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aula 8-Biomecanica da coluna vertebral

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Biomecânica da coluna 
vertebral
Suporte e flexibilidade
Proteção
252 SEÇÃO II Anatomia funcional
A coluna vertebral funciona como uma barra elástica 
 modificada, fornecendo suporte rígido e flexibilidade 
(48). Trata-se de uma estrutura complexa que propor-
ciona conexão entre os membros superiores e inferiores 
(64). Há 33 vértebras na coluna vertebral, das quais 24 
são móveis e contribuem para os movimentos do tronco. 
As vértebras estão dispostas em quatro curvaturas, que 
facilitam o apoio da coluna por oferecer uma resposta 
à carga com um mecanismo parecido a uma mola (37). 
Essas curvaturas também proporcionam equilíbrio e for-
talecem a coluna vertebral.
Sete vértebras cervicais formam uma curvatura con-
vexa para o lado anterior do corpo. Essa curvatura se 
forma quando o bebê começa a levantar a cabeça; ela 
apoia a cabeça e assume seu arqueamento em resposta 
à posição da cabeça. As 12 vértebras torácicas formam 
uma curva que é convexa para o lado posterior do corpo. 
A curvatura da parte torácica da coluna vertebral está 
presente desde o nascimento. Cinco vértebras lombares 
formam uma curva convexa para o lado anterior, que se 
forma em resposta à sustentação do peso e é influenciada 
pelo posicionamento da pelve e dos membros inferiores. 
A última curvatura é a curvatura sacrococcígea, formada 
por cinco vértebras sacrais fundidas e pelas quatro ou 
cinco vértebras fundidas do cóccix. A Figura 7.1 apre-
senta a curvatura de toda a coluna vertebral nas vistas 
lateral e posterior. 
Comumente, a junção onde termina uma curvatura e 
começa outra é um local de grande mobilidade, que tam-
bém fica vulnerável a lesões. Essas junções são as regiões 
cervicotorácica, toracolombar e lombossacral. Além disso, 
se as curvaturas da coluna vertebral forem exageradas, ela 
será mais móvel, e se as curvaturas forem atenuadas, a 
coluna vertebral será mais rígida. As regiões cervical e lom-
bar da coluna vertebral são as mais móveis, enquanto as 
regiões torácica e pélvica são as mais rígidas (37).
Além de oferecer sustentação e flexibilidade ao tronco, 
a coluna vertebral tem a responsabilidade principal de 
proteger a medula espinal. Conforme mostra a Figura 7.2, 
a medula espinal avança através das vértebras num canal 
formado por corpo, pedículos e pilares das vértebras, o 
disco e um ligamento (o ligamento amarelo). Nervos 
periféricos se exteriorizam através do forame interverte-
bral na parte lateral das vértebras, formando agregados 
de fibras nervosas resultantes em inervações segmentares 
por todo o corpo.
O tronco, sendo o maior segmento do corpo, desem-
penha um papel fundamental tanto no funcionamento 
dos membros superiores como dos inferiores, que pode 
ser significativamente alterado de acordo com a sua posi-
ção. O movimento ou posição do tronco pode ser exa-
minado como um todo ou por meio da observação dos 
movimentos ou posições das diferentes regiões da coluna 
vertebral ou do movimento em nível vertebral individual. 
Este capítulo examina tanto o movimento do tronco como 
um todo quanto os movimentos e funções no âmbito de 
cada região da coluna vertebral. As características estru-
turais da coluna vertebral serão apresentadas primeiro e, 
em seguida, faremos um exame das diferenças entre as 
três partes da coluna vertebral: cervical, torácica e lombar.
Coluna vertebral
A unidade funcional da coluna vertebral, o segmento 
móvel, é semelhante na estrutura de toda a coluna, exceto 
pelas duas primeiras vértebras cervicais, que possuem estru-
tura peculiar. O segmento móvel consiste em duas vér-
tebras adjacentes e um disco que as separa (Fig. 7.3). O 
segmento pode ainda ser subdividido nas partes anterior e 
posterior, cada uma delas desempenhando um papel dife-
rente na função vertebral.
FIGURA 7.1 A coluna vertebral é forte e também flexível, em 
decorrência das quatro curvaturas alternadas. Nascemos com as cur-
vaturas torácica e sacrococcígea. As curvaturas cervical e lombar se 
formam em resposta à sustentação do peso e a sobrecargas muscu-
lares a elas impostas durante a infância.
Região cervical
Junção 
cervicotorácica
Região 
torácica
Junção toracolombar
Região 
lombar
Junção lombossacral
Região 
sacrococcígea
 Sacro
 Cóccix
FIGURA 7.2 A coluna vertebral protege a medula espinal, que 
avança pela parte posterior da coluna através do forame ou canal 
vertebral. Nervos espinais se exteriorizam em cada nível vertebral.
Anterior
Corpo vertebral
Gânglio da raiz dorsal
Nervo espinal
Processo transverso
Processo espinhoso
Posterior
Medula espinal
Pedículo
 Hamill 07.indd 252 29/1/16 2:14 PM
Áreas de grande 
mobilidade
• lig. Longitudinal anterior
• lig. Longitudinal posterior
• lig. amarelo
• lig. Interespihoso
• lig. intertransverso
Ligamentos da coluna
253CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
SEGMENTO MÓVEL: PARTE ANTERIOR
A parte anterior do segmento móvel contém os dois cor-
pos vertebrais, o disco intervertebral e os ligamentos lon-
gitudinais anterior e posterior. Os dois corpos vertebrais 
e o disco que os separa formam uma articulação cartilagínea 
que não é encontrada em nenhuma outra parte do corpo.
Cada um dos corpos vertebrais possui forma de tubo e 
é mais espesso no lado frontal (15), onde absorve gran-
des quantidades de forças compressivas. O corpo verte-
bral é composto por tecido esponjoso circundado por uma 
camada cortical dura e possui uma borda elevada que faci-
lita a fixação do disco, dos músculos e ligamentos. Além 
disso, a superfí cie do corpo está revestida com cartilagem 
hialina, formando placas terminais articulares nas quais o 
disco se insere.
Separando os dois corpos adjacentes, situa-se o disco 
intervertebral, uma estrutura que mantém unidas as vér-
tebras, ao mesmo tempo que permite mobilidade entre 
vértebras adjacentes. O disco é capaz de suportar as forças 
compressivas e também torsionais e de curvamento apli-
cadas à coluna. Os papéis do disco são suportar e distri-
buir cargas na coluna vertebral e restringir o movimento 
excessivo no segmento vertebral. A carga transmitida pelos 
discos intervertebrais distribui a pressão de modo uniforme 
sobre as placas terminais vertebrais, sendo também respon-
sável pela maior parte da mobilidade na coluna vertebral 
(32). A Figura 7.4 apresenta vistas lateral, superior e em 
secção transversal do disco.
Cada disco é composto de núcleo pulposo e anel fibroso. 
O núcleo pulposo é uma massa com consistência de gel 
e formato esférico na parte central dos discos cervicais e 
torácicos e mais para a parte posterior nos discos lombares. 
O núcleo pulposo é constituído por 80 a 90% de água e 
15 a 20% de colágeno (12), criando uma massa líquida 
que está sempre sob pressão e que exerce uma pré-carga 
sobre o disco. O núcleo pulposo é bastante preparado para 
suportar forças compressivas aplicadas ao segmento móvel.
Durante o dia, o conteúdo de água do disco fica redu-
zido, com as forças compressivas aplicadas durante as ativi-
dades cotidianas, resultando num encurtamento da coluna 
equivalente a 15 a 25 mm (1). A altura e o volume dos 
discos ficam reduzidos em cerca de 20%, fazendo com 
que o disco se saliente radialmente em direção ao exte-
rior e aumente a carga axial nas articulações posteriores 
(1). Contudo, à noite, o núcleo pulposo absorve água, 
restaurando a altura do disco. Nos idosos, o conteúdo 
total de água do disco é menor (aproximadamente 70%) 
e a capacidade de absorção de água fica reduzida, o que 
resulta numa coluna vertebral encurtada.
O núcleo pulposo é circundado por anéis de tecido 
fibroso e fibrocartilagem – o anel fibroso. As fibras do anel 
fibroso avançam paralelamente em camadas concêntricas, 
mas estão orientadas na diagonal em 45° a 65° em relação 
aos corpos vertebrais (39,95). Cada camada alternada de 
fibras avança perpendicularmente à camada precedente, 
criando um padrão de linhas cruzadas semelhante ao obser-
vado num pneu radial (35). Quando é aplicada rotação ao 
disco, metade das fibras se tensiona,mem-
bro inferior (p. ex., uma corrida) ocorre de tal forma que 
o indivíduo tem sequências diferentes para o membro que 
se movimenta no chão e para o membro que se movimenta 
fora do chão. A parte lombar da coluna vertebral faz ligeira 
flexão, e a pelve se inclina posteriormente durante a fase de 
Initial flexion 50°
FIGURA 7.15 A. Na postura ereta normal, 
há uma ligeira curvatura na região lombar. B. Os 
primeiros 50° de flexão ocorrem nas vértebras 
lombares conforme elas se achatam. C. A conti-
nuação da flexão é resultado de uma inclinação 
anterior da pelve.
Flexão inicial 50°
A. Ereto B. Flexão inicial C. Flexão completa
FIGURA 7.16 Na marcha e na corrida, ocorre flexão lateral do 
tronco para o lado de apoio, mas a pelve abaixa para o lado oposto 
por causa da resistência oferecida pelos membros inferiores.
 Hamill 07.indd 263 29/1/16 2:14 PM
Ritmo lombopelvico
Flexão e extensão na coluna cervical
extensão
• Abertura na articulação interapofisaria
Limtacoes:
• Lig. Longitudinal Ant.
• processo espinoso
Flexão e extensão na coluna cervical 
flexão
Limtacoes:
• Lig. Longitudinal post.
• lig. Interespinhoso
• lig. amarelo
Articulação uncovertebral
Processos
unciformes
Mov. de flexo-extensão
Mov. de inclinação
Mov. Misto de rotação
e inclinação
Flexão e extensão e inflexão da coluna torácica
extensão
Limitações:
• apofises articulares
• apofises espinhosas
• lig. Longitudinal anterior
flexão
Limitações:
• lig. interespinhal
• lig. Amarelo e cápsulas
interapofisarias
• lig. longitudinal posterior
Flexão e extensão e inflexão da coluna torácica
Movimentos das costelas nas articulações costovertebrais
• a primeira e a décima costela se eleva
• elevação do esterno
A deformação do tórax 
durante a inspiração
Ações Musculares
Extensores do tronco
1) eretor da espinha
- Iliocostal
- longuíssimo
- espinal
2) Paravertebrais
- Intertransversário
- interespinhal
- multífidos
Superficiais
- Trapézio
- latíssimo do dorso
Ações Musculares
Extensores do tronco
1) eretores da espinha
- Iliocostal
- longuíssimo
- espinal
Maior massa muscular 
para a extensão
Ações Musculares
Extensores do tronco
2) Paravertebrais
- Intertransversário
- interespinhal
- multífidos
Músculos posturais e que ajustam 
as vertebras nos movimentos 
de grande amplitude
Ações Musculares
Flexores do tronco
Segmentados por região
1) Lombar: (Auxilio do psoas maior e menor)
Abdominais
- Reto do abdome
- Oblíquo interno do abdome
- Oblíquo externo do abdome
- Transverso do abdome
Ações Musculares
1) Lombar: (Auxilio do psoas maior e menor)
Abdominais
- Reto do abdome
- Oblíquo interno do abdome
- Oblíquo externo do abdome
- Transverso do abdome
Função estabilizadora 
lombar
- Reduz a tensão dos 
eretores da espinha
Ações Musculares
1) Lombar: psoas maior e menor)
Estabilizadores da lombar
Ações Musculares
1) Lombar: quadrado lombar
Contribui na flexão
Atua na inclinação lateral
Ações Musculares
2) Torácica: Ação dos músculos lombares e cervicais 
Ações Musculares
3) Cervicais:
265CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
Muscle Insertion Nerve Supply Flexion Extension Rotation Lateral 
Flexion
Longissimus
capitis
Transverse process of T1–T5 TO transverse
process of C4–C6
Spinal nerves; ventral, dorsal
rami
Longissimus (ES)
thoracis
Transverse process TO transverse process
Spinal nerves; dorsal rami
Spinal nerves; dorsal rami
Longissimus
cervices (ES)
Posterior transverse process of L1–L5; thoraco-
lumbar fascia TO transverse process of T1–T12
Interspinales
(DP)
Iliac crest, lumbar fascia TO ribs 8–10; linea alba Intercostal nerves; T7–T12, L1
Intertransversarii
(DP)
Spinous process TO spinous process Spinal nerves; dorsal rami
PM
Internal oblique
(ABD)
Bodies of T12, L1–L5; transverse processes of
L1–L5; inner surface of ilium, sacrum TO lesser
trochanter
Femoral nerve; ventral rami;
L1, L3
Iliopsoas
Third to sixth ribs TO transverse processes
of C4–C6
Spinal nerves; dorsal ramiIliocostalis
cervices (ES)
Lower six ribs TO upper six ribs; transverse
process of C7
Spinal nerves; dorsal rami
Iliocostalis (ES)
lumborum
Sacrum; spinous processes of L1–L5, T11, T12;
iliac crest TO lower sixth or seventh ribs
Spinal nerves; dorsal rami
External oblique
(ABD)
Ninth to12th ribs alternating with l. dorsi, s. ant TO
anterior superior spine; pubic tubercle, ant
iliaccrest
Intercostal nerve; T7–T12
Iliocostalis
thoracis (ES)
Transverse process of T1–T5, C4–C7 TO
mastoid process
Spinal nerves; dorsal rami
PM PM
PM: To same
side
PMPM: To same
side
A
Multifundus (DP)
Transverse process of C3–C5; bodies of T1–T2;
bodies of C5–C7, T1–T3 TO atlas; transverse
process of C5–C6; bodies of C2–C4
Longus capitis
Cervical nerves: C2–C7
Cervical nerves: C1–C3
Longus cervicis,
colli
Transverse process of C3–C6 TO occipital bone
Sacrum; iliac spine; transverse processes L5–C4
TO spinous process of next vertebral side
Spinal nerves; dorsal rami
PM: Cervical
PM: Cervical,
head
PMPM
B
D E
C
PM: To
opposite
side
PM
PM PM: To same
side
PM
PM: To same
side
PM
PM
PM
PM
PM: head
PM
PM
PM
PM
PM: Head
PM
PM
PM: Cervical
PM: To same
side
PM: To same
side
PM: To same
side
PM: To same
side
PM: To same
side
PMPM: To
opposite side
F
Peitoral 
menor
Intercostais:
Internos
Externos
Oblíquo 
externo do 
abdome
Oblíquo 
interno do 
abdome
Reto do 
abdome
Reto da cabeça:
 Anterior
 Lateral
 Longo da cabeça
 Longo do pescoço
Escalenos:
Anterior
Médio
Posterior
Esternocleidomastóideo
Esplênio da cabeça
Escaleno anterior
Escaleno médio
 Levantador da escápula
 Escaleno posterior
 Trapézio
Omo-hióideo 
(ventre inferior)
Semiespinal 
da cabeça
Semiespinal 
do pescoço
Semiespinal 
do tórax
Esplênio do 
pescoço
 
Esplênio da 
cabeça
Músculo Inserção Inervação Flexão Extensão Rotação Flexão 
lateral
Oblíquo externo 
(ABD)
9ª-12ª costelas alternando com l. dorsal, s. ant. ATÉ 
a coluna vertebral superior anterior; tubérculo púbico; 
crista ilíaca ant.
