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E s b o ç o B í b l i c o Paranorama Bíblico Mensagens CEntrais Histórias Bíblicas Mapa Visual Personsagens ENXERTADOS.COM.BR A leitura bíblica pode ser algo muito desafiador e muita coisa no entendimento da mensagem das escrituras pode aca- bar passando despercebido por muitos leitores. Como seres humanos, sempre somos levados a nos atentar para coisas e situações que estão fazendo parte do nosso cotidiano no momento da leitura e isso pode fazer com que a mensagem principal passe despercebida. Como assim mensagem principal? Sim, embora a bíblia contenha diversas mensagens que nos levam a edificação, a conhecer a Deus e a nós mesmos no con- texto da criação, existe uma mensagem na bíblia que segue de Gênesis a Apocalipse. Essa menagem fala de maneira sublime sobre o plano de Deus, sua graça e misericórdia manifesta em nós, apesar de sermos como somos desde o Éden. Esses esboços bíblicos têm como objetivo principal te conduzir dentro dessa mensagem principal da bíblia, passando por cada livro sem que você deixe de alcançar entendimentos impor- tantes sobre esse enredo. A história bíblica é incrivelmente conectada, inclusive, não entender bem o que aconteceu e foi registrado no antigo testamento pode te atrapalhar a entender pontos importantes do novo testamento e de Cristo. Os esboços estão separados por tipos de livros da bíblia para facilitar o entendimento sobre o tipo de linguagem, autores e correlação de temas. Meu desejo é que você aproveite ao máximo esses esboços, mas principalmente, não se limite a ele. Busque conhecer cada vez mais em fontes diferentes sobre quem é Deus e como Ele age e sempre agiu. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a Ti, o Único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste (João 17:3). En tã o c on he ça m os , e p ro ss ig am os em c on he ce r a o Se nh or ; a s ua s aí d a, co m o a a lv a, é c er ta ; e e le a n ó s vi rá co m o a c hu va , c o m o c hu va s er ô d ia q ue re ga a te rr a (O sé ia s 6: 3) explica a origem dos hebreus e porque eles aparecem no restante do Antigo Testamento como um povo da aliança que desfrutava do favor especial de Deus. Êxodo registra a grande libertação dos descendentes de Abraão da terra do Egito. Durante este período, o livro mostra a liderança de Moisés, o registro da lei de Deus e o sistema de adoração no Tabernáculo. O livro de Levítico contém regulamentos deta- lhados sobre a adoração de Israel. Ele discute em detalhes os assuntos dos sacerdotes e os elementos do culto. O livro de Números mostra que os israelitas eram um grande exército liderado pelo Senhor por meio de Moisés e começaram a conquistar Canaã. Finalmente, Deuteronômio conta como a nação de Israel guardou a lei de Deus e foi fiel à aliança do Sinai. O livro termina com a sucessão de Josué a Moisés. O grande tema do Pentateuco é a história da aliança de Deus com Israel. A esta nação sacerdotal foi dada a responsabi- lidade de levar a salvação a outros povos. Desta forma, o Pentateuco aponta para Cristo, em quem tanto a aliança como a lei foram plenamente cumpridas. Por meio de sua obra redentora, ele trouxe a nova aliança ao seu povo, tor- nando a igreja uma nação de reis e sacerdotes (2 Pedro 2:9). Pentateuco é como é chamado o conjunto dos cinco primei- ros livros da Bíblia. Estes cinco livros também são chamados de “a Lei” ou “Torá”. Os livros que compõe o Pentateuco são: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. A palavra Pentateuco vem do grego pentateuchos, que sig- nifica “livro de cinco volumes”. Esses cinco primeiros livros do Antigo Testamento possuem uma importância muito grande. Eles fornecem a base do restante do conteúdo bíblico. Um bom entendimento do pentateuco é essencial para a construção da narrativa bíblica que culmina com o advento da vinda de Jesus Cristo. Precisamos entender bem o que levou isso a ocorrer e se tornar a base da nossa fé. O Pentateuco é uma mistura de História e Lei. Ele é uma estru- tura unificada. Isso significa que ao mesmo tempo em que o Pentateuco é uma combinação de cinco livros individuais, ele também é uma narrativa uniforme e contínua. A interligação entre os cinco livros do Pentateuco é perfeita. A Torá relata a criação do mundo e termina com o registro da morte de Moisés. Gênesis cria o cenário perfeito para a introdução de Exôdo, ele introduz o período patriarcal, com ênfase particular na aliança de Deus com Abraão. Isso ENXERTADOS.COM.BR Gênesis CONTEXTO: A palavra Gênesis quer dizer “começo” ou “princípio”. Não há dúvida de que os leitores originais de Gênesis eram israeli- tas. Gênesis pode ter sido escrito para encorajá-los durante o período difícil do Êxodo. Os israelitas deixaram seu passado no Egito e começaram a conquistar a terra prometida por Deus. É por isso que Gêne- sis explica verdades básicas aos israelitas. Conta a criação de todas as coisas, o início da história humana e a origem de Israel. OBJETIVO O livro de Gênesis revela a soberania de Deus na criação, ensina sobre a vontade eterna de Deus, explica a natureza humana e do pecado, conta sobre a vida dos patri- arcas israelitas e revela o início da história da redenção. O livro de Gênesis é rico em cultura, histórias e muitas coisas puderam ser atestadas pela ciência, possuem muita sabedoria cientifica que apenas foi desco- berta na modernidade e mostra a glória de um Deus único e eterno. Gênesis pos- sui separações bem claras que podem ser encontradas nos textos, onde o autor muda o tema de maneira fluída e contínua. Grupo de Livros Pentateuco Nº Capítulos 50 Escritor Moisés Período 1446-1406 a.c. A CRIAÇÃO DO UNIVERSO E DA HUMANIDADE Os primeiros capítulos narram a história de Deus criando o universo, colocando ordem na desordem do mundo e fazendo tudo belo. Deus criou tudo e viu que era bom, também criou Deus o homem e a mulher à sua imagem e semelhança para reinar sobre toda a criação. Deus forma o homem do pó da terra e a mulher de uma de suas costelas para estarem em comunhão com Ele. A ORIGEM DO PECADO E DO SOFRIMENTO HUMANO Deus planta a árvore do conhecimento do bem e do mal no jardim e diz-lhes para usufruir de tudo, mas que não comessem dessa árvore. Enganados pela serpente são levados a comerem do fruto, fazendo com que o pecado entrasse neles e matando-os espiritualmente. Deus, então, promete uma futura redenção por meio de um descen- dente, mas não os isenta das consequências do pecado. DE ADÃO A NOÉ E O DILÚVIO O mundo em corrupção pelo pecado progride no sofri- mento e na maldade dos homens, ao ponto de Deus querer eliminar o homem da face da terra. Deus encontra em Noé alguém justo e temente e o escolhe para que a humanidade continuasse a partir dele, após a eliminação dos demais por um dilúvio. Noé e sua família são salvos para continuarem o plano de Deus para a humanidade. OS DESCENDENTES DE NOÉ E A TORRE DE BABEL Após o dilúvio o pecado seguiu corrompendo o homem, começando pelo filho de Noé, Cam, amaldiçoado pelo pai por um erro. A maldade crescia à medida que a terra ia se enchendo de pessoas. Ninrode, se levanta para a construção de uma torre para que juntos não mais precis- assem de um Deus, para ele ser proclamado rei (ou deus) e livrá-los de um novo dilúvio, mas Deus frustra os planos. A HISTÓRIA DE ABRAÃO E SUA FAMÍLIA A partir do capítulo 12 começa o segundo grande bloco de Gênesis, trata da história de Deus com Abraão e sua família. Abraão é chamado por Deus do meio e sua parentela para fazer uma aliança com Ele em que seriam benditas todas as famílias da terra. Isaque e Jacó dão seguimento a essa aliança até que Deus, dessa família, forma um povo ao qual escolheu para se revelar e testemunhar aos demais. A HISTÓRIA DE JOSÉ E A CHEGADA AO EGITO A história dessa família muda quando os filhos de Jacó, por ciúmes do irmão, se vingam de José vendendo-o a uma caravana de Ismaelitasque desciam ao Egito. José vira escravo, porém, Deus o ergue ao cargo de governador do Egito. Uma grande seca e fome na região faz a família de Jacó descer ao Egito, acolhidos por José para serem sustentados da fome. Lá se se tornam um grande povo. 1 - 2 3 4 - 9 10 - 11 12 - 36 37 - 50 ENXERTADOS.COM.BR Êxodo CONTEXTO: A palavra “êxodo” significa “partida” ou “saída”. Êxodo começa onde Gênesis ter- mina, com os israelitas se mudando para o Egito. A história começa, mostrando-nos que José, seus filhos e irmãos estão mor- tos, e a memória de seu bom serviço ao país se desvanece com o tempo. O faraó que governava o país percebeu o rápido crescimento dos israelitas e começou a oprimi-los com escravidão e decretos absurdos. Deus se lembrou da aliança com Abraão, Isaque e Jacó, e então decidiu ser hora de tirar seu povo daquele lugar. OBJETIVO É uma continuação natural de Gênesis e o objetivo principal deste livro é docu- mentar um dos eventos mais importantes da história: a libertação do povo de Israel do Egito por meio do ato redentor de Deus. Êxodo mostra que Deus era o líder do povo de Israel e seu servo Moisés foi o mediador desses eventos. Para os israelitas, a revelação escrita da aliança de Deus com eles era crucial porque ligava os interesses pessoais de Deus aos israelitas. No livro de êxodo, Deus estabelece uma nova aliança com o povo, chamada da aliança do Sinai, bem como estabelece seus mandamentos para cumprimento da aliança. Grupo de Livros Pentateuco Nº Capítulos 40 Escritor Moisés Período 1446-1406 a.c. O CRESCIMENTO DE ISRAEL E A ESCRAVIDÃO NO EGITO Séculos se passaram desde a chegada de Jacó e família ao Egito. Nesse período Israel se multiplica e se torna um povo numeroso. Tempos depois da morte de José, se levanta um faraó que não conhecia quem foi José para o Egito. Esse faraó temeu o tamanho do povo de Israel e os tornou escravos, colocando-os em trabalhos forçados, ordenando ainda a morte dos recém-nascidos meninos. A PRIMEIRA PARTE DA VIDA E O CHAMADO DE MOISÉS Deus em sua soberania salva a vida de um menino, fazendo com que ele habitasse no palácio de Faraó 40 anos. Quando grande, Moisés comete um erro e tira a vida de um soldado que maltrava o povo de Israel, fazendo com que ele precisasse fugir do Egito para não ser morto. Moisés vive durante 40 anos no deserto até que Deus o chama para ser o interlocutor da libertação do povo do Egito. MOISÉS E ARÃO PERANTE FARAÓ E A SAÍDA DO EGITO Moisés e Arão se apresentam a faraó dizendo que Deus ordena que deixe seu povo partir, porém, faraó não atende ao pedido. Deus mostra seu poder contra o Egito através de 10 pragas, na última praga, a morte dos primogênitos, Israel é salvo por meio do sangue do cordeiro, morto para celebração da páscoa, nas portas. Após a décima praga e a morte do próprio filho, faraó permite Israel partir. DO MAR VERMELHO AO MONTE SINAI Após partirem do Egito, Faraó se arrepende e manda seu exército perseguir Israel. Deus abre o mar vermelho para Israel passar a seco e fugir do exército que, ao persegui- los no mar, são mortos com o retorno das águas. O povo então segue seu caminho pelo deserto, pouco tempo depois já murmurando e se arrependendo de terem saído do Egito, mostrando ser obstinado e corrompido. A ALIANÇA NO MONTE SINAI Aos pés do monte Sinai Deus faz uma aliança com o povo, dizendo as bençãos que lhes daria, tornando-os um reino de sacerdotes para as nações. Deus manifesta sua glória na nuvem no topo do monte, Moisés sobe e Deus transmite os mandamentos que seriam os principais regulamentos da aliança, prescreve o tabernáculo onde sua glória habi- taria e entrega as tábuas do testemunho que escreveu. A QUEBRA E RENOVAÇÃO DA ALIANÇA Deus oderna que Moisés desça do Sinai porque o povo já havia se desviado para o mal e construído um bezerro de ouro para adorar, quebrando a aliança que acabaram de firmar com Deus. Deus diz que irá destruir o povo, mas ouvindo a súplica de Moisés decide agir com misericórdia. Deus renova a aliança com Israel, ordena a construção do tabernáculo e sua glória desce ao final da construção. 1 2 - 4 5 - 13 14 - 18 19 - 31 32 - 40 ENXERTADOS.COM.BR Levítico CONTEXTO: O livro de levítico ocorre aos pés do Sinai, Deus havia feito uma aliança com o povo, mas essa aliança fora quebrada rapida- mente, mesmo Deus tendo renovado a aliança e construído um tabernáculo para habitar no meio do povo, isso trouxe con- sequências para o relacionamento, ao ponto de Moisés não poder sequer aden- trar no tabernáculo com a glória de Deus manifesta. Levítico é Deus providenciando um caminho para pessoas pecadoras e corruptas viverem em sua santa presença. OBJETIVO O tema principal do livro de Levítico fica claro na seguinte declaração divina: “Porque eu sou o Senhor, que vos fiz subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus, e para que sejais santos; porque eu sou santo” (Levítico 11:45). O livro de Levítico foi dado como um guia para que o povo se santificasse para se relacionar com o Senhor e como essa relação acon- teceria. O povo tinha um coração cor- rupto, era necessário, então, um sistema de purificação para que eles sempre se lembrem ser necessário ser santo para habitar com um Deus santo, o sistema levítico fornece um meio para que o povo nunca esqueça da santidade de Deus. Grupo de Livros Pentateuco Nº Capítulos 27 Escritor Moisés Período 1446-1406 a.c. LEIS SOBRE AS OFERTAS E SACRIFÍCIOS Os primeiros capítulos do livro tratam das ofertas e sacri- fícios que deveriam fazer. Dois tipos básicos existiam aqui, os primeiros como gratidão pelo que Deus tem feito e por sua graça e o segundo como oferta de sacrifício pelo pecado, pela corrupção e por seus erros para que Deus use de misericórdia para com eles. Sempre lembrando que Deus é bom, mas que também é justo e abomina o pecado. CONSAGRAÇÃO DOS LEVITAS Narra a consagração de Arão e seus filhos ao sacerdócio e a estarem na presença de Deus como representantes do povo para Deus e de Deus para o povo. Nos capítulos 21 e 22 Deus mostra como deveria ser a santidade, integridade e qualificações porque nesses capítulos, dois filhos de Arão caminham direto para a presença de Deus e violam sua santidade, consumidos até a morte por ela. LEIS SOBRE PUREZA E SANTIDADE DOS ISRAELITAS São ditas as leis necessárias para se manter a pureza do povo sobre coisas que não deveriam ser tocadas que os deixariam impuros, todas ligadas a morte, em contraste com a pureza de Deus que leva a vida. Também são ditos os animais que ao comer os tornariam impuros. Essas leis eram símbolos culturais para mostrar aos israelitas que a santidade de Deus afeta todas as áreas de suas vidas. O DIA DA EXPIAÇÃO E OS RITUAIS DE PUREZA O dia da expiação é estabelecido anualmente para todo o povo vir e se arrepender diante do Senhor, isso era além dos sacrifícios individuais, uma data para todo o Israel fazer expiação pelos pecados. Eles foram chamados para serem um povo diferente daqueles que viviam à sua volta. Aqui fala também da moralidade e integridade que deveriam manifestar nas áreas da vida como a sexual e social. RITUAIS DE FESTAS Nesses capítulos, Deus institui as 7 festas anuais para o povo judeu. Essas festas (Páscoa, pão sem fermento, primícias, pentecostes, trombetas, dia da expiação e tabernáculos) são referências a momentos marcantes desde a saída da escravidão do Egito até a chegada à terra prometida. As festas serviam para sempre fazer lembrança de quem eram e quem Deus era para eles. UM CHAMADO A FIDELIDADE À ALIANÇA Nos últimos capítulos do livro, Moisés faz um convite a todo Israel para serem fiéis ao Senhor e a sua aliança. Dizendo também as bençãos de paz e abundância sobre a terra que Deus daria caso eles obedecessem fielmente. Ainda diz que em caso de desobediência, isso resultaria em um desastre e o exílio da terra prometida. É um chamado a obediência, mas também um alerta às consequências. 1- 7 8 - 10 (21 - 22) 11 - 15 16 - 20 23 - 25 26 - 27 ENXERTADOS.COM.BR Números CONTEXTO: O livro de Números registra a história do povo de Israel durante os quase quarenta anos de peregrinação pelo deserto. O nome do livro se dá simplesmente pelas contagens dos homens de guerra que são encontradas em algumas partes do livro (Números 1-4; 26). No hebraico o livro possuía o nome de “no deserto”. OBJETIVO O objetivo principal do Livro de Números era encorajar e preparar os israelitas para conquistar a Terra Prometida. Ao desen- volver a história da peregrinação dos isra- elitas errantes no deserto da primeira à segunda geração, o tema central deste livro centra-se em chamar o povo de Deus para ser fiel a Deus como Seu exército santo em Canaã. Nesse sentido, os isra- elitas de segunda geração devem estar atentos aos erros cometidos por seus pais, para não repeti-los. Eles devem saber que a primeira geração falhou porque eles responderam à graça do Senhor com des- obediência e ingratidão. Agora, é hora de as crianças fazerem a coisa certa quando os pais fizeram errado; responder fiel- mente onde seus pais se rebelaram; ter sucesso onde seus pais falharam. Grupo de Livros Pentateuco Nº Capítulos 36 Escritor Moisés Período 1446-1406 a.c. A PRIMEIRA CONTAGEM DO POVO Na primeira parte e de onde sai o nome do livro, acon- tece um grande censo do povo de Israel, são contados os homens de guerra separados por tribo e organizado como cada tribo iria estar no acampamento. Foram organi- zados com o tabernáculo e os levitas no centro, tendo as demais tribos em volta. Tudo isso simbolizando como a presença de Deus deveria estar no centro do seu povo. LEIS SOBRE O RITUAL DE PUREZA E PARTIDA DO SINAI Nesses capítulos seguem-se as leis que desenvolveram as leis de pureza do livro de Levítico. Sendo que a presença de Deus está entre eles, todo o esforço deveria ocorrer para que o acampamento fosse puro, ou seja, um lugar onde Deus pudesse estar. A nuvem de fumaça que cobria o tabernáculo se eleva saindo do Sinai e guiando Israel para dentro do deserto orientando que o povo seguisse. A PEREGRINAÇÃO ATÉ PARÃ Chegam ao deserto de Parã, a meio caminho de Canaã. Moisés envia os espiões à terra prometida por conta própria. Os relatos deixam o povo em alvoroço e inicia um motim contra Moisés. Deus quer destruí-los, mas Moisés intercede por eles. Deus não os destrói, mas condena aquela geração a peregrinar no deserto até a morte, somente seus filhos iriam à terra prometida. AS REBELIÕES DE CORÁ, MOISÉS E DO POVO Alguns Levitas liderados por Corá se rebelam contra Moisés e Arão. Deus lida severamente com essa rebelião e renova seu compromisso com Moisés e Arão. Logo após, Moisés se rebela contra Deus e não o santifica no caso da água da rocha e teve o mesmo destino do povo de não adentrar à terra prometida, também há a rebelião do povo que trouxe as serpentes venenosas e a cura pela serpente de bronze. CHEGANDO ÀS PLANÍCIES DE MOABE Ao chegarem, a história se concentra na figura de Balaão, contratado pelo rei de Moabe para amaldiçoar e enfraquecer Israel, temendo o que havia escutado sobre eles. Aqui se culmina uma importante lição do livro, em meio as rebeliões do povo, Deus permanece fiel as suas promessas e os livra como povo, muitas vezes mesmo sem eles sequer saberem, como no caso de Balão e Balaque. A PREPARAÇÃO PARA TRAVESSIA DO JORDÃO Nessa etapa, o livro se concentra na nova geração de Israel, é feito uma nova contagem pelo censo e eles estão se preparando para atravessar o Jordão e adentrar à terra prometida. Deus concede as vitórias do seu povo sobre os inimigos e algumas tribos começam a se estabelecer antes do Jordão. Moisés está pronto para entregar suas palavras finais de sabedoria e advertência antes de morrer. 