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“Quem é EBOM deixa marcas” RPG / REPOSTURARSE REESTRUTURAÇÃO POSTURAL SENSOPERCEPTIVA MÓDULO III Rua Palmira, 26 – Serra Belo Horizonte – MG Cep: 30.220.110 Tel: (0xx31) 3227-1662 Fax: (0xx31) 3227-1172 e-mail: info@osteopatia.com.br Home Page: www.osteopatia.com.br www.reposturarse.com.br www.ebomescola.com.br http://www.osteopatia.com.br/ http://www.reposturarse.com.br/ http://www.ebomescola.com.br/ 2 “Não existe senão um único templo no universo, e é o corpo do Homem. Nada é mais sagrado do que esta elevada forma” Novalis Professora Laís Cristina Almeida Fisioterapeuta Graduada pela FCMMG; Psicóloga (UFMG); Professora da Graduação em Fisioterapia – FCMMG – 1981/1998; Professora da Pós Graduação do CPG da FCMMG Pioneira em RPG em Minas Gerais; Coordenadora dos Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu em RPG/REPOSTURARSE junto ao CPG - Centro de Pesquisa e Pós- Graduação da FCMMG, Co-Orientadora de Artigos Científicos e Monografias nas áreas de osteopatia e reeducação postural; Fundadora, Diretora e Coordenadora Científica da EBOM; Ministrante do curso RPG/REPOSTURARSE Osteopata (DO) pela EBOM; Especialista em Osteopatia pela FCMMG; Osteopata visceral – Instituto Barrel Mestre em Ciências do Desporto – Portugal Membro da WOHO – World Osteopathic Health Organisation; Cranio Sacral – Therapy Upledger Institute Morfo Anáyse et Rejustament Postural – França; Cadeias Musculares – Léopold Busquet – Belo Horizonte; Reeducation Postural Globale (RPG) – França; Manual Therapy – Fundação Marcel Bienfait – Itália; Pilates Contemporâneo -BH Fundadora e Responsável pelo Serviço de Fisioterapia da Clinica CIPOS – Centro Internacional de Postura e Osteopatia .BH Autora dos Livros O Tiro da Bruxa - Postura Correta Corpo Saudável - Editora Saraiva – SP. Reeducação Postural Sensoperceptiva – Fundamentos Teóricos e Práticos - Editora Med Book– RJ. Colaboradora do livro: Fisioterapia Aplicada à Obstetrícia, Uroginecologia e Aspectos de Mastologia – Elza Baracho .Editora Guanabara Koogan.RJ.2007 , nos cap. 3 – Adaptações do Sistema Músculo e suas Implicações e cap. 15- A Reestruturação Sensoperceptiva e a Osteopatia Aplicada á Obstetrícia. EDITORAÇÃO PRISCILA ALBUQUERQUE DE ARAÚJO REVISÃO E ATUALIZAÇÃO PAULA FERNANDA DE SOUSA SILVA MATEUS DE ALMEIDA E SILVA 3 SUMÁRIO I. COLUNA E TRONCO 4 II. COLUNA CERVICAL 19 III. DESEQUILÍBRIOS DA COLUNA VERTEBRAL 27 IV. TÉCNICAS SENSOPERCEPTIVAS PARA COLUNA E TRONCO 29 V. TÉCNICAS OSTEOPÁTICAS E OUTRAS MANOBRAS 36 VI. AUTO-POSTURAS 41 VII. POSTURAS GLOBAIS 42 A) Postura “SENTADA” 42 REFERÊNCIAS 46 ANEXOS 48 ANEXO 1 – AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO POSTURAL 49 4 I. COLUNA E TRONCO 1. Generalidades A coluna vertebral é uma haste móvel com múltiplos segmentos e numerosas articulações, o que a torna mais suscetível a manifestar variadas disfunções. Os trinta e três ossos que compõem a coluna são divididos em cinco áreas: Cervical: 07 vértebras Torácica: 12 vértebras Lombar: 05 vértebras Sacral: 05 vértebras fundidas Cóccix: 04 a 05 vértebras geralmente fundidas. FIGURA 1: Vértebras cervicais, torácicas, lombares, sacrais e coccígeas. Fonte: www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/corpo-huma... O conjunto articular compõe as seguintes curvas: PRIMÁRIAS: cifose torácica e convexidade sacral – mais sólidas e menos móveis (a curvatura torácica é limitada pelas costelas e a sacral é formada por um só osso). Os corpos vertebrais são anteriormente cuneiformes, determinando a concavidade anterior. SECUNDÁRIAS: lordoses cervical e lombar. Estas curvas são mais flexíveis e mais frágeis. Os discos cuneiformes para trás formam a convexidade anterior, que se acentuam entre L4 – L5 e L5 – S1. São as únicas que possuem músculos anteriores: longo do pescoço e psoas, os quais permitem que as curvas criem adaptações ou compensações. A curva cervical é criada ao nascimento, quando da passagem da cabeça pela pelve menor; já a curva lombar é moldada na passagem da posição de quadrúpede para a de pé. A coluna vertebral possui funções muito importantes (manutenção da postura ereta e proteção 5 da medula espinhal) e seu comprometimento pode ter repercussões graves, tanto no sistema músculo-esquelético quanto no sistema nervoso. Além disso, o tronco é a parte central do corpo, sendo ponto de partida para todos os gestos fisiológicos, por exemplo, a preensão que é iniciada na cintura escapular e a marcha, que inicia-se na cintura pélvica. 2. Anatomia e Biomecânica Pilares vertebrais A coluna é constituída por dois pilares: anterior e posterior. O primeiro é formado pelos corpos vertebrais e discos intervertebrais, é flexível, suportando o peso do tronco, cabeça e membros superiores e transmitindo essa força de disco a disco, cuja função é amortecê-lo. Na posição ereta normal, as articulações interapofisárias posteriores estão livres da ação da gravidade e todo o peso é suportado pelo pilar anterior. Cada vértebra repousa sobre a subjacente através do núcleo do disco. O anel fibroso do disco é um ligamento de junção destinado, sobretudo, a absorver as solicitações em torção. FIGURA 2: Pilares vertebrais, anterior e posterior. Fonte: www.cto.med.br/fraturas_geral/fraturas/disco.gif. (Acréscimo de diagramas para fins didáticos). O pilar posterior, por sua vez, é composto de duas colunas ósseas laterais que formam os processos articulares. Este pilar controla a flexibilidade do pilar anterior, guia o sentido dos movimentos, limita as amplitudes de movimento e restabelece o equilíbrio. Vértebras Características comuns: Corpo vertebral – estrutura anterior, maciça; Pilar anterior Pilar posterior http://www.cto.med.br/fraturas_geral/fraturas/disco.gif 6 Arco vertebral – estrutura posterior composta de: Dois pedículos Duas lâminas Processo espinhoso Dois processos transversos Processos articulares FIGURA 3: Componentes comuns vertebrais Fonte: www.cone.med.br/img/t_coluna2.jpg. (Acréscimo de diagramas para fins didáticos). O arco vertebral delimita, juntamente com o corpo da vértebra, o forame vertebral. A sobreposição dos forames vertebrais de todas as vértebras forma o canal vertebral, por onde passa a medula espinhal (ver FIGURA 3). Disco intervertebral – estrutura fibrocartilaginosa, situada entre os corpos vertebrais, cuja função é amortecer impactos (ver FIGURA 2). É composto de: Ânulo fibroso Núcleo pulposo Os segmentos vertebrais apresentam características especiais em relação à anatomia vertebral, a saber. Vértebras cervicais A coluna vertebral cervical pode ser dividida em duas regiões: Cervical suboccipital ou superior, composta pelas vértebras C1 e C2. Cervical inferior, composta pelas vértebras de C3 a C7. Forame vertebral http://www.cone.med.br/img/t_coluna2.jpg 7 Na coluna cervical