Nervo intercostal; T7-T12 MP MP: Para o 
lado oposto
MP
Iliocostal do lombo, 
parte lombar (EE)
Sacro; processos espinhosos de L1-L5, T11, T12; crista 
ilíaca ATÉ a 6ª ou 7ª costela inferior
Nervos espinais; ramos 
dorsais
MP MP: Para o 
mesmo lado
MP
Iliocostal do lombo, 
parte torácica (EE)
6 costelas inferiores ATÉ as 6 costelas superiores; pro-
cesso transverso de C7
Nervos espinais; ramos 
dorsais
MP MP: Para o 
mesmo lado
MP
Iliocostal do 
pescoço (EE)
3ª-6ª costelas ATÉ os processos transversos de C4-C6 Nervos espinais; ramos 
dorsais
MP MP: Para o 
mesmo lado
MP
Iliopsoas Corpos de T12, L1-L5; processos transversos de L1-L5; 
superfície interna do ílio, sacro ATÉ o trocanter menor
Nervo femoral; ramos 
ventrais; L1, L3
MP
Oblíquo interno do 
abdome (ABD)
Crista ilíaca, fáscia lombar ATÉ as costelas 8-10; linha 
alba
Nervos intercostais; 
T7-T12, L1
MP MP: Para o 
mesmo lado
MP
Interespinais (PP) Processo espinhoso ATÉ o processo espinhoso Nervos espinais; ramos 
dorsais
MP
Intertransversários 
(PP)
Processo transverso ATÉ o processo transverso Nervos espinais; ramos 
ventrais, dorsais
MP MP
Longuíssimo 
do tórax (EE)
Processo transverso posterior de L1-L5; aponeurose 
toracolombar ATÉ o processo transverso de T1-T12
Nervos espinais; ramos 
dorsais
MP MP: Para o 
mesmo lado
MP
Longuíssimo 
do pescoço (EE)
Processo transverso de T1-T5 ATÉ o processo trans-
verso de C4-C6
Nervos espinais; ramos 
dorsais
MP MP: Para o 
mesmo lado
MP
Longuíssimo da 
cabeça
Processo transverso de T1-T5, C4-C7 ATÉ o 
processo mastoide
Nervos espinais; ramos 
dorsais
MP: 
Cabeça
MP: Para o 
mesmo lado
MP: 
Cabeça
Longo da cabeça Processo transverso de C3-C6 ATÉ o osso occipital Nervos cervicais; C1-C3 MP: 
Cervical 
e cabeça
MP: Para o 
mesmo lado
Longo do pescoço Processo transverso de C3-C5; corpos de T1-T2; corpos 
de C5-C7, T1-T3 ATÉ o atlas; processotransverso 
de C5-C6; corpos de C2-C4
Nervos cervicais; C2-C7 MP: 
Cervical
MP: Para o 
mesmo lado
MP: 
Cervical
Multífido (PP) Sacro; espinha ilíaca; processos transversos de L5-C4 
ATÉ o processo espinhoso do lado vertebral seguinte
Nervos espinais; ramos 
dorsais
MP MP: Para o 
lado oposto
MP
FIGURA 7.17 Músculos que atuam na coluna vertebral, incluindo anatomia superficial (A) e músculos anteriores (B) do tronco; músculos cervicais 
anteriores profundos (C); anatomia superficial (D) e músculos da região cervical lateral (E); músculos posteriores profundos do pescoço e da parte 
superior das costas (F), e anatomia superficial (G) com os músculos superficiais (H), profundos (I) e pélvicos (J) correspondentes do tronco posterior.
 (continua)
 Hamill 07.indd 265 29/1/16 2:15 PM
esternocleidomastóideo
Contração unilateral
• rotação da cabeça para o lado oposto
• inclinação
• extensão
Postura e estabilização da coluna vertebral
269CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
dos primeiros músculos a entrar em atividade tanto em 
situações inesperadas como em condições de autocarga 
(22). O multífido tem uma organização que lhe permite 
atuar ao nível de cada vértebra; esse músculo fica em ativi-
dade contínua nas posições eretas (92) e pode fazer ajustes 
sutis para as vértebras em qualquer postura (51). O eretor 
da espinha está mais bem equipado para o controle da 
orientação da coluna vertebral, graças à sua capacidade em 
produzir extensão (73). Finalmente, o oblíquo interno do 
abdome opera juntamente com o transverso do abdome, 
no aumento da pressão intra-abdominal.
POSTURA
Postura em pé
Para que seja mantida uma postura ereta na posição 
em pé, a coluna vertebral em forma de S funciona como 
uma barra elástica na sustentação do peso. Nessa posição, 
é imposta ao tronco uma ação contínua de inclinação para 
a frente, pois o centro de gravidade se situa à frente da 
coluna vertebral. Como resultado da ação de inclinação do 
tronco para a frente, os músculos e ligamentos posteriores 
devem controlar e manter a postura ereta.
Há maior atividade dos eretores da espinha numa pos-
tura ereta do que em uma má postura. Na má postura, 
a maior parte da responsabilidade de sua manutenção é 
transferida para ligamentos e cápsulas. Qualquer altera-
ção na postura em pé ou qualquer oscilação postural é 
controlada e reconduzida ao alinhamento pelos músculos 
eretores da espinha, abdominais e psoas (66). Todos esses 
músculos ficam ligeiramente ativos na posição em pé, com 
maior atividade na região torácica do que nas outras duas 
regiões (8).
Postura sentada
A postura na posição sentada exige menor gasto de ener-
gia e impõe menor carga sobre o membro inferior em 
comparação com a posição em pé (Fig. 7.18). Contudo, a 
permanência prolongada na posição sentada pode ter efei-
tos prejudiciais na parte lombar da coluna vertebral (85). 
A posição sentada sem sustentação é semelhante à posição 
em pé, de tal forma que ocorre elevada atividade muscular 
na região torácica do tronco, com simultâneos baixos níveis 
de atividade nos músculos abdominais e psoas (7).
A posição sentada sem apoio impõe maior carga à parte 
lombar da coluna vertebral do que a posição em pé, porque 
aquela posição cria inclinação para trás, achatamento da 
região lombar e um correspondente desvio para a frente 
no centro de gravidade (48). Esse quadro implica a apli-
cação de carga sobre os discos e estruturas posteriores do 
segmento vertebral. A posição sentada com as pernas na 
posição flexionada mantida por um longo tempo pode 
aumentar o comprimento dos músculos eretores da espinha 
em repouso (71) e alongar excessivamente as estruturas 
ligamentares posteriores. Uma postura sentada desleixada 
gera as maiores pressões sobre os discos. Um assento mais 
alto pode diminuir a força compressiva incidente nos dis-
cos, graças a uma postura mais vertical; por outro lado, 
aumentam as cargas incidentes no membro inferior.
Posturas de trabalho
Fatores biomecânicos ligados a posturas de trabalho 
estáticas e às posições sentada e em pé, flexões e torções 
frequentes, levantamento de objetos e movimentos de 
tracionar e empurrar são alguns dos fatores de risco para 
lesões nas costas. Em razão da elevada incidência de lesões 
nas costas no local de trabalho, é importante compreender 
as causas e conhecer suas medidas preventivas.
300
250
150
50
0
200
100P
re
ss
ão
 in
tr
ad
is
ca
l
Posição
FIGURA 7.18 Em comparação com a posição em pé ereta, a sobrecarga na região inferior das costas é menor na posição de decúbito dorsal. 
A sobrecarga aumenta na postura sentada e aumenta ainda mais ao se inclinar para a frente ou assumir uma má postura.
 Hamill 07.indd 269 29/1/16 2:15 PM
Estabilização da coluna vertebral
- Sistema passivo
- Sistema muscular ativo
- feedback
- Vertebras
- Ligamentos
- Capsulas articulares
- Articulações
- Disco intervertebral
Estabilização da coluna vertebral
- Sistema passivo
- Sistema muscular ativo
- feedback
Sistema musculotendíneo
Controle do sistema 
musculotendíneo
Estabilização da coluna vertebral
- Relação músculos maiores e menores
- Menores (profundos): Postura (ação direta na vertebra)
- Maiores (Superficiais): Mobiliza e dispersa cargas impostas
Principais na estabilidade da coluna vertebral:
- Transverso do abdome (cinta)
- Multífideos
- Eretor da espinha
- Oblíquo interno do abdome
Postura ereta
Ação dos músculos 
antigravitacionários
269CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
dos primeiros músculos a entrar em atividade tanto em 
situações inesperadas como em condições de autocarga 
(22). O multífido tem uma organização que lhe permite 
atuar ao nível de cada vértebra; esse músculo fica em ativi-
dade contínua nas posições eretas (92) e pode fazer ajustes 
sutis para as vértebras em qualquer postura (51). O eretor 
da espinha está mais bem equipado para o controle da 
orientação da coluna vertebral, graças à sua capacidade em 
produzir extensão (73). Finalmente, o oblíquo interno do 
abdome opera juntamente com o transverso do abdome, 
no aumento da pressão intra-abdominal.
POSTURA
Postura em pé
Para que seja mantida uma postura ereta na posição 
em pé, a coluna vertebral em forma de S funciona como 
uma barra elástica na sustentação do peso. Nessa posição, 
é imposta ao tronco uma ação contínua de inclinação para 
a frente, pois o centro de gravidade se situa à frente da 
coluna vertebral. Como resultado da ação de inclinação do 
tronco para a frente, os músculos e ligamentos posteriores 
devem controlar e manter a postura ereta.
Há maior atividade dos eretores da espinha numa pos-
tura ereta do que em uma má postura. Na má postura, 
a maior parte da responsabilidade de sua manutenção é 
transferida para ligamentos e cápsulas. Qualquer altera-
ção na postura em pé ou qualquer oscilação postural é 
controlada e reconduzida ao alinhamento pelos músculos 
eretores da espinha, abdominais e psoas (66). Todos esses 
músculos ficam ligeiramente ativos na posição em pé, com 
maior atividade na região torácica do que nas outras duas 
regiões (8).
Postura sentada
A postura na posição sentada exige menor gasto de ener-
gia e impõe menor carga sobre o membro inferior em 
comparação com a posição em pé (Fig. 7.18). Contudo, a 
permanência prolongada na posição sentada pode ter efei-
tos prejudiciais na parte lombar da coluna vertebral (85). 
A posição sentada sem sustentação é semelhante à posição 
em pé, de tal forma que ocorre elevada atividade muscular 
na região torácica do tronco, com simultâneos baixos níveis 
de atividade nos músculos abdominais e psoas (7).
A posição sentada sem apoio impõe maior carga à parte 
lombar da coluna vertebral do que a posição em pé, porque 
aquela posição cria inclinação para trás, achatamento da 
região lombar e um correspondente desvio para a frente 
no centro de gravidade (48). Esse quadro implica a apli-
cação de carga sobre os discos e estruturas posteriores do 
segmento vertebral. A posição sentadacom as pernas na 
posição flexionada mantida por um longo tempo pode 
aumentar o comprimento dos músculos eretores da espinha 
em repouso (71) e alongar excessivamente as estruturas 
ligamentares posteriores. Uma postura sentada desleixada 
gera as maiores pressões sobre os discos. Um assento mais 
alto pode diminuir a força compressiva incidente nos dis-
cos, graças a uma postura mais vertical; por outro lado, 
aumentam as cargas incidentes no membro inferior.
