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II Seminário de Atualidades em Proteção Florestal 
Controle de Incêndios, Pragas, Doenças e Plantas Invasoras em Áreas Florestais 
06 a 09 de Junho de 2005 – Blumenau - SC 
 
AJUSTAMENTO DA LEGISLAÇÃO FITOSSANITÁRIA BRASILEIRA À 
NORMA INTERNACIONAL DE MEDIDA FITOSSANITÁRIA–NIMF Nº 
15/FAO 
Renato Moreira de Faria 1& Sílvio Luiz Rodrigues Testasecca 2 
1 Engenheiro Florestal, Especialista em Biossegurança; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; rmfaria@agricultura.gov.br. 
2Engenheiro Agrônomo; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; silviotestasecca@agricultura.gov.br. 
Resumo 
O presente estudo aborda a adequação da legislação fitossanitária brasileira à Norma Internacional de Medida 
Fitossanitária nº 15 da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (NIMF nº 15-FAO) 
relativamente ao controle de trânsito de pragas florestais através de embalagens e “pallets” de madeira 
acondicionadoras das mais diversas mercadorias exportadas por empresas brasileiras e por empresas estrangeiras 
com filiais em operação no Brasil. Sabidamente os navios sempre foram meios de disseminação de vários 
organismos no planeta. Foi esse o meio de introdução em muitos países de várias espécies exóticas consideradas 
pragas como os ratos (Rattus rattus, Rattus norvegigus), camundongos (Mus musculus), e as baratas (Periplaneta 
americana e Blatella germanica). Especificamente as pragas florestais - como as vespas-de-madeira (Sirex 
noctilio), broca-do-eucalipto (Phoracantha semipunctata) e o besouro chinês (Anoplophora glabripennis) - tem 
significado tão importante para a economia florestal internacional que provocou a criação de legislação 
específica para o controle sanitário nos pontos de entrada/saída dos países membros da OMC. As condições 
sanitárias de embalagens de madeira bruta utilizadas em produtos para exportação requer, dos exportadores e dos 
tratadores de madeira brasileiros, uma maior atenção aos aspectos fitossanitários a partir da adoção por parte 
desses países da NIMF nº15-FAO. Essa norma regulamenta os cuidados que se devem adotar para garantir a 
ausência completa de vestígios de pragas quarentenárias vivas em qualquer uma de suas fases de 
desenvolvimento nas embalagens de madeira bruta utilizadas no acondicionamento de mercadorias de qualquer 
espécie destinadas ao trânsito internacional. A partir de datas específicas definidas pelos diversos países que 
decidiram adotá-la, todos os produtos embalados em madeiras brutas a eles destinados deverão atender às 
exigências sanitárias e, ao mesmo tempo, em caráter de reciprocidade, passam a atendê-la em suas exportações 
àqueles países que também a adotarem. Em função da adoção desse instrumento de ordem sanitária pelos mais 
importantes parceiros comerciais do Brasil, e visando atender aspectos específicos que não estavam 
contemplados na legislação vigente, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) editou 
legislação pertinente a partir do ano de 2002. Cumprindo com suas responsabilidades pertinentes a inspeção de 
produtos de origem vegetal, à vigilância fitossanitária, às doenças e pragas dos vegetais e à fiscalização do 
trânsito internacional e interestadual de vegetais, parte de vegetais, seus produtos e subprodutos, o Ministério 
editou a Instrução Normativa SDA no 12/2003 e a Instrução Normativa Conjunta MAPA/IBAMA/ANVISA nº 
1/2003. Mais recentemente o Organismo Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) brasileiro, que é o 
Departamento de Sanidade Vegetal do MAPA, publicou emergencialmente a Instrução Normativa SDA nº 
4/2004 e colocou sob Consulta Pública, através da Portaria SDA nº 10/2005, a proposta de Instrução Normativa 
que regulará em caráter permanente os aspectos relativos ao ajustamento da legislação fitossanitária brasileira às 
normas de biossegurança da NIMF nº 15-FAO, ou seja, a sua internalização. 
Palavras chave: Madeira, Embalagem, Fitossanidade, Biossegurança, Praga. 
Abstract 
The present study consider the adequacy of Brazilian plant sanitary legislation to the International Standards for 
Phytosanitary Measures no. 15 of Food and Agriculture Organization of United Nations (ISPM #15-FAO) 
related to the forest pests transit control through wood packaging material used by either Brazilian or foreign 
companies to transport distinct goods. It is well known that merchant ships have been acting as dispersion agents 
of several exotic species such as rodents (Rattus rattus, Rattus norvegigus, Mus musculus) and cockroach 
(Periplaneta americana and Blatella germanica) have been introduced in several countries. Focusing on species 
of agricultural interest, such as wood wasps (Sirex noctilio), eucalyptus longhorned borers (Phoracantha 
semipunctata) and the Asian longhorned beetle (Anoplophora glabripennis), the countries government has 
created a specific legislation and implemented a sanitary control on the possible entrance/departure routes in the 
WTO members country (ports, airports and dry frontiers). The Brazilian wood packaging producers must have a 
bigger attention with the sanitary conditions imposed by the countries who adopted the ISPM #15-FAO model. 
____________________________________________________________________________________________________ 
Promoção: 
 
II Seminário de Atualidades em Proteção Florestal 
Controle de Incêndios, Pragas, Doenças e Plantas Invasoras em Áreas Florestais 
06 a 09 de Junho de 2005 – Blumenau - SC 
 
