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Questões resolvidas

No sistema de exasperação, havendo concurso de crimes, aplica-se a pena do delito mais grave, se diversos, ou apenas de um deles se iguais, acrescida de uma fração legalmente prevista. No sistema de cúmulo material, havendo concurso de crimes, as penas correspondentes aos crimes praticados são aplicadas cumulativamente, somando-se as penas. O artigo 70 do Código Penal, ao tratar do concurso formal próprio de crimes, dispõe que quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. Se, em razão da exasperação aplicada, resultar em pena maior do que seria cabível na hipótese de cúmulo material do agente, aponte a postura a ser tomada pelo juiz na fixação da pena:
Deverá o juiz aplicar cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido o réu.
Deve-se aplicar a pena de apenas um dos crimes, sendo discricionário do julgador escolher a pena que será aplicada.
Deve o juiz declarar extinta a punibilidade do agente em relação ao crime menos grave, aplicando tão somente a pena do crime mais grave.
O juiz, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias, deverá aumentar a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, até o triplo.
O juiz, conforme sua consciência, deve escolher o sistema de aplicação de pena que lhe pareça mais justo ao caso concreto.

O Código Penal, em seu artigo 107, prevê uma relação de causas de extinção de punibilidade, dentre as quais se destaca a prescrição. A doutrina tradicionalmente define prescrição como a perda pelo Estado do direito de aplicar sanção penal adequada ou de executá-la em razão do decurso do tempo.
Sobre o tema, de acordo com as previsões do Código Penal e a jurisprudência majoritária do Superior Tribunal de Justiça, é correto afirmar que:
o oferecimento da denúncia é causa interruptiva da prescrição;
o início do cumprimento da pena interrompe o prazo da prescrição da pretensão punitiva;
a pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o crime em sessão plenária;
a prescrição pela pena aplicada, depois do trânsito em julgado para a acusação, independentemente da data do crime, não poderá ter por base período anterior ao recebimento da denúncia.
o maior de 60 anos terá o prazo prescricional computado pela metade;

Acerca das causas de extinção da punibilidade, assinale a opção correta.
A decadência é o instituto jurídico mediante o qual o Estado perde o seu direito de punir ou de executar a sentença penal condenatória transitada em julgado.
O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada em abstrato para o crime.
O perdão judicial pode alcançar toda e qualquer infração penal, ficando a critério do juiz a sua aplicação quando da prolação da sentença.
Nas duas seguintes hipóteses a pretensão punitiva e executória não será atingida pela prescrição: os crimes de racismo e de tortura.
A anistia, causa extintiva da punibilidade, somente poderá ser concedida antes da sentença penal condenatória; nesse caso, o Estado renuncia ao jus puniendi.

Ricardo foi preso em flagrante por crime de estelionato em fevereiro de 2005, em Corumbá - MS, sendo definitivamente condenado, dois meses depois, à pena de reclusão de dois anos. Cumprida a condenação, resolveu ir ao Paraguai visando a novas oportunidades. Porém, desempregado, voltou a delinquir em solo estrangeiro, sendo condenado no mês de setembro de 2008 à pena de três anos por crime de roubo. Em janeiro de 2009, enquanto aguardava em liberdade o julgamento de seu recurso, fugiu para a cidade de Ponta Porã - MS, fixando residência. Nesta cidade, trabalhou como garçom no "Bar da Cana" até março de 2012, quando foi preso pela Polícia Militar por utilizar o local como ponto de venda de drogas. Na sentença pelo crime de tráfico de drogas (artigo 33, da Lei n. 11.343/2006), o julgador agravou a pena de Ricardo por considerá-lo reincidente.
Quanto à decisão, assinale a alternativa correta.
O sentenciante se equivocou, pois, para fins de reincidência, não se considera uma infração anterior quando praticada fora do território nacional.
O sentenciante sopesou corretamente a agravante, pois entre as datas de prática do segundo e do terceiro crimes, não decorreu um período de tempo superior a cinco anos.
O sentenciante se equivocou quanto à reincidência, pois, entre as datas de prática do primeiro e do último crime, decorreu período de tempo superior a cinco anos.
O sentenciante se equivocou ao considerar o réu reincidente, pois, quanto ao primeiro crime, ignorou o período de detração penal.
O sentenciante agravou corretamente a pena, pois o prazo de cessação da reincidência ocorre apenas cinco anos após o cumprimento da pena e, neste caso, sucederia no mês de abril de 2012.

