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CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí TEORIA DO CURRÍCULO CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí DADOS INSTITUCIONAIS CNPJ: 17.145.404/0001-76 Razão Social: CENTRO EDUCACIONAL MALTA LTDA Nome de Fantasia: FACULDADE MALTA Esfera Administrativa: PRIVADA Endereço: Av. Barão de Gurguéia, nº 3333b, Bairro Vermelha Cidade/UF/CEP: TERESINA-PI. CEP: 64018-500 Telefone: (86) 3303-5002 E-mail de contato: maltafaculdade@gmail.com Site da unidade: http://www.faculdademalta.edu.br/ CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí Sobre a Autora Doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), possui graduação em Gestão Ambiental pelo Instituto Federal do Piauí (2006), especialização em Gerenciamento de Recursos Ambientais pelo Instituto Federal do Piauí (2009) graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Piauí (2015) e Mestrado em Educação pela Universidade Federal do Piauí (2018). É pesquisadora da área de História da Educação e participante do Núcleo de pesquisa "Educação, História e Memória" (UFPI). Tem experiência na área de Ciências Ambientais, com ênfase em Ciências Ambientais e na área da Educação atuando principalmente no seguinte tema: história da educação e pesquisa em educação. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí APRESENTAÇÃO Caro/a estudante, O currículo é um aspecto da escola, alvo de intenso debate por seu aspecto político e cultural. Ele influencia a organização escolar, do cotidiano aos processos avaliativos. Este material didático se destina aos alunos do curso de Pedagogia da Faculdade Malta-FACMA. Torna-se de fundamento importância para o profissional da Pedagogia conhecer as definições de currículo, das políticas educativas, das teorias de currículo e os processos inerentes à criação, implantação e reflexão sobre ele. Na Unidade 1 “Fundamentos Teóricos de Currículo” nos debruçamos sobre o conceito de currículo, a definição de políticas curriculares e as teorias de currículo. Na Unidade 2 “Planejamento de Currículo e Programas Escolares, definimos como elementos principais: a seleção e organização curricular, o currículo e o Projeto Político-Pedagógico; e o currículo e a práxis escolar. Na Unidade 3 “Fundamentos e Perspectivas de Elaboração, Execução e Avaliação do Currículo” tem como cerne a discussão sobre a Gestão democrática e currículo e as diferentes abordagens curriculares Elencamos como crucial nesse processo, a importância à leitura deste material, bem como as leituras de apoio, além do aproveitamento das oportunidades de discussão com os colegas e a professora. Não pretendemos esgotar a discussão sobre currículo com esta apostila, mas, buscamos incentivar à reflexão e à pesquisa para a construção de novos saberes sobre a temática. Boa aprendizagem! A autora. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí SUMÁRIO 1 FUNDAMENTOS TEÓRICOS DE CURRÍCULO ..................................................... 6 Currículo: o que é? ................................................................................................... 7 Políticas educacionais curriculares ........................................................................ 9 Teorias de currículo ................................................................................................ 12 Teorias Tradicionais ............................................................................................... 13 Teorias Críticas ....................................................................................................... 15 Teorias Pós- Críticas ............................................................................................... 16 2 PLANEJAMENTO DE CURRÍCULO E PROGRAMAS ESCOLARES .................. 18 Seleção e organização curricular .......................................................................... 18 Currículo e a práxis escolar .......................................... Erro! Indicador não definido. 3 FUNDAMENTOS, PERSPECTIVAS DE ELABORAÇÃO, EXECUÇÃO E AVALIAÇÃO DO CURRÍCULO ................................................................................ 34 Gestão democrática e currículo .................................... Erro! Indicador não definido. Diferentes abordagens curriculares ...................................................................... 45 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 54 CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí 1 FUNDAMENTOS TEÓRICOS DE CURRÍCULO OBJETIVOS DA UNIDADE I • Compreender o conceito de currículo e seus fundamentos; • Caracterizar as políticas educacionais curriculares; • Identificar as diferentes concepções de currículo; • Refletir acerca das discussões que permeiam o campo conceitual do currículo. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí Currículo: o que é? De acordo com o dicionário Oxford Languages, o substantivo masculino currículo deriva do latim curriculum ou currere que pode ser entendido como “corrida, lugar onde se corre”. No Brasil, também significa “programação total ou parcial de um curso ou de matéria a ser examinada”. Embora a definição do termo seja direta, compreender o currículo na escola não é uma tarefa tão fácil quanto se parece. Santos (2017) aponta que as primeiras formulações sobre currículo surgiram a partir da Segunda Guerra Mundial. No entanto, as referências ao uso do termo remontam à Grécia quando Platão e Aristóteles se referiam aos temas ensinados durante o período clássico. Entre as definições de currículos, encontramos “organização das experiências educativas” (SILVA, 1999), “terreno prático, historicamente formado” (KEMMIS, 1998), “tradição inventada” (GOODSON, 1998). Ao apresentar sua definição de currículo, a autora afirma que; O currículo se configura como um produto das relações e das dinâmicas interativas, vivendo e instituindo poderes. Neste movimento, cultiva “uma” ética e “uma” política, ao fazer e realizar opções epistemológicas, pedagógicas, ao orientar-se por determinadosvalores (SANTOS, 2017, p.10). O currículo é orientado por valores, relações e dinâmicas interativas, ele é mais que um documento prescritivo, assumindo um caráter dinâmico. Para Lima (2011), o surgimento da noção de currículo está atrelado ao desenvolvimento do processo de escolarização em que o ensino, que antes ocorria no ambiente familiar, agora passa a ocorrer em uma instituição específica. Três definições se destacam em relação à conceituação de currículo: Jackson (1968) aponta as definições pré-ativa e interativa do currículo. Green (1971) sugere ainda que seja uma estrutura de conhecimento socialmente apresentado e uma possibilidade de sentido ao mundo. Por fim, a definição de Young e Whitty (1977), podem ser sintetizadas no quadro abaixo: CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí FATO PRÁTICA O currículo é visto como realidade social construída historicamente, evidenciando as relações de produção. Possui vida própria e vê a educação como algo que não se pode compreender ou controlar. O currículo pode ser reduzido a intervenções e ações subjetivas, não considerando os aspectos históricos, não sendo possível entender ou controlar os problemas educacionais. Fonte: LIMA, 2011. A disputa quanto à conceituação do termo reside nos diversos interesses que permeiam a escola, pois, estes definem os rumos do processo pedagógico em uma escola. Contudo, não podemos associar a definição de currículo apenas ao seu papel documental. Os tecnocratas do currículo, em geral, não sabem e pouco se sensibilizam por aquilo que podemos denominar um currículo educativo, formativo. Ou seja, um currículo no qual as intenções formativas sejam explicitadas, debatidas, e se desenvolvam elucidando e compromissando-se com uma educação construída como uma forma de justiça social. “Pensam” sempre na pertinência técnica da arquitetura curricular, no seu desenho expresso nas antigas “grades” — hoje chamadas de matrizes curriculares — em geral fixadas em um documento (MACEDO; MACEDO, 2017, p. 4). O currículo também é formativo, ele traz consigo uma definição de educação e uma intenção formativa, devendo ligar-se ao compromisso com uma justiça social. O conceito de currículo não pode se desvencilhar da noção política e deve contar com a participação de todos os agentes escolares em sua elaboração. Os estudos sobre o currículo remontam à década de 1920, nos Estados Unidos, período em que o país passava por um processo de industrialização e vivenciava a crise decorrente das transformações proporcionadas pela consolidação de uma sociedade capitalista. Em relação à educação, estas transformações levaram à racionalização da construção dos currículos. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí O currículo se preocupa a fornecer respostas para duas perguntas: o que os alunos devem se tornar? O que deve ser ensinado na escola? Com isso, podemos afirmar que o currículo é um instrumento muito importante para a organização educacional, adquirindo um caráter de responsabilidade social em nosso meio. Para compreendê-lo, é importante considerar a concepção de educação e as finalidades a às quais ela se destina e quem o produz. Não podemos deixar de lado caráter histórico do currículo, pois este é vinculado a um contexto que reflete a sociedade ao qual pertence. Isto o torna um campo de discussão e disputas, muitas vezes, considerados a partir de uma perspectiva reducionista. Políticas educacionais curriculares A prática educativa na escola é atravessada pela discussão quanto ao currículo. Desde a promulgação da Constituição Federal de 1988 e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação- LDB nº 9.394/96, o papel democrático da escola tem sido alvo de intensos debates na área educacional. Este anseio também é inserido em uma das Você sabia? John Franklin Bobbit, escreveu “The Curriculum” em 1918, período em que nos EUA discutiam-se diferentes visões sobre educação e os modos de ensinar. A obra é considerada o marco inicial dos estudos sobre o currículo, sendo precursora da teoria tradicional do currículo, assunto que será discutido na Unidade III. Vamos pensar um pouco... Reflita sobre a definição de currículo de Green, Young e Whitty (1977) citado por Lima (2011). São apontadas duas definições de currículo. Na primeira, veem o currículo como fato. Na segunda, consideram-no como prática. Discorra sobre a relação entre essas duas formas de pensar o currículo, e a tomada de posição da autora favorável a um "currículo escrito, visível, de domínio público...". CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí finalidades da educação brasileira materializada no artigo 2º da LDB “preparo para o exercício da cidadania” (BRASIL, 1996). Santos (2017, p.66) afirma que as discussões atuais sobre currículo abordam “tanto questões referentes à reforma das políticas públicas, estruturadas pelo currículo nacional, até́ a própria gestão da sala de aula, cada vez mais atravessada pela emergência das novas tecnologias da comunicação e da informação”. Sacristan (2020) defende que a política curricular está condicionada pela realidade educacional, não existindo o currículo fora desse contexto. Ela é baseada nas representações que se tem sobre educação. As políticas curriculares fornecem orientações mínimas para o estabelecimento de um currículo geral orientado por um modelo de Estado que conduz e ordena o sistema educativo. a ordenação do currículo faz parte da intervenção do estado na organização da vida social. Ordenar a distribuição do conhecimento através do sistema educativo é um modo não só de influir na cultura, mas também em toda a ordenação social e econômica da sociedade. em qualquer sociedade complexa é inimaginável a ausência de regulações ordenadoras do currículo. Podemos encontrar graus e modalidades diferentes de intervenção, segundo épocas e modelos políticos, que têm diferentes consequências sobre o funcionamento de todo o sistema (SACRISTAN, 2020, p.108) Neste aspecto, sobressai-se o caráter político do currículo, este contém uma ideologia, a ideologia do Estado, cuja ideologia é a dominante. Esta influência ocorre na determinação de carga horária a ser cumprida, nos componentes, nos conteúdos, avaliações e outras determinações que envolvam o cotidiano da escola. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí A construção de uma política curricular começa na definição do currículo pelos sistemas educativos de cada ente federado de modo a criar uma cultura comum. Em seguida, este currículo mínimo prescrito deve assegurar a igualdade de oportunidades. Com a democratização da escola, torna-se imperioso garantir este princípio previsto tanto no Carta Magna de 1988 quanto na Lei nº 9394/96. O currículo, uma vez prescrito, deve organizar o saber determinado pela sociedade dentro daextensão de escolaridade. Quais conteúdos e níveis de aprofundamento devem existir em cada série? Quais saberes devem ser transmitidos pela escola? Atualmente, a Base Nacional Comum Curricular, definiu um conjunto de competências a serem desenvolvidas ao longo da educação básica. Aprofundando o assunto Ao que nos referimos quando falamos de política curricular? Este é um aspecto específico da política educativa, que estabelece a forma de selecionar, ordenar e mudar o currículo dentro do sistema educativo, tornando claro o poder e a autonomia que diferentes agentes têm sobre ele, intervindo, dessa forma, na distribuição do conhecimento dentro do sistema escolar e incidindo na prática educativa, enquanto apresenta o currículo a seus consumidores, ordena seus conteúdos e códigos de diferente tipo. Em termos gerais, poderíamos dizer que a política curricular é toda aquela decisão ou condicionamento dos conteúdos e da prática do desenvolvimento do currículo a partir das instâncias de decisão política e administrativa, estabelecendo as regras do jogo do sistema curricular. Planeja um campo de atuação com um grau de flexibilidade para os diferentes agentes moldadores do currículo. a política é um primeiro condicionante direto do currículo, enquanto o regula, e indireto através de sua ação em outros agentes moldadores. a política curricular estabelece ou condiciona a incidência de cada um dos subsistemas que intervêm num determinado momento histórico. (SACRISTAN, 2020, p.109) CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí O quarto ponto a ser mencionado quando se refere à construção de uma política curricular diz respeito ao currículo como controle sobre a prática de ensino. Desta maneira, a prática escolar torna-se guiada pelas prescrições curriculares. O quinto aspecto deste processo diz respeito ao controle de qualidade, embora ainda não se tenha definido o que seja a qualidade educacional, o currículo define como a prática escolar deve ser conduzida. Teorias de currículo Silva (2016, p.12) ao buscar uma definição para “teorias de currículo” parte de uma perspectiva pós-estruturalista na qual estão presentes a análise social e cultural. A partir desta concepção, não se é possível desvincular a teoria da realidade. A teoria, portanto, não só explica, mais também, possui a capacidade de produzir. Através desse caráter, o autor defende que se fale em discursos ou textos. Pois “uma teoria supostamente descobre e descreve um objeto que tem uma existência independente relativamente à teoria. Um discurso, em troca, produz seu próprio objeto: a existência do objeto é inseparável da trama linguística que supostamente o descreve”. Já Lima (2011, p. 49) afirma que “as teorias do currículo podem ser consideradas como a existência de um campo profissional especializado que permite a realização de estudos e pesquisas sobre o currículo”. Atualmente, três teorias do currículo que se destacam no cenário educacional são: a tradicional, a crítica e a pós- crítica. As categorias centrais de cada teoria são: Vamos conversar um pouco... Assista ao vídeo “BNCC- 10 competências gerais” e discuta como a definição das 10 competências afetam a definição dos conteúdos escolares. Link para assistir ao vídeo: https://youtu.be/pq0ieMDrHr8 CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí TEORIAS TRADICIONAIS CRÍTICAS PÓS-CRÍTICAS Ensino, aprendizagem, avaliação, metodologia didática, organização, planejamento, eficiência objetivos. Ideologia, reprodução cultural e social, poder, classe social, capitalismo, relações sociais de produção, conscientização, emancipação e libertação, currículo oculto, resistência Identidade, alteridade, diferença subjetividade, significação e discurso saber-poder, representação, cultura gênero, raça, etnia, sexualidade, multiculturalismo Fonte: SILVA, 2016. Teorias Tradicionais A Teoria Tradicional do Currículo defende a neutralidade e se volta para o processo de transmissão do conteúdo. A preocupação com o status quo aparecia nas formas de organização e elaboração do currículo. Para John Franklin Bobbitt, a cultura da escola deveria ser permeada pela eficácia científica moldando o indivíduo. O objetivo da escola, seria, portanto, a formação de trabalhadores qualificados. Segundo o teórico “o currículo é supostamente isso: a especificação precisa de objetivos, procedimentos e métodos para a obtenção de resultados que possam ser precisamente mensurados” (SILVA, p. 12). Desta forma, a escola seguiria um modelo de organização semelhante ao taylorismo em que os alunos seriam processados como um produto das fábricas. Observe a charge a seguir Fonte: www.xdocs.com.br, 2022. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí Amplamente aceita, a teoria curricular de Bobbitt levou à criação de mais um profissional: o especialista em currículo. Ralph W. Tyler, em 1949, publicou o livro Basic principles of curriculum and teaching (Princípios Básicos do Currículo e do Ensino) no qual defende o papel da escola em definir objetivos e ações para o ensino, além de avaliar para saber se os objetivos foram atingidos. Sua obra consolidou a teoria proposta por Bobbitt anteriormente e compactua com o modelo técnico do currículo. Para o autor, o currículo deveria responder a quatro perguntas básicas: ✓ Que finalidades educacionais a escola deve procurar atingir? ✓ Como selecionar as experiências de aprendizagem uteis para se alcançar os objetivos? ✓ Como organizar as experiências de aprendizagem para uma instrução eficaz? ✓ Como avaliar a eficácia das experiências de aprendizagem? O avanço na teoria de Tyler, encontra-se em sua consideração da psicologia e das disciplinas acadêmicas na organização e desenvolvimento curricular. Hollis L. Caswell e Doak S. Campbell apresentaram uma visão geral sobre o currículo ao afirmar que este abrangia todas as experiências da criança em sua relação com seus pais e professores. Na obra Curriculum Development (Desenvolvimento Curricular) publicada em 1935, os autores abordagem a responsabilidade social da escola, a vida contemporânea e a relação com esta instituição, conceitos de educação e a orientação quanto à criação do currículo. A crítica aos modelos tradicionais de currículo se tornou mais forte a partir da década de 1970, com o movimento “reconceptualização do currículo”. Este movimento questionava os arranjos educacionais e a forma social dominante. Vamos pensar um pouco... A charge acima lembra uma cena do clipe da música “Another Brick in The Wall” de Pink Floyd. Após a análise da charge e do vídeo, discuta com seus colegas sobre a relação que se pode estabelecer entre a imagem, a música e a Teoria Tradicional do Currículo. Quais semelhanças/diferenças podemos apontar quando pensamos no contexto da nossa escola atual https://youtu.be/mP-ZAgsMAkE CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333B – Vermelha – Teresina - Piauí Teorias Críticas A Teoria Crítica do Currículo defende que não existe teoria neutra e que, portanto, deve-se questionar a escolha de determinados conhecimentos em detrimento de outros. Questiona o status quo, pois este era a razão das desigualdades e das injustiças sociais. Entre os representantes das Teorias críticas, estão: Louis Althusser, Paulo Freire, Pierre Bourdieu, Jean-Claude Passeron, Baudelot e Establet, Basil Bernstein, Michael Young, Samuel Bowles, Herbert Gintis, Michael Apple, entre outros. Louis Althusser traz em “A Ideologia e os aparelhos ideológicos do Estado” discute a relação entre educação e ideologia. Segundo o filósofo, a continuidade da sociedade capitalista depende da sua capacidade de reproduzir seus componentes econômicos e ideológicos. A propagação da ideologia capaz de manter esta situação se dá através da escola “ao transmitir, através das matérias escolares, as crenças que nos fazem ver os arranjos sociais existentes como bons e desejáveis”. (SILVA, 2016, p. 32). No Brasil, temos na obra de Paulo Freire a materialização das teorias críticas. Em seu livro Pedagogia do Oprimido, publicado pela primeira vez em 1970. Ao discutir o conceito de “educação bancária”, Freire critica a organização curricular nos moldes tradicionais e propõe um método para desenvolver o currículo em uma perspectiva de “educação problematizadora”. Para Silva (2016, p. 60), “na perspectiva de Freire, é a própria experiência dos educandos que se torna a fonte primária de busca dos “temas significativos” ou “temas geradores” que vão constituir o “conteúdo programático” do currículo dos programas de educação de adultos”. Michael Apple em “Ideologia e currículo”, publicado em 1979, defende que os acontecimentos na educação e no currículo não podem ser discutidos apenas pelo funcionamento da economia. De vertente neomarxista, Apple afirma que o conhecimento, no currículo, é permeado por interesses das classes e grupos dominantes. Para ele, é necessário descobrir qual conhecimento é considerado verdadeiro. Sua discussão volta-se para o currículo e o poder. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí Teorias Pós- Críticas A emergência dos estudos sobre multiculturalismo, levaram a discussão sobre como diferentes culturas raciais, étnicas e nacionais conseguiram conviver no mesmo espaço. As teorias críticas fazem uma profunda crítica à perspectiva antropológica, ao afirmar que as diferenças culturais manifestam relações de poder. A perspectiva crítica do multiculturalismo é dividida em pós-estruturalista e materialista. Na perspectiva pós-estruturalista, a diferença acontece através do processo linguístico e discursivo. A diferença é produzida. Não é algo que acontece naturalmente. A crítica que é feita a essa perspectiva se dá em razão do excesso de textualidade, pela ênfase ao processo discursivo. (LIMA, 2011, p. 67) O currículo, na teoria pós-crítica, considera o poder descentrado e questiona a ideologia dominante de conhecimento. Nesta perspectiva, o currículo não é neutro e deve ser organizado de forma a considerar a diversidade e levar o estudante à compreensão do outro. Abrangem ainda diferentes correntes como: a pós-colonial, pós-estrutural, pós-funcional, pós- marxista, feminismo e estudos culturais. Vamos pensar um pouco... Entre os autores da vertente crítica da educação (Teorias Críticas), podemos citar Michael Apple. Esse autor afirma que "(...) não basta relacionar as estruturas econômicas e sociais com a educação e o currículo. É necessário compreender que esta relação acontece não só através de diferentes processos educativos e práticas curriculares, mas também envolve questões econômicas." Quais argumentações sustentam esta afirmação de Apple? CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí SUGESTÕES DE LEITURA SACRISTÁN, J. G. O currículo: uma reflexão sobre a prática. Tradução: Ernani F. da F. Rosa. 3 ed. Posto Alegre: Penso, 2020. SILVA, T. T. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2017. HORA DE REVISAR 1. Após a discussão sobre as teorias de currículo, elabore um quadro comparativo entre as teorias tradicionais, críticas e pós-críticas do currículo. 2. Defina Teoria do Currículo. 