inferior o corpo da vértebra é pequeno e retangular, e o disco mede aproximadamente 1/3 do corpo. A parte superior do corpo da vértebra salienta-se lateralmente formando os processos unciformes, e a parte inferior apresenta incisuras que correspondem a essas saliências. FIGURA 4: Vértebras C1 e C2 Fonte: www.backpain-guide.com/.../05-3_C1_and_C2.jpg 8 Coluna Cervical Inferior Os processos transversos de C3 a C6 apresentam forames transversos pelos quais passa a artéria vertebral que irriga uma parte do encéfalo. Dessa forma, o alinhamento adequado da coluna cervical evitará distúrbios provenientes da compressão, pinçamento ou qualquer outra força externa sobre essa artéria. FIGURA5: Artéria vertebral Fonte: www.iv.nucleusinc.com/imagescooked/2323W.jpg Em C7, o forame transverso pode não existir, e quando existe, dá passagem a pequenas veias, e só raramente à artéria vertebral. O platô superior da vértebra cervical é côncavo transversalmente e convexo de frente para trás. Por intermédio do disco intervertebral, ele articula-se com o platô inferior da vértebra superior, que é convexo transversalmente e côncavo de frente para trás. FIGURA 6: Vértebra C7 Fonte: www.2.bp.blogspot.com/.../s400/proeminente.jpg 9 FIGURA 7: Vértebra C4 Fonte: www.2.bp.blogspot.com/.../s400/proeminente.jpg Esse conjunto articular tem a forma de uma cela, e permite, sobretudo, os movimentos de flexão/extensão, sendo os deslocamentos laterais limitados pela presença dos processos unciformes, que orientam os deslocamentos antero-posteriores durante a flexão/extensão. As facetas articulares superiores votam-se para cima e para trás, e as facetas inferiores para baixo e para frente. Posicionam-se em um ângulo de 45o, e, em conseqüência, a inclinação lateral sempre está combinada a um certo grau de rotação. Vértebras Torácicas O corpo da vértebra torácica é cilíndrico e suas faces laterais apresentam superfícies articulares destinadas às costelas. As superfícies dos processos articulares são arredondadas e planas, permitindo e guiando os movimentos de flexão, extensão, inclinação lateral e rotação. Portanto, na coluna torácica, todos os movimentos são possíveis, mas limitados pela fixação das costelas, principalmente nas vértebras que vão de T1 a T7, cujas costelas estão unidas quase diretamente ao esterno. 10 FIGURA 8: Vértebra torácica: visão superior e lateral, respectivamente. Fonte: www.2.bp.blogspot.com/.../s400/proeminente.jpg Os processos espinhosos são muito longos e oblíquos para baixo, o que limita a extensão (ver FIGURA 8). Os processos transversos são mais longos nas torácicas altas e, nas torácicas mais baixas, diminuem progressivamente de tamanho. A zona menos móvel no nível torácico situa-se entre T1 e T4, esta última vértebra apresenta canal medular mais estreito. As referências morfológicas da coluna torácica são a espinha da escápula (T3), altura 11 do manúbrio esternal (T4), ângulo inferior da escápula (T7 – T8) e apêndice xifóide (T10). Já a amplitude de movimento da coluna torácica é de 40° para extensão e 30° para flexão. Vértebras Lombares Os corpos vertebrais são volumosos, ovalares e côncavos posteriormente, e os processos transversos são os mais desenvolvidos, sendo chamados de “costiformes”. Os processos espinhosos, por sua vez, são curtos e maciços, e os processos articulares ultrapassam acima e abaixo os corpos vertebrais, com uma parte central mais estreita, chamada istmo. A conformação dos processos espinhosos e dos articulares permite boa mobilidade em flexão, extensão e inclinação lateral e muito pouca mobilidade em rotação. As facetas articulares são verticais e assumem uma direção sagital nas vértebras lombares superiores e frontal nas lombares inferiores. FIGURA 9: Vértebra lombar: visão superior. Fonte: 2.bp.blogspot.com/.../s400/proeminente.jpg Dobradiça Lombossacra A base do sacro é inclinada para frente e o corpo de L5 e o disco L5 – S1 são mais cuneiformes que o restante da coluna lombar. O conjunto está, portanto, disposto em forma curva e côncava para trás. As superfícies dos processos articulares estão em plano quase frontal. 12 O peso do corpo chega a L5 e se decompõe em duas forças: A primeira se dirige ao platô sacral A outra tende a fazê-lo deslizar anteriormente. Se o platô sacral encontra-se muito inclinado, a pressão sobre as facetas estará muito acentuada. Outras particularidades das vértebras lombares: O processo transverso da primeira vértebra lombar é o menos desenvolvido. A terceira vértebra lombar possui os platôs horizontais e paralelos e corresponde ao centro de gravidade do corpo. A espessura do disco intervertebral varia segundo a região. Na região lombar, possui 9 mm de espessura. A espessura do disco é um fator de mobilidade, pois a proporção da altura do disco em relação à altura do corpo vertebral relaciona-se com a possibilidade de movimento do segmento vertebral. Quanto maior for a relação altura do disco e altura do corpo vertebral, maior será a mobilidade. A orientação das facetas articulares Horizontal – cervical Frontal – torácica Sagital – lombar Frontal – sacral Amplitude de movimento da coluna lombar Extensão = 60o Flexão = 35o Rotação = 5o Lateroflexão = 20o Costelas As costelas são ossos alongados, chatos e curvos que se articulam anteriormente com o esterno, e, posteriormente, com as vértebras. Possuem: Cabeça, que se articula com o corpo das vértebras Colo, que se segue à cabeça e se inclina póstero-lateralmente 13 Tubérculo costal, que se articula com o processo transverso Ângulo da costela, onde ocorre a mudança brusca de direção do corpo Corpo da costela, que se articula, em sua extremidade, com o esterno. FIGURA 10: Disposição das costelas Fonte: www.catalog.nucleusinc.com/imagescooked/28526W.jpg FIGURA 11: Costela: visão anatômica Fonte: www.auladeanatomia.com/osteologia/costela.jpg Articulação costovertebral 14 Ligamentos Os ligamentos do pilar anterior são pouco elásticos, assegurando a solidez e a manutenção das relações das diferentes peças, e os do pilar posterior funcionam como amortecedores elásticos. O ligamento cervical posterior e o ligamento amarelo são os mais elásticos da anatomia humana. Os ligamentos que são comuns a todas as áreas da coluna são LLA – Ligamento longitudinal anterior – vai do occipital ao sacro, fixando-se nos corpos vertebrais e discos intervertebrais. Estabiliza a coluna no movimento de levantamento; LLP – ligamento longitudinal posterior – começa em C3 e vai até o sacro. Adere-se aos discos intervertebrais e tensiona-se na flexão; Ligamento amarelo - protege o canal medular durante a flexão Ligamento interespinhoso Ligamento supraespinhoso – limita a flexão segmentar e é o mais superficial dos ligamentos. FIGURA 12: Ligamentos vertebrais Fonte: www. static.spineuniverse.com/.../spanish3-BB.jpg 15 Ligamentos