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E s b o ç o B í b l i c o
Paranorama 
Bíblico
Mensagens
CEntrais
Histórias
Bíblicas
Mapa
Visual
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ENXERTADOS.COM.BR
A leitura bíblica pode ser algo muito desafiador e muita coisa 
no entendimento da mensagem das escrituras pode aca-
bar passando despercebido por muitos leitores. Como seres 
humanos, sempre somos levados a nos atentar para coisas 
e situações que estão fazendo parte do nosso cotidiano no 
momento da leitura e isso pode fazer com que a mensagem 
principal passe despercebida.
Como assim mensagem principal?
Sim, embora a bíblia contenha diversas mensagens que nos 
levam a edificação, a conhecer a Deus e a nós mesmos no con-
texto da criação, existe uma mensagem na bíblia que segue de 
Gênesis a Apocalipse. Essa menagem fala de maneira sublime 
sobre o plano de Deus, sua graça e misericórdia manifesta em 
nós, apesar de sermos como somos desde o Éden.
Esses esboços bíblicos têm como objetivo principal te conduzir 
dentro dessa mensagem principal da bíblia, passando por cada 
livro sem que você deixe de alcançar entendimentos impor-
tantes sobre esse enredo. A história bíblica é incrivelmente 
conectada, inclusive, não entender bem o que aconteceu e foi 
registrado no antigo testamento pode te atrapalhar a entender 
pontos importantes do novo testamento e de Cristo.
Os esboços estão separados por tipos de livros da bíblia para 
facilitar o entendimento sobre o tipo de linguagem, autores 
e correlação de temas. Meu desejo é que você aproveite ao 
máximo esses esboços, mas principalmente, não se limite a ele. 
Busque conhecer cada vez mais em fontes diferentes sobre 
quem é Deus e como Ele age e sempre agiu.
“E a vida eterna é esta: que te 
conheçam a Ti, o Único Deus 
verdadeiro, e a Jesus Cristo, a 
quem enviaste (João 17:3).
En
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(O
sé
ia
s 
6:
3)
explica a origem dos hebreus e porque eles aparecem no 
restante do Antigo Testamento como um povo da aliança 
que desfrutava do favor especial de Deus. Êxodo registra a 
grande libertação dos descendentes de Abraão da terra do 
Egito. Durante este período, o livro mostra a liderança de 
Moisés, o registro da lei de Deus e o sistema de adoração no 
Tabernáculo. O livro de Levítico contém regulamentos deta- 
lhados sobre a adoração de Israel. Ele discute em detalhes os 
assuntos dos sacerdotes e os elementos do culto. O livro de 
Números mostra que os israelitas eram um grande exército 
liderado pelo Senhor por meio de Moisés e começaram a 
conquistar Canaã. Finalmente, Deuteronômio conta como 
a nação de Israel guardou a lei de Deus e foi fiel à aliança 
do Sinai. O livro termina com a sucessão de Josué a Moisés. 
 
O grande tema do Pentateuco é a história da aliança de Deus 
com Israel. A esta nação sacerdotal foi dada a responsabi- 
lidade de levar a salvação a outros povos. Desta forma, o 
Pentateuco aponta para Cristo, em quem tanto a aliança 
como a lei foram plenamente cumpridas. Por meio de sua 
obra redentora, ele trouxe a nova aliança ao seu povo, tor-
nando a igreja uma nação de reis e sacerdotes (2 Pedro 2:9).
Pentateuco é como é chamado o conjunto dos cinco primei-
ros livros da Bíblia. Estes cinco livros também são chamados 
de “a Lei” ou “Torá”. Os livros que compõe o Pentateuco são: 
Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
A palavra Pentateuco vem do grego pentateuchos, que sig-
nifica “livro de cinco volumes”. Esses cinco primeiros livros do 
Antigo Testamento possuem uma importância muito grande. 
Eles fornecem a base do restante do conteúdo bíblico.
Um bom entendimento do pentateuco é essencial para a 
construção da narrativa bíblica que culmina com o advento 
da vinda de Jesus Cristo. Precisamos entender bem o que 
levou isso a ocorrer e se tornar a base da nossa fé.
O Pentateuco é uma mistura de História e Lei. Ele é uma estru-
tura unificada. Isso significa que ao mesmo tempo em que o 
Pentateuco é uma combinação de cinco livros individuais, ele 
também é uma narrativa uniforme e contínua. A interligação 
entre os cinco livros do Pentateuco é perfeita.
A Torá relata a criação do mundo e termina com o registro 
da morte de Moisés. Gênesis cria o cenário perfeito para 
a introdução de Exôdo, ele introduz o período patriarcal, 
com ênfase particular na aliança de Deus com Abraão. Isso 
ENXERTADOS.COM.BR
Gênesis
CONTEXTO:
A palavra Gênesis quer dizer “começo” 
ou “princípio”. Não há dúvida de que os 
leitores originais de Gênesis eram israeli- 
tas. Gênesis pode ter sido escrito para 
encorajá-los durante o período difícil do 
Êxodo. Os israelitas deixaram seu passado 
no Egito e começaram a conquistar a terra 
prometida por Deus. É por isso que Gêne-
sis explica verdades básicas aos israelitas. 
Conta a criação de todas as coisas, o início 
da história humana e a origem de Israel.
OBJETIVO
O livro de Gênesis revela a soberania de 
Deus na criação, ensina sobre a vontade 
eterna de Deus, explica a natureza humana 
e do pecado, conta sobre a vida dos patri-
arcas israelitas e revela o início da história 
da redenção. 
O livro de Gênesis é rico em cultura, 
histórias e muitas coisas puderam ser 
atestadas pela ciência, possuem muita 
sabedoria cientifica que apenas foi desco- 
berta na modernidade e mostra a glória 
de um Deus único e eterno. Gênesis pos-
sui separações bem claras que podem 
ser encontradas nos textos, onde o autor 
muda o tema de maneira fluída e contínua.
Grupo de Livros
Pentateuco
Nº Capítulos
50
Escritor
Moisés
Período
1446-1406 a.c.
A CRIAÇÃO DO UNIVERSO E DA HUMANIDADE
Os primeiros capítulos narram a história de Deus criando 
o universo, colocando ordem na desordem do mundo e 
fazendo tudo belo. Deus criou tudo e viu que era bom, 
também criou Deus o homem e a mulher à sua imagem e 
semelhança para reinar sobre toda a criação. Deus forma 
o homem do pó da terra e a mulher de uma de suas 
costelas para estarem em comunhão com Ele.
A ORIGEM DO PECADO E DO SOFRIMENTO HUMANO
Deus planta a árvore do conhecimento do bem e do mal 
no jardim e diz-lhes para usufruir de tudo, mas que não 
comessem dessa árvore. Enganados pela serpente são 
levados a comerem do fruto, fazendo com que o pecado 
entrasse neles e matando-os espiritualmente. Deus, então, 
promete uma futura redenção por meio de um descen-
dente, mas não os isenta das consequências do pecado.
DE ADÃO A NOÉ E O DILÚVIO
O mundo em corrupção pelo pecado progride no sofri- 
mento e na maldade dos homens, ao ponto de Deus 
querer eliminar o homem da face da terra. Deus encontra 
em Noé alguém justo e temente e o escolhe para que a 
humanidade continuasse a partir dele, após a eliminação 
dos demais por um dilúvio. Noé e sua família são salvos 
para continuarem o plano de Deus para a humanidade.
OS DESCENDENTES DE NOÉ E A TORRE DE BABEL
Após o dilúvio o pecado seguiu corrompendo o homem, 
começando pelo filho de Noé, Cam, amaldiçoado pelo 
pai por um erro. A maldade crescia à medida que a terra 
ia se enchendo de pessoas. Ninrode, se levanta para a 
construção de uma torre para que juntos não mais precis-
assem de um Deus, para ele ser proclamado rei (ou deus) 
e livrá-los de um novo dilúvio, mas Deus frustra os planos.
A HISTÓRIA DE ABRAÃO E SUA FAMÍLIA
A partir do capítulo 12 começa o segundo grande bloco de 
Gênesis, trata da história de Deus com Abraão e sua família. 
Abraão é chamado por Deus do meio e sua parentela para 
fazer uma aliança com Ele em que seriam benditas todas 
as famílias da terra. Isaque e Jacó dão seguimento a essa 
aliança até que Deus, dessa família, forma um povo ao 
qual escolheu para se revelar e testemunhar aos demais.
A HISTÓRIA DE JOSÉ E A CHEGADA AO EGITO
A história dessa família muda quando os filhos de Jacó, 
por ciúmes do irmão, se vingam de José vendendo-o a 
uma caravana de Ismaelitasque desciam ao Egito. José vira 
escravo, porém, Deus o ergue ao cargo de governador 
do Egito. Uma grande seca e fome na região faz a família 
de Jacó descer ao Egito, acolhidos por José para serem 
sustentados da fome. Lá se se tornam um grande povo.
1 - 2 3
4 - 9 10 - 11
12 - 36 37 - 50
ENXERTADOS.COM.BR
Êxodo
CONTEXTO:
A palavra “êxodo” significa “partida” ou 
“saída”. Êxodo começa onde Gênesis ter-
mina, com os israelitas se mudando para 
o Egito. A história começa, mostrando-nos 
que José, seus filhos e irmãos estão mor-
tos, e a memória de seu bom serviço ao 
país se desvanece com o tempo. O faraó 
que governava o país percebeu o rápido 
crescimento dos israelitas e começou a 
oprimi-los com escravidão e decretos 
absurdos. Deus se lembrou da aliança com 
Abraão, Isaque e Jacó, e então decidiu 
ser hora de tirar seu povo daquele lugar.
OBJETIVO
É uma continuação natural de Gênesis e 
o objetivo principal deste livro é docu-
mentar um dos eventos mais importantes 
da história: a libertação do povo de Israel 
do Egito por meio do ato redentor de 
Deus. Êxodo mostra que Deus era o líder 
do povo de Israel e seu servo Moisés 
foi o mediador desses eventos. Para os 
israelitas, a revelação escrita da aliança de 
Deus com eles era crucial porque ligava os 
interesses pessoais de Deus aos israelitas. 
No livro de êxodo, Deus estabelece uma 
nova aliança com o povo, chamada da 
aliança do Sinai, bem como estabelece 
seus mandamentos para cumprimento 
da aliança.
Grupo de Livros
Pentateuco
Nº Capítulos
40
Escritor
Moisés
Período
1446-1406 a.c.
O CRESCIMENTO DE ISRAEL E A ESCRAVIDÃO NO EGITO
Séculos se passaram desde a chegada de Jacó e família 
ao Egito. Nesse período Israel se multiplica e se torna um 
povo numeroso. Tempos depois da morte de José, se 
levanta um faraó que não conhecia quem foi José para 
o Egito. Esse faraó temeu o tamanho do povo de Israel e 
os tornou escravos, colocando-os em trabalhos forçados, 
ordenando ainda a morte dos recém-nascidos meninos.
A PRIMEIRA PARTE DA VIDA E O CHAMADO DE MOISÉS
Deus em sua soberania salva a vida de um menino, fazendo 
com que ele habitasse no palácio de Faraó 40 anos. 
Quando grande, Moisés comete um erro e tira a vida de um 
soldado que maltrava o povo de Israel, fazendo com que 
ele precisasse fugir do Egito para não ser morto. Moisés 
vive durante 40 anos no deserto até que Deus o chama 
para ser o interlocutor da libertação do povo do Egito.
MOISÉS E ARÃO PERANTE FARAÓ E A SAÍDA DO EGITO
Moisés e Arão se apresentam a faraó dizendo que Deus 
ordena que deixe seu povo partir, porém, faraó não atende 
ao pedido. Deus mostra seu poder contra o Egito através 
de 10 pragas, na última praga, a morte dos primogênitos, 
Israel é salvo por meio do sangue do cordeiro, morto para 
celebração da páscoa, nas portas. Após a décima praga e 
a morte do próprio filho, faraó permite Israel partir.
DO MAR VERMELHO AO MONTE SINAI
Após partirem do Egito, Faraó se arrepende e manda seu 
exército perseguir Israel. Deus abre o mar vermelho para 
Israel passar a seco e fugir do exército que, ao persegui-
los no mar, são mortos com o retorno das águas. O povo 
então segue seu caminho pelo deserto, pouco tempo 
depois já murmurando e se arrependendo de terem saído 
do Egito, mostrando ser obstinado e corrompido.
A ALIANÇA NO MONTE SINAI
Aos pés do monte Sinai Deus faz uma aliança com o povo, 
dizendo as bençãos que lhes daria, tornando-os um reino 
de sacerdotes para as nações. Deus manifesta sua glória na 
nuvem no topo do monte, Moisés sobe e Deus transmite 
os mandamentos que seriam os principais regulamentos 
da aliança, prescreve o tabernáculo onde sua glória habi- 
taria e entrega as tábuas do testemunho que escreveu.
A QUEBRA E RENOVAÇÃO DA ALIANÇA
Deus oderna que Moisés desça do Sinai porque o povo 
já havia se desviado para o mal e construído um bezerro 
de ouro para adorar, quebrando a aliança que acabaram 
de firmar com Deus. Deus diz que irá destruir o povo, mas 
ouvindo a súplica de Moisés decide agir com misericórdia. 
Deus renova a aliança com Israel, ordena a construção 
do tabernáculo e sua glória desce ao final da construção.
1 2 - 4
5 - 13 14 - 18
19 - 31 32 - 40
ENXERTADOS.COM.BR
Levítico
CONTEXTO:
O livro de levítico ocorre aos pés do Sinai, 
Deus havia feito uma aliança com o povo, 
mas essa aliança fora quebrada rapida- 
mente, mesmo Deus tendo renovado a 
aliança e construído um tabernáculo para 
habitar no meio do povo, isso trouxe con-
sequências para o relacionamento, ao 
ponto de Moisés não poder sequer aden-
trar no tabernáculo com a glória de Deus 
manifesta. Levítico é Deus providenciando 
um caminho para pessoas pecadoras e 
corruptas viverem em sua santa presença.
OBJETIVO
O tema principal do livro de Levítico 
fica claro na seguinte declaração divina: 
“Porque eu sou o Senhor, que vos fiz subir 
da terra do Egito, para que eu seja vosso 
Deus, e para que sejais santos; porque 
eu sou santo” (Levítico 11:45). O livro de 
Levítico foi dado como um guia para que 
o povo se santificasse para se relacionar 
com o Senhor e como essa relação acon-
teceria. O povo tinha um coração cor-
rupto, era necessário, então, um sistema 
de purificação para que eles sempre se 
lembrem ser necessário ser santo para 
habitar com um Deus santo, o sistema 
levítico fornece um meio para que o povo 
nunca esqueça da santidade de Deus.
Grupo de Livros
Pentateuco
Nº Capítulos
27
Escritor
Moisés
Período
1446-1406 a.c.
LEIS SOBRE AS OFERTAS E SACRIFÍCIOS
Os primeiros capítulos do livro tratam das ofertas e sacri- 
fícios que deveriam fazer. Dois tipos básicos existiam aqui, 
os primeiros como gratidão pelo que Deus tem feito e 
por sua graça e o segundo como oferta de sacrifício pelo 
pecado, pela corrupção e por seus erros para que Deus 
use de misericórdia para com eles. Sempre lembrando que 
Deus é bom, mas que também é justo e abomina o pecado.
CONSAGRAÇÃO DOS LEVITAS
 Narra a consagração de Arão e seus filhos ao sacerdócio 
e a estarem na presença de Deus como representantes do 
povo para Deus e de Deus para o povo. Nos capítulos 21 e 
22 Deus mostra como deveria ser a santidade, integridade 
e qualificações porque nesses capítulos, dois filhos de 
Arão caminham direto para a presença de Deus e violam 
sua santidade, consumidos até a morte por ela.
LEIS SOBRE PUREZA E SANTIDADE DOS ISRAELITAS
São ditas as leis necessárias para se manter a pureza do 
povo sobre coisas que não deveriam ser tocadas que os 
deixariam impuros, todas ligadas a morte, em contraste 
com a pureza de Deus que leva a vida. Também são ditos 
os animais que ao comer os tornariam impuros. Essas leis 
eram símbolos culturais para mostrar aos israelitas que 
a santidade de Deus afeta todas as áreas de suas vidas.
O DIA DA EXPIAÇÃO E OS RITUAIS DE PUREZA
O dia da expiação é estabelecido anualmente para todo o 
povo vir e se arrepender diante do Senhor, isso era além 
dos sacrifícios individuais, uma data para todo o Israel fazer 
expiação pelos pecados. Eles foram chamados para serem 
um povo diferente daqueles que viviam à sua volta. Aqui 
fala também da moralidade e integridade que deveriam 
manifestar nas áreas da vida como a sexual e social.
RITUAIS DE FESTAS
Nesses capítulos, Deus institui as 7 festas anuais para o 
povo judeu. Essas festas (Páscoa, pão sem fermento, 
primícias, pentecostes, trombetas, dia da expiação e 
tabernáculos) são referências a momentos marcantes 
desde a saída da escravidão do Egito até a chegada 
à terra prometida. As festas serviam para sempre fazer 
lembrança de quem eram e quem Deus era para eles.
UM CHAMADO A FIDELIDADE À ALIANÇA
Nos últimos capítulos do livro, Moisés faz um convite a todo 
Israel para serem fiéis ao Senhor e a sua aliança. Dizendo 
também as bençãos de paz e abundância sobre a terra 
que Deus daria caso eles obedecessem fielmente. Ainda 
diz que em caso de desobediência, isso resultaria em um 
desastre e o exílio da terra prometida. É um chamado a 
obediência, mas também um alerta às consequências.
1- 7 8 - 10 (21 - 22)
11 - 15 16 - 20
23 - 25 26 - 27
ENXERTADOS.COM.BR
Números
CONTEXTO:
O livro de Números registra a história do 
povo de Israel durante os quase quarenta 
anos de peregrinação pelo deserto. O 
nome do livro se dá simplesmente pelas 
contagens dos homens de guerra que 
são encontradas em algumas partes do 
livro (Números 1-4; 26). No hebraico o livro 
possuía o nome de “no deserto”.
OBJETIVO
O objetivo principal do Livro de Números 
era encorajar e preparar os israelitas para 
conquistar a Terra Prometida. Ao desen-
volver a história da peregrinação dos isra-
elitas errantes no deserto da primeira à 
segunda geração, o tema central deste 
livro centra-se em chamar o povo de Deus 
para ser fiel a Deus como Seu exército 
santo em Canaã. Nesse sentido, os isra-
elitas de segunda geração devem estar 
atentos aos erros cometidos por seus pais, 
para não repeti-los. Eles devem saber que 
a primeira geração falhou porque eles 
responderam à graça do Senhor com des-
obediência e ingratidão. Agora, é hora de 
as crianças fazerem a coisa certa quando 
os pais fizeram errado; responder fiel-
mente onde seus pais se rebelaram; ter 
sucesso onde seus pais falharam.
Grupo de Livros
Pentateuco
Nº Capítulos
36
Escritor
Moisés
Período
1446-1406 a.c.
A PRIMEIRA CONTAGEM DO POVO
Na primeira parte e de onde sai o nome do livro, acon-
tece um grande censo do povo de Israel, são contados 
os homens de guerra separados por tribo e organizado 
como cada tribo iria estar no acampamento. Foram organi- 
zados com o tabernáculo e os levitas no centro, tendo as 
demais tribos em volta. Tudo isso simbolizando como a 
presença de Deus deveria estar no centro do seu povo.
LEIS SOBRE O RITUAL DE PUREZA E PARTIDA DO SINAI
Nesses capítulos seguem-se as leis que desenvolveram as 
leis de pureza do livro de Levítico. Sendo que a presença 
de Deus está entre eles, todo o esforço deveria ocorrer 
para que o acampamento fosse puro, ou seja, um lugar 
onde Deus pudesse estar. A nuvem de fumaça que cobria 
o tabernáculo se eleva saindo do Sinai e guiando Israel 
para dentro do deserto orientando que o povo seguisse.
A PEREGRINAÇÃO ATÉ PARÃ
Chegam ao deserto de Parã, a meio caminho de Canaã. 
Moisés envia os espiões à terra prometida por conta 
própria. Os relatos deixam o povo em alvoroço e inicia um 
motim contra Moisés. Deus quer destruí-los, mas Moisés 
intercede por eles. Deus não os destrói, mas condena 
aquela geração a peregrinar no deserto até a morte, 
somente seus filhos iriam à terra prometida.
AS REBELIÕES DE CORÁ, MOISÉS E DO POVO
Alguns Levitas liderados por Corá se rebelam contra Moisés 
e Arão. Deus lida severamente com essa rebelião e renova 
seu compromisso com Moisés e Arão. Logo após, Moisés 
se rebela contra Deus e não o santifica no caso da água da 
rocha e teve o mesmo destino do povo de não adentrar à 
terra prometida, também há a rebelião do povo que trouxe 
as serpentes venenosas e a cura pela serpente de bronze.
CHEGANDO ÀS PLANÍCIES DE MOABE
Ao chegarem, a história se concentra na figura de 
Balaão, contratado pelo rei de Moabe para amaldiçoar 
e enfraquecer Israel, temendo o que havia escutado sobre 
eles. Aqui se culmina uma importante lição do livro, em 
meio as rebeliões do povo, Deus permanece fiel as suas 
promessas e os livra como povo, muitas vezes mesmo sem 
eles sequer saberem, como no caso de Balão e Balaque.
A PREPARAÇÃO PARA TRAVESSIA DO JORDÃO
Nessa etapa, o livro se concentra na nova geração de 
Israel, é feito uma nova contagem pelo censo e eles estão 
se preparando para atravessar o Jordão e adentrar à terra 
prometida. Deus concede as vitórias do seu povo sobre 
os inimigos e algumas tribos começam a se estabelecer 
antes do Jordão. Moisés está pronto para entregar suas 
palavras finais de sabedoria e advertência antes de morrer.
