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SISTEMA URINÁRIO 
 
NÉFRON: é a unidade estrutural e funcional dos rins 
TÚBULO CONTORCIDO PROXIMAL: com reabsorção ativa e passiva de 75% do filtrado glomerular; as células desse 
epitélio tubular são muito mais metabolicamente ativas que outras células de outras porções do néfron 
SUPRIMENTO VASCULAR: a artéria renal divide-se em 5-7 artérias interlobares que penetram na junção córtico-
medular como artérias arqueadas. Estas irradiam-se em direção ao córtex como artérias interlobulares, que dão 
origem às arteríolas aferentes. Arteríolas eferentes do córtex superficial perfundem o interstício cortical e túbulos 
 
 
 
 
 
ALTERAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO 
 
Não são muito frequentes, mas acontecem com certa importância 
APLASIA: uni um bilateral em cães (dobermann e beagle) e suínos large White, sendo que o ureter pode estar 
presente ou ausente 
HIPOPLASIA: uni ou bilateral (bi pode desenvolver quadro de insuficiência renal), sendo esta hereditária em large 
white, equinos, caninos e felinos, com diminuição na quantidade de glomérulos, podendo ou não ter significância 
clinica 
DISPLASIA: há alteração da estrutura organizacional, sendo um resultado de diferenciação anormal uni ou bilateral 
(tende a ser uma alteração mais grave) 
 
 
 
 
ECTOPIA: o órgão está em local onde não deveria, é normalmente unilateral em cães e suínos, predispõe à 
obstrução, podendo o rim torcer, na posição pélvica ou inguinal 
AUSÊNCIA DE LOBULAÇÃO: encontrada nas espécies onde há formação de lóbulos, como nos bovinos 
PERSISTÊNCIA DE LOBULAÇÃO: nas espécies em que após o nascimento já não apresentam mais lobulação 
RINS FUNDIDOS: também chamados de rins em ferradura, ocorre quando há fusão dos polos renais 
Bovino: 
hipoplasia 
bilateral – 
rins menores 
e com má 
formação (a 
lobulação 
não é muito 
bem 
definida) 
Cão: hipoplasia 
e hipertrofia 
renal 
compensatória 
– rim menor 
que o normal 
Cão: 
displasia 
renal – 1º 
com cistos e 
2º com 
aspecto 
lobulado 
 
CISTOS: ocorrem em suínos e bovinos 
• CISTOS SOLITÁRIOS: geralmente são grandes e poucos, normalmente achados acidentais em necropsia 
• RINS POLICÍSTICOS: são autossômicos dominantes, pequenos e múltiplos e ocorrem em gato persa, cães 
wets Highland terrier e bull terrier 
• CISTOS DE RETENÇÃO (ADQUIRIDOS): tendem a ocorrer mais frequentemente no córtex com 1-2 milímetros 
de diâmetro através de 4 possíveis mecanismos: 1- obstrução do néfron com filtrado glomerular que 
comprime o epitélio que vai cedendo e formando essa estrutura cística; 2- alterações na membrana 
extracelular fazendo com que a membrana basal fique mais fraca; 3- hiperplasia levando a um aumento de 
secreção tubular, o que faz com que aumente a pressão tubular, dilatando a região e formando o cisto; 4- 
desdiferenciação por perda de polaridade, diminuindo a absorção e aumentando a pressão tubular 
 
 
 
 
 
 
 
 
Felino: 
fusão 
renal em 
aspecto 
de 
ferradura 
Cão: 
cisto 
solitário 
Felino: rins 
policísticos 
Felino: rins 
e fígado – 
doença 
policística 
Felino: 
cistos de 
retenção 
DOENÇAS GLOMERULARES 
 