1 - 4 5 - 10 11 - 15 16 - 21 22 -25 26 - 36 ENXERTADOS.COM.BR Deuteronômio CONTEXTO: O livro de Deuteronômio contém as últi- mas palavras de Moisés aos filhos de Israel antes de entrarem na terra de Canaã, com Josué como líder. O título do livro significa “segunda lei” ou “repetição da lei”, pois, em seus sermões finais, Moisés repetiu aos israelitas muitas leis e muitos manda- mentos que faziam parte de sua aliança com o Senhor. OBJETIVO O objetivo era exortar a nova geração dos israelitas e lembrá-los de guardar sua aliança quando lhes ensinou as conse- quências tanto da obediência quanto da desobediência às leis e aos mandamentos do Senhor. Contar a importância de olhar para as experiências espirituais passadas e lembrar-se de guardar as leis, a aliança e os mandamentos do Senhor para terem as mesmas promessas de posteridade e pro- teção que Deus fez aos seus pais. Nesse livro Moisés faz uma importante profecia que posteriormente se cumpre, de que o povo seria infiel, seriam capturados e levados ao exílio. Moisés adverte o povo, fala sobre a bonança se ser fiel a Deus, das consequências de ser infiel e prevê que, infelizmente, o povo seria infiel a Ele. Grupo de Livros Pentateuco Nº Capítulos 34 Escritor Moisés Período 1446-1406 a.c. PRIMEIRO E SEGUNDO DISCURSOS DE MOISÉS No primeiro discurso, Moisés narra a história que acon- teceu até agora e destaca a rebeldia do povo em com- paração com a graça e misericórdia de Deus no deserto, mostrando que Deus trouxe justiça, mas não abandonou as promessas da aliança. O que segue é uma série de sermões de Moisés ao povo (Shemá), convocando a fidelidade à aliança e relembrando seus mandamentos. O CÓDIGO DEUTERONÔMICO Nessa parte do livro temos uma coleção de leis, tendo como abertura a adoração de Israel a Deus, centralizado em seu templo e também no cuidado aos pobres. Também leis sobre as qualidades morais e de caráter dos líderes de Israel e sua submissão às leis. Terminando essa sessão com várias leis civis sobre casamento, família, negócios, legislação, justiça social e mais leis sobre adoração. TERCEIRO E QUARTO DISCURSOS DE MOISÉS Moisés dá uma advertência e um ultimato ao povo de Israel. Se ouvirem e obedecerem a Deus, tudo dará certo na terra que eles vão possuir, mas se não escutarem terão fome, desastre, degradação e serão exilados. Moisés coloca diante do povo o caminho da morte e da vida e diz, escolham, pois, a vida. Porém, diz saber que se rebelarão e serão exilados, mas deixa viva a esperança da redenção. AS ÚLTIMAS DISPOSIÇÕES Moisés transmite ao povo suas últimas palavras, relem- bra que não entrará na terra prometida com eles, pois, o Senhor o levará. No capítulo 32 fala um último poema de advertência a Israel e no capítulo 33 um poema de benção para Israel e dali deixa o povo. O ÚLTIMO DIA DA VIDA DE MOISÉS No último dia da sua vida, Moisés sobe das campinas de Moabe até o monte Nebo. De lá, Moisés avista de longe a terra prometida, ao qual peregrinou pelo deserto 40 anos para levar o povo. Moisés não entra na terra pro- metida por consequência do seu erro, não santificando o Senhor perante Israel e tomando para si a glória que somente é devida a Deus. A MORTE DE MOISÉS Moisés tinha 120 anos quando morreu, foi sepultado num vale na terra de Moabe. O livro de Judas narra que o diabo tentou roubar o corpo de Moisés e foi preciso que Miguel pelejasse em nome do Senhor para resgatar o seu corpo e o levá-lo. Possivelmente satanás quis usar o seu corpo para levar o povo a idolatria. Deuteronômio encerra dizendo que não houve em Israel profeta como Moisés. 1 - 11 12 - 26 27 - 30 31 - 33 34 34 tendo como principal objetivo mostrar a falha dos israelitas como sacerdotes do mundo e as promessas de Deus sendo direcionadas até a chegada do Messias. Nos livros históricos encontramos histórias como a conquista da terra prometida, o tempo dos juízes em Israel até o esta- belecimento da monarquia, o reino unificado de Davi até a divisão de Israel em dois reinos diferentes no reinado de Roboão, filho de Salomão. Nos livros históricos entendemos que o povo de Israel foi se corrompendo mais e mais desdea entrada na terra prometida e falharam diante de Deus, por isso, Deus envia seu juízo sobre Israel e ela é destruída por povos vizinhos e o povo é levado ao exílio, primeiramente o reino do norte pelo império Assírio e posteriormente o reino do sul pelo império babilônico, onde permaneceram por 70 anos. Após o período do exílio, o povo é liberto e retorna a Israel, prontos para receberem o cumprimento das promessas de Deus feitas aos servos do passado como Abraão e Davi, porém, Israel retorna do exílio tão corrupta quanto antes e entendermos bem o contexto desenvolvido nos livros históricos se torna essencial para compreendermos bem as palavras dos profetas a Israel e principalmente o destino do povo de Deus até o fim dos tempos na vinda do Rei Messiânico prometido. Os Livros Históricos ocupam a maior parte do Antigo Testa- mento. Eles registram a história do povo de Israel desde a conquista da Terra Prometida sob a liderança de Josué, até a restauração de Jerusalém após o cativeiro babilônico. Isso significa que as narrativas dos livros de história abrangem centenas de anos. Durante esse tempo, os livros de história também narram os primórdios da monarquia em Israel, começando com um reino unificado, depois um reino divi- dido e a queda dos reinos do norte e do sul pelos impérios assírio e babilônico, respectivamente. Os Livros Históricos são: Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Rute e Ester. Eles são uma continuação natural da história que inicia em Gênesis e passa por todo o Pentateuco até a morte de Moisés. O estudo dos livros históricos é essencial para entendermos melhor o desenvolvimento da história do povo de Israel, ENXERTADOS.COM.BR Josué CONTEXTO: O livro de Josué leva o nome do per- sonagem mais marcante do livro. Após a morte de Moisés, Josué (Oseias) assume a liderança do povo de Israel em busca da terra prometida. Embora existam indícios de que Josué tenha escrito boa parte do livro, não se afirma com muita certeza que tenha sido ele, principalmente porque muitos trechos demonstram que outras pessoas podem ter contribuído para a construção do livro. A tradição Judaica aponta que Josué tenha escrito essas partes, mas geralmente pode ser considerado um livro anônimo. OBJETIVO O livro é uma continuação do Pentateuco e retrata a história do povo de Israel quando atravessa o Jordão em busca de conquistar a terra prometida. Ele narra as histórias das guerras e de tudo que o Senhor fez pelo povo para dar-lhes a terra que prometera e também a divisão da terra pelas tribos de Israel. Mostra que, assim como dito, quando o povo era fiel, Deus dava todas as vitórias sobre os inimigos, porém, o povo nem sempre era fiel a Deus e o juízo vinha. Grupo de Livros Históricos Nº Capítulos 24 Escritor Josué* Período 1400 - 1375 a.C JOSUÉ É O NOVO LÍDER LEVANTADO POR DEUS Após a morte de Moisés, Deus chama Josué para liderar e em seu primeiro ato convida o povo a obedecer aos mandamentos de Deus. Envia espiões à terra, assim como Moisés para verificá-la. Os espias fazem uma aliança com Raabe que os ajudou em Jericó. Deus abre o rio Jordão como fez com o mar e o povo passa com os pés secos com a arca da aliança indo à frente do povo. O POVO ENTRA NA TERRA PROMETIDA Josué lidera o povo à terra prometida. Celebram a páscoa do Senhor e a nova geração é circuncidada. Josué se encontra com um guerreiro misterioso que diz ser o Prínci- pe dos exércitos do Senhor. Embora Josué pergunte se ele estava conosco, a resposta do guerreiro era se o povo estava com ele, demonstrando que aquela guerra era de Deus contra os Cananeus e o povo seria usado para isso. AS BATALHAS CONTRA O POVO CANANEU Narra as duas principais batalhas do povo como um con- traste da fidelidade de Deus na batalha em Jericó com a falha de Israel na batalha contra Ai. Deus entrega Jericó ao povo de maneira milagrosa, porém, perdem a batalha contra Ai devido à desobediência. Após se arrependerem, o Senhor entrega Ai em suas mãos. Deus mostra que para herdarem a terra, precisavam ser obedientes a ele. OUTRAS HISTÓRIAS DE GUERRAS Esse trecho condensa outras histórias das guerras de Israel, conta história da aliança com os Gibeonitas após serem enganados e a batalha contra a união dos reis cananeus, onde Deus dá uma vitória esmagadora ao seu povo. Con- clui com um resumo das vitórias que Deus deu a Moisés e também a Josué. JOSUÉ DIVIDE A TERRA ENTRE O POVO Após anos de batalha, o livro mostra Josué já envelhecido e fazendo a divisão da terra entre as tribos de Israel e a maior parte dessa sessão do livro mostra as divisões e os limites das terras dado a cada tribo. Essa sessão é como ler um mapa sem fotos, porém, esse trecho era essencial para o povo, principalmente porque cumpre a promessa de Deus feita a Abraão. AS PALAVRAS FINAIS DE JOSUÉ Ele profere dois discursos, bem alinhados aos discursos de Moisés em Deuteronômio. Relembra-os da generosidade de Deus e de como Deus entregou os cananeus em suas mãos. Chama-os a serem fiel a Deus e a rejeitar os deuses dos cananeus e a se lembrarem da aliança com o Senhor, pois, se forem fiéis, terão a benção na terra, caso não, seriam exilados da terra como os Cananeus. 1 - 2 6 - 12 13 - 22 23 - 24 13 - 22 23 - 24 ENXERTADOS.COM.BR Juízes CONTEXTO: Leva esse nome devido ao tipo de líderes que Israel teve nesse período, não eram juízes como conhecemos hoje, eram líderes políticos, como chefes tribais. O livro de Josué termina com ele convo- cando o povo à obediência da aliança com Deus e o livro de Juízes se inicia com a morte de Josué. Após sua morte, mostra que Israel fracassa totalmente e faz exatamente as coisas que Deus disse para não fazerem. Embora a tradição muitas vezes aponte Samuel como escritor, não há indícios que realmente apontem para sua autoria, logo o escritor é anônimo. OBJETIVO O livro retrata a história de Israel após tomarem posse da terra prometida. Mostra a infidelidade do povo, a justiça e a mise- ricórdia de Deus praticamente como um loop. O povo entrou na terra prometida abençoado, mas se desviou dos caminhos de Deus, logo, Deus os entrega nas mãos dos povos inimigos, o povo clama a Deus e Ele envia um juiz sobre o povo para libertá-los da opressão. Essa é a narrativa do livro que conta a história o povo da entrada da terra prometida até quando Deus levanta um profeta-juiz-sacerdote, chamado Samuel e esse unge um rei sobre Israel como o povo tanto queria. Grupo de Livros Histórico Nº Capítulos 21 Escritor Anônimo Período 1045-1000* a.C. A CORRUPÇÃO DO POVO Josué liderou o povo na conquista das principais cidades Cananeias, mas após a divisão da terra, ainda havia mui- tas cidades para conquistar. Os Cananeus deveriam ser expulsos para Israel não se corromper com suas idolatrias e costumes, Israel devia ser santo. O povo não cumpre e não expulsa os cananeus e acaba se corrompendo com eles e caindo em idolatria. TRÊS BONS JUÍZES EM ISRAEL No capítulo 2 narra que o povo viveria em uma espiral: pecado / opressão / arrependimento / libertação / paz/ pecado. Isso ocorre durante todo o livro dos Juízes. A história narra que os juízes também se corromperam. Os juízes começam com três bons juízes: Otniel, Eúde e Débora que libertaram o povo e foram fiéis a Deus, mas vemos uma decadência nos próximos. O INÍCIO DA DECADÊNCIA DOS JUÍZES Embora existam outros juízes, nesse esboço me concentro nos principais que demonstram a corrupção de Israel. Os juízes começam a decair e o nosso exemplo é o de Gideão que começa bem ao lado do Senhor e ganha uma batalha com 300 homens, porém, após suas vitórias, Gideão se perde. Gideão mata companheiros israelitas, constrói um ídolo de ouro que após a sua morte é idolatrado pelo povo. OS JUÍZES VÃO DE MAL A PIOR Eles ficam cada vez piores e os nossos exemplos são de Jefté que embora fora um juiz sincero, estava corrompido e influenciado pela idolatria e os costumespagãos, até sacrificou sua própria filha, já não reconhecia a santidade do Deus de Israel. O segundo é Sansão que foi um dos piores juízes e era promíscuo, violento e arrogante. É a marca do caráter corrompido e sincretizado do povo. A CORRUPÇÃO GENERALIZADA Essa sessão conta a história de um israelita chamado Mica que constrói um templo privado para adorar a um ídolo, inclusive colocando um levita como sacerdote em sua casa. Ele é saqueado por um exército enviado da tribo de Dã que tacam fogo em uma cidade e assassinam seus habitantes, levam o sacerdote e o ídolo para a tribo e prestam culto a ele. TODOS FAZIAM O QUE ERA CERTO AOS SEUS OLHOS A história final do livro é ainda pior, fala sobre abuso sexual e violência que leva a primeira guerra civil de Israel. Essas histórias mostram que o povo havia se perdido completa- mente e os capítulos finais resumem isso em uma frase: “Não havia rei em Israel e todos faziam o que era certo aos seus próprios olhos”. Isso conduz Israel para o próximo passo da sua história, quando se torna uma monarquia. 1 - 2 3 - 5 6 - 9 10 - 16 17 - 18 19 - 21 ENXERTADOS.COM.BR Rute CONTEXTO: Embora a tradição muitas vezes aponte para Samuel como escritor do livro de Rute, a probabilidade é praticamente nula, tornando seu autor anônimo. A história de Rute acontece durante o período dos Juízes e fala de um período de escassez em Israel, possivelmente consequências de seus pecados contra Deus. Mostra que uma família se muda para Moabe, reino próximo a Israel para conseguir alimento e se sustentar mel- hor, contrariando a vontade de Deus que ordenou que o povo não se misturasse e que confiasse em sua provisão e sustento. OBJETIVO Conta uma história que mostra como Deus está envolvido em nossas histórias, tanto nas alegrias quanto nas dificuldades do dia-a-dia. É uma história linda, artística e projetada de maneira brilhante em 4 capítulos. Mostra a fidelidade de Deus apesar das nossas escolhas erradas, o cuidado de Deus quando pensamos não haver solução e o mistério de Deus sendo reve- lado no coração de pessoas improváveis. Grupo de Livros Histórico Nº Capítulos 4 Escritor Anônimo Período 1210 - 1030 a.C A MUDANÇA PAR AMOABE Diz que “No período em que os juízes julgavam”, mostrando que esse era o período que elas viviam, houve uma fome sobre a terra. Então, um homem chamado Elimeleque decide se mudar para Moabe, antigo povo inimigo, com sua mulher Noemi e seus dois filhos. Em Moabe os filhos se casam com moabitas, uma era Rute. Elimeleque e os filhos morrem, deixando Noemi e suas noras viúvas. Noemi decide voltar para Israel, mas sabendo a dificuldade que existia para uma mulher lá, principalmente viúva, diz para suas noras voltarem para suas famílias. Rute decide ir com Noemi, pois encontrou no Senhor, o Deus verdadeiro. RUTE E O RESGATADOR DA FAMÍLIA Em Israel, Noemi e Rute enfrentam os desafios e discutem onde encontrariam comida para se alimentarem. Era o tempo de colheita da cevada e Rute vai em busca dos campos para colher um pouco e acaba colhendo nos campos de Boaz, que era parente de Noemi. Boaz ouve sobre a história de Rute e mostra grande generosidade a ela, permitindo que colha para se alimentar. Rute conta a Noemi que descobre que ela conheceu Boaz e se alegra, pois, Boaz era o resgatador da família (prática cultural que se um homem morrer e deixar para trás a viúva, era responsabilidade do resgatador da família casar com ela). A ESTRATÉGIA PARA SER RESGATADA As duas traçam um plano para fazer com que Boaz perceba a situação de Rute, ela deveria trocar suas vestes de luto e usar roupas que demonstrasse que estava disponível. Rute vai ao encontro de Boaz e claramente, pergunta se Boaz redimirá a família de Noemi e se casar com ela. Boaz fica surpresa com a lealdade e o caráter de Rute mais uma vez e informa que resgatará Rute. Ela então retorna a Noemi e conta tudo que aconteceu, as duas se maravilham com tudo que aconcera até ali. BOAZ O RESGATADOR Boaz, porém, descobre existir um parente que era ainda mais próximo de Noemi e que esse era elegível para resgatar a família. Esse parente, porém, descobre que terá que casar-se com Rute e decide não ser o resgatador, pois, estava de olho somente no que tinham. Boaz conhecia o caráter de Rute e sabia ser uma grande mulher, por isso decide se casar com Rute, ganhando direito a propriedade da família, mas também resgatando a viúva. Assim como Rute era leal a Noemi, Boaz também foi. Isso foi uma reversão da história, uma simetria entre o início e o fim, terminando com uma família próspera e feliz. 1 2 3 4 ENXERTADOS.COM.BR 1 Samuel CONTEXTO: Os livros de Samuel foram escritos como um volume único e foram posteriormente separados em dois volumes diferentes. Embora leve o nome de Samuel, a proba- bilidade de ter sido Samuel a escrever é muito pequena, claro que boa parte do livro pode ter sido retirada dos registros dele. O livro de 1 Samuel narra o início da tran- sição de Israel da liderança dos juízes para a monarquia. Samuel era um levita, levantado como juiz, o último em israel e também era profeta. Samuel foi chamado por Deus para ungir o novo rei de Israel. Deus não tinha intenção de haver uma monarquia, mas pela dureza do coração do povo, acabou sendo dessa forma. OBJETIVO O objetivo do livro é deixar registrado esse período histórico. Mostrar a fideli- dade de Deus para com seu povo, apesar de serem infiéis e corruptos. Depois da corrupção moral dos israelitas no período dos juízes, o povo precisava de um líder que fosse fiel a Deus e o livro de Samuel nos apresenta essa transição e como Deus fez. O livro basicamente conta a história de Samuel, Saul e Davi. Grupo de Livros Histórico Nº Capítulos 31 Escritor Incerto Período 1000-900 a.c. A HISTÓRIA DE SAMUEL O povo estava em caos devido ao período dos Juízes. A história começa com Ana que era triste por não poder ter filhos, mas Deus a faz dar à luz a um filho chamado Samuel. Samuel é levado para servir no tabernáculo cor- rompido pelas más condutas de Eli e seus filhos. Samuel acha graça aos olhos de Deus, cresce ao lado do Senhor e se torna um grande profeta e líder em Israel. O LEVANTE DOS FILISTEUS Paralelamente os filisteus crescem e assumem o poder de suas regiões. Israel sai em batalha contra eles e por presunção e orgulho levam a arca da aliança como um amuleto ou algo mágico. Israel perde a batalha, os filhos de Eli morrem e arca é roubada. Deus derrota os filisteus sem o povo lançando pragas sobre eles, até que eles devolvem a arca. O povo se arrepende e retorna a Deus. O POVO CLAMA POR UM REI Após um breve período de arrependimento, o povo rejeita novamente o Senhor e Israel pede a Samuel para ter um rei como os outros povos. Samuel consulta a Deus e Ele diz que os motivos eram errados, mas se querem, dá-lhes um. Saul se torna o rei que aos olhos do povo era o ideal, pois, era alto, bonito e valente. Saul vence diversas bata- lhas, mas suas falhas de caráter acabaram sobressaindo. A DESOBEDIÊNCIA DE SAUL E O NOVO REI Saul era um homem altivo e orgulhoso, apesar do seu bom perfil físico para o reinado, seu coração era ruim e corrompido. Saul amou o reino sem amar o Rei e isso fez com que ele desobedecesse ao Senhor. Samuel o con- fronta e diz que um rei deveria ser humilde e fiel a Deus, coisa que ele não era, por isso Deus retiraria o reino de Saul e daria a outro rei que fosse segundo o seu coração. DAVI É O REI SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS Samuel ungiu o novo rei, um menino franzino e de aparên- cia singela, muito diferente de Saul, mas Davi era um homem humilde e fiel que confiava no Senhor. Um dia levou mantimentos para os irmãos quando se depa- rou com o desafio de Golias. Não temeu e se dispôs a enfrentá-lo e Deus entrega Golias a Davi. A fama de Davi cresceu, ele serviu a Saul e crescia na graça do povo. SAUL CONTRA DAVI A fama de Davi começou a sobressair a de Saul e isso lhe causou ciúmes.Saul, atormentado por espíritos, decide matar Davi, porém, ele foge, o que dá início a uma caçada. Ao tempo que Saul o perseguia, Davi arrumava aliados e o povo se voltava para ele contra as loucuras de Saul. Davi não se volta contra Saul e confia que Deus em seu tempo fará tudo. Saul morre em uma batalha contra os Filisteus. 