1 - 4 5 - 10
11 - 15 16 - 21
22 -25 26 - 36
ENXERTADOS.COM.BR
Deuteronômio
CONTEXTO:
O livro de Deuteronômio contém as últi-
mas palavras de Moisés aos filhos de Israel 
antes de entrarem na terra de Canaã, com 
Josué como líder. O título do livro significa 
“segunda lei” ou “repetição da lei”, pois, 
em seus sermões finais, Moisés repetiu 
aos israelitas muitas leis e muitos manda-
mentos que faziam parte de sua aliança 
com o Senhor.
OBJETIVO
O objetivo era exortar a nova geração 
dos israelitas e lembrá-los de guardar sua 
aliança quando lhes ensinou as conse-
quências tanto da obediência quanto da 
desobediência às leis e aos mandamentos 
do Senhor. Contar a importância de olhar 
para as experiências espirituais passadas e 
lembrar-se de guardar as leis, a aliança e 
os mandamentos do Senhor para terem as 
mesmas promessas de posteridade e pro-
teção que Deus fez aos seus pais. Nesse 
livro Moisés faz uma importante profecia 
que posteriormente se cumpre, de que 
o povo seria infiel, seriam capturados e 
levados ao exílio. Moisés adverte o povo, 
fala sobre a bonança se ser fiel a Deus, 
das consequências de ser infiel e prevê 
que, infelizmente, o povo seria infiel a Ele.
Grupo de Livros
Pentateuco
Nº Capítulos
34
Escritor
Moisés
Período
1446-1406 a.c.
PRIMEIRO E SEGUNDO DISCURSOS DE MOISÉS
No primeiro discurso, Moisés narra a história que acon-
teceu até agora e destaca a rebeldia do povo em com-
paração com a graça e misericórdia de Deus no deserto, 
mostrando que Deus trouxe justiça, mas não abandonou 
as promessas da aliança. O que segue é uma série de 
sermões de Moisés ao povo (Shemá), convocando a 
fidelidade à aliança e relembrando seus mandamentos.
O CÓDIGO DEUTERONÔMICO
Nessa parte do livro temos uma coleção de leis, tendo 
como abertura a adoração de Israel a Deus, centralizado 
em seu templo e também no cuidado aos pobres. Também 
leis sobre as qualidades morais e de caráter dos líderes 
de Israel e sua submissão às leis. Terminando essa sessão 
com várias leis civis sobre casamento, família, negócios, 
legislação, justiça social e mais leis sobre adoração.
TERCEIRO E QUARTO DISCURSOS DE MOISÉS
Moisés dá uma advertência e um ultimato ao povo de 
Israel. Se ouvirem e obedecerem a Deus, tudo dará certo 
na terra que eles vão possuir, mas se não escutarem terão 
fome, desastre, degradação e serão exilados. Moisés 
coloca diante do povo o caminho da morte e da vida e diz, 
escolham, pois, a vida. Porém, diz saber que se rebelarão 
e serão exilados, mas deixa viva a esperança da redenção.
AS ÚLTIMAS DISPOSIÇÕES
Moisés transmite ao povo suas últimas palavras, relem-
bra que não entrará na terra prometida com eles, pois, 
o Senhor o levará. No capítulo 32 fala um último poema 
de advertência a Israel e no capítulo 33 um poema de 
benção para Israel e dali deixa o povo.
O ÚLTIMO DIA DA VIDA DE MOISÉS
No último dia da sua vida, Moisés sobe das campinas de 
Moabe até o monte Nebo. De lá, Moisés avista de longe 
a terra prometida, ao qual peregrinou pelo deserto 40 
anos para levar o povo. Moisés não entra na terra pro-
metida por consequência do seu erro, não santificando 
o Senhor perante Israel e tomando para si a glória que 
somente é devida a Deus.
A MORTE DE MOISÉS
Moisés tinha 120 anos quando morreu, foi sepultado num 
vale na terra de Moabe. O livro de Judas narra que o diabo 
tentou roubar o corpo de Moisés e foi preciso que Miguel 
pelejasse em nome do Senhor para resgatar o seu corpo e 
o levá-lo. Possivelmente satanás quis usar o seu corpo para 
levar o povo a idolatria. Deuteronômio encerra dizendo 
que não houve em Israel profeta como Moisés.
1 - 11 12 - 26
27 - 30 31 - 33
34 34
tendo como principal objetivo mostrar a falha dos israelitas 
como sacerdotes do mundo e as promessas de Deus sendo 
direcionadas até a chegada do Messias.
Nos livros históricos encontramos histórias como a conquista 
da terra prometida, o tempo dos juízes em Israel até o esta-
belecimento da monarquia, o reino unificado de Davi até 
a divisão de Israel em dois reinos diferentes no reinado de 
Roboão, filho de Salomão. Nos livros históricos entendemos 
que o povo de Israel foi se corrompendo mais e mais desdea entrada na terra prometida e falharam diante de Deus, por 
isso, Deus envia seu juízo sobre Israel e ela é destruída por 
povos vizinhos e o povo é levado ao exílio, primeiramente 
o reino do norte pelo império Assírio e posteriormente o 
reino do sul pelo império babilônico, onde permaneceram 
por 70 anos.
Após o período do exílio, o povo é liberto e retorna a Israel, 
prontos para receberem o cumprimento das promessas 
de Deus feitas aos servos do passado como Abraão e Davi, 
porém, Israel retorna do exílio tão corrupta quanto antes 
e entendermos bem o contexto desenvolvido nos livros 
históricos se torna essencial para compreendermos bem 
as palavras dos profetas a Israel e principalmente o destino 
do povo de Deus até o fim dos tempos na vinda do Rei 
Messiânico prometido.
Os Livros Históricos ocupam a maior parte do Antigo Testa-
mento. Eles registram a história do povo de Israel desde a 
conquista da Terra Prometida sob a liderança de Josué, até 
a restauração de Jerusalém após o cativeiro babilônico. 
Isso significa que as narrativas dos livros de história abrangem 
centenas de anos. Durante esse tempo, os livros de história 
também narram os primórdios da monarquia em Israel, 
começando com um reino unificado, depois um reino divi-
dido e a queda dos reinos do norte e do sul pelos impérios 
assírio e babilônico, respectivamente.
Os Livros Históricos são: Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 
Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Rute e Ester. 
Eles são uma continuação natural da história que inicia em 
Gênesis e passa por todo o Pentateuco até a morte de Moisés.
O estudo dos livros históricos é essencial para entendermos 
melhor o desenvolvimento da história do povo de Israel, 
ENXERTADOS.COM.BR
Josué
CONTEXTO:
O livro de Josué leva o nome do per-
sonagem mais marcante do livro. Após a 
morte de Moisés, Josué (Oseias) assume 
a liderança do povo de Israel em busca 
da terra prometida.
Embora existam indícios de que Josué 
tenha escrito boa parte do livro, não se 
afirma com muita certeza que tenha sido 
ele, principalmente porque muitos trechos 
demonstram que outras pessoas podem 
ter contribuído para a construção do livro. 
A tradição Judaica aponta que Josué tenha 
escrito essas partes, mas geralmente pode 
ser considerado um livro anônimo.
OBJETIVO
O livro é uma continuação do Pentateuco 
e retrata a história do povo de Israel 
quando atravessa o Jordão em busca de 
conquistar a terra prometida. Ele narra 
as histórias das guerras e de tudo que 
o Senhor fez pelo povo para dar-lhes a 
terra que prometera e também a divisão 
da terra pelas tribos de Israel.
Mostra que, assim como dito, quando o 
povo era fiel, Deus dava todas as vitórias 
sobre os inimigos, porém, o povo nem 
sempre era fiel a Deus e o juízo vinha.
Grupo de Livros
Históricos
Nº Capítulos
24
Escritor
Josué*
Período
1400 - 1375 a.C 
JOSUÉ É O NOVO LÍDER LEVANTADO POR DEUS
Após a morte de Moisés, Deus chama Josué para liderar 
e em seu primeiro ato convida o povo a obedecer aos 
mandamentos de Deus. Envia espiões à terra, assim como 
Moisés para verificá-la. Os espias fazem uma aliança com 
Raabe que os ajudou em Jericó. Deus abre o rio Jordão 
como fez com o mar e o povo passa com os pés secos 
com a arca da aliança indo à frente do povo.
O POVO ENTRA NA TERRA PROMETIDA
Josué lidera o povo à terra prometida. Celebram a páscoa 
do Senhor e a nova geração é circuncidada. Josué se 
encontra com um guerreiro misterioso que diz ser o Prínci- 
pe dos exércitos do Senhor. Embora Josué pergunte se 
ele estava conosco, a resposta do guerreiro era se o povo 
estava com ele, demonstrando que aquela guerra era de 
Deus contra os Cananeus e o povo seria usado para isso.
AS BATALHAS CONTRA O POVO CANANEU
Narra as duas principais batalhas do povo como um con-
traste da fidelidade de Deus na batalha em Jericó com a 
falha de Israel na batalha contra Ai. Deus entrega Jericó 
ao povo de maneira milagrosa, porém, perdem a batalha 
contra Ai devido à desobediência. Após se arrependerem, 
o Senhor entrega Ai em suas mãos. Deus mostra que para 
herdarem a terra, precisavam ser obedientes a ele.
OUTRAS HISTÓRIAS DE GUERRAS
Esse trecho condensa outras histórias das guerras de Israel, 
conta história da aliança com os Gibeonitas após serem 
enganados e a batalha contra a união dos reis cananeus, 
onde Deus dá uma vitória esmagadora ao seu povo. Con-
clui com um resumo das vitórias que Deus deu a Moisés 
e também a Josué.
JOSUÉ DIVIDE A TERRA ENTRE O POVO
Após anos de batalha, o livro mostra Josué já envelhecido 
e fazendo a divisão da terra entre as tribos de Israel e a 
maior parte dessa sessão do livro mostra as divisões e os 
limites das terras dado a cada tribo. Essa sessão é como 
ler um mapa sem fotos, porém, esse trecho era essencial 
para o povo, principalmente porque cumpre a promessa 
de Deus feita a Abraão.
AS PALAVRAS FINAIS DE JOSUÉ
Ele profere dois discursos, bem alinhados aos discursos de 
Moisés em Deuteronômio. Relembra-os da generosidade 
de Deus e de como Deus entregou os cananeus em suas 
mãos. Chama-os a serem fiel a Deus e a rejeitar os deuses 
dos cananeus e a se lembrarem da aliança com o Senhor, 
pois, se forem fiéis, terão a benção na terra, caso não, 
seriam exilados da terra como os Cananeus.
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ENXERTADOS.COM.BR
Juízes
CONTEXTO:
Leva esse nome devido ao tipo de líderes 
que Israel teve nesse período, não eram 
juízes como conhecemos hoje, eram 
líderes políticos, como chefes tribais. O 
livro de Josué termina com ele convo-
cando o povo à obediência da aliança 
com Deus e o livro de Juízes se inicia 
com a morte de Josué. Após sua morte, 
mostra que Israel fracassa totalmente e faz 
exatamente as coisas que Deus disse para 
não fazerem. Embora a tradição muitas 
vezes aponte Samuel como escritor, não 
há indícios que realmente apontem para 
sua autoria, logo o escritor é anônimo.
OBJETIVO
O livro retrata a história de Israel após 
tomarem posse da terra prometida. Mostra 
a infidelidade do povo, a justiça e a mise- 
ricórdia de Deus praticamente como um 
loop. O povo entrou na terra prometida 
abençoado, mas se desviou dos caminhos 
de Deus, logo, Deus os entrega nas mãos 
dos povos inimigos, o povo clama a Deus 
e Ele envia um juiz sobre o povo para 
libertá-los da opressão. Essa é a narrativa 
do livro que conta a história o povo da 
entrada da terra prometida até quando 
Deus levanta um profeta-juiz-sacerdote, 
chamado Samuel e esse unge um rei sobre 
Israel como o povo tanto queria.
Grupo de Livros
Histórico
Nº Capítulos
21
Escritor
Anônimo
Período
1045-1000* a.C.
A CORRUPÇÃO DO POVO
Josué liderou o povo na conquista das principais cidades 
Cananeias, mas após a divisão da terra, ainda havia mui-
tas cidades para conquistar. Os Cananeus deveriam ser 
expulsos para Israel não se corromper com suas idolatrias 
e costumes, Israel devia ser santo. O povo não cumpre e 
não expulsa os cananeus e acaba se corrompendo com 
eles e caindo em idolatria.
TRÊS BONS JUÍZES EM ISRAEL
No capítulo 2 narra que o povo viveria em uma espiral: 
pecado / opressão / arrependimento / libertação / paz/ 
pecado. Isso ocorre durante todo o livro dos Juízes. A 
história narra que os juízes também se corromperam. 
Os juízes começam com três bons juízes: Otniel, Eúde e 
Débora que libertaram o povo e foram fiéis a Deus, mas 
vemos uma decadência nos próximos.
O INÍCIO DA DECADÊNCIA DOS JUÍZES
Embora existam outros juízes, nesse esboço me concentro 
nos principais que demonstram a corrupção de Israel. Os 
juízes começam a decair e o nosso exemplo é o de Gideão 
que começa bem ao lado do Senhor e ganha uma batalha 
com 300 homens, porém, após suas vitórias, Gideão se 
perde. Gideão mata companheiros israelitas, constrói um 
ídolo de ouro que após a sua morte é idolatrado pelo povo.
OS JUÍZES VÃO DE MAL A PIOR
Eles ficam cada vez piores e os nossos exemplos são de 
Jefté que embora fora um juiz sincero, estava corrompido 
e influenciado pela idolatria e os costumespagãos, até 
sacrificou sua própria filha, já não reconhecia a santidade 
do Deus de Israel. O segundo é Sansão que foi um dos 
piores juízes e era promíscuo, violento e arrogante. É a 
marca do caráter corrompido e sincretizado do povo.
A CORRUPÇÃO GENERALIZADA
Essa sessão conta a história de um israelita chamado Mica 
que constrói um templo privado para adorar a um ídolo, 
inclusive colocando um levita como sacerdote em sua 
casa. Ele é saqueado por um exército enviado da tribo 
de Dã que tacam fogo em uma cidade e assassinam seus 
habitantes, levam o sacerdote e o ídolo para a tribo e 
prestam culto a ele.
TODOS FAZIAM O QUE ERA CERTO AOS SEUS OLHOS
A história final do livro é ainda pior, fala sobre abuso sexual 
e violência que leva a primeira guerra civil de Israel. Essas 
histórias mostram que o povo havia se perdido completa- 
mente e os capítulos finais resumem isso em uma frase: 
“Não havia rei em Israel e todos faziam o que era certo aos 
seus próprios olhos”. Isso conduz Israel para o próximo 
passo da sua história, quando se torna uma monarquia.
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ENXERTADOS.COM.BR
Rute
CONTEXTO:
Embora a tradição muitas vezes aponte 
para Samuel como escritor do livro de 
Rute, a probabilidade é praticamente nula, 
tornando seu autor anônimo.
A história de Rute acontece durante o 
período dos Juízes e fala de um período 
de escassez em Israel, possivelmente 
consequências de seus pecados contra 
Deus. Mostra que uma família se muda 
para Moabe, reino próximo a Israel para 
conseguir alimento e se sustentar mel-
hor, contrariando a vontade de Deus que 
ordenou que o povo não se misturasse e 
que confiasse em sua provisão e sustento. 
OBJETIVO
Conta uma história que mostra como Deus 
está envolvido em nossas histórias, tanto 
nas alegrias quanto nas dificuldades do 
dia-a-dia. É uma história linda, artística 
e projetada de maneira brilhante em 4 
capítulos.
Mostra a fidelidade de Deus apesar 
das nossas escolhas erradas, o cuidado 
de Deus quando pensamos não haver 
solução e o mistério de Deus sendo reve-
lado no coração de pessoas improváveis.
Grupo de Livros
Histórico
Nº Capítulos
4
Escritor
Anônimo
Período
1210 - 1030 a.C
A MUDANÇA PAR AMOABE
Diz que “No período em que os juízes julgavam”, mostrando 
que esse era o período que elas viviam, houve uma fome 
sobre a terra. Então, um homem chamado Elimeleque 
decide se mudar para Moabe, antigo povo inimigo, com 
sua mulher Noemi e seus dois filhos. Em Moabe os filhos 
se casam com moabitas, uma era Rute. Elimeleque e os 
filhos morrem, deixando Noemi e suas noras viúvas. Noemi 
decide voltar para Israel, mas sabendo a dificuldade que 
existia para uma mulher lá, principalmente viúva, diz para 
suas noras voltarem para suas famílias. Rute decide ir com 
Noemi, pois encontrou no Senhor, o Deus verdadeiro.
RUTE E O RESGATADOR DA FAMÍLIA
Em Israel, Noemi e Rute enfrentam os desafios e discutem 
onde encontrariam comida para se alimentarem. Era o 
tempo de colheita da cevada e Rute vai em busca dos 
campos para colher um pouco e acaba colhendo nos 
campos de Boaz, que era parente de Noemi. Boaz ouve 
sobre a história de Rute e mostra grande generosidade a 
ela, permitindo que colha para se alimentar. Rute conta a 
Noemi que descobre que ela conheceu Boaz e se alegra, 
pois, Boaz era o resgatador da família (prática cultural 
que se um homem morrer e deixar para trás a viúva, era 
responsabilidade do resgatador da família casar com ela).
A ESTRATÉGIA PARA SER RESGATADA
As duas traçam um plano para fazer com que Boaz perceba 
a situação de Rute, ela deveria trocar suas vestes de luto 
e usar roupas que demonstrasse que estava disponível. 
Rute vai ao encontro de Boaz e claramente, pergunta 
se Boaz redimirá a família de Noemi e se casar com ela. 
Boaz fica surpresa com a lealdade e o caráter de Rute 
mais uma vez e informa que resgatará Rute. Ela então 
retorna a Noemi e conta tudo que aconteceu, as duas se 
maravilham com tudo que aconcera até ali.
BOAZ O RESGATADOR
Boaz, porém, descobre existir um parente que era ainda 
mais próximo de Noemi e que esse era elegível para 
resgatar a família. Esse parente, porém, descobre que terá 
que casar-se com Rute e decide não ser o resgatador, pois, 
estava de olho somente no que tinham. Boaz conhecia o 
caráter de Rute e sabia ser uma grande mulher, por isso 
decide se casar com Rute, ganhando direito a propriedade 
da família, mas também resgatando a viúva. Assim como 
Rute era leal a Noemi, Boaz também foi. Isso foi uma 
reversão da história, uma simetria entre o início e o fim, 
terminando com uma família próspera e feliz.
1 2
3 4
ENXERTADOS.COM.BR
1 Samuel
CONTEXTO:
Os livros de Samuel foram escritos como 
um volume único e foram posteriormente 
separados em dois volumes diferentes. 
Embora leve o nome de Samuel, a proba- 
bilidade de ter sido Samuel a escrever é 
muito pequena, claro que boa parte do 
livro pode ter sido retirada dos registros 
dele.
O livro de 1 Samuel narra o início da tran-
sição de Israel da liderança dos juízes 
para a monarquia. Samuel era um levita, 
levantado como juiz, o último em israel e 
também era profeta. Samuel foi chamado 
por Deus para ungir o novo rei de Israel. 
Deus não tinha intenção de haver uma 
monarquia, mas pela dureza do coração 
do povo, acabou sendo dessa forma.
OBJETIVO
O objetivo do livro é deixar registrado 
esse período histórico. Mostrar a fideli-
dade de Deus para com seu povo, apesar 
de serem infiéis e corruptos. Depois da 
corrupção moral dos israelitas no período 
dos juízes, o povo precisava de um líder 
que fosse fiel a Deus e o livro de Samuel 
nos apresenta essa transição e como Deus 
fez. O livro basicamente conta a história 
de Samuel, Saul e Davi.
Grupo de Livros
Histórico
Nº Capítulos
31
Escritor
Incerto
Período
1000-900 a.c.
A HISTÓRIA DE SAMUEL
O povo estava em caos devido ao período dos Juízes. 
A história começa com Ana que era triste por não poder 
ter filhos, mas Deus a faz dar à luz a um filho chamado 
Samuel. Samuel é levado para servir no tabernáculo cor-
rompido pelas más condutas de Eli e seus filhos. Samuel 
acha graça aos olhos de Deus, cresce ao lado do Senhor 
e se torna um grande profeta e líder em Israel.
O LEVANTE DOS FILISTEUS
Paralelamente os filisteus crescem e assumem o poder 
de suas regiões. Israel sai em batalha contra eles e por 
presunção e orgulho levam a arca da aliança como um 
amuleto ou algo mágico. Israel perde a batalha, os filhos 
de Eli morrem e arca é roubada. Deus derrota os filisteus 
sem o povo lançando pragas sobre eles, até que eles 
devolvem a arca. O povo se arrepende e retorna a Deus.
O POVO CLAMA POR UM REI
Após um breve período de arrependimento, o povo rejeita 
novamente o Senhor e Israel pede a Samuel para ter um 
rei como os outros povos. Samuel consulta a Deus e Ele 
diz que os motivos eram errados, mas se querem, dá-lhes 
um. Saul se torna o rei que aos olhos do povo era o ideal, 
pois, era alto, bonito e valente. Saul vence diversas bata-
lhas, mas suas falhas de caráter acabaram sobressaindo. 
A DESOBEDIÊNCIA DE SAUL E O NOVO REI
Saul era um homem altivo e orgulhoso, apesar do seu 
bom perfil físico para o reinado, seu coração era ruim e 
corrompido. Saul amou o reino sem amar o Rei e isso fez 
com que ele desobedecesse ao Senhor. Samuel o con-
fronta e diz que um rei deveria ser humilde e fiel a Deus, 
coisa que ele não era, por isso Deus retiraria o reino de 
Saul e daria a outro rei que fosse segundo o seu coração.
DAVI É O REI SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS
Samuel ungiu o novo rei, um menino franzino e de aparên-
cia singela, muito diferente de Saul, mas Davi era um 
homem humilde e fiel que confiava no Senhor. Um dia 
levou mantimentos para os irmãos quando se depa-
rou com o desafio de Golias. Não temeu e se dispôs a 
enfrentá-lo e Deus entrega Golias a Davi. A fama de Davi 
cresceu, ele serviu a Saul e crescia na graça do povo.
