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A bacia hidrográfica é uma área de captação natural que converte escoamentos para um único exutório, organizada por divisores de água e rede de drenagem hierárquica. Nesse contexto, a microbacia é definida como a unidade com área inferior a 100 e drenagem direta ao curso principal de uma sub-bacia, formada usualmente por rios de e ordens (eventualmente sem consenso absoluto sobre área máxima em termos de hectares, mas comumente entre 10 e 20.000 ha. Para além do aspecto físico, texto enfatiza a microbacia como unidade de planejamento de uso e conservação, na qual atividades agrícolas devem ser pensadas integradamente: em microbacias com várias propriedades, a erosão em uma área pode afetar as demais, e intervenções isoladas tendem a ter eficácia limitada. Por isso, recomenda-se considerar conjunto como se fosse "uma única aplicando práticas conservacionistas combinadas (cobertura, contorno, faixas, adubação verde, terraceamento, controle de voçorocas, etc.) e integrando estradas rurais por seu papel crítico no escoamento e na erosão. Esse enfoque amplia a efetividade das medidas e potencializa serviços ecossistêmicos (como qualidade da água), conciliando produção, ambiente e pessoas.
A característica correta sobre microbacias é
A têm área tipicamente superior a 700 e drenagem difusa.
B são inadequadas como unidade de planejamento rural.
C possuem área < 100 e são úteis ao planejamento integrado de conservação.
D devem considerar propriedades individuais, jamais conjunto.

Num plano de safra, um grupo quer reduzir retrabalho e revolvimento desnecessário. roteiro de boas práticas resume: preparo primário (aração, escarificação, subsolagem) visa descompactar (superfície e melhorar infiltração/aeração e pode ocorrer 1-2 meses antes do plantio; preparo secundário (gradagem/nivelamento) refina a camada superficial, reduz torrões e melhora contato semente-solo, deixando a área pronta à semeadura. A depender do sistema, grades pesadas podem substituir parte do preparo primário; já a escarificação rompe camadas sem inversão, preservando palhada. cronograma precisa sincronizar tipo de implemento, umidade do solo e risco de pulverização: excesso de passadas pulveriza a estrutura e aumenta susceptibilidade à erosão; poucas passadas mal planejadas deixam torrões e heterogeneidade para a semeadura. grupo definirá protocolos com checklists: (i) diagnóstico de compactação; (ii) escolha entre aração (inversão) ou (sem inversão); (iii) gradagem necessária e momento; (iv) metas de rugosidade/nivelamento para otimizar emergência. A leitura do sistema de cultivo (convencional, cultivo mínimo, plantio direto) afina a estratégia.
No arranjo adequado, o preparo primário busca e o preparo secundário busca
A inverter camadas no secundário; manter torrões no primário.
B descompactar e melhorar infiltração/aeração; reduzir torrões e nivelar para semear.
C abrir sulcos definitivos; depositar sementes e fertilizantes.
D controlar plantas daninhas; aplicar herbicida de amplo espectro.

Uma fazenda cerealista reavalia a aração como prática rotineira. Benefícios citados: inversão de camadas até ~20 cm, rompimento da estrutura, oxigenação (expulsão de CO2/entrada de O2), mistura de matéria orgânica, enterro de restevas e redução de bancos de sementes; maior infiltração e aeração superficiais; facilidade para incorporar corretivos/adubos. relatório também aponta desvantagens: mobilizações frequentes reduzem fertilidade a longo prazo (lixiviação), podem trazer material menos fértil para a superfície (mistura de horizontes), expor solo à erosão hídrica/eólica e elevar custos (mais passadas/tempo/óleo). A equipe pretende manter a aração como ferramenta, mas sob critério: (i) relevo e risco de erosão; (ii) umidade (Ponto de Sazão); (iii) alternância de ao longo dos anos; (iv) integração com gradagem e controle de tráfego para evitar Conclui-se que "mais aração" não é sinônimo de melhor preparo: é preciso equilibrar produção e conservação numa lógica de custo- benefício.
No uso criterioso da aração, reconhece-se que
A a aração elimina qualquer necessidade de preparo secundário.
B quanto mais passadas de arado, maior a conservação da estrutura.
C inversões frequentes podem aumentar a susceptibilidade à erosão e reduzir fertilidade a longo prazo, devendo-se calibrar profundidade/frequência e integrar com gradagem e controle de tráfego.
D a aração dispensa avaliação de relevo, pois sempre reduz risco de erosão.

Uma fazenda registrou redução de infiltração e perfil com resistência à penetração entre 25-35 cm, além de falhas de emergência após chuvas intensas. histórico mostra preparo frequente em solo fora do Ponto de Sazão (logo após chuvas) e tráfego pesado. Para a próxima safra, a gestão pede um plano de descompactação de médio prazo que concilie: (i) intervenção imediata em talhões mais críticos (janela curta); (ii) efeito estrutural duradouro (2-3 safras) com menor revolvimento; (iii) contenção de custos (passadas e combustível); e (iv) manutenção de cobertura para reduzir erosão. relatório técnico lembra: subsolagem/escarificação rompem camadas subsuperficiais sem inversão (menor custo que aração profunda), porém perdem eficiência sob touceiras e alta infestação de daninhas; escarificação biológica com pivotantes (ex.: nabo forrageiro) cria bioporos estáveis, com efeito mais persistente; operar no Ponto de Sazão minimiza deformações plásticas, aderência e compactação por tráfego. plano deve ainda sincronizar preparo primário/ secundário, evitando pulverização da estrutura e selamento superficial.
Para restaurar a qualidade física com eficiência e menor risco, a melhor combinação é
A manter aração profunda anual, pois quanto mais inversão, mais persistente efeito estrutural.
B usar subsolagem/escarificação nos pontos críticos no Ponto de Sazão, seguida de escarificação biológica (ex.: nabo forrageiro) para gerar bioporos estáveis, mantendo cobertura e evitando passadas desnecessárias.
C eliminar toda a palhada e trabalhar o solo logo após a chuva para aproveitar a 'lubrificação'.
D substituir preparo por gradagens sucessivas até pulverizar a camada superficial.

Uma secretaria municipal quer elaborar um plano de gestão de recursos hídricos em microbacias com histórico de estiagens e cheias. A gestão deve ocorrer em diferentes escalas de tempo e espaço e que a microbacia é unidade privilegiada por integrar subsistemas biológico, físico, econômico e social. Recomenda realizar diagnósticos: físico- conservacionista (retenção por infiltração, áreas para reflorestamento/faixas, erosão/estiagens, assoreamento), da água (pluviometria, fluviometria, linimetria, qualidade, infiltração), do solo (unidades, estrutura, atributos físico-químicos, posição no relevo), socioeconômico, ambiental, vegetação e fauna. Somente então se elaboram prognósticos e se definem práticas (cobertura, contorno, faixas, adubação verde, terraceamento) e intervenções em estradas (bacias de retenção). A equipe pressiona por medidas "rápidas", sugerindo iniciar obras sem levantamento de dados. gestor técnico quer manter a abordagem do texto, articulando conservação do solo-água, eficiência de irrigação quando couber e planejamento intersetorial para reduzir conflitos entre usos consuntivos e não consuntivos.
A postura técnica correta é
A Conduzir diagnósticos multidimensionais antes dos prognósticos e da seleção de práticas.
B Começar obras imediatamente e ajustar depois conforme percepção dos moradores.
C Decidir apenas por critérios econômicos, adiando medições físicas.
D Focar somente em fauna e flora, por serem variáveis mais "rápidas".

