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Profa Mariana Galvão de Medeiros Nogueira CONDUTAS EM FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA SISTEMA RESPIRATÓRIO Ventilação pulmonar • Fluxo de ar para dentro e fora dos pulmões →Ciclo respiratório • Ocorre em função da DIFERENÇA DE GRADIENTES DE PRESSÃO entre o alvéolo e ar atmosférico Trabalho Respiratório • O processo cíclico de respiração (Ciclo respiratório) envolve trabalho mecânico por parte dos músculos respiratórios para vencer FORÇAS DE OPOSIÇÃO • 1) Forças elásticas (Complacência pulmonar e da caixa torácica) • 2) Forças resistivas (Vias aéreas) • Pacientes com doença do sistema respiratório requerem trabalho para ventilação Inspiração Expiração Distúrbios da relação V/Q Acúmulo de secreção • Pneumonias • Bronquiectasias • Tuberculose • Fibrose Cística Antigamente: Técnicas manuais e não manuais Antigamente: Técnicas manuais e não manuais • Derrame pleural • Doenças restritivas • Asma • DPOC Tapotagem Vibrocompressão AFE lenta e rápida ELPR ETGOL Padrões Ventilatórios Freno labial Inspiração fracionada Soluços inspiratórios Drenagem autógena Ciclo ativo da respiração Drenagem Postural • Ação da gravidade direcionando as secreções para a vias aéreas centrais para serem removidas através da tosse Tosse • Auxilia na remoção de secreções das vias aéreas centrais • Atelectasias • Prevenção de complicações pulmonares • Coleta de escarro para análise diagnóstica • Classificações da tosse • Necessidade de avaliação e treino da tosse Tipos de Tosse • Espontânea –Cinética (ativa) • Inspiração até CPT e expiração forçada • Auxílio (assistida) • Ensinar • Solicitar inspiração profunda • Pressão externa • Induzida - Provocada (passiva) • Manual: • Estímulo na fúrcula traqueal • Outras • Sonda de aspiração • Hiperinsuflação com “ambú” (BVM) • Huffing • Inspiração até CPT • Expiração ativa com som de HUFF com a glote aberta Osciladores • Flutter • Shaker • Acapella Aspiração Traqueal • Técnica mecânica utilizada para retirada massiva de secreções das vias respiratórias. • Técnica estéril • Envolve pré-oxigenação quando necessário • Avaliar indicações: • Tosse ineficaz • Secreção Visível • AP com roncos • Modificação no traçado do VM • Contraindicada quando o prejuízo for maior que o benefício Aspiração Traqueal - Avaliar as indicações do paciente; - Equipamento de proteção individual (EPI) - Capote, Gorro, Máscara, Luvas de procedimento, Óculos de proteção - Reunir e verificar os equipamentos; - Sonda, Soro Fisiológico 0,9%*, Seringa, luvas estéreis - Pré-oxigenar o paciente; - Inserir a sonda e aspirar o paciente; - Aprox 20s. - Sequência - Reoxigenar o paciente; - Monitorizar o paciente e avaliar os resultados. Aspiração Traqueal • Complicações - Hipóxia; - Trauma da mucosa; - Broncoespasmo; - Infecções cruzadas; - Hemorragia ou sangramento pulmonar; - Aumento da pressão intracraniana; - Alterações hemodinâmicas - Obstrução do tubo; - Escape do balonete; - Extubação acidental. • https://www.youtube.com/ watch?v=ZwXjkqZPXjY&t= 309s https://www.youtube.com/watch?v=ZwXjkqZPXjY&t=309s Aspiração em Sistema Fechado • https://www.youtube.com/watch?v=Qxt7RczRsPk • Impedimento em abertura do sistema de Ventilação mecânica • Peep > 10 e FiO2 > 60% • Aerossolização https://www.youtube.com/watch?v=Qxt7RczRsPk Incentivadores Respiratórios • Orientados a Fluxo ou volume • Evidência científica Hiperinsulflador manual • Bolsa – Válvula – Máscara A fisioterapia hospitalar é fascinante! e a base principal dessa atuação, é a fisioterapia respiratória. Quando eu estava na faculdade, sonhava com o dia em que eu seria anunciada no alto falante do hospital para ir atender uma PCR. Aí, eu sairia correndo com o meu jaleco aberto esvoaçante como se fosse uma capa de heroína, meus cabelos ao vento movimentando-se lindamente (igual na capa da revista), eu chegaria ao local sem uma gota de suor e começaria as compressões torácicas ou a respiração com ressuscitador manual (AMBU), com muita graça e elegância! Mas, o que nós ouvimos mesmo no hospital é: “Ooooohhhhhhh fisio o paciente tá secretivo, vem aspiraaaaaarrrrr”. Você pensa: mas qual é o meu papel de verdade aqui? Aí, você lê que as manobras de higiene brônquica e que os incentivadores inspiratórios tão bem explicados pela sua professora linda, muito legal e modesta (todas as profas. de fisio respiratória são assim!!!) no 6º semestre da faculdade no ano 100 antes de cristo, não tem comprovação científica. E agora? O que fazer? A fisioterapia respiratória, atua nas alterações funcionais desencadeadas por muitas patologias. O que isso quer dizer: a fisioterapia por exemplo, não trata pneumonia, quem trata é o antibiótico, mas deve atuar na redução do desconforto respiratório e dispneia, melhorar a mecânica respiratória, a força muscular respiratória nos casos de fraqueza desta musculatura, melhorar o condicionamento cardiorrespiratório, promover higiene brônquica quando houver indicações e preparar o paciente para prosseguir na reabilitação ambulatorial quando necessário (Tudo isso num plantão de 6 horas, ufaaaa). Não há evidências, no entanto, que os exercícios respiratórios melhorem a função pulmonar, embora clinicamente reduzam os sintomas. O TMR diminui a dispneia, aumenta a força muscular inspiratória e melhora a capacidade de exercício. O treinamento físico, que é o principal componente da fisioterapia, leva à melhora dos sintomas respiratórios principalmente nas doenças crônicas, incrementa a capacidade funcional e melhora a qualidade de vida. Quanto as técnicas manuais de higiene brônquica, não tem jeito mocidade! Não há evidências científicas que suportem sua realização. Nesse contexto, vamos ter “uns dedinhos de prosa” sobre as evidências científicas das intervenções fisioterapêuticas e o que nós observamos na prática. Reflitam aí: Ausência de evidência é ou não evidência de ausência.