That standard designate the procedures to guarantee the complete absence of quarantine pests associated with 
wood packaging material in use in international trade and guarantee the reciprocity between countries about 
preventing the spread of pests. Because that, Brazilian Ministry of Agriculture, Cattle Raising and Food Supply 
has modifying the current legislation since 2022, complying with its responsibility with “vegetable products 
inspection; … program and promotion of phytosanitary surveillance and control; … plant sanitary prevention 
and protection; … international and interstate movement inspection of plant, its parts, products and sub 
products” (Article 41 of Agriculture and Livestock Sanity Secretariat Internal Regiment). MAPA has published 
the Instrução Normativa SDA no 12/2003 and the Instrução Normativa Conjunta MAPA/IBAMA/ANVISA nº 
1/2003, and recently, MAPA’s Plant Protection Department (the Brazilian National Plant Protection 
Organization - NPPO) published emergency the Instrução Normativa SDA nº 4/2004 putting under Public 
Consultancy, through the Portaria SDA nº 10/2005, a proposal of permanent Regulation agreement NIMF #15-
FAO and from the biosafety point of view. 
Keywords: Wood, Packs or pallets, Plant health, Biosafety, Pest. 
INTRODUÇÃO 
O surgimento de pragas florestais exóticas 
em plantios no interior dos países tem ocorrido em 
decorrência da entrada pelas suas fronteiras de 
madeiras atacadas em seus locais de origem. 
Madeira sem valor comercial, como sobras de 
beneficiamento ou atacadas por insetos, são 
geralmente aproveitadas como embalagens, não 
passam por tratamento sanitário prévio e acabam 
por transformar-se em vetores de pragas pelos 
países por onde transitam. Embora tratamentos 
sanitários de madeiras sejam de conhecimento 
amplo das empresas do segmento florestal, seus 
custos, em alguns casos ainda são a justificativa 
para não serem empregados na confecção de 
embalagens, sendo, então, utilizados os processos 
de secagem adequada somente para produtos de 
maior valor agregado (Santos, 2002). 
Diante desse quadro, levando-se em 
consideração os casos já ocorridos de introdução 
involuntária de algumas pragas economicamente 
importantes, e, principalmente, considerando-se a 
perspectiva de introdução de novas pragas mais 
violentas já espalhadas pelo mundo, é que a 
Organização das Nações Unidas para a Agricultura 
e Alimentação editou Norma Internacional de 
Medida Fitossanitária nº 15 (NIMF nº 15-FAO) em 
março de2002, normatizando tratamentos 
sanitários de embalagens de madeira para prevenir, 
minimizar e/ou eliminar os riscos introdução ou 
dispersão de pragas quarentenárias relacionadas 
com embalagens de madeira (incluídas as de estiva) 
que podem comprometer a saúde das populações 
florestais dos países. Esta Norma, como as demais 
da FAO, foi elaborada como parte do programa 
mundial de políticas e assistência técnica em 
matéria de quarentena vegetal que é conduzida pela 
Organização e oferecida aos países contratantes da 
Convenção Internacional de Proteção Fitossanitária 
(CIFP), aos membros da FAO e aos interessados 
em harmonizar as medidas fitossanitárias no âmbito 
internacional, com o propósito de facilitar o 
comércio e evitar o uso de medidas injustificadas 
como obstáculos ao comércio. Essas “NIMF” são 
normas, diretrizes e recomendações reconhecidas 
como base para as medidas fitossanitárias que se 
aplicam aos membros da Organização Mundial do 
Comércio (OMC) em virtude do acordo sobre a 
Aplicação de Medidas de Saúde Animal e 
Fitossanitárias e estão sujeitas a revisão periódica e 
emendas (FAO, 2002). São distribuídas às 
seguintes Organizações Nacionais de Proteção 
Fitossanitária (ONPF): 
- Comissão de Proteção Fitossanitária para a 
Ásia e o Pacífico; 
- Comissão de Proteção Fitossanitária para o 
Caribe; 
- Comitê Regional de Sanidade Vegetal para 
o Cone Sul (COSAVE, cujo Brasil é 
membro); 
- Comunidade Andina; 
- Conselho Fitossanitário Interafricano; 
- Organismo Internacional Regional de 
Sanidade Agropecuária; 
- Organização de Proteção Fitossanitária 
para o Pacífico; 
- Organização Européia e Mediterrânea de 
Proteção de Plantas; 
- Organização Norte-americana de Proteção 
de Plantas. 
No caso específico do Brasil, compete ao 
Ministério da Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento (MAPA), através do Departamento 
de Sanidade Vegetal, entre outras ações, “a 
inspeção de produtos de origem vegetal; ... 
programação e promoção da execução das 
atividades de vigilância fitossanitária; ... profilaxia 
e combate às doenças e pragas dos vegetais; ... 
fiscalização do trânsito internacional e interestadual 
de vegetais, parte de vegetais, seus produtos e 
subprodutos” (Art.41 do Regimento Interno da 
Secretaria de Defesa Agropecuária). Estas ações 
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Promoção: 
 
II Seminário de Atualidades em Proteção Florestal 
Controle de Incêndios, Pragas, Doenças e Plantas Invasoras em Áreas Florestais 
06 a 09 de Junho de 2005 – Blumenau - SC 
 
são reforçadas pela responsabilidade do Ministério 
junto ao Conselho Técnico Nacional de 
Biossegurança - CTNBio 1 e abarcam mais 
globalmente a questão de liberação no meio 
ambiente de organismos que oferecem maiores 
riscos às plantas nativas e à biodiversidade (Faria, 
2002 e 2003). Especial atenção está sendo dada ao 
crescimento substancial do comércio internacional 
nos últimos anos e medidas mitigadoras estão sendo 
implementadas por diversos países contra vetores 
de pragas que se instalam em madeiras úmidas ou 
mal secas (Faria, 2005). 
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
Desde a sua origem, a agricultura tem sido 
acompanhada pelo processo de transporte de 
plantas e animais de um lugar para outro (Vilela; 
Zucchi; Cantor, 2000) e está relatada em toda a 
história das civilizações. O transporte é, então, 
responsável pela introdução de novas espécies, feita 
de forma involuntária ou deliberada, tanto para 
satisfazer um prazer sentimental de pessoas que 
migram, como para aumentar a produtividade 
agrícola-pastoril das regiões onde se estabelecem. 
Tornam-se muito freqüentes interferências como a 
introdução de sementes e esporos ou mesmo de 
animais pequenos, como roedores e insetos (ovos e 
larvas) sem cuidados para com as influências destes 
sobre o ambiente receptor (Schüür, 2000). Até 
início do Século XX não havia maiores 
preocupações com as conseqüências de tais atos, 
por não haver, de acordo com Ehrlich e Ehrlich 
(1992), como há presentemente, o conhecimento 
das possíveis ameaças à biodiversidade do planeta 
nem o impacto que essas introduções podem 
acarretar sobre as espécies nos ecossistemas onde 
são introduzidos, ou nos ecossistemas vizinhos para 
onde podem escapar (DIAMOND, 1984; PIMM, 
GILPIN, 1989 e WRI, 1992 in Fontes et al., 2001). 
Por ignorância ou relapso, muitas vezes a 
introdução deliberada foi responsável por 
introduções paralelas involuntárias, fato que ainda 
ocorre nos dias de hoje e que podem afetar o 
equilíbrio pedológico, alterando a fertilidade e 
estabilidade do solo. Insetos que se desenvolvem 
sem a presença de predadores naturais 
transformam-se em pragas extremamente 
agressivas por se tornarem competidores mais 
robustos e mais bem armados que seus homólogos 
autóctones que são eliminados (Fontes et al., 2001; 
Schüür, 2000). 
 