Uma rota vicinal crítica corta a microbacia em forte declive, variando de 8% a 14%, e largura entre 8 e 12 metros. Após chuvas, a via concentra grandes volumes d'água, formando ravinamentos e carreando sedimentos ao curso d'água. Projeto executivo prevê bacias de retenção ao longo da estrada. Os princípios essenciais: (i) dimensionar volume com base na Equação 2 (V = adotando precipitação de projeto (p.ex., 100 mm/24h quando faltarem dados), com coerência de unidades; (ii) instalar preferencialmente após período chuvoso; (iii) revegetar taludes e escarificar fundo em solos (iv) manutenção periódica para remover sedimentos; (v) reduzir espaçamento entre bacias quando aumentam declividade e largura. Diante do cronograma apertado, a empreiteira sugere iniciar as obras ainda durante auge das chuvas, com espaçamentos padronizados e sem preparo de taludes, para "entregar rápido". A equipe técnica precisa se posicionar com base no texto quanto à sequência e ao método de implantação para garantir funcionalidade hidrológica e segurança.
A decisão correta alinha a essas recomendações é
A Reforçar compactação do fundo para manter lâmina permanente como "amortecedor".
B Executar apenas valas de crista para conduzir água rapidamente ao rio, sem bacias.
C Implantar após período chuvoso, dimensionar volumes, ajustar espaçamentos por declividade/largura e revegetar/escarificar.
D Padronizar grande espaçamento entre bacias para reduzir custos e começar as obras no pico das chuvas.

Ao construir uma estrada, remove-se a vegetação e compacta-se ou impermeabiliza-se o solo, que reduz a infiltração e acelera escoamento para as laterais, aumentando a velocidade e poder erosivo da água. Em vias não pavimentadas, fenômeno comum no meio rural, problema pode ser ainda mais severo. Como consequência, a estrada se torna ponto crítico de erosão e de aporte de sedimentos a jusante, deteriorando também a trafegabilidade. Para enfrentar isso, texto propõe medidas análogas às do campo: interromper comprimento de rampa (seguir curvas de nível quando possível), e, sobretudo, bacias de retenção. As bacias captam a água concentrada, reduzem a velocidade do fluxo e favorecem a infiltração desde que sejam dimensionadas com base no volume esperado, implantadas em períodos sem chuvas, revegetadas nos taludes e escarificadas no fundo quando necessário (especialmente em solos argilosos/compactados), além de receberem manutenção periódica para remoção de sedimentos. O espaçamento entre bacias deve diminuir à medida que aumentam declividade e largura da estrada, pois esses fatores elevam tanto volume quanto a velocidade da água captada. Em algumas situações, pode-se construir bacias em ambos lados da estrada, dividindo volume e utilizando raios menores. Em suma, conservar estradas é conservar a microbacia: manejo adequado dessas infraestruturas reduz erosão e protege a qualidade da água a jusante
A função principal das bacias de retenção em estradas é
A captar e desacelerar a água concentrada, promovendo infiltração e reduzindo erosão.
B manter lâmina permanente, impedindo infiltração.
C acelerar fluxo para remover sedimentos rapidamente para rio.
D substituir as práticas agrícolas conservacionistas no entorno.

Um município pretende implementar um programa de manejo por microbacias hidrográficas para reduzir a erosão, ampliar a infiltração e melhorar a qualidade dos corpos d'água. O primeiro passo é diagnóstico cuja finalidade é quantificar a retenção de água da chuva por infiltração e subsidiar prognóstico de retenção/controle das águas na microbacia. Esse diagnóstico inclui, entre outros pontos, identificar áreas para reflorestamento, delimitar faixas de retenção, indicar técnicas de conservação do solo, avaliar efeitos de erosão e estiagens e levantar dados sobre assoreamento. Em complemento, texto recomenda diagnósticos socioeconômico, ambiental, da vegetação, da fauna, da água (pluviometria, fluviometria, linimetria, infiltração, qualidade) e do solo (unidades, atributos físicos/químicos, posição no relevo), de modo a formar uma base integrada para planejamento. O objetivo é entender a realidade para propor soluções contextuais-evitando "receitas prontas". Nesse sentido, diagnóstico é chave para localizar intervenções prioritárias (ex.: contorno, cobertura, faixas, terraceamento) e orientar ações nas estradas rurais (bacias de retenção) que, se mal manejadas, potencializam a erosão e a descarga sólida a jusante.
Com essa lógica, os gestores querem selecionar a alternativa que melhor traduza escopo desse diagnóstico inicial, conforme texto. A melhor alternativa para diagnóstico é
A Medir apenas preços de insumos e margens por cultura.
Quantificar infiltração, mapear áreas de retenção/reflorestamento e avaliar erosão/assoreamento.
Levantar exclusivamente a biodiversidade aquática e avifauna migratória.
D Priorizar decretos municipais antes de qualquer medição de campo.

Uma cooperativa quer iniciar plantio direto em talhões com histórico de erosão e compactação. Material de orientação lista pré-requisitos e cuidados: (i) drenar pontos muito úmidos, quando necessário; (ii) descompactar previamente (subsolagem/ajustes) se houver camadas restritivas; (iii) nivelar a eliminando sulcos de erosão remanescentes; (iv) corrigir acidez/Al e ajustar nutrientes (ex.: P); (v) garantir palhada cobrindo = 50% da superfície (ou usar adubação verde para suprir cobertura); (vi) controlar plantas daninhas, incluindo perenes/agressivas (custo pode aumentar sem diagnóstico específico); (vii) treinar equipes e usar máquinas específicas (abrir sulco estreito apenas na linha de semeadura, mantendo restante intacto). Benefícios esperados: redução de erosão, melhor estabilidade térmica/hídrica, mais estrutura e, ao longo do tempo, melhor ciclagem (menores perdas por lixiviação; incremento de N e P). Entre desafios: risco de camadas compactadas em (monitorar e quebrar periodicamente), aumento da relação C/N da palhada e custo de herbicidas. Plano de implantação recomenda cronograma técnico e indicadores de acompanhamento.
Para iniciar plantio direto com segurança, devem-se
A priorizar preparo fora do Ponto de Sazão para minimizar patinagem.
corrigir acidez/Al e nutrientes, garantir palhada = 50% (ou adubação verde), tratar compactações prévias, nivelar a área e controlar daninhas com diagnóstico específico.
C manter arações e gradagens frequentes para acelerar a transição.
D eliminar palhada para evitar aumento da relação C/N.

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A bacia hidrográfica é uma área de captação natural que converte escoamentos para um único exutório, organizada por divisores de água e rede de drenagem hierárquica. Nesse contexto, a microbacia é definida como a unidade com área inferior a 100 e drenagem direta ao curso principal de uma sub-bacia, formada usualmente por rios de e ordens (eventualmente sem consenso absoluto sobre área máxima em termos de hectares, mas comumente entre 10 e 20.000 ha. Para além do aspecto físico, texto enfatiza a microbacia como unidade de planejamento de uso e conservação, na qual atividades agrícolas devem ser pensadas integradamente: em microbacias com várias propriedades, a erosão em uma área pode afetar as demais, e intervenções isoladas tendem a ter eficácia limitada. Por isso, recomenda-se considerar conjunto como se fosse "uma única aplicando práticas conservacionistas combinadas (cobertura, contorno, faixas, adubação verde, terraceamento, controle de voçorocas, etc.) e integrando estradas rurais por seu papel crítico no escoamento e na erosão. Esse enfoque amplia a efetividade das medidas e potencializa serviços ecossistêmicos (como qualidade da água), conciliando produção, ambiente e pessoas.
A característica correta sobre microbacias é
A têm área tipicamente superior a 700 e drenagem difusa.
B são inadequadas como unidade de planejamento rural.
C possuem área < 100 e são úteis ao planejamento integrado de conservação.
D devem considerar propriedades individuais, jamais conjunto.

