toracolombar (entre a crista ilíaca e a 12a costela) e nas costelas 7 a 12 
(cartilagens costais). 
 Inserção: Se fixa na linha Alba, púbis e crista ilíaca. 
 Inervação: nervos espinhais T7 – T12 e nervo espinhal L1 
 Ação: Contrai o abdômen, comprimindo as vísceras abdominais, inclusive 
durante a expiração forçada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 15: Músculos abdominais 
Fonte: www.movere.com.br/images/musculos_abdominais.gif 
18 
 
 
Reto do abdômen (ver FIGURA 15) 
 Origem: costelas 5 a 7 (cartilagens costais) e no esterno. 
 Inserção: Se fixa no púbis (tubérculo da crista) e nos ligamentos que cobrem a 
parte anterior da sínfise púbica. 
 Inervação: nervos espinhais T7 - T12. 
 Ação: Flexiona a coluna vertebral, inclina posteriormente a pelve e comprime 
as vísceras abdominais. 
 
Oblíquo externo do abdômen (ver FIGURA 15) 
 Origem: sete últimas costelas, onde se interdigita com o serrátil anterior e 
grande dorsal. 
 Inserção: crista ilíaca, no ligamento inquinal. Suas fibras se dirigem 
obliquamente para aponeurose do oblíquo externo (que vai do esterno ao púbis). 
 Inervação: nervos espinhais T8 – T12 e L1. 
 Ação: Agindo unilateralemente, leva o tronco à inclinação lateral e rotação do 
mesmo lado. Se a pelve é o ponto fixo, atua sobre as costelas. Agindo bilateralmente, 
flete o tronco para frente. Com o quadril fixo, abaixa as costelas. É ainda parte da cadeia 
expiratória. 
 
Oblíquo interno do abdômen (ver FIGURA 15) 
 Origem: crista ilíaca, ligamento inquinal e fáscia toracolombar. 
 Inserção: Suas fibras se dirigem em leque para as quatro últimas costelas e 
aponeurose do oblíquo interno (que vai do esterno ao púbis). 
 Inervação: nervos espinhais T8 – T12 e L1. 
 Ação: Agindo unilateralmente, leva o tronco à inclinação lateral e rotação do 
mesmo lado. Se a pelve é o ponto fixo, atua sobre as costelas. Agindo bilateralmente, 
flete o tronco para frente. Com o quadril fixo, abaixa as costelas. É ainda parte da cadeia 
expiratória. 
 
 
19 
 
II. COLUNA CERVICAL 
 
1. Articulações 
As articulações da coluna cervical podem ser divididas em: 
 Articulações interapofisárias 
 Articulação disco somática 
 Articulações uncovertebrais. 
Entre os dois platôs vertebrais, encontra-se o disco. O platô superior se eleva, sob a 
forma de dois processos unciformes, situados num plano sagital, cujas facetas estão voltadas 
para cima e para dentro e correspondem às facetas inferiores, direcionadas para baixo e para 
fora. Essa pequena articulação está encerrada numa cápsula articular, que se confunde, por 
dentro, com o disco intervertebral. 
Durante os movimentos de flexão-extensão, quando o corpo vertebral suprajacente 
desliza para diante ou para trás, produz-se um deslizamento concomitante entre as facetas 
nas articulações uncovertebrais, com os processos unciformes conduzindo o corpo vertebral. 
Já nos movimentos de lateroflexão, são produzidos movimentos de afastamento dessas 
articulações do lado oposto e pinçamento do mesmo lado, com o núcleo pulposo deslocando-
se para a convexidade e a cápsula articular tensionando-se. 
 
2. Amplitude articular 
 Flexão-extensão da coluna cervical inferior = 100º a 130º. 
 Flexão-extensão do conjunto da coluna cervical, em referência ao plano 
mastigatório = 130º. Por subtração pode-se deduzir a amplitude própria de flexão-extensão 
na coluna suboccipital = 20º a 30º. 
 Lateroflexão = 45º. 
Traçando, por um lado, a linha que une dois processos transversos de C1 e por outro 
lado, a linha que une a base dos processos mastóideos, encontra-se aproximadamente uma 
amplitude de 8° para a inclinação lateral da coluna suboccipital, ou seja, da articulação 
atloidiana. 
 Rotação total da cabeça = 80º a 90º. Nessa amplitude, 12º pertencem à 
articulação occípito-atlodiana, e 12º à articulação atlanto-axoidiana. 
 
20 
 
3. Músculos anteriores e laterais 
 
Longo do Pescoço 
Encontra-se na face anterior das vértebras cervicais e compõe-se de 3 porções: 
 Porção Longitudinal – de C2 a T3 aos processos transversos de C4 a C7; 
 Porção Oblíqua Superior – de C1 aos processos transversos de C3 a C6; 
 Porção Oblíqua Inferior – de T1 a T3 até os processos transversos de C5 a C7. 
Bilateralmente, retifica a lordose cervical e promove a flexão da coluna cervical. 
Unilateralmente, realiza a inclinação lateral e flexão da coluna cervical. ( FIGURA 16) 
 
Reto anterior da cabeça 
Origina-se no occipital e insere-se na parte anterior da vértebra C1. Bilateralmente, 
realiza a flexão da cabeça sobre C1 e, unilateralmente, produz inclinação lateral e rotação 
para o lado da contração (ver FIGURA 16). 
 