SAUL CONTRA DAVI
A fama de Davi começou a sobressair a de Saul e isso lhe 
causou ciúmes.Saul, atormentado por espíritos, decide 
matar Davi, porém, ele foge, o que dá início a uma caçada. 
Ao tempo que Saul o perseguia, Davi arrumava aliados e o 
povo se voltava para ele contra as loucuras de Saul. Davi 
não se volta contra Saul e confia que Deus em seu tempo 
fará tudo. Saul morre em uma batalha contra os Filisteus.
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ENXERTADOS.COM.BR
2 Samuel
CONTEXTO:
O livro de 2 Samuel é uma continuidade 
do livro de 1 Samuel, conforme informado, 
eles eram um volume único. A história dos 
dois livros são coerentes juntos, como 
uma história contada.
OBJETIVO
O livro busca mostrar a história do reinado 
de Davi, seus acertos, suas falhas, mas prin-
cipalmente, a fidelidade de Deus mesmo 
quando não somos fiéis. O livro mostra 
que até os grandes homens são passíveis 
de falhas, mas Deus pela sua graça não 
nos imputa o que realmente merecíamos, 
mas nos trata com misericórdia.
Deus é dono de toda a história e nada 
pode fugir do seu controle, precisamos 
confiar mais em suas promessas, assim 
como Davi, que mesmo falhando, nunca 
deixou de depositar sua esperança no 
Senhor. Davi cometeu erros que podemos 
dizer que foram maiores que os de Saul, 
porém, Davi tinha um coração voltado 
para Deus e se arrependeu, sua humil-
dade fez com que Deus lhe desse graça 
e não retirasse o reino assim com o fora 
feito a Saul.
Grupo de Livros
Histórico
Nº Capítulos
24
Escritor
Incerto
Período
1000-900 a.c.
O CRESCIMENTO DO REINADO DE DAVI
Começa após a morte de Saul e Davi lamentando 
sobre sua morte e de Jônatas. O reinado de Davi cresce 
bem-sucedido, vencendo muitas batalhas e com todas as 
tribos pedindo para que o reino fosse unificado e ele ser 
rei sobre eles. Davi conquista Jerusalém, muda seu nome 
para Sião e a torna a capital do seu reinado e também a 
capital religiosa ao levar a arca da aliança para a cidade.
UMA IMPORTANTE CHAVE BÍBLICA
Davi estabelece uma casa para Israel e deseja que Deus 
tenha uma casa, mas Ele diz que Davi não construiria, 
mas seu filho. Deus diz que, na verdade, foi Ele quem 
construiu um reino para Davi e ele seria eterno, pois sua 
descendência sempre estaria no trono. Essa promessa 
se cumpre em Jesus e também cumpre a feita a Abraão 
que na descendência dele seria abençoada toda a terra.
OUTRAS GUERRAS E MEFIBOSETE
Neste trecho acontecem diversas outras guerras e Deus 
dá a vitória a Davi. Davi pergunta se existia ainda alguém 
da casa de Jônatas para ele fazer o bem, um servo então 
avisa que há um chamado Mefibosete. Davi manda o 
chamar e honra Mefibosete por amor que tinha por Jônatas 
e sua família.
O PECADO DE DAVI
Davi se ausenta da guerra e ao ficar em casa, avista do 
terraço Bateseba que era casada com Urias, estimado 
guerreiro do exército. Ele a deseja, a procura e se deita com 
ela. Bateseba engravida e Davi para resolver o problema, 
ordena que Urias seja morto para ele se casar com ela. O 
profeta Natã confronta Davi e ele arrependido assume o 
seu pecado e Deus o perdoa, mas não sem consequências.
AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO DE DAVI
Natã afirma “não se apartará a espada jamais da tua casa” e 
isso ocorre. Absalão, filho de Davi mata seu irmão Amnon, 
por ele estuprar sua irmã Tamar. Absalão foge, mas depois 
retorna e organiza uma rebelião contra Davi e assume o 
reino. Quando Absalão morre em batalha, Davi retorna 
como um homem velho e destroçado, triste com a morte 
do filho, reassume o trono e termina seus dias triste.
O FIM DE UMA HISTÓRIA E A ESPERANÇA
Os últimos capítulos trazem algumas histórias e contrastes 
como o da falha de Saul que prejudicou os Gibeonitas e 
trouxe problemas, mas também da de Davi que prejudicou 
Israel e trouxe problemas. Um Davi fraco em contraste 
com seu início forte, mas, Davi relembra da graça de Deus 
e da sua fidelidade, de suas promessas de um reino que 
seria eterno e sem falhas, e da eterna aliança com Deus.
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ENXERTADOS.COM.BR
1 Reis
CONTEXTO:
Assim como Samuel, embora em nossa 
bíblia estejam separados, os livros de 1 e 
2 Reis eram um volume único que conta 
uma história unificada. Sua autoria também 
é anônima, não há indícios fortes de pos-
síveis autores.
A história de 1 Reis começa no mesmo 
tempo onde se encontra o capítulo 7 do 
livro de 2 Samuel, onde Deus promete que 
da linha de Davi viria um rei messiânico 
que estabeleceria o reino sobre as nações 
e cumpriria as promessas feitas a Abraão.
OBJETIVO
O objetivo é apresentar a história dos 
reis de Israel, seus erros, seus acertos e 
mostrar que nenhum rei que veio depois 
de Davi conseguiu cumprir essa promessa 
que Deus havia feito a Davi no capítulo 7 
de 2 Samuel. Além de não conseguirem, 
eles levam a nação de Israel ao desastre.
O livro começa no reinado de Salomão e a 
prosperidade em Jerusalém, e termina em 
2 Reis com a destruição de Jerusalém e o 
povo sendo levado ao exílio Babilônico, 
assim como previsto por Moisés e Josué.
Grupo de Livros
Histórico
Nº Capítulos
22
Escritor
Anônimo
Período
560-538 a.c.
O REINADO DE SALOMÃO
Inicia com Davi fazendo a transição do reino a Salomão, 
mandando que ele cumpra os mandamentos de Deus, mas 
conspirando assassinatos para manterem o reino. Salomão 
pede sabedoria a Deus e é concedida de forma notável. 
Ele reina sobre Israel com sabedoria, constrói o templo, 
conforme Deus prometera a Davi, e também um palácio. 
O período ficou conhecido como a “era de ouro de Israel”.
A QUEDA DE SALOMÃO
Salomão acabou se tornando um homem ganancioso e 
com fome de poder, adquire muita riqueza e também 
muitas mulheres estrangeiras, fazendo aliança com ou- 
tros povos e isso o leva aderir aos seus ídolos e cometer 
idolatria. Ele institui o trabalho escravo em seus projetos. 
Todas essas coisas são proibidas por Deus em sua lei. 
Salomão termina sua vida com esse triste relato.
ISRAEL DIVIDIDO EM DOIS
Começa com o filho de Salomão, Roboão seguindo os 
passos do pai. Cheio de ganância e fome de poder, tenta 
aumentar os impostos do trabalho escravo, mas sob a 
liderança de Jeroboão, as tribos do norte se rebelam 
contra ele, rejeitam a ideia, se separam em um novo reino. 
O reino do sul, Judá com Benjamin, e o reino do norte, 
Israel com as demais tribos.
REIS RUINS LEVAM O POVO A IDOLATRIA
Jeroboão tentou evitar que o povo descesse ao reino de 
Judá para adorar no templo, com medo do povo se voltar 
contra ele. Jeroboão constrói dois templos no reino do 
norte e coloca duas estátuas de bezerros de ouro para 
que o povo adorasse a Deus nesses templos (veja Êxodo 
32). Jeroboão e Roboão estabelecem idolatria em seus 
reinos, e muitos reis continuam o padrão.
ACABE E JEZABEL X ELIAS
Levantou-se mais um rei iníquo no reino do norte e Deus 
levanta também um profeta chamado Elias para con-
frontá-lo e trazê-lo ao arrependimento. Elias faz com que 
haja uma seca na terra, revive o filho da viúva dentre os 
mortos e com grande poder de Deus, Elias compete com 
os sacerdotes de Baal e mostra quem é Deus. Jezabel, 
mulher do rei Acabe e seguidora de Baal, tenta matar Elias. 
ELIAS FOGE DE JEZABEL
Elias viaja para o Monte Horebe fugindo de Jezabel, onde 
o Senhor fala com Ele por meio de uma voz mansa e deli- 
cada. Elias se encontra com Eliseu, que o sucederá como 
profeta. Elias profetiza a morte de Acabe e de Jezabel. 
Depois da morte de Acabe, Acazias, o filho de Acabe, 
reina em iniquidade e mantém o mesmo padrão dos 
antigos reis de Israel.
1 - 8 9 - 11
12:1 a 12:25 12:26 a 16
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ENXERTADOS.COM.BR
2 Reis
CONTEXTO:
O livro de 2 Reis é uma continuação natu-
ral do livro de 1 Reis já que antes eram 
apenas um volume, separados muito pos-
teriormente.
OBJETIVO
O objetivo é continuar os relatos dos Reis 
de Israel e Judá, a intervenção de Deus 
por meio dos profetas, a invasão e o exílio 
babilônico como consequência de todo 
o pecado de Israel.
A história de do livro dos Reis é muito 
importante para entender toda a continu- 
ação da bíblia, principalmente a palavra 
dos profetas queacusaram Israel do seu 
pecado e anunciaram o juízo, bem como 
a esperança de que o Rei Messiânico viria 
em contraste com os reis caídos de Israel.
Grupo de Livros
Histórico
Nº Capítulos
25
Escritor
Incerto
Período
560-538 a.C.
A SUCESSÃO DE ELIAS POR ELISEU
Elias é transladado ao céu e Eliseu inicia seu ministério. 
Judá e Israel se unem numa guerra contra Moabe e são 
vitoriosos. O ministério de Elias e Eliseu são marcados por 
muitos sinais, mas que não conseguiram levar os reis de 
Israel ao arrependimento. O Senhor cura Naamã, o capitão 
sírio, de sua lepra. Israel sofre com a fome. Jezabel é morta 
e a casa de Acabe é destruída. Eliseu morre.
A QUEDA DO REINO DO NORTE E O EXÍLIO
Muitos dos reis de Israel governam em iniquidade. O rei 
da Assíria invade e destrói o reino do norte e leva muitos 
israelitas cativos. No reino do sul, Acaz governa em iniqui-
dade. As idólatras dez tribos de Israel são levadas para o 
cativeiro pelo rei Sargom da Assíria e as 10 tribos do norte 
são espalhadas pela terra (até hoje as tribos estão perdi-
das, embora alguns descendentes foram encontrados].
UM REI JUSTO EM JUDÁ
Em paralelo, o rei Ezequias reina em Judá com retidão, 
obedecendo ao Senhor e eliminando os locais dedicados 
à adoração de deuses falsos. Graças à fé e à confiança no 
Senhor manifestadas pelo rei Ezequias, um anjo destrói o 
exército assírio, cumprindo uma profecia de Isaías.
UM REI TERRÍVEL EM JUDÁ
Após a morte de Ezequias, reinou seu filho Manassés. Ficou 
conhecido por ser o pior rei de Judá, e reinou por 55 anos. 
Manassés abraçou a idolatria ao ponto de introduzir ídolos 
no Templo do Senhor em Jerusalém. Se não bastasse isso, 
ele ainda ofereceu sacrifícios humanos, fazendo com que 
seus filhos passassem pelo fogo no vale de Hinom. No 
final da vida se arrependeu e restaurou Israel da idolatria.
UM REINADO CURTO E UM REI JUSTO
O filho de Manassés reina em seu lugar e segue o caminho 
mau do pai, porém, reina por pouco tempo, pois foi 
morto em uma conspiração. Seu filho Josias reinou em 
seu lugar. O justo rei Josias repara o templo, e o livro 
da lei é encontrado. Josias lê o livro da lei para o povo, 
elimina os locais dedicados à adoração de deuses falsos 
e reinstitui a Páscoa. Josias é morto em batalha.
A QUEDA DE JERUSALÉM E O EXÍLIO BABILÔNICO
A Babilônia invade Judá e leva muitas pessoas para o 
cativeiro, também o Rei Joaquim e os itens do templo. 
Depois Nabucodonosor invade novamente os demais 
cativos inclusive o rei Zedequias e destrói Jerusalém. Após 
muitos anos, o rei Joaquim de Judá é libertado da prisão, 
sendo-lhe permitido viver seus últimos dias com relativa 
paz e conforto na Babilônia. Israel é exilado na por 70 anos.
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ENXERTADOS.COM.BR
1 e 2 Crônicas
CONTEXTO:
O livro de 1 e 2 Crônicas, assim como os 
anteriores, era um único livro que foi pos-
teriormente dividido em dois volumes. As 
histórias desses livros são muito parecidas 
com as histórias contidas nos livros de Reis, 
porém, alguns detalhes são acrescidos. 
A tradição e alguns indícios apontam para 
autoria de Esdras, como os indícios são 
bons, gostamos de pensar que foi real-
mente produzido por ele. O contexto e 
os objetivos são muito parecidos com os 
livros de Reis.
OBJETIVO
O objetivo é apresentar a história de Israel. 
Crônicas é praticamente um compilado 
dos demais livros judaicos. Ele tem ele-
mentos desde o Gênesis e passa pelos 
demais livros. Ele narra histórias até o povo 
sair do exílio, embora muita coisa seja 
repetida dos livros anteriores, Crônicas 
merece uma leitura cuidadosa.
O autor de Crônicas marcou as genealo- 
gias do povo de Israel como evidência e 
registro para que isso não se perdesse, 
enfatizando as linhas que dariam ao Rei 
Messiânico e também a linhagem dos 
sacerdotes. Isso foi muito importante para 
história dos judeus.
Grupo de Livros
Histórico
Nº Capítulos
29 + 36
Escritor
Esdras
Período
520-400 a.C.
REGISTRO DAS GENEAOLOGIAS DE ISRAEL
Registradas as genealogias dos patriarcas e dos filhos 
de Jacó, entre outras genealogias importantes. Embora 
tenha uma leitura enfadonha, essas genealogias são muito 
importantes como registros históricos e comprovações, 
inclusive utilizadas no novo testamento.
AS HISTÓRIAS DA VIDA DE DAVI
As histórias de Davi em Crônicas são muito parecidas com 
as contadas em Samuel e Reis, porém, a diferença é que o 
autor de Crônicas decidiu ocultar as histórias que mostram 
que Davi foi fraco e falhou, como a perseguição por Saul 
no deserto, o adultério com Bateseba e o assassinato de 
Urias. O foco são boas histórias da vida de Davi, contendo 
ainda novas histórias que reforçam seu caráter positivo, 
como, por exemplo, ele fazendo preparativos para a cons-
truçao do templo, comparando-o a Moisés. O autor está 
buscando criar uma imagem de Davi para projetar que o 
Messias esperado seria alguém como ele, isso também é 
encontrado no livro de Jeremias, por exemplo.
OS REIS QUE REINARAM EM JERUSALÉM
Assim como em 1 Crônicas, o foco continua sendo em 
Davi, por isso que toda a parte em que menciona os reis 
depois de Davi e Salomão se concentra apenas nos reis 
que eram da linhagem de Davi e reinaram no reino do 
Sul, omitindo todos os reis do norte. Isso também faz 
com que tenhamos muito material novo sobre esses 
reis de Judá, com destaques especiais aos reis que eram 
obedientes a Deus e acrescenta muitas novas histórias 
como a obediência leva ao sucesso e a benção. Adiciona 
também novas histórias sobre reis que foram infiéis a Deus 
e não seguiram as leis e suas consequências que levaram 
ao exílio de Israel. Toda essa seção é praticamente um 
estudo de caráter para mostrar as gerações que devem 
ser fiéis a Deus e as leis.
O RETORNO DO EXÍLIO
A conclusão do livro também é única, ele conta a história 
de que o rei dos persas, Ciro, deixa que o povo de Israel 
parta e retorne a sua terra de origem para reconstruir a 
cidade e o templo. O livro termina com uma frase incom-
pleta de Ciro: “Quem estiver entre todo o seu povo, que 
o Senhor Deus esteja com ele e deixe o subir…”.
1C: 1 - 9 1C: 10 - 29
2C: 1 - 35 2C: 36
ENXERTADOS.COM.BR
Esdras e Neemias
CONTEXTO:
Esdras e Neemias também eram unidos 
em um volume único e foram separados 
e renomeados posteriormente. A história 
é única e coerente que conta a história do 
povo após a permissão da saída do exílio.
Há alguns indícios que apontam que 
o autor foi o próprio Esdras, a tradição 
também entende que foi, por isso, a 
autoria é geralmente atribuída-lhe, mas 
embora gostemos de pensar que foi ele, 
boa parte do livro teria sido escrito por 
outra pessoa.
OBJETIVO
Os livros trazem um relato da volta de 
três grupos de judeus da Babilônia para 
Jerusalém, para reconstruírem o templo, 
sua comunidade e os muros. Ele mostra 
que apesar de tanto tempo no exílio, Deus 
guardou o seu povo e manteve acesa a 
chama de querer retornar à aliança, a Deus 
e suas promessas.
O retorno de cada grupo teve um consi- 
derável espaço de tempo de 57 anos entre 
o primeiro e o segundo grupo e de mais 
12 anos até o retorno do terceiro grupo.
Grupo de Livros
Histórico
Nº Capítulos
10
Escritor
Esdras
Período
520-400 a.C.
O PRIMEIRO GRUPO A RETORNAR DO EXÍLIO
Cumprindo a uma profecia, o rei Ciro, da Pérsia, per-
mite o retorno dos judeus, que viviam na Babilônia, para 
reconstruírem o templo. Sob o comando de Zorobabel, 
o líder judeu da região, e Jesua, o sumo sacerdote, os 
judeus reconstroem primeiramente o altar do templo. Eles 
iniciam a reconstrução do templo, mas são obrigados a 
parar devido às queixas dos samaritanos ao rei da Pérsia.
RETORNANDO A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO
Depois de muitos anos de interrupção nas obras do templo, 
Zorobabel, Jesua e os Profetas Ageu e Zacarias assumem a 
liderança na retomada da reconstrução do templo. Dario, 
o rei da Pérsia naquela época, reconfirma a deliberação do 
rei Ciro para os judeus reconstruírem o templo. O templo 
é concluído e dedicado ao Senhor.
O SEGUNDO GRUPO A RETORNARDO EXÍLIO
Esdras recebe do rei Artaxerxes a incumbência de guiar 
outro grupo de judeus até Jerusalém. A intenção dele era 
trazer a renovação espiritual e social de Judá. Ele descobre 
que muitos judeus, inclusive líderes, desobedeceram ao 
Senhor ao se casarem com não israelitas que praticavam 
a idolatria. Muitos culpados se arrependem e abandonam 
suas mulheres, mas Deus não havia pedido isso.
O TERCEIRO GRUPO A RETORNAR DO EXÍLIO
Neemias que servia de copeiro do rei da Pérsia, jejua e 
ora ao saber que os judeus em Jerusalém estão sofrendo 
e que os muros em volta da cidade foram derrubados. 
Artaxerxes concede a Neemias que volte e reconstrua os 
muros. Ele viaja a Jerusalém e lidera os judeus na recons-
trução, apesar da oposição. Eles negam o sacerdócio a 
levitas que não conseguem comprovar a genealogia.
O POVO SE ARREPENDE DOS SEUS PECADOS
Esdras lê em voz alta e interpreta a lei de Moisés para os 
judeus. O povo chora quando ouve a leitura em voz alta 
das escrituras. Eles jejuam e confessam seus pecados 
perante o Senhor. Alguns judeus contam a história dos 
israelitas e algumas bênçãos recebidas de Deus desde 
Abraão até seus dias. O povo faz o pacto de voltar a 
cumprir a lei do Senhor e apenas casar entre o povo.
A MORTE DE MOISÉS
Os muros de Jerusalém são concluídos e o povo dá graças 
a Deus. Neemias sai de Jerusalém por vários anos e, durante 
sua ausência, os judeus em Jerusalém começam a quebrar 
a aliança e a negligenciar a lei de Moisés. Neemias volta 
e ajuda o povo a guardar a aliança limpando o templo, 
reinstituindo a observância do Dia do Senhor e ensinando 
ao povo sobre o casamento na aliança.
Esdras 1 - 4 Esdras 5 - 6
Esdras 7 - 10 Neemias 1 - 7
Neemias 8 - 10 Neemias 11 - 13
ENXERTADOS.COM.BR
Ester
CONTEXTO:
O livro de Ester tem a autoria anônima, 
mas a história ocorre no período do exílio 
babilônico, cerca de 100 anos do início do 
exílio. Embora os Judeus já haviam retor-
nado do Exílio, como Esdras e Neemias, 
muitos não haviam retornado e viviam em 
uma comunidade chamada Susã.
Uma curiosidade do livro de Ester é que 
não faz referência a Deus, embora Ele 
esteja subjacente em toda a história.
OBJETIVO
O livro de Ester traz um exemplo excelente 
do poder e da influência para o bem que 
uma pessoa pode exercer. Na condição 
de judia exilada na Pérsia, Ester chegou à 
alta posição de rainha da Pérsia e depois 
se viu diante da possibilidade de ser exe-
cutada com o restante de seu povo. Ao 
estudarem esse livro, os alunos vão apren-
der sobre a importância de agir com cora-
gem em situações aterradoras e como 
desenvolver confiança em Deus.
É uma história marcante que mostra a 
soberania de Deus sobre o seu povo, tanto 
para executar a sua vontade quanto para 
guardar, proteger e livrá-lo de todo o mal.
Grupo de Livros
Histórico
Nº Capítulos
10
Escritor
Anônimo
Período
520-400 a.C
A GRANDEZA DO REI E RAINHA VASTI
Começa com o rei da Pérsia fazendo dois grandes ban-
quetes que duram 187 dias, tudo pelo propósito de exibir 
sua grandeza e esplendor. No último dia ele está bêbado 
e pede que sua rainha venha a presença dele para exi-
bi-la e ela se nega. Ele destitui Vasti como rainha e realiza 
um concurso de beleza para encontrar uma rainha, aqui 
conhecemos Ester e Mardoqueu, ela participa e vence.