1 - 3 4 - 7 8 - 12 13 - 15 16 - 20 21 - 31 ENXERTADOS.COM.BR 2 Samuel CONTEXTO: O livro de 2 Samuel é uma continuidade do livro de 1 Samuel, conforme informado, eles eram um volume único. A história dos dois livros são coerentes juntos, como uma história contada. OBJETIVO O livro busca mostrar a história do reinado de Davi, seus acertos, suas falhas, mas prin- cipalmente, a fidelidade de Deus mesmo quando não somos fiéis. O livro mostra que até os grandes homens são passíveis de falhas, mas Deus pela sua graça não nos imputa o que realmente merecíamos, mas nos trata com misericórdia. Deus é dono de toda a história e nada pode fugir do seu controle, precisamos confiar mais em suas promessas, assim como Davi, que mesmo falhando, nunca deixou de depositar sua esperança no Senhor. Davi cometeu erros que podemos dizer que foram maiores que os de Saul, porém, Davi tinha um coração voltado para Deus e se arrependeu, sua humil- dade fez com que Deus lhe desse graça e não retirasse o reino assim com o fora feito a Saul. Grupo de Livros Histórico Nº Capítulos 24 Escritor Incerto Período 1000-900 a.c. O CRESCIMENTO DO REINADO DE DAVI Começa após a morte de Saul e Davi lamentando sobre sua morte e de Jônatas. O reinado de Davi cresce bem-sucedido, vencendo muitas batalhas e com todas as tribos pedindo para que o reino fosse unificado e ele ser rei sobre eles. Davi conquista Jerusalém, muda seu nome para Sião e a torna a capital do seu reinado e também a capital religiosa ao levar a arca da aliança para a cidade. UMA IMPORTANTE CHAVE BÍBLICA Davi estabelece uma casa para Israel e deseja que Deus tenha uma casa, mas Ele diz que Davi não construiria, mas seu filho. Deus diz que, na verdade, foi Ele quem construiu um reino para Davi e ele seria eterno, pois sua descendência sempre estaria no trono. Essa promessa se cumpre em Jesus e também cumpre a feita a Abraão que na descendência dele seria abençoada toda a terra. OUTRAS GUERRAS E MEFIBOSETE Neste trecho acontecem diversas outras guerras e Deus dá a vitória a Davi. Davi pergunta se existia ainda alguém da casa de Jônatas para ele fazer o bem, um servo então avisa que há um chamado Mefibosete. Davi manda o chamar e honra Mefibosete por amor que tinha por Jônatas e sua família. O PECADO DE DAVI Davi se ausenta da guerra e ao ficar em casa, avista do terraço Bateseba que era casada com Urias, estimado guerreiro do exército. Ele a deseja, a procura e se deita com ela. Bateseba engravida e Davi para resolver o problema, ordena que Urias seja morto para ele se casar com ela. O profeta Natã confronta Davi e ele arrependido assume o seu pecado e Deus o perdoa, mas não sem consequências. AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO DE DAVI Natã afirma “não se apartará a espada jamais da tua casa” e isso ocorre. Absalão, filho de Davi mata seu irmão Amnon, por ele estuprar sua irmã Tamar. Absalão foge, mas depois retorna e organiza uma rebelião contra Davi e assume o reino. Quando Absalão morre em batalha, Davi retorna como um homem velho e destroçado, triste com a morte do filho, reassume o trono e termina seus dias triste. O FIM DE UMA HISTÓRIA E A ESPERANÇA Os últimos capítulos trazem algumas histórias e contrastes como o da falha de Saul que prejudicou os Gibeonitas e trouxe problemas, mas também da de Davi que prejudicou Israel e trouxe problemas. Um Davi fraco em contraste com seu início forte, mas, Davi relembra da graça de Deus e da sua fidelidade, de suas promessas de um reino que seria eterno e sem falhas, e da eterna aliança com Deus. 1 - 6 7 8 - 10 11 - 12 13 - 20 21 - 24 ENXERTADOS.COM.BR 1 Reis CONTEXTO: Assim como Samuel, embora em nossa bíblia estejam separados, os livros de 1 e 2 Reis eram um volume único que conta uma história unificada. Sua autoria também é anônima, não há indícios fortes de pos- síveis autores. A história de 1 Reis começa no mesmo tempo onde se encontra o capítulo 7 do livro de 2 Samuel, onde Deus promete que da linha de Davi viria um rei messiânico que estabeleceria o reino sobre as nações e cumpriria as promessas feitas a Abraão. OBJETIVO O objetivo é apresentar a história dos reis de Israel, seus erros, seus acertos e mostrar que nenhum rei que veio depois de Davi conseguiu cumprir essa promessa que Deus havia feito a Davi no capítulo 7 de 2 Samuel. Além de não conseguirem, eles levam a nação de Israel ao desastre. O livro começa no reinado de Salomão e a prosperidade em Jerusalém, e termina em 2 Reis com a destruição de Jerusalém e o povo sendo levado ao exílio Babilônico, assim como previsto por Moisés e Josué. Grupo de Livros Histórico Nº Capítulos 22 Escritor Anônimo Período 560-538 a.c. O REINADO DE SALOMÃO Inicia com Davi fazendo a transição do reino a Salomão, mandando que ele cumpra os mandamentos de Deus, mas conspirando assassinatos para manterem o reino. Salomão pede sabedoria a Deus e é concedida de forma notável. Ele reina sobre Israel com sabedoria, constrói o templo, conforme Deus prometera a Davi, e também um palácio. O período ficou conhecido como a “era de ouro de Israel”. A QUEDA DE SALOMÃO Salomão acabou se tornando um homem ganancioso e com fome de poder, adquire muita riqueza e também muitas mulheres estrangeiras, fazendo aliança com ou- tros povos e isso o leva aderir aos seus ídolos e cometer idolatria. Ele institui o trabalho escravo em seus projetos. Todas essas coisas são proibidas por Deus em sua lei. Salomão termina sua vida com esse triste relato. ISRAEL DIVIDIDO EM DOIS Começa com o filho de Salomão, Roboão seguindo os passos do pai. Cheio de ganância e fome de poder, tenta aumentar os impostos do trabalho escravo, mas sob a liderança de Jeroboão, as tribos do norte se rebelam contra ele, rejeitam a ideia, se separam em um novo reino. O reino do sul, Judá com Benjamin, e o reino do norte, Israel com as demais tribos. REIS RUINS LEVAM O POVO A IDOLATRIA Jeroboão tentou evitar que o povo descesse ao reino de Judá para adorar no templo, com medo do povo se voltar contra ele. Jeroboão constrói dois templos no reino do norte e coloca duas estátuas de bezerros de ouro para que o povo adorasse a Deus nesses templos (veja Êxodo 32). Jeroboão e Roboão estabelecem idolatria em seus reinos, e muitos reis continuam o padrão. ACABE E JEZABEL X ELIAS Levantou-se mais um rei iníquo no reino do norte e Deus levanta também um profeta chamado Elias para con- frontá-lo e trazê-lo ao arrependimento. Elias faz com que haja uma seca na terra, revive o filho da viúva dentre os mortos e com grande poder de Deus, Elias compete com os sacerdotes de Baal e mostra quem é Deus. Jezabel, mulher do rei Acabe e seguidora de Baal, tenta matar Elias. ELIAS FOGE DE JEZABEL Elias viaja para o Monte Horebe fugindo de Jezabel, onde o Senhor fala com Ele por meio de uma voz mansa e deli- cada. Elias se encontra com Eliseu, que o sucederá como profeta. Elias profetiza a morte de Acabe e de Jezabel. Depois da morte de Acabe, Acazias, o filho de Acabe, reina em iniquidade e mantém o mesmo padrão dos antigos reis de Israel. 1 - 8 9 - 11 12:1 a 12:25 12:26 a 16 17 - 18 19 - 22 ENXERTADOS.COM.BR 2 Reis CONTEXTO: O livro de 2 Reis é uma continuação natu- ral do livro de 1 Reis já que antes eram apenas um volume, separados muito pos- teriormente. OBJETIVO O objetivo é continuar os relatos dos Reis de Israel e Judá, a intervenção de Deus por meio dos profetas, a invasão e o exílio babilônico como consequência de todo o pecado de Israel. A história de do livro dos Reis é muito importante para entender toda a continu- ação da bíblia, principalmente a palavra dos profetas queacusaram Israel do seu pecado e anunciaram o juízo, bem como a esperança de que o Rei Messiânico viria em contraste com os reis caídos de Israel. Grupo de Livros Histórico Nº Capítulos 25 Escritor Incerto Período 560-538 a.C. A SUCESSÃO DE ELIAS POR ELISEU Elias é transladado ao céu e Eliseu inicia seu ministério. Judá e Israel se unem numa guerra contra Moabe e são vitoriosos. O ministério de Elias e Eliseu são marcados por muitos sinais, mas que não conseguiram levar os reis de Israel ao arrependimento. O Senhor cura Naamã, o capitão sírio, de sua lepra. Israel sofre com a fome. Jezabel é morta e a casa de Acabe é destruída. Eliseu morre. A QUEDA DO REINO DO NORTE E O EXÍLIO Muitos dos reis de Israel governam em iniquidade. O rei da Assíria invade e destrói o reino do norte e leva muitos israelitas cativos. No reino do sul, Acaz governa em iniqui- dade. As idólatras dez tribos de Israel são levadas para o cativeiro pelo rei Sargom da Assíria e as 10 tribos do norte são espalhadas pela terra (até hoje as tribos estão perdi- das, embora alguns descendentes foram encontrados]. UM REI JUSTO EM JUDÁ Em paralelo, o rei Ezequias reina em Judá com retidão, obedecendo ao Senhor e eliminando os locais dedicados à adoração de deuses falsos. Graças à fé e à confiança no Senhor manifestadas pelo rei Ezequias, um anjo destrói o exército assírio, cumprindo uma profecia de Isaías. UM REI TERRÍVEL EM JUDÁ Após a morte de Ezequias, reinou seu filho Manassés. Ficou conhecido por ser o pior rei de Judá, e reinou por 55 anos. Manassés abraçou a idolatria ao ponto de introduzir ídolos no Templo do Senhor em Jerusalém. Se não bastasse isso, ele ainda ofereceu sacrifícios humanos, fazendo com que seus filhos passassem pelo fogo no vale de Hinom. No final da vida se arrependeu e restaurou Israel da idolatria. UM REINADO CURTO E UM REI JUSTO O filho de Manassés reina em seu lugar e segue o caminho mau do pai, porém, reina por pouco tempo, pois foi morto em uma conspiração. Seu filho Josias reinou em seu lugar. O justo rei Josias repara o templo, e o livro da lei é encontrado. Josias lê o livro da lei para o povo, elimina os locais dedicados à adoração de deuses falsos e reinstitui a Páscoa. Josias é morto em batalha. A QUEDA DE JERUSALÉM E O EXÍLIO BABILÔNICO A Babilônia invade Judá e leva muitas pessoas para o cativeiro, também o Rei Joaquim e os itens do templo. Depois Nabucodonosor invade novamente os demais cativos inclusive o rei Zedequias e destrói Jerusalém. Após muitos anos, o rei Joaquim de Judá é libertado da prisão, sendo-lhe permitido viver seus últimos dias com relativa paz e conforto na Babilônia. Israel é exilado na por 70 anos. 1 - 13 14 - 20 14 - 20 21 - 22 22 - 25 24 - 25 ENXERTADOS.COM.BR 1 e 2 Crônicas CONTEXTO: O livro de 1 e 2 Crônicas, assim como os anteriores, era um único livro que foi pos- teriormente dividido em dois volumes. As histórias desses livros são muito parecidas com as histórias contidas nos livros de Reis, porém, alguns detalhes são acrescidos. A tradição e alguns indícios apontam para autoria de Esdras, como os indícios são bons, gostamos de pensar que foi real- mente produzido por ele. O contexto e os objetivos são muito parecidos com os livros de Reis. OBJETIVO O objetivo é apresentar a história de Israel. Crônicas é praticamente um compilado dos demais livros judaicos. Ele tem ele- mentos desde o Gênesis e passa pelos demais livros. Ele narra histórias até o povo sair do exílio, embora muita coisa seja repetida dos livros anteriores, Crônicas merece uma leitura cuidadosa. O autor de Crônicas marcou as genealo- gias do povo de Israel como evidência e registro para que isso não se perdesse, enfatizando as linhas que dariam ao Rei Messiânico e também a linhagem dos sacerdotes. Isso foi muito importante para história dos judeus. Grupo de Livros Histórico Nº Capítulos 29 + 36 Escritor Esdras Período 520-400 a.C. REGISTRO DAS GENEAOLOGIAS DE ISRAEL Registradas as genealogias dos patriarcas e dos filhos de Jacó, entre outras genealogias importantes. Embora tenha uma leitura enfadonha, essas genealogias são muito importantes como registros históricos e comprovações, inclusive utilizadas no novo testamento. AS HISTÓRIAS DA VIDA DE DAVI As histórias de Davi em Crônicas são muito parecidas com as contadas em Samuel e Reis, porém, a diferença é que o autor de Crônicas decidiu ocultar as histórias que mostram que Davi foi fraco e falhou, como a perseguição por Saul no deserto, o adultério com Bateseba e o assassinato de Urias. O foco são boas histórias da vida de Davi, contendo ainda novas histórias que reforçam seu caráter positivo, como, por exemplo, ele fazendo preparativos para a cons- truçao do templo, comparando-o a Moisés. O autor está buscando criar uma imagem de Davi para projetar que o Messias esperado seria alguém como ele, isso também é encontrado no livro de Jeremias, por exemplo. OS REIS QUE REINARAM EM JERUSALÉM Assim como em 1 Crônicas, o foco continua sendo em Davi, por isso que toda a parte em que menciona os reis depois de Davi e Salomão se concentra apenas nos reis que eram da linhagem de Davi e reinaram no reino do Sul, omitindo todos os reis do norte. Isso também faz com que tenhamos muito material novo sobre esses reis de Judá, com destaques especiais aos reis que eram obedientes a Deus e acrescenta muitas novas histórias como a obediência leva ao sucesso e a benção. Adiciona também novas histórias sobre reis que foram infiéis a Deus e não seguiram as leis e suas consequências que levaram ao exílio de Israel. Toda essa seção é praticamente um estudo de caráter para mostrar as gerações que devem ser fiéis a Deus e as leis. O RETORNO DO EXÍLIO A conclusão do livro também é única, ele conta a história de que o rei dos persas, Ciro, deixa que o povo de Israel parta e retorne a sua terra de origem para reconstruir a cidade e o templo. O livro termina com uma frase incom- pleta de Ciro: “Quem estiver entre todo o seu povo, que o Senhor Deus esteja com ele e deixe o subir…”. 1C: 1 - 9 1C: 10 - 29 2C: 1 - 35 2C: 36 ENXERTADOS.COM.BR Esdras e Neemias CONTEXTO: Esdras e Neemias também eram unidos em um volume único e foram separados e renomeados posteriormente. A história é única e coerente que conta a história do povo após a permissão da saída do exílio. Há alguns indícios que apontam que o autor foi o próprio Esdras, a tradição também entende que foi, por isso, a autoria é geralmente atribuída-lhe, mas embora gostemos de pensar que foi ele, boa parte do livro teria sido escrito por outra pessoa. OBJETIVO Os livros trazem um relato da volta de três grupos de judeus da Babilônia para Jerusalém, para reconstruírem o templo, sua comunidade e os muros. Ele mostra que apesar de tanto tempo no exílio, Deus guardou o seu povo e manteve acesa a chama de querer retornar à aliança, a Deus e suas promessas. O retorno de cada grupo teve um consi- derável espaço de tempo de 57 anos entre o primeiro e o segundo grupo e de mais 12 anos até o retorno do terceiro grupo. Grupo de Livros Histórico Nº Capítulos 10 Escritor Esdras Período 520-400 a.C. O PRIMEIRO GRUPO A RETORNAR DO EXÍLIO Cumprindo a uma profecia, o rei Ciro, da Pérsia, per- mite o retorno dos judeus, que viviam na Babilônia, para reconstruírem o templo. Sob o comando de Zorobabel, o líder judeu da região, e Jesua, o sumo sacerdote, os judeus reconstroem primeiramente o altar do templo. Eles iniciam a reconstrução do templo, mas são obrigados a parar devido às queixas dos samaritanos ao rei da Pérsia. RETORNANDO A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO Depois de muitos anos de interrupção nas obras do templo, Zorobabel, Jesua e os Profetas Ageu e Zacarias assumem a liderança na retomada da reconstrução do templo. Dario, o rei da Pérsia naquela época, reconfirma a deliberação do rei Ciro para os judeus reconstruírem o templo. O templo é concluído e dedicado ao Senhor. O SEGUNDO GRUPO A RETORNARDO EXÍLIO Esdras recebe do rei Artaxerxes a incumbência de guiar outro grupo de judeus até Jerusalém. A intenção dele era trazer a renovação espiritual e social de Judá. Ele descobre que muitos judeus, inclusive líderes, desobedeceram ao Senhor ao se casarem com não israelitas que praticavam a idolatria. Muitos culpados se arrependem e abandonam suas mulheres, mas Deus não havia pedido isso. O TERCEIRO GRUPO A RETORNAR DO EXÍLIO Neemias que servia de copeiro do rei da Pérsia, jejua e ora ao saber que os judeus em Jerusalém estão sofrendo e que os muros em volta da cidade foram derrubados. Artaxerxes concede a Neemias que volte e reconstrua os muros. Ele viaja a Jerusalém e lidera os judeus na recons- trução, apesar da oposição. Eles negam o sacerdócio a levitas que não conseguem comprovar a genealogia. O POVO SE ARREPENDE DOS SEUS PECADOS Esdras lê em voz alta e interpreta a lei de Moisés para os judeus. O povo chora quando ouve a leitura em voz alta das escrituras. Eles jejuam e confessam seus pecados perante o Senhor. Alguns judeus contam a história dos israelitas e algumas bênçãos recebidas de Deus desde Abraão até seus dias. O povo faz o pacto de voltar a cumprir a lei do Senhor e apenas casar entre o povo. A MORTE DE MOISÉS Os muros de Jerusalém são concluídos e o povo dá graças a Deus. Neemias sai de Jerusalém por vários anos e, durante sua ausência, os judeus em Jerusalém começam a quebrar a aliança e a negligenciar a lei de Moisés. Neemias volta e ajuda o povo a guardar a aliança limpando o templo, reinstituindo a observância do Dia do Senhor e ensinando ao povo sobre o casamento na aliança. Esdras 1 - 4 Esdras 5 - 6 Esdras 7 - 10 Neemias 1 - 7 Neemias 8 - 10 Neemias 11 - 13 ENXERTADOS.COM.BR Ester CONTEXTO: O livro de Ester tem a autoria anônima, mas a história ocorre no período do exílio babilônico, cerca de 100 anos do início do exílio. Embora os Judeus já haviam retor- nado do Exílio, como Esdras e Neemias, muitos não haviam retornado e viviam em uma comunidade chamada Susã. Uma curiosidade do livro de Ester é que não faz referência a Deus, embora Ele esteja subjacente em toda a história. OBJETIVO O livro de Ester traz um exemplo excelente do poder e da influência para o bem que uma pessoa pode exercer. Na condição de judia exilada na Pérsia, Ester chegou à alta posição de rainha da Pérsia e depois se viu diante da possibilidade de ser exe- cutada com o restante de seu povo. Ao estudarem esse livro, os alunos vão apren- der sobre a importância de agir com cora- gem em situações aterradoras e como desenvolver confiança em Deus. É uma história marcante que mostra a soberania de Deus sobre o seu povo, tanto para executar a sua vontade quanto para guardar, proteger e livrá-lo de todo o mal. Grupo de Livros Histórico Nº Capítulos 10 Escritor Anônimo Período 520-400 a.C A GRANDEZA DO REI E RAINHA VASTI Começa com o rei da Pérsia fazendo dois grandes ban- quetes que duram 187 dias, tudo pelo propósito de exibir sua grandeza e esplendor. No último dia ele está bêbado e pede que sua rainha venha a presença dele para exi- bi-la e ela se nega. Ele destitui Vasti como rainha e realiza um concurso de beleza para encontrar uma rainha, aqui conhecemos Ester e Mardoqueu, ela participa e vence. MARDOQUEU X HAMÃ Hamã era um Agagita que alçou a um cargo muito impor- tante no reino Persa. Ele gostava de ser exaltado e re- verenciado no reino. Mardoqueu, primo de Ester e pai adotivo, recusa-se a inclinar-se perante Hamã. Como resposta, Hamã elabora um plano para destruir os judeus do reino e faz um banquete com o rei para comemorar o plano elaborado. ESTER CONTA O PLANO DE HAMÃ AO REI Os judeus lamentam-se, choram e jejuam para serem pou- pados. Ester e Mardoqueu criam um plano onde Ester reve- lará sua identidade judaica ao rei para reverter o decreto, mas aproximar-se do rei sem convite é o ato que merece a morte. Ester arrisca a própria vida apresentando-se ao rei sem ser convidada. O rei a recebe com bondade e concorda em participar de um banquete com Hamã. UMA GRANDE REVIRAVOLTA NA HISTÓRIA Ester faz um banquete e pede que eles retornem no dia seguinte para outro. Hamã bêbado vê Mardoqueu e pede para ser construída uma lança de madeira para que Mardoqueu seja morto nela. O rei não consegue dormir e ao ler as crônicas descobre que sua vida foi salva por Mardoqueu em uma conspiração. Quando Hamã chega para pedir a morte de Mardoqueu, o rei diz para honrá-lo. ESTER CONTA O PLANO DE HAMÃ AO REI No segundo dia do banquete, Ester revela ao rei que era judia e que Hamã promulgou um decreto para matar a ela, Mardoqueu que havia salvo sua vida e todos os judeus. O rei bêbado ouvindo isso, enfurecido ordena que Hamã seja morto na mesma lança que ele mandou erguer para matar Mardoqueu. Essa é mais uma das reviravoltas, mas que não resolve o problema do decreto. OS JUDEUS GANHAM O DIREITO DE LUTAR PELA VIDA Eles descobrem que o rei não poderia voltar em um decreto que havia sido selado. Ele ordena que Mardo- queu promulgue outro decreto ordenando que os Judeus se defendam e destruam os inimigos que se voltassem para matá-los. Os judeus fazem festa, Mardoqueu vira o segundo no reino e os judeus pelejam contra os inimigos e alcançam a vitória pela graça do Senhor. 