Reto lateral da cabeça 
Origina-se do occipital e insere-se no processo transverso de C1. Atuando 
bilateralmente, flexiona a cabeça sobre C1 e, unilateralmente, produz uma inclinação lateral 
(ver FIGURA 16). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 16: Músculos anteriores e laterais do pescoço 
Fonte: www. anatomiaclinica.com/.../geral_data/pescoco6.jpg 
 
 
 
Longo da cabeça 
Origina-se no occipital e insere-se nos processos transversos de C3 a C6. 
Bilateralmente, retifica a coluna cervical alta e flete a cabeça anteriormente. Unilateralmente, 
atua na inclinação lateral alta. Atua ainda em sinergia com o longo do pescoço e os músculos 
escalenos, estabilizando a coluna cervical, que se torna um ponto fixo para sua ação 
inspiratória (ver FIGURA 16). A inervação de todos esses músculos é comum, e se dá pelas 
ramificações dos ramos centrais dos nervos espinhais cervicais. 
 
Esternocleidomastóideo 
É o músculo-chave do pescoço, cruzando-o obliquamente e dividindo-o em trígonos 
anteriore posterior. Na sua borda posterior, aproximadamente na metade do músculo, 
emergem os nervos cutâneos do plexo cervical, sendo ainda cruzado obliquamente pela veia 
jugular externa. 
22 
 
O músculo é formado por dois feixes: 
 Feixe Esternal - origina-se na face lateral do processo mastóideo e sobre a 
metade lateral da linha nucal superior do occipital e se insere na face anterior do 
manúbrio esternal. 
 Feixe Clavicular - mesma origem que o feixe esternal, mas a inserção se dá na 
borda superior da face anterior da clavícula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 17: Músculo esternocleidomastóideo 
Fonte: www. anatomiaclinica.com/.../geral_data/pescoco5.jpg 
 
Os segmentos mais altos da parte espinhal do décimo primeiro par craniano, ou nervo 
acessório, cuja origem está na coluna cervical pelas raízes ventrais (fibras motoras) inervam o 
esternocleidomastóideo. As fibras motoras sobem para atravessar o forame occipital, 
descendo em seguida pelo forame jugular, onde formam um plexo com as fibras provenientes 
dos ramos anteriores do 2º ou do 3º nervo cervicais, que é, sobretudo, sensitivo. No nível 
central, as fibras do nervo acessório estão em relação com o trato piramidal, e o feixe 
longitudinal medial está envolvido na coordenação dos movimentos da cabeça e dos olhos. 
Agindo bilateralmente, o esternocleidomastóideo realiza: 
23 
 
 Extensão da cabeça, acentuando a lordose cervical. 
 Se a coluna cervical está retificada pelo longo do pescoço e da cabeça, realiza a 
flexão da cabeça. 
 Com os trapézios fixa a posição da cabeça no espaço durante a fala ou a 
mastigação (movimento da mandíbula). 
 Se o crânio é ponto fixo, eleva o esterno e a parte esternal da clavícula, sendo, 
portanto, inspiratório acessório. 
 Contribui para a orientação espacial, a percepção do peso e a coordenação 
motora. 
Unilateralmente: 
 Se o tórax é ponto fixo, faz inclinação para o lado da contração, extensão e 
rotação para o lado oposto. 
O esternocleidomastóideo pode acrescentar um componente suplementar à síndrome 
do pescoço rígido ou torcicolo, que é causado, sobretudo, pelos pontos ativos do elevador da 
escápula, do trapézio e dos músculos posteriores do pescoço. Pode ainda ser responsável 
pelo que se denomina de cefaléia de tensão. 
 
Elevador da escápula 
O elevador da escápula origina-se sobre os processos transversos das quatro primeiras 
vértebras cervicais e insere-se no ângulo superior da escápula. S 
Se o ponto fixo é a coluna cervical, o mesmo eleva a escápula e provoca a báscula 
medial. Caso, o ponto fixo seja a escápula, e atuando bilateralmente, promove a extensão da 
coluna cervical. Unilateralmente, faz inclinação e rotação do pescoço para o lado da 
contração. 
Os músculos sinérgicos do elevador da escápula que podem desenvolver, ao mesmo 
tempo, pontos ativos são o esplênio do pescoço e o escaleno médio. O primeiro é mais 
profundo e se insere atrás do elevador, e o escaleno, à frente. A inervação desse músculo se 
dá pelos 3º e 4º nervos cervicais, via plexo central. 
O elevador da escápula é considerado o músculo do torcicolo, pois quando 
espasmado, limita de forma marcante a rotação do pescoço. Quando somente o elevador da 
escápula está afetado, os pacientes se queixam de dores no ângulo do pescoço e de um 
24 
 
“torcicolo” doloroso, referem ainda incapacidade de girar a cabeça para o lado 
comprometido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 18: Músculo elevador da escápula 
Fonte: www.anatomiahumana.ucv.cl/.../elevador.jpg 
 
Músculos Escalenos 
Escaleno Anterior - Origina-se nos processos transversos de C3 a C6 e insere-se na 1ª costela 
(na frente do tubérculo do escaleno) (ver FIGURA 16 e 17). 
 
Escaleno Médio - Origina-se nos processos transversos de C2 a C7 e insere-se atrás da 1ª costela 
(ver FIGURA 16 e 17). 
 
Escaleno Posterior - Origina-se nos processos transversos de C4 a C6 e insere-se na parte média 
da 2ª costela (ver FIGURA 16 e 17). 
Se as costelas estão fixas e atuando unilateralmente, os escalenos atraem a coluna 
cervical em inclinação lateral, (principalmente o posterior, que possui uma direção mais 
vertical) e outros dois (que possuem uma direção mais oblíqua) ocasionam também uma 
rotação para o lado oposto. Bilateralmente, se a cervical está em lordose, a contração dos 
escalenos anterior e médio aumenta essa curva (lordose baixa), mas se a coluna cervical e a 
torácica alta estão fixas, atuam sobre as costelas e são, portanto, inspiratórios. Essa fixação é 
realizada pelo longo do pescoço, que trabalha, nesse caso, em sinergia com os escalenos. 
25 
 
A inervação dos escalenos é feita pelos ramos motores das ramificações dos nervos 
espinhais de C2 a C7, segundo o nível segmentar de inserção muscular. 
 
