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NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 69 
Professor: Guilherme de Souza Dias Andrade – e-mail: guilhermediasjf@gmail.com 
GRADUAÇÃO 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA 
DISCIPLINA: Fitopatologia II 
 
6.0 – LEGISLAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO FITOS-
SANITÁRIA 
 
6.1. INTRODUÇÃO 
Historicamente, a produção e comercialização de produtos agropecuários têm 
uma importância ímpar no desenvolvimento da civilização. Diversas crises sociais já 
foram deflagradas a partir de insegurança alimentar (e.g. a requeima da batata, cau-
sada pelo Phytophthora infectans). A fim de suprir a crescente demanda de produtos 
alimentares por parte das civilizações em constante expansão, desde os tempos an-
tes de Cristo já havia a comercialização de plantas comestíveis do extremo oriente 
para regiões da Europa. Notadamente, o maior influxo de produtos alimentares no 
continente europeu se deu principalmente com a invasão árabe, por volta dos anos 
de 711, que introduziu o arroz, condimentos e até mesmo a cana de açúcar para as 
comunidades dominadas (Abreu et al., 2001). Este processo se intensificou durante 
o processo das grandes navegações, abrangendo não apenas o continente asiático, 
como também o africano e o americano. 
Contudo, apesar de atender a demanda populacional, outro aspecto do trans-
porte de cultivares entre regiões distantes e distintas trouxa à tona outro problema: a 
fitossanidade. Diversos casos de desequilíbrio ambiental foram iniciados pela intro-
dução de plantas exóticas, bem como pela introdução de patógenos estranhos aos 
locais receptores desses exemplares. 
Neste contexto, diversos países têm se empenhado a desenvolver mecanis-
mos de controle de propagação de fitopatogenias, não somente em relação ao tra-
tamento de plantações já acometidas por estas, mas para impedir o transporte de 
fitopatógenos de um local para outro. Visando tal objetivo, o governo brasileiro insti-
tuiu uma série de normas e diretivas com vista a assegurar a produção agrícola e a 
coordenação de ações fitossanitárias. Destaca-se que para que a política fitossanitá-
ria seja desenvolvida e implementada, as ações compreendidas neste plano devem 
ser respaldadas e estar alinhadas com o princípio científico. 
Algumas das bases e conceitos que norteiam o desenvolvimento da legisla-
ção fitossanitária são: 
 
AULA 6 
 
 
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 Decreto 24.114/34 – Regulamento da defesa sanitária vegetal; 
 Lei 8.171/91 – Dispões sobre a política agrícola; 
 Lei 9.712/98 – Altera a Lei 8.171/91, adicionando a dispositivos refe-
rentes à defesa agrícola. 
 
Além da legislação nacional, acordos internacionais já foram firmados, con-
templando o princípio da cooperação multilateral no que concerne a fitossanidade, 
visando o controle preventivo contra a propagação de pragas em diferentes áreas. 
 
6.2. CONVENÇÕES E PARCERIAS INTERNACIONAIS 
Levando-se em consideração o comércio internacional de produtos agrícolas, 
salientando tanto a importância econômica quanto de abastecimento para as diver-
sas populações no globo, celebrou-se um acordo internacional que visa estabelecer 
um conjunto de normas com a finalidade de prevenir, até mesmo evitar, a propaga-
ção de pragas de uma região para a outra. Deste acordo surge as Normas Interna-
cionais para Medidas Fitossanitárias (NIMFs). Este acordo foi celebrado pela Con-
venção Internacional para a Proteção dos Vegetais (CIPV), convenção esta que a 
qual o Brasil faz parte desde 1929. Outro acordo internacional estabelecido, com o 
qual o Brasil também é signatário é o acordo sobre a aplicação de medidas sanitá-
rias e fitossanitárias (Acordo SPS/OMC), no âmbito da Organização Mundial do Co-
mércio (OMC). Vale destacar que, no âmbito da OMC, quaisquer regulamentos que 
dificultem o comércio de modo arbitrário são proibidos. 
Das NIMFs já publicadas, destacaremos duas. A primeira é a NIMF nº5 de 
2009. Nela são estabelecidos conceitos chaves para o fitossanitarismo, visando uma 
uniformidade dos termos adotados, evitando-se assim ambigüidades entre as dife-
rentes partes interessadas. Considerando os vários termos adotados e aplicados na 
área, destacam-se: 
 