FUNÇÕES DOS GLOMÉRULOS: filtração do plasma, regulação da pressão sanguínea, regulação do fluxo sanguíneo 
peri-tubular, regulação do metabolismo tubular, eliminação de micromoléculas da circulação 
DOENÇA GLOMERULAR: perda de proteínas de baixo peso molecular 
SÍNDROME NECRÓTICA: hipoproteinemia, edema generalizado, ascite, efusão pleural, hipercolesterolemia, perda de 
antitrombina III 
MECANISMOS PATOFISIOLÓGICOS DAS DOENÇAS GLOMERULARES 
• DO NEFRON INTACTO: qualquer porção do néfron pode sofrer danos já que é o néfron funciona como um 
circuito fechado, por exemplo, um dano glomerular pode afetar o fluxo sanguíneo peritubular, diminuindo a 
secreção e a reabsorção tubular 
• DA HIPERFILTRAÇÃO GLOMERULAR: ocorre por conta e uma hipertensão que causa danos aos capilares 
glomerulares e consequentemente a uma glomeruloesclerose; associado a dietas com grandes quantidades 
de proteínas, seno os cães menos propensos 
• DA DEPOSIÇÃO DE COMPLEXOS: ocorre em diferentes porções do epitélio, podendo ser subepitelial, 
subendotelial ou mesangial; os imunocomplexos são antígenos ou anticorpos, que se combinam formando 
complexos que se depositam em membranas basais de vasos e há um estímulo quimiotático para que 
ocorra liberação de mediadores de inflamação e enzimas que começarão a corroer o glomérulo (lesão 
tecidual), levando a um comprometimento da função 
 
CLASSIFICAÇÃO 
• GLOMERULITE SUPURADA (NEFRITE EMBÓLICA): ocorre por um quadro de bacteremia, ou seja, são êmbolos 
sépticos que chegam até os glomérulos e depositam-se neles e inicia-se a formação de micro abscessos, 
sendo os agentes importantes associados a essa doença Actinobacillus equuuli em potros, Eysipelothrix 
rhusiopathiae em suínos e Corynebacterium pseudotuberculosis em ovinos e caprinos 
 
 
 
• GLOMERULITE VIRAL: ocorre por insulto viral direto e em doenças virais sistêmicas agudas, como hepatite 
infecciosa canina, peste suína clássica, Newcastle, citomegalovírus em leitões, apresentando pontos 
milimétricos avermelhados no córtex e proteinúria transiente 
1º ovino e 2º 
bovino: 
glomerulonefrite 
supurada (embólica) 
– com 
microabscessos 
retirados da cápsula 
Equino: glomerulonefrite 
supurada por Actinobacillus 
equuili – glomérulos dispostos no 
córtex renal e na histologia o 
material arroxeado são as 
colônias bacterianas presas aos 
túbulos glomerulares 
 
 
• GLOMERULITE QUÍMICA: ocorre por 
→ Injúria direta 
→ Alteração do fluxo sanguíneo renal (perfusão renal) e uma das consequências é a vasoconstrição da 
arteríola aferente 
→ Indução da reação inflamatória com incorporação da droga a complexos imunes, formação de anticorpos 
anti-membrana basal, ou com formação e deposição de complexos 
→ Dano ao epitélio glomerular por utilização de puromicina (antibiótico), adriamicina/doxorrubicina 
(quimioterápico) e antagonistas de receptores de histamina 
→ Alteração da perfusão glomerular por ciclosporina (droga imunossupressora) 
 
• GLOMERULITE IMUNOMEDIADA: é a mais frequente no meio patológico e segue à deposição de complexos 
imunes solúveis como anticorpos contra antígenos ligando-se na membrana basal, levando ao estímulo da 
função do complemento chegando neutrófilos que degranulam o sítio inflamatório e dão inicio à degradação 
do tubo glomerular. Esse tipo está associado a infecções persistentes ou antigenemia prolongada 
→ Causas: caninos - hepatite infecciosa, piometra, dirofilariose, lúpus, erlichiose, leishmaniose; felinos – 
leucemia, PIF; equinos – anemia infecciosa equina; bovinos – BVD; suínos – peste suína clássica 
 
OBS: glomeruloesclerose – termo utilizado para caracterizar uma resposta glomerular terminal, é uma doença 
crônica, sendo que o glomérulo já não exerce mais sua função 
 