Posturas de trabalho
Fatores biomecânicos ligados a posturas de trabalho 
estáticas e às posições sentada e em pé, flexões e torções 
frequentes, levantamento de objetos e movimentos de 
tracionar e empurrar são alguns dos fatores de risco para 
lesões nas costas. Em razão da elevada incidência de lesões 
nas costas no local de trabalho, é importante compreender 
as causas e conhecer suas medidas preventivas.
300
250
150
50
0
200
100P
re
ss
ão
 in
tr
ad
is
ca
l
Posição
FIGURA 7.18 Em comparação com a posição em pé ereta, a sobrecarga na região inferior das costas é menor na posição de decúbito dorsal. 
A sobrecarga aumenta na postura sentada e aumenta ainda mais ao se inclinar para a frente ou assumir uma má postura.
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Postura sentada (sem apoio)
269CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
dos primeiros músculos a entrar em atividade tanto em 
situações inesperadas como em condições de autocarga 
(22). O multífido tem uma organização que lhe permite 
atuar ao nível de cada vértebra; esse músculo fica em ativi-
dade contínua nas posições eretas (92) e pode fazer ajustes 
sutis para as vértebras em qualquer postura (51). O eretor 
da espinha está mais bem equipado para o controle da 
orientação da coluna vertebral, graças à sua capacidade em 
produzir extensão (73). Finalmente, o oblíquo interno do 
abdome opera juntamente com o transverso do abdome, 
no aumento da pressão intra-abdominal.
POSTURA
Postura em pé
Para que seja mantida uma postura ereta na posição 
em pé, a coluna vertebral em forma de S funciona como 
uma barra elástica na sustentação do peso. Nessa posição, 
é imposta ao tronco uma ação contínua de inclinação para 
a frente, pois o centro de gravidade se situa à frente da 
coluna vertebral. Como resultado da ação de inclinação do 
tronco para a frente, os músculos e ligamentos posteriores 
devem controlar e manter a postura ereta.
Há maior atividade dos eretores da espinha numa pos-
tura ereta do que em uma má postura. Na má postura, 
a maior parte da responsabilidade de sua manutenção é 
transferida para ligamentos e cápsulas. Qualquer altera-
ção na postura em pé ou qualquer oscilação postural é 
controlada e reconduzida ao alinhamento pelos músculos 
eretores da espinha, abdominais e psoas (66). Todos esses 
músculos ficam ligeiramente ativos na posição em pé, com 
maior atividade na região torácica do que nas outras duas 
regiões (8).
Postura sentada
A postura na posição sentada exige menor gasto de ener-
gia e impõe menor carga sobre o membro inferior em 
comparação com a posição em pé (Fig. 7.18). Contudo, a 
permanência prolongada na posição sentada pode ter efei-
tos prejudiciais na parte lombar da coluna vertebral (85). 
A posição sentada sem sustentação é semelhante à posição 
em pé, de tal forma que ocorre elevada atividade muscular 
na região torácica do tronco, com simultâneos baixos níveis 
de atividade nos músculos abdominais e psoas (7).
A posição sentada sem apoio impõe maior carga à parte 
lombar da coluna vertebral do que a posição em pé, porque 
aquela posição cria inclinação para trás, achatamento da 
região lombar e um correspondente desvio para a frente 
no centro de gravidade (48). Esse quadro implica a apli-
cação de carga sobre os discos e estruturas posteriores do 
segmento vertebral. A posição sentada com as pernas na 
posição flexionada mantida por um longo tempo pode 
aumentar o comprimento dos músculos eretores da espinha 
em repouso (71) e alongar excessivamente as estruturas 
ligamentares posteriores. Uma postura sentada desleixada 
gera as maiores pressões sobre os discos. Um assento mais 
alto pode diminuir a força compressiva incidente nos dis-
cos, graças a uma postura mais vertical; por outro lado, 
aumentam as cargas incidentes no membro inferior.
Posturas de trabalho
Fatores biomecânicos ligados a posturas de trabalho 
estáticas e às posições sentada e em pé, flexões e torções 
frequentes, levantamento de objetos e movimentos de 
tracionar e empurrar são alguns dos fatores de risco para 
lesões nas costas. Em razão da elevada incidência de lesões 
nas costas no local de trabalho, é importante compreender 
as causas e conhecer suas medidas preventivas.
300
250
150
50
0
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re
ss
ão
 in
tr
ad
is
ca
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Posição
FIGURA 7.18 Em comparação com a posição em pé ereta, a sobrecarga na região inferior das costas é menor na posição de decúbito dorsal. 
A sobrecarga aumenta na postura sentada e aumenta ainda mais ao se inclinar para a frente ou assumir uma má postura.
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269CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
dos primeiros músculos a entrar em atividade tanto em 
situações inesperadas como em condições de autocarga 
(22). O multífido tem uma organização que lhe permite 
atuar ao nível de cada vértebra; esse músculo fica em ativi-
dade contínua nas posições eretas (92) e pode fazer ajustes 
sutis para as vértebras em qualquer postura (51). O eretor 
da espinha está mais bem equipado para o controle da 
orientação da coluna vertebral, graças à sua capacidade em 
produzir extensão (73). Finalmente, o oblíquo interno do 
abdome opera juntamente com o transverso do abdome, 
no aumento da pressão intra-abdominal.
POSTURA
Postura em pé
Para que seja mantida uma postura ereta na posição 
em pé, a coluna vertebral em forma de S funciona como 
uma barra elástica na sustentação do peso. Nessa posição, 
é imposta ao tronco uma ação contínua de inclinação para 
a frente, pois o centro de gravidade se situa à frente da 
coluna vertebral. Como resultado da ação de inclinação do 
tronco para a frente, os músculos e ligamentos posteriores 
devem controlar e manter a postura ereta.
Há maior atividade dos eretores da espinha numa pos-
tura ereta do que em uma má postura. Na má postura, 
a maior parte da responsabilidade de sua manutenção é 
transferida para ligamentos e cápsulas. Qualquer altera-
ção na postura em pé ou qualquer oscilação postural é 
controlada e reconduzida ao alinhamento pelos músculos 
eretores da espinha, abdominais e psoas (66). Todos esses 
músculos ficam ligeiramente ativos na posição em pé, com 
maior atividade na região torácica do que nas outras duas 
regiões (8).
Postura sentada
A postura na posição sentada exige menor gasto de ener-
gia e impõe menor carga sobre o membro inferior em 
comparação com a posição em pé (Fig. 7.18). Contudo, a 
permanência prolongada na posição sentada pode ter efei-
tos prejudiciais na parte lombar da coluna vertebral (85). 
A posição sentada sem sustentação é semelhante à posição 
em pé, de tal forma que ocorre elevada atividade muscular 
na região torácica do tronco, com simultâneos baixos níveis 
de atividade nos músculos abdominais e psoas (7).
A posição sentada sem apoio impõe maior carga à parte 
lombar da coluna vertebral do que a posição em pé, porque 
aquela posição cria inclinação para trás, achatamento da 
região lombar e um correspondente desvio para a frente 
no centro de gravidade (48). Esse quadro implica a apli-
cação de carga sobre os discos e estruturas posteriores do 
segmento vertebral. A posição sentada com as pernas na 
posição flexionada mantida por um longo tempo pode 
aumentar o comprimento dos músculos eretores da espinha 
em repouso (71) e alongar excessivamente as estruturas 
ligamentares posteriores. Uma postura sentada desleixada 
gera as maiores pressões sobre os discos. Um assento mais 
alto pode diminuir a força compressiva incidente nos dis-
cos, graças a uma postura mais vertical; por outro lado,aumentam as cargas incidentes no membro inferior.
Posturas de trabalho
Fatores biomecânicos ligados a posturas de trabalho 
estáticas e às posições sentada e em pé, flexões e torções 
frequentes, levantamento de objetos e movimentos de 
tracionar e empurrar são alguns dos fatores de risco para 
lesões nas costas. Em razão da elevada incidência de lesões 
nas costas no local de trabalho, é importante compreender 
as causas e conhecer suas medidas preventivas.
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Posição
FIGURA 7.18 Em comparação com a posição em pé ereta, a sobrecarga na região inferior das costas é menor na posição de decúbito dorsal. 
A sobrecarga aumenta na postura sentada e aumenta ainda mais ao se inclinar para a frente ou assumir uma má postura.
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Desvios Posturais
270 SEÇÃO II Anatomia funcional
As posturas de trabalho podem influenciar enormemente 
o acúmulo de tensão na região lombar (54), e as posturas 
sentada e em pé têm usos apropriados no local de trabalho 
(28). É preferível uma postura em pé quando o operário não 
pode colocar suas pernas sob a área de trabalho e quando há 
necessidade de usar maior força na tarefa em execução, 
por exemplo, no levantamento de objetos e na aplicação 
de forças de preensão máximas. Com o operário em pé, as 
ten sões podem ser reduzidas pelo uso de tapetes, descansos 
para os pés e calçados apropriados (28). Outra medida 
positiva é que haja espaço suficiente para movimentação 
dos pés no local de trabalho. A fadiga muscular também 
pode ser minimizada com breves intervalos de descanso, ao 
longo do dia de trabalho. Um dos fatores mais importantes 
– tanto na posição em pé como na sentada – consiste em 
evitar longos períodos em posturas estáticas.
Posições de flexão contínua são causa de lesões por fle-
xão nas regiões lombar e cervical no local de trabalho. Essas 
posturas podem ser eliminadas pelo aumento da altura da 
área de trabalho, de modo que não ocorra mais de 20° 
de flexão (85). O uso de um repouso para os pés também 
pode aliviar a distensão. 
Tarefas de levantamento de objetos no local de trabalho 
podem estar na origem da dor lombar; assim, devem ser 
estabelecidas normas para redução do risco. Exemplificando, 
os pesos de objetos que serão levantados devem ser redu-
zidos à medida que for aumentando a frequência de levan-
tamento, a distância de transporte percorrida e o tamanho 
do objeto. Os pesos também devem ser diminuídos quando 
levanta-se o objeto acima do nível dos ombros. Para a maio-
ria das tarefas, será ideal o uso da técnica de levantamento 
adequada: manter a neutralidade da coluna vertebral, manter 
a carga próxima à pelve, evitar flexão e extensão do tronco 
e levantar a carga com os membros inferiores e com velo-
cidade controlada. Nos casos em que um objeto está numa 
posição inadequada, ou quando o objeto se encontra em 
movimento antes de seu levantamento, pode haver neces-
sidade de um movimento súbito. Essa ação implica menor 
aplicação de torque nos músculos extensores lombares (54).
De modo análogo ao que ocorre nas posturas em pé e 
de trabalho, o risco de lesão por levantamento de objetos 
pode ser minimizado com interrupções regulares e com a 
variação das tarefas de trabalho (54). Deve-se evitar uma 
flexão completa da coluna vertebral em qualquer levan-
tamento por causa das mudanças impostas aos principais 
extensores lombares. A coluna vertebral completamente 
flexionada reduz os braços do momento para os músculos 
extensores, diminui a tolerância às cargas compressivas e 
transfere carga dos músculos para os tecidos passivos (53). 
O local de trabalho também exibe grande incidência de 
torções, em que a coluna vertebral passa por uma combi-
nação de flexão e inclinação lateral. Essa postura alonga 
as estruturas posterolaterais ao máximo, particularmente o 
anel fibroso (39). A rotação na postura ereta fica limitada 
pelo contato nas articulações das facetas, enquanto a rota-
ção numa postura flexionada desencaixa as articulações das 
facetas e desvia a resistência para o anel fibroso (50,70).
Em ambientes de trabalho na posição sentada, é impor-
tante uma cadeira adequadamente projetada para que o 
funcionário tenha um apoio ideal: sentar-se sem o apoio 
adequado resulta em pressões nos discos 40% superiores 
às pressões da postura em pé (28). Longos períodos na 
cadeira em uma posição flexionada e desleixada resultam 
em máxima aplicação de carga aos ligamentos iliolomba-
res, em razão do desaparecimento da lordose lombar e 
do posicionamento do peso da parte superior do corpo 
atrás dos túberes isquiáticos (84). Na posição sentada 
com apoio, a carga incidente nas vértebras lombares é 
reduzida. Um encosto de cadeira ligeiramente reclinado 
para trás e com um apoio para a região lombar cria uma 
postura sentada que gera a menor carga nessa região da 
coluna vertebral. 
Para que parte da carga seja reduzida, é recomendável 
o uso de um repouso lombar com espaço livre para os 
ombros. Encostos mais altos podem não ser tão eficazes, 
tendo em vista que o gradil costal é uma estrutura rígida. 
Não há necessidade de encostos acima do nível imedia-
tamente subescapular (83). O local de trabalho deve ser 
avaliado com vistas à determinação de tarefas de alto risco, 
que envolvam repetição de flexão, torção, empurrar ou 
puxar, e tarefas de levantar e transportar objetos.
DESVIOS POSTURAIS
Desvios posturais no tronco são comuns na população 
geral (Fig. 7.19). Na região cervical, a curvatura exibe 
concavidade para o lado anterior. Essa curvatura deve ser 
pequena e se situar acima do cíngulo do membro superior. 
A cabeça também deve ficar acima do cíngulo do mem-
bro superior. Quando a curvatura cervical está acentuada 
para o lado anterior, diz-se que está ocorrendo lordose. 
FIGURA 7.19 A. A postura ideal é aquela em que as curvaturas 
estão equilibradas, mas não exageradas. B. As curvaturas podem ficar 
exageradas. C. Um desvio lateral da coluna vertebral (escoliose) pode 
criar um desalinhamento postural grave em todo o corpo.