da Região Lombar Os ligamentos iliolombares (inferior e superior) fixam-se, de forma indireta, às vértebras L4 e L5 e sobre o ilíaco. Originam-se dos processos transversos dessas vértebras e se fixam na crista ilíaca. Limitam muito o movimento de inclinação lateral. Ambos se dirigem para baixo, sendo que o ligamento iliolombar inferior orienta-se para frente, e o superior para trás. O ligamento iliolombar superior tensiona-se na flexão e o inferior tensiona-se na extensão. Ligamentos da Região Torácica Servem para fixar as costelas nos corpos vertebrais e processos transversos durante os movimentos respiratórios. São os ligamentos radial e costotransverso (superior, inferior e lateral). Ligamentos da Região Cervical Ligamentos Posteriores Plano profundo Ligamento occípito-odontoidiano mediano Ligamentos occípito-odontoidianos laterais Ligamento transverso - estende-se horizontalmente nas massas laterais de C1 Ligamento occípito-transverso Ligamento transverso-axoidiano Plano Médio Ligamento cruciforme, constituído pelos ligamentos transversos, occípito- transverso e transverso-axoidiano Ligamento occípito-atloidiano lateral, que reforça lateralmente a cápsula da articulação occípito-atloidiana No nível subjacente, a cápsula da articulação atlanto-axoidiana. Plano Superficial Ligamento occípito-axoidiano mediano, prolongado lateralmente pelos ligamentos occípito-atloidianos laterais Ligamento longitudinal posterior 16 Ligamentos Anteriores Ligamento occípito-atloidiano anterior, com seu feixe profundo e seu feixe superficial , o qual vem recobrir a cápsula da articulação occípito-atloidiana Ligamento occípito-atloidiano ântero-lateral, que se duplica à frente e se estende obliquamente, do processo basilar do occipital ao processo transverso do C1 Ligamento atlanto-axoidiano anterior, que está em continuidade, lateralmente, com a cápsula da articulação atlanto-axoidiana Ligamento longitudinal anterior A cápsula da articulação entre o C2 e a terceira vértebra cervical. Músculos do tronco Transverso Espinhal Consiste de um grande número de pequenos músculos que passam obliquamente, em direção superior e medialmente, dos processos transversos aos processos espinhosos. Existem duas teorias anatômicas para descrever o transverso espinhal: Trolard – o músculo se estende do processo transverso de uma vértebra ao processo espinhoso e lâmina de quatro vértebras suprajacentes e Winckler – o músculo se estende do processo transverso de quatro vértebras ao processo espinhoso e lâmina de uma vértebra suprajacente FIGURA 13: O músculo transverso espinhal Fonte: CALAIS-GERMAIN, 2010. Feixes do Transversário Espinhoso Laminar curto e longo ou rotatórios Espinhal curto ou multifídios Espinhal longo ou semi-espinhal Os músculos deste grupo se estendem desde o vértice do sacro até a segunda vértebra cervical. 17 FIGURA 14: Feixes do transversário espinhoso Fonte: CALAIS-GERMAIN, 2010. Abdominais Transverso do abdômen Origem: ligamento inguinal (1/3 lateral), crista ilíaca (2/3 anteriores do lábio interno), fáscia toracolombar (entre a crista ilíaca e a 12a costela) e nas costelas 7 a 12 (cartilagens costais). Inserção: Se fixa na linha Alba, púbis e crista ilíaca. Inervação: nervos espinhais T7 – T12 e nervo espinhal L1 Ação: Contrai o abdômen, comprimindo as vísceras abdominais, inclusive durante a expiração forçada. FIGURA 15: Músculos abdominais Fonte: www.movere.com.br/images/musculos_abdominais.gif 18 Reto do abdômen (ver FIGURA 15) Origem: costelas 5 a 7 (cartilagens costais) e no esterno. Inserção: Se fixa no púbis (tubérculo da crista) e nos ligamentos que cobrem a parte anterior da sínfise púbica. Inervação: nervos espinhais T7 - T12. Ação: Flexiona a coluna vertebral, inclina posteriormente a pelve e comprime as vísceras abdominais. Oblíquo externo do abdômen (ver FIGURA 15) Origem: sete últimas costelas, onde se interdigita com o serrátil anterior e grande dorsal. Inserção: crista ilíaca, no ligamento inquinal. Suas fibras se dirigem obliquamente para aponeurose do oblíquo externo (que vai do esterno ao púbis). Inervação: nervos espinhais T8 – T12 e L1. Ação: Agindo unilateralemente, leva o tronco à inclinação lateral e rotação do mesmo lado. Se a pelve é o ponto fixo, atua sobre as costelas. Agindo bilateralmente, flete o tronco para frente. Com o quadril fixo, abaixa as costelas. É ainda parte da cadeia expiratória. Oblíquo interno do abdômen (ver FIGURA 15) Origem: crista ilíaca, ligamento inquinal e fáscia toracolombar. Inserção: Suas fibras se dirigem em leque para as quatro últimas costelas e aponeurose do oblíquo interno (que vai do esterno ao púbis). Inervação: nervos espinhais T8 – T12 e L1. Ação: Agindo unilateralmente, leva o tronco à inclinação lateral e rotação do mesmo lado. Se a pelve é o ponto fixo, atua sobre as costelas. Agindo bilateralmente, flete o tronco para frente. Com o quadril fixo, abaixa as costelas. É ainda parte da cadeia expiratória. 19 II. COLUNA CERVICAL 1. Articulações As articulações da coluna cervical podem ser divididas em: Articulações interapofisárias Articulação disco somática Articulações uncovertebrais. Entre os dois platôs vertebrais, encontra-se o disco. O platô superior se eleva, sob a forma de dois processos unciformes, situados num plano sagital, cujas facetas estão voltadas para cima e para dentro e correspondem às facetas inferiores, direcionadas para baixo e para fora. Essa pequena articulação está encerrada numa cápsula articular, que se confunde, por dentro, com o disco intervertebral. Durante os movimentos de flexão-extensão, quando o corpo vertebral suprajacente desliza para diante ou para trás, produz-se um deslizamento concomitante entre as facetas nas articulações uncovertebrais, com os processos unciformes conduzindo o corpo vertebral. Já nos movimentos de lateroflexão, são produzidos movimentos de afastamento dessas articulações do lado oposto e pinçamento do mesmo lado, com o núcleo pulposo deslocando- se para a convexidade e a cápsula articular tensionando-se. 2. Amplitude articular Flexão-extensão da coluna cervical inferior = 100º a 130º. Flexão-extensão do conjunto da coluna cervical, em referência ao plano mastigatório = 130º. Por subtração pode-se deduzir a amplitude própria de flexão-extensão na coluna suboccipital = 20º a 30º. Lateroflexão = 45º. Traçando, por um lado, a linha que une dois processos transversos de C1 e por outro lado, a linha que une a base dos processos mastóideos, encontra-se aproximadamente uma amplitude de 8° para a inclinação lateral da coluna suboccipital, ou seja, da articulação atloidiana. Rotação total da cabeça = 80º a 90º. Nessa amplitude, 12º pertencem à articulação occípito-atlodiana, e 12º à articulação atlanto-axoidiana. 