MARDOQUEU X HAMÃ
Hamã era um Agagita que alçou a um cargo muito impor-
tante no reino Persa. Ele gostava de ser exaltado e re- 
verenciado no reino. Mardoqueu, primo de Ester e pai 
adotivo, recusa-se a inclinar-se perante Hamã. Como 
resposta, Hamã elabora um plano para destruir os judeus 
do reino e faz um banquete com o rei para comemorar 
o plano elaborado. 
ESTER CONTA O PLANO DE HAMÃ AO REI
Os judeus lamentam-se, choram e jejuam para serem pou-
pados. Ester e Mardoqueu criam um plano onde Ester reve-
lará sua identidade judaica ao rei para reverter o decreto, 
mas aproximar-se do rei sem convite é o ato que merece 
a morte. Ester arrisca a própria vida apresentando-se ao 
rei sem ser convidada. O rei a recebe com bondade e 
concorda em participar de um banquete com Hamã.
UMA GRANDE REVIRAVOLTA NA HISTÓRIA
Ester faz um banquete e pede que eles retornem no dia 
seguinte para outro. Hamã bêbado vê Mardoqueu e 
pede para ser construída uma lança de madeira para que 
Mardoqueu seja morto nela. O rei não consegue dormir 
e ao ler as crônicas descobre que sua vida foi salva por 
Mardoqueu em uma conspiração. Quando Hamã chega 
para pedir a morte de Mardoqueu, o rei diz para honrá-lo.
ESTER CONTA O PLANO DE HAMÃ AO REI
No segundo dia do banquete, Ester revela ao rei que era 
judia e que Hamã promulgou um decreto para matar a ela, 
Mardoqueu que havia salvo sua vida e todos os judeus. 
O rei bêbado ouvindo isso, enfurecido ordena que Hamã 
seja morto na mesma lança que ele mandou erguer para 
matar Mardoqueu. Essa é mais uma das reviravoltas, mas 
que não resolve o problema do decreto.
OS JUDEUS GANHAM O DIREITO DE LUTAR PELA VIDA
Eles descobrem que o rei não poderia voltar em um 
decreto que havia sido selado. Ele ordena que Mardo-
queu promulgue outro decreto ordenando que os Judeus 
se defendam e destruam os inimigos que se voltassem 
para matá-los. Os judeus fazem festa, Mardoqueu vira o 
segundo no reino e os judeus pelejam contra os inimigos 
e alcançam a vitória pela graça do Senhor.
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Ascenção doImpério Assírio Ascenção do Império Babilônico
Ascenção do Império Persa
Os livros poéticos, também são conhecidos como livros de 
sabedoria, trazem conceitos, ensinamentos e demonstrações 
do bom funcionamento de tudo que Deus criou. Eles servem 
para nos exortar, nos direcionar e fazer com que alcancemos 
aquilo que Deus quer para nós. Todos os livros se baseiam na 
premissa máxima do temor ao Senhor, desde Jó que deveria 
temer ao Senhor simplesmente e não questionar a sua justiça, 
até Cantares que mostra a necessidade de entendermos que 
o amor é dádiva de Deus e que devemos nos portar zelosos 
a tudo que recebemos por sua graça.
Grandes ensinamentos e sabedoria que nos ajudam a entender 
o que Deus requer de nós para sermos íntegros, honestos e 
mais parecidos com o seu caráter eterno e imutável. É disso 
que se trata os livros poéticos da bíblia.
Os Livros Poéticos são: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes 
e Cantares.
A literatura poética era muito comum nos tempos bíblicos 
e utilizada para produzir todos os tipos de materiais de 
ensinamentos, exortação e até mesmo de poesia pura e 
sem objetivo final. Embora em várias partes da bíblia encon-
tramos o estilo poético nos escritos, principalmente quando 
nos atentamos para os livros proféticos, esses 5 livros são 
compilações de muitos séculos de sabedoria em forma de 
poesia que nos trazem verdades riquíssimas e, por isso, foram 
classificados como poéticos, mesmo não sendo os únicos 
materiais poéticos da bíblia.
No passado, os escritos e narrativas de Salomão, considera- 
do o homem mais sábio daqueles tempos, foi insumo para 
produção de diversos outros escritores. Vemos que a sua 
cultura de se buscar sabedoria foi amplamente divulgada e 
conhecida no mundo todo, influenciando muitas mentes e 
fazendo com que muita literatura de sabedoria em forma de 
poesia fosse produzida. Exceto o livro de Jó que possivel-
mente foi escrito muito antes de Salomão, os demais livros 
poéticos são influência direta dele ou, de fato, produzidos 
pelo próprio Salomão.
ENXERTADOS.COM.BR
Jó
CONTEXTO:
O livro de Jó é único na bíblia e conta uma 
história que acontece distante de Israel, 
na terra de Uz. Nem Jó e nem os demais 
personagens são israelitas e também não 
sabemos o período específico onde a 
história ocorreu. Embora alguns estudio-
sos apontem para Moisés como escritor 
do livro, é apenas uma aposta e não há 
indícios da autoria do livro, a data de pro-
dução também é bem incerta.
OBJETIVO
O objetivo é apresentar uma história 
que consideramos verdadeira, porém, 
em forma de poesia. O livro apresenta 
de forma incrível grandes perguntas da 
humanidade como: “por que Deus per-
mite que pessoas boas sofram?”, mas o 
livro não responde a essas perguntas. A 
ideia central da maior parte do livro gira 
em torno de algumas perguntas profun-
das sobre a justiça de Deus: “Deus é real-
mente justo?” e “Deus opera o universo 
com princípios de justiça?”. As respostas 
para a justiça de Deus acontecem no livro, 
porém, a razão para o sofrimento de Jó 
não é revelada. O livro é um convite para 
confiarmos na soberania, na onisciência 
e no amor de Deus e não naquilo que as 
nossas mentes conseguem medir. O livro 
é sobre Deus e não sobre Jó.
Grupo de Livros
Poéticos
Nº Capítulos
42
Escritor
Anônimo
Período
970 - 586 a.C*
UM HOMEM JUSTO CHAMADO JÓ
Jó é apresentado como homem justo, humilde e que honra 
a Deus. Então somos transportados para a região celestial 
onde Deus está em sessão e aparece Satanás (acusador), 
Deus apresenta Jó como um homem justo e satanás diz 
que Jó tem tudo, por isso, seria justo e fiel. Deus permite 
que Satanás retire tudo de Jó para mostrar que continuaria 
fiel. Jó, agora sem nada, é encontrado por três amigos.
O DEBATE ENTRE JÓ E SEUS TRÊS AMIGOS
A maior parte do livro é um debate entre Jó e seus ami-
gos, argumentos são colocados e contrariados entre as 
partes. Jó defende ser inocente e que seu sofrimento não 
provém da justiça divina, logo Deus não é justo, ou Deus 
não governa o mundo com princípios justos. Os amigos 
de Jó argumentam que Deus é justo e governa o mundo 
com justiça, logo, Jó não seria inocente do sofrimento.
O PROTESTO DE JÓ PERANTE DEUS
Jó está muito confuso emocionalmente e em muitos 
momentos acusa Deus de ser injusto e de ser um valentão 
que não liga de fazê-lo sofrer e de ter orquestrado a injustiça 
do mundo. Enquanto Jó acusa Deus, sente-se mal por falar 
isso, pois quer acreditar que Deus é verdadeiramente justo 
e verdadeiro. Jó então se declara justo e exige que Deus 
apareça pessoalmente para se explicar.
O QUARTO AMIGO DE JÓ
Um quarto amigo aparece na história, Eliú, e seu argumento 
é parecido com os demais amigos ao dizer que Deus é justo 
e governa o mundo com justiça, porém, o sofrimento não 
seria culpa de Jó. A conclusão de Eliú é que o sofrimento 
de Jó poderia ser um aviso para evitar pecados no futuro 
ou para moldar o caráter de Jó. Diz para Jó parar de acusar 
a Deus. Cansado, Jó nem sequer o responde.
DEUS RESPONDE A JÓ PESSOALMENTE
Deus aparece e sua primeira resposta é da acusação de 
ser injusto. Ele leva Jó em um passeio pelo universo e 
mostra a complexidade de tudo e pergunta se Jó estava lá 
vendo o criar e controlar todas as coisas. Jó e seus amigos 
buscavam chegar a uma conclusão de um mero ponto de 
vista humano. Deus mostra que tudo é complexo e nossa 
capacidade humana é limitada. Devemos confiar nEle.
JÓ SE ARREPENDE E É RESTAURADO
Jó reconhece que passou dos limites e pede perdão. Deus 
diz que os amigos de Jó estavam errados, que suas ideias 
sobre a justiça eram pequenas e não descreviam a Deus 
corretamente. Deus aprova a conduta de Jó ir até ele, 
mesmo errado, buscou a resposta e o entendimento nEle. 
A história termina com Jó restaurado, não por ele merecer, 
mas como uma demonstração da bondade de Deus. 
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ENXERTADOS.COM.BR
Salmos
CONTEXTO:
O livro dos salmos é uma coleção de 150 
antigos poemas hebraicos, canções e 
orações que vem de todos os períodos 
diferentes da história de Israel. A maio-
ria desses poemas são de Davi (73), mas 
também há poemas de Asafe (12), Filhos 
de Corá (11), outros líderes de adoração 
do templo (2), Salomão e Moisés (3) e de 
pessoas anônimas (49). O compilador do 
livro não é mencionado, mas entende-se 
que ocorreu em algum momento durante 
a saída do exílio babilônico. O livro é divi-
dido entre uma introdução e um final, e 
no centro uma divisão em 5 livros temas.
OBJETIVO
Embora possa parecer, ele não era um livro 
de música. Na verdade, quem compilou 
o livro o disponibilizou de uma forma 
lógica e intencional para demonstrar 
verdades impressionantes sobre Deus, 
seus sofrimentos e a esperança do Reino 
Messiânico. Os poemas são colocados em 
uma ordem intencional para apresentar 
algo específico. O grande objetivo do livro 
de salmos é apresentado logo no início 
de ser o livro de oração do povo de Deus 
com o intuito de ser fiel e guardar a Torá 
e aguardar a chegada do prometido Rei 
Messiânico (Jesus). O livro é recheado de 
lamentos, celebrações, fé e esperança.
Grupo de Livros
Poéticos
Nº Capítulos
150
Escritor
Vários
Período
1000 e 500 a.C. 
UMA INTRODUÇÃO AO LIVRO DE SALMOS
Nos dos primeiros salmos, anônimos, é apresentado algo 
como o objetivo do livro. O compilador tinha o objetivo 
de que os salmos fossem uma grande coleção de oração 
do povo de Deus, ensinando-os a Torá, a fidelidade a Deus 
para que o povo se santificasse para receber o futuro e 
prometido Rei Messiânico que acabaria com o mal. Eles são 
reflexões poéticas dos livros de Moisés e de 2 Samuel 7.
LIVRO 1: UM CHAMADO A FIDELIDADE À ALIANÇA
É um chamado ao povo para ser fiel à aliança com Deus 
descrita na Torá. Davi é apresentado como o modelo 
dessa aliança com Deus. Fala da sua libertação e de sua 
elevação como rei, fazendo um paralelo com o futuro rei 
que libertaria o povo e seria rei sobre as nações. O reinado 
de Davi é um paralelo para o reinado do futuro Rei salvador(os livros pós exílicos ocultavam as falhas de Davi).
LIVRO 2: A ESPERANÇA DO REINO MESSIÂNICO
Começa com poemas sobre a esperança do povo do 
retorno a Sião e ao templo e conclui com um poema sobre 
o futuro reinado Messiânico sobre a nação. Fazem um forte 
eco sobre as passagens bíblicas que conheciam sobre o 
governo Messiânico como as dos profetas Isaías e Zacarias. 
Conta que a chegada desse reinado cumpriria a promessa 
de Deus a Abraão que as nações seriam abençoadas.
LIVRO 3: A PROMESSA FEITA A DAVI
Ele continua falando sobre a promessa e a esperança do 
povo pelo Rei Messiânico. Nesse livro é feito um paralelo 
desse reino vindouro com a queda do reinado de Israel e 
a ida para o exílio babilônico. Conta sobre a destruição, o 
exílio e a queda dos reis que vieram após Davi. Esse livro 
conclui com uma súplica para que Deus nunca esqueça 
as promessas feitas a Davi sobre a vinda do Rei.
LIVRO 4: A CRISE DO EXÍLIO DE ISRAEL
São dadas explicações para responderem por que Israel 
passou pelo exílio babilônico. Logo no início, retornamos 
ainda no êxodo quando Moisés clama por misericórdia para 
que Deus não destrua o povo no caso do bezerro de ouro. 
O livro continua com anúncios de que o Deus de Israel é 
o que reina sobre todos e toda a criação deveria louvá-lo 
pelo dia em que Ele traria sua justiça e reinado ao mundo.
LIVRO 5: DEUS OUVE SEU POVO E TRARÁ JUSTIÇA
Culminam os dois principais temas do livro, a Torá e o Mes-
sias. Continua narrando a esperança do povo na vinda do 
Messias. Vemos cânticos sobre a peregrinação e o reino 
messiânico com fortes paralelos com o Êxodo e ainda um 
salmo incrível sobre a Torá (119). O livro é concluído com 
5 poemas convidando todos e toda criação a louvarem a 
Deus porque Ele trará um reino que libertará o povo.
1 - 2 3 - 41
42 - 72 73 - 89
13 - 22 107 - 150
ENXERTADOS.COM.BR
Provérbios
CONTEXTO:
O livro dos provérbios é um compilado 
de vários pensamentos de sábios do pas-
sado. A palavra remete a uma sentença 
curta, porém, carregada de ensinamen-
tos e sabedoria. Não sabemos ao certo 
quem fez a compilação do livro, mas, 
conhecemos alguns dos escritores dos 
Provérbios como Salomão, em sua maio-
ria (1 ao 24), e também Agur (30), Lemuel 
(31) e o rei Ezequias (25 a 29). No caso de 
Ezequias, podem ter sido uma transcrição 
dos provérbios de Salomão, ou de fato 
dele mesmo.
OBJETIVO
O objetivo do livro é trazer o conheci-
mento e sabedoria dos maiores sábios 
do passado e perpetuar esse estilo de 
vida voltado para sabedoria. A palavra 
sabedoria usada não fala de buscar con-
hecimento simplesmente, mas da busca 
do conhecimento aplicado e das habili-
dades para colocar tudo em ação. Logo, 
o objetivo principal do livro é nos ajudar 
a desenvolver habilidades práticas para 
vivermos bem no mundo criado por Deus. 
Isso fica ainda mais claro quando no início 
do livro nos diz que o temor do Senhor 
é o princípio da sabedoria. Temor não é 
pavor, mas uma santa reverência ao eterno 
que tudo sabe e conhece.
Grupo de Livros
Poéticos
Nº Capítulos
31
Escritor
Vários
Período
960 - 686 a.C 
DISCURSOS DE UM PAI PARA O FILHO
Nessa primeira parte contém os discursos de um pai para 
o seu filho para ele viver uma vida na busca da sabedoria 
e do temor ao Senhor. O convida a viver com integridade, 
virtude e generosidade para alcançar o sucesso e a paz, 
bem como as consequências do contrário a isso. É feito 
sempre um paralelo que existe em todo o livro sobre a 
vida de um tolo e a vida de um sábio, aquele que teme ao 
O GRANDE COMPILADO DE PROVÉRBIOS
Centenas de provérbios antigos de sabedoria para todas as 
áreas como família, amizade, pobreza, trabalho, casamento, 
vizinhança, generosidade, perdão, álcool, sexo, dinheiro, 
sentimentos, etc. Eles são filtrados pelo sistema de valores de 
1 a 9. O livro trata de um sistema moral firmado na essência 
de Deus e que se teme ao Senhor é sábio e provavelmente 
irá bem, mas se não teme é tolo e provavelmente irá mal.
PROVÉRBIOS É PROBABILIDADE E NÃO REGRA
É importante saber que provérbios trata de probabilidades 
e não de regras. Seguindo a sabedoria dos provérbios há 
uma probabilidade maior de que as coisas sejam bem 
sucedidas na vida, mas não é uma promessa, é a forma 
geral, mas há exceções. Em Jó e Eclesiastes vemos a sabe-
doria apontando para um mundo complexo com exceções 
a provérbios. É importante ler os livros de sabedoria juntos.
OS POEMAS DE AGUR
Essa seção possui alguns poemas de um homem chamado 
Agur que começa reconhecendo sua incapacidade e a 
necessidade de se alcançar a sabedoria de Deus. Ele desco-
bre que a sabedoria divina já foi dada-lhe nas escrituras 
sagradas que o ensinavam a viver bem. Ele é apresentado 
como um leitor modelo do livro de Provérbios, alguém que 
está atento a sabedoria de Deus nas escrituras.
OS POEMAS DE LEMUEL
O capítulo final é de um rei não israelita chamado Lemuel 
e passa a sabedoria que lhe foi dada por sua mãe. Os 
poemas são uma orientação de como ser um líder sábio e 
justo. O último poema é um acróstico do alfabeto hebraico 
das ideias de uma mulher sábia e de caráter nobre, que 
vive conforme a sabedoria de Provérbios, um modelo 
de aceitação da sabedoria de Deus traduzida em ações.
1 - 9
10 - 29 COMENTÁRIO
30 31
Senhor e vai bem e aquele não teme ao Senhor e vai mal.
Há também poemas da personificação da senhora sabedo-
ria apontando que vivemos em um universo moral criado 
por Deus. Poeticamente mostrando a felicidade quando as 
pessoas seguem uma vida moral, íntegra e justa em temor 
ao Senhor.
ENXERTADOS.COM.BR
Eclesiastes
CONTEXTO:
Há indícios de que o livro possa ter sido 
escrito por Salomão ou outro rei da casa 
de Davi em Jerusalém, mas que também 
possa ter sido escrito posterior ao exílio 
por alguém apontando para os ensinos 
de Salomão. Percebe-se, porém, que o 
livro tem um mestre que ensina algo, mas 
um autor que escreveu para transmitir as 
palavras e ideias do mestre a todos.
OBJETIVO
O objetivo é mostrar que uma vida longe 
de Deus é sem sentido. A palavra “hevel” 
é usada 38 vezes no livro e sua tradução 
é algo como “vapor ou fumaça” e serve 
como uma metáfora para mostrar que a 
vida é fugaz e temporária como um fio 
de fumaça e também um enigma, como 
uma fumaça parece ser algo sólido, mas 
ao tentar agarrar não consegue porque é 
apenas vapor. O autor mostra haver beleza 
e bondade no mundo, mas quando nos 
apegamos a isso, vem tragédia e maldade 
rapidamente. A vida para o mestre não é 
constante, é como viver correndo atrás 
da fumaça (hevel). Isso mostra que o livro 
desconstruirá tudo aquilo que buscamos 
fora de Deus, pois não há propósito e 
significado para nada que esteja longe do 
Criador. Corremos atrás de muitas coisas, 
mas tudo é sem sentido e será esquecido.
Grupo de Livros
Poéticos
Nº Capítulos
12
Escritor
Anônimo
Período
1000 - 500 a.C 
O TEMPO APAGARÁ VOCÊ E TUDO QUE VOCÊ SE IMPORTA
O livro começa nos apresentando que o tempo torna tudo 
“hevel”, pois, tudo é passageiro, tudo é vaidade e o tempo 
tornará tudo que você se importa e até mesmo você como 
um conto ligeiro. Mostra que tudo que fazemos é viver em 
repetição, tudo que corremos atrás de construir não faz 
sentido, pois irá acabar. Quando você alcança algo, você 
retorna ao início e procura outra coisa e nada te completa.
TODOS ESTAMOS DEBAIXO DO SOL
O mestre ensina que tanto bons quanto ruins, todos estamos 
suscetíveis a cosias boas e ruins que acontecem debaixo do 
sol. Não há distinção e todos sofreremos as malezas deste 
mundo. Mostra que tudo que construímos e produzimos é 
passageiro e não adianta de nada, mas que as coisas que 
Deus cria e aquilo que Deus edifica permanece para sempre.
TODOS MORREREMOS, MAS AINDA HÁ CONTENTAMENTO
O pregador ensina que, embora esta vida seja temporária e 
todos um dia morrerão, há coisas que podemos fazer para 
encontrar contentamento na vida. Ele identifica também 
coisas que certamente resultarão numa vida de insatisfação, 
como oprimir o próximo, acumular riquezas simplesmentepara ter mais do que os outros e deixar de buscar sabedoria.
A SABEDORIA É MELHOR DO QUE AS RIQUEZAS
O pregador afirma que tanto os iníquos quanto os justos 
passarão por tragédias. Todos têm um tempo limitado nesta 
Terra e se beneficiarão muito mais ao alcançarem sabedoria 
do que ao adquirirem riquezas ou poder. Ele desconstrói 
uma vida regada a prazeres e a busca incessante por acu-
mular, por crescer e se tornar famoso e grande nessa terra 
e diz que a sabedoria sobrepuja isso tudo.
UMA DESCOBERTA DE SIGNIFICADO NA VIDA
Ele buscou satisfação e encontrar-se na vida em diversas 
coisas, mas tudo que ele fazia e observada acabava. Enten-
deu que a vida que buscamos aqui não faz sentido, pois, 
tudo terá fim um dia. Não adianta ser o mais famoso, rico 
ou sábio, um dia tudo ficará para trás e será esquecido. 
Conclui que só o temor ao Senhor produz na vida um peso 
de glória eterno, o resto é tudo vaidade, canseira e enfado.
A CONCLUSÃO DE UMA VIDA DEBAIXO DO SOL
O pregador conclui que, ao contrário da maioria das coisas 
na vida, a obediência aos mandamentos de Deus é impor-
tante, pois um dia morreremos, nosso espírito voltará a 
Deus e Ele julgará a nossa vida aqui. O contraste da vida de 
quem buscou satisfação nas coisas do mundo, mas somente 
Deus podia suprir as necessidades da alma e através dele 
toda essa vida trabalhosa debaixo do sol tem significado.