 
AMILOIDOSE: os órgãos comumente afetados são baço e glomérulo (rins de forma geral); amiloide é uma substância 
depositada deforma extracelular 
Suíno: glomerulonefrite 
viral por peste suína – 
pontos milimétricos 
arroxeados em áreas de 
necrose e hemorragia 
distribuídos por todo o 
glomérulo 
Cão: glomerulonefrite 
imunomediada – rim 
com aspecto de carpete 
(acarpetado), com áreas 
mais claras e mais 
avermelhadas 
Há redução 
de tubo 
glomerular – 
resposta 
degenerativa 
terminal do 
glomérulo 
• AMILOIDOSE DE CADEIA LEVE (AL): ocorre pelas cadeias leves das imunoglobulinas e o animal desenvolve 
mielomas e plasmocitomas com muita proliferação de anticorpos (imunoglobulinas) que se depositam na 
membrana basal dos glomérulos 
• AMILOIDOSE AA (PROTEÍNA A DO SORO): o fígado produz essa proteína defase aguda, sendo que várias 
doenças crônicas vão cursar com estimulo ao fígado para a produção dessa proteína 
• NEFROPATIA COM PROTEINURIA 
• CAUSAS: caninos e felinos – idiopática, familiar; bovinos – processos supurativos crônicos; equinos – 
doadores de soro; suínos – rara 
 
 
 
 
ALTERAÇÕES TUBULARES E INTERSTICIAIS 
 
AZOTEMIA: ocorre com aumento de ureia e creatinina no sangue 
UREMIA: ocorre quando o animal já apresenta lesões multissistêmicas e sinais clínicos, além de também ter 
aumento de ureia e creatinina 
Esses parâmetros de ureia e creatinina servem como marcadores para a função tubular, já no glomérulo são as 
proteínas que realizam essa função 
INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA: perda abrupta de 75% ou mais do parênquima renal e, caso essa perda seja mais 
gradual, de forma menos abrupta, o animal ode desenvolver insuficiência renal crônica, sendo a causa mortis a 
hipercalemia 
• CAUSAS: o principal metabólito presente é o potássio, que fica em grande quantidade no sangue, podendo 
levar a uma parada cardíaca e o animal vir a óbito 
→ Pré-renal: perfusão renal comprometida, como no choque hipovolêmico no qual perde muito 
sangue/liquido e a trombose acometendo os dois rins 
→ Renal: perda da função renal, como a pielonefrite, substâncias tóxicas e isquemia 
→ Pós-renal: obstrução, como cálculos e tumores 
 
Rins com aspecto 
encerado, 
artificial – 1º teve 
aplicação de lugol 
que marca o 
amiloide em 
negro; 2º é um 
rim de felino 
2º há menos células 
acumuladas no núcleo do 
glomérulo pois o material vai 
acumulando, expandindo e 
comprimindo os tecidos 
adjacentes e esses glomérulos 
param de funcionar 
NECROSE/NEFROSE TUBULAR AGUDA: é a causa mais importante de insuficiência renal aguda, de origem 
nefrotóxica ou isquêmica, podendo os rins serem susceptíveis a isso e resultarem em oligúria e anuria devido a 
vasoconstrição aferente, debris no lúmen tubular (obstruindo todos os túbulos) e passagem do filtrado para o 
interstício 
• NEFROSE ISQUÊMICA: ocorre uma hipotensão severa, o que leva a uma necrose focal com tubulorrexia 
(perda dos túbulos) 
• NEFROSE TÓXICA EXÓGENA: ocorre uma necrose mais extensa, mas a membrana basal geralmente está 
integra, como no uso de antibióticos, micotoxinas e monensina 
• NEFROSE TÓXICA ENDÓGENA: hemoglobina, ocorrendo em um animal com doença que leva a hemólise 
intravascular; mioglobina em casos que envolvem rabdomiólise com necrose muscular; bilirrubina, em 
animais com insuficiência hepática que não conseguem conjugar a bilirrubina e ela em grande quantidade de 
sangue chega aos rins e nele faz essa nefrose 
 
 
 
