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Erro tipo I e II 1 Erro tipo I e II Jessica Lemos Cavalcante – 15/08/2022 – Eng. Agronômica Todo cálculo bioestatístico tem como objetivo final aceitar ou rejeitar a hipótese nula. Para compreender os erros estatísticos I e II é necessário primeiro entender o conceito de Hipótese Nula. A hipótese nula é que a associação que desejo observar não acontece na população. Já a hipótese alternativa é que essa associação ocorre. O erro tipo 1 é você rejeitar a hipótese nula, quando na realidade ela é verdadeira, seriam os falsos positivos. Já o erro tipo 2 é você não rejeitar a hipótese nula e na verdade ela é falsa, esses seriam os falsos negativos. Erro Tipo I O erro tipo 1 pode ser analisado frequentemente por um leitor de artigos na análise do valor de p. O valor de p é a probabilidade de ocorrer um erro do tipo naquela associação demonstrada no estudo. Comumente aceita-se na saúde um valor de p < ou = 0.05 como significância estatística. Ou seja, se p=0.05, existe 5% de chance de se cometer um Erro do Tipo 1 ao afirmar a associação. Nas análises estatísticas é denominado alpha. Erro Tipo II Sua mensuração é frequentemente utilizado para cálculo amostral. O poder (P) de uma amostra ou teste rejeitar a hipótese nula quando ela é realmente falsa é obtido através da subtração do erro tipo 2 (beta) de 1. Fórmula: P = 1 — beta. Erro tipo I e II 2 Um dos melhores exemplos para se entender os erros tipo I e II é o do julgamento no tribunal. Suponha um réu acusado de algum crime. Há apenas uma verdade: inocente ou culpado. H0: culpado H1: inocente Considere que a após o teste, a hipótese nula é rejeitada. Nesse caso, concluímos que não há evidência estatística para que o réu seja culpado. O que deve ser notado aqui é que existe uma probabilidade de que essa conclusão esteja errada. O réu pode sim ser culpado, mesmo que com baixa probabilidade como indicado no teste. Nessa situação dizemos que houve um Erro do Tipo I, pois rejeitamos uma hipótese nula correta. Similarmente, ao aceitar a hipótese nula, ou seja, declarar o réu culpado, há uma probabilidade de erro. O réu pode sim ser inocente. Este é o Erro do Tipo II, pois aceitamos uma hipótese nula incorreta. De um jeito fácil, erro do tipo I é inocentar o culpado, equanto erro do tipo II é culpar o inocente. Bibliografia ERRO do Tipo I e II. [S. l.], 21 ago. 2018. Disponível em: https://cursos.alura.com.br/forum/topico-erro-do-tipo-i-e-ii-67820. Acesso em: 15 ago. 2022. FARINA, Eduardo. Erros tipo 1 e tipo 2. [S. l.], 17 jul. 2020. Disponível em: https://medium.com/dados-e-saude/erros-tipo-1-e-tipo-2-5b2d898a25c6. Acesso em: 15 ago. 2022.