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Operações Unitárias B Extração Líquido - Líquido Profª. Maraísa Lopes de Menezes Projeto da Coluna ELL •O projeto de um equipamento de extração passa pela determinação do número de andares em equilíbrio após a definição do solvente a ser usado e das condições de operação (pressão e temperatura). Fases Parcialmente Miscíveis: •No caso geral de miscibilidade parcial dos componentes A e B, diluente e solvente, respectivamente, os balanços mássicos e as relações de equilíbrio a resolver para o cálculo do número de andares teóricos podem representar-se no diagrama triangular. Projeto da Coluna ELL Fases imiscíveis •Caso o solvente seja imiscível no diluente, os diagramas triangulares são apresentados por meio de curvas de solubilidade do soluto no solvente e soluto no diluente. •O cálculo do número de estágios teóricos é baseado no diagrama de equilíbrio e na reta de operação. Soluções Parcialmente Miscíveis •Diagramas ternários: podem ser representados de duas formas: retangular e equilátero. •Precisaremos saber como fazer a leitura de uma determinada mistura dentro deste diagrama. •Iremos definir as características e um diagrama ternário: linha de equilíbrio, ponto crítico de mistura e linhas de amarração (união). •Avaliar a influência da quantidade de solvente na composição da mistura. Soluções Parcialmente Miscíveis •Diagramas ternários são utilizados quando se trabalha com soluções onde teremos misturas envolvendo três componentes. •Soluto, solvente e diluente apresentam alguma afinidade, ou seja, ao atingir o equilíbrio, solvente e diluente podem estar presentes nas duas fases. •Independente do tipo de diagrama ternário, a leitura das composições é parecida. Soluções Parcialmente Miscíveis •Vimos que nos vértices sempre teremos o componente puro. Em um ponto dentro do diagrama, quanto mais próximo de um vértice ele estiver, mais rico neste componente ele será. Em qualquer lado, teremos uma mistura binária e dentro do triângulo, teremos uma mistura ternária. Sempre utilizar o lado oposto ao vértice como referência. Para saber a composição de A, precisaremos identificar em qual vértice ele está, e o seu lado oposto, ou seja, lado BC. Uma reta paralela a este lado vai passar pela mistura (P), sendo possível fazer a leitura da composição em um dos eixos (AC ou AB), podendo ter especificação diferente em cada eixo. Para B, o lado oposto seria o lado AC, a reta paralela seria a linha verde, e para C, o lado oposto seria o lado AB, e a reta paralela seria a vermelha. Soluções Parcialmente Miscíveis •Triângulo retângulo: a leitura das composições é mais simples, pois são considerados apenas os vértices oposto ao ângulo reto, ou seja, A e C. •A composição de A é lida no próprio eixo y, e a composição de C é lida no eixo x. •O componente que se encontra no vértice do ângulo reto não é lido no diagrama, e sim é determinado por diferença, ou seja, sabendo-se que a soma das composições é igual a 1, obtém-se a composição em B (zb=1- ya –xc). Soluções Parcialmente Miscíveis •O diagrama ternário é composto por uma linha de equilíbrio e linhas de amarração. •Linha de equilíbrio ou linha de imiscibilidade (linha vermelha): separa a zona bifásica (mistura ternária bifásica, como por exemplo, o ponto B) da zona monofásica (mistura ternária monofásica - ponto C). •A linha de equilíbrio pode variar com a temperatura e pressão. Diagrama Acetona – Tolueno - Água Região de interesse: formação de rafinado e extrato Soluções Parcialmente Miscíveis •Ponto P: ponto crítico da mistura (ou plait point) – referência entre extrato e refinado. •Neste ponto as duas fases (extrato e refinado) possuem a mesma composição. •Se a água é o solvente e a acetona o soluto, ao final da extração teremos: Extrato: fase rica em solvente: água (direita de P). Refinado: fase