1 “Biossegurança é o conjunto de ações voltadas 
para a prevenção, minimização ou eliminação de 
riscos inerentes às atividades de pesquisa, 
produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e 
prestação de serviços, riscos que podem 
comprometer a saúde do homem, dos animais, do 
meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos 
desenvolvidos” (Comissão de Biossegurança da 
Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ). 
 
Wallner (1996) observa que os danos 
relacionados à inobservância de normas de 
biossegurança vão de perdas econômicas a 
conseqüências ambientais desastrosas como 
desflorestamento, simplificação do ecossistema, 
destruição da vida selvagem e de habitats ripários e 
aumento dos riscos de incêndio, impactos 
ambientais indesejáveis, como mudanças na 
composição da flora, além de perturbar as 
atividades recreacionais, depreciar o valor de 
imóveis rurais e/ou residenciais e afetar a saúde 
humana. Especificamente com relação à introdução 
de pragas florestais via embalagens de madeira, não 
se diferencia o Brasil do que ocorre em vários 
outros países, visto que são materiais fabricados 
com madeira de baixa qualidade, ou de sobras de 
madeira recém abatidas, de alto risco para a 
introdução de pragas, visto conterem ainda um 
elevado teor de umidade e, uma vez infestada, ao se 
transformar em embalagem assume a condição de 
vetor de pragas que atacarão as árvores vivas no 
local de destino, onde não ocorrem inimigos 
naturais que controlem a sua proliferação e, 
segundo Lelis (2000), causam prejuízos 
econômicos ao depreciarem a madeira produzida 
por populações infestadas. Já a madeira seca está 
livre do ataque devido à exigência dessas brocas e 
dos fungos de uma alta umidade na madeira para se 
desenvolverem. 
A disseminação da vespa da madeira, que 
tem causado danos às árvores e prejuízos às 
exportações de madeira de vários países, mostra a 
grande importância das medidas quarentenárias, 
que procuram impedir a entrada de pragas e 
doenças em regiões onde não ocorrem (Iede et al., 
1993; Vilela, Zucchi, Cantor, 2000). 
Presentemente, a praga florestal que mais preocupa 
as autoridades brasileiras é o Besouro-Chinês 
Anoplophora glabripennis (Coleoptera: 
Cerambycidae), que ainda não ocorre no Brasil, 
embora já seja praga importante nos estados norte-
americanos de Nova Iorque e Illinois, onde foi 
constatado em 1996, que segundo o USDA até 
1998 já havia consumido mais de cinco milhões de 
dólares. 
Além das práticas de monitoramento para 
detecção precoce da presença de pragas, medidas 
quarentenárias são obrigatórias para o controle 
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Promoção: 
 
II Seminário de Atualidades em Proteção Florestal 
Controle de Incêndios, Pragas, Doenças e Plantas Invasoras em Áreas Florestais 
06 a 09 de Junho de 2005 – Blumenau - SC 
 
fitossanitário e impedimento da introdução de 
novas pragas de importância econômica e requer 
permanente controle para evitar suadisseminação. 
Em função disso, as autoridades sanitárias do 
MAPA em conjunto coma as autoridades 
alfandegárias do Ministério da Fazenda (MF) 
estabeleceram a partir de 1999 medidas 
quarentenárias e de proibição de importação de 
madeiras de áreas atacadas por pragas florestais que 
representassem risco para o setor florestal 
brasileiro, através das Portarias Interministeriais 
MAPA/MF nº 499/1999 e 146/2000. Esses 
instrumentos legais preconizavam a adoção de 
medidas fitossanitárias rigorosas para as pragas 
quarentenárias do tipo A-2. A partir de 2004, com a 
adoção de medidas emergenciais, através da 
Instrução Normativa SDA nº 4, o Brasil assumiu o 
compromisso de reciprocidade de tratamento das 
condições fitossanitárias das embalagens previsto 
pela OMC e passou a credenciar empresas de 
tratamento quarentenário e fitossanitário de 
embalagens de madeira para confecção de 
embalagens de produtos de exportação. 
Assim, o país passou a importar mercadorias 
acondicionadas em embalagens certificadas 
oriundas daqueles países que internalizaram a 
NIMF nº 15 em sua legislação fitossanitária 
(quadro 1) sem a necessidade vistoria “in loco”, 
bem como passou a exportar mercadorias nas 
mesmas condições para estes países. 
 
Quadro 1 - Países que adotaram a NIMF nº 15 - FAO. 
Table 1 - Countries adopt the ISPM #15 - FAO. 
PAÍSES DA UNIÃO EUROPÉIA 
(*) 
Passarão a exigir o cumprimento da norma a partir de 1.º de março de 2005. 
PAÍSES DA NAPPO: 
Estados Unidos Concluíram a sua legislação quanto aos procedimentos a serem adotados para a certificação 
fitossanitária de embalagens e suportes de madeira utilizados no acondicionamento de 
mercadorias, de qualquer natureza, para a exportação. 
A legislação relativa às importações, segundo notificação recente, estará sendo exigida a partir de 
16 de setembro de 2005. 
Canadá Passará a exigir o cumprimento das recomendações contidas na NIMF n.° 15, da FAO, a partir de 
16 de setembro de 2005. 
México Passará a exigir o cumprimento das recomendações contidas na NIMF n.° 15, da FAO, a partir de 
16 de setembro de 2005. 
África do Sul Segundo notificação, em exigência a partir de 1.° de março de 2005 
Austrália Segundo notificação, em plena exigência 
Áustria Segundo notificação, em plena exigência. 
China Informações recentes indicam que a China passará a exigir o cumprimento da norma a partir de 
1.º de janeiro de 2006. 
Colômbia Notificou à OMC. Definirá níveis de exigências até setembro de 2005 
Coréia do Sul Passará a exigir o cumprimento da Norma, a partir de junho de 2005 
Costa Rica Em plena exigência 
Filipinas Exigência parcial, sem exigência da marca, a parti de 1° de janeiro de 2005. Plena exigência, a 
partir de 1.° de junho de 2005. 
Formosa (Taiwan) Em plena exigência 
Holanda Exigência a partir do 1.º semestre de 2005 
Índia Em plena exigência 
Jamaica Em processo de regulamentação. 
Malásia Em exigência, para importação e exportação. 
Nigéria Em plena exigência 
Nova Zelândia Em plena exigência 
Peru Notificou a OMC 
Suíça Com notificação junto à OMC 
Turquia Em exigência, a partir de 1.° de janeiro de 2005. 
PAÍSES DO 
MERCOSUL/COSAVE 
 
