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REVISÃO DE PATOLOGIA PROVA 1 
INTRODUÇÃO 
➢ Didaticamente, a Patologia tem sua história 
dividida em fases. Estas nada mais são do 
que a descrição dos conceitos utilizados para 
explicar a origem dos estados de doença 
vigentes em um determinado intervalo de 
tempo e segundo a corrente filosófica 
predominante. 
➢ Patologia é literalmente o estudo (logos) do 
sofrimento (pathos). Ela envolve a 
investigação das causas da doença e as 
alterações associadas em nível de células, 
tecidos e órgãos, que resultam em sinais e 
sintomas presentes no paciente. 
FASE 1- HUMORAL 
➢ (Idade Antiga - final da Idade Média) 
➢ O mecanismo da origem das doenças era 
explicado, nessa fase, pelo desequilíbrio de 
humores. 
➢ Os humores eram considerados os líquidos do 
corpo, em particular, a água, o sangue e a 
linfa. 
➢ Os deuses tinham o poder de controlar esse 
desequilíbrio, bem como de restituir a 
normalidade do organismo. 
➢ Essa visão mítica de doença foi criada 
principalmente pela civilização antiga grega. 
FASE 2 – ORGÂNICA 
➢ Nessa época, há o predomínio da 
observação dos órgãos do corpo, feita 
principalmente às custas das atividades de 
necrópsia (estudo do cadáver) ou de 
autópsia (estudo de si mesmo) 
➢ Patologia Morfológica 
➢ Doenças e as alterações nos órgãos 
FASE 3 – TECIDUAL 
➢ (séc. XVI-XVIII) 
➢ A Fase Tecidual enfatiza a estrutura e a 
organização dos tecidos. 
➢ É nesse período que se iniciam os primeiros 
estudos sobre as alterações morfológicas 
teciduais e suas relações com os 
desequilíbrios funcionais. 
FASE ETIOLÓGICA 
➢ Pasteur (1822-1895) 
➢ Ele é considerado um dos três principais 
fundadores da microbiologia, juntamente 
com Ferdinand Cohn e Robert Koch 
➢ Seus experimentos deram fundamento para a 
teoria microbiológica da doença 
FASE 4 – CELULAR 
➢ Patologia Celular 
➢ Alterações estruturais nas células 
➢ Virchow (1821 - 1902) 
➢ Várias descobertas significativas: por 
exemplo: mecanismo do tromboembolismo, 
cujos fatores são conhecidos até hoje como 
tríade de Virchow. 
➢ primeiro a publicar um trabalho científico 
sobre leucemia, pelo qual todas as formas de 
lesão orgânica começam com alterações 
moleculares ou estruturais das células. 
➢ as doenças eram uma mudança na célula. 
➢ Com o predomínio da visão morfológica, 
somada à aplicação do microscópio óptico 
às pesquisas médicas, segue-se a Fase 
Celular, período considerado "inicial à 
Patologia Moderna". 
➢ A preocupação com o estudo da célula, 
principalmente de suas alterações 
morfológicas e funcionais, é determinante na 
busca da origem de todo processo mórbido. 
FASE 5 – ULTRACELULAR 
➢ Patologia Ultraestrutural e Molecular 
➢ Alterações moleculares e nas subestruturas 
celulares 5) 
➢ (séc. XX) 
➢ Fase atual do pensamento conceitual sobre 
Patologia, envolvendo conceitos sobre 
biologia molecular e sobre as organelas 
celulares. 
➢ Os avanços bioquímicos e a microscopia 
eletrônica facilitam o desenvolvimento dessa 
linha de estudo. 
PATOLOGIA 
➢ Estuda as causas das doenças, os 
mecanismos que as produzem, as sedes e as 
alterações morfológicas e funcionais que 
apresentam 
➢ Etiologia: estudo das causas (Endógenas: 
genéticas resposta imune fatores emocionais. 
Exógena: biológicos – vírus, bactérias, fungos 
químicos – cigarro, café físicos – mecânicos, 
elétricos, radiação). 
➢ Patogênese: estudo dos mecanismos 
➢ Anatomia Patológica: estudo das alterações 
morfológicas dos tecidos – lesões 
➢ Fisiopatologia: estudo das alterações 
funcionais dos órgãos afetados 
SAÚDE- MORTE- DOENÇA 
➢ Pode-se definir saúde como um estado de 
adaptação do organismo ao ambiente físico, 
psíquico ou social em que vive, de modo que 
o indivíduo se sente bem (saúde subjetiva) e 
não apresenta sinais ou alterações orgânicas 
(saúde objetiva). 
➢ doença é um estado de falta de adaptação 
ao ambiente físico, psíquico ou social, no qual 
o indivíduo se sente mal (tem sintomas) e/ou 
apresenta alterações orgânicas evidenciáveis 
objetivamente (sinais clínicos). 
 
MÉTODOS DE ESTUDO EM PATOLOGIA 
➢ Estudo Morfológico:- Análise (Macroscópica e 
Microscópica), - Investigação e Diagnóstico 
➢ Origem e tipo de material analisado: - 
Citológico, Anatomopatológico (Biópsia, 
Necropsia). 
EXAME CITOLÓGICO 
➢ Diagnóstico: Neoplasias malignas e lesões 
precursoras; Agentes infecciosos e parasitários 
➢ Material: Raspados, Secreções, Líquidos, 
Punção aspirativa. 
➢ Exame Colpocitológico 
BIÓPSIAS 
➢ Diagnóstico e/ou tratamento Biópsias 
diagnósticas: 
➢ Endoscopia 
➢ Curetagem 
➢ Biópsia por agulha 
➢ Biópsia dirigida por aparelhos especiais 
NECROPSIA 
➢ Parcial 
➢ Completa 
TIPOS DE MICROSCOPIA 
Luz comum: 
 
Luz Polarizada: 
 
Contraste de Fase: 
 
Luz Ultravioleta Fluorescência: 
 
 
Tipos de Microscopia Eletrônica 
Transmissão: 
Varredura: 
 
CUTURA DE CÉLULAS 
 
➢ Morfometria Computadorizada KS 300, 
Kontron-Zeiss 
➢ Microscópio de luz acoplado a uma câmara 
de vídeo colorida, 
➢ Monitor de vídeo de alta definição 
➢ Unidade de Processamento, com placa 
capturadora de vídeo. 
 
PROCESSOS PATOLÓGICOS GERAIS (PPG) 
➢ Conceito: Alterações elementares que 
formam as doenças ou que surgem em 
decorrência delas. 
➢ Causas - Mecanismos - Bases estruturais 
(macro, microscopia, luz/eletrônica) – 
Moleculares 
➢ Repercussões funcionais  Evolução  
Consequências dos PPG (tecidos, órgãos e 
sistemas) 
RESPOSTA CELULARES FRENTE AO 
ESTRESSE E AOS ESTÍMULOS NOCIVOS 
ESTÁGIOS DAS LESÕES 
 
 
GRAUS DE LESÃO 
 
➢ sequência de desenvolvimento das 
alterações bioquímicas e morfológicas nas 
lesões celular 
➢ As células se tornam funcionais após a lesão 
➢ Lesão de duração longa leva à lesão 
irreversível e morte celular. 
 
ADAPTAÇÃO DO CRESCIMENTO E 
DIFERENCIAÇÃO CELULARES 
ADAPTAÇÕES 
➢ As adaptações são alterações reversíveis 
➢ Tamanho, Número, Fenótipo, Atividade 
metabólica ou função celular.Resposta a 
alterações Podem assumir diferentes formas 
➢ Células: Lábeis - constante proliferação 
Estáveis - quando necessário proliferam 
Perenes - "perderam" a capacidade de 
proliferar 
HIPERTROFIA 
➢ Conceito: distúrbio do crescimento celular 
caracterizado pelo aumento do volume das 
células do tecido ou órgão que resulta em 
aumento do órgão Aumento da massa 
celular como condição de adaptação de 
determinado estímulo 
➢ Tipos de Hipertrofia 
➢ Fisiológica Patológica 
 
➢ Condições para ocorrer: - fluxo sangüíneo - 
oxigênio e nutrientes - integridade morfo-
funcional da célula - integridade da 
inervação - estímulo adequado - limites da 
capacidade 
 
 
 
➢ Mecanismos de Hipertrofia 
➢ Cel. Normal (Estímulo físico/químico) ->Cel. 
Hipertrófica 
➢ Depende principalmente da ativação de vias 
metabólicas que induzem a síntese proteica, 
mas a hipertrofia não induz via que induzem 
proliferação cel. Vias distintas hiperplasia x 
hipertrofia 
Lesão celular reversível: tumefação celular, alteração 
gordurosa, bolhas na membrana plasmática e perda 
das microvilosidades, tumefação das mitocôndrias, 
dilatação do RE, eosinofilia (devida à diminuição do 
RNA citoplasmático). • Necrose: aumento da 
eosinofilia; retração, fragmentação e dissolução 
nuclear; rompimento da membrana plasmática e das 
membranas das organelas; abundantes figuras de 
mielina; extravasamento e digestão enzimática dos 
conteúdos celulares. • Padrões de necrose tecidual: 
sob diferentes condições, a necrose tecidual assume 
padrões específicos: de coagulação 
➢ Sensores mecânicos (aumento da carga de 
trabalho) 
➢ Fatores de crescimento (TGF-β; IGF-1) 
➢ Agentes vasos ativos (Agonista α-adrenégico, 
endotelina-1, ANGII) 
 