1 - 2 3
4 - 8 9 - 10
COMENTÁRIO 11 - 12
ENXERTADOS.COM.BR
Cantares
CONTEXTO:
Embora seja aceito que tenha sido escrito 
por Salomão e o nome dele seja mencio-
nado no livro, é pouco provável que ele 
tenha escrito. A voz principal do livro, na 
verdade, é de uma mulher denominada 
a amada. Há também uma voz masculina, 
mas por diversos fatores, dificilmente seria 
a de Salomão. Ao citá-lo, o livro parece 
fazer um apontamento para a sabedoria 
de Salomão reconhecida e utilizada em 
todos os livros de poesias e sabedoria.
OBJETIVO
O tema principal do livro de Cantares de 
Salomão é a bênção do amor romântico 
que pode ser desfrutado no casamento. 
O livro mostra que a intimidade física 
e emocional entre marido e esposa, é 
abençoada por Deus. Além disso, enfa-
tiza que jamais o amor deve ser forçado, 
mas deve seguir o seu curso natural. Ape-
sar de mencionar alguns personagens 
secundários como a mãe, os irmãos, as 
donzelas e os guardas da cidade, sem 
dúvida seu foco está em dois personagens 
principais: esposa e marido. Ela é jovem do 
campo identificada simplesmente como 
“Sulamita” (Cantares 6:13). Já o marido, no 
começo do livro é retratado na figura de 
um pastor (Cantares 1:7), e também na 
figura de um rei (Cantares 1:4,12; 3:9,11; 7:5).
Grupo de Livros
Poéticos
Nº Capítulos
8
Escritor
Anônimo
Período
1000 - 400 a.C 
UMA JOVEM APAIXONADA
Os poemas não são dissecados ou desmontados, pois, não 
possuem conceito literário, são poemas para serem lidos 
na totalidade, de forma fluente e simplesmente desfruta-
dos. Já no primeiro capítulo somos apresentados a jovem 
apaixonada pelo pastor, embora ainda não casados, estão 
comprometidos. Os outros poemas seguem alternando 
entre homem e mulher, harmonizando sem regra.
UM DESEJO INTENSO E A BUSCA UM PELO OUTRO
Os poemas se desenrolam dessa forma, alternando entre 
homem e da mulher com um desejo intenso um pelo outro, 
mas quando parece que as coisas vão seguir de verdade, 
retornam a busca. Os poemas giram em torno da busca um 
pelo outro e pelo desejo intenso e a alegria do amor físico. 
A tensão aumenta, a alegria, o desejo e se repete. É uma 
maneira poética que mostra a intensidade do amor sexual.
UMA CONCLUSÃO SOBRE O AMOR
Se resume na conclusão que faz uma pausa nessa história 
para mostrar como funciona o amor e os poemas. Mostra a 
força do amor, o perigo dele e sua capacidade de influenciar 
para o bem e para o mal. O amor é belo se bem usado, mas 
pode ser perigoso e causar grandes danos se mal utilizado. 
O amor é uma experiência transcendente da sabedoria 
humana e é uma dádiva de Deus e não pode ser comprado.
UM ESTRANHO POEMA E FINAL
O último poema aparece Salomão tentando comprar o 
amor da mulher com dinheiro, mas é rejeitado pela mulher. 
O livro conclui voltando a história do homem e da mulher, 
novamente separados e na busca de um pelo outro. Ele 
quer ouvir a sua voz e ela implora para ambos fugirem e é 
assim que o livro termina, totalmente aberto. Uma metáfora 
para o amor que sempre busca evoluir.
UM LIVRO ESTRANHO NA BÍBLIA
Sempre houve discussões do porquê um livro de poesia 
de amor estaria na bíblia. A tradição judaica explicava que 
os poemas eram uma alegoria para o amor de Deus para 
com Israel e essa ideia acabou chegando na tradição Cristã 
que atualizou o livro para uma alegoria entre o amor de 
Cristo e da igreja. Essas interpretações, porém, acabam 
ficando estranhas com alguns trechos do livro.
UM POEMA DE AMOR QUE FALA DE AMOR
Recentes descobertas mostraram que naquela região os 
povos, tanto Israel quanto os demais possuíam em sua 
tradição poemas de amor, voltado para conotação sexual ou 
não. Isso trouxe luz para um entendimento de que o livro de 
Cantares simplesmente está falando amor sexual entre um 
homem e uma mulher, abençoado por Deus no casamento, 
porém, precisa ser tratado com muito cuidado e zelo.
1 2 - 7
8 8
COMENTÁRIO 1 COMENTÁRIO 2
Durante a história de Israel, Deus levantou diversos profetas 
para falarem em seu nome, além de vários falsos profetas 
que se levantaram sem a ordem de Deus para tentar levar 
o povo ao engano. Os objetivos dos profetas era serem 
boca de Deus para aquilo que Ele queria transmitir, seja uma 
benção, uma direção, uma advertência e até mesmo anunciar 
um juízo vindouro.
Os livros dos profetas são divididos em dois grupos: profe-
tas maiores e profetas menores. Claro que esse nome não 
indique diretamente a relevância dos profetas maiores em 
detrimento dos profetas menores, porém, assim foi separado 
para um bom entendimento e um dos critérios era o tamanho 
da compilação dos livros.
Os livros dos profetas maiores são: Isaías, Jeremias, Lamen- 
tações, Ezequiel e Daniel.
Os livros dos profetas se baseiam, principalmente, em 
advertências para o povo com intuito de trazê-lo ao arre-
pendimento. A perversidade e a injustiça em Israel crescia 
cada vez mais com o passar do tempo, por isso, Deus envi-
ava homens para alertar o povo, fazê-los se lembrarem da 
aliança que estavam quebrando e caso continuassem, Deus 
enviaria o juízo sobre eles.
Vários profetas se levantaram, mas o povo não cumpre a 
aliança com o Senhor, então, Deus começa a usar os profetas 
para avisar sobre o juízo que viria devido ao pecado, onde 
Israel seria destruída e levada ao exílio. Essa expectativa de 
juízo devido ao descumprimento da aliança existe desde 
Moisés e continuou até o profeta Malaquias.
Os profetas, porém, não se levantaram apenas para proclamar 
juízo, mas também para trazer esperança ao povo, para dizer 
que Deus cumpriria todas as suas promessas e que mesmo 
que Israel seja devastada, o remanescente fiel seria salvo, a 
cidade seria restaurada e viria o Rei Messiânico da linhagem 
de Davi que colocaria fim na maldade de Israel e das nações 
vizinha e estabeleceria seu trono em Jerusalém.
Todos os profetas, tanto os maiores quanto os menores pos-
suem uma mensagem unificada e progressiva, você enxer-
gará as promessas e juízos se repetindo ao longo dos livros, 
mostrando que Deus nunca cessou de falar com Israel sobre 
o futuro e sobre suas expectativas para o povo. Do mesmo 
modo, ao longo da leitura dos profetas, poderemos ver o 
destino de Israel, a promessa futura do Messias, a derrota do 
mal de uma vez por todas e uma promessa de um tempo de 
paz vindouro, onde Jerusalém será o centro de um governo 
Messiânico que abençoará todas as nações da terra através 
de um Rei justo e fiel.
ENXERTADOS.COM.BR
Isaías
CONTEXTO:
O livro foi escrito pelo próprio Isaías que 
profetizou em Jerusalém, passando pelos 
reinados de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias e 
Manassés no reino de Judá.Isso o coloca 
como profeta antes do exílio babilônico 
(essa informação daremos em todos os 
livros daqui para frente. É uma informação 
importante para o bom entendimento 
dos livros). 
No livro de Isaías acontece algo bem 
curioso, pois, dos capítulos 1 a 39 Isaías 
profetiza cerca de 100 anos antes do exílio 
babilônico e sua morte foi bem antes dele, 
inclusive. Porém, os capítulos finais é de 
uma voz que fala sobre coisas depois 
do exílio. Apesar desse detalhe apontar 
para outro escritor, o mais aceito é que 
o próprio Isaías havia profetizado por 
essas coisas, selado em pergaminhos e 
confiado aos seus discípulos que após 
muito tempo abriram os pergaminhos 
e se maravilharam com essas palavras 
pela sua fidelidade ao ocorrido. Esses 
discípulos influenciados por Deus teriam 
complementado o livro com as palavras 
do próprio Isaías. 
A tradição diz que Isaías morreu serrado 
ao meio no período de Manassés.
Grupo de Livros
Profetas Maiores
Nº Capítulos
66
Escritor
Isaías
Período
740 - 701 a.C
O JULGAMENTO E A ESPERANÇA PARA ISRAEL
Ele descreve Israel como apóstata, corrupta e que Deus os 
julgaria enviando as nações vizinhas para conquistá-los. Diz 
que seria como um fogo que purificaria as inutilidades do 
povo. Isso criaria uma nova Jerusalém que seria povoada 
por um povo remanescente que se arrependeu e voltou ao 
Senhor, quando o Reino de Deus viesse e todas as nações 
viveriam em justiça e paz, junto ao Rei que os libertaria.
O JULGAMENTO E A ESPERANÇA DE DEUS PARA AS NAÇÕES
Isaías ainda viu que outro império atacaria Israel e terminaria 
de devastá-la e levar o povo ao exílio. Nessa sessão conta-
mos com alguns poemas que tratam da queda da Babilônia 
e dos vizinhos de Israel. A Babilônia é o arquétipo daquilo 
que Deus reprova e do juízo para ela e todas as nações 
que se prostituem com ela e com o seu poder. Todos 
esses reinos serão arruinados, perante o Reino de Deus.
A ASCENSÃO E A QUEDA DE JERUSALÉM 
Inicia com poemas de acusação de Isaías para os líderes 
de Jerusalém, por eles terem se voltado para o Egito para 
pedirem proteção contra os Assírios. Ele sabe que isso não 
é bom e que somente o retorno ao Senhor poderia os livrar. 
Quando os exércitos Assírios atacam Jerusalém, Ezequias 
era o rei e ele foi um bom rei que se voltou e clamou ao 
Senhor, e Deus os livrou milagrosamente. Ezequias fez uma
1 - 12
13 - 27
28 - 39
Em uma visão, Isaías vê Deus em um trono, proclamado Santo, 
mostrando a Isaías o quanto ele e o povo eram corruptos, 
mas Deus o purifica e o comissiona a advertir Israel sobre sua 
condição. Ele profetiza a Acaz que Israel seria cortada e devas-
tada perante os Assírios. Porém, Deus enviaria um rei chamado 
“Emanuel” que libertaria o povo da opressão. Ele é o broto que 
surgiria da raiz cortada como um renovo para o remanescente 
fiel que sairá do mesmo tronco que Israel foi cortada.
Há um poema que fala de duas cidades, uma cidade que é 
arrogante e se exaltou acima de Deus e se tornou corrupta e 
injusta, Isaías trata essa cidade como um arquétipo da huma-
nidade, mas diz que ela está destinada a destruição e ruína. 
Essa cidade será substituída pela Nova Jerusalém onde Deus 
reina sobre a humanidade redimida em um reino de paz, amor 
e tranquilidade. Todo o livro de Isaías tem esse paralelo entre 
a ruína das cidades corruptas e a vinda do Reino de Deus.
reforma religiosa em Jerusalém e se voltou ao Senhor. A 
ascensão de Ezequias foi seguida de sua queda ao receber os 
babilônicos como visitantes e buscar impressioná-los mostrando 
o melhor do Reino. Era um esforço para uma aliança de pro-
teção. Isaías confronta Ezequias e profetiza que a Babilônia os 
trairia e seria inimigo de Jerusalém. Conforme Reis, sabemos 
que 100 anos após, a Babilônia retorna para guerrear, conquistar 
e exilar o povo. Todas as profecias de Isaías se cumpriram.
ENXERTADOS.COM.BR
Isaías
OBJETIVO
O livro é um alerta de terror e esperança 
para Israel. Isaías foi usado para avisar 
aos líderes de Jerusalém e Judá sobre 
o julgamento que Deus enviaria sobre 
Israel devido a sua idolatria, corrupção 
e essa quebra de aliança com Deus teria 
um custo. Os reinos assírio e babilônico 
seriam usados para trazer o juízo a eles, 
caso insistirem na idolatria e no coração 
mau diante de Deus.
Isaías também falou aos líderes uma men-
sagem de esperança a respeito do futuro 
Rei que viria da linhagem de Davi e cum-
priria as promessas feitas anteriormente. 
Ele acreditava profundamente que tudo 
se cumpriria e esse Rei liderará Israel na 
aliança e a benção fluiria para todas as 
nações, conforme todo o enredo bíblico.
Algumas pessoas gostam de chamar o 
livro de mini bíblia por possuir 66 capítulos, 
a mesma quantidade de livros que bíbli-
cos, reforçado ainda que os 39 primeiros 
fala da lei, da corrupção e do juízo e os 
outros 27 falando da vinda do Messias, 
da graça e da restauração. Isso faz um 
paralelo curioso com a bíblia e resume 
bem a mensagem de todo o livro de Isaías.
Grupo de Livros
Profetas Maiores
Nº Capítulos
66
Escritor
Isaías
Período
740 - 701 a.C
ANÚNCIO DE ESPERANÇA PARA ISRAEL
Israel é informado que o exílio acabou, que o pecado foi 
tratado e viria um novo tempo. Eles poderiam retornar para a 
sua terra e Deus traria seu reino e glória para as nações. Israel 
deveria proclamar o nome do Senhor e mostrar as nações 
quem era Deus, mas não é isso que ocorre. Eles murmuram 
e acusam a Deus, descreem dEle já que permitiu sua queda 
perante as nações, os deuses babilônicos seriam melhores.
O SERVO CUMPRIRÁ A MISSÃO DE DEUS
Somos apresentados a uma figura que se chama Servo de 
Deus que cumprirá a missão de Deus e fazer o que Israel não 
conseguiu. Deus chama esse Servo de Israel e o envia na 
missão de restaurar o povo a Deus e ser a luz para as nações. 
A palavra diz que esse servo será capacitado pelo Espírito 
de Deus e trará boas novas para as nações. Apresentando-o 
como o Rei messiânico dos capítulos 9 e 11.
OS SERVOS HERDAM O REINO DE DEUS
No final vemos poemas que resumem o livro. No meio 
vemos o Servo anunciando as boas novas do Reino para os 
pobres com poder do Espírito, reafirmando as promessas e 
esperanças do livro. A Nova Jerusalém, onde os servos de 
Deus habitarão será o centro de justiça de Deus que fluirá 
para as nações. Vemos orações de arrependimento dos 
servos, pedindo a Deus para perdoar e trazer seu Reino.
40 - 48
49 - 55
56 - 66
Deus diz que a queda foi por negligência deles e foi Ele 
quem levantou a Persia para conquistar a Babilônia e libertar 
o povo. Deveriam crer que Deus tem o poder da história, 
que a ascensão do império Persa foi obra dEle, e testemu-
nhar do seu poder, mas não creram. Israel continuava dura 
e rebelde, por isso, Deus os desqualifica como servos. Deus 
não abandona sua missão e promessas de benção para as 
nações e o profeta diz que Ele estava realizando algo novo.
Em sua vinda o Servo será rejeitado, maltratado e finalmente 
morto pelo seu povo. Ele está morrendo pelo pecado deles 
e o seu sacrifício é uma oferta pelo pecado e rebelião do 
povo. Após a morte, porém, Ele está vivo e deu um meio 
das pessoas serem justificadas. Vemos duas maneiras das 
pessoas responderem ao servo: alguns com humildade e 
aceitação do Servo e outros que são chamados ímpios e 
rejeitarão tanto o Servo quanto aos seus servos.
Há um contraste em que Deus trará juízo aos ímpios, que polu- 
em o mundo com egoísmo e idolatria, que serão removidos 
de sua cidade para sempre. Os servos, porém, são perdoados 
e herdam a Nova Jerusalém onde a morte e o sofrimento não 
existem. As pessoas das nações são chamadas a se unirem 
a família do Servo e conhecerem o seu Criador. O livro de 
Isaías termina com o cumprimento das promessas da aliança 
de Deus com o seu povo por meio o Rei Servo sofredor.
ENXERTADOS.COM.BR
Jeremias
CONTEXTO:
Jeremias foi um sacerdote israelita que 
viveu em Jerusalém nos últimos anos do 
reino de Judá, isso coloca seu livro em um 
período antes do exílio babilônico. Ele foi 
levantadopara pregar sobre a vinda do 
juízo devido a idolatria e injustiça de Israel 
e isso ocorreria pelas mãos dos babilôni-
cos que destruiriam o reino e levaria o 
povo ao exílio. Embora o livro tenha sido 
ditado e projetado por Jeremias, o próprio 
livro mencionará que ele se utilizou de um 
escriba chamado Baruque para o ajudar 
nessa empreitada.
OBJETIVO
O livro foi produzido para narrar os ser-
mões, ensaios e poemas de Jeremias a 
Israel. O livro foi uma ordem direta dada 
a ele, como mencionado no capítulo 36. 
Jeremias e um escriba chamado Baruque 
fazem a compilação daquilo que foi apre-
goado pelo profeta para Israel. Baruque 
também reúne as histórias de Jeremias e 
junta tudo em um livro sobre esse período 
da história de Israel.
Tudo isso foi colocado para mostrar que 
Jeremias foi um mensageiro da justiça e 
da graça de Deus para com seu povo. Ele 
feriria Israel por seus pecados, mas traria 
cura através de sua graça.
Nº Capítulos
52
Escritor
Jeremias
Período
640 - 586 a.C 
O CHAMADO DE JEREMIAS
O primeiro capítulo apresenta Jeremias e que ele seria um 
profeta para Israel e para as nações. Jeremias pregaria sobre 
o julgamento de Deus, mas também sobre a esperança que 
Deus taria graça sobre o povo. Deus iria arrancar e derrubar, 
mas depois iria plantar e construir. Ele foi chamado para 
acusar Israel dos seus pecados e mostrar a sua face, mas 
também para falar da esperança para o povo.
ACUSAÇÕES E ADVERTÊNCIAS PARA ISRAEL
Nessa sessão há acusações para Israel e a ideia principal 
é que romperam a aliança com Deus e que o juízo viria. 
Israel havia adotado adoração de outros deuses. Jeremias 
diz que Israel foi adúltera e quebrou a aliança. Ele acusa os 
líderes e sacerdotes, dizendo que se tornaram corruptos, 
injustos e frios. Jeremias profetiza que Deus destruiria seu 
templo e enviaria a babilônia para destruí-los.
O PRIMEIRO CERCO EM ISRAEL
Apesar da advertência de Jeremias, o povo não se arrepen-
deu. No primeiro ano do reinado de Nabucodonosor, Deus 
diz a Jeremias para anunciar que os exércitos babilônicos 
estão indo em direção a Israel para conquistá-los e levá-los 
ao exílio por 70 anos. Jeremias compara a Babilônia como 
um cálice de vinho cheio da ira de Deus contra Israel e Ele 
faria com que Israel bebesse do cálice da sua ira.
O JULGAMENTO E A ESPERANÇA DE ISRAEL
Ele continuava clamando ao povo, mas é rejeitado até o fim. 
Jeremias fala da esperança para o futuro de Israel, onde Deus 
escreveria a lei em seus corações, não mais em pedras e 
que um dia Israel retornaria à terra, o Messias viria e reinaria 
sobre as nações. Aqui conclui com poemas sobre o cerco e 
destruição de Jerusalém. Durante todo o período, Jeremias 
foi perseguido e até sequestrado e levado ao Egito.
JULGAMENTO E ESPERANÇA DAS NAÇÕES
Essa sessão traz poemas de como Deus usaria a Babilônia para 
trazer juízo sobre as nações ao redor de Israel. Traz também 
poemas sobre o juízo de Deus para a própria Babilônia que, 
embora usados para trazer juízo de Deus, não tinham suas 
práticas e idolatrias endossadas e também passaria por um 
crivo de justiça. Sua rebeldia, idolatria e grandeza se tornariam 
arquétipo de como Deus julgará a mãe das prostituições.
A DESTRUIÇÃO E O EXÍLIO DE ISRAEL
O livro conclui com um trecho de 2 Reis 25 sobre o ataque 
final a Jerusalém, como destruíram os muros, queimaram 
o templo e levaram o povo ao exílio. As advertências de 
Jeremias se cumpriram. O capítulo termina com a história do 
rei cativo de Jerusalém, Jeoaquim, herdeiro de Davi, onde o 
rei da babilônia o libera e o convida para comer à sua mesa 
pelo resto da vida, é como uma promessa de esperança.
1 23 - 24
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46 - 51 52
Grupo de Livros
Profetas Maiores
ENXERTADOS.COM.BR
Lamentações
CONTEXTO:
Existem indícios de que Jeremias escreveu 
o livro de Lamentações, bem como in- 
dícios que não teria sido ele. Como a 
tradição seguida é dele como autor e há 
indícios que possa ter sido ele, optamos 
por seguir dessa forma. O que podemos 
afirmar é que o autor viveu e escreveu 
o livro durante o período do cerco de 
Jerusalém, observou o ocorrido, sobre-
viveu e lamentou sobre.
OBJETIVO
A queda de Jerusalém perante os babil-
ônicos foi uma das coisas mais horríveis 
vividas pelos israelitas, o livro traz poemas 
sobre alguém que viu isso acontecer e 
lamentou profundamente sobre o que 
acontecera. Apesar de não ter morrido 
e nem ter ido ao exílio, o escritor sabe e 
entende a dor de tudo que aconteceu. 
O livro serve como um memorial da dor 
e da condição dos israelitas após serem 
destruídos, como uma forma de protesto e 
desabafo sobre sua condição deplorável.
É importante lembrar que esses 5 poemas 
a lamentar sobre Israel não são os únicos, 
encontramos outros no livro de Salmos.
Grupo de Livros
Poéticos
Nº Capítulos
5
Escritor
Jeremias
Período
586 - 516 a.C
A DOR E A VERGONHA DA SENHORA DE SIÃO
Os poemas de 1 ao 4 são feitos em forma de acrósticos, cada verso inicia com uma letra do alfabeto hebraico e segue 
dessa forma ordenada. O escritor busca fazer um contraste com a confusão que está Israel escrevendo com essa ordem.