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Questões resolvidas

No sistema de exasperação, havendo concurso de crimes, aplica-se a pena do delito mais grave, se diversos, ou apenas de um deles se iguais, acrescida de uma fração legalmente prevista. No sistema de cúmulo material, havendo concurso de crimes, as penas correspondentes aos crimes praticados são aplicadas cumulativamente, somando-se as penas. O artigo 70 do Código Penal, ao tratar do concurso formal próprio de crimes, dispõe que quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. Se, em razão da exasperação aplicada, resultar em pena maior do que seria cabível na hipótese de cúmulo material do agente, aponte a postura a ser tomada pelo juiz na fixação da pena:
Deverá o juiz aplicar cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido o réu.
Deve-se aplicar a pena de apenas um dos crimes, sendo discricionário do julgador escolher a pena que será aplicada.
Deve o juiz declarar extinta a punibilidade do agente em relação ao crime menos grave, aplicando tão somente a pena do crime mais grave.
O juiz, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias, deverá aumentar a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, até o triplo.
O juiz, conforme sua consciência, deve escolher o sistema de aplicação de pena que lhe pareça mais justo ao caso concreto.

O Código Penal, em seu artigo 107, prevê uma relação de causas de extinção de punibilidade, dentre as quais se destaca a prescrição. A doutrina tradicionalmente define prescrição como a perda pelo Estado do direito de aplicar sanção penal adequada ou de executá-la em razão do decurso do tempo.
Sobre o tema, de acordo com as previsões do Código Penal e a jurisprudência majoritária do Superior Tribunal de Justiça, é correto afirmar que:
o oferecimento da denúncia é causa interruptiva da prescrição;
o início do cumprimento da pena interrompe o prazo da prescrição da pretensão punitiva;
a pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o crime em sessão plenária;
a prescrição pela pena aplicada, depois do trânsito em julgado para a acusação, independentemente da data do crime, não poderá ter por base período anterior ao recebimento da denúncia.
o maior de 60 anos terá o prazo prescricional computado pela metade;

Acerca das causas de extinção da punibilidade, assinale a opção correta.
A decadência é o instituto jurídico mediante o qual o Estado perde o seu direito de punir ou de executar a sentença penal condenatória transitada em julgado.
O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada em abstrato para o crime.
O perdão judicial pode alcançar toda e qualquer infração penal, ficando a critério do juiz a sua aplicação quando da prolação da sentença.
Nas duas seguintes hipóteses a pretensão punitiva e executória não será atingida pela prescrição: os crimes de racismo e de tortura.
A anistia, causa extintiva da punibilidade, somente poderá ser concedida antes da sentença penal condenatória; nesse caso, o Estado renuncia ao jus puniendi.

Ricardo foi preso em flagrante por crime de estelionato em fevereiro de 2005, em Corumbá - MS, sendo definitivamente condenado, dois meses depois, à pena de reclusão de dois anos. Cumprida a condenação, resolveu ir ao Paraguai visando a novas oportunidades. Porém, desempregado, voltou a delinquir em solo estrangeiro, sendo condenado no mês de setembro de 2008 à pena de três anos por crime de roubo. Em janeiro de 2009, enquanto aguardava em liberdade o julgamento de seu recurso, fugiu para a cidade de Ponta Porã - MS, fixando residência. Nesta cidade, trabalhou como garçom no "Bar da Cana" até março de 2012, quando foi preso pela Polícia Militar por utilizar o local como ponto de venda de drogas. Na sentença pelo crime de tráfico de drogas (artigo 33, da Lei n. 11.343/2006), o julgador agravou a pena de Ricardo por considerá-lo reincidente.
Quanto à decisão, assinale a alternativa correta.
O sentenciante se equivocou, pois, para fins de reincidência, não se considera uma infração anterior quando praticada fora do território nacional.
O sentenciante sopesou corretamente a agravante, pois entre as datas de prática do segundo e do terceiro crimes, não decorreu um período de tempo superior a cinco anos.
O sentenciante se equivocou quanto à reincidência, pois, entre as datas de prática do primeiro e do último crime, decorreu período de tempo superior a cinco anos.
O sentenciante se equivocou ao considerar o réu reincidente, pois, quanto ao primeiro crime, ignorou o período de detração penal.
O sentenciante agravou corretamente a pena, pois o prazo de cessação da reincidência ocorre apenas cinco anos após o cumprimento da pena e, neste caso, sucederia no mês de abril de 2012.