A B CA. Ideal B. Exagerada C. Desvio lateral
Lordose 
cervical
Cifose 
torácica
Lordose 
lombar
Escoliose
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E onde entra o feedfoward?????enquanto as fibras que 
avançam na outra direção se afrouxam.
As fibras que compõem o anel fibroso consistem em 50 
a 60% de colágeno, proporcionando a resistência à tração 
no disco (12). Como resultado do envelhecimento e da 
maturação, o colágeno é remodelado no disco em resposta 
a mudanças na carga. Isso resulta em fibras anulares mais 
espessas e com concentrações mais elevadas de fibras colage-
nosas na área anterior do disco, e de fibras anulares mais del-
gadas na parte posterolateral do disco, porque nessa região 
as fibras são menos abundantes. As fibras provenientes do 
anel fibroso se inserem nas placas terminais dos corpos ver-
tebrais adjacentes, no centro do segmento, e se prendem ao 
próprio material ósseo na periferia do disco (85). As di re ções 
das fibras no anel fibroso limitam o movimento rotacional e 
de cisalhamento entre as vértebras. A pressão incidente no 
tecido da camada periférica mantém o interespaço entre as 
FIGURA 7.3 O segmento móvel vertebral pode ser dividido nas 
partes anterior e posterior. A parte anterior contém os corpos verte-
brais, o disco intervertebral e os ligamentos. A parte posterior con-
tém o forame vertebral, os arcos neurais, as articulações interverte-
brais, os processos espinhosos e transversos e os ligamentos.
Corpo vertebral
Disco 
intervertebral
Anterior Posterior
Processos 
espinhosos
Articulação 
intervertebral
Processo
transverso
FIGURA 7.4 O disco intervertebral suporta e distribui cargas 
incidentes na coluna vertebral. O disco é composto por uma parte 
central com consistência de gel, o núcleo pulposo, que é circundado 
pelo anel fibroso.
V
V
Vista lateral
Corpo vertebral
Anel 
fibroso
Núcleo 
pulposo
Processos 
espinhosos
Processo 
transverso
Vista de cima
Anel fibroso
Núcleo pulposo
Processo 
espinhoso
Vista em secção transversal
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OBS: 
a região posterolateral não é coberta pelo log. Longitudinal Posterior
253CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
SEGMENTO MÓVEL: PARTE ANTERIOR
A parte anterior do segmento móvel contém os dois cor-
pos vertebrais, o disco intervertebral e os ligamentos lon-
gitudinais anterior e posterior. Os dois corpos vertebrais 
e o disco que os separa formam uma articulação cartilagínea 
que não é encontrada em nenhuma outra parte do corpo.
Cada um dos corpos vertebrais possui forma de tubo e 
é mais espesso no lado frontal (15), onde absorve gran-
des quantidades de forças compressivas. O corpo verte-
bral é composto por tecido esponjoso circundado por uma 
camada cortical dura e possui uma borda elevada que faci-
lita a fixação do disco, dos músculos e ligamentos. Além 
disso, a superfí cie do corpo está revestida com cartilagem 
hialina, formando placas terminais articulares nas quais o 
disco se insere.
Separando os dois corpos adjacentes, situa-se o disco 
intervertebral, uma estrutura que mantém unidas as vér-
tebras, ao mesmo tempo que permite mobilidade entre 
vértebras adjacentes. O disco é capaz de suportar as forças 
compressivas e também torsionais e de curvamento apli-
cadas à coluna. Os papéis do disco são suportar e distri-
buir cargas na coluna vertebral e restringir o movimento 
excessivo no segmento vertebral. A carga transmitida pelos 
discos intervertebrais distribui a pressão de modo uniforme 
sobre as placas terminais vertebrais, sendo também respon-
sável pela maior parte da mobilidade na coluna vertebral 
(32). A Figura 7.4 apresenta vistas lateral, superior e em 
secção transversal do disco.
Cada disco é composto de núcleo pulposo e anel fibroso. 
O núcleo pulposo é uma massa com consistência de gel 
e formato esférico na parte central dos discos cervicais e 
torácicos e mais para a parte posterior nos discos lombares. 
O núcleo pulposo é constituído por 80 a 90% de água e 
15 a 20% de colágeno (12), criando uma massa líquida 
que está sempre sob pressão e que exerce uma pré-carga 
sobre o disco. O núcleo pulposo é bastante preparado para 
suportar forças compressivas aplicadas ao segmento móvel.
Durante o dia, o conteúdo de água do disco fica redu-
zido, com as forças compressivas aplicadas durante as ativi-
dades cotidianas, resultando num encurtamento da coluna 
equivalente a 15 a 25 mm (1). A altura e o volume dos 
discos ficam reduzidos em cerca de 20%, fazendo com 
que o disco se saliente radialmente em direção ao exte-
rior e aumente a carga axial nas articulações posteriores 
(1). Contudo, à noite, o núcleo pulposo absorve água, 
restaurando a altura do disco. Nos idosos, o conteúdo 
total de água do disco é menor (aproximadamente 70%) 
e a capacidade de absorção de água fica reduzida, o que 
resulta numa coluna vertebral encurtada.
O núcleo pulposo é circundado por anéis de tecido 
fibroso e fibrocartilagem – o anel fibroso. As fibras do anel 
fibroso avançam paralelamente em camadas concêntricas, 
mas estão orientadas na diagonal em 45° a 65° em relação 
aos corpos vertebrais (39,95). Cada camada alternada de 
fibras avança perpendicularmente à camada precedente, 
criando um padrão de linhas cruzadas semelhante ao obser-
vado num pneu radial (35). Quando é aplicada rotação ao 
disco, metade das fibras se tensiona, enquanto as fibras que 
avançam na outra direção se afrouxam.
As fibras que compõem o anel fibroso consistem em 50 
a 60% de colágeno, proporcionando a resistência à tração 
no disco (12). Como resultado do envelhecimento e da 
maturação, o colágeno é remodelado no disco em resposta 
a mudanças na carga. Isso resulta em fibras anulares mais 
espessas e com concentrações mais elevadas de fibras colage-
nosas na área anterior do disco, e de fibras anulares mais del-
gadas na parte posterolateral do disco, porque nessa região 
as fibras são menos abundantes. As fibras provenientes do 
anel fibroso se inserem nas placas terminais dos corpos ver-
tebrais adjacentes, no centro do segmento, e se prendem ao 
próprio material ósseo na periferia do disco (85). As di re ções 
das fibras no anel fibroso limitam o movimento rotacional e 
de cisalhamento entre as vértebras. A pressão incidente no 
tecido da camada periférica mantém o interespaço entre as 
FIGURA 7.3 O segmento móvel vertebral pode ser dividido nas 
partes anterior e posterior. A parte anterior contém os corpos verte-
brais, o disco intervertebral e os ligamentos. A parte posterior con-
tém o forame vertebral, os arcos neurais, as articulações interverte-
brais, os processos espinhosos e transversos e os ligamentos.
Corpo vertebral
Disco 
intervertebral
Anterior Posterior
Processos 
espinhosos
Articulação 
intervertebral
Processo
transverso
FIGURA 7.4 O disco intervertebral suporta e distribui cargas 
incidentes na coluna vertebral. O disco é composto por uma parte 
central com consistência de gel, o núcleo pulposo, que é circundado 
pelo anel fibroso.
V
V
Vista lateral
Corpo vertebral
Anel 
fibroso
Núcleo 
pulposo
Processos 
espinhosos
Processo 
transverso
Vista de cima
Anel fibroso
Núcleo pulposo
Processo 
espinhoso
Vista em secção transversal
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Segmento móvel: Unidade funcional
253CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
SEGMENTO MÓVEL: PARTE ANTERIOR
A parte anterior do segmento móvel contém os dois cor-
pos vertebrais, o disco intervertebral e os ligamentos lon-
gitudinais anterior e posterior. Os dois corpos vertebrais 
e o disco que os separa formam uma articulação cartilagínea 
que não é encontrada em nenhuma outra parte do corpo.
Cada um dos corpos vertebrais possui forma de tubo e 
é mais espesso no lado frontal (15), onde absorve gran-
des quantidades de forças compressivas. O corpo verte-
bral é composto por tecido esponjoso circundado por uma 
camada cortical dura e possui uma borda elevada que faci-
lita a fixação do disco, dos músculos e ligamentos. Além 
disso, a superfí cie do corpo está revestida com cartilagem 
hialina, formando placas terminais articulares nas quais o 
disco se insere.
Separando os dois corpos adjacentes, situa-se o disco 
intervertebral,uma estrutura que mantém unidas as vér-
tebras, ao mesmo tempo que permite mobilidade entre 
vértebras adjacentes. O disco é capaz de suportar as forças 
compressivas e também torsionais e de curvamento apli-
cadas à coluna. Os papéis do disco são suportar e distri-
buir cargas na coluna vertebral e restringir o movimento 
excessivo no segmento vertebral. A carga transmitida pelos 
discos intervertebrais distribui a pressão de modo uniforme 
sobre as placas terminais vertebrais, sendo também respon-
sável pela maior parte da mobilidade na coluna vertebral 
(32). A Figura 7.4 apresenta vistas lateral, superior e em 
secção transversal do disco.
Cada disco é composto de núcleo pulposo e anel fibroso. 
O núcleo pulposo é uma massa com consistência de gel 
e formato esférico na parte central dos discos cervicais e 
torácicos e mais para a parte posterior nos discos lombares. 
O núcleo pulposo é constituído por 80 a 90% de água e 
15 a 20% de colágeno (12), criando uma massa líquida 
que está sempre sob pressão e que exerce uma pré-carga 
sobre o disco. O núcleo pulposo é bastante preparado para 
suportar forças compressivas aplicadas ao segmento móvel.
Durante o dia, o conteúdo de água do disco fica redu-
zido, com as forças compressivas aplicadas durante as ativi-
dades cotidianas, resultando num encurtamento da coluna 
equivalente a 15 a 25 mm (1). A altura e o volume dos 
discos ficam reduzidos em cerca de 20%, fazendo com 
que o disco se saliente radialmente em direção ao exte-
rior e aumente a carga axial nas articulações posteriores 
(1). Contudo, à noite, o núcleo pulposo absorve água, 
restaurando a altura do disco. Nos idosos, o conteúdo 
total de água do disco é menor (aproximadamente 70%) 
e a capacidade de absorção de água fica reduzida, o que 
resulta numa coluna vertebral encurtada.
O núcleo pulposo é circundado por anéis de tecido 
fibroso e fibrocartilagem – o anel fibroso. As fibras do anel 
fibroso avançam paralelamente em camadas concêntricas, 
mas estão orientadas na diagonal em 45° a 65° em relação 
aos corpos vertebrais (39,95). Cada camada alternada de 
fibras avança perpendicularmente à camada precedente, 
criando um padrão de linhas cruzadas semelhante ao obser-
vado num pneu radial (35). Quando é aplicada rotação ao 
disco, metade das fibras se tensiona, enquanto as fibras que 
avançam na outra direção se afrouxam.
As fibras que compõem o anel fibroso consistem em 50 
a 60% de colágeno, proporcionando a resistência à tração 
no disco (12). Como resultado do envelhecimento e da 
maturação, o colágeno é remodelado no disco em resposta 
a mudanças na carga. Isso resulta em fibras anulares mais 
espessas e com concentrações mais elevadas de fibras colage-
nosas na área anterior do disco, e de fibras anulares mais del-
gadas na parte posterolateral do disco, porque nessa região 
as fibras são menos abundantes. As fibras provenientes do 
anel fibroso se inserem nas placas terminais dos corpos ver-
tebrais adjacentes, no centro do segmento, e se prendem ao 
próprio material ósseo na periferia do disco (85). As di re ções 
das fibras no anel fibroso limitam o movimento rotacional e 
de cisalhamento entre as vértebras. A pressão incidente no 
tecido da camada periférica mantém o interespaço entre as 
FIGURA 7.3 O segmento móvel vertebral pode ser dividido nas 
partes anterior e posterior. A parte anterior contém os corpos verte-
brais, o disco intervertebral e os ligamentos. A parte posterior con-
tém o forame vertebral, os arcos neurais, as articulações interverte-
brais, os processos espinhosos e transversos e os ligamentos.
Corpo vertebral
Disco 
intervertebral
Anterior Posterior
Processos 
espinhosos
Articulação 
intervertebral
Processo
transverso
FIGURA 7.4 O disco intervertebral suporta e distribui cargas 
incidentes na coluna vertebral. O disco é composto por uma parte 
central com consistência de gel, o núcleo pulposo, que é circundado 
pelo anel fibroso.
V
V
Vista lateral
Corpo vertebral
Anel 
fibroso
Núcleo 
pulposo
Processos 
espinhosos
Processo 
transverso
Vista de cima
Anel fibroso
Núcleo pulposo
Processo 
espinhoso
Vista em secção transversal
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Segmento móvel: Parte anterior
Funções do disco intervertebral
Suportar cargas
Distribuir cargas
Restringir o movimento excessivo
253CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
SEGMENTO MÓVEL: PARTE ANTERIOR
A parte anterior do segmento móvel contém os dois cor-
pos vertebrais, o disco intervertebral e os ligamentos lon-
gitudinais anterior e posterior. Os dois corpos vertebrais 
e o disco que os separa formam uma articulação cartilagínea 
que não é encontrada em nenhuma outra parte do corpo.
Cada um dos corpos vertebrais possui forma de tubo e 
é mais espesso no lado frontal (15), onde absorve gran-
des quantidades de forças compressivas. O corpo verte-
bral é composto por tecido esponjoso circundado por uma 
camada cortical dura e possui uma borda elevada que faci-
lita a fixação do disco, dos músculos e ligamentos. Além 
disso, a superfí cie do corpo está revestida com cartilagem 
hialina, formando placas terminais articulares nas quais o 
disco se insere.