LESÕES EXTRA-RENAIS DA UREMIA: quando falamos em uremia, deve-se pensar em algo crônico 
• Degeneração e necrose endotelial que leva a um quadro de vasculite, podendo ocasionar trombose e infarto 
• Injúria cáustica na mucosa oral e gástrica, sendo a ureia eliminada na saliva e as bactérias da cavidade oral 
produzem urease que quebra a ureia em amônia e esta tem o efeito cáustico na mucosa 
• Anemia não regenerativa (a ureia deprime a medula óssea e não há produção de eritropoietina pelos rins, 
sendo grande porção desse órgão afetada, não havendo então estimulo para a medula óssea e maior 
fragilidade das hemácias 
• A ação caustica da amônia na boca não chega a fazer muita hemorragia, mas no estomago esse animal 
desenvolve uma gastrite urêmica, ou seja, com a ureia em grande quantidade, as vasculites e trombose 
fazem necrose com hemorragia em vasos do estômago, ocorrendo mineralização dessas arteríolas e saída de 
sangue para o lúmen (perda de sangue) 
• Desbalanço entre cálcio e fósforo, sendo esse quadro característico da insuficiência renal crônica, e o animal 
começa a reter fosforo, sendo ele eliminado na urina - o animal apresenta um quadro de hipocalcemia 
relativa – esse balanço estimula a tireoide a produzir paratormônio para que haja estimulo de maior 
reabsorção de cálcio pelos ossos (começa a ficar retido na circulação por um tempo e depois é depositado 
em tecidos moles e o animal desenvolve quadro de mineralização de tecidos, podendo essa mineralização 
ser distrófica por conta da ureia toxica para células endoteliais e metastático por conta da grande 
quantidade de cálcio contido na circulação) e excreção de fosforo pelos rins 
Bovino: necrose 
tubular aguda 
por 
gentamicina, 
antibiótico 
nefrotóxico – 
córtex com 
estriações 
esbranquiçadas 
Cobra: necrose 
tubular aguda 
por 
gentamicina – 
córtex com 
estriações 
esbranquiçadas 
Gato: necrose 
tubular aguda 
por melamina 
→ Já no caso da vitamina D, sabe-se que ela é ativada nos rins e ela não é convertida 
 
 
 
 
 
 
Uremia por glossite 
necrotizante – área 
focalmente extensa 
de necrose com 
coloração mais 
escurecida 
Gastrite/gastropa
tia urêmica: 
placas 
esbranquiçadas 
que são áreas de 
mineralização 
Gastrite/gastropatia 
urêmica: pontos de 
úlceras pequenas e 
se a mucosa estiver 
com cheiro de urina 
é uremia 
Gastrite/gastropatia 
urêmica: estômago 
cortado com áreas 
esbranquiçadas de 
mineralização e se 
dá nas arteríolas no 
meio da mucosa 
gástrica 
Equino: 
mineralização 
pulmonar por 
uremia – área de 
enfisema pela 
mineralização da 
parede alveolar 
Pneumonite 
urêmica: 
alvéolos 
mineralizados 
Bovino: 
uremia – 
petéquias 
no 
coração 
Cão: uremia – 
mineralização 
do endocárdio 
atrial 
Equino: colite 
e tiflite 
urêmica 
 
 
NEFRITE INTERSTICIAL (TUBULOINTERSTICIAL): é um processo inflamatório apenas no interstício, em muitos casos 
sem lesão na macroscopia, podendo se dar clinicamente com ou sem insuficiência renal, sendo encontradas nas 
septicemias virais como hepatite infecciosa, ou septicemias bacterianas como a leptospirose 
• LEPTOSPIROSE: Sorovares da L. interrongans (canicola e icterohaemorrhagiae em cães, Pomona em suínos e 
bovinos e grippotyphosa e Bratislava em outras espécies); o mecanismo de contaminação se dá com o 
animal tendo o contato com a bactéria, ele desenvolve uma leptospiremia, a bactéria então no sangue chega 
aos capilares intersticiais e deles migra para o interstício entre o epitélio tubular e o capilar, sendo que no 
primeiro elas se associam aos fagolisossomos e vão migrando para as microvilosidades, o que causa 
degeneração e necrose epitelial, levando a inflamação intersticial 
 