➢ Morfologia: - aumento do peso e volume - 
aumento das organelas - aumento do 
material genético ampliação - redundância 
gênica duplicação – poliploidia 
 
➢ Evolução e Consequências: dependeda 
intensidade, duração e da célula - 
multiplicação = Hiperplasia - degeneração / 
necrose – reversíveis 
HIPERPLASIA 
➢ Conceito: distúrbio do crescimento celular 
caracterizado pelo aumento da população 
(número) das células do tecido ou órgão que 
resulta em aumento do tamanho do órgão A 
hiperplasia é um estímulo que pode ser 
externo ou interno que sinaliza para a célula 
alvo iniciar ou aumentar sua proliferação 
➢ Tipos de Hiperplasia 
➢ Fisiológica- Compensatória Hormonal 
➢ Patológica -Excesso de hormônios ou fatores 
de crescimento atuando em células alvo 
➢ Hiperplasia Compensatória: 
 
➢ Hiperplasia Patológica 
➢ Estímulos hormonais desregulados, mas cessa 
quando é cessada a ação hormonal 
➢ Por ser desregulada, favorece um ambiente 
ideal para a proliferação de canceres 
➢ Hiperplasia de Próstata Hipertrofia de Bexiga 
➢ Mecanismos de Hiperplasia 
➢ Ação de agentes que estimulam fatores que 
induzem a proliferação de células 
quiescentes (cél que não estão replicando 
mas ao estimulam começam a replicar) 
➢ Fatores envolvido: Hormônios e sinalizadores 
peptídeos (VEGF, GH),Hormônios esteroides 
(Testosterona e progesterona), Ação viral 
(papiloma vírus) 
➢ Morfologia: - aumento do peso e volume - 
aumento do número de células pólipos / 
papilas - aumento do material genético 
 
 
➢ Evolução e Consequência: depende da 
intensidade, duração e da célula - aumento 
da função = Síndromes - podem evoluir para 
Displasia ou Neoplasia - degeneração / 
necrose - reversíveis ou irreversíveis 
 
ATROFIA 
➢ Conceito: distúrbio do crescimento celular 
caracterizado pela diminuição do número 
e/ou volume das células do tecido ou órgão 
Não significa que as células estão mortas ou 
inviáveis e sim com suas funções diminuídas 
➢ Patogênese: desequilíbrio entre síntese 
(renovação) proteica e degradação (morte) 
das proteínas nas células 
➢ Tipos de Atrofia 
➢ Fisiológica- Desenvolvimento normal (útero 
pós gravídico; notocorda e ducto tireoglosso 
– desenvolvimento Fetal) 
➢ Patológica - Depende da causa Local ou 
generalizada 
➢ Atrofia Patológica 
➢ Redução de carga de trabalho (atrofia de 
desuso), Perda da inervação (atrofia por 
desnervação), Diminuição do suprimento 
sanguíneo, Nutrição inadequada, Perda de 
estimulçao endócrina, Pressão (compressão 
tecidual) 
➢ Morfologia: - diminuição do peso e volume - 
aumento do estroma fibroadiposo - alteração 
da cor = lipofuscina - processos degenerativos 
 
 
➢ Mecanismo da Atrofia 
➢ Diminui síntese de proteínas devido atividade 
metabólica reduzida – via ubiquitina-
proteossoma (desuso e def. de nutrientes 
ativam a via) 
➢ Em alguns casos, acompanhada de 
autofagia (com aumento do número de 
vacúolos autofágicos) 
➢ lipofuscina (pigmento da senilidade – atrofia 
parda): vacúolos autofágicos resistentes à 
digestão e persistem como corpúsculos 
residuais 
METAPLASIA 
➢ Conceito: Alteração do crescimento celular 
reversível, em que um tipo de célula 
diferenciada (epitelial ou mesenquimal) é 
substituída por outro tipo celular (derivada do 
mesmo folheto embrionário) Representa 
substituição adaptativa de células Sensíveis 
ao estresse , mas capazes de suportar o 
ambiente hostil 
➢ A metaplasia epitelial mais comum é a 
colunar para escamosa 
➢ Trato respiratório em resposta à irritação 
crônica 
➢ Fumantes habituias 
➢ Cálculos nos ductos excretores das gl. 
Salivares, pâncreas ou ductos biliares 
➢ Deficiência de Vit. A – trato respiratórios 
 
➢ Metaplasia do tipo escamoso para colunar: 
esôfago de Barrett (substituição por cél. 
semelhantes à do intestino 
➢ Metaplasia do tecido conjuntivo: Formação 
de cartilagem, osso ou tecido adiposo 
(tecidos mesenquimais) em tecidos que não 
contém estes elementos 
➢ Mecanismo de Metaplasia 
➢ Etiologia- alterações do meio (agressão 
repetida): agentes físicos (mecânico, 
temperatura), agentes químicos, agentes 
biológicos (inflamações crônicas) 
 
VISÃO GERAL DA LESÃO CELULAR E 
MORTE CELULARES 
LESÃO CELULAR (REVERSÍVEL E IRREVERSÍVEL) 
 
➢ Mecanismo de lesão celular: reversível e 
irreversível. 
➢ A resposta celular ao estímulo nocivo 
depende do tipo de lesão, sua duração e sua 
gravidade. 
➢ As consequências da lesão celular 
dependem do tipo, estado e adaptabilidade 
da célula lesada (estado nutricional e 
hormonal celular e suas necessidades são 
importantes). 
➢ A lesão celular é resultante de diferentes 
mecanismos bioquímicos que agem em vários 
componentes celulares essenciais 
 
➢ Depleção de ATP. 
➢ Danos mitocondriais 
➢ Influxo de cálcio e perda da homeostase do 
cálcio 
➢ Acúmulo de Radicais Livres 
➢ Defeitos da permeabilidade da membrana 
➢ Danos ao DNA e às proteínas 
➢ Tumefação celular: • Primeira manifestação • 
Alteração morfológica mais evidente à 
macroscopia – causa palidez, aumento do 
turgor e do peso • Microscopia: citoplasma 
claros – aumento da eosinofilia 
 
 
NECROSE 
➢ CONCEITO: Morte de uma célula, tecido ou 
órgão permanecendo o organismo (como 
um todo) vivo havendo uma reação dos 
tecidos vizinhos O aspecto morfológico resulta 
da desnaturação de proteínas intracelulares 
e da digestão enzimática das células lesadas 
letalmente – perda da integridade da 
membrana 
 
➢ Necrose Classificação 
➢ a - Necrose coagulativa 
➢ b - Necrose liquefativa 
➢ c - Necrose caseosa 
➢ d - Necrose gordurosa 
➢ e - Necrose fibrinóide 
➢ f - Necrose por esfacelo 
➢ g - Necrose purulenta 
 
➢ A necrose de coagulação refere-
se às alterações visíveis em uma célula moribu
nda quando visualizada sob microscopia ópti
ca. 
➢ Em.geral, os contornos da célula e do tecid
o são preservados. 
➢ A necrose de coagulação caracteriza-
se por eosinofilia citoplasmática e 
núcleo muito escuro à coloração ou frag
mentado. 
➢ No tecido, a necrose de coagulação most
ra-se como uma área rosada ou 
avermelhada; com o tempo, os macrófagos 
consomem as células necróticas e o tecido é 
substituído por tecido cicatricial colagenoso 
descorado. 
 
➢ A necrose gordurosa decorre com maior 
frequência da liberação extracelular de 
enzimas lipolíticas no tecido adiposo. 
 
 
➢ A necrose gangrenosa não é um padrão 
específico de morte celular, mas o termo 
ainda é usado comumente na prática clínica. 
➢ Em geral, é aplicado a um membro, 
comumente a perna, que tenha perdido seu 
suprimento sanguíneo e que sofreu necrose 
de coagulação, envolvendo várias camadas 
de tecido. 
➢ Quando uma infecção bacteriana se 
superpõe, a necrose de coagulação é 
modificada pela ação liquefativa das 
bactérias e dos leucócitos atraídos 
(resultando na chamada gangrena úmida). 
 
 
➢ A necrose caseosa é uma lesão característica
 da tuberculose. Os granulomas tuberculosos 
contêm micobactérias mortas engolfadas por 
macrófagos necróticos; persistem como frag
mentos eosinofílicos grosseiros semelhantes a 
queijo cremoso. 
 
➢ A necrose gordurosa decorre com maior freq
üência da liberação extracelular de enzimas li
políticas no tecido adiposo. 
 