Separando os dois corpos adjacentes, situa-se o disco 
intervertebral, uma estrutura que mantém unidas as vér-
tebras, ao mesmo tempo que permite mobilidade entre 
vértebras adjacentes. O disco é capaz de suportar as forças 
compressivas e também torsionais e de curvamento apli-
cadas à coluna. Os papéis do disco são suportar e distri-
buir cargas na coluna vertebral e restringir o movimento 
excessivo no segmento vertebral. A carga transmitida pelos 
discos intervertebrais distribui a pressão de modo uniforme 
sobre as placas terminais vertebrais, sendo também respon-
sável pela maior parte da mobilidade na coluna vertebral 
(32). A Figura 7.4 apresenta vistas lateral, superior e em 
secção transversal do disco.
Cada disco é composto de núcleo pulposo e anel fibroso. 
O núcleo pulposo é uma massa com consistência de gel 
e formato esférico na parte central dos discos cervicais e 
torácicos e mais para a parte posterior nos discos lombares. 
O núcleo pulposo é constituído por 80 a 90% de água e 
15 a 20% de colágeno (12), criando uma massa líquida 
que está sempre sob pressão e que exerce uma pré-carga 
sobre o disco. O núcleo pulposo é bastante preparado para 
suportar forças compressivas aplicadas ao segmento móvel.
Durante o dia, o conteúdo de água do disco fica redu-
zido, com as forças compressivas aplicadas durante as ativi-
dades cotidianas, resultando num encurtamento da coluna 
equivalente a 15 a 25 mm (1). A altura e o volume dos 
discos ficam reduzidos em cerca de 20%, fazendo com 
que o disco se saliente radialmente em direção ao exte-
rior e aumente a carga axial nas articulações posteriores 
(1). Contudo, à noite, o núcleo pulposo absorve água, 
restaurando a altura do disco. Nos idosos, o conteúdo 
total de água do disco é menor (aproximadamente 70%) 
e a capacidade de absorção de água fica reduzida, o que 
resulta numa coluna vertebral encurtada.
O núcleo pulposo é circundado por anéis de tecido 
fibroso e fibrocartilagem – o anel fibroso. As fibras do anel 
fibroso avançam paralelamente em camadas concêntricas, 
mas estão orientadas na diagonal em 45° a 65° em relação 
aos corpos vertebrais (39,95). Cada camada alternada de 
fibras avança perpendicularmente à camada precedente, 
criando um padrão de linhas cruzadas semelhante ao obser-
vado num pneu radial (35). Quando é aplicada rotação ao 
disco, metade das fibras se tensiona, enquanto as fibras que 
avançam na outra direção se afrouxam.
As fibras que compõem o anel fibroso consistem em 50 
a 60% de colágeno, proporcionando a resistência à tração 
no disco (12). Como resultado do envelhecimento e da 
maturação, o colágeno é remodelado no disco em resposta 
a mudanças na carga. Isso resulta em fibras anulares mais 
espessas e com concentrações mais elevadas de fibras colage-
nosas na área anterior do disco, e de fibras anulares mais del-gadas na parte posterolateral do disco, porque nessa região 
as fibras são menos abundantes. As fibras provenientes do 
anel fibroso se inserem nas placas terminais dos corpos ver-
tebrais adjacentes, no centro do segmento, e se prendem ao 
próprio material ósseo na periferia do disco (85). As di re ções 
das fibras no anel fibroso limitam o movimento rotacional e 
de cisalhamento entre as vértebras. A pressão incidente no 
tecido da camada periférica mantém o interespaço entre as 
FIGURA 7.3 O segmento móvel vertebral pode ser dividido nas 
partes anterior e posterior. A parte anterior contém os corpos verte-
brais, o disco intervertebral e os ligamentos. A parte posterior con-
tém o forame vertebral, os arcos neurais, as articulações interverte-
brais, os processos espinhosos e transversos e os ligamentos.
Corpo vertebral
Disco 
intervertebral
Anterior Posterior
Processos 
espinhosos
Articulação 
intervertebral
Processo
transverso
FIGURA 7.4 O disco intervertebral suporta e distribui cargas 
incidentes na coluna vertebral. O disco é composto por uma parte 
central com consistência de gel, o núcleo pulposo, que é circundado 
pelo anel fibroso.
V
V
Vista lateral
Corpo vertebral
Anel 
fibroso
Núcleo 
pulposo
Processos 
espinhosos
Processo 
transverso
Vista de cima
Anel fibroso
Núcleo pulposo
Processo 
espinhoso
Vista em secção transversal
 Hamill 07.indd 253 29/1/16 2:14 PM
Núcleo pulposo
80 a 90% agua
Restante colágeno
Anel fibroso
50 a 60% colágeno
254 SEÇÃO II Anatomia funcional
placas terminais das vértebras adjacentes (32). A tensão é 
mantida no anel fibroso pelas placas terminais e pela pressão 
exercida para fora desde o núcleo pulposo. A pressão enri-
jece a camada externa e impede a protuberância radial do 
disco. A perda de tecido discal, que ocorre, por exemplo, 
em idosos, pode comprometer o funcionamento da coluna 
vertebral por causa de um aumento na protuberância radial, 
compressão das articulações ou redução no espaço para o 
tecido nervoso no forame (32).
O disco não possui vasos sanguíneos nem nervos, exceto 
por algum impulso sensorial proveniente das camadas mais 
externas do anel fibroso. Por causa disso, o reparo de um 
disco lesionado é imprevisível e não muito promissor.
O disco intervertebral funciona de forma hidrostática 
quando está saudável, respondendo com flexibilidade 
quan do submetido a baixas cargas, e de forma rígida 
quando lhe são aplicadas cargas maiores. Assim que o 
disco sofre carga em compressão, o núcleo pulposo dis-
tribui de modo uniforme a pressão pelo disco e funciona 
como amortecedor. O disco se achata e alarga, e o núcleo 
pulposo se expande lateralmente no momento em que o 
disco perde líquido. Isso aplica tensão sobre as fibras do 
anel e converte a força de compressão vertical em força 
tensiva nessas fibras. A for ça tensiva absorvida pelas fibras 
do anel é cerca de 4 a 5 vezes a carga axial aplicada (60). 
Há dois pontos fracos em que é provável a ocorrência de 
lesão discal quando o disco é submetido a cargas intensas. 
Primeiro, as placas terminais cartilagíneas, às quais o disco 
está preso, são apoiadas apenas por uma fina camada de 
tecido ósseo, ficando assim sujeitas à fratura. Segundo, 
o anel posterior é mais delgado e não está inserido tão 
firmemente como outras partes do disco, o que o torna 
mais vulnerável a lesões (95).
A pressão no disco aumenta de forma linear com o 
aumento das cargas compressivas, e a pressão é 30 a 50% 
maior que a carga aplicada por unidade de área (15). A 
maior mudança na pressão discal ocorre com a compressão. 
Durante a compressão, o disco perde líquido e o ângulo 
das fibras aumenta (39). O disco é muito flexível para os 
efeitos de uma força compressiva e raramente se rompe sob 
compressão. O osso esponjoso do corpo vertebral cederá e 
sofrerá fratura antes que o disco seja lesionado (39).
Movimentos como flexão, extensão e flexão lateral 
geram uma força de curvamento que provoca compressão 
e tensão. Com essa aplicação assimétrica da carga, o corpo 
vertebral realiza translação na direção do lado sobrecarre-
gado, onde ocorre compressão, e as fibras são alongadas 
no outro lado, resultando em força tensiva.
Em flexão, as vértebras se inclinam anteriormente, for-
çando o núcleo pulposo na direção posterior e criando uma 
carga de compressão na parte anterior do disco e uma carga 
de tensão na parte posterior do anel. Em extensão, ocorre 
o oposto; as vértebras superiores se inclinam na direção 
posterior, impulsionando anteriormente o núcleo pulposo 
e aplicando pressão tensiva nas fibras anteriores do anel.
Em flexão lateral, as vértebras superiores se inclinam 
para o lado da flexão, gerando compressão nesse lado e 
tensão no lado oposto. A Figura 7.5 ilustra o comporta-
mento do disco em flexão, extensão e flexão lateral.
Durante a rotação do tronco, ocorrem tanto tensão 
como cisalhamento no anel fibroso do disco (Fig. 7.6). A 
metade das fibras do anel que estão orientadas na direção 
da rotação fica tensionada, e as fibras restantes, com orien-
tação na direção oposta, tornam-se frouxas. Isso eleva a 
pressão intradiscal, estreita o espaço articular e cria uma 
força de cisalhamento no plano horizontal de rotação e 
tensão nas fibras orientadas na direção da rotação. Durante 
a rotação, as fibras periféricas do anel fibroso ficam sujeitas 
a maior sobrecarga (85).
As últimas estruturas da parte anterior do segmento 
vertebral são os ligamentos longitudinais, que avançam 
ao longo da coluna vertebral desde a base do occipício 
até o sacro. Os ligamentos que atuam na coluna vertebral 
estão ilustrados na Figura 7.7. O ligamento longitudinal 
anterior é muito denso e forte, inserindo-se tanto na parte 
anterior do disco como nos corpos vertebrais do segmento 
móvel. Esse ligamento limita a hiperextensão da coluna 
vertebral e restringe o movimento de uma vértebra sobre 
outra para a frente. Também mantém uma carga constante 
incidindo na coluna vertebral e oferece sustentação à parte 
anterior do disco durante o ato de levantar peso (35).
O ligamento longitudinal posterior avança pela super-
fície posterior dos corpos vertebrais por dentro do canal 
vertebral e se conecta à borda dos corpos vertebrais e ao 
centro do disco. A face posterolateral do segmento não fica 
coberta por esse ligamento, o que aumenta a vulnerabili-
dade desse local para a ocorrência de protrusão do disco. 
O ligamento longitudinal posterior é largo na região cer-
vical e estreito na região lombar. Esse ligamento oferece 
resistência na flexão da coluna vertebral. 
trunk
FIGURA 7.5 Quando o tronco se flexiona, faz extensão ou se fle-
xiona lateralmente, ocorre força compressiva para o lado da inclina-
ção e força tensiva para o lado oposto.
Hiperextensão do tronco Flexão do tronco Flexão lateral do tronco
C
om
pr
es
sã
o
C
om
pressão
Compressão
Tensão Tensão
Te
ns
ão
 Hamill 07.indd 254 29/1/16 2:14 PM
255CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
SEGMENTO MÓVEL: PARTE POSTERIOR
A parte posterior do segmento móvel vertebral consiste 
em arcos neurais, articulações intervertebrais, processos 
transversos e espinhosos e ligamentos (Figs. 7.7 e 7.8). O 
arco neural é formado por dois pedículos e duas lâminas 
e, juntamente com o lado posterior do corpo vertebral, 
forma o forame vertebral, por onde passa a medula espinal. 
Nos pedículos e lâminas, o osso é muito duro, oferecendo 
boa resistência às grandes forças tensivas que devem ser 
acomodadas. Incisuras acima e abaixo de cada pedículo 
formam o forame intervertebral, através do qual os ner-
vos espinais deixam o canal.
Projetando-se lateralmente na união das lâminas e dos 
pedículos, existem processos transversos e, projetando-se 
posteriormente a partir da junção das duas lâminas, obser-
vamos o processo espinhoso. Os processos espinhoso e 
transverso funcionam como locais de inserção para os mús-
culos espinais que avançam ao longo da coluna.
As duas articulações sinoviais, chamadas articulações 
dos processosarticulares, são formadas por facetas arti-
culares nas margens superior e inferior de cada lâmina. A 
faceta articular superior é côncava e se encaixa na faceta 
inferior convexa da vértebra adjacente, formando uma arti-
culação em cada lado das vértebras. As facetas articulares 
estão orientadas em ângulos diferentes nas regiões cervical, 
torácica e lombar da coluna vertebral, o que explica a maior 
parte das diferenças funcionais entre regiões. Essas dife-
renças serão discutidas mais especificamente numa seção 
subsequente deste capítulo.
As articulações dos processos articulares estão localiza-
das no interior de uma cápsula articular e possuem todas 
as demais características de uma articulação sinovial típica. 
Dependendo da orientação das articulações das facetas, 
essas articulações podem impedir o deslocamento de uma 
vértebra sobre a outra para a frente e também podem parti-
cipar da sustentação da carga. Na posição de hiperextensão, 
essas articulações suportam 30% da carga (48). Também 
suportam uma parte significativa da carga quando a coluna 
é flexionada e realiza rotação (30). Ocorrem pressões mais 
altas nas articulações das facetas com uma combinação de 
torção, flexão e compressão das vértebras (10). As articu-
lações dos processos articulares protegem os discos contra 
cisalhamento e rotação excessivos (1).
Cinco ligamentos dão sustentação à parte posterior 
do segmento vertebral (Fig. 7.7). O ligamento amarelo 
conecta longitudinalmente arcos vertebrais adjacentes, 
prendendo lâminas a lâminas. Trata-se de um ligamento 
com propriedades elásticas que permitem sua deformação 
e retorno ao comprimento original. Ele sofre alongamento 
com a flexão do tronco, se contrai com sua extensão e, na 
posição neutra, fica sob tensão constante, impondo con-
tínua tensão sobre o disco.
Os ligamentos supraespinais e interespinais avançam, 
ambos, de um processo espinhoso para outro e resistem 
tanto ao cisalhamento como ao curvamento da coluna 
vertebral para a frente. Finalmente, os ligamentos inter-
transversários, que conectam um processo transverso a 
outro, resistem ao curvamento lateral do tronco. O papel 
de todos os ligamentos intervertebrais é impedir o curva-
mento excessivo (1).
CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS 
E DE MOVIMENTO DAS PARTES 
DA COLUNA VERTEBRAL
Parte cervical
A parte cervical tem duas vértebras, o atlas (C1) e o áxis 
(C2), que possuem estruturas diferentes das demais vérte-
bras (Fig. 7.9). O atlas não possui corpo vertebral e tem 
forma de anel, com um arco anterior e um arco posterior. O 
atlas possui processos transversos grandes, com um forame 
FIGURA 7.6 Quando o tronco realiza rotação, metade das fibras do anel fica tensionada, e as fibras restantes ficam rela xadas. Isso cria força 
tensiva nas fibras que avançam na direção da rotação e força de cisalhamento transversalmente ao plano de rotação.
Força 
tensiva
Camada de fibras 
tensionadas
 Força de 
cisalhamento Camada 
de fibras 
relaxadas
 Hamill 07.indd 255 29/1/16 2:14 PM
253CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
SEGMENTO MÓVEL: PARTE ANTERIOR
A parte anterior do segmento móvel contém os dois cor-
pos vertebrais, o disco intervertebral e os ligamentos lon-
gitudinais anterior e posterior. Os dois corpos vertebrais 
e o disco que os separa formam uma articulação cartilagínea 
que não é encontrada em nenhuma outra parte do corpo.
Cada um dos corpos vertebrais possui forma de tubo e 
é mais espesso no lado frontal (15), onde absorve gran-
des quantidades de forças compressivas. O corpo verte-
bral é composto por tecido esponjoso circundado por uma 
camada cortical dura e possui uma borda elevada que faci-
lita a fixação do disco, dos músculos e ligamentos. Além 
disso, a superfí cie do corpo está revestida com cartilagem 
hialina, formando placas terminais articulares nas quais o 
disco se insere.
Separando os dois corpos adjacentes, situa-se o disco 
intervertebral, uma estrutura que mantém unidas as vér-
tebras, ao mesmo tempo que permite mobilidade entre 
vértebras adjacentes. O disco é capaz de suportar as forças 
compressivas e também torsionais e de curvamento apli-
cadas à coluna. Os papéis do disco são suportar e distri-
buir cargas na coluna vertebral e restringir o movimento 
excessivo no segmento vertebral. A carga transmitida pelos 
discos intervertebrais distribui a pressão de modo uniforme 
sobre as placas terminais vertebrais, sendo também respon-
sável pela maior parte da mobilidade na coluna vertebral 
(32). A Figura 7.4 apresenta vistas lateral, superior e em 
secção transversal do disco.
Cada disco é composto de núcleo pulposo e anel fibroso. 
O núcleo pulposo é uma massa com consistência de gel 
e formato esférico na parte central dos discos cervicais e 
torácicos e mais para a parte posterior nos discos lombares. 
O núcleo pulposo é constituído por 80 a 90% de água e 
15 a 20% de colágeno (12), criando uma massa líquida 
que está sempre sob pressão e que exerce uma pré-carga 
sobre o disco. O núcleo pulposo é bastante preparado para 
suportar forças compressivas aplicadas ao segmento móvel.
Durante o dia, o conteúdo de água do disco fica redu-
zido, com as forças compressivas aplicadas durante as ativi-
dades cotidianas, resultando num encurtamento da coluna 
equivalente a 15 a 25 mm (1). A altura e o volume dos 
discos ficam reduzidos em cerca de 20%, fazendo com 
que o disco se saliente radialmente em direção ao exte-
rior e aumente a carga axial nas articulações posteriores 
(1). Contudo, à noite, o núcleo pulposo absorve água, 
restaurando a altura do disco. Nos idosos, o conteúdo 
total de água do disco é menor (aproximadamente 70%) 
e a capacidade de absorção de água fica reduzida, o que 
resulta numa coluna vertebral encurtada.
O núcleo pulposo é circundado por anéis de tecido 
fibroso e fibrocartilagem – o anel fibroso. As fibras do anel 
fibroso avançam paralelamente em camadas concêntricas, 
mas estão orientadas na diagonal em 45° a 65° em relação 
aos corpos vertebrais (39,95). Cada camada alternada de 
fibras avança perpendicularmente à camada precedente, 
criando um padrão de linhas cruzadas semelhante ao obser-
vado num pneu radial (35). Quando é aplicada rotação ao 
disco, metade das fibras se tensiona, enquanto as fibras que 
avançam na outra direção se afrouxam.
As fibras que compõem o anel fibroso consistem em 50 
a 60% de colágeno, proporcionando a resistência à tração 
no disco (12). Como resultado do envelhecimento e da 
maturação, o colágeno é remodelado no disco em resposta 
a mudanças na carga. Isso resulta em fibras anulares mais 
espessas e com concentrações mais elevadas de fibras colage-
nosas na área anterior do disco, e de fibras anulares mais del-
gadas na parte posterolateral do disco, porque nessa região 
as fibras são menos abundantes. As fibras provenientes do 
anel fibroso se inserem nas placas terminais dos corpos ver-
tebrais adjacentes, no centro do segmento, e se prendem ao 
próprio material ósseo na periferia do disco (85). As di re ções 
das fibras no anel fibroso limitam o movimento rotacional e 
de cisalhamento entre as vértebras. A pressão incidente no 
tecido da camada periférica mantém o interespaço entre as 
FIGURA 7.3 O segmento móvel vertebral pode ser dividido nas 
partes anterior e posterior. A parte anterior contém os corpos verte-
brais, o disco intervertebral e os ligamentos. A parte posterior con-
tém o forame vertebral, os arcos neurais, as articulações interverte-
brais, os processos espinhosos e transversos e os ligamentos.
Corpo vertebral
Disco 
intervertebral
Anterior Posterior
Processos 
espinhosos
Articulação 
intervertebral
Processo
transverso
FIGURA 7.4 O disco intervertebral suporta e distribui cargas 
incidentes na coluna vertebral. O disco é composto por uma parte 
central com consistência de gel, o núcleo pulposo, que é circundado 
pelo anel fibroso.
V
V
Vista lateral
Corpo vertebral
Anel 
fibroso
Núcleo 
pulposo
Processos 
espinhosos
Processo 
transverso
Vista de cima
Anelfibroso
Núcleo pulposo
Processo 
espinhoso
Vista em secção transversal
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Segmento móvel: Parte posterior
257CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
FIGURA 7.8 A porção posterior do segmento móvel vertebral é responsável por uma parte significativa da sustentação e restrição da coluna 
vertebral, em razão de seus ligamentos e estrutura. A porção posterior contém a única articulação sinovial da coluna vertebral, a articulação dos 
processos articulares, que une as faces superior e inferior de cada vértebra.
Processo 
transverso
VISTA LATERAL
Articulação 
dos processos 
articulares
Lâminas
Face articular 
inferior
Processo 
espinhoso
Face articular 
superior
Porção posterior
VISTA DE CIMA
Pedículo
Pedículo
Face articular superior
Lâminas
Processo transverso
Porção posterior
Áxis (C2)
A Processo espinhoso
Dente do áxis
Atlas (C1)
Áxis (C2)
Vértebra proeminente
B
Arco anterior do atlasTubérculo anterior
Fóvea do dente
Forame 
vertebral
Tubérculo posterior
Arco posterior
Forame 
transversário
Processo 
transverso
Massa lateral do atlas
Face articular inferior
C
Ápice do dente
Processo articular 
superior
Processo 
transverso
Forame 
transversário
Processo 
articular inferior
Processo espinhoso
Arco vertebral
Forame vertebral
Forame 
transversário
Corpo vertebral
Face articular posterior
FIGURA 7.9 As vértebras cervicais (A) compreendem duas vértebras singulares, o atlas (B) e o áxis (C), que são muito diferentes de uma 
vértebra típica (D) e cumprem funções específicas de sustentação da cabeça. [Reproduzido com permissão de Sobotta J. (2001). In R. Putz, R. 
Pabst (Eds.). Atlas of Human Anatomy, Vol. 2, Trunk, Viscera, Lower Limb. Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins, Figs. 720, 723, 725, 727.]
(continua)
 Hamill 07.indd 257 29/1/16 2:14 PM
Características estruturais e de movimento
Cervical
257CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
FIGURA 7.8 A porção posterior do segmento móvel vertebral é responsável por uma parte significativa da sustentação e restrição da coluna 
vertebral, em razão de seus ligamentos e estrutura. A porção posterior contém a única articulação sinovial da coluna vertebral, a articulação dos 
processos articulares, que une as faces superior e inferior de cada vértebra.
Processo 
transverso
VISTA LATERAL
Articulação 
dos processos 
articulares
Lâminas
Face articular 
inferior
Processo 
espinhoso
Face articular 
superior
Porção posterior
VISTA DE CIMA
Pedículo
Pedículo
Face articular superior
Lâminas
Processo transverso
Porção posterior
Áxis (C2)
A Processo espinhoso
Dente do áxis
Atlas (C1)
Áxis (C2)
Vértebra proeminente
B
Arco anterior do atlasTubérculo anterior
Fóvea do dente
Forame 
vertebral
Tubérculo posterior
Arco posterior
Forame 
transversário
Processo 
transverso
Massa lateral do atlas
Face articular inferior
C
Ápice do dente
Processo articular 
superior
Processo 
transverso
Forame 
transversário
Processo 
articular inferior
Processo espinhoso
Arco vertebral
Forame vertebral
Forame 
transversário
Corpo vertebral
Face articular posterior
FIGURA 7.9 As vértebras cervicais (A) compreendem duas vértebras singulares, o atlas (B) e o áxis (C), que são muito diferentes de uma 
vértebra típica (D) e cumprem funções específicas de sustentação da cabeça. [Reproduzido com permissão de Sobotta J. (2001). In R. Putz, R. 
Pabst (Eds.). Atlas of Human Anatomy, Vol. 2, Trunk, Viscera, Lower Limb. Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins, Figs. 720, 723, 725, 727.]
(continua)
 Hamill 07.indd 257 29/1/16 2:14 PM
257CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
FIGURA 7.8 A porção posterior do segmento móvel vertebral é responsável por uma parte significativa da sustentação e restrição da coluna 
vertebral, em razão de seus ligamentos e estrutura. A porção posterior contém a única articulação sinovial da coluna vertebral, a articulação dos 
processos articulares, que une as faces superior e inferior de cada vértebra.
Processo 
transverso
VISTA LATERAL
Articulação 
dos processos 
articulares
Lâminas
Face articular 
inferior
Processo 
espinhoso
Face articular 
superior
Porção posterior
VISTA DE CIMA
Pedículo
Pedículo
Face articular superior
Lâminas
Processo transverso
Porção posterior
Áxis (C2)
A Processo espinhoso
Dente do áxis
Atlas (C1)
Áxis (C2)
Vértebra proeminente
B
Arco anterior do atlasTubérculo anterior
Fóvea do dente
Forame 
vertebral
Tubérculo posterior
Arco posterior
Forame 
transversário
Processo 
transverso
Massa lateral do atlas
Face articular inferior
C
Ápice do dente
Processo articular 
superior
Processo 
transverso
Forame 
transversário
Processo 
articular inferior
Processo espinhoso
Arco vertebral
Forame vertebral
Forame 
transversário
Corpo vertebral
Face articular posterior
FIGURA 7.9 As vértebras cervicais (A) compreendem duas vértebras singulares, o atlas (B) e o áxis (C), que são muito diferentes de uma 
vértebra típica (D) e cumprem funções específicas de sustentação da cabeça. [Reproduzido com permissão de Sobotta J. (2001). In R. Putz, R. 
Pabst (Eds.). Atlas of Human Anatomy, Vol. 2, Trunk, Viscera, Lower Limb. Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins, Figs. 720, 723, 725, 727.]
(continua)
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Articulação Atlantoaxiais
Permite:
10 graus de flexão e extensão
45 a 50 graus de rotação
Articulação Atlantoaxiais
Flexo-extensão
Articulação Atlantoaxiais
rotação
Deslocamento das 2
Artic. atlantoaxiais
260 SEÇÃO II Anatomia funcional
CERVICAL TORÁCICA LOMBAR
DIFERENÇAS 
DE TAMANHO
DIFERENÇAS 
ESTRUTURAIS 
(vista superior)
Forame 
transverso
CorpoProcesso
articular sup.
Corpo
Processo espinhoso
Processo articular sup.
Corpo
Processo articular inf.
Corpo
Corpo Corpo
Processo 
transverso
Processo 
articular inf.
Processo espinhoso
Processo espinhoso
Fóvea costal inferior
Processo 
espinhoso
Processo 
articular sup. Processo 
transverso
Processo 
articular inf.
Orientação da 
articulação dos 
processos 
articulares 
(vista lateral)
(vista lateral)
FIGURA 7.11 As vértebras cervicais, torácicas e lombares diferem entre si. Desde a região cervical até a região lombar, os corpos das vérte-
bras aumentam de tamanho, e os processos transversos, espinhosos e as articulações dos processos articulares mudam de orientação.
Processo 
transversoTubérculo da costela
Cavidades 
sinoviais
Cabeça da costela
Corpo da vértebra 
torácica
Lig. radiado da 
cabeça da costela
Colo da 
costela
Diáfise
Lig. costotransversário
Processo espinhoso
FIGURA 7.12 A região torácica tem movimentos restritos por 
causa de sua conexão com as costelas, que se conectam a uma hemi-
faceta no corpo das vértebras torácicas e a uma faceta no processo 
transverso.