1 - 2 3 4 5 - 6 7 8 - 10 - RE IS D E JU DÁ RE IS D E IS RA EL Sa ul D av i Is -B aa l Sa lo m ão Ro bo tã o A bi ão A sa Je os af á Jo ás A m az ia s U zi as Je ro bo ão I N A D A BE Ba as a EL A ZI N RI O nr i A ca be AC A ZI A S Jo rã o Je ú Je oc az Je oá s Je ro bo ão II ZA C A RI A S, S A LU M M A N EM PE C A ÍA S PE C A O sé ia s D av i A ca z In íc io d a m on ar qu ia e m Is ra - el c om o re in o un ifi ca do . Re in o di vi di do e nt re Is - ba al e D av i p or 7 a no s. Re in o un ifi ca do p or D av i, co nt in ua nd o co m S al om ão . A pó s a m or te d e Sa lo m ão , oc or re a d iv is ão d ef in iti va de Is ra el e nt re o R ei no d o Su l ( Ju dá ) e o R ei no d o N or te (I sr ae l) em 9 31 a .C . - In íc io d o ca tiv et io In íc io d o ca tiv et io ba bi lô ni co ba bi lô ni co e m 6 05 a. C . P rim ei ra in va sã o ba bi lô ni ca . Jo el (? ) Is aí as Ez eq ui as M an as sé s A M O M Jo si as JE O AC A Z JE O IA Q U IM JO AQ U IM Ze de qu ia s Q ue da d e Je ru sa lé m Q ue da d e Je ru sa lé m e m 5 86 a .C . A B ab ilô ni a in va de n ov am en te e de st ró i a c id ad e e o te m pl o. Ed ito d e Ci to Ed ito d e Ci to e m 5 38 a .C . P er m ite o re to rn o de p es - so as d o po vo p ar a re co ns tru çã o de Je rs us al ém . Es te r Es te r e m 4 78 a .C .(? ) s e to rn a ra in ha da p er sa a o se c as ar c om o re i. Es dr as Es dr as e m 4 57 a .C . r et or na a Je ru sa lé m . N ee m ia s N ee m ia s e m 4 45 a .C . r ec on st ró i a s m ur al ha s. O ba di as N au m (? ) So fo ni as H ab ac uq ue Ez eq ui el ZZoo rro ba be l ob ab el e m 5 20 a .C . r ec on st ró i o te m pl o de Je ru sa lé m . A ge u Za ca ria s M al aq ui as Jeremias Daniel Q ue da d e Sa m ar ia e m 7 22 a .C . p el o im pé rio A ss íri o. P es so as s o Re in o do n or te sã o ex ila do s e o po vo S am ar ita no é c ria do co m a m is tu ra e nt re is ra el ita s e as sí rio s. El ia s El is eu Jo na s A m ós O sé ia s M iq ue ia s Re in o un ifi ca do Re in o do S ul Re in o do N or te Pr of et as d o Su l Pr of et as d o N or te Jo tã o Je or ão A ta lia A ca zi as Ascenção doImpério Assírio Ascenção do Império Babilônico Ascenção do Império Persa Os livros poéticos, também são conhecidos como livros de sabedoria, trazem conceitos, ensinamentos e demonstrações do bom funcionamento de tudo que Deus criou. Eles servem para nos exortar, nos direcionar e fazer com que alcancemos aquilo que Deus quer para nós. Todos os livros se baseiam na premissa máxima do temor ao Senhor, desde Jó que deveria temer ao Senhor simplesmente e não questionar a sua justiça, até Cantares que mostra a necessidade de entendermos que o amor é dádiva de Deus e que devemos nos portar zelosos a tudo que recebemos por sua graça. Grandes ensinamentos e sabedoria que nos ajudam a entender o que Deus requer de nós para sermos íntegros, honestos e mais parecidos com o seu caráter eterno e imutável. É disso que se trata os livros poéticos da bíblia. Os Livros Poéticos são: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares. A literatura poética era muito comum nos tempos bíblicos e utilizada para produzir todos os tipos de materiais de ensinamentos, exortação e até mesmo de poesia pura e sem objetivo final. Embora em várias partes da bíblia encon- tramos o estilo poético nos escritos, principalmente quando nos atentamos para os livros proféticos, esses 5 livros são compilações de muitos séculos de sabedoria em forma de poesia que nos trazem verdades riquíssimas e, por isso, foram classificados como poéticos, mesmo não sendo os únicos materiais poéticos da bíblia. No passado, os escritos e narrativas de Salomão, considera- do o homem mais sábio daqueles tempos, foi insumo para produção de diversos outros escritores. Vemos que a sua cultura de se buscar sabedoria foi amplamente divulgada e conhecida no mundo todo, influenciando muitas mentes e fazendo com que muita literatura de sabedoria em forma de poesia fosse produzida. Exceto o livro de Jó que possivel- mente foi escrito muito antes de Salomão, os demais livros poéticos são influência direta dele ou, de fato, produzidos pelo próprio Salomão. ENXERTADOS.COM.BR Jó CONTEXTO: O livro de Jó é único na bíblia e conta uma história que acontece distante de Israel, na terra de Uz. Nem Jó e nem os demais personagens são israelitas e também não sabemos o período específico onde a história ocorreu. Embora alguns estudio- sos apontem para Moisés como escritor do livro, é apenas uma aposta e não há indícios da autoria do livro, a data de pro- dução também é bem incerta. OBJETIVO O objetivo é apresentar uma história que consideramos verdadeira, porém, em forma de poesia. O livro apresenta de forma incrível grandes perguntas da humanidade como: “por que Deus per- mite que pessoas boas sofram?”, mas o livro não responde a essas perguntas. A ideia central da maior parte do livro gira em torno de algumas perguntas profun- das sobre a justiça de Deus: “Deus é real- mente justo?” e “Deus opera o universo com princípios de justiça?”. As respostas para a justiça de Deus acontecem no livro, porém, a razão para o sofrimento de Jó não é revelada. O livro é um convite para confiarmos na soberania, na onisciência e no amor de Deus e não naquilo que as nossas mentes conseguem medir. O livro é sobre Deus e não sobre Jó. Grupo de Livros Poéticos Nº Capítulos 42 Escritor Anônimo Período 970 - 586 a.C* UM HOMEM JUSTO CHAMADO JÓ Jó é apresentado como homem justo, humilde e que honra a Deus. Então somos transportados para a região celestial onde Deus está em sessão e aparece Satanás (acusador), Deus apresenta Jó como um homem justo e satanás diz que Jó tem tudo, por isso, seria justo e fiel. Deus permite que Satanás retire tudo de Jó para mostrar que continuaria fiel. Jó, agora sem nada, é encontrado por três amigos. O DEBATE ENTRE JÓ E SEUS TRÊS AMIGOS A maior parte do livro é um debate entre Jó e seus ami- gos, argumentos são colocados e contrariados entre as partes. Jó defende ser inocente e que seu sofrimento não provém da justiça divina, logo Deus não é justo, ou Deus não governa o mundo com princípios justos. Os amigos de Jó argumentam que Deus é justo e governa o mundo com justiça, logo, Jó não seria inocente do sofrimento. O PROTESTO DE JÓ PERANTE DEUS Jó está muito confuso emocionalmente e em muitos momentos acusa Deus de ser injusto e de ser um valentão que não liga de fazê-lo sofrer e de ter orquestrado a injustiça do mundo. Enquanto Jó acusa Deus, sente-se mal por falar isso, pois quer acreditar que Deus é verdadeiramente justo e verdadeiro. Jó então se declara justo e exige que Deus apareça pessoalmente para se explicar. O QUARTO AMIGO DE JÓ Um quarto amigo aparece na história, Eliú, e seu argumento é parecido com os demais amigos ao dizer que Deus é justo e governa o mundo com justiça, porém, o sofrimento não seria culpa de Jó. A conclusão de Eliú é que o sofrimento de Jó poderia ser um aviso para evitar pecados no futuro ou para moldar o caráter de Jó. Diz para Jó parar de acusar a Deus. Cansado, Jó nem sequer o responde. DEUS RESPONDE A JÓ PESSOALMENTE Deus aparece e sua primeira resposta é da acusação de ser injusto. Ele leva Jó em um passeio pelo universo e mostra a complexidade de tudo e pergunta se Jó estava lá vendo o criar e controlar todas as coisas. Jó e seus amigos buscavam chegar a uma conclusão de um mero ponto de vista humano. Deus mostra que tudo é complexo e nossa capacidade humana é limitada. Devemos confiar nEle. JÓ SE ARREPENDE E É RESTAURADO Jó reconhece que passou dos limites e pede perdão. Deus diz que os amigos de Jó estavam errados, que suas ideias sobre a justiça eram pequenas e não descreviam a Deus corretamente. Deus aprova a conduta de Jó ir até ele, mesmo errado, buscou a resposta e o entendimento nEle. A história termina com Jó restaurado, não por ele merecer, mas como uma demonstração da bondade de Deus. 1 - 2 3 - 28 29 - 31 32 - 37 38 - 41 42 ENXERTADOS.COM.BR Salmos CONTEXTO: O livro dos salmos é uma coleção de 150 antigos poemas hebraicos, canções e orações que vem de todos os períodos diferentes da história de Israel. A maio- ria desses poemas são de Davi (73), mas também há poemas de Asafe (12), Filhos de Corá (11), outros líderes de adoração do templo (2), Salomão e Moisés (3) e de pessoas anônimas (49). O compilador do livro não é mencionado, mas entende-se que ocorreu em algum momento durante a saída do exílio babilônico. O livro é divi- dido entre uma introdução e um final, e no centro uma divisão em 5 livros temas. OBJETIVO Embora possa parecer, ele não era um livro de música. Na verdade, quem compilou o livro o disponibilizou de uma forma lógica e intencional para demonstrar verdades impressionantes sobre Deus, seus sofrimentos e a esperança do Reino Messiânico. Os poemas são colocados em uma ordem intencional para apresentar algo específico. O grande objetivo do livro de salmos é apresentado logo no início de ser o livro de oração do povo de Deus com o intuito de ser fiel e guardar a Torá e aguardar a chegada do prometido Rei Messiânico (Jesus). O livro é recheado de lamentos, celebrações, fé e esperança. Grupo de Livros Poéticos Nº Capítulos 150 Escritor Vários Período 1000 e 500 a.C. UMA INTRODUÇÃO AO LIVRO DE SALMOS Nos dos primeiros salmos, anônimos, é apresentado algo como o objetivo do livro. O compilador tinha o objetivo de que os salmos fossem uma grande coleção de oração do povo de Deus, ensinando-os a Torá, a fidelidade a Deus para que o povo se santificasse para receber o futuro e prometido Rei Messiânico que acabaria com o mal. Eles são reflexões poéticas dos livros de Moisés e de 2 Samuel 7. LIVRO 1: UM CHAMADO A FIDELIDADE À ALIANÇA É um chamado ao povo para ser fiel à aliança com Deus descrita na Torá. Davi é apresentado como o modelo dessa aliança com Deus. Fala da sua libertação e de sua elevação como rei, fazendo um paralelo com o futuro rei que libertaria o povo e seria rei sobre as nações. O reinado de Davi é um paralelo para o reinado do futuro Rei salvador(os livros pós exílicos ocultavam as falhas de Davi). LIVRO 2: A ESPERANÇA DO REINO MESSIÂNICO Começa com poemas sobre a esperança do povo do retorno a Sião e ao templo e conclui com um poema sobre o futuro reinado Messiânico sobre a nação. Fazem um forte eco sobre as passagens bíblicas que conheciam sobre o governo Messiânico como as dos profetas Isaías e Zacarias. Conta que a chegada desse reinado cumpriria a promessa de Deus a Abraão que as nações seriam abençoadas. LIVRO 3: A PROMESSA FEITA A DAVI Ele continua falando sobre a promessa e a esperança do povo pelo Rei Messiânico. Nesse livro é feito um paralelo desse reino vindouro com a queda do reinado de Israel e a ida para o exílio babilônico. Conta sobre a destruição, o exílio e a queda dos reis que vieram após Davi. Esse livro conclui com uma súplica para que Deus nunca esqueça as promessas feitas a Davi sobre a vinda do Rei. LIVRO 4: A CRISE DO EXÍLIO DE ISRAEL São dadas explicações para responderem por que Israel passou pelo exílio babilônico. Logo no início, retornamos ainda no êxodo quando Moisés clama por misericórdia para que Deus não destrua o povo no caso do bezerro de ouro. O livro continua com anúncios de que o Deus de Israel é o que reina sobre todos e toda a criação deveria louvá-lo pelo dia em que Ele traria sua justiça e reinado ao mundo. LIVRO 5: DEUS OUVE SEU POVO E TRARÁ JUSTIÇA Culminam os dois principais temas do livro, a Torá e o Mes- sias. Continua narrando a esperança do povo na vinda do Messias. Vemos cânticos sobre a peregrinação e o reino messiânico com fortes paralelos com o Êxodo e ainda um salmo incrível sobre a Torá (119). O livro é concluído com 5 poemas convidando todos e toda criação a louvarem a Deus porque Ele trará um reino que libertará o povo. 1 - 2 3 - 41 42 - 72 73 - 89 13 - 22 107 - 150 ENXERTADOS.COM.BR Provérbios CONTEXTO: O livro dos provérbios é um compilado de vários pensamentos de sábios do pas- sado. A palavra remete a uma sentença curta, porém, carregada de ensinamen- tos e sabedoria. Não sabemos ao certo quem fez a compilação do livro, mas, conhecemos alguns dos escritores dos Provérbios como Salomão, em sua maio- ria (1 ao 24), e também Agur (30), Lemuel (31) e o rei Ezequias (25 a 29). No caso de Ezequias, podem ter sido uma transcrição dos provérbios de Salomão, ou de fato dele mesmo. OBJETIVO O objetivo do livro é trazer o conheci- mento e sabedoria dos maiores sábios do passado e perpetuar esse estilo de vida voltado para sabedoria. A palavra sabedoria usada não fala de buscar con- hecimento simplesmente, mas da busca do conhecimento aplicado e das habili- dades para colocar tudo em ação. Logo, o objetivo principal do livro é nos ajudar a desenvolver habilidades práticas para vivermos bem no mundo criado por Deus. Isso fica ainda mais claro quando no início do livro nos diz que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Temor não é pavor, mas uma santa reverência ao eterno que tudo sabe e conhece. Grupo de Livros Poéticos Nº Capítulos 31 Escritor Vários Período 960 - 686 a.C DISCURSOS DE UM PAI PARA O FILHO Nessa primeira parte contém os discursos de um pai para o seu filho para ele viver uma vida na busca da sabedoria e do temor ao Senhor. O convida a viver com integridade, virtude e generosidade para alcançar o sucesso e a paz, bem como as consequências do contrário a isso. É feito sempre um paralelo que existe em todo o livro sobre a vida de um tolo e a vida de um sábio, aquele que teme ao O GRANDE COMPILADO DE PROVÉRBIOS Centenas de provérbios antigos de sabedoria para todas as áreas como família, amizade, pobreza, trabalho, casamento, vizinhança, generosidade, perdão, álcool, sexo, dinheiro, sentimentos, etc. Eles são filtrados pelo sistema de valores de 1 a 9. O livro trata de um sistema moral firmado na essência de Deus e que se teme ao Senhor é sábio e provavelmente irá bem, mas se não teme é tolo e provavelmente irá mal. PROVÉRBIOS É PROBABILIDADE E NÃO REGRA É importante saber que provérbios trata de probabilidades e não de regras. Seguindo a sabedoria dos provérbios há uma probabilidade maior de que as coisas sejam bem sucedidas na vida, mas não é uma promessa, é a forma geral, mas há exceções. Em Jó e Eclesiastes vemos a sabe- doria apontando para um mundo complexo com exceções a provérbios. É importante ler os livros de sabedoria juntos. OS POEMAS DE AGUR Essa seção possui alguns poemas de um homem chamado Agur que começa reconhecendo sua incapacidade e a necessidade de se alcançar a sabedoria de Deus. Ele desco- bre que a sabedoria divina já foi dada-lhe nas escrituras sagradas que o ensinavam a viver bem. Ele é apresentado como um leitor modelo do livro de Provérbios, alguém que está atento a sabedoria de Deus nas escrituras. OS POEMAS DE LEMUEL O capítulo final é de um rei não israelita chamado Lemuel e passa a sabedoria que lhe foi dada por sua mãe. Os poemas são uma orientação de como ser um líder sábio e justo. O último poema é um acróstico do alfabeto hebraico das ideias de uma mulher sábia e de caráter nobre, que vive conforme a sabedoria de Provérbios, um modelo de aceitação da sabedoria de Deus traduzida em ações. 1 - 9 10 - 29 COMENTÁRIO 30 31 Senhor e vai bem e aquele não teme ao Senhor e vai mal. Há também poemas da personificação da senhora sabedo- ria apontando que vivemos em um universo moral criado por Deus. Poeticamente mostrando a felicidade quando as pessoas seguem uma vida moral, íntegra e justa em temor ao Senhor. ENXERTADOS.COM.BR Eclesiastes CONTEXTO: Há indícios de que o livro possa ter sido escrito por Salomão ou outro rei da casa de Davi em Jerusalém, mas que também possa ter sido escrito posterior ao exílio por alguém apontando para os ensinos de Salomão. Percebe-se, porém, que o livro tem um mestre que ensina algo, mas um autor que escreveu para transmitir as palavras e ideias do mestre a todos. OBJETIVO O objetivo é mostrar que uma vida longe de Deus é sem sentido. A palavra “hevel” é usada 38 vezes no livro e sua tradução é algo como “vapor ou fumaça” e serve como uma metáfora para mostrar que a vida é fugaz e temporária como um fio de fumaça e também um enigma, como uma fumaça parece ser algo sólido, mas ao tentar agarrar não consegue porque é apenas vapor. O autor mostra haver beleza e bondade no mundo, mas quando nos apegamos a isso, vem tragédia e maldade rapidamente. A vida para o mestre não é constante, é como viver correndo atrás da fumaça (hevel). Isso mostra que o livro desconstruirá tudo aquilo que buscamos fora de Deus, pois não há propósito e significado para nada que esteja longe do Criador. Corremos atrás de muitas coisas, mas tudo é sem sentido e será esquecido. Grupo de Livros Poéticos Nº Capítulos 12 Escritor Anônimo Período 1000 - 500 a.C O TEMPO APAGARÁ VOCÊ E TUDO QUE VOCÊ SE IMPORTA O livro começa nos apresentando que o tempo torna tudo “hevel”, pois, tudo é passageiro, tudo é vaidade e o tempo tornará tudo que você se importa e até mesmo você como um conto ligeiro. Mostra que tudo que fazemos é viver em repetição, tudo que corremos atrás de construir não faz sentido, pois irá acabar. Quando você alcança algo, você retorna ao início e procura outra coisa e nada te completa. TODOS ESTAMOS DEBAIXO DO SOL O mestre ensina que tanto bons quanto ruins, todos estamos suscetíveis a cosias boas e ruins que acontecem debaixo do sol. Não há distinção e todos sofreremos as malezas deste mundo. Mostra que tudo que construímos e produzimos é passageiro e não adianta de nada, mas que as coisas que Deus cria e aquilo que Deus edifica permanece para sempre. TODOS MORREREMOS, MAS AINDA HÁ CONTENTAMENTO O pregador ensina que, embora esta vida seja temporária e todos um dia morrerão, há coisas que podemos fazer para encontrar contentamento na vida. Ele identifica também coisas que certamente resultarão numa vida de insatisfação, como oprimir o próximo, acumular riquezas simplesmentepara ter mais do que os outros e deixar de buscar sabedoria. A SABEDORIA É MELHOR DO QUE AS RIQUEZAS O pregador afirma que tanto os iníquos quanto os justos passarão por tragédias. Todos têm um tempo limitado nesta Terra e se beneficiarão muito mais ao alcançarem sabedoria do que ao adquirirem riquezas ou poder. Ele desconstrói uma vida regada a prazeres e a busca incessante por acu- mular, por crescer e se tornar famoso e grande nessa terra e diz que a sabedoria sobrepuja isso tudo. UMA DESCOBERTA DE SIGNIFICADO NA VIDA Ele buscou satisfação e encontrar-se na vida em diversas coisas, mas tudo que ele fazia e observada acabava. Enten- deu que a vida que buscamos aqui não faz sentido, pois, tudo terá fim um dia. Não adianta ser o mais famoso, rico ou sábio, um dia tudo ficará para trás e será esquecido. Conclui que só o temor ao Senhor produz na vida um peso de glória eterno, o resto é tudo vaidade, canseira e enfado. A CONCLUSÃO DE UMA VIDA DEBAIXO DO SOL O pregador conclui que, ao contrário da maioria das coisas na vida, a obediência aos mandamentos de Deus é impor- tante, pois um dia morreremos, nosso espírito voltará a Deus e Ele julgará a nossa vida aqui. O contraste da vida de quem buscou satisfação nas coisas do mundo, mas somente Deus podia suprir as necessidades da alma e através dele toda essa vida trabalhosa debaixo do sol tem significado. 