 
 
• HEPATITE INFECCIOSA CANINA: tem origem viral e essa viremia causa glomerulite transiente, há recuperação 
com desaparecimento dos glomérulos e logo depois reaparecimentos em epitélio tubular, o que leva a 
necrose tubular e inflamação intersticial 
 
Mineraliza
ção da 
pleura 
parietal 
por 
uremia – 
padrão em 
escada 
Cão: 
osteodistrofia 
fibrosa por 
uremia – 
mandíbula 
aumentada 
ou flácida 
como uma 
borracha 
Cão: 
leptospirose – 
córtex 
esbranquiçado 
e em casos 
crônicos há 
retração do 
córtex 
Equino: 
leptospirose – 
córtex 
esbranquiçado 
1º com grande 
quantidade de 
células 
inflamatórias 
no interstício 
Cão: hepatite 
infecciosa – 
corpúsculo 
viral em 
glomérulo 
• OUTRAS CAUSAS DE NEFRITE: E. coli, Brucella, Salmonella, Febre catarral maligna 
 
 
NEFRITE GRANULOMATOSA: pode ocorrer em animais com PIF (peritonite infecciosa felina), por Mycobacterium 
bovis, Aspergillus spp., Histoplasma capsulatum, Toxocara canis, ou intoxicação pela planta Ervilhaca (Vicia villosa) 
em bovinos que causa um processo granulomatoso disseminado 
 
 
 
 
 
DOENÇAS DA PLEVE RENAL 
 
PIELONEFRITE: pielite = inflamação da pelve; nefrite= inflamação do parênquima (túbulos), afetando a pelve e a 
medular mais interna, normalmente associada a um processo de infecção bacteriana ascendente, ou seja, as 
bactérias estão vindo da bexiga ascendendo para os rins 
• MECANISMOS: ocorre por obstrução uretral, que leva a aumento da pressão na bexiga, o que favorece o 
refluxo vesicoureteral (essa obstrução uretral também predispõe a proliferação de bactérias na bexiga e 
podem subir com esse refluxo alcançando a região pélvica); ocorre por cistite bacteriana comprometendo a 
válvula vesicoureteral e consequentemente leva ao refluxo; as bactérias (gram -) proliferando na bexiga 
podem produzir endotoxinas que inibem o peristaltismo do ureter e leva ao refluxo 
Búfalo: febre 
catarral maligna – 
pontos 
esbranquiçados e 
na histologia é 
possível encontrar 
processos 
inflamatórios em 
volta de vasos 
Gato: PIF – o rim 
do gato tem vasos 
corticais 
proeminentes e o 
processo é melhor 
visto nesses vasos 
(vasculite e nefrite 
granulomatosa) 
Gato: PIF – 
linfoma, 
pois tem 
aumento do 
processo 
inflamatório 
ou 
neoplásico 
Pastor alemão: 
nefrite 
granulomatosa 
por Aspergillus 
spp – áreas 
deprimidas e 
amareladas/es
branquiçadas 
Pastor alemão: 
nefrite 
granulomatosa 
por Aspergillus 
spp – hifas de 
Aspergillus 
• Ocorre, pois existe uma susceptibilidade da medular renal pelo baixo suprimento sanguíneo que lá existe, 
osmolaridade alta que inibe a função neutrofílica e a deposição de amônia que inibe a ativação do 
complemento 
• As fêmeas são mais propensas a desenvolver, pois possuem a uretra mais curta e mais calibrosa que a do 
macho, além de que o cateterismo também predispõe 
• As bactérias uropatogênicas mais comuns são: E. coli (produtora de alfa hemolisina e fimbria P), proteus sp, 
Staphilococcus sp, Streptococcus sp, Corynebacterium renale (bovinos) e Eubacterium suis (suínos) 
• MACROSCOPIA: dilatação da pelve e ureteres, exsudato purulento e necrose e ulceração das papilas 
 
 
 