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Movimento das vértebras cervicais
Rotação: 90 graus
Flexão lateral: 20 a 45 graus
Flexão:80 a 90 graus
Extensão: 70 graus
Diferença entre as vertebras torácica
259CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
(C1–C7)
(T1–T12)
(L1–L5)
S1–S5)
C1–C4)A
(
(
Vértebras
cervicais
(C1-C7)
Vértebras
torácicas
(T1-T12)
Vértebras
lombares
(L1-L5)
Sacro
(vértebras
sacrais
S1-S5)
Cóccix
(vértebras
coccígeas
C1-C4)
B C
Forames 
intervertebrais
Atlas (C1)
Áxis (C2)
Promontório
Vértebra 
proeminente 
(C7)
FIGURA 7.10 As vértebras em cada região (cervical, torácica e lombar) exibem características estruturais comuns, com variações regionais 
peculiares, como pode ser observado na figura, nas vistas anterior (A), posterior (B) e lateral (C). [Reproduzido com permissão de Sobotta J. 
(2001). In R. Putz, R. Pabst (Eds.). Atlas of Human Anatomy, Vol. 2, Trunk, Viscera, Lower Limb. Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins, 
Figs. 708-710.]
 Hamill 07.indd 259 29/1/16 2:14 PM
259CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
(C1–C7)
(T1–T12)
(L1–L5)
S1–S5)
C1–C4)A
(
(
Vértebras
cervicais
(C1-C7)
Vértebrastorácicas
(T1-T12)
Vértebras
lombares
(L1-L5)
Sacro
(vértebras
sacrais
S1-S5)
Cóccix
(vértebras
coccígeas
C1-C4)
B C
Forames 
intervertebrais
Atlas (C1)
Áxis (C2)
Promontório
Vértebra 
proeminente 
(C7)
FIGURA 7.10 As vértebras em cada região (cervical, torácica e lombar) exibem características estruturais comuns, com variações regionais 
peculiares, como pode ser observado na figura, nas vistas anterior (A), posterior (B) e lateral (C). [Reproduzido com permissão de Sobotta J. 
(2001). In R. Putz, R. Pabst (Eds.). Atlas of Human Anatomy, Vol. 2, Trunk, Viscera, Lower Limb. Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins, 
Figs. 708-710.]
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259CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
(C1–C7)
(T1–T12)
(L1–L5)
S1–S5)
C1–C4)A
(
(
Vértebras
cervicais
(C1-C7)
Vértebras
torácicas
(T1-T12)
Vértebras
lombares
(L1-L5)
Sacro
(vértebras
sacrais
S1-S5)
Cóccix
(vértebras
coccígeas
C1-C4)
B C
Forames 
intervertebrais
Atlas (C1)
Áxis (C2)
Promontório
Vértebra 
proeminente 
(C7)
FIGURA 7.10 As vértebras em cada região (cervical, torácica e lombar) exibem características estruturais comuns, com variações regionais 
peculiares, como pode ser observado na figura, nas vistas anterior (A), posterior (B) e lateral (C). [Reproduzido com permissão de Sobotta J. 
(2001). In R. Putz, R. Pabst (Eds.). Atlas of Human Anatomy, Vol. 2, Trunk, Viscera, Lower Limb. Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins, 
Figs. 708-710.]
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260 SEÇÃO II Anatomia funcional
CERVICAL TORÁCICA LOMBAR
DIFERENÇAS 
DE TAMANHO
DIFERENÇAS 
ESTRUTURAIS 
(vista superior)
Forame 
transverso
CorpoProcesso
articular sup.
Corpo
Processo espinhoso
Processo articular sup.
Corpo
Processo articular inf.
Corpo
Corpo Corpo
Processo 
transverso
Processo 
articular inf.
Processo espinhoso
Processo espinhoso
Fóvea costal inferior
Processo 
espinhoso
Processo 
articular sup. Processo 
transverso
Processo 
articular inf.
Orientação da 
articulação dos 
processos 
articulares 
(vista lateral)
(vista lateral)
FIGURA 7.11 As vértebras cervicais, torácicas e lombares diferem entre si. Desde a região cervical até a região lombar, os corpos das vérte-
bras aumentam de tamanho, e os processos transversos, espinhosos e as articulações dos processos articulares mudam de orientação.
Processo 
transversoTubérculo da costela
Cavidades 
sinoviais
Cabeça da costela
Corpo da vértebra 
torácica
Lig. radiado da 
cabeça da costela
Colo da 
costela
Diáfise
Lig. costotransversário
Processo espinhoso
FIGURA 7.12 A região torácica tem movimentos restritos por 
causa de sua conexão com as costelas, que se conectam a uma hemi-
faceta no corpo das vértebras torácicas e a uma faceta no processo 
transverso.
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Articulação da vertebras torácicas com os arcos costais
Movimento das vértebras torácicas
Rotação: 2 a 9 graus
Flexão lateral: 2 a 9 graus
Flexão e extensão: 3 a 12 graus
OBS: limitados devido aos arcos costais
Vértebras lombares
Sofrem grandes cargas
260 SEÇÃO II Anatomia funcional
CERVICAL TORÁCICA LOMBAR
DIFERENÇAS 
DE TAMANHO
DIFERENÇAS 
ESTRUTURAIS 
(vista superior)
Forame 
transverso
CorpoProcesso
articular sup.
Corpo
Processo espinhoso
Processo articular sup.
Corpo
Processo articular inf.
Corpo
Corpo Corpo
Processo 
transverso
Processo 
articular inf.
Processo espinhoso
Processo espinhoso
Fóvea costal inferior
Processo 
espinhoso
Processo 
articular sup. Processo 
transverso
Processo 
articular inf.
Orientação da 
articulação dos 
processos 
articulares 
(vista lateral)
(vista lateral)
FIGURA 7.11 As vértebras cervicais, torácicas e lombares diferem entre si. Desde a região cervical até a região lombar, os corpos das vérte-
bras aumentam de tamanho, e os processos transversos, espinhosos e as articulações dos processos articulares mudam de orientação.
Processo 
transversoTubérculo da costela
Cavidades 
sinoviais
Cabeça da costela
Corpo da vértebra 
torácica
Lig. radiado da 
cabeça da costela
Colo da 
costela
Diáfise
Lig. costotransversário
Processo espinhoso
FIGURA 7.12 A região torácica tem movimentos restritos por 
causa de sua conexão com as costelas, que se conectam a uma hemi-
faceta no corpo das vértebras torácicas e a uma faceta no processo 
transverso.
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260 SEÇÃO II Anatomia funcional
CERVICAL TORÁCICA LOMBAR
DIFERENÇAS 
DE TAMANHO
DIFERENÇAS 
ESTRUTURAIS 
(vista superior)
Forame 
transverso
CorpoProcesso
articular sup.
Corpo
Processo espinhoso
Processo articular sup.
Corpo
Processo articular inf.
Corpo
Corpo Corpo
Processo 
transverso
Processo 
articular inf.
Processo espinhoso
Processo espinhoso
Fóvea costal inferior
Processo 
espinhoso
Processo 
articular sup. Processo 
transverso
Processo 
articular inf.
Orientação da 
articulação dos 
processos 
articulares 
(vista lateral)
(vista lateral)
FIGURA 7.11 As vértebras cervicais, torácicas e lombares diferem entre si. Desde a região cervical até a região lombar, os corpos das vérte-
bras aumentam de tamanho, e os processos transversos, espinhosos e as articulações dos processos articulares mudam de orientação.
Processo 
transversoTubérculo da costela
Cavidades 
sinoviais
Cabeça da costela
Corpo da vértebra 
torácica
Lig. radiado da 
cabeça da costela
Colo da 
costela
Diáfise
Lig. costotransversário
Processo espinhoso
FIGURA 7.12 A região torácica tem movimentos restritos por 
causa de sua conexão com as costelas, que se conectam a uma hemi-
faceta no corpo das vértebras torácicas e a uma faceta no processo 
transverso.
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Movimento das vértebras lombar
Rotação: 9 a 18 graus
Flexão lateral: 14 a 26 graus
Flexão: 52 a 59 graus
Extensão: 15 a 37 graus
Movimento das vértebras lombar
261CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
facetas superiores estão voltadas para trás e um pouco 
para cima e lateralmente, enquanto as facetas inferiores 
estão voltadas para a frente, para baixo e medialmente 
(Fig. 7.11). Em comparação com as vértebras cervicais, 
as articulações intervertebrais torácicas estão orientadas 
mais no plano vertical.
Os movimentos na região torácica são limitados princi-
palmente pela conexão com as costelas, pela orientação das 
facetas e pelos longos processos espinhosos que se sobre-
põem nas costas. A amplitude de movimento na região 
torácica para flexão e extensão combinadas é de 3° a 12°, 
com movimento muito limitado na região torácica superior 
(2° a 4°), que aumenta na região torácica inferior até 20° 
na junção toracolombar (10,97).
A flexão lateral também é limitada nas vértebras torá-
cicas, variando de 2° a 9° e aumentando mais uma vez 
quando se avança inferiormente pelas vértebras torácicas. 
Na região torácica superior, a flexão lateral se limita a 2° 
a 4°, enquanto na região torácica inferior pode chegar até 
9° (10,97).
A rotação nas vértebras torácicas varia de 2° a 9°. A 
amplitude de movimento da rotação é contrária à ampli-
tude de movimento da flexão e da flexão lateral, pois é 
máxima nos níveis superiores (9°), sofrendo redução nos 
níveis inferiores (2°) (10,97).
Os discos intervertebrais na região torácica têm maior 
relação entre diâmetro e altura do disco em comparação 
a qualquer outra região da coluna vertebral. Isso reduz 
a força tensiva imposta às vértebras em compressão, por 
reduzir a sobrecarga incidente no lado externo do disco 
(60). Assim, lesões discais na região torácica não são tão 
comuns como em outras regiões da coluna.
Parte lombar
A grande vértebra lombar é a estrutura submetida à 
maior carga no sistema esquelético. A Figura 7.11 ilus-
tra as características das vértebras lombares. As vértebras 
lombares são grandes, com corpos mais largos nas laterais 
do que no diâmetro anteroposterior. Também são maiores 
verticalmente na parte anterior em comparação com a parte 
posterior. Os pedículosdas vértebras lombares são curtos, 
os processos espinhosos, amplos, e pequenos processos 
transversos se projetam para trás, para cima e para os lados. 
Os discos na região lombar são espessos; como ocorre na 
região cervical, são mais espessos na porção ventral do que 
na porção dorsal, o que contribui para um aumento na 
concavidade anterior da região. Frobin et al. (32) infor-
maram que a altura do disco ventral das vértebras lom-
bares permanece razoavelmente constante na faixa etária 
de 16 até 57 anos, mas existem diferenças entre homens 
e mulheres e diferentes alturas dos discos em diferentes 
níveis das vértebras. Tipicamente, as vértebras lombares 
são mais altas em homens. Além disso, a maior altura de 
disco é observada em L4-L5 e L5-S1.
As articulações dos processos articulares na região lom-
bar se situam no plano sagital, pois as faces articulares se 
situam em ângulo reto com o plano horizontal e fazem 
45° com o plano frontal (97). As faces superiores estão 
voltadas para o meio, e as inferiores, para os lados. Isso 
muda na junção lombossacral, onde a articulação dos pro-
cessos articulares se movimenta no plano frontal e a face 
inferior em L5 está voltada para a frente. Essa mudança 
na orientação evita que a coluna vertebral deslize para a 
frente sobre o sacro.
A região lombar é sustentada pelos ligamentos que avan-
çam por toda a extensão da coluna vertebral e ainda por 
mais um, o ligamento iliolombar (Fig. 7.7). Outra impor-
tante estrutura de sustentação na região é a aponeurose 
toracolombar, que avança superiormente desde o sacro e 
a crista ilíaca até a caixa torácica. A aponeurose oferece 
resistência e sustentação na flexão completa do tronco. A 
tensão elástica nessa aponeurose também ajuda a iniciar a 
extensão do tronco (35).
A amplitude de movimento da região lombar é grande 
em flexão e extensão, variando de 8° a 20° nos diversos 
níveis das vértebras (10,97). A flexão lateral nos diversos 
níveis das vértebras lombares é limitada, variando de 3° 
a 6°, e há pouquíssima rotação (1° a 2°) em qualquer 
nível das vértebras lombares (10,97). No entanto, coletiva-
mente, a amplitude de movimento na região lombar varia 
de 52º a 59º para flexão, 15º a 37º para extensão, 14º a 
26º para flexão lateral e 9º a 18º de rotação (93). A Figura 
7.13 apresenta uma revisão da amplitude de movimento 
em cada nível da coluna vertebral.
A articulação lombossacral é a que possui maior mobi-
lidade entre as articulações lombares, sendo responsável 
por grande parte da flexão e extensão na região. Da flexão 
e extensão realizadas nas vértebras lombares, 75% podem 
ocorrer nessa articulação, com os 20% da flexão remanes-
cente em L4-L5 e 5% nos demais níveis lombares (77).
C0–C1
C1–C2
C2–C3
C3–C4
C4–C5
C5–C6
C6–C7
C7–T1
T1–T2
T2–T3
T3–T4
T4–T5
T5–T6
T6–T7
T7–T8
T8–T9
T9–T10
T10–T11
T11–T12
T12–L1
L1–L2
L2–L3
L3–L4
L4–L5
L5–S1
Flexion–extension Lateral flexion Flexão-extensão Flexão lateral Rotação
C
E
R
V
IC
A
L
TO
R
Á
C
IC
A
LO
M
B
A
R
Graus
FIGURA 7.13 Amplitude de movimento em cada um dos segmen-
tos móveis da coluna vertebral. As vértebras cervicais podem pro-
duzir a maior amplitude de movimento em cada segmento móvel. 