1 - 2 3 4 - 8 9 - 10 COMENTÁRIO 11 - 12 ENXERTADOS.COM.BR Cantares CONTEXTO: Embora seja aceito que tenha sido escrito por Salomão e o nome dele seja mencio- nado no livro, é pouco provável que ele tenha escrito. A voz principal do livro, na verdade, é de uma mulher denominada a amada. Há também uma voz masculina, mas por diversos fatores, dificilmente seria a de Salomão. Ao citá-lo, o livro parece fazer um apontamento para a sabedoria de Salomão reconhecida e utilizada em todos os livros de poesias e sabedoria. OBJETIVO O tema principal do livro de Cantares de Salomão é a bênção do amor romântico que pode ser desfrutado no casamento. O livro mostra que a intimidade física e emocional entre marido e esposa, é abençoada por Deus. Além disso, enfa- tiza que jamais o amor deve ser forçado, mas deve seguir o seu curso natural. Ape- sar de mencionar alguns personagens secundários como a mãe, os irmãos, as donzelas e os guardas da cidade, sem dúvida seu foco está em dois personagens principais: esposa e marido. Ela é jovem do campo identificada simplesmente como “Sulamita” (Cantares 6:13). Já o marido, no começo do livro é retratado na figura de um pastor (Cantares 1:7), e também na figura de um rei (Cantares 1:4,12; 3:9,11; 7:5). Grupo de Livros Poéticos Nº Capítulos 8 Escritor Anônimo Período 1000 - 400 a.C UMA JOVEM APAIXONADA Os poemas não são dissecados ou desmontados, pois, não possuem conceito literário, são poemas para serem lidos na totalidade, de forma fluente e simplesmente desfruta- dos. Já no primeiro capítulo somos apresentados a jovem apaixonada pelo pastor, embora ainda não casados, estão comprometidos. Os outros poemas seguem alternando entre homem e mulher, harmonizando sem regra. UM DESEJO INTENSO E A BUSCA UM PELO OUTRO Os poemas se desenrolam dessa forma, alternando entre homem e da mulher com um desejo intenso um pelo outro, mas quando parece que as coisas vão seguir de verdade, retornam a busca. Os poemas giram em torno da busca um pelo outro e pelo desejo intenso e a alegria do amor físico. A tensão aumenta, a alegria, o desejo e se repete. É uma maneira poética que mostra a intensidade do amor sexual. UMA CONCLUSÃO SOBRE O AMOR Se resume na conclusão que faz uma pausa nessa história para mostrar como funciona o amor e os poemas. Mostra a força do amor, o perigo dele e sua capacidade de influenciar para o bem e para o mal. O amor é belo se bem usado, mas pode ser perigoso e causar grandes danos se mal utilizado. O amor é uma experiência transcendente da sabedoria humana e é uma dádiva de Deus e não pode ser comprado. UM ESTRANHO POEMA E FINAL O último poema aparece Salomão tentando comprar o amor da mulher com dinheiro, mas é rejeitado pela mulher. O livro conclui voltando a história do homem e da mulher, novamente separados e na busca de um pelo outro. Ele quer ouvir a sua voz e ela implora para ambos fugirem e é assim que o livro termina, totalmente aberto. Uma metáfora para o amor que sempre busca evoluir. UM LIVRO ESTRANHO NA BÍBLIA Sempre houve discussões do porquê um livro de poesia de amor estaria na bíblia. A tradição judaica explicava que os poemas eram uma alegoria para o amor de Deus para com Israel e essa ideia acabou chegando na tradição Cristã que atualizou o livro para uma alegoria entre o amor de Cristo e da igreja. Essas interpretações, porém, acabam ficando estranhas com alguns trechos do livro. UM POEMA DE AMOR QUE FALA DE AMOR Recentes descobertas mostraram que naquela região os povos, tanto Israel quanto os demais possuíam em sua tradição poemas de amor, voltado para conotação sexual ou não. Isso trouxe luz para um entendimento de que o livro de Cantares simplesmente está falando amor sexual entre um homem e uma mulher, abençoado por Deus no casamento, porém, precisa ser tratado com muito cuidado e zelo. 1 2 - 7 8 8 COMENTÁRIO 1 COMENTÁRIO 2 Durante a história de Israel, Deus levantou diversos profetas para falarem em seu nome, além de vários falsos profetas que se levantaram sem a ordem de Deus para tentar levar o povo ao engano. Os objetivos dos profetas era serem boca de Deus para aquilo que Ele queria transmitir, seja uma benção, uma direção, uma advertência e até mesmo anunciar um juízo vindouro. Os livros dos profetas são divididos em dois grupos: profe- tas maiores e profetas menores. Claro que esse nome não indique diretamente a relevância dos profetas maiores em detrimento dos profetas menores, porém, assim foi separado para um bom entendimento e um dos critérios era o tamanho da compilação dos livros. Os livros dos profetas maiores são: Isaías, Jeremias, Lamen- tações, Ezequiel e Daniel. Os livros dos profetas se baseiam, principalmente, em advertências para o povo com intuito de trazê-lo ao arre- pendimento. A perversidade e a injustiça em Israel crescia cada vez mais com o passar do tempo, por isso, Deus envi- ava homens para alertar o povo, fazê-los se lembrarem da aliança que estavam quebrando e caso continuassem, Deus enviaria o juízo sobre eles. Vários profetas se levantaram, mas o povo não cumpre a aliança com o Senhor, então, Deus começa a usar os profetas para avisar sobre o juízo que viria devido ao pecado, onde Israel seria destruída e levada ao exílio. Essa expectativa de juízo devido ao descumprimento da aliança existe desde Moisés e continuou até o profeta Malaquias. Os profetas, porém, não se levantaram apenas para proclamar juízo, mas também para trazer esperança ao povo, para dizer que Deus cumpriria todas as suas promessas e que mesmo que Israel seja devastada, o remanescente fiel seria salvo, a cidade seria restaurada e viria o Rei Messiânico da linhagem de Davi que colocaria fim na maldade de Israel e das nações vizinha e estabeleceria seu trono em Jerusalém. Todos os profetas, tanto os maiores quanto os menores pos- suem uma mensagem unificada e progressiva, você enxer- gará as promessas e juízos se repetindo ao longo dos livros, mostrando que Deus nunca cessou de falar com Israel sobre o futuro e sobre suas expectativas para o povo. Do mesmo modo, ao longo da leitura dos profetas, poderemos ver o destino de Israel, a promessa futura do Messias, a derrota do mal de uma vez por todas e uma promessa de um tempo de paz vindouro, onde Jerusalém será o centro de um governo Messiânico que abençoará todas as nações da terra através de um Rei justo e fiel. ENXERTADOS.COM.BR Isaías CONTEXTO: O livro foi escrito pelo próprio Isaías que profetizou em Jerusalém, passando pelos reinados de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias e Manassés no reino de Judá.Isso o coloca como profeta antes do exílio babilônico (essa informação daremos em todos os livros daqui para frente. É uma informação importante para o bom entendimento dos livros). No livro de Isaías acontece algo bem curioso, pois, dos capítulos 1 a 39 Isaías profetiza cerca de 100 anos antes do exílio babilônico e sua morte foi bem antes dele, inclusive. Porém, os capítulos finais é de uma voz que fala sobre coisas depois do exílio. Apesar desse detalhe apontar para outro escritor, o mais aceito é que o próprio Isaías havia profetizado por essas coisas, selado em pergaminhos e confiado aos seus discípulos que após muito tempo abriram os pergaminhos e se maravilharam com essas palavras pela sua fidelidade ao ocorrido. Esses discípulos influenciados por Deus teriam complementado o livro com as palavras do próprio Isaías. A tradição diz que Isaías morreu serrado ao meio no período de Manassés. Grupo de Livros Profetas Maiores Nº Capítulos 66 Escritor Isaías Período 740 - 701 a.C O JULGAMENTO E A ESPERANÇA PARA ISRAEL Ele descreve Israel como apóstata, corrupta e que Deus os julgaria enviando as nações vizinhas para conquistá-los. Diz que seria como um fogo que purificaria as inutilidades do povo. Isso criaria uma nova Jerusalém que seria povoada por um povo remanescente que se arrependeu e voltou ao Senhor, quando o Reino de Deus viesse e todas as nações viveriam em justiça e paz, junto ao Rei que os libertaria. O JULGAMENTO E A ESPERANÇA DE DEUS PARA AS NAÇÕES Isaías ainda viu que outro império atacaria Israel e terminaria de devastá-la e levar o povo ao exílio. Nessa sessão conta- mos com alguns poemas que tratam da queda da Babilônia e dos vizinhos de Israel. A Babilônia é o arquétipo daquilo que Deus reprova e do juízo para ela e todas as nações que se prostituem com ela e com o seu poder. Todos esses reinos serão arruinados, perante o Reino de Deus. A ASCENSÃO E A QUEDA DE JERUSALÉM Inicia com poemas de acusação de Isaías para os líderes de Jerusalém, por eles terem se voltado para o Egito para pedirem proteção contra os Assírios. Ele sabe que isso não é bom e que somente o retorno ao Senhor poderia os livrar. Quando os exércitos Assírios atacam Jerusalém, Ezequias era o rei e ele foi um bom rei que se voltou e clamou ao Senhor, e Deus os livrou milagrosamente. Ezequias fez uma 1 - 12 13 - 27 28 - 39 Em uma visão, Isaías vê Deus em um trono, proclamado Santo, mostrando a Isaías o quanto ele e o povo eram corruptos, mas Deus o purifica e o comissiona a advertir Israel sobre sua condição. Ele profetiza a Acaz que Israel seria cortada e devas- tada perante os Assírios. Porém, Deus enviaria um rei chamado “Emanuel” que libertaria o povo da opressão. Ele é o broto que surgiria da raiz cortada como um renovo para o remanescente fiel que sairá do mesmo tronco que Israel foi cortada. Há um poema que fala de duas cidades, uma cidade que é arrogante e se exaltou acima de Deus e se tornou corrupta e injusta, Isaías trata essa cidade como um arquétipo da huma- nidade, mas diz que ela está destinada a destruição e ruína. Essa cidade será substituída pela Nova Jerusalém onde Deus reina sobre a humanidade redimida em um reino de paz, amor e tranquilidade. Todo o livro de Isaías tem esse paralelo entre a ruína das cidades corruptas e a vinda do Reino de Deus. reforma religiosa em Jerusalém e se voltou ao Senhor. A ascensão de Ezequias foi seguida de sua queda ao receber os babilônicos como visitantes e buscar impressioná-los mostrando o melhor do Reino. Era um esforço para uma aliança de pro- teção. Isaías confronta Ezequias e profetiza que a Babilônia os trairia e seria inimigo de Jerusalém. Conforme Reis, sabemos que 100 anos após, a Babilônia retorna para guerrear, conquistar e exilar o povo. Todas as profecias de Isaías se cumpriram. ENXERTADOS.COM.BR Isaías OBJETIVO O livro é um alerta de terror e esperança para Israel. Isaías foi usado para avisar aos líderes de Jerusalém e Judá sobre o julgamento que Deus enviaria sobre Israel devido a sua idolatria, corrupção e essa quebra de aliança com Deus teria um custo. Os reinos assírio e babilônico seriam usados para trazer o juízo a eles, caso insistirem na idolatria e no coração mau diante de Deus. Isaías também falou aos líderes uma men- sagem de esperança a respeito do futuro Rei que viria da linhagem de Davi e cum- priria as promessas feitas anteriormente. Ele acreditava profundamente que tudo se cumpriria e esse Rei liderará Israel na aliança e a benção fluiria para todas as nações, conforme todo o enredo bíblico. Algumas pessoas gostam de chamar o livro de mini bíblia por possuir 66 capítulos, a mesma quantidade de livros que bíbli- cos, reforçado ainda que os 39 primeiros fala da lei, da corrupção e do juízo e os outros 27 falando da vinda do Messias, da graça e da restauração. Isso faz um paralelo curioso com a bíblia e resume bem a mensagem de todo o livro de Isaías. Grupo de Livros Profetas Maiores Nº Capítulos 66 Escritor Isaías Período 740 - 701 a.C ANÚNCIO DE ESPERANÇA PARA ISRAEL Israel é informado que o exílio acabou, que o pecado foi tratado e viria um novo tempo. Eles poderiam retornar para a sua terra e Deus traria seu reino e glória para as nações. Israel deveria proclamar o nome do Senhor e mostrar as nações quem era Deus, mas não é isso que ocorre. Eles murmuram e acusam a Deus, descreem dEle já que permitiu sua queda perante as nações, os deuses babilônicos seriam melhores. O SERVO CUMPRIRÁ A MISSÃO DE DEUS Somos apresentados a uma figura que se chama Servo de Deus que cumprirá a missão de Deus e fazer o que Israel não conseguiu. Deus chama esse Servo de Israel e o envia na missão de restaurar o povo a Deus e ser a luz para as nações. A palavra diz que esse servo será capacitado pelo Espírito de Deus e trará boas novas para as nações. Apresentando-o como o Rei messiânico dos capítulos 9 e 11. OS SERVOS HERDAM O REINO DE DEUS No final vemos poemas que resumem o livro. No meio vemos o Servo anunciando as boas novas do Reino para os pobres com poder do Espírito, reafirmando as promessas e esperanças do livro. A Nova Jerusalém, onde os servos de Deus habitarão será o centro de justiça de Deus que fluirá para as nações. Vemos orações de arrependimento dos servos, pedindo a Deus para perdoar e trazer seu Reino. 40 - 48 49 - 55 56 - 66 Deus diz que a queda foi por negligência deles e foi Ele quem levantou a Persia para conquistar a Babilônia e libertar o povo. Deveriam crer que Deus tem o poder da história, que a ascensão do império Persa foi obra dEle, e testemu- nhar do seu poder, mas não creram. Israel continuava dura e rebelde, por isso, Deus os desqualifica como servos. Deus não abandona sua missão e promessas de benção para as nações e o profeta diz que Ele estava realizando algo novo. Em sua vinda o Servo será rejeitado, maltratado e finalmente morto pelo seu povo. Ele está morrendo pelo pecado deles e o seu sacrifício é uma oferta pelo pecado e rebelião do povo. Após a morte, porém, Ele está vivo e deu um meio das pessoas serem justificadas. Vemos duas maneiras das pessoas responderem ao servo: alguns com humildade e aceitação do Servo e outros que são chamados ímpios e rejeitarão tanto o Servo quanto aos seus servos. Há um contraste em que Deus trará juízo aos ímpios, que polu- em o mundo com egoísmo e idolatria, que serão removidos de sua cidade para sempre. Os servos, porém, são perdoados e herdam a Nova Jerusalém onde a morte e o sofrimento não existem. As pessoas das nações são chamadas a se unirem a família do Servo e conhecerem o seu Criador. O livro de Isaías termina com o cumprimento das promessas da aliança de Deus com o seu povo por meio o Rei Servo sofredor. ENXERTADOS.COM.BR Jeremias CONTEXTO: Jeremias foi um sacerdote israelita que viveu em Jerusalém nos últimos anos do reino de Judá, isso coloca seu livro em um período antes do exílio babilônico. Ele foi levantadopara pregar sobre a vinda do juízo devido a idolatria e injustiça de Israel e isso ocorreria pelas mãos dos babilôni- cos que destruiriam o reino e levaria o povo ao exílio. Embora o livro tenha sido ditado e projetado por Jeremias, o próprio livro mencionará que ele se utilizou de um escriba chamado Baruque para o ajudar nessa empreitada. OBJETIVO O livro foi produzido para narrar os ser- mões, ensaios e poemas de Jeremias a Israel. O livro foi uma ordem direta dada a ele, como mencionado no capítulo 36. Jeremias e um escriba chamado Baruque fazem a compilação daquilo que foi apre- goado pelo profeta para Israel. Baruque também reúne as histórias de Jeremias e junta tudo em um livro sobre esse período da história de Israel. Tudo isso foi colocado para mostrar que Jeremias foi um mensageiro da justiça e da graça de Deus para com seu povo. Ele feriria Israel por seus pecados, mas traria cura através de sua graça. Nº Capítulos 52 Escritor Jeremias Período 640 - 586 a.C O CHAMADO DE JEREMIAS O primeiro capítulo apresenta Jeremias e que ele seria um profeta para Israel e para as nações. Jeremias pregaria sobre o julgamento de Deus, mas também sobre a esperança que Deus taria graça sobre o povo. Deus iria arrancar e derrubar, mas depois iria plantar e construir. Ele foi chamado para acusar Israel dos seus pecados e mostrar a sua face, mas também para falar da esperança para o povo. ACUSAÇÕES E ADVERTÊNCIAS PARA ISRAEL Nessa sessão há acusações para Israel e a ideia principal é que romperam a aliança com Deus e que o juízo viria. Israel havia adotado adoração de outros deuses. Jeremias diz que Israel foi adúltera e quebrou a aliança. Ele acusa os líderes e sacerdotes, dizendo que se tornaram corruptos, injustos e frios. Jeremias profetiza que Deus destruiria seu templo e enviaria a babilônia para destruí-los. O PRIMEIRO CERCO EM ISRAEL Apesar da advertência de Jeremias, o povo não se arrepen- deu. No primeiro ano do reinado de Nabucodonosor, Deus diz a Jeremias para anunciar que os exércitos babilônicos estão indo em direção a Israel para conquistá-los e levá-los ao exílio por 70 anos. Jeremias compara a Babilônia como um cálice de vinho cheio da ira de Deus contra Israel e Ele faria com que Israel bebesse do cálice da sua ira. O JULGAMENTO E A ESPERANÇA DE ISRAEL Ele continuava clamando ao povo, mas é rejeitado até o fim. Jeremias fala da esperança para o futuro de Israel, onde Deus escreveria a lei em seus corações, não mais em pedras e que um dia Israel retornaria à terra, o Messias viria e reinaria sobre as nações. Aqui conclui com poemas sobre o cerco e destruição de Jerusalém. Durante todo o período, Jeremias foi perseguido e até sequestrado e levado ao Egito. JULGAMENTO E ESPERANÇA DAS NAÇÕES Essa sessão traz poemas de como Deus usaria a Babilônia para trazer juízo sobre as nações ao redor de Israel. Traz também poemas sobre o juízo de Deus para a própria Babilônia que, embora usados para trazer juízo de Deus, não tinham suas práticas e idolatrias endossadas e também passaria por um crivo de justiça. Sua rebeldia, idolatria e grandeza se tornariam arquétipo de como Deus julgará a mãe das prostituições. A DESTRUIÇÃO E O EXÍLIO DE ISRAEL O livro conclui com um trecho de 2 Reis 25 sobre o ataque final a Jerusalém, como destruíram os muros, queimaram o templo e levaram o povo ao exílio. As advertências de Jeremias se cumpriram. O capítulo termina com a história do rei cativo de Jerusalém, Jeoaquim, herdeiro de Davi, onde o rei da babilônia o libera e o convida para comer à sua mesa pelo resto da vida, é como uma promessa de esperança. 