➢ Necrose gordurosa Liberação de lipases 
pancreáticas ativadas nas substâncias do 
pâncreas e na cavidade peritoneal 
➢ emergência abdominal: pancreatite aguda 
ISQUEMIA E REPERFUSÃO 
➢ Hipóxia x isquemia 
 
➢ Restauração do fluxo sanguíneo para tecidos 
isquêmicos pode promover a restauração das 
células, se estas foram lesadas de modo 
reversível. 
➢ No entanto, quando o fluxo sanguíneo é 
restaurado para as células que estavam 
isquêmicas, mas não mortas, a lesão é 
paradoxalmente exacerbada e prossegue 
em ritmo acelerado. 
➢ Resultado: tecidos reperfundidos continuam a 
perder células, além daquelas que foram 
lesadas irreversivelmente no fim da isquemia. 
➢ Esse processo é clinicamente importante 
porque contribui para danos no tecido em 
infartos do miocárdio e cerebrais e em 
seguida a terapiaspara restaurar o fluxo 
sanguíneo 
APOPTOSE 
➢ processo ativo de auto-destruição 
➢ comandada pelo genoma 
➢ diminuição das funções celulares 
➢ condensação e fragmentação de porções 
celulares 
➢ fagocitose pelas células vizinhas/macrófagos 
 
➢ Morfologia apoptose fisiológica: Retração 
celular, Condensação da cromatina, 
Formação de bolhas citoplasmáticas e 
corpos apoptóticos, Fagocitose. 
 
 
➢ Via intrínseca da apoptose: Aumento de 
permeabilidade mitocondrial e liberação de 
moléculas apoptóticas (indutoras de morte) 
dentro do citoplasma 
➢ Bcl-2: proteína antiapoptótica – viabilidade 
cel.: mantém integridade da membranas 
➢ Perda de sinal de sobrevivência, lesão no 
DNA ativam Bax e Bak (pró-apoptóticas), 
extravasando citocromo –C = ativação das 
caspases e apoptose 
 
➢ Via extrínseca da apoptose (iniciada por 
receptores de morte da membrana) 
➢ TNF: domínio de morte (entrega de sinais de 
apoptose: ativam cascatas inflamatórias): 
TNFR1 e Fas 
 
➢ Fases: Iniciação: Interação entre receptores e 
indutores da apoptose, Ativação das 
caspases iniciadoras (clivagem do 
citoesqueleto), Caspases iniciadoras ativam 
as executoras. 
➢ Fases: Execução: Ativação de caspases 
executoras : regulada pelos genes Bcl-2 ; Fase 
irreversível após iniciada - Caspases ativam 
proteases - Degradação de proteínas do 
envelope nuclear e fragmentação do DNA. 
➢ Apoptose Ocorrência - condições fisiológicas 
- condições patológicas 
➢ A. Embriogênese - metamorfose 
➢ B. Pós-natal - sistema genital - inflamações – 
neoplasias 
➢ Membranas Interdigitais •Mãos •Pés 
➢ - fendas branquiais e notocorda 
➢ Apoptose Hepatite virótica 
 
AUTOFAGIA 
➢ Célula digere seu próprio conteúdo 
➢ Mecanismo de sobrevivência em período de 
privação de nutrientes – recicla conteúdos 
digeridos 
➢ Regulada por genes autofágicos (Atgs) 
➢ Sugere: autofagia desencadeia a morte 
celular – distinto da necrose e apoptose – não 
conhecido os mecanismos ainda 
➢ tem sido invocada como mecanismo de 
perda celular em várias doenças, incluindo as 
doenças degenerativas dos sistemas nervoso 
e muscular 
➢ em muitos distúrbios, as células lesadas 
contêm abundantes vacúolos autofágicos. 
 
➢ Autofagia. O estresse celular, como privação 
de nutrientes, ativa os genes da autofagia 
que criam vacúolos nos quais as organelas 
celulares são sequestradas e então 
degradadas, após a fusão das vesículas com 
lisossomos. Os materiais digeridos são 
reciclados para fornecer nutrientes para a 
célula. 
ACÚMULOS INTRACELULARES 
➢ Duas categorias: (1)Constituinte celular 
normal, como água, lipídios, proteína se 
carboidratos – se acumulam em excesso 
(2)Substância anormal, seja exógeno, como 
mineral ou produtos de agentes infecciosos, 
ou endógeno, como um produto da síntese 
ou metabolismo anormal 
➢ Anormalidades: 
➢ 1. Substância endógena normal é produzida 
a uma taxa normal ou aumentada, mas a 
taxa de metabolismo é inadequada para 
removê-la Ex: degeneração gordurosa no 
fígado – esteatose 
➢ 2. Substância endógena anormal - produto 
de gene mutado, acumula devido à defeito 
no dobramento e transporte de proteínas e 
inabilidade de degradar a proteína anormal 
➢ 3. Substância endógena normal, acumula-se 
devido à defeitos herdados, em enzimas que 
são necessárias para o metabolismo de 
substâncias 
➢ 4. Substância exógena anormal é depositada 
e se acumula porque a célula não possui 
maquinaria enzimática para degradar a 
substância e nem a habilidade de transportá-
la para outros locais 
 
➢ Degenerações 
➢ Conceito: Processo patológico reversível 
caracterizado por alterações morfológicas 
funcionais decorrentes da incapacidade 
celular em manter sua homeostasia, 
resultando em alterações físico-químicas e no 
acúmulo de substâncias no interior 
(citoplasma) das células 
➢ Determinantes: Redução da fosforilação 
oxidativa com consequente depleção do 
armazenamento de energia na forma de ATP 
e tumefação celular causada por alterações 
da concentração de íons e influxos de água 
➢ Tipos: Tumefação celular (degeneração 
hidrópica), Degeneração gordurosa 
(esteatose) 
 
 
 
➢ Morfologia Quadro macroscópico - aumento 
do peso e volume - diminuição da 
consistência - diminuição da coloração 
(pálido) 
 
 
➢ Acúmulos intracelulares: Esteatose 
 
➢ Esteatose: Etiologia 
 
 
➢ Morfologia: Quadro macroscópico 
➢ aumento do peso e volume - cápsula 
distendida - bordos arredondados 
➢ Morfologia: Quadro microscópico 
 
➢ Morfologia: Quadro macroscópico 
➢ Coloração amarelada - Vasos em "fenda" 
➢ Diminuição da consistência - Aspecto 
"untuoso" ao tato 
 
COLESTEROL E ÉSTERES DE COLESTEROL 
➢ Acúmulos focais de macrófagos cheios de 
colesterol na lâmina própria da vesícula (Este 
termo refere-se aos acúmulos focais de 
macrófagos cheios de colesterol na lâmina 
própria da vesícula biliar - mecanismo de 
acúmulo é ignorado) 
➢ aterosclerose: Acúmulo ou alteração do 
estado físico-químico de lipídios, dos grupos 
não triacilgliceróis no citoplasma 
especialmente de macrófagos -> Placas 
ateromatosas 
 
➢ Gotículas de reabsorção de proteínas no 
epitélio tubular renal Doenças que cursam 
com proteinúria 
DEGENERAÇÃO HIALINA 
➢ Conceito:Alteração da constituição físico-
química dos elementos protéicos, resultando 
em acúmulo no interior do citoplasma, 
caracterizado à microscopia de luz, por 
material vítreo, amorfo, hialino e brilhante 
➢ Grego hyalos = vidro 
➢ Glomerulonefrite no Lupus eritematoso 
sistêmico As setas apontam lesões “wire loop” 
– espessamento do capilar glomerular 
causado por maciço depósito subendotelial 
de imunocomplexos 
DEGENERAÇÃO POR ACÚMULO DE 
GLICOGÊNIO 
➢ Conceito: Acúmulo ou alteração do estado 
físico-químico de glicogênio, tendo por causa 
básica deficiência enzimática (glicogenoses) 
que atuam no seu processo de degradação 
➢ Acúmulos intracelulares: Pigmentos 
➢ Exógenos -> carbono (poeira de carvão) 
Tatuagem Sem resposta inflamatória 
➢ Endógenos -> Lipofuscina Melanina 
Hemossiderina Bilirrubina 
lipofuscina 
 
CALCIFICAÇÕES PATOLÓGICAS 
➢ Conceito: depósitos nos tecidos “não-ósseos” 
de compostos formados por Cálcio e Fósforo, 
sob a forma de hidroxiapatita 
Ca10(PO4)(HO)2], fosfato amorfo ou 
pirofosfato 
➢ Classificação: - Distrófica (discrásica) = Ca x P 
normal, lesão prévia - Metastática = Ca x P 
alterado, sem lesão prévia - Calcifilaxia = Ca x 
P alterado + lesão prévia 
➢ Distrófica -> Áreas de necrose Presente em 
ateromas Valvas cardíacas envelhecidas 
Patogenia: Formação de mineral fosfato de 
cálcio cristalino 
➢ Metastática -> Hipercalcemia em tecidos 
normais Acentua a distrófica Patogenia: 
aumento do PTH; destruição do tec. Ósseo; 
distúrbios da vit. D; insuficiência renal 
ENVELHECIMENTO CELULAR 
➢ Conceito: Resultado do declínio progressivo 
da função e viabilidade celulares causado 
por anomalias genéticas e acúmulo de danos 
moleculares e celulares devido aos efeitos da 
exposição a influências exógenas. 
 