Num plano de safra, um grupo quer reduzir retrabalho e revolvimento desnecessário. roteiro de boas práticas resume: preparo primário (aração, escarificação, subsolagem) visa descompactar (superfície e melhorar infiltração/aeração e pode ocorrer 1-2 meses antes do plantio; preparo secundário (gradagem/nivelamento) refina a camada superficial, reduz torrões e melhora contato semente-solo, deixando a área pronta à semeadura. A depender do sistema, grades pesadas podem substituir parte do preparo primário; já a escarificação rompe camadas sem inversão, preservando palhada. cronograma precisa sincronizar tipo de implemento, umidade do solo e risco de pulverização: excesso de passadas pulveriza a estrutura e aumenta susceptibilidade à erosão; poucas passadas mal planejadas deixam torrões e heterogeneidade para a semeadura. grupo definirá protocolos com checklists: (i) diagnóstico de compactação; (ii) escolha entre aração (inversão) ou (sem inversão); (iii) gradagem necessária e momento; (iv) metas de rugosidade/nivelamento para otimizar emergência. A leitura do sistema de cultivo (convencional, cultivo mínimo, plantio direto) afina a estratégia.
No arranjo adequado, o preparo primário busca e o preparo secundário busca
A inverter camadas no secundário; manter torrões no primário.
B descompactar e melhorar infiltração/aeração; reduzir torrões e nivelar para semear.
C abrir sulcos definitivos; depositar sementes e fertilizantes.
D controlar plantas daninhas; aplicar herbicida de amplo espectro.

Uma fazenda cerealista reavalia a aração como prática rotineira. Benefícios citados: inversão de camadas até ~20 cm, rompimento da estrutura, oxigenação (expulsão de CO2/entrada de O2), mistura de matéria orgânica, enterro de restevas e redução de bancos de sementes; maior infiltração e aeração superficiais; facilidade para incorporar corretivos/adubos. relatório também aponta desvantagens: mobilizações frequentes reduzem fertilidade a longo prazo (lixiviação), podem trazer material menos fértil para a superfície (mistura de horizontes), expor solo à erosão hídrica/eólica e elevar custos (mais passadas/tempo/óleo). A equipe pretende manter a aração como ferramenta, mas sob critério: (i) relevo e risco de erosão; (ii) umidade (Ponto de Sazão); (iii) alternância de ao longo dos anos; (iv) integração com gradagem e controle de tráfego para evitar Conclui-se que "mais aração" não é sinônimo de melhor preparo: é preciso equilibrar produção e conservação numa lógica de custo- benefício.
No uso criterioso da aração, reconhece-se que
A a aração elimina qualquer necessidade de preparo secundário.
B quanto mais passadas de arado, maior a conservação da estrutura.
C inversões frequentes podem aumentar a susceptibilidade à erosão e reduzir fertilidade a longo prazo, devendo-se calibrar profundidade/frequência e integrar com gradagem e controle de tráfego.
D a aração dispensa avaliação de relevo, pois sempre reduz risco de erosão.

Uma fazenda registrou redução de infiltração e perfil com resistência à penetração entre 25-35 cm, além de falhas de emergência após chuvas intensas. histórico mostra preparo frequente em solo fora do Ponto de Sazão (logo após chuvas) e tráfego pesado. Para a próxima safra, a gestão pede um plano de descompactação de médio prazo que concilie: (i) intervenção imediata em talhões mais críticos (janela curta); (ii) efeito estrutural duradouro (2-3 safras) com menor revolvimento; (iii) contenção de custos (passadas e combustível); e (iv) manutenção de cobertura para reduzir erosão. relatório técnico lembra: subsolagem/escarificação rompem camadas subsuperficiais sem inversão (menor custo que aração profunda), porém perdem eficiência sob touceiras e alta infestação de daninhas; escarificação biológica com pivotantes (ex.: nabo forrageiro) cria bioporos estáveis, com efeito mais persistente; operar no Ponto de Sazão minimiza deformações plásticas, aderência e compactação por tráfego. plano deve ainda sincronizar preparo primário/ secundário, evitando pulverização da estrutura e selamento superficial.
Para restaurar a qualidade física com eficiência e menor risco, a melhor combinação é
A manter aração profunda anual, pois quanto mais inversão, mais persistente efeito estrutural.
B usar subsolagem/escarificação nos pontos críticos no Ponto de Sazão, seguida de escarificação biológica (ex.: nabo forrageiro) para gerar bioporos estáveis, mantendo cobertura e evitando passadas desnecessárias.
C eliminar toda a palhada e trabalhar o solo logo após a chuva para aproveitar a 'lubrificação'.
D substituir preparo por gradagens sucessivas até pulverizar a camada superficial.

Uma secretaria municipal quer elaborar um plano de gestão de recursos hídricos em microbacias com histórico de estiagens e cheias. A gestão deve ocorrer em diferentes escalas de tempo e espaço e que a microbacia é unidade privilegiada por integrar subsistemas biológico, físico, econômico e social. Recomenda realizar diagnósticos: físico- conservacionista (retenção por infiltração, áreas para reflorestamento/faixas, erosão/estiagens, assoreamento), da água (pluviometria, fluviometria, linimetria, qualidade, infiltração), do solo (unidades, estrutura, atributos físico-químicos, posição no relevo), socioeconômico, ambiental, vegetação e fauna. Somente então se elaboram prognósticos e se definem práticas (cobertura, contorno, faixas, adubação verde, terraceamento) e intervenções em estradas (bacias de retenção). A equipe pressiona por medidas "rápidas", sugerindo iniciar obras sem levantamento de dados. gestor técnico quer manter a abordagem do texto, articulando conservação do solo-água, eficiência de irrigação quando couber e planejamento intersetorial para reduzir conflitos entre usos consuntivos e não consuntivos.
A postura técnica correta é
A Conduzir diagnósticos multidimensionais antes dos prognósticos e da seleção de práticas.
B Começar obras imediatamente e ajustar depois conforme percepção dos moradores.
C Decidir apenas por critérios econômicos, adiando medições físicas.
D Focar somente em fauna e flora, por serem variáveis mais "rápidas".

Uma rota vicinal crítica corta a microbacia em forte declive, variando de 8% a 14%, e largura entre 8 e 12 metros. Após chuvas, a via concentra grandes volumes d'água, formando ravinamentos e carreando sedimentos ao curso d'água. Projeto executivo prevê bacias de retenção ao longo da estrada. Os princípios essenciais: (i) dimensionar volume com base na Equação 2 (V = adotando precipitação de projeto (p.ex., 100 mm/24h quando faltarem dados), com coerência de unidades; (ii) instalar preferencialmente após período chuvoso; (iii) revegetar taludes e escarificar fundo em solos (iv) manutenção periódica para remover sedimentos; (v) reduzir espaçamento entre bacias quando aumentam declividade e largura. Diante do cronograma apertado, a empreiteira sugere iniciar as obras ainda durante auge das chuvas, com espaçamentos padronizados e sem preparo de taludes, para "entregar rápido". A equipe técnica precisa se posicionar com base no texto quanto à sequência e ao método de implantação para garantir funcionalidade hidrológica e segurança.
A decisão correta alinha a essas recomendações é
A Reforçar compactação do fundo para manter lâmina permanente como "amortecedor".
B Executar apenas valas de crista para conduzir água rapidamente ao rio, sem bacias.
C Implantar após período chuvoso, dimensionar volumes, ajustar espaçamentos por declividade/largura e revegetar/escarificar.
D Padronizar grande espaçamento entre bacias para reduzir custos e começar as obras no pico das chuvas.

Ao construir uma estrada, remove-se a vegetação e compacta-se ou impermeabiliza-se o solo, que reduz a infiltração e acelera escoamento para as laterais, aumentando a velocidade e poder erosivo da água. Em vias não pavimentadas, fenômeno comum no meio rural, problema pode ser ainda mais severo. Como consequência, a estrada se torna ponto crítico de erosão e de aporte de sedimentos a jusante, deteriorando também a trafegabilidade. Para enfrentar isso, texto propõe medidas análogas às do campo: interromper comprimento de rampa (seguir curvas de nível quando possível), e, sobretudo, bacias de retenção. As bacias captam a água concentrada, reduzem a velocidade do fluxo e favorecem a infiltração desde que sejam dimensionadas com base no volume esperado, implantadas em períodos sem chuvas, revegetadas nos taludes e escarificadas no fundo quando necessário (especialmente em solos argilosos/compactados), além de receberem manutenção periódica para remoção de sedimentos. O espaçamento entre bacias deve diminuir à medida que aumentam declividade e largura da estrada, pois esses fatores elevam tanto volume quanto a velocidade da água captada. Em algumas situações, pode-se construir bacias em ambos lados da estrada, dividindo volume e utilizando raios menores. Em suma, conservar estradas é conservar a microbacia: manejo adequado dessas infraestruturas reduz erosão e protege a qualidade da água a jusante
A função principal das bacias de retenção em estradas é
A captar e desacelerar a água concentrada, promovendo infiltração e reduzindo erosão.
B manter lâmina permanente, impedindo infiltração.
C acelerar fluxo para remover sedimentos rapidamente para rio.
D substituir as práticas agrícolas conservacionistas no entorno.