4. Músculos posteriores 
 
Trapézio 
Bilateralmente, atua como extensor da coluna cérvico-torácica e, unilateralmente, 
realiza extensão, inclinação lateral homolateral e rotação para o lado oposto. 
 
Esplênio da Cabeça 
Origina-se dos processos espinhosos de C6 a T7 e insere-se na base do occipital e do 
temporal. Atuando bilateralmente, se a coluna cervical está fixa, realiza a extensão da cabeça 
sobre o pescoço e extensão da coluna cervical. Unilateralmente, realiza a inclinação lateral e a 
rotação da cabeça e do pescoço para o lado da contração (ver FIGURA 20). 
 
Esplênio do pescoço 
Origina-se dos processos espinhosos de T5 a T7 e insere-se nos processos transversos 
das três primeiras cervicais (ver FIGURA 20). Agindo bilateralmente, realiza extensão da 
coluna cervical e, unilateralmente, inclinação lateral e rotação do pescoço para o mesmo lado 
da contração. 
Sua inervação se dá pelos ramos laterais das ramificações dorsais dos nervos espinhais 
de C2 a C4. 
 
Longuíssimo da cabeça (complexo menor) 
Origina-se nos processos transversos de T3 a C4 e insere-se sobre o processo 
mastóideo. 
 
Longuíssimo do pescoço (transversário do pescoço) 
Origina-se nos processos transversos das torácicas superiores e insere-se nos 
processos transversos das cervicais inferiores. Juntamente com o longuíssimo da cabeça 
fazem parte do músculo longuíssimo ou longo dorsal. São extensores da coluna cervical e 
produzem inclinação lateral do pescoço. 
26 
 
Espinhal da cabeça e do pescoço (complexo maior) 
Origina-se dos processos espinhosos de C7 a T1 e dos processos transversos de C4 a 
T4, até a base do occipital (ver FIGURA 19). Atuando bilateralmente, com a coluna cervical 
como ponto fixo, estende a cabeça sobre o pescoço. Se o ponto fixo for a cabeça, endireita a 
lordose cervical pela ação de suas fibras transversais. Unilateralmente, com a coluna cervical 
fixa, à sua ação de extensão acrescenta-se uma pequena ação de inclinação lateral e de rotação 
para o lado da contração. 
O semi-espinhal da cabeça é inervado pelos ramos dorsais dos 4º ou 5º n. cervicais, e o 
semi-espinhal do pescoço e músculos cervicais mais profundos são inervados pelos ramos 
dorsais do 3º ao 6º nervos cervicais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 19: Músculos posteriores da cabeça e pescoço 
 Fonte: www.miologia.hpg.com.br/dorsomedia.jpg 
 
Multifidios e rotadores 
Esses músculos fazem parte do músculo transversário espinhoso. Possuem uma 
função de extensão, inclinação lateral homolateral e rotação para o lado oposto. Contribuem, 
sobretudo, para a inclinação lateral, e como músculo profundo participa essencialmente dos 
ajustamentos posicionais entre as vértebras. 
27 
 
 
5. Palpação e localizações morfológicas cervicais 
 
Processos espinhosos  plano sagital - posteriormente 
Processos transversos  plano frontal - lateralmente 
Processos articulares  obliquamente entre os processos espinhosos e tranversos 
 
C7 
Situa-se na base do pescoço. Na posteroflexão, C7 desliza para frente e T1 fica 
proeminente. Geralmentetodos os processos espinhosos cervicais são bífidos, exceto C6 e C7 
em 50% dos casos e C1, que não possui processo espinhoso. 
 
Primeira Costela 
Palpada ao nível de T1, à frente do trapézio superior, na raiz do pescoço. 
 
 
 
III. DESEQUILÍBRIOS DA COLUNA VERTEBRAL 
 
Hiperlordose e Retificação Cervical 
A lordose cervical fisiológica está compreendida entre 35º a 45º, sendo a hiperlordose 
cervical um desequilíbrio relacionado ao encurtamento da cadeia muscular estática posterior, 
e a retificação cervical um desequilíbrio relacionado ao encurtamento da cadeia anterior e 
inspiratória. 
A lordose cervical é analisada numa radiografia de perfil, na qual traça-se uma linha 
através do platô superior de C1 e a do platô inferior de C7. Medindo-se o ângulo formado 
pela intercessão destas duas linhas ou de perpendiculares as mesmas. 
 
 
 
28 
 
Cifose C7-T1-T2 
Segundo BIENFAIT (1995), as articulações cervicais, superiores a T1, são propicias 
para acompanhar a lordose cervical, e as articulações inferiores são torácicas e tendem a 
acompanhar a cifose torácica. A vértebra T1 é rígida e, na retificação torácica ou torácica alta, 
T1 não desliza para frente e não entra na lordose torácica permanecendo saliente. Entre T1 e 
T2, apresenta-se uma desembricação, lesão de flexão freqüentemente dolorosa, na qual 
observa-se duas lordoses sucessivas que bloqueia T1, a tornando hipomóvel e favorecendo o 
aparecimento da estase conjuntiva chamada popularmente de “cucurute” ou “La Bosse de 
Bison”. 
 
Hipercifose e Retificaçao Torácica 
A cifose torácica fisiológica está compreendida entre 20º a 40º. Quando esse ângulo é 
menor que 20° tem-se a retificação torácica, e quando a cifose torácica é maior que 45º fala-se 
em hipercifose torácica (CALLIET, 1986). Este último desequilíbrio está relacionado ao 
encurtamento da cadeia muscular estática anterior e da cadeia fascial cervico-tóraco-
abdomino-pélvica. A retificação torácica, por sua vez, deve-se ao encurtamento da cadeia 
muscular estática posterior. 
A lordose torácica é analisada numa radiografia de perfil na qual troca-se uma linha 
através do platô infeior de T1 e entra que passa pelo platô inferior de L5, medindo-se o 
ângulo formado pela intercessão destas duas linhas, ou de linhas perpendiculares às mesmas. 
 
