Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

Anestesia: A anestesia local foi definida como a perda da sensação em uma área circunscrita do corpo causada pela depressão 
da excitação nas terminações nervosas ou pela inibição do processo de condução nos nervos periféricos. 
A membrana é descrita como uma estrutura não distensível flexível constituída de duas camadas de moléculas de lipídeos 
(bicamada de fosfolipídeos) e proteínas, lipídeos e carboidratos associados. Os lipídeos estão orientados com suas 
extremidades hidrofílicas (polares) voltadas para a superfície externa e suas extremidades hidrofóbicas (não polares) 
projetando-se para o meio da membrana. As proteínas são consideradas os elementos primários de organização das 
membranas. As proteínas são classificadas como proteínas de transporte (canais, transportadoras ou bombas) e como sítios 
receptores. As proteínas canais são consideradas poros contínuos através da membrana, permitindo o fluxo passivo de alguns 
íons (Na+, K+, Ca++), enquanto outros canais são providos de “portões”, permitindo o fluxo de íons apenas quando o 
portão se encontra aberto.4 A membrana nervosa situa-se na interface entre o líquido extracelular e o axoplasma. 
Etapa 1. Um estímulo excita o nervo, levando à sequência de 
eventos: A. Uma fase inicial de despolarização lenta. O potencial elétrico no interior do nervo torna-se discretamente menos 
negativo. B. Quando o potencial elétrico em declínio atinge um nível crítico, resulta em uma fase extremamente rápida de 
despolarização. Isso é denominado potencial de limiar ou potencial de descarga. C. Essa fase de despolarização rápida resulta 
em uma inversão do potencial elétrico através da membrana nervosa. O interior do nervo agora é eletricamente positivo em 
relação ao exterior. Existe um potencial elétrico de +40 mV no interior da célula nervosa. 
Eletroquímica da Condução Nervosa: A sequência anterior de eventos depende de dois fatores importantes: a concentração de 
eletrólitos no axoplasma (interior da célula nervosa) e nos líquidos extracelulares e a permeabilidade da membrana nervosa 
aos íons sódio e potássio. Existem diferenças significativas entre as concentrações intra e extracelulares dos íons. Esses 
gradientes iônicos diferem porque a membrana nervosa exibe permeabilidade seletiva. 
Estado de Repouso. Em seu estado de repouso, a membrana 
nervosa se mostra: 
• Discretamente permeável aos íons sódio (Na+) 
• Livremente permeável aos íons potássio (K+) 
• Livremente permeável aos íons cloreto (Cl–) 
O potássio permanece dentro do axoplasma, apesar de sua capacidade de se difundir livremente através da membrana nervosa 
e de seu gradiente de concentração. Porque a carga negativa da membrana nervosa restringe os íons com cargas positivas por 
atração eletrostática. O cloreto permanece fora da membrana nervosa em vez de se mover para dentro da célula nervosa 
segundo seu gradiente de concentração, porque a influência eletrostática oposta. praticamente equivalente, força a migração 
para fora. O resultado final é a ausência de difusão de cloreto através da membrana. O sódio migra para dentro porque tanto 
concentração, quanto o gradiente eletrostático, favorecem tal migração. Somente o fato de a membrana nervosa em repouso 
ser relativamente impermeável ao sódio impede um influxo maciço desse íon. 
MODO E LOCAL DE AÇÃO DOS ANESTÉSICOS LOCAIS: É possível que os anestésicos locais interfiram no processo de excitação da 
membrana nervosa por uma ou mais das seguintes maneiras: 
1. Alterando o potencial de repouso básico da membrana do nervo 2. Alterando o potencial de limiar (nível de descarga) 3. 
Diminuindo a taxa de despolarização 4. Prolongando a taxa de repolarização 
Estabeleceu-se que os efeitos primários dos anestésicos locais ocorrem durante a fase de despolarização do potencial 
de ação. 18 Esses efeitos incluem diminuição na taxa de despolarização, particularmente na fase de despolarização lenta. 