1 23 - 24 25 26 - 45 46 - 51 52 Grupo de Livros Profetas Maiores ENXERTADOS.COM.BR Lamentações CONTEXTO: Existem indícios de que Jeremias escreveu o livro de Lamentações, bem como in- dícios que não teria sido ele. Como a tradição seguida é dele como autor e há indícios que possa ter sido ele, optamos por seguir dessa forma. O que podemos afirmar é que o autor viveu e escreveu o livro durante o período do cerco de Jerusalém, observou o ocorrido, sobre- viveu e lamentou sobre. OBJETIVO A queda de Jerusalém perante os babil- ônicos foi uma das coisas mais horríveis vividas pelos israelitas, o livro traz poemas sobre alguém que viu isso acontecer e lamentou profundamente sobre o que acontecera. Apesar de não ter morrido e nem ter ido ao exílio, o escritor sabe e entende a dor de tudo que aconteceu. O livro serve como um memorial da dor e da condição dos israelitas após serem destruídos, como uma forma de protesto e desabafo sobre sua condição deplorável. É importante lembrar que esses 5 poemas a lamentar sobre Israel não são os únicos, encontramos outros no livro de Salmos. Grupo de Livros Poéticos Nº Capítulos 5 Escritor Jeremias Período 586 - 516 a.C A DOR E A VERGONHA DA SENHORA DE SIÃO Os poemas de 1 ao 4 são feitos em forma de acrósticos, cada verso inicia com uma letra do alfabeto hebraico e segue dessa forma ordenada. O escritor busca fazer um contraste com a confusão que está Israel escrevendo com essa ordem. O poeta traz para Israel a imagem de uma viúva, assentada, cheia de luto e devastada, mas não há quem a console. Ela levanta um clamor ao Senhor para que Ele venha e olhe para si. Isso mostra que toda Israel estava traumatizada com o ocorrido, não havia quem não estivesse em pranto e desolado. Israel se sentia sozinho, abandonado e rejeitado, perdido como uma viúva que acabara de perder o seu marido. A QUEDA DE JERUSALÉM DEVIDO A IRA DE DEUS Esse poema narra que a queda e destruição de Jerusalém foi causada pela ira de Deus, devido a consequência do seu pecado e idolatria. A ira de Deus não é uma raiva gratuita, não é como bíblia a descreve, ela é a justiça divina vindo sobre a terra. Israel havia violado a aliança que tinha feita com Deus e foi assim por muitos anos, Deus é lento em se irar, porém, a sua ira vem e traz consequências sobre o pecado. O HOMEM SOFREDOR Aqui um homem solitário conta sobre o seu sofrimento e sobre o pesar que está sentindo, como um representante do povo. Ele vê a sua dificuldade como uma forma de justiça de Deus, como descrito, mas vê como esperança ao lembrar que devido a aliança, a misericórdia de Deus não falharia e se renovariam a cada manhã. Ele crê que se Deus é coerente em sua justiça, também será em sua aliança. O PERÍODO DO CERCO EM JERUSALÉM Aqui o poeta lamenta de forma perturbadora sobre o cerco em Jerusalém, fazendo comparações com o tempo antes do cerco e o tempo durante o cerco. Exemplos como crianças vivendo felizes e agora passando fome, ricos em luxo e agora comendo o que tem na terra. O poema choca com vários contrastes da época de bonança e a época em que Jerusalém estava sendo destruída. UMA ORAÇÃO POR MISERICÓRDIA É o único poema que foge a regra do alfabeto, como se o lamento virasse um caos na vida do poeta. Israel implora a Deus para não ser abandonado e faz uma lista de tipos de pessoas devastadas, para que Deus não as esquecesse. O livro termina com um paradoxo do povo reconhecendo que Deus reina, mas não entendendo por que foram abandona- dos e pergunta se Deus os teria abandonado para sempre. 1 2 3 4 5 Grupo de Livros Profetas Maiores ENXERTADOS.COM.BR Ezequiel CONTEXTO: O livro foi escrito pelo próprio profeta Ezequiel durante o período do exílio. Ele foi um sacerdote que viveu entre os judeus levados cativos antes da destruição da cidade. Segundo o relato de segundo Reis, a Babilônia levou cativo os principais homens da terra naquela época, isso seria um indício de que Ezequiel era perten- cente aos nobres da época. O livro inicia 5 anos após esses acontecimentos com Ezequiel sentado à margem de um rio em seu acampamento de refugiados quando tem sua primeira visão. OBJETIVO Ezequiel é comparado em seu livro como um atalaia em uma torre. Isso mostra que o principal objetivo de Ezequiel era manter o povo alerta. O Senhor mostra a Ezequiel diversasvisões sobre a restauração de Israel, que o povo retornaria a sua terra. O objetivo do livro é guardar as visões de Ezequiel que viu muito sobre o futuro de Israel e das nações. Todas as profecias de Ezequiel se cumprem, porém, muitas visões dele ainda irão ser cumpridas em um futuro próximo, quando o Messias estabelecerá seu Reino e domínio para sempre, governando sobre as nações e restaurando tudo ao padrão perfeito que era no início. Grupo de Livros Poéticos Nº Capítulos 48 Escritor Ezequiel Período 592 - 570 a.C O CHAMADO DE EZEQUIEL Ezequiel vê o Senhor e Sua glória. É chamado para ser um atalaia para a casa de Israel para alertar, reprovar e chamá- los ao arrependimento. Ezequiel vê a glória de Deus mesmo estando na babilônia, indicando que Deus estava com eles no exílio. Em uma visão a seguir, Ezequiel vê que a idolatria tomou conta do templo e em uma visão vê a glória de Deus abandonando o templo e seguindo o povo para o exílio. ACUSAÇÕES E JUÍZOS CONTRA ISRAEL O Senhor o instrui a usar atos e símbolos para representar a iniquidade de Israel e a destruição de Jerusalém, mas ele é rejeitado. Ezequiel profetiza os julgamentos do Senhor para Jerusalém e explica porquê a fome, a desolação, a guerra e as pestilências vão varrer a terra. Numa visão, vê que a idola- tria tomou conta de Israel e do templo e vê novamente a glória de Deus, mas indo embora em direção a babilônia. JULGAMENTO SOBRE AS NAÇÕES AO REDOR DE ISRAEL Ezequiel fala sobre o julgamento das nações, iniciando pelas que estavam ao redor de Israel e após sobre as nações mais poderosas da região, Egito e Tiro. Israel havia se aliado a elas e adotado seus ídolos. Deus acusa os reis de Tiro e do Egito de se verem como deuses, definindo entre o bem e o mal de acordo com seus termos. Eles são responsáveis devido ao seu orgulho e Deus usaria a babilônia para trazer justiça. ESPERANÇA PARA ISRAEL Ezequiel se encontra com um exilado recém-chegado que avisa que Jerusalém caiu e suas profecias se cumpriram. A mensagem muda e agora fala da esperança que virá, de um novo Rei Messiânico, um novo Davi. Ele dominará e transformará o povo, dando-lhes novos corações. Ele tem uma visão dum vale de ossos, mostrando o estado de Israel, mas Deus diz que seu Espírito estava vindo para reavivá-los. ESPERANÇA PARA AS NAÇÕES Nesses capítulos é prometido a derrota final do mal. Esse mal é personificado por um governante chamado Gog da terra de Magogue. É uma referência de reino violento retirado do livro correlacionado a Gênesis 10. Gog é um arquétipo da rebelião humana e ele vem para destruir o povo, mas Deus traz justiça. Seguido por cenas cheias de simbolismo dos tempos finais em que Deus destruirá o mal humano do mundo. ESPERANÇA PARA TODA A CRIAÇÃO Quando o mal é finalmente derrotado é descrito como a presença de Deus retornará ao seu povo e ao seu templo para trazer a restauração do universo. Ezequiel tem uma visão de uma nova cidade e de um novo templo muito maior e glorioso que o de Salomão. A glória de Deus que viu partindo retorna ao templo, porém, o que está acontecendo é uma restauração completa da criação ao padrão do Éden. 1 - 3 4 - 24 25 - 32 33 - 37 38 - 39 11 - 12 Grupo de Livros Profetas Maiores ENXERTADOS.COM.BR Daniel CONTEXTO: O livro foi escrito pelo próprio Daniel, um jovem da família real de Davi, que havia sido levado cativo a Babilônia no primeiro ataque e selecionado para viver nos palácios reais. O principal contexto dessa história são os palácios reais, onde Daniel e seus amigos foram levados para conviver. O livro mostra como Deus guarda o seu povo, apesar do lugar que estão. OBJETIVO O livro de Daniel fornece um relato das experiências de Daniel e outros judeus fiéis levados cativos para a Babilônia. Nele, além de muitas histórias, encontramos visões e profecias para um tempo muito além do período do exílio. O livro mostra claramente como Deus estava com seu povo na Babilônia, assim como visto por Ezequiel, mostra como Ele os protegeu, os usou, os guardou e fez com que eles prosperassem mesmo em um reino hostil. Muitas profecias de Daniel se cumpriram, mas existem profecias que entendemos que irão se cumprir no tempo do fim com a vinda do Messias para reinar sobre as nações. Grupo de Livros Poéticos Nº Capítulos 12 Escritor Daniel Período 550 - 500 a.C SELECIONADOS PARA SERVIR NO PALÁCIO Daniel e seus companheiros são selecionados para viverem no palácio, porém, são fiéis a Deus e não se deixam levar pelos costumes pagãos, mantém forte a identidade que receberam, porém, era um risco para eles. Deus os abençoa com conhecimento e sabedoria. Deus exalta seus servos perante o rei e recebem posições para servir na corte do rei Nabucodonosor. O SONHO DE NABUCODONOSOR o Rei tem um sonho que o perturba, mas que ninguém conseguia interpretar. O rei chama magos e adivinhos do reino, mas Daniel, inspirado pelo Espírito divino consegue conceder o discernimento sobre o sonho. O sonho diz res- peito a uma estátua que simboliza reinos da terra que vêm da própria Babilônia cheios de injustiça e também do reino de Deus nos últimos dias que virá com justiça contra todos. A FORNALHA ARDENTE Sadraque, Mesaque e Abednego recusam-se a adorar a imagem de ouro do rei Nabucodonosor e são lançados numa fornalha ardente, mas o Senhor os salva. Todos veem como milagrosamente Deus está presente com seus servos nos momentos mais impossíveis e os livra com poderosa mão, testemunhando do seu poderio perante todos os ídolos babilônicos e reconhecido como verdadeiro por todos. O ORGULHO DOS REIS BABILÔNICOS Nabucodonosor e Belsazar eram dois reis orgulhosos e presunçosos, assim como no capítulo 2, Deus os adverte por sonhos que somente Daniel interpreta. Deus diz que ambos os reis devem ser humildes, mas eles são resistentes. Nabucodonosor se torna louco, como uma besta no campo, mas se humilha perante Deus e sua humanidade retorna, mas Belzasar não se humilha e é morto naquela mesma noite. UM LIVRO ESTRANHO NA BÍBLIA Daniel é perseguido por adorar a Deus e jogado na cova dos leões. Ele foi lançado na cova por orar ao Senhor em vez de obedecer ao decreto do rei Dario proibindo petições a qualquer deus ou homem que não fosse o rei. Deus livra Daniel do perigo e da morte e o exalta perante o rei. Daniel louva a Deus pelo livramento e segue fiel a Ele. AS VISÕES DE DANIEL Daniel têm visões proféticas dos acontecimentos logo após sua época até os últimos dias. Esses acontecimentos incluem conquistas de reinos da terra, a vinda do Messias, o sofri- mento e a libertação do povo de Deus nos últimos dias e a ressurreição dos mortos. Daniel consegue prever o tempo do fim do cativeiro e quando viria o Messias prometido para o povo. Existem muitos debates até hoje sobre suas visões. 1 2 3 4 - 5 6 7 - 12 Grupo de Livros Profetas Maiores Durante a história de Israel, Deus levantou diversos profetas para falarem em seu nome, além de vários falsos profetas que se levantaram sem a ordem de Deus para tentar levar o povo ao engano. Os objetivos dos profetas era serem boca de Deus para aquilo que Ele queria transmitir, seja uma benção, uma direção, uma advertência e até mesmo anunciar um juízo vindouro. Os livros dos profetas são divididos em dois grupos: profetas maiores e profetas menores. Claro que esse nome não indica diretamente a relevância dos profetas maiores em detrimento dos profetas menores, porém, assim foi separado para um bom entendimento e um dos critérios era o tamanho da com- pilação dos livros, muitos profetas nem se quer escreveram. Os livros dos profetas maiores são: Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias. Os livros dos profetas se baseiam, principalmente, em advertências para o povo com intuito de trazê-lo ao arre- pendimento. A perversidade e a injustiça em Israel crescia cada vez mais com o passar do tempo, por isso, Deus envi- ava homenspara alertar o povo, fazê-los se lembrarem da aliança que estavam quebrando e caso continuassem, Deus enviaria o juízo sobre eles. Vários profetas se levantaram, mas o povo não cumpre a aliança com o Senhor, então, Deus começa a usar os profetas para avisar sobre o juízo que viria devido ao pecado, onde Israel seria destruída e levada ao exílio. Essa expectativa de juízo devido ao descumprimento da aliança existe desde Moisés e continuou até o profeta Malaquias. Os profetas, porém, não se levantaram apenas para proclamar juízo, mas também para trazer esperança ao povo, para dizer que Deus cumpriria todas as suas promessas e que mesmo que Israel seja devastada, o remanescente fiel seria salvo, a cidade seria restaurada e viria o Rei Messiânico da linhagem de Davi que colocaria fim na maldade de Israel e das nações vizinha e estabeleceria seu trono em Jerusalém. Todos os profetas, tanto os maiores quanto os menores pos- suem uma mensagem unificada e progressiva, você enxer- gará as promessas e juízos se repetindo ao longo dos livros, mostrando que Deus nunca cessou de falar com Israel sobre o futuro e sobre suas expectativas para o povo. Do mesmo modo, ao longo da leitura dos profetas, poderemos ver o destino de Israel, a promessa futura do Messias, a derrota do mal de uma vez por todas e uma promessa de um tempo de paz vindouro, onde Jerusalém será o centro de um governo Messiânico que abençoará todas as nações da terra através de um Rei justo e fiel. ENXERTADOS.COM.BR Oséias Grupo de LivrosProfetas Menores Nº Capítulos14 EscritorOséias Período740 - 701 a.C CONTEXTO: Oséias foi um profeta que profetizou no reino do norte, também chamado Efraim ou Jacó, antes do exílio babilônico e cerca de 200 anos após a separação de Israel em dois reinos. Ele profetizou durante o reinado de Jeroboão II, considerado um dos piores reis de Israel. O reino do norte estava no caos e no ano de 722 a.C. o império Assírio dizima Israel. Oséias vê isso e escreve seu livro em formato de poema durante 25 anos do seu ministério. OBJETIVO Esse livro é uma compilação dos poe- mas de Oséias para Israel onde Deus traz diversas acusações e avisos para o reino do norte sobre o que viria sobre eles, mas também sobre as promessas e espe- ranças futuras quando Ele mesmo curasse Israel de todo mal que tinha. Deus utiliza o casamento de Oséias como símbolo dessa relação de fidelidade e infidelidade e demonstra que apesar de tudo Ele será fiel e restaurará Israel. Entende-se que no final, o compilador faz uma nota adicional perguntando: “Quem é sábio, para entender estas coisas? Quem é prudente, para as saber? Porque os caminhos do Senhor são retos, e os jus- tos andarão neles, mas os transgressores neles cairão”. O CASAMENTO DE OSÉIAS COM GOMER Nesses capítulos narra a história do casamento de Oséias com Gômer. Eram casados e tinham três filhos, mas Oséias descobre que Gômer adulterou, não se sabe se antes ou após o casamento, e ele a repudia. Deus, então, ordena que Oséias busque Gômer que estava em prostituição, para perdoá-la e restaurá-la ao lar. Essa história é tida como sím- bolo profético da relação de Deus com Israel, onde apesar ACUSAÇÕES E AVISOS PARA ISRAEL Segue-se então várias acusações e as causas para a infideli- dade de Israel. Oséias diz que dos motivos para isso era que faltava conhecimento de Deus na terra, por isso povo padecia tanto. Israel ouvia muito falar de Deus, mas não o conhecia de verdade, apenas por palavras. Também acusa Israel de sua hipocrisia, da sua injustiça social, sua idolatria e por confiar em sua aliança com o Egito, Assíria e não no Senhor. ESPERANÇA PARA O FUTURO DE ISRAEL Após esses poemas de acusações, Oséias fala da esperança para Israel e mostra Deus como um Pai amoroso que ensina Israel como se deve andar e, apesar de Israel ser como um filho rebelde e o rejeitar, Deus sempre terá compaixão deles. No poema Deus exclama: “Como posso desistir de você, Efraim?”, Deus demonstra que haverá sempre compaixão e amor, apesar de Israel ser como é. OUTRAS ACUSAÇÕES E AVISOS Os poemas voltam a acusar Israel do seu mal e mostra que eles sempre foram assim, desde a traição e mentira de Jacó para receber a sua benção, da rebelião de Israel no deserto até da escolha de Israel por um rei corrompido como Saul. Oseías traz nas acusações a ideia de que não é de hoje que eram assim, mas sempre quebraram a aliança e fizeram as coisas por seus próprios meios. ESPERANÇA PARA O FUTURO No último capítulo mostra Oséias clamando pelo arrepend- imento de Israel, apesar de saber que ele não duraria, pois, sempre foi assim. Deus diz que Ele mesmo um dia curará toda essa desobediência e os amará livremente. Deus descreve a Israel futura como uma árvore saudável que cresce exu- berante com raízes profundas que oferecerá sobra a todas as nações, mas isso será um ato puro da graça de Deus. 1 - 3 4 - 10 11 12 - 13 14 Reino do Norte Pré-Exílio da aliança feita com Deus e Ele ser fiel a ela, Israel adultera e se prostitui com outros deuses. Ele poderia repudiar Israel, mas sempre opta por buscar e restaurar novamente, mesmo sabendo que voltaria a adulterar. Ele diz que devido a sua prostituição um dia viria destruição e Israel seria levada ao exílio, mas Deus ainda restauraria e traria um Rei Messiânico sobre o seu povo para reinar sobre todas as nações, dando esperanças futuras apesar de seu adultério. ENXERTADOS.COM.BR Joel Grupo de LivrosProfetas Menores Nº Capítulos3 EscritorJoel Período800 - 400 a.C CONTEXTO: O livro de Joel é uma coleção pequena de poemas proféticos. Apesar de ser pequeno possui um conjunto de escritos curiosos e intrigantes. Joel é tido como um profeta que diferiu dos demais porque não há indicação de quando foi escrito, também demonstra ter tido um vasto conhecimento dos outros livros bíblicos proféticos e históricos, e Joel não traz acusações sobre Israel, embora cite que virá juízo pelo pecado, não os cita, sub- entendendo que assim com o ele, você também teria lido os outros livros. OBJETIVO O objetivo do livro de Joel é trazer uma mensangem profética que ele recebeu de Deus e encontrou nos demais livros que havia lido dos outros profetas. Clar- amente Joel encontrou um forte paralelo em relação a tudo que Deus fez para Israel durante sua história, as promessas feitas aos seus servos e as profecias entreg- ues a seus profetas. Joel utiliza de todo esses conhecimento para formular a ideia resumida daquilo que ocorrerá em um tempo futuro, chamando de “o terrível dia do Senhor”. Ele diz que acontecerá um tempo em que Deus julgará toda a mal- dade humana e trará restauração sobre à terra para retornar ao padrão que Ele criou. O TERRÍVEL DIA DO SENHOR Os capítulos 1 e 2 de Joel fazem um paralelo sobre o ter- rível dia do Senhor, no capítulo 1 é narrado o terrível dia atual, com uma praga de gafanhotos e Joel faz uma alusão ao ocorrido no êxodo, mas depois uma nova praga de gafanhotos, mas se desenrolando com exércitos que vem para destruir Jerusalém. Isso traz uma ideia futura do que ocorrerá no final dos tempos com Israel. UM DIA TERRÍVEL DO SENHOR NO PASSADO Israel está passando por uma terrível praga de gafanho- tos e profeta lembra da praga de gafanhotos do êxodo, porém, dessa vez a praga não estava sobre os inimigos, mas sobre Israel. Joel convoca o povo ao arrependimento e para retornar ao Senhor para que Ele os livre e o próprio profeta faz seus atos de arrependimento para que Deus tenha compaixão deles e os livre daquele dia terrível. O DIA TERRÍVEL DO SENHOR NO FUTURO O profeta narra um desastre iminente que sobrevirá sobre Jerusalém, utilizando a figura dos gafanhotos, mas agora com a ideia de serem como um exército que virá para destruir Israel e diz: “o dia do Senhor é terrível, quem poderá suportá-lo?”