HIDRONEFROSE: dilatação da pelve diferente da pielonefrite, por obstrução gradativa do flux urinário, podendo ser 
uni ou bilateral 
• CAUSAS: urolitíase (cálculo uretral ou ureteral), inflamação crônica, neoplasia uretral ou ureteral ou 
desordens neurogênicas funcionais 
• Se a pressão intrapélvica for prolongada há dilatação de túbulos e continua havendo formação do filtrado 
glomerular, o que pode exceder a capacidade tubular de reabsorção difundindo isso para o interstício e 
levando ao colapso de vasos, hipoxia, atrofia tubular, fibrose e atrofia e esclerose de glomérulos como 
evento final 
 
 
PARASITAS: 
• DIOCTOPHYMA RENALE: não é muito frequente nos cães, mas muito frequente em lobos guaras, são 
vermes vermelhos e cilíndricos, sendo as fêmeas de até 100cm de comprimento por 12cm de diâmetro, 
faz uma pielite hemorrágica ou purulenta e consequentemente podem fazer uma obstrução do ureter, 
levando a hidronefrose 
Bovino: pielonefrite 
– ureter muito 
distendido e 
aberto, áreas 
pálidas com 
provável pus na 
mucosa 
Ovino: pielonefrite 
– pelve bastante 
distendida e áreas 
esbranquiçadas no 
parênquima renal 
com muito pus 
Ovino: 
hidronefro
se – pelve 
dilatada 
Cão: 
hidronefrose – 
unilateral com 
ureter com 
provável calculo 
que levou a 
obstrução 
 
 
• STEPHANURUS DENTATUS: não é muito comum, mas ocorre em suínos na gordura perirenal ou no 
próprio rim e leva a cistos peripélvicos que se comunicam com a pelve e o ureter 
 
 
 
 
DISTÚRBIOS CIRCULATÓRIOS 
 
HEMORRAGIA E TROMBOSE: peste suína, erisipela, estreptococose, Salmonelose e herpes em cães são os exemplos 
mais comuns encontrados 
 
 
INFARTO: ocorre por tromboembolismo em animais com endocardite valvular, podendo haver formação de êmbolos 
que fazem essa área de infarto e pode ocorrer também por trombose por perda de antitrombina III em animais com 
glomerulopatias 
Todo o 
parênquima 
foi perdido e 
restou apenas 
uma capsula 
fibrosa 
Fêmea em 
cima e macho 
em baixo mais 
fino 
Suíno: 
parasitos 
próximos a 
pelve renal 
Cão: 
hemorragia 
por 
herpesvírus 
Suíno: 
hemorragia 
por 
erisipela – 
rim com 
aspecto de 
ovo e fica 
todo 
salpicado 
 
 
 
 
NECROSE PAPILAR PRIMÁRIA: é extremamente importante, trata-se de um processo degenerativo envolvendo a 
morte celular das células da papila renal. A primaria está muito relacionada à utilização prolongada de drogas 
antinflamatórias não esteroidais (NSAIDs), pode ocorrer também por isquemia da porção medular interna, nos 
equinos está muito associada com o uso de fenilbutazona e flunixin meglimine e nos cães está relacionada com o uso 
de ibuprofeno, aspirina e paracetamol 
• Associada com as células intersticiais da medular que, responsáveis pela produção de prostaglandinas, 
fatores anti-hipertensivos e glicosaminoglicanos (compõem a matriz extracelular da região da medular) 
• NSAIDs bloqueiam a ciclooxigenase inibindo a PGE2, o que leva a perda do efeito vasodilatador e a 
consequente isquemia. Além disso as NSAIDs podem causar danos diretos às células intersticiais da 
medula 
 
NECROSE PAPILAR SECUNDÁRIA 
• POR REDUÇÃO DO FLUXO SANGUÍNEO NA VASA RECTA (rede vascular que corre na porção medular dos 
rins): se houver uma lesão glomerular, como a amiloidose, irá bloquear o fluxo no glomérulo, sendo ele 
reduzido; se houver compressão na vasa recta por fibrose, amiloidose intersticial (em gatos) ou pielite, os 
vasos paralelos à alça de Henle medular serão bloqueados, sendo o fluxo sanguíneo também reduzido 
 
