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30 de setembro de 2021 – disciplina condensada Classificação brasileira dos solos A CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE SOLOS ** No Brasil, a classificação de solos teve início no final do século XIX. A partir do conceito estabelecido por DOKUCHAEV, foi possível classificar o solo de forma individualizada. ** O conhecimento e identificação de horizontes e/ou camadas componentes do solo e o aprimoramento dos critérios diagnósticos empregados na sua identificação são resultado da experiência acumulada ao longo dos anos em vários países. ** A classificação de solos no Brasil iniciou-se em 1947 e baseava-se nos conceitos americanos sintetizados em publicações de 1938 e revisadas em 1949. ** Nestes 50 anos ininterruptos de estudos de solos, várias mudanças ocorreram quanto aos conceitos originais, nomenclatura e definições de classes. A CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE SOLOS ** Já o Sistema Brasileiro de classificação de Solos, teve início no final da década de 70, e com o esforço conjunto de diversas instituições, no final da década de 90 já havia sido publicada a 4ª aproximação, em 1997 e a 1a Edição do sistema (SiBCS), em 1999. ** Atualmente o SiBCS está em sua 5ª edição impressa e em sua 4a Edição em e-book. O desenvolvimento e a validação do SiBCS contam com ações entre universidades e instituições públicas e privadas que vêm trabalhando no tema. CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS ◊ O solo pode ser provisoriamente classificado no campo, logo após um cuidadoso exame e descrição da morfologia de seus horizontes; ◊ Para confirmar a classificação do campo, torna-se necessário esperar pelos resultados das análises de laboratório; ◊ Para classificar devidamente qualquer conjunto de solos em um determinado nível categórico, é necessário agrupar os solos semelhantes e subdividir os diferentes; ◊ O atributos diagnósticos, além de estarem relacionados com a pedogênese, devem ser passíveis de medição no campo ou no laboratório; ◊ Ainda existe muito a ser estudado sobre classificação de solos antes que surja uma classificação de caráter universal. ESTRUTURA HIERÁRQUICA DO SIBCS ◊ Em elaboração; ◊ Estrutura hierarquizada; ◊ Os solos são separados em classes que se inserem em diferentes níveis categóricos; ◊ Níveis hierárquicos mais elavados menos elevados (seis níveis); ◊ O número de classes aumenta a medida que a hierarquia decresce: Ordens: 13 classes Subordens: 43 classes Grandes grupos: 188 classes Subgrupos: 447 classes ESTRUTURA HIERÁRQUICA DO SIBCS ◊ Última versão publicada: 2013 ◊ somente classes da categoria “subgrupo” foram definidas. ◊ Faltam critérios para as “famílias”; ◊ Existe pouca informação em relação às “séries”. NÍVEL 1: ORDEM Engloba 13 classes, separadas principalmente pela presença ou ausência de horizontes diagnósticos que refletem diferenças relacionadas a processos pedogenéticos. 13 classes ◊ No Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos (SiBCS), a chave de classificação é organizada em seis níveis categóricos, denominados como a seguir: 1º nível: ORDENS 2º nível: SUBORDENS 3º nível: GRANDES GRUPOS 4º nível: SUBGRUPOS 5º nível: FAMÍLIA 6º nível: SÉRIES. ◊ O quinto e o sexto nível categórico ainda estão sob discussão, mas no Sistema é possível classificar um solo de acordo com as definições provisórias atribuídas para estes níveis categóricos. Para classificar um solo, é preciso comparar as propriedades verificadas no PERFIL DE SOLO com os requisitos de cada classe de solo estabelecidos no Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos (SiBCS). Para os níveis mais elevados, ou de maior generalização (ORDENS E SUBORDENS) as características diferenciais devem ser aquelas que resultem diretamente dos processos da formação do solo (gênese do solo) ou que afetem tais processos. À Ordem corresponde o nível mais genérico de classificação, distinguindo verdadeiras províncias de solos e à Série correspondendo o nível mais detalhado e preciso de classificação, separando unidades bastante homogêneas, precisamente definidas e abrangendo pequenas áreas do terreno. Entre a Ordem e a Série, variam os graus de abstração, nesta sequência, diminuindo o grau de generalização e aumentando o grau de especificação e detalhe. O segundo nível (SUBORDENS) reflete ainda