 
INFLAMAÇÃO AGUDA E CRÔNICA 
DEFINIÇÃO 
➢ Resposta a infecções; 
➢ Resposta a lesões teciduais; 
➢ Resposta protetora essencial à sobrevivência, 
que envolve células do hospedeiro, vasos 
sanguíneos, proteínas e outros mediadores e 
destinada a eliminar a causa inicial da lesão 
celular, bem como as células e tecidos 
necróticos que resultam da lesão original e 
iniciar o processo de reparo. 
 
 
SEQUÊNCIA DE EVENTOS DA REAÇÃO 
INFLAMATÓRIA 
 
Acúmulo de pigmentos: pigmentos indigeríveis, como 
carbono, lipofuscina (produto de degradação da 
peroxidação lipídica), ferro (geralmente devido a 
sobrecarga, como na hemossiderose). 
Calcificações patológicas :Calcificação distrófica: 
deposição de cálcio em áreas de lesão celular e 
necrose; Calcificação metastática: deposição de 
cálcio em tecidos normais, causada por 
hipercalcemia (geralmentecomo consequência de 
excesso de paratormônio). 
 Resulta da combinação de lesões celulares que 
se acumulam (p. ex., por radicais livres), 
redução da capacidade de divisão 
(senescência replicativa) e redução da 
habilidade de reparar o DNA lesado. • Acúmulo 
de lesões ao DNA: defeitos no mecanismo de 
reparo de DNA; inversamente, o reparo do DNA 
pode ser ativado pela restrição calórica 
conhecida por prolongar o envelhecimento em 
organismos-modelo. • Senescência replicativa: 
capacidade reduzida de divisão celular devida 
ao encurtamento progressivo das extremidades 
cromossômicas (telômeros). • Outros fatores: 
acúmulo progressivo de lesões metabólicas; 
prováveis papéis dos fatores de crescimento 
que promovem envelhecimento em 
organismos-modelo. 
 
 
CONSEQUÊNCIAS NOCIVAS 
 
CAUSAS 
➢ Infecções 
➢ Necrose dos tecidos 
➢ Corpos estranhos 
➢ Reações imunes 
NFLAMAÇÃO – RECONHECIMENTO DE MO E 
CÉLULAS DANIFICADAS 
 
INFLAMAÇÃO AGUDA 
 
➢ Inflamação aguda é uma resposta rápida 
que leva leucócitos e proteínas plasmáticas 
para os locais da lesão. Uma vez lá, os 
leucócitos removem os invasores e iniciam o 
processo de digerir e se livrar dos tecidos 
necróticos. 
➢ Alterações vasculares: alterações do calibre 
vascular que resultam em aumento do fluxo 
sanguíneo (vasodilatação) e alterações nas 
paredes vasculares que permitem que as 
proteínas plasmáticas deixem a circulação 
(aumento da permeabilidade vascular); 
➢ Eventos celulares: emigração dos leucócitos 
da microcirculação e seu acúmulo no foco 
da lesão (recrutamento e ativação celular), 
tornando-os aptos para eliminar o agente 
agressor. Os principais leucócitos na 
inflamação aguda são os neutrófilos 
(leucócitos polimorfonucleares). 
REAÇÕES DOS VASOS SANGUÍNEOS 
alterações no fluxo e no calibre 
➢ A vasodilatação é induzida pela ação de 
vários mediadores, sobretudo a histamina, nos 
músculos vasculares lisos; 
➢ Aumento de permeabilidade da 
microvasculatura e extravasamento de fluido; 
➢ Estase – congestão vascular; 
receptores 
celulares para 
microrganismos
TLRs – cél. Epiteliais, 
CDs,macrófagos e 
leucócitos
Sensores de 
dano celular Inflamassomo – IL-1
Proteínas 
circulatórias
Lectina ligante de 
manose -
Complemento
A inflamação é uma resposta protetora do 
hospedeiro a invasores estranhos e tecidos 
necróticos, porém ela mesma pode causar 
lesão tecidual. 
Os principais componentes da inflamação 
são a reação vascular e a resposta celular; 
ambas são ativadas por mediadores 
derivados das proteínas plasmáticas e de 
várias células. 
 As etapas da resposta inflamatória podem ser 
lembradas como os cinco erres: (1) 
reconhecimento do agente lesivo, (2) 
recrutamento dos leucócitos, (3) remoção do 
agente, (4) regulação (controle) da resposta 
e (5) resolução (reparo). 
 O resultado da inflamação aguda é a 
eliminação do estímulo nocivo, seguida do 
declínio da reação e o reparo do tecido 
lesado ou lesão persistente que resulta em 
inflamação crônica. 
➢ Acúmulo de leucócitos (neutrófilos) no 
endotélio vascular e sua migração para o 
tecido intersticial. 
permeabilidade vascular aumentada 
 
RECRUTAMENTO DE LEUCÓCITOS PARA OS 
LOCAIS DE INFLAMAÇÃO 
 
DESTRUIÇÃO INTRACELULAR DE MO 
➢ A morte dos microrganismos é realizada pelas 
espécies reativas de oxigênio (ERO, também 
chamadas de intermediários reativos de 
oxigênio) e espécies reativas de nitrogênio, 
principalmente aquelas derivadas do óxido 
nítrico (NO). Estes, tanto quanto as enzimas 
lisossômicas, destroem os resíduos 
fagocitados. 
➢ EROS 
➢ NO 
➢ Enzimas lisossômicas 
MEDIADORES DA INFLAMAÇÃO 
 
A vasodilatação é induzida por mediadores 
químicos como a histamina (descrita mais 
adiante) e é a causa de eritema e estase do 
fluxo sanguíneo. 
 O aumento da permeabilidade vascular é 
induzido pela histamina, cininas e outros 
mediadores que produzem aberturas entre as 
células endoteliais; por lesão endotelial direta 
ou induzida por leucócito e pelo aumento da 
passagem de líquidos através do endotélio; o 
aumento da permeabilidade vascular 
permite a entrada de leucócitos e proteínas 
plasmáticas nos locais da infecção ou da 
lesão do tecido; o líquido que extravasa dos 
vasos sanguíneos resulta em edema. 
Os leucócitos são recrutados do sangue para o 
tecido extravascular, onde estão localizados os 
patógenos infecciosos ou tecidos lesados, e são 
ativados para executar suas funções. 
 O recrutamento dos leucócitos é um processo de 
múltiplas etapa, consistindo em aderência 
transitória e rolagem no endotélio (mediadas por 
selectinas), aderência firme ao endotélio (mediada 
por integrinas) e migração por entre os espaços 
interendoteliais. 
 Várias citocinas promovem expressão de selectinas 
e ligantes de integrina no endotélio (TNF, IL-1), 
aumentam a afinidade das integrinas por seus 
ligantes (quimiocinas) e promovem a migração 
direcional dos leucócitos (também quimiocinas); 
muitas dessas citocinas são produzidas pelos 
macrófagos do tecido e outras células que 
respondem aos patógenos ou tecidos lesados. 
 Os neutrófilos predominam no infiltrado inflamatório 
inicial e são depois substituídos pelos macrófagos. 
 
Histamina e Serotonina 
➢ Aminas Vasoativas: Histamina e Serotonina 
➢ A histamina causa dilatação das arteríolas e 
aumenta a permeabilidade das vênulas 
Metabólitos do Ácido Araquidônico 
 
Citocinas 
 
TNF e IL-1 
 
Quimiocinas 
➢ Quimioatraentes para tipos específicos de 
leucócitos; 
Sistema Complemento 
 
Outros 
➢ Fator de Ativação Plaquetária (PAF); 
➢ Produtos da Coagulação; 
➢ Cininas; 
➢ Neuropeptídeos 
PADRÕES MORFOLÓGICOS. 
 
inflamação serosa 
 
➢ A inflamação serosa é caracterizada pelo 
extravasamento de um fluido aquoso, 
relativamente pobre em proteína que, 
dependendo do local da lesão, se origina do 
soro sanguíneo ou das secreções de células 
mesoteliais que revestem as cavidades 
peritoneal, pleural e pericárdica. 
exsudato fibrinoso 
 
➢ Exsudato fibrinoso: contém grandes quantida
des de fibrina em decorrência de ativação d
a coagulação. ocorre como consequência 
de lesões mais graves, resultando em maior 
permeabilidade vascular que permite a 
moléculas grandes (como o fibrinogênio) 
atravessarem a barreira endotelial. 
inflamação purulenta – supurativa – Abscesso 
 