3. Quais consequências negativas podem ser oriundas de um controle excessivo do processo pedagógico em termos de currículo? Vamos pensar um pouco... Em grupos, realizem uma pesquisa na internet sobre as seguintes correntes: 1) Corrente Pós-Colonial; 2) Corrente Pós-Estrutural; 3) Corrente Pós-Funcional; 4) Corrente Pós-Marxista; 5) Estudos Culturais. Em sala, apresentem as características de cada corrente, os temas de estudos e o contexto de surgimento. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí OBJETIVOS DA UNIDADE II • Discutir a construção do currículo e do Projeto Político Pedagógico; • Refletir sobre a práxis escolar e o currículo; • Elaborar um Projeto Político Pedagógico. 2 PLANEJAMENTO DE CURRÍCULO E PROGRAMAS ESCOLARES Seleção e organização curricular Assim, afirmamos que nosso ensino segue o expresso no artigo 2º da LDB nº 9.394/96 e no artigo 3º transcrito a seguir: Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; IV - Respeito à liberdade e apreço à tolerância; V - Coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; VI - Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; VII - valorização do profissional da educação escolar; VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino; IX - Garantia de padrão de qualidade; X - Valorização da experiência extraescolar; XI - Vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais. XII - Consideração com a diversidade étnico-racial. XIII - Garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida. (BRASIL, 1996). CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí Com o objetivo de implementar tais princípios e atender à orientação de um currículo comum, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) foram elaborados procurando, de um lado, respeitar diversidades regionais, culturais, políticas existentes no país e, de outro, considerar a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras, ou seja, com intuito de equalizar a educação brasileira. Os PCNs nasceram da necessidade de se construir uma referência curricular nacional para o ensino fundamental que possa ser discutida e traduzida em propostas regionais nos diferentes estados e municípiosbrasileiros, em projetos educativos nas escolas e nas salas de aula. E que possam garantir a todo aluno de qualquer região do país, do interior ou do litoral, de uma grande cidade ou da zona rural, que frequentam cursos nos períodos diurno ou noturno, que sejam portadores de necessidades especiais, o direito de ter acesso aos conhecimentos indispensáveis para a construção de sua cidadania. Sua elaboração passou por um processo em âmbito nacional em 1995 e 1996, do qual participaram docentes de universidades públicas e particulares, técnicos de secretarias estaduais e municipais de educação, de instituições representativas de diferentes áreas de conhecimento, especialistas e educadores, tendo sua discussão sendo expandida em encontros regionais organizados pelas delegacias do MEC nos Estados da Federação. Os PCN’s configuram-se em ferramenta para substanciar a Lei n° 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional abrangendo uma amplitude de objetivos. A construção de uma referência curricular nacional para o ensino fundamental, consubstanciada nos Parâmetros Curriculares Nacionais, foi concebida de modo a possibilitar sua discussão e tradução em propostas regionais nos diferentes estados e municípios brasileiros. Sua finalidade era de provocar debates a respeito da função da escola e reflexões sobre o que, quando, como e para que ensinar e aprender, que envolvam não apenas as escolas, mas também pais, governo e sociedade. São essas definições que servem de norte para o trabalho das diferentes áreas curriculares, que estruturam o trabalho escolar: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, História, Geografia, Arte, Educação Física e Língua Estrangeira. Apontam também a importância de discutir, na escola e na sala de aula, questões da sociedade brasileira, como as ligadas a Ética, Meio Ambiente, Orientação Sexual, Pluralidade Cultural, Saúde, Trabalho e Consumo ou a outros temas que se mostrem relevantes. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí A filosofia dos parâmetros habita em formar para a cidadania. Aprender a ser um cidadão crítico, criativo (que pense por si só), construtivo. Os Parâmetros Curriculares Nacionais constituíam, portanto, um referencial para fomentar a reflexão, que já vem ocorrendo em diversos locais, sobre os currículos estaduais e municipais. O conjunto das proposições, expressas neste documento, tem como objetivo estabelecer referenciais a partir dos quais a educação pudesse atuar, decisivamente, no processo de construção da cidadania. Esses referenciais buscaram orientar e garantir a coerência das políticas de melhoria da qualidade de ensino, socializando discussões, pesquisas e recomendações, subsidiando a participação de técnicos e professores brasileiros, principalmente daqueles que se encontram mais isolados, com menor contacto com a produção pedagógica atual. Os objetivos e conteúdos apresentados nos Parâmetros Curriculares Nacionais estão organizados em quatro ciclos, sendo que cada um corresponde a duas séries do ensino fundamental. Esse agrupamento tem como finalidade evitar a excessiva fragmentação de objetivos e conteúdos e tornar possível uma abordagem menos parcelada dos conhecimentos, que permita as aproximações sucessivas necessárias para que os alunos se apropriem deles. Os PCN’s apresentam também os Critérios de Avaliação das aprendizagens fundamentais a serem realizadas em cada ciclo e se constituem em indicadores para a reorganização do processo de ensino e aprendizagem. Promulgada em 2017, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento que orienta nacionalmente a construção dos currículos nos municípios, estados e Distrito Federal. Na Base, as competências se referem a conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. Competências, para Perrenoud (2013), são faculdades que utilizam de recursos cognitivos para resolver problemas cotidianos. No contexto profissional e cultural, elas contribuem para a adaptação da realidade. A escola tem papel fundamental neste processo, pois é nela que o indivíduo as desenvolve. Para a Educação Básica, são: 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários (BRASIL, 2018, p.9-10). Dessa forma, nossa organização curricular busca valorizar a interdisciplinaridade,as prescrições legais, mas, acima de tudo, o sujeito e suas vivências. No entanto, como afirma Bes, Silva, Fernandes, Castadelli e Cardoso (2020) por mais que se tenha ampliado o ensino com o estabelecimento de competências, isto pode se transformar em uma maneira de apresentar os objetivos de uma disciplina, sem ligação com a realidade. Neste contexto, é importante lembrar que a Base e os currículos são complementares. Ambos devem estar em sintonia. Saiba mais... De acordo com Ramalho, Nuñez e Gauthier (2003) são 6 princípios que devem ser levados em consideração na organização curricular: • Educar hoje é assumir uma outra perspectiva, diferente daquela que se identifica com o modelo de escola surgido na modernidade; • Renunciar à ideia do futuro profissional como reservatório de conhecimentos e transformar a aprendizagem em um processo ativo, de construção- reconstrução de novos significados a partir das experiências pré- profissionais e da formação inicial vivida; • Orientar o trabalho de formação profissional para o perfil profissional desejado, como documento norteador, não imposto, mas como parte do projeto pedagógico resultado de uma • construção coletiva e participativa. Nesse projeto a formação inicial se vincula ao objeto da profissão, desde o início até o final da formação sem constituir esta orientação numa mera quimera pragmática. A formação teórica não pode estar separada da formação prática [...]; • Organizar o currículo como um sistema aberto em autodesenvolvimento mediante a determinação de seus componentes, de sua estrutura e da dinâmica ou natureza de • seu desenvolvimento, para os níveis de sistematização e ciclos definidos; • Orientar a sistematização no processo de formação dos componentes curriculares: acadêmico, trabalhista e investigativo, a fim de contribuir para desenvolver, nos futuros profissionais, as diferentes competências, saberes, habilidades, atitudes, ética, vinculados às situações problemáticas gerais da formação inicial; • Organizar a formação em função das atividades futuras e presentes do exercício da profissão supõe a busca de um isomorfismo entre formação inicial e as tarefas profissionais para as quais são preparados os futuros CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí Currículo e Projeto Político-Pedagógico Embora haja contrariedades, nessa relação de cooperação, o trabalho isolado não se torna a solução porque ele impossibilita uma circulação mais ampla e um objetivo definido a ser alcançado pela instituição. Apenas a ação coletiva possibilitará um espaço democrático em que todos tenham vez e voz por meio de mecanismos legais e de atuação dentro da escola. Desta maneira, o planejamento apresenta-se, sob a forma do currículo, o melhor caminho a ser percorrido ao garantir uma base comum ligada à nova concepção de escola. Entretanto, não podemos atribuir apenas à escola a responsabilidade de cuidar por si só de seu funcionamento e da aprendizagem: porque o que acontece na escola diz respeito tanto aos aspectos intelectuais como os aspectos físicos, sociais, afetivos, morais e estéticos. As crianças não aprendem conhecimentos, habilidades, atitudes e valores apenas na sala de aula; aprendem também na vivência cotidiana com a família, nas relações com os colegas, no ambiente escolar, suas formas de organização e gestão, as relações sociais que nele vigoram têm forte componente educativo (LIBÂNEO, 2012, p.496) Sendo assim, faz-se necessário compreender o sentido e a forma pela qual essas escolas estão organizadas e se este ambiente está sendo cultivado e promovido, integrando tanto pais, alunos, professores, funcionários, coordenadores e diretores em torno de uma reforma na própria escola em que suas paredes dão espaço à comunidade que se sente integrante e responsável por ela. A definição dos conteúdos curriculares deve passar pelas diretrizes estabelecidas por cada sistema de ensino, sendo observadas as orientações nacionais. Com a promulgação da BNCC, cada ente federado ficou responsável por elaborar sua proposta curricular que deve ter relação com o Projeto Político Pedagógica. Entre outros elementos, se entendermos o currículo, como propõe Williams (1984), como escolha que fazem em vasto leque de possibilidades, ou seja, como uma seleção de cultura, podemos concebê-lo, também, como conjunto CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí de práticas que produzem significados. [...]