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1a Questão Ref.: 202113495503 
ODORICO tem o como modo de vida a prática de crimes, configurando habitualidade delitiva. 
Assim, pelo período de 4 meses Odorico praticou nas mesmas condições de tempo, lugar e 
maneira de execução os crimes de lesão corporal (art. 129, CP), injúria (art. 140, CP), 
estelionato (art. 171, CP) e bigamia (art. 235, CP), sendo certo que o tempo entre uma 
conduta e outra não ultrapassou o prazo de 30 dias. O juiz na sentença reconheceu a 
continuidade delitiva e na fixação da pena aplicou a pena mais grave aumentando de um 
sexto. Nesta hipótese é correto afirmar que: 
 
 
O juiz errou em reconhecer a continuidade delitiva, pois ocorrendo crimes nas 
mesmas condições de tempo, lugar e maneira de execução, deve reconhecer o 
concurso material. 
 
O juiz errou em reconhecer a continuidade delitiva, pois ocorrendo crimes nas 
mesmas condições de tempo, lugar e maneira de execução, deve reconhecer o 
concurso formal. 
 
O juiz acertou em reconhecer a continuidade delitiva, mas errou quanto a aplicação 
da pena, pois o sistema de aplicação da pena no crime continuado é o do cúmulo 
material, devendo, portanto, ocorrer a soma das penas. 
 
O juiz acertou em reconhecer a continuidade delitiva, uma vez que preenchidos os 
requisitos de ordem objetiva, ou seja, mesmas condições de tempo, lugar e maneira 
de execução. 
 
O juiz errou ao reconhecer a continuidade delitiva, tendo em vista que é necessário 
para o crime continuado que os delitos sejam da mesma espécie. 
Respondido em 03/11/2022 10:01:29 
 
 
 
 2a Questão Ref.: 202113705667 
No sistema de exasperação, havendo concurso de crimes, aplica-se a pena do delito mais 
grave, se diversos, ou apenas de um deles se iguais, acrescida de uma fração legalmente 
prevista. No sistema de cúmulo material, havendo concurso de crimes, as penas 
correspondentes aos crimes praticados são aplicadas cumulativamente, somando-se as 
penas. O artigo 70 do Código Penal, ao tratar do concurso formal próprio de crimes, dispõe 
que quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, 
idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma 
delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. Se, em razão da 
exasperação aplicada, resultar em pena maior do que seria cabível na hipótese de cúmulo 
material do agente, aponte a postura a ser tomada pelo juiz na fixação da pena: 
 
 
 
Deverá o juiz aplicar cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja 
incorrido o réu. 
 
Deve-se aplicar a pena de apenas um dos crimes, sendo discricionário do julgador 
escolher a pena que será aplicada. 
 
Deve o juiz declarar extinta a punibilidade do agente em relação ao crime menos 
grave, aplicando tão somente a pena do crime mais grave. 
 
O juiz, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a 
personalidade do agente, bem como os motivos e as circunstâncias, deverá 
aumentar a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, 
até o triplo. 
 
O juiz, conforme sua consciência, deve escolher o sistema de aplicação de pena que 
lhe pareça mais justo ao caso concreto. 
Respondido em 03/11/2022 10:15:29 
javascript:alert('C%C3%B3digo da quest%C3%A3o: 4845311/n/nStatus da quest%C3%A3o: Liberada para Uso.');
javascript:alert('C%C3%B3digo da quest%C3%A3o: 5055475/n/nStatus da quest%C3%A3o: Liberada para Uso.');
 
 
 