rica em diluente: tolueno (esquerda de P). Exemplo: qualquer ponto a esquerda de P estará mais rico em diluente(tolueno) do que em solvente. Soluções Parcialmente Miscíveis •Linhas de união: (linhas azuis) – indicam a composição da mistura após atingir o equilíbrio. •A partir de um ponto de uma mistura bifásica, quando esta mistura alcança o equilíbrio, saberemos a localização exata para a leitura do refinado e extrato. •Como exemplo o ponto Y, vai existir uma linha de união, que vai unir o refinado e o extrato que passa por Y. •Ou seja, quando esta mistura atingir o equilíbrio, ela apresenta um refinado R1 e um extrato E1. Soluções Parcialmente Miscíveis •Extração em único estágio: •Se as composições da alimentação (xa,f; xd,f; xs,f) e do solvente (ya,s; yd,s; ys,s) são conhecidas, localizamos os pontos F e S no diagrama, unindo-os por uma reta. •Conhecidas as composições, podemos marcá-las no diagrama. A alimentação F (contém diluente e soluto, F é marcado na linha Soluto-Diluente e o Solvente é marcado no vértice por ser puro. Soluções Parcialmente Miscíveis •Extração em único estágio: •Conhecidas estas composições, a mistura (ponto M) vai estar localizada em um ponto sobre a linha que liga o solvente com a alimentação SF, sendo determinado por balanço de massa. •O ponto M se localiza sobre a reta SF e entre a linha de equilíbrio. Soluções Parcialmente Miscíveis •Extração em único estágio: •Determinado M por balanço de massa, sabemos que irá existir uma única linha de amarração que passa pelo ponto M, e esta linha vai indicar exatamente o ponto do extrato e do refinado no equilíbrio. •Se variar a quantidade de solvente, por exemplo, aumentar, o ponto M vai ficar com uma composição mais próxima a do solvente, no máximo até na linha de equilíbrio. Ou seja, conseguimos estimar a quantidade mínima e máxima de solvente. Exercício 1 •Extração em único estágio: Uma mistura de 100 kg contém 30 kg de éter isopropílico (solvente), 10 kg de ácido acético (soluto) e 60 kg de água (diluente). O sistema encontra-se em equilíbrio e os dados são apresentados na Figura abaixo. Determine as composições das fases extrato e rafinado. Exercício 1 •Extração em único estágio: Podemos calcular as frações e determinar a localização do ponto de mistura (M) no diagrama, com este ponto encontramos a linha de união e conseguimos determinar as composições das fases de extrato e rafinado. Exercício 1 •Extração em único estágio: Exercício 2 •Extração em único estágio: •A 25oC e 1 atm misturam-se 100 g de uma solução com 45% (em massa) de etilenoglicol e 55% (em massa) de água com 200 g de furfural puro. Usando o diagrama de equilíbrio triangular equilátero determine as composições e as quantidades das correntes de rafinado e extrato resultantes da mistura. Equilíbrio líquido-líquido Etilenoglicol/Água/Furfural 25oC e 1 atm Exercício 2 •Extração em único estágio: •Quando misturamos a corrente da alimentação (F) com o solvente (S), teremos uma corrente M correspondente a esta mistura, cujas composições correspondentes ao soluto A, diluente D e solvente S não conhecemos. •Precisaremos determinar a corrente M e estas composições para encontrar as correntes do refinado e extrato, bem como suas composições. Exercício 2 •Extração em único estágio: •Balanço de massa (misturador): F=100 g e S = 200g Para determinar a composição desta corrente, teremos que fazer um balanço por componente no misturador: •Etilenoglicol: soluto Não tem soluto no solvente (solvente puro) Exercício 2 •Extração em único estágio:•Água: diluente •Furfural: solvente – Pode ser obtido por diferença, uma vez que a soma das frações é igual a 1. Não tem diluente no solvente (solvente puro) Exercício 2 •Extração em único estágio: •Composição da corrente M: •É possível identificar os pontos S, F e M no diagrama ternário. •A mistura vai estar em um