• POR COMPRESSÃO DA PAPILA RENAL: pode ocorrer na pelve renal e por consequência comprimir a papila 
renal; ocorre através de um cálculo ou obstrução do trato urinário inferior 
 
Bovino: 
áreas mais 
claras são 
mais antigas 
e as mais 
escuras são 
mais 
recentes 
Cão: infarto mais 
recente de formato em 
cunha ou triangular 
(circulação vem se 
ramificando em 
formato de 
cunha/leque) e a 
obstrução, nesse caso, 
ocorreu mais embaixo 
Gato: infarto 
mais antigo 
– houve 
perda do 
parênquima 
é uma área 
 
 
 
TUMORES RENAIS 
 
ADENOMA RENAL: neoplasia benigna que ocorre no epitélio do córtex, sendo este um achado incidental 
CARCINOMA RENAL: neoplasia maligna encontrada geralmente em cães velhos (em pastor alemão pode ocorrer de 
forma hereditária através de uma dermatofibrose – nódulos cutâneos com bastante proliferação de tecido 
conjuntivo fibroso – com cistoadenoma/cistodenocarcinomas renais) de forma viral através de herpes, em sapos 
como tumor de Lucke e como vírus da eritroblastose aviária em galinhas 
 
 
 
 
Equino: necrose 
papilar – a pelve não 
está dilatada, mas há 
áreas com alteração 
na coloração, 
algumas amareladas 
e outras 
avermelhadas 
Cão: necrose 
papilar – 
provavelmente é 
por algo 
medicamentoso 
com áreas de 
hiperemia e de 
coloração 
diferente 
Cão: carcinoma 
renal – o rim está 
desorganizado/des
truído e expandido 
pela massa 
irregular, 
esbranquiçada e 
sólida com 
nodulações 
Pastor alemão: 
dermatofibrose e 
cistoadenocarcinoma – 
2º com nódulos na 
região dorsal bem 
delimitados e 
pequenos 
Gato: 
linfoma – 
frequente no 
gato e 
lembra a PIF, 
nesse caso 
está bem 
nodular 
DOENÇAS DO TRATO URINÁRIO INFERIOR 
 
UROLITÍASE: associada à formação de cálculos/urólitos ocorrendo no ureter e uretra e menos comumente na pelve 
renal, acomete cães, gatos e ruminantes e equinos e suínos são menos frequentes 
• Ocorre por deposição de minerais em uma estrutura proteica (como exemplo, na membrana celular) com 
debris proteicos 
• Consequências: predispõem à obstrução, necrose de pressão,ulceração da mucosa (uretrite hemorrágica), 
hidronefrose, ruptura de uretra e pielonefrite 
• MACROSCOPIA: único ou múltiplos cálculos (quanto maior a quantidade, menores eles tendem a ser), sendo 
eles sólidos, macios ou friáveis, brancos a acinzentados (de estruvita – comum em gatos e muito friável, de 
aspecto argiloso - e oxalato), amarelo (de urato, cistina e xantina) ou marrom (de sílica, urato e xantina) 
• Os machos têm maior susceptibilidade, pois apresentam uretra mais longa e fina e as fêmeas têm uretra 
maior e mais curta (quando ocorre nelas a obstrução se dá apenas por cálculos grandes na pelve ou bexiga) 
• Em bovinos machos essa obstrução tende a ocorrer no arco isquiático e/ou flexura sigmoide, nos carneiros e 
bodes ocorre no processo uretral e nos cães ocorre na base do pênis 
• FATORES PREDISPONENTES: precursores em quantidade para precipitação; dálmatas são mais 
predisponentes pois têm defeitos de captação de ácido úrico e não consegue convertê-lo em alantoína, o 
que leva à formação de cálculos; substâncias metabolizadas de forma anormal (hereditário), como xantina 
ou cistina; dietas que contém sílica em pastagem ou magnésio desbalanceado em ração para gatos 
• MECANISMOS ASSOCIADOS À FORMAÇÃO: pH ácido leva à formação de oxalato e pH alcalino leva à 
formação de estruvita e carbonato; diminuição da ingestão de água, o que leva à supersaturação dos 
componentes na bexiga; infecção bacteriana (estruvita em cães); obstrução; corpos estranhos; drogas 
(sulfonamidas) 
 