 ARP: Análise de Risco de Pragas 
 Praga: Qualquer espécie, raça ou biótipo de planta, animal ou agente 
patogênico, nocivos a plantas ou produtos vegetais. 
 Praga Quarentenária: Uma praga de importância econômica potencial 
para a área em perigo, onde ainda não está presente, ou, quando pre-
 
 
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sente, não se encontre amplamente distribuída e está sob controle ofi-
cial. 
 Praga Não Quarentenária: Praga que não é praga quarentenária em 
uma área. 
 Praga Quarentenária A1: são as pragas que não têm ocorrência no 
Brasil e exóticas. 
 Praga Quarentenária A2: estão presentes no país, mas não em todas 
as regiões, e estão sob controle oficial. Então, deve-se ter cuidado de 
não levar da região de ocorrência para outras que não tem a praga. 
 
É a partir das definições supracitadas que as organizações responsáveis de 
cada país signatário deverão adotar medidas mitigatórias em relação à importação 
de produtos de origem vegetal. 
A segunda NIMF que vale ser destacada é a NIMF nº20 de 2004. Nesta, defi-
ne-se a estrutura e o funcionamento de um sistema de regulamentação fitossanitária 
de importação e os direitos, obrigações e responsabilidades que deveriam ser con-
siderados no estabelecimento, operação e revisão do sistema. Nota-se que o intuito 
das normas é justamente o de prevenir a importação de pragas quarentenárias ou 
limitar a entrada de pragas não quarentenárias regulamentadas (PNQR). Ela invoca 
a NIMF nº01, aludindo os seguintes princípios: 
 
 Transparência 
 Soberania 
 Necessidade 
 Não discriminação 
 Impacto mínimo 
 Harmonização 
 Justificativa técnica (como por meio da análise de risco de pragas) 
 Coerência 
 Manejo de risco 
 Modificação 
 Ação de emergência e medidas provisórias 
 
 
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 Equivalência 
 Áreas livres de pragas e áreas de baixa prevalência de pragas 
 
Ainda na referida norma, estabelece-se medidas necessárias para produtos 
objetos de importação/exportação, em que se destaca o papel fiscalizador nos mo-
mentos de exportação, no momento de embarque e no local destino. 
Outras informações e orientações estão descritas nas NIMFs, sendo que para 
uma consulta completa, dispõe-se o material complementar referido abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
6.3. LEGISLAÇÃO NACIONAL 
Não apenas para fazer parte da rede de comércio internacional, o Brasil já 
havia estabelecido, desde os anos 1930, as diretrizes que visavam estabelecer e 
regulamentar a defesa sanitária vegetal nacional, conforme o Decreto nº 24.114 de 
12 de abril de 1934. Nele, aprovou-se o primeiro regulamento de defesa sanitária 
vegetal, onde, já em seu artigo 1º, proíbe-se: 
 
Art. 1º São proibidos, em todo o território nacional, nas condições a-
baixo determinadas, a importação, o comércio, o trânsito e a exporta-
ção: a) de vegetais e partes de vegetais, como sejam: mudas, galhos, 
estacas, bacélos, frutos, sementes, raízes, tubérculos,bulbos, rizo-
mas, fôlhas e flores, quando portadores de doenças ou pragas peri-
gosas; b) de insétos vivos, ácaros, nematodes e outros parasitos no-
civos às plantas, em qualquer fase de evolução; c) de culturas de 
bactérias e cogumelos nocivos às plantas; d) de caixas, sacos e ou-
tros artigos de acondicionamento, que tenham servido ao transporte 
dos produtos enumerados nêste artigo; e) de terras, compostos e 
produtos vegetais que possam conter, em qualquer estado de desen-
volvimento, criptógomos, insetos e outros parasitos nocivos aos vege-
tais, quer acompanhem ou não plantas vivas. 
Vá no tópico, 
MATERIAL COMPLEMENTAR em sua sala virtual e acesse 
NIMF 05.2009 e NIMF 20.2004. 
 