➢ São caracterizadas pela presença de grande 
quantidade de exsudato purulento (ou pus) 
consistindo em neutrófilos, células necróticas 
e líquido de edema 
➢ Exsudato ou derrame purulento: com frequ
ência, associado a infecções bacterianas 
piogênicas e contém grandes quantidades 
de neutrófilos (leucócitos polimorfonucleares) 
Aminas vasoativas: histamina, serotonina: seus 
principais efeitos são a vasodilatação e o 
aumento da permeabilidade vascular. 
Metabólitos do ácido araquidônico — 
prostaglandinas e leucotrienos: existem em 
várias formas e estão envolvidos nas reações 
vasculares, na quimiotaxia dos leucócitos e 
outras reações da inflamação; são 
antagonizados pelas lipoxinas. 
Citocinas: proteínas produzidas por muitos 
tipos celulares, geralmente atuam em curto 
alcance; medeiam múltiplos efeitos, 
principalmente no recrutamento e migração 
dos leucócitos; as principais na inflamação 
aguda são TNF, IL-1, IL-6 e quimiocinas. 
ERO, espécies reativas do oxigênio: papel na 
destruição microbiana e lesão tecidual. • 
Óxido nítrico: vasodilatação, destruição 
microbiana. 
 Enzimas lisossômicas: papel na destruição 
microbiana, lesão tecidual. 
Proteínas do complemento: a ativação do 
sistema complemento por micróbios ou 
anticorpos leva à geração de vários produtos 
de degradação que são responsáveis pela 
quimiotaxia dos leucócitos, opsonização e 
fagocitose de micróbios e outras partículas e 
destruição celular. 
Proteínas da coagulação: a ativação do 
fator XII desencadeia acoagulação, as 
cininas e as cascatas do complemento e 
ativa o sistema fibrinolítico. 
Cininas: produzidas por clivagem proteolítica 
dos precursores, modulam a reação vascular 
e a dor. 
➢ Inflamação supurativa: exsudato purulento co
m necrose liquefativa importante (acúmulo d
e pus). 
➢ Os abscessos são coleções localizadas de pus 
que podem ser causadas por organismos 
piogênicos contidos dentro de um tecido ou 
por infecções secundárias de focos 
necróticos 
– úlcera 
 
➢ Uma úlcera é um defeito local ou escavação 
da superfície de um órgão ou tecido que é 
produzida por necrose das células e 
desprendimento (esfacelamento) do tecido 
inflamatório necrótico. 
RESULTADOS 
 
➢ Resolução: Sob condições ideais, o estado infl
amatório sofre resolução por meio da elimina
ção da fonte lesiva e do restabelecimento 
de estrutura e função teciduais normais. O infl
uxo de leucócitos é interrompido, fragmentos 
celulares e teciduais são removidos, vasos 
sangüíneos, epitélio e MEC são reparados. 
➢ Abscesso: Quando tecido destruído por produ
tos de neutrófilos é isolado, forma-
se um abscesso, contendo células teciduais m
ortas e neutrófilos (pus). 
➢ Cicatriz: Lesão tecidual irreversível pode result
ar na substituição de tecido normal por uma 
cicatriz. 
➢ Linfadenite: Linfonodos que drenam a área le
sada podem aumentar de tamanho devido à
 quantidade crescente de folículos corticais e 
fagócitos sinusais. 
➢ falência da resolução: A persistência da reaç
ão inflamatória pode resultar em resposta ag
uda prolongada ou, com maior frequência, 
em inflamação crônica. 
INFLAMAÇÃO CRÔNICA 
➢ A inflamação crônica pode dever-se a uma 
falha em eliminar por completo a agressão 
patológica, ou pode decorrer de uma 
resposta imunológica a um antígeno 
estranho. Os eventos que conduzem à 
inflamação crônica assemelham-se aos da 
inflamação aguda e incluem 
desencadeadores lesivos, ativação da 
cascata do completo e da cascata da 
coagulação, recrutamento de células 
inflamatórias e graus variáveis de fibrose. 
➢ A inflamação crônica é a inflamação de 
duração prolongada (semanas a meses ou 
anos) na qual inflamação ativa, destruição 
tecidual e reparação por fibrose ocorrem 
simultaneamente. Lesão tecidual e tentativas 
de reparo coexistem 
➢ Início insidioso Resposta de baixo grau e 
latente, sem nenhuma manifestação prévia 
de uma reação aguda. 
CAUSAS DA INFLAMAÇÃO CRÔNICA 
➢ Infecções persistentes por microrganismos 
que são difíceis de eliminar. 
➢ Estimula reação imunológica 
hipersensibilidade do tipo tardia - Reação 
granulomatosa 
➢ I – imediata - anfilaxia II – IgM e IgG – 
autoanticorpos - anemia hemolítica 
autoimune III – Imunocomplexos – LES, 
Glomerulonefrite pós estreptocócica IV – 
tardia – TB – granuloma 
 
➢ Doenças de hipersensibilidade: ativação 
excessiva ou inapropriada do sistema 
imunológico. 
 
 
➢ inapropriadamente deflagradas contra os 
antígenos que normalmente são inofensivos -
> Fibrose. 
➢ Exposição prolongada a agentes 
potencialmente tóxicos, tanto exógenos 
quanto endógenos 
 
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS 
 
 
 
Inflamação aguda 
 
CÉLULAS E MEDIADORES DA INFLAMAÇÃO 
CRÔNICA 
➢ Macrófagos: células dominantes na maioria 
das reações inflamatórias crônicas. 
➢ Em 48h podem ser as células predominates 
➢ são células teciduais (meses – anos) 
➢ As células circulantes são os monócitos (1 dia 
de vida 
➢ - Fígado: células de Kupffer; - Baço e 
linfonodos: histiócitos sinusais; -SNC: micróglia - 
Pulmões: macrófagos alveolares; Sistema 
fagocitário mononuclear 
 
➢ Macrófagos: destroem invasores estranhos e 
ativam especialmente os linfócitos T 
➢ Os macrófagos são fagócitos profissionais 
➢ Ativados por: - Endotoxinas; - Sinais derivados 
de células T (IFN-γ); - Cristais/partículas 
➢ Não são microbicidas Reparo tecidual - 
Fatores de crescimento – angiogênese; - 
Fibroblastos - síntese de colágeno 
➢ aumento da habilidade de eliminar 
organismos e secretar citocinas que 
estimulam a inflamação 
 
➢ Vias de ativação dos macrófagos. Diferentes 
estímulos ativam monócitos/macrófagos a se 
desenvolverem em populações 
funcionalmente distintas. Macrófagos 
classicamente ativados são induzidos por 
produtos microbianos e por citocinas, 
particularmente IFN-g, e são microbicidas e 
envolvidos em inflamações potencialmente 
prejudiciais. Os macrófagos ativados 
alternativamente são induzidos por IL-4 e IL-13, 
produzidas por células TH2 (uma 
subpopulação de célula T auxiliadora) e 
outros leucócitos, e são importantes no reparo 
tecidual e fibrose. IFN-g, interferon g; IL-4, IL-
13, interleucinas 4 e 13. 
➢ Será que ativação de M1 precede ativação 
de M2? 
➢ Os macrófagos secretam mediadores da 
inflamação, tais como as citocinas (TNF, IL-1) - 
essenciais para a iniciação e a propagação 
das reações inflamatórias 
➢ Ativação de macrófagos pelos produtos da 
ativação de linfócitos T 
➢ Ação microbicida; Promoção da inflamação 
➢ Reparo tecidual – fibrose; Ação anti-
inflamatória 
 
FUNÇÃO DOS LINFÓCITOS 
 
➢ Embora a função principal dos L seja mediar 
a imunidade adaptativa, que fornece defesa 
contra patógenos infecciosos, essas células 
estão frequentemente presentes na 
inflamação crônica. 
➢ inflamação tende a ser persistente e grave 
➢ inflamação granulomatosa 
➢ MO: ativam LT e LB Imunidade adaptativa 
 
➢ Quando uma APC age as células T se 
diferenciam... 
➢ recrutamento de neutrófilos (e monócitos) 
Defesa contra bactérias. 
➢ IFN-γ que ativa os macrófagos – via clássica 
Defesa contra bactérias 
➢ IL-4, a IL-5 e a IL-13, que recrutam e ativam os 
eosinófilos – asma, helmintos via alternativa 
da ativação dos macrófagos 
 
INTERAÇÕES MACRÓFAGO-LINFÓCITO 
➢ L Th1 e Th17 liberam IFN e Il-17 – recruta 
macrófagos e monócitos 
➢ aumento da habilidade de eliminar 
organismos e secretar citocinas que 
estimulam a inflamação 
 
➢ Interações macrófago-linfócito na inflamação 
crônica. Linfócitos e macrófagos ativados 
estimulam-se entre si e ambos liberam 
mediadores inflamatórios que influenciam 
outras células. INF-g, interferon g; IL-1, 
interleucina 1; TNF, fator de necrose tumoral. 
➢ Eosinófilos 
➢ Os eosinófilos são abundantes nas reações 
imunológicas mediadas por IgE e em 
infecções parasitárias. 
➢ Os eosinófilos têm grânulos contendo a 
proteína básica principal, uma proteína 
altamente catiônica que é tóxica para 
parasitas, mas também causa lise das células 
epiteliais dos mamíferos ( asma). 
 