. O currículo representa, assim, um conjunto de práticas que propiciam a produção, a circulação e o consumo de significados no espaço social e que contribuem, intensamente, para a construção de identidades sociais e culturais (MOREIRA; CANDAU, 1995, p. 28). Veiga (2002) afirma que o PPP visa estabelecer uma forma de organização do trabalho pedagógico que supere os conflitos, buscando eliminar as relações competitivas, corporativas e autoritárias. Dessa forma, o PPP está relacionado com a organização do trabalho pedagógico em pelo menos dois momentos decisivos: como organização da escola como um todo e como organização da sala de aula, incluindo sua relação com o contexto social, procurando obter uma visão da totalidade. O currículo escolar como instrumento importante no desenvolvimento do trabalho em uma instituição de ensino, deve estar sempre em uma relação de consonância com o PPP. Nos sistemas de ensino brasileiros, não há um único currículo nacional, todavia, os Parâmetros Curriculares Nacionais sugerem, uma forma de definição das disciplinas e distribuição dos conteúdos entre os componentes curriculares propostos. Uma vez que o país conta com uma extensa dimensão territorial e diversidade cultural, política e social, nem sempre os Parâmetros Curriculares chegam às salas de aula (SILVA et al., 2018). Dessa forma, a fim de garantir ensino de qualidade a todos, o currículo escolar relaciona a vida do aluno e da escola em constante e em dinâmica ação, ou seja, educandos e educadores, constroem e formam, ao mesmo tempo. Existe três tipos de currículo nas instituições educacionais: o formal, o real e o oculto. Currículo formal é aquele estabelecido pelos sistemas de ensino, que se apresentam em diretrizes curriculares, nos objetivos e nos conteúdos das áreas ou disciplinas de estudos (exemplo: Parâmetros Curriculares Nacionais e as propostas curriculares dos estados e municípios). O currículo real é definido como aquele que de fato acontece na sala de aula, em decorrência de um projeto pedagógico e dos planos de ensino. Por último, o currículo oculto se refere àquelas influências que afetam a aprendizagem dos alunos e o trabalho dos professores e são provenientes da experiência cultural, dos valores e dos significados trazidos de seu meio social de origem e vivenciados no ambiente escolar. É chamado de oculto porque não se manifesta claramente, não é prescrito e não aparece no planejamento (LIBÂNEO, 2005). CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí Considerando essas três formas em que o currículo se apresenta, entende-se que ele é o mediador entre escola e comunidade, contribuindo para a construção da ação pedagógica através da articulação entre os conhecimentosconstruídos na prática social e transmitidos, organizados e transformados por meio da prática escolar, por isso, o currículo também precisa estar em consonância com o PPP da instituição. Para tanto é preciso rever a organização curricular, adaptando-o as necessidades dos alunos e a forma como eles melhor irão aproveitar os conteúdos programados. Assim, a disciplina aos poucos vai se tornando interdisciplinar, e o professor poderá organizar para que alguns temas sejam trabalhados em com diferentes alunos, explorando a criatividade e os diferentes pontos de vista (SILVA, et al, 2018). A aprendizagem deve partir dos conhecimentos que os alunos já sabem, subtraindo a ideia do ensino de conteúdos apenas por séries. Daí a importância do “pensar junto”, do “refletir com”, de construir um “plano” de trabalho conjunto. Um projeto político pedagógico que possa assegurar uma formação de qualidade para os alunos que vêm à instituição educacional em busca de seu “passaporte” para a cidadania. Este PPP, portanto, terá que ser construído coletivamente aglutinando crenças, convicções, conhecimentos da comunidade escolar, do contexto social e científico, constituindo-se em compromisso político e pedagógico coletivo (FERREIRA, 2006, p. 14). À vista disso, o currículo deve estar constantemente em construção, adaptando-se as necessidades vigentes da realidade onde ele está sendo aplicado, para tanto ele deve ser mutável e não fixo a modelos organizacionais. Desse modo, o Projeto Político-Pedagógico e a prática pedagógica devem estar diretamente relacionados ao currículo e ao local em que estes se concretizarão (SILVA, et al, 2018). [...] cada escola implementa no seu ritmo e tempo próprios e na dimensão das vontades dos coletivos nela atuantes. Construir um projeto pedagógico da escola é mantê-la em constante estado de reflexão e elaboração, numa esclarecida recorrência às questões relevantes do interesse comum e historicamente requeridas [...] (IESDE, módulo 4, p.164). Diante do exposto, ao construir e reconstruir o PPP e o currículo escolar de forma democrática, é preciso manter uma relação entre sujeitos que irão expor os conteúdos e os que irão receber, bem como nos tipos de conhecimentos necessários CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí para a formação dos alunos. O papel do PPP e do currículo no desenvolvimento da função social da instituição de ensino e sua relação com a comunidade é fundamental, pois o PPP e o currículo escolar são a planificação das ações da escola refletidas diretamente nas atividades em sala de aula (SILVA et al., 2018). Uma vez elaborado o PPP, a escola deve construir outro documento importante: A Proposta Pedagógica Curricular (PPC). A PPC vai além da tomada de decisões, envolve reflexão sobre as escolhas definidas sobre as práticas. O projeto curricular é configurado como um conjunto de reflexões, propostas, prescrições e previsões para a ação, mas esses elementos têm outras leituras e interpretações diferentes (LINUESA, 2020, p. 227). Saiba mais... A Proposta Pedagógica Curricular é um documento que possui a seguinte estrutura: 1) Fundamentos teórico-metodológicas, justificativa e objetivos da disciplina: Nesta seção, deve-se explicitar a importância do componente curricular para a formação do estudante. A divisão dos objetivos se dá por ano/série e devem ser voltados para os alunos 2) Conteúdos: nesta seção são distribuídos os conteúdos que serão trabalhados ao longo do ano. Para isso, deve-se observar as diretrizes curriculares de cada componente, conforme diretrizes curriculares estabelecidas pelo sistema de ensino. 3) Encaminhamentos metodológicos: são apresentadas a metodologias e práticas que serão desenvolvidas, bem como os recursos que serão utilizados. 4) Avaliação: de forma geral, são apresentadas instruções para a realização da avaliação através dos documentos normativos. 5) Referências: referências bibliográficas consultadas para elaboração do documento. Consulte exemplos de proposta pedagógica curricular em: http://www.prumalvinoliveira.seed.pr.gov.br/redeescola/escolas/18/2020/29/arqui vos/File/ANEXOI.pdf https://www.sesc.com.br/downloads/web_PropPedagog_EnsFundamental.pdf https://www.sesc.com.br/downloads/web_PropPedagog_EnsFundamental.pdf CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí Uma vez elaborada, a Proposta deve passar por revisões anuais a fim de verificar sua consistência e aplicabilidade. De acordo com Linuesa (2020) o planejamento tem se debruçado mais sobre grandes metas e princípios que práticas concretas. Além disso, sua construção não é fechada, podendo ser flexibilizada. Sua elaboração deve ser discutida criticamente por todos os envolvidos no processo. Currículo e a práxis escolar O êxito escolar não depende do fato do estudante abandonar sua cultura em nome de outra, considerada pela escola como única e correta. Os professores devem levar a realidade cultural de cada grupo como ponto de partida em sua prática. Diferentes exemplos tornam isso possível. Na Matemática, por exemplo, a tendência da Etnomatemática propõe que alunos e professores partam da realidade sociocultural da comunidade para a aprendizagem matemática. A partir daí, passam a ser considerado o conhecimento informal proporcionado pelas experiências extraescolares (SIQUEIRA, 2007). Se tratando da Etnomatemática, defini-la não é algo objetivo sua definição e um pouco complexa, baseada na etimologia da palavra. D' Ambrósio (2008, p. 8) apresenta o que ela é: composta de três raízes: “etno, e por etno, entendo os diversos ambientes (o social, o cultural, a natureza, e todo mais); matema significado explicar, entender,ensinar, lidar com, tica, que lembra à palavra grega tecne, que se refere a artes, técnicas, maneiras” . Portanto, sintetizando essas três raízes, temos etno+matema+tica,ou Etnomatemática, portanto, significa o conjunto de artes, técnicas de explicar e de entender de lidar com o ambiente social, cultural e natural, desenvolvido por distintos grupos culturais. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí Fonte: FONSECA, 2015. Vamos conversar um pouco.... (...) Apresentou-se um determinado voluntário, aqui denominado Artesão A, de 62 anos, que chegou a Brasília durante a década de 80 para trabalhar na construção civil e a partir de diferentes oportunidades e atividades que exerceu, conquistou espaço profissional, constituiu família e patrimônio, criou filhos e vem colhendo uma bela experiência de vida. Atualmente, mesmo aposentado e com os filhos casados e independentes, A continua em atividade como artesão para garantir um melhor rendimento e manter-se ativo e produtivo. Ressalte-se que, apesar do pouco estudo formal que possui (A afirma ter cursado apenas a 1ª série do ensino fundamental) alega não entender tal área de conhecimento ao afirmar: “de matemática, contagem, eu não entendo”. O Artesão A é um trabalhador que, dentre outras atividades que executa, como a de bombeiro hidráulico e de eletricista,promove atividades manuais de artesanato de restauração de cadeiras de palhas, com o entrelaçar de palhas. No dia em que foi promovida a entrevista, A estava terminando uma encomenda de assento similar ao da figura exposta acima, de medidas 50cm X 50cm. E, sobre sua atividade, ele mesmo descreve a estratégia que possui: No modelo dela entram 6 palhas1 (...) vão duas num sentido (Mostra o sentido horizontal), duas nesse sentido (Apresenta o sentido vertical), duas nesse sentido e nesse sentido (Apresenta as diagonais) (...). Interessante destacar que, com o uso de certa lógica, A é capaz de estimar a quantidade de material necessário, alegando ainda que ao comprar um carretel de 150 metros, além de se concluir o trabalho do assento de cadeira padrão, terá material para “iniciar outra”. Na mesma oportunidade demonstra ainda possuir conhecimento para atribuir valor a seu trabalho considerando o tempo e o material exigidos, sendo que a citada peça resultaria em um custo para o cliente de R$ 100,00, dos quais R$ 30,00 se referiam ao material empregado. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí Após a leitura do caso, converse com seus colegas e professora sobre as relações que podem ser estabelecidas entre o currículo e a prática? Como a experiência informal do senhor A pode ser aproveitada em sala de aula? Que elementos do excerto lido apontam o conhecimento matemático do senhor A, mesmo sem ele saber os conceitos propriamente ditos? Ao considerar como ponto de partida as experiências extraescolares dos alunos, o professor atua de acordo com princípios éticos do seu exercício profissional, isso o torna comprometido com a justiça curricular. Santomé (2018) defende que é necessário vincular a escola com seu entorno, pois: O ensino e a aprendizagem seriam mais relevantes e significativos e, como consequência, os alunos veriam que as instituições escolares lhes ajudam muito a conhecer e a entender seu próprio entorno, outros lugares mais distantes, o mundo e a vida neste planeta cada vez mais globalizado e, portanto, interdependente (SANTOMÉ, 2018, p. 319) Para que a aprendizagem ocorra é necessário que esta seja relevante e significativa, os estudantes precisam aprender o significado e sentido dos conteúdos, entendendo seus usos e aplicações na realidade. Trata-se, de um conjunto de atividade que envolve múltiplos agentes, com competências divididas em proporção diversa. Sobre o currículo incidem as decisões sobre os mínimos a que se deve ater a política da administração num dado momento, os sistemas de exames e controles para passar para níveis superiores de educação, Saiba mais... Segundo Vázquez (1977, p. 5), há uma diferenciação entre os vocábulos PRÁTICA e PRÁXIS, apesar de serem tidos como sinônimos, (...) práxis é a atividade humana que produz objetos, sem que por outro lado essa atividade seja concebida com o caráter estritamente utilitário que se infere do significado do “prático” na linguagem comum. (...) Assim entendida, a práxis é a categoria central da filosofia que se concebe ela mesma não só como a interpretação do mundo, mas também como guia de sua transformação. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí assessores e técnicos diversos, a estrutura do saber de acordo com os grupos de especialistas dominantes num dado momento, elaboradores de materiais, os seus fabricantes, editores de guias e livros-texto, equipes de professores organizados, entre outros (SACRISTÁN, 2020). Nesse contexto, o currículo pode ser definido como um objeto que cria em torno de si campos de ação diversos, nos quais múltiplos e diferentes indivíduos e ações se manifestam, incidindo sobre aspectos distintos. É o que Beauchamp (1981) chamou de sistema curricular. Em outras palavras, para sua compreensão não basta ficar na configuração estática que pode apresentar num dado momento, é necessário vê-lo na construção interna que ocorre em tal processo O processo de construção do currículo é dinâmico e interativo, onde a estrutura pedagógica deve romper o mecanismo onde às relações autoritárias e burocratizadas entre os professores e as autoridades administrativas eram prevalentes, não havendo comunicação entre essas duas instâncias. O sistema global que configura o currículo representa um equilíbrio muito peculiar em cada sistema educativo, com uma dinâmica própria, que pode mostrar variações singulares em diferentes níveis do currículo. Podemos considerar que o currículo que se realiza por meio de uma prática pedagógica é o resultado de uma série de influências convergentes e sucessivas, coerentes ou contraditórias, adquirindo, dessa forma, a característica de ser um objeto preparado num processo complexo, que se transforma e constrói nesse processo (SACRISTÁN, 2020, p. 100). Por isso, exige ser analisado não como um objeto estático, mas como a expressão de um equilíbrio entre múltiplos compromissos. E mais uma vez esta condição é crucial tanto para compreender a prática escolar vigente como para tratar de mudá-la. À vista disso, o educador não deve perceber o currículo como um documento neutro e sim de forma crítica. Freire (1993) destaca que os educadores podem aprender as concepções fundamentais sobre o currículo adotando uma perspectiva libertadora. Para Sacristán (2000, p.15-16): O currículo é uma práxis antes que um objeto estático emanado de um modelo coerente de pensar a educação ou as aprendizagens necessárias das crianças e dos jovens, que tampouco se esgota na parte explicita do projeto de socialização cultural nas escolas. É uma prática, expressão, da função socializadora e cultural que determinada instituição tem, que reagrupa em torno dele uma série de subsistemas ou práticas diversas, entre as quais se encontra a prática pedagógica CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí desenvolvida em instituições escolares que comumente chamamos de ensino. O currículo é uma prática na qual se estabelece diálogo, por assim dizer, entre agentes sociais, elementos técnicos, alunos que reagem frente a ele, professores que o modelam. É justamente na construção da nossa proposta curricular que procuramos definir que tipo de sociedade e de cidadão se quer construir, com a seleção de conteúdo, que vão ajudar as pessoas, a entenderem melhor a sua história e a compreenderem o mundo que as cercam Na transmissão do conhecimento, o currículo implica na questão do poder, uma vez que transmite visões sociais particulares e interesses da classe dominante. O currículo é histórico, ou seja, está vinculado às formas específicas e contingentes de organização da sociedade e da educação. Isso significa que se ele é algo construído ao longo da história, o mesmo pode ser destruído, uma vez que não se constitui algo estático. Ora, se o currículo atende a um certo interesse, por sua vez o interesse pode ser mudado de acordo com a classe dominante, ou melhor, ao se vincular às formas específicas e contingentes da sociedade e da educação, o seu rumo também pode ser mudado. Sabemos que não é a educação que modela a sociedade, mas, ao contrário, a sociedade é que modela a educação segundo os interesses dos que detêm o poder(FREIRE, 1993). Portanto ao perceber, o currículo como algo construtivo em si mesmo é necessária uma intervenção que envolva todos os participantes desse processo, são eles, professores, alunos, pais, forças sociais, grupos de criadores, intelectuais, entre outros. Para que de forma ativa e deliberativa, esses agentes participem de todas as decisões, para que não seja uma mera reprodução de decisões e modelações implícitas. Nem o currículo como algo tangível, nem os subsistemas que os determinam são realidades fixas, mas históricas (SACRISTÁN, 2020). Para Martins (2004, p. 31-32): O currículo descontextualizado não importa se há saberes; se há dores e delícias; se há alegrias e belezas. A educação que continua sendo “enviada” por esta narrativa hegemônica, se esconde por trás de uma desculpa de universalidade dos conhecimentos que professa, e sequer pergunta a si própria sobre seus próprios enunciados, sobre seus próprios termos, sobre porque tais palavras e não outras, porque tais conceitos e não outros, porque tais autores, tais obras e não outras. O excerto aponta a necessidade da contextualização do currículo. A crítica reside na educação ainda ser considerada por um viés hegemônico pensando por um CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí grupo cuja ideologia é dominante. Ao mesmo tempo em que a escola afirma promove a universalidade, não questiona suas escolhas. Se o currículo é ponte entre a teoria e a ação, entre intenções ou projetos e realidade, é preciso analisar a estrutura da prática em que fica moldado. Uma prática que responde não apenas às exigências curriculares, mas está enraizada em coordenadas prévias a qualquer currículo e intenção do professor. Por tudo isso, a análise da estrutura da prática tem sentido colocando-a desde a ótica do currículo concebido como processo na ação (SACRISTÁN, 2020). A estrutura da prática obedece a múltiplos determinantes, tem sua justificativa em parâmetros institucionais, organizativos, tradições metodológicas, possibilidades reais dos professores, dos meios e das condições físicas existentes. Ao analisar a mudança do currículo, visualiza-se que mecanismos que dão coerência a um tipo de prática são resistentes, o que permite inferir que possuem mais autonomia. A prática está estruturada em um mecanismo que mantem os estilos pedagógicos a serviço de finalidades diversas, uma estrutura na qual se envolve o currículo ao se desenvolver e se concretizar em práticas pedagógicas (SACRISTÁN, 2020). Dicas de Filmes O documentário “Quando sinto que já sei” registra práticas educacionais inovadoras que estão ocorrendo pelo Brasil. A obra reúne depoimentos de pais, alunos, educadores e profissionais de diversas áreas sobre a necessidade de mudanças no tradicional modelo de escola. Fonte: http://www.vekante.net. Link para acesso ao filme: https://youtu.be/HX6P6P3x1Qg CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí SUGESTÕES DE LEITURA SILVA, B. P. Currículo e desafios contemporâneos. Porto Alegre: SAGAH, 2020. SANTOMÉ, J. T. Currículo Escolar e Justiça Social: O Cavalo de Troia da Educação. Artmed, 2018. HORA DE REVISAR 1) Ramalho, Nuñez e Gauthier (2003) destacaram 6 princípios que devem ser considerados na organização curricular. Escolha um desses princípios e destaque sua contribuição para a organização escolar. 2) Conceitue práxis pedagógica. 3) Verifique se em sua cidade há diretrizes curriculares, faça uma leitura desse documento e identifique: a) a concepção de educação; b) os valores a serem ensinados nas escolas municipais; c) os saberes que são considerados importantes. 4) Após assistir ao documentário “Quando sinto que já sei”, elabore um resumo crítico relacionado a filmagem ao currículo e o desenvolvimento de uma práxis pedagógica. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí OBJETIVOS DA UNIDADE III • Compreender a construção do currículo a partir da concepção de gestão democrática; • Caracterizar diferentes abordagens curriculares. 3 FUNDAMENTOS, PERSPECTIVAS DE ELABORAÇÃO, EXECUÇÃO E AVALIAÇÃO DO CURRÍCULO Gestão democrática e currículo Compreender como a escola se organiza em seu aspecto burocrático é ir além do amontoado de papeis característicos de uma hierarquia intransponível. Os novos conceitos de gestão escolar, incluem a democracia como um princípio fundamental para o bom funcionamento dessa instituição. Segundo Alonso (2002, p. 23): Portanto, nunca é demais advertir que o trabalho de gestão não comporta separação das tarefas administrativas e pedagógicas nos moldes em que costuma ocorrer. Mesmo porque, o trabalho administrativo somente ganha sentido, a partir das atividades pedagógicas que constituem as atividades-fim, ou propósitos da organização escolar. Dessa forma, instituição escolar não é um espaço de segregação, portanto, ela é um sistema que necessita de uma correlação entre as duas partes que compõem, favorecendo um ambiente democrático e participativo. Quando uma escola não consegue atender este requisito, dificilmente será um ambiente convidativo e atraente a novos projetos. Se não há um clima de “conversa” entre a diretoria e o setor pedagógico não haverá possibilidade de crescimento. Os diversos componentes só funcionam, quando há uma abertura e transparência do que acontece na instituição, CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí dos problemas a serem resolvidos e das possíveis soluções. Esta heterogeneidade possibilita a reflexão e a coordenação controlada de novas propostas que surgirem por meio da participação de todos os participantes do processo escolar. Por meio da organização dos sistemas de ensino, as instituições escolares ganharam o direito de se organizarem administrativo e pedagogicamente da melhor forma que precisar a comunidade, essa autonomia só foi possível porque a sociedade tomou consciência de seu papel e dos seus direitos. É por meio da atuação desses órgãos que a gestão democrática se concretiza no ambiente escolar. Contudo, não poderíamos, pois, falar da gestão democrática da escola, sem citar os relacionamentos e a hierarquia de poderes no interior das mesmas. Hoje, já podemos constatar uma maior distribuição de tarefas no interior das escolas, mas nem sempre isso acontece de maneira democrática (GALINNA, 2007, p.6). Embora haja contrariedades, nessa relação de cooperação, o trabalho isolado não se torna a solução porque ele impossibilita uma circulação mais ampla e um objetivo definido a ser alcançado pela instituição. Apenas a ação coletiva possibilitará um espaço democrático em que todos tenham vez e voz por meio de mecanismos legais e de atuação dentro da escola. Desta maneira, o planejamento apresenta-se, sob a forma do currículo, o melhor caminho a ser percorrido ao garantir uma base comum ligada à nova concepção de escola. Entretanto, não podemos atribuirapenas à escola a responsabilidade de cuidar por si só de seu funcionamento e da aprendizagem [...] porque o que acontece na escola diz respeito tanto os aspectos intelectuais como os aspectos físicos, sociais, afetivos, morais e estéticos. As crianças não aprendem conhecimentos, habilidades, atitudes e valores apenas na sala de aula; aprendem também na vivência cotidiana com a família, nas relações com os colegas, no ambiente escolar, suas formas de organização e gestão, as relações sociais que nele vigoram têm forte componente educativo. (LIBÂNEO, 2012, p. 496). Sendo assim, faz-se necessário compreender o sentido e a forma pela qual essas escolas estão organizadas e se este ambiente está sendo cultivado e promovido, integrando tanto pais, alunos, professores, funcionários, coordenadores e CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí diretores em torno de uma reforma na própria escola em que suas paredes dão espaço à comunidade que se sente integrante e responsável por ela. Devemos considerar que ao longo de um tempo a construção da gestão escolar esteve interligada a processos históricos que foram se moldando ao longo do tempo. Toda sociedade apresenta um sistema organizado de funções que contribuem para que as atividades determinadas sejam executadas. Trata-se de um sistema complexo que leva à necessidade da coordenação e controle das ações, por meio de pessoas e/ou órgãos com funções administrativas (PEREIRA, 2012). Essa visão dos teóricos da administração tem correspondência na realidade concreta da sociedade capitalista, onde a Administração encontra, na organização, seu