Argentina Legislação de certificação para exportação em vigor. Legislação de certificação para importação 
em consulta interna. 
Chile Notificou a OMC. Passará a exigir a partir de 1.° de junho de 2005. 
Paraguai Legislação em elaboração e/ou consulta interna 
Uruguai Legislação em elaboração e/ou consulta interna 
(*)Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, 
Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido, 
República Checa e Suécia. 
Fonte – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil do Brasil, 2005. 
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Para aqueles países que ainda não 
internalizaram a medida da FAO, a prevenção e o 
combate à ocorrência de pragas e doenças 
existentes e o impedimento da entrada de novos 
vetores nas barreiras sanitárias estrategicamente 
dispostas nos pontos de fronteira com os países 
vizinhos e nos portos e aeroportos internacionais, a 
inspeção “in loco” cumpre essa finalidade. O 
material ao chegar no porto, aeroporto ou correio, é 
inspecionado por um inspetor da Superintendência 
Federal de Agricultura (SFA), que examina as suas 
condições sanitárias assim como a documentação. 
Quando as condições não correspondem às 
exigências legais ou o material apresenta-se 
visivelmente contaminado por pragas e/ou doenças, 
a SFA procede a sua destruição ou prescreve 
quarentena de pós-entrada. No caso específico das 
embalagens de madeiras brutas, há a 
obrigatoriedade legal de suas vistorias prévias antes 
da liberação alfandegária de qualquer classe de 
mercadoria que nelas vêm acondicionadas. 
Quaisquer embalagens de madeiras e suas 
complementares2 utilizadas para acondicionamento 
de qualquer mercadoria, inclusive de outras peças 
de madeira processada/tratada são vistoriadas. Caso 
ocorra qualquer ocorrência fitossanitária com a 
embalagem e complementares há duas seqüências 
de procedimentos que deverão ser tomadas. Uma é 
a queima ou incineração compulsória (Figura 1) de 
toda a embalagem de madeira das mercadorias 
importadas ou que tenham transitado pelo Japão, 
Coréia, China (inclusive Hong Kong) e Estados 
Unidos da América, países onde o Anoplophora 
glabripennis já se instalou como praga. Outra é a 
fumigação por um período superior a 24 horas das 
embalagens de madeira provenientes de outros 
países e que apresentem partes de casca ou 
perfurações ou galerias que indiquem a possível 
presença de brocas. Os custos operacionais de 
ambas operações correm por conta do interessado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1 - Destruição pelo autor de embalagens de madeira originárias de país abrangido pela Portaria. 
Figure 1 - Interministerial nº 499/99. / Wood packaging destruction by the author. 
Fonte - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, 2000. 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 Travas, grades, estrados, peação e escoras de fixação de cargas em contendores (“containers”) e em porões de navios, caminhões e 
aeronaves. 
 
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MATERIAL E MÉTODOS 
A partir do ano de 2002, quando foi editada 
a NIMF nº 15-FAO, de significado tão importante 
para a economia florestal internacional, e, que 
provocou a adoção de legislação específica para o 
controle sanitário nos pontos de entrada/saída dos 
países membros da OMC, o Organismo Nacional 
de Proteção Fitossanitário – ONPF brasileiro, que é 
o Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério 
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, procurou 
dotar o país das condições requeridas de produção 
fitossanitária de embalagens de madeira bruta 
utilizadas em produtos para exportação. Esforço 
conjunto entre o governo, os exportadores e os 
produtores/tratadores de madeira brasileiros, foi 
desenvolvido no sentido de dar uma maior atenção 
aos aspectos fitossanitários para atendimento das 
exigências por parte dos países, principalmente, 
europeus e norte-americanos, maiores compradores 
de produtos brasileiros. 
O Ministério da Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento (MAPA) editou legislação 
pertinente a partir do ano de 2002. Cumprindo com 
suas responsabilidades relativas à inspeção de 
produtos de origem vegetal, à vigilância 
fitossanitária,às doenças e pragas dos vegetais e à 
fiscalização do trânsito internacional e interestadual 
de vegetais, parte de vegetais, seus produtos e 
subprodutos, o Ministério editou a Instrução 
Normativa Conjunta MAPA/IBAMA/ANVISA nº 
1/2003 e as Instruções Normativas SDA nº 12/2003 
e nº 4/2004, que regulamentam os cuidados que se 
devem adotar para garantir a ausência completa de 
vestígios de pragas quarentenárias vivas em 
qualquer uma de suas fases de desenvolvimento nas 
embalagens de madeira bruta utilizadas no 
acondicionamento de mercadorias de qualquer 
espécie destinadas ao trânsito internacional. O 
ONPF brasileiro publicou emergencialmente a 
Instrução Normativa SDA nº 4/2004 que estabelece 
as normas para credenciamento de empresas 
prestadoras de serviços quarentenários e 
fitossanitários no Brasil (Quadro 2) e colocou sob 
Consulta Pública, através da Portaria SDA nº 
10/2005, projeto de Instrução Normativa que 
regulará em caráter permanente os aspectos 
relativos ao ajustamento da legislação fitossanitária 
brasileira às normas de biossegurança da NIMF nº 
15/FAO Esses instrumentos contemplaram medidas 
em caráter de reciprocidade que visam atender a 
Norma NIMF nº 15-FAO em suas exportações 
àqueles países que também a adotaram ou estão na 
eminência de a adotar. 
Presentemente prevalece a regra ditada pela 
Instrução Normativa SDA nº 4, de 06/01/2004, que 
estabelece, para o caso da exportação, para os 
países que assim o exigirem, a certificação das 
embalagens e suportes de madeira, em 
conformidade com a NIMF n° 15-FAO. Tal 
certificação consiste em avalizar os Certificados de 
Tratamentos emitidos por empresas prestadoras de 
serviços de tratamentos quarentenários e 
fitossanitários, devidamente habilitadas e 
credenciadas pelo MAPA, nos termos da Instrução 
Normativa n° 12, de 7 de março de 2003. A relação 
atualizada dessas empresas encontra-se disponível 
no portal da Internet do MAPA. Caso não haja a 
exigência expressa do país importador, os 
procedimentos de inspeção e fiscalização são os 
previstos na legislação vigente. No caso da 
importação de mercadorias (de qualquer natureza) 
acondicionadas em embalagens e suportes de 
madeira, apenas para os países que notificaram o 
Brasil e a OMC sobre as suas medidas de 
internalização da NIMF n° 15/FAO, a Fiscalização 
Federal Agropecuária adotará os procedimentos de 
inspeção e fiscalização definidos nesta Instrução de 
Serviço. Para países que não procederam tal 
notificação, valem os procedimentos definidos pela 
legislação vigente. 
O Certificado Fitossanitário ou Certificado 
de Tratamento, emitido ou chancelado pelo ONPF 
do país exportador, conterá, em campo apropriado, 
a informação de que a madeira de embalagens e 
seus suportes foi tratada no país de embarque da 
partida, mediante a aplicação de medida 
fitossanitária de controle de pragas associadas à 
madeira com a discriminação do tratamento, 
internacionalmente reconhecido, a que o material 
foi submetido. 
Tratamentos reconhecidos 
A propósito do reconhecimento 
internacional exigido pela Instrução Normativa 
Emergencial SDA nº 4/2004, sob a égide da Norma 
Internacional de Medida Fitossanitária n° 15, da 
FAO, considera as seguintes situações: 
 