➢ Mastócitos: 
➢ amplamente distribuídos nos tecidos 
conjuntivos e participam de ambas as 
reações inflamatórias, aguda e crônica 
➢ reações alérgicas aos alimentos, veneno de 
insetos ou fármacos 
 
INFLAMAÇÃO GRANULOMATOSA 
➢ Inflamação crônica caracterizada por 
coleções de macrófagos ativos, 
frequentemente com linfócitos T, e, algumas 
vezes, associada à necrose central. 
➢ tentativa celular de conter um agente 
agressor difícil de eliminar. 
➢ Células epitelioides = macrófagos com 
citoplasma abundante 
➢ Células gigantes = multinucleadas = fusão de 
macrófagos 
➢ Granuloma tuberculoso típico exibindo uma 
área de necrose central cercada por várias 
células gigantes multinucleadas, células 
epitelioides e linfócitos. 
 
➢ Granulomas imunes: - Induz resposta 
imunológica mediada por célula T; - Difícil 
eliminar o agente iniciador; 
➢ L 2 – ativa outras células T IFN-γ: ativa 
macrófagos 
➢ M. tuberculosis, Treponema pallidum ou 
fungos Doença de Crohn 
 
➢ Granulomas de corpos estranhos: formados 
por corpos estranhos relativamente inertes 
➢ Talco: abuso de droga EV; 
➢ Suturas grandes o suficiente para impedir a 
fagocitose por um único macrófago e não 
estimular nenhuma resposta inflamatória ou 
imunológica. 
➢ As células epitelioides e as células gigantes 
são depositadas na superfície do corpo 
estranho.EFEITOS SISTÊMICOS DA INFLAMAÇÃO 
➢ Febre: elevação da T 1°C a 4°C; 
➢ Inflamação associada a uma infecção; 
➢ Pirógenos – produtos bacterianos LPS; 
➢ Ativam COX que convertem AA em 
prostaglandinas – hipotálamo PGE2 – estimula 
NT que desregulam os mecanismos de 
controle da temperatura. 
➢ AINES – inibem a COX. 
➢ Proteínas da fase aguda; 
➢ Sintetizada no fígado – estimulado pela IL-6 
➢ [ ] aumenta na inflamação; 
➢ Proteína C-reativa (CRP) - estimulada pela IL-6 
➢ Fibrinogênio - estimulado pela IL-6 - VHS 
➢ Proteína amiloide sérica A – estimulada IL-1 ou 
TNF 
➢ Leucocitose e desvio à esquerda Diferencial: 
Leucemia e reação leucemóide 
➢ Infecções bacterianas: neutrofilia Infecções 
virais: linfocitose - Mononucleose infecciosa - 
Caxumba – Sarampo 
➢ Nas infecções bacterianas graves (sepse), a 
grande quantidade de bactérias e de seus 
produtos no sangue estimula a produção de 
citocinas, com destaque para TNF e IL-1; 
➢ Coagulação intravascular disseminada; 
➢ Choque hipotensivo 
➢ Perturbações metabólicas - resistência à 
insulina e hiperglicemia 
➢ Tríade do choque séptico 
RENOVAÇÃO, REGENERAÇÕES E REPARO 
DE TECIDOS 
➢ Reparo Tecidual: cura; Restauração da 
estrutura e da função dos tecidos após a 
lesão; A resposta inflamatória à MO ou em 
tecidos lesados serve para eliminar esses 
riscos e também ativa o processo de reparo. 
➢ O reparo de tecidos lesados ocorre por meio 
de dois tipos de reação: - Regeneração: 
através da proliferação de células não 
lesadas e da maturação das células-tronco 
teciduais; - Cicatrização: deposição de 
tecido conjuntivo. 
REPARO TECIDUAL 
➢ A regeneração de tecidos é orientada pela 
proliferação de células não lesadas (residuais) 
e substituição a partir de células-tronco. 
➢ A proliferação celular ocorre quando células 
quiescentes entram no ciclo celular. O ciclo 
celular é estreitamente regulado por 
ativadores e inibidores, e contém pontos de 
controle intrínsecos que evitam a replicação 
de células anormais. 
Resposta prolongada do hospedeiro a 
estímulos persistentes. 
 Causada por microrganismos que resistem à 
eliminação, por respostas imunes a antígenos 
próprios ou ambientais e por algumas 
substâncias tóxicas (p. ex., sílica); fundamenta 
muitas doenças importantes do ponto de 
vista médico. 
Caracterizadas por inflamação persistente, 
lesão tecidual, tentativas de reparo por 
cicatrização e resposta imune. 
Infiltrado celular constituído por macrófagos 
ativados, linfócitos e plasmócitos, 
frequentemente com fibrose proeminente. 
Mediada por citocinas produzidas pelos 
macrófagos e linfócitos (principalmente 
linfócitos T); as interações bidirecionais entre 
essas células tendem a amplificar e prolongar 
a reação inflamatória. 
Febre: citocinas (TNF, IL-1) estimulam a 
produção de prostaglandinas no hipotálamo. 
Produção de proteínas de fase 
aguda:proteína C reativa,outras; síntese 
estimulada por citocinas (IL-6, outras) atuando 
nas células hepáticas. 
 Leucocitose: citocinas (CSFs) estimulam a 
produção de leucócitos a partir de 
precursores na medula óssea. 
Em algumas infecções graves, choque 
séptico; queda da pressão sanguínea, 
coagulação intravascular disseminada, 
anormalidades metabólicas; induzidas por 
altos níveis de TNF 
➢ Os tecidos são divididos em lábeis, estáveis e 
permanentes, de acordo com a capacidade 
proliferativa de suas células. 
➢ Os tecidos que se dividem continuamente 
(lábeis) contêm células maduras capazes de 
se dividir e células-tronco que se diferenciam 
para substituir as células perdidas. 
➢ As células-tronco de embriões (células ES) são 
pluripotentes; os tecidos adultos, 
particularmente a medula óssea, contêm 
células-tronco adultas capazes de regenerar 
múltiplas linhagens celulares. 
➢ As células-tronco pluripotentes induzidas 
(células iPS) são obtidas através da 
introdução de genes característicos de 
células ES em células maduras. As células iPS 
adquirem muitas características de células-
tronco. 
 
 
REGENERAÇÃO 
➢ É o retorno dos tecidos ao estado normal 
através da substituição dos componentes 
danificados. 
➢ Proliferação de células que sobrevivem à 
lesão e conservam a capacidade de se 
proliferar - epitélios de rápida divisão 
➢ Os mamíferos têm capacidade limitada de 
regenerar tecidos e órgãos, e apenas alguns 
componentes da maioria dos tecidos 
conseguem recuperar-se plenamente 
CICATRIZAÇÃO 
➢ É a deposição de tecido conjuntivo. 
➢ Se os tecidos lesados não conseguirem se 
restituir ou a lesão for severa, o reparo ocorre 
pela deposição de tecido conjuntivo 
(fibroso). 
➢ formação de cicatrizes 
➢ Embora a cicatriz fibrosa não seja normal, 
fornece estabilidade estrutural suficiente para 
que o tecido lesado possa funcionar. 
➢ Fibrose: extensa deposição de como 
consequência da inflamação crônica. 
➢ No miocárdio, após necrose isquêmica 
extensa (infarto); 
➢ Se a fibrose se desenvolver em um espaço 
tecidual ocupado por exsudato inflamatório, 
é chamada de organização (como ocorre no 
caso da pneumonia em organização) 
 