Lordose Diafragmática 
Situa-se nos níveis T11 – T12 – L1 – L2. É alta, curta e orienta-se para frente e para 
cima (DENYS-STRUYF, 1998). 
Causas: 
– Obliqüidade das inserções diafragmáticas lombares. 
– Costelas flutuantes dando maior mobilidade 
– Fixação do centro frênico e uma tração anterior ao nível T11 – T12 – L1 – L2: 
– Inspiração de grande amplitude 
– Bloqueio inspiratório 
– Tonicidade excessiva dos abdominais 
29 
 
– Esforço de endireitamento quando se carrega um peso 
– Aumento do conteúdo abdominal 
Hiperlordose e retificação lombar 
A lordose lombar é analisada numa radiografia de perfil, na qual traça-se uma linha 
através do platô superior de L1 e outra que passa pelo platô inferior de L5 medindo-se o 
ângulo formado pela intercessão destas duas linhas, ou de linhas perpendiculares às mesmas. 
A angulação normal da coluna lombar está compreendida entre 50 a 60º, ao verificar-se 
ângulos acima de 65º considera-se hiperlordose lombar, e abaixo de 40º, retificação lombar 
(CARVALHO, M.E.I.M et al 2007). 
A hiperlordose lombar seria um desequilíbrio relacionado ao encurtamento da cadeia 
muscular estática anterior, especificamente dos músculos diafragma e psoas-ilíaco. Já a 
retificação lombar corresponde a um desequilíbrio da cadeia muscular estática posterior, 
mais exatamente o encurtamento dos músculos posteriores da coxa e glúteo máximo. 
 
 
IV. TÉCNICAS SENSOPERCEPTIVAS PARA COLUNA E TRONCO 
 Trabalho das dobradiças: anteflexão e retorno à posição ereta 
Paciente: ortostática 
Objetivos: fornecer input proprioceptivo na recolocação dos segmentos. Pode ser feito sobre 
bolas, rolinhos de areia, etc. 
 Dobradiça da cabeça – articulação C0 – C1 
 Dobradiça do pescoço – corresponde às vértebras cervicais 
 Dobradiça do esterno – corresponde às vértebras torácicas 
 Dobradiça do ilíaco – corresponde às vértebras lombares 
 Dobradiça do quadril 
 Dobradiça do joelho (flexão discreta) 
30 
 
 Dobradiça do tornozelo- feita através do fechamento do ângulo tibiotársico – 
(deslocando a pelve para frente) 
 Conservar os joelhos direcionados para frente e a posição dos pés com equilíbrios 
de maléolos e distribuição do peso 
 Alongar a nuca lentamente 
 Apontar os ísquios para o teto e o ápice do crânio para o chão 
 Perceber o desmontar das articulações e a recolocação de cada segmento 
 A cabeça será a última a ser recolocada 
 Retornar pelo púbis, elevando-o 
31 
 
 Propriocepção e inibição com rolos de areia 
 Paciente: decúbito dorsal com um 
rolinho orientado verticalmente em relação ao 
corpo. 
 Ação: apoiar sacro, coluna e cabeça sobre 
o rolinho. Pode-se usar dois rolinhos de areia na 
mesma posição vertical, bem alinhados, de maneira 
que a coluna se encaixe entre eles. Da mesma forma, 
apóia-se o sacro e a cabeça. 
FOTO 1: Propriocepção e inibição com rolos de areia 
Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
 
 
 Propriocepção com rolo de PVC 
Pode-se utilizar rolos de diversos diâmetros e vários materiais 
Paciente: decúbito dorsal sobre o rolo. 
Ação: 
 Inicia-se fazendo o mapeamento e o teste de flexibilidade 
 Pode-se somente deitar sobre o rolo, com o apoio do sacro, coluna e cabeça 
 Soltar-se, entregar todo o peso do corpo para o rolo 
 Instalar a respiração 
 Pode-se encaixar as escápulas e 
colocar os braços ao longo do corpo, 
ou colocá-los na posição de “castiçal” 
 Sair do rolo 
 Finalizar com o mapeamento e o teste 
de flexibilidade 
FOTO 2: Propriocepção e inibição com rolo de PVC 
Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
 
 
 
32 
 
 Propriocepção e inibição com duas bolas ao longo da coluna 
Paciente: decúbito dorsal – utilizam-se duas bolas, inicialmente sobre o sacro. 
Ação: 
 Colocar duas bolas sob o sacro, uma ao lado da outra 
 Expirar com suave pressão sobre as bolas – duas ou três vezes sobre cada 
ponto 
 Deslocar as bolas aproximadamente dois 
dedos para cima 
 Expirar lentamente 
 Repita este procedimento até que não seja 
mais possível deslocar as bolas. A partir deste momento, 
deve-se deslocar o corpo para baixo, assim, na parte 
superior do tronco, as bolas passam no espaço entre as 
escápulas e a coluna. 
Pode-se deixar as bolas por mais tempo nos locais 
onde houver maior necessidade (maior tensão ou dor). Mas, 
caso a sensação de dor seja intensa ou insuportável, não 
permanecer com as mesmas no local ou não pressionar 
sobre elas. 
FOTO 3: Propriocepção e inibição com bolas 
Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
 Propriocepção com bastão na coluna 
Paciente: decúbito dorsal. 
Ação: 
 Colocar o bastão sob o sacro 
 Expirar fazendo uma suave pressão sobre o bastão três ou quatro vezes sobre 
cada ponto e deslocar o bastão aproximadamente dois dedos para cima e expirar três ou 
quatro vezes, novamente 
 Repita este procedimento até que não seja mais possível deslocar o bastão. A 
partir deste momento, deve-se deslocar o corpo para baixo. Pode-se deixar o bastão por mais 
tempo nos locais onde houver maior necessidade (maior tensão ou dor). 
33 
 
 Propriocepção e recriação das curvas fisiológicas vertebrais com ½ bola 
Uso de bolas de espuma, bola de futebol americano, meia bola... 
Sacro 
 Colocar a bola no sacro verticalmente, ou nos ilíacos e sacro, utilizando a bola 
horizontalmente. 
 Expirar fazendo pressão suave sobre a bola. 
 