ponto sobre a linha SF. Solvente puro e conhecemos a composição da alimentação. Exercício 2 •Extração em único estágio: •Composição da corrente M: •É possível identificar os pontos S, F e M no diagrama ternário. •A mistura vai estar em um ponto sobre a linha SF. Solvente puro e conhecemos a composição da alimentação. Exercício 2 •Extração em único estágio: •Composição da corrente M: •É possível identificar os pontos S, F e M no diagrama ternário. •A mistura M vai estar em um ponto sobre a linha SF. Solvente puro e conhecemos a composição da alimentação. Exercício 2 •Extração em único estágio: •Identificar a linha de amarração para determinar refinado e extrato, e que passa pelo ponto M. •No diagrama, temos várias linhas que unem o refinado e o extrato. •Lembrando que o furfural é o solvente, então a esquerda teremos o extrato e a direita o refinado. •Linha de amarração fornece E e R. •Fazendo a leitura pelo diagrama, é possível determinar as composições do extrato e do refinado. Interpolação Exercício 2 •Extração em único estágio: •Identificar a linha de amarração para determinar refinado e extrato, e que passa pelo ponto M. •No diagrama, temos várias linhas que unem o refinado e o extrato. •Lembrando que o furfural é o solvente, então a esquerda teremos o extrato e a direita o refinado. •Linha de amarração fornece E e R. •Fazendo a leitura pelo diagrama, é possível determinar as composições do extrato e do refinado. Interpolação Exercício 2 •Extração em único estágio: •Composição do refinado: •Composição do extrato: Interpolação Exercício 2 •Extração em único estágio: •Balanço de Massa no Extrator para determinar a corrente de extrato e de refinado: •Etilenoglicol: soluto Conhecendo E determina-se R: Considerando que não terá perdas Método Hunter-Nash Método Hunter-Nash Método Hunter-Nash Correntes que saem de um estágio, saem em equilíbrio. Correntes de passagem: correntes que estão em um dos lados do estágio. A diferença entre as correntes de passagem são iguais considerando o mesmo estágio, ou seja, a diferença entre S e R1 vai ser igual a diferença entre E1 e R2. Índices iguais são correntes em equilíbrio. Método Hunter-Nash Isto se mantém constante em todos os estágios, que é da onde surge o delta, referência gráfica para a determinação do número de estágios. Delta é um valor constante, ou seja, se mantém em todos os estágios. Método Hunter-Nash Em um problema de extração múltiplos estágios, necessariamente conheceremos a composição de F (alimentação) e S do solvente que será alimentado para a extração do composto de interesse. Método Hunter-Nash Conhecendo R1 também podemos determinar o ponto M sobre a reta SF. Método Hunter-Nash Automaticamente determinamos o ponto onde se localiza a corrente de extrato que sai da coluna EN, e definimos a composição desta corrente de extrato. Método Hunter-Nash Determinação do delta: como é um valor constante, ou seja, todas as linhas de operação passarão por ele. Ligar R1S e FEN. Estas duas retas vão se encontrar em um ponto, que é o delta. Método Hunter-Nash No estágio 1, R1 está e equilíbrio com E1, e isto é definido pela linha de amarração. Método Hunter-Nash Agora delta, vai passar por E1, teríamos a mesma corrente de passagem, consequentemente, fornecendo R2.A linha de operação, seria a diferença entre as linhas de passagem. Método Hunter-Nash Consequentemente, R2 estará em equilíbrio com E2, sendo ligados pela linha de amarração. Método Hunter-Nash Novamente, traçando uma reta a partir de delta passando por E2, definimos R3. Método Hunter-Nash R3 vai estar em equilíbrio neste caso com EN, finalizando o número de estágios suficientes para esta extração. O número de estágio seria o número de linhas de amarração, ou seja, 3 estágios. Exercício 3 •Deseja-se extrair acetona contida em uma solução aquosa binária com 40% (em massa) de