20 3. Músculos anteriores e laterais Longo do Pescoço Encontra-se na face anterior das vértebras cervicais e compõe-se de 3 porções: Porção Longitudinal – de C2 a T3 aos processos transversos de C4 a C7; Porção Oblíqua Superior – de C1 aos processos transversos de C3 a C6; Porção Oblíqua Inferior – de T1 a T3 até os processos transversos de C5 a C7. Bilateralmente, retifica a lordose cervical e promove a flexão da coluna cervical. Unilateralmente, realiza a inclinação lateral e flexão da coluna cervical. ( FIGURA 16) Reto anterior da cabeça Origina-se no occipital e insere-se na parte anterior da vértebra C1. Bilateralmente, realiza a flexão da cabeça sobre C1 e, unilateralmente, produz inclinação lateral e rotação para o lado da contração (ver FIGURA 16). Reto lateral da cabeça Origina-se do occipital e insere-se no processo transverso de C1. Atuando bilateralmente, flexiona a cabeça sobre C1 e, unilateralmente, produz uma inclinação lateral (ver FIGURA 16). 21 FIGURA 16: Músculos anteriores e laterais do pescoço Fonte: www. anatomiaclinica.com/.../geral_data/pescoco6.jpg Longo da cabeça Origina-se no occipital e insere-se nos processos transversos de C3 a C6. Bilateralmente, retifica a coluna cervical alta e flete a cabeça anteriormente. Unilateralmente, atua na inclinação lateral alta. Atua ainda em sinergia com o longo do pescoço e os músculos escalenos, estabilizando a coluna cervical, que se torna um ponto fixo para sua ação inspiratória (ver FIGURA 16). A inervação de todos esses músculos é comum, e se dá pelas ramificações dos ramos centrais dos nervos espinhais cervicais. Esternocleidomastóideo É o músculo-chave do pescoço, cruzando-o obliquamente e dividindo-o em trígonos anteriore posterior. Na sua borda posterior, aproximadamente na metade do músculo, emergem os nervos cutâneos do plexo cervical, sendo ainda cruzado obliquamente pela veia jugular externa. 22 O músculo é formado por dois feixes: Feixe Esternal - origina-se na face lateral do processo mastóideo e sobre a metade lateral da linha nucal superior do occipital e se insere na face anterior do manúbrio esternal. Feixe Clavicular - mesma origem que o feixe esternal, mas a inserção se dá na borda superior da face anterior da clavícula. FIGURA 17: Músculo esternocleidomastóideo Fonte: www. anatomiaclinica.com/.../geral_data/pescoco5.jpg Os segmentos mais altos da parte espinhal do décimo primeiro par craniano, ou nervo acessório, cuja origem está na coluna cervical pelas raízes ventrais (fibras motoras) inervam o esternocleidomastóideo. As fibras motoras sobem para atravessar o forame occipital, descendo em seguida pelo forame jugular, onde formam um plexo com as fibras provenientes dos ramos anteriores do 2º ou do 3º nervo cervicais, que é, sobretudo, sensitivo. No nível central, as fibras do nervo acessório estão em relação com o trato piramidal, e o feixe longitudinal medial está envolvido na coordenação dos movimentos da cabeça e dos olhos. Agindo bilateralmente, o esternocleidomastóideo realiza: 23 Extensão da cabeça, acentuando a lordose cervical. Se a coluna cervical está retificada pelo longo do pescoço e da cabeça, realiza a flexão da cabeça. Com os trapézios fixa a posição da cabeça no espaço durante a fala ou a mastigação (movimento da mandíbula). Se o crânio é ponto fixo, eleva o esterno e a parte esternal da clavícula, sendo, portanto, inspiratório acessório. Contribui para a orientação espacial, a percepção do peso e a coordenação motora. Unilateralmente: Se o tórax é ponto fixo, faz inclinação para o lado da contração, extensão e rotação para o lado oposto. O esternocleidomastóideo pode acrescentar um componente suplementar à síndrome do pescoço rígido ou torcicolo, que é causado, sobretudo, pelos pontos ativos do elevador da escápula, do trapézio e dos músculos posteriores do pescoço. Pode ainda ser responsável pelo que se denomina de cefaléia de tensão. Elevador da escápula O elevador da escápula origina-se sobre os processos transversos das quatro primeiras vértebras cervicais e insere-se no ângulo superior da escápula. S Se o ponto fixo é a coluna cervical, o mesmo eleva a escápula e provoca a báscula medial. Caso, o ponto fixo seja a escápula, e atuando bilateralmente, promove a extensão da coluna cervical. Unilateralmente, faz inclinação e rotação do pescoço para o lado da contração. Os músculos sinérgicos do elevador da escápula que podem desenvolver, ao mesmo tempo, pontos ativos são o esplênio do pescoço e o escaleno médio. O primeiro é mais profundo e se insere atrás do elevador, e o escaleno, à frente. A inervação desse músculo se dá pelos 3º e 4º nervos cervicais, via plexo central. O elevador da escápula é considerado o músculo do torcicolo, pois quando espasmado, limita de forma marcante a rotação do pescoço. Quando somente o elevador da escápula está afetado, os pacientes se queixam de dores no ângulo do pescoço e de um 24 “torcicolo” doloroso, referem ainda incapacidade de girar a cabeça para o lado comprometido. FIGURA 18: Músculo elevador da escápula Fonte: www.anatomiahumana.ucv.cl/.../elevador.jpg Músculos Escalenos Escaleno Anterior - Origina-se nos processos transversos de C3 a C6 e insere-se na 1ª costela (na frente do tubérculo do escaleno) (ver FIGURA 16 e 17). Escaleno Médio - Origina-se nos processos transversos de C2 a C7 e insere-se atrás da 1ª costela (ver FIGURA 16 e 17). Escaleno Posterior - Origina-se nos processos transversos de C4 a C6 e insere-se na parte média da 2ª costela (ver FIGURA 16 e 17). Se as costelas estão fixas e atuando unilateralmente, os escalenos atraem a coluna cervical em inclinação lateral, (principalmente o posterior, que possui uma direção mais vertical) e outros dois (que possuem uma direção mais oblíqua) ocasionam também uma rotação para o lado oposto. Bilateralmente, se a cervical está em lordose, a contração dos escalenos anterior e médio aumenta essa curva (lordose baixa), mas se a coluna cervical e a torácica alta estão fixas, atuam sobre as costelas e são, portanto, inspiratórios. Essa fixação é realizada pelo longo do pescoço, que trabalha, nesse caso, em sinergia com os escalenos. 25 A inervação dos escalenos é feita pelos ramos motores das ramificações dos nervos espinhais de C2 a C7, segundo o nível segmentar de inserção muscular. 