Por causa disso, a despolarização celular não é suficiente para reduzir o potencial de membrana de uma fibra nervosa até 
seu nível de descarga, não se desenvolvendo um potencial de ação propagado. Não há alteração acompanhando a taxa de 
repolarização. A ação primária dos anestésicos locais na produção de bloqueio de condução consiste em diminuir a 
permeabilidade dos canais iônicos aos íons sódio (Na+). Os anestésicos locais inibem seletivamente a permeabilidade máxima 
do sódio, cujo valor é normalmente é cerca de cinco a seis vezes maior que o mínimo necessário para a condução dos 
impulsos (p. ex., há um fator de segurança para a condução de 5× a 6 × ). Os anestésicos locais reduzem esse fator de 
segurança, diminuindo a taxa de elevação do potencial de ação e sua velocidade de condução. Quando esse fator de segurança 
cai abaixo da unidade, a condução falha e ocorre bloqueio nervoso. Os anestésicos locais produzem diminuição discreta e 
virtualmente insignificante na condutância de potássio (K+) através da membrana nervosa. Aos íons cálcio (Ca ++), que 
existem na forma ligada no interior da membrana celular, é atribuído um papel regulador no movimento de íons sódio 
através da membrana nervosa. A liberação dos íons cálcio ligados ao sítio receptor do canal iônico pode ser o fator primário 
responsável pelo aumento da permeabilidade da membrana nervosa ao sódio. Isso representa a primeira etapa na 
despolarização da membrana do nervo. As moléculas de anestésico local podem agir por antagonismo competitivo com o 
cálcio em algum local na membrana do nervo. A sequência a seguir é um mecanismo proposto de ação dos anestésicos locais: 
1. Deslocamento de íons cálcio do sítio receptor dos canais de sódio, o que permite... 2. A ligação da molécula de anestésico 
local a esse sítio receptor, o que então produz... 3. O bloqueio do canal de sódio, e uma... 4. Diminuição na condutância de 
sódio, que leva à...5. Depressão da taxa de despolarização elétrica, e a... 6. Falha em obter o nível do potencial de limiar, 
juntamente com uma... 7. Falta de desenvolvimento dos potenciais de ação propagados, o que é chamado... 8. Bloqueio de 
condução. Em sua maioria, os anestésicos locais injetáveis são aminas terciárias. Apenas alguns (p. ex., a prilocaína e a 
hexilcaína) são aminas secundárias. A parte lipofílica é a maior porção da molécula. Aromática em estrutura, é derivada do 
ácido benzoico, da anilina ou do tiofeno (articaína). Todos os anestésicos locais são anfipáticos, ou seja, possuem tanto 
características lipofílicas quanto hidrofílicas, geralmente em extremidades opostas da molécula. A parte hidrófila é um amino 
derivado do álcool etílico ou do ácido acético. Anestésicos locais sem parte hidrofílica não são adequados para injeção, mas 
são bons anestésicos tópicos (p. ex., a benzocaína). A estrutura do anestésico se completa com uma cadeia intermediária de 
hidrocarboneto contendo uma ligação éster ou uma ligação amida. Outras substâncias químicas, especialmente os 
bloqueadores da histamina e os anticolinérgicos, compartilham essa estrutura básica com os anestésicos locais e comumente 
exibem propriedades anestésicas locais fracas. Os anestésicos locais são classificados como aminoésteres ou aminoamidas, de 
acordo com suas ligações químicas. Os anestésicos locais ligados a ésteres (p. ex., a procaína) são prontamente hidrolisados 
em solução aquosa. Os anestésicos locais ligados a amidas (p. ex., a lidocaína) são relativamente resistentes à hidrólise. Sabe-
se bem que o pH de uma solução de anestésico local (e o pH do tecido em que é infiltrado) influencia muito sua ação no 
bloqueio do nervo. A acidificação do tecido diminui a eficácia do anestésico local. Resulta em anestesia inadequada quando os 
anestésicos locais são infiltrados em áreas inflamadas ou infectadas. O processo inflamatório gera produtos ácidos: o pH do 
tecido normal é de 7,4; o pH de uma área inflamada é de 5 a 6. O pH das soluções sem adrenalina é aproximadamente 6,5; 
soluções contendo adrenalinatêm pH em torno de 3,5. Clinicamente, esse pH mais baixo tem mais probabilidade de produzir 
sensação de ardência na infiltração, bem como início da anestesia um pouco mais lento. 
A elevação do pH (alcalinização) de uma solução de anestésico local acelera o início de sua ação, aumenta sua eficácia 
clínica e torna sua infiltração mais confortável. Dissociação dos Anestésicos Locais os anestésicos locais estão disponíveis para 
uso clínico como sais ácidos (geralmente cloridrato). O sal de anestésico local, tanto hidrossolúvel quanto estável, é 
dissolvido em água destilada estéril ou em soro fisiológico. Nessa solução, existem simultaneamente moléculas sem carga 
(RN), também conhecidas como base, e moléculas com cargas positivas (RNH+), o chamado cátion. A proporção relativa de 
cada forma iônica na solução varia com o pH da solução ou dos tecidos em torno. Na presença de alta concentração de íons 
hidrogênio (pH baixo), o equilíbrio se desloca para a esquerda, e a maior parte da solução anestésica existe na forma 
catiônica: RNH R> + N H + + 
 
À medida que diminui a concentração do íon hidrogênio (pH mais alto), o equilíbrio se desloca para a forma da base livre: 
Ações sobre as Membranas de Nervos 
Esse processo é explicado no seguinte exemplo: 1. Mil moléculas de um anestésico local com pKa de 7,9 são injetadas nos 
