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PREVENÇÃO DA INFRAÇÃO PENAL 
 
Dentro do nosso estudo sobre os itens mais cobrados, este é o terceiro. 
 
A prevenção criminal poderá será ser feita de várias formas a depender do caso começado de forma 
legislativa (leis), administrativa (polícias) e judicial (cumprimento das leis) desta forma o conhecimento da 
criminalidade deve ser objeto de estudo pautado na Criminologia pois deve-se buscar a fundo toda a 
essência criminal para posteriormente desenvolver técnicas de Política Criminal. 
 
A prevenção da infração penal poderá ser geral positiva, visando a intervenção na pessoa do delinquente 
com a sua recolocação na sociedade de forma a ressocializá-lo através da credibilidade institucional dos 
órgãos do Estado com a devida correção, este meio de prevenção visa atingir a sociedade como todo com 
o objetivo de reforçar os valores da ordem democrática do Estado. 
 
O método de prevenção geral negativa visa afirmar e impor o valor do Estado Democrático de Direito a 
sociedade, pois ela direcionada em específico a pessoa do criminoso, onde através da penalização o 
Estado demonstra que o crime será amplamente punido. 
 
Há, também, a prevenção direta que é a afirmação do próprio Direito Penal através de sua força 
repressora e punitiva e a indireta que visa apenas proporcionar a sociedade condições de vida e qualidade 
de vida através de programas de cultura, lazer e outros. 
 
Entre a prevenção criminal geral e a especial existe uma diferença que não pode ser esquecida, pois a 
primeira é a afirmação do poder do Estado em face da sociedade como um conglomerado de pessoas e a 
segunda voltada apenas para a pessoa do indivíduo criminoso. 
 
Assim, entende-se por prevenção delitiva o conjunto de ações que visam evitar a ocorrência do delito. 
Seja através da educação, meios tecnológicos empregados, etc. A noção de prevenção delitiva não é algo 
novo, suportando inúmeras transformações com o passar dos tempos em função da influência recebida de 
várias correntes do pensamento jusfilosófico. 
 
O saber criminológico, no Estado Democrático de Direito, orienta-se pela conduta prevencionista, uma 
vez que seu objetivo máximo é evitar o delito e não a simples punição. 
 
Para que possa alcançar esse verdadeiro objetivo do Estado de Direito, que é a prevenção de atos nocivos 
e consequentemente a manutenção da paz e harmonia sociais, mostra-se irrefutável a necessidade de dois 
tipos de medidas: a primeira delas atingindo indiretamente o delito e a segunda, diretamente. Em regra, 
as medidas indiretas visam as causas do crime, sem atingi-lo de imediato. O crime só seria alcançado 
porque, cessada a causa, cessam os efeitos. 
 
Segundo Nestor Sampaio, trata-se de excelente ação profilática, que demanda um campo de atuação 
intenso e extenso, buscando todas as causa possíveis da criminalidade, próximas ou remotas, genéricas ou 
específicas. Tais ações indiretas devem focar dois caminhos básicos: o indivíduo e o meio em que ele vive. 
 
 
 
Em relação ao indivíduo, devem as ações observar seu aspecto personalíssimo, contornando seu caráter e 
seu temperamento, com vistas a moldar e motivar sua conduta. 
 
O meio social deve ser analisado sob seu múltiplo estilo de ser, adquirindo tal atividade um raio de ação 
muito extenso, visando uma redução de criminalidade e prevenção; até porque seria utopia zerar a 
criminalidade. Todavia, a conjugação de medidas sociais, políticas, econômicas etc. pode proporcionar 
uma sensível melhoria de vida ao ser humano. 
 
A criminalidade transnacional, a importação de culturas e valores, a globalização econômica, a 
desorganização dos meios de comunicação em massa, o desequilíbrio social, a proliferação da miséria, a 
reiteração de medidas criminais pífias e outros impelem o homem ao delito. 
 
Porém, da mesma forma que o meio pode levar o homem à criminalidade, também pode ser um fator 
estimulante de alteração comportamental, até para aqueles indivíduos com carga genético-biológica 
favorável ao crime. Nesse aspecto, a urbanização das cidades, a desfavelização, o fomento de empregos e 
reciclagem profissional, a educação pública, gratuita e acessível a todos etc. podem claramente imbuir o 
indivíduo de boas ações e oportunidades. 
 
Na profilaxia indireta, assume papel relevante a medicina, por meio dos exames pré-natal, do 
planejamento familiar, da cura de certas doenças, do uso de células-tronco embrionárias para a correção 
de defeitos congênitos e a cura de doenças graves, da recuperação de alcoólatras e dependentes 
químicos, da boa alimentação, etc., o que poderia facilitar, por evidente, a obtenção de um sistema 
preventivo eficaz. 
 