Um município pretende implementar um programa de manejo por microbacias hidrográficas para reduzir a erosão, ampliar a infiltração e melhorar a qualidade dos corpos d'água. O primeiro passo é diagnóstico cuja finalidade é quantificar a retenção de água da chuva por infiltração e subsidiar prognóstico de retenção/controle das águas na microbacia. Esse diagnóstico inclui, entre outros pontos, identificar áreas para reflorestamento, delimitar faixas de retenção, indicar técnicas de conservação do solo, avaliar efeitos de erosão e estiagens e levantar dados sobre assoreamento. Em complemento, texto recomenda diagnósticos socioeconômico, ambiental, da vegetação, da fauna, da água (pluviometria, fluviometria, linimetria, infiltração, qualidade) e do solo (unidades, atributos físicos/químicos, posição no relevo), de modo a formar uma base integrada para planejamento. O objetivo é entender a realidade para propor soluções contextuais-evitando "receitas prontas". Nesse sentido, diagnóstico é chave para localizar intervenções prioritárias (ex.: contorno, cobertura, faixas, terraceamento) e orientar ações nas estradas rurais (bacias de retenção) que, se mal manejadas, potencializam a erosão e a descarga sólida a jusante.
Com essa lógica, os gestores querem selecionar a alternativa que melhor traduza escopo desse diagnóstico inicial, conforme texto. A melhor alternativa para diagnóstico é
A Medir apenas preços de insumos e margens por cultura.
Quantificar infiltração, mapear áreas de retenção/reflorestamento e avaliar erosão/assoreamento.
Levantar exclusivamente a biodiversidade aquática e avifauna migratória.
D Priorizar decretos municipais antes de qualquer medição de campo.

Uma cooperativa quer iniciar plantio direto em talhões com histórico de erosão e compactação. Material de orientação lista pré-requisitos e cuidados: (i) drenar pontos muito úmidos, quando necessário; (ii) descompactar previamente (subsolagem/ajustes) se houver camadas restritivas; (iii) nivelar a eliminando sulcos de erosão remanescentes; (iv) corrigir acidez/Al e ajustar nutrientes (ex.: P); (v) garantir palhada cobrindo = 50% da superfície (ou usar adubação verde para suprir cobertura); (vi) controlar plantas daninhas, incluindo perenes/agressivas (custo pode aumentar sem diagnóstico específico); (vii) treinar equipes e usar máquinas específicas (abrir sulco estreito apenas na linha de semeadura, mantendo restante intacto). Benefícios esperados: redução de erosão, melhor estabilidade térmica/hídrica, mais estrutura e, ao longo do tempo, melhor ciclagem (menores perdas por lixiviação; incremento de N e P). Entre desafios: risco de camadas compactadas em (monitorar e quebrar periodicamente), aumento da relação C/N da palhada e custo de herbicidas. Plano de implantação recomenda cronograma técnico e indicadores de acompanhamento.
Para iniciar plantio direto com segurança, devem-se
A priorizar preparo fora do Ponto de Sazão para minimizar patinagem.
corrigir acidez/Al e nutrientes, garantir palhada = 50% (ou adubação verde), tratar compactações prévias, nivelar a área e controlar daninhas com diagnóstico específico.
C manter arações e gradagens frequentes para acelerar a transição.
D eliminar palhada para evitar aumento da relação C/N.