O poeta traz para Israel a imagem de uma viúva, assentada, cheia de luto e devastada, mas não há quem a console. Ela 
levanta um clamor ao Senhor para que Ele venha e olhe para si. Isso mostra que toda Israel estava traumatizada com o 
ocorrido, não havia quem não estivesse em pranto e desolado. Israel se sentia sozinho, abandonado e rejeitado, perdido 
como uma viúva que acabara de perder o seu marido.
A QUEDA DE JERUSALÉM DEVIDO A IRA DE DEUS
Esse poema narra que a queda e destruição de Jerusalém 
foi causada pela ira de Deus, devido a consequência do seu 
pecado e idolatria. A ira de Deus não é uma raiva gratuita, 
não é como bíblia a descreve, ela é a justiça divina vindo 
sobre a terra. Israel havia violado a aliança que tinha feita com 
Deus e foi assim por muitos anos, Deus é lento em se irar, 
porém, a sua ira vem e traz consequências sobre o pecado.
O HOMEM SOFREDOR 
Aqui um homem solitário conta sobre o seu sofrimento e 
sobre o pesar que está sentindo, como um representante 
do povo. Ele vê a sua dificuldade como uma forma de 
justiça de Deus, como descrito, mas vê como esperança ao 
lembrar que devido a aliança, a misericórdia de Deus não 
falharia e se renovariam a cada manhã. Ele crê que se Deus 
é coerente em sua justiça, também será em sua aliança.
O PERÍODO DO CERCO EM JERUSALÉM
Aqui o poeta lamenta de forma perturbadora sobre o cerco 
em Jerusalém, fazendo comparações com o tempo antes 
do cerco e o tempo durante o cerco. Exemplos como 
crianças vivendo felizes e agora passando fome, ricos em 
luxo e agora comendo o que tem na terra. O poema choca 
com vários contrastes da época de bonança e a época 
em que Jerusalém estava sendo destruída.
UMA ORAÇÃO POR MISERICÓRDIA
É o único poema que foge a regra do alfabeto, como se o 
lamento virasse um caos na vida do poeta. Israel implora a 
Deus para não ser abandonado e faz uma lista de tipos de 
pessoas devastadas, para que Deus não as esquecesse. O 
livro termina com um paradoxo do povo reconhecendo que 
Deus reina, mas não entendendo por que foram abandona-
dos e pergunta se Deus os teria abandonado para sempre.
1
2 3
4 5
Grupo de Livros
Profetas Maiores
ENXERTADOS.COM.BR
Ezequiel
CONTEXTO:
O livro foi escrito pelo próprio profeta 
Ezequiel durante o período do exílio. Ele 
foi um sacerdote que viveu entre os judeus 
levados cativos antes da destruição da 
cidade. Segundo o relato de segundo 
Reis, a Babilônia levou cativo os principais 
homens da terra naquela época, isso seria 
um indício de que Ezequiel era perten-
cente aos nobres da época. O livro inicia 
5 anos após esses acontecimentos com 
Ezequiel sentado à margem de um rio em 
seu acampamento de refugiados quando 
tem sua primeira visão.
OBJETIVO
Ezequiel é comparado em seu livro como 
um atalaia em uma torre. Isso mostra que 
o principal objetivo de Ezequiel era manter 
o povo alerta. O Senhor mostra a Ezequiel 
diversasvisões sobre a restauração de 
Israel, que o povo retornaria a sua terra. 
O objetivo do livro é guardar as visões 
de Ezequiel que viu muito sobre o futuro 
de Israel e das nações. Todas as profecias 
de Ezequiel se cumprem, porém, muitas 
visões dele ainda irão ser cumpridas em 
um futuro próximo, quando o Messias 
estabelecerá seu Reino e domínio para 
sempre, governando sobre as nações e 
restaurando tudo ao padrão perfeito que 
era no início.
Grupo de Livros
Poéticos
Nº Capítulos
48
Escritor
Ezequiel
Período
592 - 570 a.C 
O CHAMADO DE EZEQUIEL
Ezequiel vê o Senhor e Sua glória. É chamado para ser um 
atalaia para a casa de Israel para alertar, reprovar e chamá-
los ao arrependimento. Ezequiel vê a glória de Deus mesmo 
estando na babilônia, indicando que Deus estava com eles 
no exílio. Em uma visão a seguir, Ezequiel vê que a idolatria 
tomou conta do templo e em uma visão vê a glória de Deus 
abandonando o templo e seguindo o povo para o exílio.
ACUSAÇÕES E JUÍZOS CONTRA ISRAEL
O Senhor o instrui a usar atos e símbolos para representar a 
iniquidade de Israel e a destruição de Jerusalém, mas ele é 
rejeitado. Ezequiel profetiza os julgamentos do Senhor para 
Jerusalém e explica porquê a fome, a desolação, a guerra e 
as pestilências vão varrer a terra. Numa visão, vê que a idola- 
tria tomou conta de Israel e do templo e vê novamente a 
glória de Deus, mas indo embora em direção a babilônia.
JULGAMENTO SOBRE AS NAÇÕES AO REDOR DE ISRAEL
Ezequiel fala sobre o julgamento das nações, iniciando pelas 
que estavam ao redor de Israel e após sobre as nações mais 
poderosas da região, Egito e Tiro. Israel havia se aliado a elas 
e adotado seus ídolos. Deus acusa os reis de Tiro e do Egito 
de se verem como deuses, definindo entre o bem e o mal 
de acordo com seus termos. Eles são responsáveis devido 
ao seu orgulho e Deus usaria a babilônia para trazer justiça.
ESPERANÇA PARA ISRAEL
Ezequiel se encontra com um exilado recém-chegado que 
avisa que Jerusalém caiu e suas profecias se cumpriram. A 
mensagem muda e agora fala da esperança que virá, de 
um novo Rei Messiânico, um novo Davi. Ele dominará e 
transformará o povo, dando-lhes novos corações. Ele tem 
uma visão dum vale de ossos, mostrando o estado de Israel, 
mas Deus diz que seu Espírito estava vindo para reavivá-los.
ESPERANÇA PARA AS NAÇÕES
Nesses capítulos é prometido a derrota final do mal. Esse mal 
é personificado por um governante chamado Gog da terra 
de Magogue. É uma referência de reino violento retirado do 
livro correlacionado a Gênesis 10. Gog é um arquétipo da 
rebelião humana e ele vem para destruir o povo, mas Deus 
traz justiça. Seguido por cenas cheias de simbolismo dos 
tempos finais em que Deus destruirá o mal humano do mundo.
ESPERANÇA PARA TODA A CRIAÇÃO 
Quando o mal é finalmente derrotado é descrito como a 
presença de Deus retornará ao seu povo e ao seu templo 
para trazer a restauração do universo. Ezequiel tem uma visão 
de uma nova cidade e de um novo templo muito maior e 
glorioso que o de Salomão. A glória de Deus que viu partindo 
retorna ao templo, porém, o que está acontecendo é uma 
restauração completa da criação ao padrão do Éden.
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Grupo de Livros
Profetas Maiores
ENXERTADOS.COM.BR
Daniel
CONTEXTO:
O livro foi escrito pelo próprio Daniel, um 
jovem da família real de Davi, que havia 
sido levado cativo a Babilônia no primeiro 
ataque e selecionado para viver nos 
palácios reais. O principal contexto dessa 
história são os palácios reais, onde Daniel e 
seus amigos foram levados para conviver. 
O livro mostra como Deus guarda o seu 
povo, apesar do lugar que estão.
OBJETIVO
O livro de Daniel fornece um relato das 
experiências de Daniel e outros judeus 
fiéis levados cativos para a Babilônia. Nele, 
além de muitas histórias, encontramos 
visões e profecias para um tempo muito 
além do período do exílio. O livro mostra 
claramente como Deus estava com seu 
povo na Babilônia, assim como visto por 
Ezequiel, mostra como Ele os protegeu, 
os usou, os guardou e fez com que eles 
prosperassem mesmo em um reino hostil. 
Muitas profecias de Daniel se cumpriram, 
mas existem profecias que entendemos 
que irão se cumprir no tempo do fim com 
a vinda do Messias para reinar sobre as 
nações.
Grupo de Livros
Poéticos
Nº Capítulos
12
Escritor
Daniel
Período
550 - 500 a.C 
SELECIONADOS PARA SERVIR NO PALÁCIO
Daniel e seus companheiros são selecionados para viverem 
no palácio, porém, são fiéis a Deus e não se deixam levar 
pelos costumes pagãos, mantém forte a identidade que 
receberam, porém, era um risco para eles. Deus os abençoa 
com conhecimento e sabedoria. Deus exalta seus servos 
perante o rei e recebem posições para servir na corte do 
rei Nabucodonosor.
O SONHO DE NABUCODONOSOR
o Rei tem um sonho que o perturba, mas que ninguém 
conseguia interpretar. O rei chama magos e adivinhos do 
reino, mas Daniel, inspirado pelo Espírito divino consegue 
conceder o discernimento sobre o sonho. O sonho diz res-
peito a uma estátua que simboliza reinos da terra que vêm 
da própria Babilônia cheios de injustiça e também do reino 
de Deus nos últimos dias que virá com justiça contra todos.
A FORNALHA ARDENTE
Sadraque, Mesaque e Abednego recusam-se a adorar a 
imagem de ouro do rei Nabucodonosor e são lançados numa 
fornalha ardente, mas o Senhor os salva. Todos veem como 
milagrosamente Deus está presente com seus servos nos 
momentos mais impossíveis e os livra com poderosa mão, 
testemunhando do seu poderio perante todos os ídolos 
babilônicos e reconhecido como verdadeiro por todos.
O ORGULHO DOS REIS BABILÔNICOS
Nabucodonosor e Belsazar eram dois reis orgulhosos e 
presunçosos, assim como no capítulo 2, Deus os adverte 
por sonhos que somente Daniel interpreta. Deus diz que 
ambos os reis devem ser humildes, mas eles são resistentes. 
Nabucodonosor se torna louco, como uma besta no campo, 
mas se humilha perante Deus e sua humanidade retorna, mas 
Belzasar não se humilha e é morto naquela mesma noite.
UM LIVRO ESTRANHO NA BÍBLIA
Daniel é perseguido por adorar a Deus e jogado na cova 
dos leões. Ele foi lançado na cova por orar ao Senhor 
em vez de obedecer ao decreto do rei Dario proibindo 
petições a qualquer deus ou homem que não fosse o rei. 
Deus livra Daniel do perigo e da morte e o exalta perante 
o rei. Daniel louva a Deus pelo livramento e segue fiel a Ele.
AS VISÕES DE DANIEL
Daniel têm visões proféticas dos acontecimentos logo após 
sua época até os últimos dias. Esses acontecimentos incluem 
conquistas de reinos da terra, a vinda do Messias, o sofri-
mento e a libertação do povo de Deus nos últimos dias e a 
ressurreição dos mortos. Daniel consegue prever o tempo 
do fim do cativeiro e quando viria o Messias prometido para 
o povo. Existem muitos debates até hoje sobre suas visões.
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Grupo de Livros
Profetas Maiores
Durante a história de Israel, Deus levantou diversos profetas 
para falarem em seu nome, além de vários falsos profetas 
que se levantaram sem a ordem de Deus para tentar levar 
o povo ao engano. Os objetivos dos profetas era serem 
boca de Deus para aquilo que Ele queria transmitir, seja uma 
benção, uma direção, uma advertência e até mesmo anunciar 
um juízo vindouro.
Os livros dos profetas são divididos em dois grupos: profetas 
maiores e profetas menores. Claro que esse nome não indica 
diretamente a relevância dos profetas maiores em detrimento 
dos profetas menores, porém, assim foi separado para um 
bom entendimento e um dos critérios era o tamanho da com-
pilação dos livros, muitos profetas nem se quer escreveram.
Os livros dos profetas maiores são: Oseias, Joel, Amós, 
Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, 
Ageu, Zacarias, Malaquias.
Os livros dos profetas se baseiam, principalmente, em 
advertências para o povo com intuito de trazê-lo ao arre-
pendimento. A perversidade e a injustiça em Israel crescia 
cada vez mais com o passar do tempo, por isso, Deus envi-
ava homenspara alertar o povo, fazê-los se lembrarem da 
aliança que estavam quebrando e caso continuassem, Deus 
enviaria o juízo sobre eles.
Vários profetas se levantaram, mas o povo não cumpre a 
aliança com o Senhor, então, Deus começa a usar os profetas 
para avisar sobre o juízo que viria devido ao pecado, onde 
Israel seria destruída e levada ao exílio. Essa expectativa de 
juízo devido ao descumprimento da aliança existe desde 
Moisés e continuou até o profeta Malaquias.
Os profetas, porém, não se levantaram apenas para proclamar 
juízo, mas também para trazer esperança ao povo, para dizer 
que Deus cumpriria todas as suas promessas e que mesmo 
que Israel seja devastada, o remanescente fiel seria salvo, a 
cidade seria restaurada e viria o Rei Messiânico da linhagem 
de Davi que colocaria fim na maldade de Israel e das nações 
vizinha e estabeleceria seu trono em Jerusalém.
Todos os profetas, tanto os maiores quanto os menores pos-
suem uma mensagem unificada e progressiva, você enxer-
gará as promessas e juízos se repetindo ao longo dos livros, 
mostrando que Deus nunca cessou de falar com Israel sobre 
o futuro e sobre suas expectativas para o povo. Do mesmo 
modo, ao longo da leitura dos profetas, poderemos ver o 
destino de Israel, a promessa futura do Messias, a derrota do 
mal de uma vez por todas e uma promessa de um tempo de 
paz vindouro, onde Jerusalém será o centro de um governo 
Messiânico que abençoará todas as nações da terra através 
de um Rei justo e fiel.
ENXERTADOS.COM.BR
Oséias Grupo de LivrosProfetas Menores Nº Capítulos14 EscritorOséias Período740 - 701 a.C
CONTEXTO:
Oséias foi um profeta que profetizou no 
reino do norte, também chamado Efraim 
ou Jacó, antes do exílio babilônico e cerca 
de 200 anos após a separação de Israel 
em dois reinos. Ele profetizou durante o 
reinado de Jeroboão II, considerado um 
dos piores reis de Israel. O reino do norte 
estava no caos e no ano de 722 a.C. o 
império Assírio dizima Israel. Oséias vê 
isso e escreve seu livro em formato de 
poema durante 25 anos do seu ministério. 
OBJETIVO
Esse livro é uma compilação dos poe-
mas de Oséias para Israel onde Deus traz 
diversas acusações e avisos para o reino 
do norte sobre o que viria sobre eles, 
mas também sobre as promessas e espe-
ranças futuras quando Ele mesmo curasse 
Israel de todo mal que tinha. Deus utiliza 
o casamento de Oséias como símbolo 
dessa relação de fidelidade e infidelidade 
e demonstra que apesar de tudo Ele será 
fiel e restaurará Israel.
Entende-se que no final, o compilador faz 
uma nota adicional perguntando: “Quem é 
sábio, para entender estas coisas? Quem 
é prudente, para as saber? Porque os 
caminhos do Senhor são retos, e os jus-
tos andarão neles, mas os transgressores 
neles cairão”.
O CASAMENTO DE OSÉIAS COM GOMER
Nesses capítulos narra a história do casamento de Oséias 
com Gômer. Eram casados e tinham três filhos, mas Oséias 
descobre que Gômer adulterou, não se sabe se antes ou 
após o casamento, e ele a repudia. Deus, então, ordena 
que Oséias busque Gômer que estava em prostituição, para 
perdoá-la e restaurá-la ao lar. Essa história é tida como sím-
bolo profético da relação de Deus com Israel, onde apesar 
ACUSAÇÕES E AVISOS PARA ISRAEL
Segue-se então várias acusações e as causas para a infideli-
dade de Israel. Oséias diz que dos motivos para isso era que 
faltava conhecimento de Deus na terra, por isso povo padecia 
tanto. Israel ouvia muito falar de Deus, mas não o conhecia de 
verdade, apenas por palavras. Também acusa Israel de sua 
hipocrisia, da sua injustiça social, sua idolatria e por confiar 
em sua aliança com o Egito, Assíria e não no Senhor.
ESPERANÇA PARA O FUTURO DE ISRAEL
Após esses poemas de acusações, Oséias fala da esperança 
para Israel e mostra Deus como um Pai amoroso que ensina 
Israel como se deve andar e, apesar de Israel ser como um 
filho rebelde e o rejeitar, Deus sempre terá compaixão deles. 
No poema Deus exclama: “Como posso desistir de você, 
Efraim?”, Deus demonstra que haverá sempre compaixão 
e amor, apesar de Israel ser como é.
OUTRAS ACUSAÇÕES E AVISOS
Os poemas voltam a acusar Israel do seu mal e mostra que 
eles sempre foram assim, desde a traição e mentira de Jacó 
para receber a sua benção, da rebelião de Israel no deserto 
até da escolha de Israel por um rei corrompido como Saul. 
Oseías traz nas acusações a ideia de que não é de hoje que 
eram assim, mas sempre quebraram a aliança e fizeram as 
coisas por seus próprios meios.
ESPERANÇA PARA O FUTURO
No último capítulo mostra Oséias clamando pelo arrepend-
imento de Israel, apesar de saber que ele não duraria, pois, 
sempre foi assim. Deus diz que Ele mesmo um dia curará toda 
essa desobediência e os amará livremente. Deus descreve 
a Israel futura como uma árvore saudável que cresce exu-
berante com raízes profundas que oferecerá sobra a todas 
as nações, mas isso será um ato puro da graça de Deus.
1 - 3
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12 - 13 14
Reino do Norte
Pré-Exílio
da aliança feita com Deus e Ele ser fiel a ela, Israel adultera e 
se prostitui com outros deuses. Ele poderia repudiar Israel, 
mas sempre opta por buscar e restaurar novamente, mesmo 
sabendo que voltaria a adulterar. Ele diz que devido a sua 
prostituição um dia viria destruição e Israel seria levada ao 
exílio, mas Deus ainda restauraria e traria um Rei Messiânico 
sobre o seu povo para reinar sobre todas as nações, dando 
esperanças futuras apesar de seu adultério.
ENXERTADOS.COM.BR
Joel Grupo de LivrosProfetas Menores Nº Capítulos3 EscritorJoel Período800 - 400 a.C
CONTEXTO:
O livro de Joel é uma coleção pequena 
de poemas proféticos. Apesar de ser 
pequeno possui um conjunto de escritos 
curiosos e intrigantes. Joel é tido como um 
profeta que diferiu dos demais porque 
não há indicação de quando foi escrito, 
também demonstra ter tido um vasto 
conhecimento dos outros livros bíblicos 
proféticos e históricos, e Joel não traz 
acusações sobre Israel, embora cite que 
virá juízo pelo pecado, não os cita, sub-
entendendo que assim com o ele, você 
também teria lido os outros livros.
OBJETIVO
O objetivo do livro de Joel é trazer uma 
mensangem profética que ele recebeu 
de Deus e encontrou nos demais livros 
que havia lido dos outros profetas. Clar-
amente Joel encontrou um forte paralelo 
em relação a tudo que Deus fez para Israel 
durante sua história, as promessas feitas 
aos seus servos e as profecias entreg-
ues a seus profetas. Joel utiliza de todo 
esses conhecimento para formular a ideia 
resumida daquilo que ocorrerá em um 
tempo futuro, chamando de “o terrível 
dia do Senhor”. Ele diz que acontecerá um 
tempo em que Deus julgará toda a mal-
dade humana e trará restauração sobre à 
terra para retornar ao padrão que Ele criou.
O TERRÍVEL DIA DO SENHOR
Os capítulos 1 e 2 de Joel fazem um paralelo sobre o ter-
rível dia do Senhor, no capítulo 1 é narrado o terrível dia 
atual, com uma praga de gafanhotos e Joel faz uma alusão 
ao ocorrido no êxodo, mas depois uma nova praga de 
gafanhotos, mas se desenrolando com exércitos que vem 
para destruir Jerusalém. Isso traz uma ideia futura do que 
ocorrerá no final dos tempos com Israel.
UM DIA TERRÍVEL DO SENHOR NO PASSADO
Israel está passando por uma terrível praga de gafanho-
tos e profeta lembra da praga de gafanhotos do êxodo, 
porém, dessa vez a praga não estava sobre os inimigos, 
mas sobre Israel. Joel convoca o povo ao arrependimento 
e para retornar ao Senhor para que Ele os livre e o próprio 
profeta faz seus atos de arrependimento para que Deus 
tenha compaixão deles e os livre daquele dia terrível.
O DIA TERRÍVEL DO SENHOR NO FUTURO
O profeta narra um desastre iminente que sobrevirá sobre 
Jerusalém, utilizando a figura dos gafanhotos, mas agora 
com a ideia de serem como um exército que virá para 
destruir Israel e diz: “o dia do Senhor é terrível, quem poderá 
suportá-lo?”. O profeta convoca e o povo vem em arrepen-
dimento, mas aquilo era da boca para fora e pede para se 
arrependerem genuinamente porquê o Senhor é gracioso.A RESPOSTA DO SENHOR
Deus ama Jerusalém com compaixão por seu povo, por 
isso Ele derrota os invasores com o fôlego de sua boca. 
Há, então, a restauração da terra devastada, a presença de 
Deus habita no meio do seu povo novamente e o Espírito 
do Senhor os enche completamente. Todas essas profecias 
de Joel tem forte citação dos demais profetas como Isaías, 
Ezequiel, Sofonias, Zazarias, Jeremias, etc.
O TERRÍVEL DIA DO SENHOR
Deus confronta a maldade de todas as nações, destrói de 
uma vez por todas o mal que há entre elas, lança seu juízo 
sobre à terra e limpa a maldade humana. A terra é reno-
vada, restaurada através de um rio que corre de Jerusalém, 
tudo é restaurado e voltado ao padrão do Éden. Um novo 
tempo de Deus para o seu povo e para as nações. Deus 
agora reina sobre à terra após ter trazido juízo sobre ela.