acetona (ou seja, 60% de água). O processo ocorre a 25oC e 1 atm, onde são alimentados 200 kg/h da solução aquosa. O solvente utilizado é o 1,1,2 – tricloroetano (TCA) puro, que entra em contracorrente a uma vazão de 75 kg/h, e ao final deve ser obtido um rafinado com 10% (em massa) de acetona (ou seja, a acetona é o soluto). Determine o número de estágios de equilíbrio necessários para realizar a operação. Todas as etapas vão fazer parte desta mistura. Exercício 3 •Cálculo da vazão da mistura M: •Composição da mistura M: •Balanço do soluto: •Balanço do diluente: •Balanço do solvente: Exercício 3 •Com as composições de S e F, é possível localizar os pontos no diagrama. A composição de F foi dada, 40 % de acetona e 60% de água. O solvente é puro. Exercício 3 •A mistura M estará localizada sobre a reta SF. Conhecendo a composição de M, podemos definir a sua localização no diagrama. Conhecemos também a composição do rafinado R1, 10% de acetona. O rafinado vai estar sobre a curva de equilíbrio. Exercício 3 •A mistura M estará localizada sobre a reta SF. Conhecendo a composição de M, podemos definir a sua localização no diagrama. Conhecemos também a composição do rafinado R1, 10% de acetona. O rafinado vai estar sobre a curva de equilíbrio. Se fazermos a relação entre R1 e M, vamos obter EN. Exercício 3 •Precisamos definir o delta: Para marcar o delta, unir S a R1 e EN a F. Neste diagrama não temos as linhas de amarração, mas temos a linha conjugada que serve de referência para traçar a linha de amarração. Exercício 3 •Marcar R1 e E1: Se seguirmos a linha conjugada, obtemos E1, e traçamos a linha de amarração. O R1 está associado a EN no balanço global, mas existe uma relação de equilíbrio que é dada por uma linha de amarração que une R1 a E1. Exercício 3 •Marcar R2 e E2: A partir de delta traçamos uma linha até E1 para obter R2. A partir de R2 e com base na linha conjugada, marcamos E2 e traçamos a linha de amarração. Exercício 3 •Repetimos este procedimento até alcançar EN. Assim, seriam necessários 4 estágios para esta separação. Exercício 4 •8000 kg/h de uma solução de ácido acético (A) e água (B), na qual 40% é de ácido acético, vão ser extraídos em contracorrente com éter isopropílico (C) para reduzir a concentração de soluto até 5% no rafinado. Calcular o número de estágio teóricos necessários se serão utilizados 12000 kg/h de solvente puro. Exercício 4 Para o processo de extração líquido-líquido temos uma mistura das correntes de alimentação de solução (F) e de solvente (S), como esquematizado: Exercício 4 Através de um balanço de massa, podemos determinar a vazão da corrente de mistura. E realizando um balanço por componente, conseguimos encontrar as frações de composição da corrente M: Exercício 4 Exercício 4 F R1 EN S M Exercício 4 S Exercício 5 S Uma vazão de 1000 kg/h de uma mistura aquosa contendo 30% (em massa) de ácido acético é alimentada no primeiro estágio de um extrator de dois estágios, utilizando-se como solvente éterisopropílico contendo 1% (em massa) de ácido acético. O solvente é alimentado a uma vazão de 1250 kg/h em fluxo cruzado em cada estágio. Se a extração ocorre a 1 atm e 20oC. Determine: a) As frações de extrato e rafinado que saem do extrator. b) As vazões de extrato e rafinado que saem do extrator. Exercício 5 S Exercício 5 S M1 está sobre a reta SF M1 origina R1 e E1 ao atingir o equilíbrio (linha de união) Exercício 5 S Exercício 5 Pela linha conjugada encontrar R1 e E1 Exercício 5 S Pela linha conjugada encontrar R1 e E1 Exercício 5 S Exercício 5 S R1 é a alimentação do estágio 2: precisamos determinar R1 Exercício 5 Exercício 5 S A alimentação agora é R1: traçar reta SR1 Exercício 5 S A alimentação agora é R1: traçar reta SR1 M2 estará sobre a reta SR1 Exercício 5 M2 irá originar R2 e E2 pela metodologia da linha conjugada Exercício 5 S Exercício 5 S