tecidos fora de um nervo. O pH do tecido é normal (7,4) 2. Com base na Tabela 1-4 e na equação de Henderson-Hasselbalch, 
pode ser determinado que em pH de tecido normal, 75% das moléculas do anestésico local estão presentes na forma catiônica 
(RNH+) e 25% na forma de base livre (RN). 3. Teoricamente, todas as 250 moléculas RN lipofílicas se difundirão através da 
bainha do nervo para chegar ao interior (axoplasma) do neurônio. 4. Quando isso acontece, o equilíbrio extracelular entre 
RNH+ ⇌ RN é alterado pela passagem das formas de base livre para o interior do neurônio. As 750 moléculas RNH+ 
extracelulares remanescentes irão agora estabelecer um novo equilíbrio de acordo com o pH do tecido e o pKa da droga: RNH 
(570) R N (180) H+ + + 5. As 180 moléculas RN lipofílicas recém-criadas se difundem para dentro da célula, começando 
todo o processo (Fase 4) novamente. Teoricamente, isso continua até que todas as moléculas de anestésico local tenham se 
difundido para o axoplasma. A realidade, porém, é um pouco diferente. Nem todas as moléculas de anestésico local chegam 
ao interior do nervo por causa do processo de difusão (as drogas irão se difundir em todas as direções possíveis, não apenas 
para o nervo) e porque parte da droga será absorvida pelos vasos sanguíneos e os tecidos moles extracelulares no local da 
infiltração. 6. O interior do nervo deve ser visto a seguir. Depois da penetração da bainha nervosa e da entrada no axoplasma 
pela forma RN lipofílica do anestésico, há no interior do nervo um novo equilíbrio porque um anestésico local não pode 
existir unicamente na forma RN em pH intracelular de 7,4. Setenta e cinco por cento daquelas moléculas RN presentes dentro 
do axoplasma revertem à forma RNH +; os 25% restantes permanecem na forma RN sem carga. 7. A partir do lado 
axoplásmico, os íons RNH+ entram nos canais de sódio, ligam-se ao sítio receptor do canal e são finalmente responsáveis 
pelo bloqueio da condução que resulta. Um anestésico local com um valor elevado de pKa tem muito poucas moléculas 
disponíveis na forma RN a um pH tecidual de 7,4. O início da ação anestésica dessa droga é lento porque existem muito 
poucas moléculas de base disponíveis para se difundirem através da membrana do nervo (p.ex., procaína, com pKa de 9,1). 
A taxa de início de ação do anestésico está relacionada com o pKa do anestésico local . Um anestésico local com pKa inferior 
(< 7,5) tem um número maior de moléculas lipofílicas com base livre disponível para se difundir através da bainha do nervo; 
entretanto, a ação anestésica dessa droga é inadequada porque, em pH intracelular de 7,4, apenas um número muito pequeno 
de moléculas de base se dissocia de volta para a forma catiônica, necessária para a ligar-se ao sítio receptor. 
A maioria das soluções de anestésicos locais preparadas comercialmente sem um vasoconstritor tem pH entre 5,5 e 7. Quando 
injetadas nos tecidos, a ampla capacidade de tamponamento dos líquidos teciduais rapidamente faz o pH retornar aos 7,4 
normais no local de injeção. As soluções de anestésico local contendo vasopressor (p. ex., adrenalina) são acidificadas pelo 
fabricante pela adição de (meta)bissulfito de sódio para retardar a oxidação do vasoconstritor, prolongando assim o período 
de eficácia da droga. Processo de Bloqueio. Após o depósito do anestésico local o mais próximo possível do nervo, a solução 
se difunde em todas as direções de acordo com os gradientes de concentração que prevalecem. Uma parte do anestésico local 
infiltrado se difunde em direção ao nervo e nele penetra. No entanto, uma parte significativa da droga infiltrada se difunde 
também para longe do nervo. Ocorrem então as seguintes reações: 1. Uma parte da droga é absorvida por tecidos não neurais 
(p. ex., músculo, gordura). 2. Uma parte é diluída pelo líquido intersticial. 3. Uma parte é removida por capilares e vasos 
linfáticos do local de infiltração. 4. Os anestésicos do tipo éster são hidrolisados. 
A soma total desses fatores incide para diminuir a concentração de anestésico local fora do nervo; entretanto, a concentração 
de anestésico local no interior do nervo continua a aumentar à medida que progride a difusão. Esses processos continuam até 
que resulte equilíbrio entre as concentrações intra e extraneurais de solução anestésica. Processo de Bloqueio. Após o 
depósito do anestésico local o mais próximo possível do nervo, a solução se difunde em todasas direções de acordo com os 
gradientes de concentração que prevalecem. Uma parte do anestésico local infiltrado se difunde em direção ao nervo e nele 
penetra. No entanto, uma parte significativa da droga infiltrada se difunde também para longe do nervo. Ocorrem então as 
seguintes reações: 1. Uma parte da droga é absorvida por tecidos não neurais (p. ex., músculo, gordura). 2. Uma parte é 
diluída pelo líquido intersticial. 3. Uma parte é removida por capilares e vasos linfáticos do local de infiltração. 4. Os 
anestésicos do tipo éster são hidrolisados. A soma total desses fatores incide para diminuir a concentração de anestésico local 
fora do nervo; entretanto, a concentração de anestésico local no interior do nervo continua a aumentar à medida que progride 
a difusão. Esses processos continuam até que resulte equilíbrio entre as concentrações intra e extraneurais de solução 
anestésica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UFPA: AMANDA BENEVENUTO BEZERRA.

Mais conteúdos dessa disciplina