 
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Quadro 2 - Requisitos ao credenciamento de empresas de tratamento quarentenário e fitossanitário. 
Table 2 - Requirements to credential of quarantinery and phytosanitary treatment companies. 
DOCUMENTAÇÃO E FLUXOGRAMA DE CREDENCIAMENTO 
 
1. Requerimento em duas vias 
2. Cadastro no SICAF 
3. Declaração de superveniência 
4. Certidão de registro da empresa no CREA-SC, onde conste o nome do responsável técnico com 
registro/visto no CREA/SC 
5. Cópia da ART do Responsável Técnico 
6. Relação de operadores da área da estufa e de fumigação, com número de registro 
7. Cadastro na CIDASC como AQF ou MB 
8. Licença Ambiental de Operação da FATMA/SC (específicas se AQF ou MB) 
9. Alvará Sanitário 
10. Certidão Negativa de Falência e Concordata, expedido pelo Cartório Distribuidor 
11. Planta baixa e memorial descritivo da infra-estrutura e equipamentos principalmente das 
estufas, EPI e EPC corretos, lonas, etc. 
12. Relatório / gráfico para estufas de curvas Tempo X Temperatura para 4 temperaturas 
13. Plano de trabalho 
14. Modelo de aviso de tratamento (para MB) 
15. Modelo de certificado de tratamento 
16. Plano de emergência 
17. PCMSO 
18. PPRA 
 
19. Telefone e e-mail do contato e do Responsável Técnico 
20. Inspeção na empresa 
21. Registro fotográfico dos equipamentos 
22. Registro fotográfico das instalações 
23. Registro fotográfico dos veículos 
24. Registro fotográfico do depósito pré e pós-tratamento 
25. Parecer conclusivo ao chefe do SSA/SFA/SC 
26. Parecer do Coordenador da CGAA/SDA/MAPA 
27. Comunicar a empresa encaminhamento e nº processo via e-mail. 
28. Sem pendências publicação no D.O.U. 
29. Encaminhar certificado de tratamento à empresa. 
 
Fonte – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, 2004. 
Medidas de controle fitossanitário de longo 
prazo 
São os tratamentos, processos ou a 
combinação destes, significativamente efetivos no 
controle de várias pragas. O emprego de medidas 
dessa natureza geralmente resulta em mudança das 
características físicas da madeira e produz efeito de 
longo prazo na redução do risco fitossanitário. Uma 
medida de longo prazo deve levar em consideração 
o número de pragas para as quais sejam eficientes e 
a viabilidade técnica e comercial de sua aplicação. 
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A FAO recomenda que as ONPF's, ao 
aceitarem uma medida de longo prazo para 
madeira, incluídas as embalagens e seus suportes, 
deverão fazê-lo sem requerimentos adicionais, 
salvo com base em resultados de interceptações ou 
de Análises de Risco de Pragas que diagnostiquem 
a associação de uma praga quarentenária a 
materiais dessas madeiras, exigindo, dessa forma, 
medidas mais rigorosas. Embalagens de madeira e 
seus suportes que forem submetidos a tratamentos 
reconhecidos deverão ser sinalizadas com a marca 
internacional, aprovada pelo Comitê Interino de 
Medidas Fitossanitárias da FAO - IPPC (figura 2) 
feita com a utilização de tinta indelével ou outro 
processo que garanta a persistência da marca. O 
espaço preenchido por XX-000 deverá conter, nesta 
seqüência, a sigla do país (BR para Brasil) e a 
codificação nacional da empresa que realizou o 
tratamento, que obedece ao disposto na Instrução 
Normativa n° 12, de 7 de março de 2003. A 
oficialização e o controle dos códigos é de 
responsabilidade da Coordenação de Geral de 
Agrotóxicos e Afins (CGAA/DSV). O espaço 
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preenchido por YY deverá conter o tipo de 
tratamento a que a embalagem foi submetida HT 
(Tratamento a Quente) ou MB (Fumigação com 
Brometo de Metila). 
São exemplos de Medidas de Controle 
Fitossanitário de Longo Prazo os seguintes: 
a) Tratamento Térmico: submissão de 
embalagens de madeira e seus suportes a 
aquecimento progressivo, segundo uma 
curva de tempo/temperatura, mediante o qual 
o centro da madeira alcança uma temperatura 
mínima de 56°C, durante um período 
mínimo de 30 (trinta) minutos (descrito no 
Anexo XI da IN SDA n° 12, de 07/03/2003, 
como Tratamento por Ar Quente Forçado-
AQF). O Tratamento Térmico ali descrito é 
identificado internacionalmente pela 
inscrição HT. Segundo Santos (2002), o 
equilíbrio entre a velocidade de evaporação 
daágua na superfície da madeira, a taxa de 
movimentação interna (tanto de calor como 
de umidade) e as reações da madeira durante 
o processo, tornam a secagem o mais rápida 
possível e com um nível de perdas ou um 
padrão de qualidade aceitável para o produto 
que se pretende. Para se atingir esse objetivo 
é necessário não só o conhecimento sobre a 
termodinâmica da secagem como também 
sobre as características da madeira e sobre o 
funcionamento do secador (Jankowsky, 
1995). 
b) Tratamento Químico: impregnação de 
produtos químicos sob pressão e outros 
tratamentos similares podem ser 
considerados tratamentos térmicos, desde 
que cumpram com as especificações de 
tratamento térmico. 
 