UMA MENSAGEM PROFÉTICA
O livro de Joel traz uma mensagem profética sobre o fim 
dos tempos, sobre o juízo de Deus sobre à terra, sobre o fim 
da maldade e vinda do seu Reino perfeito. Joel utiliza dos 
livros proféticos e vê haver uma harmonia entre eles sobre 
tudo que está relacionado ao período que ele define como 
“o terrível dia do Senhor”. Aponta para um tempo futuro 
onde Deus cumprirá todas as promessas feitas ao seu povo.
COMENTÁRIO 1
2a 2b
2c - 3 COMENTÁRIO
Reino do Sul
Incerto
ENXERTADOS.COM.BR
Amós Nº Capítulos9 EscritorAmós Período740 - 701 a.C
CONTEXTO:
Amós era um pastor e fazendeiro de 
figos que vivia perto da fronteira entre 
os reinos de Israel e Judá, cerca de 150 
anos após a separação de Israel em dois 
reinos, durante o reinado de Jeroboão 
II que, como mencionado, foi um dos 
piores reis em Israel, apesar de ter ganho 
muitas batalhas e expandido o reino de 
Israel. Possivelmente foram os excessos 
do rei que acabou o levando a idolatria. 
Deus chama Amós para ir até o reino do 
norte e anunciar a sua palavra próximo a 
um templo idólatra em Betel.
OBJETIVO
Assim como muitos profetas, o livro 
de Amós traz uma série de poemas 
com acusações sobre Israel. Amós foi 
levantando para proclamar a vinda da 
justiça de Deus sobre o reino do norte 
devido a sua idolatria, injustiça social e 
falta de misericórdia.
Muitos profetas, como Amós, mostram a 
importância de sermos justos, misericor-
diosos e amarmos ao próximo. Deus traz 
sua justiça para com Israel principalmente 
devido a sua idolatria e injustiça social. 
Esse é um tema recorrente e deve ser 
levado a sério. A adoração genuína a Deus 
gera em nós amor ao próximo.
ACUSAÇÕES CONTRA AS NAÇÕES VIZINHA E ISRAEL
Embora no início a palavra seja para Israel, Amós começa 
suas acusações contra as cidades vizinhas de Israel. O mais 
curioso é as cidades serem citadas fazendo um círculo em 
volta de Israel, depois um círculo menor, até que Israel está 
bem no centro das acusações. Amós gasta maior parte do seu 
poema em acusação contra Israel devido a sua idolatria e com 
foco especial na sua injustiça social. Israel havia ignorado os 
MENSAGEM PARA ISRAEL E SEUS LÍDERES
Deus relembra que escolheu Israel dentre as nações da terra 
e iria castigá-los, demonstrando que aquele chamado que 
tiveram, também vinha com grandes responsabilidades. Israel, 
porém, havia se tornado injusta, hipócrita e sua adoração sem 
sentido. Eles cultuavam no templo, mas deixava a justiça social, 
a misericórdia e o amor ao próximo de lado. Deus ordenava 
que eles fossem justos e honestos, mas agiam de maneira 
AS VISÕES DO PROFETA
Amós deixa registrada diversas visões que teve a respeito do 
futuro e do que viria sobre Israel. Ele vê como uma nuvem 
de gafanhotos vem para arrasá-los, incêndios e os enxerga 
como frutas podres e abandonadas. Tudo isso proclamando 
a justiça de Deus sobre o pecado do povo. Deus destruiria 
seus templos idólatras levantados para adoração dos deuses 
falsos que tanto os deixavam confortáveis. Assim como os 
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3 - 6
7 - 9
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pobres e deixado com que o povo mais humilde padecesse, 
levando às condições terríveis onde os pobres se vendiam 
como escravos para terem o que comer, algo que Deus não 
tolerava. Amós diz que aquele estado acabou e não seria 
mais tolerado, que Deus traria seu juízo sobre tudo aquilo que 
estava acontecendo, relembrando de fatos passados onde 
eles foram libertos da escravidão e abençoados por Deus.
contrária a tudo que Deus ordenou. A adoração aos outros 
deuses os levou a esse declínio de injustiça e imoralidade, 
pois, somente o Deus de Israel exigia esse padrão moral e 
justo, os demais promoviam o contrário. O profeta então 
anuncia que virá o dia do Senhor sobre o reino do norte 
em que exércitos virão, os destruirão e os levarão para o 
exílio. A profecia cumpre-se 40 anos depois com a invasão 
do exército Assírio.
demais, Amós também deixa uma menagem de esperança, 
mesmo que curta, a esperança de que um dia Deus restau-
raria novamente a casa de Davi, como que apontando para 
vinda do Rei Messiânico que trará justiça sobre à terra e isso 
não somente para Israel, mas para todas as nações da terra.
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Obadias Nº Capítulos1 EscritorObadias Período600 - 500 a.C
CONTEXTO:
O livro de Obadias é o mais curto de todo 
o velho testamento com apenas 21 versos 
em 1 capítulo. Embora essa quantidade 
de versos não pareça muito relevante, 
ele é muito importante porque contém 
uma série de julgamentos para o povo de 
Edom, nação vizinha de Israel que surgiu 
a partir de Esaú, irmão de Jacó que foi a 
nação de Israel. Essa descendência coloca 
Edom também na família de Abraão. Assim 
como a dificuldade de relacionamento 
entre Jacó e Edom, havia o mesmo cenário 
entre as nações de Israel e Edom. Quando 
a babilônia invade Judá, Edom se aproveita 
para saquear a cidade e também ir contra 
os refugiados israelitas. Assim como veio 
juízo sobre as demais cidades vizinhas a 
Israel, Obadias narra o juízo sobre Edom.
OBJETIVO
O livro de Obadias e uma parábola sobre 
aquilo que viria sobre o reino de Edom 
devido ao seu orgulho e autoexaltação 
com o mesmo juízo que Deus taria para 
todas as nações da terra que se portam 
como Edom. Assim como os demais pro-
fetas, ele também fala da esperança futura 
que viria sobre a casa de Davi, onde uma 
Nova Jerusalém com o Rei Messiânico 
seria colocada como centro da benção 
de Deus para Edom e as demais nações.
ACUSAÇÕES CONTRA EDOM
A primeira parte do livro é uma série de acusações com os 
líderes Edomitas devido ao seu orgulho e autoexaltação. 
Eles viviam literalmente no alto das rochas no deserto e 
também pensavam que por isso estavam acima de Israel. Esse 
orgulho que tinham fez com que após o cerco babilônico 
eles não só ficassem omissos ao que estava acontecendo, 
mas também viessem participar da destruição de Jerusalém. 
vs 1 - 14
O DIA DO SENHOR PARA TODAS AS NAÇÕES
Ele anuncia que todas as nações orgulhosas como Edom 
enfrentarão a justiça de Deus da mesma forma como ela 
virá-lhes. Ele os lançará de suas alturas onde orgulhosamente 
se colocam serão levados à ruína. Assim como nos demais 
profetas, a palavra de juízo de Deus não é o final, sempre 
falará da esperança e da restauração prometida. Da mesma 
forma que Amós e Joel proclamaram o dia do Senhor, Oba-
vs 1 - 14
UM GANCHO PARA UMA MENSAGEM UNIVERSAL
Quando lemos a mensagem de Obadias para todas as 
nações, entendemos porque ele resolveu utilizar o juízo 
sobre Edom, sendo que era uma nação minúscula e de 
certa forma com pouca expressão. Ele pega o exemplo 
de Edom, orgulhosa e pretensiosa, com sua autoexaltação 
e sua queda profetizada e traz a mesma ideia para tudo 
que acontecerá no final dos tempos. Ele mostra que Deus 
COMENTÁRIO
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Deus, então, diz através de Obadias que Edom seria trazido 
de suas alturas onde se exaltou e seria destruída e assim 
como fizeram com Israel, também aconteceria com eles. No 
verso 15, o profeta tira o foco de Edom e traz para todas as 
nações anunciando o dia do Senhor. Esse verso15 funciona 
como uma articulação para a mensagem do resto do livro.
dias também diz que após o juízo que virá sobre todas as 
nações, Deus irá restaurar a casa de Davi, remetendo ao Reino 
Messiânico que viria e seria benção para Israel e correria 
para Edom e também para as demais nações da terra. Todos 
esses profetas expandem essa promessa de restauração da 
Nova Jerusalém, que será o centro da justiça de Deus que 
correrá para as demais nações.
destruirá e derrubará todas as nações que se colocarem 
como orgulhosas, pretensiosas e se autoexaltarem. É uma 
proclamação de juízo de Deus sobre a maldade do coração 
humano, assim como os demais profetas anunciando que 
Deus trará julgamento para toda a maldade humana, sem 
exceção. Isso fica ainda mais curioso quando vemos que 
a palavra hebraica para Edom é a praticamente a mesma 
palavra para Adão = humanidade.
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Jonas Nº Capítulos4 EscritorIncerto Período790 - 749 a.C
CONTEXTO:
A história de Jonas é muito diferente das 
dos demais profetas, enquanto o foco 
dos profetas era aquilo que Deus falava 
por meio deles, a história de Jonas conta 
sobre um profeta que era mau e des-
agradável, que odiou a Deus por amar os 
seus inimigos. O profeta Jonas é mencio-
nado em outro lugar da bíblia, em 2 Reis 
14, na ocasião, ele profetiza que Deus 
estava com Joroboão II, mas ele era um 
rei terrível para Israel. A profecia de Jonas 
para Jeroboão é confrontada pelo profeta 
Amós que diz que Deus não estava com 
o rei. Antes mesmo do livro que conta a 
sua história, já é lançada suspeitas em seu 
caráter devido a essa ocasião.
OBJETIVO
O livro conta a história do profeta Jonas 
que foi usado por Deus para trazer arre-
pendimento à Nínive, capital do império 
Assírio, uma cidade terrível e sanguinária, 
cheia de pecados. Jonas não quer pregar 
para essa cidade porque sabe que Deus 
é misericordioso e compassivo, mas ele 
não concorda que Deus deva ser assim 
e perdoe pessoas como os ninivitas. A 
história mostra como Deus lidou com 
Jonas e mostra o caráter terrível de um 
profeta que se considera mais justo que 
o próprio Deus.
 A FUGA DE JONAS E OS MARINHEIROS
A história começa com Deus falando a Jonas e o encarregando 
de pregar contra o mal em Nínive, que era capital do império 
Assírio, inimigo de Israel. Jonas, porém, ao invés de ir para 
leste onde a cidade se localizava, se volta para o outro lado 
e entra em um navio para o levar tão longe quanto possível, 
para Társis. Ele entra num navio de pagãos e adormece 
durante a viagem, mas Deus envia uma forte tempestade 
A ORAÇÃO DE JONAS DENTRO DO GRANDE PEIXE
Deus frustra os planos de Jonas de escapar de Nínive ao fazer 
com que um grande peixe o engula e preserve sua vida. Jonas 
agora no peixe, apertado e esperando sua morte que não 
chegava, profere uma oração, não de arrependimento, mas 
de agradecimento a Deus por não abandoná-lo. Ele promete 
que obedecerá dali em diante, não importa o que aconteça. 
A resposta de Deus é o peixe vomitar Jonas em terra firme.
JONAS E OS NINIVITAS
Deus manda Jonas ir pregar em Nínive e dessa vez obedece. 
Ele começa a pregar em Nínive, mas sua mensagem é muito 
curta: “em quarenta dias, Nínive será subvertida”. Não sabe-
mos o porquê Jonas não fala muita coisa, se sua intenção era 
sabotar a mensagem para não se arrependerem, pois, nem 
se quer menciona Deus ou o motivo do juízo, mas apenas 
por essas palavras, Deus trouxe arrependimento à Nínive.
A SOBERANIA DE DEUS NA SALVAÇÃO
Apesar ter usado uma mensagem que aparentemente tinha 
a intenção de sabotar a pregação, Deus utiliza o mínimo dele 
para fazer o máximo na cidade. A palavra “subvertida” usada 
na pregação, pode significar “destruição”, mas também “virar 
ao contrário” ou “transformar” e é o que acontece, Nínive 
se arrepende sendo perdoada, assim como os marinheiros, 
todos esses foram mais nobres do que o próprio Jonas.
O CARÁTER DE JONAS EM SUA ORAÇÃO
 Jonas ora a Deus furioso e diz o porquê fugiu para não 
pregar em Nínive, sabia que Deus era misericordioso e iria 
perdoá-los. Ele pega uma qualidade de Deus e usa para 
insultá-lo, pois Jonas não conhecia misericórdia como algo 
bom e prefere morrer do que viver com um Deus assim. 
Deus pergunta a Jonas se sua raiva era justificada. Ele sai da 
cidade e torce para que Nínive retroceda e pede para morrer.
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COMENTÁRIO 4
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e acorda o profeta. Os marinheiros estavam despertos e 
discernem que aquilo era o poder divino e ao lançar dados, 
descobrem que Jonas era o culpado. Ao se explicar, fala um 
monte de bobagens, mas diz que para resolver deveriam o 
lançar ao mar. Embora pareça uma atitude nobre, Jonas queria 
evitar ir a Nínive e morrer sem ter que tirar sua própria vida. Os 
marinheiros relutam por temor, mas o lançam ao mar.
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ACUSAÇÕES E AVISOS DE MIQUEIAS
Começa com a descrição poética de Deus aparecendo sobre 
Israel, assim como no monte Sinai, mas dessa vez não para 
formar uma aliança e sim para trazer juízo sobre as cidades 
que corrompidas por sua rebelião. Miqueias acusa os líderes 
de Israel de enriquecerem por roubo e ganância, assim 
como Acabe. Ele acusa os profetas de estarem se vendendo 
a esses líderes, prometendo coisas que Deus nunca falou.
A INJUSTIÇA DOS LÍDERES DE ISRAEL
Acusa os líderes de fazerem acordos injustos na terra, favore-
cendo os ricos e recebendo subornos para dar aos ricos e 
privar os pobres daquilo que eles tinham, empobrecendo 
a população, violando as leis da Torá. Por isso ele anuncia 
que o julgamento de Deus virá por uma nação que os 
destruirá, tanto do reino do norte quando o do sul, bem 
como o templo de Jerusalém, reduzindo à ruína.
O PEDRÃO DA MENSAGEM DE MIQUEIAS
Em Miqueias, essas sessões de acusação e anúncios de juízos 
terminam com predições da esperança para Israel. Deus diz 
que posteriormente restaurará Israel e será o pastor dos 
remanescentes do seu povo, bem como que a destruição um 
dia será corrigida com a Nova Jerusalém, onde ele encherá 
com sua presença e com o remanescente do seu povo. Fará 
de Israel o centro da benção de Deus para a terra.
O FUTURO DE ISRAEL
Nessa sessão é quase como um resumo do futuro de Israel, 
primeiramente destruídos pelos Assírios e posteriormente 
capturados pela Babilônia, mas não sendo o fim. Deus restau-
rará Israel e fundará a Nova Jerusalém, onde o Rei Messiânico 
virá e governará, fazendo com que os remanescentes de 
Israel sejam benção para todas as nações e também destruirá 
de uma vez por todas o mal das nações da terra.
O PADRÃO DA MENSAGEM DE MIQUEIAS SE REPETE
No final, Miqueias adverte Israel por sua injustiça social e por 
sua corrupção que os estão destruindo. Miqueias diz: “… o 
Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a 
benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?” (6:8). 
Por fim, Israel é personificado como uma pessoa abatida, 
envergonhada, sofrida e clamando por misericórdia. Por que 
Deus os perdoaria? O profeta responde ser por conta do 
1 - 2 3 - 4a
COMENTÁRIO 4b - 5
6 - 7
Miqueias Nº Capítulos7 EscritorIncerto Período740 - 697 a.C
CONTEXTO:
Miqueias foi um profeta do reino do Sul 
(Judá), provavelmente na mesma época 
de Isaías. Ambos os reinos já haviam aban-
donado a aliança com o Deus de Israel. 
Miqueias profetizou a vinda do império 
Assírio para acabar com o reino do norte 
e devastar Jerusalém, mas que a Babilônia 
também viria ee destruiria ainda mais o 
reino do sul. Miqueias foi levantado, como 
a maioria dos profetas, para acusar Israel 
dos seus pecados e anunciar o juízo de 
Deus, mas também a esperança vindoura.
OBJETIVO
O livro de Miqueias tem um padrão muito 
claro de advertir Israel por conta dos seus 
pecados e anunciar a esperança vindoura 
apesar deles descumprirem sua aliança 
com Deus. Miqueias fala aos líderes de 
Israel e expões o seu estado mal e avisa 
que Deus julgará essa maldade com o 
intuito de dissipar o mal do meio do seu 
povo para trazer juízo e cura. A mensagemde Miqueias intercala entre as advertên-
cias e anúncio da esperança que virá a 
Israel quando o próprio Deus virá para 
arrebanhar o remanescente fiel, o Reino 
Messiânico será instituído e eles serão 
benção e paz para todas as nações da 
terra, mas para isso acontecer, primeiro 
Ele dissipará o mal entre o seu povo.
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caráter de Deus, pois sua misericórdia é grande, e também 
por suas promessas aos seus servos do passado, pois, Ele 
nunca deixará de cumpri-las. Isso fica evidente durante o 
livro, onde Deus irá cumprir as suas promessas, mas para 
serem cumpridas Ele primeiro irá retirar o mal de Israel, isso 
se dá em seus juízos. O livro termina assim, com o profeta 
dizendo que Deus esmagará o mal e lançará os pecados do 
povo nas profundezas do mar.
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Naum Nº Capítulos3 EscritorNaum Período660 - 606 a.C
CONTEXTO:
O livro do profeta Naum é uma coleção de 
poemas anunciando a queda do império 
Assírio e de sua capital Nínive. Ele foi um 
dos maiores impérios do mundo e na 
sua expansão, o reino do norte de Israel 
foi destruído e os israelitas levados ao 
exílio. Esse império era destrutivo como 
nunca houve no mundo, por isso todos 
os vizinhos de Israel, bem como Israel 
aguardavam sua queda que ocorreu no 
ano de 612 a.C. através da rebelião da 
Babilônia.
OBJETIVO
O objetivo do livro da Naum é narrar e 
predizer a queda de grandes impérios 
daquele tempo. Esses impérios são sím-
bolos de todas as nações que se levantam 
perversamente para destruir e oprimir as 
nações e os inocentes da terra. O livro 
mostra que Deus nunca deixará impune 
os pecados e a perversidade humana, Ele 
mesmo desce na terra para trazer o seu 
juízo sobre todas elas. Todas as nações na 
história que se levantam ou se levantarão 
orgulhosas e altivas serão despedaçadas 
pelo juízo de Deus, sem exceção, mas 
todos aqueles que se humilharem e se 
converterem ao Senhor serão poupados 
por sua infinita e disponível misericórdia.
A GLÓRIA DE DEUS SOBRE A TERRA PARA TRAZER JUÍZO
 O início é muito parecido com Miqueias onde a glória de 
Deus desce sobre à terra para trazer juízo sobre as nações 
perversas. Há uma citação sobre Deus vinda do caso do 
bezerro de ouro no Sinai dizendo: “Deus é tardio em se irar 
e grande em poder, e não deixará o mal impune” (Êxodo 
34:6-7). O profeta contrasta a relação de juízo de Deus sobre 
as nações ruins e a misericórdia dos remanescentes que 
A QUEDA DE NÍNIVE
Essa seção narra como de forma estratégica a Babilônia 
consegue atacar, invadir e derrubar Nínive. O profeta ainda 
diz que a maldade e perversidade de Nínive foi a semente 
da sua própria destruição, assim como fizeram com muitas 
nações acontecerá com eles. O livro termina com os povos 
capturados celebrando a derrota da Assíria ao invés de 
ajudá-los tamanha era a sua crueldade.
A MISERICÓRDIA DE DEUS PARA QUEM O BUSCA
O livro de Naum se torna um convite para que todos se 
humilhem e busquem ao Senhor, clamando por sua mis-
ericórdia. Todos somos maus assim como esses grandes 
impérios, mas Deus nos dá oportunidade de nos arrepend-
ermos do nosso mal, para Ele vir e governar sobre as nossas 
vidas. Nenhum mal ficará impune diante de Deus, mas para 
os remanescentes que se humilham, há misericórdia e paz.
ABORDAGEM SOBRE O CICLO DA PERVERSIDADE HUMANA
A história humana é repleta por tribos, nações e impérios que 
se levantam de maneira cruel para assolar, capturar e dominar 
sobre à terra. Eles avançam, destroem, matam inocentes e 
crescem em detrimento da devastação de nações inteiras. 
O livro de Naum pega dois exemplos que é o da Assíria e 
da Babilônia para mostrar que Deus está irado contra essas 
nações e está atento a morte dos inocentes. A bondade e 
1
2 - 3 COMENTÁRIO
COMENTÁRIO
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a misericórdia de Deus é a responsável por mais cedo ou mais 
tarde virá queda das nações que oprimem o mundo. Deus nunca 
deixará impune essas nações e sempre trará o seu juízo. Ao 
longo da história vimos diversos casos de impérios e nações 
se levantando e sendo derrubados, nenhum permanecem, 
todos serão destruídos. Somente um reino será eterno e esse 
é o do Rei Messiânico que virá sobre à terra e reinará em paz.
buscam ao Senhor. Ele usa uma linguagem parecida com a 
de Isaías para anunciar a queda do império Assírio, mas que 
também ecoa sobre a futura queda do reino babilônico e tudo 
como boas novas aos remanescentes. Isso é como um retrato 
de como Deus atua na história, buscando o arrependimento 
das nações, mas elas não dão ouvidos, Deus envia seu juízo 
sobre eles e salva aqueles que nEle buscam misericórdia.
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Habacuque Nº Capítulos3 EscritorHabacuque Período610 - 597 a.C
AS RECLAMAÇÕES DE HABACUQUE A DEUS
Habacuque inicia reclamando a Deus pelo povo ter aban-
donado a Torá, a violência e injustiça que imperava e a lider-
ança corrupta de Israel. Habacuque clama pela intervenção 
de Deus achanado que não seria respondido, mas de repente 
Deus o responde e diz estar ciente de tudo que estava acon-
tecendo estava pronto para enviar o juízo através da Babilônia. 