 3a Questão Ref.: 202114712589 
Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: ALERJ 
O Código Penal, em seu artigo 107, prevê uma relação de causas de extinção de 
punibilidade, dentre as quais se destaca a prescrição. A doutrina tradicionalmente define 
prescrição como a perda pelo Estado do direito de aplicar sanção penal adequada ou de 
executá-la em razão do decurso do tempo. 
Sobre o tema, de acordo com as previsões do Código Penal e a jurisprudência majoritária do 
Superior Tribunal de Justiça, é correto afirmar que: 
 
 
o oferecimento da denúncia é causa interruptiva da prescrição; 
 
o início do cumprimento da pena interrompe o prazo da prescrição da pretensão 
punitiva; 
 
a pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a 
desclassificar o crime em sessão plenária; 
 
a prescrição pela pena aplicada, depois do trânsito em julgado para a acusação, 
independentemente da data do crime, não poderá ter por base período anterior ao 
recebimento da denúncia. 
 
o maior de 60 anos terá o prazo prescricional computado pela metade; 
Respondido em 03/11/2022 10:12:12 
 
 
 
 4a Questão Ref.: 202114712591 
Ano: 2012 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TJ-RO 
Acerca das causas de extinção da punibilidade, assinale a opção correta. 
 
 
A decadência é o instituto jurídico mediante o qual o Estado perde o seu direito de 
punir ou de executar a sentença penal condenatória transitada em julgado. 
 
O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena 
privativa de liberdade cominada em abstrato para o crime. 
 
O perdão judicial pode alcançar toda e qualquer infração penal, ficando a critério do juiz 
a sua aplicação quando da prolação da sentença. 
 
Nas duas seguintes hipóteses a pretensão punitiva e executória não será atingida pela 
prescrição: os crimes de racismo e de tortura. 
 
A anistia, causa extintiva da punibilidade, somente poderá ser concedida antes da 
sentença penal condenatória; nesse caso, o Estado renuncia ao jus puniendi. 
Respondido em 03/11/2022 10:13:04 
 
 
 
javascript:alert('C%C3%B3digo da quest%C3%A3o: 6062397/n/nStatus da quest%C3%A3o: Liberada para Uso.');
javascript:alert('C%C3%B3digo da quest%C3%A3o: 6062399/n/nStatus da quest%C3%A3o: Liberada para Uso.');
 5a Questão Ref.: 202113495898 
Ricardo foi preso em flagrante por crime de estelionato em fevereiro de 2005, em Corumbá - 
MS, sendo definitivamente condenado, dois meses depois, à pena de reclusão de dois anos. 
Cumprida a condenação, resolveu ir ao Paraguai visando a novas oportunidades. Porém, 
desempregado, voltou a delinquir em solo estrangeiro, sendo condenado no mês de 
setembro de 2008 à pena de três anos por crime de 
roubo. Em janeiro de 2009, enquanto aguardava em liberdade o julgamento de seu recurso, 
fugiu para a cidade de Ponta Porã - MS, fixando residência. Nesta cidade, trabalhou como 
garçom no "Bar da Cana" até março de 2012, quando foi preso pela Polícia Militar por utilizar 
o local como ponto de venda de drogas. Na sentença pelo crime de tráfico de drogas (artigo 
33, da Lei n. 11.343/2006), o julgador agravou a pena de Ricardo por considerá-lo 
reincidente. 
Quanto à decisão, assinale a alternativa correta. 
 
 
O sentenciante se equivocou, pois, para fins de reincidência, não se considera uma 
infração anterior quando praticada fora do território nacional. 
 
O sentenciante sopesou corretamente a agravante, pois entre as datas de prática 
do segundo e do terceiro crimes, não decorreu um período de tempo superior a 
cinco anos. 
 
O sentenciante se equivocou quanto à reincidência, pois, entre as datas de prática 
do primeiro e do último crime, decorreu período de tempo superior a cinco anos. 
 
O sentenciante se equivocou ao considerar o réu reincidente, pois, quanto ao 
primeiro crime, ignorou o período de detração penal. 
 
O sentenciante agravou corretamente a pena, pois o prazo de cessação da 
reincidência ocorre apenas cinco anos após o cumprimento da pena e, neste caso, 
sucederia no mês de abril de 2012. 
 
javascript:alert('C%C3%B3digo da quest%C3%A3o: 4845706/n/nStatus da quest%C3%A3o: Liberada para Uso.');

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