 
 
Cão: urolitíase – 
vários cálculos 
brancos e firmes 
na bexiga, 
mucosa 
escurecida 
(cistite 
hemorrágica 
provavelmente 
pelo cálculo ) 
Ovino: urolitíase 
– inflamação 
crônica com 
bexiga repleta 
de cálculos de 
vários tamanhos 
e material 
arenoso, 
escurecida 
(cistite) e rins 
com 
hidronefrose 
bilateral 
Cão: urolitíase – 
lúmen da uretra 
repleto de cistos 
esbranquiçados 
Cão: urolitíase – 
fêmea com 
pelve renal 
contendo 
cálculos 
Canguru: 
urolitíase – 
cálculos de 
apatita 
CISTITE AGUDA: nome dado ao processo inflamatório da bexiga - ocorre por infecções bacterianas (mais comum), 
sendo as fêmeas mais acometidas (principalmente fêmeas suínas), está muito relacionada à estagnação da urina por 
uma obstrução, micção incompleta ou por trauma uretral 
• A ureia da urina transforma-se em amônia pelas bactérias ali presentes e causa lesão na mucosa 
• Animais com glicosúria acentuada predispõe ao crescimento bacteriano 
• Caracterizada por edema, hemorragia, fibrina, pus, necrose e ulceração (aspectos morfológicos) 
 
 
CISTITE CRÔNICA 
• DIFUSA: há espessamento da bexiga (submucosa encontra-se difusa e acentuadamente infiltrada por células 
mononucleares) 
• FOLICULAR: há nódulos disseminados compostos por proliferação linfoide (de linfócitos) e fibrose da lâmina 
própria 
• POLIPÓIDE: é secundária à irritação crônica, havendo inflamação e proliferação epitelial não neoplásica com 
metaplasia de células caliciformes 
 
 
Felino: cistite 
aguda – 
hemorragia e 
edema, 
provavelmente 
ele tinha 
obstrução por 
calculo 
Suíno: cistite 
crônica difusa por 
Corynebacterium 
suis – a bexiga 
não cede 
Cão: 
cistite 
crônica 
folicular 
- 
nódulos 
Cão: 
cistite 
polipóide 
– pólipos 
no lúmen 
 
 
HEMATÚRIA ENZOÓTICA: doença geralmente bovina, causada por uma intoxicação crônica por Pteridium aquilinum 
(samambaia) e produza substância ptaquilosite que pode causar cistite hemorrágica experimental em algumas 
espécies e em animais de produção leva a formação de tumores (hemangioma), mas outras neoplasias epiteliais ou 
mesenquimais também ocorrem na bexiga (caso chamado de hematúria, pois o animal apresenta sangramento na 
urina) 
• Essa planta também tem efeitos radio miméticos, ou seja, faz depleção da medula óssea e os animais 
acabam desenvolvendo quadros de anemia arregenerativa 
 
 
 
 
NEOPLASIAS DO TRATO URINÁRIO INFERIOR 
 
 
Cão: cistite 
enfisematosa em 
animal com diabetes 
mellitus – bactérias que 
produzem gás que se 
acumula na submucosa 
da bexiga 
Bovino: 
cistite 
enfisematosa 
em animal 
com glicose 
intravenosa - 
Bovino: 
hematúria 
enzoótica – 
massas 
neoplásicas 
resultando em 
fibroma 
Bovino: 
hematúria 
enzoótica – 
tumores de 
bexiga 
Cão: carcinoma de 
células transicionais 
– mais frequente em 
cães, com epitélio 
com múltiplos 
nódulos confluentes 
na bexiga 
 
 
Equino: 
carcinoma 
de células 
escamosas - 
Cão: 
rabdomios
sarcoma – 
animal 
com 
hematúria 
Cão: 
rabdomiossar
coma – 
diferencial 
seria 
carcinoma de 
células 
transicionais