4. Músculos posteriores Trapézio Bilateralmente, atua como extensor da coluna cérvico-torácica e, unilateralmente, realiza extensão, inclinação lateral homolateral e rotação para o lado oposto. Esplênio da Cabeça Origina-se dos processos espinhosos de C6 a T7 e insere-se na base do occipital e do temporal. Atuando bilateralmente, se a coluna cervical está fixa, realiza a extensão da cabeça sobre o pescoço e extensão da coluna cervical. Unilateralmente, realiza a inclinação lateral e a rotação da cabeça e do pescoço para o lado da contração (ver FIGURA 20). Esplênio do pescoço Origina-se dos processos espinhosos de T5 a T7 e insere-se nos processos transversos das três primeiras cervicais (ver FIGURA 20). Agindo bilateralmente, realiza extensão da coluna cervical e, unilateralmente, inclinação lateral e rotação do pescoço para o mesmo lado da contração. Sua inervação se dá pelos ramos laterais das ramificações dorsais dos nervos espinhais de C2 a C4. Longuíssimo da cabeça (complexo menor) Origina-se nos processos transversos de T3 a C4 e insere-se sobre o processo mastóideo. Longuíssimo do pescoço (transversário do pescoço) Origina-se nos processos transversos das torácicas superiores e insere-se nos processos transversos das cervicais inferiores. Juntamente com o longuíssimo da cabeça fazem parte do músculo longuíssimo ou longo dorsal. São extensores da coluna cervical e produzem inclinação lateral do pescoço. 26 Espinhal da cabeça e do pescoço (complexo maior) Origina-se dos processos espinhosos de C7 a T1 e dos processos transversos de C4 a T4, até a base do occipital (ver FIGURA 19). Atuando bilateralmente, com a coluna cervical como ponto fixo, estende a cabeça sobre o pescoço. Se o ponto fixo for a cabeça, endireita a lordose cervical pela ação de suas fibras transversais. Unilateralmente, com a coluna cervical fixa, à sua ação de extensão acrescenta-se uma pequena ação de inclinação lateral e de rotação para o lado da contração. O semi-espinhal da cabeça é inervado pelos ramos dorsais dos 4º ou 5º n. cervicais, e o semi-espinhal do pescoço e músculos cervicais mais profundos são inervados pelos ramos dorsais do 3º ao 6º nervos cervicais. FIGURA 19: Músculos posteriores da cabeça e pescoço Fonte: www.miologia.hpg.com.br/dorsomedia.jpg Multifidios e rotadores Esses músculos fazem parte do músculo transversário espinhoso. Possuem uma função de extensão, inclinação lateral homolateral e rotação para o lado oposto. Contribuem, sobretudo, para a inclinação lateral, e como músculo profundo participa essencialmente dos ajustamentos posicionais entre as vértebras. 27 5. Palpação e localizações morfológicas cervicais Processos espinhosos plano sagital - posteriormente Processos transversos plano frontal - lateralmente Processos articulares obliquamente entre os processos espinhosos e tranversos C7 Situa-se na base do pescoço. Na posteroflexão, C7 desliza para frente e T1 fica proeminente. Geralmentetodos os processos espinhosos cervicais são bífidos, exceto C6 e C7 em 50% dos casos e C1, que não possui processo espinhoso. Primeira Costela Palpada ao nível de T1, à frente do trapézio superior, na raiz do pescoço. III. DESEQUILÍBRIOS DA COLUNA VERTEBRAL Hiperlordose e Retificação Cervical A lordose cervical fisiológica está compreendida entre 35º a 45º, sendo a hiperlordose cervical um desequilíbrio relacionado ao encurtamento da cadeia muscular estática posterior, e a retificação cervical um desequilíbrio relacionado ao encurtamento da cadeia anterior e inspiratória. A lordose cervical é analisada numa radiografia de perfil, na qual traça-se uma linha através do platô superior de C1 e a do platô inferior de C7. Medindo-se o ângulo formado pela intercessão destas duas linhas ou de perpendiculares as mesmas. 28 Cifose C7-T1-T2 Segundo BIENFAIT (1995), as articulações cervicais, superiores a T1, são propicias para acompanhar a lordose cervical, e as articulações inferiores são torácicas e tendem a acompanhar a cifose torácica. A vértebra T1 é rígida e, na retificação torácica ou torácica alta, T1 não desliza para frente e não entra na lordose torácica permanecendo saliente. Entre T1 e T2, apresenta-se uma desembricação, lesão de flexão freqüentemente dolorosa, na qual observa-se duas lordoses sucessivas que bloqueia T1, a tornando hipomóvel e favorecendo o aparecimento da estase conjuntiva chamada popularmente de “cucurute” ou “La Bosse de Bison”. Hipercifose e Retificaçao Torácica A cifose torácica fisiológica está compreendida entre 20º a 40º. Quando esse ângulo é menor que 20° tem-se a retificação torácica, e quando a cifose torácica é maior que 45º fala-se em hipercifose torácica (CALLIET, 1986). Este último desequilíbrio está relacionado ao encurtamento da cadeia muscular estática anterior e da cadeia fascial cervico-tóraco- abdomino-pélvica. A retificação torácica, por sua vez, deve-se ao encurtamento da cadeia muscular estática posterior. A lordose torácica é analisada numa radiografia de perfil na qual troca-se uma linha através do platô infeior de T1 e entra que passa pelo platô inferior de L5, medindo-se o ângulo formado pela intercessão destas duas linhas, ou de linhas perpendiculares às mesmas. Lordose Diafragmática Situa-se nos níveis T11 – T12 – L1 – L2. É alta, curta e orienta-se para frente e para cima (DENYS-STRUYF, 1998). Causas: – Obliqüidade das inserções diafragmáticas lombares. – Costelas flutuantes dando maior mobilidade – Fixação do centro frênico e uma tração anterior ao nível T11 – T12 – L1 – L2: – Inspiração de grande amplitude – Bloqueio inspiratório – Tonicidade excessiva dos abdominais 29 – Esforço de endireitamento quando se carrega um peso – Aumento do conteúdo abdominal Hiperlordose e retificação lombar A lordose lombar é analisada numa radiografia de perfil, na qual traça-se uma linha através do platô superior de L1 e outra que passa pelo platô inferior de L5 medindo-se o ângulo formado pela intercessão destas duas linhas, ou de linhas perpendiculares às mesmas. A angulação normal da coluna lombar está compreendida entre 50 a 60º, ao verificar-se ângulos acima de 65º considera-se hiperlordose lombar, e abaixo de 40º, retificação lombar (CARVALHO, M.E.I.M et al 2007). A hiperlordose lombar seria um desequilíbrio relacionado ao encurtamento da cadeia muscular estática anterior, especificamente dos músculos diafragma e psoas-ilíaco. Já a retificação lombar corresponde a um desequilíbrio da cadeia muscular estática posterior, mais exatamente o encurtamento dos músculos posteriores da coxa e glúteo máximo. IV. TÉCNICAS SENSOPERCEPTIVAS PARA COLUNA E TRONCO Trabalho das dobradiças: anteflexão e retorno à posição ereta Paciente: ortostática Objetivos: fornecer input proprioceptivo na recolocação dos segmentos. Pode ser feito sobre bolas, rolinhos de areia, etc. Dobradiça da cabeça – articulação C0 – C1 Dobradiça do pescoço – corresponde às vértebras cervicais Dobradiça do esterno – corresponde às vértebras torácicas Dobradiça do ilíaco – corresponde às vértebras lombares Dobradiça do quadril Dobradiça do joelho (flexão discreta) 30 Dobradiça do tornozelo- feita através do fechamento do ângulo tibiotársico – (deslocando a pelve para frente) Conservar os joelhos direcionados para frente e a posição dos pés com equilíbrios de maléolos e distribuição do peso Alongar a nuca lentamente Apontar os ísquios para o teto e o ápice do crânio para o chão Perceber