. O profeta convoca e o povo vem em arrepen- dimento, mas aquilo era da boca para fora e pede para se arrependerem genuinamente porquê o Senhor é gracioso.A RESPOSTA DO SENHOR Deus ama Jerusalém com compaixão por seu povo, por isso Ele derrota os invasores com o fôlego de sua boca. Há, então, a restauração da terra devastada, a presença de Deus habita no meio do seu povo novamente e o Espírito do Senhor os enche completamente. Todas essas profecias de Joel tem forte citação dos demais profetas como Isaías, Ezequiel, Sofonias, Zazarias, Jeremias, etc. O TERRÍVEL DIA DO SENHOR Deus confronta a maldade de todas as nações, destrói de uma vez por todas o mal que há entre elas, lança seu juízo sobre à terra e limpa a maldade humana. A terra é reno- vada, restaurada através de um rio que corre de Jerusalém, tudo é restaurado e voltado ao padrão do Éden. Um novo tempo de Deus para o seu povo e para as nações. Deus agora reina sobre à terra após ter trazido juízo sobre ela. UMA MENSAGEM PROFÉTICA O livro de Joel traz uma mensagem profética sobre o fim dos tempos, sobre o juízo de Deus sobre à terra, sobre o fim da maldade e vinda do seu Reino perfeito. Joel utiliza dos livros proféticos e vê haver uma harmonia entre eles sobre tudo que está relacionado ao período que ele define como “o terrível dia do Senhor”. Aponta para um tempo futuro onde Deus cumprirá todas as promessas feitas ao seu povo. COMENTÁRIO 1 2a 2b 2c - 3 COMENTÁRIO Reino do Sul Incerto ENXERTADOS.COM.BR Amós Nº Capítulos9 EscritorAmós Período740 - 701 a.C CONTEXTO: Amós era um pastor e fazendeiro de figos que vivia perto da fronteira entre os reinos de Israel e Judá, cerca de 150 anos após a separação de Israel em dois reinos, durante o reinado de Jeroboão II que, como mencionado, foi um dos piores reis em Israel, apesar de ter ganho muitas batalhas e expandido o reino de Israel. Possivelmente foram os excessos do rei que acabou o levando a idolatria. Deus chama Amós para ir até o reino do norte e anunciar a sua palavra próximo a um templo idólatra em Betel. OBJETIVO Assim como muitos profetas, o livro de Amós traz uma série de poemas com acusações sobre Israel. Amós foi levantando para proclamar a vinda da justiça de Deus sobre o reino do norte devido a sua idolatria, injustiça social e falta de misericórdia. Muitos profetas, como Amós, mostram a importância de sermos justos, misericor- diosos e amarmos ao próximo. Deus traz sua justiça para com Israel principalmente devido a sua idolatria e injustiça social. Esse é um tema recorrente e deve ser levado a sério. A adoração genuína a Deus gera em nós amor ao próximo. ACUSAÇÕES CONTRA AS NAÇÕES VIZINHA E ISRAEL Embora no início a palavra seja para Israel, Amós começa suas acusações contra as cidades vizinhas de Israel. O mais curioso é as cidades serem citadas fazendo um círculo em volta de Israel, depois um círculo menor, até que Israel está bem no centro das acusações. Amós gasta maior parte do seu poema em acusação contra Israel devido a sua idolatria e com foco especial na sua injustiça social. Israel havia ignorado os MENSAGEM PARA ISRAEL E SEUS LÍDERES Deus relembra que escolheu Israel dentre as nações da terra e iria castigá-los, demonstrando que aquele chamado que tiveram, também vinha com grandes responsabilidades. Israel, porém, havia se tornado injusta, hipócrita e sua adoração sem sentido. Eles cultuavam no templo, mas deixava a justiça social, a misericórdia e o amor ao próximo de lado. Deus ordenava que eles fossem justos e honestos, mas agiam de maneira AS VISÕES DO PROFETA Amós deixa registrada diversas visões que teve a respeito do futuro e do que viria sobre Israel. Ele vê como uma nuvem de gafanhotos vem para arrasá-los, incêndios e os enxerga como frutas podres e abandonadas. Tudo isso proclamando a justiça de Deus sobre o pecado do povo. Deus destruiria seus templos idólatras levantados para adoração dos deuses falsos que tanto os deixavam confortáveis. Assim como os 1 - 2 3 - 6 7 - 9 Grupo de Livros Profetas Menores Reino do Norte Pré-Exílio pobres e deixado com que o povo mais humilde padecesse, levando às condições terríveis onde os pobres se vendiam como escravos para terem o que comer, algo que Deus não tolerava. Amós diz que aquele estado acabou e não seria mais tolerado, que Deus traria seu juízo sobre tudo aquilo que estava acontecendo, relembrando de fatos passados onde eles foram libertos da escravidão e abençoados por Deus. contrária a tudo que Deus ordenou. A adoração aos outros deuses os levou a esse declínio de injustiça e imoralidade, pois, somente o Deus de Israel exigia esse padrão moral e justo, os demais promoviam o contrário. O profeta então anuncia que virá o dia do Senhor sobre o reino do norte em que exércitos virão, os destruirão e os levarão para o exílio. A profecia cumpre-se 40 anos depois com a invasão do exército Assírio. demais, Amós também deixa uma menagem de esperança, mesmo que curta, a esperança de que um dia Deus restau- raria novamente a casa de Davi, como que apontando para vinda do Rei Messiânico que trará justiça sobre à terra e isso não somente para Israel, mas para todas as nações da terra. ENXERTADOS.COM.BR Obadias Nº Capítulos1 EscritorObadias Período600 - 500 a.C CONTEXTO: O livro de Obadias é o mais curto de todo o velho testamento com apenas 21 versos em 1 capítulo. Embora essa quantidade de versos não pareça muito relevante, ele é muito importante porque contém uma série de julgamentos para o povo de Edom, nação vizinha de Israel que surgiu a partir de Esaú, irmão de Jacó que foi a nação de Israel. Essa descendência coloca Edom também na família de Abraão. Assim como a dificuldade de relacionamento entre Jacó e Edom, havia o mesmo cenário entre as nações de Israel e Edom. Quando a babilônia invade Judá, Edom se aproveita para saquear a cidade e também ir contra os refugiados israelitas. Assim como veio juízo sobre as demais cidades vizinhas a Israel, Obadias narra o juízo sobre Edom. OBJETIVO O livro de Obadias e uma parábola sobre aquilo que viria sobre o reino de Edom devido ao seu orgulho e autoexaltação com o mesmo juízo que Deus taria para todas as nações da terra que se portam como Edom. Assim como os demais pro- fetas, ele também fala da esperança futura que viria sobre a casa de Davi, onde uma Nova Jerusalém com o Rei Messiânico seria colocada como centro da benção de Deus para Edom e as demais nações. ACUSAÇÕES CONTRA EDOM A primeira parte do livro é uma série de acusações com os líderes Edomitas devido ao seu orgulho e autoexaltação. Eles viviam literalmente no alto das rochas no deserto e também pensavam que por isso estavam acima de Israel. Esse orgulho que tinham fez com que após o cerco babilônico eles não só ficassem omissos ao que estava acontecendo, mas também viessem participar da destruição de Jerusalém. vs 1 - 14 O DIA DO SENHOR PARA TODAS AS NAÇÕES Ele anuncia que todas as nações orgulhosas como Edom enfrentarão a justiça de Deus da mesma forma como ela virá-lhes. Ele os lançará de suas alturas onde orgulhosamente se colocam serão levados à ruína. Assim como nos demais profetas, a palavra de juízo de Deus não é o final, sempre falará da esperança e da restauração prometida. Da mesma forma que Amós e Joel proclamaram o dia do Senhor, Oba- vs 1 - 14 UM GANCHO PARA UMA MENSAGEM UNIVERSAL Quando lemos a mensagem de Obadias para todas as nações, entendemos porque ele resolveu utilizar o juízo sobre Edom, sendo que era uma nação minúscula e de certa forma com pouca expressão. Ele pega o exemplo de Edom, orgulhosa e pretensiosa, com sua autoexaltação e sua queda profetizada e traz a mesma ideia para tudo que acontecerá no final dos tempos. Ele mostra que Deus COMENTÁRIO Grupo de Livros Profetas Menores Reino do Sul Mid-Exílio Deus, então, diz através de Obadias que Edom seria trazido de suas alturas onde se exaltou e seria destruída e assim como fizeram com Israel, também aconteceria com eles. No verso 15, o profeta tira o foco de Edom e traz para todas as nações anunciando o dia do Senhor. Esse verso15 funciona como uma articulação para a mensagem do resto do livro. dias também diz que após o juízo que virá sobre todas as nações, Deus irá restaurar a casa de Davi, remetendo ao Reino Messiânico que viria e seria benção para Israel e correria para Edom e também para as demais nações da terra. Todos esses profetas expandem essa promessa de restauração da Nova Jerusalém, que será o centro da justiça de Deus que correrá para as demais nações. destruirá e derrubará todas as nações que se colocarem como orgulhosas, pretensiosas e se autoexaltarem. É uma proclamação de juízo de Deus sobre a maldade do coração humano, assim como os demais profetas anunciando que Deus trará julgamento para toda a maldade humana, sem exceção. Isso fica ainda mais curioso quando vemos que a palavra hebraica para Edom é a praticamente a mesma palavra para Adão = humanidade. ENXERTADOS.COM.BR Jonas Nº Capítulos4 EscritorIncerto Período790 - 749 a.C CONTEXTO: A história de Jonas é muito diferente das dos demais profetas, enquanto o foco dos profetas era aquilo que Deus falava por meio deles, a história de Jonas conta sobre um profeta que era mau e des- agradável, que odiou a Deus por amar os seus inimigos. O profeta Jonas é mencio- nado em outro lugar da bíblia, em 2 Reis 14, na ocasião, ele profetiza que Deus estava com Joroboão II, mas ele era um rei terrível para Israel. A profecia de Jonas para Jeroboão é confrontada pelo profeta Amós que diz que Deus não estava com o rei. Antes mesmo do livro que conta a sua história, já é lançada suspeitas em seu caráter devido a essa ocasião. OBJETIVO O livro conta a história do profeta Jonas que foi usado por Deus para trazer arre- pendimento à Nínive, capital do império Assírio, uma cidade terrível e sanguinária, cheia de pecados. Jonas não quer pregar para essa cidade porque sabe que Deus é misericordioso e compassivo, mas ele não concorda que Deus deva ser assim e perdoe pessoas como os ninivitas. A história mostra como Deus lidou com Jonas e mostra o caráter terrível de um profeta que se considera mais justo que o próprio Deus. A FUGA DE JONAS E OS MARINHEIROS A história começa com Deus falando a Jonas e o encarregando de pregar contra o mal em Nínive, que era capital do império Assírio, inimigo de Israel. Jonas, porém, ao invés de ir para leste onde a cidade se localizava, se volta para o outro lado e entra em um navio para o levar tão longe quanto possível, para Társis. Ele entra num navio de pagãos e adormece durante a viagem, mas Deus envia uma forte tempestade A ORAÇÃO DE JONAS DENTRO DO GRANDE PEIXE Deus frustra os planos de Jonas de escapar de Nínive ao fazer com que um grande peixe o engula e preserve sua vida. Jonas agora no peixe, apertado e esperando sua morte que não chegava, profere uma oração, não de arrependimento, mas de agradecimento a Deus por não abandoná-lo. Ele promete que obedecerá dali em diante, não importa o que aconteça. A resposta de Deus é o peixe vomitar Jonas em terra firme. JONAS E OS NINIVITAS Deus manda Jonas ir pregar em Nínive e dessa vez obedece. Ele começa a pregar em Nínive, mas sua mensagem é muito curta: “em quarenta dias, Nínive será subvertida”. Não sabe- mos o porquê Jonas não fala muita coisa, se sua intenção era sabotar a mensagem para não se arrependerem, pois, nem se quer menciona Deus ou o motivo do juízo, mas apenas por essas palavras, Deus trouxe arrependimento à Nínive. A SOBERANIA DE DEUS NA SALVAÇÃO Apesar ter usado uma mensagem que aparentemente tinha a intenção de sabotar a pregação, Deus utiliza o mínimo dele para fazer o máximo na cidade. A palavra “subvertida” usada na pregação, pode significar “destruição”, mas também “virar ao contrário” ou “transformar” e é o que acontece, Nínive se arrepende sendo perdoada, assim como os marinheiros, todos esses foram mais nobres do que o próprio Jonas. O CARÁTER DE JONAS EM SUA ORAÇÃO Jonas ora a Deus furioso e diz o porquê fugiu para não pregar em Nínive, sabia que Deus era misericordioso e iria perdoá-los. Ele pega uma qualidade de Deus e usa para insultá-lo, pois Jonas não conhecia misericórdia como algo bom e prefere morrer do que viver com um Deus assim. Deus pergunta a Jonas se sua raiva era justificada. Ele sai da cidade e torce para que Nínive retroceda e pede para morrer. 1 2 3 COMENTÁRIO 4 Grupo de Livros Profetas Menores Reino do Norte Pré-Exílio e acorda o profeta. Os marinheiros estavam despertos e discernem que aquilo era o poder divino e ao lançar dados, descobrem que Jonas era o culpado. Ao se explicar, fala um monte de bobagens, mas diz que para resolver deveriam o lançar ao mar. Embora pareça uma atitude nobre, Jonas queria evitar ir a Nínive e morrer sem ter que tirar sua própria vida. Os marinheiros relutam por temor, mas o lançam ao mar. ENXERTADOS.COM.BR ACUSAÇÕES E AVISOS DE MIQUEIAS Começa com a descrição poética de Deus aparecendo sobre Israel, assim como no monte Sinai, mas dessa vez não para formar uma aliança e sim para trazer juízo sobre as cidades que corrompidas por sua rebelião. Miqueias acusa os líderes de Israel de enriquecerem por roubo e ganância, assim como Acabe. Ele acusa os profetas de estarem se vendendo a esses líderes, prometendo coisas que Deus nunca falou. A INJUSTIÇA DOS LÍDERES DE ISRAEL Acusa os líderes de fazerem acordos injustos na terra, favore- cendo os ricos e recebendo subornos para dar aos ricos e privar os pobres daquilo que eles tinham, empobrecendo a população, violando as leis da Torá. Por isso ele anuncia que o julgamento de Deus virá por uma nação que os destruirá, tanto do reino do norte quando o do sul, bem como o templo de Jerusalém, reduzindo à ruína. O PEDRÃO DA MENSAGEM DE MIQUEIAS Em Miqueias, essas sessões de acusação e anúncios de juízos terminam com predições da esperança para Israel. Deus diz que posteriormente restaurará Israel e será o pastor dos remanescentes do seu povo, bem como que a destruição um dia será corrigida com a Nova Jerusalém, onde ele encherá com sua presença e com o remanescente do seu povo. Fará de Israel o centro da benção de Deus para a terra. O FUTURO DE ISRAEL Nessa sessão é quase como um resumo do futuro de Israel, primeiramente destruídos pelos Assírios e posteriormente capturados pela Babilônia, mas não sendo o fim. Deus restau- rará Israel e fundará a Nova Jerusalém, onde o Rei Messiânico virá e governará, fazendo com que os remanescentes de Israel sejam benção para todas as nações e também destruirá de uma vez por todas o mal das nações da terra. O PADRÃO DA MENSAGEM DE MIQUEIAS SE REPETE No final, Miqueias adverte Israel por sua injustiça social e por sua corrupção que os estão destruindo. Miqueias diz: “… o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?” (6:8). Por fim, Israel é personificado como uma pessoa abatida, envergonhada, sofrida e clamando por misericórdia. Por que Deus os perdoaria? O profeta responde ser por conta do 1 - 2 3 - 4a COMENTÁRIO 4b - 5 6 - 7 Miqueias Nº Capítulos7 EscritorIncerto Período740 - 697 a.C CONTEXTO: Miqueias foi um profeta do reino do Sul (Judá), provavelmente na mesma época de Isaías. Ambos os reinos já haviam aban- donado a aliança com o Deus de Israel. Miqueias profetizou a vinda do império Assírio para acabar com o reino do norte e devastar Jerusalém, mas que a Babilônia também viria ee destruiria ainda mais o reino do sul. Miqueias foi levantado, como a maioria dos profetas, para acusar Israel dos seus pecados e anunciar o juízo de Deus, mas também a esperança vindoura. OBJETIVO O livro de Miqueias tem um padrão muito claro de advertir Israel por conta dos seus pecados e anunciar a esperança vindoura apesar deles descumprirem sua aliança com Deus. Miqueias fala aos líderes de Israel e expões o seu estado mal e avisa que Deus julgará essa maldade com o intuito de dissipar o mal do meio do seu povo para trazer juízo e cura. A mensagemde Miqueias intercala entre as advertên- cias e anúncio da esperança que virá a Israel quando o próprio Deus virá para arrebanhar o remanescente fiel, o Reino Messiânico será instituído e eles serão benção e paz para todas as nações da terra, mas para isso acontecer, primeiro Ele dissipará o mal entre o seu povo. Grupo de Livros Profetas Menores Reino do Sul Pré-Exílio caráter de Deus, pois sua misericórdia é grande, e também por suas promessas aos seus servos do passado, pois, Ele nunca deixará de cumpri-las. Isso fica evidente durante o livro, onde Deus irá cumprir as suas promessas, mas para serem cumpridas Ele primeiro irá retirar o mal de Israel, isso se dá em seus juízos. O livro termina assim, com o profeta dizendo que Deus esmagará o mal e lançará os pecados do povo nas profundezas do mar. ENXERTADOS.COM.BR Naum Nº Capítulos3 EscritorNaum Período660 - 606 a.C CONTEXTO: O livro do profeta Naum é uma coleção de poemas anunciando a queda do império Assírio e de sua capital Nínive. Ele foi um dos maiores impérios do mundo e na sua expansão, o reino do norte de Israel foi destruído e os israelitas levados ao exílio. Esse império era destrutivo como nunca houve no mundo, por isso todos os vizinhos de Israel, bem como Israel aguardavam sua queda que ocorreu no ano de 612 a.C. através da rebelião da Babilônia. OBJETIVO O objetivo do livro da Naum é narrar e predizer a queda de grandes impérios daquele tempo. Esses impérios são sím- bolos de todas as nações que se levantam perversamente para destruir e oprimir as nações e os inocentes da terra. O livro mostra que Deus nunca deixará impune os pecados e a perversidade humana, Ele mesmo desce na terra para trazer o seu juízo sobre todas elas. Todas as nações na história que se levantam ou se levantarão orgulhosas e altivas serão despedaçadas pelo juízo de Deus, sem exceção, mas todos aqueles que se humilharem e se converterem ao Senhor serão poupados por sua infinita e disponível misericórdia. A GLÓRIA DE DEUS SOBRE A TERRA PARA TRAZER JUÍZO O início é muito parecido com Miqueias onde a glória de Deus desce sobre à terra para trazer juízo sobre as nações perversas. Há uma citação sobre Deus vinda do caso do bezerro de ouro no Sinai dizendo: “Deus é tardio em se irar e grande em poder, e não deixará o mal impune” (Êxodo 34:6-7). O profeta contrasta a relação de juízo de Deus sobre as nações ruins e a misericórdia dos remanescentes que A QUEDA DE NÍNIVE Essa seção narra como de forma estratégica a Babilônia consegue atacar, invadir e derrubar Nínive. O profeta ainda diz que a maldade e perversidade de Nínive foi a semente da sua própria destruição, assim como fizeram com muitas nações acontecerá com eles. O livro termina com os povos capturados celebrando a derrota da Assíria ao invés de ajudá-los tamanha era a sua crueldade. A MISERICÓRDIA DE DEUS PARA QUEM O BUSCA O livro de Naum se torna um convite para que todos se humilhem e busquem ao Senhor, clamando por sua mis- ericórdia. Todos somos maus assim como esses grandes impérios, mas Deus nos dá oportunidade de nos arrepend- ermos do nosso mal, para Ele vir e governar sobre as nossas vidas. Nenhum mal ficará impune diante de Deus, mas para os remanescentes que se humilham, há misericórdia e paz. ABORDAGEM SOBRE O CICLO DA PERVERSIDADE HUMANA A história humana é repleta por tribos, nações e impérios que se levantam de maneira cruel para assolar, capturar e dominar sobre à terra. Eles avançam, destroem, matam inocentes e crescem em detrimento da devastação de nações inteiras. O livro de Naum pega dois exemplos que é o da Assíria e da Babilônia para mostrar que Deus está irado contra essas nações e está atento a morte dos inocentes. A bondade e 1 2 - 3 COMENTÁRIO COMENTÁRIO Grupo de Livros Profetas Menores Reino do Sul Mid-Exílio a misericórdia de Deus é a responsável por mais cedo ou mais tarde virá queda das nações que oprimem o mundo. Deus nunca deixará impune essas nações e sempre trará o seu juízo. Ao longo da história vimos diversos casos de impérios e nações se levantando e sendo derrubados, nenhum permanecem, todos serão destruídos. Somente um reino será eterno e esse é o do Rei Messiânico que virá sobre à terra e reinará em paz. buscam ao Senhor. Ele usa uma linguagem parecida com a de Isaías para anunciar a queda do império Assírio, mas que também ecoa sobre a futura queda do reino babilônico e tudo como boas novas aos remanescentes. Isso é como um retrato de como Deus atua na história, buscando o arrependimento das nações, mas elas não dão ouvidos, Deus envia seu juízo sobre eles e salva aqueles que nEle buscam misericórdia. ENXERTADOS.COM.BR Habacuque Nº Capítulos3 EscritorHabacuque Período610 - 597 a.C AS RECLAMAÇÕES DE HABACUQUE A DEUS Habacuque inicia reclamando a Deus pelo povo ter aban- donado a Torá, a violência e injustiça que imperava e a lider- ança corrupta de Israel. Habacuque clama