a gênese do solo, indicando a intensidade do processo de formação do solo ou mesmo, a atuação de outros processos que agiram juntos ou afetaram processos dominantes no primeiro nível. √ Expressa grau de desenvolvimento de características genéticas, ou seja, o grau de desenvolvimento de características relacionadas aos agentes formadores do solo. O terceiro nível (GRANDES GRUPOS) destaca o tipo e arranjamento dos horizontes, atividade de argila, condições de saturação do complexo sortivo por bases ou por alumínio ou por sódio e/ou por sais solúveis. √A partir deste nível, é evidenciada a presença de horizontes ou propriedades do solo que podem afetar o uso e o manejo dos solos, relacionados ao desenvolvimento das plantas e ao movimento de água no solo. O quarto nível categórico (SUBGRUPOS) representa o conceito central da classe no caso dos típicos ou ao contrário, os intermediários entre classes nos três primeiros níveis. √Podendo também indicar a presença de características extraordinárias. No quinto nível categórico as classes são formadas por adição de termos apropriados para definição das classes, depois da determinação do quarto nível categórico. O sexto nível categórico corresponde ao nível categórico mais baixo do sistema de classificação correspondendo a uma subdivisão do quinto nível, com base em características diferenciais que afetam o uso e manejo do solo. A CLASSIFICAÇÃO DO SOLO em pontos de amostragem, associada ao Georreferenciamento (latitude, longitude e altitude), é uma ferramenta poderosa para o conhecimento de segmentos da paisagem ou do território como um todo, constituindo uma informação indispensável na estruturação de bases de dados e para os Sistemas de Informação Geográficas (SIGs) para fins de estudos ambientais. Nesta linha de organização, interpretação e integração da informação, a classificação de solos, do ponto de vista do planejamento territorial, desempenha importante papel na segmentação de paisagens, identificando áreas de maior potencial para fins de utilização e ocupação e áreas impróprias ou não recomendadas, contribuindo desta forma para a preservação ambiental e uso adequado de ecossistemas, dos quais o SOLO é um componente básico. No SBCS os critérios de classificação se compõem essencialmente de dois grupos de informações: a) horizontes diagnósticos: “camadas” características cuja presença/ausência e características morfológicas, físicas e químicas compõem os principais critérios de classificação quanto a Ordem e Subordem; b) Atributos diagnósticos: características cuja presença/ausência e variações compõem os principais critérios de classificação do solo quanto a Grande Grupo e Grupo. A descrição completa de um perfil de solo é composta de três blocos de informações: a) dados gerais: descritivos do contexto do perfil; b) descrição morfológica: para cada horizonte diagnóstico do perfil registra-se um conjunto de informações de avaliação visual e tátil, por exemplo, a “cor” segundo a carta de Munsell (1994); c) análises físicas e químicas: para cada horizonte diagnóstico presente no perfil é coletada uma amostra de solo para análise em laboratório. A tabela de resultados é relativamente extensa mas pode ser expressa por um conjunto de trincas do tipo: Horizonte Diagnóstico, Propriedade Física/Química, Valor Obtido. As informações resultantes das diversas análises VISUAIS, TÁTEIS, FÍSICAS E QUÍMICAS DO PERFIL são submetidas comparativamente aos critérios do SBCS, fornecendo a classificação taxonômica do solo (Oliveira et al., 1992). Grupamento de solos com B textural, com argila de atividade baixa, ou atividade alta desde que conjugada com saturação por bases baixa ou com caráter alumínico. • Base – evolução avançadacom atuação incompleta de processo de ferralitização, em conexão com paragênese caulinítico-oxídica ou virtualmente caulinítica ou vermiculita com hidróxi-Al entrecamadas na vigência de mobilização de argila da parte mais superficial do solo, com concentração ou acumulação em horizonte subsuperficial. • Critério – desenvolvimento (expressão) de horizonte diagnóstico B textural em vinculação com atributos que evidenciam a baixa atividade da fração argila ou atividade alta desde que conjugada com saturação por bases baixa ou com caráter alumínico. 