próprio objeto de estudo. Neste contexto, acha-se obviamente a escola que, como qualquer outra instituição, precisa ser administrada, e tem na figura de seu diretor o responsável último pelas ações aí desenvolvidas (PARO, 2008, p.17). São tantas as ideias sobre a administração que já se falou em uma selva das teorias – na qual as pessoas entram e se perdem. Para se localizar e caminhar na selva com segurança, você precisa de um mapa que classifique as ideias em escolas, enfoques e modelos (MAXIMIANO; NOHARA, 2017). O mapa encontra-se na Figura 1. Há, no entanto, diferentes maneiras de classificar as escolas da Administração. A quantidade e a natureza das escolas dependem de cada autor e não há consenso. O mapa apresenta a classificação mais simples, que reconhece quatro escolas ou enfoques mais importantes: (1) escola clássica, (2) comportamento organizacional, (3) pensamento sistêmico e (4) enfoque contingencial (ou situacional). Há classificações mais complexas, com maior número de escolas, mas vamos nos ater a essas por enquanto (MAXIMIANO; NOHARA, 2017). CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí Principais escolas da Administração Fonte: MAXIMIANO; NOHARA, 2017. Escola Clássica Os clássicos tiveram as ideias originais: eles criaram as primeiras soluções para os problemas dos sistemas produtivos, e a sociedade industrial as potencializou. Essas soluções continuam e continuarão a influenciar a prática da administração das organizações, porque os problemas a que se aplicam são atemporais. Com outros nomes, as ideias dos clássicos sempre farão parte do repertório das técnicas da administração. O estudo da administração sob a perspectiva da escola clássica transcende de muito o interesse histórico. A escola clássica deixou muitos “descendentes”, que continuam a influenciar as ideias e as práticas da administração. A influência da escola clássica na administração escolar se dá através da valorização dos elementos instrumentais, onde a escola se constitui como um espaço de valorização das desigualdades, com o planejamento burocrático das ações em que o diretor exerce um papel de gerenciamento e controle (PEREIRA, 2012). ESCOLA CLÁSSICA •Ênfase na ciência •Definição do papelndo administrador e do processo de administração •Estudos sobre a organização formal COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL •Ênfase na organização informal •Atenção para as necessidades psicologicas e sociais das pessoas em situações de trabalho PENSAMENTO SISTÊMICO •Visão do todo e das totalidades •Pensamento holístico e complexo • Integração do enfoque técnico com o comportamental (sistemas sociotécnicos) ENFOQUE CONTIGENCIAL •A estrutura e o modelo de gestão dependem da situação enfrentada pela organização •O ajuste com o ambiente é o principal elemento da situação. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí Escola clássica A escola clássica nasceu no contexto da Revolução industrial e foi representada por três movimentos: a administração científica de Taylor, a administração geral de Fayol e a administração burocrática de Weber. Frederick W. Taylor determinou a organização científica do trabalho, através do planejamento. Henri Fayol, segundo Hora (2002, p. 37) afirmava que “[...] os princípios da divisão do trabalho, autoridade, disciplina, unidade de comando, unidade de direção, subordinação de interesses individuais aos interesses gerais, remuneração, centralização, iniciativa, espírito de solidariedade e lealdade constituem um dos modelos de estrutura capitalista.” Max Weber defendia a organização do trabalho e do capital na estrutura burocrática reforçando a separação entre planejamento e execução, tomando como critério administrativo a eficiência. Saiba mais... 1. Nos Estados Unidos, o movimento da administração científica e a linha de montagem móvel. Essas criações surgiram num contexto de produção industrial e iniciativa privada, que se expandiam na época. Os princípios que as orientaram viriam a alcançar todas as formas de fornecimento de produtos e serviços, em todos os ramos de atividades, públicos e privados. 2. Na França, as ideias de Henri Fayol a respeito do processo de administrar organizações foram influenciadas pelas deficiências da Administração Pública local e se tornaram o padrão universal para explicar a atividade dos administradores. 3. Na Alemanha, a explicação de Max Weber para as organizações formais, o tipo ideal de burocracia é tão denso e importante que haverá mais passagens da presente obra destinadas a abordar sua análise. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí Comportamento organizacional O comportamento humano nas organizações é assunto do qual se ocupam diferentes áreas do conhecimento (ou disciplinas). São as chamadas ciências do comportamento organizacional. Em essência, essas disciplinas focalizam dois temas principais (MAXIMIANO; NOHARA, 2017): 1. Individualidade. Características essenciais das pessoas e diferenças entre elas: as características que as singularizam, seus interesses e sentimentos, suas motivações e atitudes. 2. Comportamento coletivo das pessoas. Como integrantes de grupos, de organizações e da sociedade: esse eixo abrange todas as formas de comportamento coletivo, desde a dinâmica dos pequenos grupos até os grandes aglomeradoshumanos, as massas e as multidões. Pensamento sistêmico A trilha do pensamento sistêmico é sinuosa, cortando frequentemente as trilhas das outras escolas. Trata-se, portanto, de uma ferramenta para entender e manejar a complexidade, desde que se consiga estabelecer limites ou recortes para sua observação. Aprender a definir limites é parte do processo de dominar a ferramenta sistêmica (MAXIMIANO; NOHARA, 2017). O enfoque sistêmico possibilita: (1) visualizar a interação de componentes que se agregam em totalidades ou conjuntos complexos; (2) entender a multiplicidade e interdependência das causas e variáveis dos problemas complexos; e (3) criar soluções para problemas complexos. Essa abordagem mais holística, proporcionada pelo pensamento sistêmico, é extremamente relevante numa ambiência de gestão pública, pois o gestor que, por exemplo, influencia no desempenho de uma organização pública para a melhor prestação dos serviços públicos, deve estar atento para atingir os objetivos das políticas públicas setoriais, respeitando as limitações de ajuste determinadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, as decisões judiciais que compelem a Administração CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí Pública a dadas condutas, e, por fim, as externalidades provocadas por suas atividades (MAXIMIANO; NOHARA, 2017). Enfoque contingencial Teoria da situação, enfoque contingencial ou teoria situacional (contingency theory). A expressão vem do inglês contingent upon (depende de...). Nessa concepção, a estrutura organizacional e o modelo de gestão dependem de variáveis como o ambiente, os recursos humanos, a tecnologia e o trabalho a realizar (MAXIMIANO; NOHARA, 2017). A teoria situacional estabelece que não há maneira de administrar melhor que outra. A solução “melhor” depende do ambiente da organização, de sua tecnologia e de vários outros fatores. Em resumo, depende da situação. Há diversas teorias situacionais na administração: por exemplo, liderança situacional e o enfoque situacional na escolha da estrutura de organização (MAXIMIANO; NOHARA, 2017). Organização moderna A escola clássica desenvolveu-se numa época em que a indústria moderna estava surgindo e havia poucos fabricantes para os produtos que despertavam o desejo de consumo nas pessoas: automóveis, eletricidade e iluminação, telefones. À medida que a sociedade industrial evoluiu, a concorrência aumentou e as empresas ficaram gigantescas, os administradores precisaram de novas ferramentas. Alguns autores dão a essa fase seguinte da história da Administração o nome de escola neoclássica – quando a ênfase se deslocou da eficiência para a competitividade e para a organização. Esse foi o momento dos grandes organizadores (MAXIMIANO; NOHARA, 2017). Foi esse o estágio seguinte na evolução das práticas e teorias da administração, quando os princípios da escola clássica já estavam consolidados. Em meados da década de 1920, as ideias sobre como organizar empresas já estavam maduras e tinham assumido a estatura de teorias sustentadas pela experiência de sucesso das grandes empresas, como as ferrovias, a General Motors e a Dupont, que criaram a Forma M, a estrutura multidivisional de unidades de negócios, sendo a CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí organização moderna modelo que surgiu das mencionadas experiências (MAXIMIANO; NOHARA, 2017). A organização moderna continuou, então, a evoluir. Na transição para o século XXI, a tecnologia da informação, a gestão de projetos, a participação e o conhecimento usado intensivamente criaram novas formas de estruturar as organizações. Após compreender todo esse processo histórico, cientes de que a fundamentação teórica das teorias administrativas se encontra, também, nas teorias de administração de empresas, os teóricos da educação tomaram-nas como base para a administração escolar. No Brasil, as teorias da administração de empresas influenciaram a administração escolar (PEREIRA, 2012). a complexidade alcançada pela escola, exigindo-lhe cada vez mais unidade de objetivos e racionalização do seu funcionamento levou-a a que ela se inspirasse nos estudos de Administração em que o Estado e as empresas privadas encontraram elementos para renovar suas dificuldades decorrentes do progresso social. Sendo evidente a semelhança de fatores que criam a necessidade de estudos de administração pública ou privada, a escola teve apenas de adaptá-las à sua realidade. Assim, a Administração Escolar encontra seu último fundamento nos estudos gerais da Administração (HORA apud RIBEIRO, 2002, p.42). Quando a administração capitalista é aplicada no ambiente escolar, ela é capaz de fundamentar a Administração Escolar com um caráter transformador, desde que, indo contra os interesses de conservação social favoreça a instrumentalização cultural das classes trabalhadoras (PARO, 2008). Todavia, para que isso seja possível, o processo de ensino-aprendizagem deve tomar o conhecimento cotidiano apenas como um ponto de partida para a aquisição do conhecimento elaborado. No entanto essa ideologia dominante está presente na escola de tal maneira que, como afirma Saviani (2000 p.21) “se perdeu de vista a atividade nuclear da escola, isto é, a transmissão dos instrumentos de acesso ao saber elaborado.” Para que haja, na escola, a construção e não a imposição do currículo, faz-se necessária a existência de uma gestão democrática efetiva. Esta gestão democrática, por muitas vezes, acaba sendo vista como utópica, porém, isto não significa que ela seja irrealizável, pois: CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí “na medida em que não existe, mas ao mesmo tempo se coloca como algo de valor, algo desejável do ponto de vista de solução dos problemas da escola, a tarefa deve consistir, inicialmente, em tomar consciência das condições concretas, ou das contradições concretas que apontam para a viabilidade de um projeto de democratização das relações do interior da escola” (PARO, 2008, p.9). Ao analisar o currículo de uma maneira mais prática e objetiva, compreende-se que este se torna peça-chave fundamental para a organização da ação pedagógica e implementação de um processo de gestão democrática dentro da escola. Relativamente à questão curricular e à qualidade da educação, pode- se dizer que currículos compreendem a expressão dos conhecimentos e valores que uma sociedade considera que devem fazer parte do percurso educativo de suas crianças e jovens. Eles são traduzidos nos objetivos que se deseja atingir, nos conteúdos considerados os mais adequados para promovê-los, nas metodologias adotadas e nas formas de avaliar o trabalho desenvolvido. A definição de quais são esses conhecimentos e valores vem sendo