Habacuque não gosta do que ouve e diz a Deus que a Babil-
AS CINCO DESGRAÇAS DAS NAÇÕES CORRUPTAS
Habacuque escreve poemas a respeito de nações como a 
Babilônia que são más e injustas. Primeiro fala da economia 
injusta onde pessoas ricas prevalecem sobre pobres de 
maneiras injustas e más. Em segundo, o trabalho escravo, 
tratando os seres humanos como animais e os ameaçando. 
Em seguida, líderes irresponsáveis que veem a desgraça 
do povo, enquanto bebem e se banqueteiam. Por último, a 
A ORAÇÃO DE HABACUQUE
Ele deixa uma pergunta pendente, será que Deus deixará 
esse ciclo de ascensão e queda das nações corruptas para 
sempre? Ele ora para que Deus termine com isso e traga o 
juízo para as nações imediatamente. Vemos um poema onde 
Deus aparece de forma aterrorizante e quando Ele aparece 
para confrontar todo mal, todos estão atentos. Habacuque 
descreve a derrota do mal como um êxodo para o povo e 
assim como Deus dividiu o mar na batalha contra o Faraó, trará 
1 - 2a
2b
3
CONTEXTO:
Habacuque viveu durante o período final 
do reino do sul de Israel, período que, 
como já dito, foi marcado por injustiça 
e idolatria em todo Israel. O profeta viu 
a ascensão da ameaça babilônica, mas 
diferindo dos outros profetas, Habacuque 
não foi um acusador de Israel e não fala 
em nome de Deus. O livro de Habacuque 
é marcado por suas palavras direcionadas 
a Deus e no seu processo para crer que 
Deus é bom mesmo com tanta tragédia 
acontecendo no mundo em formato de 
poemas de lamento.
OBJETIVO
O objetivo do livro da Habacuque é 
mostra o processo de um homem de 
Deus que observa o mundo em tragédia, 
seu povo derrotado, humilhado e mesmo 
assim precisar crer e confiar em Deus. 
Habacuque faz severas reclamações com 
Deus a respeito de tudo que está aconte-
cendo e por sua fidelidade e misericórdia, 
Deus responde a Habacuque e mostra 
o que realmente ele precisa entender. 
Habacuque vê que Deus está atento a 
tudo e que seus planos não serão frus-
trados, basta a ele confiar que no tempo 
determinado, Deus virá e julgará as nações 
ímpias e libertará seu povo fiel do mal 
para todo sempre.
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ônia era pior que Israel, como pode um Deus bom e santo 
usar nações corruptas e más? Deus responde mandando que 
Habacuque escreva a visão sobre um tempo que virá, onde 
o justo viverá devido a sua fé. Deus diz que ele destruirá a 
Babilônia e todas as nações que igualmente se exaltam. Diz 
ainda que o fato dele usar uma nação má, não quer dizer que 
ele a aprova, mas que Ele usa até o que é ruim para cumprir 
seus planos.
idolatria que é o motor de tudo e os mantém confortáveis 
em sua perversidade. A mensagem de Habacuque é para 
nações que vivem como a Babilônia, mas principalmente, 
para todos aqueles que vivem em períodos dominados por 
esse tipo de nação.A mensagem é que Deus está atento e 
ciente de tudo. que no tempo determinado enviará o juízo 
a quem não se arrepender e confortará o justo que pela fé 
se manteve fiel.
o juízo sobre o chefe das nações más. Ele narra a esperança 
de que quando Deus confrontar o mal, salvará seu povo e 
seu ungido. O êxodo do é um arquétipo do êxodo futuro 
em que Deus fará justiça sobre os maus e livrará seu povo 
para sempre. Habacuque conclui o seu livro louvando a Deus, 
mesmo que tudo venha à destruição, ele confiará no Senhor. 
Ele é um exemplo de como o justo vive pela fé.
ENXERTADOS.COM.BR
Sofonias Nº Capítulos3 EscritorSofonias Período639 - 608 a.CGrupo de LivrosProfetas Menores Reino do SulPré-Exílio
CONTEXTO:
Sofonias viveu durante as últimas décadas 
do reino de sul, no reinado de Josias que 
foi um rei que fez uma reforma religiosa, 
retirar a idolatria do povo e tornar Israel 
novamente ao Senhor. Infelizmente Israel 
já estaca corrompida demais e a idolatria 
já fazia parte de suas vidas.
OBJETIVO
O livro de Sofonias é uma coleção de 
poemas sobre o juízo e sobre a esper-
ança de Deus sobre as nações. O livro traz 
imagens fortes e maravilhosas sobre os 
eventos futuros, sobre a graça maravilhosa 
de Deus perante os remanescentes, mas 
também sobre o juízo de Deus perante as 
nações corrompidas, incluindo Jerusalém. 
O objetivo de Sofonias é mostrar que Deus 
é um fogo consumidor, mas não com 
intenção de destruir definitivamente, mas 
de purificar e construir algo novo a partir 
daqueles que são fiéis a Ele. Deus honrará 
o seu povo no fim, mas aqueles que são 
perversos serão destruídos mediante o 
poder de sua glória.
O JULGAMENTO SOBRE JERUSALÉM
O livro começa com poesias que são uma inversão de 
Gênesis 1, como Deus ordenou o mundo, agora está falando 
da desordem que virá sobre ele. É um retrato mostrando 
que Jerusalém irá acabar, tudo será destruído por eles 
estarem adorando aos deuses cananeus e todos os líderes 
injustos, todos os centros de comércio injusto da cidade, 
tudo irá ao fim com as muralhas da cidade. Sofonias está 
JULGAMENTO DAS NAÇÕES E DE JERUSALÉM
Nesse segundo momento do livro, Sofonias amplia o foco 
do julgamento e coloca as nações vizinhas como alvo do 
juízo divino. Ele acusa todos os reinos vizinhos de Jerusalém 
de corruptos e culpados diante de Deus por sua idolatria, 
injustiça e perversidade. A sua previsão vê que, bem como 
Jerusalém, esses reinos cairão diante da Babilônia. Sofonias 
inclui Jerusalém como se Deus já não os considerasse seu 
ESPERANÇA PARA AS NAÇÕES E JERUSALÉM
Essa sessão começa como a outra termina, Deus dizendo 
que curará as nações rebeldes do seu mal e transformará 
em uma única família. Eles vão ser purificados e invocarão 
o nome do Senhor com seus lábios santos. Essa imagem 
mostra o cumprimento da promessa de Deus a Abraão 
em que todas as nações da terra seriam benditas em sua 
descendência, inclusive Jerusalém. A conclusão do livro 
1 - 2:3
2:4 - 3:8
3:9 - 3:20
povo, mas sim, como mais um reino corrupto e digno do seu 
juízo vindouro. Deus diz que sua decisão é reunir Jerusalém 
e todas essas nações e despejar sua indignação contra tudo 
que eles vem praticando continuamente perante sua face. A 
sua justiça seria como um fogo consumidor que devoraria o 
mal da terra. Vemos, então, que, na verdade, esse fogo vem 
não para destruir definitivamente, mas para purificar o mal das 
nações, incluindo Jerusalém.
foca na restauração de Jerusalém no centro das nações do 
mundo com a presença de Deus na cidade restaurada, com o 
remanescente fiel humilhado e transformado pela misericórdia 
de Deus e eles são chamados para cantar e se alegrar. Deus 
é mostrado como um poeta que também quer cantar com 
cânticos de alegria junto ao seu povo. O livro termina com 
essa imagem de Deus reunindo todos os aflitos, humilhados 
e perseguidos em sua cidade.
trazendo esse cenário apocalíptico para mostrar o que irá acon-
tecer com eles quando um grande exército vir para trazer juízo 
sobre Jerusalém. Sofonias não menciona que será a Babilônia, 
ele foca em mostrar que Deus é o responsável por esse grande 
juízo. Em seu último poema dessa sessão, ele convoca a todos 
para clamarem por Jerusalém, para os humildes buscarem ao 
Senhor, pois, esses são os remanescentes fiéis. Os que seriam 
poupados caso se arrependessem.
ENXERTADOS.COM.BR
Ageu Nº Capítulos2 EscritorAgeu Período550 - 520 a.CGrupo de LivrosProfetas Menores Reino do SulPós-Exílio
CONTEXTO:
O livro do profeta Ageu abre uma sessão 
pós-exílio e esse livro, embora pequeno, 
é crucial para entendimento do enredo 
bíblico, pois, os livros posteriores de 
Malaquias e Zacarias respondem pergun-
tas que começam a ser feitas no livro de 
Ageu. Nesse novo contexto, o povo retor-
nou do exílio, voltou a cidade e começa 
a edificá-la, mas o profeta denuncia que 
pouca coisa mudou e o povo não está 
preocupado em cumprir as cosias que o 
Senhor determinou e aparentemente o 
exílio não adiantou para mudar o coração 
de Israel.
OBJETIVO
O objetivo das palavras de Ageu foi moti-
var o povo na construção do novo templo 
de Jerusalém para adoração de Deus. O 
povo estava preocupado com suas casas 
e ainda não haviam iniciado os trabalhos 
no templo. Mesmo depois do início da 
construção, o povo estava desengajado 
comparando a glória do primeiro templo 
com a pequena expressão do novo tem-
plo. Ageu, então, faz o povo entender que 
a glória dependerá de como eles vão se 
portar diante de Deus, se eles continuarão 
impuros e rebeldes como os seus pais ou 
serão fieis à aliança com Deus e Ele esta-
belecerá o seu Reino no meio do povo.
ACUSÃO CONTRA AS PRIORIDADES DO POVO
Ageu começa seu livro com o povo tendo retornado para 
Jerusalém e começado a reconstruir a cidade, porém, o 
povo está apenas preocupado em construir suas casas e 
suas possses, deixando de lado o templo de Deus, dizendo 
que não era o tempo de reconstruí-lo. Ageu pergunta se as 
casas são mais importantes do que a fidelidade a Deus e fiz 
AS EXPECTATIVAS FRUSTRADAS DO POVO
Passa-se cerca de um mês após o início da reconstrução, 
porém, o povo está desanimado ao comparar esse novo 
templo com o antigo, pois, ele é inexpressível em com-
paração ao primeiro. Aquele novo templo não era nada 
comparado a glória do templo de Salomão construído 
500 anos antes. Isso fez com que o povo desanimasse de 
concluir o projeto de reconstrução. Ageu, então, lembra 
CHAMADO Á FIDELIDADE DA ALIANÇA
Ageu envolve sacerdotes em uma conversa sobre a pureza 
ritual com as ideias chaves de Levítico: “se alguém tocar 
um cadáver se torna impuro, daí, se ao tocar um alimento 
ele também se tornará impuro?” e eles dizem “sim”. Ageu 
usa essa parábola para dizer que se essa geração atual 
não se humilhar, não se afastar da injustiça e da apatia, o 
que colocam a mão, incluindo o novo templo, também 
será impuro. Apenas o verdadeiro arrependimento e a 
fidelidade à aliança trará a benção do reino. Ele fala a essa 
1 - 12
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que o que eles estavam fazendo era se rebelar contra a aliança 
novamente e, devido a isso, a terra ainda era improdutiva e 
eles estavam sendo atingidos pela fome e pela seca, fazendo 
menção a maldições que estão escritas em Deuteronômio. As 
palavras de Ageu fizeram com que o povo começasse, enfim, 
a trabalhar na reconstrução, como citado em Esdras 5:1-2.
o povo das promessas de Deus, sobre o futuro reino que viria 
e seria poderoso. Ele cita os profetas que falaram a respeito 
desse tempo, como Isaías e Miqueias, sobre a Nova Jerusalém 
que seria magnífica. Seria o lugar onde Deus redimiria o mundo 
todo, sua glória habitaria e todas as nações da terra viriam par-
ticipar do Reino de Deus, durante uma era de paz. O templo 
desempenha um papel importante, por isso, Ageu chama o 
povo a trabalhar com esperança apesar das circunstâncias.
geração de exilados, como Moisés ao povo no deserto: “se 
obedecerem, serão abençoados, mas se forem infiéis, isso trará 
ruína”. O livro conclui com a esperança do Reino deDeus, a 
Nova Jerusalém é o centro do seu glorioso reino para as nações, 
derrotando o mal entre elas como fez no êxodo e meio disso 
estabelecerá o Reino Messiânico. O livro termina com essa visão 
de um futuro grandioso, porém, com a pergunta: será que o 
povo será fiel à aliança? Essa resposta é dada nos últimos dois 
livros do velho testamento.
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Zacarias Nº Capítulos14 EscritorZacarias Período520 - 518 a.CGrupo de LivrosProfetas Menores Reino do SulPós-Exílio
CONTEXTO:
O livro começa no período após os exi-
lados retornarem a Jerusalém, em Esdras 
5:1-2 é dito que Zacarias e Ageu desafi-
aram e convocaram o povo a construírem 
o templo e procurarem o cumprimento 
das promessas de Deus. Jeremias havia 
profetizado que após os 70 anos de exílio, 
Deus restauraria a Nova Jerusalém e esta-
beleceria o Reino Messiânico sobre todas 
as nações. Os 70 anos estavam quase 
findando, mas a vida difícil do retorno à 
terra fazia parecer que as promessas não 
se tornariam realidade e o livro de Zacarias 
nos traz algumas respostas do porquê.
OBJETIVO
O objetivo é mostrar que as promessas de 
Deus se cumprirem no tempo pós-exílio 
estava intimamente ligada a como Israel 
iria se portar diante de Deus e da aliança. 
O povo precisava se arrepender, mudar 
seus maus caminhos e se voltar para Deus, 
cumprir a aliança, seus líderes deveriam 
se manter íntegros e tementes a Deus. 
Zacarias mostra em suas visões o que 
realmente aconteceria, mas a verdade 
sobre o povo encontramos no livro de 
Esdras-Neemias e de Malaquias. O registro 
de Zacarias é riquíssimo em profecias que 
se cumpriram e ainda se cumprirão em 
tempos futuros.
INTRODUÇÃO AO LIVRO DE ZACARIAS
No início do livro, Zacarias está fazendo o mesmo trabalho 
de Ageu, convocando o povo ao arrependimento, para tra-
balharem pelas promessas de Deus, reconstruam o templo, 
cumpram a aliança e sejam fiéis. Ele diz para não fazerem 
como os antepassados que não ouviram os profetas, mas 
foram rebeldes. O povo diz que está arrependido e voltará ao 
Senhor, mas posteriormente vimos que isso era só aparência.
AS VISÕES EM SONHOS DE ZACARIAS
Zacarias tem visões em sonhos estranhas, mas simétricas. 
Foram oito visões onde a 1 e a 8 falam de quatro cavaleiros 
que são como guardas, patrulhando o mundo em nome do 
Senhor, representando a vigilância de Deus e reportam que 
o mundo está em paz, referindo-se ao tempo do reinado da 
Pérsia. Já que os 70 anos do exílio se cumpriram, chegou o 
tempo do Reino Messiânico em Jerusalém? Deus cumprirá, 
mas não diz quando. As visões 2 e 7 fala sobre o juízo do 
pecado no exílio. As visões 3 e 6 são sobre a reconstrução 
de uma nova Jerusalém que será um farol para as nações, 
purificadas dos pecados pela palavra de Deus. As visões 4 e 5 
estão no centro dessa simetria e são os dois líderes atuais de 
Jerusalém, o sacerdote Josué e o herdeiro de Davi Zorobabel 
e se forem fiéis, serão símbolos do Rei Messiânico que virá, se 
forem honesto, sinceros e dependentes do Espírito. A visão 
bônus mostra Josué como símbolo desse Rei Messiânico, mas 
diz que só irá ocorrer se essa geração obedecer e ser fiel a 
Deus e a aliança. Essas visões mostram que a vinda do Reino 
Messiânico está condicionada a fidelidade dessa geração.
A CONCLUSÃO DE ZACARIAS
Ele conclui que seus sonhos são um novo desafio e alguns 
israelitas aparecem de luto pelo antigo templo e eles pergun-
tam se é hora de parar o luto e se o reino de Deus virá em 
breve. Zacarias relembra a rejeição dos profetas passados, 
o que os levou ao exílio e lança o desafio que essa geração 
só verá o Reino Messiânico se buscarem a justiça, a paz e 
forem fiéis à aliança. Ele inverte a questão para eles.
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7 - 8
AS IMAGENS DO REI MESSIÂNICO
Vemos uma coleção de poemas e imagens sobre o futuro 
Reino Messiânico. No primeiro momento Ele vem humilde, 
montando um jumento em sua entrada na Nova Jerusalém 
para estabelecer o reino de Deus sobre as nações. Depois 
esse Rei é mostrado como um pastor do de Israel, mas é 
rejeitado pelo seu povo e pelos seus líderes que também 
são como pastores, então, Ele entrega Israel a esses pastores 
corruptos. Esta rejeição durará para sempre? E os capítulos 
9 - 14
finais dizem que não. Temos uma nova colagem de poemas e 
imagens do futuro Reino Messiânico, mas agora, vemos uma 
Nova Jerusalém como um lugar onde a justiça de Deus confronta 
e derrota o mal sobre as nações, como em Joel e Ezequiel. 
Deus ainda confronta a rebelião dos corações do seu povo e 
derrama seu Espírito sobre eles para que se arrependam de 
terem se rebelado e rejeitado o seu Pastor Messiânico. O livro 
conclui com a Nova Jerusalém no centro das nações, como 
um novo do Éden que flui para gerar um novo tempo.
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Malaquias Nº Capítulos4 EscritorMalaquias Período450 - 420 a.CGrupo de LivrosProfetas Menores Reino do SulPós-Exílio
CONTEXTO:
Malaquias viveu cerca de 100 anos depois 
que os israelitas retornaram do exílio 
babilônico e a sua mensagem é dirigida 
a essas pessoas que estavam morando 
em Jerusalém. Apesar de o templo ter 
sido reconstruído e profetas anteriores 
terem chamado o povo à aliança, as coi-
sas não estavam boas e eles estavam 
tão corrompidos quanto eram antes do 
exílio, como vemos em Esdras-Neemias. 
Eles tinham a esperança de que o Reino 
Messiânico viesse, mas assim como pro-
fetizou Zacarias, só viria se eles fossem 
fiéis, o que não ocorreu, estavam tal qual 
seus antepassados cheios de impureza e 
injustiça.
OBJETIVO
O livro é construído com uma série de 
disputas entre Deus e o povo, onde a 
corrupção e o coração mau do povo e 
das lideranças são expostos. O livro busca 
faz um fechamento de todo esse enredo 
de corrupção de Israel que, mesmo após 
o exílio, continua corrompida, idólatra e 
injusta. Deus evidencia isso tudo no livro, 
mas conclui com a esperança de que o 
remanescente fiel em Israel será salvo 
e viverá eternamente em um reino de 
justiça e paz com o Messias que virá com 
o grande dia do Senhor.
O FUTURO DOS FIÉIS REMANESCENTES
Na sessão anterior, Malaquias fala da vinda do terrível dia 
do Senhor, porém, para o remanescente fiel não é uma 
ameaça, mas motivo de alegria, como os raios de sol que 
trazem cura, virada e esperança para o futuro. Os rema-
nescentes fiéis serão resgatados e preservados do fogo 
que virá para consumir, mas serão purificados e estarão 
com o Rei Messiânico, cumprindo as promessas feitas.
UM ANEXO QUE FECHA O LIVRO
Esses últimos versículos tem um apêndice que faz o fecha-
mento de todo o velho testamento. O leitor é chamado 
a lembrar-se da lei da Torá, da aliança e de tudo que foi 
dito pelos profetas. Diz que antes do fim, Deus enviará o 
profeta Elias que restaurará o coração do povo de Deus. 
Isso resume a Torá e os profetas como um livro único que 
fala do passado, mas aponta para um futuro que breve virá. 
Lembra do que Deus fez e mostra que muito ainda fará.
4:1-3 4:4-6
A CORRUPÇÃO DE ISRAEL É EXPOSTA
Na primeira disputa entre Deus e o povo, o Senhor diz que 
ama Israel, mas o povo questiona como Ele tem demon-
strado esse amor. Deus responde que escolheu Jacó (Israel) 
para levar as promessas e a aliança, e não Esaú (Edom). Na 
segunda disputa, Deus acusa o povo de O ter desprezado 
e profanado o templo, mas eles questionam como tem 
profanado. Deus responde que o povo tem trazido ofertas 
A CORRUPÇÃO DE ISRAEL É CONFRONTADA
Na quarta disputa, acusam Deus de negligência e não ser 
justo, pois, vê a injustiça e não faz nada. Deus responde que 
enviará um mensageiro que irá preparar o seu povo para a 
vinda do Rei no dia do Senhor, tudo será purificado como 
no fogo e removerá toda idolatria e imoralidade, apenas 
os remanescentes fiéis serão o seu povo. Na quinta disputa, 
Deus convoca o povo a retornar-lhe e eles se perguntam 
como poderiam voltar. Deus confronta seu egoísmo e diz 
que pararam de oferecer os dízimos ao templo. 
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3
vergonhosas de animais doentes, desonrando a Deus, até os 
sacerdotes são coniventese participam dessa vergonha. Na 
terceira disputa, Deus acusa Israel de ser infiel a Ele e as suas 
esposas e eles negam. Deus expões a idolatria e o divórcio 
que o povo está fazendo, eles repudiam as suas mulheres 
e cansam-se com estrangeiras, adotando ainda seus ídolos 
ancestrais dentro de seus lares, até as mulheres já não ligam 
mais para o divórcio. Isso é uma quebra flagrante da aliança.
Deus os confronta, pois, não estavam cumprindo a obrigação 
e o templo estava em desuso. Deus queria os abençoar, mas 
precisavam ser fiéis. Na última disputa, acusam a Deus e diz 
ser inútil servir-lhe, pois permite que pessoas más e orgulhosas 
sejam bem-sucedidas. Deus responde com uma história sobre 
os fiéis remanescentes, que temem a Deus e ordena que um 
pergaminho de memórias seja escrito sobre o que Deus fez no 
passado para lembarem do caráter, bondade e misericórdia 
para isso inspirar esperança e fidelidade.
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