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Questão 1/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Uma fazenda discute alternativas à subsolagem. consultor compara escarificação mecânica (hastes que rompem camadas subsuperficiais sem inversão de camadas, mantendo a palha na superfície, melhorando infiltração e aeração com menor custo de combustível) e limitações (baixa eficiência em áreas com touceiras e alta infestação de daninhas; não indicada para áreas nunca exploradas com muitos Em paralelo, apresenta-se a escarificação biológica por plantas de raízes pivotantes destaque para nabo forrageiro que criam bioporos estáveis e geram efeito mais duradouro na estrutura, embora demandem tempo e manejo adequado na rotação. A decisão deve considerar histórico de compactação, janela de umidade, cobertura e custo operacional. Em ambos casos, a meta é quebrar a resistência à penetração em subsuperficie, abrir caminhos para raízes e reduzir encharcamentos localizados. Segundo os conhecimentos adquiridos na disciplina, a escarificação A inverte camadas e enterra a palhada, como etapa final de semeadura. é indicada para áreas com alta infestação de touceiras, pois sua eficiência aumenta. C sempre substitui a necessidade de rotação de culturas. D rompe camadas subsuperficiais sem inversão, preserva a palhada e pode ser realizada mecanicamente (hastes) ou biologicamente (raízes pivotantes como nabo forrageiro). Questão 2/10 - Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Atente ao fragmento de texto a seguir: "Já pensou viver sem água? Nós precisamos de água, não só para a manutenção de nosso corpo, mas para uma série grande de atividades, eu até poderia dizer, para todas as nossas atividades. Ela é uma parte essencial para a existência da vida no nosso Planeta. A água um recurso natural não renovável e uma das grandes preocupações da humanidade." Fonte: Citação elaborada pelo autor dessa questão Considerando a passagem de texto apresentada e conteúdos do livro-base Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água, sobre uso da água pelo ser humano, ligue a primeira coluna com a segunda. (a) Uso consuntivo (b) Uso não consuntivo () Abastecimento público Dessentenção de animais Transporte aquaviário Geração de energia () Irrigação Qual é a sequência correta? A A,B,A,B,A B,A,B,A,B D A,A,B,B,A Questão 3/10 - Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Uma cooperativa decidiu avaliar cobertura morta (mulching) entre linhas de uma olerícola. Nos registros técnicos, destacam-se vantagens: proteger a estrutura do solo do impacto das gotas, diminuir escoamento superficial, aumentar matéria orgânica ao longo do tempo, estimular a atividade da biota do solo, reduzir erosão eólica, atenuar amplitude térmica e reduzir evapotranspiração, conservando água no A cobertura morta, quando bem manejada, constitui prática conservacionista que A aumenta temperatura do solo e volatilização, mantendo solo nu para maior aquecimento. intensifica escoamento, acelera aeração e substitui inteiramente adubação e correção. C amortece impacto das chuvas, conserva água e fortalece a biota, reduzindo perdas de solo. D reduz matéria orgânica, dificulta infiltração e amplia a desagregação por chuva.Questão 4/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Uma consultoria é contratada para elevar produtividade num talhão contíguo a um curso d'água usado por comunidades locais. A recomendação de um membro da equipe é remover cobertura, orientar linhas a favor do declive e adiar terraços, visando "maior rapidez operacional". A direção interpela a coordenação técnica, que, por sua vez, lembra que a conservação do solo protege serviços ambientais (qualidade da água, redução de sedimentos), e que a sustentabilidade requer decisões responsáveis face aos efeitos a jusante. A conduta profissional mais aderente ao compromisso socioambiental é propor um manejo que A concentre cortes em talvegues para drenar rapidamente, sem práticas mitigadoras no talhão. intensifique escoamento, remova palhada e desconsidere impactos sobre usuários a jusante. priorize velocidade de máquinas, admitindo perdas de solo como "custo operacional". D mantenha/eleve cobertura, alinhe operações em nível, associe terraços e reduza riscos ao curso d'água. Questão 5/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em voz alta A bacia hidrográfica é uma área de captação natural que converte escoamentos para um único exutório, organizada por divisores de água e rede de drenagem hierárquica. Nesse contexto, a microbacia é definida como a unidade com área inferior a 100 e drenagem direta ao curso principal de uma sub-bacia, formada usualmente por rios de e ordens (eventualmente sem consenso absoluto sobre área máxima em termos de hectares, mas comumente entre 10 e 20.000 ha. Para além do aspecto físico, texto enfatiza a microbacia como unidade de planejamento de uso e conservação, na qual atividades agrícolas devem ser pensadas integradamente: em microbacias com várias propriedades, a erosão em uma área pode afetar as demais, e intervenções isoladas tendem a ter eficácia limitada. Por isso, recomenda-se considerar conjunto como se fosse "uma única aplicando práticas conservacionistas combinadas (cobertura, contorno, faixas, adubação verde, terraceamento, controle de voçorocas, etc.) e integrando estradas rurais por seu papel crítico no escoamento e na erosão. Esse enfoque amplia a efetividade das medidas e potencializa serviços ecossistêmicos (como qualidade da água), conciliando produção, ambiente e pessoas. A característica correta sobre microbacias é A têm área tipicamente superior a 700 e drenagem difusa. são inadequadas como unidade de planejamento rural. possuem áreaQuestão 7/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em voz alta Uma fazenda cerealista reavalia a aração como prática rotineira. Benefícios citados: inversão de camadas até ~20 cm, rompimento da estrutura, oxigenação (expulsão de CO2/entrada de O2), mistura de matéria orgânica, enterro de restevas e redução de bancos de sementes; maior infiltração e aeração superficiais; facilidade para incorporar corretivos/adubos. relatório também aponta desvantagens: mobilizações frequentes reduzem fertilidade a longo prazo (lixiviação), podem trazer material menos fértil para a superfície (mistura de horizontes), expor solo à erosão hídrica/eólica e elevar custos (mais passadas/tempo/óleo). A equipe pretende manter a aração como ferramenta, mas sob critério: (i) relevo e risco de erosão; (ii) umidade (Ponto de Sazão); (iii) alternância de ao longo dos anos; (iv) integração com gradagem e controle de tráfego para evitar Conclui-se que "mais aração" não é sinônimo de melhor preparo: é preciso equilibrar produção e conservação numa lógica de custo- benefício. No uso criterioso da aração, reconhece-se que A a aração elimina qualquer necessidade de preparo secundário. quanto mais passadas de arado, maior a conservação da estrutura. inversões frequentes podem aumentar a susceptibilidade à erosão e reduzir fertilidade a longo prazo, devendo-se calibrar profundidade/frequência e integrar com gradagem e controle de tráfego. D a aração dispensa avaliação de relevo, pois sempre reduz risco de erosão. Questão 8/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em voz alta Um projeto territorial quer ampliar serviços ecossistêmicos do solo e resiliência climática. Considera-se implantar SAFs (silviagrícolas, silvipastoris, agrossilvipastoris) com alta diversidade, preferindo espécies nativas e leguminosas arbóreas (ex.: leucena, ingá, angico, acácias) capazes de fixar N, restaurar fertilidade e estruturar solo, ao mesmo tempo em que oferecem bens (grãos, madeira, forragem) e serviços (quebra-ventos, sombreamento). A literatura do projeto aponta melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, menor necessidade de adubação e agroquímicos, melhor conservação da água e do solo, maior biomassa e sequestro de carbono, inclusive com potencial de recuperação de solos degradados. Para maximizar conservação do solo e serviços ecossistêmicos, a decisão mais coerente é implantar SAFs que A integrem alta diversidade (preferindo nativas) e leguminosas, visando estrutura, ciclagem e sequestro de C. reduzam diversidade, evitem espécies nativas e eliminem estratos perenes no arranjo. desestimulem árvores por efeito de sombreamento, evitando a presença de raízes profundas. D priorizem monocultivos anuais contínuos, com menor biomassa e poucos serviços associados. Questão 9/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em voz alta Uma fazenda registrou redução de infiltração e perfil com resistência à penetração entre 25-35 cm, além de falhas de emergência após chuvas intensas. histórico mostra preparo frequente em solo fora do Ponto de Sazão (logo após chuvas) e tráfego pesado. Para a próxima safra, a gestão pede um plano de descompactação de médio prazo que concilie: (i) intervenção imediata em talhões mais críticos (janela curta); (ii) efeito estrutural duradouro (2-3 safras) com menor revolvimento; (iii) contenção de custos (passadas e combustível); e (iv) manutenção de cobertura para reduzir erosão. relatório técnico lembra: subsolagem/escarificação rompem camadas subsuperficiais sem inversão (menor custo que aração profunda), porém perdem eficiência sob touceiras e alta infestação de daninhas; escarificação biológica com pivotantes (ex.: nabo forrageiro) cria bioporos estáveis, com efeito mais persistente; operar no Ponto de Sazão minimiza deformações plásticas, aderência e compactação por tráfego. plano deve ainda sincronizar preparo primário/ secundário, evitando pulverização da estrutura e selamento superficial. Para restaurar a qualidade física com eficiência e menor risco, a melhor combinação é A manter aração profunda anual, pois quanto mais inversão, mais persistente efeito estrutural. usar subsolagem/escarificação nos pontos críticos no Ponto de Sazão, seguida de escarificação biológica (ex.: nabo forrageiro) para gerar bioporos estáveis, mantendo cobertura e evitando passadas desnecessárias. C eliminar toda a palhada e trabalhar o solo logo após a chuva para aproveitar a 'lubrificação'. D substituir preparo por gradagens sucessivas até pulverizar a camada superficial.Questão 10/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Produtores de sequeiro relatam perdas por veranicos e, no outro extremo, chuvas concentradas que formam enxurradas. As mudanças climáticas a alterações na dinâmica de temperatura e precipitação, reforçam a necessidade de conservação de água no solo e uso eficiente da água. Recomenda a Agricultura de Conservação (menos mobilização e cobertura persistente) para aumentar infiltração/armazenamento e reduzir escoamento; complementar com culturas tolerantes à seca e raízes profundas; adotar sistemas de apoio à decisão para planejar operações; e, quando pertinente, irrigação com maior eficiência (gotejamento/microaspersão) para compatibilizar oferta e demanda. Em paralelo, enfoque de microbacias exige que propriedades coordenem práticas (cobertura, contorno, faixas, terraceamento quando necessário, bacias de retenção em estradas) para mitigar picos de vazão e proteger a qualidade da água. A associação quer uma recomendação que maximize resiliência produtiva e ambiental. A melhor combinação para essa situação, é A Centralizar esforços em uma propriedade "piloto", ignorando vizinhos. Descartar cobertura para aumentar aquecimento do solo na emergência. C Preparos intensivos para "abrir" solo e acelerar a drenagem superficial. D Plantio direto/cobertura + cultivares tolerantes + apoio à decisão + eficiência de irrigação quando aplicável + coordenação por microbacia. Questão 2/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em voz alta Uma secretaria municipal quer elaborar um plano de gestão de recursos hídricos em microbacias com histórico de estiagens e cheias. A gestão deve ocorrer em diferentes escalas de tempo e espaço e que a microbacia é unidade privilegiada por integrar subsistemas biológico, físico, econômico e social. Recomenda realizar diagnósticos: físico- conservacionista (retenção por infiltração, áreas para reflorestamento/faixas, erosão/estiagens, assoreamento), da água (pluviometria, fluviometria, linimetria, qualidade, infiltração), do solo (unidades, estrutura, atributos físico-químicos, posição no relevo), socioeconômico, ambiental, vegetação e fauna. Somente então se elaboram prognósticos e se definem práticas (cobertura, contorno, faixas, adubação verde, terraceamento) e intervenções em estradas (bacias de retenção). A equipe pressiona por medidas "rápidas", sugerindo iniciar obras sem levantamento de dados. gestor técnico quer manter a abordagem do texto, articulando conservação do solo-água, eficiência de irrigação quando couber e planejamento intersetorial para reduzir conflitos entre usos consuntivos e não consuntivos. A postura técnica correta é A Conduzir diagnósticos multidimensionais antes dos prognósticos e da seleção de práticas. Começar obras imediatamente e ajustar depois conforme percepção dos moradores. C Decidir apenas por critérios econômicos, adiando medições físicas. D Focar somente em fauna e flora, por serem variáveis mais "rápidas". Questão 3/10 - Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Uma usina relatou aumento de consumo de combustível, formação de torrões resistentes e posterior selamento superficial após uma frente de preparo. A auditoria de campo observou que trabalho foi realizado logo após chuva, com solo ainda além do Ponto de Sazão. Em outros talhões, esperando secagem, a aração ficou excessivamente difícil, demandando múltiplas passadas para destorroar. comitê técnico quer padronizar a tomada de decisão: consolidar critérios para operar no Ponto de Sazão (umidade ideal que minimiza esforço e dano físico), organizar janelas de preparo de acordo com tipo de solo e readequar a sequência de operações (preparo primário ? preparo secundário) para reduzir pulverização da estrutura e compactação por tráfego. material de treinamento destaca que solo muito úmido favorece deformações plásticas, aderência de solo em máquinas e compactação; solo muito seco eleva exigência de força e custo por hectare. Decisões integradas ao sistema de cultivo (convencional, cultivo mínimo, plantio direto) e aos implementos disponíveis (arado, grade, escarificador/subsolador) ajudam a conciliar eficiência e conservação. Como diretriz, recomenda-se monitorar a umidade do perfil, priorizar áreas com melhor condição hídrica e sincronizar frentes de trabalho para entrar no ponto reduzindo passadas, custo e risco de erosão subsequente. Para reduzir custo e dano estrutural, a equipe deve priorizar preparo no Ponto de Sazão, que é A a faixa de umidade em que solo oferece menor resistência ao preparo, evitando por excesso de água e força excessiva por déficit hídrico. o momento após chuva, com maior lubrificação do solo, ainda que haja aderência às máquinas. C a primeira janela disponível, independentemente da umidade, para cumprir o cronograma. D a condição de solo seco, pois a resistência à ruptura sempre é menor.Questão 4/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em voz alta Atente a seguinte citação: "Aração é uma técnica de preparo de solo muito utilizada e tradicional, que consiste basicamente, da inversão das camadas do solo, isto é, a parte que está embaixo vai para a superficie e vice-versa. Esta inversão normalmente é feita até 20 cm de profundidade, dependendo do tipo de cultura agrícola e a ser plantada e do tipo de solo. Tem como função principal de romper a estrutura do solo." Fonte: Citação elaborada pelo autor dessa questão. Considerando a citação de texto acima e conteúdos do livro-base de Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água, sobre tipos de equipamentos utilizados na aração, ligue a primeira coluna com a segunda. (A) Arado de disco (B) Arado de disco recortado (C) Aiveca São constituídos por uma relha, aiveca e rasto (ou chamado também de costaneira). São compostos por um disco e um cubo, que são fixados em uma coluna e possuem borda lisa () São compostos por um disco e um cubo, que são fixados em uma coluna, e tem as bordas recortadas Eles são fixados em uma coluna, podendo ter um ou sega-circular. Têm seção quadrangular. Qual é a sequência correta? A C Questão 5/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Uma rota vicinal crítica corta a microbacia em forte declive, variando de 8% a 14%, e largura entre 8 e 12 metros. Após chuvas, a via concentra grandes volumes d'água, formando ravinamentos e carreando sedimentos ao curso d'água. projeto executivo prevê bacias de retenção ao longo da estrada. Os princípios essenciais: (i) dimensionar volume com base na Equação 2 (V = adotando precipitação de projeto (p.ex., 100 mm/24h quando faltarem dados), com coerência de unidades; (ii) instalar preferencialmente após período chuvoso; (iii) revegetar taludes e escarificar fundo em solos (iv) manutenção periódica para remover sedimentos; (v) reduzir espaçamento entre bacias quando aumentam declividade e largura. Diante do cronograma apertado, a empreiteira sugere iniciar as obras ainda durante auge das chuvas, com espaçamentos padronizados e sem preparo de taludes, para "entregar rápido". A equipe técnica precisa se posicionar com base no texto quanto à sequência e ao método de implantação para garantir funcionalidade hidrológica e segurança. A decisão correta alinha a essas recomendações é A Reforçar compactação do fundo para manter lâmina permanente como "amortecedor". Executar apenas valas de crista para conduzir água rapidamente ao rio, sem bacias. C Implantar após período chuvoso, dimensionar volumes, ajustar espaçamentos por declividade/largura e revegetar/escarificar. D Padronizar grande espaçamento entre bacias para reduzir custos e começar as obras no pico das chuvas. Questão 6/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Uma cooperativa quer transitar de convencional para plantio direto em talhões com sulcos de erosão e compactação sob horizontes superficiais. cronograma pressiona, mas a área ainda apresenta encharcamentos localizados. A equipe deve decidir que fazer antes do primeiro plantio direto para evitar falhas e custos desnecessários. O manual do sistema recomenda: drenar pontos muito úmidos quando necessário; descompactar previamente camadas restritivas; nivelar a superfície eliminando sulcos; corrigir acidez/Al e nutrientes (ex.: P); garantir palhada = 50% da superfície (ou realizar adubação verde); e controle específico de plantas daninhas (inclusive perenes/agressivas) antes da semeadura, com maquinário adequado para abrir sulco estreito apenas na linha. Para iniciar o plantio direto com segurança nessa condição, o passo mais aderente às recomendações é A gradear repetidamente até eliminar torrões e sulcos, reduzindo a necessidade de cobertura. manter o preparo convencional nesta safra e retirar toda a palhada para "zerar" a C/N. abrir as linhas de semeadura em solo saturado para aproveitar a umidade. D nivelar e corrigir terreno (drenagem pontual, descompactação prévia, correção de acidez/Al e P), assegurar palhada = 50% (ou adubação verde) e controlar daninhas antes da