modificada nos últimos anos, devido às demandas criadas pelas transformações na organização da produção e do trabalho e pela conjuntura de redemocratização do país. Portanto, a meta de melhoria da qualidade da educação impôs o enfrentamento da questão curricular como aquilo que deve nortear as ações das escolas, dando vida e significado ao seu projeto educativo (PRADO, 2000, p.94). Nesta perspectiva, escola é o lugar de concepção, realização e avaliação do seu processo educativo,pois necessita organizar seu trabalho pedagógico, pensando em seus alunos e levando em conta princípios que são norteadores da construção do seu projeto político pedagógico, que irão fortalecer a democracia na escola. Portanto, só é possível considerar o processo educativo em seu conjunto sob a condição de se distinguir a democracia como possibilidade no ponto de partida e democracia como realidade no ponto de chegada (SAVIANI apud Veiga, 2006, p. 16). Além dessa análise crítica da realidade escolar, existe a necessidade da transformação do sistema de autoridade da escola, pois o obstáculo da gestão democrática está na função atual do diretor que o coloca como autoridade última no interior da escola. Desse modo, a autoridade funde-se ao autoritarismo e leva a uma divisão dos diversos setores da escola, contribuindo para a formação de uma imagem negativa da pessoa do diretor, ressaltando que este contexto é mantido pelo próprio Estado: CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí [...] a escola deve organizar-se democraticamente com vistas a objetivos transformadores (quer dizer: objetivos articulados aos interesses dos trabalhadores). E aqui subjaz, portanto, o suposto de que a escola só poderá desempenhar um papel transformador se estiver junto com os interessados, se organizar para atender aos interesses (embora nem sempre conscientes) das camadas às quais essa transformação favorece, ou seja, as camadas trabalhadoras (PARO, 2008, p. 12). Dessa forma, a presença das políticas públicas são fundamentais para nortear o trabalho pedagógico das escolas, pois as questões de igualdade de oportunidade, qualidade, gestão democrática, liberdade e valorização do magistério, são princípios fundamentais para a garantia da qualidade da educação (VEIGA, 2006). Ressalta-se que o currículo e a gestão escolar são diferentes áreas do conhecimento no âmbito educacional, a ligação das duas áreas se dá pelo intermédio da política. Entretanto, ambos transcorrem de maneira independente, nos dando a possibilidade da análise de suas relações. Todavia, para a construção de um currículo crítico, necessita-se da presença de uma gestão que seja democrática, que esteja engajada com uma aquisição do saber que é construído historicamente. Para Moreira (2013), a qualidade em um currículo deriva principalmente da transação, reflexão, colaboração e análise crítica dos documentos oficiais, e de uma conversa constante entre os sujeitos envolvidos no processo, ou seja, gestores, professores, alunos e comunidade escolar, quer dizer, todos aqueles que desempenham algum papel tanto no planejamento, quanto na construção e execução do currículo. Para apoiar esse processo, as Diretrizes curriculares brasileiras têm como objetivo, sistematizar os princípios e as diretrizes gerais da Educação básica contidos na LDB e na Constituição, para assegurar a formação básica, tendo como foco os sujeitos que dão vida ao currículo e à escola. Evidenciando o seu papel de indicador das opções sociais, culturais, educacionais e políticas. Importante destacar ainda deste documento o Capítulo I, art. 13 que dispõem das formas para a organização curricular e o art. 43 que salienta que os elementos constitutivos para a operacionalização das diretrizes são o Projeto Político Pedagógico, o Regimento Escolar, o Sistema de avaliação, a gestão democrática, a organização da escola, o professor e o programa de formação docente. Na sociedade democrática, ao contrário do que ocorre nos regimes autoritários, o processo educacional não pode ser instrumento para a CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí imposição, por parte do governo, de um projeto de sociedade e de nação. Tal projeto deve resultar do próprio processo democrático, nas suas dimensões mais amplas, envolvendo a contraposição de diferentes interesses e a negociação política necessária para encontrar soluções para os conflitos sociais. [...] É papel do Estado democrático investir na escola, para que ela prepare e instrumentalize crianças e jovens para o processo democrático, forçando o acesso à educação de qualidade para todos e às possibilidades de participação social. Para isso faz-se necessária uma proposta educacional que tenha em vista a qualidade da formação a ser oferecida a todos os estudantes. O ensino de qualidade que a sociedade demanda atualmente expressa-se aqui como a possibilidade de o sistema educacional vir a propor uma prática educativa adequada às necessidades sociais, políticas, econômicas e culturais da realidade brasileira, que considere os interesses e as motivações dos alunos e garanta as aprendizagens essenciais para a formação de cidadãos autônomos, críticos e participativos, capazes de atuar com competência, dignidade e responsabilidade na sociedade em que vivem (BRASIL, 1996, p. 27). A Gestão Democrática é considerada uma das maiores conquistas políticas para o exercício da administração das escolas públicas no Brasil. Porém, para que aconteça uma educação de qualidade para todos, é fundamental que a escola pública construa e revise periodicamente, com toda sua comunidade escolar, o seu projeto político pedagógico, sempre amparado nas determinações expressas na LDB/96 (BRASIL, 1996). Como nos artigos: Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: I - elaborar e executar sua proposta pedagógica; [...]. Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. (grifo nosso). Com isso, observa-se que a gestão democrática deve fazer parte do ensino público, observando as leis maiores e as da instituição de ensino. No atual cenário educacional discussões que envolvem a gestão democrática tem sido alvo de importantes debates, especialmente, na escola pública, ambiente, no qual, ainda prevalece uma gestão pautada no conservadorismo e tradicionalismo. A escola vista como uma organização social, cultural e humana exige que todos os envolvidos CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí tenham o seu papel pré-determinado num processo de participação mútua para que as atividades planejadas sejam efetivadas. Somado a isso, por meio da gestão democrática, a construção do currículo é um processo interativo, trata-se, portanto de apoiar-se em estruturas já definidas por instituições e órgão competentes, mas sem necessariamente, apenas tê-los como única fonte de base curricular. Esse processo, transcende a técnica, pois envolve juízo de valores ao se determinar quais saberes serão selecionados como válidos na produção do conhecimento. Desse modo, dependendo da visão que a equipe formadora desse currículo possuir o mesmo poderá assumir um papel transformador ou conservadora. Educar para a democracia só se faz realidade, a partir do momento em que a democratização dos diversos setores da escola se efetive. Pois desse modo a democracia ultrapassa as esferas do discursopara sua concretização no educar (PEREIRA, 2012). Diferentes abordagens curriculares Planejamento curricular O processo de organização curricular inicia-se com o processo de planejamento do mesmo. Nele são feitas as previsões para a ação educativa, são tomadas as decisões sobre os objetivos educativos e sobre o tipo de ação que será realizada, dentre outros aspectos, relacionando teoria com prática. Todavia, antes de iniciarmos esta discussão, vamos retornar ao conceito de currículo. Para tanto, Pacheco (2005) p. 43 define currículo: “Como um plano de ação pedagógica, ou como um produto que se destina à obtenção de resultados de aprendizagem organizados no âmbito da escola, pressupõem um processo dividido em três momentos principiais: elaboração, implementação e avaliação, tudo se conjugando numa racionalização dos meios em função dos objetivos e dos resultados” (…). Essa definição propõe que o curricular se trata de um plano estratégico, com ações definidas cujo objetivo é contribuir na formação de novos sujeitos que farão parte do meio social. Em outras palavras, currículo é o exercício da aprendizagem que fomentará o pensamento crítico de um indivíduo. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí Antes de compreendermos a concepção técnica do planejamento curricular, é relevante entendermos alguns aspectos (ROQUE, 2014): • Na elaboração de um currículo, busca-se responder questões referentes ao ato educativo, as quais correspondem à finalidade da educação, aos conhecimentos/culturas a serem selecionados e como realizar a prática. • A escola deve elaborar seu currículo com a participação de todos os sujeitos e instâncias envolvidos no processo educativo. • Como parte de um macro sistema educacional, a escola, ao planejar o currículo, deve considerar a realidade da comunidade escolar e as demandas da sociedade e das instâncias que regulamentam o sistema de ensino, como Ministério da Educação e Conselhos.Para facilitar o entendimento vamos observar o Organograma abaixo: Figura 2. Instâncias de planejamento curricular. Fonte: Adaptada de Piletti, 1991. Quem planeja? MEC/Conselho Federal de Educação Conselho Estadual/Municipal de Educação Escola Fixa diretrizes para a organização curricular a nível nacional Faz as adequações necessárias, considerando as peculiaridades locais Elabora o currículo atendendo às possibilidades da instituição, mediante as prescrições oficiais, e às necessidades e características da comunidade escolar. • Leis •Pareceres •Resoluções •Estabelecimentos de conteúdos mínimos •Relação das disciplinas que a escola elegerá como parte diversificada do currículo •Estabelecimento de normas (transferência, matricula, avaliação) • Julgamento de casos Princípios filosóficos, psicológicos, pedagógicos. •Objetivos •Conteúdos •Métodos •Recursos •Avaliação CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí Com base na imagem acima, percebemos uma estrutura hierárquica, onde se tem quem planeja e quem executa as funções e tarefas. Esse processo chama-se racionalização do processo de planejamento. De acordo com a forma de se conceber o currículo, ela pode ser realizada em dois níveis: a racionalização tecnicista e a racionalização prática. O modelo de planejamento que se centra nos resultados do processo refere-se ao modelo tecnicista (ROQUE, 2014). Nesse tipo de planejamento, os objetivos educacionais têm importante papel, pois definem os fins, os comportamentos a serem alcançados. Eles são os determinantes das demais partes que compõem o planejamento. Dessa forma, os objetivos são o marco inicial do projeto numa perspectiva tecnicista. Após responder quais os fins educacionais, busca-se responder também, o que ensinar? Como saber se os objetivos foram alcançados? Dessa forma, existe uma sequência de precisões organizadas que acontecem após a conclusão de cada etapa (ROQUE, 2014). De acordo com Ralph Tyler (1977), um dos primeiros teóricos a propor um método racional para elaboração de currículo, para se formular satisfatoriamente os objetivos, ao ponto que sinalizem tanto os aspectos de comportamento quanto de conteúdo, permite obter especificações para indicar qual é precisamente o papel do educador. Por consequência, ao se formular claramente os resultados que se deseja, o elaborador do currículo disporá de critérios para selecionar os conteúdos, sugerir atividades de aprendizagem, decidir os procedimentos didáticos, e, assim, cumprir com os demais requisitos de planejamento do currículo. Saiba mais... O modelo de planejamento curricular baseado na racionalidade técnica predominou até a década de 1980, quando recebeu críticas pelo teor psicológico e pedagógico acultural e acrítico, pela falta de análise