 
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§ 1º Para determinadas espécies vegetais, a critério do Serviço da 
Defesa Sanitária Vegetal, poderá ser admitida a importação com ter-
ra, sujeitando-se as mesmas, obrigatòriamente, à desinfeção e substi-
tuição da terra à chegada. 
§ 2º Sòmente para fins experimentais em estabelecimentos científicos 
do país, poderá o Ministério da Agricultura permitir a importação do 
material previsto nas alíneas a, b e c dêste artigo, observadas, porém 
as medidas preventivas que forem prescritas em cada caso pelo 
Conselho Nacional de Defesa Agrícola. 
§ 3º Ministério da Agricultura permitirá, por portaria, ouvido o Conse-
lho Nacional de Defesa Agrícola, a introdução no país, das espécies 
de insétos, fungos, bactérias, etc., reconhecidamente úteis, aos quais 
não se aplicada a proïbição contida nas letras b e c dêste artigo. Art. 
1º (Decreto 24.114/34). 
 
Destaca-se ainda que proibições adicionais podem ser impostas no caso de 
suspeita de contaminação de produtos vegetais ainda no local de origem por meio 
de portarias específicas. 
O decreto passou por diversas revisões, tendo artigos revogados ao longo 
dos anos. Mas é interessante observar que já nesta data, a importação de produtos 
vegetais já era matéria de fiscalização (vide Art. 3º). 
Já na década de 90, foi sancionada a Lei 8.171/91 pelo então presidente Fer-
nando Collor que estabelecia a política agrícola, sendo esta alterada posteriormente 
pela Lei 9.712/98, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, alteração esta 
que visou dispositivos referentes à defesa agrícola. 
Conforme pode ser visto em seu Artigo 1º, tem-se: 
Art. 1° Esta lei fixa os fundamentos, define os objetivos e as compe-
tências institucionais, prevê os recursos e estabelece as ações e ins-
trumentos da política agrícola, relativamente às atividades agropecuá-
rias, agroindustriais e de planejamento das atividades pesqueira e flo-
restal. Parágrafo único. Para os efeitos desta lei, entende-se por ati-
vidade agrícola a produção, o processamento e a comercialização 
dos produtos, subprodutos e derivados, serviços e insumos agrícolas, 
pecuários, pesqueiros e florestais (Art. 1º. Lei 8.171/91). 
 
 
 
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Ainda na referida lei, estabelece-se o Conselho Nacional de Política Agrícola 
(CNPA), cuja função é: 
 
 Orientar a elaboração do Plano de Safra; 
 Propor ajustamentos ou alterações na política agrícola; 
 Manter sistema de análise e informação sobre a conjuntura econômica e 
social da atividade agrícola. 
 
Já a Lei 9.712 de 1998 inclui, no supracitado dispositivo legal, o Art. 27-A, on-
de é descrito os objetivos da defesa agropecuária: 
 
"Art. 27-A. São objetivos da defesa agropecuária assegurar: 
I – a sanidade das populações vegetais; 
II – a saúde dos rebanhos animais; 
III – a idoneidade dos insumos e dos serviços utilizados na a-
gropecuária; 
IV – a identidade e a segurança higiênico-sanitária e tecnológica 
dos produtos agropecuários finais destinados aos consumidores. 
§ 1 o Na busca do atingimento dos objetivos referidos no caput, 
o Poder Público desenvolverá, permanentemente, as seguintes 
atividades: 
I – vigilância e defesa sanitária vegetal; 
II – vigilância e defesa sanitária animal; 
III – inspeção e classificação de produtos de origem vegetal, 
seus derivados, subprodutos e resíduos de valor econômico; 
IV – inspeção e classificação de produtos de origem animal, 
seus derivados, subprodutos e resíduos de valor econômico; 
V – fiscalização dos insumos e dos serviços usados nas ativida-
des agropecuárias. (Lei 9.712/98). 
 