Por sua vez, Nestor Sampaio, arfirma que as medidas diretas de prevenção criminal direcionam-se para a 
infração penal em formação, ou seja, no chamado iter criminis. 
O Estado de Direito, ao objetivar a prevenção da criminalidade em prol da paz e da harmonia social, 
utiliza-se de duas importantes medidas como combate ao delito: ações indiretas e diretas. 
 
Assim, aprofundando mais um pouco, as medidas indiretas agem sobre o crime de forma mediata, 
procurando cessar as causas e os efeitos do delito. Tais medidas buscam as causas possíveis da 
criminalidade, próximas ou remotas, genéricas ou específicas. As atuações indiretas devem se concentrar 
tanto no indivíduo quanto no meio em que ele vive; algo que a Criminologia Moderna chama de 
prevenção primária e terciária. 
Quanto ao indivíduo, as ações devem observar sua característica pessoal, contornando seu caráter e seu 
temperamento, em busca do ajuste de sua conduta. Procura-se analisar o meio social sob seu múltiplo 
estilo de ser, de forma ampla, visando uma redução de criminalidade e a sua prevenção. Observa-se que 
a associação de medidas sociais, políticas e econômicas, entre outras, pode proporcionar uma sensível 
melhoria de vida ao ser humano. 
 
O meio no qual o indivíduo está inserido pode levá-lo à criminalidade. A importação de culturas e valores, 
a globalização econômica, a criminalidade transnacional; associadas à desorganização dos meios de 
comunicação em massa, ao desequilíbrio social e à proliferação da miséria são responsáveis por 
impulsionar o homem ao delito. Entretanto, esse mesmo meio pode estimular boas ações e 
 
 
oportunidades, seja por meio da urbanização das cidades, da desfavelização e do fomento de empregos; 
seja pela reciclagem profissional e pela educação pública, gratuita e acessível a todos. 
 
Já as medidas diretas de prevenção criminal possuem o foco na infração penal in itinere ou em 
formação (iter criminis). Destaca-se a importância das medidas de ordem jurídica, como as referentes à 
efetiva punição de crimes graves, incluindo os de colarinho branco; a repressão implacável às infrações 
penais de toda a natureza, substituindo o direito penal nas pequenas infrações pela adoção de medidas de 
cunho administrativo; a atuação da polícia ostensiva em seu papel de prevenção, manutenção da ordem e 
vigilância; o aparelhamento e treinamento das polícias judiciárias para a repressão delitiva em todos os 
segmentos da criminalidade; entre outras. Pelo fato de agirem eminentemente nos delitos, as ações 
diretas são denominadas pela Criminologia de prevenção secundária. 
 
Parece ser mais correta esta última vertente, sendo difícil conceber uma justiça restauradora em delitos de 
elevada gravidade, a exemplo de infrações penais como o homicídio, latrocínio, etc. Apesar disso, Molina 
afirma que os procedimentos conciliatórios recuperaram a face humana do conflito criminal, redefinindo o 
próprio ideal de justiça que refuta o caráter excludente do castigo através de uma proposta de soluções 
alternativas, cuja solidariedade e construtivismo deverão nortear as partes na celebração de 
compromissos. 
 
O modelo integrador redefine o próprio ideal de justiça. Concebe o crime como conflito interpessoal 
concreto, real, histórico, resgatando umadimensão que o formalismo jurídico havia neutralizado. Orienta 
a resposta do sistema mais à reparação do dano que o infrator causou a sua vítima, às responsabilidades 
deste e às da comunidade, do que ao castigo em si. 
Há, também, a Teoria da Pena que reconhece a pena como uma espécie de retribuição, de privação de 
bens jurídicos, imposta ao delinquente em razão do ilícito cometido. O estudo da pena constata a 
existência de três grandes correntes: teorias absolutas, relativas e mistas. 
 
As teorias absolutas encaram a pena como um imperativo de justiça, negando fins utilitários. As teorias 
relativas ensejam um fim utilitário para a punição, sustentando que o crime não é causa da pena, mas 
ocasião para que seja aplicada. Já as teorias mistas conjugam as duas primeiras, sustentando o caráter 
retributivo da pena. 
 
A prevenção geral vislumbra a pena como intimidadora daqueles que são propensos a cometer delitos. Já 
a prevenção especial analisa o delito sob os fatores endógenos e exógenos, em busca da reeducação do 
indivíduo e de sua recuperação. 
 