 
Região Lombar 
 Colocar a bola abaixo da coluna lombar, a fim de 
trabalhar a propriocepção da lordose lombar. 
 Fazem-se suaves pressões sobre a bola no final da 
expiração. 
FOTO 4: Recriação da curvatura lombar 
Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
Região Cervical Em caso de retificação: coloca-se a bola 
abaixo da coluna cervical para recriar a curva 
cervical e trabalhar a propriocepção. 
 Em caso de hiperlordose, coloca-se a bola 
sob o occipital. 
 
FOTO 5: Recriação da curvatura cervical 
 Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
 
Região Dorsal 
 Em caso de hipercifose torácica: colocar a bola verticalmente entre as escápulas. 
Expirar pressionando o esterno para baixo. 
 Em caso de retificação torácica: colocar, simetricamente, duas bolas abaixo das 
escápulas e expirar refazendo a cifose torácica. Pode-se colocar a bola sobre o esterno, 
pressionando-a suavemente durante a expiração. 
34 
 
 Ponte expirando em cada vértebra 
Paciente: decúbito dorsal, com as pernas flexionadas e os pés apoiados no chão. 
Ação: 
 Inicie com um mapeamento detalhado 
 Elevar o cóccix do chão 
 Elevar cada vértebra durante a expiração até chegar nas escápulas 
 Ao conquistar o arco completo: retornar durante a expiração pressionando as 
vértebras dorsais e lombares, uma a uma, contra o chão, até apoiar totalmente 
a coluna e sacro 
 Perceber as sensações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
FOTO 6: Ponte como manobra proprioceptiva 
Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
 
 Técnica sensoperceptiva sentado com bastão 
Paciente: sentado 
Objetivo: recriar as curvas da coluna 
Ação: 
 Inicia-se fazendo o mapeamento assentado 
 Fazer liberação dos ísquios 
 Pressionar os ísquios contra o chão e crescer pelo vértice 
35 
 
 Expirar e, no final da expiração: 
 Em caso de retificação torácica: recriar a cifose 
na expiração, manter apnéia expiratória e recriar a 
lordose lombar; 
 Em caso de hipercifose; expirar sem permitir o 
enrolamento dos ombros e recriar a lordose no final 
da expiração. 
 
 
 
FOTO 7: Bastão como manobra proprioceptiva 
Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
 Trabalho em Dupla 
Posição dos participantes: sentados, costas contra costas, com os membros inferiores 
alongados. O ideal é que os parceiros sejam aproximadamente do mesmo tamanho. 
 Fazer o mapeamento nesta posição, com os membros inferiores flexionados 
e alongados. 
 Aproximar-se do parceiro até que os dorsos e as cabeças de ambos se 
toquem. 
 Entrelaçar os braços 
 Realizar movimentos ântero-posteriores, entregando as costas nas costas do 
seu parceiro 
 Realizar movimentos látero-laterais e rotações 
 Iniciar movimentos com amplitude pequena e aumentar gradualmente 
 Tentar perceber quais as suas sensações e sentimentos e que sensações e 
sentimentos são transmitidos através do contato e movimentos do parceiro 
 Diminuir lentamente a amplitude dos movimentos 
 Separar-se lentamente 
 Fazer o mapeamento final, tentando perceber as mudanças que ocorreram 
 Conversar com o parceiro e procurar dar um feedback ao outro, relatando as 
percepções, primeiramente de si mesmo e, depois, das do outro. 
 
36 
 
V. TÉCNICAS OSTEOPÁTICAS E OUTRAS MANOBRAS 
 Pompage lombar 
 Objetivo: 
 Paciente: em decúbito ventral 
 Fisioterapeuta: de pé no nível lombar com os antebraços cruzados, o 
terapeuta posiciona a mão caudal ao nível das 
torácicas baixas, com os dedos em direção cefálica; a 
mão cefálica sobre o sacro, com os dedos em direção 
caudal 
 Ação: a tensão é obtida através do empurrar 
das duas mãos 
FOTO 8: Pompage lombar 
Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
 
 
 Pompage torácica utilizando ½ bola para hipercifose 
 Paciente: sentado 
 Fisioterapeuta: de pé atrás do paciente, posiciona a ½ bola entre as escápulas 
do paciente e apóia o joelho sobre a mesma. As 
mãos e antebraços posicionam-se na frente do 
ombro do paciente 
 Ação: durante aproximadamente 3 inspirações o 
fisioterapeuta ajuda na abertura do ombro do 
paciente, até obter abertura máxima. A pressão 
é mantida durante 6 expirações longas. 
 
FOTO 8: Pompage torácica sentado 
 Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
 
 
 
 
 
 Técnica de pisiformes cruzados para torácica média e baixa 
 Paciente: em decúbito ventral, os braços para 
fora da mesa 
 Fisioterapeuta: de pé no nível torácico, coloca 
os pisiformes sobre as articulações posteriores, 
antebraços tangencial no nível a ser manipulado. 
 Ação: durante a expiração do paciente, as 
mãos do fisioterapeuta introduzem pressão para a 
mesa, associada, em sentidos opostos, ao movimento 
de torção dos punhos. 
 