 
 
 
 
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A do marco regulatório legal, diversas Instruções Normativas (INs), publicadas 
pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), utilizando das su-
as atribuições, visando à complementação de leis e decretos, viabilizando sua apli-
cação de modo padronizado, nas várias entidades federativas do país. Como exem-
plo de tais normas, pode-se citar: 
 
 Instrução Normativa SDA nº 38, de 1º de outubro de 2018 – Sobre as 
Pragas Quarentenárias Presentes no Brasil 
 Instrução Normativa SDA nº 39, de 1º de outubro de 2018 – Sobre as 
Pragas Quarentenárias Ausentes no Brasil 
 Instrução Normativa nº 28, de 24 de agosto de 2016 – Sobre a Permis-
são de trânsito de Vegetais 
 
Destaca-se as referidas instruções por serem os padrões a serem alterados 
por novas instruções normativas, à medida que se observar novas espécies de pra-
gas introduzidas em território nacional. Todas estas instruções foram absorvidas pe-
la legislação nacional, atendendo ao acordo internacional firmado, citado no item 
anterior. 
A seguir, discorrer-se-á sobre as necessidades de certificações (CFO e 
CFOC), bem como a emissão da Permissão de Trânsito de Vegetal (PTV), ambos os 
instrumentos indispensáveis para o comércio agropecuário. Para acessar as instru-
ções citadas no parágrafo, siga as instruções do quadro abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vá no tópico, 
MATERIAL COMPLEMENTAR em sua sala virtual e acesse 
Instrução Normativa nº 28.2016; 
Instrução Normativa SDA nº39.2018; 
Instrução Normativa nº 38.2018. 
Decreto 24114 
Lei 9712 
Lei 8171 
 
 
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6.4. CERTIFICAÇÃO FITOSSANITÁRIA DE ORIGEM E CERTIFICAÇÃO FITOS-
SANITÁRIA DE ORIGEM CONSOLIDADO 
Conforme discutido nos itens anteriores, há diversos procedimentos interna-
cionalmente adotados que visam salvaguardar a fitossanidade nos mais diferentes 
territórios. Estes mecanismos são comuns e já foram incorporados por todos os paí-
ses signatários da CIPV. 
Considerando os mais diversos procedimentos, destacar-se-á no presente i-
tem a importância e necessidade de certificação fitossanitária bem como a permis-
são para transporte de produtos vegetais. 
A partir da publicação da Instrução Normativa nº33 de 24 de abril de 2016, 
instrução esta que regulamenta os certificados, que: 
 
Art. 2º O Certificado Fitossanitário de Origem - CFO e o Certificado 
Fitossanitário de Origem Consolidado - CFOC são os documentos 
emitidos na origem para atestar a condição fitossanitária da partida 
de plantas ou de produtos vegetais de acordo com as normas de sa-
nidade vegetaldo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento 
- MAPA. 
§ 1o A origem no CFO é a Unidade de Produção - UP, de proprieda-
de rural ou de área de agroextrativismo, a partir da qual saem parti-
das de plantas ou de produtos vegetais certificados. 
§ 2o A origem no CFOC é a Unidade de Consolidação - UC, que po-
derá ser beneficiadora, processadora ou embaladora, a partir da qual 
saem partidas provenientes de lotes de plantas ou de produtos vege-
tais certificados. 
 
Nota-se a relevância de tais instrumentos, pois ainda conforme estabelecido 
na mesma instrução, são elas que fundamentarão a emissão de permissões perti-
nentes para o livre tráfego e transporte de produtos vegetais. 
O que diz respeito ao transporte, a Instrução Normativa nº 28, de 24 de agos-
to de 2016 aprova e normatiza a Permissão de Trânsito de Vegetais – o PTV. Em 
seu Art. 2º, define-se que: 
 
Art. 2º A PTV é o documento emitido para acompanhar o trânsito da 
partida de plantas ou produtos vegetais, de acordo com as normas de 
 
 
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defesa sanitária vegetal, e para subsidiar, conforme o caso, a emis-
são do Certificado Fitossanitário - CF e do Certificado Fitossanitário 
de Reexportação - CFR, com declaração adicional do Ministério da 
Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA. 
Parágrafo único. O controle do trânsito de plantas ou de produtos ve-
getais envolve o transporte interno rodoviário, aéreo, hidroviário e fer-
roviário. 
 