semeadura com máquinas específicas.Questão 7/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Numa consultoria em região com solos arenosos, relevo plano e estiagens frequentes, agricultores relataram poeira intensa em dias de vento. A equipe discutiu que a erosão eólica é favorecida por vento com velocidade a partir de ~13 km/h, solo seco e descoberto, baixa estabilidade de agregados, textura arenosa e superfícies sem obstáculos/vegetação. A erosão eólica tende a intensificar-se quando A a superfície é áspera por palhada espessa, reduzindo o cisalhamento do ar. B solo permanece saturado, com densa cobertura e profundas perenes. há vento mais veloz, solo exposto e arenoso, pouca umidade e ausência de barreiras vegetais. D relevo é montanhoso, com abundância de curvas de nível e faixas de retenção. Questão 8/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Ao construir uma estrada, remove-se a vegetação e compacta-se ou impermeabiliza-se o solo, que reduz a infiltração e acelera escoamento para as laterais, aumentando a velocidade e poder erosivo da água. Em vias não pavimentadas, fenômeno comum no meio rural, problema pode ser ainda mais severo. Como consequência, a estrada se torna ponto crítico de erosão e de aporte de sedimentos a jusante, deteriorando também a trafegabilidade. Para enfrentar isso, texto propõe medidas análogas às do campo: interromper comprimento de rampa (seguir curvas de nível quando possível), e, sobretudo, bacias de retenção. As bacias captam a água concentrada, reduzem a velocidade do fluxo e favorecem a infiltração desde que sejam dimensionadas com base no volume esperado, implantadas em períodos sem chuvas, revegetadas nos taludes e escarificadas no fundo quando necessário (especialmente em solos argilosos/compactados), além de receberem manutenção periódica para remoção de sedimentos. O espaçamento entre bacias deve diminuir à medida que aumentam declividade e largura da estrada, pois esses fatores elevam tanto volume quanto a velocidade da água captada. Em algumas situações, pode-se construir bacias em ambos lados da estrada, dividindo volume e utilizando raios menores. Em suma, conservar estradas é conservar a microbacia: manejo adequado dessas infraestruturas reduz erosão e protege a qualidade da água a jusante A função principal das bacias de retenção em estradas é A captar e desacelerar a água concentrada, promovendo infiltração e reduzindo erosão. manter lâmina permanente, impedindo infiltração. C acelerar fluxo para remover sedimentos rapidamente para rio. D substituir as práticas agrícolas conservacionistas no entorno. Questão 9/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Uma propriedade deseja padronizar caderno de campo e separa preparo em etapas para melhorar custos e desempenho. Com base na aula, a equipe registra: preparo primário (ou inicial) aração, escarificação e subsolagem (usualmente 1-2 meses antes do plantio), com objetivos de descompactar (superficie e e melhorar infiltração/aeração; e preparo secundário gradagem e nivelamento, para deixar a camada superficial em condição favorável à semeadura e emergência (redução de torrões e melhor contato semente-solo). Essa distinção é útil para planejar logística de máquinas, janelas de umidade e tipo de solo. A escarificação mecânica, embora menos invasiva que a aração, não é universalmente indicada (ex.: áreas com touceiras ou elevada infestação de daninhas). Alternativamente, a escarificação biológica com plantas de pivotantes (ex.: nabo forrageiro) cria bioporos mais persistentes e melhora agregação, mas exige tempo de manejo. Ao final, a fazenda formaliza protocolos de decisão para cada etapa, reduzindo retrabalho e impacto estrutural. São operações típicas do preparo primário e do preparo secundário, respectivamente A (primário) aplicação de herbicida; (secundário) semeadura direta. (primário) rolagem com rolo-faca; (secundário) adubação de cobertura. C (primário) (secundário) gradagem/nivelamento. D (primário) gradagem leve; (secundário) subsolagem.Questão 10/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Um projeto territorial quer ampliar serviços ecossistêmicos do solo e resiliência climática. Considera-se implantar SAFs silvipastoris, agrossilvipastoris) com alta diversidade, preferindo espécies nativas e leguminosas arbóreas (ex.: leucena, ingá, angico, acácias) capazes de fixar N, restaurar fertilidade e estruturar solo, ao mesmo tempo em que oferecem bens (grãos, madeira, forragem) e serviços (quebra-ventos, sombreamento). A literatura do projeto aponta melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, menor necessidade de adubação e agroquímicos, melhor conservação da água e do solo, maior biomassa e sequestro de carbono, inclusive com potencial de recuperação de solos degradados. Para maximizar conservação do solo e serviços ecossistêmicos, a decisão mais coerente é implantar SAFs que Nota: 0.0 Você não pontuou essa questão A integrem alta diversidade (preferindo nativas) e leguminosas, visando estrutura, ciclagem e sequestro de C. reduzam diversidade, evitem espécies nativas e eliminem estratos perenes no arranjo. contrariam fundamentos, reduzindo serviços do solo/água e papel dos SAFs. C desestimulem árvores por efeito de sombreamento, evitando a presença de raízes profundas. Você assinalou essa alternativa (C) contrariam fundamentos, reduzindo serviços do solo/água e papel dos SAFs. D priorizem monocultivos anuais contínuos, com menor biomassa e poucos serviços associados. contrariam fundamentos, reduzindo serviços do solo/água e papel dos SAFs. Questão 1/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em voz alta Atente a seguinte citação: "Conservação de Solos pode ser definida como um conjunto de ações que visa manter ou recuperar as propriedades físicas, química e biológicas de um solo. Para isso, devemos estabelecer alguns critérios básicos de uso, de manejo dos solos, visando não comprometer sua capacidade produtiva. Assim podemos proteger solo contra processos de erosão, aumentar a capacidade do solo em nos fornecer água e nutrientes, e promover a atividade biológica dos Fonte: Citação elaborada pelo autor dessa questão A partir do conteúdo do livro-base Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água, que tipos de atividades podemos incluir na conservação do solo? Analise as sentenças abaixo: A manutenção do desequilíbrio do solo; II. uso de forma adequada do solo; III. manejo adequado do solo através da adubação, correção, irrigação e drenagem; IV. Controle da erosão, principalmente aquela que ocorre de forma acelerada; V. Controle da poluição causada pela atividade agrícola. Agora assinale as sentenças corretas: A II, apenas III e IV, apenas C I, e IV, apenas D II, III, IV e V, apenasQuestão 2/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Uma área com declividade = 3% adotou linhas de semeadura em curvas de nível e operações transversais ao declive. Após duas safras, observou-se redução da velocidade da água na encosta, maior infiltração nos pontos de contorno e redução das perdas de solo. cultivo em nível, praticado corretamente, atua como obstáculo ao escoamento superficial e pode reduzir perdas de solo em até cerca de A 150%, exigindo redução total da cobertura para ganhar velocidade da água. 0%, já que não interfere na infiltração em níveis topográficos. C 5%, bastando isoladamente para eliminar a erosão em qualquer rampa. D 50%, com associação a outras medidas conservacionistas para resultados sustentáveis. Questão 3/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Em talhão ondulado, o produtor alternou faixas (20-40 m) com cultura principal de menor cobertura e plantas de maior cobertura (adubos verdes) seguindo curvas de nível. Observou-se quebra do comprimento efetivo de rampa, redução da velocidade da água, maior proteção superficial e benefício nutricional por ciclagem. cultivo em faixas, ao alternar espécies de maior e menor cobertura ao longo do declive, constitui prática que A acelera escoamento ao alinhar faixas ao maior declive e remover cobertura superficial. inibe a infiltração ao interpor barreiras rígidas e impermeáveis no perfil. C elimina a necessidade de terraceamento em qualquer condição de relevo e solo. D reduz a erosão hídrica ao diminuir a energia da enxurrada e agrega ganhos de ciclagem de nutrientes. Questão 4/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Uma empresa florestal quer adotar cultivo mínimo na renovação de talhões de eucalipto e áreas de pastagem em solos suscetíveis à erosão. A meta é reduzir número de operações, mobilização e custo, mantendo de mudas e controle de daninhas. dossiê lista variantes: escarificação sobre cobertura (picada ou não), lanço de leguminosa de cobertura seguido de sulcamento e semeadura, sulcamento com resteva em pé e limpeza entre linhas; combinações gradeação-plantio, aração-plantio ou subsolagem-plantio (arranjos de preparo reduzido). Vantagens: possibilidade de plantar mesmo em períodos chuvosos, redução de erosão face ao convencional, menos melhor manutenção de resíduos com intervenções leves. A proposta operacional deve escolher a variante conforme solo/maquinário, definir metas de cobertura, controle de daninhas e janela hídrica, e estabelecer indicadores (sobrevivência, crescimento, custo/ha). No contexto descrito, cultivo mínimo é porque A aumenta a mobilização para acelerar a mineralização e reduzir a C/N. dispensa qualquer manejo de daninhas, pois a cobertura elimina a competição. C exige sempre aração profunda, apenas com menos passadas. D reduz operações e mobilização, permitindo plantio até em épocas