1- ARGISSOLO Grupamento de solos pouco desenvolvidos com horizonte B incipiente. • Base – pedogênese pouco avançada evidenciada pelo desenvolvimento da estrutura do solo, com alteração do material de origem expressa pela quase ausência da estrutura da rocha ou da estratificação dos sedimentos, croma mais alto, matizes mais vermelhos ou conteúdo de argila mais elevado que o dos horizontes subjacentes. • Critério – desenvolvimento de horizonte B incipiente em sequência a horizonte superficial de qualquer natureza, inclusive o horizonte A chernozêmico, quando o B incipiente deverá apresentar argila de atividade baixa e/ou saturação por bases baixa. 2- CAMBISSOLO Grupamento dos solos com horizonte A chernozêmico, com argila de atividade alta e saturação por bases alta, com ou sem acumulação de carbonato de cálcio. • Base – evolução não muito avançada segundo atuação expressiva de processo de bissialitização, manutenção de cátions básicos divalentes, principalmente cálcio, conferindo alto grau de saturação dos coloides e eventual acumulação de carbonato de cálcio, promovendo reação aproximadamente neutra com enriquecimento em matéria orgânica, favorecendo a complexação e floculação de coloides minerais e orgânicos. 3- CHERNOSSOLO Bissialitização - é o processo químico em que ocorre a formação de silicatos de alumínio na hidrólise parcial, formando argilominerais do tipo esmectita com uma relação de dois átomos de silício para um de alumínio na molécula (2:1). CHERNOSSOLO • Critério – desenvolvimento de horizonte superficial, diagnóstico, A chernozêmico, seguido de horizonte C, desde que seja cálcico, petrocálcico ou carbonático ou conjugado com horizonte B textural ou B incipiente, com ou sem horizonte cálcico ou caráter carbonático, sempre com argila de atividade alta e saturação por bases alta. 4- ESPODOSSOLO Grupamento de solos com B espódico. • Base – atuação de processo de podzolização com eluviação de materiais compostos principalmente por uma mistura de matéria orgânica humificada e alumínio, podendo ou não conter ferro, e consequente acumulação iluvial desses constituintes. • Critério – desenvolvimento de horizonte diagnóstico B espódico em sequência a horizonte E (álbico ou não), A ou hístico. 5- GLEISSOLO Grupamento de solos com B espódico. • Base – hidromorfia expressa por forte gleização, resultante de processos de intensa redução de compostos de ferro, em presença de matéria orgânica, com ou sem alternância de oxidação, por efeito de flutuação de nível do lençol freático, em condições de regime de excesso de umidade permanente ou periódico. • Critério – preponderância e profundidade de manifestação de atributos que evidenciam gleização conjugada à identificação de horizonte glei. 6- LATOSSOLO – Grupamento de solos com B latossólico. • Base – evolução muito avançada com atuação expressiva de processo de latolização (ferralitização), resultando em intemperização intensa dos constituintes minerais primários, e mesmo secundários menos resistentes, e concentração relativa de argilominerais resistentes e/ou óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio, com inexpressiva mobilização ou migração de argila, ferrólise, gleização ou plintitização. • Critério – desenvolvimento (expressão) de horizonte diagnóstico B latossólico, em sequência a qualquer tipo de A, e quase nulo ou pouco acentuado aumento de teor de argila de A para B. 7- LUVISSOLO – Grupamento de solos com B textural, atividade alta da fração argila e saturação por bases alta. • Base – evolução segundo atuação de processo de bissialitização conjugada à produção de óxidos de ferro e à mobilização de argila da parte mais superficial, com acumulações em horizonte subsuperficial. • Critério – desenvolvimento (expressão) de horizonte diagnóstico B textural com alta atividade da fração argila e alta saturação por bases em sequência a horizonte A ou E. 8- NEOSSOLO Grupamento de solos pouco evoluídos, sem horizonte B diagnóstico definido. • Base – solo em vias de formação, seja pela reduzida atuação dos processos pedogenéticos, seja por características inerentes ao material originário. • Critério – insuficiência de expressão dos atributos diagnósticos que caracterizam os diversos processos de formação, exígua diferenciação de horizontes, com individualização de horizonte A seguido de C ou R, e predomínio de características herdadas do material originário. 