o desmontar das articulações e a recolocação de cada segmento A cabeça será a última a ser recolocada Retornar pelo púbis, elevando-o 31 Propriocepção e inibição com rolos de areia Paciente: decúbito dorsal com um rolinho orientado verticalmente em relação ao corpo. Ação: apoiar sacro, coluna e cabeça sobre o rolinho. Pode-se usar dois rolinhos de areia na mesma posição vertical, bem alinhados, de maneira que a coluna se encaixe entre eles. Da mesma forma, apóia-se o sacro e a cabeça. FOTO 1: Propriocepção e inibição com rolos de areia Fonte: ALMEIDA, 2006. Propriocepção com rolo de PVC Pode-se utilizar rolos de diversos diâmetros e vários materiais Paciente: decúbito dorsal sobre o rolo. Ação: Inicia-se fazendo o mapeamento e o teste de flexibilidade Pode-se somente deitar sobre o rolo, com o apoio do sacro, coluna e cabeça Soltar-se, entregar todo o peso do corpo para o rolo Instalar a respiração Pode-se encaixar as escápulas e colocar os braços ao longo do corpo, ou colocá-los na posição de “castiçal” Sair do rolo Finalizar com o mapeamento e o teste de flexibilidade FOTO 2: Propriocepção e inibição com rolo de PVC Fonte: ALMEIDA, 2006. 32 Propriocepção e inibição com duas bolas ao longo da coluna Paciente: decúbito dorsal – utilizam-se duas bolas, inicialmente sobre o sacro. Ação: Colocar duas bolas sob o sacro, uma ao lado da outra Expirar com suave pressão sobre as bolas – duas ou três vezes sobre cada ponto Deslocar as bolas aproximadamente dois dedos para cima Expirar lentamente Repita este procedimento até que não seja mais possível deslocar as bolas. A partir deste momento, deve-se deslocar o corpo para baixo, assim, na parte superior do tronco, as bolas passam no espaço entre as escápulas e a coluna. Pode-se deixar as bolas por mais tempo nos locais onde houver maior necessidade (maior tensão ou dor). Mas, caso a sensação de dor seja intensa ou insuportável, não permanecer com as mesmas no local ou não pressionar sobre elas. FOTO 3: Propriocepção e inibição com bolas Fonte: ALMEIDA, 2006. Propriocepção com bastão na coluna Paciente: decúbito dorsal. Ação: Colocar o bastão sob o sacro Expirar fazendo uma suave pressão sobre o bastão três ou quatro vezes sobre cada ponto e deslocar o bastão aproximadamente dois dedos para cima e expirar três ou quatro vezes, novamente Repita este procedimento até que não seja mais possível deslocar o bastão. A partir deste momento, deve-se deslocar o corpo para baixo. Pode-se deixar o bastão por mais tempo nos locais onde houver maior necessidade (maior tensão ou dor). 33 Propriocepção e recriação das curvas fisiológicas vertebrais com ½ bola Uso de bolas de espuma, bola de futebol americano, meia bola... Sacro Colocar a bola no sacro verticalmente, ou nos ilíacos e sacro, utilizando a bola horizontalmente. Expirar fazendo pressão suave sobre a bola. Região Lombar Colocar a bola abaixo da coluna lombar, a fim de trabalhar a propriocepção da lordose lombar. Fazem-se suaves pressões sobre a bola no final da expiração. FOTO 4: Recriação da curvatura lombar Fonte: ALMEIDA, 2006. Região Cervical Em caso de retificação: coloca-se a bola abaixo da coluna cervical para recriar a curva cervical e trabalhar a propriocepção. Em caso de hiperlordose, coloca-se a bola sob o occipital. FOTO 5: Recriação da curvatura cervical Fonte: ALMEIDA, 2006. Região Dorsal Em caso de hipercifose torácica: colocar a bola verticalmente entre as escápulas. Expirar pressionando o esterno para baixo. Em caso de retificação torácica: colocar, simetricamente, duas bolas abaixo das escápulas e expirar refazendo a cifose torácica. Pode-se colocar a bola sobre o esterno, pressionando-a suavemente durante a expiração. 34 Ponte expirando em cada vértebra Paciente: decúbito dorsal, com as pernas flexionadas e os pés apoiados no chão. Ação: Inicie com um mapeamento detalhado Elevar o cóccix do chão Elevar cada vértebra durante a expiração até chegar nas escápulas Ao conquistar o arco completo: retornar durante a expiração pressionando as vértebras dorsais e lombares, uma a uma, contra o chão, até apoiar totalmente a coluna e sacro Perceber as sensações. FOTO 6: Ponte como manobra proprioceptiva Fonte: ALMEIDA, 2006. Técnica sensoperceptiva sentado com bastão Paciente: sentado Objetivo: recriar as curvas da coluna Ação: Inicia-se fazendo o mapeamento assentado Fazer liberação dos ísquios Pressionar os ísquios contra o chão e crescer pelo vértice 35 Expirar e, no final da expiração: Em caso de retificação torácica: recriar a cifose na expiração, manter apnéia expiratória e recriar a lordose lombar; Em caso de hipercifose; expirar sem permitir o enrolamento dos ombros e recriar a lordose no final da expiração. FOTO 7: Bastão como manobra proprioceptiva Fonte: ALMEIDA, 2006. Trabalho em Dupla Posição dos participantes: sentados, costas contra costas, com os membros inferiores alongados. O ideal é que os parceiros sejam aproximadamente do mesmo tamanho. Fazer o mapeamento nesta posição, com os membros inferiores flexionados e alongados. Aproximar-se do parceiro até que os dorsos e as cabeças de ambos se toquem. Entrelaçar os braços Realizar movimentos ântero-posteriores, entregando as costas nas costas do seu parceiro Realizar movimentos látero-laterais e rotações Iniciar movimentos com amplitude pequena e aumentar gradualmente Tentar perceber quais as suas sensações e sentimentos e que sensações e sentimentos são transmitidos através do contato e movimentos do parceiro Diminuir lentamente a amplitude dos movimentos Separar-se lentamente Fazer o mapeamento final, tentando perceber as mudanças que ocorreram Conversar com o parceiro e procurar dar um feedback ao outro, relatando as percepções, primeiramente de si mesmo e, depois, das do outro. 36 V. TÉCNICAS OSTEOPÁTICAS E OUTRAS MANOBRAS Pompage lombar Objetivo: Paciente: em decúbito ventral Fisioterapeuta: de pé no nível lombar com os antebraços cruzados, o terapeuta posiciona a mão caudal ao nível das torácicas baixas, com os dedos em direção cefálica; a mão cefálica sobre o sacro, com os dedos em direção caudal Ação: a tensão é obtida através do empurrar das duas mãos FOTO 8: Pompage lombar Fonte: ALMEIDA, 2006. Pompage torácica utilizando ½ bola para hipercifose Paciente: sentado Fisioterapeuta: de pé atrás do paciente, posiciona a ½ bola entre as escápulas do paciente e apóia o joelho sobre a mesma. As mãos e antebraços posicionam-se na frente do ombro do paciente Ação: durante aproximadamente 3 inspirações o fisioterapeuta ajuda na abertura do ombro do paciente, até obter abertura máxima. A pressão é mantida durante 6 expirações longas. FOTO 8: Pompage torácica sentado Fonte: ALMEIDA, 2006. 