 
 
 
BR-000 
 HT 
 
Figura 2 - Marca internacional, aprovada pelo Comitê Interino de Medidas Fitossanitárias da FAO. 
Figure 2 - International mark approved by FAO International Plant Protection Convention. 
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, 2005. 
 
Medidas de controle fitossanitário de curto 
prazo 
São as medidas que não resultam em 
mudanças nas características da madeira e que 
minimizam o risco de introdução de pragas. 
Exemplo clássico é a Fumigação com Brometo de 
Metila, identificado internacionalmente pela 
inscrição MB, cujo padrão mínimo de aplicação é 
apresentado no quadro 3, abaixo. Para cada 5°C de 
queda da temperatura ambiente mínima, abaixo dos 
21°C, deverão ser acrescentados 8 g/m³ ao 
tratamento. A temperatura mínima para realização 
da fumigação com Brometo de Metila não deve ser 
inferior a 10°C e o tempo de exposição mínimo não 
deve ser inferior a 16 horas. 
 
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Quadro 3 - Parâmetros de aplicação de Brometo de Metila. 
Table 3 - Metil Bromide aplication parameters. 
Registros mínimos de Concentração (gramas) após: Temperatura Dosagem (g/m3) 2,0 h 4,0 h 12,0 h 24,0 h 
21º C ou mais 48 g 36 g 31 g 28 g 24 g 
16° C ou mais 56 g 42 g 36 g 32 g 28 g 
11° C ou mais 64 g 48 g 42 g 36 g 32 g 
Fonte: FAO/ONU, 2002. 
 
 
 