pela intervenção de Deus achanado que não seria respondido, mas de repente Deus o responde e diz estar ciente de tudo que estava acon- tecendo estava pronto para enviar o juízo através da Babilônia. Habacuque não gosta do que ouve e diz a Deus que a Babil- AS CINCO DESGRAÇAS DAS NAÇÕES CORRUPTAS Habacuque escreve poemas a respeito de nações como a Babilônia que são más e injustas. Primeiro fala da economia injusta onde pessoas ricas prevalecem sobre pobres de maneiras injustas e más. Em segundo, o trabalho escravo, tratando os seres humanos como animais e os ameaçando. Em seguida, líderes irresponsáveis que veem a desgraça do povo, enquanto bebem e se banqueteiam. Por último, a A ORAÇÃO DE HABACUQUE Ele deixa uma pergunta pendente, será que Deus deixará esse ciclo de ascensão e queda das nações corruptas para sempre? Ele ora para que Deus termine com isso e traga o juízo para as nações imediatamente. Vemos um poema onde Deus aparece de forma aterrorizante e quando Ele aparece para confrontar todo mal, todos estão atentos. Habacuque descreve a derrota do mal como um êxodo para o povo e assim como Deus dividiu o mar na batalha contra o Faraó, trará 1 - 2a 2b 3 CONTEXTO: Habacuque viveu durante o período final do reino do sul de Israel, período que, como já dito, foi marcado por injustiça e idolatria em todo Israel. O profeta viu a ascensão da ameaça babilônica, mas diferindo dos outros profetas, Habacuque não foi um acusador de Israel e não fala em nome de Deus. O livro de Habacuque é marcado por suas palavras direcionadas a Deus e no seu processo para crer que Deus é bom mesmo com tanta tragédia acontecendo no mundo em formato de poemas de lamento. OBJETIVO O objetivo do livro da Habacuque é mostra o processo de um homem de Deus que observa o mundo em tragédia, seu povo derrotado, humilhado e mesmo assim precisar crer e confiar em Deus. Habacuque faz severas reclamações com Deus a respeito de tudo que está aconte- cendo e por sua fidelidade e misericórdia, Deus responde a Habacuque e mostra o que realmente ele precisa entender. Habacuque vê que Deus está atento a tudo e que seus planos não serão frus- trados, basta a ele confiar que no tempo determinado, Deus virá e julgará as nações ímpias e libertará seu povo fiel do mal para todo sempre. Grupo de Livros Profetas Menores Reino do Sul Pré-Exílio ônia era pior que Israel, como pode um Deus bom e santo usar nações corruptas e más? Deus responde mandando que Habacuque escreva a visão sobre um tempo que virá, onde o justo viverá devido a sua fé. Deus diz que ele destruirá a Babilônia e todas as nações que igualmente se exaltam. Diz ainda que o fato dele usar uma nação má, não quer dizer que ele a aprova, mas que Ele usa até o que é ruim para cumprir seus planos. idolatria que é o motor de tudo e os mantém confortáveis em sua perversidade. A mensagem de Habacuque é para nações que vivem como a Babilônia, mas principalmente, para todos aqueles que vivem em períodos dominados por esse tipo de nação.A mensagem é que Deus está atento e ciente de tudo. que no tempo determinado enviará o juízo a quem não se arrepender e confortará o justo que pela fé se manteve fiel. o juízo sobre o chefe das nações más. Ele narra a esperança de que quando Deus confrontar o mal, salvará seu povo e seu ungido. O êxodo do é um arquétipo do êxodo futuro em que Deus fará justiça sobre os maus e livrará seu povo para sempre. Habacuque conclui o seu livro louvando a Deus, mesmo que tudo venha à destruição, ele confiará no Senhor. Ele é um exemplo de como o justo vive pela fé. ENXERTADOS.COM.BR Sofonias Nº Capítulos3 EscritorSofonias Período639 - 608 a.CGrupo de LivrosProfetas Menores Reino do SulPré-Exílio CONTEXTO: Sofonias viveu durante as últimas décadas do reino de sul, no reinado de Josias que foi um rei que fez uma reforma religiosa, retirar a idolatria do povo e tornar Israel novamente ao Senhor. Infelizmente Israel já estaca corrompida demais e a idolatria já fazia parte de suas vidas. OBJETIVO O livro de Sofonias é uma coleção de poemas sobre o juízo e sobre a esper- ança de Deus sobre as nações. O livro traz imagens fortes e maravilhosas sobre os eventos futuros, sobre a graça maravilhosa de Deus perante os remanescentes, mas também sobre o juízo de Deus perante as nações corrompidas, incluindo Jerusalém. O objetivo de Sofonias é mostrar que Deus é um fogo consumidor, mas não com intenção de destruir definitivamente, mas de purificar e construir algo novo a partir daqueles que são fiéis a Ele. Deus honrará o seu povo no fim, mas aqueles que são perversos serão destruídos mediante o poder de sua glória. O JULGAMENTO SOBRE JERUSALÉM O livro começa com poesias que são uma inversão de Gênesis 1, como Deus ordenou o mundo, agora está falando da desordem que virá sobre ele. É um retrato mostrando que Jerusalém irá acabar, tudo será destruído por eles estarem adorando aos deuses cananeus e todos os líderes injustos, todos os centros de comércio injusto da cidade, tudo irá ao fim com as muralhas da cidade. Sofonias está JULGAMENTO DAS NAÇÕES E DE JERUSALÉM Nesse segundo momento do livro, Sofonias amplia o foco do julgamento e coloca as nações vizinhas como alvo do juízo divino. Ele acusa todos os reinos vizinhos de Jerusalém de corruptos e culpados diante de Deus por sua idolatria, injustiça e perversidade. A sua previsão vê que, bem como Jerusalém, esses reinos cairão diante da Babilônia. Sofonias inclui Jerusalém como se Deus já não os considerasse seu ESPERANÇA PARA AS NAÇÕES E JERUSALÉM Essa sessão começa como a outra termina, Deus dizendo que curará as nações rebeldes do seu mal e transformará em uma única família. Eles vão ser purificados e invocarão o nome do Senhor com seus lábios santos. Essa imagem mostra o cumprimento da promessa de Deus a Abraão em que todas as nações da terra seriam benditas em sua descendência, inclusive Jerusalém. A conclusão do livro 1 - 2:3 2:4 - 3:8 3:9 - 3:20 povo, mas sim, como mais um reino corrupto e digno do seu juízo vindouro. Deus diz que sua decisão é reunir Jerusalém e todas essas nações e despejar sua indignação contra tudo que eles vem praticando continuamente perante sua face. A sua justiça seria como um fogo consumidor que devoraria o mal da terra. Vemos, então, que, na verdade, esse fogo vem não para destruir definitivamente, mas para purificar o mal das nações, incluindo Jerusalém. foca na restauração de Jerusalém no centro das nações do mundo com a presença de Deus na cidade restaurada, com o remanescente fiel humilhado e transformado pela misericórdia de Deus e eles são chamados para cantar e se alegrar. Deus é mostrado como um poeta que também quer cantar com cânticos de alegria junto ao seu povo. O livro termina com essa imagem de Deus reunindo todos os aflitos, humilhados e perseguidos em sua cidade. trazendo esse cenário apocalíptico para mostrar o que irá acon- tecer com eles quando um grande exército vir para trazer juízo sobre Jerusalém. Sofonias não menciona que será a Babilônia, ele foca em mostrar que Deus é o responsável por esse grande juízo. Em seu último poema dessa sessão, ele convoca a todos para clamarem por Jerusalém, para os humildes buscarem ao Senhor, pois, esses são os remanescentes fiéis. Os que seriam poupados caso se arrependessem. ENXERTADOS.COM.BR Ageu Nº Capítulos2 EscritorAgeu Período550 - 520 a.CGrupo de LivrosProfetas Menores Reino do SulPós-Exílio CONTEXTO: O livro do profeta Ageu abre uma sessão pós-exílio e esse livro, embora pequeno, é crucial para entendimento do enredo bíblico, pois, os livros posteriores de Malaquias e Zacarias respondem pergun- tas que começam a ser feitas no livro de Ageu. Nesse novo contexto, o povo retor- nou do exílio, voltou a cidade e começa a edificá-la, mas o profeta denuncia que pouca coisa mudou e o povo não está preocupado em cumprir as cosias que o Senhor determinou e aparentemente o exílio não adiantou para mudar o coração de Israel. OBJETIVO O objetivo das palavras de Ageu foi moti- var o povo na construção do novo templo de Jerusalém para adoração de Deus. O povo estava preocupado com suas casas e ainda não haviam iniciado os trabalhos no templo. Mesmo depois do início da construção, o povo estava desengajado comparando a glória do primeiro templo com a pequena expressão do novo tem- plo. Ageu, então, faz o povo entender que a glória dependerá de como eles vão se portar diante de Deus, se eles continuarão impuros e rebeldes como os seus pais ou serão fieis à aliança com Deus e Ele esta- belecerá o seu Reino no meio do povo. ACUSÃO CONTRA AS PRIORIDADES DO POVO Ageu começa seu livro com o povo tendo retornado para Jerusalém e começado a reconstruir a cidade, porém, o povo está apenas preocupado em construir suas casas e suas possses, deixando de lado o templo de Deus, dizendo que não era o tempo de reconstruí-lo. Ageu pergunta se as casas são mais importantes do que a fidelidade a Deus e fiz AS EXPECTATIVAS FRUSTRADAS DO POVO Passa-se cerca de um mês após o início da reconstrução, porém, o povo está desanimado ao comparar esse novo templo com o antigo, pois, ele é inexpressível em com- paração ao primeiro. Aquele novo templo não era nada comparado a glória do templo de Salomão construído 500 anos antes. Isso fez com que o povo desanimasse de concluir o projeto de reconstrução. Ageu, então, lembra CHAMADO Á FIDELIDADE DA ALIANÇA Ageu envolve sacerdotes em uma conversa sobre a pureza ritual com as ideias chaves de Levítico: “se alguém tocar um cadáver se torna impuro, daí, se ao tocar um alimento ele também se tornará impuro?” e eles dizem “sim”. Ageu usa essa parábola para dizer que se essa geração atual não se humilhar, não se afastar da injustiça e da apatia, o que colocam a mão, incluindo o novo templo, também será impuro. Apenas o verdadeiro arrependimento e a fidelidade à aliança trará a benção do reino. Ele fala a essa 1 - 12 13 - 27 28 - 39 que o que eles estavam fazendo era se rebelar contra a aliança novamente e, devido a isso, a terra ainda era improdutiva e eles estavam sendo atingidos pela fome e pela seca, fazendo menção a maldições que estão escritas em Deuteronômio. As palavras de Ageu fizeram com que o povo começasse, enfim, a trabalhar na reconstrução, como citado em Esdras 5:1-2. o povo das promessas de Deus, sobre o futuro reino que viria e seria poderoso. Ele cita os profetas que falaram a respeito desse tempo, como Isaías e Miqueias, sobre a Nova Jerusalém que seria magnífica. Seria o lugar onde Deus redimiria o mundo todo, sua glória habitaria e todas as nações da terra viriam par- ticipar do Reino de Deus, durante uma era de paz. O templo desempenha um papel importante, por isso, Ageu chama o povo a trabalhar com esperança apesar das circunstâncias. geração de exilados, como Moisés ao povo no deserto: “se obedecerem, serão abençoados, mas se forem infiéis, isso trará ruína”. O livro conclui com a esperança do Reino deDeus, a Nova Jerusalém é o centro do seu glorioso reino para as nações, derrotando o mal entre elas como fez no êxodo e meio disso estabelecerá o Reino Messiânico. O livro termina com essa visão de um futuro grandioso, porém, com a pergunta: será que o povo será fiel à aliança? Essa resposta é dada nos últimos dois livros do velho testamento. ENXERTADOS.COM.BR Zacarias Nº Capítulos14 EscritorZacarias Período520 - 518 a.CGrupo de LivrosProfetas Menores Reino do SulPós-Exílio CONTEXTO: O livro começa no período após os exi- lados retornarem a Jerusalém, em Esdras 5:1-2 é dito que Zacarias e Ageu desafi- aram e convocaram o povo a construírem o templo e procurarem o cumprimento das promessas de Deus. Jeremias havia profetizado que após os 70 anos de exílio, Deus restauraria a Nova Jerusalém e esta- beleceria o Reino Messiânico sobre todas as nações. Os 70 anos estavam quase findando, mas a vida difícil do retorno à terra fazia parecer que as promessas não se tornariam realidade e o livro de Zacarias nos traz algumas respostas do porquê. OBJETIVO O objetivo é mostrar que as promessas de Deus se cumprirem no tempo pós-exílio estava intimamente ligada a como Israel iria se portar diante de Deus e da aliança. O povo precisava se arrepender, mudar seus maus caminhos e se voltar para Deus, cumprir a aliança, seus líderes deveriam se manter íntegros e tementes a Deus. Zacarias mostra em suas visões o que realmente aconteceria, mas a verdade sobre o povo encontramos no livro de Esdras-Neemias e de Malaquias. O registro de Zacarias é riquíssimo em profecias que se cumpriram e ainda se cumprirão em tempos futuros. INTRODUÇÃO AO LIVRO DE ZACARIAS No início do livro, Zacarias está fazendo o mesmo trabalho de Ageu, convocando o povo ao arrependimento, para tra- balharem pelas promessas de Deus, reconstruam o templo, cumpram a aliança e sejam fiéis. Ele diz para não fazerem como os antepassados que não ouviram os profetas, mas foram rebeldes. O povo diz que está arrependido e voltará ao Senhor, mas posteriormente vimos que isso era só aparência. AS VISÕES EM SONHOS DE ZACARIAS Zacarias tem visões em sonhos estranhas, mas simétricas. Foram oito visões onde a 1 e a 8 falam de quatro cavaleiros que são como guardas, patrulhando o mundo em nome do Senhor, representando a vigilância de Deus e reportam que o mundo está em paz, referindo-se ao tempo do reinado da Pérsia. Já que os 70 anos do exílio se cumpriram, chegou o tempo do Reino Messiânico em Jerusalém? Deus cumprirá, mas não diz quando. As visões 2 e 7 fala sobre o juízo do pecado no exílio. As visões 3 e 6 são sobre a reconstrução de uma nova Jerusalém que será um farol para as nações, purificadas dos pecados pela palavra de Deus. As visões 4 e 5 estão no centro dessa simetria e são os dois líderes atuais de Jerusalém, o sacerdote Josué e o herdeiro de Davi Zorobabel e se forem fiéis, serão símbolos do Rei Messiânico que virá, se forem honesto, sinceros e dependentes do Espírito. A visão bônus mostra Josué como símbolo desse Rei Messiânico, mas diz que só irá ocorrer se essa geração obedecer e ser fiel a Deus e a aliança. Essas visões mostram que a vinda do Reino Messiânico está condicionada a fidelidade dessa geração. A CONCLUSÃO DE ZACARIAS Ele conclui que seus sonhos são um novo desafio e alguns israelitas aparecem de luto pelo antigo templo e eles pergun- tam se é hora de parar o luto e se o reino de Deus virá em breve. Zacarias relembra a rejeição dos profetas passados, o que os levou ao exílio e lança o desafio que essa geração só verá o Reino Messiânico se buscarem a justiça, a paz e forem fiéis à aliança. Ele inverte a questão para eles. 1:1 - 1:6 1:7 - 6 7 - 8 AS IMAGENS DO REI MESSIÂNICO Vemos uma coleção de poemas e imagens sobre o futuro Reino Messiânico. No primeiro momento Ele vem humilde, montando um jumento em sua entrada na Nova Jerusalém para estabelecer o reino de Deus sobre as nações. Depois esse Rei é mostrado como um pastor do de Israel, mas é rejeitado pelo seu povo e pelos seus líderes que também são como pastores, então, Ele entrega Israel a esses pastores corruptos. Esta rejeição durará para sempre? E os capítulos 9 - 14 finais dizem que não. Temos uma nova colagem de poemas e imagens do futuro Reino Messiânico, mas agora, vemos uma Nova Jerusalém como um lugar onde a justiça de Deus confronta e derrota o mal sobre as nações, como em Joel e Ezequiel. Deus ainda confronta a rebelião dos corações do seu povo e derrama seu Espírito sobre eles para que se arrependam de terem se rebelado e rejeitado o seu Pastor Messiânico. O livro conclui com a Nova Jerusalém no centro das nações, como um novo do Éden que flui para gerar um novo tempo. ENXERTADOS.COM.BR Malaquias Nº Capítulos4 EscritorMalaquias Período450 - 420 a.CGrupo de LivrosProfetas Menores Reino do SulPós-Exílio CONTEXTO: Malaquias viveu cerca de 100 anos depois que os israelitas retornaram do exílio babilônico e a sua mensagem é dirigida a essas pessoas que estavam morando em Jerusalém. Apesar de o templo ter sido reconstruído e profetas anteriores terem chamado o povo à aliança, as coi- sas não estavam boas e eles estavam tão corrompidos quanto eram antes do exílio, como vemos em Esdras-Neemias. Eles tinham a esperança de que o Reino Messiânico viesse, mas assim como pro- fetizou Zacarias, só viria se eles fossem fiéis, o que não ocorreu, estavam tal qual seus antepassados cheios de impureza e injustiça. OBJETIVO O livro é construído com uma série de disputas entre Deus e o povo, onde a corrupção e o coração mau do povo e das lideranças são expostos. O livro busca faz um fechamento de todo esse enredo de corrupção de Israel que, mesmo após o exílio, continua corrompida, idólatra e injusta. Deus evidencia isso tudo no livro, mas conclui com a esperança de que o remanescente fiel em Israel será salvo e viverá eternamente em um reino de justiça e paz com o Messias que virá com o grande dia do Senhor. O FUTURO DOS FIÉIS REMANESCENTES Na sessão anterior, Malaquias fala da vinda do terrível dia do Senhor, porém, para o remanescente fiel não é uma ameaça, mas motivo de alegria, como os raios de sol que trazem cura, virada e esperança para o futuro. Os rema- nescentes fiéis serão resgatados e preservados do fogo que virá para consumir, mas serão purificados e estarão com o Rei Messiânico, cumprindo as promessas feitas. UM ANEXO QUE FECHA O LIVRO Esses últimos versículos tem um apêndice que faz o fecha- mento de todo o velho testamento. O leitor é chamado a lembrar-se da lei da Torá, da aliança e de tudo que foi dito pelos profetas. Diz que antes do fim, Deus enviará o profeta Elias que restaurará o coração do povo de Deus. Isso resume a Torá e os profetas como um livro único que fala do passado, mas aponta para um futuro que breve virá. Lembra do que Deus fez e mostra que muito ainda fará. 4:1-3 4:4-6 A CORRUPÇÃO DE ISRAEL É EXPOSTA Na primeira disputa entre Deus e o povo, o Senhor diz que ama Israel, mas o povo questiona como Ele tem demon- strado esse amor. Deus responde que escolheu Jacó (Israel) para levar as promessas e a aliança, e não Esaú (Edom). Na segunda disputa, Deus acusa o povo de O ter desprezado e profanado o templo, mas eles questionam como tem profanado. Deus responde que o povo tem trazido ofertas A CORRUPÇÃO DE ISRAEL É CONFRONTADA Na quarta disputa, acusam Deus de negligência e não ser justo, pois, vê a injustiça e não faz nada. Deus responde que enviará um mensageiro que irá preparar o seu povo para a vinda do Rei no dia do Senhor, tudo será purificado como no fogo e removerá toda idolatria e imoralidade, apenas os remanescentes fiéis serão o seu povo. Na quinta disputa, Deus convoca o povo a retornar-lhe e eles se perguntam como poderiam voltar. Deus confronta seu egoísmo e diz que pararam de oferecer os dízimos ao templo. 1 - 2 3 vergonhosas de animais doentes, desonrando a Deus, até os sacerdotes são coniventese participam dessa vergonha. Na terceira disputa, Deus acusa Israel de ser infiel a Ele e as suas esposas e eles negam. Deus expões a idolatria e o divórcio que o povo está fazendo, eles repudiam as suas mulheres e cansam-se com estrangeiras, adotando ainda seus ídolos ancestrais dentro de seus lares, até as mulheres já não ligam mais para o divórcio. Isso é uma quebra flagrante da aliança. Deus os confronta, pois, não estavam cumprindo a obrigação e o templo estava em desuso. Deus queria os abençoar, mas precisavam ser fiéis. Na última disputa, acusam a Deus e diz ser inútil servir-lhe, pois permite que pessoas más e orgulhosas sejam bem-sucedidas. Deus responde com uma história sobre os fiéis remanescentes, que temem a Deus e ordena que um pergaminho de memórias seja escrito sobre o que Deus fez no passado para lembarem do caráter, bondade e misericórdia para isso inspirar esperança e fidelidade. O compartilhamento não autorizado desse material é pirataria. Todos os direitos estão resvervados.