37 Técnica de pisiformes cruzados para torácica média e baixa Paciente: em decúbito ventral, os braços para fora da mesa Fisioterapeuta: de pé no nível torácico, coloca os pisiformes sobre as articulações posteriores, antebraços tangencial no nível a ser manipulado. Ação: durante a expiração do paciente, as mãos do fisioterapeuta introduzem pressão para a mesa, associada, em sentidos opostos, ao movimento de torção dos punhos. FOTO 9: Técnicas de pisiformes cruzados Fonte: ALMEIDA, 2006. Pompage cervical Paciente: em decúbito dorsal, com os membros inferiores estendidos e os membros superiores ao longo do corpo. Fisioterapeuta: sentado à cabeceira do paciente, com os antebraços apoiados sobre a mesa. As mãos recebem a cabeça e a protuberância occipital repousa em suas palmas. Os indicadores apóiam os processos mastóideos. Ação: tensionar lenta e progressivamente até o limite da elasticidade, sem ultrapassá-lo. O retorno é efetuado o mais lentamente possível. FOTO 10: Pompage cervical Fonte: ALMEIDA, 2006. 38 Técnica de “pentear” (Foto: ver 1a apostila) Passar as mãos, uma após outra, na região cervical, em deslizamento, com a intenção de alongar a nuca. Pompage do elevador da escápula Paciente em decúbito dorsal Fisioterapeuta: sentado à cabeceira do paciente. A mão interna apóia a região interna da espinha da escápula (ângulo superior). A mão externa apóia a base do crânio. Ação: a tensão é obtida por uma pressão para baixo do ângulo da escápula, aumentando progressivamente a lateroflexão e a rotação. FOTO 11: Pompage do elevador da escápula. Fonte: ALMEIDA, 2006. Pompage do esternocleidomastóideo (ECOM) Paciente em decúbito dorsal, com a cabeça rodada para o lado oposto ao ECOM a ser tratado Fisioterapeuta: sentado à cabeceira do paciente. A mão do lado do músculo a ser tratado empalma a base do crânio. A outra mão apóia-se no esterno. Ação: a tensão é obtida por uma pressão para baixo da mão esternal, que acompanha a expiração do paciente. Realiza–se 6 expirações longas. FOTO 12: Pompage do esternocleido mastóideo Fonte: ALMEIDA, 2006. 39 Evidências científicas ARTIGO 1) HOFFMANN, J, TEODOROSKI, RCC. A eficácia da pompage, na coluna cervical, no tratamento da cefaléia do tipo tensional. Estudo de caso da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL, 2003. Manobra sobre a hipercifose torácica Paciente em decúbito ventral Fisioterapeuta sentado à frente paciente, com a cintura escapular no mesmo nível que a do paciente, passa seus braços por fora dos braços do paciente, com as mãos apoiadas sobre a parte superior do dorso do paciente. Durante as expirações, o fisioterapeuta exerce uma pressão lenta nas escápulas para baixo, mantém a posição elevada dos braços do paciente, e recua o tronco para trás lentamente. Realizam–se 6 expirações longas. FOTO 13: Manobra sobre a hipercifose torácica Fonte: ALMEIDA, 2006. Stretching em extensão dos espinhais Paciente: em decúbito dorsal Fisioterapeuta: de pé à cabeceira do paciente, do lado oposto a ser tratado. Posiciona o centro de gravidade sobre a coluna cervical do paciente. A mão cefálica apóia –se sobre a fronte do paciente. A mão caudal empalma os espinhais nucais. Ação: faz-se pressão e tração no sentido transversal das fibras. A mão cefálica (frontal) faz rotação e lateroflexão cervical. A mão caudal realiza um deslizamento com extensão cervical. 40 Pode-se passar da técnica de stretching para a técnica de inibição e vice-versa. No caso da técnica de inibição, os movimentos são os mesmos, porém mais lentos. Utiliza-se maiso parâmetro de extensão. FOTO 14: Streching dos espinhais cervicais Fonte: ALMEIDA, 2006. Evidências científicas ARTIGO 2: STEFANELLO, TD, SPINELLI, MT, REZENDE, MJ. Estudo da eficácia da terapia manual no tratamento da tendinite calcária do músculo supra-espinhoso: estudo de caso. Revista Pleiade, Foz do Iguaçu, v. 2, n. 1, p. 49-63, jan./jun. 2008. Stretching do trapézio superior Paciente: em decúbito dorsal Fisioterapeuta: em finta paralela na cabeceira do paciente, coxas apoiadas na maca. A mão externa apóia sobre a região do ombro, e a mão interna segura a cervical. Apóia-se a cabeça do paciente sobre o abdômen do fisioterapeuta. Ação: a mão interna realiza o stretching com os parâmetros de flexão (cabeça apóia-se sobre o abdômen), lateroflexão /rotação oposta e compressão ou tração. FOTO 15: Stretching do trapézio superior Fonte: ALMEIDA, 2006. Stretching de C7 – T1 – T2 Objetivos: mobilizar a zona hipomóvel de cifose a nível de C7-T1-T2. Paciente: Sentado apoiando o membro superior do lado oposto a ser trabalhado sobre a coxa do fisioterapeuta 41 Fisioterapeuta: Com a coxa contra o tórax do paciente do lado oposto a ser trabalhado. Coloca-se a eminência hipotenar em contato com os processos transversos de C7 – T1 – T2 através do trapézio superior com direção oblíqua. Ação: O fisioterapeuta realiza o stretching medial e obliquamente para cima, de ambos os lados. FOTO 16: Stretching de C7-T1-T2 Fonte: ALMEIDA, 2006. VI. AUTO-POSTURAS 1. Postura no Rolo Posição do paciente: decúbito dorsal sobre o rolo, apoiando sacro, coluna e cabeça Inicia-se com o mapeamento e o teste de flexibilidade Trabalho sobre a respiração Realiza-se a liberação do sacro Realiza-se o encaixe das escápulas (posição de “castiçal”) Realiza-se a pompage cervical Progredir lentamente os membros superiores, corrigindo sempre as compensações Finalizar com o mapeamento e teste de flexibilidade 2. Postura sentada no banco Objetivo: enfatizar a correção da coluna Paciente: sentado no banco 42 Realizar liberação dos ísquios Colocar joelhos e pés juntos na linha média Encaixar as escápulas e posicionar os MMSS Corrigir cervical e contato occipital-cervical Respiração Evoluir em flexão de quadril, estruturando as curvas da coluna e corrigindo as demais compensações Retornar à respiração em cada passo. VII. POSTURA GLOBAL A) Postura “SENTADA” (ALMEIDA, 2006) Objetivos Alongar os músculos espinhais e recriar as curvas fisiológicas da coluna Permitir uma boa manualidade do dorso. Alongamento progressivo dos membros inferiores Buscar apoio simétrico dos ísquios e abdução simétrica dos quadris Preparação Sentado no banco postural realizar a colocação dos ísquios Abdução do quadril com planta contra planta do pé Encaixe das escápulas Colocação dos MMSS Alinhamento sacro/escápulo/occipito Contato manual com occipito-cervical Crescimento axial Respiração 43 Bases para Realização da Postura 1. Mapeamento inicial integrativo 2. Instalar respiração 3. Liberação dos ísquios, mantendo o apoio ativo dos mesmos na superfície de contato e o crescimento axial 4. Corrigir as compensações - Assimetria no apoio dos ísquios ( pode-se colocar calços ) - Abdução assimétrica de quadril - Cifose lombar, lordose torácica - Assimetria dos joelhos, pés - Abertura do ângulo-tibiotársico e coxofemoral 5. Encaixar as escápulas, observando a posição do membro superior para facilitar a correção necessária da região torácica, observando o valgo excessivo de cotovelo e outras alterações relevantes FOTO 26: Postura global sentada Fonte: ALMEIDA, 2006. 