Figura 3 - Unidade móvel de fumigação de embalagens de madeira com Brometo de Metila em área segregada 
de zona portuária primária/secundária. 
Figure 3 - Fumigation movable unit to wood packaging Metil Bromide treatment inside port primary/ secondary 
zone. 
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, 2005. 
Medidas de controle fitossanitário adicionais 
Tratamentos tipo fumigação com fosfina 
atualmente são carentes de dados experimentais que 
confirmem a eliminação de pragas presentes no 
momento em que se aplica o tratamento na madeira 
bruta. Alguns poucos métodos de impregnação de 
produtos químicos por pressão podem ser eficazes. 
De qualquer forma, alguns tratamentos que podem 
ser considerados, a título de informação, são: 
a) Fumigação com fosfina, fluoreto de sulfurila 
e sulfeto de carbonila (estes dois últimos não 
registrados para uso no Brasil); 
b) Impregnação de produtos químicos sob 
pressão: uso tradicional no tratamento 
preservativo de madeira de valor comercial 
contra agentes xilófagos e, segundo a FAO, 
passível de uso. A impregnação química 
pode ser realizada mediante processos por 
pressão ambiente como imersões sucessivas 
em tanques abertos com preservativos em 
alta e baixa temperatura, por pressão gerada 
por bombas de vácuo, bombas de pressão, 
bombas de transferência, vácuo duplo ou por 
substituição da seiva. 
c) Irradiação gama, raios-x, microondas, raios 
infravermelhos: tratamentos ainda em fase 
de regulamentação no Brasil. 
d) Atmosfera Controlada: processo utilizado 
para impregnação de produtos químicos. 
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Os tratamentos citados e outros, passíveis de 
utilização no tratamento de embalagens de madeira 
e seus suportes destinadas ao mercado externo e 
para cargas importadas pelo país, serão 
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reconhecidos e liberados à medida que tiverem seus 
procedimentos de aplicação registrados junto à 
Coordenação Geral de Agrotóxicos e Afins, através 
de alterações da Instrução Normativa SDA n° 12, 
de 07/03/2003. 
Isenções 
Estão isentas das exigências da Instrução 
Normativa Emergencial (Certificado Fitossanitário 
ou Certificado e Tratamento) as embalagens 
constituídas de outro material que não a madeira 
(plásticos, papelões, fibras, metais, etc.) e de 
madeira industrializada ou processada que, no 
processo de fabricação, foram submetidas a calor, 
colagem e pressão. Também não será exigido o 
Certificado Fitossanitário ou o Certificado de 
Tratamento das embalagens de madeira e seus 
suportes que venham marcados com o símbolo 
internacional IPPC aprovado pela FAO - HT ou 
MB - provenientes de países que notificaram ao 
Brasil ou à OMC sobre a decisão de internalizarem 
a NIMF n° 15. 
Inspeção de embalagens de madeira nos portos, 
aeroportos e postos de fronteira seca 
Toda embalagem de madeira e seus suportes 
serão inspecionadas, ao chegar ao país, pela 
Fiscalização Federal Agropecuária, aplicando-se à 
mesma o princípio da biossegurança disposto nos 
arts. 10 e 11 e seus Parágrafos, Capítulo II, do 
Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal - RDSV, 
aprovado pelo Decreto 24.114, de 12 de abril de 
1934, in verbis: 
 “Art. 10 - No caso de se verificar, na 
inspeção à chegada, que os vegetais ou partes de 
vegetais estão compreendidos na proibição prevista 
no artigo 1.° e alíneas ou no artigo 2.° e parágrafo, 
ficarão desde logo sob a vigilância do Serviço de 
Defesa Sanitária Vegetal em lugar por este 
indicado. 
§ 1.° - Tais produtos serão 
reembarcados dentro de 15 dias, ou quando não, 
após esse prazo, desnaturados ou destruídos. 
§ 2.° - As despesas decorrentes das 
exigências estabelecidas neste artigo caberão ao 
interessado, sem que ao mesmo assista direito a 
qualquer indenização. 
§ 3.° - Tratando de praga ou doença 
perigosa de fácil alastramento, fará o Serviço de 
Defesa Sanitária Vegetal a apreensão e a 
destruição imediata dos produtos condenados. 
§ 4.° - A desnaturação, remoção 
destruição de produtos condenados será feita pelo 
Serviço de Defesa Sanitária Vegetal, ou pelas 
alfândegas, nos portos em que aquele não estiver 
para tal fim aparelhado. 
Art. 11 - Os produtos vegetais 
importados, infectados ou infestados, ou mesmos 
suspeitos de serem veiculadores de fungos, insetos 
ou outros parasitos, já existentes e disseminados no 
país e reputados de importância econômica 
secundária, poderão ser despachados, uma vez 
submetidos à desinfecção ou expurgo, ou 
esterilização, segundo as condições determinadas 
pelo Ministério da Agricultura. 
Parágrafo Único. No caso das infecções 
ou infestações, a que se refere este artigo, terem 
maior intensidade, ficarão os vegetais ou partes 
dos vegetais sujeitos ao disposto no artigo 10 e 
seus parágrafos.” 
A madeira presente em embalagens e seus 
suportes é produto vegetal objeto das atividades de 
inspeção e fiscalização previstas nesta Portaria, 
portanto, deve vir acompanhada do Certificado 
Fitossanitário ou do Certificado de Tratamento 
devido ao alto risco que representa na introdução de 
pragas quarentenárias. No cumprimento dos arts. 10 
e 11 e seus parágrafos do RDSV, a Fiscalização 
Federal Agropecuária deverá se utilizar do trabalho 
de empresas prestadoras de serviços de incineração 
ou outros métodos que assegurem a destruição das 
embalagens de madeira e seus suportes, 
devidamente habilitadas e credenciadas nos termos 
da Instrução Normativan° 12, de 07/03/2003, e 
licenciadas junto aos órgãos competentes. As 
mercadorias de que trata a presente Portaria, 
acompanhadas de DTA (Declaração de Trânsito 
Aduaneiro), destinadas às Estações Aduaneiras do 
Interior - EADI ou outras áreas aduaneiras serão 
submetidas aos mesmos procedimentos das Zonas 
Primárias, na medida em que as mercadorias para lá 
encaminhadas ainda não estão desembaraçadas do 
ponto de vista fiscal e de inspeção pelo MAPA. 
Amostragem 
Para fins da inspeção, as embalagens de 
madeira e seus suportes, acompanhadas de 
Certificado Fitossanitário ou Certificado de 
Tratamento, será amostrada em, no mínimo 10% 
(dez por cento), ou maior, a critério da Fiscalização 
Federal Agropecuária, nos pontos de ingresso em 
que se registre um fluxo menor de mercadorias 
acondicionadas em embalagens de madeira. 
Nas situações em que as embalagens de 
madeira e seus suportes, oriundas de países que 
notificaram a internalização da NIMF n° 15, 
venham desacompanhadas do Certificado 
Fitossanitário ou Certificado de Tratamento a 
totalidade das mesmas (100%) será submetida à 
inspeção, aplicando-se a ela, no que couber, o 
disposto nos arts. 10 e 11 e seus parágrafos, do 
Capítulo II do RDSV. 
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Termo de compromisso 
Nos casos em que não seja possível proceder 
à destruição nas zonas primárias das embalagens de 
madeira e seus suportes desacompanhadas do 
Certificado Fitossanitário ou do Certificado de 
Tratamento, ou quando não for possível à 
Fiscalização Federal Agropecuária ou à Receita 
Federal acompanhar as operações de destruição 
desse material, será emitido o Termo de 
Compromisso de destruição das embalagens de 
madeira e seus suportes. Após a destruição pelo 
interessado, o mesmo enviará o mais rápido 
possível Declaração ao Posto de Vigilância 
Agropecuária do Ministério – PVA onde ocorreu o 
ingresso/egresso da carga embalada em madeira, 
confirmando a realização dessa operação. Constará 
do documento a assinatura do responsável pela 
operação e de duas testemunhas, sendo uma delas 
indicada pelo Conselho Regional de Engenharia, 
Arquitetura e Agronomia - CREA ou, quando se 
tratar de incineração, pelo órgão ambiental do 
Estado, o qual verificará as condições adequadas 
para o trabalho de incineração, de acordo com a 
legislação vigente (Instrução Normativa n° 12, de 
07/03/2003). 
Após o recebimento da Declaração, o PVA 
promoverá a baixa no Termo de Compromisso 
correspondente e, para os casos em que não exista 
incinerador homologado na região, é importante a 
discussão com o órgão ambiental do Estado, 
presente na região ou mais próximo dela, para 
verificar, de modo emergencial, a melhor forma de 
incineração do material, de acordo com a legislação 
vigente. 
Substituição de embalagens na zona primária 
Onde houver condições operacionais, desde 
que incinerada, a substituição nas embalagens e 