[Reproduzido de White, A. A., Panjabi, M. M. (1978). Clinical biome-
chanics of the spine. Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins.]
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261CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
facetas superiores estão voltadas para trás e um pouco 
para cima e lateralmente, enquanto as facetas inferiores 
estão voltadas para a frente, para baixo e medialmente 
(Fig. 7.11). Em comparação com as vértebras cervicais, 
as articulações intervertebrais torácicas estão orientadas 
mais no plano vertical.
Os movimentos na região torácica são limitados princi-
palmente pela conexão com as costelas, pela orientação das 
facetas e pelos longos processos espinhosos que se sobre-
põem nas costas. A amplitude de movimento na região 
torácica para flexão e extensão combinadas é de 3° a 12°, 
com movimento muito limitado na região torácica superior 
(2° a 4°), que aumenta na região torácica inferior até 20° 
na junção toracolombar (10,97).
A flexão lateral também é limitada nas vértebras torá-
cicas, variando de 2° a 9° e aumentando mais uma vez 
quando se avança inferiormente pelas vértebras torácicas. 
Na região torácica superior, a flexão lateral se limita a 2° 
a 4°, enquanto na região torácica inferior pode chegar até 
9° (10,97).
A rotação nas vértebras torácicas varia de 2° a 9°. A 
amplitude de movimento da rotação é contrária à ampli-
tude de movimento da flexão e da flexão lateral, pois é 
máxima nos níveis superiores (9°), sofrendo redução nos 
níveis inferiores (2°) (10,97).
Os discos intervertebrais na região torácica têm maior 
relação entre diâmetro e altura do disco em comparação 
a qualquer outra região da coluna vertebral. Isso reduz 
a força tensiva imposta às vértebras em compressão, por 
reduzir a sobrecarga incidente no lado externo do disco 
(60). Assim, lesões discais na região torácica não são tão 
comuns como em outras regiões da coluna.
Parte lombar
A grande vértebra lombar é a estrutura submetida à 
maior carga no sistema esquelético. A Figura 7.11 ilus-
tra as características das vértebras lombares. As vértebras 
lombares são grandes, com corpos mais largos nas laterais 
do que no diâmetro anteroposterior. Também são maiores 
verticalmente na parte anterior em comparação com a parte 
posterior. Os pedículos das vértebras lombares são curtos, 
os processos espinhosos, amplos, e pequenos processos 
transversos se projetam para trás, para cima e para os lados. 
Os discos na região lombar são espessos; como ocorre na 
região cervical, são mais espessos na porção ventral do que 
na porção dorsal, o que contribui para um aumento na 
concavidade anterior da região. Frobin et al. (32) infor-
maram que a altura do disco ventral das vértebras lom-
bares permanece razoavelmente constante na faixa etária 
de 16 até 57 anos, mas existem diferenças entre homens 
e mulheres e diferentes alturas dos discos em diferentes 
níveis das vértebras. Tipicamente, as vértebras lombares 
são mais altas em homens. Além disso, a maior altura de 
disco é observada em L4-L5 e L5-S1.
As articulações dos processos articulares na região lom-
bar se situam no plano sagital, pois as faces articulares se 
situam em ângulo reto com o plano horizontal e fazem 
45° com o plano frontal (97). As faces superiores estão 
voltadas para o meio, e as inferiores, para os lados. Isso 
muda na junção lombossacral, onde a articulação dos pro-
cessos articulares se movimenta no plano frontal e a face 
inferior em L5 está voltada para a frente. Essa mudança 
na orientação evita que a coluna vertebral deslize para a 
frente sobre o sacro.
A região lombar é sustentada pelos ligamentos que avan-
çam por toda a extensão da coluna vertebral e ainda por 
mais um, o ligamento iliolombar (Fig. 7.7). Outra impor-
tante estrutura de sustentação na região é a aponeurose 
toracolombar, que avança superiormente desde o sacro e 
a crista ilíaca até a caixa torácica. A aponeurose oferece 
resistência e sustentação na flexão completa do tronco. A 
tensão elástica nessa aponeurose também ajuda a iniciar a 
extensão do tronco (35).
A amplitude de movimento da região lombar é grande 
em flexão e extensão, variando de 8° a 20° nos diversos 
níveis das vértebras (10,97). A flexão lateral nos diversos 
níveis das vértebras lombares é limitada, variando de 3° 
a 6°, e há pouquíssima rotação (1° a 2°) em qualquer 
nível das vértebras lombares (10,97). No entanto, coletiva-
mente, a amplitude de movimento na região lombar varia 
de 52º a 59º para flexão, 15º a 37º para extensão, 14º a 
26º para flexão lateral e 9º a 18º de rotação (93). A Figura 
7.13 apresenta uma revisão da amplitude de movimento 
em cada nível da coluna vertebral.
A articulação lombossacral é a que possui maior mobi-
lidade entre as articulações lombares, sendo responsável 
por grandeparte da flexão e extensão na região. Da flexão 
e extensão realizadas nas vértebras lombares, 75% podem 
ocorrer nessa articulação, com os 20% da flexão remanes-
cente em L4-L5 e 5% nos demais níveis lombares (77).
C0–C1
C1–C2
C2–C3
C3–C4
C4–C5
C5–C6
C6–C7
C7–T1
T1–T2
T2–T3
T3–T4
T4–T5
T5–T6
T6–T7
T7–T8
T8–T9
T9–T10
T10–T11
T11–T12
T12–L1
L1–L2
L2–L3
L3–L4
L4–L5
L5–S1
Flexion–extension Lateral flexion Flexão-extensão Flexão lateral Rotação
C
E
R
V
IC
A
L
TO
R
Á
C
IC
A
LO
M
B
A
R
Graus
FIGURA 7.13 Amplitude de movimento em cada um dos segmen-
tos móveis da coluna vertebral. As vértebras cervicais podem pro-
duzir a maior amplitude de movimento em cada segmento móvel. 
[Reproduzido de White, A. A., Panjabi, M. M. (1978). Clinical biome-
chanics of the spine. Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins.]
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262 SEÇÃO II Anatomia funcional
MOVIMENTOS CARACTERÍSTICOS DA COLUNA 
VERTEBRAL COMO UM TODO
O movimento na coluna vertebral é muito pequeno 
entre uma vértebra e outra; mas, como um todo, a coluna 
vertebral é capaz de considerável amplitude de movimento. 
O movimento fica restringido pelos discos e pelo arranjo 
das facetas, mas pode ocorrer em três planos por meio do 
início e controle musculares ativos (90).
As características de movimento da coluna vertebral con-
siderada como um todo estão apresentadas na Figura 7.14. 
Para a coluna vertebral como um todo, flexão e extensão 
ocorrem ao longo de aproximadamente 110° a 140°, com 
movimento livre nas regiões cervical e lombar e flexão e 
extensão limitadas na região torácica. O eixo de rotação 
para flexão e extensão se situa no disco, a menos que exista 
degeneração discal considerável, o que pode deslocá-lo 
para fora do disco. A flexão do tronco inteiro ocorre prin-
cipalmente nas vértebras lombares ao longo dos primeiros 
50° a 60°; em seguida, ocorre maior movimento de fle-
xão pela inclinação da pelve para a frente (31). A extensão 
ocorre por meio de um movimento inverso, em que pri-
meiro a pelve se inclina posteriormente e, em seguida, a 
parte lombar da coluna vertebral realiza extensão.
Ao ser iniciada a flexão, a vértebra superior desliza para 
a frente sobre a vértebra inferior, e a vértebra se inclina, 
aplicando uma força compressiva sobre a parte anterior do 
disco. Tanto os ligamentos como as fibras do anel absor-
vem as forças compressivas.
Na parte posterior, as porções superiores das articulações 
dos processos articulares deslizam superiormente sobre as 
facetas inferiores, gerando uma força de compressão entre as 
facetas e uma força de cisalhamento transversalmente à face 
das facetas. Essas forças são controladas pelos ligamentos 
posteriores, cápsulas circunjacentes às articulações dos pro-
cessos articulares, músculos posteriores, fáscia e fibras pos- 
teriores do anel fibroso (85). A posição de flexão completa 
é mantida e sustentada pelos ligamentos capsulares apo-
fisários, discos intervertebrais, ligamentos supraespinais e 
infraespinais, ligamento amarelo e pela resistência passiva 
oferecida pelos músculos das costas, nessa ordem (3).
A amplitude de movimento da flexão lateral é de cerca de 
75° a 85°, principalmente nas regiões cervical e lombar (Fig. 
7.14). Durante a flexão lateral, ocorre ligeiro movimento 
lateral das vértebras, com compressão discal para o lado da 
inclinação. Frequentemente, a flexão lateral é acompanhada 
por rotação. Numa postura relaxada, a rotação simultânea 
ocorre para o lado oposto da flexão lateral, ou seja, rotação 
esquerda acompanhando flexão lateral direita.
Se a vértebra estiver em flexão completa, a rotação 
simultânea ocorrerá para o mesmo lado, ou seja, rotação 
direita acompanhando flexão lateral direita. Contudo, isso 
pode variar, dependendo da região da coluna vertebral. 
Além disso, uma pessoa sem flexibilidade comumente fará 
alguma flexão lateral para obter flexão do tronco (2).
A rotação ocorre ao longo de 90°, é livre na região cervical 
e ocorre nas regiões torácica e lombar em combinação com 
flexão lateral (Fig. 7.14). Em geral, a rotação fica limitada 
na região lombar. Rotação direita na região torácica ou lom-
bar será acompanhada por alguma flexão la teral esquerda.
As articulações dos processos articulares estão em posi-
ção de máximo contato em extensão da coluna, exceto para 
as duas primeiras vértebras cervicais, que ficam em posição 
de máximo contato em flexão. A coluna vertebral como um 
todo fica numa posição de máximo contato e em estado 
de rigidez quando, por exemplo, assume-se a posição de 
saudação militar com a cabeça erguida, ombros projetados 
para trás e o tronco em alinhamento vertical (35).
A flexibilidade das regiões do tronco varia, sendo determi-
nada pelos discos intervertebrais e pelo ângulo de articulação 
das facetas articulares. Conforme apontado anteriormente, 
a mobilidade é maior na junção das regiões. A mobilidade 
também aumentará numa região em resposta à restrição ou 
rigidez em outro local qualquer da coluna vertebral.
MOVIMENTOS COMBINADOS DA PELVE 
E DO TRONCO
A relação entre os movimentos da pelve e do tronco foi 
discutida no Capítulo 6. A sincronização dos movimentos 
entre a pelve e o tronco é chamada ritmo lombopélvico. 
extension
75°–85°
110°–140°
FIGURA 7.14 A amplitude de movimento no nível de cada seg-
mento móvel isolado é pequena, mas, em combinação, o tronco é 
capaz de movimentar-se ao longo de significativa amplitude de movi-
mento. Flexão e extensão ocorrem ao longo de cerca de 110° a 140°, 
principalmente nas regiões cervical e lombar, com uma contribuição 
muito limitada da região torácica. O tronco faz rotação em 90°, e o movi-
mento ocorre livremente na região cervical, com uma flexão lateral con-
comitante nas regiões torácica e lombar. O tronco faz flexão lateral ao 
longo de 75° a 85°.
Flexão e extensão
Flexão lateral
Rotação
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Movimento conjunto
Inclinação pélvica 
influencia a flexão
263CAPÍTULO 7 Anatomia funcional do tronco
Conforme mostra a Figura 7.15, durante a progressão 
da flexão do tronco, a curvatura lombar se autoinverte, 
achata e encurva na direção oposta. Isso continua até um 
ponto no qual a região lombar fica arredondada na flexão 
completa do tronco. Acompanhando os movimentos nas 
vértebras lombares, há a flexão do sacro, a inclinação ante-
rior da pelve e, finalmente, a extensão do sacro. A pelve 
também se move para trás quando o peso é deslocado 
sobre os quadris.
Conforme já discutido neste capítulo, a atividade lombar 
é máxima ao longo dos primeiros 50° a 60° de flexão e, 
depois disso, a rotação pélvica se torna o fator predomi-
nante para o aumento da flexão do tronco. No movimento 
de extensão para o retorno, a inclinação posterior da pelve 
domina os estágios iniciais da extensão, e a atividade lom-
bar se autoinverte, dominando os estágios finais da exten-
são do tronco. A pelve também se movimenta para a frente 
quando ocorre desvio do peso.
As relações de movimento entre a pelve e o tronco 
durante rotação ou flexão lateral do tronco não são tão 
bem definidas como na flexão e extensão por causa de 
restrições do movimento introduzidas pelo membro infe-
rior. A pelve se movimentará com o tronco em rotação e 
fará rotação para a direita com esse mesmo movimento do 
tronco, a menos que o membro inferior esteja forçando 
uma rotação da pelve na direção oposta. Nesse caso, a pelve 
poderá permanecer na posição neutra ou fará rotação para 
o lado que estiver exercendo mais força.
De modo análogo, na flexão lateral do tronco, a pelve 
baixará para o lado da flexão lateral, a menos que seja 
oferecida resistência pelo membro inferior; nesse caso, a 
pelve fará rotação para o lado oposto (Fig. 7.16). Os movi-
mentos pélvicos concomitantes serão determinados pelo 
movimento do tronco e pelo posicionamento unilateral ou 
bilateral do membro inferior.
A relação dos movimentos entre a pelve e o tronco 
começa a se complicar quando um movimento do

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