6. Progressão lenta - Inicia-se planta contra planta, finaliza-se em dorsiflexão de tornozelo - Não progredir caso haja sintomas - Quanto mais progressivo o trabalho, menos possibilidade de aparecer grandes compensações e sintomas que poderiam comprometer o bom êxito do atendimento, e maior chance de conseguir o alongamento global FOTO 27: Progressão da postura global sentada 44 Fonte: ALMEIDA, 2006. 7. Trabalho Ativo - Ísquios apoiados no chão - Crescer pelo vértice - Contato do occipital com a mão do fisioterapeuta - Expiração longa, inspiração curta - Alongar os membros inferiores impulsionando os calcanhares FOTO 28: Postura global sentada Fonte: ALMEIDA, 2006. 8. Intenção Terapêutica - Lordosar a região lombar - Em caso de retificação torácica, utilizar apnéia expiratória - Manter sempre contato com paciente - Pode-se trocar de mão, porém, sem perder o contato - Fechar progressivamente o ângulo coxofemoral e manter fechado o ângulo subastragaliano, sem ajuda dos extensores dos dedos - Pedir apoio dos ísquios ao solo e crescimento axial - Pedir constantemente o contato do occipital contra a mão do fisioterapeuta 9. Mapeamento final e integrativo 10. Repetição - Repete-se a postura aproximadamente três vezes durante o atendimento - Reiniciar no nível de alongamento já conseguido “Olho na coluna” 45 Evidências científicas ARTIGO 3) Respostas cardiovasculares durante a postura sentada da Reeducação Postural Global (RPG). Mota YL, Barreto SL, Bin PR, Simões HG, Campbell CSG. Revista Brasileira de Fisioterapia 2008;12(3):161-8. ARTIGO 4) Análise do efeito das técnicas da reestruturação postural sensoperceptiva nos níveis de estresse. Ribeiro, HB; Silva, RMM; Brasil, ACO. Revista digital da EBOM, 2009. ARTIGO 5) Tratamento da lombalgia e dor pélvica posterior na gestação por um método de exercícios. Martins, R.F.; Silva, J.L.P. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. São Paulo, v.27, n°5, p.275-282, 2005. ARTIGO 6) Influência do psoas ilíaco nas disfunções lombo pélvicas e o tratamento osteopático. Carneiro, S.M.D.R.M. Revista digital EBOM 2009. 46 REFERÊNCIAS ALMEIDA, L. Reeducação postural e sensoperceptiva: fundamentos teóricos e práticos. Rio de Janeiro: MedBook , 2006. BIENFAIT, Marcel. Os desequilíbrios estáticos. Summus Editorial – São Paulo, 1995. CALAIS - GERMAIN, Blandine. 2° edição. Anatomia para o movimento. São Paulo: Editora Manole, 2010. CAILLIET, René. Lumbalgia. México: El Manual Moderno, 1986. CARNEIRO, S.M.D.R.M. Influência do psoas ilíaco nas disfunções lombo pélvicas e o tratamento osteopático. Revista digital EBOM 2009. CARVALHO, M.E.I.M. et AL, Analise da lordose lombar em pacientes com Diagnóstico de Hérnia Discal. Revista Facid, Teresina, v3,n1,p.90-103, 2007. DENYS-STRUYF, G. El manual del mezierista. Tomos I e II. Barcelona: Paidotribo, 1998. HOFFMANN, J, TEODOROSKI, RCC. A eficácia da pompage, na coluna cervical, no tratamento da cefaléia do tipo tensional. Estudo de caso da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL, 2003. MARTINS, R.F.; SILVA, J.L.P. Tratamento da lombalgia e dor pélvica posterior na gestação por um método de exercícios. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. São Paulo, v.27, n°5, p.275-282, 2005. MOTA YL, BARRETO SL, BIN PR, SIMÕES HG, CAMPBELL CSG. Respostas cardiovasculares durante a postura sentada da Reeducação Postural Global (RPG). Revista Brasileira de Fisioterapia 2008;12(3):161-8.RIBEIRO, HB; SILVA, RMM. Análise do efeito das técnicas da reestruturação postural sensoperceptiva nos níveis de estresse. Brasil, ACO. Revista digital da EBOM, 2009. STEFANELLO, TD, SPINELLI, MT, REZENDE, MJ. Estudo da eficácia da terapia manual no tratamento da tendinite calcária do músculo supra-espinhoso: estudo de caso. Revista Pleiade, Foz do Iguaçu, v. 2, n. 1, p. 49-63, jan./jun. 2008. www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/corpo-huma... www.cto.med.br/fraturas_geral/fraturas/disco.gif www.backpain-guide.com/.../05-3_C1_and_C2.jpg www.iv.nucleusinc.com/imagescooked/2323W.jpg 47 www.2.bp.blogspot.com/.../s400/proeminente.jpg www.2.bp.blogspot.com/.../s400/proeminente.jpg www.2.bp.blogspot.com/.../s400/proeminente.jpg 2.bp.blogspot.com/.../s400/proeminente.jpg www.catalog.nucleusinc.com/imagescooked/28526W.jpg www. scapula.pl/anatomia/duze_rys/image312.gif www.auladeanatomia.com/osteologia/costela.jpg www. static.spineuniverse.com/.../spanish3-BB.jpg www.movere.com.br/images/musculos_abdominais.gif www. anatomiaclinica.com/.../geral_data/pescoco6.jpg www.miologia.hpg.com.br/dorsomedia.jpg www.anatomiahumana.ucv.cl/.../elevador.jpg www. anatomiaclinica.com/.../geral_data/pescoco5.jpg 48 ANEXOS 49 ANEXO 1 – AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO POSTURAL 1. Dados pessoais do cliente 2. Anamnese 3. Diagnóstico médico 4. Característica da dor Aguda Crônica Ao movimento Final do movimento, posicional Dor filiforme, trajeto definido Diminui com o repouso Aumenta com o repouso Aumenta com a tosse, esforços, defecação 5. Assimetrias 50 6. Avaliação postural Diagnóstico Postural A) Cadeias Estáticas Dor posicional Retrações Testes Resultado Postura específica Abertura coxo-femoral + fechamento de braços Abertura coxo-femoral + abertura de braços Fechamento coxo- femoral + fechamento de braços Fechamento coxo- femoral + abertura de braços 7. Dor posicional Assentada Posição ereta Decúbito Ventral Decúbito Dorsal Flexão anterior do tronco Agachada Outros 8. Retrações a) Retrações da Cadeia Anterior Pé plano Joelho valgo Anteversão pélvica Hiperlordose lombar Hipercifose torácica Retificação cervical Ombros enrolados TOTAL: ____________ b) Retrações da Cadeia Posterior Pé cavo Joelho varo Retroversão pélvica Retificação lombar Retificação torácica Hiperlordose Cervical Ombros elevados TOTAL: _____________________ c) Outras desequilíbrios Lordose lombossacra Lordose diafragmática Cifose C7 – T1 Escoliose 3. Testes a) Para Cadeia Anterior De pé – alinhar coluna com os membros superiores em AD e AB Compensação mínima Sintomatologia Compensação acentuada Impossibilidade de realizar o teste b) Para Cadeia Posterior Flexão do tronco Compensação mínima Sintomatologia impossibilidade de realizar o teste Compensação acentuada Impossibilidade de realizar o teste Flexão do tronco / Alinhamento dos 3 pontos Compensação mínima Sintomatologia Compensação acentuada Impossibilidade de realizar o teste Posição assentada com AD e AB de membros superiores Compensação mínima Sintomatologia Compensação acentuada Impossibilidade de realizar o teste 9 . Teste Musculares da Pelve 1) Teste Piriforme 2) Teste Psoas Com MMSS: Com MMII: 3) Teste Quadrado Lombar 4) Teste Isquiotibiais