de valor dos conteúdos e por contribuir para a hierarquização do trabalho, uma vez que o currículo, naquela época, era elaborado por técnicos especialistas e os professores apenas executavam (SACRISTÁN, 1998). CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí O outro tipo de planejamento curricular que surgiu mediante as críticas do modelo tecnicista foi o planejamento curricular numa perspectiva prática. Essa abordagem possibilita compreender o currículo enquanto processo formativo, contextualizado, como um conjunto de práticas educativas diversas. Sob tal concepção, a concepção de desenvolvimento curricular corresponde não apenas ao momento de elaboração do currículo como também à sua realização, se constituindo como um processo complexo e dinâmico. Acto que conjuga uma intencionalidade dependente de uma estratégia de planificação no sentido da sua abertura ou de seu fechamento aos vários intervenientes. Por mais complexo que seja, o currículo decidir- se-á numa perspectiva orientadora e não numa perspectiva determinante da prática (PACHECO, 2005, p. 48). A grande diferença entre o modelo tecnicista e prático, está no planejamento. O primeiro centra-se na prática, ou seja, nos processos e etapas. No segundo o objetivo é orientar a prática, pois pode ser redefinido em função dos contextos reais da escola, dos alunos, dos professores entre outros. Trata-se, portanto, de se pensar a elaboração de um currículo a partir da relação entre as etapas de fundamentação, ação e avaliação desse documento, concebendo-as como momentos interligados (PACHECO, 2005). Essa concepção de planejamento curricular possibilita a existência de um planejamento participativo. Este, fundamenta-se numa concepção pedagógica, baseada nos pressupostos de uma educação emancipatória, integradora de conhecimentos, que concebe homens e mulheres como sujeitos ativos, produtores de sua história (ROQUE, 2014). Por meio do planejamento coletivo, é garantido o envolvimento de todos os sujeitos pertencentes à escola em todos os momentos do planejamento. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí O currículo tem finalidades diversas,pois ele pode incluir ou excluir as pessoas dentro de uma trajetória escolar. Desse modo, urge a necessidade de se ter um currículo pré-estabelecido, para a boa execução da pratica pedagógica, uma vez que ele é a concretização do plano cultural da educação. Assim, o currículo está interligado ao planejamento escolar, pois este é a organização metodológica dos conteúdos que serão desenvolvidos. Logo, o professor é o responsável por planejar as aulas para que haja uma relação entre ele, o aluno e o objeto do conhecimento. A discussão na área curricular é uma compreensão dialética, inserida em um contexto amplo, que envolve o planejamento das aulas do professor, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento do educando. Assim, o currículo precisa ser revisitado o tempo todo para fortalecer a gestão democrática da escola e garantir qualidade social da educação, bem como transmitir conhecimentos. Avaliação As práticas avaliativas são utilizadas desde os tempos mais primitivos, porém de forma mais estruturada somente a partir do século XVIII, onde foram criados as primeiras escolas e o acesso aos livros foi permitido aos indivíduos. O termo avaliação da aprendizagem surgiu em 1930 e é atribuído a Ralph Tyler (apud SAKAMOTO, 2016). É muito necessário cotejar cada instrumento de avaliação que foi proposto com os objetivos que se têm em mira e ver se aquele utiliza situações capazes de evocar a espécie de comportamento que se Saiba mais... O planejamento participativo é justificado por alguns aspectos: • O sujeito da reflexão é também o sujeito da decisão, da ação, do usufruto • Há motivação pelo fato de se estar atendendo às necessidades dos sujeitos • Possibilita-se o crescimento dialético da autonomia e da solidariedade • O que se privilegia é o processo e não o plano escrito (VASCONCELOS, 1995, p. 51). CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí deseja como objetivo educacional. (TYLER, 1981 apud SAKAMOTO, 2016, p.2). Como resultado, avaliação se caracteriza pelo processo de comparar metas estabelecidas com os resultados que foram obtidos. A seguir descreveremos alguns tipos de avaliações. Avaliação diagnóstica Tem como principal representante Cipriano Luckesi: Defino a avaliação da aprendizagem como um ato amoroso no sentido de que a avaliação, por si, é um ato acolhedor, integrativo, inclusivo. Para compreender isso, importa distinguir avaliação de julgamento. O julgamento é um ato que distingue o certo do errado, incluindo o primeiro e excluindo o segundo. A avaliação tem por base acolher uma situação, para, então (e só então), ajuizar a sua qualidade, tendo em vista dar-lhe suporte de mudança, se necessário. A avaliação, como diagnóstico, tem por objetivo a inclusão e não a exclusão; a inclusão e não a seleção - que obrigatoriamente conduz à exclusão. (LUCKESI, 2000 apud SAKAMOTO, 2016, p.7) A avaliação é entendida como um ato de amor, onde a pratica do exame é subtraída. Uma vez, que ela é um dos grandes mecanismos para segregar e excluir os alunos, com base no sucesso ou fracasso. Propõe uma avaliação que acolha o educando e que não classifique nem quantifique seus conhecimentos, mas que reflita na melhoria da qualidade do ensino, visando à transformação da sociedade. Nesse sentido, a avaliação diagnóstica permite detectar dificuldades, operar mudanças e redirecionar o que necessite de auxílio. Tal processo tem como objetivo uma escola inclusiva e democrática. Avaliação formativa Sob a perspectiva avaliativa formativa, o foco está no aluno e no professor, visto que, este é tido como modelo e seu papel social ultrapassa os muros da instituição escolar. Dessa forma, o professor é capaz de detectar e auxiliar os alunos em suas dificuldades, onde os erros fornecem informações para que seja possível rever o processo e as metodologias, adequando-as. “Define avaliação formativa como CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí avaliação que ajuda a criança a aprender e o professor a ensinar.” (PERRENOUD, 1999 apud FERNANDES, 2006, p.11) Segundo esse modelo, a avaliação não ocorre ao final do processo de ensino e aprendizagem e sim, ao mesmo tempo, bem como a autoavaliação por parte do professor e do aluno. Nessa abordagem é preciso que o planejamento seja flexível, em um processo de avaliação contínua e formativa, uma vez que o conhecimento não é estático e nem acabado. Avaliação mediadora Caracteriza-se pela relação entre professor e aluno, onde o professor atua como mediador e intervém quando necessário. Diante disso, é necessária uma mudança de postura do professor, na qual é privilegiada a prática da reflexão e conhecimento em detrimento à memorização. Para tal, é necessário constante atividade por parte do aluno, para que este perceba que a avaliação não é simplesmente uma constatação de erros e acertos, aprovação ou reprovação, mas que tem uma finalidade específica. “A avaliação mediadora se desenvolve em benefício do educando e se dá fundamentalmente pela proximidade entre quem educa e quem é educado” (HOFFMANN, 1993, p.191). Avaliação e currículo Assim como o planejamento, a avaliação relaciona-se a uma concepção de educação e de currículo. Como você deve ter compreendido, se o processo educativo estiver fundamentado por uma concepção tecnicista, tanto o planejamento quanto a avaliação serão pautados também numa concepção tecnicista. Por outro lado, se o processo educativo estiver fundamentado por uma concepção construtiva, o Vamos pensar um pouco... Em duplas, discutam sobre os tipos de avaliação apresentados até agora. Elaborem um quadro comparativo e, depois, discutam com a sala sobre o que foi produzido. CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí planejamento e a avaliação também serão baseados nessa concepção (ROQUE, 2014). A importância de se avaliar o currículo centra-se na perspectiva de pensar o processo formativo como uma constante, um processo inconcluso, cuja análise deve contribuir para diagnosticar os avanços e recuos que possivelmente tenha alterado o percurso. Dois tipos de abordagens emergiram dentro desse processo de avaliação, uma quantitativa e uma qualitativa. As principais caraterísticas estão sintetizadas a seguir: Diferenças entre as abordagens quantitativa e qualitativa QUANTITATIVA (perspectiva técnica) QUALITATIVA Objetividade no uso dos instrumentos. Relatividade no uso e análise dos instrumentos. Tratamento estatístico das informações. A compreensão de um sistema é um empreendimento humano intencional e passível de erro. Ênfase no produto/resultado. Ênfase nos aspectos observáveis do comportamento. Ênfase no processo. Refere-se também a questões sobre por que os alunos aprendem e o que mais os alunos aprenderam ou deixaram de aprender? Controle das variáveis. Sensível às diferenças, aos acontecimentos imprevistos. Uso de pré-testes e pós-testes. Os problemas definem os métodos e a tendência ao monismo é substituída pela pluralidade e flexibilidade metodológicas. Fonte: Baseado em Saul, 2000. A partir do quadro acima, podemos concluir, como afirma Sousa, (1991, p. 45) que “A avaliação não é um processomeramente técnico; implica uma postura política e inclui valores e princípios, refletindo uma concepção de educação, escola e sociedade.” Estudiosos contemporâneos vêm defendendo a substituição da tradicional avaliação unilateral, opressora, quantitativa e muitas vezes até mesmo punitiva, por uma avaliação que promova e integre o aluno. Diante de uma perspectiva política filosófica, a avaliação curricular possui dimensões culturais, políticas, sociais e econômicas, seus efeitos influenciam na dinâmica do currículo no sentido de suscitar mudanças na realidade analisada. A avaliação só tem sentido se possibilitar uma reflexão crítica sobre o funcionamento global de um programa. A postura crítica implica uma análise valorativa do processo CREDENCIADA PELA PORTARIA Nº 245 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 27/04/2021 CURSO DE PEDAGOGIA EAD AUTORIZADO PELA PORTARIA Nº 426 - PUBLICADA NO D.O.U. DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí curricular em vista a avaliar o conceito de educação, os pressupostos sobre a aprendizagem, ensino, a relação professor e aluno, e as diretrizes que fundamentam o currículo analisado (ROQUE, 2014). A atuação no âmbito da avaliação curricular é inegável a contribuição da avaliação ao processo de mudança. Mudar “[...] é a ruptura do hábito e da rotina, a obrigação de pensar de forma nova em coisas familiares e a de tornar a pôr em causa antigos postulados”. (HUBERMAN, 1973, p. 18). A avaliação, portanto, deve ser responsiva. Para Kramer (1999), é de fundamental importância saber sobre a produção do currículo, quem são seus autores, interesses, condições de elaboração e como foi conduzido o processo. Durante a avaliação, deve-se verificar se os objetivos se relacionam a situações reais, os indicadores educacionais e as metas propostas pelas secretarias de educação. Os aspectos éticos também devem ser objetos de análise do currículo, quais valores foram estabelecidos e se eles representam a comunidade que o elaborou. Por fim, Kramer (1999) também enfatiza a preocupação com os leitores da proposta, como o documento será percebido por eles e se este se encontra claro o bastante. Tais questões devem ser elaboradas durante o processo de construção da Avaliação Institucional. Nesse processo, os elaboradores da proposta curricular passam a ser avaliados também. No Brasil, ainda não é popularizada a prática da Avaliação Institucional na Educação Básica. Dessa forma, a avaliação do currículo fica a cargo dos organismos externos à escola e das avaliações do Ministério da Educação (MEC). SUGESTÕES DE LEITURA GAVALDON, L. L. 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DE 07/05/2021 CNPJ: 17.145.404/0001-76 Avenida Barão de Gurguéia, 3333 B – Vermelha – Teresina - Piauí