suportes de embalagens pode ser autorizada quando 
for registrada a presença de insetos vivos suspeitos 
ou suas marcas, ou casca na madeira de embalagens 
e seus suportes originais; ou, quando as embalagens 
e seus suportes não estiverem acompanhados de 
Certificado Fitossanitário ou Certificado de 
Tratamento. 
Tratamento de embalagens na origem 
Quando a fumigação com Brometo de 
Metila for o tratamento no país de origem constante 
do Certificado Fitossanitário ou do Certificado de 
Tratamento, deverá ser observado o prazo de quinze 
(15) dias prévios ao embarque, caso contrário as 
embalagens e suportes de madeira deverão ser 
incinerados, da mesma forma que se procede 
quando se verifica a ausência dos Certificados. 
Determina a Instrução Normativa Conjunta 
SDA/IBAMA/ANVISA n° 01, de 14/02/2003 que 
fumigações com Brometo de Metila – MB somente 
serão autorizadas no território nacional em zonas 
primárias e secundárias dos portos, aeroportos, 
Estações Aduaneiras do Interior (EADI) e Estações 
Aduaneiras de Fronteira (EAFI), salvo casos 
excepcionais autorizados pela autoridade 
competente. 
Liberação da mercadoria acondiciona em 
embalagem de madeira 
A liberação da mercadoria acondicionada 
em embalagem de madeira sólida ocorrerá após a 
sua inspeção e demais procedimentos previstos no 
Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal - RDSV, 
mediante a Autorização de Despacho. O Termo de 
Fiscalização é documento de comunicação oficial 
ao interessado sobre providências a serem adotadas 
em relação à incineração, por exemplo. 
Comunicação às ONPF dos países exportadores 
O ONPF brasileiro comunicará às suas 
congêneres dos países exportadores as não-
conformidades constatadas e as medidas 
fitossanitárias adotadas em decorrência das 
exigências do Regulamento de Defesa Sanitária 
Vegetal - RDSV. 
CONCLUSÕES 
Organismo Nacional de Proteção 
Fitossanitário – ONPF brasileiro, que é o 
Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério 
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, vem 
dotando o país das condições requeridas de 
produção fitossanitária de embalagens de madeira 
bruta utilizadas em produtos para exportação. A 
partir de 2002, quando foi editada a NIMF nº 15-
FAO, o Brasil, como signatário da OMC e membro 
da FAO, tem evoluído na qualificação de suas 
embalagens de madeira e no controle sanitário nos 
pontos de entrada/saída internacionais. 
Esforço conjunto entre o governo, 
exportadores e empresas da atividade de base 
florestal tem resultado no crescente aumento do 
credenciamento de empresas produtoras e 
tratadoras de embalagens de madeira, entretanto 
maior número deverá ser efetivado para atender à 
demanda crescente por parte dos países 
importadores de produtos brasileiros, notadamente 
os europeus e norte-americanos. O Ministério da 
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) 
após edição de legislação específica a partir do ano 
de 2002 credenciou mais de uma centena de 
empresas prestadoras de serviços quarentenários e 
fitossanitários. Entretanto, caso se confirmem as 
datas das implementações das exigências 
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fitossanitárias desses países, prenuncia-se um 
comprometimento nas exportações brasileiras pelas 
empresas dependentes de embalagens de madeira 
bruta utilizadas no acondicionamento de 
mercadorias de qualquer espécie. 
Aguarda-se que, com a colocação pelo 
Ministério da Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento do Projeto de Instrução Normativa 
sob consulta pública, se agilize a regulamentação 
em caráter permanente dos aspectos relativos ao 
ajustamento da legislação fitossanitária brasileira às 
normas de biossegurança da NIMF nº 15-FAO, ou 
seja, a sua internalização até setembro de 2005, 
quando devem entrar em vigor as exigências dos 
maiores parceiros do Brasil no comércio 
internacional e se complete o processo de 
ajustamento da Legislação Fitossanitária Brasileira 
à Norma Internacional e o cumprimento dos prazos 
de notificação aos organismos internacionais. 
Enquanto isso não ocorre prevalece a regra 
ditada em caráter emergencial pela Instrução 
Normativa SDA nº 4, de 06/01/2004, que 
regulamenta parte concernente às embalagens de 
madeira do Regulamento de Defesa Sanitária 
Vegetal, aprovado pelo Decreto nº 24.114, de 12 de 
abril de 1934. Continuará o Ministério avalizando 
os Certificados de Tratamento emitidos por 
empresas habilitadas e junto a ele credenciadas, e, 
para países que não exijam o cumprimento dessa 
Norma, serão mantidos os atuais procedimentos de 
inspeção e fiscalizaçãode embalagens e suportes de 
madeira tratados à base de Brometo de Metila e por 
calor, conforme definidos na legislação vigente. 
Aquelas empresas já credenciadas continuarão a 
utilizar em suas embalagens a identificação dos 
tratamentos, da forma preconizada pela Norma 
Internacional de Medida Fitossanitária n° 15, da 
FAO, internalizada emergencialmente através da IN 
SDA nº 12/2003 e da IN SDA nº 4/2004. 
A Fiscalização Federal Agropecuária, no 
caso dos processos de importação de mercadorias 
acondicionadas em embalagens e suportes de 
madeira, continuará adotando os procedimentos de 
inspeção e fiscalização, conforme critérios de 
amostragem, aplicando-se o disposto nos arts. 10 e 
11 e seus parágrafos, do Capítulo II, do 
Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal, 
aprovado pelo Decreto nº 24.114, de 12 de abril de 
1934, constantes dos procedimentos operacionais 
específicos, apenas para os países que notificaram o 
Brasil e a OMC sobre as suas medidas de 
internalização da NIMF n° 15, da FAO, mantendo 
os procedimentos estabelecidos na legislação 
vigente para os demais países. 
Recomenda-se, como forma de otimizar o 
processo credenciamento e de operação das 
empresas prestadoras de serviços, a revisão da 
Legislação do Trânsito Interestadual de Produtos 
Vegetais e adoção de Sistemas Informatizados para 
a Emissão on line do Certificado Fitossanitário de 
Origem (CFO), da Permissão de Trânsito de 
Vegetais (PTV) e do Certificado Fitossanitário, 
bem como a instalação de Projetos-Piloto para a 
Implementação da Nova Legislação. 
REFERÊNCIAS 
BISSOLI, B. M. et al. Metodologia de fiscalização 
fitossanitária de madeiras, estudo de caso: 
Caterpillar Brasil Ltda. Piracicaba: MAPA, 2002, 
25 p. 
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária. Resolução RDC nº 19. Brasília: 
Imprensa Nacional, 2000. 
BRASIL, Ministério da Agricultura, Instituto 
Brasileiro do Meio Ambiente, Agência Nacional de 
Vigilância Sanitária. Instrução Normativa 
Conjunta nº 1. Brasília: Imprensa Nacional, 2003. 
BRASIL. Presidência da República. Secretaria-
Geral. Manual de Redação: regulamentação. 
Brasília: Imprensa Nacional, 1992. 35 p. 
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EHRLICH, P.; EHRLICH A. The value of 
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SECRS/5a.CRE. Porto Alegre. 2000. s.p. 
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das Nações Unidas para a Agricultura e 
Alimentação, 2002, 24 p. 
FARIA, R. M. Certificação de embalagens de 
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Florianópolis, In: Seminário de avaliação da 
____________________________________________________________________________________________________ 
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Portaria SDA nº 10/2004 de tratamento 
quarentenário de embalagens de madeira. FIESC / 
MAPA. Florianópolis, 11 de março de 2005. 
(apresentação oral). 
____________. Importação de Pragas Florestais 
via Embalagens de Madeira: os casos do porto 
de São Francisco do Sul-SC, do aeroporto de 
Guarulhos-SP e da Caterpillar Brasil Ltda. em 
Piracicaba-SP. Florianópolis, 2002. 45 p. UFSC. 
(monografia de especialização). 
FARIA, R. M.; Pinto, C. J. C. Importação de 
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In: III CONGRESSO BRASILEIRO DE 
BIOSSEGURANÇA & III SIMPÓSIO LATINO 
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TRANSGÊNICOS, Recife, 2003. Anais. Rio de 
Janeiro: ANBio, 2003. p. 199. 
FERMAN, R. K. S. O INMETRO como Ponto 
Focal de Barreiras Técnicas e as Ações do 
INT/PROGEX na Adaptação de Produtos. In: 
Seminário de Barreiras Técnicas e Medidas 
Sanitárias e Fitossanitárias Aplicadas às 
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