A prevenção geral da pena instala-se sob dois ângulos: o negativo e o positivo. Pela prevenção geral 
negativa, conhecida como prevenção por intimidação, a pena serve para que todos os membros do grupo 
social observem uma dada condenação e não venham a cometer uma prática delituosa. A prevenção geral 
positiva ou integradora busca sensibilizar a consciência geral, disseminando o respeito aos valores mais 
importantes da comunidade e, por conseguinte, à ordem jurídica. 
 
No Estado Democrático de Direito, o poder político estatal é juridicamente limitado, isto é, apenas pode 
ser exercido inserido em determinadas restrições definidas pela ordem jurídico-política constitucional, 
marcada pelas dimensões de legalidade, separação de poderes e proteção aos direitos fundamentais. 
 
 
 
Tal modelo de organização política de poder pressupõe que os indivíduos têm certos direitos 
indispensáveis à própria existência e ao desenvolvimento da personalidade humana, que constituem 
verdadeiras barreiras de proteção contra a utilização arbitrária do poder do Estado. O indivíduo é 
considerado como efetivo sujeito de direito frente à comunidade e do próprio Estado, cuja atividade deve 
estar norteada pelos princípios e garantias impostas pela Constituição Federal. 
 
A atuação repressiva do Estado em face dos indivíduos que praticam condutas tipificadas como crimes é 
uma atividade indispensável para a manutenção da ordem jurídico-política. Porém, no Estado 
Democrático de Direito, o exercício do poder punitivo estatal é juridicamente limitado pela instituição 
de amplas garantias que devem nortear a edificação e a aplicação da política criminal, como o devido 
processo legal, o contraditório, a ampla defesa, a presunção de inocência, o juiz natural, a motivação das 
decisões, etc. 
 
Dessa forma, o processo penal constitui é o instrumento pelo qual o Estado exerce o seu poder punitivo, 
buscando a aplicação da pena ao autor da infração. 
 
Por outro lado, o processo também pode ser visualizado sob o aspecto da tutela dos direitos 
fundamentais, ou seja, como uma garantia do indivíduo de que não será submetido a uma pena sem a 
observância dos direitos fundamentais previstos na Constituição Federal. Com efeito, em uma ordem 
constitucional fundada na instituição de amplas garantias e direitos individuais, como é o caso do Estado 
brasileiro, o processo penal deve necessariamente se desenvolver visando à efetivação dessas premissas. 
 
O Estado possui o monopólio da aplicação da lei penal. Porém, existem regras constitucionais e legais que 
limitam e determinam como a lei penal possa ser aplicada. Para tanto, deve o Estado Administração, nos 
crimes de ação penal pública, após a produção de uma prova mínima, levar o caso ao Estado Juiz, para que 
este se manifeste sobre a aplicação ou não da sanção penal ao caso concreto. 
 
A atuação do Estado encontra na Constituição federal e nas leis limitações que impedem que o Estado 
produza todo tipo de prova em face dos acusados. O Estado é o primeiro a ter de respeitar, então, essas 
limitações. 
 
Prevenção de crime é um conceito aberto. Para alguns é dissuadir o delinquente a não cometer o ato, 
para outros é mais, importa inclusive na modificação de espaços físicos, novos desenhos arquitetônicos, 
aumento da iluminação pública com o intuito de dificultar a prática do crime e para um terceiro grupo é 
apenas o impedimento da reincidência. 
Há três tipos de prevenção, todas distintas entre si, seja quanto e maior ou menor relevância etiológica 
dos programas, seja quanto aos destinatários aos quais se dirigem nos instrumentos e os mecanismos que 
utilizam. 
 
Vou destacar um quadro que vai ajudar a responder muitas questões, pois esta parte é bem cobrada em 
concursos públicos. 
 
 
Prevenção primária: 
 
- Voltada para as origens do delito, visando neutralizá-lo antes que ocorra; 
 
- Opera a longo e médio prazo e se dirige a todos os cidadãos; 
 
- Reclama prestações sociais e intervenção comunitária; 
 
- Limitações práticas: falta de vontade política e de conscientização da sociedade. 
Prevenção secundária: 
 
- Política legislativa penal, ação policial, políticas de segurança pública; 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Atua na exteriorização do conflito; 
 
- Opera a curto e médio prazo; 
 
- Dirige-se a setores específicos da sociedade. 
Prevenção terciária: 
 
- Destinatário: população carcerária; 
 
- Caráter punitivo; 
 
- Objetivo: evitar a reincidência; 
 
- Intervenção tardia, parcial e insuficiente.

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