 
FOTO 9: Técnicas de pisiformes cruzados 
 Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
 
 
 Pompage cervical 
 Paciente: em decúbito dorsal, com os membros inferiores estendidos e os 
membros superiores ao longo do corpo. 
 Fisioterapeuta: sentado à cabeceira do paciente, com os antebraços apoiados 
sobre a mesa. As mãos recebem a cabeça e a protuberância 
occipital repousa em suas palmas. Os indicadores apóiam os 
processos mastóideos. 
 Ação: tensionar lenta e progressivamente até o 
limite da elasticidade, sem ultrapassá-lo. O retorno é efetuado 
o mais lentamente possível. 
FOTO 10: Pompage cervical 
 Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
 
 
 
 
38 
 
 Técnica de “pentear” 
 (Foto: ver 1a apostila) 
 Passar as mãos, uma após outra, na região cervical, em deslizamento, com a 
intenção de alongar a nuca. 
 
 
 Pompage do elevador da escápula 
 Paciente em decúbito dorsal 
 Fisioterapeuta: sentado à cabeceira do paciente. A 
mão interna apóia a região interna da espinha da 
escápula (ângulo superior). A mão externa apóia a 
base do crânio. 
 Ação: a tensão é obtida por uma pressão para baixo 
do ângulo da escápula, aumentando 
progressivamente a lateroflexão e a rotação. 
 FOTO 11: Pompage do elevador da 
 escápula. Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
 
 
 Pompage do esternocleidomastóideo (ECOM) 
 Paciente em decúbito dorsal, com a cabeça rodada para o lado oposto ao 
ECOM a ser tratado 
 Fisioterapeuta: sentado à cabeceira do paciente. 
A mão do lado do músculo a ser tratado empalma a base do 
crânio. A outra mão apóia-se no esterno. 
 Ação: a tensão é obtida por uma pressão para 
baixo da mão esternal, que acompanha a expiração do 
paciente. Realiza–se 6 expirações longas. 
 FOTO 12: Pompage do esternocleido 
mastóideo 
 Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
 
39 
 
 
Evidências científicas 
 
ARTIGO 1) HOFFMANN, J, TEODOROSKI, RCC. A eficácia da pompage, na coluna cervical, 
no tratamento da cefaléia do tipo tensional. Estudo de caso da Universidade do Sul de Santa 
Catarina – UNISUL, 2003. 
 
 
 
 
 Manobra sobre a hipercifose torácica 
 Paciente em decúbito ventral 
 Fisioterapeuta sentado à frente paciente, com a cintura escapular no mesmo 
nível que a do paciente, passa seus braços por fora dos braços do paciente, com as mãos 
apoiadas sobre a parte superior do dorso do paciente. Durante as expirações, o 
fisioterapeuta exerce uma pressão lenta nas escápulas para baixo, mantém a posição 
elevada dos braços do paciente, e recua o tronco para trás lentamente. Realizam–se 6 
expirações longas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FOTO 13: Manobra sobre a 
hipercifose torácica 
 Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
 Stretching em extensão dos espinhais 
 Paciente: em decúbito dorsal 
 Fisioterapeuta: de pé à cabeceira do paciente, do lado oposto a ser tratado. 
Posiciona o centro de gravidade sobre a coluna cervical do paciente. A mão cefálica apóia 
–se sobre a fronte do paciente. A mão caudal empalma os espinhais nucais. 
 Ação: faz-se pressão e tração no sentido transversal das fibras. A mão cefálica 
(frontal) faz rotação e lateroflexão cervical. A mão caudal realiza um deslizamento com 
extensão cervical. 
 
40 
 
 Pode-se passar da técnica de stretching para a técnica de inibição e vice-versa. No caso da 
técnica de inibição, os movimentos são os mesmos, porém mais lentos. Utiliza-se maiso 
parâmetro de extensão. 
 
 
 
 
 
 FOTO 14: Streching dos espinhais cervicais 
 Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
 
Evidências científicas 
 
ARTIGO 2: STEFANELLO, TD, SPINELLI, MT, REZENDE, MJ. Estudo da eficácia da terapia 
manual no tratamento da tendinite calcária do músculo supra-espinhoso: estudo de caso. 
Revista Pleiade, Foz do Iguaçu, v. 2, n. 1, p. 49-63, jan./jun. 2008. 
 
 
 Stretching do trapézio superior 
 Paciente: em decúbito dorsal 
 Fisioterapeuta: em finta paralela na cabeceira do paciente, 
coxas apoiadas na maca. A mão externa apóia sobre a região do 
ombro, e a mão interna segura a cervical. Apóia-se a cabeça do 
paciente sobre o abdômen do fisioterapeuta. 
 Ação: a mão interna realiza o stretching com os parâmetros 
de flexão (cabeça apóia-se sobre o abdômen), lateroflexão 
/rotação oposta e compressão ou tração. FOTO 15: Stretching do trapézio superior 
Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
 Stretching de C7 – T1 – T2 
 Objetivos: mobilizar a zona hipomóvel de cifose a nível de C7-T1-T2. 
 Paciente: Sentado apoiando o membro superior do lado oposto a ser trabalhado sobre 
a coxa do fisioterapeuta 
 
41 
 
 Fisioterapeuta: Com a coxa contra o tórax do paciente do lado oposto a ser trabalhado. 
Coloca-se a eminência hipotenar em contato com os processos transversos de C7 – T1 – T2 
através do trapézio superior com direção oblíqua. 
 Ação: O fisioterapeuta realiza o stretching medial e obliquamente para cima, de ambos 
os lados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FOTO 16: Stretching de C7-T1-T2 
Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
VI. AUTO-POSTURAS 
 