Destaca-se os casos em que o PTV é obrigatório, salvo por dispensa especí-
fica, os itens elencados no Art. 4º: 
 
I - para as pragas regulamentadas, na UF de ocorrência ou de risco desco-
nhecido, salvo quando a normativa específica dispensar a certificação; 
II - para comprovar a origem de Área Livre de Praga - ALP, Local Livre de 
Praga - LLP, Sistema de Mitigação de Riscos de Praga- SMRP ou Área de Baixa 
Prevalência de Praga - ABPP, reconhecida pelo MAPA; e 
III - para atender exigência específica de certificação fitossanitária de origem 
para praga de interesse de UF, com aprovação do DSV, ou por exigência de Organi-
zação Nacional de Proteção Fitossanitária - ONPF de país importador. 
 
Destaca-se que nem todos os produtos vegetais necessitarão de tal permis-
são. 
Art. 5º Não será exigido PTV para plantas e produtos vegetais 
cuja exigência seja laudo laboratorial, certificado de tratamento, 
atestado de origem genética, termo de conformidade ou certifi-
cado de sementes ou mudas. 
Parágrafo único. Para material de propagação com níveis de to-
lerância estabelecidos para pragas não quarentenárias regula-
mentadas, serão utilizados o Atestado de Origem Genética, ou o 
Termo de Conformidade, ou o Certificado de Sementes ou de 
Mudas, conforme a categoria da semente ou da muda, previstos 
na legislação de sementes e mudas, como documentos de trânsi-
to. 
 
 
 
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As referidas normas se encontram disponibilizadas nos materiais complemen-
tares, conforme o quadro abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
 
BRASIL. Decreto nº24.114 de 1934. Aprova o Regulamento de Defesa Sani-
tária Vegetal. [S. l.], 12 abr. 1934. 
BRASIL. Lei Nº 8.171 de 17 de janeiro de 1991. Dispõe sobre a política agrí-
cola. [S. l.], 17 jan. 1991. 
BRASIL. Lei Nº 9.712 de 20 de novembro de 1998. Altera a Lei nº 8.171, de 
17 de janeiro de 1991, acrescentando-lhe dispositivos referentes à defesa agrope-
cuária. [S. l.], 20 nov. 1998. 
BRASIL. INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 28, DE 24 DE AGOSTO DE 2016. A 
Norma Técnica para a utilização da Permissão de Trânsito de Vegetais. [S. l.], 24 
ago. 2016. 
BRASIL. INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 33, DE 24 DE AGOSTO DE 2016. 
Norma Técnica para a utilização do Certificado Fitossanitário de Origem - CFO e do 
Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado - CFOC. [S. l.], 24 ago. 2016. 
BRASIL. Instrução Normativa nº 38, de 1 de outubro de 2018. PRAGAS 
QUARENTENÁRIAS PRESENTES. [S. l.], 1 out. 2018. 
BRASIL. Instrução Normativa nº 39, de 1 de outubro de 2018. PRAGAS 
QUARENTENÁRIAS AUSENTES. [S. l.], 1 out. 2018. 
SECRETARIA DA CONVENÇÃO INTERNACIONAL PARA A PROTEÇÃO 
DOS VEGETAIS . NIMF Nº 5: GLOSSÁRIO DE TERMOS FITOSSANITÁRIOS. [S. 
l.], 2009. 
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SECRETARIA DA CONVENÇÃO INTERNACIONAL PARA A PROTEÇÃO 
DOS VEGETAIS. NIMF Nº 20: DIRETRIZES PARA UM SISTEMA DE REGULA-
MENTAÇÃO FITOSSANITÁRIA DE IMPORTAÇÃO. [S. l.], 2004.

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