chuvosas, com menor erosão e manutenção de resíduos via intervenções leves, sem exigir pacote completo do plantio direto.Questão 5/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em voz alta Um município pretende implementar um programa de manejo por microbacias hidrográficas para reduzir a erosão, ampliar a infiltração e melhorar a qualidade dos corpos d'água. primeiro passo é diagnóstico cuja finalidade é quantificar a retenção de água da chuva por infiltração e subsidiar prognóstico de retenção/controle das águas na microbacia. Esse diagnóstico inclui, entre outros pontos, identificar áreas para reflorestamento, delimitar faixas de retenção, indicar técnicas de conservação do solo, avaliar efeitos de erosão e estiagens e levantar dados sobre assoreamento. Em complemento, texto recomenda diagnósticos socioeconômico, ambiental, da vegetação, da fauna, da água (pluviometria, fluviometria, linimetria, infiltração, qualidade) e do solo (unidades, atributos físicos/químicos, posição no relevo), de modo a formar uma base integrada para planejamento. objetivo é entender a realidade para propor soluções contextuais-evitando "receitas prontas". Nesse sentido, diagnóstico é chave para localizar intervenções prioritárias (ex.: contorno, cobertura, faixas, terraceamento) e orientar ações nas estradas rurais (bacias de retenção) que, se mal manejadas, potencializam a erosão e a descarga sólida a jusante. Com essa lógica, os gestores querem selecionar a alternativa que melhor traduza escopo desse diagnóstico inicial, conforme texto. A melhor alternativa para diagnóstico é A Medir apenas preços de insumos e margens por cultura. Quantificar infiltração, mapear áreas de retenção/reflorestamento e avaliar erosão/assoreamento. Levantar exclusivamente a biodiversidade aquática e avifauna migratória. D Priorizar decretos municipais antes de qualquer medição de campo. Questão 6/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em voz alta Atente ao fragmento de texto a seguir: "Para construirmos uma estrada primeiro precisamos retirar toda a vegetação e depois compactar solo ou impermeabilizar este solo. Esta ação fará com que a infiltração de água nesta área seja praticamente nula. Esta água vai para as laterais, se acumula e sua velocidade aumenta muito, aumentando a erosão. Aquelas estradas que não são pavimentadas, que é muito comum no meio rural, sofrem ainda mais com este fenômeno. Então captar esta água é de grande importância para que não se formem estas grandes massas de água, com enorme poder de erosão. Uma solução para isso é direcionar esta água e captar nas chamadas Bacias de Retenção." Fonte: Citação elaborada pelo autor dessa questão Pensando no conteúdo do livro-base Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água, calcule volume da Bacia de Retenção a ser construída, levando-se em conta uma estrada de 5 m de largura e que a Bacia de Retenção tem 1 metro de profundidade. Qual é a resposta correta? A 25 m² 12,5 37, 5 D 73, 5 m² Questão 7/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Uma cooperativa quer iniciar plantio direto em talhões com histórico de erosão e compactação. material de orientação lista pré-requisitos e cuidados: (i) drenar pontos muito úmidos, quando necessário; (ii) descompactar previamente (subsolagem/ajustes) se houver camadas restritivas; (iii) nivelar a eliminando sulcos de erosão remanescentes; (iv) corrigir acidez/Al e ajustar nutrientes (ex.: P); (v) garantir palhada cobrindo = 50% da superfície (ou usar adubação verde para suprir cobertura); (vi) controlar plantas daninhas, incluindo perenes/agressivas (custo pode aumentar sem diagnóstico específico); (vii) treinar equipes e usar máquinas específicas (abrir sulco estreito apenas na linha de semeadura, mantendo restante intacto). Benefícios esperados: redução de erosão, melhor estabilidade térmica/hídrica, mais estrutura e, ao longo do tempo, melhor ciclagem (menores perdas por lixiviação; incremento de N e P). Entre desafios: risco de camadas compactadas em (monitorar e quebrar periodicamente), aumento da relação C/N da palhada e custo de herbicidas. plano de implantação recomenda cronograma técnico e indicadores de acompanhamento. Para iniciar plantio direto com segurança, devem-se A priorizar preparo fora do Ponto de Sazão para minimizar patinagem. corrigir acidez/Al e nutrientes, garantir palhada = 50% (ou adubação verde), tratar compactações prévias, nivelar a área e controlar daninhas com diagnóstico específico. C manter arações e gradagens frequentes para acelerar a transição. D eliminar palhada para evitar aumento da relação C/N.Questão 8/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Os consuntivos implicam retirada do recurso com perda entre volume captado e devolvido ao ambiente, como: (a) abastecimento público (uso "mais nobre", exigindo tratamento); (b) abastecimento industrial (em processos e serviços auxiliares); (c) irrigação e dessedentação de animais (maior uso no Brasil e no mundo, com requisitos mínimos de qualidade para saúde animal e cultivos). Já não consuntivos não exigem retirada com perda por exemplo: recreação e lazer (exigindo alta qualidade sanitária), preservação da fauna e flora (manutenção de condições sem alterações prejudiciais), geração de energia (ênfase na proteção de equipamentos e controle de eutrofização), navegação (menor exigência de qualidade) e diluição de despejos (uso "menos nobre" e de risco se indiscriminado). Essa distinção é crucial para planejamento agrícola e territorial: define prioridades, padrões de qualidade e as tecnologias mais adequadas (como irrigação eficiente). Ao longo do texto, a noção de qualidade aparece como variável-chave em cada uso, interferindo tanto em saúde pública quanto em desempenho produtivo e integridade ecossistêmica. Com base nessa diferenciação, é possível planejar políticas e práticas que equilibrem produção, bem-estar humano e conservação, sobretudo em contextos de escassez hídrica e mudanças climáticas. Assim, identificar corretamente a natureza do uso (consuntivo ou não) e suas implicações de qualidade permite escolhas mais assertivas, evitando conflitos, desperdícios e impactos ambientais indesejados. uso consuntivo é por meio da A Irrigação de culturas agrícolas e dessedentação de animais. Recreação e lazer em balneários naturais. C Preservação de fauna e flora aquática. D Navegação interior em rios de planície. Questão 9/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Um coletivo de produtores familiares decidiu submeter-se a uma capacitação em conservação do solo após constatar queda na produtividade, aumento de sulcos rasos após chuvas intensas e turvação de um córrego da comunidade. No diagnóstico participativo, os técnicos explicaram que a conservação do solo não se restringe a "evitar enxurradas", mas que envolve um conjunto de ações voltadas a manter ou recuperar as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, protegendo-o contra a erosão (hídrica e eólica), elevando sua capacidade de infiltração de água, favorecendo fornecimento de nutrientes e estimulando a atividade biológica (micro e macro-organismos). Reforçaram, ainda, que solo é a base dos sistemas de produção, desempenhando funções ecológicas e servindo de suporte para casas, biota e atividades produtivas, que torna sua conservação um pilar do desenvolvimento sustentável para as atuais e futuras gerações. Ao final, solicitaram que cada produtor, por escrito, completasse a seguinte afirmação sobre a essência da conservação do solo, considerando as dimensões de uso adequado, manejo (adubação, correção, irrigação e drenagem), controle da erosão e da poluição agrícola: "A conservação do solo, na propriedade rural, deve ser entendida como um conjunto de ações integradas que A mantêm ou recuperam equilíbrio do solo, protegendo-o da erosão e sustentando água, nutrientes e atividade biológica. substituem a cobertura do solo por preparo intenso, focando apenas na redução de enxurradas superficiais. priorizam a eliminação de resíduos e aeração, restringindo-se à dimensão física do manejo do solo. D aplicam corretivos isolados e irrigação, dispensando práticas que envolvam cobertura e biodiversidade. Questão 10/10 Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água Ler em alta Uma fazenda discute alternativas à subsolagem. consultor compara escarificação mecânica (hastes que rompem camadas subsuperficiais sem inversão de camadas, mantendo a palha na superficie, melhorando infiltração e aeração com menor custo de e limitações (baixa eficiência em áreas com touceiras e alta infestação de daninhas; não indicada para áreas nunca exploradas com muitos Em paralelo, apresenta-se a escarificação biológica por plantas de pivotantes destaque para nabo forrageiro que criam bioporos estáveis e geram efeito mais duradouro na estrutura, embora demandem tempo e manejo adequado na rotação. A decisão deve considerar histórico de compactação, janela de umidade, cobertura e custo operacional. Em ambos os casos, a meta é quebrar a resistência à penetração em subsuperficie, abrir caminhos para e reduzir encharcamentos localizados. Segundo os conhecimentos adquiridos na disciplina, a escarificação A inverte camadas e enterra a palhada, como etapa final de semeadura. é indicada para áreas com alta infestação de touceiras, pois sua eficiência aumenta. C sempre substitui a necessidade de rotação de culturas. D rompe camadas subsuperficiais sem inversão, preserva a palhada e pode ser realizada mecanicamente (hastes) ou biologicamente (raízes pivotantes como nabo forrageiro).

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