1. Postura no Rolo 
Posição do paciente: decúbito dorsal sobre o rolo, apoiando sacro, coluna e cabeça 
 Inicia-se com o mapeamento e o teste de flexibilidade 
 Trabalho sobre a respiração 
 Realiza-se a liberação do sacro 
 Realiza-se o encaixe das escápulas (posição de “castiçal”) 
 Realiza-se a pompage cervical 
 Progredir lentamente os membros superiores, corrigindo sempre as compensações 
 Finalizar com o mapeamento e teste de flexibilidade 
 
2. Postura sentada no banco 
Objetivo: enfatizar a correção da coluna 
Paciente: sentado no banco 
42 
 
 Realizar liberação dos ísquios 
 Colocar joelhos e pés juntos na linha média 
 Encaixar as escápulas e posicionar os MMSS 
 Corrigir cervical e contato occipital-cervical 
 Respiração 
 Evoluir em flexão de quadril, estruturando as curvas da coluna e corrigindo as 
demais compensações 
 Retornar à respiração em cada passo. 
 
 
VII. POSTURA GLOBAL 
 
A) Postura “SENTADA” (ALMEIDA, 2006) 
 
 
Objetivos 
 Alongar os músculos espinhais e recriar as curvas fisiológicas da coluna 
 Permitir uma boa manualidade do dorso. 
 Alongamento progressivo dos membros inferiores 
 Buscar apoio simétrico dos ísquios e abdução simétrica dos quadris 
 
Preparação 
 Sentado no banco postural realizar a colocação dos ísquios 
 Abdução do quadril com planta contra planta do pé 
 Encaixe das escápulas 
 Colocação dos MMSS 
 Alinhamento sacro/escápulo/occipito 
 Contato manual com occipito-cervical 
 Crescimento axial 
 Respiração 
 
 
 
43 
 
Bases para Realização da Postura 
1. Mapeamento inicial integrativo 
2. Instalar respiração 
3. Liberação dos ísquios, mantendo o apoio ativo dos mesmos na superfície de contato e o 
crescimento axial 
4. Corrigir as compensações 
- Assimetria no apoio dos ísquios ( pode-se colocar calços ) 
- Abdução assimétrica de quadril 
- Cifose lombar, lordose torácica 
- Assimetria dos joelhos, pés 
- Abertura do ângulo-tibiotársico e coxofemoral 
5. Encaixar as escápulas, observando a posição do membro 
superior para facilitar a correção necessária da região 
torácica, observando o valgo excessivo de cotovelo e outras 
alterações relevantes 
 
 
 
 
FOTO 26: Postura global sentada 
 Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
6. Progressão lenta 
- Inicia-se planta contra planta, finaliza-se em dorsiflexão de tornozelo 
- Não progredir caso haja sintomas 
- Quanto mais progressivo o trabalho, menos possibilidade 
de aparecer grandes compensações e sintomas que 
poderiam comprometer o bom êxito do atendimento, e 
maior chance de conseguir o alongamento global 
 
 
 
 
 
 
 
FOTO 27: Progressão da postura global sentada 
44 
 
Fonte: ALMEIDA, 2006. 
 
 
 
7. Trabalho Ativo 
 - Ísquios apoiados no chão 
 - Crescer pelo vértice 
 - Contato do occipital com a mão do fisioterapeuta 
 - Expiração longa, inspiração curta 
 - Alongar os membros inferiores impulsionando os 
calcanhares 
 
 
 
 
FOTO 28: Postura global sentada 
 Fonte: ALMEIDA, 2006. 
8. Intenção Terapêutica 
- Lordosar a região lombar 
- Em caso de retificação torácica, utilizar apnéia expiratória 
- Manter sempre contato com paciente 
- Pode-se trocar de mão, porém, sem perder o contato 
- Fechar progressivamente o ângulo coxofemoral e manter fechado o ângulo 
subastragaliano, sem ajuda dos extensores dos dedos 
- Pedir apoio dos ísquios ao solo e crescimento axial 
- Pedir constantemente o contato do occipital contra a mão do fisioterapeuta 
9. Mapeamento final e integrativo 
 
10. Repetição 
- Repete-se a postura aproximadamente três vezes durante o atendimento 
- Reiniciar no nível de alongamento já conseguido 
 
 
 
 
“Olho na 
coluna” 
45 
 
 
Evidências científicas 
 
ARTIGO 3) Respostas cardiovasculares durante a postura sentada da Reeducação Postural 
Global (RPG). Mota YL, Barreto SL, Bin PR, Simões HG, Campbell CSG. Revista Brasileira de 
Fisioterapia 2008;12(3):161-8. 
 
ARTIGO 4) Análise do efeito das técnicas da reestruturação postural sensoperceptiva nos 
níveis de estresse. Ribeiro, HB; Silva, RMM; Brasil, ACO. Revista digital da EBOM, 2009. 
 
ARTIGO 5) Tratamento da lombalgia e dor pélvica posterior na gestação por um método de 
exercícios. Martins, R.F.; Silva, J.L.P. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. São Paulo, 
v.27, n°5, p.275-282, 2005. 
 