PROLIFERAÇÃO CELULAR: MECANISMOS E 
SINAIS DE CONTROLE 
➢ Vários tipos de células proliferam durante o 
reparo tecidual 
➢ Células remanescente do tecido lesado: que 
tenta restaurar a estrutura normal; 
➢ A forma de reparo dos tecidos é 
determinada, em parte, por sua capacidade 
de proliferação intrínseca. 
➢ Células endoteliais vasculares: para criar 
novos vasos que forneçam os nutrientes 
necessários ao processo de reparo; 
contribuem 
para o 
reparo 
tecitual
Regeneração e 
cicatrização
Proliferação de várias 
céçulas , interação entre 
as células e a matriz 
extracelular (mec)
A MEC consiste em matriz intersticial entre as 
células, formada por colágeno e várias 
glicoproteínas, e membranas basais abaixo dos 
epitélios e circundando os vasos, composta de 
colágeno não fibrilar e laminina. • A MEC tem 
várias funções importantes: Fornece suporte 
mecânico aos tecidos; esse é o papel dos 
colágenos e da elastina. Funciona como 
substrato para o crescimento celular e a 
formação de microambientes teciduais. 
Regula a proliferação e a diferenciação 
celulares; os proteoglicanos se ligam a fatores 
de crescimento e os exibem em altas 
concentrações; a fibronectina e a laminina 
estimulam as células através dos receptores de 
integrinas. • A regeneração tecidual requer 
MEC intacta e, se houver lesão à MEC, o reparo 
é feito apenas por formação de cicatriz. 
➢ Fibroblastos: células que originam o tecido 
fibroso que forma a cicatriz para preencher os 
defeitos que não podem ser corrigidos por 
meio da regeneração. 
➢ 3 tipos de tecidos 
➢ Tecidos lábeis ou instáveis: Células que se 
dividem continuamente e são substituídas 
pela maturação de células-tronco e pela 
proliferação de células maduras; 
➢ Células sanguíneas 
➢ Epitélios de superfície (pele, cavidade oral, 
vagina) 
➢ Epitélios cuboides dos ductos que drenam os 
órgãos exócrinos (glândulas salivares, 
pâncreas e trato biliar) 
➢ Epitélio colunar do trato gastrointestinal 
➢ Epitélio transicional do trato urinário 
➢ Esses tecidos podem regenerar-se 
prontamente após a lesão, contanto que a 
reserva de células-tronco esteja preservada 
➢ Tecidos estáveis: Células com atividade 
proliferativa mínima - capazes de se dividir em 
resposta à lesão 
➢ Parênquima hepático, renal e pancreático; 
➢ Células endoteliais, fibroblastos e células 
musculares lisas. 
➢ A proliferação dessas células é 
particularmente importante na cura das 
feridas. 
➢ Tecidos permanentes: Considera-se que as 
células desses tecidos não se proliferem na 
vida pós-natal. 
➢ Neurônios e células do músculo cardíaco. 
Lesão no cérebro ou no coração é irreversível 
e resulta em cicatriz, pois os neurônios e 
miócitos cardíacos não se regeneram. Nos 
tecidos permanentes, o reparo é 
caracteristicamenterealizado pela formação 
de cicatriz. 
➢ As fontes mais importantes desses fatores de 
crescimento são os macrófagos ativados. 
 
➢ A proliferação celular é controlada por sinais 
promovidos pelos fatores de crescimento e 
pela matriz extracelular (integrinas). 
➢ Todos os fatores de crescimento ativam as 
vias de sinalização que induzem a produção 
de proteínas envolvidas na condução de 
células até o ciclo; 
➢ Integrinas: proteínas de adesão que ligam a 
MEC (fibronectina – proteína de colágeno) 
com o citoesqueleto de actina 
 
➢ No processo de regeneração, a proliferação 
das células residuais é complementada pelo 
desenvolvimento de células maduras a partir 
de células-tronco. 
➢ Em adultos, as células-tronco mais 
importantes para a regeneração após lesões 
são as células-tronco teciduais. 
➢ Essas células-tronco vivem em nichos 
especializados, e acredita-se que a lesão 
desencadeie sinais nesses locais, os quais 
ativam a proliferação e a diferenciação das 
células-tronco quiescentes em células 
maduras que irão repovoar o tecido lesado. 
 
 
 
REGENERAÇÃO HEPÁTICA 
➢ O fígado humano tem uma capacidade 
notável de se regenerar, conforme 
demonstrado por seu crescimento após 
hepatectomia parcial. 
➢ Ressecção de até 90% do fígado pode ser 
corrigida pela proliferação dos hepatócitos 
residuais. 
➢ Ex.: ressecção de um tumor ou no caso de um 
transplante hepático intervivos. 
➢ A regeneração do fígado acontece por meio 
de dois mecanismos importantes: proliferação 
dos hepatócitos remanescentes e 
repovoamento a partir das células 
progenitoras. 
Regeneração Hepática por proliferação dos 
hepatócitos remanescentes 
➢ Na primeira fase a IL-6 - produzidas pelas 
células de Kupffer, agem nos hepatócitos de 
modo a fazer com que as células 
parenquimatosas sejam capazes de receber 
e responder a sinais do fator de crescimento. 
➢ Na segunda fase, o fator de cresc. 
epidérmico (EGF) e o fator de crescimento 
transformante (TGF-α), estimulam os 
hepatócitos a entrada no ciclo celular. Como 
os hepatócitos são células quiescentes, levam 
várias horas para entrar no ciclo celular, 
progredir de G0 para G1 e alcançar a fase S 
de replicação do DNA. 
➢ Praticamente todos os hepatócitos replicam-
se durante a regeneração hepática após 
hepatectomia parcial. 
➢ No final os hepatócitos retornam à 
quiescência 
 
Regeneração Hepática a partir de células 
progenitoras 
➢ Em situações nas quais a capacidade 
proliferativa dos hepatócitos é prejudicada, 
como na lesão ou na inflamação crônica 
hepática, as células progenitoras do fígado 
contribuem para o repovoamento. 
➢ Células ovais - devido ao formato de seus 
núcleos 
 
REPARO POR DEPOSIÇÃO DE TECIDO 
CONJUNTIVO 
➢ Se o reparo não puder ser alcançado 
somente pela regeneração, ocorre através 
da substituição das células lesadas por tecido 
conjuntivo, levando à formação de uma 
cicatriz. 
➢ Pode ocorrer cicatrização quando a lesão 
tecidual for grave ou crônica. 
➢ A formação de cicatriz é uma resposta que 
“remenda”, ao invés de restaurar o tecido. 
➢ O termo cicatriz é mais frequentemente 
associado à cura de feridas na pele - 
descreve a substituição de células 
parenquimatosas em qualquer tecido por 
colágeno, como ocorre no coração após 
infarto do miocárdio. 
Os tecidos podem ser reparados por regeneração 
que envolve a restauração completa da forma e da 
função ou por substituição com tecido conjuntivo e 
formação de cicatriz. • O reparo pela deposição de 
tecido conjuntivo envolve angiogênese, migração e 
proliferação de fibroblastos, síntese de colágeno e 
remodelamento do tecido conjuntivo. • O reparo por 
tecido conjuntivo começa com a formação de tecido 
de granulação e termina com deposição de tecido 
fibroso. • Múltiplos fatores de crescimento estimulam a 
proliferação dos tipos celulares envolvidos no reparo. 
• OTGF-b é um potente agente fibrogênico; a 
deposição de MEC depende do equilíbrio entre os 
agentes fibrogênicos, as metaloproteinases (MMPs) 
que degradam a MEC e os TIMPs. 
ETAPAS NA FORMAÇÃO DE CICATRIZ 
➢ O reparo por meio da deposição de tecido 
conjuntivo consiste em processos sequenciais 
que se seguem à lesão dos tecidos e à 
resposta inflamatória. 
➢ 1º: ANGIOGÊNESE Mesmo após se resolver o 
processo inflamatório agudo na região da 
lesão - pode haver edema – angiogênese 
(VEGF) - nutrientes e oxigênio necessários ao 
processo de reparo. 
 
➢ A angiogênese é o processo de 
desenvolvimento de novos vasos sanguíneos 
a partir dos vasos existentes. 
➢ Fundamental no reparo de lesão, no 
desenvolvimento de circulações colaterais 
nos locais de isquemia e por permitir que 
tumores aumentem em tamanho. Terapias 
estão sendo desenvolvidas, tanto para 
➢ aumentar o processo (p. ex., melhorar o 
fluxo sanguíneo para um coração 
acometido por doença coronariana 
aterosclerótica) quanto para inibi-lo (inibir o 
crescimento tumoral) 
 
➢ 2º: FORMAÇÃO DO TECIDO DE GRANULAÇÃO 
Migração e proliferação de fibroblastos, 
deposição de tecido conjuntivo frouxo, junto 
com os vasos e leucócitos entremeados, 
formam o tecido de granulação. 
TECIDO DE GRANULAÇÃO 
➢ Aparência macroscópica: rósea, macia e 
granular. 
➢ Aparência histológica: 
➢ Proliferação de fibroblastos; 
➢ Proliferação de capilares (angiogênese); 
➢ Mistura de células inflamatórias (macrófagos). 
 