9- NITOSSOLO Grupamento de solos com horizonte B nítico abaixo do horizonte A. • Base – avançada evolução pedogenética pela atuação de ferralitização com intensa hidrólise, originando composição caulinítico-oxídica ou virtualmente caulinítica, ou com presença de argilominerais 2:1 com hidróxi-Al entrecamadas (VHE e EHE). • Critério – desenvolvimento (expressão) de horizonte B nítico, em sequência a qualquer tipo de horizonte A, com pequeno gradiente textural, porém apresentando estrutura em blocos subangulares ou angulares ou prismática, de grau moderado ou forte, com cerosidade expressiva e/ou caráter retrátil. NITOSSOLO 10- ORGANOSSOLO Grupamento de solos orgânicos. • Base – preponderância dos atributos dos constituintes orgânicos sobre os dos constituintes minerais. • Critério – desenvolvimento de horizonte hístico em condições de saturação por água, permanente ou periódica, ou saturados com água por apenas poucos dias durante o período chuvoso, como em ambientes de clima úmido, frio e de vegetação alto-montana. 11- PLANOSSOLO Grupamento de solos minerais com horizonte B plânico, subjacente a qualquer tipo de horizonte A, podendo ou não apresentar horizonte E (álbico ou não). • Base – desargilização vigorosa da parte mais superficial e acumulação ou concentração intensa de argila no horizonte subsuperficial. • Critério – expressão de desargilização intensa evidenciada pela nítida diferenciação entre o horizonte B plânico e os horizontes precedentes A ou E, com mudança textural abrupta ou com transição abrupta conjugada com acentuada diferença de textura do horizonte A ou E para o B; restrição de permeabilidade em subsuperfície, que interfere na infiltração e no regime hídrico, com evidências de processos de redução, com ou sem segregação de ferro, que se manifesta nos atributos de cor, podendo ocorrer mobilização e sorção do cátion Na+. 12- PLINTOSSOLO Grupamento de solos de expressiva plintitização com ou sem formação de petroplintita. • Base – segregação localizada de ferro, atuante como agente de cimentação, com capacidade de consolidação acentuada. • Critério – preponderância e profundidade de manifestação de atributos que evidenciam a formação de plintita, conjugadas com horizonte diagnóstico plíntico, concrecionário ou litoplíntico. 13-VERTISSOLO Grupamento de solos com horizonte vértico. • Base – desenvolvimento restrito pela grande capacidade de movimentação do material constitutivo do solo em consequência dos fenômenos de expansão e contração, em geral associados à alta atividade das argilas. • Critério – expressão e profundidade de ocorrência dos atributos resultantes dos fenômenos de expansão e contração do material argiloso constitutivo do solo. LEVANTAMENTOS DE SOLOS É um prognóstico da distribuição geográfica dos solos como corpos naturais, determinados por um conjunto de relações e propriedades observáveis na natureza. √ Sua meta é subdividir áreas heterogêneas em parcelas mais homogêneas possíveis… √ Compreende: ** Mapa comlegenda sintética ** Texto explicativo ENVOLVE: - Tempo (não se faz da noite para o dia!) - Atividade de campo intensa - Atividade de laboratório (análises) √ Atividades de gabinete (escritório): - interpretação de fotos, imagens, mapas - cartografia (confecção do mapa) - elaboração do relatório √ O elo entre o levantamento e a classificação de solos fica estabelecido no momento em que solos semelhantes quanto às propriedades morfológicas, químicas e físicas consideradas são reunidas em classes. √ As classes de solos, unidades taxonômicas, combinadas com informações do meio ambiente, constituem a base fundamental para o estabelecimento das unidades de mapeamento (manchas de solos). TIPOS DE LEVANTAMENTOS DE SOLOS **EXPLORATÓRIO **RECONHECIMENTO **SEMIDETALHADO **DETALHADO **ULTRADETALHADO **(MAPAS COMPILADOS) 2- Trabalho para validação de presença no momento assíncrono - Principais Classes de solos do MS e suas principais características. PARA 06/10/2021 slides/ppt (individual) – enviar o arquivo em pdf!!! Não se esqueçam da Ref. Bibliográfica. TODAS AS IMAGENS CONTIDAS NESTA APRESENTAÇÃO FORAM RETIRADAS DO GOOGLE. Trabalho para validação de presença no momento assíncrono - 30/09/2021: 1- Descrição dos diferentes TIPOS DE LEVANTAMENTOS DE SOLOS EXPLORATÓRIO; RECONHECIMENTO; SEMIDETALHADO; DETALHADO; ULTRADETALHADO e (MAPAS COMPILADOS). PARA 06/10/2021 - individual/ manuscrito!!! Não se esqueçam da Ref. Bibliográfica.