ARTIGO 6) Influência do psoas ilíaco nas disfunções lombo pélvicas e o tratamento 
osteopático. Carneiro, S.M.D.R.M. Revista digital EBOM 2009. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 
 
REFERÊNCIAS 
 
ALMEIDA, L. Reeducação postural e sensoperceptiva: fundamentos teóricos e práticos. Rio de 
Janeiro: MedBook , 2006. 
BIENFAIT, Marcel. Os desequilíbrios estáticos. Summus Editorial – São Paulo, 1995. 
CALAIS - GERMAIN, Blandine. 2° edição. Anatomia para o movimento. São Paulo: Editora 
Manole, 2010. 
CAILLIET, René. Lumbalgia. México: El Manual Moderno, 1986. 
CARNEIRO, S.M.D.R.M. Influência do psoas ilíaco nas disfunções lombo pélvicas e o 
tratamento osteopático. Revista digital EBOM 2009. 
CARVALHO, M.E.I.M. et AL, Analise da lordose lombar em pacientes com Diagnóstico 
de Hérnia Discal. Revista Facid, Teresina, v3,n1,p.90-103, 2007. 
DENYS-STRUYF, G. El manual del mezierista. Tomos I e II. Barcelona: Paidotribo, 1998. 
HOFFMANN, J, TEODOROSKI, RCC. A eficácia da pompage, na coluna cervical, no 
tratamento da cefaléia do tipo tensional. Estudo de caso da Universidade do Sul de Santa 
Catarina – UNISUL, 2003. 
MARTINS, R.F.; SILVA, J.L.P. Tratamento da lombalgia e dor pélvica posterior na 
gestação por um método de exercícios. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. São 
Paulo, v.27, n°5, p.275-282, 2005. 
MOTA YL, BARRETO SL, BIN PR, SIMÕES HG, CAMPBELL CSG. Respostas 
cardiovasculares durante a postura sentada da Reeducação Postural Global (RPG). Revista 
Brasileira de Fisioterapia 2008;12(3):161-8.RIBEIRO, HB; SILVA, RMM. Análise do efeito das técnicas da reestruturação postural 
sensoperceptiva nos níveis de estresse. Brasil, ACO. Revista digital da EBOM, 2009. 
STEFANELLO, TD, SPINELLI, MT, REZENDE, MJ. Estudo da eficácia da terapia manual no 
tratamento da tendinite calcária do músculo supra-espinhoso: estudo de caso. Revista Pleiade, 
Foz do Iguaçu, v. 2, n. 1, p. 49-63, jan./jun. 2008. 
www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/corpo-huma... 
www.cto.med.br/fraturas_geral/fraturas/disco.gif 
www.backpain-guide.com/.../05-3_C1_and_C2.jpg 
www.iv.nucleusinc.com/imagescooked/2323W.jpg 
47 
 
www.2.bp.blogspot.com/.../s400/proeminente.jpg 
www.2.bp.blogspot.com/.../s400/proeminente.jpg 
www.2.bp.blogspot.com/.../s400/proeminente.jpg 
2.bp.blogspot.com/.../s400/proeminente.jpg 
www.catalog.nucleusinc.com/imagescooked/28526W.jpg 
www. scapula.pl/anatomia/duze_rys/image312.gif 
www.auladeanatomia.com/osteologia/costela.jpg 
www. static.spineuniverse.com/.../spanish3-BB.jpg 
www.movere.com.br/images/musculos_abdominais.gif 
www. anatomiaclinica.com/.../geral_data/pescoco6.jpg 
www.miologia.hpg.com.br/dorsomedia.jpg 
www.anatomiahumana.ucv.cl/.../elevador.jpg 
www. anatomiaclinica.com/.../geral_data/pescoco5.jpg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
48 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
49 
 
ANEXO 1 – AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO POSTURAL 
 
1. Dados pessoais do cliente 
 
2. Anamnese 
 
3. Diagnóstico médico 
 
4. Característica da dor 
 Aguda Crônica 
 Ao movimento 
 Final do movimento, posicional 
 
 Dor filiforme, trajeto definido 
 Diminui com o repouso Aumenta com o repouso 
 Aumenta com a tosse, esforços, defecação 
 
5. Assimetrias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
 
 
6. Avaliação postural 
 
Diagnóstico Postural 
 
A) Cadeias Estáticas 
 
 
Dor 
posicional 
Retrações Testes Resultado 
Postura 
específica 
Abertura coxo-femoral 
+ fechamento de braços 
 
Abertura coxo-femoral 
+ abertura de braços 
 
Fechamento coxo-
femoral + fechamento 
de braços 
 
Fechamento coxo-
femoral + abertura de 
braços 
 
 
7. Dor posicional 
 Assentada 
 Posição ereta 
 Decúbito Ventral 
 Decúbito Dorsal 
 Flexão anterior do tronco 
 Agachada 
 Outros 
 
 
 
8. Retrações 
 a) Retrações da Cadeia Anterior 
 
 Pé plano 
 Joelho valgo 
 Anteversão pélvica 
 Hiperlordose lombar 
 Hipercifose torácica 
Retificação cervical 
 Ombros enrolados 
 
TOTAL: ____________ 
 
 b) Retrações da Cadeia Posterior 
 
 Pé cavo 
 Joelho varo 
 Retroversão pélvica 
 Retificação lombar 
 Retificação torácica 
 Hiperlordose Cervical 
 Ombros elevados 
 
 TOTAL: _____________________ 
 
 c) Outras desequilíbrios 
 
 Lordose lombossacra Lordose diafragmática 
 
 Cifose C7 – T1 Escoliose 
 
 
 
3. Testes 
 
 a) Para Cadeia Anterior 
De pé – alinhar coluna com os membros superiores em AD e AB 
 Compensação mínima Sintomatologia 
 Compensação acentuada Impossibilidade de realizar o teste 
 
 b) Para Cadeia Posterior 
 Flexão do tronco 
 Compensação mínima Sintomatologia impossibilidade de realizar o teste 
 Compensação acentuada Impossibilidade de realizar o teste 
 
Flexão do tronco / Alinhamento dos 3 pontos 
 Compensação mínima Sintomatologia 
 Compensação acentuada Impossibilidade de realizar o teste 
 
Posição assentada com AD e AB de membros superiores 
 Compensação mínima Sintomatologia 
 Compensação acentuada Impossibilidade de realizar o teste 
 
 9 . Teste Musculares da Pelve 
 
1) Teste Piriforme 
2) Teste Psoas  Com MMSS: 
  Com MMII: 
3) Teste Quadrado Lombar 
4) Teste Isquiotibiais

Mais conteúdos dessa disciplina