 
Macrófagos 
➢ Macrófagos: destroem invasores estranhos e 
ativam especialmente os linfócitos T. 
➢ Os macrófagos são fagócitos profissionais 
➢ Ativados por: - Endotoxinas; - Sinais derivados 
de células T (IFN-γ); - Cristais/partículas 
➢ Não são microbicidas Reparo tecidual - 
Fatores de crescimento – angiogênese; - 
Fibroblastos - síntese de colágeno 
➢ aumento da habilidade de eliminar 
organismos e secretar citocinas que 
estimulam a inflamação 
 
➢ Os macrófagos M2 desempenham papel 
crucial no reparo: 
➢ Eliminam os agentes agressores e o tecido 
morto 
➢ Fornecem fatores de crescimento para a 
proliferação de várias células 
➢ Secretam citocinas que estimulam a 
proliferação de fibroblastos e a síntese e 
deposição de tecido conjuntivo. 
➢ O reparo começa no prazo de 24 horas 
depois da lesão, através da migração de 
fibroblastos. 
➢ Do 3º ao 5º dia, o tecido de granulação 
especializado, característico do reparo, já é 
evidente – os fibroblastos já começam a 
sintetizar colágeno. 
Deposição de Tecido Conjuntivo 
➢ A deposição de tecido conjuntivo ocorre em 
duas etapas: (1) migração e proliferação de 
fibroblastos para o local da lesão e (2) 
deposição das proteínas da MEC produzidas 
por essas células. 
➢ O fator de crescimento transformante-β (TGF-
β) é a citocina mais importante para a síntese 
e a deposição de proteínas do tecido 
conjuntivo. (macrófagos M2) 
➢ O TGF-β estimula a migração e a proliferação 
de fibroblastos, o aumento na síntese de 
colágeno e fibronectina, bem como a 
redução na degradação da MEC devido à 
inibição das metaloproteinases. 
➢ O TGF-β está envolvido não somente na 
formação de cicatrizes pós-lesões, mas 
também no desenvolvimento de fibrose 
pulmonar, hepática e renal após inflamação 
crônica. 
FATORES QUE INFLUENCIAM O REPARO 
TECIDUAL 
➢ Infecção: uma das causas mais importantes 
de demora no processo de reparo, 
prolongando a inflamação e aumentando a 
lesão tecidual local. 
➢ Diabetes: compromete o reparo tecidual por 
muitas razões, e é uma das causas sistêmicas 
mais importantes de reparo anormal das 
feridas. 
➢ Estado nutricional: a deficiência de proteínas 
e a carência de vitamina C inibem a síntese 
de colágeno e retardam o reparo. 
➢ Glicocorticoides: efeitos anti-inflamatórios 
bem documentados, e sua administração 
pode resultar na fraqueza da cicatriz devido 
à inibição da produção de TGF-β e à 
diminuição de fibrose. 
➢ Perfusão deficiente: decorrente de 
arteriosclerose e diabetes- prejudica o 
reparo. 
➢ Tipo e a extensão da lesão tecidual: a 
completa restauração ocorre apenas em 
tecidos compostos por células estáveis e 
lábeis; 
➢ Local da lesão: nos locais que desenvolvem 
exsudatos extensos o reparo pode ocorrer por 
meio da digestão do exsudato - isso, chama-
se resolução. 
EXEMPLOS CLÍNICOS SELECIONADOS DE 
REPARO DE TECIDOS E FIBROSE 
Cura de Feridas Cutâneas 
➢ Trata-se de um processo que envolve tanto a 
regeneração epitelial quanto a formação de 
cicatriz de tecido conjuntivo. 
➢ Com base na natureza e no tamanho da 
ferida, diz-se que a cura dos ferimentos da 
pele ocorre por primeira ou segunda 
intenção. 
Cura por Primeira Intenção 
➢ Quando a lesão envolve apenas a camada 
epitelial, o principal mecanismo de reparo é a 
regeneração epitelial - cura por primeira 
intenção. Ex.: reparo de uma incisão cirúrgica 
limpa não infectada e aproximada por 
suturas cirúrgicas. O reparo consiste em três 
processos conectados: inflamação, 
proliferação de células epiteliais e outras 
células, e maturação da cicatriz do tecido 
conjuntivo. 
 
➢ Há formação de um coágulo sanguíneo na 
superfície da ferida; 
➢ A liberação de VEGF leva ao aumento da 
permeabilidade do vaso e ao edema. 
➢ Em 24h, os neutrófilos podem ser vistos na 
margem da incisão, migrando rumo ao 
coágulo de fibrina. 
➢ As células basais na borda do corte da 
epiderme começam a mostrar atividade 
mitótica acelerada. 
➢ Neutrófilos são substituídos pelos macrófagos 
e o tecido de granulação invade o espaço 
da incisão - macrófagos promovem 
angiogênese e deposição de MEC. 
➢ Os macrófagos liberam citocinas que atraem 
fibroblastos - produzem proteínas da MEC e o 
colágeno torna-se abundante. 
➢ A epiderme recupera sua espessura natural e 
há ceratinização da superfície. 
Cura por Segunda Intenção 
➢ Quando a perda de células ou tecidos é mais 
extensa, como ocorre em grandes feridas, 
abscessos, ulcerações e na necrose 
isquêmica (infarto) de órgãos 
parenquimatosos, o processo de reparo 
envolve uma combinação de regeneração e 
cicatrização. 
➢ Reação inflamatória intensa; 
➢ Desenvolvimento abundante de tecido de 
granulação – maior será a cicatriz; 
➢ Acúmulo de MEC e formação de uma 
grande cicatriz, além de uma contração da 
ferida pela ação de miofibroblastos 
➢ Inicialmente: Fibrina Fibronectina Colágeno 
tipo III; (Depois de 2 semanas é substituída por 
colágeno tipo I) 
➢ O arcabouço do tecido de granulação é 
convertido em uma cicatriz avascular e 
pálida, composta de fibroblastos fusiformes, 
colágeno denso, fragmentos de tecido 
elástico e outros componentes da MEC. 
➢ No fim do 1º mês: a cicatriz consiste em 
tecido conjuntivo acelular destituído de 
infiltrado inflamatório e está recoberta por 
epiderme intacta. 
➢ Contração da ferida: feridas de grande 
superfície - diminuir o espaço entre as 
margens dérmicas - cura por união 
secundária - formação, na borda da ferida, 
de uma rede de miofibroblastos (fibroblastos 
com de células musculares contráteis) 
 
 
FIBROSE EM ÓRGÃOS PARENQUIMATOSOS 
➢ A deposição de colágeno faz parte do 
processo normal de cura de uma ferida. 
➢ Fibrose = quando há deposição excessiva de 
colágeno e outros componentes da MEC em 
um tecido. 
➢ Fibrose = indica a deposição anormal de 
colágeno que ocorre em órgãos internos nas 
doenças crônicas. 
➢ Os mecanismos básicos de fibrose são 
idênticos aos da formação de cicatriz na pele 
durante o reparo tecidual. 
➢ A fibrose é um processo patológico induzido 
por estímulos lesivos persistentes, como 
infecções crônicas e reações imunológicas, 
tipicamente associado à perda tecidual - 
responsável pela disfunção significativa dos 
órgãos. 
 
➢ Principal citocina envolvida na fibrose. 
➢ Morte celular por necrose ou por apoptose e 
a produção de espécies reativas de oxigênio 
são importantes na liberação de TGF-β. 
➢ Na maioria dos órgãos, como nos pulmões e 
rins, os miofibroblastos constituem a principal 
fonte de colágeno; 
➢ Distúrbios fibróticos - doenças crônicas e 
debilitantes: 
➢ Cirrose hepática; 
➢ Fibrose pulmonar diopática; 
ANORMALIDADES NO REPARO DE TECIDOS 
➢ A formação inadequada do tecido de 
granulação ou a formação de uma cicatriz 
podem levar a dois tipos de complicações: 
➢ Deiscência da ferida = ruptura de uma ferida 
- ocorre com mais frequência após cirurgia 
de abdome, por causa do aumento de 
pressão intra-abdominal. Vômitos, tosse ou 
íleo adinâmico (paralítico) podem produzir 
estresse mecânico sobre a ferida abdominal 
➢ Ulceração = consequência de uma 
vascularização inadequada durante a cura. 
Feridas nos membros inferiores de indivíduos 
com doença vascular periférica 
aterosclerótica costumam ulcerar. 
➢ A formação excessiva dos componentes do 
processo de reparo pode dar origem a 
cicatrizes hipertróficas e queloides. 
➢ O acúmulo excessivo de colágeno pode 
produzir uma cicatriz saliente conhecida 
como cicatriz hipertrófica; se a cicatriz cresce 
além das margens da ferida original, sem 
regredir, é chamada de queloide. 
 
➢ Granulação exuberante: formação excessiva 
de tecido de granulação – carne esponjosa - 
bloqueia a reepitelização; 
➢ A granulação excessiva deve ser removida 
por cauterização ou por excisão cirúrgica 
para restaurar a continuidade do epitélio; 
➢ Contração no tamanho de uma ferida: parte 
importante do processo normal de 
cicatrização; 
➢ Um exagero desse processo origina a 
contratura e resulta em deformidades da 
ferida e dos tecidos circundantes; 
➢ As contraturas são comumente observadas 
após queimaduras graves e podem 
comprometer o movimento das articulações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As feridas cutâneas podem ser curadas por 
união primária (primeira intenção) ou união 
secundária (segunda intenção); a cura por 
união secundária envolve cicatrização mais 
extensa e contração da ferida. • A cura da 
ferida pode ser alterada por muitas 
condições, particularmente por infecção e 
diabetes; o tipo, o volume e a localização 
da lesão também são fatores importantes na 
cura. • A excessiva produção de MEC pode 
causar queloide na pele. • A estimulação 
persistente de síntese de colágeno nas 
doenças inflamatórias crônicas leva à fibrose 
do tecido. 
Uma ferida com margens bastante 
próximas resulta na formação de uma 
pequena cicatriz, e o processo de 
reparação é denominado “ cicatrização 
por primeira intenção”. No entanto, uma 
ferida aberta com perda substancial de 
tecido resulta em uma cicatriz grande e 
“cicatrização por segunda intenção”.

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